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AGÊNCIA DIAP, 28 de agosto de 2007
DIRIGENTE SINDICAL
CAS poderá votar projeto que protege
dirigente sindical contra demissão
Nesta quarta-feira, 29/08, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado
se reúne para examinar sua pauta de projetos. A assessoria do DIAP chama
a atenção para o item 6 da agenda. Trata-se do PLS
177/07.
O projeto é de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS) e dá nova
redação ao parágrafo 3º, artigo 543 do Decreto-Lei
5.452, de 1º de maio de 1943, e dá outras providências, isto é,
proíbe a demissão de empregado sindicalizado que seja membro
ou candidato de Conselho Fiscal.
O relator do projeto, senador José Nery (PSol/PA), apresentou parecer
favorável à matéria. A reunião da Comissão
começa às 11 horas, no plenário 9.
Veja também artigo do
advogado e membro do corpo técnico do DIAP, Hélio Gherardi, que
analisa a questão da ameação à estabilidade do
dirigente sindical. Boa leitura! (Alysson Alves)
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 28 de agosto de 2007 | Dinheiro
Nível de atividade industrial
de São Paulo sobe 1% em julho
DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online
O nível de atividade da
indústria de transformação do Estado de São
Paulo subiu 1% em julho na comparação com junho, segundo
dados com ajuste sazonal divulgados hoje pelo Ciesp (Centro das Indústrias
do Estado de São Paulo) e Fiesp (Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo).
Sem fazer o ajuste sazonal, o
resultado chega a 2,3% no mês. Neste tipo de análise, em
relação a julho de 2006, a alta é de 6,9%. No acumulado
do ano, a produção na indústria paulista aponta
alta de 5%.
O desempenho da indústria
em julho mostrou uma aceleração no ritmo de crescimento
em relação a junho, mês em que o INA (Indicador do
Nível de Atividade) teve alta de 0,7% sobre o mês anterior,
segundo dados com ajuste sazonal revisados --antes do ajuste, o INA havia
apontado queda de 0,3% na atividade em junho.
Vendas e horas
Já as vendas reais recuaram
1,5% em julho, na comparação com junho, sem considerar
ajuste sazonal. Em relação a julho de 2006, as vendas aumentaram
3,2%. No acumulado do ano, as vendas reais têm alta de 4,4%, na
comparação com o mesmo período de 2006.
Em julho, na comparação
com junho (sem ajuste sazonal), o total de horas pagas na indústria
subiu 0,8% e as horas trabalhadas na produção apresentaram
expansão de 0,9%.
Capacidade
Já o nível de utilização
da capacidade instalada da indústria paulista atingiu 82,8%, pouco
abaixo do anotado em junho (83%). No mesmo período de 2006, o
uso foi de 80,8%.
O maior índice de utilização
da capacidade foi o de Coque, refino de petróleo, combustível
nuclear e produção de álcool, com 97%, seguido pelo
segmento de Metalurgia básica, com 94,6%. Na outra ponta aparece
Edição, impressão e reprodução de
gravações, com 70,7%.
A capacidade instalada de uma
indústria reflete qual quantidade de produtos ela é capaz
de fabricar com as máquinas e unidades que tem instaladas.
O nível de utilização é usado
ainda como um indicador do quanto a indústria pode crescer sem
gerar inflação. Quanto menor o uso, maior a possibilidade
de a indústria atender a um crescimento de demanda sem provocar
aumento nos preços.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 28 de agosto de 2007 | Educação
Na escola pública, aluno concilia
trabalho
Colaboração para
a Folha de S.Paulo
Alunos de escola pública
costumam dividir a rotina entre o trabalho e a escola. É assim
com José Roberlando, 18, que trabalha oito horas por dia como
assistente financeiro, assiste aulas à noite e ainda passa o sábado,
das 7h às 18h, no cursinho pré-vestibular.
"Quero entrar na universidade,
então o esforço vale a pena", afirma o estudante,
que está em dúvida entre os cursos de economia e ciências
contábeis.
Após a visita dos Embaixadores
da USP, Roberlando deixou os questionamentos de lado e se inscreveu para
o processo seletivo da USP. "O mercado de trabalho vê a USP
como um centro de ponta, o que dá mais oportunidade para a nossa
realização profissional", analisa.
Em busca dessa realização,
Jorzino da Cruz Neto, 24, prestou vestibular na USP, no ano passado --escolheu
o curso de licenciatura em geociências e educação
ambiental. "Eu tinha me formado na escola em 1999, estava há muito
tempo sem estudar. Mas resolvi prestar o vestibular atraído pela
isenção da taxa. Queria conhecer a prova", lembra.
O calouro se surpreendeu com
a aprovação. "Estudei apenas para a segunda fase.
Mesmo assim, consegui provar que é possível passar na USP
vindo de uma escola pública", diz o hoje embaixador da USP.
