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DEPACOM, 27 de julho de 2007
Depacom realiza encontro no
Maranhão 
O
Departamento Profissional da Construção e do Mobiliário – DEPACOM,
está realizando hoje (27/07), em São Luís/MA,
o Encontro Nacional da Construção e do Mobiliário,
onde estão reunidas da sede da FETICOM/MA, as federações
filiadas ao departamento.
Na pauta está prevista uma palestra do Vice-Presidente
do Depacom, GERALDO RAMTHUN, que abordará sobre a unificação
das data-base salariais, além de outros informes sobre as
atividades do departamento pelo presidente ALTAMIRO PERDONÁ,
encerrando o evento com a reunião da diretoria na parte
da tarde.
Confira a programação
completa:
PROGRAMAÇÃO
08:30h – Abertura do Evento com ALTAMIRO
PERDONÁ (Presidente
do Depacom; Presidente da FETICOM/SC; e Secretário Regional
da CNTI/SC);
08:45h – Palestra com GERALDO
RAMTHUN (Vice-Presidente do
Depacom; Presidente da FETRACONSPAR; e Secretário Regional
da CNTI/PR);
TEMA: UNIFICAÇÃO
DAS DATA-BASE SALARIAIS.
10:00h – Intervalo para café;
10:15h – Informe geral do Depacom;
12:00h – Intervalo para almoço;
14:00h – Reunião da
Diretoria.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 27 de julho de 2007 | Brasil
Lula diz que eleição
no Brasil é eterna e critica classe política
FÁBIO GUIBU
da Agência Folha, em João Pessoa
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva atacou ontem seus opositores e disse, em João Pessoa
(PB), ter a sensação de que a eleição no
Brasil é "eterna". Para ele, a classe política
tem que se tornar "mais civilizada" para compreender o "momento
de fazer oposição e o de construir o Estado."
"No Brasil [a eleição]
não termina nunca. Acabou uma eleição, ela continua.
Ela é eterna", disse o presidente. "Você pode
mandar qualquer projeto, pode ser um projeto para melhorar qualquer coisa.
As pessoas, se são contra o governo, dizem: eu voto contra. Não
se preocupam sequer em analisar se aquilo vai beneficiar [...] o povo
da cidade, o povo do Estado e o povo do nosso país", declarou.
Segundo Lula, "enquanto
a classe dirigente fica brigando pequeno, fica com mesquinharia, o povo
fica sofrendo, fica na expectativa de que apareça um milagroso
para salvá-lo e não tem", afirmou o presidente.
Lula também comparou o
desempenho econômico de seu governo com as administrações
anteriores. "Vocês estão lembrados que quando nós
tomamos posse este país vivia mendigando todo final de ano dinheiro
do FMI para poder pagar as suas contas", declarou. "Vocês
agora lêem nos jornais: este país não deve nada ao
FMI, ao Clube de Paris, e ontem atingiu R$ 154 bilhões em reservas",
afirmou. "Hoje, a nossa preocupação não é ir
atrás de dólares, mas é evitar que continue entrando
essa enxurrada de dólares aqui."
Em seu discurso, Lula, que veio
a João Pessoa para assinar convênios de obras previstas
no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), fez apenas
uma menção ao acidente da TAM. Antes de falar, pediu um
minuto de silêncio às vítimas do desastre aéreo.
A platéia, formada por 800 convidados, entre políticos,
sindicalistas e integrantes de movimentos sociais, não cobrou
explicações nem fez referências ao assunto. As faixas
espalhadas no auditório limitavam-se a demonstrar apoio ao presidente.
Do lado de fora, dois pequenos
grupos faziam reivindicações pontuais. Ex-funcionários
da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) pediam a reintegração
na estatal. Portuários de Cabedelo (18 km de João Pessoa)
protestavam contra a ociosidade do porto.
Os ministros das Cidades, Márcio
Fortes, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, também não mencionaram
a crise aérea em seus discursos. Fortes chegou a saudar a vitória
da equipe feminina de futebol nos Jogos Pan-Americanos. "Foi a pátria
de salto alto, não de chuteiras."
Na parte final de sua fala, Lula
pediu apoio ao projeto de transposição do rio São
Francisco. Disse que o valor da obra, orçada em R$ 6 bilhões,
não era a questão relevante no caso e criticou os governantes
que atacam o projeto.
"Nós não
aceitamos que as pessoas digam: vai custar R$ 6 bilhões. Que
custe sete, que custe oito", declarou. "Mas eu estou vendo
gente ser contra. A gente visita os Estados e eles nunca fizeram um
centavo de investimento para evitar que o esgoto da sua cidade fosse
jogado dentro do rio São Francisco através de seus afluentes."
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 27 de julho de 2007 | Brasil
Entidades lançam campanha "cansei" contra
caos aéreo e corrupção
da Folha Online
Várias entidades de representação da sociedade civil se
organizaram para lançar nesta sexta-feira uma campanha em defesa do
direito cívico dos brasileiros. Com o nome "cansei", o movimento
quer sensibilizar a sociedade brasileira a protestar contra o caos aéreo
e a corrupção.
"O propósito dessa
articulação é demonstrar a indignação
diante de várias questões. É uma sinergia de esforços
de profissionais das mais diferentes áreas, todos voluntários,
que retratam a indignação dos brasileiros", disse
Luiz Flávio Borges D'Urso, presidente da OAB-SP (Ordem dos Advogados
do Brasil) de São Paulo.
O movimento lança a campanha
oficialmente hoje com peças publicitárias que serão
veiculadas na TV, rádio e mídia impressa. Os filmes mostrarão
pessoas descrevendo situações e fatos que contribuem para
a sensação de caos.
A campanha também vai
pedir para os brasileiros pararem por um minuto no dia 17 de agosto,
quando o acidente com o avião da TAM completará um mês. "Com
o silêncio, a sociedade poderá expressar sua solidariedade
e indignação de forma pacífica, equilibrada e organizada",
disse D'Urso.
