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Agência
Camara, 28 de julho de 2007
Projeto
Projeto permite deduzir do IR gastos
com material escolar
Elton Bomfim
Fabio Souto argumenta que impacto da medida
na receita do governo será pequeno.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 393/07, do deputado Fábio
Souto (DEM-BA), que altera a legislação do Imposto de Renda
da Pessoa Física (IRPF) para permitir a dedução de
gastos em material escolar, livros didáticos e uniforme escolar.
Atualmente, as despesas com educação que podem ser
deduzidas do IR são gastos com educação infantil,
inclusive creches e pré-escolas; ensinos fundamental e médio;
educação superior, inclusive cursos de especialização,
mestrado e doutorado; e educação profissional. O
limite atual para dedução dessas despesas é de
R$ 2.373,84. A proposta não altera esse limite, apenas inclui
novos itens entre aqueles passíveis de dedução
no Imposto de Renda na área de educação.
O autor da proposta explica, por outro lado, que o impacto na
renúncia de receita em razão da nova dedução
será pequeno, pois a medida beneficiará especialmente
as famílias com renda acima de R$ 3 mil. Muitas delas, segundo
o deputado, têm despesas com educação que já atingem
o limite de dedução, especialmente aquelas com renda
superior a R$ 4 mil. Em razão disso, ele argumenta que o
projeto é compatível com a Lei de Responsabilidade
Fiscal.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Agência
Câmara, 28 de julho de 2007
Projeto
Projeto possibilita que jovens votem
pela internet
A Câmara analisa o Projeto de Lei 311/07, do deputado Gonzaga Patriota
(PSB-PE), que permite a votação pela internet aos jovens
de 16 a 18 anos - cujo voto é facultativo. O deputado lembra que
a votação eletrônica no Brasil se destaca no cenário
internacional. Segundo ele, o País precisa continuar aprimorando
o processo eleitoral para permanecer na vanguarda. "O projeto tem
a pretensão de iniciar o processo de votação pela
rede mundial de computadores, ao prever essa possibilidade para o público
que mais utiliza essa nova ferramenta digital", assinala.
De acordo com o projeto, o sítio oficial de votação
pela internet terá recursos que permitam, por meio de assinatura
digital, o registro de cada voto e a identificação
do terminal de computador em que foi registrado. Isso deve garantir
o anonimato do eleitor, como já ocorre com as urnas eletrônicas.
O terminal deverá ser autorizado para votação
e, ao final da eleição, realizará a assinatura
digital do arquivo de votos, com registro de horário. O
objetivo é impedir a substituição de votos
e a alteração dos termos de início e término
da votação. A proposta determina ainda que o Tribunal
Superior Eleitoral coloque à disposição dos
eleitores terminais para treinamento.
Tramitação
O projeto será analisado pela Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania, antes de ir para votação
do Plenário.
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Agência
Senado, 28 de julho de 2007
Projetos
Projeto de Zambiasi facilita financiamento
da casa própria para população de baixa renda

Já está sendo analisado pela Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE), em decisão terminativa, projeto de lei (PLS
117/07) que proíbe os agentes financeiros de usar informações
de instituições de proteção ao crédito
para a concessão de financiamento aos pretendentes à aquisição
de moradia pelo Sistema Nacional de Habitação de Interesse
Social (SNHIS). A determinação está prevista em projeto
de lei do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), que tem por objetivo
limitar as exigências das instituições financeiras
na concessão de financiamentos habitacionais de interesse social.
Pela proposta, que altera a legislação referente
ao SNHIS (Lei 11.124/05), as exigências a esses financiamentos
passam a ficar restritas aos documentos de identificação
civil, fiscal e eleitoral, além da comprovação
de renda necessária, quando cabível. Segundo Zambiasi,
todo o esforço do governo no sentido de facilitar a aquisição
de moradia às famílias de baixa renda pode "frustrar-se
diante dessas exigências descabidas, desnecessárias
e danosas" dos agentes financeiros.
