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Agência Senado, 20
de julho de 2007
Projetos
Projeto fixa limites para jornada
de trabalho no campo

Tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) projeto de lei de autoria
da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) que fixa limites para a jornada
de trabalho no campo. O projeto (PLS 426/07) altera a lei que estabelece normas
reguladoras do trabalho rural (Lei 5.889/73) para, entre outras propostas,
definir que "a duração normal do trabalho, para o empregado
rural, não será superior a oito horas diárias e quarenta
e quatro semanais, facultada a compensação de horários
e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção
coletiva de trabalho".
Uma outra modificação
determina que o intervalo obrigatório para repouso ou alimentação,
já previsto na lei no caso de qualquer trabalho contínuo
cuja duração exceda seis horas, "será de no
mínimo uma hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em
contrário, não poderá exceder duas horas".
Segundo a autora da proposta,
a iniciativa tem por finalidade assegurar tratamento isonômico
a todos os trabalhadores, sejam eles urbanos ou rurais. Lúcia
Vânia destaca que a Constituição garante, no artigo
7º, a igualdade de direitos entre trabalhadores rurais e urbanos,
mas ressalva que "a prática, em geral, revela um tratamento
muito mais severo para os campesinos".
A parlamentar também
lembra que, em recente audiência realizada no Senado, discutiram-se
os abusos cometidos contra trabalhadores rurais, como os que ocorrem
nas plantações de cana-de-açúcar. A proposição
tramita na CAS em decisão terminativa.
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Folha Online, 20
de julho de 2007
Antonio Carlos Magalhães
morre aos 79 em SP
Da Redação
Em São Paulo
A Repercussão

O senador Antonio Carlos Magalhães morreu nesta sexta, aos 79
anos, em SP
O senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) morreu às 11h40
desta sexta-feira em Sâo Paulo, de acordo com anúncio de
médicos do Incor, onde o político estava internado. ACM,
79, morreu "em decorrência de falência de múltiplos órgãos
secundária à insuficiência cardíaca",
disse a assessoria de imprensa do hospital.
O corpo de ACM será velado
no Palácio da Aclamação, e o enterro vai
ser realizado no cemitério Campo Santo, ambos em Salvador.
O ex-presidente do
Senado Federal e, por conseqüência, ex-presidente
do Congresso Nacional, havia sido internado no dia 13 de junho
para tratar de problemas cardíacos e renais.
O senador já havia
sido hospitalizado outras vezes neste ano, apresentando quadro
de insuficiência cardíaca. Em março, ele
esteve internado com quadro infeccioso decorrente de pneumonia
e disfunção renal.
Apesar de enfrentar
o ocaso em seus últimos momentos -seu grupo político,
que manteve o poder por quase duas décadas na Bahia,
foi derrotado nas eleições de outubro de 2006
-, Antonio Carlos Peixoto de Magalhães foi um dos mais
influentes nomes do cenário político brasileiro
nas últimas quatro décadas, e manteve-se como
força atuante em governos dos mais variados matizes
ideológicos, desde o regime militar instituído
em 1964.
Nascido em 4 de setembro
de 1927 e médico por formação, ACM pode
ter seu ingresso na vida política atribuído à atuação
como líder estudantil, primeiro no ginásio e
depois na Universidade Federal da Bahia, onde foi presidente
do Diretório Central de Estudantes.
Filiado à UDN
(União Democrática Nacional), foi eleito deputado
estadual em 1954 e por três vezes deputado federal, em
1958, 1962 e 1966. Em 1967, já ligado à Arena
(Aliança Renovadora Nacional), partido de base do governo
militar, assumiu a prefeitura de Salvador.
Em seguida, ACM exerceu
o cargo de governador da Bahia em três oportunidades.
Os dois primeiros mandatos, por indicação do
regime militar, foram de 1971 a 1975 e de 1979 a 1983. O terceiro
viria pela escolha popular, em eleições diretas,
de 1991 a 1994.
Esteve ainda à frente
da Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S.A),
em 1975, nomeado pelo então presidente da República
Ernesto Geisel, e do Ministério das Telecomunicações,
durante o governo de José Sarney.
Em 1994, foi eleito
para a primeira legislatura como senador pelo Estado da Bahia.
Presidiu a Casa entre 1997 e 2001. Em 30 de junho de 2001,
durante as investigações sobre sua conduta no
episódio da quebra do sigilo do painel eletrônico
do Senado, viu-se obrigado a renunciar ao mandato, em uma estratégia
para manter os direitos políticos e retornar ao circuito
nas eleições do ano seguinte.
O principal revés de ACM, no entanto, ocorreu em 21 de abril de
1998, com a morte de seu filho, o deputado federal Luís Eduardo
de Magalhães, vítima de um infarto aos 43 anos.