No mesmo dia 17 de agosto,
as lideranças do movimento vão se reunir no prédio
da TAM Express, na zona sul de São Paulo, para participar de
um ato ecumênico.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
27 de julho de 2007
Projeto de lei propõe redução
de férias de magistrados de 60 para 30 dias
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) apresentou um projeto de lei que propõe
a redução de 60 para 30 dias de férias aos juízes
e membros dos tribunais federais. Para o senador, a proposta traria maior celeridade à tramitação
dos processos e diminuir a morosidade da Justiça.
De acordo com a Agência
Senado, a matéria se encontra em análise na CCJ (Comissão
de Constituição e Justiça) e aguarda a designação
de relator. O projeto prevê a alteração do artigo
66 da Lei Complementar 35/79, que dispõe sobre a Lei Orgânica
da Magistratura Nacional.
Segundo Suplicy, os juízes
e servidores da Justiça Federal, além de seus dois meses
regulares de férias, usufruem atualmente de 32 dias de feriados
próprios, que não fazem parte dos nacionalmente estabelecidos.
Entre esse período suplementar de descanso, estão 17 dias
corridos entre 20 de dezembro e 6 de janeiro, que não são
computados no tempo de férias normal.
Para o senador, "boa parte
da morosidade nos trabalhos forenses" pode ser atribuída
aos poucos dias úteis de trabalho, principalmente dos magistrados
e,na seqüência, dos servidores.
"A ausência
do Juiz, assim como do servidor, no local de trabalho, emperra a seqüência
das atividades. Sua presença é necessária e fundamental
para a pronta prestação jurisdicional quanto à quantidade
e qualidade, mais que a cobrança sistemática de estatísticas
de produtividade”, diz Suplicy em sua justificação.
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ÂMBITO JURÍDICO,
27 de julho de 2007
Trabalho doméstico três
vezes por semana gera vínculo empregatício
Em decisão que reconheceu vínculo de emprego entre o tomador
de serviços domésticos e a reclamante - que trabalhava três
dias por semana na residência dos reclamados - a 4ª Turma do TRT-MG
manteve sentença que determinou a anotação da CTPS da
autora com remuneração de meio salário mínimo por
mês.
Rejeitando a tese da inexistência
de vínculo empregatício sob o argumento de tratar-se de
diarista, o relator do recurso, desembargador Júlio Bernardo do
Carmo, salientou que a diferença entre o emprego doméstico
e o trabalho como diarista está na continuidade da prestação
de serviços, o que se opõe à eventualidade. No caso,
a reclamante trabalhava todas as segundas, quartas e sextas, passando,
posteriormente, a laborar também no sábado. Ou seja, não
era um trabalho realizado de forma eventual, mas sistemática e
continuamente. “Assim, restou configurada a continuidade na prestação
dos serviços da forma prevista na Lei 5859/72, e portanto, caracterizada
a relação de emprego doméstico” – concluiu
o relator.
Por outro lado, a Turma negou
também provimento ao recurso da reclamante, que pretendia a fixação
da sua remuneração em um salário mínimo.
Segundo esclarece o desembargador, para se ter direito ao salário-mínimo
nacionalmente unificado estabelecido pelo artigo 7o., inciso IV da CR/88, é necessário
o cumprimento de uma jornada de 44 horas semanais. “Cumprida pela
empregada jornada menor, uma vez que não trabalhava em todos os
dias da semana é válido e legal o pagamento de salário
inferior ao mínimo e proporcional à jornada cumprida” -
salienta.
( RO nº 01387-2006-091-03-00-0
)
Fonte: TRT3
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ÂMBITO JURÍDICO,
27 de julho de 2007
Assédio sexual: ex-empregada
do Bradesco ganha R$ 70 mil
Uma ex-empregada do Banco Bradesco S.A. será indenizada por dano moral
no valor de R$ 70 mil, por ter sofrido assédio sexual praticado pelo
gerente da agência bancária de Altamira (PA). A decisão
da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, acompanhando voto do ministro
Carlos Alberto Reis de Paula, negou provimento ao agravo de instrumento do
banco que pretendia reverter a decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da 8ª Região (Pará/Amapá).
A empregada, admitida como escriturária
em 1999, contou que passou a exercer as funções de caixa
e depois a de chefe de serviço, sem receber alteração
salarial. Alegou que foi dispensada dois dias depois de comunicar sua
gravidez ao banco, vindo a sofrer aborto espontâneo. Segundo ela,
o chefe realizava constantes investidas com conotação sexual,
com propostas de vantagens e promoções, além ameaçá-la
no caso de recusa. Apontou o assédio, seguido da demissão,
como causa do aborto.
Na Vara do Trabalho de Altamira,
a bancária pediu reparação pelo dano moral no valor
de R$ 400 mil, indenização pela estabilidade gestante,
horas extras pelos sábados trabalhados e diferenças salariais
em razão do desvio de função, dentre outros pedidos.
O Bradesco negou o desvio de
função, a comunicação da gravidez ao banco,
bem como a responsabilidade pelas complicações na gestação
da trabalhadora. Se opôs à acusação de assédio
sexual, por falta de provas, alegando que ela não apresentou registro
do fato na polícia, nem certidão de decisão judicial
condenando o gerente pelos atos.
O juiz de primeiro grau, com
base nos depoimentos, considerou que houve o assédio sexual e
condenou o Bradesco a indenizar a empregada em R$ 50 mil, negando-lhe
os demais pedidos. Segundo o juiz, as testemunhas confirmaram o interesse
especial do gerente pela funcionária, ficando provado que ele
tocava nos ombros, pescoço e cabelos da bancária, fazendo-lhe
convites para sair, viajar e até para ser transferida para a cidade
de origem do chefe, sugerindo que lá, eles poderiam “estreitar
o contato”.
Ainda segundo as testemunhas,
o gerente provocava a empregada quando ela usava uma sala de fax reservada
e com pouca visibilidade, e que ele comentava sobre seu interesse pela
escriturária até nas reuniões com os colegas. A
sentença destacou a mudança de comportamento da autora
da ação, de alegre e comunicativa para triste e calada,
sofrendo, inclusive, redução na produtividade, o que comprovou
o seu abalo emocional.
