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Agência Diap, 28 de junho de 2007
RELAÇÕES DE TRABALHO
PLP 8/03: ponderações
sobre o projeto impõem mais debates
O relator do PLP 8/03, deputado Roberto Santiago (PV/SP) propôs que a
Comissão do Trabalho realize audiências públicas sobre
o projeto. A proposição do deputado Maurício Rands (PT/PE)
substitui a multa de 40% sobre o montante do FGTS pela proteção
contra demissão imotivada.
O projeto retornou à pauta da Comissão de Trabalho, nesta quarta-feira,
27/06, mas um acordo do relator com as entidades representativas dos trabalhadores
adiou a apreciação da matéria.
A intenção do relator e das entidades é de discutir mais
o projeto que pretende regulamentar o inciso I do artigo 7° da Constituição
Federal, que protege a relação de emprego contra a demissão
arbitrária ou sem justa causa.
Ao pedir a retirada de pauta do projeto, o relator apresentou um requerimento
para realização de audiências públicas para instrução
do projeto. O colegiado aprovou a decisão de Santiago, que nesta terça-feira,
26/06, conversou com assessores do DIAP, a fim de buscar uma solução
para melhorar o texto original da proposição.
A proposta do relator é realizar três audiências públicas.
Os membros do colegiado manifestaram a intenção de convidar algumas
entidades. Entre as sugestões para a participação na audiência
estão o Dieese, Anamatra e o DIAP, que apresentou sugestões ao
texto por meio de seu corpo técnico. (André dos Santos)
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DEPACOM, 28 de junho de 2007
Federações da Construção
e do Mobiliário se reúnem em Brasília
No último dia 27, a noite, reuniram-se em Brasília as Federações
da Construção e do Mobiliário do Brasil, onde foi discutida
a participação e o posicionamento do grupo na reunião com
a CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção,
que será realizada no próxima dia 04 de julho em Brasília/DF.
Foi deliberado ainda, que o próximo
encontro do DEPACOM será realizado dia 27/07/2007 em São
Luis/MA. Os temas a serem abordados serão os seguintes: Análise
do Setor, Política Salarial, Saúde e Segurança
no Trabalho e outros assuntos de interesse da categoria.
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PORTAL REVISTA EXAME, 28
de junho de 2007
Construção civil tem
o melhor desempenho desde 1999
Por Amanda Valeri
A indústria brasileira da construção civil apresentou
em maio deste ano o melhor desempenho desde 1999, segundo aponta a Sondagem
Nacional da Indústria da Construção Civil, realizada pelo
Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de
São Paulo (SindusCon-SP) e pela FGV Projetos. De acordo com o levantamento,
o índice no quinto mês do ano atingiu 49,5 pontos, uma alta de
2,9% ante abril de 2007.
Segundo o estudo, na comparação com maio do ano passado o crescimento
foi de 18,7%, melhor resultado desde agosto de 1999, quando foi realizada a
primeira sondagem. "As empresas estão em uma situação
muito superior. Isso pode ser observado pelo patamar satisfatório que
o indicador registrou (50, numa escala que vai de zero a 100). Mas ainda não
se pode considerar um desempenho completamente favorável", afirmou
o presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti.
O volume de negócios e o faturamento das empresas também apresentaram
bom movimento em maio de 2007, registrando elevação de 28% e
49,7%, respectivamente, frente a igual mês de 2006. Segundo o presidente
da entidade, o otimismo em relação a esse índice pode
ser exemplificado pelo aumento expressivo dos lançamentos de imóveis
neste ano.
A pesquisa apontou também a melhora na redução das dificuldades
financeiras. No mês de maio, o indicador atingiu 48,1 pontos, redução
de 14,5% no ano. De acordo com a sondagem, quanto menor o valor nominal (descontada
a inflação) melhor o resultado final.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 28 de junho de 2007
Câmara aprova férias remuneradas
a estagiário
Projeto, que prevê redução
do expediente de estudantes, irá a votação no
Senado
Agência Brasil
BRASÍLIA - A Câmara aprovou na quarta-feira, 27, um projeto que
dá a estagiários direito a férias remuneradas de 30 dias
por ano, além de diminuir a carga horária de estágio de
oito para seis horas diárias - na época de provas os estudantes
terão expediente reduzido pela metade. O projeto será enviado
agora ao Senado, e prevê que as empresas que não cumprirem as
regras sejam multadas.
Segundo a deputada Manuela D´Ávila
(PCdoB-RS), uma das autoras do projeto, a lei visa garantir que estagiário
não seja utilizado como mão-de-obra barata, substituindo
um trabalhador. "Que ele não esteja ali para fazer qualquer
coisa que não aprender algo relacionado à sua atividade
de ensino", afirmou a deputada.
"Isso significa que acabou
o tempo em que o estagiário ficava feliz por ter o seu estágio
de seis meses renovado, e que, na realidade, essa felicidade significava
ter um ano de trabalho sem gozar de nenhum dia de descanso", explicou
Manuela.
O projeto proíbe a cobrança
de taxa do estudante candidato a uma vaga de estágio, e em caso
de estágio não-obrigatório, a empresa tem que pagar
bolsa mensal e vale transporte, sem que isso represente vínculo
empregatício.
O projeto não limita
o número de estágios para estudantes do ensino superior
nem do profissionalizante. Para os estágios em nível
médio, o projeto determina que as empresas que empregam de um
a cinco funcionários tenham um estagiário; empresas que
empregam de cinco a dez funcionários, têm direito a dois
estagiários, e empresas com mais de dez funcionários
podem ter 20% de estagiários.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
28 de junho de 2007
Temporário demitido no primeiro
dia tem direito a indenização
Uma empresa teve que pagar um ex-funcionário que foi demitido após
um dia de serviço. A decisão, por unanimidade, foi da 10ª Câmara
do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas, em São
Paulo), que negou o recurso de uma empresa prestadora de serviços, mantendo
a determinação da 2ª Vara do Trabalho de Sorocaba no sentido
de que a empregadora deve pagar ao ex-funcionário a indenização
prevista no artigo 479 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Segundo o artigo, “nos
contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa,
despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título
de indenização, e por metade, a remuneração
a que teria direito até o termo do contrato”.
Para o magistrado, não
há motivo para negar ao contrato de trabalho temporário
a aplicação dos preceitos contidos na CLT. “As hipóteses
que autorizam celebração de contrato temporário,
instituídas pelo artigo 2º da Lei 6.019/74, inserem-se naquelas
previstas pela alínea ‘a’ do artigo 443 da CLT”,
argumentou.
