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Agência Câmara,
9 de agosto de 2007
Minas e Energia tira ICMS de tarifa
de baixa renda
A Comissão de Minas e Energia
aprovou hoje o parecer do deputado Vitor Penido (DEM-MG) ao Projeto
de Lei Complementar (PLP) 182/04, que exclui da base de cálculo
do ICMS o montante da parcela do consumo de energia elétrica
de pessoas de baixa renda. Esse consumo é custeado com recursos
da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), o programa de
tarifa social. A mudança é para garantir a subvenção
dessa tarifa cobrada dos consumidores integrantes da Subclasse Residencial
Baixa Renda.
A proposta, de autoria do deputado
José Carlos Aleluia (DEM-BA), tinha parecer pela rejeição
do relator original, deputado Julião Amin (PDT-MA), mas o parecer
foi derrotado, sendo mantido como voto em separado.
"O impacto do tributo no
custo da energia elétrica para o consumidor de baixa renda é de
no mínimo 14%", justificou Penido. A cobrança de tributo
foi determinada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária
(Confaz). "Atento à realidade social e ao prejuízo
que tal medida causaria aos consumidores de baixa renda, o autor do projeto
tenta, por meio desta proposição, resguardar a população
carente deste País", defendeu o parlamentar.
Prejuízo indireto
O relator original opinou que
a retirada da cobrança de ICMS traria prejuízo indireto
ao consumidor de baixa renda, porque o Estado ficaria privado desses
recursos para investimentos sociais e econômicos. Penido acredita,
no entanto, que além do benefício para uma população
que já sofre para sobreviver em detrimento do Estado, o governo
federal "normalmente não partilha os tributos equanimemente
com os entes federados, estados e municípios, que estão
mais perto da população e prestam serviços essenciais,
como saúde, educação e proteção dos
hipossuficientes à energia em seus lares".
Tramitação
A matéria, que tramita
em regime de prioridade e será votada pelo Plenário,
será analisada ainda pelas comissões de Finanças
e Tributação, que deverá se manifestar também
quanto ao mérito, e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
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UOL ECONOMIA, 09 de agosto
de 2007
Sindicatos perdem 18% de filiados e
Brasil fica em último em lista
Da Redação
Em São Paulo
A década de 90 foi ruim
para os sindicatos no Brasil. A taxa de sindicalização
caiu quase 18% entre 1992 e 2002, a maior queda entre 12 países
analisados, aponta estudo inédito coordenado pelo economista e
professor Marcio Pochmann, a pedido do Sindeepres (Sindicato dos Empregados
em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros).
As conclusões foram elaboradas
a partir de dados da Organiação Internacional do Trabalho
(OIT).
Somente no período de
uma década que separou os anos de 1992 e 2002, a taxa de sindicalização
no país caiu quase 17,8%, seguida do Japão (-14,6%) e da
Coréia do Sul (-9,6%).
No sentido inverso, Cingapura foi o país
que registrou a maior elevação na taxa de sindicalização
(77%), seguida de China (29,8%) e Turquia (20,8%). A Dinamarca teve
variação zero e não aparece no gráfico
abaixo.

O levantamento conclui que a "adoção
de políticas neoliberais" provocou a incidência de
medidas contra o trabalhador e "mais favoráveis à estabilização
monetária e à liberalização e flexibilização
do trabalho, como tentativa de socializar os riscos de produção
e estimular tanto o investimento privado e como o controle das finanças
públicas".
O estudo, mostra, no entanto,
que as mulheres e os trabalhadores em serviços estão
ajudando a recuperar o fôlego sindical. "Apesar disso [da
queda nos anos 90], no Brasil tem-se assistido, desde o final da segunda
metade da década de 1990, uma leve e parcial recuperação
na taxa geral de sindicalização, cada vez mais estimulada
pela maior adesão dos ocupados do sexo feminino, do meio rural
e do setor terciário urbano."
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UOL ECONOMIA, 09 de agosto
de 2007
Sindicalização de terceirizados
sobe 34 vezes em 10 anos
Da Redação
Em São Paulo
Em uma década, entre 1995
e 2005, a taxa de trabalhadores terceirizados do Estado de São
Paulo filiados a sindicatos subiu quase 34 vezes, indo de 0,7% para 27%
da categoria.
É um resultado bem melhor
do que o dos sindicatos como um todo. No mesmo período, a taxa
de sindicalização dos trabalhadores em geral no Brasil
aumentou apenas 13,5%. No Estado de São Paulo, o número
foi ainda menor, com crescimento de 6,1%.

Os dados constam de estudo inédito
que avaliou a trajetória da sindicalização no Brasil
de 1900 à década de 2000 e também faz um comparativo
(1992 a 2002) sobre a variação na taxa de sindicalização
em países como China, Japão e Estados Unidos.
O levantamento, coordenado pelo
economista e professor Marcio Pochmann, foi encomendado pelo Sindeepres
(Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços
a Terceiros no Estado de São Paulo).
De acordo com o estudo, a taxa
de 27% de sindicalização dos terceirizados no Estado de
São Paulo (27%) atingiu, em 2005, quase o mesmo patamar verificado
entre os empregados formais do setor privado em todo o país (28,4%),
embora ainda esteja abaixo da taxa de sindicalização registrada
entre os trabalhadores do setor público (40,9%).
O documento estima que
ainda haja quase 310 mil trabalhadores a serem atraídos para
o sindicato.
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JORNAL LE MONDE / FRANÇA,
09 de agosto de 2007
Análise: Uma globalização
feliz, porém conturbada
Pierre-Antoine Delhommais
Aquilo era bom demais para poder
durar. Depois de vários anos de um crescimento sem precedente,
do qual se beneficiaram tanto os países mais ricos quanto as nações
mais pobres, a economia mundial, que até então vinha sendo
favorecida por um ciclo virtuoso, o qual muitos pensavam que ele nunca
mais acabaria, encontra-se brutalmente ameaçada pela crise imobiliária
americana.