No TRT, o Bradesco ingressou
com recurso ordinário, argumentando que o assédio sexual
implica em importunação séria, grave e ofensiva,
e não em “simples gracejos ou paqueras”, ressaltando
que o gerente poderia estar agindo de boa fé, porque não
escondeu suas pretensões dos outros colegas. Destacou que não
foram provadas as ameaças, pedindo a reforma da sentença.
O Regional reconheceu o abalo
emocional, constrangimento e humilhações sofridas no ambiente
de trabalho pela empregada, por quase dois anos, ampliando o valor da
indenização para R$ 70 mil. Destacou que a indenização
por dano moral visa a reparar a natureza íntima e pessoal do assediado,
sendo devida a ampliação do valor, “levando-se em
consideração o caráter pedagógico da pena
e o fato de tratar-se de empresa de grande porte econômico e de
empregada com mais de quatro anos de serviço, que recebia salário
de R$ 1.149,39”. Apontou que o aumento do valor se deu também
porque a demissão ocorreu enquanto ela estava grávida, “o
que gerou um abalo emocional mais acentuado”. O Regional reformou
a sentença quanto à estabilidade gestante, concedendo à empregada
indenização de três salários, além
das horas extras e da diferença salarial pelo desvio de função.
No TST, o Bradesco não
conseguiu reverter o resultado. O ministro Carlos Alberto afirmou que
para a análise da tese do banco, “seria necessário
ultrapassar o quadro fático-probatório delineado pelo Regional,
o que demandaria o reexame dos fatos e das provas, procedimento vedado
na atual esfera recursal, nos termos da Súmula 126”. (AIRR
251/2005-103-08-40.5)
(Léa Paula)
Fonte: TST
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ÂMBITO JURÍDICO,
27 de julho de 2007
Cabe a empregador comprovar abandono
de emprego
Para que se reconheça o rompimento do contrato de trabalho por abandono
de emprego, cabe ao empregador comprovar que o empregado se ausentou do serviço
por mais de 30 dias consecutivos e com a clara intenção de abandonar
o emprego. É esse o teor de decisão recente da 4ª Turma
do TRT-MG, ao negar provimento a recurso da empresa que pretendia reverter
condenação ao pagamento das verbas rescisórias a ex-empregado,
alegando que este é quem havia abandonado o serviço.
“A doutrina e a jurisprudência
brasileira privilegiam o princípio da continuidade laboral, consagrado
na edição da Súmula 212, do Colendo TST, repassando
ao empregador o ônus de comprovar que o contrato de trabalho teve
seu termo final pela iniciativa do empregado” – esclarece
o desembargador Luiz Otávio Linhares Renault, relator do recurso.
Esse encargo processual torna-se ainda maior quando se alega abandono
de emprego, o que só se configura com a conjugação
de dois critérios: o tempo de afastamento do empregado, considerado,
em média, pela doutrina, de 30 dias, e o chamado de animus abandonandi,
ou seja, a intenção inequívoca de deixar o emprego.
No caso, nenhum dos dois elementos
restou comprovado pela prova dos autos, pois as faltas injustificadas
registradas nos cartões de ponto foram impugnadas pela reclamante,
que apresentou atestados médicos abonadores dessas faltas. Já os
telegramas enviados à autora requerendo seu retorno ao serviço
não foram por ela recebidos, conforme demonstraram os recibos
dos Correios.
Assim, a Turma considerou que
a ré não conseguiu comprovar a justa causa por abandono
de emprego alegada na defesa. Por isso, manteve a sentença que
reconheceu a dispensa sem justa causa, o que dá à reclamante
direito a receber todas as verbas rescisórias legais, inclusive
aquelas relativas à estabilidade provisória, já que
se encontrava em licença médica.
( RO nº 00041-2007-011-03-00-8
)
Fonte: TRT
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Valor Online, 27 de julho
de 2007
FMI "vai errar de novo" o
PIB brasileiro, diz ministro
Otimista em relação a um maior desempenho da economia brasileira,
o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, criticou nesta quinta-feira (26)
as previsões feitas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). "Vai
errar de novo" , disse o ministro, sobre a previsão do FMI, de
um aumento de apenas 4,4% no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2007.
Bernardo acredita em 4,7%.
Em previsões revisadas
ontem, o FMI manteve a expectativa de 4,4% para a variação
real do PIB do Brasil, apesar de elevar de 4,9% para 5,2%, a aposta no
crescimento da economia global. O órgão multilateral também
não alterou a projeção de expansão de 4,2%
para a economia brasileira em 2008. O Fundo perdeu autoridade e prestígio
nos últimos anos, desgastado pelos maus resultados de seu receituário
monetarista para economias de países em desenvolvimento.
Em documento divulgado
essa semana, a equipe de Bernardo aumentou a previsão de expansão
da atividade produtiva no país, de 4,5% para 4,7%, em linha
com a mais recente projeção do Banco Central. O ministro
não quis dar mais detalhes sobre seu comentário bem-humorado,
ao entrar para a reunião mensal do Conselho Monetário
Nacional (CMN), da qual também participam o ministro da Fazenda,
Guido Mantega e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
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Diário Vermelho, 27
de julho de 2007
"Risco Brasil" sobe 11% em um dia e 31% em julho
O "risco Brasil", calculado em Nova York pelo Banco JP Morgan Chase,
rompeu a barreira dos 200 pontos nesta quinta-feira (26). Às 13h15,
registrava 204 pontos, um salto de 11,47% ante o fechamento de ontem, quando
o indicador havia registrado 183 pontos; e uma elevação de 31,2%
em julho. A ascenção é atribuída aos temores de "pouso
brusco" da economia americana, obsedecendo à máxima de que
quando os Estados Unidos espirram o Brasil fica gripado.
Por Bernardo Joffily
Os EUA vivem um momento de apreensão,
com temores de um estouro fora de controle da bolha do setor imobiliário,
queda dos mercados de ações doméstico e de Nova
York e na alta dos preços dos títulos do Tesouro dos EUA
(Treasuries). Em momento assim os investidores, nervosos, tendem a fugir
dos mercados de países em desenvolvimento, considerados instáveis. É o
movimento conhecido em economês como "fuga para a qualidade".