Para justificar seu projeto, o senador pelo Rio Grande do Sul
explica que é exatamente a população de baixa
renda, que enfrenta orçamentos pressionados pelos altos
custos dos aluguéis, que mais tem restrições
cadastrais em instituições de proteção
ao crédito. Para ele, imposições como essa
tornam mais difícil o acesso à casa própria
e acabam por distanciar os programas habitacionais de seus propósitos.
"Procura-se evitar, com o projeto, que esse injustificado
excesso de rigor constitua fator de afastamento de grande parte
da população destinatária do Plano Nacional
de Habitação de Interesse Social", justifica
o senador.
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Diário
Vermelho, 28 de julho de 2007
Cepal: Brasil puxa para cima PIB
latino-americano de 2007
A Comissão Econômica para a América
Latina e Caribe (Cepal) elevou a previsão de crescimento
da região em 2007, de 4,7% para 5,0%, devido à expansão
acima do previsto no Brasil. A comissão estima que o país,
maior economia latino-americana, vá crescer 4,5% em 2007,
e não os 3,5% previstos em dezembro do ano passado, nem
os 3,8% antecipados em março pelo secretário-executivo
do órgão, José Luiz Machinea.
Fonte: Cepal Os dados da Cepal sobre o PIB brasileiro tiveram
um momento de grande exposição durante a campanha
presidencial de 2006. Geraldo Alckmin, candidato presidencial
da oposição (PSDB-PFL), usou como bordão
de campanha a afirmação de que, segundo o organismo
da ONU, o crescimento do PIB do Brasil em 2006 só superaria
o do Haiti.
Machinea apresentou o Estudo Econômico da América
Latina e Caribe 2006-2007 nesta quinta-feira (26) em Santiago
do Chile, sede da Cepal. Ele apontou que a América Latina
completará em 2008 seis anos consecutivos de desenvolvimento – a última
recessão regional ocorreu em 2002.
Em 2007 a Cepal estima que o PIB (Produto Interno Bruto)
da América do Sul crescerá 5,7%. No Caribe o
crescimento será de 5,5%. Já área da América
Central e México crescerá menos, 3,6%, puxada
para baixo pelo desempenho mexicano, 3,2%.
" O panorama positivo em matéria de atividade econômica permitiu
uma melhora no mercado de trabalho. Não só diminuiu a taxa regional
de desemprego, de 9,1% em 2005 para 8,6% em 2006, mas também melhorou
a qualidade dos postos de trabalho", diz o informe.
A inflação latino-americana ficou em 5,0% em
2006, contra 6,1% em 2005. "O Brasil experimentou a maior
redução deste índice, de 5,7% para 3,0%",
registra o estudo. "Outro aspecto positivo é a
diminuição da vulnerabilidade dos países
da região, graças a uma sensível redução
da dívida externa, tanto em relação ao
PIB (de 26% para 22%) como no confronto com as exportações
regionais (de 101% para 84%)".
A Cepal conclui que "é possível manter
um cauteloso otimismo para o futuro próximo, devido à evolução
mostrada pela economia internacional e à relativa força
mostrada pelas economias da região". No entanto,
registra "preocupação" com o recente
aumento da volatilidade dos mercados financeiros internacionais.
Fundada em 1948, como órgão auxiliar das Nações
Unidas, a Cepal reuniu grandes nomes do pensamento desenvolvimentista
latino-americano, pregando a industrialização
e combatendo a dependência da região face à economia
dos Estados Unidos. O brasileiro Celso Furtado (1920-2004)
foi um dos seus ideólogos e coordenadores.
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STF,
28 de julho de 2007
CNI questiona constitucionalidade
de normas sobre acidente de trabalho
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) contesta
no Supremo Tribunal Federal a atual redação do artigo 21-A
da lei que define os planos de benefício da Previdência Social
(Lei 8.213/91). O dispositivo questionado trata da caracterização
do acidente de trabalho por parte da perícia do Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS).
