 |
Folha de São Paulo,
25 de junho de 2007 | A8
OUTRA GLOBALIZAÇÃO
Sindicalismo Chinês
wsj.com

No "WSJ", Ke Yunlong, líder sindical no Wal-Mart
O "Wall Street Journal" não dá atenção
ao "apontar de dedos" da rodada Doha, mas segue com emergentes
nas manchetes. Na sexta, seu foco foi o sindicalismo chinês que,
com o apoio do líder sindical americano Andy Stern "no bastidor",
forçou o gigante Wal-Mart, célebre por combater a organização
dos funcionários, a ceder na China -assim como em países
como "Brasil, México, Reino Unido e o Japão".
Foi uma ponte entre a central AFL-CIO e Pequim.
Por outro lado, o "Valor", também na sexta, destacou
na primeira página e em diversos textos que o sindicalismo daqui
está se esvaziando pela proximidade com Brasília.
|
JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 26 de junho de 2007 | Brasil
Pesquisa indica que 51,5% desconhecem
discussões sobre reforma política
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
A reforma política, que movimenta as discussões na Câmara
dos Deputados há três semanas, não é de conhecimento
de 51,5% dos entrevistados que participaram da pesquisa CNT/Sensus divulgada
nesta terça-feira. Apenas 19,8% acompanham o assunto, enquanto 27% disseram
apenas ter ouvido falar sobre o tema.
A adoção de votos
em lista fechada no partido e não no candidato, uma das propostas
contidas na reforma, não agrada 74% dos entrevistados. Já 16,6%
são favoráveis e outros 9,5% não souberam responder.
Em caso de voto na legenda, 22%
dos entrevistados disseram que não votariam em partido algum.
Nos que votam em determinado partido, o PT lidera a lista de preferências,
com 21,4%; seguido pelo PMDB, com 10%; PSDB, com 7,7%; PDT, com 3,1%;
e DEM, com 2,8%.
Entre os que acompanham o debate
sobre a reforma política, 50,5% defendem a fidelidade partidária,
que estabelece regras para que os parlamentares mudem de legenda. Já 40,7%
são contrários à regra. Apenas 8,8% não souberam
responder.
A polêmica em torno do
financiamento público de campanha não divide a opinião
dos entrevistados. Do total, 75,2% são contrários à medida,
enquanto 18,7% são favoráveis --6,1% não souberam
opinar sobre o assunto.
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas
de 18 a 22 de junho em 136 municípios de 24 Estados. A margem
de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
O primeiro item da reforma política
--lista fechada-- está previsto para ser votado amanhã na
Câmara. Mas o tema não encontra consenso entre os partidos.
Para o relator da proposta
da reforma, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), o ideal é a aprovação
da lista fechada, enquanto integrantes de diversos partidos defendem
a adoção da lista flexível, em que os nomes dos
candidatos são pré-estabelecidos pela legenda.
|
ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 26 de junho de 2007 | Nacional
Reforma política prevê financiamento
exclusivo para 2º turno
Proposta de Caiado destina mais R$
2 aos locais onde a disputa eleitoral se prolongar e visa a atender
parlamentares insatisfeitos com o projeto
Luciana Nunes Leal e Denise Madueño,
do Estadão
BRASÍLIA - Mais dinheiro pode sair dos cofres públicos para destravar
a reforma política. O relator do projeto de lei da reforma, deputado
Ronaldo Caiado (DEM-GO), incluiu na proposta o financiamento público
exclusivo para as campanhas eleitorais em segundo turno. Além dos R$
7 por eleitor fixados no projeto original, serão destinados aos partidos
mais R$ 2 por eleitor nos locais onde a disputa tiver dois turnos.
Num eventual segundo turno na
disputa presidencial, por exemplo, além dos R$ 880 milhões
do primeiro turno, os partidos receberiam da União mais R$ 250
milhões, tomando-se como base o eleitorado atual - 125 milhões
de pessoas. No financiamento público, ficam proibidas doações
de pessoas físicas e jurídicas e os custos das campanhas
são pagos exclusivamente com verbas federais.
A nova proposta de Caiado procura
atender aos parlamentares que consideravam muito baixo o valor de R$
7 por eleitor. Ele concluiu ontem um novo relatório, no qual acatou
64 das 346 emendas apresentadas.
Na reforma política, prevista
para ser votada amanhã, estão em discussão duas
propostas: o projeto de Caiado e uma emenda alternativa. As duas criam
o financiamento público, mas o projeto alternativo não
fixa valores, que seriam estabelecidos no Orçamento da União.
Outra diferença é que
Caiado insiste no sistema de votação por lista fechada,
em que o eleitor vota apenas no partido. PT, PMDB, DEM, PC do B, PPS
e PSB, autores do texto alternativo, sugerem uma lista flexível,
em que o eleitor vota primeiro no partido e depois em um candidato. Até agora,
nenhum deles conseguiu obter maioria.
Pauta trancada
Depois de duas semanas de tentativas frustradas de aprovar a reforma, os deputados
terão de definir amanhã se enfrentarão a votação,
mesmo sem consenso, ou se abandonarão a idéia de mudar o sistema
eleitoral. Antes, os deputados terão de votar duas medidas provisórias
e um projeto de lei que trancam a pauta. Para isso, o presidente da Casa, Arlindo
Chinaglia (PT-SP), convocou duas sessões para hoje.
“O sistema de lista flexível
não é o ideal, mas o pior é não fazer nada
e deixar como está. Esta seria uma transição e defendo
no futuro o voto distrital misto”, diz o presidente do DEM, deputado
Rodrigo Maia (RJ).
Pelo voto distrital, o
País é dividido em distritos e cada local elege um representante.