Para ele, o processo do vestibular é diferente
para quem estuda na rede pública e na particular. "O aluno
da pública acha que o ensino é de péssima qualidade.
Mas se ele começar a pensar que o professor tem o que ensinar,
se ele começar a pensar que pode ser aprovado, já aumenta
a chance de conseguir entrar na universidade."
Para a professora de biologia
da Andronico de Mello Maria Regina Trevizani, os alunos precisam de
estímulo. "A clientela é heterogênea, mas
o nível geral é muito bom. Tem muita gente com condições
de entrar na universidade. Para isso, o aluno precisa confiar no seu
potencial", afirma.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 28 de agosto de 2007 | Dinheiro
Governo federal incluirá devedores
de impostos na Serasa
da Folha Online
A decisão do governo federal
de incluir os devedores de impostos na Serasa pode representar "mais
uma ameaça para o cidadão", informa nesta terça-feira
a colunista Maria Inês Dolci, no texto "Brasil, o país
de todos os impostos", na Folha (disponível só para
assinantes do jornal ou do UOL).
Segundo a colunista, "a
dívida tributária nem sempre decorre de má-fé do
devedor". "Depois das trapalhadas que marcaram o início
do Super Simples (?), a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional deveria
ter mais cautela, antes de decidir criar um novo índex de devedores",
diz o texto.
"Freqüentemente, pessoas
físicas e microempresários são cobrados por impostos
já pagos (...) Quem garante que esses erros não se repetirão,
e que não ocasionarão a inclusão indevida no Serasa?"
O texto destaca ainda que
os governos deveriam ser obrigados a expor --na internet, na mídia
e através outras fontes de divulgação pública-- "a
que cada centavo arrecadado é destinado" e exemplifica
com a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira). "Pacientes sem atendimento nos hospitais públicos
brasileiros devem se perguntar onde foram parar os recursos dessa contribuição
que, de provisória, nada tem."
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ÂMBITO JURÍDICO,
28 de agosto de 2007
SDI-1 restaura decisão sobre
aposentadoria espontânea
A Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1)
acolheu recurso de um ex-funcionário da Companhia Municipal de Limpeza
Urbana (Comlurb) e restabeleceu decisão da Justiça do Trabalho
do Rio de Janeiro no sentido de que a aposentadoria espontânea não
extingue automaticamente o contrato de trabalho.
Trata-se do caso de um trabalhador
que, após aposentar-se espontaneamente pelo INSS, continuou a
trabalhar na empresa. Demitido um ano depois, ele ingressou com ação
na 9ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, solicitando o pagamento
de diferença referente à multa de 40% sobre o FGTS sobre
todo o contrato de trabalho, incluindo o período anterior à aposentadoria.
A empresa defendeu-se afirmando
que o empregado não teria direito à diferença, com
base nos seguintes argumentos: o fato de ter se aposentado implicaria
a extinção do primeiro contrato; o segundo contrato deveria
ser declarado nulo, pelo fato de o empregado não ter se submetido
a concurso público, como determina a Constituição
de 1988.
A reclamação trabalhista
foi julgada improcedente. O trabalhador insistiu e obteve, mediante recurso
ordinário ao TRT/RJ, decisão favorável aos seus
pedidos. A Comlurb apelou ao TST e obteve a revisão da sentença,
em julgamento da Segunda Turma, que declarou ser a aposentadoria espontânea
causa extintiva do contrato de trabalho, determinando excluir da condenação
o pagamento referente à multa do FGTS. À época do
julgamento, este era o entendimento vigente no TST, conforme a Orientação
Jurisprudencial nº 177, cancelada em outubro do ano passado.
O trabalhador apelou então à SDI-1
contra a decisão da Segunda Turma. O relator da matéria,
ministro João Batista Brito Pereira, deu provimento ao recurso,
lembrando que, a partir de entendimento adotado pelo Supremo Tribunal
Federal, ficou afastada a premissa de que a aposentadoria extingue o
contrato de trabalho.
Com a aprovação
unânime do voto do relator, a SDI-1 determinou o restabelecimento
do acórdão do TR/RJ, mantendo a condenação
da empresa ao pagamento da multa de 40% incidente sobre os depósitos
do FGTS relativos ao saldo existente em período anterior à aposentadoria.