A CNI ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade
(ADI) 3931, com pedido de liminar, para suspender o dispositivo
da lei, por considerar que ele afronta os artigos 201; 7º XXVIII
e 5º inciso XIII da Constituição Federal.
Segundo a CNI, ao impor à perícia médica
o dever de reconhecer a relação entre a doença
adqurida e o trabalho realizado, com base em estudo epidemiológico,
o dispositivo questionado afronta “a liberdade profissional
do médico, assegurada pelo artigo 5º, inciso XIII.
Informa ainda, que o artigo 201 da Constituição
Federal garante que as aposentadorias especiais por acidente
de trabalho somente podem ser concedidas nos casos de atividades
exercidas sob condições especiais que prejudiquem
a saúde ou integridade física do trabalhador.
Com base nesse dispositivo constitucional, a entidade afirma
que para efeitos de concessão de aposentadoria especial,
deve-se levar em conta o vínculo entre a atividade do
trabalhador e a “entidade mórbida motivadora da
incapacidade” e não entre o trabalhador e a atividade
desenvolvida pela empresa.
Ao pedir a concessão de liminar, a CNI evoca o perigo
de demora para a decisão, pelo fato de “alguns
empregados se tornarem portadores de determinadas enfermidades,
não necessariamente contraídas em local de trabalho,
que passarão a ser consideradas como de natureza acidentária”.
Isso, segundo a entidade, onera as empresas no custeio do seguro
acidentário e sujeita as mesmas a respeitarem a estabilidade
provisória por um ano.
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Agência
Brasil, 28 de julho de 2007
Falta de informações é responsável
por mortes e acidentes de trabalho, revela OIT
Irene Lôbo e Juliana Andrade
Repórteres da Agência Brasil
Brasília - A falta de informações sobre
os riscos ocupacionais é responsável pela morte
de milhares de pessoas por ano na América Latina e no
Caribe. A constatação é da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), que estima entre 27 mil e 68
mil o número de pessoas que morrem nesses locais devido
a acidentes de trabalho. E entre 20 e 80 milhões sofrem
lesões ou doenças causadas por exposição
a riscos no ambiente de trabalho.
No Brasil, de acordo com Anuário Estatístico da
Previdência Social, ocorreram 2,7 mil mortes por acidentes
de trabalho em 2005, e 491 mil trabalhadores sofreram lesões
ou tiveram doenças por motivos ocupacionais.
Muitas dessas mortes e acidentes poderiam ser evitadas se os
trabalhadores tivessem conhecimento das chamadas Normas Regulamentadoras
do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que estabelecem
parâmetros para adaptar as condições de trabalho
aos trabalhadores, de modo a proporcionar conforto e segurança.
De acordo com o diretor do Departamento de Segurança
e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE), Rinaldo Marinho, há no Brasil 33 normas
que complementam a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT) nas questões de prevenção de acidentes
e doenças. A fiscalização dessas normas
regulamentadoras (NR), segundo Marinho, é feita atualmente
por cerca de três mil auditores fiscais do trabalho espalhados
pelos país.
“Quando o auditor verifica que existe uma infração
a essas normas regulamentadoras na empresa ele pode conceder
um prazo para que a empresa se regularize, pode lavrar um auto
de infração, ou propor a interdição
daquele estabelecimento. Se houver uma condição
de grave e iminente risco à integridade física
do trabalhador, ele pode fazer a proposta para o delegado regional
do trabalho e parar as atividades do estabelecimento”,
explica.
Uma exemplo é a NR 17, que trata da ergonomia (do Grego:
Ergon=trabalho + nomos=normas, regras, leis) nos ambientes de
trabalho, ou seja, regras que permitam que as condições
físicas no ambiente de trabalho não prejudiquem
a saúde dos trabalhadores. A NR 17 tem dois anexos, um
voltado para os operadores de checkout, que são os que
trabalham em supermercados e no comércio atacadista, e
outro voltado para os trabalhadores de tele-atendimento ou telemarketing.
