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Agência
Senado, 17 de agosto de 2007
Aprovado projeto que permite saque do PIS-Pasep aos 60 anos

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa
(CDH) aprovou, nesta quinta-feira (16), projeto de lei de autoria do
senador Paulo Paim (PT-RS) que permite ao trabalhador com mais de 60
anos de idade sacar seus recursos no fundo de participação
do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de
Formação do Patrimônio do Servidor Público
(Pasep). Também a pessoa portadora de deficiência ou o idoso
que receba benefício de prestação continuada poderá ser
favorecido pela proposta, de acordo com emenda apresentada pelo relator,
senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC). A matéria ainda
será examinada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS),
onde receberá decisão terminativa.
Mesquita Júnior informou que o projeto (PLS 216/07) vai reduzir
em dez anos a idade mínima para o saque de tais recursos. Na opinião
do relator, a medida é importante, uma vez que a expectativa de
vida do brasileiro é de 71,9 anos - no Nordeste, chega a 69 anos
-, o que significa que os trabalhadores poderão não usufruir
plenamente dos saques aos 70 anos.
O senador Flávio Arns (PT-PR) lembrou que as pessoas idosas enfrentam
problemas financeiros e diversas dificuldades, especialmente no que diz
respeito à aquisição de medicamentos. Flávio
Arns disse que embora essa parcela da população tenha assegurado,
por leis específicas, atendimento integral, universal e gratuito à saúde,
ainda precisa comprar os próprios remédios.
- Vemos as pessoas pelo Brasil comprando medicamentos. Em outros países
não se paga pelo medicamento - contou.
Criança
O projeto de lei que visa a criar a Agência Nacional de Proteção à Criança
e ao Adolescente (PLS 50/05), de autoria do senador Cristovam Buarque
(PDT-DF), que tinha votação prevista paraesta quinta-feira
pela CDH, foi retirado de pauta pela relatora, senadora Patrícia
Saboya (PSB-CE). A parlamentar apresentou seu pedido atendendo a solicitação
do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
(Conanda), que sugeriu um debate maior da matéria.
Patrícia Saboya disse que já ofereceu parecer favorável à aprovação
da proposta e explicou que o projeto será reexaminado, pois algumas
atribuições que ficariam a cargo da agência proposta
já estão sob a responsabilidade do Conanda. A relatora
informou ainda que o autor do projeto concorda com sua sugestão
de agendar uma reunião no Conanda a fim de que seja discutida
uma alternativa para a proposta.
- É um projeto de muito mérito, que tem o sentido de melhorar
as condições de vida das nossas crianças e dos nossos
jovens - resumiu a senadora.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
17 de agosto de 2007
Nova versão da Consolidação
das Leis Trabalhistas está pronta
Patrícia Acioli
A nova CLT (Consolidação
das Leis Trabalhistas) está pronta. Simplificada, com 205 artigos
revogados e adequada ao mercado de trabalho atual, incluindo temas como
a contratação de temporários e participação
dos trabalhadores na divisão dos lucros e resultados.
A partir de agora, o Projeto
de Lei 1.775/07, protocolado na Mesa da Câmara pelo deputado Cândido
Vacarezza (PT-SP), tem 30 dias para receber sugestões e voltar
para a tramitação normal nas comissões.
O PL consolida os dispositivos
normativos materiais da CLT, ou seja, aqueles que dizem respeito ao direito
do trabalhador e foi elaborado pelo Grupo de Trabalho de Consolidação
das Leis Federais, coordenado pelo deputado Vacarezza.
Segundo a assessora jurídica
do deputado, Ana Cláudia de Paula, o objetivo do trabalho era
a simplificação, a redução e consolidação
do que existia. “Principalmente naquilo que se referia a conceitos,
porque eles mudaram. A CLT foi criada em 1943. Adequamos ao conceito
da constituição de 1988”, explicou Ana Cláudia.
Segundo a assessora, a consolidação
não permite inovar as regras, ela não origina novos direitos,
a sua função é sistematizá-la e como o material
sobre o tema é extenso o grupo de trabalho separou em duas etapas
direito material trabalhista e direito trabalhista processual
Entre outras coisas, foi feita
a fusão disposições repetidas ou de valor normativo
idêntico e atualização de valores de penas pecuniárias.
Originalmente com 922 artigos a CLT sofreu diversas alterações,
reflexo das mudanças políticas e econômicas da história.
Recebeu 200 alterações,
mais de 20% de seus dispositivos foram alterados e atravessaram 4 constituições. “Além
disso, muitas leis posteriores, como a que se refere à divisão
da participação de lucros e resultado dos trabalhadores
e dos temporários nem constavam da CLT”, disse.
“Quando da criação
da CLT eram outros tempos, e a percepção que a lei deu
a alguns temas foi autoritária e pelega. Por exemplo, no caso
dos sindicatos. Agora, depois da Constituição, o que vale é o
estimulo a liberdade de associação. Então, os artigos
referentes a controle sindical foram revogados”, contou.
“No título referente às
mulheres, sindicatos e estabilidade provavelmente ficou apenas 50% do
que existia. O restante foi revogado, porque muita coisa mudou e não
tem aplicabilidade”, completou. “Havia um artigo que determinava
que no ambiente de trabalho a mulher tinha que ter um banco para descansar,
outra lei determinava, por exemplo, como deveria ser tirada uma foto
três por quatro. Isso não dá mais.”
Reportagem produzida pelo jornal
DCI e reproduzida por Última Instância com autorização
concedida por contrato de licenciamento de conteúdo
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CONSULTOR JURÍDICO,
17 de agosto de 2007
Perseguição no trabalho
OIT repudia práticas anti-sindicais
de universidades
A OIT (Organização Internacional do Trabalho) repudiou a postura
do governo brasileiro de não manter mecanismos que impeçam as
práticas anti-sindicais no país. Isso após a análise
da representação feita pelo Andes-SN (Sindicato Nacional dos
Docentes do Ensino Superior), no ano passado.
O sindicato relatou as condutas
de instituições como Universidade Metodista de Piracicaba
(UNIMEP), Universidade Católica de Brasília (UCB), Faculdade
do Vale do Ipojuca (FAVIP) e Faculdade de Caldas Novas (GO), que demitiram
dirigentes sindicais por não aceitarem que os professores se organizem
para reivindicar melhores condições de trabalho e de salários.
Em documento público,
o Departamento de Normas Internacionais do Trabalho da OIT recomendou
ao governo brasileiro que tome providências para garantir a reintegração
dos dirigentes das seções sindicais do Andes-SN. O sindicato
afirma que eles foram demitidos em virtude da perseguição.
A entidade defendeu também
que o Brasil adote as medidas necessárias para modificar a legislação
sindical. Assim, pode garantir aos trabalhadores a liberdade de organização
sindical. O departamento recomenda, ainda, que o governo brasileiro convoque
as partes interessadas para aprofundar as discussões sobre o tema.
"A resposta positiva à nossa
representação vai fortalecer a luta pelo direito de organização
sindical e contra as práticas anti-sindicais do patronato e do
governo para todas as categorias brasileiras”, afirmou o presidente
do sindicato, Paulo Rizzo.
Para ele, mesmo que a decisão
da OIT não tenha poder de coerção para obrigar o
Executivo brasileiro a cumpri-la, provoca uma grande intimidação,
principalmente para um governo presidido por um ex-sindicalista.
Na denúncia à OIT,
o sindicato destaca que apesar da sucessiva e notória prática
de atos anti-sindicais no âmbito das instituições
particulares de ensino superior (IPES), o Estado brasileiro não
tem tomado medidas necessárias para combater o problema. Apesar
de os trabalhadores e organizações sindicais terem apresentado
relatos no âmbito da administração pública,
os órgãos competentes não têm atuado com o
objetivo de fiscalizar ou proibir a prática de condutas discriminatórias
nas IPES, quer seja no interior do país ou nas regiões
metropolitanas.
O sindicato informou à OIT
que o Poder Judiciário brasileiro não reconhece os atos
anti-sindicais porque o Brasil não dispõe de mecanismos
de proteção que evitem a discriminação de
trabalhadores por sua filiação a um sindicato.
“A Constituição
garante a liberdade de organização sindical, porém,
a legislação infraconstitucional e o conservadorismo dos
tribunais impedem o pleno exercício da liberdade de organização
sindical dos trabalhadores. Mas não vamos ficar à espera
de uma mudança nas leis brasileiras e nem vamos esperar que o
governo cumpra as recomendações da OIT. Vamos continuar
na luta contra a tentativa dos empresários da educação
de nos intimidar", afirmou Paulo Rizzo.
