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Diário Vermelho, 02
de julho de 2007
Helena Chagas: 2008 é o grid
de largada para 2010
A jornalista Helena Chjagas publicou na
edição deste domingo do Jornal de Brasília
sua coluna "Descomplicando a Política", na qual
registra as movimentações de bastidores dos partidos
para as próximas eleições. Veja abaixo a íntegra
do texto:
O fracasso de mais uma tentativa
de votar a reforma política deu esta semana aos partidos e aos
políticos a certeza de que pouca coisa ou nada mudará nas
regras do jogo para a eleição municipal de 2008 - qualquer
mudança teria que estar votada nas duas Casas até o final
de setembro. A partir de agora, portanto, começa a contagem regressiva.
Partidos medem suas forças e discutem as estratégias para
as principais capitais do país. A tendência, ao que parece, é a
da multiplicação dos candidatos. Amplas coligações,
como a que dá sustentação hoje ao governo federal,
e o tradicional casamento do PSDB com o DEM(ex-PFL) vão ficar
fora de moda. Afinal, os resultados de 2008 vão organizar o grid
de largada para 2010 e já existe uma profusão de candidatos
a presidência da República.
O principal movimento da temporada será a construção,
pelos partidos, de candidaturas em todos os municípios onde for possível,
nem que seja para montar palanques para os dois anos seguintes e desbravar
o caminho para a eleição presidencial. Claro está, portanto,
que em breve vão começar as cotoveladas, dentro e fora da base
governista. Com chances de ser um importantíssimo eleitor em 2008 -
a serem mantidas as atuais condições de temperatura e pressão
na política e na economia - Lula em breve estará no meio do tiroteio.
Os altos índices de popularidade do presidente podem não decidir
a parada de uma eleição municipal, onde há muitos fatores
locais envolvidos, mas não há dúvida de que podem ajudar
muito seus candidatos. É aí que mora o perigo. Que candidatos?
Vai ter gente demais disputando essa condição. Se Lula for esperto,
tenta aprovar tudo o que precisar no Congresso este ano, já que o próximo
vai dar um nó na base governista.
O palanque
Ainda discretamente, todo mundo
começa a se movimentar. O PSB do ex-ministro Ciro Gomes, por exemplo,
tem poucos planos de unir-se ao PT, ao PMDB e outros partidos maiores
na eleição para prefeito. Integrado também pelo
PDT e o PCdoB, o chamado "Bloco de Esquerda" funcionará como
uma força única, que terá como principal objetivo
construir os palanques para Ciro em 2010. O próprio ex-ministro
tem percorrido o país para organizar as regionais do partido e
as alianças internas. Nomes de primeira grandeza do bloco, como
o do ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo, estão dispostos
a entrar na briga por espaço. No caso, a dificíl disputa
pela prefeitura de São Paulo.
Na oposição, a
avaliação é parecida. O DEM cansou de viver a reboque
do PSDB e quer ter um nome em 2010. Seu presidente, deputado Rodrigo
Maia, diz que a intenção é ter agora candidatos
a todas as prefeituras,. Segundo ele, há muito tempo de TV por
aí à disposição para entregar para outros
partidos, o que ocorrerá se não tiverem candidatos próprios. " Nosso
primeiro objetivo é construir o nosso partido, e não o
partido dos outros", diz Maia.
Batalha em São Paulo
O resto do país que nos
perdoe. Mas a disputa política mais importante de 2008 é a
da prefeitura paulistana, onde haverá o tradicional enfrentamento
do PT e do PSDB em casa. Os dois partidos estão se vigiando desde
já, tentando prever os movimentos um do outro. Aliados dizem que
Marta Suplicy não está mesmo com a menor vontade de se
candidatar a prefeita de novo, e que não o fará nem por
decreto se seu adversário tucano for Geraldo Alckmin. Além
de preferir se guardar para vôos mais altos em 2010, sabe que o
ex-governador é fortíssimo candidato. Se Geraldo não
for, e o PSDB apoiar a reeleição de Gilberto Kassab, do
DEM, então quem sabe...
Os tucanos dizem que Geraldo
está num dilema. O que ele gostaria mesmo é de voltar ao
governo de São Paulo em 2010, no caso de José Serra ser
o nome do PSDB para a sucessão de Lula. Mas isso não é certo.
Ao mesmo tempo, precisa de um mandato agora para sair do sereno. E sabe
que, uma vez prefeito, dificilmente poderia repetir Serra e deixar a
prefeitura para candidatar-se ao governo apenas dois anos depois. O eleitor
está cansado desse expediente.