Histórico
De acordo com o TRT-Campinas, a empresa contratou o trabalhador em 19 de janeiro
de 2006, por um prazo de 90 dias. Entretanto, acabou por demitir o empregado
na mesma data, sem que houvesse causa a justificar o ato tão repentino.
Ao contrário, a justificativa
apresentada —término de contrato — foi considerada
pela Câmara completamente incompatível com o motivo alegado
para a contratação - acúmulo extraordinário
de serviço na empresa cliente — e com a duração
do contrato —um dia.
“Evidente a despedida imotivada.
O acúmulo extraordinário de serviços não
se resolve em um único dia”, assinalou o juiz João
Alberto, que defendeu a manutenção da sentença de
origem “tendo em vista que a reclamada rescindiu antecipadamente
o contrato de trabalho temporário, sem apresentar qualquer justificativa
ou motivo válido e lógico, e não existindo qualquer
incompatibilidade lógica ou jurídica a impedir a aplicação
do artigo 479 da CLT”.
Quanto ao recurso do ex-funcionário,
que pretendia receber indenização por danos morais por
ter sido demitido logo no primeiro dia de contrato, a Câmara também
negou provimento.
Os juízes entenderam não
haver prova de que o trabalhador teve sua integridade moral aviltada,
além de a dispensa imotivada ser procedimento previsto e autorizado
pela lei.
Processo 0497-2006-016-15-00-3
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
28 de junho de 2007
Atraso no pagamento de verba rescisória
gera dano moral, diz TRT
Um empregado que conseguiu comprovar na Justiça do Trabalho que a sua
insolvência financeira (devolução de cheques que resultou
com a inscrição do seu nome no SPC) foi causada pelo não
pagamento das verbas rescisórias, teve reconhecido pela 5ª Turma
do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Minas Gerais o direito a uma indenização
por danos morais, no valor de R$ 3.000.
A empresa alegou que a culpa
foi do próprio empregado, que não teria comparecido para
a homologação da rescisão do contrato em seu sindicato,
levando-a a interpor ação de consignação
em pagamento.
No entanto, a empresa não
conseguiu comprovar essa situação no processo, já que
a ação só foi proposta dois meses após o
cumprimento do aviso prévio pelo funcionário.
O desembargador José Roberto
Freire Pimenta, relator do recurso, salientou que as dívidas que
geraram o quadro de insolvência referem-se exatamente ao período
em que o autor permaneceu sem receber as verbas rescisórias.
A inscrição dos
títulos vencidos em órgão de consulta de devedores
do comércio causou ao empregado restrições de crédito
e o comprometimento de seu nome. “Está aí a demonstração
de culpa da reclamada: sua conduta ilícita prejudicou o autor,
sendo inequívoco o prejuízo que lhe manchou o nome”,
frisou o relator.
Recurso Ordinário
01176-2006-108-03-00-5
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 28 de junho de 2007 | Economia
Política industrial apoiará setor
forte em mão-de-obra
Setores competitivos, como commodities, e
subsidiárias também serão prioridade
Renata Veríssimo, da Agência
Estado
BRASÍLIA - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse nesta quarta-feira, 27, que a nova
política industrial do governo que está em elaboração
deve apoiar três setores: os setores intensivos em mão-de-obra;
os setores competitivos, como commodities, para a criação de
empresas de atuação global; e as subsidiárias de empresas
multinacionais, como as montadoras de automóveis.
Luciano Coutinho explicou, durante
audiência na Comissão de Desenvolvimento, Indústria
e Comércio da Câmara, que as linhas da política industrial
não estão totalmente fechadas e ainda dependem de uma reunião
com a Câmara de Política Econômica para virar uma
política de governo. No caso dos setores intensivos em mão-de-obra,
que sofrem com a concorrência internacional em função
da apreciação do câmbio, Coutinho disse que "o
caminho inteligente" é a inovação para o desenvolvimento
de produtos diferenciados que possam escapar da competição
em custos e preços.
"Esse é o caminho
possível para esses setores para preservá-los, e que são
importantes na geração de empregos", disse. Segundo
ele, é muito difícil vencer a China e a Índia na
questão de custo e preço dos produtos. "Temos que
financiar projetos de inovação para produtos diferenciados
que possam competir com uma margem de lucro mais alta", afirmou.
Luciano Coutinho afirmou que
o BNDES deve melhorar as condições de financiamento às
exportações, o que deve servir como "uma alavanca
poderosa" para esses setores. Outro ponto da política industrial
será o estímulo à formação de grandes
empresas com atuação no mercado internacional. Ele lembrou
que o BNDES apoiou recentemente a compra da americana Swift pela Friboi. "A
nova política deverá ajudar a fortalecer grandes empresas
brasileiras de atuação global em setores que o Brasil é competitivo,
como o setor de commodities", explicou.
Uma terceira perna da política
industrial, conforme Coutinho, é o apoio a complexos importantes,
com presença internacional. "Nos setores onde há a
presença de grandes empresas internacionais", como o setor
automobilístico, a idéia é reforçar o papel
das empresas nas subsidiárias no Brasil de maneira a reforçar
a base manufatureira brasileira", explicou. Ao ser questionado sobre
os instrumentos que seriam usados, o presidente do BNDES disse que há um
conjunto de medidas em estudo. Segundo ele, o BNDES tem como instrumentos
o crédito e a capitalização de empresas.
Já o Ministério
do Desenvolvimento tem como instrumento a política tarifária,
enquanto o Ministério da Fazenda tem o tratamento tributário. "É um
conjunto de esforços que podem reabilitar essas empresas. Existe
um poder de compra do governo em várias áreas e esse conjunto
de instrumentos já está assinado para que a política
industrial tenha mais eficácia", informou.
PPPs
Coutinho afirmou também que as Parcerias Público-Privadas (PPPs)
foram eleitas como "panacéia" mas não são a única
modalidade de concessão de obras e serviços públicos.
Segundo ele, o processo de aprovação de uma PPP é bastante
complexo e leva entre 500 e 600 dias para ficar pronto. "Essa é uma
das dificuldades de operação das PPPs. Estamos solicitando a
simplificação do processo", disse.
O presidente do BNDES disse que
existe um estoque de projetos que tramitaram nos últimos dois
anos e que estão prontos para serem executados. Coutinho afirmou
que a PPP é uma modalidade especial de concessão e que
a concessão simples é mais rápida. Disse ainda que
se encontram na carteira do BNDES 126 projetos do Programa de Aceleração
do Crescimento. Para ele, um dos desafios do Banco é o desenvolvimento
regional .