De acordo com o documento da
organização internacional, o governo brasileiro afirmou
que "elaborou no âmbito do Fórum Nacional do Trabalho
[FNT] uma proposta de reforma sindical que contempla, entre outras coisas,
a tipificação dos atos anti-sindicais e a possibilidade
de que a autoridade administrativa possa impor sanções".
Paulo Rizzo rebateu a informação
do governo, afirmando que a proposta de reforma sindical do FNT não
garantirá a liberdade de organização sindical aos
trabalhadores. "A reforma que esse fórum propõe não
prevê a ampliação do poder dos trabalhadores nas
suas organizações de base, mas apenas concentra o poder
nas cúpulas das centrais sindicais", afirmou.
O advogado Cláudio Santos,
que assessora o sindicado, disse que as recomendações da
OIT serão anexadas a todos os processos judiciais de reintegração
dos demitidos, movidos pelo Andes-SN, que tramitam em todas as instâncias
da justiça trabalhista no país.
“Nossa intenção é fazer
uma série de atos junto ao Ministério Público do
Trabalho e à representação da OIT em Brasília,
no sentido de obtermos a reintegração desses dirigentes
demitidos”.
Santos observou que "uma
condenação desse tipo é muito ruim para imagem
do país no exterior". Segundo ele, nenhuma ação
de reintegração obteve sucesso. Várias dessas
ações já tramitam no Tribunal Superior do Trabalho,
mas ainda não foram julgadas.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
17 de agosto de 2007
Atraso de ação trabalhista
soma 1,4 milhão
Adriana Aguiar
A Justiça do Trabalho
acumula 1,415 milhão de casos em aberto, e esse número
preocupa as empresas, pela indefinição que traz para os
negócios. As formas alternativas de solução de conflito
e a busca pelo diálogo com os empregados estão sendo cada
vez mais procuradas pelas empresas para diminuir passivos trabalhistas
e resolver conflitos de forma mais rápida.
O caminho, segundo o professor
de direito trabalhista Amauri Mascaro do Nascimento e o ex-superintendente
da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Alencar Rossi,
já mostra resultados positivos.
Entre as possibilidades existentes,
e que começam a ser utilizadas com mais ênfase, estão
a arbitragem e a conciliação prévia, na qual há negociação
direta entre empresa e sindicato.
Entretanto, os especialistas
afirmam que muitas empresas ainda não estão familiarizadas
com as novidades. A instituição de Comissão de Conciliação
Prévia, por exemplo, prevista na CLT (Consolidação
das Leis Trabalhistas) desde 2000, ainda não foi descoberta pelas
empresas como alternativa, segundo Rossi.
“E ela é um instrumento
bastante importante para reduzir um passivo trabalhista”, opina.
Instituição
As empresas e os sindicatos podem instituir estas comissões, de composição
paritária entre representantes dos empregados e dos empregadores, com
a atribuição de tentar conciliar os conflitos individuais do
trabalho. Com o acordo, as partes assinam um termo de que irão cumprir
o combinado e que, em caso de descumprimento, a questão será levada
para a Justiça do Trabalho.
Para Rossi, o empresário
que acredita que a instituição sindicato está ultrapassada
está enganado. Segundo ele, o que houve foi apenas uma mudança
no papel do sindicalismo, que passou a ocupar um novo espaço,
mas que continua atuante.
“Todas as leis trabalhistas
só são aprovadas com o aval dos sindicatos, o que ainda
demonstra a sua força”, diz.
Ele explica que ao estabelecer
um acordo coletivo com os trabalhadores via sindicato, o empresário
tem a vantagem de, geralmente, ver as determinações decididas
mantidas pela Justiça.
Arbitragem
“A arbitragem também é uma solução eficaz e
que evita passivos trabalhistas”, explica Mascaro. Entretanto, ele diz
que, apesar do número crescente de empresas que usam essa alternativa
na esfera trabalhista, ainda há no Brasil uma resistência cultural
para solucionar conflitos por outros meios que não o Judiciário.
Na arbitragem, as partes nomeiam árbitros
que deverão decidir sobre o conflito. Geralmente, as empresas
escolhem uma câmara especializada e estabelecem no contrato trabalhista
que os conflitos serão revolvidos por este meio.
Apesar da resistência do
brasileiro, Mascaro afirma que a tendência é que o país
resolva cada vez mais os conflitos no interior da empresa e distante
da Justiça, como já acontece, por exemplo, nos Estados
Unidos.
Flexibilização
Os especialistas acreditam que apesar da tentativa fracassada de alterar a
CLT em 2005, quando houve a discussão sobre a Reforma do Judiciário,
a flexibilização das leis do trabalho já vem ocorrendo
no Brasil e as novas leis tem sido favoráveis a isso.
Entre os sinais de flexibilização
está o entendimento sobre créditos trabalhistas na Lei
de Falências e a nova lei de distribuição de lucros,
que faz com que o empregado possa receber gratificações.
Reportagem produzida pelo jornal
DCI e reproduzida por Última Instância com autorização
concedida por contrato de licenciamento de conteúdo
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ÂMBITO JURÍDICO,
17 de agosto de 2007
Validade de pedido de demissão é condicionada à assistência
do sindicato
“O pedido de demissão
firmado por empregado com mais de um ano de serviço só será válido
quando feito com a assistência do respectivo sindicato
profissional”. Com base neste fundamento do artigo
477, parágrafo 1º, da CLT, a 4ª Turma do TRT-MG,
acompanhando voto do juiz convocado Fernando Luiz Gonçalves
Rios Neto, negou provimento a recurso de uma empresa, que se
recusava a pagar as verbas rescisórias alegando que o
reclamante é que teria pedido demissão do emprego.
A reclamada apresentou como prova de sua alegação
a assinatura do TRCT – Termo de Rescisão do Contrato
de Trabalho – pelo ex-empregado.
Mas o reclamante negou
que tenha pedido demissão, alegando que assinou o TRCT
em função de acordo feito verbalmente com a reclamada,
que condicionou o pagamento de parte das verbas rescisórias à assinatura
do documento. Segundo testemunha arrolada pelo reclamante, ao
saírem da empresa, todos os empregados tinham que assinar
a carta de demissão ou a reclamada não faria qualquer
acerto de verbas rescisórias.
“No mais, “a
CLT prevê que o pedido de demissão, firmado por
empregado com mais de um ano de serviço, como no caso
do reclamante, só será válido quando feito
com a assistência do respectivo sindicato profissional”-
frisou o juiz. Como ao assinar o TRCT, o reclamante não
se encontrava assistido pelo sindicato da categoria, a 4ª Turma
considerou caracterizada a rescisão imotivada do contrato
de trabalho, reconhecendo o direito do reclamante de receber
todas as parcelas rescisórias decorrentes.
( RO nº 01385-2006-031-03-00-8
)
Fonte: TRT3
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ÂMBITO JURÍDICO,
17 de agosto de 2007
Incide IR sobre indenização
substitutiva da estabilidade da gestante
“ Não é a natureza indenizatória ou salarial da verba
paga pelo empregador que determinará ou não a incidência
e a retenção do imposto de renda sobre a mesma. Estas se farão
pelos critérios distintos e específicos das normas tributárias
que regem a matéria”. Este foi o fundamento utilizado pela 6ª Turma
do TRT-MG, com base em voto do desembargador Hegel de Brito Boson, ao determinar
a inclusão da indenização substitutiva da estabilidade provisória à gestante
na base de cálculo do imposto de renda a ser retido na fonte pela empresa.
Segundo esclarece o desembargador,
parcela indenizatória na legislação tributária
tem conceito diferenciado da conceituação simplificada
utilizada pelo direito do trabalho. Assim, no campo tributário,
indenizatório é tudo o que serve para repor os gastos efetivamente
feitos para obtenção do rendimento. “A indenização
substitutiva de salários do período da estabilidade não
respeitada não corresponde, em direito tributário, a rendimento
de natureza indenizatória, mas a rendimentos percebidos em razão
do trabalho” - explica. Por isso, na hora de reter os tributos
incidentes na fonte, o empregador deve observar a incidência das
normas tributárias próprias.