(E-RR-82084/2003-900-01-00.0)
(Ribamar Teixeira)
Fonte: TST
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JORNAL GAZETA DO POVO, 28 de agosto de 2007
| Economia
Declaração de Isento:
Prazo começa dia 3 de setembro
Brasília – As pessoas físicas, residentes no Brasil ou
no exterior, dispensadas da Declaração do Imposto de Renda, deverão
apresentar a declaração de isento no período entre 3 de
setembro e 30 de novembro deste ano. Além dos que fizeram o ajuste no
início do ano, também ficam dispensados aqueles que constam como
dependentes de outro documento e quem foi inscrito no CPF neste ano. O descumprimento
dessa obrigação em dois anos consecutivos implica na suspensão
do CPF. Com o documento suspenso, o contribuinte isento será impedido
de abrir crediários, renovar o passaporte, pedir empréstimo ou
efetuar qualquer tipo de contrato bancário, e ainda de participar de
concurso público e retirar prêmio de loterias. A declaração
de isento pode ser feita via internet (no site www.receita.fazenda.gov.br),
ou por meio eletrônico nas casas lotéricas, instituições
bancárias autorizadas ou nas agências ou lojas franqueadas dos
Correios.
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Agência Câmara,
28 de agosto de 2007
INDÚSTRIA
CNI lança campanha para revigorar
cursos do Sesi e Senai
A Confederação
Nacional da Indústria (CNI) lançará nesta terça-feira,
28/08, o programa Educação para a Nova Indústria,
que prevê investimentos de R$ 10,45 bilhões na educação
básica e profissional de 16,2 milhões de brasileiros.
Os recursos serão aplicados
de 2007 a 2010 na ampliação e modernização
da rede de escolas e laboratórios, no treinamento dos professores
e na revisão dos conteúdos dos cursos do Serviço
Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial (SENAI).
Participarão da cerimônia
de lançamento do programa, que começará às
10h, o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, o presidente da Fundação
Roberto Marinho, José Roberto Marinho, o presidente-executivo
do Grupo Weg, Décio da Silva, o professor da Universidade de São
Paulo, José Pastore, empresários, deputados, senadores
e representantes de instituições de ensino.
Serviço
Lançamento do Programa
Educação para a Nova Indústria
10h
Local: Sede da CNI, em Brasília. SBN Q.01 Ed. Roberto Simonsen, auditório.
(Informações da CNI)
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Diário Vermelho, 28
de agosto de 2007
Entrevista de Lula repercute e gera
especulações sobre 2010
A entrevista do presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, publicada neste final de semana
pelo conservador diário O Estado de S. Paulo, repercutiu
no ambiente político e provocou uma série de declarações
de lideranças partidárias e cientistas políticos
sobre as eleições presidenciais de 2010.
por Cláudio Gonzalez,
com agências
Na entrevista, Lula afirmou que
não pretende ser candidato em 2010 ''nem se o povo pedir'' e defendeu
que os partidos da atual base aliada do governo construam uma candidatura única
na corrida pelo Palácio do Planalto.
Para o cientista político Luiz Jorge Werneck Vianna, do Instituto Universitário
de Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro (IUPERJ), a declaração
de Lula é muito importante para o sistema democrático brasileiro.
''A política é um jogo de alternâncias. É saudável
o presidente perceber isso'', declarou. Segundo Vianna, Lula será uma
peça fundamental no jogo das próximas eleições
presidenciais, enquanto seu partido, o PT, terá papel secundário.
''O PT ficou um partido pequeno
perto dele. Aconteceu o mesmo com Getúlio Vargas e o PTB'', lembrou.
Um dos sinais de que a distância entre o presidente e seu partido
cresce a cada dia, para o pesquisador, é a defesa de Lula de uma
candidatura única da atual base governista. ''Ele quer fazer um
sucessor, e isso significa encontrar um candidato que reúna as
forças que sustentaram o governo nos oito anos de mandato'', explicou.
A volta do escândalo do mensalão ao noticiário, com o julgamento
da denúncia contra os 40 acusados no Supremo Tribunal Federal (STF),
iniciado semana passada, não deve atrapalhar os planos do presidente
de fazer um sucessor, avaliou Vianna. Porém, ajudam a deixar o PT, legenda
duramente atingida pelas denúncias, ainda mais fragilizado e fora do
centro das decisões.
''O PT está sofrendo e
ainda vai sofrer muito com esse mensalão'', avaliou. Assim como
Lula, o cientista político considera cedo para se falar em um
nome de candidato para a base governista em 2010. Vianna afirmou, porém,
que em sua opinião, o mais cotado hoje é o ministro da
Defesa, Nelson Jobim, do PMDB. Mas, segundo ele, muita coisa ainda vai
acontecer até lá, e 2008 será um ano importante
em que as possibilidades vão se estreitar por causa do jogo em
torno das eleições municipais.
Na entrevista, Lula citou o nome
de Jobim e do deputado Ciro Gomes (PSB) como pessoas a serem ''observadas''
e considerou, sem citar nome, a possibilidade de uma mulher disputar,
pela base do governo, a presidência da República em 2010.
Sua ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é uma das mulheres
mais influentes na política brasileira.
CNI: candidatura única depende do PT
Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE) avalia que, apesar de possível,
não será fácil para a base aliada do governo formar uma
candidatura única à presidência da República. ''Não é fácil,
mas acho que é possível. Isso dependerá principalmente
do desprendimento do próprio PT'', disse o deputado.
