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Agência Senado, 05
de agosto de 2007
Projetos
Proposta de Raimundo Colombo permite
pagamento de mensalidade de faculdades com recursos do FGTS

Projeto de lei do Senado (PLS 208/07) de autoria do senador Raimundo
Colombo (DEM-SC) permite a utilização de recursos da conta
vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para
o pagamento da matrícula e das mensalidades de cursos em instituições
de ensino superior, tanto do titular da conta como de seus dependentes.
A proposta espera a definição de um relator na Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE), e depois será enviada à Comissão
de Educação (CE), que deverá apreciá-la em
decisão terminativa.
O projeto de lei acrescenta inciso ao artigo 20 da Lei nº 8.036/90,
que já permite o uso de recursos do FGTS para 16 outros
casos, como financiamento imobiliário e para tratamento
da Aids e câncer, por exemplo.
Na justificativa do projeto, Raimundo Colombo argumenta
que o pagamento de mensalidades com o FGTS vai representar "uma
alternativa válida e eficaz para melhorar a empregabilidade
dos trabalhadores e seus dependentes, reduzir a evasão
universitária", além de colaborar para
a "estabilidade econômica e auto-estima do estudante".
O senador não concorda que o trabalhador, possuindo
recursos depositados no FGTS, enfrente dificuldades para
pagar as despesas educacionais suas e de dependentes.
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Agência Senado, 05
de agosto de 2007
Mercosul
Movimentos sociais poderão
participar de debates no Parlamento

Com o objetivo de ampliar a participação popular no Parlamento
do Mercosul, o relator do Regimento Interno da nova Casa Legislativa,
deputado Dr. Rosinha (PT-PR), admitiu no texto a possibilidade de movimentos
sociais, e não somente instituições "legalizadas",
se fazerem presentes.
- Se não, fica naquilo: qual o CGC? Está inscrito
na Receita? - exemplificou. Procurei garantir que quem está informalmente
organizado tenha participação também.
A presença da sociedade civil na discussão
de questões vinculadas ao desenvolvimento do processo
de integração e a obrigatoriedade de divulgação,
pela Internet, do orçamento e das despesas do Parlamento
do Mercosul, previstos no projeto de Regimento Interno, foram
destacados pelo relator como pontos importantes do texto.
Sobre a possibilidade de constituição de grupos
políticos, também prevista na proposta de Regimento,
Dr. Rosinha disse que ela poderá se concretizar assim
que o texto for aprovado. Lembrando que os grupos serão
formados a partir da vontade de cada parlamentar, por identificação
de posições, o deputado disse imaginar que
haveráum grupo de centro, um da social-democracia,
um dos socialistas.
- Vai evoluir por aí - previu.
Dr. Rosinha, que é também vice-presidente
pelo Brasil do Parlamento do Mercosul, esclareceu que o número
de comissões permanentes que serão criadas
foi fixado em dez, pela proposta de Regimento Interno, porque,
como se espera um texto duradouro e a nova Casa legislativa
terá um número maior de membros, já se
teria um desenho para o futuro. O senador Aloizio Mercadante
(PT-SP) chegou a propor a redução desse número
para cinco, "nessa etapa preliminar de implantação
do Parlamento", sob o argumento de que, como o número
de parlamentares do Mercosul hoje é de 72, se fossem
constituídas dez comissões, o quórum
das deliberações nesses órgãos
técnicos seria de quatro parlamentares.
O relator contou que tentou defender a possibilidade de
revisão do Regimento Interno do Parlamento do Mercosul
dentro de um ano, acolhendo proposta do deputado Germano
Bonow (DEM-RS), para que, a partir da experiência,
fossem feitas as transformações possíveis
e necessárias. Mas a sugestão não foi
aceita pelo grupo que examinou a matéria.
Culturas diferentes
A maior dificuldade na construção do Regimento
Interno do Parlamento do Mercosul surgiu do fato de as culturas
legislativas serem diferentes nos países que compõem
a nova Casa Legislativa, conforme avaliação
do relator.
- São quatro países, cada um com sua cultura
política, do dia-a-dia do Parlamento. Três países
se aproximam um pouco pela língua espanhola, mas não
têm a mesma cultura, e depois vem o Brasil, com a língua
portuguesa. Como construir o Regimento Interno respeitando
essas culturas? - questionou.
O deputado relatou que, no processo de elaboração
do projeto de Regimento Interno, uma das dificuldades foi
o fato de alguns parlamentares quererem colocar no texto
regras dos Parlamentos do países a que pertencem.
Dr. Rosinha contou também que, na sua atuação
como relator, defendeu que o texto não fosse detalhista,
mas, sim, o mais simples possível.
- Mas ficamos presos a algumas restrições
contidas no Protocolo Constitutivo do Parlamento do Mercosul
- revelou.
Com a tarefa de elaboração da proposta já tendo
sido concluída, o deputado espera que o Regimento
Interno seja votado na quarta sessão ordinária
do Parlamento do Mercosul, que terá início
na segunda-feira (6).
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Agência Câmara,
05 de agosto de 2007
Projeto
Limite para rito sumaríssimo
pode subir a 60 mínimos
Sônia Baiocchi
Bel Mesquita:

aumento do teto ampliará número de beneficiados, principalmente
trabalhadores de baixa renda.
O Projeto de Lei 534/07, da deputada Bel Mesquita (PMDB-PA), amplia para
60 salários mínimos (R$ 22.800) o valor do teto das causas
trabalhistas que podem ser submetidas ao procedimento sumaríssimo.
Atualmente, esse tipo de rito processual abrange as causas até 40
salários mínimos (R$ 15.200). O projeto altera a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT).
Para a deputada Bel Mesquita, o aumento do limite máximo
ampliará o número de beneficiados pelo rito
sumaríssimo, principalmente os trabalhadores de baixa
renda, cujas demandas judiciais situam-se nessa faixa. Ela
ressaltou também que a medida tem apoio do ex-presidente
do Tribunal Superior do Trabalho (TST) ministro Vantuil Abdala,
que incluiu o aumento do limite entre as propostas para acelerar
o trâmite de processos na justiça trabalhista.
Rito
O procedimento sumaríssimo foi incluído na CLT pela Lei
9957/00, como forma de agilizar a tramitação de ações
menos complexas na Justiça do Trabalho. Esse rito abrange somente
as ações (ou dissídios) individuais, cujo valor
cobrado alcance até 40 mínimos e em que constem os dados
da parte cobrada (réu). Depois que a ação é interposta,
o juiz é obrigado a proferir a sentença em apenas 15
dias.
