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Agência Diap, 14 de
agosto de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
NCST realiza reunião ampliada
em Brasília
Nestas terça e quarta-feira,
14 e 15 de agosto, a Diretoria Executiva, o Conselho Fiscal e os representantes
das Secretarias Profissionais da Nova Central Sindical de Trabalhadores-NCST
reúnem-se em Brasília para discutir temas como reforma
política, atuação do Ministério do Trabalho,
reforma da previdência e andamento das propostas que integram o
Programa de Aceleração do Crescimento – PAC.
Na ocasião, os dirigentes
sindicais também irão apreciar o Relatório da Diretoria
Executiva referente ao ano de 2006 e o parecer do Conselho Fiscal referente à prestação
de contas do exercício de 2006.
O ministro do Trabalho, Carlos
Lupi, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o senador Paulo
Paim foram convidados para o encontro nacional.
O evento terá início às
14h desta terça, 14/08, no Hotel San Marco.
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FETRACONSPAR, 14 de agosto de 2007
Comitê
Permanente Nacional - CPN
Relatório
da Reunião realizada em 07 de agosto de 2007, em São
Paulo/SP
O companheiro Jorge Moraes, diretor da FETRACONSPAR e representante da CNTI
junto ao CPN - Comitê Permanente Nacional, esteve em São Paulo,
no último dia 07/08, onde participou de reunião do comitê.
A seguir confira o relatório.
ABERTURA
E DISCUSSÕES
A reunião foi realizada nas dependências do Sintracon/SP sob a
coordenação do senhor Laércio Fernandes Vicente, representante
da Força Sindical, iniciou-se às 09h40, com apresentação
dos novos membros que farão parte da bancada Governamental, senhores
Marco Aurélio Antunes, representante da Fundacentro e Beroldo Maia Junior
representante da DRT/PE.
Após a apresentação,
o senhor Coordenador fez a leitura da ata da reunião anterior,
a qual após lida fora aprovada por unanimidade. Dando continuidade
aos trabalhos, o senhor Coordenador informou que os CPRs dos Estados
do Rio de Janeiro e da Paraíba estão promovendo um Seminário
e com participação dos senhores Laércio Fernandes
Vicente e Antonio de Sousa Ramalho presidente do Sintracon/SP, e que
em ambos os eventos, a finalidade é a discussão sobre a
pauta nacional, o encontro nacional dos CPRs e ainda o encontro do CMATIC,
informando que ambos farão visitas a todos os CPRs.
Em seguida informou sobre o andamento
da nota técnica da CIPA, deixando a palavra em aberto para debates
e discussões. O Sr. Antonio Carlos Gomes representante da CNI,
disse que se leva tanto tempo em discussões sobre o assunto que
acaba se tornando um desgaste, pois não se encaminha nada. Em
seguida também fez uso da palavra o Senhor Jorge Moraes representante
da CNTI, dizendo que já estava indignado com a atual situação
de discussão da CIPA, haja vista que cada vez que surge algum
tipo de acordo, sempre tem alguém contrário, e agora mais
esta nota técnica feita por pessoas que não estão
participando das discussões a nível nacional.
Em seguida com a palavra a Sra.
Luizatania representante da comissão da CIPA, disse que o grupo
que discute a questão deverá se reunir novamente com intuito
de trazer uma solução e apresentar já na próxima
reunião do CPN. Novamente com a palavra, o Coordenador passou
a discutir sobre como foi a realização do 5° CEMATIC,
apresentando um relatório final para análise de todos.
Fez uma ampla explanação
sobre como seria o próximo CEMATIC, informando que na audiência
que teve com o Exmo. Senhor Ministro do Trabalho Carlos Lupi, o mesmo
se comprometeu a apoiar os eventos e também a participar do 6° CEMATIC,
e do encontro nacional dos CPRs, sendo que cada bancada deverá fazer
contato com seus representantes no Estado do Pará, e na seqüência
deverá ser feito uma reunião na cidade de Belém
com as autoridades locais que estejam envolvidas na realização
do CEMATIC.
Informou ainda que já está agendada
uma nova audiência com o Ministro do Trabalho para o próximo
dia 17.08.2007, nas dependências do SECOVI na cidade de São
Paulo, onde será feito pedido formal de ajuda para a realização
dos eventos na cidade Belém/PA.
SITE CPN
Em continuidade aos trabalhos
o Senhor Coordenador passou a palavra ao Senhor Sérgio Paiva representante
do SECONCI do Estado do Rio de Janeiro, que informou sobre a abertura
do Encontro nacional dos CPRs que será no dia 04 de Dezembro de
2007, com representantes de cada bancada. Informou ainda que está em
desenvolvimento a elaboração de um site oficial do CPN,
onde poderiam ter acesso todos membros dos CPRs de todos Estados e que
tal site seria de suma importância no desenvolvimento dos trabalhos
do grupo, dando mais agilidade aos trabalhos, além de uma melhor
integração dos CPRs. Informou que o custo seria em torno
de R$ 14.000,00 (quatorze mil reais) e que é preciso já nesta
reunião, aprovar ou não e ainda como será pago o
custo, apresentando alguns folders do projeto.
Em seguida o projeto fora colocado
em discussão e aprovado, ficando definido que será feito
o lançamento nacional do SITE no encontro dos CPRs, com os custos
a serem rateados entre a bancada dos trabalhadores e a bancada patronal.
Dando continuidade aos trabalhos,
o senhor Coordenador pediu que fosse feita uma reavaliação
do calendário de reuniões e uma reorganização
das bancadas, ficando assim já definido a próxima reunião
do grupo para o dia 17.10.2007 em Brasília/DF.
PARTE DA TARDE
Dando início aos trabalhos
da parte da tarde, o coordenador sr. Laércio Fernandes Vicente
retomou a discussão sobre o encontro do CEMATIC, pois na hora
do almoço esteve presente conosco o senhor Antonio de Sousa Ramalho
presidente do Sintracon/SP, o qual informou que em recente conversa com
o Exmo. Senhor Ministro do Trabalho Carlos Lupi, voltou a discutir o
assunto sobre o encontro dos CPRs e CEMATIC, solicitando aos membros
do CPN para que forme uma comissão e elabore um projeto sobre
os eventos a serem realizados, para que seja apresentado ao Ministro
do trabalho já na próxima reunião do dia 17.08.2007
na sede do Seconci-SP.
SOBRE A REUNIÃO COM O MINISTRO
DO TRABALHO
Em continuidade aos trabalhos,
o representante da bancada dos trabalhadores Senhor Jorge Moraes informou
que não pode estar presente na reunião com o Exmo. Senhor
Ministro do Trabalho realizada no último dia 10.07.2007, devido
a problemas do trafego aéreo, pedindo em seguida que fosse feita
uma melhor explanação sobre a reunião, do qual o
senhor coordenador informou a todos o seguinte:
Visando garantir a plena implementação
de suas ações, o Comitê Permanente Nacional da Indústria
da Construção solicitou em 2006, audiência ao Sr.