Na sua opinião, a participação
do banco em projetos sociais pode ocorrer em grandes projetos de saneamento
e urbanização. O BNDES, segundo ele, tem que dar capacidade
de financiamento aos estados. Onde as empresas de saneamento não
estiverem capacitadas para tomar o financiamento, o BNDES terá de
ajudá-las a se capacitarem, explicou.
Balança comercial
O superávit da balança comercial deve começar a diminuir
em 2008, afirmou o presidente do BNDES. Na avaliação de Coutinho,
como as importações estão crescendo muito mais rapidamente
do que as exportações, na margem é inevitável que
o superávit caia. "Provavelmente o superávit em 2008 será menor
que em 2007. A minha expectativa, como economista, é que o superávit
se reduza", disse Coutinho.
Ele acredita que a queda
do superávit da balança comercial e a redução
dos juros devem diminuir a pressão cambial. "A tendência é que
em alguns meses a pressão cambial comece a moderar. Mas enquanto
essa questão dos juros e do câmbio não vem estamos
nos empenhando para ajudar os setores", disse Coutinho.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 28 de junho de 2007 | Dinheiro
Metade do 13º salário
de aposentados sai em setembro
JUCA GUIMARÃES
do Agora
Os representantes dos aposentados e o ministro da Previdência Social,
Luiz Marinho, fecharam ontem, em Brasília, um acordo da antecipação
do 13º benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
A antecipação da
metade do abono de Natal sai no benefício de competência
agosto, que é pago nos primeiros cinco dias úteis de setembro.
Os aposentados queriam que a
metade do abono fosse paga em agosto neste ano, mas aceitaram a proposta
do governo, que prometeu que metade da grana do 13º será antecipada
para o mês de setembro todos os anos, até 2010. "Os
aposentados poderão saber, já no início do ano,
quando terão um reforço no orçamento", diz
Marinho.
Aposentados e pensionistas, na
maioria, receberão 50% do benefício. A exceção é para
quem passou a receber o benefício depois de janeiro --no caso,
o valor será proporcional. Os segurados com auxílio-doença
também receberão menos que os 50%. Como o benefício é temporário,
o INSS paga a antecipação proporcional ao período
de pagamento do auxílio em 2007.
"O governo prometeu mais
remédios e crédito para moradia", disse João
Batista Inocentini, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados
da Força Sindical.
A idéia é ampliar
os medicamentos com desconto de 90%. Hoje, apenas os para hipertensão
e diabetes têm esse desconto. A idéia é oferecer
outros medicamentos, como os para o tratamento de doenças cardiovasculares,
por exemplo. Marinho se encontrou ontem com o ministro da Saúde,
José Gomes Temporão, que vai estudar o assunto.
Até o final da primeira
quinzena de julho, os aposentados também devem se reunir com o
ministro das Cidades, Márcio Fortes, para discutir um programa
de financiamento habitacional de casas populares.
"Queríamos
negociar a recuperação do poder de compra, mas o governo
não discute isso", disse Edmundo Benedetti, presidente
da Centrap, sindicato dos aposentados ligado à CGT (Confederação
Geral dos Trabalhadores).
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 28 de junho de 2007 | Brasil
Câmara dos Deputados rejeita
adoção do voto em listas partidárias
FÁBIO ZANINI
da Folha de S.Paulo, em Brasília
A Câmara dos Deputados rejeitou ontem a criação do sistema
de voto em listas partidárias --o carro-chefe da reforma política.
Em duas votações, os parlamentares rejeitaram tanto o modelo
de listas "fechadas", pelo qual o eleitor votaria apenas em partidos
em eleições proporcionais, quanto o sistema "flexível",
em que haveria a possibilidade de se escolher também um candidato.
A reforma continua tramitando,
mas bastante fragilizada --assim como a proposta de criação
de financiamento público para campanhas eleitorais, uma idéia
que vinha sendo associada às listas.
Mas outros pontos menores da
reforma ainda podem ser aprovados nas próximas semanas. São
eles o fim das coligações para eleições proporcionais
(deputado federal, estadual e vereador), a criação de federações
de partidos e a instituição da fidelidade partidária.
A lista "fechada" foi
rejeitada por 252 votos contra e 181 a favor, e o modelo flexível,
por 240 votos contra e 203 a favor. Pesou nas votações
uma divisão entre partidos médios (PR, PTB, PP e PDT),
contrários à lista, e grandes (PMDB, PT e DEM), favoráveis
(com exceção do PSDB). Mas eles sofreram muitas dissidências,
que sacramentaram o resultado.
As grandes legendas defendiam
as listas porque porque são mais conhecidas do eleitorado e teriam
mais facilidade para fazer campanhas do que os pequenos partidos. A lista "fechada" tinha
como principal defensor o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). A lista "flexível" foi
apresentada como um projeto alternativo na semana passada, fruto de um
acordo entre as grandes legendas.
"Esta noite foi a expressão
de que o plenário da Câmara não quer a reforma política.
Foi uma opção conservadora dos deputados", disse o
deputado Flavio Dino (PC do B-MA), que foi um dos redatores da proposta
de lista flexível.
Desde o meio da tarde, quando
começou a discussão, o clima era de disputa tensa, com
discursos inflamados de lado a lado. A proposta de financiamento misto
foi a que causou maior polêmica.
"A grande maioria do dinheiro
das campanhas vem dos sanguessugas, dos vampiros, dos anões. Misturar
dinheiro público e privado seria explosivo", declarou Caiado,
mencionando escândalos recentes.
Na hora da votação,
os opositores da lista fizeram pressão gritando "Não!
Não! Não!", e exibindo polegares para baixo, em
sinal de negativo. Assim que saiu o resultado, o plenário explodiu
em comemoração. "Acabou a lista! É o fim
do voto biônico!", declarou Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 28 de junho de 2007 | Dinheiro
Pedidos de auxílio-desemprego
nos EUA caem em 13 mil na semana
da Folha Online
O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA teve
uma queda de 13 mil na semana encerrada no último dia 23, totalizando
313 mil pedidos do benefício, informou nesta quinta-feira o Departamento
do Trabalho.
O total de solicitações
iniciais da semana imediatamente anterior ficou em 326 mil, segundo dados
revisados e divulgados hoje.
A média quadrissemanal
(que atenua as volatilidades das leituras semanais) ficou em 316 mil,
1.000 pedidos a menos que a média quadrissemanal anterior, 315
mil (dado revisado).
