 |
Agência Diap, 21 de
junho de 2007
RELAÇÕES DE TRABALHO
PLP 8/03: projeto substitui indenização
por proteção contra demissão
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 8/03, do deputado Maurício Rands
(PT/PE), dispondo sobre a proibição da demissão imotivada,
recebeu parecer favorável do deputado Roberto Santiago (PV/SP), na Comissão
de Trabalho, onde aguarda votação. A matéria deverá ser
examinada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça.
O projeto era o primeiro item da pauta da Comissão de Trabalho de hoje,
20/06, mas foi retirado. A matéria já sofreu um pedido de vista
coletiva.
O projeto regulamenta o inciso I, do artigo 7º da Constituição,
que inclui entre os direitos dos trabalhadores “relação
de emprego protegida contra despedida arbitraria ou sem justa causa, nos termos
de lei complementar, que preverá indenização compensatória,
dentre outros direitos”.
O artigo 10 da Constituição, no Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, determinou que “Até que seja
promulga a lei complementar a que se refere o artigo 7º inciso I, da Constituição”,
a proteção ali referida “fica limitada à proteção
nele referida ao aumento, para quatro vezes, da porcentagem prevista no artigo
6º, caput e parágrafo 1º da Lei 5.107, de 13 de setembro de
1966 (Revogada pela Lei 7.839/89, que também foi revogado pela Lei 8.036/90).
Esta lei fixa a indenização por dispensa sem justa causa em 10%
do saldo do FGTS, que o dispositivo Constitucional eleva para 40%.
Conseqüência
A conseqüência da
aprovação do projeto será a substituição
da multa de 40% sobre o saldo do FGTS - que fica automaticamente derrogado
após a transformação do projeto em lei - por uma
proteção contra a despedida arbitrária ou imotivada.
Em que pese a previsão expressa de que o ônus da prova cabe ao
empregador, bem como que a dispensa sem amparo está sujeita à nulidade
pela Justiça do Trabalho, inclusive por tutela antecipada, o tema requer
um texto que efetivamente proteja o trabalhador contra a dispensa imotivada,
sob pena de não se ter nem a indenização nem a garantia
efetiva de emprego.
Diante das controvérsias que o projeto apresenta, o DIAP pediu ao advogado
Edésío Passos, membro de seu corpo técnico e renomado
advogado trabalhista, que analisasse o texto do deputado Maurício Rands.
O advogado recomenda algumas mudanças no texto para tornar mais explicita
a proteção. Segue a analise do Dr. Edésio:
Comentários
Trata da regulamentação
do inciso I do art. 7º da Constituição Federal que
protege a relação de emprego contra a despedida arbitrária
ou sem justa causa. Apresento algumas emendas para análise.
Art. 1º Esta lei complementar estabelece medidas de proteção
da relação de emprego contra a despedida arbitrária ou
sem justa causa.
Art. 2º Considera-se despedida arbitrária ou sem justa causa aquela
que não se fundar em justo motivo objetivo ou subjetivo
Proponho a seguinte alteração:
Art. 2º Considera-se despedida
arbitrária ou sem justa causa aquela que não se fundar
em justo motivo objetivo.
Supressão do justo motivo subjetivo, uma vez que nas relações
de trabalho não pode ocorrer avaliação subjetiva da atividade
do empregado. Todos os fatores relacionados com o rompimento do Contrato de
Trabalho pelo empregador devem ser objetivos.
Art. 3º Considera-se justo motivo objetivo autorizativo da despedida aquele
relacionado com necessidade do empregador em virtude de dificuldade econômica
ou financeira, ou reestruturação produtiva.
Art. 4º Considera-se justo motivo subjetivo autorizativo da despedida
arbitrária ou sem justa causa a indisciplina ou insuficiência
de desempenho do empregado.
Deverá haver supressão do artigo 4º
A indisciplina já está prevista
na CLT como um dos motivos para a despedida por justa causa.
A insuficiência de desempenho do empregado não pode ser fator
resilitivo do Contrato de Trabalho, pois poderão ser adotadas medidas
de correção ou de melhoria na capacitação do empregado.
Art. 5º O ônus da prova em eventual controvérsia administrativa
ou judicial sobre a despedida incumbe ao empregador.
Art. 6º A despedida que não se fundar em justo motivo objetivo
ou subjetivo pode ter sua nulidade declarada judicialmente com a conseqüente
reintegração, facultando-se inclusive a tutela antecipada específica,
ou, a critério do empregado, pode ser indenizada.
O artigo 6º poderá ter a seguinte redação:
Art.6º A despedida
que não se fundar em justo motivo objetivo pode ter sua nulidade
declarada judicialmente.
§ 1º No caso da declaração de nulidade, o empregado será reintegrado
em suas funções, com o pagamento de todas as verbas remuneratórias
do período de afastamento.
