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Folha
de São Paulo, 9 de julho de 2007
Governo privilegia aliados na liberação
de recursos
Dinheiro sai como restos a pagar; PT e PMDB lideram
lista, que tem PP, PTB e PR
| "É a partilha republicana do governo", ironiza líder
do DEM; ministro das Relações institucionais diz não haver
privilégio à base governista
SILVIO NAVARRO, FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
No primeiro semestre do seu
segundo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou
a privilegiar os partidos aliados, especialmente PT e PMDB, na hora
de liberar recursos do Orçamento da União para emendas
parlamentares. O dinheiro para as emendas individuais dos congressistas
foi liberado sob a rubrica "restos a pagar", ou seja, compromissos
de gastos assumidos pelo governo de 2004 a 2006 que saíram do
caixa da União entre janeiro a junho desde ano, segundo dados
do Siafi (sistema de acompanhamento de gastos do governo federal).
Em valores absolutos, o PT
lidera a lista, seguido pelo PMDB. Já quando se compara o montante
liberado com o tamanho das bancadas dos partidos, proporcionalmente
o PT também encabeça o ranking, mas aliados que têm
bancadas de médio e pequeno porte, como PC do B, PP, PSB, PR
e PTB, se destacam.
Levantamento feito pela assessoria
de Orçamento do DEM no Senado mostra que, em seis meses, os
82 deputados e 12 senadores do PT conseguiram liberar R$ 27,8 milhões.
O PMDB, que detém as maiores bancadas na Câmara (com 93 deputados)
e no Senado (com 19 cadeiras), levou R$ 18,9 milhões.
Os partidos de oposição
não tiveram o mesmo desempenho: o DEM obteve R$ 10,2 milhões,
e o PSDB, R$ 9,8 milhões. Se tomados os tamanhos das bancadas,
o cenário é ainda pior, sendo superados por siglas menores
da base. O PC do B, por exemplo, tem apenas 13 deputados e um senador.
Mas conseguiu levantar R$ 3,6 milhões em emendas, o que dá uma
média de R$ 260,7 mil por parlamentar.
Na contramão, o DEM
teve média de R$ 138,5 mil para cada um dos seus 74 congressistas
(57 deputados e 17 senadores). O PSDB obteve média de R$ 140
mil para 70 parlamentares (57 deputados e 12 senadores). "Esse é o
preço do tamanho da base do governo. É a partilha republicana
do governo", afirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino
Maia (RN).
Volta à cena
Os números também
mostram a volta à cena dos partidos que estiveram no centro
do escândalo do "mensalão" -PR (então
PL), PTB e PP. Em 2005, eles eram os favoritos do governo para destinar
verbas, mas no ano passado perderam espaço para o PMDB. O líder
do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), admite que sua bancada
foi beneficiada até agora. "Este ano está bem melhor,
pela primeira vez a bancada está satisfeita. Mas é claro
que, se começar a demorar [para liberar recursos], vamos ter
problemas nas votações", afirmou.
Já o líder do
PR, Luciano Castro (RR), acha que a dinâmica poderia ser ainda
melhor. "O ritmo de liberação dos recursos, para
a bancada, nunca é suficiente, os deputados sempre acham pouco.
O governo está com superávit de caixa e poderia liberar
mais rápido." Em janeiro deste ano, em meio às intensas
negociações para a eleição da presidência
da Câmara, os parlamentares que mais receberam recursos foram
do PMDB e do PR -R$ 2,5 milhões para cada bancada.
Na época, os adversários
de Arlindo Chinaglia (PT-SP) reclamavam que o governo estaria liberando
verbas de emendas para favorecer a eleição do petista
para a presidência da Casa. O PMDB acabou sendo o fiel da balança
para a vitória de Chinaglia. Neste ano, apesar de a execução
orçamentária ainda ser muito pequena -poucos partidos
conseguiram empenhar (compromisso de gasto) emendas até agora-,
a tendência é similar: o PT obteve R$ 2,1 milhões;
o PR, R$ 2 milhões; e o PTB, R$ 1,7 milhão.
No total, saíram
do cofre da União R$ 569 milhões de "restos a
pagar". Desse montante, R$ 283,4 milhões correspondem
a emendas de bancada (feitas em conjunto por vários parlamentares),
R$ 120,2 milhões foram de relatores de projetos, e R$ 53,3
milhões, de comissões temáticas da Câmara
e do Senado. O Ministério das Relações Institucionais,
chefiado pelo coordenador político do governo, Walfrido dos
Mares Guia, negou que os aliados tenham sido privilegiados e argumentou
que o critério utilizado para a liberação de
recursos é a importância das obras a que eles se referem.
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CNTI
PARANÁ, 9 de julho de 2007
Combatendo a informalidade
na Construção Civil
Segundo o Superintendente
da Secretaria de Assuntos Econômicos do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES,
Ernane Teixeira, os investimentos para a construção
civil de 2007 a 2010 estão previstos em R$ 470 bilhões,
especificamente no segmento residencial.
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Não restam dúvidas
que teremos geração de empregos no setor, e também
um aumento de trabalhadores informais, e em conseqüência,
os acidentes de trabalho. Em 2005, os dados oficiais apontam que
28.987 trabalhadores se acidentaram no setor, destes foram registrados
303 óbitos.
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Segundo dados
do CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados,
de janeiro de 2001 à dezembro de 2006, foram admitidos
6.430.890 trabalhadores e demitidos 6.320.262, tendo um saldo
positivo de 110.628. De janeiro a maio de 2007, foram admitidos
569.595 e demitidos 490.493, com saldo positivo de 79.102 operários.
Sabemos que as contratações
e as demissões são bem maiores, haja vista que
no setor muitos empresários recusam-se a registrar o vínculo
empregatício na CTPS.
Preocupados com
o número de acidentes e o número de trabalhadores
informais, a CNTI – Confederação Nacional
dos Trabalhadores na Indústria, através do seu
Departamento Nacional da Construção e do Mobiliário
- DEPACOM, vem discutindo e implementando políticas
para melhorar as condições de trabalho.
|
 |
No Paraná, a
CNTI através da 1ª Secretaria da Região Sul
- Paraná, participa desde outubro de 2001, do Comitê de
Combate a Informalidade. Este comitê é integrado pelos
quatro sindicatos patronais da construção civil do
Paraná, o CREA/PR – Conselho Regional de Engenharia
e Arquitetura, FETRACONSPAR – Federação dos
Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário do Estado do Paraná, DRT/PR – Delegacia
Regional do Trabalho, Procuradoria Regional do Trabalho, dentre
outras instituições.
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 |
O
Comitê de Combate a Informalidade, faz visitas semanalmente
nas empresas para verificar as condições adequadas
de trabalho e os equipamentos de proteção individual
dos trabalhadores. Quando das visitas é preenchido um
check-list sobre as normas de segurança e relacionados
o nome dos trabalhadores, grau de escolaridade, data de admissão
e ainda se ele possui moradia própria.
Após a visita, é colocado
um selo do comitê na obra, e a empresa apresenta dentro
do prazo estabelecido, ao comitê diretor, a ficha de registro
dos trabalhadores e as soluções adotadas.