Monteiro Neto, contudo, disse que não é fácil imaginar
que o PT abra mão de uma candidatura própria, ''até pelo
peso que tem o partido''. ''Mas, ao mesmo tempo, sabemos que o PT não
tem hoje um quadro que se coloque como um candidato natural à presidência'',
disse. O presidente da CNI disse que viu com naturalidade a declaração
do presidente Lula de que não disputará a eleição
presidencial em 2010. ''Sempre confiei que o presidente Lula respeitaria as
regras, como ele sempre declarou'', disse.
Chinaglia: união difícil
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reforça esta
percepção de que o hegemonismo petista pode atrapalhar os planos
de uma candidatura única e forte em 2010.
Em declarações à imprensa nesta segunda-feira (27), Chinaglia
afirmou que é muito cedo para falar na disputa presidencial, mas considerou
muito difícil que os partidos da base estejam juntos em uma única
candidatura à sucessão do presidente Lula. E também já setenciou
que que, nas eleições municipais de 2008, cada partido deverá ter
seu próprio candidato.
''O fato de os partidos estarem
juntos no governo federal não quer dizer que abram mão
da disputa. Isso não é automático e nem obrigatório'',
afirmou Chinaglia, lembrando que os acordos entre os partidos poderão
acontecer no segundo turno, realizado nas maiores cidades. ''É uma
opinião do presidente que respeito, mas não avalio que
será natural, que será fácil'', completou.
O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) é mais otimista e menos
sectário que seu colega de partido. Cardozo avalia que a idéia
de os partidos da base do governo terem uma candidatura única na disputa
pela Presidência em 2010 ''é o caminho mais sensato a seguir''.
Segundo ele, a costura dessa aliança em 2010 precisa começar
já nas eleições municipais do ano que vem. Mas reconheceu
que não será ''um processo fácil.'' Explicou: '' Até porque,
na eleição do ano que vem, haverádisputas regionais difíceis
de serem vencidas.''
Cardozo afirmou que o PT
precisará ter a ''grandiosidade'' de abrir mão de lançar
candidato próprio em 2010, caso outro partido da base aliada
apresente um nome ''que corresponda às expectativas e que tenha
mais chances de vitória''.
Opinião semelhante tem o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP),
líder do principal partido da coalização. Temer considera
que os partidos devem buscar candidatura única, ''mas reconheço
que não será fácil'', disse. ''A dificuldade, porém,
não deve fazer com que desistamos de tentar, de sentar e conversar'',
avaliou o peemedebista. ''A candidatura única seria muito útil
para os costumes políticos'', acrescentou ele, que defendeu um número
reduzido de candidatos ao Palácio do Planalto.
Serra: estarei com Aécio em 2010
Na oposição de direita, ''unidade'' também tem sido a
palavra de ordem. Tanto que o governador de São Paulo, José Serra
(PSDB) saiu hoje cantando loas às declarações do governador
de Minas Gerais, o também tucano Aécio Neves, sobre a possibilidade
de lançamento de sua candidatura à presidência da República
em 2010.
Serra e Aécio aparecem como os principais candidatos da direita --e
por enquanto adversários declarados dentro do próprio partido--- à sucessão
do presidente Lula. Na edição desta segunda da ''Folha de S.Paulo'',
Aécio negou qualquer disputa com o paulista. ''Não vislumbro
um cenário político no Brasil onde Serra e eu estaremos em lados
opostos. Estaremos juntos nas próximas eleições'', disse
o governador mineiro.
Serra disse que não leu a entrevista, mas comentou: ''Estamos de acordo
sobre o essencial, de que vamos ambos estar juntos em 2010, no mesmo partido”.
O governador José Serra afirmou que ainda não é hora de
falar em candidatura. ''Não, não. É muito cedo. Fui eleito
para governar São Paulo e não para ser candidato a outra coisa.
Vamos com calma, ainda falta muito tempo”, disse.
Ciro: política do café com leite
Ú nico nome colocado até agora dentro da base do governo como candidato
a presidente da República, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) avaliou que
uma aliança entre os dois tucanos é improvável, mas possível
de ocorrer. ''Eles estariam reunindo as mesmas forças que estavam reunidas
antes da revolução de 30 (a chamada política do café-com-leite,
quando São Paulo e Minas Gerais se revezavam no poder)'', afirmou, em
entrevista ao lado do governador de Pernambuco e presidente do seu partido, Eduardo
Campos. ''Dou valor a essas lições da história''.
Para Ciro, Aécio Neves tem um ''potencial eleitoral'' maior que o de
José Serra. Pelas contas do socialista, Aécio, se for o candidato
escolhido pelo PSDB, sairá com 75% dos votos de Minas Gerais, levará uma
boa margem do Rio de Janeiro e, com José Serra candidato à reeleição
em São Paulo, conseguirá ali seus 50% do eleitorado paulista.