Ministro do Trabalho e Emprego, através do Deputado Federal Paulo
Pereira e do Vice-Presidente da Força Sindical Antonio de Sousa
Ramalho.
A pauta da reunião foi
enviada antecipadamente ao então ministro Marinho com cópia
para a Secretaria de Inspeção do Trabalho e para o Departamento
de Segurança e Saúde no Trabalho.
Constava dos seguintes pontos:
1) Recomposição
da bancada de governo, garantindo representação das cinco
regiões do país e definição de sua coordenação,
ou seja, indicação de titular e suplente representante
do DSST, titular e suplente representante das DRTs e titular e suplente
representante da Fundacentro e coordenação de bancada;
2) Garantia de realização
em 2007 do Encontro Nacional dos CPRs com participação
de no mínimo um representante governamental de cada CPR em atividade;
3) Reafirmação
por parte da SIT junto as DRTs da importância da existência
e da efetividade das ações dos CPRs da indústria
da construção;
4) Garantia de realização
(SIT e Fundacentro) do Congresso Nacional de Segurança e Saúde
na Indústria da Construção em 2008 em Belém/PA;
5) Agilidade, por parte da Fundacentro,
na publicação dos Regulamentos Técnicos de Procedimento
- RTPs;
6) Capacitação
para AFTs e entidades parceiras do tripartismo em gestão em segurança
e saúde na indústria da construção;
7) Agilidade na tramitação de alterações na NR
18 produzidas pelo CPN.
A audiência ocorreu em
10 de julho de 2007, no gabinete do Sr. Ministro Carlos Lupi. Na oportunidade
o Sr. Ministro convocou a chefia de gabinete e os titulares das Secretarias
de Relações de Trabalho e de Inspeção do
Trabalho, determinando rapidez nas soluções das questões
elencadas e anunciando sua participação no Encontro Nacional
do CPRs acompanhado por membros de sua equipe.
Anunciou ainda a possibilidade
de utilização de recursos do FAT para garantir projetos
de capacitação para os atores do tripartismo da indústria
da construção. Em seguida a senhora Secretária apresentou
amplo relato das ações da SIT, justificando a ausência
de uma participação mais efetiva da Secretaria no setor,
em função das limitações de recursos financeiros
e humanos quando então se comprometeu a buscar uma maior aproximação
com este fórum para garantir fluidez para a solução
dos problemas existentes.
Afirmou que não poderia
garantir providências que demandassem aporte de recursos, mas que
estaria empenhada na solução das mesmas. Reconheceu a necessidade
da realização de pelo menos uma das seis reuniões
ordinária do Comitê na Capital Federal e solicitou um relato
mais detalhado dos pleitos do CPN ao Coordenador Laércio Fernandes,
representante da bancada dos trabalhadores e coordenador do CPN.
LISTA DE PRESENTES NA REUNIÃO
PARTICIPANTE
|
ENTIDADE
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| 1.
ANTONIO CARLOS M. GOMES |
CNI
|
| 2.
SERGIO PAIVA |
SECONCI
|
| 3.
YVES MIFANO |
CB\C
|
| 4.
MARCO A.A. BICALHO |
SINICON-SP
|
| 5.
HARUO ISHIKAWA |
SINDUSCON-SP
|
| 6.
JORGE MORAES |
CNTI
|
| 7.
DORIVAL CUSTÓDIO |
FUNDACENTRO
|
| 8.
JOFILO MOREIRA LIMA JR |
FUNDACENTRO
|
| 9.
MAURICIO J. VIANA |
FUNDACENTRO
|
| 10.
MARCOS AURELIO HARIUNE |
FUNDACENTRO
|
| 11.
BERODO L. MAIA JR. |
MTE/DRT/PE
|
| 12.
NOE DIAS AZEVEDO |
MTE/DRT/SP
|
| 13.
LUISA TANIA E. RODRIGUES |
DRT/RS
|
| 14.
LUIZ JOSÉ DE QUEIROZ |
CONTICOM-CUT
|
| 15.
LAERCIO FERNANDES |
FORÇA
SINDICAL
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Sem
mais, era o que tinha a relatar,
JORGE
MORAES - MEMBRO CPN
Maringá, 09 de Agosto de 2007.
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO, 14 de
agosto de 2007 | Economia
FGV: índice da construção
acumula alta anual de 4,21%
ALESSANDRA SARAIVA
RIO - O INCC-10, que mede os preços no setor da construção
civil, acumula elevações de 4,21% no ano e de 5,01% em 12 meses
até agosto no âmbito Índice Geral de Preços - 10
(IGP-10). Hoje, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou
o IGP-10 de agosto (+0,64%) - sendo que o INCC-10 representa 10% do total do
indicador.
De acordo com a FGV, a desaceleração na taxa do INCC-10, de julho
para agosto (de 0,56% para 0,29%) foi influenciada principalmente por aumento
de preço menos intenso nos segmentos de mão-de-obra (de 0,75%
para 0,24%); e materiais e serviços (de 0,39% para 0,34%), no período.
A fundação esclareceu que, na avaliação do comportamento
dos preços por produtos, as altas mais expressivas, na construção
civil, dentro do IGP-10 de agosto, foram registradas em refeição
pronta no local de trabalho (1,04%); tijolo/telha cerâmica (1,16%) e
ajudante especializado (0,19%). Do lado oposto os destaques foram: elevador
- social e serviço (-0,72%); aço CA-50 e CA-60 (-0,08%); e condutores
elétricos fio/cabo (-0,62%).
Agrícola
Os preços dos produtos agrícolas no atacado tiveram aumento de
2,64% em agosto. Em julho, a alta foi de 0,93%. A instituição
informou ainda que os preços dos produtos industriais no atacado subiram
0,25% em agosto, ante deflação de 0,16% no mês passado.
A FGV esclareceu também que, dentro do Índice de Preços
por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite
visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva,
os preços dos bens finais diminuíram 0,18% em agosto, frente
valorização de 0,14% em julho. Por sua vez, os preços
dos bens intermediários subiram 0,39% em agosto, ante deflação
de 0,09% no mês passado. Já os preços das matérias
primas brutas apresentaram elevação de 3,01% em agosto, de 0,42%
em julho.
IPC-10
No varejo, o IPC-10 acumula aumentos de 3,37% no ano e de 4,26% em 12 meses
até agosto. O IPC-10 representa 30% do total do IGP-10. De acordo com
a FGV, a desaceleração na taxa do IPC-10, de julho para agosto
(de 0,40% para 0,28%) foi causada por deflações em três
das sete classes de despesa pesquisadas, na passagem do IGP-10 de julho para
o índice de agosto. É o caso de Habitação (de 0,07%
para -0,22%); Vestuário (de 0,88% para -0,75%); e Transportes (de -0,35%
para -0,36%).
Outros três grupos apresentaram aceleração de preços,
no mesmo período, como Alimentação (de 1,05% para 1,22%);
Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,29% para 0,34%); e Despesas Diversas
(de 0,43% para 0,52%), enquanto um grupo permaneceu com a mesma taxa de elevação. É o
caso de Educação, Leitura e Recreação (de 0,53%).