Casamento na roça
Eleição municipal é eleição
municipal, e nem sempre um partido que se sai bem (ou mal) tem o mesmo
desempenho nas eleições seguintes para presidente e para
o Congresso. Ao votar para prefeito e vereador, o cidadão tende
a ver questões locais, como o lixo nas ruas de sua cidade, o
horário de fechamento dos bares, o trânsito, etc. Mas
um bom número de prefeituras na mão tem efeito multiplicador
de votos e deixa a máquina partidária azeitada para a
eleição seguinte de caráter nacional. Nesse sentido, é bom
ficar de olho no PT e no PMDB. Se conseguirem se entender e fazer coligações
em prefeituras importantes, aliando o poder da legenda petista à máquina
peemedebista, estará acertada a chapa presidencial para 2010.
PT na cabeça e PMDB na vice. Se o casamento sair na roça, é que
o noivado de Brasília é para valer. Fonte: "Jornal
de Brasília".
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FETICOM/SP, 02 de julho de 2007
FETICOM/SP elege nova diretoria
A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário de São
Paulo (Feticom-SP) elegeu nesta quinta-feira, dia 28 de junho, sua
nova diretoria, com a chapa única “Unir, Organizar,
Fazer Acontecer” encabeçada por Emílio Alves
Ferreira Júnior e composta por 34 diretores, recebendo 63
votos, de um total de 66 delegados. A
eleição aconteceu na sede da entidade, na rua
Gualachos, 41, no bairro Aclimação, reunindo representantes
dos 38 sindicatos filiados. A nova diretoria toma posse oficialmente
no dia 23 de agosto. Além de Emílio Alves Ferreira
na presidência, a nova diretoria tem na 1ª vice-presidência,
Antonio de Souza Ramalho, enquanto que o 2ª vice-presidente é Ademar
Rangel da Silva. Já o 3º vice-presidente é Sérgio
Luis Melhado. O secretário geral é José Jairo
da Silva, enquanto que José Sebastião dos Santos
(tesoureiro). A executiva tem Robinson Leme como secretário
de Saúde e Educação, enquanto que Milton Costa é o
diretor de Formação e José Antônio Amaral
o diretor de Patrimônio.
No movimento sindical desde 1986,
Emílio é o atual
presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Capivari, e vice-presidente
da Feticom, sendo o coordenador das negociações das
campanhas salariais. Ele assume o lugar de José Sebastião
dos Santos, que continuará na diretoria da entidade, como
diretor-tesoureiro.
A Feticom-SP foi fundada em 1941,
num trabalho de organização
do movimento sindical, e atualmente representa mais de 600 mil
trabalhadores no Estado, da indústria da construção
civil (pedreiros, carpinteiros, pintores e estucadores, bombeiros
hidráulicos e outros, montagens industriais e engenharia
consultiva), inclusive empreiteiras; das indústrias da construção
pesada, olaria, indústria de cimento, cal e gesso, ladrilhos
hidráulicos e produtos de cimento ; cerâmica (branca
e vermelha) para construção; serrarias, carpintarias,
tanoarias, madeiras compensadas e laminadas, aglomerados e chapas
de fibras de madeira; Oficiais marceneiros e trabalhadores na indústria
de serrarias e de móveis de madeira; indústria de
móveis de junco e vime e de vassouras; indústria
de cortinados e estofos; indústria de escovas e pincéis;
indústria de artefatos de cimento armado; oficiais eletricistas
e trabalhadores nas Indústrias de instalações
elétricas, gás, hidráulicas e sanitárias;
indústria da construção de estradas, pavimentação,
obras de terraplenagem, obras de terraplenagem em geral (barragens,
aeroportos, canais e engenharia consultiva; tratoristas (excetuados
os rurais) – diferenciada; trabalhadores na indústria
de refratários, e os trabalhadores avulsos.
A nova diretoria, que terá mandato de quatro anos, pretende
incrementar o trabalho de aproximação com os trabalhadores,
visando combater a informalidade no setor, que atinge pelo menos
60% da categoria, e regulamentar as chamadas “tarefas”, “que
têm provocado, muitas vezes, esforços acima do suportável
pelo homem e nem sempre o trabalho é devidamente valorizado
e buscar elevar o poder aquisitivo dos trabalhadores”, argumenta
o presidente eleito. “Vamos cumprir as decisões do
nosso Congresso, realizado de 28 a 31 de março deste ano,
na Colônia de Férias, que ratificaram a necessidade
de união da categoria e estreitar ainda mais o nosso trabalho
com os 38 sindicatos filiados para ficarmos ainda mais próximas
dos trabalhadores”, completa.