No mês passado, a economia
dos EUA gerou 157 mil empregos, praticamente o dobro do que foi registrado
em abril, 80 mil novos empregos. A taxa de desemprego ficou inalterada,
em 4,5%.
Os dados sobre taxa de
desemprego e número de empregos criados referentes a junho devem
ser divulgados no dia 6 de julho.
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CONSULTOR JURÍDICO,
28 de junho de 2007
Indústria de fósforos
Sindicato recebe contribuição
paga para outro sindicato
O Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo
(Simpi) ganhou mais uma ação que lhe dá o direito a reaver
o imposto sindical recolhido por outra entidade sindical industrial. Dessa
vez, o Sindicato Nacional da Indústria de Fósforos foi condenado
pela 68ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro a restituir ao Simpi os impostos
sindicais recolhidos de 2005 a 2007. A decisão é desta quarta-feira
(27/6).
Em fevereiro, o Sindicato da
Indústria da Construção Civil do Estado de São
Paulo (Sinduscon) foi condenado a depositar em juízo o imposto
sindical de 2007 recolhido das empresas. O Simpi representa cerca de
200 mil empresas industriais paulistas com até 50 empregados cada.
O presidente do Simpi, Joseph
Couri, e o advogado da entidade, José Francisco Siqueira Neto,
declararam que pretendem acionar todos os sindicatos industriais ligados à Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que recolhem
de forma irregular o imposto sindical de titularidade do Simpi.
Segundo a defesa do Simpi, muitos
sindicatos têm recolhido de forma indevida o imposto por conta
do rompimento do acordo que existia entre a entidade e a Fiesp em 2005.
O advogado observa que diversas
decisões judiciais têm reconhecido o direito do Simpi ao
imposto sindical recolhido por outros sindicatos sobre indústrias
com até 50 empregados, em território paulista. Segundo
ele, o acordo entre o sindicato e a Fiesp, firmado em 1994, foi rompido
unilateralmente pela federação.
Em suas sentenças,
embora alguns juízes reconheçam a legitimidade da representação
do Simpi, têm indeferido o pedido de bloqueio das contas de entidades
concorrentes que recolhem o imposto sindical. Essas decisões
orientam o sindicato a interpelar diretamente as empresas que recolheram
o tributo, sob a alegação de que essa responsabilidade é exclusivamente
delas.
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Diário Vermelho, 28
de junho de 2007
Maioria conservadora derruba pilares
da reforma política
A Câmara dos Deputados iniciou na noite desta quarta-feira (27) a votação
da reforma política. A primeira votação, porém,
sinalizou que uma maioria conservadora do parlamento teme mudar as regras do
jogo eleitoral. Liderados pelo PSDB e por caciques políticos personalistas
aos quais não interessa o fortalecimento dos partidos, 240 deputados
votaram contra a apreciação, pelo plenário da Câmara,
de uma emenda aglutinativa que tentava garantir alguns avanços na reforma
política sem, no entanto, mudar radicalmente o sistema eleitoral. O
resultado da votação, que acabou enterrando em seguida a proposta
de lista fechada, inviabilizou também a idéia de financiamento
público de campanha: os dois principais pilares da reforma política.
por Cláudio Gonzalez
A emenda aglutinativa apresentada
por diversos líderes em relação ao texto do relator
Ronaldo Caiado (DEM-GO) para o Projeto de Lei 1210/07, da reforma política,
contava com o apoio formal de quatro partidos (PT, PMDB, DEM e PCdoB).
Os apoiadores da emenda acreditavam que o conjunto das bancadas que referendaram
a emenda teria maioria no plenário em torno de 250 votos (para
aprovar o projeto), contando com os votos do PT, DEM, PCdoB, PMDB, PSB
e dissidências do PSDB e outros.
Mas a ausência de 70 deputados na votação, somada às
dissidências nas bancadas que teoricamente deveriam apoiar o projeto,
fez com que a vantagem numérica se invertesse a favor dos que combatem
a reforma política. Assim, o requerimento do PMDB que pedia preferência
de votação à emenda substitutiva aglutinativa foi rejeitado
por 240 votos a 203.
A emenda propunha um sistema híbrido de escolha nas eleições
proporcionais. Metade das vagas a que o partido ou federação
partidária teria direito seria preenchida obedecendo a ordem da lista
apresentada. A outra metade ficaria com os candidatos dessa lista mais votados
individualmente pelo eleitor.
Quanto ao financiamento de campanha, o sistema também seria misto, com
recursos públicos e recursos privados arrecadados de pessoas físicas.
Com a rejeição do requerimento do PMDB, todos os itens da emenda
aglutinativa deixaram de ser apreciados pelo plenário e a questão
da lista preordenada acabou sendo definitivamente rechaçada.
Argumentos
O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que atuou como porta-voz dos
setores contrários à reforma política, criticou os parlamentares
que destacaram a corrupção e o poder econômico na eleição
para o Congresso para defender o financiamento público de campanha. "Eu
e muitos outros parlamentares fomos eleitos pelo suor e pelo nosso sacrifício.
Aqueles que nos acusam podem ter sido eleitos assim. Nesse caso, que saiam
do Parlamento", disse.
Faria de Sá, que apresentou
requerimento, rejeitado pelo Plenário, para retirada de pauta
do Projeto de Lei 1210/07, da reforma política, criticou o financiamento
público. No seu entender, essa medida tiraria o dinheiro destinado
a tudo o mais que o País precisa. Ele também afirmou que,
se a reforma for aprovada, fará de cobaia os vereadores e prefeitos
na eleição do ano que vem.
Já um dos autores da emenda aglutinativa, o deputado Flávio Dino
(PCdoB-MA), disse que não há sistema ideal nem reforma boa em
si mesma. Para ele, o sistema híbrido representa "o diálogo
do sonho com o possível e foi proposto a partir das necessidades históricas
do País". Ele disse que o sistema misto é o que vigora na
Alemanha, na França e na Itália.
Votação fatiada
Depois da recusa do Plenário em votar o sistema híbrido, o plenário
aprovou requerimento do PR para a votação do Projeto de Lei 1210/07
por grupos de artigos, ou seja, de forma fatiada.
Como o primeiro grupo a ir em
votação foi o referente à lista fechada para as
eleições proporcionais, constante do substitutivo do deputado
Ronaldo Caiado, a tendência demonstrada desde o início dos
debates foi a da rejeição desse item.