Mensalmente o comitê faz
reunião com as instituições, para verificar
e avaliar os trabalhos realizados durante o mês. Centenas
de trabalhadores da região de Curitiba, Maringá,
Cascavel e Londrina, tiveram seus contratos de trabalho regularizamos,
mediante a ação eficaz do comitê.
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| QUADRO DE ADMISSÕES E DEMISSÕES
NA CONSTRUÇÃO CIVIL DE JANEIRO À MAIO/2007,
POR ESTADO E O NÚMERO DE ACIDENTES NO SETOR EM 2005. |
|
UF
|
CAGED
CONSTRUÇÃO CIVIL
JAN-MAI
DE 2007
|
ACIDENTES DE TRABALHO
CONSTRUÇÃO CIVIL - 2005
|
|
Admitidos
|
Desligados
|
Var. %
|
Saldo
|
ACIDENTES
DE
TRABALHO
|
INCAPACIDADE
PERMANENTE
|
ÓBITOS
|
|
AC
|
1.190
|
1.222
|
-2,6187
|
-32
|
78
|
08
|
01
|
|
AL
|
4.651
|
4.701
|
-1,0636
|
-50
|
201
|
10
|
05
|
|
AM
|
6.408
|
3.885
|
64,9421
|
2.523
|
270
|
07
|
03
|
|
AP
|
1.281
|
1.152
|
11,1979
|
129
|
38
|
01
|
05
|
|
BA
|
31.732
|
26.884
|
18,0330
|
4.848
|
1.323
|
103
|
17
|
|
CE
|
14.525
|
13.935
|
4,2339
|
590
|
404
|
15
|
07
|
|
DF
|
8.030
|
8.711
|
-7,8177
|
-681
|
578
|
23
|
06
|
|
ES
|
20.042
|
17.854
|
12,2550
|
2.188
|
1.026
|
36
|
09
|
|
GO
|
19.895
|
15.893
|
25,1809
|
4.002
|
955
|
39
|
29
|
|
MA
|
6.742
|
6.622
|
1,8121
|
120
|
284
|
19
|
05
|
|
MG
|
110.815
|
97.141
|
14,0764
|
13.674
|
3.740
|
142
|
34
|
|
MS
|
5.575
|
5.812
|
-4,0778
|
-237
|
292
|
18
|
04
|
|
MT
|
10.131
|
7.407
|
36,7760
|
2.724
|
316
|
07
|
13
|
|
PA
|
10.844
|
13.044
|
-16,8660
|
-2.200
|
1.045
|
50
|
05
|
|
PB
|
6.517
|
4.829
|
34,9555
|
1.688
|
162
|
10
|
05
|
|
PE
|
15.462
|
14.009
|
10,3719
|
1.453
|
501
|
32
|
12
|
|
PI
|
4.223
|
5.176
|
-18,4119
|
-953
|
228
|
19
|
02
|
|
PR
|
33.046
|
27.968
|
18,1565
|
5.078
|
1.474
|
102
|
21
|
|
RJ
|
43.817
|
38.285
|
14,4495
|
5.532
|
2.323
|
87
|
14
|
|
RN
|
10.575
|
9.671
|
9,3475
|
904
|
309
|
23
|
03
|
|
RO
|
2.760
|
2.246
|
22,8851
|
514
|
125
|
08
|
02
|
|
RR
|
722
|
407
|
77,3956
|
315
|
15
|
02
|
00
|
|
RS
|
25.702
|
23.828
|
7,8647
|
1.874
|
1.982
|
80
|
12
|
|
SC
|
22.860
|
19.117
|
19,5794
|
3.743
|
1.303
|
42
|
15
|
|
SE
|
6.031
|
5.064
|
19,0956
|
967
|
225
|
10
|
05
|
|
SP
|
139.885
|
112.818
|
23,9917
|
27.067
|
8.861
|
370
|
63
|
|
TO
|
6.134
|
2.812
|
118,1366
|
3.322
|
929
|
10
|
06
|
|
BRASIL
|
569.595
|
490.493
|
16,1270
|
79.102
|
28.987
|
1.273
|
303
|
|
Fonte: CAGED e Anuário Estatístico da Previdência Social
Elaboração: CNTI-PR e FETRACONSPAR
|
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FETRACONSPAR, 09 de julho de 2007
Saiba mais sobre o grupo de Trabalho do CPN

Como assegurar um ambiente saudável
para o trabalhador compatível com a legislação?
Como controlar as fontes de riscos de acidentes garantindo saúde
e segurança no local trabalho?
A pergunta acima é uma
bandeira que vamos carregar conosco a qualquer tempo, e não vamos
desistir até conseguirmos a resposta. Com essa afirmação,
o diretor da FETRACONSPAR, Sr. JORGE MORAES representante
da CNTI – Confederação Nacional dos Trabalhadores
na Indústria junto ao CPN faz um desabafo da luta que os membros
do comitê travam para melhores condições de trabalho
e vida na construção civil, e aproveita para contar um
pouco mais sobre o CPN.
O que é o CPN?
O GRUPO do CPN é um colegiado
tripartite e paritário, e tem por objetivo promover a difusão
e o cumprimento da NR – 18 e participar do processo de sua permanente
atualização face à evolução dos métodos,
aos avanços da tecnologia e das relações de trabalho.
O CPN foi instituído pela Portaria SSST/MTb/nº. 04 de 04/07/95
(DOU de 07/07/95), que aprovou o novo texto da Norma Regulamentadora
nº. 18 – Condições e Meio Ambiente do Trabalho
na Indústria da Construção, na forma do que estabelece
o item 18.34 da referida Norma.
Como funciona o trabalho do CPN?
Para desenvolvimento de seus
trabalhos, o CPN conta com uma Coordenação e uma Secretaria
Executiva.
A Coordenação é exercida
em sistema de rodízio entre as bancadas do Governo, Empregadores
e Empregados, tendo o mandato de cada bancada a duração
de 02 (dois) anos.
As reuniões ordinárias
são realizadas a cada trimestre e a qualquer tempo, por convocação
do Coordenador ou por solicitação de qualquer umas das
bancadas, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias.
Pela atividade exercida no CPN,
os seus membros não recebem qualquer tipo de remuneração,
sendo considerada atividade relevante e a cargo de cada órgão
ou entidade as despesas de participação de seus representantes
nas reuniões.
Para a consecução dos
seus objetivos, o CPN tem as seguintes atribuições:
· Estudar e propor medidas
para o controle e melhoria das condições e dos ambientes
de trabalho na indústria da construção;
· Participar e propor
campanhas de prevenção de acidentes para a indústria
da construção;
· Incentivar estudos e
debates visando ao aperfeiçoamento permanente das normas técnicas,
regulamentadoras e de procedimentos, na indústria da construção;
· Manter estreita articulação
com os Comitês Permanentes Regionais – CPR, mobilizando-os
e apoiando suas iniciativas para a melhoria das condições
e dos ambientes de trabalho na indústria da construção;
· Elaborar e deliberar
sobre propostas que visem o aperfeiçoamento e atualização
da NR-18, ouvidos os CPRs;
· Apreciar e deliberar
sobre propostas de modificação da NR-18 oriundas de cada
CPR, sempre ouvindo os demais e justificando a sua decisão;
· Apreciar e deliberar
sobre as RTP - Recomendações Técnicas de Procedimentos,
elaboradas pelos órgãos técnicos do MTE, ouvidos
os CPRS;
· Encaminhar ao Ministério
do Trabalho suas decisões sobre modificações da
NR-18, para a efetivação das mudanças por meio de
dispositivos legais pertinentes, no prazo máximo de 90 (noventa)
dias.