Na análise por produtos, as altas de preço mais expressivas no
varejo, no IGP-10 de agosto, foram registradas em leite tipo longa vida (12,48%);
tarifa de telefone residencial - assinatura e pulsos (1,49%); e passagem aérea
(12,34%). Já as mais significativas quedas de preço foram apuradas
em tarifa de eletricidade residencial (-3,43%); cebola (-22,62%); e mamão
da amazônia - papaia (-11,19%).
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
14 de agosto de 2007 | Economia
Ministro do Planejamento preocupado
com efetivação de temporários
Agência Estado
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta terça-feira
(14) que está preocupado com uma possível aprovação
de emenda constitucional que vai tornar efetivos servidores públicos
temporários. O projeto está na pauta de votações
da Câmara dos Deputados e pode efetivar cerca de 300 mil servidores temporários. "É preocupante.
Essas pessoas não são concursadas e foram contratadas para resolver
determinadas situações. Como será esta forma de contratação?" -
questionou o ministro.
Ele participa de seminário
sobre os aspectos jurídicos das fundações estatais,
projeto que foi enviado pelo governo e que viabiliza a criação
de fundações para prestação de serviços
públicos.
No seminário, o
ministro defendeu esse projeto, que ainda está em fase inicial
de tramitação no Congresso. Bernardo disse que a iniciativa
busca "aprimorar os processos de gestão na administração
pública". Segundo ele, a idéia de se formar fundações
estatais é uma alternativa que está sujeita a melhorias.
Para Bernardo, não se trata de privatização e
também o mecanismo não seria utilizado em áreas
com atribuição exclusiva do Estado.
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Agência Diap, 14 de
agosto de 2007
AÇÃO TRABALHISTA
Suspenso pagamento de precatório
decorrentes de condenação trabalhista
O órgão central
de contencioso da Procuradoria-Geral Federal (PGF) conseguiu no Supremo
Tribunal Federal (STF) suspender o pagamento de um precatório
no valor de R$ 27 milhões.
O montante seria pago pela Escola
Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM) ao Sindicato dos Servidores
Públicos Federais do Estado do Rio Grande do Norte. O precatório
refere-se ao pagamento de diferenças salariais do IPC de março
de 1990 (84,32%) - Plano Collor.
Na reclamação,
a PGF sustentou que a decisão final ainda não transitou
em julgado para expedição do precatório pela Justiça
e que o STF já decidiu que não existe direito adquirido
ao IPC de março e abril de 1990.
Outro argumento apresentado é que
a execução da sentença trabalhista deve ser limitada
ao advento da Lei 8.112/90, que instituiu o Regime Jurídico Único
dos servidores públicos federais.
Após a edição
desta lei, a competência para julgar direitos e vantagens trabalhistas
de servidores da União é da Justiça Federal. O
mérito da questão será analisado pelo plenário
do Supremo. (Com informações da AGU)
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Nova Central, 14 de agosto
de 2007
Analistas de mercado elevam projeção
de crescimento do PIB para 4,6%
Os analistas do mercado financeiro
esperam uma expansão um pouco maior da economia brasileira neste
ano. A previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)
foi elevada de 4,51% para 4,60%. Para 2008, ela foi mantida em 4,30%.
As projeções fazem parte do boletim Focus, divulgado semanalmente
pelo Banco Central.
A previsão do mercado
se aproxima da feita pela autoridade monetária em seu "Relatório
de Inflação", divulgado no final de junho. O BC prevê um
crescimento de 4,7%.
Em relação à produção
industrial, a aposta de crescimento para este ano foi elevada de 4,55%
para 4,76%.
Enquanto a previsão de
crescimento subiu, ficou estável a projeção do índice
de inflação oficial do governo. A expectativa para o IPCA
(Índice de Preços ao Consumidor Amplo) continua em 3,75%
para este ano e em 4% para 2008. As projeções são
as mesmas do levantamento anterior.
O IPCA é utilizado pelo
governo no sistema de metas de inflação. O centro da meta é de
4,5%, com margem de tolerância de dois pontos para cima ou para
baixo.
A expectativa para o IGP-DI (Índice
Geral de Preços - Disponibilidade Interna) foi elevada de 3,48%
para 3,56%. Já a do IGP-M (Índice Geral de Preços
Mercado) passou de 3,52% para 3,55% neste ano. Para 2008, a previsão
de ambos os índices foi mantida em 4%.
Os analistas mantiveram ainda
a projeção de que a Selic, a taxa básica de juros,
termine o ano em 10,75% ao ano. Para a reunião de setembro, a
aposta é de um corte de 0,25 ponto percentual. Na última
reunião, o corte foi de meio ponto e a taxa foi reduzida para
11,5% ao ano.
A projeção
para o superávit da balança comercial, que é o
saldo positivo entre exportações e importações,
foi mantida em US$ 43 bilhões. Os analistas esperam ainda que
o dólar esteja cotado a R$ 1,85 em dezembro, contra R$ 1,87
do levantamento anterior.
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Correio da Cidadania, 14
de agosto de 2007
Milionários e o Imposto sobre
Grandes Fortunas
Entra governo, sai governo e não é discutida
uma verdadeira reforma tributária no Brasil. No mês
de março de 2007, o governo Lula sinalizou com mais uma proposta
de reforma, visando a simples unificação de alguns
impostos federais, estaduais e municipais.
por Roberto Saraiva Romera
Segundo estimativas do
Ministério da Fazenda, o Brasil perde R$ 20 bilhões por
ano em investimentos devido à irracionalidade do seu sistema
tributário. Com este valor, seria possível superar as
necessidades energéticas brasileiras e evitar a ocorrência
de um novo racionamento.
O mais impressionante em todos os debates sobre a reforma tributária é que
nunca tivemos a discussão do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), também
chamado em alguns países de Imposto de Solidariedade sobre Grandes Fortunas.
Recente pesquisa realizada pelas consultorias Merrill Lynch e Cap Gemini indicou
que o número de milionários no Brasil cresceu 10% em 2006 em
relação à última pesquisa realizada em 2005 e está em
120.400 milionários.
Segundo a mesma pesquisa, milionário é todo aquele que possui
1 milhão de dólares líquido para investir. Assim, com
sua aprovação, o IGF incidiria em um percentual muito pequeno
da população brasileira e poderia contribuir para a redução
da carga tributária de setores produtivos, propiciando um aumento na
produção, no nível de contratação e até o
repasse aos salários.
Não está se propondo um aumento da carga tributária, mas
sim que esta seja concentrada no alto da pirâmide e que se desonere atividades
produtivas, contribuindo assim para a racionalização e para o
combate à regressividade do sistema tributário brasileiro.
A Constituição Federal define (art. 153) a competência
da União para instituir o IGF, sendo para isto necessária uma
lei complementar. Tal necessidade mostra-se um fator que dificulta a sua criação,
pois poucos congressistas apresentariam um projeto para a regulamentação
do IGF, tendo em vista que muitos membros do Congresso podem até ser
enquadrados como milionários.