Contudo, os especialistas haviam
manifestado esperanças, e até mesmo arriscado previsões,
de que esta última permaneceria restrita aos Estados Unidos, que
ela provocaria prejuízos apenas em pequenas instituições
especializadas, que seriam castigadas por terem assumido riscos inconsiderados
ao concederem empréstimos a pessoas no limite da insolvência.
Mas o fato é que a crise atinge agora bancos importantes e prestigiosos,
americanos, mas também asiáticos e europeus.
Na Alemanha, o ministro das finanças
Peer Steinbrück foi obrigado a interromper as suas férias
para montar rapidamente uma operação de salvamento de um
banco em situação difícil, o IKB. A derrocada deste último
foi qualificada de "mais grave crise bancária desde 1931" pelo
diretor da instituição do governo que regulamenta o setor
financeiro na Alemanha. Diante destas notícias preocupantes, os
investidores estão ficando assustados, o que provoca aumentos
das taxas de juros e causa abalos nas Bolsas. Além disso, é o
sistema financeiro internacional como um todo que está desestabilizado
e, junto com ele, a economia mundial.
Contudo, esta última estava
indo tão bem. No final de junho, o diretor geral do Banco de Compensações
Internacionais (BIS), Malcolm Knight, estava falando até mesmo
numa "idade de ouro". Dopada pela decolagem das quatro economias
dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China), países
que cada vez menos podem ser considerados como emergentes, o crescimento
econômico mundial registrou um avanço de 5,4% em 2006. O
planeta não havia conhecido um aumento tão rápido
da sua riqueza desde os anos 1960. Acima de tudo, nunca esta riqueza
havia sido redistribuída de maneira tão eqüitativa.
Até mesmo a África, que foi a grande preterida e esquecida
econômica das duas últimas décadas, viu o seu PIB
progredir em 5,5% em 2006.
Que me perdoem os detratores
da globalização, este crescimento excepcional permite uma
diminuição espetacular da pobreza no mundo: 985 milhões
de pessoas viviam com menos de US$ 1 por dia em 2004, contra 1,25 bilhão
em 1990.
De uma maneira tão inédita
quanto, este forte crescimento não foi acompanhado por nenhum
surto de inflação, apesar da explosão das cotações
das matérias-primas. Este "bom comportamento" dos preços
desponta, também neste caso, como uma conseqüência
benéfica da globalização, uma vez que a concorrência
desenfreada à qual se dedicam as empresas, as impede de aumentar
o preço dos seus produtos.
No que vem a ser mais um elemento
novo introduzido por esta fase de bonança, os desequilíbrios
comerciais gigantescos são absorvidos sem dificuldades - em particular
sem nenhuma crise de câmbio -, uma vez que os excedentes de determinados
países acabam financiando os déficits de outros: para comprar
camisetas "made in China", os americanos cavam buracos que
Pequim se apressa a tapar adquirindo maciçamente empréstimos
do Tesouro dos Estados Unidos.
Chegamos agora ao último
aspecto deste panorama dos sonhos: apesar da concorrência dos países
emergentes e dos movimentos de migração de empresas industriais
de países ricos para regiões onde os encargos trabalhistas
são menores, o desemprego foi reduzido para taxas historicamente
baixas nos países industrializados (4,6% nos Estados Unidos, 3,7%
no Japão, 6,9% na zona do euro). São níveis que
desmentem a idéia segundo a qual a globalização é a
inimiga dos nossos empregos, e de que os chineses e os indianos estariam
nos roubando o nosso trabalho.
"Os episódios especulativos
nunca terminam em final feliz"
Após ter evocado a idade de ouro da economia mundial, o diretor do BIS
explicava em junho que a excelência da conjuntura econômica é "tão
insólita" que é preciso se perguntar se ela é mesmo "perene".
Aquela era uma dúvida premonitória.
Isso porque, se a globalização é feliz,
ela é também conturbada, repleta de colisões e de
ondas de choque. Basta que o ânimo das famílias americanas
arrefeça porque o valor da sua moradia anda diminuindo, e logo
eles consumirão menos. Neste caso, as exportações
chinesas diminuirão, Pequim comprará menos empréstimos
de Estado americanos, as taxas de juros sofrerão uma disparada
nos Estados Unidos, o dólar afundará, o euro levantará vôo,
o que estrangulará as exportações européias.
No final, todo mundo sofrerá. O emaranhado dos intercâmbios
comerciais, das participações capitalistas e dos interesses
financeiros tem uma conseqüência: da mesma maneira que é líquido
e certo o fato que o crescimento de alguns faz a prosperidade dos outros,
a crise econômica que pode vir a atingir alguns países resulta
quase que fatalmente em fortes turbulências em outros.
A globalização é repleta
de colisões uma vez que ela está repleta de bolhas especulativas.
A crescente primazia do mundo financeiro dentro da economia favorece
o seu aparecimento (os ativos financeiros representam US$ 160 trilhões
(mais de R$ 300 trilhões), ou seja, três vezes o PIB do
planeta). Esta mesma tendência é consolidada pela tolerância
excessiva dos bancos centrais, que sempre se mostram muito duros nas
suas palavras, porém muito generosos nas suas atitudes de fato,
o que autoriza os especuladores a se dedicarem ao seu esporte predileto
sem serem incomodados.
Depois dos bulbos de tulipa na
Holanda no século 17 ou do crash de 1929, chegou a vez da crise
americana dos "subprime mortgage" (hipotéca de risco),
do qual não se pode prever hoje qual será o impacto.