§ 2º No caso da reintegração ser desaconselhada, o juiz,
além da condenação do empregado no pagamento das verbas
remuneratórias do período de afastamento, poderá fixar valor
indenizatório pela rescisão do Contrato de Trabalho, nunca inferior
a uma remuneração por ano de serviço prestado acrescida
das demais versões decorrentes da rescisão contratual.
Manteve-se a supressão da expressão subjetivo e definiu-se a
garantia remuneratória quando da reintegração, assim como
das verbas rescisórias.
|
DEPACOM, 21 de junho de
2007
Federações de Trabalhadores da Construção e
do Mobiliário se reúnem em Minas
O Departamento Profissional da Construção e do Mobiliário
- DEPACOM, realizou no último dia 12 de junho, reunião com
as Federações de Trabalhadores na Construção
e no Mobiliário filiadas ao Departamento.
A reunião foi realizada no auditório da FETICOM/MG, em
Belo Horizonte/MG.
Dentre outros assuntos foi discutido o seguinte:
1) Assuntos da construção e do mobiliário;
2) Informes sobre o julgamento do processo judicial da Confederação
fantasma;
3) Planejamento de curso para construção e mobiliário
ligado ao DEPACOM em nível nacional;
4) Discussão Nacional com a C.B.I.C. com o protocolo de intenções
para o desenvolvimento do país.
5) Outros assuntos pertinentes.
|
ESTADÃO.COM / SÃO PAULO, 21 de
junho de 2007
Taxa de desemprego no País fica
estável em maio
Índice no mês é de
10,1%, a mesma taxa de abril; ocupados somam 20,52 milhões
Jacqueline Farid
RIO - A taxa de desemprego apurada pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais
regiões metropolitanas do País ficou em 10,1% em maio,
exatamente no mesmo patamar apurado em abril e março. O resultado
ficou um pouco acima das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência
Estado, que iam de 9,7% a 10%.
Em maio de 2006, a taxa havia sido de 10,2%.
O número de pessoas ocupadas ficou em 20,52 milhões nas
seis regiões, com variação de 0,1% ante abril e
de 2,7% ante maio do ano passado. O número de desocupados totalizou
2,31 milhões, sem variação ante o mês anterior
e com aumento de 2,3% ante maio de 2006.
O rendimento médio real dos ocupados
chegou a R$ 1.120,30, com alta de 0,3% ante abril e 3,9% ante maio
de 2006. A massa de rendimento real efetivo da população
ocupada, cujos resultados se referem a abril de 2007, mas também
foram divulgados nesta quinta-feira, 21, foi estimada em R$ 22,7 bilhões,
com aumento de 0,9% ante março e 5,6% ante abril do ano passado.
|
INFO
PESSOAL, 21 de junho de 2007
Famílias chefiadas por idosos possuem
maior poder de compra, aponta estudo
SÃO PAULO - A presença
de idosos como chefes de família permite a elevação
do poder de compra, por conta da renda mais estável dessas pessoas.
A constatação faz parte do estudo "Gasto e Consumo
das Famílias Brasileiras Contemporâneas", divulgado
na quarta-feira (20) pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas
(Ipea).
Para se ter uma idéia,
a renda mensal per capita das famílias chefiados por idosos é de
R$ 548,94 em média, contra R$ 484,77 das famílias que
não têm idosos chefes em sua composição.
Maiores
gastos com saúde
Segundo o Ipea, as famílias que possuem idosos gastam, em média,
R$ 32,49 por mês com serviços de saúde. Deste valor, a
maior parte vai para o pagamento de planos de saúde: R$ 14,67 mensais.
Entre as regiões, percebe-se
que o Sudeste apresenta as maiores despesas mensais com serviços
de saúde para as famílias com idosos, R$ 46,18.
Na seqüência, vêm
o Sul, com R$ 30,61 em média; o Centro-Oeste, com R$ 29,36;
o Nordeste, com R$ 14,54; e o Norte, com R$ 12,78.
Diferença
entre as classes
Enquanto as famílias com renda mensal de até 2,5 salários
mínimos que possuem idosos gastam cerca de R$ 4,50 por mês com
serviços de saúde, as que possuem renda de 25 mínimos
despendem R$ 205,03.
Além disso, na classe
mais alta, o valor gasto com cirurgia (R$ 66,11) é quase igual
ao destinado aos planos de saúde (R$ 72,89). Nas classes com
renda inferior, os gastos com cirurgia e tratamento dentário
são muito menores.
|
INFO
PESSOAL, 21 de junho de 2007
"De Olho no Imposto" segue
sem alterações para a Câmara dos Deputados
SÃO PAULO - Na última
terça-feira (19), o Projeto de Lei n° 174/06 ("De olho
no Imposto") foi encaminhado para a Câmara dos Deputados,
sem que nenhuma emenda fosse apresentada. Anteriormente, o PL tramitava
no Senado.
Conforme divulgou o Diário
do Comércio, quando chegar à Câmara, a proposta
deve passar pela Comissão de Tributação e Finanças
(CTF) e, depois, pela Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ).