Para o desembargador, não
cabe à Justiça do Trabalho discutir a natureza tributável
ou não tributável das parcelas objeto de condenação. “Segundo
o artigo 11 do Código Tributário Nacional, devem ser interpretadas
literalmente as normas que disponham sobre outorga de isenção” – comenta
o relator, acrescentando que integram o rendimento tributável
as parcelas salariais e qualquer outra remuneração especial,
ainda que sob a denominação de indenização,
pagas por ocasião ou em razão da rescisão do contrato
de trabalho, que extrapolem o limite garantido por lei.
Ele lembra que a retenção
constitui mera antecipação, ajustável no final do
exercício, quando o contribuinte poderá discutir sobre
quanto ainda lhe compete pagar ou o que tem a receber de volta.
( AP nº 00732-2006-062-03-00-3
)
Fonte: TRT3
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ÂMBITO JURÍDICO,
17 de agosto de 2007
TST mantém justa causa após
aviso prévio
A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão do Tribunal
Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo) que converteu
em justa causa demissão de uma ex-empregada do Banco Bilbao Vizcaya,
em pleno cumprimento a aviso prévio
Contratada pelo banco como operadora
de CDC Leasing, ela foi despedida sem justa causa um ano após
sua admissão, tendo a empresa, inicialmente, dispensado-a do cumprimento
de aviso prévio. Uma semana depois, o empregador reverteu o ato
em justa causa, diante da constatação de uma série
de atos ilícitos atribuídos à empregada que, em
conluio com o proprietário de uma agência de automóveis,
forjava financiamentos de veículos, mediante a falsificação
da assinatura de suspostos compradores dos carros. Ao tentar cobrar dívidas
dessas pessoas, o banco descobriu tratar-se de uma farsa, pois os devedores
simplesmente não existiam.
A empregada ajuizou ação
em que sustentou ser ilegal a aplicação de justa causa
nessas condições, e reclamou o pagamento de verbas rescisórias,
além de reparação por danos morais. Após
considerar essa questão (danos morais) extinta sem julgamento
do mérito, o juiz da 32ª Vara do Trabalho de São Paulo
acolheu parcialmente a reclamação e condenou a empresa
ao pagamento de aviso prévio, férias proporcionais, 13º e
outras verbas rescisórias. A sentença baseou-se no fundamento
de que seria impossível alegar justa causa mediante a dispensa
do aviso prévio e, portanto, após cessada a relação
de emprego, ressaltando que, nessas condições, seriam totalmente
descabidos os argumentos de apuração de falta grave.
O banco recorreu, buscando, sobretudo,
o reconhecimento da legalidade da dispensa por justa causa. Entre as
alegações apresentadas, destacou o fato de que a falta
grave foi cometida pela empregada muito antes do início do prazo
de projeção do aviso prévio, embora só tenha
sido confirmada após a conclusão de auditoria, uma semana
antes.
O TRT deu provimento parcial
ao recurso, por entender que a constatação de falta grave
durante o período destinado ao aviso prévio, mesmo que
indenizado, deve ser considerada para a conversão da dispensa
em justa causa. E determinou, por conseguinte, a exclusão das
verbas indenizatórias daí decorrentes, mantendo, no entanto,
a condenação quanto ao pagamento de diferenças decorrentes
de horas extras.
Ambas as partes recorreram ao
TST: o empregador, mediante agravo de instrumento, e o empregado, por
meio de recurso de revista. O relator da matéria, ministro João
Batista Brito Pereira, negou provimento ao recurso do empregador e decidiu
pelo não conhecimento do recurso do reclamante.
Ao apreciar as alegações
do empregado no intuito de reformar a validação da justa
causa, o ministro concluiu que o recurso não poderia sequer ser
conhecido, na medida em que as decisões apresentadas como paradigma
não se sustentam como tal e, portanto, não podem ser levadas
em consideração. (RR-73380/2003-900-02-00.5)
(Ribamar Teixeira)
Fonte: TST
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ÂMBITO JURÍDICO,
17 de agosto de 2007
Empresa deve indenizar funcionário
que teve pé amputado após acidente de trabalho
Empregado que teve o pé amputado depois de acidente durante o serviço
deverá receber indenização de R$ 50 mil, a título
de danos morais, além de pensionamento vitalício de um salário
mínimo. Essa é a decisão da 9ª Câmara Cível
do TJRS em ação movida contra a empresa Açotubo Indústria
e Comércio Ltda de Canoas.
O autor auxiliava a descarregar
barras de ferro, que pesam cerca de três toneladas, passando a
corrente para que fossem levantadas por ponte móvel, que é operada
por outro funcionário. Porém, uma das barras desprendeu-se
da corrente e caiu sobre o autor, que teve o pé esmagado. Em ação
contra a Açotubo, o motorista de caminhão pediu indenização
por danos morais e materiais, estes referentes à pensão
mensal vitalícia de dois salários mínimos e às
despesas médicas, de R$ 800.
Em decisão de 1º Grau,
foi negado o pedido de pagamento das despesas médicas e de pensionamento.
No entanto, a empresa-ré foi condenada a indenizar o período
de seis meses em que o autor ficou impossibilitado de trabalhar, além
do pagamento de R$ 70 mil por danos morais.
Em recurso, a Açotubo
argumentou que o acidente ocorreu por culpa exclusiva da vítima,
que estava em área de risco, fora da cabine do caminhão.
Em tese alternativa, defendeu que fosse reduzido o valor, porque houve
ao menos culpa concorrente da vítima e, ainda, porque o acidente
não a deixou incapacitada para trabalhar.
O empregado também recorreu
e defendeu ter direito também a pensão vitalícia
de dois salários mínimos mensais, porque ficou impedido
de realizar normalmente atividades de caminhoneiro.
Voto
Sobre a concessão de pensionamento,
o relator, Desembargador Odone Sanguiné, entendeu que as fotografias
apresentadas e o relato da vítima comprovam as dificuldades enfrentadas
pela diminuição da capacidade trabalhar. Estabeleceu pensionamento
mensal de um salário mínimo, até que o autor da
ação complete 70 anos de idade.
Analisando a demanda de indenização
por danos morais, observou que as testemunhas foram unânimes em
apontar como causa do acidente a ordem do controlador da operação,
chefe da vítima, de descarregar duas barras de ferro ao mesmo
tempo. O procedimento padrão era descarregar uma barra por vez.
Entretanto, avaliou que o valor arbitrado inicialmente, de R$ 70 mil,
ultrapassa a quantia concedida pelo Colegiado em casos semelhantes, fixando
o valor de R$ 50 mil reais.
Acompanharam o voto do relator
as Desembargadoras Iris Helena Medeiros Nogueira e Marilene Bonzanini
Bernardi.
Para ler a íntegra do
acórdão, acesse:
Proc. 70019583772 (Mariane Souza
de Quadros)
Fonte: TJRS
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FETRACONSPAR, 17 de agosto
de 2007
Estabilidade Sindical
Reintegração de dirigente
sindical do STICM DE LONDRINA
Veja a íntegra do Acórdão
(AC. 22165/07) da 5ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho – TRT,
da 9ª Região, onde foi determinada à reintegração do
diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Londrina e Região – STICM Londrina,
Sr. Aparecido Sarveti.
| Processo: |
TRT-PR-01612-2006-019-09-00-9
(RO) |
| Acórdão |
AC.22165/07 |
| Recorrente: |
Aparecido
Sarveti |
| Recorridos: |
CN
Engenharia e Comércio Ltda
Condomínio Prince Albert Residence |
Clique
e leia a íntegra do Acórdão.
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JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO,
17 de agosto de 2007 | Dinheiro
Concessão de aposentadoria
pode demorar 9 meses
PAULO MUZZOLON
do Agora
O segurado que quiser pedir a aposentadoria
ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na capital pode ter de
esperar mais de nove meses para
conseguir o benefício. Além da data mais próxima
para atendimento na cidade ser no dia 18 de janeiro, como ocorre no posto
do Tucuruvi (zona norte), quem tiver direito a receber a grana precisa
aguardar, em média, mais 125 dias para se aposentar.
Ao todo, a espera pode chegar a 281 dias
no exemplo acima. Até mesmo
quem não tem direito ao benefício tem que esperar esse
tempo apenas para ter uma resposta.
Dez dias após o ministro da Previdência, Luiz Marinho,
anunciar um plano de ação para reduzir drasticamente esse
tempo até uma definição sobre a aprovação
ou não do pedido de aposentadoria, as datas mais próximas
para o atendimento ainda são apenas para o ano que vem .
O INSS quer, a partir de janeiro, dar uma
resposta a quem fizer o pedido em até 45 dias. A partir do 46º dia, o órgão
deve corrigir monetariamente o benefício.