Como é composto o CPN?
O CPN, é de composição
tripartite e paritária, sendo composto da seguinte forma:
· de 03 (três) a
05 (cinco) representantes titulares do Governo Federal, e respectivos
suplentes;
. de 03 (três) a 05 (cinco) representantes titulares de empregados, e
respectivos suplentes;
·
de 03 (três) a 05 (cinco) representantes titulares dos
empregadores, e respectivos suplentes.
A CNTI está e continuará presente
em todos os debates sobre a prevenção de acidentes e doenças
profissionais.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
09 de julho de 2007 | Economia
Lupi prepara reforma trabalhista
Ministro quer acabar com o imposto sindical
e inibir a “enxurrada” de recursos ao TST
À frente do Ministério
do Trabalho há três meses, Carlos Lupi, eleito deputado
pelo PDT de inspiração getulista e sucessor de Leonel Brizola,
avisa: vai dar trabalho e, no fim do ano, todos terão de falar
bem dele, “queiram ou não”. Motivo: quer tomar medidas
polêmicas na pasta, como acabar com o imposto sindical e criar
um mecanismo para inibir a enxurrada de recursos trabalhistas ao Tribunal
Superior do Trabalho (TST). “Fez acordo com o trabalhador e pagou,
o processo foi eliminado”, avisa.
Brasília (AG) – Lupi
está esfuziante com o resultado do mercado formal de empregos
e antecipou que o número de trabalhadores com carteira assinada
ultrapassou a marca histórica de um milhão no primeiro
semestre.
“Nunca o País, conseguiu
gerar tanto emprego”, comemora. Ele no entanto, afirma que quer
intensificar a fiscalização contra o trabalho escravo e
detecta que o principal foco da preocupação agora é a
produção do etanol, não só no
Nordeste, mas também em São Paulo.
O ministro quer ainda regulamentar
a profissão dos auditores de sua pasta, para coibir abusos, e
editar novas regras para evitar o alto índice de acidentes na
construção civil, a partir da padronização
dos equipamentos de segurança. Em 2008, a empresa que não
oferecer equipamentos de segurança com selo do Inmetro será autuada.
A seguir os principais trechos da
entrevista:
Emprego: “Este
mês, passaremos a marca de um milhão de vagas, vais e o
recorde em um semestre. Além da agricultura, continua a recuperação
da indústria, com o setor de serviços a frente”.
Qualificação: “A
qualificação para mim é a marca do mundo moderno
para garantir oportunidades melhores. Já pedi ao Dieese uma pesquisa
sobre as necessidades de emprego em cada região do Brasil. Vamos
baixar uma portaria e exigir lum selo de qualidade para as entidades
(ONGs, universidades, prefeituras) conveniadas, e quem não passar
na avaliação não terá o contrato renovado.
Atualmente é obrigatório que 30% dos jovens tenham garantia
de emprego. Ao fim do curso, subiremos a 40% ou 50%, centrando na necessidade
local. Se não, a gente qualifica para nada”.
Trabalho escravo: “Proibiremos
essa prática com ações duras. Já pedi ao
Ministério do Planejamento 200 auditores aprovados no último
concurso. Mas vamos fazer diferente. Cada vez que você liberta,
você vai ver que a maioria dos trabalhadores não é do
Pará (área de maior incidência), vem do Maranhão
e do Piauí. Faremos um ação conjunta com estados
e prefeituras”.
Etanol: “O
etanol já é uma realidade. No mês, tivemos uma expansão
de 11 mil empregos só em Pernambuco. Em São Paulo, está assustador.
Mas reconheço que há muita prática de trabalho escravo
nessa cadeia produtiva, não só no Nordeste, mas nas fazendas
no interior de São Paulo. Quando não é na lavoura é na
indústria, que compra uma fazenda que usa mão-de-obra escrava.
Antes a carvoaria era o setor que mais explorava mão-de-obra escrava.
Hoje, o etanol é a maior preocupação”.
Segurança: “Vamos
introduzir o padrão Inmetro nos equipamentos de segurança
(capacetes, luvas, botas). Quem não tiver o selo de qualidade
será autuado pelos fiscais do trabalho. Um dos maiores índices
de acidentes de trabalho é na construção civil,
justamente por causa da má qualidade dos equipamentos. Vamos fazer
uma campanha educativa e dar um prazo para as empresas de adaptarem.
As novas normas entram em vigor ainda este ano e as punições,
em 2008”.
Imposto Sindical: “Queremos
criar um mecanismo que tire esse imposto para o trabalhador (um dia de
trabalho). A idéia inicial é que, nos acordos coletivos,
seja negociado um percentual para o sindicato”.
Reforma: “O
ideal não é discutir retirada de direito, mas temos de
simplificar a relação capital e trabalho. Não tem
que dar tanta burocracia, podemos dar o prazo e permitir que a empresa
só recolha o PIS quando ela tiver dinheiro em caixa, sem levar
prejuízo ao trabalhador. Empregado satisfeito e bem remunerado
rende muito mais. Há ainda uma quantidade enorme de recursos que
chegam ao Superior Tribunal do Trabalho. Podemos simplificar os recursos,
com defende a Fiesp. Para mim é o seguinte: pagou, quitou, acabou.
Demitiu, fez acordo e pagou o processo foi eliminado”.
Informal: “Não
concordo que haja 48 milhões de pessoas na informalidade. Muitos
estão por opção, como médico e advogado,
jornaleiro, porque acham melhor essa liberdade. Esse discurso não é real.
Não acho que esse pessoal seja excluído”.
Fiscalização: “Vamos
criar uma norma geral para nortear o trabalho dos fiscais, o que pode
e o que não pode, porque se não o cara faz o que quer da
sua cabeça. A minha tese é que o papel da fiscalização é educar,
auditar, medir e punir. Não pode ser punir e depois informar,
porque aí é arbítrio. A idéia e inibir abusos”.
Desoneração: “É um
mecanismo complexo para ter uma só medida para tantos setores.
E está amarrado à repercussão na arrecadação,
para não tomarmos decisões que prejudiquem muito o Tesouro.
A Fazenda está na fase de cálculos, efeitos para cadeia
produtiva: às vezes, o resultado é próximo de zero
em geração de emprego e em melhoria à empresa. Mas
há uma vontade política de fazer e sai ainda este ano.
Temos também várias ações integradas para
criar mecanismos que aumentem a oferta de vagas com incentivos fiscais
e financeiros”.