Prestação
de contas
Como o intuito do projeto é fazer com que o governo preste contas à população
sobre aquilo que arrecada, o projeto torna obrigatório que as notas
fiscais discriminem o valor dos tributos incidentes no consumo de mercadorias
e serviços.
Segundo pesquisa realizada
pela Ipsos/Opinion no ano passado, 86% dos brasileiros não sabem
que pagam impostos e 93% acreditam que o governo não utiliza
bem o dinheiro arrecadado com tributos.
Sobre
o movimento
Após representantes de 400 entidades de classe levarem 1,564 milhão
de assinaturas de consumidores brasileiros pedindo a regulamentação
do projeto, o "De Olho no Imposto" chegou ao Congresso em maio de
2006.
Quem quiser obter mais informações
sobre ele e também sobre o peso dos tributos pagos anualmente
pelos brasileiros pode visitar o site www.deolhonoimposto.org.br.
|
INFO
PESSOAL, 21 de junho de 2007
Empregabilidade: se você quer
sobreviver no mercado de trabalho, priorize-a!
SÃO PAULO - Quando se
ingressa no mercado de trabalho, deve-se ter a consciência quanto
ao esforço constante de manter-se nele. Para isso, é preciso
que o profissional esteja sempre alerta ao seu crescimento, no que
ele tem de positivo a oferecer à sua área. Isto é empregabilidade.
Jamais
se acomode
Por mais que o seu emprego atual seja tudo o que você sonhou, procure
sempre avançar em seu segmento. Jamais se sinta confortável o
suficiente para estacionar.
Sabe-se que a competição
no mercado de trabalho é hoje cada vez mais acirrada. Além
do grande número de profissionais que disputam as vagas existentes,
anualmente a concorrência se expande com novos profissionais
recém-formados procurando o seu lugar ao sol, sem muita experiência,
mas com muitos cursos na bagagem e vontade de crescer.
É importante, acima
de tudo, manter-se informado. Não se feche apenas no que você faz,
amplie sempre horizontes.
Interesse
e disciplina
Muitas vezes torna-se complicado custear novos cursos, quando se está empregado.
Primeiro pela dificuldade quanto à disponibilidade de horário.
Depois, pela questão financeira, já que poucas empresas atualmente
proporcionam estes benefícios aos funcionários.
Portanto, seja criativo e procure
outras formas de ampliar conhecimentos. Dentro da empresa, envolva-se
em todo o processo. Procure entender o todo, ou seja, o funcionamento
da companhia, e jamais se restrinja à sua mesa ou computador.
Fora dela, mantenha-se atualizado.
Não se trata aqui de trabalhar 24 horas por dia. Procure contato
com informações que lhe despertam interesse, incluindo
aí aspectos culturais, como cinema e teatro. Com a internet
e algumas revistas semanais você conseguirá grandes avanços
neste sentido, basta que esteja disponível a isso.
Informe-se ainda quanto aos
avanços em sua área de atuação, empresas
de destaque, novas tecnologias e tendências do segmento para
o futuro.
Valorize
sua marca
Enxergue sempre a sua vida profissional como um patrimônio seu. Portanto,
cabe a você preservá-la e ampliá-la. Faça dela sua
marca: divulgue-a, lute pela sua qualidade. Procure, principalmente, definir
a trajetória de sua carreira. Analise quais são suas metas, seus
sonhos. Ficará mais fácil colocá-los em prática
desta forma.
|
Agência Diap, 21 de
junho de 2007
PREVIDÊNCIA SOCIAL
Projeções do Ministério
da Previdência indicam necessidade de uma nova reforma; central
sindical rebate os dados
O Ministério da Previdência Social apresentou, nesta terça-feira,
19/06, aos representantes do Fórum Nacional de Previdência Social
(FNPS), projeções de longo prazo apontando que, caso não
seja feita nenhuma modificação nas regras atuais, não
há garantias de que as futuras gerações tenham acesso
aos benefícios previdenciários.
Segundo o secretário de Previdência Social, Helmut Shwarzer, em
2050 a necessidade de financiamento do Regime Geral de Previdência Social
(RGPS) poderá chegar a 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2006, a
necessidade de financiamento do RGPS foi de 1,8% do PIB e a projeção é de
que, em 2007 atinja 1,84%.
Cenários
Foram projetados sete cenários
distintos, levando em consideração aspectos como, a maior
formalização e maior presença das mulheres no mercado
de trabalho, redução da probabilidade de benefícios
por invalidez, ganhos econômicos proporcionados por medidas de
gestão do auxílio-doença, aumento significativo
na recuperação de créditos e dois cenários
de crescimento econômico. “Os diversos cenários mostram
que as medidas de gestão podem ajudar a manter o sistema, mas
não resolvem o desequilíbrio financeiro no longo prazo”,
disse Schwarzer.