O combate ao trabalho que coloca
em risco à saúde
e a segurança do trabalhador também é outra
meta da atual diretoria da Feticom. Para isso, como explica o presidente
eleito, a nova diretoria está muito bem representada em
todo Estado, inclusive com diretores regionais. “Vamos trabalhar
para deixar a Feticom ainda mais próxima do trabalhador,
para vivenciar a sua realidade e atuar de acordo com as necessidades
da categoria”, completa.
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NOVA DIRETORIA
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Presidente:
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Emílio Alves Ferreira Junior
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1
Vice-Presidente
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Antônio
de Souza Ramalho
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2
Vice-Presidente
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Ademar
Rangel da Silva
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3
Vice-Presidente
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Sérgio
Luiz Melhado
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Secretário
Geral
Suplente
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Jairo
José da Silva
Vitorino
Gabriel
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Tesoureiro
Suplente
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José Sebastião
dos Santos
João
Batista Prisco
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Diretor
Educação e Saúde Suplente
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Robinson
Leme
Gilmar
Antônio Guilhen
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Diretor
Formação
Suplente
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Milton
Costa
Aparecido
de Moraes
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Diretor
Patrimônio
Adjunto
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José Antônio
Amaral
Maria
Bernardete Oliveira Trajano da Silva
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Dir.
Regional São Paulo
Adjunto
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Aristóteles
da Silva Magalhães
José Carlos
da Silva
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Diretor
Regional Sul
Adjunto
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Aparecido
Luiz
Samuel
Ramos
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Diretor
Regional Leste
Adjunto
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Gilberto
Lúcio Zangirolami
Carlos
Ferreira da Silva
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Diretor
Regional Noroeste
Adjunto
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Nelson
Ioca
Gilberto
Batista
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Diretor
Regional Norte
Adjunto
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Carlos
Miranda
Ademar
Vital de Araújo Filho
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Diretor
Regional Oeste
Adjunto
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Antônio
Celso de Souza
Eutália
Maria do Prado
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Conselho
Fiscal ....................
Suplentes
.............................
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João
Ferreira Marciano
Antônio
de Lisboa de Souza
Henrique
Vitor
José Marcos
Jardim
Darci
Pinto Gonçalves
Adilson
Dallano
|
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Conselho
Representante CNTI
Suplentes ...........................
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José Sebastião
dos Santos
Emílio
Alves Ferreira Junior
João
Donizetti Martins
Marion
Camargo Costa
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DEPACOM, 02 de julho de 2007
Jornal do Sinticom-TAP/MG
Está circulando o “Informativo da Construção”,
informativo do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Uberlândia, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba – Minas
Gerais, presidido pelo companheiro REINALDO ROSA DE SOUZA.
O Informativo deste mês traz diversas informações de interesse
da categoria, com destaque especial para a paralisação dos trabalhadores
da Planar Engenharia e Equipamentos. |

Reinaldo Rosa de Souza
Presidente do Sinticom-TAP/MG
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O DEPACOM
parabeniza o companheiro Reinaldo e sua diretoria pelo importante
trabalho
desenvolvido junto aos trabalhadores
da Construção
e do Mobiliário de Uberlândia, Triângulo Mineiro e
Alto Paranaíba.

Para
obter a íntegra
do informativo, visite o site do sindicato: http://www.sinticom-tap.com.br/
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SINTRACOM MARINGÁ,
02 de julho de 2007
Sintracom Maringá participa
de Workshop sobre o Nexo Epidemiológico
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
de Maringá, companheiro JORGE MORAES, participou da organização
deste 1° Workshop
Foi realizado dia 28.06.2007
no Auditório da receita Federal de Maringá, um WORKSHOP
sobre o polêmico e atual NEXO EPIDEMIOLÓGICO. A realização
foi por conta do INSS e dos Conselheiros do INSS de Maringá, da
qual o Sr. JORGE MORAES ocupa lugar como conselheiro.
O evento teve palestra proferida
por médicos peritos do INSS da Agência Maringá os
quais debateram e puderam tirar dúvidas dos participantes em relação
ao NEXO EPIDEMIOLÓGICO e contou com apoio da Coordenação
Sindical Trabalhista de Maringá.
O evento teve 150 pessoas inscritas,
dentre elas, advogados, contabilistas, representantes da classe trabalhadora
de Maringá e Região, além de uma representação
em massa dos sindicatos de Maringá.
