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Folha
de São Paulo, 19 de julho de 2007
Dividido, BC decide cortar juro para 11,5%
Por 4 votos a 3, Copom reduz taxa básica
em 0,5 ponto, mas reforça expectativa de que pode frear ritmo
de queda nas próximas reuniões
| Foi o 17º corte seguido feito pelo banco, em decisão já esperada
pelo mercado, que agora prevê Selic em torno de 10,75% no final do ano
NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Banco Central promoveu ontem
o 17º corte seguido nos juros básicos da economia. A redução,
de 0,5 ponto percentual, levou a taxa Selic para 11,5% ao ano. A decisão
já era amplamente aguardada por analistas de mercado, e a maior
expectativa estava na maneira como a medida seria discutida dentro
do Copom (Comitê de Política Monetária do BC).
E, como muitos analistas antecipavam,
o corte de 0,5 ponto não foi unânime entre os membros
do Copom, formado pelo presidente e pelos diretores do BC. Foram quatro
votos defendendo essa redução, contra três votos
pela queda de 0,25.
Em comunicado divulgado logo
após a reunião, o BC evitou dar sinais mais claros sobre
os rumos da taxa Selic. "O comitê irá acompanhar
a evolução do cenário macroeconômico até sua
próxima reunião, para então definir os próximos
passos na sua estratégia de política monetária",
dizia o texto.
Segundo pesquisa feita pelo
BC na sexta-feira passada com cerca de cem analistas do setor privado,
a expectativa do mercado é que o Copom passe a adotar cortes
de 0,25 ponto nos juros a partir de seu próximo encontro, marcado
para setembro. Confirmada essa projeção, a taxa Selic
cairia para 10,75% ao ano até dezembro.
O corte de 0,5 ponto decidido
ontem foi o segundo consecutivo. A diferença em relação à reunião
anterior do Copom foi o placar. No mês passado, eram cinco os
membros do comitê que defendiam o corte de 0,5 ponto. Na ocasião,
aqueles que defenderam o corte de 0,25 se justificaram dizendo que
a taxa já caíra muito desde setembro de 2005, quando
a Selic estava em 19,75% ao ano.
De acordo com esse raciocínio,
a economia ainda não teria sentido por completo os efeitos da
redução feita até agora, sendo recomendável
uma maior cautela para verificar como a inflação reage
nos próximos meses antes de dar continuidade aos cortes de 0,5
ponto. Nas últimas semanas, esse argumento foi reforçado
por outros dois fatores. Um deles foi a divulgação de
indicadores -como o da produção industrial- que apontam
expansão um pouco mais forte da economia. Isso mostraria que
não há necessidade urgente de reduzir os juros para estimular
o crescimento, abrindo espaço para um maior conservadorismo.
Além disso, a inflação
ficou um pouco acima do esperado pelo mercado financeiro nos últimos
meses, o que levou o setor privado a revisar suas projeções
para este ano. A pesquisa de mercado feita pelo BC na última
sexta-feira estimava a alta do IPCA deste ano em 3,70% -no começo
do mês passado, estava em 3,50%.
Fatores favoráveis
De qualquer forma, a decisão
de ontem mostra que ainda prevalece no BC a idéia de que essas
justificativas não são suficientes para frear a queda
dos juros diante de um cenário ainda positivo que se espera
para a economia brasileira. Um dos fatores mais favoráveis ao
corte maior dos juros é o comportamento do dólar. Na
reunião de junho do Copom, a moeda dos EUA era negociada a R$
1,974. Ontem a cotação estava em R$ 1,861 e não
dava sinais de que a trajetória de queda será interrompida
tão cedo.
Com o real mais forte,
produtos importados ficam mais baratos, aliviando a pressão
sobre a inflação. Além disso, a alta registrada
por alguns índices de preços nos últimos meses é creditada,
principalmente, aos alimentos, que não devem ter reajustes
por muito mais tempo -o que não justificaria mudança
na política monetária.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 19 de julho de 2007 | Brasil
Governo deve ceder R$ 2,5 bi para emendas
de parlamentares
da Folha Online
Dos R$ 3,6 bilhões em
emendas dos parlamentares ao Orçamento deste ano, o Planalto deve
autorizar a liberação de cerca de R$ 2,5 bilhões
--um percentual considerado alto em relação a anos passados--,
informa nesta quinta-feira reportagem da Folha (íntegra disponível
só para assinantes do jornal ou do UOL).