O resultado da votação, ocorrida já no final da sessão,
por volta das 22h30, confirmou a recusa da maioria quanto a essa importante
mudança na legislação eleitoral. A proposta de lista fechada
tão enfaticamente defendida pelo relator Ronaldo Caiado foi derrotada
por 252 contra a lista, 181 votos a favor da lista e 3 abstenções.
No total, 436 deputados votaram.
Os demais itens da reforma política, como a fidelidade partidária
e o fim das coligações proporcionais devem ser apreciados na
próxima semana.
Medo
O medo foi um elemento
decisivo para a derrota de uma proposta de reforma política
mais avançada.
De um lado, o PSDB teme que a adoção das listas preordenadas
e o financiamento público fortaleça partidos mais orgânicos,
sobretudo os de esquerda como o PT, PCdoB, PSOL, entre outros. No mesmo sentido,
políticos personalistas, caciques regionais e parlamentares sem apego às
estruturas partidárias temem que as mudanças nas regras eleitorais
lhes tirem prestígio e poder de barganha junto ao eleitorado e sobretudo
junto a lideranças empresariais. Não seria exagerado também
afirmar que uma parte dos deputados teme não poder mais usufruir de
benefícios ilícitos que o atual sistema eleitoral proporciona.
Usando uma expressão muito popular, pode-se dizer que a maioria conservadora
do parlamento ficou com medo de ''perder a boquinha''.
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Folha
de São Paulo, 28 de junho de 2007
PMDB põe aliado de Renan na presidência de conselho
Leomar Quintanilha assume o órgão que conduz
processo contra presidente do Senado
| Dia marcado por várias negociações e reviravoltas acaba
com convite a Renato Casagrande (PSB-ES) para assumir relatoria do caso
SILVIO NAVARRO, FERNANDA KRAKOVICS
RANIER BRAGON, DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Após mais de 12 horas de negociações
e várias articulações frustradas, PMDB e PT se uniram
na noite de ontem para eleger o senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), aliado
do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), como presidente do Conselho
de Ética. Candidato de última hora, Quintanilha derrotou o líder
do PSDB, Arthur Virgílio (AM), por 9 votos a 6. Dos 16 membros do conselho,
o senador Jefferson Péres (PDT-AM) foi o único que não
apareceu -ele não tem suplente. Foi uma vitória da maior bancada
da Casa, o PMDB, que tem 20 integrantes, com o respaldo do PT, que se recusou
a entregar a presidência do conselho à oposição.
Pouco antes da votação,
os dois postulantes ao cargo usaram táticas similares mirando dois votos
considerados "indefinidos". Virgílio anunciou que, se eleito,
indicaria o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) para relatar o processo contra
Renan. Em seguida, Quintanilha rebateu anunciando que queria Renato Casagrande
(PSB-ES) ocupando o posto. Após ser surpreendido com a indicação,
Casagrande pediu prazo até hoje para responder ao convite, mas sinalizou
que deve aceitá-lo. "Minha posição é que pudéssemos
aprofundar as investigações de fatos correlatos à denúncia",
disse, sinalizando que poderá ampliar as apurações. A
próxima sessão do conselho será na terça.
Apesar de ter sido uma saída
para somar um voto, a indicação de Casagrande é considerada
uma opção de risco, já que ele foi um dos que cobrou o
aprofundamento das investigações que envolvem Renan. Quintanilha
fez um breve pronunciamento no qual prometeu conduzir o processo contra Renan "pelos
ditames do regimento e da Constituição" e que assumia o "compromisso
com a verdade". "Acolho como uma missão", disse.
Quintanilha é um dos senadores
que mais trocaram de partidos na Casa. Fazendeiro, ele migrou do PMDB para
o PC do B em 2005. Voltou ao PMDB no ano passado. Antes, fez parte do extinto
PFL, sigla que deixou em 2003. Foi presidente da Arena, partido de sustentação
da ditadura militar, em Araguaína, em 1976, e eleito deputado federal
pelo PDS (sucessor da Arena, em 1988).
Do outro lado, Virgílio fez
um pronunciamento duro, afirmando que "soluções domésticas
não vão resolver a crise que se instalou no Senado". "Três
já renunciaram, não queremos ver um quarto", disse, em alusão
aos dois relatores que deixaram o posto, Epitácio Cafeteira (PTB-MA)
e Wellington Salgado (PMDB-MG), e o ex-presidente do conselho Sibá Machado
(PT-AC).
A eleição de Quintanilha,
consumada por volta das 22h30, foi o desfecho de um impasse que se arrastou
por todo o dia e dominou corredores e até o plenário da Casa.
Até as 21h não havia definição nem sequer se a
sessão de votação ocorreria na noite de ontem. Após
a renúncia de Sibá, a oposição se articulou e lançou
o nome de Virgílio. O DEM apoiou a proposta. O tucano, então,
entrou na vaga de titular do conselho no lugar de Marisa Serrano (PSDB-MS).
Ao sugerir seu próprio nome,
Virgílio tentou ainda uma jogada, propondo que Aloizio Mercadante (PT-SP)
ingressasse no conselho para ser o relator. Nos bastidores, a avaliação
era que se costurava uma estratégia conjunta, com o dedo do governador
de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB), aliado de Renan, para escolher um
relator com respaldo na Casa e disposto a enviar o caso ao Supremo Tribunal
Federal.
Teotônio esteve no Senado
ontem. Mas a engenharia não durou muito: Mercadante tentou inverter
o cenário e se dispôs a aceitar a presidência do conselho,
mas não a relatoria. "A relatoria é de um caso, mas a
presidência seria por dois anos", afirmou a líder do PT,
Ideli Salvatti (SC). A partir daí, as negociações migraram
para o plenário. Da cadeira da presidência, Renan participou
das articulações enviando recados e bilhetes.
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Folha de São Paulo,
28 de junho de 2007
Entre 12 países, Congresso brasileiro é o
que mais pesa no bolso dos cidadãos
MARINA DELLA VALLE
COLABORAÇÃO PARA
A FOLHA
Levantamento da ONG Transparência
Brasil comparando os custos do Congresso brasileiro com os de Parlamentos
de 11 países aponta que o gasto anual com parlamentares no Brasil é superado
apenas pelo dos Estados Unidos. Pela relação com o salário
mínimo anual ou o PIB (Produto Interno Bruto) per capita, porém,
o Congresso brasileiro é o que mais pesa no bolso do cidadão.