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ÂMBITO JURÍDICO,
09 de julho de 2007
Equipamentos de proteção: não basta fornecer; é preciso
fiscalizar o uso
Por unanimidade, a 5ª Câmara
do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, com base
em voto do juiz Lorival Ferreira dos Santos, concedeu provimento parcial
a recurso de empresa fabricante de produtos para polimento de metais,
reduzindo de R$ 12 mil para R$ 7 mil o valor da indenização
por danos morais a ser paga a ex-empregado que teve as pernas queimadas
ao operar uma caldeira. A recorrente pretendia anular a condenação,
alegando que forneceu o equipamento de proteção individual
(EPI) necessário à preservação da integridade
física do trabalhador. "Em nome da proteção
jurídica da vida, da saúde e da integridade do trabalhador,
não há como se isentar a empresa de reparar os danos sofridos
por empregado em acidente de trabalho, mesmo quando ocasionado pela não
utilização de equipamento de proteção individual
devidamente fornecido pelo empregador", assinalou em seu voto o
juiz Lorival. Para o relator, "não basta somente fornecer
equipamento de segurança; é necessário sobretudo
que haja fiscalização de seu efetivo uso pelos empregados".
A
empresa recorreu de sentença
da 1ª Vara do Trabalho de Sorocaba, defendendo que a responsabilidade
pelo acidente fora exclusivamente do reclamante, pois ele não
teria tomado as devidas precauções ao manusear a caldeira,
além de não ter utilizado as botas que teriam evitado as
queimaduras, conforme ele mesmo confessara em depoimento pessoal. A empresa
alegou também que o autor sabia operar a máquina e que
havia prova testemunhal no sentido de que fazia parte de seu serviço
fechar o registro de pressão cuja falha teria ocasionado o acidente.
Na
hipótese de a condenação
ser mantida, a recorrente requereu que houvesse pelo menos sua redução
a, no máximo, 10 salários mínimos (R$ 3.800). Pretendeu,
ainda, que fosse reconhecida a culpa concorrente do reclamante, o que
o obrigaria a arcar com 50% do valor a ser indenizado, reduzindo automaticamente
a indenização à metade.
A
Câmara, no entanto, optou
por manter a sentença de primeiro grau no tocante ao reconhecimento
de que havia no processo todos os requisitos para a configuração
do dano moral, com a comprovação do dano e sua relação
com o trabalho, bem como a negligência da empresa ao permitir que
o reclamante, mesmo sem qualificação para a atividade,
operasse uma caldeira. Os magistrados consideraram o fato de que o próprio
preposto da empresa admitiu que o acidente ocorreu três horas após
o ingresso do autor no serviço, tempo suficiente para a reclamada
impedi-lo de manusear a máquina ou adverti-lo pela falta das botas.
Contribuiu também para o convencimento dos juízes o depoimento
da testemunha apresentada pela própria empresa. "O dono da
empresa sempre estava ‘de olho’ no funcionamento do equipamento",
afirmou ela, além de assegurar que o reclamante trabalhava com
serviços gerais e não era especializado no manuseio da
caldeira, embora a operasse. "A tendência atual da jurisprudência é inclinar-se
pelo reconhecimento da responsabilidade do empregador independentemente
de culpa ou dolo no caso de o empregado vir a exercer atividade perigosa
ou que o exponha a riscos", reforçou ainda o relator.
A
empresa chegou a alegar que nem sequer havia a comprovação do dano, por não
ter sido realizada perícia. Mas, além de essa alegação
ter ocorrido apenas no recurso, a Câmara considerou ser incontestável
a existência de dano estético - as queimaduras foram de
2º e 3º graus -, que, embora não incapacite o reclamante
para o trabalho, causa-lhe "um sofrimento íntimo indiscutível",
conforme assinalou em seu voto o juiz Lorival.
Para
reduzir a condenação,
a Câmara levou em conta o valor do capital social da empresa -
apenas R$ 10.000 - e o salário mensal do trabalhador à época
do acidente - R$ 286 -, o que faz a indenização de R$ 7.000
representar aproximadamente 25 salários do reclamante. Por sua
vez, a tese da culpa concorrente do autor não foi examinada pela
Câmara, pois se tratava de mais uma alegação inédita
no processo, não formulada na fase de conhecimento. (Processo
1765-2002-003-15-00-4 RO)
Fonte: TRT15
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Folha de São Paulo,
9 de julho de 2007
CARAJÁS
Senador propõe plebiscito sobre
novo Estado no Pará
DA AGÊNCIA FOLHA
Projeto do senador Leomar Quintanilha
(PMDB-TO), presidente do Conselho de Ética, propõe um plebiscito
sobre a instalação de um novo Estado no país -o
de Carajás, no sul do Pará. A proposta foi aprovada pela
Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Carajás teria 38 municípios em uma área equivalente à do
Rio Grande do Sul e ficaria com a reserva mineral da serra do Carajás
e a represa de Tucuruí. O novo Estado teria 1,4 milhão
de habitantes e a capital seria Marabá (568 km de Belém).
O senador argumenta que
a divisão facilitaria a proximidade entre governantes e população,
que, segundo ele, é inviável devido à vasta extensão
territorial do Pará. O governo do Pará é contrário à divisão,
mas não se opõe à realização de
plebiscitos, segundo a assessoria da governadora Ana Júlia Carepa
(PT). A consulta popular seria feita só nos municípios
que fariam parte do novo Estado. O projeto vai para o plenário
do Senado -se aprovado, terá de passar pela Câmara e pela
sanção presidencial. (FELIPE BÄCHTOLD)
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Diário Vermelho, 9
de julho de 2007
Câmara retoma votação
da reforma política
Sem acordo para a votação da reforma política na Câmara,
deputados utilizaram mecanismos previstos no regimento para inviabilizar, na
semana passada, a apreciação da matéria em plenário.
Por conta disso, o assunto retorna à pauta do plenário na terça-feira
(10). Antes de retomar os debates, os parlamentares terão que votar
duas medidas provisórias que passaram a obstruir a agenda de votação.
No Senado, não houve,
na semana passada, deliberação de matérias pelos
parlamentares. Os debates em plenário concentraram-se nas denúncias
de desvio de recursos no Banco de Brasília (BRB) que levaram à renúncia
do então senador Joaquim Roriz (PMDB-DF).
A expectativa, nesta semana,
diz respeito à posse do suplente de Roriz, Gim Argello (PTB-DF),
que também responde a processos na Justiça. O corregedor
do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), considera que há elementos suficientes
para a abertura de investigações contra Argello.
"Se o sujeito consegue burlar
vindo para cá, o Congresso tem obrigação de evitar
que essa Casa não vire um abrigo permanente de alguns marginais,
sem querer ofender, mas que tem praticado traição à população
que nele confiou". Os senadores também pediram na sessão
de terça-feira ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),
que se afastasse do cargo enquanto estiver sob a investigação
do Conselho de Ética.
Apesar dos pedidos, o senador
alagoano disse que continuará no exercício do cargo. Segunda-feira
(9), a comissão de relatores do processo de investigação
das denúncias contra Calheiros define quais documentos serão
necessários para que a Polícia Federal conclua o trabalho
de perícia nas transações agropecuárias do
parlamentar.