Os partidos só podem ter um candidato em cada distrito. No voto
distrital misto, metade dos deputados é eleita dessa forma e
a outra metade pelos votos gerais.
|
JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 26 de junho de 2007 | Dinheiro
STJ decide que aposentado tem de dividir FGTS na separação
VITOR SORIANO
do Agora
O saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de quem se aposenta
também pode entrar na briga da hora da separação. Basta
que o dinheiro tenha sido acumulado, retirado do fundo e colocado na poupança
após o início da união.
A decisão foi dada pelo
STJ (Superior Tribunal de Justiça), uma das instâncias superiores
do judiciário brasileiro.
O órgão atendeu
parcialmente ao pedido de uma ex-mulher que queria metade do Fundo de
Garantia juntado pelo aposentado até 1996. À época,
eram R$ 32 mil.
Naquele ano, o trabalhador se
aposentou, uma das possibilidades previstas em lei para a liberação
do saque. Com o dinheiro, ele abriu uma poupança convencional.
Em 2001, a poupança já contava
com R$ 57 mil. A ex-mulher pediu a metade disso, no mesmo processo em
que pediu o reconhecimento da união estável desde 1993.
Ou seja, três anos antes de o trabalhador se aposentar.
O STJ entendeu que a ex-mulher
teria direito apenas ao FGTS que o aposentado acumulou de 1993 a 1996
--após o início do relacionamento.
A condição de união
estável --como é o caso dos casamentos-- prevê a
divisão do que foi adquirido durante a vida em comum. O que cada
um dos parceiros traz antes não entra na partilha, se não
houver uma cláusula específica para abranger esses bens.
"Os bens anteriores à união
não se comunicam. Mas entende-se que, a partir do casamento, passa
haver um esforço comum para melhorar a qualidade de vida econômica",
diz a advogada especialista em direito da família, Marcia Carraro
Trevisioli. Por isso, aquilo que for adquirido após o início
da união pe pertencente ao casal.
Poupança
Como a poupança com os
recursos do FGTS foi criada em 1996, já na vigência da união,
a Justiça reconheceu o direito da ex-mulher a receber uma parcela
do valor total. "Ele sacou o fundo e criou a poupança durante
o período do casamento", diz a advogada.
Com base nesse argumento, a mulher
havia conseguido uma decisão ainda mais favorável em primeira
instância. O juiz disse que ela tinha direito a R$ 28 mil --ou
a metade dos R$ 57 mil totais.
O aposentado, então, questionou
a decisão e levou o caso para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região
--que responde por Minas Gerais. Lá, conseguiu reverter a situação:
o juiz federal decidiu que a ex-mulher não receberia nada relativo
ao FGTS.
O argumento era o de que o fundo
tem caráter "personalíssimo" --ou seja, individual.
Inconformada, a ex-mulher levou a disputa até o STJ, que deu o
parecer final.
"Aquele FGTS [de 1993 a
1996] foi depositado e sacado durante a união estável.
Por isso a mulher tem direito", diz o advogado Alberto Zurcher.
"Eu entendo que o dinheiro
proveniente do trabalho, como o FGTS, é individual. Cruamente,
o Fundo de Garantia cabe ao trabalhador. Mas, em cima dessas circunstâncias,
acredito que a deva haver a divisão dos valores", opina a
advogada Marcia Trevisioli.
A decisão do STJ
vale apenas para esse casal e não precisa ser seguida, obrigatoriamente,
em casos semelhantes na Justiça. Entretanto, a decisão
de um órgão superior abre um precedente.
|
ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 26 de junho de 2007 | Economia
Consumidor segue confiante na situação
econômica do País
Apesar da melhora na avaliação,
ritmo de crescimento do otimismo diminui
Renato Andrade, da Reuters
SÃO PAULO - O consumidor brasileiro ainda está confiante na situação
econômica do País, mas o ritmo de crescimento deste otimismo já não é o
mesmo. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação
Getúlio Vargas subiu 0,6% de maio para junho, passando de 108,5 pontos
para 109,1 pontos.
"É o terceiro mês
consecutivo de crescimento do índice, embora a variação
desta vez tenha ficado bem abaixo dos 2,6% registrados em maio",
informou a FGV em comunicado divulgado nesta terça-feira.
Houve uma melhora na avaliação
dos consumidores sobre a situação presente, mas estabilidade
em relação às expectativas para os próximos
meses.
A sondagem de expectativas
do consumidor é realizada com base numa amostra de mais de 2
mil domicílios em sete das principais capitais do País.
A coleta de dados para a edição de junho foi realizada
entre os dias 31 de maio e 21 de junho.
|
ÂMBITO JURÍDICO,
26 de junho de 2007
8ª Turma reconhece estabilidade
provisória a reclamante que não recebeu auxílio-doença
Sendo a doença profissional constatada após a dispensa, o fato
de o trabalhador não ter recebido auxílio-doença acidentário
não impede o reconhecimento do seu direito à estabilidade provisória,
estabelecida no artigo 118 da Lei 8.213/91. A decisão é da 8ª Turma
do TRT-MG, com base no voto do juiz convocado José Eduardo de Resende
Chaves Júnior, para quem, ao estabelecer a percepção do
auxílio-doença acidentário como pressuposto para a estabilidade,
a Súmula 378, II, do TST, excetua os casos em que a doença profissional é diagnosticada
após a dispensa.
Por esse fundamento, a Turma
negou provimento ao recurso da reclamada, mantendo a sentença
que declarou a nulidade da dispensa do autor, com determinação
de reintegração imediata ao serviço, após
reconhecer a existência de doença ocupacional ligada às
atividades desenvolvidas na empresa.
A causa da doença profissional
foi o trabalho exaustivo em jornadas prolongadas por horas extras rotineiras.