"Céu de brigadeiro" pode nublar
O "risco Brasil", é calculado
como parte do Embi+ (sigla em inglês para Emerging Markets Bond
Index, ou Índice de Títulos da Dívida de Mercados
Emergentes). Ele mede a diferença entre os juros pagos pelos títulos
públicos dessas nações e os bônus emitidos
pelo governo dos Estados Unidos, considerados como sendo de risco zero.
O risco Brasil em 204 pontos significa que os papéis brasileiros
pagam de juros 2,04 ponto porcentual mais que os títulos americanos
emitidos para o mesmo período de vencimento.
O Embi+ Brasil é considerado
um dos principais termômetros da confiança dos investidores
na economia brasileira. Durante a crise do fim do governo Fernando
Henrique Cardoso, em 2004, chegou a superar a barreira dos 1.000 pontos,
ficando atrás apenas da Argentina, que vivia na época
o seu "inferno econômico". A evolução
do índice em julho indica que, apesar da considerável
redução da vulnerabilidade externa, o cenário
internacional pode no mínimo nublar o "céu de brigadeiro" em
que o Brasil transita conforme a avaliação da equipe
econômica.
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Diário Vermelho, 27
de julho de 2007
Reconhecimento das centrais dará fim
ao imposto sindical
Por causa da insistência da CUT, manifestada ao longo de sua história
e repetida durante a audiência entre a Presidência da República
e as centrais realizada na última quarta (25), o governo federal concordou
em desfazer as amarras que mantêm o imposto sindical e iniciar um processo
que crie, definitivamente, a contribuição negocial como forma
de financiamento da estrutura.

Trabalhadores em 1980 pedem fim do imposto sindical
''O movimento sindical
está viciado, graças à contribuição
compulsória que sustenta sindicatos que não têm
representatividade nem promovem lutas. O reconhecimento legal das centrais é necessário,
já que nossa atuação nos deu legitimidade política,
mas não pode redundar em acomodação. A CUT defende
que a forma de financiamento mude o mais rapidamente possível'',
afirma o presidente da CUT, Artur Henrique.
Artur, em sintonia com resoluções da CUT, acredita que somente
a contribuição negocial, aprovada em assembléia e com
direito à oposição, é a maneira de financiar um
novo movimento sindical que elimine os pelegos e privilegie a luta, a representatividade
e a negociação. ''Os ministérios que têm ligação
com o tema vão ter de acelerar o fim do imposto e o estabelecimento
da contribuição negocial. Quem disse isso foi o presidente da
República, durante a audiência. Cabe à CUT continuar cobrando'',
conclui Artur, cujo sindicato – Sinergia – foi o primeiro do Brasil
a eliminar o imposto sindical e a estabelecer, por iniciativa própria,
a contribuição negocial, há 16 anos.
Pautas
A retirada do PLP 01 e a regulamentação jurídica de um
sistema de negociação permanente no setor público foram
outros dois temas em que o presidente Lula concordou com as reivindicações
da CUT. Em lugar de um limitador aos gastos com a folha de 1,5% mais a inflação,
o governo afirmou estudar a adoção de um índice baseado
na variação positiva do PIB. Lula, acompanhado de diversos ministros,
garantiu também que vai acelerar o envio da Convenção
151 da OIT para ratificação e a elaboração de um
projeto de sistema de negociação coletiva.
Presente à audiência, o ministro da Saúde José Gomes
Temporão ouviu as argumentações de Denise Motta Dau, secretária
nacional de Organização da CUT, contra o projeto de criar fundações
estatais de direito privado no serviço público. Entre as críticas,
Denise apontou o fato de que a construção de carreira única
na Saúde será interrompida; que a luta por controle social sobre
o serviço público será duramente atacada; que áreas
social e historicamente afeitas ao Estado sofrerão concorrência
da iniciativa privada; que os princípios fundamentais de universalidade
e eqüidade sofrerão novo revés, desta vez com as bençãos
do governo Lula. Temporão garantiu que discutirá amplamente o
projeto com o movimento sindical.
Embora o tema não estivesse previsto na pauta de discussões,
a formalização de processos eleitorais de trabalhadores para
os conselhos de administração de empresas públicas veio à tona.
O governo federal prometeu estabelecer legalmente esse princípio.
A CUT deixou claro, mais uma vez, diante de Lula e do ministro Luiz Marinho,
que não aceitará a retirada de nenhum direito previdenciário.
Dia 15 de agosto
''Nosso Dia Nacional de Mobilização, em Brasília, precisa
ser construído com muita garra. A mobilização dos trabalhadores
nas ruas é que vai fazer o governo atender nossas reivindicações.
O fato de o presidente ter concordado com propostas nossas é importante,
mas não basta. Ele e o governo federal precisam ser cobrados com intensidade'',
diz Artur Henrique. Quintino Severo, secretário geral, e Rosane Silva,
secretária nacional de Política Sindical, também representaram
a CUT na audiência.
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Diário Vermelho, 27
de julho de 2007
Pascoal Carneiro: a atualidade da
CLT
As constantes tentativas de desfigurar a legislação trabalhista
brasileira têm razões históricas. Travamos, atualmente,
uma luta dura contra a Emenda 3, que se insere nessa perspectiva. Não é de
hoje que os liberais atacam a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT) – uma batalha que tende a se acirrar no futuro próximo.
Por Pascoal Carneiro, diretor executivo da CUT.
De uma perspectiva histórica, é possível
perceber uma evolução que trouxe a relação
entre capital e trabalho, engrenagem básica da sociedade capitalista,
para um patamar menos truculento. Na Inglaterra do início do
século 19, que emergia como a grande potência econômica
do planeta, os trabalhadores — incluindo crianças — eram
acorrentados às máquinas e trabalhavam 14, 16 horas por
dia. Embora de maneira não-linear e com muitos refluxos, chegamos
ao século 21 com muitos avanços.
Devemos muito de tudo isso às idéias marxistas. A pressão
da experiência socialista, enquanto durou, emprestou ao sistema capitalista
uma lógica menos selvagem. O liberalismo e sua postura de representar
apenas os interesses de uma classe emergente — a burguesia — foi
substituído por projetos que pretendiam representar toda a sociedade.