Integram a relatoria os senadores
Renato Casagrande (PSB-ES), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Almeida Lima (PMDB-SE).
Casagrande já admite que a conclusão dos trabalhos de investigação
e a votação do relatório do processo, no Conselho
de Ética, não acontecerá antes de 45 dias. Por conta
destes debates, a pauta do Senado continuou obstruída, na semana
passada, por quatro medidas provisórias e dois projetos de lei
de conversão. Entre elas, a que cria o Instituto Chico Mendes,
causa da greve dos servidores do Instituto Brasileiros de Meio Ambiente
e Recursos Renováveis (Ibama).
Na quarta-feira (11), está prevista
sessão do Congresso Nacional para analisar e votar o projeto de
lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O P-SOL e parlamentares
do Democratas, PPS, PSDB e PV prometem obstruir a sessão caso
ela seja presidida por Renan Calheiros.
Pelo regimento do Congresso,
a convocação da sessão tem que ser feita pelo
seu presidente, no caso o senador Renan Calheiros, o que ainda não
aconteceu. Pela Constituição Federal, o Congresso não
pode entrar de recesso sem votar a LDO. As férias dos parlamentares
está marcada para 18 de julho. O presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT-SP), convocou para terça-feira a eleição
dos deputados que farão parte da Comissão Representativa
do Congresso. No Senado, os parlamentares deverão ser definidos
nesta semana. É a comissão quem representa o Congresso
no período do recesso, 18 de julho a 1° de agosto.
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Diário Vermelho, 9
de julho de 2007
China: Universidade prevê crescimento de 10,8% no PIB
Um relatório da Universidade
do Povo da China indicou que a expectativa de crescimento anual do Produto
Interno Bruto (PIB) chinês é de 10,8% em 2007. O estudo
também prevê que o investimento no país aumentará 21,8%
este ano, o consumo subirá 16,2% e o superávit comercial
crescerá 60%.
A porcentagem de previsão
de crescimento do PIB emitido pela Universidade, com sede em Pequim,
coincide exatamente com as do Banco Central chinês. No dia 13 de
junho, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, presidiu uma reunião
do Conselho de Estado (Executivo) para abordar os problemas do superaquecimento
enfrentados pela economia chinesa.
O Gabinete chinês
concluiu que a produção industrial é muito alta,
assim como o superávit comercial e o investimento, tornando-se
necessário melhorar a regulação macroeconômica
para esfriar a economia.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 09 de julho de 2007
| Economia
Salários
Sindicatos vão tentar negociar
aumentos reais
As categorias com data-base neste semestre se preparam para cobrar sua parte
nos ganhos obtidos pelas empresas com a recuperação da atividade
da economia. É neste semetre que se concentram as campanhas salariais
de mais de 15 milhões de trabalhadores das categorias mais organizadas
do país, como metalúrgicos, bancários, eletricitários,
químicos e petroleiros. Para os sindicalistas, a expansão da
economia, num cenário de inflação baixa, juros em queda
e crescimento do emprego, abre espaço para aumentos reais de salários,
maior participação nos lucros das empresas e cláusulas
sociais.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 09 de julho de 2007
| Política
Pesquisa
Um terço dos deputados quer
disputar prefeituras
Entre 52 parlamentares, 16 confirmam ser
pré-candidatos
por RHODRIGO DEDA
O professor de Ciências
Políticas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Adriano
Codato avalia que, quando se analisa a estrutura de carreira dos políticos
atualmente, o Poder Executivo é muito mais atrativo que o Legislativo. “Nem
sempre foi assim. Entre 1946 e 1964, o Legislativo era um Poder em que
as pessoas permaneciam, sobretudo na Câmara Federal. Hoje, os políticos
transformaram o Legislativo numa forma de passagem ao Poder Executivo,
o que se aplica à pesquisa realizada pela Gazeta do Povo”,
diz Codato.
Segundo o professor, o Legislativo
tem pouquíssimo poder decisório. “Supondo que os
políticos entram na carreira para exercer o poder, é muito
mais racional procurar o Executivo.” Codato observa o caso dos
deputados paranaenses que procuram voltar a posições que
já ocuparam no Executivo, os ex-prefeitos de Londrina Eduardo
Cheida (PMDB) e Antônio Belinati (PP).
Com dados de uma pesquisa que
realizou sobre a atividade dos parlamentares em três governos – os
dois mandatos de Jaime Lerner (1995–2002) e o mandato anterior
de Roberto Requião (2003–2006) –, Codato afirma que
a trajetória dos políticos paranaenses é bastante
previsível. “Por exemplo, 65% dos deputados daquelas legislaturas
tiveram como primeiro cargo eletivo o de vereador e 30% foram prefeitos
num segundo momento. No momento da pesquisa, antes de assumirem o mandato,
52% deles tinham como último cargo o de deputado estadual.” (RD)
Cerca de um terço dos deputados estaduais está se articulando
para o lançamento de suas pré-candidaturas nas eleições
municipais do próximo ano. A Gazeta do Povo fez uma pesquisa com 52
dos 54 deputados, que indicou que 16 deles pretendem alçar seus nomes à condição
de candidato a prefeito por seus partidos, enquanto outros sete também
têm planos, num futuro não tão próximo, de desempenhar
funções no Poder Executivo, seja no âmbito estadual ou
municipal.
Os parlamentares que pretendem
se estabelecer no Poder Legislativo somam 18 dos pesquisados. Oito deputados
dizem acreditar que a política é algo ocasional em suas
vidas e pretendem retornar à profissão, enquanto que dois
deputados dizem que não sabem que caminho irão escolher.
Em Curitiba, seis parlamentares
manifestam o desejo de enfrentar o prefeito Beto Richa – provável
candidato à reeleição – no próximo
ano. São eles: Carlos Simões (PR), Fábio Camargo
(PTB), Osmar Bertoldi (DEM), Tadeu Veneri (PT) e os peemedebistas Reinhold
Stephanes Jr. e Cleiton Kielse. Veneri tem como principal concorrente
dentro do PT a ex-diretora da usina Itaipu Gleisi Hoffmann. “Pretendo
concorrer às prévias do partido e fazer uma reflexão
sobre que projetos pretendemos implementar. Há setores da sociedade
que estão alijados do processo de debate em Curitiba”, diz.
Já Stephanes Jr. e Kielse disputam a candidatura num partido que
possui vários postulantes – como o diretor da Cohapar, Rafael
Greca; o reitor da UFPR, Carlos Augusto Moreira Júnior, e a ex-deputada
federal e recém-filiada Clair Martins.