Ainda de acordo com a CLT, o rito sumaríssimo só é usado
nas ações contra pessoas ou empresas privadas
e o valor exigido tem que ser previamente determinado pela
parte responsável pela ação. Segundo
a deputada Bel Mesquita, esse procedimento responde por 40%
das ações trabalhistas, sendo que 60% delas
são resolvidas por acordo intermediado pelo juiz.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado
agora pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
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Congresso em Foco, 05 de
agosto de 2007
A inabalável popularidade presidencial
Pesquisa Datafolha revela que, mesmo após
o maior desastre da aviação brasileira, a popularidade
do presidente Lula continua elevada
Datafolha: 48% dos brasileiros aprovam Lula
Pesquisa Datafolha realizada entre os dias 1 e 2 de agosto revela que
48% dos brasileiros acham que o governo do presidente Lula continua ótimo
ou bom.
O levantamento foi realizado duas semanas após a
maior tragédia da aviação brasileira.
No dia 17 de julho, um Airbus da TAM se chocou contra um
terminal de cargas da empresa no aeroporto de Congonhas (SP),
matando 199 pessoas.
Conforme afirma Fernando Canzian, do jornal Folha de S.
Paulo, o percentual de aprovação do governo “é idêntico
ao registrado em março e praticamente igual ao que
Lula tinha no início de outubro de 2006 (49%)”,
período imediatamente posterior ao acidente da Gol
com o jato Legacy, que matou 154 pessoas em 29 de setembro
passado.
De março desta até agora, entre 14% e 15%
dos brasileiros consideravam o governo ruim/péssimo.
Em outubro passado, este número era de 17%.
“Entre as explicações para a não-alteração
da popularidade do presidente no período estão
o fato de que a grande maioria dos brasileiros é pobre
(59,5% têm renda familiar mensal de só até três
salários mínimos por mês, ou R$ 1.050)
e a constatação de que apenas uma minoria viaja
de avião (8%).”
Dentre os 8% da população que costuma andar
de avião, o percentual dos que aprovam é de
29%, 19 pontos inferior à media nacional. E os que
classificam o governo como ruim ou péssimo chegam
a 30%, o que representa dobro da média nacional (15%).
A avaliação positiva de Lula caiu desde março
deste ano entre os que têm renda familiar mensal acima
de dez salários mínimos. Contudo, entre os
que ganham até cinco mínimos, a aprovação
cresceu dois pontos (dentro da margem de erro da pesquisa).
Entre os que possuem nível superior, o percentual
dos que consideram o governo regular caiu de 42% para 34%.
Por sua vez, o índice dos que classificam o governo
como ruim ou péssimo subiu de 24% para 29%.
O Datafolha ouviu 2.095 pessoas em 211 municípios
do país. (Rodolfo Torres)
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Agência Brasil, 05
de agosto de 2007
Dieese sugere novo período de
valorização do salário mínimo
O governo deveria aguardar o final de vigência da política
de reajuste para o salário mínimo, estabelecida para
o período 2008/2011, e preparar um novo período de
maior valorização, "porque ele ainda não
atende – e não vai atender até 2011 – o
previsto na Constituição”.
A opinião é de Frederico Melo, economista do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
de Minas Gerais e especialista no tema. Em entrevista, ele descartou
a possibilidade de congelamento do valor real do salário mínimo
nos próximos dez anos, em função do aumento real
acumulado desde 1994, estimado em 104,3% até 2007, considerando
uma inflação no ano de 3,3%.
Essa proposta é formulada pelos pesquisadores Fábio Giambiagi
e Samuel Franco, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
em trabalho divulgado na última semana.
Frederico Melo lembrou que a política para o salário mínimo
começou a vigorar neste ano, com mecanismos de reajuste previstos: "Até então,
as negociações eram feitas a cada ano, sem uma regra pré-definida".
E considerou prematuro avaliar o impacto dessa política.
“ Eu acredito que o mais apropriado seria pensar
em construir para um período posterior a 2011 políticas
que garantissem a continuidade da elevação
do salário mínimo, porque na verdade ele
ainda é insuficiente para atender o preceito constitucional
que determina que o seu valor deve fazer frente a todos
os gastos de uma família com alimentação,
saúde, educação, habitação”,
afirmou.
Sobre o estudo de Giambiagi e Franco, disse entender
que os dois teriam praticamente estabelecido uma diferença
entre os miseráveis e os pobres, sugerindo que o
salário mínimo não atinge os miseráveis,
embora admitisse que um segmento da população
não recebe nem mesmo o mínimo. “Mas
isso não pode fazer a gente pensar que quem recebe
o salário mínimo não é pobre,
que é o que parece que eles pensam”, avaliou.
Para o economista do Dieese, ao estabelecer uma “falsa
disputa entre o pobre e o miserável, as conseqüências
de outras políticas do governo que beneficiam os
ricos, como por exemplo a questão das taxas de juros,
acabam esquecidas”.
Procurado, o Instituto de Estudos Socioeconômicos
(Inesc) informou, por meio de sua assessoria de imprensa,
que não poderia repercutir o estudo do Ipea, pois
não estava acompanhando o assunto. Também
o Ministério da Fazenda preferiu não se pronunciar
sobre o artigo dos pesquisadores.
Agência Brasil
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Agência Brasil, 05
de agosto de 2007
Pesquisadores do Ipea sugerem
congelamento do valor real do salário mínimo
a partir de 2012
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Um estudo divulgado nesta semana pelo
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sugere
ao governo o congelamento, por dez anos a partir de 2012,
do valor real do salário mínimo. Nesse ano
terminará a vigência da política de
reajuste do mínimo pelo equivalente ao crescimento
defasado do Produto Interno Bruto (PIB), que é a
soma das riquezas do país.
O estudo, assinado pelos economistas Fábio Giambiagi
e Samuel Franco, conclui que o aumento do mínimo
não é o melhor elemento para combater a pobreza
extrema no país, em razão de algumas variáveis.
E cita que o crescimento acumulado de 94,4% do salário
mínimo desde o Plano Real, em 1994, corrigido pelo Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve como
contrapartida a elevação das despesas previdenciárias
e a redução do rendimento médio real
do trabalhador no mesmo período.
Segundo Giambiagi, esse rendimento começou a se
recuperar recentemente. Se a inflação este
ano for de 3,3%, ele advertiu que o crescimento acumulado
do salário mínimo desde 1994 chegará a
104,3%. Os recursos destinados ao mínimo poderiam,
então, ser direcionados para outras prioridades
do governo, como projetos de infra-estrutura e programas
sociais, entre os quais o Bolsa Família, recomenda. “As
prioridades do governo em 2011 vão determinar o
que é melhor”, acrescentou.