O impasse era simples: ou o capital balanceava melhor sua relação
com o trabalho, ou este, embalado pelos ventos que sopravam de Moscou, implodiria
o sistema.
Agente da reconstrução econômica
As elites entregaram parte dos anéis, mantiveram os dedos e, em conseqüência, é possível
dizer neste início de século 21 que a relação entre
capital e trabalho conserva ainda boa parte da proteção social
construída ao longo da história. O aspecto mais importante a
ressaltar aqui, no que diz respeito aos países de regime capitalista, é o
caráter antiliberal das políticas keynesianas e social-democratas.
Um novo papel foi conferido ao Estado, agora concebido como agente principal
da reconstrução econômica, indutor do desenvolvimento e
figura central para a distribuição da riqueza produzida. Com
isso, a intervenção estatal direta e indireta foi legitimada
e os valores igualitários, tais como justiça social e solidariedade,
passaram a compor a agenda pública. A social-democracia, tornada reformista
e keynesiana, salvou o capitalismo.
Enfraquecimento do poder dos sindicatos
Aos liberais restou o caminho da oposição. Mas a pequena audiência
que encontraram, por décadas a fio, não os esmoreceu. A situação
do liberalismo permaneceu relativamente inalterada até meados dos anos
70, quando uma série de fatores progressivos e combinados começou
a solapar o que até então permitira o êxito das idéias
antiliberais. Estes fatores são, basicamente, os dois choques do petróleo,
o aumento da inflação pela quebra do ciclo crescimento/distribuição
de renda e a reestruturação produtiva promovida pela 3ª revolução
industrial.
Esta, ao diminuir a quantidade necessária de trabalho social à produção,
enfraqueceu brutalmente o poder dos sindicatos — até então
partícipes da estrutura social-democrata. O ressurgimento da força
dos liberais também contou com a débâcle das principais
experiências socialistas. A ascensão de líderes como Margareth
Thatcher (1979) na Inglaterra e Ronald Reagan (1980) nos Estados Unidos representou
a chegada ao poder de antigos liberais oposicionistas. Isso fez com que houvesse
o predomínio de uma "nova direita", com enorme capacidade
de expandir ideologicamente sua visão de mundo.
Principal bandeira a ser fincada
Esse "pensamento único" das décadas de 80 e 90 consolidou
uma nova hegemonia do liberalismo. Isso explica os ataques à legislação
sindical e trabalhista. No Brasil, se a história ainda serve como guia,
portanto, a defesa da essência da Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT) e dos seus aprimoramentos — destacadamente a Constituição
de 1988 — é a principal bandeira que precisa ser fincada no campo
de batalhas das "reformas" sindical e trabalhista. A que questão
precisa ser vista por uma perspectiva histórica.
Quando o governo do presidente Getúlio Vargas instituiu a CLT, no dia
1º de maio de 1943, corriam os tempos de crise do liberalismo, com o New
Deal do presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt fazendo o Estado
puxar a recuperação da economia, a revolução socialista
na União Soviética avançando e o keynesianismo despontando
como a teoria que prometia salvar o capitalismo. A economia brasileira, livre
das amarras do velho liberalismo oligárquico, crescia e se desenvolvia.
Os traços positivos e negativos
da CLT
Havia, evidentemente, entraves à livre organização dos
trabalhadores e às conquistas de direitos sociais. Discursando na Assembléia
Constituinte de 1946, o deputado comunista João Amazonas disse que o
Brasil era um país bastante atrasado nesse sentido. "E não
somente em relação aos países economicamente mais desenvolvidos,
mas comparado com algumas colônias ou domínios, em que pese a
propaganda oficial, que fez da legislação trabalhista brasileira
a melhor e mais perfeita do mundo", disse ele.
Os traços positivos e negativos da CLT são reflexos das conquistas
e das derrotas dos trabalhadores ao longo deste embate histórico. E
esse debate talvez seja uma das discussões que mais mobilizarão
as energias do país nos próximos meses. Há, desde já,
uma clara contradição entre o que o candidato Lula disse e os
rumos que o assunto vai tomando. O governo Lula prometeu incorporar "milhões" de
trabalhadores ao mercado regulado de trabalho. Em resumo: modernizar a lei
para combater a informalidade e o subemprego. O que os trabalhadores esperam,
evidentemente, é a revogação daquela lógica da "era
FHC", segundo a qual era preciso enfraquecer o trabalho para atrair o
capital.
Entrave para as aspirações
nacionais
Um dos pré-requisitos do modelo liberal é garantir força
de trabalho barata — incluindo nesse conceito, além do achatamento
salarial, o enfraquecimento dos sindicatos e a "flexibilização" das
leis trabalhistas. E a força dessas propostas decorre do fim da influência
do campo socialista em todo o mundo e da crise do Estado de Bem-Estar Social.
Há poucos elementos que balanceiam as relações entre capital
e trabalho. O governo Lula herdou os efeitos condensados de toda essa trajetória
nacional e internacional.
Em meio a essas incertezas, o sentimento de urgência que, finalmente,
começa a tomar conta dos trabalhadores para a necessidade de o país
ampliar direitos e valorizar o trabalho, retomar o crescimento e distribuir
renda constitui um fato auspicioso. Mas um Estado algemado pela ideologia liberal é,
sem dúvida, um entrave para as aspirações nacionais. Esse é,
enfim, o jogo que decidirá, brevemente, para onde vão as conquistas
históricas e as esperanças dos trabalhadores brasileiros. O resultado
dependerá, fundamentalmente, da tática que será usada
pelo movimento sindical combativo.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 27
de julho de 2007 | Economia
Trabalho
Após três meses de estagnação,
desemprego cai para 9,7% em junho
Rio de Janeiro – Depois de três meses seguidos estagnada em 10,1%,
a taxa de desemprego das seis maiores regiões metropolitanas do país
cedeu para 9,7% em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). O recuo foi determinado exclusivamente pelo desempenho de São
Paulo, onde houve redução de um ponto porcentual na taxa – de
11,2% em maio para 10,2% em junho. A taxa média de desemprego das seis áreas
encerrou o primeiro semestre em 9,9% – menos que os 10,1% de igual período
de 2006.