Fernando Henrique Cardoso perdeu a oportunidade de aprovar o IGF durante seus
oito anos de governo; bastaria que se discutisse o Projeto de Lei de autoria
do próprio FHC, feito quando este ainda era senador, em 1989.
Do início de 2006 até junho de 2007, a taxa Selic caiu de 17%
para 12%, fato que teoricamente contribuiria para diminuição
da riqueza dos milionários, que anteriormente ganhavam com a aplicação
nos títulos da dívida pública. No entanto, com a queda
dos juros, estes milionários migraram seus “investimentos” para
operações mais rentáveis como o mercado de ações,
fundos hedge e imóveis, fato que ajuda a aumentar a sua riqueza.
Por fim, o Brasil atravessa um momento oportuno para que o governo Lula proponha
uma lei complementar regulamentando o Imposto sobre Grandes Fortunas, haja
visto que possui um considerável apoio do Congresso Nacional e principalmente
um apoio popular que aprovaria tal proposta.
*Roberto Saraiva Romera é economista pela Fundação Santo
André, mestrando em Economia e professor do Projeto Formare.
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Diário Vermelho, 14
de agosto de 2007
Bancários denunciam onda de
redução de direitos no país
''Uma onda para a redução
de direitos dos trabalhadores está se formando no país.
A desculpa dos empresários brasileiros é que só assim é possível
gerar empregos, porque, segundo eles, arcar com a legislação
trabalhista é muito caro'', diz nota do Sindicato do Bancários
de São Paulo, Osasco e Região.
Os cinco maiores bancos
(Bradesco, Itaú, Unibanco, Real ABN e Santander Banespa) que
divulgaram seus balanços até agora, lucraram no primeiro
semestre de 2007, R$ 11,707 bilhões, 40,75 % a mais do que no
mesmo período do ano passado. Só com as tarifas bancárias,
as onze maiores instituições financeiras arrecadaram
dos clientes R$ 45,4 bilhões, em 2006. ''E mesmo assim, os empresários
defendem a retirada de direitos'', agrega o sindicato.
Emprego
A mais recente tentativa, a Emenda 3 - vetada pelo presidente Lula e que facilita
a terceirização, aponta neste sentido, dizem os bancários.
A Emenda 3 pode transformar os empregos com carteira assinada em trabalho precarizado.
Os bancários, a exemplo de outras categorias, sofrem há anos
com o processo de terceirização e substituição
de trabalhadores antigos, geralmente os de salários mais altos, por
funcionários novos.
Esse processo de redução de postos de trabalho intensificou-se
após os processos de fusão e privatização que tomaram
conta do país. O resultado foi o fechamento de 146 mil vagas nos últimos
12 anos, mesmo período em que os onze maiores bancos acumularam R$ 115
bilhões em lucro.
Os bancários, juntamente com os metalúrgicos, vão se reunir
com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e com a presidente do Supremo Tribunal
Federal, Ellen Gracie, quando apresentarão cartas reivindicando a ratificação
da Convenção 158 da Organização Internacional do
Trabalho (OIT) e o fim dos interditos proibitórios.
“ A CUT e os trabalhadores estão nadando contra a maré e
vêm a Brasília defender o veto à Emenda 3 e a ratificação
da Convenção 158 da OIT, que impede a dispensa imotivada, protegendo
o emprego contra a terceirização e o barateamento da mão
de obra. Os trabalhadores querem, ainda, o fim do interdito proibitório,
muito utilizados pelos donos das empresas para impedir o direito de greve”,
diz Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários
de São Paulo, Osasco e Região.
Interdito
O interdito proibitório é um velho conhecido dos bancários.
Há anos os banqueiros desvirtuam a utilização desse instrumento
jurídico, que garante a posse de propriedades, para tentar impedir o
direito de greve. Atualmente 100 interditos proibitórios movidos pelos
bancos contra a categoria estão em tramitação na Justiça.
A utilização desse instrumento pelos bancos começou em
1994, mas a partir de 1999 essa utilização se intensificou.
Se todos os pedidos de multas referentes a interditos tivessem sido deferidos,
o Sindicato teria sido penalizado indevidamente com o pagamento de R$ 3.740
milhões. “O trabalhador tem de ter assegurado seu direito de manifestar-se
livremente e o Sindicato de representá-lo, sem penalizações.
Já temos a Lei 7.783/89 que regula o direito de greve, ela não
pode ser desprezada. Essa legislação precisa ser cumprida”,
ressaltou Marcolino.
Calendário
9h - Abertura da Campanha Nacional dos Bancários em frente o prédio
da Caixa Econômica Federal - Cebolão
10h - Entrega da minuta de reivindicações específicas à direção
da Caixa.
10h30 – Audiência com o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para
entrega de carta reivindicando a ratificação da Convenção
158 da OIT e fim dos interditos proibitórios
12h – Entrega da minuta de reivindicações específicas à direção
do Banco do Brasil.
15h – Supremo Tribunal Federal - Audiência com o presidente do
Supremo para entrega de carta reivindicando o fim dos interditos proibitórios
16h - Atos no Congresso Federal pela aprovação de Projeto de
Lei que trata da isonomia de direitos nos banco públicos.
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Folha
de São Paulo, 14 de agosto de 2007
FHC provoca PT sobre 2008; Marta diz que
não disputará
"Nossos adversários não estão
com nada em São Paulo", afirma ex-presidente | Governador
Serra destaca que resultado do Datafolha foi positivo para Alckmin e
Kassab; ex-prefeita de SP prefere governo do Estado
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO
HORIZONTE
DO ENVIADO ESPECIAL A BELO HORIZONTE
DA REPORTAGEM LOCAL
A pesquisa Datafolha publicada
anteontem, com cenários sobre a sucessão municipal em
São Paulo no próximo ano, anima a cúpula tucana
a lançar o ex-governador Geraldo Alckmin em 2008, ainda que
o governador José Serra adote o máximo de cautela para
preservar a aliança com o DEM e o atual prefeito Gilberto Kassab.
"Os dados mostram sobretudo
que os adversários nossos em São Paulo não estão
com nada", disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que
esteve ontem em Belo Horizonte em seminário com dirigentes tucanos.
Na pesquisa, Alckmin aparece
em uma das situações com 30% das intenções
de voto, contra 24% da ex-prefeita paulistana Marta Suplicy (PT) e
10% de Kassab (DEM). Já a ministra do Turismo, Marta Suplicy,
que governou a cidade de 2001 a 2004, descartou novamente a candidatura. "Não
pretendo voltar à prefeitura", disse ontem, em seminário
na Assembléia Legislativa de São Paulo.
"Achei os dados da pesquisas
muito bons, simpáticos. Agradeço à população
de São Paulo, mas não serei candidata. O ministério é desafiador.
Muitas das coisas que fizemos em São Paulo, de qualidade de
vida para quem mais precisa, podemos fazer também no Brasil
pelo ministério. Estou feliz, e isso tira da minha perspectiva
poder disputar a prefeitura." Marta não descarta, porém,
concorrer ao governo em 2010. "Isso a gente pode avaliar."