Documentos
De acordo com o ministro Marinho, a resposta
do INSS pode sair mais rapidamente caso o segurado esteja com toda
a documentação
em mãos. Ele garante que quem estiver nessa situação
pode, inclusive, sair da agência com a aposentadoria concedida.
Uma das reclamações dos segurados é sobre a falta
de esclarecimento de dúvidas para a concessão de benefícios.
Isso ocorre, por exemplo, quando faltam poucas contribuições
para o trabalhador conseguir se aposentar por tempo de serviço,
mas a única informação que recebe do atendente é a
de que não ainda não pode se aposentar. Por conta disso,
acaba trabalhando mais do que precisaria para garantir o seu benefício.
O plano de ações da Previdência promete treinar
os atendentes para evitar essa situações. No lançamento
do plano, o ministro classificou como "inócuo" o fato
de alguém trabalhar por mais de dois anos para garantir um benefício
só porque não teve informações.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 17 de agosto de 2007 | Dinheiro
Mais pessoas se dedicam
aos afazeres da casa com queda na renda, diz IBGE
DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio
A análise da dinâmica dos afazeres domésticos realizada
pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entre 2001
e 2005, registra aumento da proporção de pessoas que realizavam
afazeres domésticos de 66,9% para 71,5%.
Esse resultado, divulgado nesta sexta-feira,
refletiu uma ligeira queda do trabalho doméstico remunerado,
que passou de 7,8%, em 2001, para 7,6%, em 2005.
Segundo o levantamento, outro fator que
pode ter contribuído
para o aumento deste percentual é a queda no rendimento real das
pessoas que passou de R$ 858,00, em 2001, para R$ 763,00, em 2005. O
IBGE afirma que a não contratação de serviço
doméstico permanente, residente e a contratação
mensal de diaristas influenciam estes resultados.
Em 2001, as pessoas dedicavam, em média, 23,4 horas semanais
com afazeres domésticos, passando para 19,9, uma redução
de quase cinco horas, em 2005. A pesquisa diz que a redução
no tempo dedicado a essas atividades pode ser explicada pela aquisição,
nos últimos anos, de bens duráveis nos domicílios
e acesso às novas tecnologias que facilitaram bastante o trabalho
doméstico.
A PNAD destaca que na população ocupada o cuidado com
afazeres domésticos também se intensificou entre 2001 e
2005, passando de 62% para 68,6%. Esse aumento foi maior entre os homens.
Já o número de horas destinadas aos afazeres domésticos
na população ocupada foi reduzido no período analisado,
passando de 18,4% horas semanais para 16,3.
De acordo com o IBGE, o objetivo da PNAD é analisar as informações
de jornada de trabalho para que se possa compor um número aproximado
do tempo gasto nessas atividades e a disponibilidade para outras atividades
como lazer e estudos.
A pesquisa, com informações coletadas de pessoas de 10
anos ou mais de idade, serve de base para as funções sobre
trabalho não remunerado e gênero.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 17 de agosto de 2007 | Dinheiro
Mulheres passam a ter "tripla
jornada" neste século, diz IBGE
DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio
O crescimento da participação das mulheres no mercado
de trabalho reproduz a "dupla jornada", quando elas dividem
a vida profissional com o cuidado de afazeres domésticos. Mas
a carga não pára por aí.
Segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios),
divulgados nesta sexta-feira, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística), de 2001 e 2005, não somente as crianças
dependem das mulheres (no caso mães), mas também grande
parte dos idosos, dando origem, no século 21, a chamada "tripla
jornada".
De acordo com o levantamento, o cuidado
com os idosos se constitui em uma atividade feminina e, à medida que a idade avança,
a atenção com eles também aumenta. O IBGE diz que
a "tripla jornada" é gerada por mudanças significativas
na distribuição do tempo das mulheres com o cuidado pessoal
e o lazer, além da absorção das horas com o mercado
de trabalho e atenção com a família.
O levantamento diz que a crescente participação feminina
no mercado de trabalho não isentou as mulheres nem reduziu a jornada
delas com os afazeres domésticos. A carga semanal delas supera
a dos homens em quase cinco horas.
O estudo também afirma que há desvantagem em relação às
mulheres não apenas com as horas de trabalho, mas também
com a dificuldade de conciliar suas atividades profissionais e familiares.
A baixa oferta de aparato social como creches, dificulta mais a participação
delas em ambientes profissionais.
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Agência
Diap, 17 de agosto de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
Centrais sindicais propõem pauta unitária
dos trabalhadores no Congresso
Em
reunião com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia
(PT/SP), na tarde de hoje, as centrais sindicais propuseram uma pauta
de interesse dos trabalhadores no Legislativo. Ficou acertado que a Câmara
irá realizar uma comissão geral para debater a geração
de empregos no Brasil. O presidente da Força Sindical propôs
que os trabalhadores participem das agências reguladoras.
Marcos Verlaine
Num ambiente de consenso e unidade, as centrais sindicais — CUT,
Força Sindical, NCST, UGT e CGTB — se reuniram com o presidente
da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), na tarde desta quinta-feira,
16, na presidência da Casa para debater uma agenda dos trabalhadores
no Congresso Nacional. Na oportunidade, entregaram ao presidente um
documento que propõe uma "jornada pelo desenvolvimento,
com distribuição de renda e valorização
do trabalho", assinado por todas as centrais representadas na
reunião.
Ao final da reunião, sob a concordância das centrais,
o deputado Roberto Santiago (PV/SP) propôs que a Câmara
realize um amplo debate, em forma de comissão geral, com a participação
das centrais, lideranças sindicais dos trabalhadores e empresariais
e Governo, a fim de debater a "geração de empregos" no
País. Chinaglia concordou e disse que vai realizar o evento.
Comissão geral é uma sessão plenária da
Câmara para debater assunto relevante ou projeto de iniciativa
popular ou para ouvir ministro de Estado. Na comissão geral,
a palavra é aberta a convidados, diferentemente do que ocorre
nas sessões, nas quais apenas deputados podem usar a palavra.
Sugestões do DIAP
O presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), fusão
da CAT, CGT e SDS, Ricardo Patah, disse estar de acordo com a agenda
sugerida pelo DIAP, tanto para aprovar as proposições contidas
na pauta, quanto para rejeitar as matérias contrárias aos
interesses dos trabalhadores. Clique
aqui e conheça o levantamento
elaborado pelo DIAP.
Ele chamou atenção também para a questão
da automação nas empresas e os resultados negativos para
os trabalhadores. Em face disto, propôs que a Câmara aprove
proposição (PL 2.902/92), do ex-senador Fernando Henrique
Cardoso (PSDB/SP), que protege o trabalhador em face da automação
das empresas. Por fim, sugeriu que sejam feitas mais reuniões
das centrais com o presidente da Câmara para tratar de assuntos
de interesse do mundo do trabalho.
No encerramento da reunião, o diretor de Documentação
do DIAP, Antônio Augusto de Queiroz, destacou três proposições
que necessitam da atenção do movimento sindical no Congresso.
Ele lembrou que está pronta para votação a Mensagem
Presidencial 389/03, que pede a retirada do PL 4.302/98, do ex-presidente
FHC, que trata da terceirização da mão-de-obra,
um "projeto nefasto", pontuou.
Queiroz chamou atenção também para o PLP 8/03,
do deputado Maurício Rands (PT/PE), que trata da demissão
arbitrária. Caso o projeto seja aprovado, no formato que está proposto,
não garante a proteção do emprego e ainda revoga
a indenização dos 40% sobre o FGTS. Por fim, ele lembrou
a necessidade de o Congresso revogar a denúncia feita pelo Governo
FHC da Convenção 158, que protege o trabalhador contra
a demissão sem motivos.
Legalização das centrais
O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP),
líder do bloco parlamentar
composto por PSB, PDT, PCdoB, PMN, PHS, PRB, com 77 deputados, terceira
força política na Casa, atrás apenas do PMDB, PSC
e PTC, com 105 deputados; e do PT, que tem 81 deputados, chamou atenção
para três aspectos importantes. O parlamentar também é presidente
da Força Sindical.
O primeiro é o fato de que o Governo enviará para exame
e votação da Câmara dois projetos de lei que irão
tramitar em regime de urgência constitucional. Um trata do reconhecimento
das centrais sindicais; o outro, da abertura do comércio aos
domingos. O deputado alertou sobre a tramitação dessas
matérias no Congresso, isto é, que o movimento acompanhe
pari passu a tramitação dessas proposições,
que interfira nos debates nas comissões, na escolha dos relatores
e no seu conteúdo.