Mudanças
O secretário frisa que é preciso
modificar as regras previdenciárias para as pessoas que entrarão
no mercado ou a Previdência Social será insustentável. “Não
queremos chegar a uma situação em que a possibilidade de
crescimento no futuro seja restringida por não tomarmos as medidas
necessárias hoje. Se não fizermos nada, vamos passar a
responsabilidade deste financiamento para nossos filhos”, afirmou
Schwarzer.
Na próxima reunião,
marcada para 3 de julho, representantes dos trabalhadores e dos empregadores,
que participam do Fórum, apresentarão as propostas de alteração
nas regas da Previdência de cada uma das bancadas.
CUT
Ao tomar conhecimento dos dados,
o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique,
emitiu nota questionando as projeções para a Previdência
Social.
“Com todo o respeito aos
trabalhadores que participaram da elaboração do estudo,
quero dizer que esses números não servem pra nada. A base
de cálculo que vocês utilizaram é equivocada. Por
isso, o estudo nasceu errado”, atacou Artur.
E continua: “Não
sei se esse estudo passou pelo gabinete da Presidência da República,
mas quero perguntar: vocês avisaram o Lula de que o Brasil vai
crescer por ano só 2,26% em média? Vocês avisaram
que o crescimento previsto pelo PAC, na visão de quem elaborou
o estudo, será apenas um vôo de galinha?”, provocou
o presidente da CUT.
A lógica do estudo (ainda
não disponível na página virtual do Fórum)
era de que, mesmo contratado em carteira e contribuindo para a Previdência,
o trabalhador gera custos que superariam as receitas.
Críticas
Segundo Artur, “historicamente,
o crescimento das receitas da Previdência são maiores que
o crescimento do PIB. O estudo ignora isso”. De fato, segundo levantamento
do Dieese, entre 2000 e 2005 o crescimento das receitas da Previdência,
em reais, foi de 98,8%, enquanto o do PIB foi de 76%.
O presidente da CUT criticou
também o fato de o estudo não levar em consideração
o orçamento total da Seguridade Social (contribuições
de trabalhadores e patrões, Cofins, CPMF, CSLL, PIS/Pasep e receitas
de loterias), “que é plenamente superavitário”.
E desafiou: “A bancada
dos trabalhadores quer apresentar as suas projeções para
a Previdência nas próximas décadas. Queremos deixar
claro que os números, quando trabalhados a partir de uma base
correta e com espírito inclusivo, comprovam que estender os direitos
atuais a todos os brasileiros é a maneira justa – e, por
sinal, também financeiramente viável – de garantir
o futuro da Previdência”.
Estudo da CUT
Para contribuir com a discussão
da Previdência Social a CUT apresentou no dia 10/05, no Fórum
Nacional da Previdência Social, estudo inédito feito pela
entidade e o Dieese que comprovam que a inclusão dos trabalhadores
no sistema previdenciário público garante crescimento econômico
e superávit da Previdência.
Os dados também derrubam
mitos como o de que a Previdência é generosa demais ou de
que os brasileiros se aposentam muito cedo. A central é contrária à retirada
de direitos e quer demonstrar que a saúde financeira da Previdência
passa pela formalização dos trabalhadores. (Com informações
do MPS e da CUT)
|
Agência Diap, 21 de
junho de 2007
CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL
Movimento sindical vai debater regulamentação
da contribuição assistencial no Senado
Lideranças do movimento sindical participam amanhã, dia 21/06,
no Senado, de debate para firmar entendimentos sobre os Projetos de Lei 248/2006
e 86/2003, que dispõem, respectivamente, sobre a regulamentação
da contribuição assistencial e da eleição do presidente
e vice-presidente das CIPA’s.
A reunião será na
Sala 03, da Ala Nilo Coelho, a partir das 14h30. Confirmaram presença
no debate o senador Paulo Paim (PT/RS), autor do PL 248, e o senador
Adelmir Santana (DEM/DF), autor do recurso contrário à aprovação
da matéria conclusivamente na Comissão de Assuntos Sociais
do Senado.
|
Folha
de São Paulo, 21 de junho de 2007
Registro em carteira cresce e diminui o
déficit do INSS
Saldo negativo previsto para 2007 agora é de
R$ 44,755 bi, e não mais de R$ 46,4 bi | Receita de janeiro a
maio deste ano é de R$ 52,22 bi, contra R$ 69,73 bi gastos pela
Previdência para o pagamento de benefícios
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O desempenho favorável
do mercado de trabalho formal fez com que a arrecadação
da Previdência Social passasse a crescer em taxas superiores às
das despesas com o pagamento de benefícios neste ano. De janeiro
a maio, a receita previdenciária aumentou 10,3% em relação
a igual período de 2006. As despesas, 9,3%.
"Neste ano, estamos vendo
uma evolução mais favorável da arrecadação. É o
primeiro ano em que a receita cresce em taxa superior à da despesa",
afirmou ontem o secretário de Previdência Social, Helmut
Schwarzer. No ano, a arrecadação líquida já soma
R$ 52,221 bilhões, enquanto as despesas totalizam R$ 69,729
bilhões.