Além disso, terá algum espaço no Nordeste.
O mesmo cenário, calcula Ciro, não ocorrerá com Serra:
o governador de São Paulo teria os votos do estado, mas, na avaliação
do socialista, não conquistaria uma folga no Rio ou mesmo em Minas.
E, de quebra, por ser paulista, dificilmente conseguiria ampliar a votação
no Nordeste, a região que mais cresce no governo Lula. Segundo Ciro,
para compensar um potencial favoritismo ''do outro lado'' é preciso,
na sua avaliação, que, à época da eleição
presidencial, o presidente Lula ''esteja pilotando um incontrastável
sucesso'' e que a base aliada coloque a prevalência dos interesses nacionais
acima de pretensões de poder. ''Todos os candidatos da coalizão
do governo devem ter duas tarefas: a primeira é ajudar no que puder
para que o presidente Lula chegue bem avaliado no período eleitoral.
E a segunda é ponderar para que nossa unidade seja vista como premissa
de uma possível vitória. Bom não é ser candidato.
Bom é ganhar e garantir a continuidade das boas ações
do governo'', diz.
FHC: esqueçam o que eu fiz
Outro tucano que resolveu opinar sobre 2010 foi o ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso. Ele comentou a entrevista do presidente Lula. FHC ficou aliviado com
a declaração de Lula de que não irá tentar um terceiro
mandato. ''O mais importante (da entrevista), do ponto de vista político, é ele
(LUla) afiançar que não entrará no canto da sereia. É a
afirmação que não terá terceiro mandato'', comentou
o ex-presidente. Sobre a declarção de Lula de que não
será candidato ''nem se o povo pedir'', FHC comentou que ''não é o
povo que vai pedir, é o PT''.
''A palavra dele foi peremptória, deve afastar a hipótese malsã de
um terceiro mandato'', disse o tucano que, quando foi presidente, burlou a
Constituição e comandou um esquema de compra de votos no parlamento
para garantir o direito à própria reeleição.
FHC também atribuiu presunção às palavras de Lula.
''O tom arrogante não é apropriado para um presidente'', disse
o tucano que, mais uma vez, parecia estar falando de si próprio, já que é considerado
uma lideranças mais arrogantes da história política nacional.
''Quanto ao resto (da entrevista), é aquele tom habitual, tudo que foi
ruim, que aconteceu no governo, não sabia de nada, e tudo que é bom
foi ele quem começou, mesmo que de outros'', criticou. ''É bazófia
do presidente. Auto-elogios, ele começou tudo, isso ele repete muito.'',
concluiu o ressentido FHC, que deixou o governo com uma péssima avaliação
e não conseguiu eleger Serra como seu sucessor.
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Folha de São Paulo,
28 de agosto de 2007
Dirceu e ex-cúpula do PT viram
réus por corrupção
Supremo aceita denúncia contra 1º ministro
da Casa Civil de Lula | Genoino, Delúbio e políticos
da base aliada também serão julgados
Apontado pelo Ministério
Público como o chefe do esquema do mensalão, o ex-ministro
da Casa Civil José Dirceu responderá a processo criminal
por corrupção ativa, em decisão unânime do
Supremo Tribunal Federal. Ele é acusado de chefiar o pagamento,
pelo PT, de R$ 22,3 milhões a integrantes de partidos aliados.
Corrupção ativa significa oferecer vantagem indevida a
funcionário público. A pena é de 2 a 12 anos.
Foi aberto processo contra
outros dois nomes que integravam a cúpula do PT: o deputado
e ex-presidente do partido José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio
Soares. A acusação de corrupção ativa contra
o ex-secretário-geral Silvio Pereira foi rejeitada. O STF aceitou
denúncia contra mais 18 pessoas. Há agora 37 réus
pelo mensalão, de um total de 40 acusados.
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Folha de São Paulo,
28 de agosto de 2007
ELEIÇÕES 2010
Aliança Aécio-Serra tornará oposição
favorita, afirma Ciro
DA AGÊNCIA FOLHA, EM RECIFE
DA REPORTAGEM LOCAL
O deputado federal e ex-ministro
Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou em Recife que um acordo político entre
os governadores e presidenciáveis tucanos José Serra (SP)
e Aécio Neves (MG) tornará a oposição "potencialmente
favorita às eleições de 2010". "Eu vejo
isso porque [o acordo] reuniria as forças que estavam juntas antes
da Revolução de 1930", declarou Ciro, referindo-se à política
do "café com leite" da Primeira República (1889-1929),
dominada pelos partidos republicanos de Minas e São Paulo, que
se alternaram no poder de 1894 a 1929.
Para Ciro, se a aliança
se consolidar, o que considera "improvável, mas possível
de acontecer", as forças que apóiam o governo terão
de "colocar a prevalência dos interesses nacionais à frente
das justas pretensões" partidárias. Segundo ele, isso
inclui as "candidaturas precocemente postas".