“Um caso bem claro é o do caixa de supermercado. Às
vezes existe o assento, mas a posição em que ele
tem que trabalhar em razão da forma como foi projetado
o mobiliário ele não tem como utilizar esse assento,
fica de pé e isso pode causar alguns problemas à saúde
desse trabalhador”, afirma o diretor do Ministério
do Trabalho.
Além dos fiscais do trabalho, há ainda o trabalho
das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes
(Cipas), que são grupos de trabalhadores que têm
o objetivo de sugerir medidas para a prevenção
de acidentes e doenças nas empresas. A legislação
trabalhista estabelece que, a partir de 20 trabalhadores, a empresas
com riscos maiores são obrigadas a ter uma Cipa. Em empresas
onde o risco é menor, a obrigação surge
a partir de 50 trabalhadores.
“As empresas constituem a comissão. O problema
que a gente encontra mais é quando a empresa não
dá à Cipa os instrumentos que a comissão
necessita para resolver o seu trabalho, não permite a
liberação de um trabalhador para participar da
reunião, ou não atende às sugestões
da Cipa”, explica Marinho.
No Brasil, os acidentes de trabalho mais comuns são os
relacionados a ferimentos e lesões ligadas ao punho e à mão.
Juntos, eles representaram, em 2005, um terço do total
de acidentes registrados. Em primeiro lugar estão os ferimentos
do punho e da mão, com 68.034 casos, ou 13,8% do total.
Em segundo lugar, foram mais comuns as fraturas ao nível
do punho e da mão, com 33.865 registros, ou 6,9% do total.
E em terceiro lugar está o traumatismo superficial do
punho e da mão, com 27.252 acidentes representando 5,5%
do total. Os dados são do Anuário Estatístico
da Previdência Social 2005.
“Também há problemas de perda de audição,
de doenças de cordas vocais e laringe, de dermatites,
contaminações químicas, a questão
do estresse, episódios depressivos também e é bom
recordar aqui que estão acontecendo também em países
do Primeiro Mundo muitos suicídios, até em função
da pressão, da questão depressiva, da pressão
do trabalho intensivo, isso também começa a se
repercutir hoje no Brasil também”, complementa o
presidente da Fundação Jorge Duprat Figueiredo
de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), Remígio
Todeschini.
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O
Estado do Paraná, 28 de julho de 2007
Economia
Empresas têm dois dias
para aderir ao novo modelo rescisório do FGTS
As empresas brasileiras têm apenas mais dois dias úteis para
se enquadrarem no novo modelo rescisório do Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço (FGTS). A partir do dia 01 de agosto o recolhimento
do benefício será realizado somente eletronicamente, por
meio da Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS (GRRF), já disponível
no site do banco, www.caixa.gov.br
A nova sistemática dispõe de recursos tecnológicos
avançados, que buscam eliminar a necessidade de manuseio dos dados
e evitar qualquer inconsistência nos cálculos efetuados pelas
empresas. O objetivo é diminuir custos e trabalho para as empresas
e aumentar a rapidez do recebimento dos valores correspondentes pelo trabalhador,
que passa a receber o benefício em até quatro dias úteis.
O aplicativo da GRRF permite às empresas solicitar o saldo rescisório
do FGTS, calculando os valores a serem recolhidos (eliminando diferença
no recolhimento), gerando um único documento para a quitação,
podendo existir um ou mais trabalhadores por arquivo, mesmo com diferentes
datas de afastamento, dentre outras funcionalidades.
Mensalmente cerca de 900 mil trabalhadores são beneficiados com
o crédito de recolhimento rescisório efetuado por suas empresas.
Do total pago por mês, aproximadamente 70% já está sendo
realizado com a utilização da GRRF.
Como funciona
O novo modelo rescisório consiste em um aplicativo, onde a inclusão
dos dados pode ocorrer por meio de digitação ou por carga
de arquivo gerado na folha de pagamento. Após a transmissão
do arquivo rescisório pelo Conectividade Social, será gerada
a GRRF para impressão e quitação nos bancos conveniados
ou canais alternativos de atendimento (Internet Banking, Auto-Atendimento
ou Lotéricos), de acordo com a disponibilização do
serviço pelas instituições.