Também estiveram presentes
o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da
Construção e do Mobiliário de Cianorte, Sr. SEBASTIÃO
LIMA DA SILVA e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas indústrias
da Construção e do Mobiliário de Umuarama, Sr. MARCOS
ANTONIO BERALDO.
Em sua fala Jorge Moraes disse
que apesar da exigência da lei em impor ao empregador sua obrigação
principal em emitir a CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho),
isso não era cumprido, prejudicando a segurança dos empregados. "O
problema é que as empresas não preenchiam a CAT, porque
se a patologia apresentada pelo trabalhador for caracterizada como doença
ocupacional, ele tem direito à estabilidade no emprego por um
ano". No período, o empregador é obrigado a continuar
recolhendo o FGTS.
Em seguida deixou claro que agora
o trabalhador já pode ter reconhecida a doença acidentária,
mesmo sem a emissão da CAT (Comunicação de Acidente
de Trabalho), alterando-se os procedimentos para a comprovação
da doença ocupacional, bastando que o trabalhador apresente no
INSS um laudo médico contendo o código que corresponde à doença
na Classificação Internacional de Doenças (CID),
em seguida realizar a perícia médica para identificar se
está incapacitado para o trabalho, e a doença ocupacional
já estará caracterizada pelo Nexo Epidemiológico,
instituído pela Resolução nº. 1236, do Conselho
Nacional de Previdência Social (CNPS), publicado em 10 de maio
de 2004.
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MEMBROS
DO CONSELHO DA PREVIDÊNCIA
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JORGE
MORAES EM DISCURSO
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SEBASTIÃO
LIMA STICM DE CIANORTE e MARCOS BERALDO DO STICM DE UMUARAMA
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DRT, 29 de junho de 2007
Delegacia Regional do Trabalho no Paraná
Fiscalização móvel
da DRT/PR libertou 84 trabalhadores em condições análogas à escrava
Empresa foi autuada no valor de R$ 82 mil e
pagou R$ 176 mil em verbas rescisórias
A fiscalização
móvel da Delegacia Regional do Trabalho do Paraná (DRT/PR)
localizou, de 19 a 26 de junho, 84 trabalhadores em condições
análogas à escrava em duas propriedades situadas na região
de Guarapuava. Do total, 60 eram contratados por pequenos empreiteiros
e o restante estava sem registro em carteira de trabalho, sendo dois
menores de idade. Os trabalhadores estavam atuando no corte de pinus.
Cinco auditores fiscais do Trabalho participaram da ação.
No local onde os trabalhadores
foram encontrados não havia instalações sanitárias, água
potável, materiais de Primeiros Socorros, não utilização
dos Equipamentos de Proteção Individual, refeitórios
e alojamentos inapropriados, entre outras irregularidades. Os auditores
lavraram 15 autos de infração contra as propriedades, que
pertencem a Repinho Reflorestadora Madeiras e Compensados Ltda, no valor
de aproximadamente R$ 82 mil. Ambas estão interditadas até que
a empresa construa alojamentos adequados.
Após a ação,
os trabalhadores tiveram sua situação regularizada com
o recebimento do aviso prévio, Fundo de Garantia por Tempo de
Serviço, férias, 13º salário, além dos
dias trabalhados. Ao todo, a empresa pagou R$ 176 mil em verbas rescisórias.
Um exemplo, segundo a auditora fiscal, Elizabeth Nunes de Carvalho, foi
o caso de um trabalhador que desde 2005 atuava na propriedade que recebeu
a quantia de R$ 12 mil. "Todos os valores já foram pagos
e regularizados", destaca a AFT. Além da DRT/PR, participaram
da ação o Ministério Público do Trabalho
(MPT), Força Verde da Polícia Militar e a Polícia
Federal.
CPT - Segundo a publicação
da Comissão Pastoral da Terra, em 2006 foram libertados no Paraná 64
trabalhadores em condições de escravo, 15 trabalhadores
na condição de superexploração, 462 por desrespeito
trabalhista, 3 por tortura e 3 por tentativa de assassinato.
Assessoria de imprensa
Renata Souza (5703 DRT/PR)
comunicacao.drtpr@mte.gov.br
41 3219-7774 / 9644-9122
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Folha
de São Paulo, 30 de junho de 2007 | Mundo2 – Pág.