PSDB x DEM
Apostando na aproximação
entre FHC e Kassab -promovida inclusive em almoços no Palácio
dos Bandeirantes- Serra ressaltou que o resultado é bom para
Alckmin e Kassab. "Muito positiva a pesquisa. Tanto em relação
aos resultados do Alckmin como também do Gilberto Kassab. A
respeito do que vai acontecer, só no ano que vem. Mas é inegável
que essa pesquisa agora apresenta resultados, para nós, estimulantes",
disse o governador.
FHC disse ser muito cedo para
definir quem será o candidato, mas considera "óbvio" que
Alckmin é um nome "forte" para a disputa. Segundo
FHC, se Alckmin for o candidato, vai ter o apoio do PSDB. O ex-presidente,
porém, não ignorou Kassab: "O desempenho do prefeito,
que é apoiado por nós, foi muito bom. Temos razões
para estarmos contentes".
Segundo tucanos, Serra tem
repetido que Alckmin será o candidato, se quiser, mas teria
insinuado ao ex-governador que concorresse ao Palácio dos Bandeirantes
em 2010. Alckmin afirma que é preciso "ouvir o povo e o
partido". Kassab insiste em relacionar o resultado da pesquisa à aprovação
de seu governo.
Os aliados de Alckmin, Marta
e Kassab já pressionam os três a se lançarem na
disputa. "O Geraldo é o melhor candidato. Temos que respeitar
a vontade do povo", disse o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP).
Para o tucano José Aníbal,
a candidatura de Alckmin está posta e o PSDB deve lançar
um nome: "Se [o PSDB] não [lançar], será o
mesmo que o rabo abanar o cachorro". O presidente nacional do
DEM, Rodrigo Maia (RJ), diz que é "natural que o entorno
de Alckmin queira voltar para o governo", mas a necessidade de
preservar a aliança vai pesar.
Os petistas não desenham
o cenário eleitoral de 2008 sem Marta. Rui Falcão (PT),
deputado estadual e um dos principais aliados da ex-prefeita, destaca
que a ministra aparece poucos pontos atrás de Alckmin. "Sabemos
que ela está relutante, mas é o melhor nome e mais forte
nome do partido", afirmou o deputado estadual Donisete Braga (PT).
Simão Pedro, líder
do PT na Assembléia, é cauteloso: "O jogo em 2008
está aberto e há problemas nos dois lados. Se a Marta
não for candidata teremos prévias e uma forte disputa
interna. Kassab cresceu e nem Alckmin definiu se será candidato
ou não". (PAULO PEIXOTO,
VALDO CRUZ, LEANDRO BEGUOCI E CATIA SEABRA)
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Folha
de São Paulo, 14 de agosto de 2007
Prorrogação da CPMF passa
por 1º teste hoje na Câmara
Votação na CCJ é só início
do debate; obstáculos serão maiores no plenário
e no Senado | Governo cobra fidelidade de aliados para cobrar imposto
até 2011; PSDB e bloco de partidos da base querem redução
gradual da alíquota
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo federal espera dar
hoje o primeiro passo para a prorrogação até 2011
da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira), com a aprovação do projeto na CCJ (Comissão
de Constituição e Justiça) da Câmara.
Para isso, começou a
dar mostras de endurecimento contra a pressão dos aliados por
benesses atreladas ao voto favorável ao projeto. "Tem muita
gente achando que a CPMF é instrumento para ganhar espaço
no governo, mas pode acabar perdendo espaço. Aliado que não
votar favoravelmente a um projeto dessa importância não
merece ser chamado de aliado", disse o vice-líder do governo
na Câmara Beto Albuquerque (PSB-RS).
Para a votação
de hoje, que trata apenas de aprovar se a prorrogação é constitucional,
há um acordo entre governo e oposição. Os governistas
cederam ao deixar que o debate se alongue na CCJ. Já os oposicionistas
concordaram em não obstruir a votação, o que poderiam
fazer com intermináveis questionamentos regimentais.
O debate mais duro se dará em
dois momentos subseqüentes: na votação da comissão
especial, que trata do mérito da proposta, e no plenário.
O processo na Câmara deve se estender até outubro. Depois,
o texto terá de ser aprovado no Senado. O longo tempo de tramitação
joga contra o governo, que fica refém de demandas de todos os
lados.
"A orientação é para
a bancada não misturar suas reivindicações com
a CPMF, mas isso nem sempre acontece", diz o líder do PP,
Mário Negromonte (BA). Para Henrique Alves (RN), líder
do PMDB, "o jogo no plenário vai ser duro". O governo
ainda pretende convencer o relator na CCJ, Eduardo Cunha (RJ), a retirar
de seu relatório a divisão das receitas da CPMF com Estados,
mas o relator rejeita.
Alíquota menor
O PSDB fechou questão
ontem, segundo o seu presidente Tasso Jereissati (CE), para reduzir
a alíquota da CPMF de 0,38% para 0,20%. O senador disse que
a redução implica também o compartilhamento dos
recursos com Estados (20%) e municípios (10%).
"Com certeza, a CPMF não
fica como está. Ou será reduzida e repartida com Estados
e municípios ou será eliminada. É essa a posição
que estamos discutindo. A mais provável é a redução",
disse o presidente do PSDB após reunião da cúpula
tucana em Belo Horizonte.
Além de Jereissati, estavam presidentes os governadores Aécio
Neves (MG), José Serra (SP), Cássio Cunha Lima (PB) e Teotônio
Vilela (AL), o ex-governador Geraldo Alckmin (SP), o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso e deputados e senadores tucanos.
Em São Paulo, o deputado
Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical,
vai propor hoje a redução gradual da CPMF até o
imposto servir apenas para fiscalizar a sonegação de
tributos. O pedetista lidera o bloco parlamentar que congrega 78 deputados
filiados ao PSB, PDT, PC do B, PMN, PHS e PRB. A reunião acontece
hoje às 15h e, segundo ele, a proposta foi bem recebida pelos
líderes das siglas.
Pela proposta do deputado,
a alíquota passaria dos atuais 0,38% neste ano para 0,28% em
2008, 0,18% em 2009 e chegaria a 0,08% em 2010. A CPMF se tornaria
então um imposto permanente, para ajudar a Receita a combater
a evasão fiscal.
Colaboraram a Agência Folha,
em Belo Horizonte, o enviado especial a Belo Horizonte e a Reportagem
Local
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Folha
de São Paulo,
14 de agosto de 2007
Emprego industrial pára de crescer
em junho, diz IBGE
Ocupação caiu 0,1% em relação a maio; para
instituto, houve uma "acomodação'
| Primeiro semestre fechou com aumento de 1,6% em relação
a 2006; incremento deve-se à alta do crédito e a taxas
de juros menores Danilo Verpa - 28.jun.07/Folha Imagem

Linha de produção de aço da Belgo Bekaert Arames,
em Osasco
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
O emprego na indústria fechou o primeiro semestre em alta: cresceu
1,6% em relação aos seis primeiros meses de 2006, quando
havia registrado expansão de 0,5%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística).