Segundo a reportagem, líderes
da base aliada vêm ameaçando o governo com derrotas em votações
no Congresso caso o governo não ceda.
A Folha informa que a maior
preocupação é com a prorrogação
da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira) e da DRU (Desvinculação das Receitas da União),
que vencem no final do ano e dependem de emenda constitucional.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 19 de julho de 2007 | Economia
PIB da China salta no 2º tri e
mercado vê aperto monetário
Alta de 11,9% alimenta temor que governo
segure economia para evitar superaquecimento
REUTERS
PEQUIM - A economia da China
saltou 11,9% no segundo trimestre em relação a igual
período do ano passado, alimentando as previsões de
uma política mais apertada para evitar um superaquecimento.
Os dados, divulgados na noite
da última quarta-feira (horário de Brasília) pela
agência nacional de estatísticas, coloca o país na
trajetória para registrar em 2007 seu quinto ano seguido de crescimento
econômico de dois dígitos.
"É muito forte. Esperamos
que eles (governo) elevem os juros ou o depósito compulsório
a qualquer momento", disse Tim Condon, diretor de pesquisa do ING
em Cingapura.
O número marca uma aceleração
sobre o primeiro trimestre, quando o Produto Interno Bruto (PIB) avançou
11,1%, e superou a expectativa de analistas de 10,8%, levando muitos
bancos a revisar para cima seus prognósticos para o ano.
O Goldman Sachs agora espera
uma expansão de 12,3% e o JPMorgan Chase prevê 11,3%. As
estimativas anteriores de ambos eram de 10,8%.
A formação bruta
de capital fixo - uma medida dos investimentos - saltou 25,9% no primeiro
semestre do ano, acrescentou a agência.
Os dados mostraram ainda que
o índice de preços ao consumidor de junho também
superou as expectativas do mercado, subindo 4,4% sobre igual mês
de 2006, a maior alta em 33 meses. Em maio, a elevação
havia sido de 3,4%.
As principais pressões
do mês vieram de aumentos de custos de carnes suínas e grãos.
A produção industrial
em junho avançou 19,4% na comparação com igual período
do ano passado. As vendas no varejo subiram 16%.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 19 de julho de 2007 | Dinheiro
Número de pedidos de seguro-desemprego
nos EUA cai em 8 mil
da Efe, em Washington
O número de trabalhadores
americanos que solicitaram seguro-desemprego caiu em 8 mil na semana
passada, para 301 mil, o nível mais baixo em duas semanas, informou
hoje o Departamento de Trabalho.
A média de solicitações
em quatro semanas, que atenua as distorções causadas por
eventos como feriados e problemas meteorológicos, caiu em 6.250,
para 312 mil, o número mais baixo em cinco semanas.
O relatório mostrou que
o número de pessoas que continuavam recebendo o subsídio,
pago pelos estados, subiu em 20 mil na semana que terminou em 7 de julho,
para 2,57 milhões, o mais alto em três meses.
A média em quatro semanas
do número de pessoas que continuavam recebendo o subsídio
subiu para 2,54 milhões, o mais alto em quatro meses.
Os economistas dizem que um nível
de solicitações novas de entre 300 mil e 325 mil é um
bom nível se combinado a um aumento de 150 mil empregos por mês.
Se o nível de solicitações
for maior que 350 mil, há um enfraquecimento no mercado de trabalho.
O seguro-desemprego habitualmente
dura 26 semanas para os trabalhadores demitidos por razões que
não sejam de sua responsabilidade. Além desse prazo,
o governo considera as pessoas desempregadas se continuarem buscando
trabalho ativamente.