Segundo Cimar Azeredo Pereira,
a melhora do mercado de trabalho, sintetizada pela queda da taxa de desocupação,
ocorreu na esteira da redução dos juros e da maior disponibilidade
de crédito. Tal cenário trouxe mais otimismo aos empresários
em relação ao futuro de seus negócios e permitiu
a abertura de vagas, disse.
Em junho, o número de
pessoas ocupadas cresceu 1,3% (268 mil pessoas) na comparação
com maio e 3,2% (646 mil) ante junho de 2006. Só em São
Paulo foram gerados 184 mil (2,1%) postos de trabalho em junho, na comparação
com maio, e 352 mil (4,1%), ante junho de 2006. A região corresponde
a 40% do total de ocupados da pesquisa.
Na comparação
com maio, as maiores altas foram verificadas no comércio, reparação
de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos
e varejo de combustíveis (9,0%); serviços prestados à empresas,
aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação
financeira (2,0%); educação, saúde, serviços
sociais, administração pública, defesa e seguridade
social (4,5%); serviços domésticos (4,6%); e outros serviços
(3,8%).
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Folha de São Paulo,
27 de julho de 2007
TRABALHO
SP leva taxa de desemprego no país
a menos de 10%
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
Depois de três meses seguidos
estagnada em 10,1%, a taxa de desemprego das seis maiores regiões
metropolitanas do país cedeu para 9,7% em junho, segundo o IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O recuo foi
determinado exclusivamente pelo desempenho de São Paulo, onde
houve redução de um ponto percentual na taxa -de 11,2%
em maio para 10,2% em junho.
A taxa média de desemprego
das seis áreas encerrou o primeiro semestre em 9,9% -menos que
os 10,1% de igual período de 2006. Segundo Cimar Azeredo Pereira,
a melhora do mercado de trabalho, sintetizada pela queda da taxa de desocupação,
ocorreu na esteira da redução dos juros e da maior disponibilidade
de crédito. Tal cenário trouxe mais otimismo aos empresários
em relação ao futuro de seus negócios e permitiu
a abertura de vagas, disse.
Em junho, o número de
pessoas ocupadas cresceu 1,3% (268 mil pessoas) na comparação
com maio e 3,2% (646 mil) ante junho de 2006. Só em São
Paulo foram gerados 184 mil (+2,1%) postos de trabalho em junho, na comparação
com maio, e 352 mil (+4,1%), ante junho de 2006. A região corresponde
a 40% do total de ocupados da pesquisa.
Na contramão do
emprego, o rendimento perdeu força em junho e caiu 0,5% sobre
maio. Ante junho de 2006, houve alta de 2,7%.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
27 de julho de 2007
Mãe tenta há 20 anos
obter benefício para filho deficiente
Viúva, Maria Ferreira tem dificuldades
financeiras para manter jovem de 26 anos, que sofre problemas físicos
e mentais
Fotos: Evandro Monteiro

Cláudio foi abandonado recém-nascido e adotado por dona Maria
e seu marido; dedicação quase exclusiva
Apucarana - A pobreza nunca impediu a aposentada Maria Fernandes Ferreira,
77 anos, de ser solidária. Vinte e seis anos atrás ela deu um
exemplo de desprendimento ao adotar um recém-nascido abandonado. Criado
com tratamento igual aos quatro filhos biológicos da viúva, Cláudio
Fernandes Ferreira hoje recebe atenção especial. Uma dedicação
quase que exclusiva para superar problemas e criar o menino com muito amor.
E adversidades sempre fizeram
parte da história do jovem. Desde os primeiros dias de vida dele.
A hora, dia e ano em que Cláudio entrou na vida de dona Maria
estão bem vivos na memória dela: 16h30 do dia 1º de
agosto de 1981. Ele foi abandonado pela mãe num hospital da cidade.
Uma enfermeira, então, ofereceu o bebê para pessoas que
passavam pela rua.
Uma dessas pessoas era o funcionário
público João Macena Ferreira, marido de Maria, que havia
saído de casa para ir ao mercado. Ele buscou a esposa e decidiram
imediatamente ficar com a criança, sem pensar nas dificuldades
financeiras. Foi a fragilidade do recém-nascido que mais impressionou
o casal.
''Era só um bonequinho.
A perna dele tinha a grossura de um dedo. Sei que a mãe dele fugiu
do hospital e nunca mais apareceu. Quando ficamos com ele a enfermeira
disse: agora ele vai ter uma mãe para sempre'', relembra a aposentada.
Maria conta que uma mulher, num ''carrão'', queria ficar com a
criança, mas ela não permitiu.
Com dois meses de idade, a criança
pesava apenas 1,5 quilo. Mesmo assim, a infância do garoto, que
tem deficiência mental, foi normal. A dificuldade para caminhar
sempre o acompanhou, mas não foi impedimento para assistir as
aulas na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais
(Apae) da cidade. Tanto que Cláudio passou por cirurgias aos seis
anos para corrigir problemas nas pernas. Depois disso, conta a mãe,
os pés dele atrofiaram e ele nunca mais andou.
Esse período foi especialmente
trágico para a família. No intervalo entre as duas operações
de Cláudio, dona Maria perdeu o marido, vítima de derrame.
E para piorar os outros filhos moravam em outras cidades. Para criar
Cláudio ela fez muita faxina e lavou muita roupa como funcionária
da prefeitura.
A vida dele sempre resumiu-se
a ficar na cama. É completamente dependente de auxílio
para as atividades mais básicas do cotidiano, como comer e tomar
banho. Mas disposição para fazer tudo pelo filho nunca
faltou para a dona Maria. Até porque ''ele me chama o tempo todo.''
A força de vontade dela,
no entanto, é diretamente proporcional às adversidades.
O sustento dos dois sai da aposentadoria e da pensão pela morte
do marido, que somam dois salários mínimos. Pouco para
quem precisa pagar aluguel e tem um gasto alto com medicamentos.