ACM manteve-se ativo
e teve seu campo de influência renovado com as eleições
de 2002, quando foi eleito novamente ao Senado. Ele ainda contribuiu
para a chegada do aliado Paulo Souto ao governo da Bahia, e
de Antonio Carlos Magalhães Neto à Câmara
Federal.
Em 2003, ACM esteve envolvido em novo escândalo. Dessa vez, foi
acusado de utilizar a estrutura da Secretaria de Segurança Pública
da Bahia para realizar escutas telefônicas ilegais contra seus
desafetos políticos. Após a abertura de inquérito
pela Polícia Federal e da denúncia oferecida pela Procuradoria
Geral da República, o caso acabou arquivado pelo STF (Supremo
Tribunal Federal).
Nas eleições
de 2006, foi duplamente derrotado. Nacionalmente, seu candidato
Geraldo Alckmin não conseguiu impedir a reeleição
de Lula; regionalmente, ACM viu o aliado Paulo Souto perder
um novo período à frente do governo estadual
baiano, ainda no primeiro turno, para o petista Jaques Wagner.
Com sua morte,
aos 79 anos, ACM será substituído pelo filho,
Antonio Carlos Magalhães Júnior, que assume
a vaga como suplente durante o restante do mandato no Senado,
até 2011.
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ANTONIO
CARLOS MAGALHÃES
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Então
governador da Bahia, ACM encontra o presidente Figueiredo,
em 1980
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O
senador ACM e seu filho, o deputado federal Luís
Eduardo Magalhães, em 1995
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ACM
em encontro com o presidente da Câmara, Michel
Temer, o presidente da República, Fernando Henrique
Cardoso, e o ministro do STF, Celso de Mello, em 1998
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Após
a renúncia ao Senado em 2001, ACM retornou à Casa
nas eleições de 2002
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No
lançamento do partido Democratas, antigo PFL
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ÂMBITO JURÍDICO,
20 de julho de 2007
Sindicatos: extensão da base
territorial requer novo registro junto ao MTE
O registro no Ministério do Trabalho, além de ato constitutivo
do sindicato, é também indispensável para o reconhecimento
da ampliação da sua base territorial. É esse o teor de
decisão da 1ª Turma do TRT-MG, com base no voto da desembargadora
Deoclécia Amorelli Dias, ao não reconhecer a legitimidade de
um sindicato do interior de Minas, que teve sua base territorial ampliada com
o desmembramento de vários municípios integrantes (que formaram
novos municípios), sem que houvesse nova deliberação das
bases sindicais atingidas.
No caso, a certidão emitida
pelo Ministério do Trabalho relaciona como integrantes da base
territorial do sindicato-autor apenas as cidades originárias,
não incluindo os novos municípios criados com o desmembramento.
Não foi feito, portanto, o registro de extensão da base
territorial junto ao Ministério do Trabalho, pelo que, não
pôde ser reconhecida a representatividade do sindicato quanto aos
municípios emancipados.
A relatora esclarece que a Constituição
consagrou a livre a associação profissional ou sindical,
desde que preservado o princípio da unicidade de organização,
por categoria, na mesma base territorial. Assim sendo, a pretensão
da entidade sindical de ampliar a sua base territorial deve obedecer
aos mesmos preceitos necessários para o registro de sindicatos,
nos termos da Portaria 343/2000. “Entender de forma diferente significa
retirar dos interessados o que a Constituição lhes conferiu,
ou seja, o direito de eles mesmos definirem a base territorial que melhor
lhes atenda. Ademais, haveria o desrespeito à organização
federativa, que pressupõe a multiplicidade de sindicatos com bases
territoriais distintas” – pontua a desembargadora.
( RO nº 01707-2006-145-03-00-0
)
Fonte: TRT3
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ÂMBITO JURÍDICO,
20 de julho de 2007
1ª Turma do TRT10 segue entendimento
do TST quanto à caracterização da revelia
O empregador que não comparece à audiência inaugural, e
em seu lugar envia advogado devidamente constituído e preposto não
empregado, é considerado revel. Em conseqüência, as alegações
feitas pelo ex-empregado que recorreu à Justiça são acolhidas
pelo juízo como verdadeiras, e o ex-patrão condenado a pagar
as parcelas requeridas. Somente não se enquadra na situação
o empregador doméstico, micro-empresário ou empresário
de pequeno porte, conforme determina o artigo 54 da Lei Complementar nº 123/2006
.
A decisão da 1ª Turma
do TRT-10ª Região que considerou revel um empregador, médio
produtor rural, está fundamentada na súmula 122 do Tribunal
Superior do Trabalho. "Ausente à audiência em que deveria
apresentar defesa, é revel, ainda que presente seu advogado munido
de procuração" determina a súmula. A relatora
do processo, juíza Cilene Ferreira Amaro Santos, ressalta que "não é justo
que a parte que apresenta ânimo de defesa seja tratada como aquele
que não responde ao chamado judicial". No entanto, "esta
não é a compreensão do TST nas súmulas 122
e 377", completa.