O estudo comparou o orçamento
do Congresso do Brasil com os de Chile, Espanha, Alemanha, Argentina,
Canadá, EUA, França, Reino Unido, Itália, México
e Portugal. No Brasil, o orçamento de 2007 é de R$ 6,1
bilhões - R$ 11,5 mil por minuto. O gasto anual por parlamentar,
R$ 10,2 milhões, é 12 vezes o da Espanha.
O custo do Senado brasileiros é de
R$ 33,1 milhões por ano, enquanto os deputados federais custam
R$ 6,6 milhões. Considerando a relação com o salário
mínimo anual, o Brasil tem o Congresso mais caro, com percentual
de 0,66%. No Reino Unido, o último colocado, esse percentual é de
0,06%.
Em termos de PIB per capita,
o gasto de cada brasileiro é o mais alto, com percentual de
0,18%. O valor é 8,4 vezes o da Espanha, o último da
lista, com percentual de 0,02%. "É completamente descabido,
ainda mais levando em conta a quantidade de parlamentares com ações
judiciais [contra eles]. Como explicar gastos superiores a países
europeus?", diz o diretor-executivo da ONG, Claudio Weber Abramo.
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Folha de São Paulo,
28 de junho de 2007
TRABALHO
Nova regra reduz estágio de 8 para 6 horas
DA AGÊNCIA BRASIL
A Câmara dos Deputados
aprovou ontem projeto que muda as regras de estágio para os estudantes
dos ensinos médio, superior e profissionalizante em instituições
públicas e privadas. Pelas novas regras, o estágio foi
reduzido de oito para seis horas diárias, e na época de
provas o período será reduzido pela metade. Os estagiários
terão 30 dias de recesso remunerado por ano.
O projeto, que será encaminhado
para o Senado, proíbe a cobrança de taxa do candidato
a uma vaga de estágio e em caso de estágio não-obrigatório
a empresa deve pagar bolsa mensal e vale transporte, sem que isso represente
vínculo empregatício. Para estudantes de nível
médio há limite de estagiários de acordo com o
de funcionários da empresa contratante. No ensino superior e
profissionalizante não há limite.
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INFOMONEY
PESSOAL, 28 de junho de 2007
Jornada de trabalho: a polêmica
de fixar horas máximas!
SÃO PAULO - A jornada de trabalho prevista na legislação
vigente é de 44 horas semanais, segundo o artigo 7º da Constituição.
Mas tramita na Câmara dos Deputados projeto do deputado Marco Maia (PT-RS)
que prevê redução deste tempo para 40 horas, o que pode ser
prejudicial para as relações trabalhistas.
A opinião é do advogado e professor
de direito do trabalho da Universidade de São Paulo (USP),
Cássio Mesquita Barros, que defende que a nova lei pode representar
um grande ônus para as empresas e prejudicar o trabalhador,
que pode ver seu salário diminuir.
Determinação
O advogado explica que a determinação das horas trabalhadas não é igual
para todos os setores da economia, já que existem diferenças.
"Não existem,
na economia diversificada, horários padrões para todo
o mundo de trabalho. O direito trabalhista só fixa os limites
máximos, tendo em vista a saúde do trabalhador, mas
cada empresa trabalha o que precisa. Assim, as reduções
autoritárias e genéricas são artificiais e desaconselháveis",
disse.
Na
contramão
Ainda de acordo com o advogado, o PL contradiz o que já acontece no
mundo. "Pois países como a França reduziram a jornada de
trabalho, mas recentemente voltaram atrás revogando a diminuição
e retornando as jornadas anteriores", exemplificou.
Ele disse que o Brasil possui
181 mil normas trabalhistas, muitas caducas e desatualizadas. "O
Brasil é, como se sabe, muito grande e variado para conviver
sob um mesmo guarda-chuva de direitos e obrigações.
Os salários, no geral, são baixos, mas os encargos
sociais muito elevados. A aprovação do novo projeto
pode agravar o já grave momento que estamos atravessando",
afirmou.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 28
de junho de 2007 | Mundo
Urbanização reduziu pobreza
no Brasil, mas violência nas cidades cresceu
Rio de Janeiro – No Brasil, a
população urbana passou de 36% em 1950 para 81% em
2000. Isso concentrou a maioria dos pobres nas cidades – boa
parte em favelas – e está associado ao aumento da violência.
Mas também ajudou a reduzir a pobreza e o crescimento demográfico.
O impacto da urbanização
na redução da pobreza brasileira é citado no relatório
do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa)
a partir de uma estimativa feita pelo demógrafo Ralph Hakkert,
do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Ele estimou que o
processo explicaria 17% da queda de 1999 a 2004.
Nesse período, a pobreza
urbana caiu de 29% para 25,4% e a rural, de 61,4% para 54,4%. Como a
população urbana aumentou de 80,6% para 83,6%, ele estimou
qual seria a pobreza sem esse movimento.
“Não dá para
tirar grandes conclusões acerca dos processos que levaram a isso,
mas, pelo menos, há a indicação de que a migração
rural-urbana ajudou a reduzir a pobreza”, diz Hakkert.
O relatório, no entanto,
destaca também a violência nas grandes cidades do mundo.
O autor principal do texto, George Martine, diz que esse é um
dos principais desafios para o Brasil.
Mas isso não deve, argumenta
ele, esconder o fato de que a urbanização melhorou o acesso
a serviços de saúde e educação, que contribuíram
para que o país chegasse, em 2003, a uma taxa de fecundidade de
2,1 filhos por mulher. “Destaca-se só a experiência
carioca, que é de muita violência, mas a urbanização
significou ganhos de qualidade de vida. Que benefícios teria o
país se a população continuasse crescendo a 2,9%
ao ano?”
Outro desafio que o relatório
cita, e que também se aplica ao Brasil, é o da legalização.
A tese é que, com a posse de terra legalizada, os moradores
teriam mais segurança para realizar melhorias e conseguir crédito
no mercado formal.

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JORNAL GAZETA DO POVO, 28
de junho de 2007 | Mundo
Aumentam os milionários no
Brasil
País tem 120,4 mil pessoas
com mais de US$ 1 milhão líquido para investir, 10,1%
a mais que em 2005
Zurique – O Brasil atingiu a marca de 120,4 mil milionários em
2006, cerca de 10,1% a mais que em 2005, mostra uma pesquisa feita pela Merrill
Lynch e pela Cap Gemini. Segundo o estudo, milionário é aquela
pessoa que possui acima de US$ 1 milhão líquido para investir.