Não faltam aqueles que
já sonham com uma grande crepúsculo financeiro que viria
questionar uma liberalização econômica, que eles
julgam desenfreada, e a onipotência dos mercados, que eles consideram
antidemocráticos. Ao passo que outros afirmam, pelo contrário,
que a economia mundial demonstrou recentemente a sua resiliência,
ou seja, a sua capacidade de corrigir os seus excessos e de superar os
choques. Os países da Ásia vêm registrando atualmente
desempenhos econômicos excepcionais, dez anos depois da crise financeira
que os deixara na lona. O gigantesco crash dos valores tecnológicos
de 2000 hoje não passa mais de uma recordação remota.
"O que nós
sabemos com toda certeza", explicava o economista americano John
Kenneth Galbraith, "é que os episódios especulativos
nunca terminam com um final feliz. É sábio prever o pior,
mesmo que ele seja, segundo afirma a maioria das pessoas, pouco provável".
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ESTADÃO.COM
/ SÃO PAULO, 09 de agosto de 2007 | Economia
Aprovada lei que devolve ICMS a consumidor
em SP
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - A Assembléia Legislativa aprovou ontem projeto de lei
do governador José Serra que cria o Programa de Estímulo à Cidadania
Fiscal do Estado de São Paulo. O objetivo é incentivar o consumidor
a exigir dos fornecedores de mercadorias, bens e serviços de transporte
interestadual e intermunicipal o cupom ou nota fiscal tradicional ou a nova nota
fiscal on line.
As pessoas terão um bom motivo para aderir à iniciativa porque
30% do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)
recolhido pelo estabelecimento serão devolvidos ao consumidores que exigirem
o cupom no ato de aquisição da mercadoria ou do serviço.
O próprio consumidor poderá escolher a forma que deseja receber
esses créditos - em depósito na conta corrente, para abater o valor
da fatura do cartão de crédito, para pagar o IPVA (Imposto Sobre
Serviços de Veículos Automotores) ou transferir o valor para terceiros.
Pelo projeto de lei, no ato da compra, o consumidor deverá informar o
CPF ou o CNPJ e a empresa deve entregar ao cliente o cupom ou a nota fiscal tradicional
ou emitir a nota fiscal on line diretamente no site da Secretaria Estadual da
Fazenda. No primeiro caso (cupom e nota fiscal tradicional), a empresa tem um
prazo de 10 dias para encaminhar à Fazenda o arquivo do texto correspondente.
Caso não cumpra a determinação, fica sujeita a multa de
R$ 500 por documento não registrado no sistema.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
09 de agosto de 2007
1,1 milhão de empresas estão
barradas no Supersimples
Luciano Máximo
A sete dias do fim do prazo
para optar pelo Simples Nacional, conhecido como Supersimples, aproximadamente
1,1 milhão de micro e pequenas empresas apresentam pendências
fiscais, que impedem a migração ao sistema tributário
que vai unificar impostos federal, estaduais e municipais.
Cerca de 65% dos mais de 1,6
milhões de empreendimentos de todo o país já cadastrados
terão que rever suas contas se quiserem tomar parte no Supersimples.
Sem contar os débitos de ICMS (Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços) com os estados, o volume da dívida
dos micro e pequenos negócios soma R$ 26 bilhões, de
acordo com a Associação Comercial e Empresarial do Brasil.
A Lei Geral da Micro e Pequena
Empresa, que regula o novo modelo, obriga empresários a quitar
todos os débitos pendentes antes de fazer a adesão, um
dos motivos que levaram a Receita Federal a prorrogar a data de opção
para o próximo dia 15.
O secretário-executivo
do CGSN (Comitê Gestor do Simples Nacional), Silas Santiago,
explica que é responsabilidade da Procuradoria Geral da Fazenda
Nacional regularizar as pendências fiscais dos cadastros do Supersimples.
“Estados e municípios
têm até o próximo dia 24 para enviar informações
sobre problemas no cadastro. No caso de pendências com tributos
federais, caberá à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional
organizar as contas até 31 de outubro deste ano”, justificou
Santiago.
O governo federal espera incluir
mais de três milhões de micro e pequenas empresas no Supersimples
até a próxima quarta-feira (15). Além dos 1,33
milhões de empreendimentos que migraram automaticamente a partir
do Simples Federal e das 1,6 milhões de empresas que fizeram
a opção até agora, Silas Santiago afirma que o
ritmo de adesões na última semana será residual
-cerca de 35 mil empresas foram cadastradas na primeira semana deste
mês.
Planejamento
De acordo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário),
cerca de 38% das micro e pequenas empresas do setor de serviços não
terão vantagens com a migração para o SuperSimples. Estudo
do IBPT mostra que 280 mil dos 730 mil prestadores de serviços enquadrados
no antigo sistema deverão ter a carga de impostos elevada. Parte desta
distorção foi corrigida na noite da última terça-feira,
no Congresso Nacional, com a aprovação do Projeto de Lei Complementar
43.
As emendas do PLC passam empresas
dos Anexos IV e V, mais onerosos e com cobrança à parte
do INSS sobre a folha de pagamento, para o Anexo III, com alíquotas
tributárias mais baixas. Salões de beleza, pousadas,
hotéis, gráficas, sorveterias, entre outros negócios,
foram beneficiados. Porém, empreendimentos com folha salarial
inferior a 40% do faturamento terão aumento da carga tributária.
“Com isso, o governo
quer evitar perdas com o INSS, terceirizações e contratações
irregulares”, explica Paulo Melchor, consultor jurídico
do Sebrae-SP.
É o caso do empresário
Alexis Penarios, proprietário da Anjos Pães. A distribuidora
de pães de hot dog e hambúrguer para o atacado tem 26
funcionários e um faturamento mensal de R$ 115 mil, com 12%
de incidência sobre a folha de pagamento. Participante do Simples
Federal, Penarios verificou que se fizesse a migração
para o Supersimples poderia ter aumento de até 29% da carga
tributária que paga.