Sinalizado pela folha de pagamento (salários, benefícios
e abonos), o rendimento da indústria também subiu no primeiro
semestre: 4,6%, contra alta de 0,7% em 2006.
Em junho, houve uma "acomodação" do emprego,
diz o instituto. A ocupação caiu 0,1% na comparação
livre de influências sazonais com maio, depois de cinco meses consecutivos
de crescimento. Já em relação a junho de 2006, o
indicador manteve a tendência positiva e subiu 2,1%.
André Oliveira, economista da Coordenação de Indústria
do IBGE, afirmou que o recuo de maio para junho "deve ser interpretado
como uma acomodação", já que o emprego vem
de um período longo de crescimento e continuou com a mesma trajetória
nas comparações com 2006.
Segundo o economista, o incremento da ocupação está apoiado
na expansão da produção industrial (4,8% no primeiro
semestre) -beneficiada por crédito maior, juros mais baixos e
expectativa positiva dos empresários.
Macedo ressaltou ainda que o crescimento
do emprego foi "difuso
e atingiu a maior parte dos locais e setores pesquisados". No primeiro
semestre, a indústria de São Paulo, maior parque industrial
do país, contratou 2,3% mais, sob impacto especialmente do setor
de máquinas e equipamentos, o mesmo que lidera o crescimento da
produção. O Estado representou a principal contribuição
positiva para a taxa nacional.
Dos 14 locais pesquisados, só houve queda (1,7%) no Rio Grande
do Sul no semestre por causa do efeito cambial negativo sobre o setor
de calçados.
Folha de pagamento
No primeiro semestre, a folha de pagamento
cresceu em todos os locais pesquisados. A maior contribuição veio de São Paulo
-alta de 3,2%. Por setor, os melhores desempenhos ficaram com alimentos
e bebidas, 7,9%; produtos químicos, 9,6%; e indústria extrativa,
16,2% -nos dois últimos casos, são ramos que tradicionalmente
pagam os salários mais altos.
De maio para junho, a folha de pagamento cresceu 0,2%, após queda
de 0,7% em maio.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
14 de agosto de 2007
Estágio é trampolim
para o trabalho
Elizangela Wroniski
Foto: Chuniti Kawamura

Rodrigo Kruger: troca de emprego por estágio.
O Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (Ciee-PR)
completa hoje 40 anos de atividades. Neste período, o centro já ajudou
muita gente a conseguir o primeiro emprego. Segundo o presidente da instituição,
Luiz Sunyé, depois de formados, pelo menos a metade dos estudantes consegue
ser efetivada na empresa onde estagiou. Mas as vantagens não são
apenas para os alunos, as empresas também garantem a contratação
de profissionais mais preparados. O Ciee tem hoje em todo o Estado 35 mil estagiários.
Para muitos estudantes o estágio é visto como um trampolim para
o mercado de trabalho. É o caso de Rodrigo Kruger, 27 anos, que cursa
o segundo ano de administração. Ele largou um emprego com um
bom salário por uma bolsa de estágio no departamento de almoxarifado
do Ciee. Para ele, neste momento, o retorno financeiro era o que menos importava. “Quero
praticar o que aprendi na faculdade. Vai ajudar na hora de encontrar um emprego
na minha área. Troquei o meu salário porque lá não
tinha perspectiva de crescer, penso no futuro”, falou.
De acordo com Sunyé, Rodrigo fez a escolha certa. Na hora em que for
procurar um emprego, a experiência profissional vai fazer a diferença.
Além disto, há grandes chances de ser contratado até pela
empresa onde estagiou. Sunyé explica também que o índice
de contratações só não é maior porque muitos
estudantes fazem estágios em órgão públicos, que
exigem concurso público.
Hoje, cerca de 35 mil estudantes fazem estágio pelo Ciee no Estado.
Os estudantes interessados precisam apenas fazer um cadastro pela internet
ou em uma das unidades. A instituição conta hoje com 34 escritórios
regionais, 12 postos de atendimento em instituições de ensino
e quatro postos avançados que cobrem os 399 municípios do Estado.
O Ciee também oferece cursos gratuitos que ajudam a melhorar o currículo
dos estudantes.
O 40.º aniversário da instituição será comemorado
hoje, às 14h30, com a leitura de moção na Assembléia
Legislativa do Paraná e amanhã, às 20h, sessão
comemorativa no Museu Oscar Niemeyer, em homenagem aos fundadores da instituição.
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ÂMBITO JURÍDICO,
14 de agosto de 2007
TST mantém reintegração
de empregada com AIDS
“Presume-se discriminatória a dispensa sempre que o empregador tem
ciência de que o empregado é portador do HIV e não demonstrou
que o ato foi orientado por outra causa”. Com base neste entendimento,
a Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do
Tribunal Superior do Trabalho não conheceu dos embargos propostos pela
empresa Cryovac Brasil Ltda., mantendo decisão que, considerando discriminatória
a dispensa, determinou a reintegração ao emprego de empregada com
AIDS.
A ação trabalhista
foi ajuizada por uma analista fiscal da Cryovac, contratada em dezembro
de 1994, com salário de R$ 1.093,00, e dispensada sem justa causa
em março de 1999. Segundo contou na petição inicial,
em 1996 a empregada descobriu ser portadora do vírus HIV e ficou
um ano afastada do trabalho, em licença médica. Disse que,
ao retornar, passou a sofrer discriminação por parte da
empresa, que colocou-a em uma sala isolada, sem ventilação,
afastada dos demais colegas. Afirmou que foi destituída das funções
anteriormente exercidas e passou a ser tratada “como um verdadeiro
estorvo, passando de setor em setor”, até ser despedida.
A analista alegou, ainda, que,
como soropositiva, não consegue novo emprego e, estando desempregada,
não tem suportado o alto custo da assistência médica
que necessita. Disse que a dispensa foi discriminatória e pediu
indenização por danos morais no valor de 100 vezes sua última
remuneração, reintegração ao emprego na mesma
função inicialmente contratada e indenização
por danos materiais no valor de 18 vezes sua remuneração
mensal.
A empresa, em contestação,
negou a existência de discriminação. Disse que, ao
contrário do alegado pela empregada, assim que soube da doença
providenciou médico especializado para acompanhá-la, psicólogo
e assistente social. Sustentou que, mesmo no tempo em que a empregada
esteve afastada por licença médica, manteve o acompanhamento
especializado, pagando inclusive os medicamentos caríssimos de
que ela necessitava, dentre eles o AZT, não fornecido pelo INSS.
Alegou que a demissão se deu por motivos de reestruturação
na empresa, o que levou à dispensa de vários empregados.