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CONSULTOR JURÍDICO,
19 de julho de 2007
Trabalho acumulado
Tribunal Superior do Trabalho redistribui
75 mil ações
Com o fim da convocação dos 12 juízes dos Tribunais Regionais
do Trabalho que atuavam no Tribunal Superior do Trabalho, os 75 mil processos
que estavam com eles deverão ser redistribuídos aos ministros
do Tribunal. Desses, 33 mil irão para os gabinetes dos ministros que
ainda serão nomeados.
Dos 75 mil processos pendentes
de julgamento, 2 mil são Recursos de Revista e 73 são Agravos
de Instrumento. Balanço divulgado pelo TST mostra que de janeiro
até 18 de julho deste ano, o TST recebeu 71.558 processos vindos
dos TRTs, além de 4.453 originários no próprio TST.
Até o final de junho,
53 mil processos já haviam sido solucionados pelos ministros
e 22.840 pelos juízes convocados.
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Folha de São Paulo,
19 de julho de 2007
Empresários aprovam decisão
tomada pelo Copom; sindicatos cobram "ousadia"
DA REPORTAGEM LOCAL
O corte de meio ponto percentual
na taxa de juros Selic, já esperado pelo mercado financeiro, é positivo,
na avaliação da indústria e do comércio.
Com a inflação sob controle, os empresários ressaltam
que há espaço para mais reduções. Analistas
e economistas não estão tão certos, entretanto,
de que esse ritmo vá continuar nas próximas reuniões
do Copom porque o placar de ontem foi apertado: foram quatro votos a
favor da redução de 0,5 ponto e três para a de de
0,25.
"Essa seqüência
de cortes na taxa de juros demonstra que há intenção
do governo em abandonar o conservadorismo e, coerente com o que tem dito,
ter como meta o percentual de 10% para fechar este ano", disse Paulo
Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo).
Para o Ciesp (centro das indústrias
paulistas), o que determinou a diminuição dos juros nesse
patamar foi "o deslizamento do câmbio" para abaixo de
R$ 1,90. "A contínua valorização do câmbio,
ainda que não compense integralmente o aumento de preços
de determinados grupos de produto, é fator importante para frear
esse crescimento e tem servido a esse fim", afirmou Boris Tabacof,
diretor do centro.
Na avaliação do
Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), a redução é "adequada" ao
momento. "A decisão segue um padrão no qual o BC procura
não surpreender o mercado financeiro. Por outro lado, embora possam
ser aventadas possíveis ameaças ao cenário de inflação
controlada que se apresenta no Brasil, ainda não há inequívoco
sinal de problemas à vista para o horizonte influenciado por mudanças
na taxa básica de juros no presente."
Para a CNI (Confederação
Nacional da Indústria), o Copom "acertadamente deu mais um
passo para eliminar um dos obstáculos ao desenvolvimento do país:
o alto custo de oportunidade do investimento produtivo". Mas reforçou
a necessidade de reformas estruturais para promover o crescimento.
O comércio espera que
os juros possam chegar ao menos a 10% ainda neste ano -a taxa está em
11,5%. "O Brasil precisa de investimentos para crescer, e eles só virão
com juros em patamar civilizado. Esperamos que o ciclo draconiano do
Copom esteja definitivamente encerrado e que as reduções
mais vigorosas se mantenham", disse Abram Szajman, presidente da
Fecomercio SP.
Para o mercado financeiro, o
placar apertado da decisão eleva as chances de corte de 0,25 ponto
a partir de setembro. "Entendo que os dois diretores [que votaram
pelo corte de 0,25 ponto na reunião anterior] convenceram um terceiro.
Se o Copom fala que vai avaliar o cenário para ver se muda, ele
já se prepara para isso. Nos últimos 45 dias houve uma
mudança para pior na inflação, na atividade econômica
e no preço das commodities", disse José Francisco
Gonçalves, do Fator.
Já as centrais sindicais
pediram mais ousadia. "O corte não condiz com a pressa que
os trabalhadores desempregados têm de conseguir empregos e a que
os trabalhadores empregados têm de conquistar reajustes salariais
mais altos", afirmou João Carlos Gonçalves, o Juruna,
secretário-geral da Força Sindical.