(1ª Turma - Processo
00294-2007-821-10-00-6-ROPS)
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ÂMBITO JURÍDICO,
20 de julho de 2007
Legalidade na cobrança das
contribuições para o Sesc, Senac a empresas prestadoras
de serviços
A 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1)
declarou pela legalidade da cobrança, a empresas prestadoras de serviços,
das contribuições para o Sesc, Senac e Sebrae.
Empresas prestadoras de serviços
recorreram ao TRF para pedirem pela não-exigibilidade dos tributos
referentes ao Sesc, Senac, sob o argumento de não serem consideradas
estabelecimentos comerciais e por, nem mesmo, se enquadrarem nas entidades
sindicais subordinadas à Confederação Nacional do
Comércio. Assim, entendem que não poderiam ser oneradas
na mesma forma que as empresas comerciais e empresas industriais, ainda
mais que os objetos sociais seriam inteiramente distintos. Sustentaram,
dessa forma, que a exigibilidade não caberia a elas, empresas
prestadoras de serviços, pois os recursos obtidos com sua arrecadação
são revertidos obrigatória e exclusivamente em benefício
dos trabalhadores do comércio. As empresas questionaram também
a legalidade da contribuição do Sebrae, por ser instituída
mediante lei ordinária.
De acordo com o voto do relator,
desembargador federal Antônio Ezequiel da Silva, "a sociedade
civil com fins lucrativos, que se dedica à prestação
de serviços em caráter profissional, é considerada,
modernamente, como comercial, podendo ser incluída no conceito
de atividade comercial, hoje chamada de empresarial, na forma do artigo
966 do Novo Código Civil (Lei nº 10.406, de 10/01/2002),
sendo, assim, contribuinte, a título obrigatório, das contribuições
para o SESC e SENAC".
Explicou ainda o magistrado que
a contribuição para o Sebrae, por se tratar de uma contribuição
de intervenção no domínio econômico, tem a
sua criação regida pelos princípios gerais da atividade
econômica, o que vale dizer que é dispensável a edição
de lei complementar, sendo suficiente a lei ordinária para a instituição
daquela contribuição. Mantendo a mesma linha de raciocínio,
o desembargador lembrou que as contribuições de intervenção
na atividade econômica não exigem vinculação
direta do contribuinte às atividades praticadas pela entidade
beneficiária, nem a possibilidade de auferir benefícios
com a aplicação dos recursos arrecadados.
Apelação Cível
2003.34.00.033928-0
Marília Maciel Costa
Fonte: TRF1
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Agência Diap, 20 de
julho de 2007
FUNDAÇÕES
Centrais repudiam contratação
de servidores pela CLT
Pegou mal junto às Centrais a iniciativa de o Governo Federal propor
a contratação de servidores públicos pelos critérios
da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). A CUT já havia
reagido. Agora, é a Força Sindical que repudia a iniciativa.
A Força divulgou nota assinada por João Carlos Gonçalves,
seu secretário-geral, argumentando que a simples contratação
pela CLT não é uma garantia de que o serviço público
vai melhorar.
Diz a Força: “A
grave situação nos serviços públicos, destacadamente
nas áreas da saúde e da educação, sob responsabilidade
dos governos, nos seus diferentes níveis, não pode recair
sobre o funcionalismo público”.
Segundo a nota da Força
Sindical, a degradação dos serviços públicos é, “acima
de tudo resultado da ininterrupta aplicação de políticas
de arrochos nos investimentos sociais e na remuneração
e qualificação do serviço público, orientada à geração
de superávits fundamentais ao pagamento da dívida interna
sob o controle do sistema financeiro”.
Veja a exposição
de motivos e a íntegra do PLP 92/2007, do Executivo, que regulamenta
o inciso XIX do art. 37 da Constituição, na parte referente às
fundações. A proposição também pode
ser consultada na seção Íntegras da página
do DIAP. (Com Repórter Sindical)
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Nova Central, 20 de julho
de 2007
MTE quer qualificar trabalhadores com
seguro-desemprego
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou hoje, em Roma, que estuda
a possibilidade de implantar no Brasil um programa de qualificação
para atender trabalhadores beneficiados pelo Seguro-Desemprego, inspirado no
modelo que já funciona com sucesso naquele país. O anúncio
foi feito durante a assinatura de um protocolo de intenções com
o ministro do Trabalho e da Previdência Social da Itália, Cesare
Damiano, para a troca de experiências na área de geração
de emprego e capacitação profissional.
O modelo de qualificação
italiano prevê que, para obter o benefício, o trabalhador
terá que participar de um dos cursos de qualificação
oferecidos pelo governo. A iniciativa foi recebida com entusiasmo por
Lupi, que adiantou que levará o programa para ser debatido com
os representantes dos trabalhadores brasileiros. Segundo dados do MTE,
somente este ano 2,2 milhões de trabalhadores deram entrada no
auxílio.