Na época da dispensa, o reclamante estava afastado de suas atividades
profissionais, recebendo auxílio-doença classificado pelo
INSS como "stress agudo/excesso de trabalho". Mas o banco reclamado
não emitiu a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho).
A prova pericial confirmou o
quadro psiquiátrico de stress agudo e as causas - condições
de trabalho, acúmulo de funções e jornada excessiva
- o que não foi detectado pelo exame demissional bastante superficial
e incompleto realizado pelo serviço médico do banco. Ficou,
portanto, caracterizada a doença profissional que assegura a estabilidade
provisória no emprego e torna nula a dispensa promovida pelo empregador,
sendo reconhecido ao reclamante o direito aos salários vencidos
desde a data do início do benefício previdenciário.
Foi mantida, inclusive a multa diária imposta pela sentença
para a hipótese de descumprimento da ordem judicial.
( RO nº 00189-2005-143-03-00-3
)
|
ÚLTIMA INSTÂNCIA,
26 de junho de 2007
Acidente durante contrato de experiência
não dá estabilidade, diz TRT
A 7ª Câmara do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região
(Campinas) negou, por unanimidade, provimento a recurso de trabalhadora que
pretendia ter reconhecido direito à estabilidade em decorrência
de acidente ocorrido durante contrato de trabalho por prazo determinado.
Para o relator juiz Manuel Soares
Ferreira Carradita, nessa modalidade de contrato a estabilidade provisória
decorrente de acidente do trabalho só é possível
se houver acordo prévio nesse sentido, pois as partes têm
ciência do término do contrato. A Câmara manteve sentença
da 4ª Vara do Trabalho de São José dos Campos, em
São Paulo.
A trabalhadora foi contratada
em 5 de maio de 2004 por empresa prestadora de serviços para trabalhar
por 30 dias como auxiliar de limpeza numa universidade. Segundo ela,
em 31 de maio daquele ano, escorregou numa escada “caracol” e
bateu com o antebraço na própria escada. Após faltar
alguns dias, a reclamante retornou ao trabalho, nele permanecendo até o
final do contrato em 3 de julho.
Houve prorrogação
por mais 30 dias, quando foi efetivamente dispensada. Embora se tratasse
de contrato de experiência, a reclamante defendeu que adquirira
o direito à estabilidade em função do acidente,
argumentando que a Lei 8.213/91, no artigo 118, não estabelece
exceções à modalidade do contrato.
Ao negar provimento ao recurso,
o relator ponderou que, embora altere o período de duração
do contrato, a suspensão não altera sua natureza. No caso
em análise, tratava-se de contrato de experiência, com término
preestabelecido.
“Independentemente de existir
acidente de trabalho, o contrato continuou com essa característica”,
complementou o juiz Carradita, ressaltando que, em seu depoimento pessoal,
a própria reclamante admitiu ter ciência de sua contratação
por prazo determinado.
O magistrado argumentou ainda
que a recorrente não conseguiu comprovar qualquer ilegalidade
no contrato de experiência, seja por omissão, erro ou vício
de consentimento. A própria ocorrência do acidente não
ficou cabalmente provada, no entendimento do juiz. A única testemunha
da trabalhadora não presenciou o fato. Em seu depoimento, ela
disse ter sabido por comentários, primeiramente, que alguém
havia caído no prédio. Depois, soube pela própria
reclamante que havia sido esta a pessoa a
sofrer a queda, na qual teria machucado o braço. Já a única
testemunha da reclamada também tomou conhecimento do acidente pela própria
reclamante, uma semana após a data em que a queda teria ocorrido.
Por fim, o relator lembrou que
a recorrente também não preencheu um dos requisitos previstos
no artigo 118 da Lei 8.213/91, o afastamento por período superior
a 15 dias, com gozo do auxílio-doença pelo INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social).
Processo 1720-2004-084-15-00-6
|
CONSULTOR JURÍDICO,
26 de junho de 2007
Reforma do Judiciário
Ação rescisória
em trabalhista deverá ter depósito prévio
Dois projetos da reforma processual trabalhista viraram lei. Nesta segunda-feira
(25/6), foi sancionada a proposta que exige depósito prévio de
20% do valor da causa para que as partes possam entrar com ação
rescisória e o projeto que acaba com a possibilidade de as partes questionarem
a mesma matéria em recursos distintos (embargos e recurso de revista)
no Tribunal Superior do Trabalho.
O novo secretário da Reforma
do Judiciário, Rogério Favreto, declarou que a aprovação
do Projeto de Lei 80/06 deve racionalizar o uso da ação
rescisória e aumentar a eficácia das decisões judiciais.
Ele ressalta que a ação rescisória, apesar de ter
caráter excepcional, é muito usada na Justiça Trabalhista
para protelar o cumprimento das decisões.
"Esse desvirtuamento ocorre
porque não existe nenhum ônus para sua interposição
na esfera trabalhista, situação que o projeto aprovado
busca corrigir com o depósito de 20% do valor da causa",
completa.
O projeto prevê que a exigência
poderá ser questionada quando a parte comprovar a insuficiência
de recursos financeiros. A exigência do depósito prévio
para a ação rescisória já estava prevista
no Código de Processo Civil, mas não se aplicava aos processos
trabalhistas. O Senado aprovou esses projetos em 31 de maio.
Justiça mais rápida
Os projetos sancionados fazem
parte da reforma infraconstitucional do Poder Judiciário, encaminhada
pelo Executivo ao Congresso Nacional em dezembro de 2004. O objetivo é agilizar
a tramitação dos processos, racionalizar o sistema de recursos
e impedir o uso da Justiça apenas para protelar.