Ele também sugeriu, no contexto dos debates relacionados às
agências reguladores, que essas instituições tenham
a participação dos trabalhadores, tal como ocorre em
vários outros órgãos institucionais.
Situação difícil
Nas discussões, o presidente da CUT, Artur Henrique da Silva,
falou da agenda do desenvolvimento proposta pelas centrais e da importância
de as entidades sindicais continuarem seu trabalho de pressão
política do Congresso por melhores condições de
vida e de trabalho.
Entretanto, ele chamou a atenção para a difícil
situação pela qual passa o movimento sindical brasileiro.
O local de trabalho se desenvolve e ganha nova dinâmica e as
entidades sindicais estão fora deste processo. Assim, ele alertou
sobre a importância da "organização sindical
no local de trabalho" para se contrapor ao "interdito sindical",
mecanismo que impede que os dirigentes sindicais tenham acesso ao local
de trabalho.
Artur Henrique também destacou o artigo 522 da CLT, que estabelece
que apenas sete dirigentes sindicais tenham estabilidade no emprego.
Com uma interpretação anti-sindical, o patronato entende
que os demais dirigentes das entidades não têm estabilidade
e querem demiti-los.
Para combater esta prática, o senador Paulo Paim (PT/RS) apresentou
projeto de lei (PLS 177/07), que proíbe a demissão do
membro ou candidato do conselho fiscal. Sobre esta polêmica leia
artigo do advogado e membro do Corpo Técnico do DIAP, Hélio
Gherardi, publicado na seção Opinião, no dia 3
de agosto.
Ele também elencou outras matérias que devem compor uma
agenda do movimento sindical no Congresso: a redução
da jornada de trabalho (PEC 231/95), dos ex-deputados e atuais senadores
Inácio Arruda (PCdoB/CE) e Paulo Paim, e o combate à informalidade.
Trabalho escravo
A Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura)
também participou da reunião representando os trabalhadores
rurais. A entidade, por meio do seu presidente, Manoel José dos
Santos, pontuou as proposições de "interesse do campo" em
discussão no Legislativo. Ele destacou o PL 5.852/01, que disciplina
a inspeção em terras que produzem plantas psicotrópicas
para fins de reforma agrária.
Santos destacou também o PDC 2.351/06, que trata da Convenção
184 da Organização Mundial do Trabalho (OIT). Essa convenção
estabelece normas internacionais sobre segurança e saúde
do trabalhador e da trabalhadora rural. Há ainda a PEC 438/01,
do ex-senador Ademir Andrade (PSB/PA), que confisca terras onde há práticas
de trabalho escravo. E a manutenção do veto à Emenda
3.
A Via Campesina também apresentou seus pleitos – aprovação
da PEC do Trabalho Escravo, o PL 6.852/06, que define regras mais claras
para acesso dos trabalhadores e trabalhadoras rurais à Previdência
Social e o PL 490/95, que trata da reintegração de posse
da terra.
Contribuição assistencial
Outro tema que deve compor uma agenda dos
trabalhadores no Legislativo Federal é o PLS 248/06, do senador Paulo Paim, que prevê o
desconto no limite percentual de até 1% da remuneração
bruta anual do trabalhador. Este tema foi levantado pelo presidente da
Nova Central Sindical de Trabalhadores, José Calixto Ramos.
Calixto também chamou a atenção para o debate
da diminuição da jornada de trabalho como elemento da
diminuição do desemprego no Brasil. Este tema é consensual
no movimento sindical. Por fim, o dirigente sindical destacou a importância
da reunião e disse ser necessário fazer outras, com o
objetivo de possibilitar o avanço da agenda sindical no Congresso
Nacional.
Soberania nacional
O representante da CGTB (Central Geral
dos Trabalhadores do Brasil), Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira, em
sua fala tocou num tema importante
que é a soberania nacional. Ele disse que é preciso combater
as empresas transnacionais que aplicam capital nas empresas nacionais,
a fim de comprar grandes hectares de terra no Brasil, sem limite.
Ele chamou atenção também sobre o papel da grande
mídia, que criminaliza pessoas e instituições
sem direito à defesa. Trata-se do papel dos meios de comunicação
do Brasil, que será objeto de debate, anunciou o dirigente da
CGTB.
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Agência
Diap, 17 de agosto de 2007
DIREITOS TRABALHISTAS
Comissão rejeita proposta que
retira direitos dos trabalhadores
A
Comissão de Trabalho da Câmara aprovou na reunião
ordinária desta semana o parecer do deputado Eudes Xavier (PT/CE)
que rejeita o projeto de lei (PL) 5.685/01, de autoria do deputado Valdemar
Costa Neto (PR/SP).
A proposição estabelece a eliminação da
possibilidade de contrato tácito de trabalho. Pelo projeto, as
empresas poderiam contratar funcionários sem a necessidade de
contratos formais, o que fere os direitos trabalhistas. Essa é mais
uma tentativa de flexibilizar a Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT).
De acordo com o relator, a proposta se
assemelha com a emenda 3, aprovada na Lei (11.457/07) que criou a Receita
Federal do Brasil, também
conhecida como Super-Receita. A emenda foi vetada pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva.
Verbas salariais
A Comissão também aprovou o PL 5.896/01, obrigando que
o trabalhador esteja presente no recebimento de verbas salariais, depositados
em banco, salvo em caso de doença grave, quando será representado
por um procurador para essa finalidade.
O relator da proposta foi o deputado Edgar
Moury (PMDB/PE) e seu parecer foi pela aprovação da proposta com emenda. De acordo com
o relator, a correção no texto se fez necessária
para que o trabalhador tenha a certeza, através de correspondência,
do recebimento do recurso a que tem direito. A proposta segue para a
CCJ, e caso aprovada, poderá ir direto para ao Senado.
Fundações públicas
Também merece destaque o requerimento das comunistas Vanessa
Grazziotin (AM) e Alice Portugal (BA). As deputadas pedem audiência
pública para debater as áreas de atuação
de fundações instituídas pelo poder público.
Outro requerimento, de autoria do deputado
Roberto Santiago (PV/SP), solicita a audiência publica para debater
o PL 7.663/06, que altera a CLT ao fixar em 40 (quarenta) horas a jornada
semanal de trabalho.
A proposta exige ainda, negociação coletiva para horas
extras, cartão de ponto ou ponto eletrônico, inclusive para
micro e pequenas empresas, obriga o pagamento cumulativo dos adicionais
de insalubridade e periculosidade e institui o adicional de penosidade.
A data para as audiências ainda não foram marcadas. (André Santos)
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Agência
Diap, 17 de agosto de 2007
EMPREGO
Nova Central vai lançar Campanha
Nacional pelo Pleno Emprego
No início desta semana, a Diretoria Executiva, o Conselho Fiscal
e os representantes das Secretarias Profissionais da Nova Central Sindical
de Trabalhadores (NCST) reuniram-se em Brasília para discutir
temas como reforma política, atuação do Ministério
do Trabalho, reforma da previdência e andamento das propostas que
integram o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC.
Na oportunidade, os dirigentes sindicais da central aprovaram o Relatório
da Diretoria Executiva referente ao ano de 2006 e o parecer do Conselho
Fiscal referente à prestação de contas do exercício
de 2006.
Uma importante decisão da reunião foi a de assumir a Campanha
Nacional pelo Pleno Emprego. A proposta foi apresentada aos diretores
da NCST pelo economista José Carlos Assis.
Nos próximos dias, a Nova Central deverá estabelecer os
procedimentos da campanha, que inclui seminários e mobilizações
pelo País. O objetivo da Campanha pelo Pleno Emprego é reverter
o modelo econômico adotado no País, concentrado na formação
de superávit primário para pagar serviços da dívida
pública e fomentar a especulação financeira nacional
e internacional.
Contribuição Assistencial
O senador Paulo Paim (PT/RS) foi um dos
convidados da reunião
da NCST. O parlamentar propôs e a Nova Central acatou imediatamente
a realizaçao de audiência pública no Senado Federal
para tratar da tramitação do PL 248/06, de autoria do senador,
que regulamenta a Contribuição Assistencial.