Em alusão irônica
ao Pan, a CUT afirmou que o Brasil conquistou mais uma medalha de ouro. "Ninguém
tira sua condição de campeão pan-americano dos
juros reais altos. Muito menos essa pequenina redução
anunciada hoje, de 0,5 ponto."
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Folha de São Paulo,
19 de julho de 2007
TRABALHO
UGT: Nova central sindical será criada
hoje
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
Em um congresso com 2.500 sindicalistas,
orçado em R$ 2 milhões, vai ser criada hoje a UGT (União
Geral dos Trabalhadores), central sindical resultado da união
de três outras entidades e de uma dissidência na Força
Sindical. A entidade será fundada às vésperas de
o governo Lula editar a medida provisória que reconhece juridicamente
as centrais sindicais. Hoje, apesar de terem atuação política,
elas existem como organizações da sociedade civil.
A MP, que deverá ser enviada
ao Congresso, garante a sustentação financeira das entidades,
já que prevê o repasse de 10% do imposto sindical para as
centrais. Hoje, o rateio é feito entre sindicatos (60%), governo
(20%), federações estaduais (15%) e confederações
nacionais (5%). Com a MP, a parte do governo será dividida com
as centrais. Considerando o valor do imposto arrecadado em 2006 (R$ 1,073
bilhão), as centrais ficariam com R$ 100 milhões.
Sob o lema de representar
os excluídos e combater a informalidade, a UGT será presidida
por Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários
de SP, que deixou em março a Força Sindical. Oito cargos
de vice-presidente foram criados para CGT (Confederação
Geral dos Trabalhadores), SDS (Social Democracia Sindical), CAT (Central
Autônoma dos Trabalhadores), três confederações
nacionais e para dois deputados. Nove secretarias devem ser criadas
na central.
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JORNAL A TARDE / BAHIA, 19
de julho de 2007 | Política
Governo vai multiplicar por 10 recursos
de centrais
Graças a um projeto de medida provisória já negociado
por governos e líderes sindicais, as centrais serão legalizadas
e receberão 10% do bolo da contribuição sindical, que
arrecada um dia de trabalho de todos os empregados registrados do País.
De janeiro a maio de 2006, a
contribuição sindical recolheu R$ 1,24 bilhão, segundo
o Ministério do Trabalho. Feita a conta a partir desse valor parcial,
R$ 124 milhões estariam à disposição das
centrais no ano. A medida significará forte impacto sobre a estrutura
sindical brasileira e já provoca uma rearrumação
entre as centrais.
Projeções feitas
por consultores, com base nos números oficiais, mostram que a
CUT, que hoje tem orçamento de R$ 5 milhões, passaria a
receber perto de R$ 33 milhões anuais; a Força Sindical,
que tem receita de R$ 1,44 milhão, agora receberia mais de R$
13 milhões; a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), com
orçamento anual de R$ 100 mil, ficaria com algo próximo
a R$ 8 milhões. A nova UGT teria mais R$ 6 milhões. Tudo
somado, a verba das centrais será multiplicada por dez.
O secretário de Relações
do Trabalho do Ministério do Trabalho, Luiz Antônio Medeiros,
ex-presidente da Força Sindical, disse que as centrais se comprometeram
a extinguir a contribuição num segundo passo, após
a legalização. Mas não soube explicar por que a
legalização vem com o rateio de contribuição
que se planeja extinguir. As informações são de
O Estado de S. Paulo
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ/,
19 de julho de 2007
Trabalhadores dos Correios cobram patrões
Mara Andrich
Foto: Aliocha Maurício

Nova paralisação em Curitiba será no dia 23 de agosto.
Os trabalhadores dos Correios do Paraná vão realizar um ato amanhã,
em Curitiba, dia em que a pauta de reivindicações da categoria
começa a ser discutida com os patrões em todo o País.
A manifestação deve acontecer em frente à empresa, no
Centro da capital. Ontem à noite, os funcionários realizaram
assembléias em cinco cidades do Estado para aprovar as solicitações.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná,
será dado prazo ao governo federal até 13 de setembro para início
das negociações. Caso contrário, a categoria promete entrar
em greve.