Na avaliação do pesquisador, “quando
se aumenta o salário mínimo, consegue-se
muito pouco hoje para o combate à pobreza – quando
o salário mínimo valia a metade do que vale
hoje, logicamente o impacto era maior”. Giambiagi
afirmou que o salário mínimo acabou sendo, “de
alguma forma”, vítima do próprio sucesso
da política do governo, porque quando ele aumenta
muito, a eficácia para combater a pobreza extrema é bem
reduzida, uma vez que grande parte das pessoas no Brasil
ganha menos que o mínimo.
O congelamento proposto pressupõe que a inflação
se mantenha estável e que “todos os anos haja
um aumento pela inflação, como ocorre no
resto do mundo: os aposentados ganham a inflação,
para acompanhar o custo de vida". O aumento pela inflação,
disse, funcionaria como uma proteção do indivíduo.
Segundo Giambiagi, os aposentados são uma das poucas
categorias protegidas da inflação, “porque
quando há inflação, o seu salário
não é protegido, o meu também não,
mas o dos aposentados, sim".
Ele acrescentou: “Se houver uma desvinculação
entre o piso previdenciário e o salário mínimo,
este poderá aumentar, mas não o piso previdenciário.
Se não houver desvinculação, aí não
seria (aumento) para ninguém”. Mas esclareceu
que em nenhum momento o estudo propõe redução
do salário de quem quer que seja – o que não
elevaria o atual nível de pobreza no país.
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Diário Vermelho,
05 de agosto de 2007
A ''flexisegurança'' nas
relações trabalhistas
Vivemos um tempo em que a estabilidade da economia só é possível à custa
da instabilidade dos trabalhadores, em que a sustentabilidade das políticas
sociais exige a vulnerabilidade crescente dos cidadãos em caso
de acidente, doença ou desemprego. Esta discrepância entre
as necessidades do ''sistema'' e a vida das pessoas nunca foi tão
disfarçada por conceitos que ora desprezam o que os cidadãos
sempre prezaram ou ora prezam o que a grande maioria dos cidadãos
não tem condições de prezar. Entre os primeiros,
cito emprego estável, pensão segura e assistência
médica gratuita.
Por Boaventura de Sousa Santos,*
na revista portuguesa Visão
De repente, o que antes era prezado é agora demonizado:
a estabilidade no emprego torna-se rigidez das relações
laborais; as pensões transformam-se na metáfora
da falência do Estado; o serviço nacional
de saúde deixa de ser um benefício justo
para ser um custo insuportável.
Entre os conceitos agora prezados, menciono o da autonomia
individual. Este conceito, promovido em abstrato para poder
surtir os efeitos desejados pelo ''sistema'', esconde,
de fato, dois contextos muito distintos: os cidadãos
para quem a autonomia individual é uma condição
de florescimento pessoal, a busca incessante de novas realizações
pessoais; e os cidadãos para quem a autonomia individual é um
fardo insuportável, que os deixa totalmente vulneráveis
perante a adversidade do desemprego ou da doença,
e que, em casos extremos, lhes dá opção
de escolher entre os contentores do lixo do bairro rico
ou pedir esmola nas portas do metro.
No domínio das relações laborais
está emergindo uma variante de conceito de autonomia.
Chama-se flexigurança. Trata-se de aplicar entre
nós [em Portugal] um modelo que tem sido adoptado
com êxito num dos países com maior proteção
social da Europa, a Dinamarca.
Em teoria, trata-se de conferir mais flexibilidade às
relações laborais sem pôr em causa
a segurança do emprego e do rendimento dos trabalhadores.
Na prática, vai aumentar a precarização
dos contratos de trabalho num dos países na Europa
onde, na prática, é já mais fácil
despedir.
Não vai haver segurança de rendimentos,
porque, enquanto o Estado providência da Dinamarca é um
dos mais fortes da Europa, o nosso é o mais fraco;
porque o subsídio de desemprego é baixo e
termina antes que o novo emprego surja; porque o caráter
semiperiférico da nossa economia e o pouco investimento
em ciência e tecnologia vai levar a que as mudanças
de emprego sejam, em geral, para piores, não para
melhores, empregos; porque a percentagem dos trabalhadores
portugueses que, apesar de trabalharem, estão abaixo
do nível de pobreza, é já a mais alta
da Europa; porque o fator de maior vulnerabilidade na vida
dos trabalhadores, a doença, está a aumentar
através da política de destruição
do serviço nacional de saúde levada a cabo
pelo Ministro da Saúde; porque os empresários
portugueses sabem que dos acordos de concertação
social só são ''obrigados'' a cumprir as
cláusulas que lhes são favoráveis,
deixando incumpridas todas as restantes com a cumplicidade
do Estado.
Enfim, com a flexigurança que, de fato, é uma
flexinsegurança, os trabalhadores portugueses estarão,
em teoria, muito próximos dos trabalhadores dinamarqueses
e, na prática, muito próximos dos trabalhadores
indianos.
* Sociólogo, professor da Faculdade
de Economia da Universidade de Coimbra, Portugal
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Diário Vermelho,
05 de agosto de 2007
Campanha pela reestatização
da Vale ganha novo fôlego
A Campanha Nacional pela Vale do Rio Doce divulgou o jornal
preparado para informar e orientar as ações referentes
ao plebiscito sobre a privatização da companhia. No material,
encontram-se as informações sobre a empresa e seu processo
de privatização com perguntas e respostas, respaldadas
pela participação de integrantes de organizações
e movimentos sociais.
Algumas dicas abordando temas concernentes ao processo
de votação, de 1° a 7 de setembro,
também estão disponíveis, tais como
as características do local, da urna, dos eleitores,
da cédula, da apuração dos votos
e da apresentação dos resultados.
Segundo a Assembléia Popular Mutirão
por um novo Brasil, responsável pelo jornal, as
perguntas do plebiscito deverão abordar temas
que contribuam para um processo de reflexão, discussão
e construção de um novo projeto para o
Brasil. Os dados das respostas ajudam o leitor a se familiarizar
com o assunto.
As quatro perguntas são: "Em 1997, a Companhia
Vale do Rio Doce – patrimônio construído
pelo povo brasileiro – foi fraudulentamente privatizada,
ação que o governo e o poder judiciário
podem anular. A Vale deve continuar nas mãos do
capital privado?; O governo deve continuar priorizando
o pagamento dos juros da dívida externa e interna,
em vez de investir na melhoria das condições
de vida e trabalho do povo brasileiro?; Você concorda
que a energia elétrica continue sendo explorada
pelo capital privado, com o povo pagando até oito
vezes mais que as grandes empresas?; Você concorda
com uma reforma da previdência que retire direitos
dos trabalhadores/as?".