O projeto está emperrado no Senado em razão da oposição
de setores empresariais, especialmente da Confederação
Nacional da Indústria. Para tentar resolver o impasse, o senador
Paulo Paim vai propor a realização de audiência pública
para buscar entendimento que viabilize a votação do PL
248. (Viviane Ponte Sena)
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Diário
Vermelho, 17 de agosto de 2007
Brasil gasta R$ 32 bi com acidentes de
trabalho
Segundo o INSS (Instituto Nacional
do Seguro Social), cerca de R$ 8 bilhões correspondem a benefícios acidentários
e aposentadorias especiais. Isso significa que o Brasil gasta 4%
de seu PIB (Produto Interno Bruto) – o equivalente a R$ 32
bilhões – com despesas relacionadas a acidentes de trabalho
por ano. São indenizações pagas pela Previdência
Social, custos em saúde, perda de produtividade, entre outros.
Segundo o INSS, do valor total de gastos,
cerca de R$ 8 bilhões
correspondem a benefícios acidentários e aposentadorias
especiais.Dados da OIT (Organização Internacional do
Trabalho), mostram que o gasto no mundo corresponde a 4% do PIB mundial,
ou seja, tudo que os países produzem em serviços e
bens. Segundo o médico e consultor da entidade, Zuher Handar,
uma análise feita pela OIT mostra que esse percentual é 20
vezes maior que toda a ajuda oficial do mundo direcionada ao desenvolvimento
dos países menos industrializados.
Levantamento
Na análise feita pela OIT, dos cerca de 270 milhões
de ocorrências mundiais envolvendo trabalhadores em 2005,
160 milhões foram doenças do trabalho. Desse total,
2,2 milhões resultaram em mortes e 360 mil delas decorreram
de acidentes tipicamente relacionados ao trabalho.
Para Handar, quanto menos desenvolvido o país, maior o número
e o nível da gravidade dos acidentes. O médico explica
que a riqueza da nação está ligada ao investimento
em segurança do trabalho.
A OIT também estima que os países da América
Latina e do Caribe perdem US$ 76 bilhões por ano com mortes
e lesões causadas por doenças do trabalho. Segundo
a entidade, isso significa algo entre 2% e 4% do PIB dessa região.
Avanço
O presidente da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat
Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho), Remígio
Todeschini, afirma que o Brasil tem diminuído a taxa de
incidência de acidentes e de mortalidade nas empresas brasileiras,
mas que as estatísticas ainda representam o dobro do que é registrado
nos países desenvolvidos. "Há um desafio muito
grande a ser perseguido e há um esforço do Ministério
do Trabalho em ampliar a prevenção, focado também
na fiscalização e no aperfeiçoamento da legislação
trabalhista”, afirma.
A falta de informações sobre os riscos ocupacionais é responsável
pela morte de milhares de pessoas por ano na América Latina
e no Caribe. A constatação é da OIT (Organização
Internacional do Trabalho), que estima até 68 mil o número
de pessoas que morrem nesses locais devido a acidentes de trabalho.
Até 80 milhões sofrem lesões ou doenças
causadas por exposição a riscos dentro das empresas.
No Brasil, segundo o Anuário Estatístico da Previdência
Social, ocorreram 2.700 mortes por acidentes de trabalho em 2005,
e 491 mil trabalhadores sofreram lesões ou tiveram doenças
por motivos ocupacionais.
Muitas dessas mortes e acidentes poderiam ser evitados se os trabalhadores
conhecessem as chamadas Normas Regulamentadoras do Ministério
do Trabalho e Emprego, que estabelecem parâmetros para adaptar
as condições de trabalho, de modo a proporcionar
conforto e segurança.
No Brasil, há 33 normas que complementam a CLT (Consolidação
das Leis do Trabalho) nessa área. A fiscalização
dessas regulamentações é feita atualmente
por cerca de três mil auditores fiscais do trabalho espalhados
pelo País.
Sem notificação
A sub-notificação de doenças e acidentes de
trabalho é um problema considerado grave na área
de saúde do trabalhador. A reclamação é unanimidade
entre as entidades que atuam nessa área.
A principal causa do problema é o grande número de
trabalhadores informais no País. Dados do IBGE, de 2004,
mostram que 22% da população economicamente ativa
trabalham por conta própria, e 18,3% são empregados
sem carteira assinada.
Esse grupo não tem direito aos benefícios da Previdência,
assim como os trabalhadores domésticos que não contribuem
(segundo a pesquisa, o total de trabalhadores domésticos
equivale a 7,7% da população ocupada) e os trabalhadores
não-remunerados, que somam 7,7%.
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Diário
Vermelho, 17 de agosto de 2007
CSC chama encontro extraordinário rumo à central
classista
Por unanimidade, os 65 membros da Coordenação Nacional
Ampliada da Corrente Sindical decidiram, nesta terça-feira, 14,
em Brasília, pela convocação de encontro extraordinário
nos dias 28 a 30 de setembro, em Salvador. A perspectiva é que
500 sindicalistas participem do evento.Além disso, a reunião
debateu as perspectivas de um sindicalismo de viés classista e
unitário e definiu uma agenda de mobilizações.
Por Priscila Lobregatte

Para Gomes, CUT é aliada
Representando 16 estados e o Distrito Federal,
os líderes sindicais,
reunidos no CNTC Clube, decidiram pela realização do encontro
que irá debater a saída da CUT e a formação
da nova central classista. “Estamos procurando ampliar a composição
da central classista, trazendo sindicatos e lideranças de todas
as tendências, interessados em compor com a gente, independentemente
da concepção. Nossa única exigência é que
queiram lutar pelos trabalhadores. Saímos animados com o nível
de adesão da reunião”, disse Wagner Gomes, vice-presidente
da CUT e membro da executiva nacional da CSC.
Ainda sem data e local marcados, está decidida também
a realização de uma plenária unitária,
nos próximos meses, envolvendo todas as correntes que pretendem
ingressar na central. Tal instância decisória seria a
prévia para o congresso, que deverá acontecer em meados
de dezembro e que decidirá sobre o futuro da entidade classista.
Reconfiguração
Com relação ao cenário sindical nacional, os participantes
falaram sobre a reconfiguração do movimento, que hoje
conta com ao menos cinco grandes centrais. Um dos pontos ressaltados
foi que a CUT, quando de sua criação, era um pólo
de aglutinação e luta contra o neoliberalismo, caráter
que, para alguns presentes, foi se perdendo ao longo do tempo.
A análise que tem sido feita nos fóruns de debate sobre
a formação da central classista é de que, ao permitir
a centralização do comando nas mãos de uma corrente
majoritária, a CUT optou por uma política de hegemonismo,
o que afastou as demais forças da condução da
entidade, acabou alimentando a divisão interna e contribuiu
para o afastamento das bases. “Além da questão
do hegemonismo na CUT, há outras razões que nos fazem
querer a formação de uma outra central. Entre elas está o
fato de que dentro da CUT, não conseguimos ter visibilidade
pública. É, portanto, uma forma de avançarmos
também no diálogo com os trabalhadores”, disse
Gomes.
Outro aspecto ressaltado durante a reunião foi a necessidade
de se trabalhar pela construção de uma central realmente
democrática e de não se opor à CUT. A intenção é que
a Central Única dos Trabalhadores seja parceira preferencial
na luta pelos direitos dos trabalhadores. A marca que os participantes
da reunião pretendem imprimir à nova central é a
de uma entidade que unifique o movimento sindical em torno de bandeiras
comuns. “Achamos que a CUT joga e vai continuar jogando papel
importante na sociedade e vai ser uma aliada prioritária em
nossas ações, no sentido de uma unidade de ação
permanente. Não estamos nos opondo à CUT”, enfatizou
Wagner Gomes.
Mobilizações
Uma das idéias é que a central classista, uma vez criada,
convoque uma nova Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras,
ocorrida pela primeira vez em 1981, quando se buscou a construção
de uma central sindical única. O mote dessa nova Conclat seria
a formação de uma mesa permanente das centrais, para
se trabalhar conjuntamente bandeiras comuns do movimento sindical.
Quanto à agenda de mobilizações, ficou decidido
que a CSC deverá se dedicar principalmente ao plebiscito de
anulação do leilão da Vale do Rio Doce – marcado
para os dias 1 a 7 de setembro – e à realização
de seminário, dias 23 a 25 de agosto, em Brasília, envolvendo
todas as forças que participam do esforço de construção
da nova central. Além disso, os sindicalistas deverão
concentrar forças também na Marcha das Margaridas, dias
21 e 22 de agosto, e na Jornada de Lutas pela Educação,
encabeçada pela UNE.