Com o objetivo de ganhar um fôlego
para dar conta das despesas, a aposentada tenta obter algum tipo de benefício
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Só que essa luta
já se estende por 20 anos. A aposentada diz que já perdeu
as contas do número de visitas que fez à agência
local, e do dinheiro que gastou para fazer fotocópias de documentos,
sempre com esperança de conseguir ''aposentar'' o filho. Um sonho
que permanece frustrado até hoje.
Agora ela conta com apoio
mais próximo de um dos filhos. O autônomo Francisco Xavier
Ferreira, 51, passou há três anos a morar com a família
nos fundos da casa da mãe. Ele pretende conseguir um advogado
para desatar o nó que esse pedido de auxílio social junto
ao INSS transformou-se. ''O próximo passo é procurar
um advogado, que assuma esse caso de coração aberto.
Acho que os outros não correram atrás o quanto deveriam'',
lamenta o irmão de Cláudio.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
27 de julho de 2007
Auxílio social exige renda
menor

O ortopedista Tatesuzi prontificou-se a examinar o jovem

Oscar, do INSS: ‘‘Esse processo deve ser indeferido
na parte administrativa’’
O Benefício de Prestação Continuada (BPC), do Instituto
Nacional do seguro Social (INSS), prevê o pagamento de um salário
mínimo por mês ao portador de deficiência ou idoso acima
de 70 anos que comprove não ter meios de prover a própria subsistência
e não contar com apoio familiar. O artigo terceiro indica que o benefício
só é pago para famílias cuja renda é menor do que
um quarto do salário mínimo por pessoa.
Esse, no entanto, não é caso
de Maria Fernandes Ferreira. Ela recebe dois salários mínimos
por mês. Por isso, o pedido, de acordo com o chefe da agência
Nelson Oscar, nunca foi acatado. ''Provavelmente seja por isso. Mesmo
que passe na parte médica, esse processo deve ser indeferido na
parte administrativa'', explica. Oscar, no entanto, acrescentou que ''o
caminho da Justiça é um direito de todos os cidadãos.''
O ortopedista Massayoshi Tatesuzi,
de acordo com a família, foi o responsável pelas cirurgias
pelas quais Cláudio Fernandes Ferreira passou. Apesar de não
lembrar do caso e não contar com o prontuário médico,
uma vez que as intervenções ocorreram há mais de
20 anos, ele prontificou-se a examinar o jovem e fornecer um laudo para
ajudar no processo no INSS. ''Apesar de não ter feito o exame,
acredito que ele já deveria estar 'aposentado' faz tempo'', declara,
após examinar as fotos do jovem apresentadas pela reportagem.
(F.R.F.)
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ, 27 de julho
de 2007
Apesar de déficit, arrecadação
da Previdência é recorde
AE Notícias
O secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério,
Helmut Schwarzer, informou nesta quinta-feira (26) que a arrecadação
líquida de R$ 10,93 bilhões registrada em junho pelo Instituto
Nacional de Seguro Social (INSS) é um recorde. Esse valor significou
um aumento de 0,5% em relação à arrecadação
de maio deste ano e um crescimento de 8,9% em comparação ao mesmo
mês do ano passado. No entanto, a Previdência registrou déficit
de R$ 3,386 bilhões em junho, um aumento de 0,8% em relação
a maio e de 3,2% frente junho de 2006. "Para julho, os primeiros dados
apontam para a continuidade da melhoria da arrecadação influenciada
pelo bom desempenho do mercado de trabalho formal", comentou o secretário.
Schwarzer disse que a maior contratação de trabalhadores com
carteira assinada não é o único fator que tem contribuído
para melhora na arrecadação da Previdência. Ele também
creditou o bom desempenho ao trabalho de fiscalização da Receita
Federal do Brasil - que unificou as antigas secretarias da Receita Federal
e de Arrecadação Previdenciária.
Em junho, segundo o secretário, mais uma vez a taxa de crescimento das
receitas - que foi de 8,9% em relação a junho de 2006 - superou
a taxa de crescimento das despesas com pagamentos de benefícios, que
foi de 7,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. "Esse
tem sido um fenômeno registrado ao longo deste ano que difere de anos
anteriores", comentou o secretário.
Sentenças judiciais
O secretário de Políticas de Previdência Social informou
que as despesas do INSS com pagamentos de sentenças judiciais - quando
o instituto é obrigado pela Justiça a revisar valores ou pagar
benefícios - poderão superar o previsto para este ano que é de
R$ 4,746 bilhões. Em junho, esta conta somou R$ 414 milhões e,
somados aos R$ 13,9 bilhões de gastos com benefícios previdenciários,
as despesas totais do INSS no mês passado somaram R$ 14,315 bilhões.
De janeiro a junho, quase metade (R$ 2,1 bilhões) do projetado para
ser pago com condenações judiciais já foi cumprido. "No
entanto, se os gastos com sentenças judiciais continuarem superando
o patamar dos R$ 400 milhões nos próximos meses, é possível
que o Ministério do Planejamento tenha que aumentar a dotação
orçamentária para esse item", afirmou o secretário.
Ele acrescentou, no entanto, que essa possibilidade não preocupa em
relação às contas do INSS porque a arrecadação
tem superado todos os recordes a cada mês e isso pode compensar os gastos
maiores com as sentenças. Além disso, as despesas normais com
os benefícios previdenciários estão sob controle, elevando-se
apenas por causa dos reajustes reais do salário mínimo e não
por aumento de concessões de benefícios.
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO, 27 de
julho de 2007 | Nacional
Regras para repasse a ONGs economizará R$
1,5 bi, diz governo
Medidas são uma tentativa de evitar
desvio de recursos públicos e foram exigidas pelo TCU
João Domingos, do Estadão
BRASÍLIA - Os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Controladoria
geral da União, Jorge Hage, disseram que as medidas do governo para
restringir o repasse de recursos a ONGs e a Estados e municípios possibilitarão
uma economia de R$ 1,5 bilhão.
As medidas, definidas nesta quinta-feira, 26, em decreto publicado no Diário
Oficial, especificam procedimentos que devem ser observados para evitar desvio
de recursos públicos. A partir de janeiro do próximo ano, fica
proibida a assinatura de convênio com Estado e município no valor
inferior a R$ 100 mil.