“Em vez de optar pelo
Supersimples, escolhi o sistema do lucro presumido porque sairia perdendo
se repasse o prejuízo para meus clientes”, comenta o empresário.
Para o presidente do Sescon
(Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas
de Informações e Pesquisas do Estado de São Paulo),
José Maria Chapina Alcazar, qualquer mudança no quadro
tributário requer que o empresário faça comparações
entre os regimes de Lucro Real, Presumido e o Supersimples.
Para Chapina Alcazar, as empresas
têm que fazer a lição de casa, preparando um amplo
planejamento tributário de suas contas antes de optarem.
“Qualquer mudança
no quadro tributário requer que se faça comparações
entre os regimes de Lucro Real, Presumido e o Supersimples. O empresário
tem que prever o cenário econômico do seu negócio,
se questionar se está pronto para enfrentar uma auditoria e
se o balanço entre despesas e receitas está validado”.
Reportagem produzida pelo
jornal DCI e reproduzida por Última Instância com autorização
concedida por contrato de licenciamento de conteúdo
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CONSULTOR JURÍDICO,
09 de agosto de 2007
Ordem cronológica
Negado seqüestro de verba para
quitação de precatórios
O Pleno do Tribunal Superior do Trabalho negou o seqüestro de verbas do
município de Várzea Grande para pagar precatórios devidos
a um grupo de funcionários da prefeitura. A ordem cronológica
foi quebrada para o pagamento dessas verbas pelo ex-prefeito. A atual administração
recorreu à Justiça para reverter a ordem. O Tribunal Regional
do Trabalho da 7ª Região (Ceará) acolheu o pedido. Por isso,
o recurso dos funcionários foi parar no TST.
O relator do caso, ministro João
Batista Brito Pereira, classificou como criminosa a conduta do então
prefeito do município, de quebrar a ordem cronológica do
pagamento dos precatórios, porque “criou situação
comprometedora para a gestão futura, a ponto de dificultar a continuidade
da prestação de serviços municipais como saúde
e educação”.
Como há muitos recursos
como este no TST, cópias de todos os processos serão enviadas
para o corregedor-geral da Justiça do Trabalho para “examinar
a possibilidade de uma solução global a fim de impedir
situações dessa natureza”.
O Pleno do TST examinou conflito
entre dois princípios constitucionais: o do artigo 6º, relativo
aos direitos sociais, e o do artigo 100, parágrafo segundo, que
garante ao credor o seqüestro da quantia necessária ao pagamento
do débito caso seja desrespeitado seu direito de precedência.
Brito Pereira escolheu votar no sentido da ponderação de
interesses. “Tem-se como razoável preservar os serviços
essenciais à população, em detrimento do seqüestro
de verba pública para pagamento de precatório, pois, embora
se trate de crédito de natureza alimentar, não foi incluída
no orçamento para esse fim”, assinalou.
“A conduta de um agente
político, tida como ilícita pelo TRT, não pode comprometer
a continuidade da prestação de serviços essenciais à população”,
afirmou. O relator explicou que buscou analisar a relação
custo-benefício das normas em questão, e optou pela rejeição
do pedido de seqüestro. Segundo ele, a rejeição é necessária
porque é “menos nociva à sociedade”.
ROAG 709/1997-026-07-40.6;
ROAG 747/1997-026-07-40.9; ROAG 759/1997-026-07-40.3; ROAG 825/1997-026-07-40.5
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ÂMBITO JURÍDICO,
09 de agosto de 2007
Como se apura hora extra de comissionista
sujeito a controle de horário
Pelo entendimento expresso em decisão da 6ª Turma do TRT de Minas,
para se apurar o valor do salário-hora em face do salário-comissão,
deve-se tomar como divisor o somatório da jornada legal acrescido do
número de horas extras trabalhadas e, como dividendo, o valor das comissões
recebidas no mês. Com isso, chega-se ao valor do salário-hora-comissão,
restando apurar o valor do adicional de hora extra sobre ela incidente, cujo
resultado será multiplicado pelo número de horas extras prestadas.
Tem-se, assim, o valor exato das extras devidas.
A decisão teve como base
o voto do desembargador Antônio Fernando Guimarães, que
negou provimento a recurso da empresa executada, a qual alegava excesso
de execução, em face da utilização do divisor
de 180 para o cálculo do valor do adicional de hora extra referente às
comissões, quando o correto, no seu entendimento, seria o divisor
de 220 horas. Mas, como a jornada definida na sentença era de
seis horas, o divisor para se encontrar o valor da hora é de 180
horas, jornada esta decorrente da multiplicação de 6 horas
pelos 30 dias do mês.
Além do salário
fixo, a reclamante recebia também comissões. A decisão
determinou, por isso, que em razão do salário fixo era
devida a hora extra, acrescida do adicional legal. Já em relação às
comissões, as horas extras seriam apuradas tomando-se como divisor
o número total da jornada de trabalho efetivamente cumprida, adotando-se
como dividendo o valor mensal das comissões recebidas pela exeqüente.
Assim, definido o valor do salário-hora-comissão, seria
devido apenas o adicional correspondente ao número de horas extras
(Súmula nº 340/TST).
Conforme detalhadamente demonstrado
no voto pelo relator, esse procedimento foi corretamente adotado pela
reclamante em seus cálculos, para os fins do valor do adicional
de hora extra referente às comissões, que tomou como divisor
o somatório da jornada legal (180) mais as horas extras trabalhadas.