O pacote é formado por
28 projetos que alteram regras da legislação civil, trabalhista
e penal. Desses, 10 da área civil já viraram lei. Na área
trabalhista, seis propostas foram apresentadas. Por enquanto, só esses
dois foram sancionados.
O PL 105/06 proíbe recurso
ao TST, o chamado recurso de revista, em causas inferiores a 60 salários
mínimos. Se a proposta virar lei, nenhum processo que envolva
valores abaixo de 60 salários mínimos pode passar da segunda
instância. O projeto já passou pelas duas casas legislativas,
mas voltou à Câmara dos Deputados para que as modificações
feitas no Senado sejam votadas.
Há ainda o Projeto 4/06.
Ele permite que o próprio advogado declare a autenticidade de
documentos anexados no processo. Hoje, as cópias devem ser autenticadas
em cartório.
Os outros dois projetos apresentados
pelo Executivo em 2005 devem cair no esquecimento. Um deles, o PL 4.731/04,
pode ser deixado de lado por um bom motivo. O projeto junta a fase de
execução com a de conhecimento, exatamente como fez a Lei
11.232/05, no Código de Processo Civil.
O que se discute na Câmara,
onde está o projeto atualmente, é se o dispositivo válido
para a área cível pode ser aplicado na esfera trabalhista.
O Judiciário ainda não se pronunciou sobre isso. Mas, para
alguns, o projeto se tornou desnecessário quando a lei civil foi
aprovada.
O projeto mais polêmico
de todo o pacote trabalhista e que, se aprovado, provocará um
impacto brutal na Justiça do Trabalho é o de número
4.734/04. Pela proposta, o empregador que perder em primeira instância
só poderá recorrer ao tribunal se depositar o valor da
condenação em juízo, até o limite de 60
salários mínimos. A proposição, que desagrada
empregadores e políticos, mas favorece o trabalhador, está travada
na Câmara dos Deputados.
|
Agência Diap, 26 de
junho de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
Estudo analisa o passado, presente
e o futuro da legislação sindical
Está disponível na seção Íntegras da página
do DIAP, estudo de autoria do advogado e juiz aposentado do Tribunal Regional
do Trabalho da 2ª Região, José Carlos Arouca.
No documento, Arouca analisa
o passado, o presente e o futuro da legislação sindical.
A riqueza de informações e o detalhamento do estudo engrandecem
e motivam sua leitura. Vale a pena conferir. (Alysson Alves)
Clique
|
Agência Diap, 26 de
junho de 2007
REPRESENTAÇÃO SINDICAL
Desmembramento de representação
sindical é tema de audiência pública
A Comissão do Trabalho vai discutir nesta terça-feira, 26/06,
o desmembramento de representação sindical patronal - CNTur – CNC.
A audiência foi um pedido do deputado Sabino Castelo Branco (PTB/AM).
Foram convidados para o debate
o secretário de Relações de Trabalho do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE), Luiz Antônio Medeiros, o vice-presidente
administrativo da Confederação Nacional do Comércio
(CNC), Flávio Roberto Sabaddini e o presidente da Confederação
Nacional do Turismo (CNTur), Nelson de Abreu Pinto.
Representando os trabalhadores,
foi convidado o presidente da Confederação Nacional dos
Trabalhadores de Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH), Moacyr Roberto
Tesch Auersvald.
A reunião será no
plenário 14 do anexo II da Câmara às 14h.
|
Agência Diap, 26 de
junho de 2007
PREVIDÊNCIA SOCIAL
INPC poderá ser índice
de correção de benefícios previdenciários
A Comissão de Seguridade Social e Família agendou para terça-feira,
26/06, a apreciação de várias matérias sobre previdência
Social. Entre elas, o Projeto de lei complementar (PLP) 311/02, que dispõe
sobre o reajuste de benefícios.
De autoria da Comissão
de Legislação Participativa, o PLP estabelece que os segurados
da Previdência Social que ganham acima de um salário mínimo
terão seus benéficos revistos e atualizados de acordo com
o (INPC) de maio de 1989.
O relator da proposição é o
deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) e seu parecer é pela
aprovação da matéria.
Acréscimo de reajuste
Outra proposta que também
trata da previdência é o Projeto de Lei (PL) 6.801/06, de
autoria do senador Paulo Paim (PT/RS). A matéria propõe
que o valor da aposentadoria do segurado que necessitar da assistência
permanente de outra pessoa, por razões decorrentes de doença
ou deficiência física, seja acrescido de 25% (vinte e cinco
por cento).
O relator é o deputado
Eduardo Barbosa (PSDB/MG) e seu parecer é pela aprovação
da proposta. Também chamamos atenção na pauta
para o PL 249/07, do deputado Sandes Júnior (PP/GO) e dispõe
sobre a inclusão dos empregados domésticos nos Planos
de Benefícios da Previdência Social. O relator é deputado
Marcelo Castro (PMDB/PI) e emitiu parecer favorável à matéria.
|
Agência Diap, 26 de
junho de 2007
JORNADA DE TRABALHO
Jornada de trabalho poderá ser
reduzida para pais com filhos portadores de deficiência
De autoria da deputada Maria do Rosário (PT/RS), o PL 632/03, que dispõe
sobre a redução da jornada de trabalho para os pais ou detentores
de guarda judicial de filho portador de deficiência física ou
mental grave poderá ser aprovado nesta terça-feira, 26/06, na
Comissão de Seguridade Social e Família.
O relator do projeto é o
deputado Germano Bonow (DEM/RS) e seu parecer é pela aprovação
da proposta da conterrânea. A reunião será no plenário
7 do anexo II da Câmara, às 14h30.
|
Diário Vermelho, 26
de junho de 2007
Gasto com seguro-desemprego cresce
15% no país
A geração de emprego formal vem batendo seguidos recordes no
país. Só em maio foram abertas 212 mil vagas com carteira assinada.