A diferença entre receita
e despesa, no entanto, ainda resulta em déficit expressivo:
R$ 17,507 bilhões. O número, em termos reais, é 6,5%
maior que o verificado no período de janeiro a maio de 2006. "Esse
crescimento está dentro das nossas projeções. É reflexo
do aumento do salário mínimo, que vem sendo reajustado
acima da inflação."
No mês passado, o caixa
da Previdência sofreu o primeiro impacto do reajuste do piso
salarial em 8,57% a partir de abril deste ano. Na mesma data, foram
corrigidos pela inflação os benefícios previdenciários
acima do salário mínimo. Por causa dos reajustes, o déficit
de maio alcançou R$ 3,349 bilhões -aumento de 16,6% em
relação a abril. Quando se compara o resultado com o
de maio do ano passado, constata-se queda no déficit.
A Previdência justifica
a queda com a melhoria do mercado de trabalho neste ano. Isso impulsionou
a arrecadação, que atingiu valor histórico no
mês passado. Em maio, a receita previdenciária alcançou
R$ 10,837 bilhões, maior valor registrado em um mês -exceto
os meses de dezembro, quando há recolhimento de contribuições
sobre o 13º e sobre o salário de novembro.
"Nunca arrecadamos tanto
em um mês. Ficou acima do esperado", declarou Schwarzer.
Ele também se surpreendeu com o desempenho das despesas. Embora
já fosse esperado aumento dos gastos por conta da elevação
do salário mínimo e da correção dos demais
benefícios, o valor verificado ficou abaixo do previsto. Com
as surpresas do mês, a Previdência decidiu rever as projeções
para o ano pela quarta vez. O déficit estimado para 2007 agora é de
R$ 44,755 bilhões -e não mais de R$ 46,4 bilhões,
adiantou o secretário.
"Foi um resultado
favorável, pois, mesmo com o aumento do mínimo, o déficit
de maio ficou abaixo de R$ 3,7 bilhões, como estamos prevendo.
Isso mostra o aumento da massa salarial e dos índices de ocupação
formal, elevando a arrecadação da Previdência",
avalia Denis Blum, analista da Tendências. Ele afirma que a
consultoria também revisará suas projeções
para o ano, mas avisa que o número será menos "otimista" que
o do governo. (JS)
|
JORNAL GAZETA DO POVO, 21
de junho de 2007 | Economia
Emprego bate recorde histórico
com aquecimento da economia
Mercado de trabalho abriu quase 1
milhão de vagas em todo país de janeiro a maio
por CINTHIA SCHEFFER
Tomando como base a geração de empregos, o Paraná acelerou
o ritmo de crescimento, assim como o país. Entre janeiro e maio deste
ano, foram criados 86.749 postos de trabalho no estado – número
32,8% maior que o registrado no mesmo período do ano passado e recorde
desde que teve início o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), em 1992. No Brasil, o desempenho do período também é o
melhor da série histórica. Segundo dados divulgados ontem pelo
Ministério do Trabalho, empresas e indústrias brasileiras geraram
913.836 postos formais de trabalho, cerca de 19% a mais que em 2006.
“O crescimento da economia, as ações de incentivo à formalização
e o aumento da fiscalização influenciam no nível de emprego”,
explica o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro. “Tivemos uma diminuição
da carga tributária das empresas no estado, mas sem dúvida o maior
peso nesse resultado é o aquecimento da economia.”
Considerando-se apenas o mês
de maio, foram criados 16.360 postos no estado, 0,85% a mais que no mês
anterior. Entre os setores pesquisados, apenas o que reúne os
serviços de utilidade pública (como geração
e distribuição de água, luz e gás) teve retração
no mês passado, de 1,53%.
Entre os estados brasileiros,
o Paraná foi o terceiro maior gerador de empregos em maio, atrás
de São Paulo e Minas Gerais. No acumulado do ano, a liderança
foi da indústria de transformação, com destaque
para a produção de alimentos e bebidas – responsável
por 22.150 vagas. Apesar das reclamações em relação
ao câmbio desfavorável – que torna os produtos menos
competitivos – o setor têxtil e de vestuário foi o
segundo maior gerador da indústria, com 5.014 vagas.
A indústria paranaense
dá sinais de recuperação desde o segundo semestre
de 2006, lembra o economista da Federação das Indústria
do Paraná (Fiep), Maurílio Schmidt. “Depois de uma
seqüência de safras frustradas nos últimos anos e problema
fitossanitários (como a febre aftosa e a gripe aviária),
agora a indústria tem mais matéria-prima para processar,
o que eleva a demanda por emprego.” Os dados da Fiep também
mostram expansão em produção de alimentos e de álcool.
O setor de serviços aparece
como o segundo maior gerador de empregos, com 20.072 postos, também
com destaque para as atividades ligadas à alimentação.