A25
Governo chinês aprova nova lei trabalhista
Legislação pretende aumentar garantias,
mas há dúvidas sobre sua aplicação; escândalo
recente envolveu trabalho escravo | Alguns pontos foram suavizados devido
a críticas de empresas, que crêem em elevação
de custos e ameaçam abandonar o país
DA REDAÇÃO
O governo chinês aprovou
ontem uma nova lei trabalhista que em tese fortalece as proteções
para os trabalhadores chineses, apesar das críticas de multinacionais
que temem que as novas regras aumentem o custo de produção
no país. A aprovação se deu depois de 18 meses
de deliberação e de um raro pedido do governo para que
os chineses comentassem a lei. Eles receberam cerca de 200 mil sugestões,
tanto de trabalhadores como de empresas nacionais e estrangeiras.
O Comitê Permanente do
Congresso chinês -dominado pelo Partido Comunista, como todas
as instituições oficiais no país- ainda não
divulgou a íntegra do texto, mas alguns dos pontos aprovados
são: a exigência de contrato entre empregador e empregado,
a limitação do uso de trabalhadores temporários
e mais empecilhos à demissão de empregados.
Outra mudança aprovada é o
fortalecimento da Federação dos Sindicatos de Toda a
China -também monopólio do PC. Quando a lei entrar em
vigor, no primeiro dia de 2008, comitês de empresa ligados à federação
terão permissão para negociar coletivamente salários
e benefícios com empregadores. Antes, o trabalhador negociava
individualmente com seus superiores, na maioria dos casos. Alguns pontos
da nova lei foram suavizados ou suprimidos depois que multinacionais
afirmaram que a concessão de novos direitos trabalhistas poderia
fazer com que a China perdesse sua competitividade.
Escândalo trabalhista
A nova legislação
chega em um momento em que o governo enfrenta um escândalo relacionado
ao uso de trabalho escravo em olarias e pequenas minas de carvão
nas Províncias de Shanxi e Henan. Desde que o caso irrompeu,
no mês passado, cerca de 600 trabalhadores escravizados foram
libertados -51 deles eram crianças. Além do escândalo
da escravidão, o crescimento econômico nos últimos
anos produziu uma enorme quantidade de trabalhadores migrantes, que
não raramente são vítimas de abusos e condições
de trabalho degradantes. Muitos deles não possuem contratos
e muitas vezes não recebem em dia.
A situação dos
trabalhadores migrantes tem provocado protestos e é vista como
um motivos do aumento de crimes violentos nas áreas urbanas.
Analistas calculam, porém, que, se não houver fiscalização
na aplicação da nova lei, os chineses correm o risco
de não ver nenhuma melhoria.
As Câmaras de Comércio
Americana e Européia já afirmaram que o abuso de trabalhadores
na China é causado pelo desrespeito das leis existentes e não
pela falta delas. Dirigentes que apóiam a lei admitem que isso é um
problema, mas garantem que a nova lei será mais fácil
de implementar. "O ponto da nova lei é aumentar o custo
da violação", afirma Liu Cheng, professor de direito
na Universidade de Xangai.
Porém as empresas
afirmam que as novas regras vão aumentar substancialmente
os custos de produção e que multinacionais teriam como única
opção transferir suas atividades para outros países
com mão-de-obra ainda mais barata, como Bangladesh e Vietnã -o
que já vem acontecendo em parte. "Nós recebemos
bem empresas que respeitam as leis chinesas e se preocupam com seus
trabalhadores. Aqueles que dependem da mão-de-obra barata
e da violação dos direitos dos trabalhadores para obter
lucro serão afastados", diz Xie Liangmin, do departamento
legislativo da federação dos sindicatos. Com "New
York Times" e agências internacionais.
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Gazeta do Povo, 30 de junho
de 2007
BRASIL | AMAZÔNIA
PF desbarata máfia que derrubava
floresta
Belém – Doze pessoas, entre madeireiros e servidores públicos
acusados de fraudar licenças ambientais foram presas ontem em Belém
pela Polícia Federal durante a operação Ouro Verde II,
que apura a derrubada e venda ilegal de 500 mil árvores da floresta
amazônica. Documentos, computadores, dinheiro e carros de luxo foram
apreendidos. Dois empresários, Josiel Farias e Menandro de Souza Freire,
que seriam os líderes da quadrilha, estavam foragidos até ontem à noite.
Ao todo, trinta mandados de prisão e 34 de busca e apreensão
foram expedidos pelo juiz da 3.ª Vara Federal de Belém, Rubens
Rollo D’Oliveira.
O delegado Sérgio
Rovani, que comandou a operação, disse que as fraudes
praticadas pelo grupo aconteciam de duas maneiras: pela inserção
fraudulenta de créditos no sistema informatizado que permite
a impressão dos Documentos de Origem Florestal (Dof) e também
na adulteração de documentos onde constavam grandes quantidades
de madeira e carvão a ser transportados ou estocados. Com isso,
a quadrilha conseguia “esquentar” a madeira, tornando-a
ilegal.