Na região metropolitana
de Curitiba, três deputados podem sair candidatos. Em Fazenda Rio
Grande, o deputado Geraldo Cartário (sem partido) – adversário
político do atual prefeito do município, Antônio
Wandscheer (PMDB) – afirma que só vai se lançar candidato
se não houver um projeto diferenciado para ganhar a eleição. “Se
tiver outra alternativa, permaneço na Assembléia”,
disse. O deputado Professor Luizão (PT), primeiro suplente de Ênio
Verri, deve concorrer em Pinhais. Segundo Professor Luizão, a
vantagem de se estar no Legislativo é que o mandato proporciona
visibilidade. “Permite que se trabalhe na política. Mas
o mandato não é definitivo, sou suplente”, lembra
ele. E em Araucária, a deputada Rosane Ferreira (PV) está decidida
a disputar a prefeitura. Para financiar a campanha, conta que está guardando
o salário de mais de R$ 12 mil em uma conta bancária. Segundo
Rosane, durante todo esse ano e no ano que vem, ela está sendo “sustentada
pelo marido”, que é médico. “Não tenho
financiamento de campanha, nem público nem privado. No ano passado,
quando me elegi pela primeira vez, dos R$ 54 mil que gastei, R$ 30 mil
foram do meu trabalho como enfermeira”, explica.
Nos Campos Gerais, o deputado
Plauto Miró (DEM) tenta realizar um antigo sonho e suceder o prefeito
Pedro Wosgrau Filho (PSDB) na prefeitura de Ponta Grossa. “Tudo
vai depender do andamento das questões políticas locais.
Nosso grupo atualmente está na prefeitura”, declara. Em
Guarapuava, há a possibilidade de que o candidato venha a ser
o deputado Artagão Júnior (PMDB). Segundo o parlamentar,
eventualmente pode ser escolhido outro nome, mas se não for no
próximo ano, em algum momento ele estará disputando a prefeitura
do município. “A diferença do Legislativo com o Executivo é a
capacidade de resolução. No Executivo você tem a ‘caneta
na mão’ e decide, no Legislativo você encaminha, fiscaliza,
legisla e faz a intermediação entre a população
e o governo do Estado”, diz.
O líder do PT na Assembléia,
Elton Welter, trabalha com a possibilidade de disputar a prefeitura de
Toledo. “Quero colocar em prática a experiência que
tenho no Legislativo. acredito que dá para trabalhar mais as políticas
sociais”, diz Welter.
No Norte, dois parlamentares
que já foram prefeitos de Londrina pretendem novamente ocupar
o cargo na cidade: Antônio Belinati (PP) e Eduardo Cheida (PMDB).
Na mesma região, o deputado Miltinho Puppio (PSDB), suplente
de Luiz Fernandes Litro, quer disputar a prefeitura de Mandaguari,
e o deputado Waldir Pugliesi (PMDB) cogita a possibilidade de se candidatar
a prefeito de Arapongas, contra o seu sobrinho Beto Pugliesi. O deputado
já foi três vezes prefeito de Arapongas, e ainda está avaliando
um retorno ao Executivo municipal.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
08 de julho de 2007
Trabalhador rural pode ser indenizado
Joanir Pereira, teve a audiência
em uma ação trabalhista suspensa por estar usando
um par de chinelos, deve pedir indenização do juiz
Curitiba - O juiz titular da 3Vara do Trabalho de Cascavel, Bento Luiz de Azambuja
Moreira, que adiou uma audiência porque uma das partes trajava um par
de chinelos de dedo, deverá responder a uma ação indenizatória,
junto com a União. A informação é do advogado Olímpio
Marcelo Picoli, que ingressará nos próximos dias com a ação
a pedido do trabalhador rural (atualmente desempregado) Joanir Pereira, que
no último dia 13 compareceu de chinelos a uma audiência na qual
era parte reclamante. Picoli afirma que na ação a sugestão é para
que a União pague R$ 50 mil a Joanir Pereira. O valor servirá apenas
de parâmetro.
''Ele praticou um ato que não
tem amparo legal, foi discriminatório e causou dor psicológica
e dano moral ao meu cliente'', argumentou o advogado. Consta que o juiz
resolveu não realizar a audiência porque o calçado
seria ''incompatível com a dignidade do Poder Judiciário''.
A audiência também havia sido remarcada pelo juiz para o
dia 14 de agosto, mas foi realizada antes, no último dia 3, a
pedido da cúpula do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná,
que reprovou a atitude do juiz. Na segunda audiência, o juiz se
retratou e doou um de seus pares de sapato a Joanir Pereira, que recusou.
''Entendemos como uma ironia'', afirmou Picoli.
O juiz afirmou à reportagem
que se ''naquele momento'' soubesse que se tratava ''de um trabalhador
desempregado e humilde'', ele não teria tomado a mesma atitude.
''Ele estava com uma camisa boa, uma calça boa, não tenho
bola de cristal. Mas já admiti que houve excesso de zelo''. O
juiz também afirma que considera ''injusta'' a indenização,
caso ela seja aplicada. ''Não houve ofensa a honra'', argumenta
ele, acrescentando que há ''oportunismo'' do advogado à frente
do caso.
Ele alega que a suspensão
de audiências em função de trajes inadequados ''ocorre
diariamente no Brasil'' e que o caso do trabalhador rural só teve
repercussão por causa do posicionamento do advogado. ''Já adiei
sete outras audiências pelos mesmos motivos e não houve
qualquer reação. Ele (advogado) tem interesse na indenização'',
acusou o juiz.
Picoli argumenta que casos semelhantes
(de suspensão de audiências em função de trajes)
''não acontecem com tanta frequência''. ''O próprio
TRT informou que se tratava de um fato isolado. Não vou deixar
de entrar com uma ação porque outros advogados não
tomaram a mesma atitude, fiz um juramento ético.''
O advogado já havia anunciado à FOLHA,
no último dia 22, que entraria com uma ação contra
o juiz na própria Comarca de Cascavel, mas ontem ele explicou
que optou por aguardar a realização da segunda audiência.
A assessoria de imprensa
do TRT do Paraná informou que a Corregedoria do órgão
''está tomando providências'' a respeito do caso. Trata-se
de um processo disciplinar administrativo, cujo andamento não
pode ser divulgado, ainda segundo a assessoria de imprensa.
Catarina Scortecci
Equipe da Folha
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JORNAL DO ESTADO, 09 de julho
de 2007 | Economia
Previdência: De olho no relatório
do FAP
As empresas devem ficar atentas
ao relatório do Fator de Acidente Previdenciário
(FAP), divulgado pela Previdência Social e que irá reger
os cálculos sobre as contribuições previdenciárias.
Ana Ehlert
Foto: Arquivo

Setor da construção civil está entre os segmentos que
têm o maior número de acidentes
As empresas devem ficar atentas
ao relatório do Fator de Acidente Previdenciário (FAP),
divulgado pela Previdência Social e que irá reger os cálculos
sobre as contribuições previdenciárias. Isso se
não quiserem ter de arcar com alíquotas tributárias
até 100% maiores a partir de janeiro do próximo ano. O
alerta foi feito pela especialista em Direito Previdenciário,
Cláudia Salles Vilela Vianna, titular da cadeira de Direito Previdenciário
da Faculdades Curitiba. “E as empresas têm até o dia
1º de agosto para contestar as informações do relatório
que irão determinar a alíquota de contribuição
previdenciária sobre a totalidade da folha de pagamento”,
conta.