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Folha
de São Paulo,
17 de agosto de 2007
Famílias pagarão R$ 626
de CPMF neste ano, diz estudo
Valor representa aumento de 11% em relação
aos R$ 564 despendidos em 2006
| Incremento da atividade econômica, mais pessoas trabalhando e
consumo maior são os motivos que justificam esse aumento MARCOS CÉZARI
DA REPORTAGEM LOCAL
Cada família terá de gastar R$ 626,41 neste ano apenas
para o pagamento da CPMF (contribuição cobrada de cada
cidadão quanto movimenta dinheiro em contas bancárias).
O valor representa aumento de R$ 61,90 em relação aos R$
564,51 pagos no ano passado. Por pessoa, serão R$ 187,95 neste
ano, contra R$ 171,76 em 2006.
Alguns motivos justificam esse aumento
nominal de 11%: maior atividade econômica, mais pessoas trabalhando e, em conseqüência,
maior consumo. Os dados constam de estudo divulgado ontem pelo IBPT (Instituto
Brasileiro de Planejamento Tributário) mostrando o histórico
do tributo desde sua criação, em 1993, até agora.
Para este ano, o IBPT prevê que a receita com o tributo chegará a
R$ 35,5 bilhões, ou 1,4% do PIB (Produto Interno Bruto). O valor
representará aumento de 10,7% em relação aos R$
32,079 bilhões arrecadados pela Receita Federal em 2006.
Segundo Gilberto Luiz do Amaral, presidente
do IBPT e um dos autores do estudo, se o governo conseguir aprovar
a prorrogação
da CPMF e a DRU (Desvinculação das Receitas da União)
até 2011, a reforma tributária não sairá do
papel.
"Se forem mantidas a CPMF e a DRU, o governo deixará a reforma
tributária na gaveta." Para Amaral, isso são será novidade,
uma vez que já ocorreu no primeiro mandato de Lula e nos dois
de FHC, quando o tributo também foi prorrogado.
O estudo do IBPT mostra alguns números para provar que a CPMF é um
tributo perverso. Primeiro: como incide em todas as etapas de produção,
seu custo é repassado ao consumidor final, que tem de arcar com
mais 1,7%, em média, na hora de comprar qualquer produto ou serviço
-seja arroz, feijão, carne, roupas, energia etc.
Segundo: a CPMF incide sobre outros tributos.
Significa dizer que, quando uma pessoa paga IPTU, IPVA ou outro tributo,
seja por meio de dinheiro,
cheque ou débito em conta, está pagando mais 0,38%. Isso
ocorre também quando uma empresa recolhe IR, PIS, Cofins, contribuição
ao INSS etc.
O IBPT calculou esse "mal em dose dupla": desde 1997 até o
final deste ano, o governo terá obtido cerca de R$ 19,7 bilhões
com a CPMF sobre os outros tributos. Neste ano, essa conta chegará perto
de R$ 3,3 bilhões.
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Folha
de São Paulo,
17 de agosto de 2007
Câmara vai votar criação
de 8.068 cargos de vereadores
Caso projeto seja aprovado, cidades médias
praticamente dobram as bancadas
| Na tentativa de reduzir gastos, a proposta prevê a redução
do limite do repasse que o executivo municipal realiza para o Legislativo
RANIER BRAGON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP),
anunciou que deve ser votado na próxima semana a PEC (Proposta
de Emenda à Constituição) que pode diminuir os gastos
com as Câmaras Municipais, mas eleva em 8.068 o número de
vereadores que o país terá em 2008.
A PEC redimensiona o número de vereadores em relação à população
dos municípios e tem o objetivo de retomar praticamente a totalidade
das vagas abatidas por resolução do TSE (Tribunal Superior
Eleitoral) de 2004 que eliminou 8.481 cadeiras das 60.229 existentes.
Câmaras de cidades médias seriam as mais beneficiadas, sendo
que algumas teriam quase o dobro de vereadores que possuem hoje. Cotia
(SP), por exemplo, que tem 179.685 habitantes segundo o IBGE (Fundação
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pularia dos
atuais 12 para 21.
Pelo projeto, os novos 8.068 vereadores,
hoje suplentes, seriam empossados em 2008. O número das novas vagas é um cálculo da
Folha com base na população estimada pelo IBGE para 2006
e a distribuição de vereadores prevista no projeto de acordo
com o tamanho do município.
"A eleição é no ano que vem e há interesse
em uma definição. É prudente discutir, votar e resolver
logo", disse Chinaglia.
Como contrapartida ao desgaste de tentar
aprovar a criação
dos cargos de vereadores, os deputados incluíram mecanismo que
prevê redução do limite de repasse feito pelo Executivo às
Câmaras.
Um exemplo: hoje, pela Constituição, as prefeituras de
cidades com até 100 mil habitantes podem passar às Câmaras
de Vereadores, no máximo, 8% da receita tributária e de
transferências. Com o projeto, esse limite cai para 7,5%.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 17 de agosto de 2007
| Mundo
Educação
Menino de 12 anos fará duas
faculdades no México
Um menino mexicano de apenas 12 anos cursará duas faculdades ao mesmo
tempo na Universidade das Américas, na região central do México.
Andrew Almazán já se inscreveu nos cursos de Medicina e Psicologia.
Por se tratar de um caso peculiar, acadêmicos e especialistas da universidade
criaram para Almazán um programa de estudos sob medida. “Devido
a suas tão relevantes condições intelectuais, (o menino)
demanda um plano para crianças superdotadas”, afirma o comunicado
emitido pela universidade. Além de uma bolsa de 100%, “o menino
e a família vão morar em uma casa na zona residencial da universidade”,
divulgou a instituição de ensino.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
17 de agosto de 2007
Previdência suspende serviço
0800 após fraude
A partir de 1º de setembro, existirá apenas
a central de atendimento 135, que funciona de 7h às 22h, de
segunda-feira a sábado
Elza Fiúza/ABr

Marinho: bancos deverão arcar com o prejuízo das possíveis
fraudes e ressarcir os segurados por descontos indevidos
Brasília - O ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, anunciou
ontem a extinção do serviço de atendimento 0800 do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), conhecido como PrevFone, a partir de 31 de
agosto. O fim do PrevFone está sendo antecipado em um mês por
causa da divulgação de denúncias de possíveis fraudes
em empréstimos consignados aos aposentados e pensionistas do INSS. ''Estamos
aposentando o PrevFone'', afirmou Marinho, em entrevista coletiva.
A partir de 1º de setembro,
existirá apenas a central de atendimento 135, que funciona de
7h da manhã às 22h, de segunda-feira a sábado. A
central tem três bases de funcionamento (call centers) - em Salvador,
Recife e Caruaru (BA) - e terá capacidade de recepção
de até 10 milhões de ligações por mês,
fazendo agendamento de atendimento dos usuários nas agências
da Previdência. Pelo serviço 135, o INSS pagará até R$
38 milhões por ano.
Segundo Marinho, a nova central
tem mais vantagens que o 0800 pois, embora esse serviço funcione
por 24 horas, tem capacidade de atendimento de apenas 300 mil ligações/mês,
tendo Brasília como base única de recepção.
O serviço de teleatendimento continuará sendo terceirizado
mas, segundo Marinho, haverá mais mecanismos de controle na tentativa
de evitar fraudes - como proibição aos operadores de levarem
celulares, canetas e papel para os locais de trabalho, gravação
das ligações e das imagens dos funcionários.
Marinho disse que as denúncias
de fraudes já estão sendo investigadas pela Polícia
Federal, Ministério Público e Controladoria Geral da União
(CGU) desde março deste ano. Segundo ele, são 56 operações
de crédito consignado suspeitas de terem sido fraudadas, com 11
operadores do PrevFone investigados por possível envolvimento.
''Há alguma fragilidade
no sistema de empréstimo dessas instituições financeiras
que elas precisam resolver. Nós (INSS) somos vítima e não
o contrário'', afirmou Marinho, acrescentando apenas que os 56
casos suspeitos envolveriam apenas dois bancos credenciados para fazer
crédito consignado, cujos nomes foram mantidos em sigilo pelo
ministério.
Segundo o ministro, os bancos
deverão arcar com o prejuízo das possíveis fraudes
e ressarcir os segurados por descontos indevidos e, se as instituições
não o fizerem, poderão ser punidas com o descredenciamento
para este tipo de operação de crédito pelo INSS.