Na próxima semana, será enviado um modelo
de cédula para a reprodução nos
estados, assim como a lista de votação
e as orientações gerais para a organização
do plebiscito e apuração. Nos dias 22 e
23 de setembro, em Brasília, será realizada
a reunião plenária da coordenação
da Assembléia Popular. Nos dias 24 e 25 de setembro
será feita a entrega dos resultados do plebiscito
pelo Comitê da Campanha da Vale, que vai centralizar
e divulgar o resultado de todas as perguntas do plebiscito,
inclusive as regionais/estaduais.
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Gazeta do Povo, 05 de agosto
de 2007
ECONOMIA | CARREIRA
Desempregado. e agora, o que
fazer?
Busca por nova colocação
pode ser aliada ao investimento em cursos
por HELENA CARNIERI
Quem já perdeu um emprego sabe que a sensação,
muitas vezes, é de perda da própria identidade. Sem o “sobrenome” da
empresa, como se apresentar ao telefone? Normalmente, podem se passar
semanas até que a pessoa se reestruture e “vá à luta”.
Essa talvez seja a hora mais difícil: encarar, dia após
dia, a procura por outra atividade. O que fazer para diminuir a ansiedade
e para aumentar as chances de ser empregado novamente?
Para Andréia Conceição, de 33 anos, a resposta
veio na forma de cursos. Ela ficou desempregada quando a senhora
de quem era cuidadora foi internada em uma clínica. Havia
sido sua primeira experiência profissional, além de
costurar para fora. E como ela gostou do trabalho, decidiu se aperfeiçoar:
entrou para um curso de enfermagem e procurou cursos de capacitação.
O primeiro foi sobre o desenvolvimento de habilidade e competência,
que lhe deu bases para procurar emprego, ética no trabalho
e trabalho em equipe. “Eram coisas que eu nem conhecia. Eu
vivia num mundinho em que tudo era sempre igual”, conta.
O segundo curso foi de informática. “Quero poder
trabalhar em posto de saúde, e todos eles têm computador”,
diz. Agora ela procura emprego na área e faz estágio
em postos 24 horas. Garante que não vai desanimar, com a
ajuda de todas as coisas novas que tem descoberto.
É comum buscar aprimoramento na educação
quando se está “parado”. Mas a consultora Luciana
Serafin, da De Bernt Entschev, faz uma ressalva: é bom analisar
antes o que realmente se quer estudar. “Atualização é importante,
mas não adianta gastar fortunas para se encher de pós-graduações
que não se vai usar.”
Uma idéia recorrente nos casos de quase desespero é abrir
uma empresa. Clodoaldo Lopes do Carmo, da Primazia Consultores,
considera um erro partir para um negócio próprio
por falta de opção. Para ele, o desemprego pode ser
considerado um momento de “desequilíbrio”, quando
se deve evitar a tomada de decisões por impulso.
Com exceção, é claro, dos casos em que a
pessoa tem preparo – como aconteceu com o administrador de
empresas Almir dos Anjos. Ele tinha 36 anos quando se viu fora
da multinacional onde havia trabalhado nos 16 anos anteriores,
desde que entrara na faculdade. Curitibano, ele havia sido transferido
para Porto Alegre, e saiu da empresa por desejar voltar à cidade
natal e crescer na carreira. Só não imaginava que
levaria quatro anos para ser empregado novamente. “Era o
ano de 1995, e o mercado curitibano não estava bom para
o cargo de gerência média em que eu tinha experiência”,
conta.
“Sempre achei que ter muitos anos de casa era uma coisa
boa, mas os head-hunters diziam que isso poderia ser encarado como
acomodação”, lembra. Depois de seis meses de
procura, ele arregaçou as mangas, tomou coragem e foi atrás
do franqueador da cadeia paulistana Big Pastel, que ele conhecera
na capital gaúcha e ainda estava fora de Curitiba. “Eu
era cliente fixo em Porto Alegre, pela qualidade do produto e limpeza
do local”, conta. Antes de abrir a franquia, ele estudou
o mercado de pastéis da cidade. O negócio, movido
pela necessidade, acabou preenchendo uma lacuna na cidade e foi,
segundo ele, um sucesso. “Creio que fomos referência
para outras marcas que vieram depois”, diz. Com motivação
renovada, ele também aproveitou convites que surgiram para
prestar consultoria.
Em 1999, começaram a surgir oportunidades no setor de telecomunicações
e ele acabou vendendo a franquia. Hoje é gerente de uma
conta especial em operadora de telefonia. O período de vacas
magras, para ele, foi um bom aprendizado – que, ainda assim,
rendeu bons frutos.
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Gazeta do Povo, 05 de agosto
de 2007
ECONOMIA | CARREIRA
Deixe sempre a vergonha
de lado
A manutenção da rede de contatos, o
chamado “networking”, é uma verdadeira
máxima da gestão de carreira. O difícil é ligar
para aquele contato que você fez há alguns meses
para assumir: “estou desempregado”. O simples
envio de um e-mail nesta situação pode ser
vergonhoso. “Por isso é essencial cuidar da
rede de relacionamentos enquanto se está trabalhando,
porque na hora em que você sair, serão pessoas
que podem ajudar muito”, sugere a consultora da De
Bernt Entschev, Luciana Serafin. “Muita gente acha
vergonhoso dar a impressão de estar pedindo emprego,
mas é importante conversar com quem está no
mercado porque alguém pode saber de oportunidades
novas. Pense em seu trabalho como um produto que você tem
a oferecer.”
Outro ponto a ser trabalhado para facilitar a procura é “flexibilizar” as
expectativas. Por exemplo, muita gente não vê com
bons olhos a substituição da carteira
assinada por um contrato terceirizado – mas é inegável
a tendência da terceirização de
serviços.
Para Luciana Serafin, quem só procurar vagas
de trabalho com contrato de emprego tradicional pode
perder oportunidades. “Se a pessoa não
se adapta às tendências do mercado, pode
ficar mais tempo desempregada”, avisa.
Para o consultor da Primazia, Clodoaldo do Carmo,
o segredo está em começar a procurar
um plano B antes de sair do emprego atual. Ele sugere
elaborar uma estratégia para momentos de crise
e fazer muitos contatos. “A indicação
ainda é a técnica de recrutamento mais
utilizada”, diz. “Cada contato que você estabeleça é um
momento para deixar uma boa imagem e trocar cartões”,
ensina.