No Paraná, já está previsto para 23 de agosto um dia de
paralisação para reivindicação de mais contratações
no órgão. O secretário-geral do sindicato, Nilson Rodrigues
dos Santos, diz que o déficit de funcionários no Paraná é de
30%. A pauta com reivindicações possui cerca de 20 itens, mas
Santos considera o aumento salarial um dos principais. “Queremos um aumento
linear de R$ 200, que deve diminuir as grandes diferenças entre os salários
das diversas categorias dentro dos Correios”, explica. Os trabalhadores
também reivindicam as reposições das perdas salariais,
que de 1994 até 2006 chegam a 47,77%.
Dando continuidade ao calendário de mobilizações, os funcionários
dos Correios também prometem 48 horas de vigília e acampamento
em Brasília, nos dias 28 e 29 de agosto. Eles também querem um
piso salarial de R$ 1.089,48 (hoje é R$ 500), licença-maternidade
de seis meses, adicional de periculosidade, vale-refeição de
R$ 25, cesta básica de R$ 250, contratação de pessoas
concursadas para ocupar as vagas dos terceirizados, redução da
jornada de trabalho para 30 horas semanais, entre outras reivindicações.
No Paraná, as assembléias de ontem foram realizadas em Curitiba,
Cascavel, Maringá, Londrina e Ponta Grossa. Em todo o País, os
Correios contam com cerca de 110 mil trabalhadores. As assembléias que
deverão definir possíveis greves devem acontecer dia 12 de setembro.
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SITE G1, 19 de julho de 2007
Arrecadação bate
recorde no semestre
Em um momento no qual está sendo discutido o aumento da carga tributária
ocorrido em 2006, a arrecadação de impostos mostra força
e indica que o mesmo fenômeno deve estar acontecendo neste ano.
No primeiro semestre, a arrecadação total somou R$ 282,4 bilhões,
dos quais R$ 274 bilhões referem-se aos tributos cobrados pela União.
Isso representa um crescimento real, isto é, acima da inflação,
de 11% sobre o primeiro semestre de 2006. Nestes valores, estão incluídos
pagamentos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a Receita Federal, a queda do dólar, que estimula as importações,
está entre os fatores que elevaram a arrecadação de impostos
neste ano. Isso porque, com mais compras do exterior, também aumenta
o volume de recursos arrecadados pelo governo por meio do Imposto de Importação
e do IPI-Vinculado. No primeiro semestre, a receita destes impostos subiu,
respectivamente, 17% e 21%.
O aumento das vendas de automóveis ao mercado interno também
está gerando reflexos no pagamento de impostos. Neste ano, a arrecadação
do IPI-Automóveis cresceu 10% em termos reais devido ao crescimento
de 20% no volume de vendas ao mercado interno. A arrecadação
IPI-Outros, que reflete o nível da atividade econômica, cresceu
15,9% no primeiro semestre. Para isso, contribuíram os setores de metalurgia
e de produtos químicos.
Mais Imposto de Renda
Os dados da Receita Federal mostram ainda que os contribuintes também
pagaram, neste ano, mais Imposto de Renda. No caso da pessoa física,
a arrecadação cresceu 31% no primeiro semestre - principalmente
por causa dos ganhos de capital na alienação de bens.
" A arrecadação deste item tem crescido devido à intensificação
do controle", informou a Receita Federal, explicando que está pedindo
mais declarações do setor de imóveis.
No caso do IR das empresas, o crescimento real registrado no primeiro semestre
deste ano foi de 13,9%. A elevação decorre de as empresas terem
pago mais imposto, no primeiro trimestre, referente ainda ao ano de 2006 e,
também, pela retomada do recolhimento por parte das instituições
financeiras.
A Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins)
e o PIS/Pasep também arrecadaram mais neste ano. Respectivamente, 6,8%
e 5,8% em termos reais.
Mês de junho
Em junho, a arrecadação voltou a bater recorde - como já é costume
neste ano. No mês passado, a arrecadação total somou R$
49 bilhões, dos quais R$ 48,2 bilhões referem-se aos tributos
cobrados pela União. Contra o mesmo mês do ano passado, o crescimento
das receitas do governo federal foi de 6,8%.