"A experiência tem
sido um sucesso na Itália e, quando retornarmos ao Brasil, vamos
estudar a implantação deste modelo. A capacitação é fundamental
para que o trabalhador possa acompanhar o dinamismo da economia, que
hoje cresce em ritmo recorde. Enquanto ele estiver desempregado, estará se
qualificando para garantir o seu retorno ao mercado", afirma o ministro.
Outro assunto discutido durante
a assinatura do termo foi a implantação, na Itália,
do primeiro escritório de representação do Ministério
do Trabalho e Emprego, que irá auxiliar brasileiros que trabalham
fora do País. Atualmente, o Brasil possui cerca de quatro milhões
de emigrantes em todo mundo.
Protocolo - O documento
assinado hoje prevê a formação de um grupo de coordenação
composto por representantes dos dois ministérios, que irá estudar
novas técnicas de gestão capazes de aprimorar os projetos
voltados para a geração de emprego, incluindo a sua implementação
em âmbito municipal e estadual. O acordo também estipula
a elaboração de um programa de intercâmbio para
que trabalhadores brasileiros possam realizar experiências de
trabalho e capacitação profissional na Itália.
Assessoria de Imprensa do MTE (61) 3317-6537/6540
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Folha
de São Paulo, 20 de julho de 2007
Poupança terá ganho próximo
ao de fundos
BC muda forma de cálculo da TR e favorece
aplicação em caderneta, que poderá dar retorno até maior
do que renda fixa
| Medida também beneficia contas do FGTS, mas afeta mutuários,
que terão juros próximos aos obrados em linha de crédito
convencional
NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Com os juros praticados no
Brasil nos níveis mais baixos da história, o Banco Central
decidiu aproximar o rendimento da caderneta de poupança ao rendimento
médio oferecido por outras aplicações financeiras. É a
segunda mudança no cálculo da TR promovida pelo governo
neste ano. Em março, havia sido feita uma alteração
para reduzir o rendimento da poupança, na tentativa de evitar
que a caderneta se tornasse mais rentável do que fundos DI e
de renda fixa negociados no mercado financeiro.
Já a medida de ontem
diminui a distância entre os juros de mercado e a TR. Na prática,
o ganho da poupança pode até superar o de alguns fundos,
uma vez que a caderneta conta com vantagens que outras aplicações
financeiras não oferecem, como a isenção de Imposto
de Renda e a ausência de taxas de administração.
As novas normas estabelecem
a metodologia a ser seguida para o cálculo da TR (Taxa Referencial)
a partir do momento em que os juros de mercado ficarem abaixo de 11%
ao ano. Até então, as regras não previam essa
possibilidade. Agora, o BC fixou os redutores para juros de até 9%
ao ano.
Hoje, a poupança rende
a variação da TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês.
A TR, por sua vez, é calculada a partir da chamada TBF (Taxa
Básica Financeira). E a TBF reflete o rendimento médio
dos CDBs (Certificado de Depósito Bancário) negociados
pelos bancos.
Sobre a TBF, aplica-se um redutor para se chegar à TR. O que o BC estabeleceu
ontem foi que, quanto mais baixa for a TBF, menor será o redutor usado
nesse cálculo.
Embora exista uma preocupação
do BC em evitar que o rendimento da poupança ultrapasse a rentabilidade
oferecida por fundos DI e de renda fixa (que acompanham a variação
da taxa Selic, hoje em 11,5% ao ano), a recente queda dos juros exigia
que o redutor usado no cálculo fosse revisto. Mantido o redutor
anterior, a TR passaria a apresentar variação negativa
em caso de juros de um dígito.
A medida beneficia poupadores
e trabalhadores com contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço),
já que, ao contrário do que vinha acontecendo ao longo
dos últimos anos, a tendência é que essas aplicações
passem a ser um pouco mais competitivas em relação aos
juros médios oferecidos por outras aplicações.
Por outro lado, aqueles que têm financiamentos habitacionais
corrigidos pela TR passarão a pagar juros mais próximos
daqueles cobrados em linhas de crédito convencionais.
As novas regras dizem que,
enquanto a TBF estiver acima de 10,5% ao ano, o redutor usado será o
mesmo adotado atualmente. Abaixo desse nível, o redutor começará a
ser reajustado para baixo. Ontem, a TBF estava em 11,097% ao ano. Apesar
das medidas tomadas pelo governo para reduzir sua rentabilidade, a
poupança encerrou o primeiro semestre do ano com captação
recorde.
Os depósitos até junho
superaram os saques em R$ 8,773 bilhões. Em junho, a captação
da caderneta somou R$ 2,411 bilhões. Foi o décimo mês
seguido em que os depósitos superaram os saques. No final
do mês passado, o saldo total mantido pelos poupadores estava
em R$ 203,626 bilhões.