( AP nº 00552-2006-140-03-00-2
)
Fonte: TRT3
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ÂMBITO JURÍDICO,
09 de agosto de 2007
Intimidade violada por rotina de
fiscalização da empresa gera dano moral
A 2ª Turma do TRT-MG, com base no voto do redator, desembargador Anemar
Pereira Amaral, negou provimento a recurso ordinário de uma reclamada
condenada ao pagamento de indenização por danos morais a um ex-empregado,
vítima de pressão psicológica e violação
de sua intimidade durante o procedimento rotineiro de fiscalização
adotado pela empresa.
Em sua defesa, a ré alegou
que a revista aos empregados tinha caráter impessoal e era realizada
mediante sorteio, sendo feita exclusivamente de forma visual, sem contato
físico ou nudez. Mas o próprio preposto, em seu depoimento,
foi expresso quanto à pressão psicológica sofrida
pelos empregados em razão do procedimento de fiscalização,
através de sorteio com bolas brancas e pretas, realizado ao final
do expediente. O empregado sorteado com a bola branca ia para uma sala
próxima à saída e, na presença do vigia,
era feita a revista, numa seqüência de procedimentos, como
o de levantar a camisa e apalpar os bolsos. Já o empregado sorteado
com a bola preta, era submetido a uma revista visual, na própria
fila, sendo o próprio empregado quem apalpava seus bolsos. Segundo
declaração do preposto, embora o número de bolas
pretas sorteadas fosse maior, o empregado sofria pressão psicológica,
já que poderia ser sorteado com a bola branca.
Para o desembargador, a revista íntima é uma
prática que atinge o patrimônio moral do empregado, extrapolando
o poder de direção do empregador, por afrontar outros direitos
constitucionalmente assegurados: “Não há como olvidar
que a revista é sempre constrangedora para quem é revistado
e, portanto, não pode o empregador submeter os seus empregados
a essa prática, sendo ilegal e abusiva, já que viola direito
constitucional da personalidade (art. 5º, inciso X, da Carta Magna)”.
Ele considerou que o fato de outros empregados também terem sido
revistados não elimina ou diminui o abalo moral sofrido pelo reclamante
ante o procedimento arbitrário adotado pela empresa.
Ressalta o relator que, apesar
de a reclamada alegar constantes desaparecimentos de objetos dentro da
empresa, deveria lançar mão de alternativas administrativas
ou recursos tecnológicos para proteção de seu patrimônio. “Essa
alegação não pode servir de pretexto para submeter
os empregados ao constrangimento da revista íntima, ainda que
em câmara reservada” - frisa.
Levando em conta o caráter
pedagógico da punição para a reclamada e o justo
ressarcimento para o reclamante, a Turma reduziu o valor da indenização
deferida em primeiro grau de cinco para três mil reais.
( RO nº 00939-2006-062-03-00-8
)
Fonte: TRT3
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ÂMBITO JURÍDICO,
09 de agosto de 2007
Auxiliar obtém vínculo
de emprego com Intrépida Trupe
A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve o reconhecimento
de vínculo de emprego de uma auxiliar administrativa com o grupo carioca
de teatro e dança Intrépida Trupe. A relatora do processo, ministra
Maria Cristina Peduzzi, diante da impossibilidade de rever fatos e provas na
atual fase recursal, confirmou a decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da 1ª Região (RJ) que entendeu presentes os requisitos da CLT para
a configuração do vínculo.
A empregada disse, em sua petição
inicial, que foi contratada em outubro de 1991 como auxiliar administrativo,
com salário de R$ 900,00, sem registro em sua carteira de trabalho.
Contou que foi demitida, sem justa causa, em dezembro de 2003, por não
ter concordado com a redução salarial proposta pela empregadora.
Na época, segundo ela, recebia salário de R$ 1 mil, e a
Trupe queria reduzi-lo para R$ 650,00. Ao ajuizar a reclamação
trabalhista, a empregada pleiteou o reconhecimento do vínculo
de emprego, a anotação da função exercida
na carteira de trabalho e o pagamento das verbas rescisórias,
bem como o valor correspondente ao seguro-desemprego.
A Intrépida Trupe, em
contestação, negou a relação de emprego.
Disse que não é uma empresa, estabelecimento comercial
ou representante de empreendimento, mas tão-somente uma associação
de artistas, sem fins lucrativos, cujo objetivo é a “produção
cultural em favor do País”, e que não possui empregados
nem patrões. Alegou que a auxiliar se juntou ao grupo como colaboradora,
sem subordinação, salário ou horário de trabalho.
Contou que ela passou a administrar alguns dos cursos ministrados pelo
grupo, “embolsando parte da arrecadação” por
conta própria. Fundada em 1986, a Intrépida Trupe desenvolve
trabalhos voltados para crianças carentes no Rio de Janeiro. Conhecida
pelas apresentações circenses em ruas e praças,
promove pesquisas em linguagem cênica, oficinas e cursos de artes.
Ficou conhecida no Brasil e no exterior pela produção dos
espetáculos “Flip!” e “Kronos”.
A 8ª Vara do Trabalho do
Rio acolheu o pedido de reconhecimento de vínculo a partir de
1999, e deferiu as verbas trabalhistas pleiteadas. “É perfeitamente
possível que entidades sem fins lucrativos sejam empregadoras,
bastando que possuam trabalhadores cujas atividades sejam desenvolvidas
na forma do artigo 3º da CLT”, destacou o juiz.
O grupo artístico, insatisfeito,
recorreu ao TRT/RJ, que deu parcial provimento ao recurso e reconheceu
o vínculo somente a partir de 2001. A Trupe, insistindo na ausência
dos requisitos para a configuração da relação
de trabalho, recorreu, sem sucesso, ao TST. “O Regional decidiu
com fundamento nas provas produzidas nos autos. Não obstante a
irresignação da recorrente, a controvérsia é de
natureza fático-probatória, cujo reexame não é permitido
em grau recursal extraordinário, pela incidência da Súmula
nº 126 do TST”, destacou o acórdão da ministra
Cristina Peduzzi. (RR-157/2004-008-01-00.2).