Carga tributária
O renomado tributarista Ives Gandra Martins considera um "escândalo" o
aumento real de 11% nas arrecadação do governo federal no primeiro
semestre deste ano. Segundo ele, está havendo uma nova elevação
da carga tributária em 2007, assim como ocorreu em 2006 e nos anos anteriores.
Segundo Ives Gandra, a carga tributária, que segundo o ministro da Fazenda,
Guido Mantega, teria atingido 34,5% do PIB em 2006, deve subir para cerca de
36% do PIB neste ano. Ou seja, 10 pontos percentuais acima do recomendado nesta
terça-feira (17) pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e
Social (CDES) ao governo federal. A idéia do CDES é fixar uma
carga semelhante aos outros países emergentes, que concorrem com produtos
brasileiros.
" Tudo o que o governo diz é que é preciso reduzir a carga
tributária. Até o próprio Mantega admite que ela é alta.
O governo vem dizendo isso desde 2002. É como um motorista que sinaliza
para a direita e vira para a esqueda. O governo diz que não pode prescindir
da CPMF. Pode sim. É só cortar gastos. Ao invés disso, concede
aumento de 80% a 140% para 22 mil cargos comissionados. O dinheiro é mal
gasto e mal distribuído", disse Ives Gandra ao G1.
junho
de 2007
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R$
bi
|
%
Receita total
|
%
Var 12 meses
|
| Imposto
de Renda |
14,577
|
29,70
|
-1,23
|
| Cofins |
8,519
|
17,35
|
10,40
|
| CPMF |
3,092
|
6,30
|
14,70
|
| IPI |
2,802
|
5,70
|
21,60
|
| CSLL |
2,302
|
4,69
|
6,19
|
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ÂMBITO JURÍDICO,
19 de julho de 2007
Horas extras não se limitam
a período abrangido por prova testemunhal
As horas extras deferidas com base em
prova oral ou documental não se limitam, necessariamente,
ao tempo abrangido pelos relatos das testemunhas. Por esse fundamento,
a 8ª Turma do TRT-MG, acompanhando voto da desembargadora Cleube
de Freitas Pereira, manteve decisão de 1ª Instância
que deferiu ao reclamante o pagamento de horas extras com base no
depoimento de um ex-empregado das reclamadas. Pautado pelo princípio
do livre convencimento motivado (artigo 131, do CPC), o juiz sentenciante
fixou a jornada de trabalho do reclamante, acrescida de horas extras,
por todo o período contratual, extrapolando o período
abrangido pela prova oral.
As reclamadas pretendiam no recurso
que as horas extras fossem limitadas ao período coincidente com
o relato da testemunha. Mas, aplicando a OJ n. 233 da SBDI-1, do TST,
a qual prevê que “a decisão que defere horas extras
com base em prova oral ou documental não ficará limitada
ao tempo por ela abrangido, desde que o julgador fique convencido de
que o procedimento questionado superou aquele período”,
a Turma manteve a sentença.
“Uma vez noticiada a prestação
de trabalho extra pela testemunha, ex-colega de serviço, cabia à empresa
reclamada demonstrar que tais horários não representam
o cotidiano laboral do autor, ainda mais quando não foram apresentados
quaisquer comprovantes de pagamento de horas extras prestadas, não
havendo que se falar em limitação das horas extras ao período
abrangido pela prova oral”, frisou a desembargadora.
( RO nº 00227-2006-077-03-00-8
)
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ÚLTIMA
INSTÂNCIA, 19 de julho de 2007
TRT-MG nega recurso do INSS para cobrar
tributação de autônomo
Mesmo reconhecendo que a obrigatoriedade do recolhimento da contribuição
previdenciária independe da existência de vínculo empregatício
entre as partes, a 5º Turma do TRT-MG (Tribunal Regional do Trabalho de
Minas Gerais) negou provimento a um recurso interposto pelo INSS, que pretendia
o recolhimento do tributo sobre acordo firmado entre as partes.
O juiz de primeiro grau homologou o acordo
sem a incidência da contribuição previdenciária,
porque o autor reconheceu não ter havido relação
de natureza empregatícia, mas trabalho autônomo, sendo
que a relação jurídica era de cunho doméstico.