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Folha de São Paulo,
20 de julho de 2007
Efeito nas aplicações
será no médio prazo
DA REPORTAGEM LOCAL
A mudança no cálculo
da TR não deve ter efeito no atual ritmo de entrada de recursos
na caderneta de poupança e saída de dinheiro dos fundos
DI. Ao menos, por enquanto. Isso porque as novas regras apenas terão
impacto sobre o rendimento da poupança no futuro, quando a taxa
básica da economia cair a níveis mais baixos.
Somente quando a TBF estiver
abaixo de 10,5% é que o novo redutor entrará em ação,
evitando que as taxas oferecidas pela poupança caiam muito. Antes
desse patamar, valem as regras que estavam em vigor.
William Eid Júnior, coordenador
do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio
Vargas, diz que "muito investidor tem migrado para a poupança
nos últimos meses" e que "somente uma medida que reduzisse
razoavelmente a remuneração da poupança poderia
alterar esse quadro".
E é exatamente isso que
a nova regra do governo vai evitar. Se em março o governo buscou
diminuir o rendimento da poupança como forma de conter a saída
dos fundos DI, a regra anunciada ontem visa evitar que a queda dos juros
do mercado tirem toda a competitividade da poupança no futuro.
"Por enquanto, a tendência
segue a mesma, com a poupança captando bastante", avalia
Marcelo D'Agosto, sócio-diretor do site Fortuna, especializado
no mercado de fundos. Ele lembra que "a poupança ainda tem
a vantagem de não cobrar IR", que afeta os fundos. Outro
ponto é a cobrança de taxas de administração,
que reduzem rentabilidade dos fundos e que não incidem na poupança.
Mutuários
Para o presidente da Associação
Nacional dos Mutuários, Marcelo Augusto Luz, a mudança
indica que os mutuários podem ter problemas no futuro para saldar
os financiamentos habitacionais. "Tanto o saldo devedor do mutuário
como a prestação estão casados com a TR. Quando
há uma variação para cima, o mutuário tem
dificuldade para pagar o financiamento porque a prestação
aumenta, e o salário, não", afirma.
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Folha
de São Paulo, 20 de julho de 2007
Crédito imobiliário pode
ter perda de US$ 100 bi, diz Fed
Bernanke afirma que setor ameaça afetar
economia dos EUA, mas que tomará medidas | Em depoimento ao Senado
americano, ele apontou que são necessários mais dados para
haver certeza de que a inflação se desacelerou
DA REDAÇÃO
O presidente do Fed (Federal
Reserve, o BC americano), Ben Bernanke, afirmou que podem chegar a
US$ 100 bilhões as perdas com o mercado de financiamento imobiliário
de alto risco, o chamado "subprime". "As perdas com
o crédito ligado ao "subprime" vieram à tona
e são bastante significativas", disse em depoimento ao
Comitê do Setor Bancário do Senado dos EUA.
Segundo Bernanke, os problemas
no setor imobiliário podem afetar o resto da economia, especialmente
o gasto do consumidor, mas disse que o banco central americano está tomando
medidas para reduzir a chance de que isso ocorra.
O mercado imobiliário
tem sido uma das maiores preocupações dos investidores
em relação à principal economia mundial. Os preços
das moradias nos EUA atingiram níveis recordes nos últimos
anos, atraindo muitos investidores. Mas nos últimos meses eles
vêm caindo -o que fez muita gente perder dinheiro.
Com os altos preços,
muitas pessoas apostaram no setor imobiliário como investimento.
Assim, vários buscaram empréstimos de segunda linha ("subprime"),
que é o segmento no qual são concedidos financiamentos
a pessoas com pior histórico de crédito -portanto, que
carregam maiores riscos de dar um calote. Com a desvalorização
das moradias e o valor alto do financiamento, houve uma elevação
da inadimplência, trazendo problemas para as financiadoras.
Uma das conseqüências
do esfriamento do setor foi que o Fed e a Casa Branca reduziram as
suas previsões de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)
do país para este ano e para 2008. Agora, eles apostam em uma
expansão de cerca de 2%. Nos primeiros três meses deste
ano, a economia do país cresceu 0,7% na taxa anualizada, o menor
avanço desde o quarto trimestre de 2002.
Inflação
Bernanke disse que as autoridades
de política monetária precisam de mais dados a fim de
se certificarem de que a inflação dos EUA está se
desacelerando e terem a confiança de que os riscos de os preços
aumentarem de forma mais acelerada se dissiparam. "Os números
da inflação mês a mês são muito ruidosos
e, por isso, uma pequena sucessão de bons números não
significa, por si só, que o problema está resolvido e
não existe mais", disse o presidente do Fed.