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Gazeta do Povo, 05 de agosto
de 2007
ECONOMIA | INDÚSTRIA
Fiep vive duelo entre
capital e interior
Sindicatos patronais escolhem
novo presidente da federação paranaense no
dia 13
por FERNANDO JASPER
Marcelo Elias/Gazeta do
Povo
Uma espécie de duelo entre capital e interior vai definir quem
será a maior liderança da classe empresarial paranaense
pelos próximos quatro anos. Os votos de 96 sindicatos patronais
decidem, no dia 13, quem ocupará a presidência da Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) até outubro
de 2011. O curitibano Rodrigo da Rocha Loures, candidato à re-eleição
pela chapa Afirmação Empresarial, e o desafiante Álvaro
Luiz Scheffer, empresário ponta-grossense que rompeu com a atual
diretoria da entidade e está à frente da chapa Identidade
Sindical, disputam o direito de administrar um orçamento de
mais de R$ 200 milhões por ano, superior à arrecadação
da grande maioria dos municípios do estado. Mais do que isso,
os dois brigam para ocupar um posto que representa grande visibilidade
e projeção política.
“O que tem caracterizado a Fiep é o fato
de ela ser uma plataforma política para outros vôos,
eventualmente sendo usada por famílias importantes,
e não apenas pelos indivíduos que ocupam
o cargo. O atual presidente, por exemplo, tem um filho
que foi chefe de gabinete do governador Roberto Requião
e se elegeu deputado federal no ano passado”, aponta
o cientista político Ricardo Costa de Oliveira,
professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A campanha ganhou força nas últimas semanas:
Rocha Loures e Scheffer têm percorrido várias
cidades por semana, e já conversaram com quase todos
os eleitores. A seqüência de inaugurações
promovidas pelo atual presidente tem recebido freqüentes
alfinetadas de seu adversário, que diz trabalhar
contra toda a “máquina administrativa” da
federação. Enquanto Rocha Loures diz contar
com a “maioria expressiva” dos votos na semana
que vem, Scheffer assegura que receberá pelo menos
52 votos dos 96 votos.
Rocha Loures dá ênfase ao investimento em
tecnologia e inovação e afirma que pretende
duplicar em quatro anos o tamanho da indústria paranaense,
que hoje emprega 500 mil pessoas. Como credenciais para
continuar no cargo, seu bom relacionamento com diferentes
esferas do Poder Executivo – apesar do estremecimento
de sua relação com Requião, que o
apoiou em 2003 – e sua participação
em órgãos como o Conselho de Desenvolvimento
Econômico e Social (CDES, o “Conselhão”)
da Presidência da República. Rocha Loures
também lista números de sua gestão.
Diz ter investido, nos últimos quatro anos, R$ 71
milhões no Sistema Fiep – que também
reúne Sesi, Senai e IEL –, 15 vezes mais que
os R$ 4 milhões investidos no segundo mandato do
ex-presidente José Carlos Gomes de Carvalho, já falecido.
Vice-presidente da Fiep, Scheffer tem em sua chapa outros
dez diretores da atual gestão, e conta com o apoio
de Requião e do senador Osmar Dias. Diz que Rocha
Loures tornou a federação “personalista”,
afastando os demais diretores dos processos de decisão,
e insiste na necessidade que a federação
seja “olhos e ouvidos”, dando mais voz aos
sindicatos. Embora defenda a necessidade de parceria com
o governo estadual, Scheffer acusa o atual presidente de
ter se omitido em questões importantes, por medo
de discutir assuntos polêmicos com o governador.
O empresário ponta-grossense propõe que Sesi,
Senai e IEL atuem como instrumento de apoio aos sindicatos,
promete acabar com a reeleição na Fiep e
prega o fim da necessidade de que os candidatos à federação
residam em Curitiba.
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Gazeta do Povo, 05 de agosto
de 2007
PARANÁ | FOZ DO IGUAÇU
MPT inaugura ofício
amanhã
O Ministério Público do Trabalho (MPT) abre amanhã o
8.º ofício instalado no interior do estado. A unidade de
Foz do Iguaçu vai atender dez municípios da região
e já recebe 350 investigações sobre condições
de trabalho locais que até então tramitavam na capital.
Além de Foz, há representações em Maringá,
Toledo, Londrina, Cascavel, Umuarama, Guarapuava e Campo Mourão.
O MPT de Foz vai funcionar ao lado da Polícia Federal, na Av.
Paraná.
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O Estado do Paraná,
05 de agosto de 2007
Direito e Justiça
TRT garante pisos salariais
em dissídio coletivo
Redação
Edésio Passos
Em recente decisão, o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR-16022-2005-909-09-00-6
Acórdão n.º 18.800/2007 - DJPR 13/7/2007) reafirmou
decisão anterior em dissídio coletivo de trabalho fixando
piso normativo para a categoria profissional. A juíza relatora
Dra. Rosemarie Diedrichs Pimpão afirma, em seu voto, que “refluindo
do posicionamento anterior no sentido de que a inexistência de
previsão anterior impunha a rejeição da pretensão
alusiva ao estabelecimento do piso salarial, o qual dependeria da livre
negociação coletiva a d. Seção Especializada
deste Regional passou a adotar entendimento diverso, a partir da interpretação
sistemática da Lei 10.192/2001 com os parágrafos 1.º e
2.º do artigo 114 da Constituição Federal, reputando
que, não obstante a revogação expressa do art.1.º,
parágrafo 2.º, da Lei n.º 8.542/92, não se
vislumbra no teor da lei de 2001 dispositivo que proíba ou impeça
a Justiça do Trabalho estabelecer piso salarial, naquelas hipóteses
em que não há piso estipulado em instrumento anterior”.
A Dra. Rosemarie Diedrichs Pimpão resgata em seu posicionamento
sobre a importante questão, anteriores fundamentos expostos
pela também juíza do TRT-PR, Dra. Marlene T. F. Suguimatsu
(no proc. 16023.2004.909.09.00.0, DJPR 1/9/2006), que esclarece: “Passou-se
a questionar se a categoria deverá permanecer eternamente desamparada,
quando a solução não se operar extrajudicialmente.
Esta é a situação que se verifica nos autos. O
suscitante tem buscado conciliar-se com o suscitado, que permanece
em posição, no mínimo, confortável, na
medida em que resiste à conciliação e costuma
ver, ano após ano, o indeferimento da pretensão. Os trabalhadores,
por sua vez, aguardam por igual tempo sem a certeza de que, no futuro
próximo ou distante, o suscitado acene com a possibilidade de
entabular acordo. Enquanto isso não ocorre, a cada dissídio
coletivo a pretensão vem sendo indeferida e passa a um plano
que já se pode reconhecer como utópico, pela rejeição
do suscitado em estabelecer um piso salarial. A situação,
a meu ver, requer atuação mais positiva deste órgão
do Poder Judiciário, considerando os aspectos que seguem”.