Marinho alertou ainda que
os aposentados e pensionistas que perceberem descontos não autorizados
em seus benefícios deverão procurar imediatamente os
bancos para registrar reclamações. ''Se o problema não
for resolvido, devem procurar a ouvidoria do INSS'', completou. Atualmente,
são 53 bancos credenciados a realizar empréstimos com
desconto em folha e, desde maio de 2004 quando o crédito ficou
disponível para aposentados e pensionistas do INSS, mais de
20 milhões de operações já foram realizadas.
Isabel Sobral
Agência Estado
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
17 de agosto de 2007
TJ-SP derruba lei que concedia passagem
gratuita a idoso
Roseli Ribeiro
A lei estadual, 12.277/2006,
que assegurava a gratuidade de uma vaga no transporte coletivo intermunicipal
aos maiores de 65 anos, foi julgada inconstitucional pelo TJ-SP (Tribunal
de Justiça de São Paulo).
A decisão foi proferida
na última quarta-feira (15/8), pelo Órgão Especial,
na análise de uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade)
proposta pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do
Estado de São Paulo, que argumentou vício na iniciativa
do Legislativo.
A lei foi aprovada pela Assembléia
Legislativa de São Paulo e concedia isenção de uma
passagem ao idoso que tivesse renda de no máximo dois salários
mínimos. Para usufruir do benefício, o interessado deveria
pedir a reserva da vaga com 48 horas de antecedência.
A Procuradoria de Justiça
de São Paulo opinou em favor da lei, argumentando que a iniciativa
da medida seria concorrente, ou seja, tanto do Legislativo quanto do
Executivo. E que, no caso, o governador a sancionou a lei.
Os desembargadores discordaram
da tese de que o fato de a lei ter sido sancionada pelo Executivo a tornaria
válida. Prevaleceu o entendimento de que a sanção
não teria o condão de torná-la válida, diante
de um vício anterior.
Publicada em 21 de fevereiro
do ano passado, a lei nunca chegou a ser aplicada, pois logo em seguida,
no dia 2 de março, o Tribunal de Justiça concedeu a liminar
suspendendo seus efeitos.
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ÂMBITO JURÍDICO, 17 de agosto
de 2007
Entidade Sindical tem pedido de
isenção negado no TRT-RS
Os Juízes da 4ª Turma
do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS)
não conheceram recurso da Federação dos
Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina
(Fecam), a qual buscava a isenção do pagamento
de custas processuais em cobrança judicial de contribuição
sindical contra trabalhador da respectiva categoria. A entidade
alegou possuir os privilégios da Fazenda Pública,
nos termos do artigo 606, parágrafo 2° da CLT.
O TRT-RS confirmou decisão da Juíza Lúcia Ehrenbrink,
da 23ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, a qual extinguiu o processo sem
resolução do mérito por ausência de desenvolvimento
válido e regular. Os Juízes do Tribunal não conheceram
o recurso por unanimidade, afirmando que a concessão aos sindicatos
dos privilégios da Fazenda Pública é fruto de contexto
histórico em que imperava o atrelamento destes ao Estado, sendo que
tal ente paraestatal de colaboração não existe mais no
atual sistema sindical brasileiro.
O Juiz Ricardo Luiz Tavares Gehling, relator do processo, ratifica que, com
o advento da Constituição da República de 1988, os sindicatos
passaram a ter natureza de pessoa jurídica de direito privado, sendo
conseqüência disso a interpretação restritiva do parágrafo
2° do artigo 606 da CLT. O Juiz conclui dizendo que a entidade sindical
continua com o direito de exigir as contribuições sindicais por
meio de medidas judiciais mas, no uso dessas, não faz jus à isenção.
(RO 00365-2007-023-04-00-0)
Fonte: TRT4
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
17/08/2007
Quarta Turma mantém prazo de 20 anos
para pedir dano moral
A Quarta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, acompanhando o voto do ministro Antônio Barros Levenhagen,
manteve decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região
(ES) que considerou como sendo de 20 anos o prazo prescricional para
o empregado pleitear indenização por danos morais decorrentes
de acidente de trabalho. Pelo entendimento adotado, se a ação
teve origem na Justiça Comum, somente sendo deslocada para a Justiça
Trabalhista a partir da Emenda Constitucional n° 45/2004, não
seria razoável aplicar a prescrição trabalhista
somente em virtude do deslocamento da competência.
A ação foi proposta
em 2001, na Vara Cível de Vitória (ES), por um ex-empregado
da Aracruz Celulose S/A. O trabalhador, de 58 anos, disse que foi admitido
na empresa em julho de 1977, como operador de máquina de secagem.
Em 1982, quando foi enviado para trabalhar na fronteira do Brasil com
a Argentina, perdeu todos os dedos da mão direita numa prensa
cilíndrica, após trabalhar durante 15 dias ininterruptos.
Em janeiro de 1992 sofreu outro acidente, caindo de uma escada metálica
e fraturando a bacia e vértebras. Apesar do infortúnio,
continuou trabalhando na empresa até março de 1994, quando
foi demitido sem justa causa.
Na petição inicial,
o trabalhador disse que a empresa agiu com culpa no acidente que o mutilou,
por exigir esforço físico e mental além de sua capacidade,
sem fornecer instrução nem equipamento para a segurança
pessoal. Argumentou que, sem os dedos da mão, é difícil
arrumar novo emprego, e por isso encontrava-se em sérias dificuldades
financeiras. Pediu pensão mensal, no valor do salário que
recebia, do momento do acidente até que completasse 65 anos de
idade, e indenização por danos morais e estéticos
a serem arbitrados pelo juiz.
A Aracruz, em contestação,
para livrar-se da responsabilidade, disse que o acidente ocorreu na Argentina,
quando o empregado trabalhava para a empresa Alto Paraná. Alegou
que a culpa era do próprio empregado, por não obedecer às
normas de segurança. Por fim, quanto ao valor pleiteado, considerou-o ”absurdo”,
com “nítido caráter de enriquecimento”, e afirmou
que até mesmo “no trágico naufrágio do Bateau
Mouche” a indenização concedida foi menor do que
a pedida pelo trabalhador.
A Vara Cível, com base
na Emenda Constitucional nº 45, declinou da competência, remetendo
os autos à Justiça do Trabalho. Na Justiça Especializada,
a sentença foi favorável ao empregado. Com base nas provas
apresentadas, o juiz concluiu que o este, apesar de estar trabalhando
na fronteira, obedecia ordens do seu empregador, a empresa Aracruz, devendo
esta ser responsabilizada pelo acidente. O magistrado destacou também
que a empresa não comprovou a falta de cuidado do empregado no
manuseio da máquina, e salientou a atitude negativa da empresa
ao dispensar o empregado, sem justificativa, mesmo sabendo que ele teria
dificuldades para arrumar um novo emprego. Foi deferida pensão
mensal desde abril de 1994 até novembro de 2014, mais indenização
pelos danos morais no valor de R$ 31.200,00, (equivalente a 120 salários
mínimos da época).
A Aracruz, no longo recurso que
ocupou 44 laudas, alegou a prescrição total do direito
do empregado de pleitear danos morais, pois a ação foi
ajuizada em outubro de 1997, a rescisão ocorreu em março
de 1994 e o acidente se deu 15 anos antes, em 1982. Disse que deveria
ser aplicado ao caso a prescrição trabalhista do artigo
7°, XXIX, da Constituição Federal, que prevê o
direito de ação “com prazo prescricional de cinco
anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois
anos após a extinção do contrato de trabalho" .
O TRT/ES negou provimento ao
recurso da empresa, mantendo o valor arbitrado na sentença. “A
ação foi ajuizada perante a Justiça Estadual Comum,
competente para apreciá-la à época de seu ajuizamento,
sendo inequívoco que foi exercitada dentro do prazo prescricional
aplicável a ela, ou seja, aquele estabelecido no Código
Civil de 1916, artigo 177”, destacou o acórdão. Segundo
a lei civil, os prazos são de 20 anos para as ofensas ocorridas
até 9 de janeiro de 2003 (CC de 1916, artigo 177) e de dez anos
para as ofensas ocorridas a partir de 10 de janeiro de 2003 (CC de 2002,
artigo 205). O acórdão destacou também o fato de
que a empresa não argüiu a prescrição na sua
peça de defesa.
Insatisfeita, a Aracruz recorreu,
sem sucesso, ao TST. O agravo de instrumento interposto não foi
provido porque a parte não conseguiu demonstrar ofensa à legislação
vigente nem divergência específica de julgados para permitir
o confronto de teses. (AIRR-247/2005-121-17-40.0).
(Cláudia Valente)

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