(Cláudia Valente)
Fonte: TST
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AGÊNCIA DIAP, 9 de
agosto de 2007
Em defesa de uma reforma sindical completa,
necessária e urgente
Por: José Lopez Feijóo*
O reconhecimento das centrais
sindicais é um primeiro passo para mudanças mais profundas
no sindicalismo brasileiro. Trata-se de uma questão de justiça
que corrige uma imensa lacuna que havia se formado desde a criação
da Central Única dos Trabalhadores em 1983. Esta etapa é muito
importante. Mas as mudanças não podem parar por aí.
O Brasil precisa de uma reforma sindical mais completa, necessária
e urgente.
Precisamos discutir o direito
de organização dos trabalhadores no local de trabalho,
como acontece nos países mais desenvolvidos. Um exemplo da eficácia
da presença diária dos representantes na fábrica é a
diminuição do número de processos na Justiça.
Com este tipo de representatividade, todos saem ganhando: os trabalhadores,
o Estado, a empresa que elimina altos gastos e passivos trabalhistas
e o próprio sindicato que democratiza sua atuação
e estrutura.
A reforma também deve combater a pulverização do movimento
sindical brasileiro. Hoje, existem entre 15 e 20 mil sindicatos no Brasil.
Cada município, ramo, ou categoria pode ter um sindicato. Não é difícil
imaginar os efeitos desta pulverização, como o grande enfraquecimento
da atuação e da representatividade das entidades. Precisamos
construir uma reforma que crie um regime de liberdade e autonomia, onde os
trabalhadores possam decidir de forma livre e espontânea pelo sindicato
que deve representá-los. Quanto mais forte for o sindicato, maior será sua
capacidade de agir em defesa dos interesses dos trabalhadores.
O atual regime de sustentação financeira através do imposto
sindical também precisa ser modificado. O trabalhador tem o direito
de decidir, em assembléia, que tipo de contribuição deve
ser feita além da mensalidade sindical. Eu defendo a existência
de uma taxa negocial aprovada em assembléia. Mas é preciso construir
uma etapa de transição para que os sindicatos possam se adaptar à troca
da cobrança do imposto sindical pela nova taxa.
Outro fator importante que precisa ser tratado pela reforma é o direito à contratação
coletiva nacional. É extremamente importante eliminar as graves discrepâncias
nacionais, que penalizam os direitos dos trabalhadores, incentivam a guerra
fiscal e desequilibram a concorrência entre as empresas. Com o sistema
atual, toda a sociedade sai prejudicada. Não existem justificativas
para as atuais diferenças de salário, de direito e de jornada.
Precisamos de um equilíbrio e de uma política nacional que padronize
os ganhos.
Também precisamos ratificar a Convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho, que regulamenta as relações de trabalho
na função pública. No artigo oitavo, fica garantido o
direito à negociação coletiva dos servidores públicos
em todos os níveis.
É claro que tenho consciência de que as modernas medidas que nós
propomos para a reforma sindical encontram resistência entre os que se
habituaram a viver no modelo atual. Mas o Brasil não pode mais esperar.
Todos nós precisamos da reforma sindical.
(*) Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC
Comentários dos internautas:
Marcio Luiz Fatel
O Sr. Feijóo,
a exemplo de alguns poucos pseudos sindicalistas, insistem numa tese
que só atende aos interesses das centrais sindicais (sobretudo
aquelas a serviço da CIOLS) e de alguns grandes sindicatos
que querem a qualquer monopolizar o movimento sindical brasileiro.
A liberdade e a democracia que tanto propalam demagogicamente, só devem
existir para os outros já que o seu Sindicato, por exemplo,
há anos se mantem sob o domínio da CUT. Quando afima
que existe a quantidade absurda de entidades sindicais no País,
comete um equivoco proposital ao não levar em conta as dimensões
geográficas do Brasil, como também a explosão
de sindicatos de servidores públicos que a prória CUT
cuidou de disseminar após a Constituição de
88. É só checar no MTE esses dados para obter o resultado
da falácia defendida pelo Sr. Feijóo. Por fim, tenho
certeza que se esta reforma defendida pela CUT do Sr Feijóo
fosse adotada no País, talvez o Presidente Lula não
seria o que é hoje, nem alguns sindicalistas que ocupam cargos
nas mais diveras areas da administração pública.
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Folha
de São Paulo, 9 de agosto de 2007
Governo acelera liberação
de emendas para aprovar CPMF
Verba destinada a parlamentares em 6 dias supera
em 3 vezes total empenhado no ano | Planalto precisa de apoio dos congressistas
para prorrogar o imposto do cheque e a Desvinculação das
Receitas da União
RANIER BRAGON, PEDRO DIAS LEITE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Correndo contra o tempo para
aprovar no Congresso a prorrogação até 2011 da
vigência da CPMF e da DRU, o governo federal abriu a torneira
de verbas para deputados federais e senadores: só nos primeiros
seis dias de agosto, assumiu o compromisso de pagar R$ 67,3 milhões
relativos a emendas individuais dos congressistas ao Orçamento
de 2007.
O valor desses seis dias corresponde
a mais de três vezes o total que havia sido empenhado -jargão
orçamentário que significa o comprometimento de gasto-
em todo o ano (R$ 20,7 milhões). A CPMF (o chamado imposto do
cheque, que tem receita prevista de R$ 36 bilhões neste ano)
e a DRU (Desvinculação das Receitas da União,
que permite ao governo o livre manuseio de 20% da arrecadação
dos principais tributos) vencem em dezembro deste ano.