O governo decidiu não impor essa restrição às ONGS,
mas passa a exigir que uma organização não governamental
só poderá receber verba da União se nenhum de seus dirigentes
tiver parente de até segundo grau exercendo cargo no executivo, legislativo
e judiciário. A assinatura de convênios só será possível
com a apresentação de documentação para comprovar
a regularidade dos pagamentos de impostos federais, estaduais e municipais
e junto ao FGTS.
Além disso, os convênios com valores acima de R$ 5 milhões
passam a ter sua execução acompanhada por meio do Sistema Integrado
de Administração Financeira (Siaf), o que não acontecia.
A população poderá acompanhar a execução
de todos os convênios por meio do portal, que será criado pelo
governo.
As medidas são uma tentativa de evitar o desvio de recursos públicos
e foram adotadas após exigência formulada pelo Tribunal de Contas
da União e a própria CGU, após a constatação
de fraudes com recursos públicos identificadas na Operação
Sanguessuga, quando foi denunciado superfaturamento de ambulâncias.
Segundo os ministros, o governo espera imprimir maior grau de eficiência
na transferência de recursos públicos a Estados e municípios
e ONGs. Eles informaram, ainda, que estão pendentes de análise
um total de 92 mil processos montados a partir de contratos firmados com a
União, sendo que alguns dos anos 70.
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CONSULTOR JURÍDICO,
27 de julho de 2007
Apropriação indébita
Jornal é condenado por não
repassar contribuição
A 4ª Vara da Justiça Federal de Pernambuco condenou os administradores
do jornal Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro, José Eduardo
Gonçalves de Moraes e Paulo César Cavalcanti Pugliese, pelo crime
de apropriação indébita de contribuição
previdenciária.
A sentença estabeleceu
a pena de três anos e quatro meses de reclusão para cada
administrador. Os condenados podem recorrer da decisão. Eles foram
enquadrados no artigo 168-A da Lei 8.212/91. A norma trata sobre a apropriação
indébita previdenciária segundo a lei penal de crimes contra
o patrimônio.
A denúncia foi feita pelo
Ministério Público Federal em março de 2006. Entre
julho de 1999 e abril de 2005, os empresários não repassaram
ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a contribuição
descontada da remuneração dos empregados. O valor chegava
a R$ 1,9 milhão.
Ação Penal
2006.83.00.003372-0
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
27/07/2007
Empregada contratada por falsa cooperativa
obtém vínculo de emprego
A Primeira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho, acompanhando o voto do ministro Luiz Philippe Vieira
de Mello Filho, manteve o reconhecimento de vínculo de emprego
de uma operária com a empresa Bison Indústria de Calçados
Ltda. A empregada havia sido contratada por meio de uma cooperativa de
fachada, com o intuito de burlar a legislação trabalhista.
Segundo a petição
inicial, a operária foi contratada pela Cooperativa Industrial
Calçadista de Candelária Ltda em novembro de 1995 e dispensada
sem justa causa em dezembro de 1996. Desenvolvia serviços gerais
em fabricação de calçados, mais especificamente
na última etapa da produção, recebendo salário
mensal de R$ 215,00.
Em fevereiro de 1997 ela ajuizou
reclamação trabalhista dizendo que a Cooperativa, utilizando-se
de sua constituição jurídica para beneficiar-se
das vantagens legais, desviava-se de sua finalidade para contratação
irregular de mão-de-obra. Por fim, disse que a Bison funcionava
como gerenciadora, controladora e ordenadora de todo o negócio,
sem apresentar-se como tal. Pediu declaração da existência
de relação empregatícia com registro na carteira
de trabalho, seguro-desemprego, multa do artigo 477 da CLT por atraso
na quitação das verbas rescisórias, adicionais de
periculosidade e insalubridade, horas extras e FGTS.
A Bison e a Cooperativa contestaram
a ação. A cooperativa disse que possui mais de 400 associados
e que vem “atingindo notáveis resultados no resgate dos
marginalizados do processo social”. Afirmou que a administração
da cooperativa é feita exclusivamente por associados, com total
autonomia de gestão, podendo escolher livremente a quem prestar
serviços. Negou que tenha sido formada por empresa para servir
de fachada, mas formou-se da união dos ex-funcionários
da empresa falida Calçados Aquarius Ltda. Alegou que a autora
da ação prestou serviços na condição
de associado e que esta foi alertada sobre seus direitos e deveres. Assegurou,
também, que a cooperativa foi constituída regularmente.
A empresa Bison, por sua vez,
alegou ilegitimidade para constar no pólo passivo da ação.
Disse que não houve relação empregatícia
com a operária, mas apenas um contrato particular de prestação
de serviços firmado diretamente com a cooperativa. Alegou, ainda,
que não houve subordinação nem pessoalidade.
A sentença proferida pela
2ª Junta de Conciliação e Julgamento de Santa Cruz
do Sul (RS) foi favorável à empregada. Segundo o juiz,
a cooperativa atuou como verdadeira locadora de mão-de-obra, alheia à finalidade
para a qual foi criada. Julgou descaracterizada a relação
societária entre autora e cooperativa, bem como evidenciado o
intuito das empresas em fraudar a lei e os direitos da trabalhadora.
“Há uma cooperativa
de trabalho que atua como locadora de mão-de-obra e uma tomadora
de serviços que usufrui da força de trabalho da empregada,
onde se fez presente a pessoalidade, subordinação, remuneração
e dependência econômica, preenchendo assim todos os requisitos
do artigo 3º da CLT”, destacou o julgador. Foi reconhecido
o vínculo de emprego com a Bison, sua real empregadora, e a cooperativa
foi condenada de forma solidária.
A empresa recorreu, sem sucesso,
ao Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS). Novo
recurso foi interposto junto ao TST, mas a decisão foi mantida.
Segundo o relator do processo, ministro Vieira de Mello Filho, o TRT
afastou a hipótese de trabalho cooperado. “Sendo assim,
o conhecimento do recurso de revista vê-se obstado pela Súmula
nº 126 do TST, à medida que se afigura imprescindível
a revisão do conjunto probatório contido nos autos”.
(RR-764476/2001.5).

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