Na terceira posição está o setor agropecuário,
no qual estão 11.664 novos postos.
Segundo o assessor da diretoria
da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Carlos
Augusto Albuquerque, este é um ano de retomada do crescimento
no campo, depois de dois anos de desempenho ruim e retração
nos quadros. “O porcentual parece grande, mas é preciso
lembrar que o setor está repondo postos perdidos a partir do segundo
semestre de 2004 e grande parte desse crescimento vem daí.”

|
JORNAL GAZETA DO POVO, 21
de junho de 2007 | Economia
Todos os setores abrem mais vagas
Todos os setores da economia contrataram maior número de empregados
com carteira assinada em maio, segundo dados do Caged. Em todo país,
a indústria abriu 57.486 vagas – terceiro maior saldo do cadastro
para meses de maio e que superou em 18% o resultado de maio do ano passado.
No setor de serviços, foram criados 39.590 postos formais, com destaque
para administração de imóveis, transportes e comunicações.
Na construção civil, houve redução no ritmo de
contratações em relação ao mês de abril:
foram abertos 13.732 em maio, contra 30.887 postos em abril, e também
um pouco menos que os 16.282 de maio de 2006.
Segundo o ministro do Trabalho,
Carlos Lupi, a redução no ritmo é normal, já que
as contratações foram muito fortes no início do
ano. O ministro espera que o país ultrapasse a marca de 1,5
milhão de novos empregos formais. Lupi diz que o Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) está influenciando
de forma decisiva a expansão do emprego formal do país. “O
Estado nunca teve um papel tão importante no crescimento econômico.” (CS)
|
JORNAL FOLHA DE LONDRINA, 21
de junho de 2007
Previsão de crescimento sobe para
4,3%
Boletim divulgado por instituto ligado ao Ministério
do Planejamento revê desempenhos, mas serviços e consumo
ainda se destacam
Arquivo Folha/29-11- 06

O consumo das famílias neste ano deve crescer 5,7%, mais do que registrado
em 2006, quando a expansão foi de 4,3%
São Paulo - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
ligado ao Ministério do Planejamento revisou para cima sua previsão
de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano para 4,3%,
contra a previsão anterior, de 4,2%, segundo o Boletim Trimestral de
Conjuntura, divulgado ontem. O índice de 4,2% já era produto
de uma revisão realizada em abril, quando a expectativa de expansão
da economia divulgada no boletim trimestral havia sido de 3,7%.
A economia brasileira apresentou
uma expansão de 0,8% no primeiro trimestre deste ano em relação
aos três últimos meses de 2006, segundo o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao
primeiro trimestre de 2006, o crescimento foi de de 4,3%.
A previsão do Ipea para
o setor agropecuário é de um resultado abaixo da expectativa
inicial. Segundo o instituto, a expansão no setor deverá ser
de 4,5%, contra uma previsão de 6% (o dado original do boletim
de conjuntura de março era de 4,4%).
A indústria deverá ter
um crescimento de 4,3%, abaixo também da previsão anterior,
4,8%. Em 2006, houve uma alta de 2,8% no setor. Já o setor de
serviços deve ter expansão de 4%, contra a previsão
anterior, de 3,6% (no ano passado, o setor viu um crescimento de 3,7%).
Nos últimos dados divulgados
pelo IBGE, o maior destaque coube ao setor de serviços. O segmento
apresentou expansão de 1,7% em relação ao quarto
trimestre de 2006. Já indústria apresentou ligeira alta,
com crescimento de 0,3%, enquanto agropecuária recuou 2,4%. Na
comparação com o mesmo trimestre do ano passado, serviços
subiu 4,6%, indústria aumentou 3% e agropecuária cresceu
2,1%.
A previsão do Ipea para
o consumo das famílias neste ano é de uma expansão
de 5,7%, acima do registrado em 2006, quando o crescimento foi de 4,3%.
A previsão para as exportações brasileiras é de
um crescimento de 5,4%, contra 4,7% em 2006, e das importações,
de 19% (18,1% no ano passado).
A previsão para os gastos
do governo é de uma expansão de 3,3% neste ano, pouco abaixo
da registrada no ano passado, 3,6%. A previsão do instituto para
o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação
oficial, ficou em 3,4%, abaixo dos 3,8% estimados anteriormente. Para
2008, a estimativa para a inflação foi mantida em 4%.
Círculo virtuoso - ''A
economia brasileira emite sinais de ter finalmente ingressado no chamado
''círculo virtuoso' de desempenho'', diz o boletim do Ipea. Segundo
o documento, ''a manutenção de um arcabouço consistente
de política econômica por um período razoável
de tempo passa a produzir efeitos positivos sobre as expectativas''.
O ambiente externo ''bastante
favorável'' e a liquidez disponível, que produz efeitos
positivos sobre as exportações brasileiras e o risco-país,
também devem contribuir para o ritmo de crescimento da economia
brasileira.