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Folha
de São Paulo, 02 de julho de 2007
Cartão não-solicitado fica
isento de anuidade, diz lei
Código classifica situação
como envio de amostra grátis
COLABORAÇÃO PARA
FOLHA
O consumidor que recebe um
cartão de crédito pelo correio sem ter solicitado pode
usá-lo sem pagar anuidade, mesmo que o banco cobre por ela. É o
que diz o CDC (Código de Defesa do Consumidor), que considera
essa uma prática abusiva. "A proibição ocorre
para minimizar o impacto para o consumidor, que, se não pediu
o produto, provavelmente não pensou sobre os gastos que ele
vai trazer", diz Ana Luísa Ariolli, supervisora da Pro
Teste.
Conforme o artigo 39, o cliente
pode considerar o produto uma amostra grátis, ou seja, não é obrigado
a pagar anuidade nem qualquer outra taxa. "Mas o banco pode considerar
o consumidor inadimplente e aí é preciso iniciar uma
disputa judicial", afirma o presidente do Brasilcon (Instituto
Brasileiro de Política e Direito do Consumidor), Leonardo Bessa.
Isso, segundo ele, a maioria não está disposta a fazer.
Enquete feita pelo Idec (Instituto
de Defesa do Consumidor) mostrou que 86,2% dos clientes já receberam
cartões sem terem pedido. São números como esse
que balizam a decisão de órgãos como Brasilcon,
DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor)
e Procon-SP a determinar 2007 como o "ano dos bancos", para
focarem as reclamações contra esse setor. "O código
trata claramente o envio como abusivo, mas continua havendo divergências",
afirma Bessa.
Segundo a Abecs (associação
dos cartões de crédito), as associadas à entidade
não enviam cartões sem o pedido do cliente. A entidade
afirma que seu código de ética prevê que o relacionamento
com os clientes será de acordo com a legislação
de defesa do consumidor.
Denúncia
Com base no CDC, é possível
denunciar as empresas a órgãos de defesa do consumidor
e pedir que sejam multadas, sem necessidade de entrar na Justiça.
Foi o que aconteceu com dois bancos neste ano, que foram multados pelo
DPDC, entidade que recebe as reclamações de outros órgãos
e tem o poder de multar empresas por infringir a legislação.
Em junho, o Unicard Banco Múltiplo,
vinculado ao Unibanco, foi multado em R$ 709 mil por enviar cartão
sem solicitação. O banco já tinha sido multado
em R$ 532 mil. No mesmo mês, o banco HSBC teve que pagar R$ 523
mil pelo mesmo motivo. O HSBC disse que não daria explicações
sobre a multa, pois "o assunto ainda está sujeito a recurso".
O Unibanco foi procurado, mas não respondeu à Folha.
Para reclamar, a técnica
do Procon-SP Renata Reis afirma que o cliente deve apresentar a carta
e o cartão recebidos pelo correio. Além disso, é importante
apresentar o problema diretamente ao banco responsável ou pedir
o cancelamento e guardar os protocolos. "Para se defender, as
empresas sempre alegam que o cliente pediu o cartão, por isso
reclamar por escrito e anotar os protocolos ajuda no processo."
No primeiro trimestre, o Procon-SP
recebeu 57 reclamações por envio de cartões sem
solicitação -6,7% das 853 queixas contra os bancos-,
mas são só uma parte do problema, já que a entidade
só encampa como reclamações os casos que não
são resolvidos amigavelmente.
Além disso, segundo Bessa, poucas dessas queixas vão virar ações
na Justiça, pois os brasileiros não costumam "brigar por
R$ 80, R$ 100" ou o valor da anuidade, afirma.
Como o cliente não é obrigado
a pagar pelo produto mesmo que decida usá-lo, ele diz que é possível
entrar com ação pedindo indenização por
danos morais, caso seja incluído em listas de inadimplentes
sem ter dívidas. (SIMONE CUNHA)
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ, 29 de junho
de 2007
Sacoleiro poderá importar do Paraguai
até R$ 150 mil
Agência Estado [29/06/2007]
O secretário-adjunto da
Receita Federal do Brasil Carlos Alberto Barreto informou que o limite
para as importações de produtos procedentes do Paraguai
pelo Regime de Tributação Unificada (RTU) deverá ser
fixado entre R$ 120 mil e R$ 150 mil por ano. "Esse é o limite
desejável", disse o secretário.