A comunicação de movimentação dos trabalhadores
constantes do arquivo rescisório ocorre com o processamento dos
dados pelas rotinas do FGTS.
O modelo novo foi divulgado pela Circular Caixa n° 401/2007 (de 06/02/2007)
e substituirá a Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS e
Contribuição Social (GRFC). As empresas que ainda não
utilizam o aplicativo GRRF devem capturá-lo no site da Caixa, no
endereço www.caixa.gov.br/download , opção FGTS /
GRRF - Aplicativo e Arquivos. As empresas que geram o arquivo com as informações
dos trabalhadores do seu sistema de folha de pagamento devem verificar
a necessidade de adequação ao Layout de Folha de Pagamento
da GRRF disponível no mesmo endereço.
Para esclarecimento de dúvidas, os empregadores devem entrar em
contato com a Central de Atendimento da CAIXA pelo telefone 0800 726 01
04.
Treinamento
Desde 2005, a Caixa vem orientando as empresas quanto à correta
utilização do aplicativo cliente da GRRF, por meio de treinamentos
e palestras realizados pelas Filiais do FGTS, com a entrega de material
técnico para análise pelos interessados, culminando na exclusividade
de sua utilização com o objetivo de trazer comodidade, agilidade
e segurança ao processo de arrecadação rescisória
do FGTS.
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O
Estado do Paraná, 28 de julho de 2007
Economia
Emprego em Curitiba tem
o melhor semestre em dez anos
AN Curitiba
Curitiba teve no primeiro semestre de 2007 o melhor desempenho da última
década na criação de empregos com carteira assinada.
Foram abertas 15.233 vagas de janeiro a junho, um crescimento de 12% em
relação ao mesmo período do ano passado. Com as novas
vagas, o setor de emprego formal na cidade chega a 552 mil postos de trabalho.
"Este recorde tem reflexos muito positivos para a cidade.
Significam melhores condições de vida para a
população, maior desenvolvimento e diminuição
na desigualdade social", disse o prefeito Beto Richa ao
receber o relatório semestral do emprego em Curitiba,
da Secretaria Municipal do Trabalho.
O estudo foi apresentado pelo secretário municipal
do Trabalho, Manasses Oliveira, que destacou o histórico
dos primeiros semestres, no período entre 1997 a 2007. "São
dois movimentos distintos: de 1997 a 2003 houve uma oscilação
no saldo de vagas. Depois de 2004, durante a gestão
do prefeito Beto Richa, registrou-se um forte e crescente movimento
dos empregos, até chegar ao recorde registrado nestes
seis primeiros meses do ano", diz Manasses.
A variação no número de postos de trabalhos
criados - de 1997, com 453.141 trabalhadores, até o
primeiro semestre deste ano, com 552.421 empregos - foi de
aproximadamente 22%.
Saldo de vagas
O setor que mais empregou foi o de serviços, com 7.064
novas vagas. Em seguida, vem o comércio, que registrou
saldo de 3.464 novas vagas. A indústria de transformação
teve 2.515 novos trabalhadores, enquanto a construção
civil registrou a abertura de 1.953 vagas.
A construção civil foi o setor que registrou
maior crescimento. A variação em relação à abertura
de vagas foi de 9,96%. Obras da Prefeitura de Curitiba, como
a construção e reforma de escolas, creches, unidades
de saúde e especialmente as intervenções
na BR116, para a criação da Linha Verde - que
unirá a cidade no trecho urbano da antiga rodovia -,
foram responsáveis pelo aumento de contratações.
As obras no primeiro trecho da Linha Verde criarão
no mínimo 2.300 empregos durante os 15 meses previstos
para a conclusão dos serviços. Somente para cumprir
a primeira fase de obras, do Pinheirinho até as imediações
do viaduto da BR 277, no bairro Jardim Botânico, foram
necessários 550 trabalhadores. Foram criados também
1.750 empregos indiretos.