A ação foi julgada
improcedente pela Vara do Trabalho. Segundo o juiz, as provas dos autos
eram no sentido de que a empresa amparou a empregada sempre que necessário,
sem praticar qualquer ato que causasse lesão à moral, à honra, à reputação
ou à dignidade da trabalhadora. Insatisfeita, a empregada recorreu
ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), que manteve
a sentença. De acordo com o acórdão, “não
há preceito legal vigente que estenda ao portador do vírus
HIV qualquer modalidade de estabilidade”.
Ao recorrer ao TST, a empregada
saiu vitoriosa no pedido de reintegração com pagamento
dos salários vencidos. Segundo o voto do ministro Lelio Bentes
Corrêa, “em circunstâncias nas quais o trabalhador é portador
do vírus da Aids e o empregador tem ciência desse fato,
o mero exercício imotivado do direito potestativo da dispensa
faz presumir discriminação e arbitrariedade”.
A empresa interpôs, sem
sucesso, embargos à SDI, insistindo na tese de que não
há norma jurídica que estabeleça a obrigação
de manter empregado ou readmitir o portador de HIV, estando dentro da
legalidade o exercício do poder de dispensa imotivada. A relatora
do recurso na SDI-1, ministra Rosa Maria Weber Candiota da Rosa, destacou
em seu voto que “o sentimento discriminatório não é tratado
pelo Direito como causa irrelevante, no que se refere à denúncia
do contrato de trabalho pelo empregador. Ao contrário, constitui
fator repudiado com veemência pela ordem jurídica e cuja
presença no ato da dispensa implica a sua ilicitude”. Segundo
a ministra, a dispensa imotivada nesses casos é, na verdade, uma
despedida motivada, “mas por motivo torpe, que vicia o ato, ensejando
a sua nulidade”. (E-ED-RR-76.089/2003-900-02-00.9).
(Cláudia Valente)
Fonte: TST
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ÂMBITO JURÍDICO,
14 de agosto de 2007
TRT invalida acordos firmados sob
coação da empresa
A 2ª Seção Especializada em Dissídios Individuais
(SDI) do TRT de Minas, por unanimidade, julgou procedente ação
rescisória proposta pelo Ministério Público do Trabalho
para rescindir dois acordos firmados na fase de execução entre
ex-empregados e empresa executada. É que foi apurado no processo que
os reclamantes foram pressionados a assinar os acordos, intermediados por pessoas
ligadas à empresa e por advogados indiretamente contratados pela ré,
tendo de aceitar as condições impostas em troca de postos de
trabalho, a serem ocupados por eles ou seus familiares. Os empregados eram
ainda ameaçados de dispensa caso os acordos não se concretizassem.
Além do vício de consentimento em face da coação
exercida por parte da empresa, os termos de acordo demonstram que não
houve transação, mas verdadeira renúncia aos créditos
trabalhistas em troca de emprego, sendo que a execução se arrasta
desde 1996.
No caso, foram firmados dois
acordos na fase de execução: o primeiro, homologado parcialmente
pelo juízo de primeiro grau; o segundo, homologado, também
de forma parcial, pelo TRT. Percebendo a coação econômica,
a juíza de primeiro grau, se negou a homologar o acordo extrajudicial,
oficiando o Ministério Público do Trabalho, que instaurou
procedimento investigatório para apurar a denúncia, cujas
investigações resultaram no ajuizamento da ação
rescisória.
Para a desembargadora relatora,
Denise Alves Horta, a análise dos documentos e depoimentos, inclusive
do preposto, deixou evidente que a empresa, “valendo-se da
precariedade dos postos de trabalho na região e de sua condição
de maior empregadora, pressionava os ex-empregados, pessoas simples,
a firmarem acordos – verdadeiras renúncias aos créditos
trabalhistas incontroversos e há muito liquidados, em execução
que há tempo se arrasta -, oferecendo, como moeda de troca, postos
de trabalho, a serem ocupados por eles ou seus familiares, incutindo
nesses trabalhadores fundado temor de dano iminente e considerável
a si ou à sua família, pela possibilidade de privação
do emprego, da própria sobrevivência digna, resta patente
a coação, vício de consentimento a autorizar o corte
rescisório, com fulcro no art. 485, VIII, do CPC”.
Acrescenta a desembargadora que
a restrição da possibilidade de ajuizamento livre das reclamações
trabalhistas, constitui violação dos princípios
constitucionais da dignidade da pessoa humana e do livre acesso ao Judiciário.
Acompanhando o voto da relatora,
a 2ª SDI admitiu a desconstituição da coisa julgada – ou
seja, rescindiu os dois acordos homologados – determinando o prosseguimento
da execução para a satisfação integral dos
créditos trabalhistas devidos aos reclamantes.
( AR nº 01607-2005-000-03-00-3
)
Fonte: TRT3
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ÂMBITO
JURÍDICO, 14 de agosto de 2007
Negada prorrogação da hora
noturna
Em votação unânime,
a 12ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região
negou provimento a recurso ordinário de um entregador, em processo
movido contra uma editora, responsável pela publicação
de um dos jornais que circulam em Ribeirão Preto. O reclamante
cumpria jornada das 4 h às 7 h da manhã e pretendia receber,
como noturnas, as horas trabalhadas a partir das 5 h. A Câmara
decidiu que deveria ser mantida a sentença da 6ª Vara do
Trabalho de Ribeirão Preto, fixando como noturna apenas a primeira
hora da jornada, cujo pagamento havia sido feito pela reclamada com
o adicional devido, conforme recibos juntados ao processo pela empresa.
“Somente pode ser considerada
existente a prorrogação do trabalho noturno quando o
empregado trabalha durante todo horário noturno”, resumiu,
em seu voto, a juíza Olga Aida Joaquim Gomieri. Para que um
trabalhador tenha direito à prorrogação, esclareceu
a relatora, seria preciso que sua jornada fosse, por exemplo, das 22
h às 6 h, quando então, conforme estabelece o artigo
73 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), também
seria considerada noturna a hora compreendida entre 5 h e 6 h.
A Câmara negou também
a estabilidade decorrente de acidente de trabalho pretendida pelo autor
em função de uma queda de moto sofrida às 11 h
da manhã de 2 de novembro de 2005, 28 dias antes do encerramento
do contrato de trabalho. O reclamante alegou, em depoimento pessoal,
que àquela hora ainda fazia entregas para a reclamada, por causa
de uma prorrogação excepcional da jornada, que, segundo
ele, vez por outra acontecia. Sobre o fato de não ter comunicado
o acidente à editora, o trabalhador limitou-se a afirmar, em
depoimento, que tanto ele quanto seu irmão, que o acompanhava
nas entregas, não teriam conseguido avisar a empresa do ocorrido.
A editora rebateu, afirmando que a jornada jamais se estendia, sobretudo
por tanto tempo. Informou, ainda, que o reclamante também trabalhava
para outra empresa durante o período em que foi seu empregado.