Cláudia lembra que esse procedimento está previsto na Le 10.666/2003,
mas que só agora foi regulamentada. A legislação prevê que
as empresas com maiores registros de acidentes de trabalho paguem mais à Previdência.
Já as que apresentarem
menores problemas pagarão menos. A medida, explica Cláudia,
foi tomada para incentivar aos empresários a investirem na prevenção
da saúde do trabalhador. “Essa lei foi fruto da última
MP (Medida Provisória) assinada pela presidente Fernando Henrique
Cardoso”, diz.
Assinada em abril de 2003, a
lei10.666 prevê mudanças na alíquota do Risco de
Ambiente do Trabalho (RAT), atualmente em 1%, 2% e 3%. Com as novas regras,
essa alíquota poderá ser elevada em 100% ou reduzida em
50%. O primeiro caso será aplicado áquelas empresas que
tenham um grande número de acidentes de trabalho. Já o
segundo, que prevê redução, será àquelas
que tenham números menores de acidentes de trabalho.
A questão fica problemática,
segundo Cláudia, quando a Previdência não esclarece
aos empresários outros índices que serão utilizados
para fazer o cálculo do FAT, conforme determina a regulamentação
da lei, como por exemplo, o coeficiente de custo previdenciário
(quando foi pago ao trabalhador acidentado), o coeficiente da gravidade
(tempo de afastamento), etc.
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JORNAL DO ESTADO, 09 de julho
de 2007 | Economia
Tabela une atividade a doenças
A regulamentação
da lei estabelece que os coeficientes sejam definidos com base no número
de acidentes ocorridos entre maio de 2004 e dezembro de 2006.
A regulamentação
da lei estabelece que os coeficientes sejam definidos com base no número
de acidentes ocorridos entre maio de 2004 e dezembro de 2006. Para tentar
facilitar a caracterização dos acidentes de trabalho, o
Conselho Nacional de Previdência Social definiu uma tabela de acordo
com o Código Internacional de Doenças (CID) relacionadas
com a atividade econômica da empresa. Essa tabela com o número
de acidentes está disponível para ser consultada pelas
empresas no site da Previdência, mediante a senha de acesso da
Receita Federal para obter a Certidão Negativa de Débitos
(CND).
A especialista em Direito
Previdenciário, Cláudia Salles Vilela Vianna, alerta
que na tabela foram compultados todos os tipos de acidentes inclusive
aqueles que não ocorreram em ambiente de trabalho. (AE)
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REVISTA ISTO É, 09 de julho de 2007
O prejuízo do stress no trabalho
Para reduzir perdas de R$ 80 bilhões,
empresas investem em programas de qualidade de vida dos funcionários
GREICE RODRIGUES

Em busca do equilíbrio
O stress é o grande vilão da saúde. E é também
um dos principais problemas das empresas brasileiras. Uma pesquisa da International
Stress Management Association (Isma), entidade que estuda o problema em 12
países, revelou que 70% dos trabalhadores registrados no Brasil sofrem
de stress ocupacional. É um número alarmante. Em 2005, o País
tinha 29 milhões de empregados com carteira assinada, segundo o IBGE.
Feitas as contas, tem-se mais de 20 milhões de funcionários estressados
- isso, sem contar outro tanto que trabalha na economia informal e não
aparece nas estatísticas da entidade. O dado foi divulgado há duas
semanas, durante um congresso em Porto Alegre.
"O mais assustador é que esse fenômeno está aumentando
a cada ano", revela a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da seção
brasileira da Isma.
O stress ocupacional causa dores musculares, enxaqueca, irritação,
problemas digestivos, mudanças de humor e falta de concentração.
Os sintomas são uma resposta do corpo e da mente a situações
como a sobrecarga de trabalho, a falta de autonomia e a pressão excessiva
para o cumprimento de metas. "Essas condições estão
formando uma legião de trabalhadores doentes. A cada dez atingidos,
três apresentam um grau tão devastador de esgotamento que pode
levar à depressão e à morte", diz Ana Rossi. Esse
apagão da mente, chamado de burnout, exige tratamentos com psicoterapia
e antidepressivos. E impacta o resultado das companhias. No Brasil, os custos
relacionados à rotatividade, licenças médicas, queda na
produtividade e faltas ao trabalho chegam a R$ 80 bilhões ou 3,5% do
Produto Interno Bruto.
A epidemia de stress no trabalho já motiva algumas companhias a investir
em programas de combate. Nada mais natural. "Esses programas resgatam
a auto-estima, diminuem as doenças e melhoram o desempenho dos trabalhadores",
disse a ISTOÉ o psiquiatra Redford Williams, da Duke University, nos
Estados Unidos. A Avon, com 5,5 mil funcionários, investiu em várias
ações para manter os índices de afastamento e falta no
trabalho em baixa. A de maior efeito foi a criação de um berçário
para crianças de até dois anos de idade. As mulheres correspondem
a 60% dos trabalhadores. "As mães viviam aflitas por ficarem longe
dos filhos. Isso interferia no trabalho", conta Elza Maio, coordenadora
da área de responsabilidade social da empresa. Uma delas é Vanessa
Antonelli, mãe de Lucas, um ano e três meses. "Saber que
ele está sendo bem cuidado me deixa tranqüila para trabalhar",
afirma.

BEM-ESTAR Vanessa e o filho Lucas, entre o médico
Roberto, a nutricionista Andréa e a colega Crislaine.
A Serasa, empresa de informações de crédito, criou um
programa de desenvolvimento humano para seus 2,3 mil funcionários. Implantou
apoio psicológico, orientações de saúde e nutricional,
atividades musicais e até centros de educação básica
e superior para funcionários e familiares. Também criou áreas
para meditação e reza. Uma das beneficiadas é a técnica
administrativa Sandra Regina da Silva. Ela encontrou nas aulas de flauta uma
forma de extravasar suas emoções.
"É uma terapia e me faz esquecer o stress diário", diz
Sandra. O presidente da Serasa, Elcio Aníbal de Lucca, atribui parcialmente
o crescimento de 20% da empresa no ano passado a esse investimento. "Boa
parte do nosso sucesso está atrelada ao bem-estar e à qualidade
de vida dos nossos funcionários", diz.

Acima, Silvia Regina, do Serasa, estuda flauta
O especialista americano James Quick, pioneiro no gerenciamento do stress corporativo,
diz que as ações mais eficientes são as que ensinam a
identificar as situações críticas no trabalho ou fora
dele. O trabalhador também precisa fazer a sua parte. "A empresa
não é a única responsável pela sua saúde.
Os melhores resultados surgem quando o indivíduo aprende a cuidar de
si mesmo", disse Quick a ISTOÉ.
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ÂMBITO JURÍDICO,
07 de julho de 2007
Bancária ganha 80 mil por ter
contraído tendinite
Em decisão unânime, a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho
deu provimento a um recurso restabelecendo sentença em que o Banco Santander
Meridional S/A foi condenado a pagar indenização por dano moral
a uma ex-empregada que desenvolveu tendinite em função de suas
atividades profissionais.