Outros setores que registraram crescimento: indústria
de transformação, com 2,95% de variação
e saldo entre admitidos e demitidos de 2.515 vagas, e do comércio,
que apresentou um saldo de 3.464 vagas, uma variação
de 2,90%. O único setor que diminuiu o número
de contratações foi a Administração
Pública que teve saldo negativo de 30 vagas.
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O
Estado do Paraná, 28 de julho de 2007
Política
Oposição vê disputa
interna para indicação à sucessão
de Lula para 2010
Agência Estado
A oposição já acredita que a crise aérea está abrindo
uma disputa interna no governo pela indicação para a sucessão
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente nacional do
DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), avalia que é possível que
o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o ministro da Justiça,
Tarso Genro, procurem ocupar espaços nas ações para
tentar resolver a crise e se credenciar para receber o aval do próprio
Lula para sucedê-lo.
Maia acha que o primeiro sinal dessa disputa pode ter ocorrido
na última quinta-feira, quando Jobim tomou posse no
novo cargo. No mesmo dia em que ele assumiu a vaga aberta pela
demissão de Waldir Pires, Tarso decidiu mandar a Polícia
Federal investigar os aeroportos. Esse tipo de ação
deveria ser tomada pela Anac. A decisão foi tomada só dez
meses depois de começar o caos aéreo.
“Na medida em que o ministro Jobim é nomeado
com plenos poderes e grande alarde do governo, é natural
que o outro ministro, que sonha com presidência, reaja
e procure ocupar espaços também. O que não
pode é que isso aconteça de forma que haja prejuízo à população
com a adoção de medidas erradas”, diz Rodrigo
Maia.
Jobim e Tarso são políticos importantes no cenário
gaúcho. Tarso se tornou um ministro muito próximo
de Lula, especialmente depois da crise provocada pelo escândalo
do mensalão, que derrubou a cúpula do PT e causou
a saída do governo do então ministro da Casa
Civil, José Dirceu, principal articulador político
do presidente.
Na ocasião, Tarso recebeu a tarefa de assumir interinamente
o PT para rearrumar a casa. Foi o primeiro ministro do Conselho
de Desenvolvimento Econômico e Social e depois assumiu
o Ministério da Educação. Depois de sair
do comando do PT, assumiu o Ministério de Relações
Institucionais e agora comanda o Ministério da Justiça.
Já o nome de Jobim surge no contexto da coalizão
entre PT e PMDB. Ex-ministro da Justiça no governo de
Fernando Henrique Cardoso, Jobim começou a ser citado
como nome possível para formar a chapa presidencial
como vice na campanha da reeleição. Nos últimos
meses, Lula não esconde dos aliados próximos
que não teria problema em apoiar um nome do PMDB para
sucedê-lo dentro da coalizão. Jobim e Tarso negam
pretensões à sucessão de Lula. Provocado
sobre o assunto durante sua posse, o novo ministro da Defesa
fugiu da pergunta dizendo que sua mulher, Adrienne Senna, não
deixaria.
As informações são de O Estado de S.
Paulo
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Folha
de São Paulo, 28 de julho de 2007
No Nordeste, Lula promete "surra" na
oposição em 2010
Em discursos ambíguos, presidente
reclama de "pequenez", mas elogia classe política
Frankie Marcone /Futura Press
Lula durante o lançamento do PAC do saneamento, em Natal
LETÍCIA
SANDER
ENVIADA ESPECIAL A TERESINA
KAMILA FERNANDES
DA AGÊNCIA FOLHA, EM NATAL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou ontem
em Teresina (PI) a viagem a quatro Estados do Nordeste para lançar
obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)
dizendo ter dado "uma surra" em seus adversários
nos últimos quatro anos e meio. Ainda provocou: "Eles
vão ver agora". " Se nós já demos
uma surra nos nossos adversários pelo que fizemos em quatro
anos e meio, quando a gente não tinha tanta experiência,
eles vão ver agora, nesses próximos quatro anos,
o que a gente vai fazer neste país", afirmou. Lula
já garantiu inúmeras vezes que não será candidato
em 2010. Ontem voltou a dizer que se sente aliviado por não
disputar.