Todas as alegações
do entregador quanto ao acidente ruíram quando a outra empresa
que o empregava à época do contrato de trabalho com a
reclamada, em resposta a solicitação feita pelo juízo
de primeira instância, informou que não só fora
comunicada da queda como também pagara ao entregador os primeiros
15 dias de seu afastamento em decorrência do acidente, “dando
a entender que foi no horário de trabalho prestado a esta segunda
empregadora que o autor se acidentou”, concluiu a juíza
Olga. “Ou seja: queria receber, pelo mesmo fato gerador, das
duas empregadoras...”, lamentou a relatora. (Processo 262-2006-153-15-00-0)
Fonte: TRT15
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ÂMBITO JURÍDICO,
14 de agosto de 2007
TST mantém penhora para saldar
dívida milionária de frigorífico em SP
A Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2)
do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a recurso movido pelo Frigorífico
Gejota Ltda., da cidade paulista de Promissão, contra despacho que determinou
a reunião de 530 sentenças trabalhistas numa única, com
a penhora de parte de uma fazenda para sua quitação. O total
da dívida chega a R$ 3,6 milhões. A SDI-2, seguindo o voto do
relator, ministro Ives Gandra Martins Filho, manteve o entendimento adotado
pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP),
de que o instrumento jurídico escolhido pela empresa – o mandado
de segurança contra o despacho – não era adequado ao fim
desejado.
Nas razões do recurso
interposto no TST, o Frigorífico Gejota afirmou que, “após
longa e produtiva existência”, passou por dificuldades que
o levaram a demitir grande número de funcionários. Em decorrência,
foram ajuizadas 530 reclamações trabalhistas, cujos valores
variavam de R$ 306 a R$ 115 mil. As ações foram julgadas à revelia
e, na fase da execução, o juiz da Vara do Trabalho de Lins
(SP) ordenou a reunião das sentenças e a penhora de 300
alqueires paulistas, de uma área total de 900 alqueires, da Fazenda
Corredeira de Santo Antônio. Determinou, ainda, o usufruto judicial
da empresa: a renda média mensal obtida com o arrendamento do
frigorífico, de R$ 25 mil, em vez de ser repassada aos proprietários
da empresa, deveria ser depositada em juízo, para o pagamento
dos débitos.
Ainda segundo as alegações
do frigorífico, se “fossem observadas as sentenças
individuais, os executados procederiam gradativamente aos correspondentes
pagamentos, e, a esta altura, a maior parte das dívidas teria
sido saldada. A reunião das reclamações, no seu
entender, impediu o exercício de defesa, pois tornou impossível
a interposição de embargos no prazo de cinco dias contados
da data da penhora. “O cumprimento do prazo exigiria o ingresso
de 106 embargos por dia, todos antecedidos do exame prévio de
cada situação”, argumentou. O frigorífico
questionou, também, a avaliação da fazenda, e pediu,
no mandado de segurança, a suspensão do leilão,
marcado para o dia 23 deste mês.
O TRT/Campinas indeferiu a liminar
por entender que o despacho era passível de impugnação
mediante recurso próprio – no caso, os embargos à arrematação
(contra eventual arrematação do imóvel em hasta
pública) e o agravo de petição, que não foi
utilizado no momento oportuno. O frigorífico interpôs então
o agravo regimental, igualmente rejeitado pelo TRT, e, sucessivamente,
o recurso ordinário em agravo regimental ao TST.
O ministro Ives Gandra Martins
Filho, em seu voto, ressaltou que é pacífico na jurisprudência
do TST e do STF o não-cabimento de mandado de segurança
quando a hipótese comportar impugnação por instrumento
processual específico previsto em lei. “Dessa forma, o mandado
de segurança não pode ser utilizado como sucedâneo
de recurso ou de outro remédio jurídico idôneo a
coibir ato ofensivo ao direito da empresa”, concluiu. (ROAG 1231/2006-000-15-00.2)
(Carmem Feijó)
Fonte: TST
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
14/08/2007
Prova falsa deve ser comprovada judicialmente
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho
rejeitou recurso em ação rescisória movido pelos
ex-sócios da Madeireira Balarotti Ltda., de Paragominas, no Pará,
que pretendia suspender a execução da propriedade para
o pagamento de dívidas trabalhistas. A alegação
das partes era a de que a penhora baseou-se em prova falsa – uma
certidão emitida por oficial de Justiça a respeito do título
de propriedade dos bens executados. O relator, ministro Emmanoel Pereira,
lembrou que a configuração de prova falsa exige comprovação
mediante sentença criminal ou civil, inexistente no caso, e manteve
decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região
(PA/AP) que julgou improcedente o pedido de rescisão.
Os recorrentes alegaram, em suas
razões de recurso ao TST, ter havido cerceamento de defesa, uma
vez que pretendiam comprovar a falsidade da certidão emitida pelo
oficial de Justiça segundo a qual a madeireira seria de sua propriedade, “quando
na verdade houve a transferência do título de domínio
a terceiros”, sendo ambos apenas ex-sócios. Segundo eles,
a denominação social da empresa, o maquinário e
as instalações teriam sido vendidos em março de
2001, à exceção do terreno.
Em maio de 2000, a madeireira
foi autuada por auditores fiscais do trabalho, que constataram que todos
os seus empregados não possuíam registro em carteira de
trabalho. Em junho de 2001, o Ministério Público do Trabalho
da 8ª Região (PA) ingressou com ação civil
pública para que a madeireira registrasse devidamente seus empregados.
A ação foi julgada procedente, com fixação
de multa diária de R$ 250,00 em caso de descumprimento. Ainda
segundo os ex-sócios, como a obrigação foi descumprida
pelos novos sócios, a multa diária foi executada.
O relator do recurso ordinário
em ação ordinária no TST destacou em seu voto que
são três os requisitos para a configuração
da prova falsa de que trata o artigo 485, inciso VI do CPC: desconformidade
entre o ocorrido e o provado; a prova da falsidade deve ser feita mediante
sentença criminal ou civil transitada em julgado, ou no próprio
processo de ação rescisória; e que a prova falsa
tenha sido determinante para a condenação.
No caso julgado, o TRT/PA considerou
existirem informações nos autos, além das prestadas
pelo oficial de Justiça, que fundamentavam a manutenção
da penhora. Entre elas, o Regional constatou que não houve registro
na Junta Comercial de qualquer alteração de endereço
da empresa; os endereços dos novos sócios constantes de
alteração contratual sequer existiam; os ex-sócios
continuavam residindo no endereço da empresa; um deles, pessoalmente,
tomou ciência da penhora do terreno e assumiu o encargo de fiel
depositário; e, mesmo na hipótese de sucessão, a
madeireira continuava a exercer suas atividades no mesmo ponto e ramo
comercial, e a sucessora responde solidariamente pelas dívidas
trabalhistas da sucedida. Finalmente, a empresa não nomeou bens à penhora
de quem alegava ser o real credor. “Verifica-se, após minuciosa
análise da fundamentação, que o Juízo tomou
por base para o indeferimento do pedido não só a certidão
emitida pelo oficial de Justiça, mas inúmeros elementos
probatórios acerca do título de propriedade da empresa”,
concluiu o ministro Emmanoel. (ROAR-170/2006-000-08-00.4)
(Carmem Feijó)

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