E na complementação de seu voto, a juíza relatora
examina todos os aspectos constitucionais e legais da matéria,
inclusive jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho.
Tratando-se de questão jurídica e social fundamental
nas relações capital e trabalho e, especialmente, diante
da realidade do avanço das categorias profissionais que necessitam
melhores condições salariais, garantidas por valores
básicos, as decisões do TRT-PR se ajustam não
apenas à interpretação do texto legal mas à efetiva
distribuição de justiça social.
Outros pontos da decisão normativa
Na mesma decisão normativa (Acórdão n.º 18.800/2007
-DJPR 13/7/2007), O TRT decidiu sobre outros pontos relevantes, a saber
(1) garantir vigência de 24 meses às cláusulas
sociais e 12 meses às econômicas (2) a correção
salarial integral do IPNC/IBGE (3) O pai que adotar criança
até a idade de 7 anos tem direito a cinco dias de licença-paternidade
(4) Determina-se a instalação de local destinado à guarda
de crianças em idade de amamentação, quando existentes
na empresa mais de 30 mulheres maiores de 16 anos, facultado o convênio
com creches (5) O empregado admitido para a função de
outro, terá direito a igual salário ao do empregado dispensado,
não consideradas as vantagens pessoais (TRT-PR-DC 0015-2003
(6) Aos empregados serão entregues cópias de todos os
documentos por eles assinados e, se requeridos por escrito, não
forem entregues no prazo de 05 (cinco) dias, presumir-se-á que
foram assinados em branco, não tendo, conseqüentemente,
valor legal (7) Quando o serviço for contratado por produção,
a remuneração não poderá ser inferior à diária
correspondente ao salário normativo (8) Se o pagamento do salário
for feito em cheque, a empresa dará ao empregado o tempo necessário
para descontá-lo, no mesmo dia (9) Proíbe-se o desconto
no salário do empregado dos valores de cheques não compensados
ou sem fundos, salvo se não cumprir as resoluções
da empresa (10) Não se permite o desconto salarial por quebra
de material, salvo nas hipóteses de dolo ou recusa de apresentação
dos objetos danificados, ou ainda, havendo previsão contratual,
de culpa comprovada do empregado
Horas extras com 100% de adicional
(11) Retornou o E. TRT a antigas decisões daquela Corte e do
TST, ao acrescer percentuais superiores a 50% no que se refere ao pagamento
das horas extras trabalhadas. Eis a ementa da cláusula: “As
horas extraordinárias serão remuneradas com adicional
de 100% (cem por cento). O trabalho em domingos e feriados sem folga
compensatória terá acréscimo de 200% (duzentos
por cento)”. Seguem outras cláusulas normativas: (12)
Assegura-se o repouso remunerado ao empregado que chegar atrasado,
quando permitido seu ingresso pelo empregador, compensando o atraso
no final da jornada de trabalho ou da semana (13) No caso de trabalho
em dias de chuva, em que o empregado estiver em áreas externas,
sem proteção, ser-lhe-ão fornecidos equipamentos
de proteção impermeáveis, sem ônus para
o trabalhador (14) Estabelece-se a multa de 10% (dez por cento) sobre
o saldo salarial, na hipótese de atraso no pagamento de salário,
até 20 (vinte) dias, e de 5% (cinco por cento) por dia no período
subseqüente (15) Concede-se licença não remunerada
nos dias de prova ao empregado estudante, desde que avisado o patrão
com 72 horas de antecedência e mediante comprovação
(16) O empregado com menos de 01 (um) ano de serviço que rescindir
seu contrato de trabalho, fará jus a férias proporcionais
de 1-12 (um doze avos) para cada mês ou fração
igual ou superior a 14 (quatorze) dias. As férias serão
pagas com acréscimo de 1-3 (um terço), independentemente
se forem gozadas ou indenizadas, inclusive as proporcionais (17) O
empregado despedido será informado, por escrito, dos motivos
da dispensa (18) O empregador é obrigado a fornecer atestados
de afastamento e salários ao empregado demitido (19) Pagamento
ou fornecimento aos empregados, de medicamentos prescritos pelo médico
responsável, nos casos de acidente de trabalho ou doenças
profissionais (20) Obriga-se o empregador a transportar o empregado,
com urgência, para local apropriado, em caso de acidente, mal
súbito ou parto, desde que ocorram no horário de trabalho
ou em conseqüência deste (21) Institui-se a obrigação
do seguro de vida, em favor do empregado e seus dependentes previdenciários,
para garantir a indenização nos casos de morte ou invalidez
permanente, decorrentes de assalto, consumado ou não, desde
que o empregado se encontre no exercício das suas funções
Outras cláusulas
(22) A empresa arcará com os ônus decorrentes do funeral
de seus empregados, falecidos em virtude de acidente de trabalho, até o
limite do valor correspondente a 5 (cinco) salários, desde que
a morte seja em serviço (23) Os empregados serão reembolsados,
quando em viagem a serviço fora de seu domicílio ou da
sede da empresa e que implique necessidade de refeição
e pernoite, das despesas devidas com alimentação e estada,
em níveis adequados (24) As empresas assegurarão assistência
jurídica gratuita, se necessária, aos seus empregados
que forem indiciados em inquérito criminais ou responderem ação
penal, por ato praticado no desempenho das funções na
defesa do patrimônio do empregador, até o final do processo
(25) A empresa descontará mensalmente dos empregados associados
ao sindicato profissional, conforme a base territorial respectiva,
a contribuição estabelecida pela assembléia-geral. À empresa
caberá repassar ao sindicato profissional o valor descontado,
até o 5º. (quinto) dia subseqüente ao mês de
referência, sob pena de pagamento de multa equivalente a 50%
(cinqüenta por cento) do valor devido, juntamente com a relação
nominal dos associados (26) As empresas encaminharão à entidade
profissional cópia das guias de contribuição sindical
e assistencial, com a relação nominal dos respectivos
salários, no prazo máximo de 30 dias após o desconto
(27) Assegura-se o acesso dos dirigentes sindicais às empresas,
nos intervalos destinados a alimentação e descanso, para
desempenho de suas funções, vedada a divulgação
de matéria político-partidária ou ofensiva (28)
Defere-se a afixação, na empresa, de quadro de avisos
do sindicato, para comunicados de interesse dos empregados, vedados
os de conteúdo político-partidário ou ofensivo
(29). Assegura-se a freqüência livre dos dirigentes sindicais
para participarem de assembléias e reuniões sindicais
devidamente convocadas e comprovadas.