"E quem está falando é um
dos citados", afirmou, referindo-se às articulações
para que seja um dos candidatos. "O que não pode é impor."
Em São Paulo, Serra disse
que estará "ao lado" e "no mesmo partido" de
Aécio em 2010. Em entrevista à Folha, Aécio disse
que não concebia um cenário em que os dois fossem adversários
em 2010.
"Estamos ambos de
acordo no essencial. Vamos estar juntos em 2010 no mesmo partido",
afirmou Serra, para quem "é cedo" para definir o candidato
do PSDB.
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Folha
de São Paulo, 28 de agosto de 2007
Para ganhar mais, bóia-fria eleva
corte de cana em SP
Média de 7,94 toneladas cortadas em 2004
sobe para 8,74 toneladas neste ano | Nem mesmo as 21 mortes supostamente
por exaustão desde 2004 reduziram o ritmo de trabalho, segundo
dados coletados pelo IEA
MARCELO TOLEDO
DA FOLHA RIBEIRÃO
Apesar de 21 mortes supostamente
provocadas por exaustão terem sido registradas nas lavouras
do interior do Estado de São Paulo desde abril de 2004, cada
vez mais os cortadores de cana-de-açúcar têm trabalhado
nos canaviais.
Levantamento feito pela Folha
a partir de dados do IEA (Instituto de Economia Agrícola), órgão
da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, mostra que
a média estadual, que era de 7,94 toneladas de cana cortadas
diariamente por trabalhador em 2004, ano em que as mortes começaram
a ser contabilizadas pela Pastoral do Migrante de Guariba e investigadas
pelo Ministério Público do Trabalho, chegou a 8,74 toneladas
neste ano -a terceira alta seguida.
Na região administrativa
de Ribeirão Preto, tradicional cenário de trabalho dos
bóias-frias da cana, a quantidade diária de toneladas
também subiu e é a mais alta média do Estado:
em junho, mês de aferição dos dados, um bóia-fria
cortava, em média, 9,81 toneladas de cana, contra 6,79 toneladas
cortadas em junho de 2004.
"O trabalhador ganha por
produtividade, e o interesse em conseguir um salário melhor
e também em se manter no emprego causa isso. É vantajoso
para a empresa esse cortador, porque ele faz um bom trabalho",
diz Maria Carlota Meloni Vicente, pesquisadora do IEA. Em média,
cada trabalhador recebe R$ 2,50 por tonelada.
A Unica (União da Indústria
de Cana-de-Açúcar) discorda do levantamento e afirma
que fatores como o índice pluviométrico podem inviabilizar
a comparação.
Entre as quatro regiões
administrativas em que os trabalhadores mais cortaram cana, três
são da macrorregião de Ribeirão Preto: Barretos
(a terceira), Franca (a quarta) e a própria Ribeirão,
líder.
Todas as regiões estão
acima da média estadual, de 8,74 toneladas cortadas por dia.
" A região de Ribeirão tem um pessoal quase permanente. Com
a adoção da colheita mecânica, os que ficam na manual são
bons, com diminuição dos que vêm de outros lugares. A tendência é dar
prioridade aos da região, que já estão acostumados",
disse. É o caso de Gilmar Fernando, 39, que corta diariamente 14 toneladas
de cana (leia texto nesta página).
Segundo a pesquisadora, os
dados são levantados via Casas da Agricultura e enviados ao
IEA -participaram do levantamento 583 municípios. "A exigência
mínima está girando, na região de Ribeirão
Preto, em torno de dez toneladas. Quem não conseguir cortar
dez corre o risco de perder o trabalho. Há quem corte muito
mais, como 12 ou 15 toneladas por dia", afirmou a socióloga
Maria Aparecida de Moraes Silva, da Unesp (Universidade Estadual Paulista)
de Araraquara, que há 30 anos estuda o cotidiano dos bóias-frias.
Segundo a especialista,
na região de Ribeirão o total cortado é maior
porque a área foi a que sempre apresentou desenvolvimento
científico-tecnológico maior que as outras.
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INFOMONEY PESSOAL / SÃO
PAULO, 28 de agosto de 2007
Previdência: beneficiários
já podem verificar se receberão 13º adiantado
SÃO PAULO - Já está disponível
na internet a folha de pagamento de aposentados e pensionistas
do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) referente ao
mês de agosto para pagamento em setembro com adiantamento
de metade do 13º salário, ou abono natalino.
Para verificar os valores, deve-se
acessar a página da Previdência Social na internet (www.previdencia.gov.br)
e clicar em "benefícios", ao lado esquerdo da página.
Para análise dos valores, é preciso indicar número
do benefício e data de nascimento.