O juiz convocado Danilo Siqueira de Castro
Faria, relator do recurso, frisou, em sua decisão, que o artigo
195, da Constituição Federal estabelece claramente que
o recolhimento da contribuição é devido pelas
empresas ou pelas entidades a ela equiparadas.
A Lei 8.212/91, em seu artigo 15, parágrafo único,
estabelece quem são os equiparados à empresa para fins
de recolhimento previdenciário, e, em nenhuma dessas hipóteses,
segundo o juiz, se encontra o tomador de serviço doméstico.
A lei também equipara o contribuinte individual a empresa, em
relação a segurado que lhe preste serviço.
“Mas, no caso em exame, temos que o tomador
dos serviços da reclamante (autor), entidade familiar, não
pode ser equiparado à empresa propriamente dita, ainda que na
condição de contribuinte individual, uma vez que não
está enquadrada nesta hipótese”, destacou Castro
Faria.
Considerando que se encontravam ausentes a
figura do empregador e do empregado, já que não existiu
relação de emprego, e sim a figura do tomador de serviços
autônomos, mas como empregador doméstico e não
como empresa, a Turma decidiu não caber a incidência de
contribuição previdenciária no caso, mantendo
a decisão de 1ª instância.
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CONSULTOR JURÍDICO,
19 de julho de 2007
Descanso forçado
Empresa deve pagar convênio de
aposentado por invalidez
Aposentadoria por invalidez garante
ao beneficiário a manutenção do plano de saúde
nas mesmas condições de quando ele estava em atividade.
Com esse entendimento, a 6ª Turma do Tribunal Regional de Trabalho
do Rio Grande do Sul determinou que a Empresa de Trens Urbanos de
Porto Alegre (Trensurb) mantenha o plano de assistência médica
do empregado Roberto Lima, aposentado por invalidez.
Os juízes mantiveram a
decisão de primeira instância. De acordo com os juízes,
a aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho, mas devem
permanecer íntegros os benefícios que o empregado recebia
anteriormente.
A empresa alegou que a manutenção
do benefício seria obrigação da operadora de saúde
e não da empregadora. A Trensurb argumentou, ainda, ser inviável
a sua condenação porque o empregado obteve aposentadoria
por invalidez. Isso suspenderia a execução do contrato
de trabalho em relação às obrigações
e as relações acessórias ligadas ao vínculo
de emprego..
Por unanimidade de votos, o TRT
gaúcho indeferiu o recurso. Para a Justiça gaúcha,
a empresa é parte legítima porque a pretensão se
dirige contra ela, a fim de ser restabelecido o convênio médico
concedido enquanto o empregado estava trabalhando.
De acordo com o relator do processo,
juiz João Alfredo Borges Antunes de Miranda, “ainda que
tenha ocorrido a suspensão do contrato de trabalho e a sustação
das obrigações contratuais, a ordem jurídica exclui
situações excepcionais em que é mantida a produção
de efeitos contratuais em favor de empregado”.
O juiz afirmou ser razoável
a imposição da manutenção do convênio
médico, pois, neste caso, os fatores suspensivos são alheios à vontade
do empregado.
RO 005.722.0050.010400-6
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
19/07/2007
Intervalo intrajornada pode ser elastecido
no contrato de trabalho
O limite máximo de duas
horas para o intervalo intrajornada pode ser elastecido, desde que a
empresa esteja respaldada pela existência de acordo escrito, convenção
coletiva ou contrato escrito. Esta foi a decisão tomada pelos
ministros integrantes da Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
que, por unanimidade, acompanharam o voto da relatora, ministra Dora
Maria da Costa, que deu provimento ao recurso interposto pela empresa
Gethal Amazonas S/A – Indústria de Madeira Compensada.
A ação trabalhista
foi proposta por um auxiliar de desfolhadeira contratado pela empresa
em fevereiro de 1990, com salário mensal de R$ 160,60. A Gethal é uma
indústria de laminados e compensados situada em Itacoatiara, cidade
Do interior do Amazonas.