Amianto e proibição legal: A
Lei n.º 12.684, de 26 de julho de 2007, oriunda do projeto de
lei n.º 384/2007, do deputado Marcos Martins, do PT, foi sancionada
pelo governador José Serra, e “proíbe o uso, no
Estado de São Paulo, de produtos, materiais ou artefatos que
contenham quaisquer tipos de amianto ou asbesto ou outros minerais
que, acidentalmente, tenham fibras de amianto em sua composição”.
A legislação estadual aprovada é taxativa na proibição
imediata “em relação aos produtos, materiais ou
artefatos destinados à utilização por crianças
ou adolescentes, tais como brinquedos e artigos escolares, e ao uso
doméstico, tais como eletrodomésticos, tecidos, luvas,
aventais e artigos para passar roupa” (vide íntegra da
lei e comentários no site www.migalhas.com.br)
Jurisprudência: “Recurso
de Embargos. Mãe adotante. Licença-maternidade. Art.227,
parág. 6.º da Constituição da República.
Lei n.º 10.421/2002. Art.392-A da CLT. Concessão. 1.A norma
constitucional que garante igualdade entre filhos por adoção
e filhos biológicos, não depende de complementação
normativa. Assim, a ausência de norma específica concessiva
de licença-maternidade à mãe adotante no âmbito
da relação de emprego, anteriormente à Lei n.º 10.421/2002,
que acrescentou o Art.392-A à CLT, não pode justificar
tratamento distinto daquele dispensado à mãe biológica. “O
silêncio do legislador apenas evidencia menor desenvolvimento
da ciência jurídica. Não inibe, de nenhuma maneira,
a afirmação da existência de direitos” (Estevão
Mallet). 2. O art.227, caput, da Constituição da República
foi a fonte inspiradora de todos os projetos de lei tendentes a reconhecer à mãe
adotante o direito à licença-maternidade. Inserindo-se
o citado artigo no Título da Ordem Social, não pode a
Constituição da República promover a exclusão
social, quando tem por fim maior exatamente o inverso: a inclusão
social”. Recurso de Embargos de que se conhece e a que se dá provimento” (eis
a ementa do voto do ministro João Batista Brito Pereira no processo
TST - E-ED-RR 232/2000-007-15.00.9).
Sindicais: Dia 13 de agosto será a
posse da nova diretoria da Federação dos Trabalhadores
em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná, tendo
sido reeleito presidente Epitácio Antônio dos Santos ***
O suplemente da revista O Trabalho, do Decisório Trabalhista,
edição de julho/2007, publica o excelente texto do advogado
e ex-juiz do trabalho do TRT-SP José Carlos Arouca sobre “Legislação
sindical: Passado, presente e futuro” *** Os bancários
reivindicam reajuste de 10,3%, índice da inflação
mais aumento de 5,5%, com piso salarial de R$ 1.628,24 e a ampliação
da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Data-base
de 1 de setembro.
Mutirão no TST - O presidente
do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Rider Nogueira de Brito,
autorizou a realização de um mutirão entre servidores
do tribunal, para auxiliar os ministros no exame de Recursos de Revista,
Agravos de Instrumento em Recurso de Revista e embargos. O mutirão
será feito no período de agosto a dezembro deste ano.
A necessidade de serviço surgiu com o fim da convocação
de 12 juízes de diversos Tribunais Regionais, no dia 29 de junho último.
Segundo o presidente do TST, o objetivo é manter a produtividade
do Tribunal. O Ato GDGCJ. GP 267/2007 que autoriza a realização
do serviço tomou por base o artigo 5.º, LXXVIII, da Constituição
Federal, que assegura às partes o direito à razoável
duração do processo e aos meios que garantam a celeridade
de sua tramitação.Existem atualmente cerca de 74 mil
processos remanescentes dos juízes convocados que aguardam solução
no TST (Consultor jurídico).
Argentina: “A segunda fronteira
do governo Kirchner se refere ao extenso mundo do “precariado”.
Num contexto marcado por oscilações das políticas
trabalhistas, pelo forte crescimento econômico e pela timidez
das estratégias redistributivas, a dinâmica da precarização
se aprofundou, afetando desde os trabalhadores industriais até os
dos “novos serviços”, e apresentando, no extremo,
a expansão do chamado “trabalho escravo” na indústria
têxtil, que se alimenta da mão-de-obra dos países
limítrofes (Bolívia). Assim, os dados indicam que o trabalho
sem carteira assinada aumentou alcançando os 44,3%, enquanto
o “custo do trabalho” baixou em 30% em comparação
a 2001” (“As fronteiras do governo Kirchner”, Maristela
Svampa, in Brasil de Fato, edição de 19-27/7/2007).
“Acta est fabula”- “Acabou-se a peça”,
do teatro romano, anunciando o final da peça. Do imperador Augusto,
na hora de sua morte (Latinório, Migalhas).
Edésio Passos é advogado.
edesiopassos@terra.com.br
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Folha de São Paulo,
05 de agosto de 2007
Fundo do FGTS para PAC terá teto
e só sai em 2008
Limite deve ser de 30% para aplicação
em cada setor definido no programa
FI-FGTS prevê investimento de
até R$ 17 bi do fundo dos trabalhadores em obras
de saneamento, rodovias, portos, ferrovias, hidrovias e
energia
JULIANNA SOFIA
LEANDRA PERES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Sem previsão de entrar em funcionamento antes do
final do ano, o Fundo de Investimento do FGTS (Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço) terá um teto
de 30% para aplicação em cada setor da infra-estrutura
definido pelo PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento), além do limite de aplicação
em cada projeto individualmente. A Folha apurou que a regra
constará de regulamento do Conselho Curador do FGTS.
Considerado uma das principais medidas do PAC, o FI-FGTS prevê o
investimento de até R$ 17 bilhões do fundo dos trabalhadores
em obras nos setores de saneamento, rodovias, ferrovias, hidrovias,
energia e portos. O limite por área busca evitar que o FGTS
concentre investimentos em um determinado setor, deixando outros descobertos.
" Se o percentual estivesse na lei, seria mais difícil fazer eventuais
ajustes no teto. Estando numa norma infralegal, dá mais flexibilidade",
diz Paulo Furtado, secretário-executivo do Conselho Curador do FGTS.
Segundo ele, esses ajustes podem ser necessários caso um determinado
setor alcance o teto de 30% e ainda apresente demanda por mais recursos,
enquanto em outras áreas exista sobra de dinheiro.
Por resolução, o conselho já abriu a possibilidade
de as obras em infra-estrutura financiadas pelo fundo incluírem
não só a construção mas reformas e ampliação.