Contratada em Chapecó (SC)
e posteriormente transferida para Florianópolis, ela trabalhou
durante 13 anos para o banco. Tendo exercido durante uma década
atividades como datilografia, manuseio constante de calculadora e de
carimbo, digitação e serviços de caixa, começou
a apresentar problemas de saúde, como tendinite de punho, dores
crônicas e limitação de movimentos, caracterizados,
mediante laudo médico, como doença profissional do tipo
LER (lesão por esforço repetitivo). Após se afastar
para tratamento, a trabalhadora foi despedida, e ajuizou ação
contra o banco, requerendo indenização por danos morais
e lucros cessantes.
O juiz da 7ª Vara do Trabalho
de Florianópolis (SC) acolheu parcialmente a ação
trabalhista e condenou o banco ao pagamento de indenização
por danos morais no valor de R$ 80 mil, além dos honorários
advocatícios. A instituição financeira recorreu
e obteve do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC)
a reforma da sentença, o que levou a bancária a apelar
ao TST, mediante recurso de revista. O relator da matéria, ministro
Renato de Lacerda Paiva, considerou, em seu voto, que o TRT/SC havia
consignado que a bancária conseguiu provar que o empregador foi
omisso e negligente, por não ter adotado quaisquer providências
no sentido de evitar o desenvolvimento de doença profissional,
e que não havia na empresa programa de prevenção
de LER/DORT, nem foram disponibilizados equipamentos ergonômicos.
O ministro considera devido o
reconhecimento do direito requerido por estarem presentes todos os elementos
que deram origem à indenização por danos morais,
especialmente o nexo de causalidade entre a conduta “reconhecidamente
ilícita do empregador e o dano alegado”.
Após fazer considerações
acerca das correntes teóricas que versam sobre o assunto, o relator
destaca que a Constituição Federal de 1988 incluiu, dentre
os direitos do trabalhador, seguro contra acidentes de trabalho, a cargo
do empregador, “sem excluir a indenização a que este
está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa”.
Para o Renato de Lacerda Paiva,
a responsabilidade do empregador, “em se tratando de moléstia
oriunda das atividades laborais, deve ser analisada à luz da responsabilidade
subjetiva, porquanto ainda que aja a reclamada com culpa, a reparação
deve efetivar-se”.
Na mesma sessão, a Segunda
Turma, também por unanimidade, negou provimento a um recurso do
empregador que alega incompetência da Justiça do Trabalho
para apreciar e julgar pedido de indenização por dano moral.
(RR 3467/2002-037-12-00.2)
(Ribamar Teixeira)
Fonte: TST
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TRT SÃO PAULO, 07 de julho de 2007
Contribuição fixada
em Norma Coletiva é devida por toda a categoria

Juiz Valdir Florindo
A contribuição assistencial fixada em norma coletiva é devida
por todos os integrantes da categoria, não somente pelos associados
da entidade sindical. As vantagens conquistadas pelo sindicato beneficiam a
todos, não sendo lícito gozar desses direitos e procurar escusar-se
do cumprimento das obrigações.
Baseados no entendimento do juiz Valdir Florindo,
os juízes da 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da
2ª Região (TRT-SP) condenaram o Sanduba Buffet Ltda. a descontar
a contribuição assistencial de um empregado, em favor do
Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro e Similares de
São Paulo e Região.
A entidade entrou com uma Ação
de Cumprimento junto à 83ª Vara do Trabalho de São
Paulo cobrando o pagamento de contribuições não
pagas pela empresa.
Em sua sentença, a Juíza
Substituta Letícia Neto Amaral, que julgou o processo, entendeu
que "a contribuição assistencial apenas pode ser exigida
dos empregados sindicalizados, sob pena de se malferir os princípios
da liberdade de associação e de sindicalização".
Inconformado com a decisão, o sindicato recorreu ao TRT-SP.
No tribunal, o juiz Valdir Florindo,
relator do processo, entendeu que a categoria profissional compreende
todos os empregados e não somente os associados ao sindicato.
"Assim como não se
pode excluir dos benefícios instituídos pelos instrumentos
coletivos qualquer empregado da categoria, também não se
eximem os não associados ao sindicato do dever da contribuição",
observou o juiz.
Para ele, "considerar-se
que os não filiados não devem sofrer o desconto seria o
mesmo que incitá-los a não se filiar sob a vantagem de
não arcarem com o débito".
Por unanimidade de votos, os
juízes da 6ª Turma acompanharam o relator Valdir Florindo
e determinaram que a empresa proceda ao desconto da contribuição
sindical do empregado, arcando também com a multa, custas do processo
e os honorários advocatícios.
Processo Nº TRT-SP
02697200200502004
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
07/07/2007
Empresa paga verbas rescisórias a
vigilante demitido após ajuizar ação
A Uniserv- União Serviços
de Vigilância Ltda. foi condenada pela Justiça do Trabalho
ao pagamento de verbas rescisórias a um vigilante demitido logo
após ajuizar reclamação trabalhista em que pleiteava
adicional de periculosidade. Embora alegando que a demissão se
deu por justa causa, por abandono de emprego, a empresa não conseguiu
provar os fatos. A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou
provimento a agravo da Uniserv, ficando mantida a decisão do Tribunal
Regional do Trabalho da 3ª Região (MG).
O vigilante foi contratado pela
Uniserv em 2003, e dispensado em setembro de 2005 sem o recebimento das
verbas rescisórias. Na inicial, afirmou que a dispensa foi comunicada
pelo líder de grupo, que, após receber a ordem por fax,
fixou-a no quadro de avisos do local de trabalho. Alegou que sua dispensa
foi retaliação da empresa por ter ajuizado reclamação
trabalhista dias antes. A empresa, na contestação, disse
que o vigilante não foi dispensado nem pediu demissão, “simplesmente
deixou de comparecer, sem dar qualquer satisfação”,
e pediu a declaração da rescisão do contrato por
justa causa.
Após ouvir testemunhas,
o juiz da 2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano (MG) observou
que a preposta da empresa confessou, em seu depoimento pessoal, que foi
marcada data para o acerto da rescisão – o que equivale
ao reconhecimento da dispensa por justa causa – e deferiu o pedido
de aviso prévio, férias proporcionais, gratificação
natalina e multa sobre o FGTS, entre outras verbas. A condenação
foi mantida pelo TRT/MG, que negou seguimento ao recurso de revista da
Uniserv.
No agravo de instrumento ao TST,
a empresa insistiu ter ficado provada a justa causa. A prova disso, segundo
ela, seria a alegação do vigilante, na inicial, de que
teria ligado para o escritório para combinar o acerto da rescisão.
Além disso, o emprego teria sido colocado à disposição
do trabalhador na audiência, e rejeitado.
A juíza Perpétua
Wanderley registrou em seu voto que a admissibilidade do recurso estava “absolutamente
comprometida”, porque, “para adentrar o cerne da pendência,
irremediavelmente, teríamos que revisitar os fatos e as provas,
o que é inteiramente vedado em sede de recurso de revista (Súmula
nº 126 do TST). (AIRR 931/2005-034-03-40.6)
(Carmem Feijó)

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