Segundo a petição
inicial, o empregado era obrigado a gozar de intervalo intrajornada de
quatro horas, ou seja, o dobro do período permitido por lei. Tal
determinação do empregador, segundo o empregado, não
estava previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Ele ajuizou reclamação trabalhista pleiteando o pagamento
das duas horas excedentes ao período intrajornada como extras,
com reflexos nas demais parcelas salariais.
A empresa, em contestação,
disse que o empregado, quando assinou seu contrato de trabalho, tomou
conhecimento dos horários a serem cumpridos, inclusive quanto
ao intervalo intrajornada, tendo concordado com as regras estabelecidas
pela empresa.
A Junta de Conciliação
e Julgamento de Itacoatiara julgou a ação improcedente.
O juiz entendeu que o intervalo intrajornada questionado pelo empregado
foi objeto de acordo escrito, celebrado entre as partes quando houve
a assinatura do contrato de trabalho.
O empregado recorreu da sentença
e o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região reformou
a decisão. Segundo o acórdão regional, “o
tempo do empregado à disposição do empregador, nos
intervalos intrajornada superiores a duas horas, deve ser pago como extra”.
A Gethal, então, recorreu, , ao TST, que restabeleceu a sentença,
julgando improcedente a reclamação traballhista.
A ministra Dora Maria da Costa
entendeu que é válido o acordo escrito, firmado no ato
da admissão, mediante previsão no contrato de trabalho
autorizando o intervalo intrajornada superior ao limite de duas horas
fixado no art. 71 da CLT. (RR-649974/2000.7).

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SECRETARIA DE RELAÇÕES
DO TRABALHO
INSTRUÇÃO
NORMATIVA Nº 5, DE 18 DE JULHO DE 2007
Revoga
a Instrução Normativa nº 3, de 22 de abril
de 2004.
O
Secretário de Relações do Trabalho do Ministério
do Trabalho e Emprego, no uso das atribuições previstas
no Decreto nº 5.063, de 3 de maio de 2004, que aprovou a
estrutura regimental do Ministério do Trabalho e Emprego,
resolve:
Art.
1º Fica revogada a Instrução Normativa nº.
3, de 22 de abril de 2004.
Art.
2º Esta Instrução Normativa entra em vigor
na data de sua publicação.
LUIZ
ANTONIO DE MEDEIROS NETO
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INSTRUÇÃO
NORMATIVA Nº 3, DE 22 DE ABRIL DE 2004 (*)
Dispõe
sobre a prorrogação do contrato da empresa
de trabalho temporário com a empresa ou entidade tomadora,
em relação a um mesmo empregado.
O
Secretário de Relações do Trabalho do
Ministério do Trabalho e Emprego, no uso da atribuição
que lhe confere o art. 17, inciso VIII, do Decreto 4.764, de
25 de junho de 2003; resolve:
Art.
1º O contrato da empresa de trabalho temporário
com a empresa tomadora, em relação a um mesmo
empregado, não poderá exceder de três meses.
§ 1º O
contrato temporário poderá ser prorrogado uma única
vez, por igual período, desde que atendidos os seguintes
pressupostos:
I
- prestação de serviços destinados a atender
necessidade transitória de substituição
de pessoal regular e permanente que exceda três meses;
ou
II
- manutenção das circunstâncias que geraram
o acréscimo extraordinário dos serviços
e ensejaram a realização do contrato de trabalho
temporário.
§ 2º A
prorrogação será automaticamente autorizada
desde que a empresa tomadora ou cliente comunique ao órgão
local do MTE, na vigência do contrato inicial, a ocorrência
dos pressupostos mencionados nos incisos I e II.
§ 3º O órgão
local do MTE, sempre que julgar necessário, empreenderá ação
fiscal para verificação da ocorrência do
pressuposto alegado para a prorrogação do contrato
de trabalho.
Art.
2º Esta Instrução Normativa entra em vigor
na data de sua publicação e atinge os processos
em curso.
OSVALDO
MARTINES BARGAS
(*) Republicada por ter saído com incorreção, do
original, no D.O.U. em 23-4-2004, seção 1, pág.
90.
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