A proposta de prorrogação
por mais quatro anos já está na Câmara, mas encontra
resistência, já que, entre outras coisas, congressistas
ameaçam repartir com Estados e municípios parte da receita
da CPMF. Relacionado à liberação de verbas ou
não, o fato é que ontem governo e oposição
chegaram a acordo que deve facilitar a tramitação da
proposta. Ficou acertado que o projeto terá sua primeira votação
na terça, sem que haja manobras protelatórias da oposição
nem tentativa do governo de pular etapas.
Alguns argumentam que a aprovação
no Congresso deveria ocorrer até o final de setembro (três
meses antes da entrada em vigor), mas governistas dizem que não
há necessidade dessa "noventena" já que se
trata de prorrogação. As emendas que os 594 congressistas
fazem ao Orçamento -cada um pode incluir R$ 6 milhões-
têm o objetivo de direcionar verbas para obras em seus redutos
eleitorais.
Os R$ 67 milhões de
agosto beneficiaram sobretudo parlamentares do PT, que tiveram R$ 12,3
milhões de suas emendas empenhadas. O PMDB veio a seguir, com
R$ 9,5 milhões, seguido do nanico aliado PC do B (R$ 6 milhões)
e do oposicionista DEM (R$ 5,8 milhões).
O parlamentar mais atendido
foi o senador Renato Casagrande (PSB-ES), um dos relatores do processo
de cassação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL). Foram R$ 1,4 milhão para, entre outras coisas, construção
de creches, calçamento de ruas e instalação de
núcleos de informática em municípios capixabas. "Se
tive a sorte de ter as emendas empenhadas, ótimo. Mas isso não
tem relação com meu trabalho no Conselho de Ética.
O governo não tratou nada comigo sobre esse assunto."
Os dados são referentes
a cruzamento feito pela Folha com base em informações
coletadas no Siafi (sistema de acompanhamento de gastos federais) pela
assessoria de Orçamento da bancada do DEM.
"Na minha opinião,
as emendas deveriam ser de execução obrigatória
até mesmo para evitar essa interpretação permanente
sobre se isso é uma barganha ou não", disse o vice-líder
do governo na Câmara Henrique Fontana (PT-RS), que também
nega vinculação com a CPMF e DRU.
A ordem para atender logo aos
congressistas partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na semana passada ele disse a aliados que a execução
das emendas deveria funcionar como "relógio" para
não dar a impressão de que deputados estariam sendo "comprados".
Segundo técnicos do Planalto, as emendas serão atendidas
em quatro parcelas de R$ 500 milhões, a última em novembro.
"Está aberta a
temporada de caça ao político para votar a CPMF e a DRU.
O governo Lula não aprendeu com o mensalão", afirmou
o líder do DEM, Onyx Lorenzoni (RS). Questionado sobre prática
similar durante do governo do PSDB e do DEM, entre 1995 e 2002, Lorenzoni
afirmou: "Estava errado lá e está errado agora."
Para evitar o "desperdício" de
emendas, o Planalto elaborou uma espécie de uma cartilha.
O texto orienta os ministérios a procurarem os parlamentares
e dizer quais os projetos prioritários de suas áreas,
onde o dinheiro tem maior chance de ser efetivamente gasto. A idéia é que
as pastas também deixem claro o que pode e o que não
pode ser feito.
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Folha
de São Paulo, 9 de agosto de 2007
Mudanças no Supersimples beneficiarão
mais empresas
Foram ampliados os débitos parcelados
e os setores que podem ingressar no sistema
| Mudanças aprovadas pelo Congresso dependem agora da sanção
presidencial, o que deve ocorrer antes do dia 15, prazo final de adesão
MARCOS CÉZARI
DA REPORTAGEM LOCAL
As mudanças aprovadas
pelo Congresso Nacional nas regras do Supersimples vão beneficiar
as micro e pequenas empresas que já aderiram ao programa e diversos
outros setores que estavam excluídos da nova sistemática
de tributação. Para quem já aderiu, a grande vantagem
está na abrangência dos débitos que poderão
ser incluídos no parcelamento especial de até 120 meses.
Com as alterações, o parcelamento abrangerá débitos
cujos fatos geradores ocorreram até 31 de maio deste ano (no
texto original, até 31 de janeiro de 2006).
Isso quer dizer que mais 16
meses de eventuais débitos poderão ser parcelados em
até dez anos (antes da mudança, os débitos de
1º de fevereiro de 2006 a 30 de junho deste ano teriam de ser
pagos em até 60 meses).
Outra vantagem é que
o prazo para pagar os tributos incluídos no Supersimples referentes
a julho -primeiro mês de vigência do novo sistema- foi
ampliado em 16 dias, passando de 15 para 31 deste mês.
Com as mudanças, alguns
setores antes impedidos de aderir ao programa poderão nele ingressar.
São as micro e as pequenas empresas produtoras e distribuidoras
de sorvetes, as de cosméticos e as de fogos de artifício.
Nesses casos, a adesão reduzirá a carga tributária.
Outros setores beneficiados pelas mudanças serão o de hotelaria
e pequenas pousadas, salões de beleza, lavanderias, gráficas
e borracharias.
No antigo Simples, essas atividades
estavam na tabela nº 3, mas no Supersimples passaram para a nº 5,
elevando a carga fiscal. Com a mudança, terão redução
da carga tributária. Para o advogado Flavio Porta, do escritório
Libertuci Advogados Associados, algumas empresas terão grande
vantagem, pois a contribuição previdenciária -a
parte do empregador- integrará os tributos federais do Supersimples.
Resultado: pagarão menos.
Para Welinton Motta,
consultor tributário da Confirp Consultoria Contábil,
mudar a lei foi uma decisão sensata do governo. "Se não
houvesse essa correção, com certeza a informalidade
iria aumentar."