Decreto adianta abono
No dia 23 de julho, foi publicado no Diário Oficial da União
o decreto que garante a antecipação de metade do décimo
terceiro salário dos beneficiários do INSS.
Cabe ressaltar que o pagamento
será liberado nos cinco primeiros dias úteis de setembro,
e que sobre esta parcela não incide o desconto do Imposto de Renda,
o que será feito em dezembro.
Maioria
receberá 50%
Na maioria dos casos, os aposentados e pensionistas receberão 50% do
valor do benefício. A exceção é para quem obteve
o benefício depois de janeiro, cujo valor será calculado proporcionalmente.
Além disso, os segurados
que estão em auxílio-doença também recebem
uma parcela menor que os 50%. Isso porque, como o benefício é temporário,
a antecipação é proporcional ao período em
que o auxílio-doença está sendo pago em 2007.
Já quem recebe o amparo
previdenciário do trabalhador rural, renda mensal vitalícia,
amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, auxílio-suplementar
por acidente de trabalho, pensão mensal vitalícia, abono
de permanência em serviço, vantagem do servidor aposentado
pela autarquia empregadora e salário-família não
têm direito ao 13º salário.
Antecipação
até 2010
Conforme divulgou a Previdência Social, esta é a segunda vez consecutiva
que o abono salarial é adiantado para os aposentados e pensionistas.
E, segundo o acordo fechado pelo
ministro da Previdência Social com os representantes do trabalhadores,
a antecipação do 13º será mantida no mês
de agosto até 2010, sendo que a cada ano será editado um
novo decreto estabelecendo a antecipação.
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JORNAL DA CIDADE DE BAURU,
28 de agosto de 2007
Bauru/SP: Trabalhadores paralisam obras
em protesto ao atraso de 50 dias no pagamento de salários
Da Redação
Funcionários da empreiteira CityCom que trabalham nas obras do prédio
que abrigará o Núcleo de Tecnologia da Construção
Civil do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Bauru
cruzaram os braços, ontem, em protesto ao atraso de 50 dias no pagamento
dos salários.
A greve foi deflagrada após
assembléia realizada com a categoria na última sexta-feira.
A paralisação inclui os cerca de 60 pedreiros, serventes
e ajudantes que estão trabalhando nas obras, segundo o presidente
do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Bauru,
Cláudio da Silva Gomes.
Segundo ele, a empreiteira responsável
pela obra, com matriz em São Paulo, alega que os valores foram
repassados corretamente ao funcionário responsável por
efetuar o pagamento aos trabalhadores da obra. Ele, por sua vez, diz
que os repasses estão atrasados e que aguarda regularização
para esta terça-feira.
Gomes afirma que a greve será mantida
até que o pagamento dos salários atrasados seja feito. “A
empresa também não fornece equipamentos de segurança
de trabalho, e isso é grave. A greve vai continuar até que
a empresa formalize um acordo se comprometendo a solucionar os problemas”,
diz.
O Núcleo de Tecnologia
da Construção Civil começou a ser construído
em maio deste ano em um prédio anexo às instalações
do Senai, na rua Azarias Leite. A previsão de entrega é até o
final deste ano. O local será destinado à realização
de cursos de formação e capacitação de
profissionais da construção civil de Bauru e região.
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ÂMBITO JURÍDICO,
28 de agosto de 2007
Adicional de insalubridade deve ser
calculado sobre piso salarial
A 6ª Turma do TRT de Minas, acompanhando voto da juíza convocada
Maria Cristina Diniz Caixeta, negou provimento a recurso ordinário de
uma empresa que pretendia afastar a condenação ao pagamento de
diferenças sobre o adicional de insalubridade calculado, durante todo
o contrato de trabalho, com base no salário mínimo e não
sobre a remuneração real do empregado, que recebia o piso salarial
da categoria.
A decisão de 1º grau,
mantida pela Turma, tem fundamento na Súmula nº 17, do TST,
pela qual “o adicional de insalubridade devido a empregado que,
por força de lei, convenção coletiva ou sentença
normativa, percebe salário profissional, será sobre este
calculado”.
A tese da recorrente era de que
a decisão contrariou o disposto no artigo 192 da CLT e a Súmula
228 do TST, pois o reclamante não recebia salário profissional,
mas sim, piso salarial da categoria, fixado em lei e devido apenas aos
profissionais cujos ofícios sejam regulamentados por lei. Mas,
segundo a juíza, “a distinção doutrinária
entre salário profissional e piso salarial não justifica
o tratamento diferenciado no que tange à base de cálculo
do adicional de insalubridade, pois ambos os institutos consubstanciam
garantia mínima salarial aos que exercem determinadas funções”.
Como há no processo convenções
coletivas estipulando o piso salarial da categoria, a juíza entendeu
que este deve ser a base de cálculo do adicional de insalubridade,
pois constitui salário profissional, vinculado às atividades
do empregado.