Segundo ele, "como existem
alguns riscos muito importantes de inflação, existe a
possibilidade de que a inflação, mesmo que tenha regredido
um pouco, volte a aumentar no futuro".
Ata
A ata da última
reunião do Fomc (o comitê de política monetária
dos EUA), dos dias 27 e 28 de junho, praticamente repetiu as declarações
de Bernanke ao Congresso. Segundo o documento, a inflação
continua sendo motivo de preocupação, mas deve recuar
nos próximos dois anos. Na ocasião, o Fed manteve a
taxa de juros em 5,25% ao ano.
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Folha
de São Paulo, 20 de julho de 2007
Paraná volta a ser o maior produtor
de grãos, aponta IBGE
Estado havia perdido o posto para Mato Grosso
em 2005; RS se recupera da fase de estiagens e amplia participação
| No ranking de municípios, os de MT são afetados pela
perda com preços da soja; São Desidério (BA) foi
o que gerou maior renda agrícola
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
O Paraná retomou no
ano passado o posto de maior produtor brasileiro de grãos, com
participação de 19,8% na safra nacional. Em 2005, a primeira
posição havia ficado com Mato Grosso, que colheu 18,9%
de todos os grãos produzidos no Brasil no ano passado, segundo
o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Afetado
por fortes estiagens em 2004 e 2005 e pela descapitalização
dos agricultores, o Rio Grande do Sul reagiu no ano passado.
Saltou de uma participação
de 10,4% na safra de 2005 para 17% na de 2006, cuja produção
total somou 117,3 milhões de toneladas -4,1% mais do que em
2005. O Paraná é o maior produtor de feijão, milho,
trigo, aveia e cevada. É ainda o segundo principal fornecedor
de soja. Mato Grosso lidera em soja e algodão. O Rio Grande
do Sul tem a dianteira na produção de arroz.
Se 2006 marcou um ano de recuperação
nos volumes de grãos produzidos, o mesmo não ocorreu
com os preços, especialmente os da soja. O resultado foi uma
queda de 15,1% no valor total da produção de grãos
no país, estimado em R$ 40,961 bilhões. Segundo o IBGE,
o cenário de preços mais baixos e de menor rentabilidade
das lavouras explica a retração do valor da produção
agrícola de grãos e cereais. Em boa parte, é reflexo
do câmbio, que reduziu o rendimento auferido pelos agricultores
nas exportações.
"A diminuição
[do rendimento] está relacionada à valorização
do real, que afetou principalmente a soja e o algodão [produtos
típicos de exportação]", disse Carlos Alfredo
Barreto Guedes, técnico do IBGE.
Por conta da falta de chuvas
e do desestímulo ao plantio trazido pelos preços baixos,
a área cultivada de grãos diminuiu 5,2% (ou 2,5 milhões
de hectares) em relação a 2005. A queda interrompeu uma
seqüência de crescimento da área plantada iniciada
em 2001.
Algumas culturas, porém,
compensaram a queda da área com alta de produtividade. É o
caso da soja, cuja safra de 2006 foi a maior da história do
país -52,5 milhões de toneladas, com alta de 2,5% ante
2005. A safra de milho, segundo produto agrícola mais importante
do país, subiu 21,5%, recuperando-se dos efeitos das estiagens
que afetaram o Sul.
Ranking dos municípios
Em conseqüência
da retração do valor produzido, principalmente da soja,
municípios de Mato Grosso perderam rentabilidade e o posto de
cidade que gera a maior renda agrícola. A campeã de 2006
foi São Desidério, no oeste da Bahia. A cidade é a
maior produtora nacional de algodão.
Já em volume, a liderança
ficou com Sorriso (MT). O município produziu 2,238 milhões
de toneladas de grãos em 2006, com alta de 9,6% ante 2005. A
cidade é principal produtora de soja do país, com 3,4%
do total da safra brasileira. No caso do arroz, o maior produtor é Uruguaiana,
no Rio Grande do Sul. A safra nacional do cereal, no entanto, caiu
12,6% de 2005 para 2006.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 20 de julho de 2007
| Paraná
Fronteira
Deputados “sacoleiros” lutam
com deputados “da indústria”
Medida Provisória que legaliza
comércio divide opiniões no Congresso Nacional
por FABIULA WURMEISTER
Christian Rizzi/Gazeta
do Povo

Cerco ao contrabando: Receita Federal aumentou pressão e sacoleiros
reclamaram
A Medida Provisória que normatiza a entrada de produtos vindos
do Paraguai no Brasil está causando polêmica no Congresso
Nacional. A julgar pelas emendas apresentadas à proposta, os deputados
federais se dividem em dois grupos. De um lado, a “bancada da fronteira” se
posiciona em defesa dos sacoleiros e tenta aumentar a facilidade para
as importações. De outro, a “bancada da indústria
nacional” quer coibir a entrada de mercadorias estrangeiras para
evitar concorrência desleal.