Esse movimento positivo, no entanto, pressiona os cofres públicos. É justamente
por conta da maior formalização do mercado de trabalho, aliada
ao aumento da rotatividade, que a quantidade de pessoas que requer o seguro-desemprego
também tem crescido e fez com que os gastos federais com o benefício
chegassem a R$ 10,6 bilhões em 2006, uma alta real de 15% em relação
ao ano anterior.
"Como temos um estoque maior
de trabalhadores com carteira, há também um grupo maior
de potenciais segurados", explica Rodolfo Torelly, diretor do Departamento
de Emprego e Salário da Secretaria de Políticas de Emprego
do Ministério do Trabalho.
No ano passado, o saldo entre
admitidos e demitidos no setor formal chegou a 1,23 milhão de
vagas, o que significou alta de 4,7% em relação a 2005.
Ao mesmo tempo, o ritmo de expansão do número de beneficiados
pelo seguro foi maior, de 7,9%.
Investimento pesado
Embora o incremento nos recursos
para o seguro-desemprego (15%) em 2006 tenha sido menor do que a expansão
dos gastos com o Bolsa Família, que foi de 27%, em valores, o
governo destinou mais dinheiro aos recém-desempregados. Foram
R$ 10,6 bilhões, contra R$ 8,3 bilhões desembolsados para
o programa de transferência de renda. O Bolsa Família atendeu
a 11,2 milhões de famílias, enquanto o seguro-desemprego
chegou a 5,9 milhões de pessoas. De janeiro e maio deste ano,
o auxílio para quem perdeu o emprego já chegou 2,9 milhões
de trabalhadores e consumiu R$ 4,93 bilhões.
Além da maior formalização
das relações de trabalho, o aumento da rotatividade dos
trabalhadores nas empresas também impulsiona os pedidos desse
benefício. Pelos cálculos do economista Marcio Pochmann,
da Unicamp, a rotatividade atingiu o patamar de 40% no começo
deste ano. Isso significa que 40% dos trabalhadores brasileiros rompem
seu contrato de trabalho no período de um ano. Esse é um
percentual muito próximo ao visto no ano passado, de 39%, porém,
mais elevado do que o de 2004, quando ficou em 36%.
Pochmann lembra que, hoje, a
cada dez postos de trabalho abertos no país, nove são para
vagas que pagam somente até dois salários mínimos,
segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged.
Para equacionar custos e lucros, as empresas demitem quem ganha mais
e contratam empregados por salários menores.
Segundo o economista, o seguro
serve justamente para evitar um rebaixamento maior da renda total da
população. A pessoa recebe uma ajuda financeira para que
sua condição de vida não caia tanto durante o desemprego.
Com isso, ela pode procurar trabalho por mais tempo e não precisa
se submeter a uma vaga por qualquer salário. "Se tem alguém
que aceita trabalhar por menos, as empresas não vão pagar
mais", diz.
Tese empresarial cai por terra
O professor de economia da USP,
Helio Zylberstajn, acredita que a legislação brasileira
facilita, e muito, a expansão dos gastos com esse benefício.
De um lado, por mais que o setor privado reclame do peso dos encargos
trabalhistas, a grande rotatividade do mercado de trabalho desmente essa
tese. "Se fosse caro demitir um trabalhador, não teríamos
tanto entra-e-sai nas empresas", diz o economista. Para ele, o empresário
brasileiro tem total liberdade para demitir, já que pode fazer
isso "sem justa causa a um custo relativamente baixo."
Na outra ponta, está a
grande quantidade de recursos destinados a esse benefício. "O
seguro-desemprego brasileiro é uma jabuticaba, só tem aqui
mesmo", afirma. Zylberstajn explica que, em outros países,
esse auxílio é calculado como se calcula o preço
de uma apólice e leva-se em conta o valor segurado e o risco de
acontecer um sinistro, no caso, o desemprego. Ou seja, ele também
depende do histórico de rotatividade da empresa e é uma
alíquota sobre a folha de pagamento. No Brasil, a alíquota é sobre
o faturamento das empresas.
Hoje, o valor médio do
seguro-desemprego – R$ 471 – é 24% maior do que o
salário mínimo, que está em R$ 380. O benefício,
porém, é menor do que o salário médio dos
admitidos com carteira no país. Pelos dados do Caged, esse rendimento
está em R$ 632.
Também por estar na Constituição,
mesmo que o Ministério do Trabalho esteja com as verbas apertadas,
não pode destinar menos dinheiro ao pagamento desses benefícios.
Os gastos com qualificação profissional, por exemplo, também
estão aumentando, mas ainda são muito escassos. Em 2006,
o governo federal destinou, no total, R$ 173 milhões a programas
de qualificação, o que representou apenas 1,62% dos recursos
desembolsados para o seguro-desemprego. Fonte:
Valor Econômico.
|
ESTADÃO.COM / NACIONAL, 26 de junho
de 2007 | Economia
Concessão de auxílio-doença
cresce 180% em 5 anos
Elevação está associada
ao aumento da idade de aposentadoria dos contribuintes
Adriana Chiarini, da Agência
Estado
RIO - A concessão de auxílio-doença
entre 2000 e 2005 aumentou 180%. De acordo com diagnóstico feito
pela pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Mônica Mora, esse crescimento está associado ao aumento
da idade em que os contribuintes se aposentam ocorrido a partir da reforma
da Previdência feita pela emenda constitucional 20 de 1998, que
criou o fator previdenciário.