A política fiscal ''gera
efeitos perversos pelo lado da oferta agregada devido à incidência
da tributação'' e estimula a demanda além do que
seria desejável'', mas ''a curto prazo não se vislumbram
desequilíbrios importantes no mercado de bens'', destaca o Ipea.
''A folga na balança
comercial permite um crescimento expressivo das importações
para atender a um eventual excesso de demanda por bens comercializáveis,
enquanto entre os não-comercializáveis ainda se pode
contar com razoável margem para expansão, sem gerar pressões
salariais significativas.''
Folhapress
|
JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
21 de junho de 2007
PIB é medido de três
formas, explica professor
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou expansão de 4,3%
no primeiro trimestre do ano passado com relação ao mesmo período
do ano passado. Os dados foram divulgados na semana passada pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em termos gerais, o PIB
pode ser traduzido pelo crescimento anual da produção de todos
os setores produtivos na economia, segundo o professor de Economia Vanderlei
Sereia, coordenador do curso da Universidade Estadual de Londrina.
Na soma das ''riquezas'' são
consideradas todas as empresas instaladas no País, independente
da sua nacionalidade. O professor explica que o PIB é medido de
três formas: produção, fluxo de rendas e dispêndio
(gastos públicos e privados). ''O mais utilizado é o valor
de mercado, que mede o desempenho da produção'', afirma
Sereia. Ele acrescenta que o crescimento do PIB é resultado do
aumento da demanda interna por matérias-primas e produtos, o que
reflete diretamente na geração de empregos na produção,
prestação de serviços e no comércio.
''Desta forma, há aumento
do emprego e da renda. Os setores produtivos vendem mais e também
podemos dizer que aumenta a distribuição de renda à população'',
observa o professor. No entanto, ele ressalva que para que o PIB realmente
tenha crescimento positivo é preciso que o índice esteja
acima das taxas de crescimento da população e da inflação.
''Se considerarmos a inflação em cerca de 3,5% e a taxa
de natalidade em 1,5%, o PIB deveria ser de +5%. Então, concluímos
que o PIB brasileiro é baixo'', explica.
Sereia ainda lembra que o resultado
do PIB é obtido a partir de uma média de crescimento ou
retração de vários setores. No geral, as indústrias
de eletrônicos, informática e automobilística tem
apresentado bons resultados, enquanto setores mais básicos, como
o calçadista têm desempenho negativo. No entanto, ele lembra
que o PIB per capita (renda nacional) têm aumentado nos últimos
anos.
Entre 2000 e 2003 a renda
por pessoa foi de cerca de US$ 4.150; em 2004, o valor subiu para US$
4,28 mil contra US$ 4,3 mil em 2005 e US$ 4,5 mil no ano passado. ''Não é uma
renda alta, fica em torno de R$ 900 por mês. Nos Estados Unidos,
a renda per capita é de US$ 36 mil, enquanto nos países
da África varia entre US$ 500 e US$ 700 anuais'', informa o
professor.
|
ESTADÃO.COM / NACIONAL,
21 de junho de 2007 | Economia
Comércio e moradias lideram
alta do consumo de energia
Consumo comercial tem alta de 6,6%; residências
têm aumento de 6,5%
Alaor Barbosa, da Agência Estado
RIO - Os mercados comercial e residencial
lideraram a expansão no consumo de energia elétrica
no primeiro quadrimestre, conforme dados divulgados nesta quarta-feira,
20, pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal responsável
pelo planejamento de longo prazo do setor.
Segundo a EPE, o consumo comercial
registrou expansão de 6,6% no período de janeiro a abril,
ante igual período de 2006, enquanto nas residências o aumento
foi de 6,5%. O segmento industrial contabilizou crescimento de 3,7% no
quadrimestre, enquanto o grupo "outros" (governo, iluminação
pública, rural, entre outros), registrou aumento de 2,3% no período.
Em abril, isoladamente, os dados
da EPE registram aceleração no consumo, inclusive no setor
industrial, com expansão de 4,8% sobre abril de 2006. No setor
comercial, o aumento ficou na casa dos dois dígitos, o que há vários
meses não era observado, com expansão de 10,2%. Nas residências
o avanço ficou em 7,8% e no grupo "outros" a taxa atingiu
6,6%. O consumo global, incluindo os quatro segmentos, teve expansão
de 6,7% frente a abril do ano passado.
A EPE atribuiu o forte aumento
no comércio e nas residências a três fatores: temperaturas
mais elevadas em 2007, aumento do número de unidades residenciais
e aumento da renda do consumidor, que passa a gastar mais em eletrodomésticos,
que demandam mais energia.
Em valores absolutos, os
dados da EPE mostram consumo de 7.807 GW/h no mercado residencial em
abril, 5.316 GW/h no setor comercial e 4.528 GW/h no grupo "outros".