Também definiu que o FI-FGTS só poderá bancar
30% de cada projeto, devendo outros 30%, pelo menos, virem obrigatoriamente
da iniciativa privada. O restante do investimento, afirma Furtado,
poderia sair de fundos de pensão de estatais, bancos oficiais
ou das PPPs (Parcerias Público-Privadas).
O regulamento a ser definido pelo Conselho Curador do FGTS está em
fase adiantada de elaboração, apesar de depender de uma
norma ainda em estudo na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Emaranhado
É justamente o emaranhado de resoluções e normativos em
torno do FI-FGTS que vem atrasando o início de seu funcionamento. Segundo
a Folha apurou, o governo já conta com a possibilidade de ver o PAC completar
um ano sem que nenhuma obra com recurso do fundo de investimento esteja na rua.
Nos prognósticos mais otimistas, o FI-FGTS entrará em funcionamento
no final do ano, mas os primeiros projetos só teriam condições
de sair do papel em 2008. Em 22 de janeiro, o PAC completará um ano.
" Os investimentos em infra-estrutura no país já estão
atrasados em 10 ou 15 anos. Nesse contexto, tudo o que diz respeito ao setor é para
ontem. O ideal é que o fundo já estivesse em funcionamento, mas
isso não reduz seu impacto no futuro", diz o vice-presidente-executivo
da Abdib (associação que reúne a indústria de base),
Ralph Lima Terra.
Lentidão
A medida provisória 349, que criou o Fundo de Investimento do
FGTS, levou cinco meses para ser aprovada e só foi convertida
em lei no final de junho. No início do mês passado, o
Conselho Curador do FGTS baixou uma primeira resolução
com as diretrizes gerais para o FI-FGTS. Agora, o assunto precisa ser
normatizado pela CVM.
" A lei que criou o fundo exige que a CVM faça uma regulamentação
específica. Não há atualmente nenhuma instrução
em vigor que possa ser aplicada ao fundo do FGTS. Teremos que fazer algo novo",
disse a superintendente de Desenvolvimento de Mercado, Aline de Menezes Santos.
Quando o processo de consulta interno sobre a regulamentação
começar, serão ouvidos vários departamentos da
própria CVM e a norma ainda precisará ser aprovada pela
diretoria colegiada. Depois disso, a regulamentação entrará em
consulta pública por um prazo de 30 dias. Encerrada essa fase,
será preciso uma nova análise para saber o que será incorporado à legislação.
Só depois será publicada a versão final.
Então será a vez de o conselho curador aprovar o regulamento
que "esmiuçará" todos os aspectos para a operacionalização
do fundo.
Com essas regras definidas, a Caixa Econômica Federal-administradora
do fundo- precisará definir procedimentos internos para o funcionamento.
A partir daí, os projetos de investimento ainda terão
de ser analisados para, só então, os recursos serem liberados,
e as obras, iniciadas.
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Folha de São Paulo,
05 de agosto de 2007
EXTERIOR EM FOCO
Países incentivam
imigração de trabalhador qualificado
Canadá e Austrália são exemplos de locais que selecionam
estrangeiros
SILAS MARTÍ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Trabalhar fora do país é o sonho
não apenas de quem tenta escapar do desemprego
via aeroporto. Profissionais qualificados, diplomados
e com experiência em suas áreas também
estão rumando ao exterior -a convite dos
anfitriões. Os governos de países
como a Austrália, o Reino Unido, a Nova
Zelândia e o Canadá abriram processos
seletivos para recrutar profissionais em falta
por lá.
Ao mesmo tempo, empresas da Holanda, da Itália, de Angola e
da África do Sul estão de olho em brasileiros para suprir
o déficit de pessoal qualificado. A Folha selecionou territórios
onde especialistas brasileiros podem ser bem recebidos. Andréa
Cabañas, 35, é um exemplo. Depois de fazer quatro vezes
uma prova de inglês e passar por outros exames, a relações-públicas
conseguiu um visto de trabalho e está de malas prontas para
a Austrália.
O marido, Augusto, que é dentista, vai junto. "Queremos
ter filhos num lugar com segurança e boa escola pública",
diz. O perfil do casal, jovem e sem filhos, está entre os mais
desejados pelos países que tentam rejuvenescer a população.
A possibilidade de ter filhos vale mais pontos na classificação
dos governos estrangeiros, que usam um sistema numérico para
decidir quem terá o visto.
O engenheiro de minas Ricardo Grandi, 26, descobriu que poderia ganhar
dinheiro na África. Aproveitando que poucos se formam nessa área,
ele prolongou em dois anos o estágio em uma mineradora de ouro
em Gana e na África do Sul.
Com o aumento do preço dos metais, está em alta a demanda
por profissionais como ele. De volta ao Brasil para terminar a faculdade,
Grandi diz estar se preparando para voltar em breve. "Um recém-formado
vai ganhar aqui, com sorte, R$ 4.000. No exterior, o valor sobe para
US$ 5.000", explica.
A lista de problemas a enfrentar, no entanto, também é grande.
Entre eles, o choque cultural e o custo de vida local -que pode diluir
o alto salário.
Rodrigo Ramalho, 24, já é um veterano do setor aéreo.
Passou por Vasp e American Airlines e agora vai viver em Doha, onde
será comissário de bordo da Qatar Airways. "Estou
muito animado. Há funcionários de mais de 80 nacionalidades."
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DEPACOM, 05 de agosto de 2007
SITICOM de Gramado/RS completa 25 anos
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Gramado, presidido pelo companheiro CLÁUDIO
REMY MUCK, completa no próximo dia 09 de outubro, 25 anos
de fundação.
Em comemoração a esta data, no informativo deste mês,
o SITICOM traz os principais benefícios disponibilizados a
seus associados.
O DEPACOM parabeniza o companheiro Cláudio Remy Muck e sua
diretoria pelo importante trabalho desenvolvido junto aos trabalhadores
da Construção e do Mobiliário de Gramado/RS.
Confira íntegra
do informativo:
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DEPACOM, 06 de agosto de 2007
Posse dos Marceneiros do Espírito
Santo
Tomou posse para o mandato 2007/2011, a nova diretoria do Sindicato
dos Oficiais Marceneiros e Trabalhadores nas Indústrias Moveleiras
do Estado do Espírito Santo, presidido pelo companheiro LAURO
QUEIROZ RABELO.
O DEPACOM parabeniza o companheiro Lauro e sua diretoria e deseja
sucesso para o novo mandato.
Confira a palavra do presidente:
Confira também a Tribuna
do Marceneiro e Informativo especial sobre
o 3º Encontro
das Mulheres.
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