De acordo com a Mônica, "o
impacto do fator previdenciário é evidente, com uma redução
expressiva de aposentadorias ativas por tempo de serviço em faixas
de idade mais baixas". A pesquisadora notou o grande porcentual
de contribuintes de faixas etárias mais elevadas que se beneficiaram
do auxílio-doença. Em 2005, metade dos contribuintes na
faixa entre 60 e 64 anos receberam esse tipo de benefício.
"Esse comportamento, já esperado,
pois pessoas mais velhas são mais suscetíveis a doenças,
reforça a hipótese de que o crescimento do auxílio-doença
em parte deveu-se à migração de contribuintes com
o perfil daqueles que, até 2000, já estavam aposentados
por tempo de serviço", afirmou.
Mônica Mora observa em
nota técnica do Ipea que, entre 2000 e 2005, os benefícios
pagos por auxílio-doença aumentaram 180% no período,
enquanto as aposentadorias por tempo de serviço cresceram 10%;
as por idade, 13% e as aposentadorias por invalidez, 16%. O total de
benefícios de auxílio-doença pagos subiu de 0,17%
do Produto Interno Bruto (PIB) em 2000 para 0,48% do PIB em 2006, enquanto
as aposentadorias cresceram de 3,71% para 4,12% do PIB no mesmo período.
A autora concluiu que o adiamento
da aposentadoria devido à emenda constitucional 20 "levou
a um aumento do universo dos potenciais usuários do benefício,
e a distorções momentâneas no mecanismo de cálculo
dos benefícios". Essas distorções são
referentes à combinação do mecanismo de cálculo
dos benefícios que considera os salários de contribuição
desde 1994 com a queda na renda real entre 1995 e 2005 que leva a casos
em que o auxílio doença é maior que o salário
efetivo do trabalhador.
Segundo outro trabalho
do Ipea, citado pela pesquisadora, a renda média dos trabalhadores
em 2004 seria de R$ 741,67 e a média acumulada desde 1994 para
o cálculo do benefício de R$ 813,72.
|
Folha de São Paulo, 26 de junho de 2007
FOCUS
Mercado eleva para 4,3% a projeção
do PIB
O mercado elevou a previsão para o PIB para 4,3% neste ano, acima da
estimativa anterior (4,25%), segundo o boletim Focus do BC, divulgado ontem.
A expectativa para a taxa de câmbio no fim de 2007 ficou em R$ 1,91.
|
Folha
de São Paulo, 26 de junho de 2007
Crédito cresce, e juro é o
menor desde 2000
Taxa média de juros em abril fica em 38%,
a menor da série do BC; queda maior foi na pessoa física,
de 49,9% para 49,1% | Já o "spread" bancário
fica praticamente estável no mês e não acompanha
o recuo da taxa Selic iniciado em setembro de 2005
NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os juros cobrados nos empréstimos
bancários atingiram o nível mais baixo em sete anos,
segundo pesquisa feita pelo Banco Central. Em abril, a taxa média
cobrada nos financiamentos a empresas e a pessoas físicas chegou
a 38,1% ao ano, a menor já registrada desde 2000, quando o BC
começou a fazer a medição. A queda foi maior para
as pessoas físicas. Nesse caso, os juros médios praticados
pelos bancos caiu de 49,9% ao ano para 49,1% entre março e abril.
Para pessoas jurídicas, quase não houve mudanças,
com a taxa passando de 25,4% para 25,3%.
Por outro lado, o chamado "spread" bancário,
que é uma das medidas da rentabilidade dos bancos nas operações
de crédito, ficou praticamente estável. Também
entre março e abril, esse "spread" médio passou
de 26,5 pontos percentuais para 26,4 pontos.
Isso significa que, em abril,
a taxa de 38,1% ao ano cobrada nos empréstimos, 26,4 pontos
percentuais se referiam ao "spread", nome dado à parcela
da receita dos juros que é usada para cobrir os gastos dos bancos
com impostos, funcionários e manutenção de agências,
entre outros. Também é do "spread" que sai
parte do lucro das instituições financeiras.
Crédito
A Febraban (Federação
Brasileira dos Bancos) destacou em nota o aumento no volume de crédito
disponível no país como um dos principais dados da pesquisa
feita pelo BC.
Em abril, os empréstimos oferecidos pelas instituições
financeiras somavam R$ 777,3 bilhões, ou 32% do PIB, contra 31,4% em
março.
Na comparação
com o PIB, o volume de crédito atingiu o nível mais alto
desde 1995, embora ainda esteja abaixo da média internacional.
Mesmo em países emergentes, essa relação costuma
ser superior a 60%. Para a Febraban, "o cenário macroeconômico
estável, a redução da taxa básica de juros
e a perspectiva de maior crescimento econômico neste e no próximo
ano devem continuar contribuindo para o aumento do volume de crédito
com taxas menores de empréstimos".
O chefe do Departamento Econômico
do BC, Altamir Lopes, admite que o "spread" ainda é alto,
mas diz também que "a tendência é de continuidade
de queda". Responsável pela pesquisa, Lopes ressalta que
o "spread" está no nível mais baixo desde 2001
e que a queda acumulada desde setembro de 2005 é de 2,9 pontos.
Foi em setembro de 2005 que
o BC começou a reduzir a taxa Selic, de 19,75% ao ano para 12,5%
em abril- neste mês, houve nova queda para 12%. Para a economista
Ana Carla Abrão Costa, da Tendências Consultoria, uma
redução mais forte do "spread" depende de novas
medidas que poderiam ser adotadas pelo governo, como a redução
do compulsório -parcela dos depósitos bancários
que é retido pelo BC- e da carga tributária que incide
sobre as operações de crédito.