De acordo com o levantamento,
o aumento foi impulsionado pela aceleração no consumo e
no investimento privado, pela redução do juro e da inflação,
e pelo superávit da balança comercial. Mas a alta relação
entre dívida pública/PIB, o baixo investimento público
e o nível dos impostos – que passaram de 29% do PIB em 1997
para perto de 40% do PIB em 2006 – foram apontados como fatores
que podem inibir o aumento do grupo.
O ativo total de milionários
da América Latina subiu 23,2% em 2006, crescimento mais rápido
que qualquer outra região do mundo, enquanto o número de
milionários avançou 10,2%. Já os ativos detidos
pelas pessoas mais ricas do mundo cresceram 11,4% no ano passado, para
US$ 37,2 trilhões, enquanto o número de milionários
aumentou 8,3%, para 9,5 milhões.
Super-ricos
O número de ultramilionários
no mundo – aqueles com mais US$ 30 milhões para investir – subiu
11,3%, para quase 95 mil. A pesquisa indica, entretanto, que uma redução
do crescimento econômico mundial pode conter a abundante expansão
nos próximos anos.
“Muitas economias devem
desacelerar... os riscos de alta dos preços de energia e conflitos
geopolíticos são uma ameaça contínua, adicionando
um nível de incerteza a nossas atuais previsões”,
afirmou o estudo.
A pesquisa, denominada “World
Wealth Report” e bastante usada como referência na indústria,
prevê que a riqueza global cresça 6,8% por ano até 2011,
elevando a riqueza total do mundo a US$ 51,6 trilhões. A baixa
volatilidade do mercado em 2006 tirou parte do brilho de investimentos
alternativos como hedge funds e private equity, mostrou o levantamento.
O crescimento dos mercados imobiliários, por outro lado, atraiu
mais recursos. A taxa de crescimento da riqueza ficou bem acima do
crescimento econômico mundial no ano passado, de 5,4%. A América
do Norte teve taxa de crescimento de riqueza de 10% e continuou a região
com a maior população de milionários do mundo,
3,2 milhões de pessoas.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
28 de junho de 2007
Senado aprova medida provisória
que elevou mínimo a R$ 380
Agência Estado
O plenário do Senado
aprovou nesta quarta-feira (27) à noite a medida provisória
367, que reajustou o valor do salário mínimo para R$
380 a partir de 1º de abril. Como não sofreu alterações
durante a tramitação na Câmara e Senado, o presidente
da Casa, Renan Calheiros, anunciou que o texto será agora promulgado.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
28 de junho de 2007
Previdência pagará adiantado
décimo terceiro para aposentados
Luana Lourenço/Agência
Brasil
Brasília - O Ministério
da Previdência vai antecipar novamente este ano o décimo
terceiro de aposentados. Em vez de ser pago integralmente em dezembro,
metade do benefício será antecipado para setembro. A
medida já havia sido tomada no ano passado.
A medida foi anunciada pelo ministro da Previdência, Luiz Marinho, após
reuniã com representantes da Confederação Brasileira dos
Aposentados e Pensionistas, Associação dos Aposentados e Pensionistas
da Força Sindical e Associação dos Aposentados e Pensionistas
da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
As entidades pediam que o adiantamento ocorresse em julho, mas, segundo o ministro,
não houve tempo para incluir a medida no orçamento.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
28 de junho de 2007
Lupi negocia liberação
de R$ 1 bi para programas de qualificação profissional
Juliana Andrade/Agência
Brasil
Brasília - O Conselho
Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) analisa a
proposta de destinar quase R$ 1 bilhão para ações
voltadas à qualificação profissional de trabalhadores
no ano que vem, informou nesta quarta-feira (27) o ministro do Trabalho
e Emprego, Carlos Lupi. Segundo ele, neste ano foram investidos na área
cerca de R$ 80 milhões.
“ Com absoluta segurança, 2008 será o ano da qualificação
profissional no Brasil, porque nós vamos dispor dos maiores recursos da
história do Brasil para essa área”, afirmou o ministro, em
entrevista após o lançamento do Anuário de Qualificação
Social e Profissional 2006, produzido em parceira com o Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Lupi acredita que a equipe econômica não criará obstáculos
para a liberação dos recursos. "Eu não falei sobre
cifras com ele [Guido Mantega, ministro da Fazenda], mas eu acho que o ministro
vai achar pouco. Eu confio no meu taco, nós vamos avançar muito
nesta área no Ministério do Trabalho."
Carlos Lupi informou que o Ministério do Trabalho e o Instituto Nacional
de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro)
estudam a criação de um selo do qualidade para identificar empresas
e entidades que se destacam nas ações de qualificação
profissional. De acordo com ele, a proposta deve ser finalizada em 30 dias.
Lupi propôs ao diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio,
a criação de uma premiação de reconhecimento às
empresas e aos trabalhadores que tenham participado dos programas de qualificação.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
28 de junho de 2007
TRT condena empresa que demitiu e recontratou
com salário menor
A 2ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região
(Campinas) negou o recurso de uma empresa produtora de bebidas que demitiu
o trabalhador e depois o recontratou, para as mesmas funções,
mas com salário menor, por meio de uma empresa prestadora de serviços.
A decisão foi unânime.
A empresa pretendia se livrar
da responsabilidade solidária no pagamento dos créditos
de um ex-empregado, conforme havia decidido a 1ª Vara do Trabalho
de Franca. A Câmara reconheceu que ficou provada tentativa de fraude
por parte da fabricante de bebidas.
“Reconhece-se a postulada
responsabilidade solidária da empregadora que dispensa o empregado
e o readmite para as mesmas funções, porém com redução
salarial, utilizando-se indevidamente de empresa interposta, com a visível
finalidade de fraudar direitos trabalhistas”, relatou, em seu voto,
o juiz Eduardo Benedito de Oliveira Zanella.
A produtora de bebidas argumentou
que o autor não trabalhava na atividade-fim da empresa, no período
do contrato firmado com a prestadora de serviços. Para a Câmara,
no entanto, o próprio depoimento do representante da empresa confirmou
que não houve qualquer alteração nas atividades,
de uma época para a outra.
"Do início ao final
do contrato, o reclamante (autor) trabalhou ininterruptamente, sendo
que houve uma época em que trabalhou para uma outra empresa (...)
o reclamante trabalhou sempre nos supermercados, sem modificações
nas suas atribuições", confessou o preposto.