Segundo Barreto, o valor do limite será decidido pelo ministro da Fazenda,
Guido Mantega, e fixado em decreto presidencial. O decreto conterá também
o valor da alíquota única dos tributos devidos, que será inicialmente
fixada em 25%.
Medida Provisória (MP) que institui o RTU, publicada nesta sexta-feira
(19), autoriza uma alíquota máxima de 42,25% e um limite de importações
de até R$ 240 mil. No futuro, o governo poderá mudar os valores
fixados no decreto, conforme a avaliação do funcionamento do
novo sistema.
Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento editarão uma portaria
com uma lista dos produtos e das quantidades que as empresas poderão
importar. A expectativa da Receita é de que em 90 dias o sistema já esteja
funcionando.
O secretário-adjunto Carlos Alberto Barreto contestou a avaliação
de que o novo regime será uma porta de entrada legal para produtos pirateados.
Segundo ele, os fiscais da Receita estão preparados para identificar
na fronteira os produtos falsificados.
Abinee critica Medida Provisória
O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica
e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, fez nesta sexta-feira (29) críticas à decisão
do governo brasileiro de instituir por meio de Medida Provisória (MP)
um regime de tributação unificada para as importações
provenientes do Paraguai.
Em entrevista, por telefone, Barbato criticou a política externa do
governo de ajuda aos países vizinhos e alertou para os riscos da medida
afastar novos investimentos no País. O dirigente informou que a entidade
vai pressionar os parlamentares a não aprovarem a MP.
" O Brasil está sendo benevolente com os países vizinhos e
pagando um preço muito alto com essa mania do governo de querer fazer
uma política de boa vizinhança sem contrapartida deles. Já foi
a Bolívia e agora é o Paraguai", criticou. Segundo ele, o
governo está mais preocupado com as críticas dos políticos
paraguaios que chamam o Brasil de imperialista do que com a indústria
nacional.
Para a Abinee, o regime não poderia ter sido criado por meio de MP. "A
MP não é o instrumento correto para a adoção dessa
medida. Tudo que mexe com imposto tem que ser por meio de projeto de lei complementar",
disse Barbato. Ele alertou também para os riscos de outros países
vizinhos pediram o mesmo tratamento dado ao Paraguai.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
02/07/2007
TST nega a sindicalista a integração
de horas extras
Um empregado do Banco Bradesco
S.A., dirigente sindical, que pretendia a integração das
horas extras a sua remuneração, teve negado seu pedido
pela Seção Especializada em Dissídios Individuais
(SDI-2), no julgamento de ação rescisória. O relator,
ministro Gelson de Azevedo, esclareceu que “a garantia coletiva
de manutenção da remuneração àqueles
afastados de suas atividades para o exercício de mandato sindical
não gera o direito à integração das horas
extras, ainda que habitualmente prestadas”.
O trabalhador foi admitido em
1985, como escriturário do Bradesco. Em 1992, foi eleito para
o cargo de direção sindical, com mandato de 1993 a 1996.
Reeleito por quatro vezes, exercendo atualmente mandato até 2009,
contou que, em 1995, passou a ter freqüência livre e foi liberado
pelo banco para atuar na administração do sindicato. Citou
a convenção coletiva de trabalho da categoria, que assegura
ao dirigente sindical a mesma remuneração e vantagens decorrentes
do emprego. Alegou que, entre as vantagens, estariam as horas extras,
requerendo-as na Justiça Trabalhista.
A defesa do Bradesco alegou que
o empregado exercia a função de chefe de serviço,
com jornada de oito horas, intervalo de duas horas, mais quinze minutos
pela manhã e pela tarde, conforme o artigo 224 da CLT, não
tendo direito às horas extraordinárias. A sentença
de primeiro grau reconheceu o direito à jornada de seis horas,
concedendo-lhe a integração das horas extras à remuneração
recebida durante o afastamento para o exercício do mandato. O
Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) modificou
a sentença, excluindo as horas extras. O processo chegou à SDI-1
do TST sem que a decisão do TRT/PR fosse revertida, e transitou
em julgado.