Além disso, ela defende
a criação do chamado "cadastro positivo", que
listaria pessoas que pagam suas dívidas em dia e que poderiam,
por isso, ser premiada por juros menores -o assunto está sendo
analisado no Congresso. "O "spread" cai pouco porque
não há novos avanços, e os bancos não vão
assumir riscos que coloquem em jogo a sua solvência. O mercado
funciona assim", afirma ela.
|
ESTADÃO.COM / NACIONAL,
26 de junho de 2007 | Economia
Governo estuda novas medidas para
indústria, diz Jorge
Setores com forte crescimento e
que precisam de investimento serão beneficiados
Paula Puliti, da Agência
Estado
SÃO PAULO - O ministro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, confirmou
nesta segunda-feira, 25, que o governo estuda medidas para apoiar
as indústrias que registram forte crescimento produtivo
e necessitam de novos investimentos. Jorge preferiu não
antecipar que medidas de estímulos serão adotadas,
informou apenas que é preciso ainda conversar com os vários
segmentos da indústria automobilística.
Na semana passada, o presidente
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
Luciano Coutinho, já havia informado que a instituição,
em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento e o da Fazenda,
estuda novas ações para apoiar o crescimento industrial,
sobretudo nos setores automotivo e eletroeletrônico.
Crédito imobiliário
Ao comentar o crescimento do crédito imobiliário nos últimos
18 meses, Jorge afirmou que a expansão é apenas a ponta do iceberg.
Para ele, o País ainda vivenciará uma revolução
no volume de crédito imobiliário nos próximos anos.
Segundo o ministro, os imóveis
financiados representam apenas 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas,
com um déficit habitacional entre 7 milhões e 8 milhões
de residências, o potencial é que os financiamentos imobiliários
cheguem a 10% do PIB nos próximos anos.
"Com a queda ainda maior
esperada para os juros, o setor financeiro entra pesadamente nesta área",
afirmou Jorge que é ex-executivo do Santander Banespa. Ele informou
que na Espanha, país sede do Santander, o crédito imobiliário
corresponde a 20% do PIB.
O ministro participou de
almoço com empresários da construção civil
na sede da Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo (Fiesp).
|
JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
26 de junho de 2007
Trabalhadores ainda não podem
utilizar o novo Fundo de Investimento do FGTS
Erich Decat/Agência Brasil
Brasília - O Fundo
de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS)
criado na última quinta-feira (21) não poderá ser
utilizado num primeiro momento pelos trabalhadores. Essa afirmação
foi feita nesta segunda-feira (25), pelo Diretor de Transferência
de Benefícios da Caixa Econômica Federal, Joaquim Lima,
no programa Revista Brasil da Radiobrás.
" A lei 11.491, que instituiu o fundo de investimento do Fundo de Garantia,
prevê a participação dos trabalhadores por intermédio
do saldo da conta vinculada. No entanto, essa possibilidade não será concretizada
no presente. No primeiro momento, o Fundo de Garantia está separando R$
5 bilhões do seu patrimônio líquido para ajudar o país
investir na área de infra-estrutura, nos setores de energia, rodovias,
ferrovias, hidrovia, portos e saneamento” explica Lima.
Segundo ele, as aplicações no novo fundo, por parte trabalhadores,
dependerá da velocidade com que as aplicações venham a
ocorrer, do perfil dos investimentos e da taxa interna de retorno que os projetos
oferecerão ao FGTS. "O Conselho Curador quer esperar a maturidade
desse Fundo, ver o perfil do retorno, para depois flexibilizar para o trabalhador”.
De acordo com a Lei, o trabalhador poderá aplicar até 10% do
saldo de sua conta do FGTS no novo fundo de investimento e terá isenção
de Imposto de Renda sobre os ganhos.
Indagado sobre os ricos de se investir em projetos previsto no Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) com o dinheiro do trabalhador,
Lima diz que o recurso continuará dentro do Fundo de Garantia. “Por
exemplo, nos casos de investimentos em saneamento e habitação,
ao invés de se fazer um crédito direcionado para o Estado e Município
ou para todo o setor privado, o FGTS estará, por intermédio de
um Fundo, fazendo investimento nesses segmentos visando projetos rentáveis
que tenham garantia e segurança”.
Segundo ele, esses investimentos serão orientados por um comitê gestor
que seguirá as regras estabelecidas pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM), órgão ligado ao Ministério da
Fazenda responsável por apurar, julgar e punir irregularidades eventualmente
cometidas no mercado.
|
JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
26 de junho de 2007
Mais de 46 mil ainda não sacaram
o abono salarial PIS/Pasep
Redação O Estado
do Paraná
Os trabalhadores que têm
direito ao abono salarial PIS/Pasep, referente ao ano-base 2005, e
que ainda ainda não o sacaram, têm até a próxima
sexta-feira (dia 29) para retirá-lo. Mais de 46 mil paranaenses
ainda não sacaram o abono salarial, sendo que 39.969 com direito
ao PIS e 6.383 ao Pasep. Todos os beneficiados estão autorizados
a sacar o abono, no valor de um salário mínimo. Ao todo,
775.906 paranaenses já receberam o abono.
O abono salarial é o pagamento de um salário mínimo anual
ao trabalhador e servidor que receberam, em média, até dois salários
mínimos mensais no ano-base, estavam cadastrados no PIS/Pasep em 2005
há, no mínimo, cinco anos e que tenham trabalhado, pelo menos,
30 dias naquele ano.
Os trabalhadores inscritos no Programa de Integração Social (PIS)
recebem o abono salarial na Caixa Econômica Federal ou nos postos e agências
da Caixa. O Programa de Formação do Patrimônio do Servidor
Público (Pasep) é pago no Banco do Brasil. Os recursos não
retirados pelo trabalhador retornam ao Fundo de Amparo ao Trabalhor (FAT).