Recurso Ordinário
1721-2005-015-15-00-7
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
28/06/2007
SDI-1 admite incorporação
de cláusula coletiva ao contrato de trabalho
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) restabeleceu sentença
de primeiro grau que condenou a Empresa Energética de Mato Grosso
do Sul (Enersul) ao pagamento de indenização por tempo
de serviço a um empregado demitido por justa causa. A indenização
foi prevista em acordo coletivo firmado entre a empresa e o Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias de energia Elétrica de
Mato Grosso do Sul em 1990, em cláusula que previa sua incorporação
definitiva aos contratos individuais de trabalho. A SDI-1 já havia
tomado decisão semelhante em processo julgado em dezembro de 2006.
A ação contra a
Enersul foi ajuizada na 1ª Vara do Trabalho de Campo Grande (MS).
O empregado trabalhou na empresa por mais de 20 anos, entre 1977 e 1998,
quando foi demitido. Na inicial, informou que, de acordo com a cláusula
do acordo coletivo, a indenização deveria ser paga numa única
parcela, no ato da rescisão, em valor equivalente à maior
remuneração recebida pelo empregado no ano anterior à demissão
para cada ano de serviço, e o benefício teria caráter
definitivo, incorporando-se ao contrato individual de trabalho. Ao ser
demitido, porém, o empregado não recebeu a parcela, reclamando-a
na Justiça do Trabalho.
A empresa, na contestação,
afirmou que a cláusula era nula de pleno direito, porque violaria
o princípio da moralidade administrativa e porque não é permitido
ajustar prazo superior a dois anos aos acordos e convenções
coletivas de trabalho. Segundo a Enersul, o acordo que estabeleceu a
cláusula foi definitivamente revogado por dissídio coletivo
posterior.
O juiz da Vara do Trabalho deferiu
o pedido de indenização. Na sentença, esclareceu
que, embora os acordos coletivos tenham limite legal de dois anos, o
fato de o empregador ter ajustado que o direito se incorporaria definitivamente
ao contrato de trabalho da categoria fez com que a norma perdesse sua
natureza convencional e ganhasse natureza estatutária. Lembrou
que a Súmula nº 51 do TST, que trata do princípio
das condições mais benéficas, prevê que “as
cláusulas regulamentares que revoguem ou alterem vantagens deferidas
anteriormente só atingirão os trabalhadores admitidos após
a revogação ou alteração do regulamento”.
O TRT/MS, ao apreciar recurso
ordinário da Enersul, julgou improcedente a reclamação
trabalhista. Aplicando a Súmula nº 277 do TST, segundo a
qual “as condições de trabalho alcançadas
por força de sentença normativa vigoram no prazo assinando,
não integrando de forma definitiva os contratos”, o Regional
entendeu que o acordo coletivo tinha prazo delimitado, e, decorrido esse
período, o direito à indenização só estaria
assegurado se a cláusula tivesse sido renovada em norma coletiva
posterior, o que não ocorreu. Este entendimento foi mantido pela
Primeira Turma do TST, que não conheceu do recurso de revista
do empregado.
Este, então, interpôs
os embargos à SDI-1, insistindo na incorporação
da vantagem ao contrato de trabalho. Nas razões de embargos, argumentou
que a Constituição Federal garante a soberania dos acordos
e convenções coletivas. O ministro Carlos Alberto Reis
de Paula destacou, em seu voto, que “o acordo coletivo constitui
um pacto de vontade de vigência limitada, cujas cláusulas
vigoram pelo período respectivo”. Extinto o acordo, “opera-se
o retorno ao ‘status quo’”, observou. Apesar disso,
e com ressalva de seu entendimento pessoal, o ministro assinalou que
a SDI-1 havia adotado, em julgamento anterior de caso semelhante envolvendo
a mesma Enersul, a tese de que a incorporação da indenização “foi
livremente pactuada entre a empresa e o sindicato” e, por isso,
conforme prevê a constituição Federal, “deve-se
prestigiar o pactuado entre empregados e empregadores por meio de convenções
coletivas”. (E-RR-756388/2001.7)
(Carmem Feijó)
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28/06/2007
Empregado perde indenização por
não apresentar atestado do INSS
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho negou o pedido de indenização relativo à estabilidade
por doença profissional a um empregado da empresa ZF do Brasil
Ltda. A convenção coletiva da categoria exigia a apresentação
de atestado médico emitido pelo Instituto Nacional de Seguridade
Social (INSS), e o empregado não o apresentou. O relator, ministro
Aloysio Corrêa da Veiga, explicou que não há como
reconhecer a estabilidade acidentaria, “na medida em que não
foi satisfeita a exigência contida na cláusula convencional,
sob pena se violar o princípio constitucional que garante eficácia
e validade às normas coletivas de trabalho”.
O empregado da ZF do Brasil,
fabricante e fornecedora de embreagens e peças automotivas, adquiriu,
no trabalho, Lesão por Esforços Repetitivos (LER/DORT),
que comprometeu a musculatura do braço, além de ter sofrido
perda auditiva. Pediu na Justiça Trabalhista indenização
pela estabilidade acidentária concedida aos empregados portadores
de LER e adicional de insalubridade, entre outras verbas. A empresa afirmou
na contestação que o empregado não teria direito à indenização,
pois “os requisitos normativos de reconhecimento da estabilidade – a
apresentação do atestado do INSS – não foram
preenchidos”.
A sentença de primeiro
grau reconheceu o direito, e determinou o pagamento de indenização
correspondente a doze vezes o salário do trabalhador, além
de conceder o adicional de insalubridade, limitado ao período
em que ele se expôs ao risco. A decisão foi mantida pelo
Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP),
que considerou o laudo pericial suficiente para comprovar a doença.
No TST, a empresa pediu a reforma
da decisão regional. Afirmou que a cláusula convencional
exige de forma clara e expressa a comprovação da doença
profissional pelo atestado fornecido pela Previdência, para que
o empregado possa ser reintegrado ao emprego.
A Sexta Turma reformou o acórdão
do TRT quanto ao tema indenização. O ministro Aloysio Corrêa
esclareceu que as partes podem utilizar todos os meios como prova, mas “a
solução para a controvérsia passa pela avaliação
do cumprimento dos requisitos estabelecidos na norma convencional que
criou o benefício”. Segundo ele, o TST já pacificou
seu entendimento com a OJ 154 da SDI-1, dispondo que “a doença
profissional deve ser atestada por médico do INSS, se tal exigência
constar em cláusula de instrumento normativo, sob pena de não
reconhecimento do direito à estabilidade”.(RR 1875/1999-003-15-
0.0)
(Léa Paula)

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