Não conformado com isso,
o empregado ajuizou ação rescisória à SDI-2
pretendendo a desconstituição da decisão. O ministro
Gelson de Azevedo manteve a tese da SDI-1 e destacou que a decisão “não
equivale à negativa de reconhecimento de convenção
coletiva de trabalho, mas, apenas, a interpretação acerca
do exato alcance dos seus termos, onde não se assegura o pagamento
de horas extras ao dirigente sindical”. O ministro ressaltou que
a expressão “em pleno exercício de suas funções”,
constante da convenção, não subentende compreendida
a prestação de horas extras, pois esta, além de
não ser conseqüência inexorável do contrato
de trabalho, pode, caso se dê habitualmente, ser suprimida mediante
o pagamento de indenização”. (AR 174.747/2006-000-00-00.4)
(Léa Paula)
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02/07/2007
Auxílio-doença acidentário é condição
para estabilidade provisória
Somente a caracterização
de acidente de trabalho não é suficiente para assegurar
ao empregado estabilidade provisória que possa gerar direito à indenização,
em caso de demissão. Também é necessário
que o trabalhador tenha solicitado e obtido autorização
do INSS para gozar de auxílio-doença acidentário – e
não apenas auxílio-doença. Com esse fundamento,
a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho deu provimento a recurso
da Celulosi Irani S.A. para reformar decisão do Tribunal Regional
do Trabalho da 12ª Região (SC), que havia reconhecido estabilidade
provisória decorrente de acidente de trabalho e deferido indenização
equivalente aos salários não pagos durante um ano.
A empregada sofreu acidente ao
deslocar-se da residência para o trabalho. Após o período
de licença médica, foi demitida e ajuizou ação
visando obter o reconhecimento de estabilidade provisória por
acidente de trabalho e, por conseguinte, o recebimento de salários
durante um ano. O juiz da 24ª Vara do Trabalho de Florianópolis
julgou o pedido improcedente, acolhendo os argumentos da empresa de que
o acidente não ocorreu no percurso para o trabalho, na medida
em que esse trajeto foi alterado quando ela passou na creche para deixar
o filho.
A trabalhadora apelou ao TRT,
que reformou a sentença com base em dois fundamentos, reconhecendo
a estabilidade provisória. O primeiro, de que o alegado desvio
do trajeto era habitual – fato não contestado pela empresa – e
que não seria suficiente para descaracterizar o acidente de trabalho.
O segundo, de que o fato de a autora ter entrado com auxílio doença
(e não auxílio-doença acidentário) também
não consistiria em obstáculo ao direito.
A empresa recorreu ao TST. O
relator da matéria, ministro Renato de Lacerda Paiva, após
analisar os fundamentos apresentados no recurso, considerou que, mesmo
tendo sido caracterizado o fato como acidente de trabalho, sobrepõe-se
o posicionamento jurisprudencial firmado pelo TST, através do
item II da Súmula 138, que estabelece: “São pressupostos
para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias
e a conseqüente percepção do auxílio-doença
acidentário, salvo se constatada, após a despedida, doença
profissional que guarde relação de causalidade com a execução
do contrato de emprego”.
O ministro conclui que, sendo
incontroverso o fato de que a trabalhadora não usufruiu de tal
benefício, mas apenas de auxílio-doença, é inquestionável
que ela não era detentora da estabilidade provisória requerida.
Com a aprovação do voto por unanimidade, a Segunda Turma
restabeleceu a sentença que julgou improcedente a reclamação
trabalhista. (RR-990/2001-024-12-00.0)
(Ribamar Teixeira)
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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI Nº 11.498, DE 28 DE JUNHO
DE 2007.
Conversão da MPv nº 362, de 2007
Dispõe sobre o salário mínimo a partir de 1o de abril
de 2007.
Faço saber que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA adotou
a Medida Provisória nº 362, de 2007, que o Congresso Nacional
aprovou, e eu, Renan Calheiros, Presidente da Mesa do Congresso Nacional,
para os efeitos do disposto no art. 62 da Constituição Federal,
com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, combinado
com o art. 12 da Resolução nº 1, de 2002-CN, promulgo
a seguinte Lei:
Art. 1o A partir de 1o de abril de 2007, após a aplicação
do percentual correspondente à variação do Índice
Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, referente ao período
entre 1o de abril de 2006 e 31 de março de 2007, a título de
reajuste, e de percentual a título de aumento real, sobre o valor
de R$ 350,00 (trezentos e cinqüenta reais) o salário mínimo
será de R$ 380,00 (trezentos e oitenta reais).
Parágrafo único. Em virtude do disposto no caput deste artigo,
o valor diário do salário mínimo corresponderá a
R$ 12,67 (doze reais e sessenta e sete centavos) e o seu valor horário
a R$ 1,73 (um real e setenta e três centavos).
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3o Fica revogada, a partir de 1o de abril de 2007, a Lei no 11.321,
de 7 de julho de 2006.
Congresso Nacional, em 28 de junho de 2007; 186o da Independência e
119o da República
Senador RENAN CALHEIROS
Presidente da Mesa do Congresso Nacional
Este texto não substitui
o publicado no DOU de 29.6.2007

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