Até o momento, 22 deputados
e uma senadora, a catarinense Ideli Salvati, do PT, já apresentaram
propostas de emenda à MP 380, publicada pelo governo federal
no dia 29 de junho. São 48 sugestões de modificação
da medida provisória, que ainda não entrou em vigor por
falta de regulamentação.
A edição da MP 380 foi considerada necessária pelo
governo federal pela situação de tensão que se criou
na fronteira entre o Brasil e o Paraguai depois que a Polícia
Federal e a Receita Federal aumentaram o cerco ao contrabando. Sacoleiros
brasileiros, que viviam do comércio ilegal, e comerciantes paraguaios,
que perderam clientes, fizeram protestos e criticaram o governo brasileiro.
A MP prevê que será possível
importar legalmente produtos paraguaios desde que se respeite uma cota
máxima e que um imposto unificado – juntando todos os
tributos de importação – seja pago pelos sacoleiros.
A regra criada pelo governo federal também exige que os sacoleiros
criem micro-empresas para regularizar seu trabalho. Os limites de compra
por ano e o faturamento máximo permitido para cada empresa são
dois dos pontos que ainda estão em debate.
Dois lados
A bancada industrial tem seus
principais representantes em dois estados. Um é São Paulo,
maior região industrializada do país. O outro é o
Amazonas, onde fica a Zona Franca de Manaus. No total, 10 parlamentares
desses estados já apresentaram emendas à MP. Sete deputados
paulistas e três amazonenses somam 26 propostas de mudança à medida.
Do outro lado, em defesa das regiões de fronteira, estão
seis parlamentares com 11 emendas – uma delas, porém,
tende à proteção do mercado interno.
Sugestões
Só um paranaense apresenta propostas
Alfredo Kaefer (PSDB), que
está no primeiro mandato como deputado federal, foi o único
parlamentar paranaense a propor emendas à MP 380. Em uma das
suas cinco propostas, o tucano sugere que deveria haver mais vantagens
para as empresas com sede em municípios limítrofes com
o Paraguai. O projeto inicial não delimita regiões para
as empresas estabelecidas com o Regime de Tributação
Unificado. Kaefer, um dos maiores empresários estabelecidos
no Oeste do estado, entre Cascavel e Foz do Iguaçu, afirma que
não há incentivos específicos para o desenvolvimento
da atividade empresarial nestas regiões. O deputado diz ainda
que o “imenso volume de mercadoria circulante não implica
necessariamente aumento de receita” para a região. (FW)
Entendendo que o incentivo às pequenas empresas possa prejudicar
a indústria nacional, uma parcela dos parlamentares quer incluir
uma série de componentes e artigos – como eletroeletrônicos
e equipamentos de informática, assim como peças e acessórios – na
lista de produtos proibidos para a importação pelo Regime
Tributá-rio Unificado (RTU). Outra emenda sugere que carne, ovos,
leites, ração animal e vacinas veterinárias entrem
na mesma relação.
Algumas emendas chamam a atenção
ainda para a abertura à pirataria. A entrada em larga escala
de produtos fabricados em outras regiões do planeta, como a Ásia,
seria outro precedente para a concorrência desleal em detrimento
da produção nacional. A defesa do comércio entre
os países do Mercosul também aparece nas justificativas.
Na contramão, o deputado
Valdir Colatto (PMDB-SC) sugere que insumos agropecuários possam
ser importados através do regime. A idéia é retirar
os agrotóxicos, por exemplo, da lista de itens banidos, que
inclui também armas, munições, fogos de artifício,
explosivos, bebidas, cigarros, veículos, medicamentos, pneus
e bens usados. O peemedebista sustenta que os custos com fertilizantes
e defensivos ultrapassam 30% em algumas culturas. Desconsidera, no
entanto, a proibição do Ministério da Agricultura às
substâncias consideradas nocivas.
Outra parcela das emendas apresentadas à MP
380 trata da alíquota do RTU, que no texto original é de
42,25%. O deputado Bilac Pinto (PR/MG) defende a elevação
para 59,25%. Segundo ele, isso adequaria a proposta aos critérios
estabelecidos pela Organização Mundial do Comércio.
Há quem diga, porém, que uma alíquota mais alta
inviabilizaria qualquer importação legal.
Equilíbrio
Eleito relator da MP 380, o
deputado Fernando Giacobo (PR-PR) iniciou esta semana uma série
de reuniões com políticos, empresários, e autoridades
em Brasília e Curitiba. O objetivo é receber as reivindicações
locais e com isso dirigir as mudanças sem que o objetivo original
da medida seja desvirtuado. Com base nas emendas e no texto publicado
no Diário Oficial, cabe a Giacobo elaborar um relatório
para a votação em plenário até o final
de agosto.