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JORNAL GAZETA DO POVO, 09 de agosto de 2007
| Economia
Serasa
Pedidos de falência caíram
em 2007
São Paulo – Os pedidos de falência diminuíram nos
sete primeiros meses deste ano, segundo estudo divulgado ontem pelo Serasa.
De janeiro a julho, foi registrada uma queda de 29,1% no volume de falências
requeridas – 1.729 pedidos no país, contra 2.437 requerimentos
no mesmo período de 2006. De acordo com o levantamento, as falências
decretadas também caíram no acumulado do ano, com baixa de 21,3%.
No acumulado de janeiro a julho deste ano, foram decretadas 899 falências,
ante 1.142 em 2006.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 09
de agosto de 2007 | Paraná
Operação
Corte ilegal de madeira leva 23 pessoas à cadeia
Árvores foram derrubadas irregularmente
em assentamento
por MARCOS PAULO DE MARIA
A Polícia Federal (PF) prendeu 23 pessoas acusadas de extração
ilegal de madeira em uma área do Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária (Incra) na Lapa, região metropolitana de Curitiba.
A operação ocorreu ontem, no assentamento Contestado, onde vivem
105 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra
(MST) em 108 lotes. Segundo a PF, foram detidos madeireiros, membros das famílias
assentadas e a dona da madeireira Camargo e Cordeiro – presa por receptação.
A denúncia partiu da superintendência do Incra no Paraná.
Na operação foram
apreendidos dez tratores especiais para o corte de eucalipto e pínus,
uma máquina descascadeira, dois caminhões, duas caminhonetes
e 15 motosserras. De acordo com o chefe do Departamento de Comunicação
da PF, Altair Menosso da Costa, as pessoas responsáveis pelo corte
não tinham licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
(Ibama) para atuar na área. “A derrubada de pínus
e eucalipto não é ilegal, mas para fazer o corte é necessário
ter uma autorização do órgão competente”,
explica.
Menosso informou que não
foi possível levantar o total de madeira apreendida devido à grande
quantidade de toras. “Amanhã (hoje) enviaremos técnicos
para fazer a medição correta da área e levantaremos
o total de madeira apreendida. Além de todos os nomes dos envolvidos.”
Em nota, o superintendente-regional
do Incra no Paraná, Celso Lisboa de Lacerda, informou que o Incra
está atento a qualquer atitude irregular nos assentamentos do
estado. “O Incra denunciou essa quadrilha para a polícia
em julho deste ano e está comprometido a promover esse tipo de
ação onde houver necessidade”, diz na nota. “Caso
haja comprovação de participação de assentados
na retirada de madeira de forma ilegal, eles terão seus contratos
com o Incra cancelados e farão parte de um cadastro que os impedirá de
participar do programa de reforma agrária em todo o território
nacional”, completa Lacerda.
Os presos vão responder
pelo crime de de formação de quadrilha, furto qualificado
e apropriação indébita. A PF informou que a operação
contou com 57 policiais e 20 servidores do Ibama.
Toda a madeira e os equipamentos
apreendidos no assentamento foram transportados para Curitiba e estão
no depósito da Polícia Federal, no bairro Hauer. “Um
comboio foi mobilizado para que as máquinas viessem rodando
pela rodovia. Algumas até conduzidas pelas próprias pessoas
detidas que foram escoltadas pela polícia”, afirma Menosso.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
08/08/2007
CCJ aprova indicados para vagas no TST

A Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania do Senado Federal acaba de aprovar os nomes
dos juízes Fernando Eizo Ono, Pedro Paulo Teixeira Manus e Guilherme
Augusto Caputo Bastos para integrar o Tribunal Superior do Trabalho em
vagas de ministro destinadas à carreira da magistratura. Os três
foram submetidos a sabatina na CCJ, presidida pelo senador Marco Maciel
(DEM-PE).
Os relatores das três indicações – Aloysio
Mercadante (PT-SP), Osmar Dias (PDT-PR) e Serys Shlessarenko (PT-MT)
apresentaram relatórios favoráveis às indicações,
ressaltando os pontos de destaque dos currículos de cada um. Mercadante
lembrou sua relação de longa data com Pedro Manus e destacou
sua atuação em prol da liberdade civil e democrática
nos anos 70 e 80. O juiz, em sua apresentação, observou
que suas duas frentes de atuação – a magistratura
e o magistério – são complementares, e, por meio
da segunda (como professor da PUC-SP), pôde conhecer, em viagens
e participações em atividades acadêmicas, as diferenças
entre a realidade de São Paulo e a do resto do País – “fundamental
para quem pretende atuar num Tribunal Superior”, na sua avaliação.
O senador Osmar Dias, ao ler
as qualificações do juiz Fernando Eizo Ono e sua atuação
no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), assinalou
sua preocupação social. O juiz afirmou que, desde o primeiro
grau, sempre privilegiou a celeridade, uma vez que a Justiça do
Trabalho trata de créditos de natureza alimentar. No segundo grau,
perdeu o contato direto com as partes, mas não a preocupação
com a celeridade e, como corregedor, deu especial atenção à execução
e à necessidade de simplificação de procedimentos.
A senadora Serys Shlessarenko
lembrou que o juiz Guilherme Bastos, quando presidente do Tribunal Regional
do Trabalho da 23ª Região (MT), teve a iniciativa pioneira
de implantar as varas itinerantes do Trabalho. O juiz, além da
implantação das varas itinerantes, “que levaram a
estrutura de uma vara onde inclusive não havia jurisdição
trabalhista, nos mais longínquos rincões do Estado, de
enormes dimensões”, destacou também seu empenho na
solução do problema dos precatórios.
Por unanimidade, os integrantes
da CCJ aprovaram as indicações, que serão encaminhadas à aprovação
do Plenário e, posteriormente, à nomeação
pelo presidente da República.
(Carmem Feijó)

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