Algumas empresas pagam diretamente o abono, porque fazem convênio com
a Caixa, que repassa os recursos para esse pagamento. As empresas incluem o
abono no contra-cheque. Em caso de dúvida, a Caixa mantém o telefone
0800-5742222 para esclarecer os trabalhadores.
Para efetuar o saque, os trabalhadores/servidores terão de apresentar
o número do PIS ou do Pasep e a carteira de identidade. O beneficiado
pode sacar o abono em qualquer cidade do País. Os trabalhadores são
identificados como beneficiários do abono pela Relação
Anual de Informações Sociais (Rais), declarada anualmente pela
empresas.
Nacional
Mais de 11 milhões de trabalhadores de todo País já receberam
o abono salarial referente ao ano-base 2005, e cerca de 700 mil ainda não
retiraram. Nos últimos oito dias, mais de 390 mil receberam o benefício
nas agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Dos
que já sacaram, 9,3 milhões são do PIS e 1,7 milhão
do Pasep. No total, 11,7 milhões foram habilitados ao calendário
que teve início em julho de 2006.
|
SITE G1, 26 de junho de 2007
TSE: ações pedem cassação
de 29 eleitos
Quatro senadores e 25 deputados têm
os diplomas contestados. | Rio e São Paulo têm mais
deputados na lista.
MIRELLA D'ELIA Do G1, em Brasília
entre em contato
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta segunda-feira (25) que 29
parlamentares eleitos em outubro de 2006 respondem a ações por
cassação de diploma na Corte.
Ao todo, quatro dos 27 senadores e 25 dos 513 deputados federais têm
os diplomas contestados. Fazem parte da lista nove deputados do Rio, sete de
São Paulo, dois do Rio Grande do Sul e dois do Mato Grosso.
Segundo o TSE, todos respondem
a acusações de compra de votos, abuso de poder político
e/ou econômico, uso indevido de meios de comunicação
e outras infrações previstas na Lei 9.504/97 (Lei Eleitoral)
e na Lei Complementar 64/90 (Lei das Inelegibilidades).
Além dos parlamentares,
sete dos 27 governadores eleitos em outubro de 2006 tiveram os mandatos
contestados por meio de ações em curso no TSE.
O tribunal informou ainda que existem outras 19 ações contra
mandatos de deputados federais e duas, contra senadores, em tramitação
nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Estas ações correm
em segredo de justiça.
Recursos contra senadores
Rosalba Ciarlini (DEM-RN)
Cícero Lucena Filho (PSDB-PB)
Expedito Júnior (PPS-RO)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Recursos contra deputados federais
Rio de Janeiro
Bernardo Ariston (PMDB-RJ)
Silvio Lopes (PSDB-RJ)
Andréia Zito (PSDB-RJ)
Solange Almeida (PMDB-RJ)
Geraldo Pudim (PMDB-RJ)
Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Hugo Leal (PSC-RJ)
Nelson Bornier (PMDB-RJ)
São Paulo
Paulo Pereira da Silva (PDT-SP)
Guilherme Campos (DEM-SP)
Walter Ihoshi (DEM-SP)
Devanir Ribeiro (PT-SP)
Valdemar Costa Neto (PR-SP)
Aline Corrêa (PP-SP)
José Camarinha (PSB-SP)
Rio Grande do Sul
Vilson Covatti (PP-RS)
Pompeu de Mattos (PDT-RS)
Mato Grosso
Pedro Henry (PP-MT)
Eliene Lima (PP-MT)
Outros estados
Carlos Melles (DEM-MG)
Anselmo de Jesus (PT-RO)
Laurez da Rocha Moreira (PSB-TO)
Neudo Campos (PP-RR)
Francisco Tenório (PMN-AL)
|
CONSULTOR JURÍDICO,
26 de junho de 2007
Dentro do contrato
Funcionário não tem de
devolver curso pago por empresa
Um funcionário não terá de devolver o dinheiro do curso
de mestrado pago pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Isso porque o termo de compromisso assinado com a empregadora não estipulava
o período em que o curso deveria ser concluído, mas sim a permanência
do funcionário pelo prazo de dois anos na empresa.
A decisão é da
1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região,
que negou o pedido da Embrapa. A empresa pretendia obter a devolução
de todas as despesas com curso de mestrado de seu empregado. Cabe recurso.
Segundo a juíza federal
convocada, Sônia Diniz Viana, o contrato permitia a prorrogação
do prazo como, de fato, aconteceu com o consentimento da Embrapa, que
continuou pagando as despesas. Além disso, o descumprimento do
prazo foi justificado por meio de um atestado médico. O funcionário
precisou se afastar de suas atividades por incapacidade e conseguiu licença
pelo INSS.
A empresa alegou que tem direito à devolução
do dinheiro, uma vez que o funcionário comprometeu-se a permanecer
a serviço da Embrapa pelo prazo mínimo de dois anos, a
contar da conclusão do curso de mestrado, sob pena de ressarcimento.
Argumentou, também, que o juiz de primeira instância não
levou em conta o termo de compromisso e responsabilidade assinado pelas
partes, que autorizava o empregado a fazer o curso de mestrado com duração
inicial de 24 meses.
A Turma entendeu que houve uma
suspensão do contrato, mas não o descumprimento do termo
de compromisso e responsabilidade, que só ocorreria se o funcionário,
depois de concluído o curso, deixasse de permanecer a serviço
da Embrapa antes de completar dois anos na empresa. Entretanto, no termo,
não há nenhum dispositivo que determine a devolução
caso o curso não fosse concluído dentro de determinado
prazo.
Apelação
Cível 2000.38.00.004722-5/MG

|