O segmento com maior participação é a indústria,
com um total de 13.924 GW/h em abril.
|
CONSULTOR JURÍDICO,
21 de junho de 2007
Desistência de recurso
Acordo não pode ser invalidado
por decisão unilateral
Depois de homologado, acordo não pode ser desfeito unilateralmente.
O entendimento é da 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da
3ª Região, que determinou o restabelecimento de um acordo assinado
entre duas empresas e um motoqueiro e homologado pelo juiz da Vara Trabalhista.
A desembargadora Emília
Facchini baseou sua decisão no artigo 831, da CLT em que “no
caso de conciliação, o termo que for lavrado valerá como
decisão irrecorrível, salvo para a Previdência Social”.
O motoqueiro entrou na Justiça,
pedindo o reconhecimento do vínculo empregatício com as
empresas. Em primeira instância, o juiz determinou que as empresas
pagassem, solidariamente, os encargos ao trabalhador. Em setembro de
2006, as empresas recorreram e dias depois, antes de o recurso ser julgado,
firmaram um acordo com o motoqueiro.
Elas pretendiam invalidar
o acordo, já que o resultado do recurso lhes foi favorável,
afastando o vínculo empregatício com o reclamante. Mas
segundo a relatora do agravo de petição, apresentado
pelas empresas, um acordo homologado implica a desistência de
recursos anteriores.
|
CONSULTOR JURÍDICO,
21 de junho de 2007
Falta de segurança
Atropelamento em empresa gera indenização à família
Para evitar omissão na segurança dos empregados, uma empresa
foi condenada a pagar R$ 52 mil de indenização por danos morais
tanto para o marido quanto para o filho de uma funcionária. Ela foi
atropelada por um caminhão no pátio da empresa e morreu. A decisão é da
9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande
do Sul, que determinou, ainda, o pagamento de pensão à família
da funcionária.
Segundo o relator, desembargador
Odone Sanguiné, a quantia possui um caráter punitivo, a
fim de reprimir omissões semelhantes no que diz respeito aos deveres
de proteção e segurança dos funcionários.
Em relação à pensão, afirmou que ela tem
o objetivo de compensar a perda do auxílio material dispensado
aos familiares, caso a vítima não tivesse sua vida interrompida.
A decisão manteve os valores
de indenização e pensão estabelecidos em primeira
instância. O marido receberá valor equivalente à metade
de dois terços do salário da mulher até a data em
que ela completaria 65 anos. Já o filho receberá a mesma
quantia até completar 25 anos e, depois disso, a pensão
será repassada ao marido da vítima.
Segundo uma testemunha,
a mulher passava pelo pátio da empresa em direção
ao seu setor de trabalho, quando foi atingida por um caminhão
que entrava de ré na empresa. A empresa não discutiu
a existência de culpa, limitando-se a questionar o valor de indenização
por danos morais e à pensão.
|
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
21/06/2007
Atraso salarial não gera danos morais
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho rejeitou agravo de instrumento contra decisão do Tribunal
Regional do Trabalho da 12ª Região (Santa Catarina) que negou
a existência de dano moral reclamado por um trabalhador sob alegação
de atraso no pagamento de seu salário.
Contratado pela Teka - Tecelagem
Kuehnrich S/A, o empregado, após demitido, ajuizou ação
trabalhista em que reclamava o pagamento de indenização
por danos morais que teria sofrido pelo fato de a empresa haver incorrido
em atraso no pagamento de seu salário, durante dois meses seguidos.
A sentença da 2ª Vara
do Trabalho de Blumenau (SC) deferiu o pagamento de correção
monetária em relação ao atraso salarial, mas não
reconheceu a existência de danos morais. O empregado recorreu ao
TRT de Santa Catarina, mediante recurso ordinário, alegando que
os reiterados atrasos no pagamento do salário abalaram sua dignidade
como cidadão, obrigando-o a descumprir compromissos financeiros
como o pagamento de luz, água e telefone, além de contrair
dívidas em mercados e lojas da cidade, submetendo-o a humilhação
e constrangimento. O Regional, porém, negou provimento ao recurso,
destacando não vislumbrar dano a direito de personalidade.
O reclamante insistiu no tema,
interpondo recurso de revista com o objetivo de reverter a decisão,
mas o TRT afirmou que os fato e as provas, devidamente examinados pela
Vara do Trabalho, não poderiam ser reexaminados. Diante da negativa
do TRT de Santa Catarina em negar seguimento ao recurso, apelou ao TST,
mediante agravo de instrumento, com o objetivo de destrancar o processo.
O relator da matéria,
juiz convocado Luiz Antonio Lazarim, após citar trechos do acórdão
regional, reafirmou não ser possível o reexame dos fatos,
face à Súmula 126 do TST. E concluiu pelo não provimento
do agravo, tendo em vista ser inviável o reconhecimento da ofensa
direta e literal à Constituição Federal, assim como
não ter sido caracterizada violação ao Código
Civil Brasileiro, como sustentado no recurso. (AIRR-4489/2003-018-12-40.7)
(Ribamar Teixeira)

|