Ontem, na Câmara
Municipal de Foz do Iguaçu, Giacobo reforçou a necessidade
de garantir os benefícios para a região e antecipou
que estuda a inclusão de um artigo restringindo o RTU às
microempresas com sede na cidade e que obrigatoriamente empreguem
mão-de-obra local. Quanto à pressão das bancadas
contrárias, acentuou ser legítima a defesa dos interesses
e que espera, com a ajuda da base governista, construir um relatório
equilibrado.

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JORNAL GAZETA DO POVO,
20 de julho de 2007 | Economia
Indústria
Fábrica no Mercosul mira
o Brasil
A escolha da BS Colway pelo Paraguai tem caráter político
e econômico. Do lado econômico, o remoldado produzido no
Paraguai – que não restringe a importação
de carcaças – chegará ao consumidor brasileiro 35%
mais barato que o nacional, uma vez que o país vizinho oferece
carga tributária irrisória e energia elétrica barata.
O peso equivale a 25% do que é cobrado no Brasil.
Do ponto de vista político,
a intenção é pressionar o governo brasileiro a
voltar atrás em sua intenção de proibir a importação
de carcaças e pneus remoldados. A lei brasileira já impede
a entrada desses produtos, mas as compras têm sido garantidas
por liminares. Na Organização Mundial do Comércio
(OMC), a União Européia (UE) classificou essa ambigüidade
de “restrição disfarçada ao comércio
internacional”, já que as liminares beneficiariam alguns
fornecedores internacionais em detrimento de outros.
Meses atrás, a OMC deu
vitória ao Brasil, que argumentava ter o direito de proibir
a entrada de “lixo” importado. Porém, a organização
decidiu que, para isso, o Brasil terá de proibi-la de vez, acabando
com as liminares. O governo brasileiro está otimista, e acredita
que o Supremo Tribunal Federal (STF) vai eliminá-las definitivamente.
Caso isso não ocorra em breve, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva pode assinar uma medida provisória para acabar
com as importações e atender à determinação
da OMC.
A estratégia da
BS Colway é aproveitar uma “brecha”: recentemente,
a Câmara Arbitral do Mercosul decidiu que o Brasil não
pode erguer barreiras à entrada de remoldados fabricados na
Argentina, Paraguai e Uruguai. Com a instalação da
BS Colway e outras remoldadoras no Paraguai, o mercado brasileiro
pode ser “inundado” por remoldados do Mercosul, o que
tornará a irritar a UE e colocar o Brasil novamente contra
a parede na OMC. (FJ)
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JORNAL GAZETA DO POVO, 20 de julho de 2007
| Brasil
Previdência: Mudanças
a novos trabalhadores
São Paulo – A
proposta de reforma da Previdência em discussão
no fórum criado pelo governo para estudar o assunto
deverá trazer mudanças apenas aos futuros
trabalhadores que contribuírem ao sistema, segundo
o ministro da Previdência Social, Luiz Marinho. “Não
há por que fazer qualquer mudança para
os atuais trabalhadores”, disse. Marinho prevê a
conclusão do fórum, com a apresentação
da proposta de reforma, até meados de setembro.
Para ele, o Sistema Público de Previdência
está “equilibradíssimo”. Pelas
contas de Marinho, o saldo negativo é de “apenas” R$
4 bilhões.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
19/07/2007
Três indicados para ministros já atuaram
no TST
Os juízes indicados hoje
(19) pelo presidente da República, Luis Inácio Lula da
Silva, para ocupar três vagas de ministros do Tribunal Superior
do Trabalho, já atuaram como convocados na corte superior trabalhista.
O juiz Fernando Eizo Ono é natural
de Assaí (PR). Bacharelou-se em Direito pela Universidade Estadual
de Londrina e ingressou na magistratura trabalhista em 1980, por meio
de concurso público. Foi convocado em março de 1997 para
atuar no TST, onde permaneceu até novembro de 1999. Em novembro
de 2003 foi eleito presidente do TRT/9, permanecendo no cargo até dezembro
de 2005.
O juiz Pedro Paulo Teixeira Manus é natural
de São Paulo (SP). Bacharelou-se em Direito pela Faculdade Paulista
de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo e ingressou na magistratura trabalhista por meio de concurso público.
Foi convocado em março de 1997 para atuar no TST, onde permaneceu
até dezembro do mesmo ano. No TRT/2 ocupou os cargos de Vice-Presidente
Administrativo, Vice-Presidente Judicial , Presidente da 5ª Turma
e Corregedor Auxiliar.
O juiz Guilherme Augusto Caputo
Bastos é natural de Juiz de Fora (MG). Bacharelou-se em Direito
pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília - UNICEUB e ingressou
na magistratura trabalhista no ano de 1989, por meio de concurso público.
Foi 15 vezes convocado para atuar no TST , sendo que a última
convocação terminou em junho deste ano. Foi presidente
do TRT/23 de 1997 a 1999.

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