Após dois dias de constrangimentos por ter sido alvo de protestos
e vaias localizadas em Aracaju (SE) e Natal (RN) na região do
país em que sempre foi melhor avaliado, Lula ouviu só aplausos
em Teresina. " Eu acho que vaia e aplauso fazem parte da democracia.
As pessoas têm o sagrado direito de se manifestar. A unanimidade é sempre
burra. Entendo que exista por parte de alguns o interesse de falar que
o presidente foi vaiado. O presidente teve, e todos tivemos, protestos
de alguns; agora tivemos o aplauso de milhares", disse a ministra
Dilma Rousseff (Casa Civil), que acompanhava Lula.
O presidente foi ambíguo ao se referir à classe política
e aos adversários e oscilou entre elogios ao Sudeste e a críticas
aos que não querem o desenvolvimento do Nordeste. Em Natal, Lula
reclamou da "pequenez política" refletida em críticas
que recebe da oposição. Porém, em seguida, elogiou
os políticos brasileiros e afirmou que a "classe política" está "cada
vez mais civilizada". "À s vezes um cidadão de
oposição acha ruim quando o governo federal traz obra para
uma cidade ou Estado que é [administrado por] adversário
dele. [...] Ora, governar o país não é fazer dessa
imensa pátria uma república como se fosse um clube de amigos",
afirmou.
Em Teresina, antes de provocar seus adversários, disse que não
faz distinção entre um governador "porque é do
PT ou do PFL". Chamou de má-fé uma reportagem publicada
pela Folha, mostrando que, em SP, o governo privilegiou prefeituras do
PT na partilha dos recursos do PAC. "O prefeito da capital é do
PFL [DEM], o governador, é do PSDB, e o PAC de SP são quase
R$ 8 bilhões", afirmou.
O presidente, que uma vez mencionou que, dos deputados, "pelo menos
300 são picaretas", ontem elogiou o Congresso. Disse que
tanto a Câmara como o Senado foram ágeis ao votar o PAC: "Não
adianta um senador dizer "eu não gosto do Lula". [...]
Ele que pegue a tribuna e me xingue o quanto quiser, até cair
a língua, não tem problema. [...] Agora, na hora em que
ele tiver que votar, ele tem que ver o seguinte: esse projeto vai beneficiar
o presidente ou o povo brasileiro?".
Água Perrier
Em Natal, Lula reiterou que vai concretizar o projeto da transposição
do rio São Francisco. Disse que d. Pedro 2º (1825-1891) "tentou
fazer a obra em 1847". "Eu, que não sou imperador, não
sou príncipe, sou apenas um retirante nordestino que virei presidente,
que conhece a realidade do Nordeste, vou fazer."
Segundo Lula, só pode ser contra levar desenvolvimento para o
Nordeste "quem tem água Perrier na geladeira". "Só é contra
quem não sabe o que é pegar um pote d'água cheio
de barro, de merda de animal, de caramujo, levar para dentro de casa,
colocar para assentar e ficar tomando aquela água barrenta cheia
de caramujo para pegar doença, para apodrecer os dentes, pegar
verminose."
Uma claque aplaudiu e cantou para Lula e políticos que participaram
do evento em Natal. Manifestações e vaias não chegaram
a ser vistas, pois foram barradas do lado de fora.
A organização do evento estima que estavam no Centro de
Convenções de Natal cerca de 2.000 pessoas. Cerca de 200
manifestantes não puderam entrar, mas bradavam, do lado de fora,
contra Lula, o caos aéreo e a corrupção. Eram funcionários
do Incra, do Ibama, além de militantes do PSTU.
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