( RO nº 00307-2007-106-03-00-5
)
Fonte: TRT3
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ÂMBITO JURÍDICO,
28 de agosto de 2007
Sindicato que atua na qualidade de
substituto processual tem direito a honorários advocatícios
Pelo entendimento expresso em decisão da 3ª Turma do TRT-MG, é cabível
a condenação ao pagamento de honorários advocatícios
quando o sindicato atua no processo como substituto processual (ou seja, litiga
em nome próprio defendendo interesses dos substituídos, que são
os sindicalizados).
Segundo explica a desembargadora
Maria Lúcia Cardoso de Magalhães, ao relatar recurso em
que se discutiu a matéria, com o cancelamento da Súmula
310 do TST, o entendimento jurisprudencial até então dominante
foi revisto, passando-se a se admitir a condenação em honorários
quando o sindicato atua na qualidade de substituto processual. “Esse
posicionamento prestigia a economia processual e a melhor defesa dos
direitos dos trabalhadores, pois a presença do sindicato no pólo
ativo da ação, agindo em nome dos membros da categoria
mitiga o grau de conflito e litigiosidade que o ajuizamento de ações
individuais normalmente ocasiona” – destaca a relatora.
Para ela, se é cabível
a condenação ao pagamento de honorários quando o
sindicato atua como assistente, com muito mais razão esta é devida
quando a entidade age em nome dos integrantes da categoria ou direitos
homogêneos de parte dela, contratando advogados para ajuizar ações
em defesa dos interesses de seus membros.
No caso em julgamento, o recurso
do sindicato, que pleiteava a verba honorária, só não
obteve êxito porque não foi apresentada nos autos a declaração
de pobreza dos substituídos, conforme previsto pela Súmula
219 do TST. Por esta razão, o sindicato teve o seu recurso desprovido.
( RO nº 00291-2007-056-03-00-9
)
Fonte: TRT3
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CONSULTOR JURÍDICO,
28 de agosto de 2007
Concurso para mudar
Desvio de função não
garante reenquadramento, diz TST
Desvio de função não garante reenquadramento. É clara
a determinação constitucional quanto à necessidade de
submissão a concurso público para que se tenha acesso a cargo
ou a emprego público. Assim, não é possível que
se interprete a referida condição apenas para o ingresso na carreira.
Essa foi a conclusão da
ministra Maria de Assis Calsing, da 4ª Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, ao negar o pedido de reenquadramento apresentado por um
empregado da Companhia Riograndense de Saneamento.
A empresa recorreu da decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Por conta
do desvio de função, o tribunal determinou à empresa
que mantivesse o funcionário no cargo mais elevado e que pagasse
as diferenças salariais. Para o TRT, na prática, o funcionário
exercia função diferenciada.
O empregado foi admitido em 1989
e demitido sem justa causa em 1995. Três anos depois foi reintegrado
ao emprego, por força de ordem judicial. E enquadrado como auxiliar
de instalador de redes. Para o TRT, embora tivesse sido contratado como
auxiliar, na prática, executava tarefas típicas do instalador,
cujo salário era superior ao seu.
Em abril de 2000, com o contrato
de trabalho em vigor, entrou com reclamação trabalhista
pleiteando promoção vertical com retificação
na carteira de trabalho e pagamento das diferenças salariais.
Alegou que a empresa não cumpria as disposições
do Plano de Carreira e Salários e não fazia promoções
verticais, deixando de avaliar os empregados a cada dois anos, como deveria.
A empresa negou o desvio de função
e alegou que a promoção vertical pleiteada pelo empregado
seria equivalente ao reenquadramento para promoção, procedimento
vedado pelo artigo 37, II, da Constituição Federal, que
submete a investidura em cargo ou emprego público à aprovação
em concurso público. Argumentou também que, para o reenquadramento
ou promoção, é necessário que o empregado
preencha os requisitos específicos do cargo pretendido, como nível
de escolaridade e conhecimentos técnicos. No caso, segundo a companhia,
o empregado não possuía tais requisitos.
A Vara do Trabalho julgou a ação
parcialmente procedente. Segundo o juiz, a empresa é organizada
em quadro de carreira, com estabelecimento de sistema de classificação
de cargos, e as promoções obedecem a critérios de
antigüidade e merecimento. O reenquadramento funcional, no caso,
não implicaria nova investidura em cargo público, apenas
cumprimento de norma interna.
“Não é possível
o reenquadramento na forma postulada. Contudo, resta caracterizado o
desvio de função, impondo-se o pagamento do salário
correspondente à função efetivamente desempenhada
pelo empregado”, afirmou a primeira instância.
Ambos recorreram ao TRT gaúcho,
mas o acórdão foi favorável apenas ao empregado,
que conseguiu o reenquadramento. “Entende-se que não constitui óbice
ao reenquadramento, o disposto no artigo 37, inciso II, da Constituição
Federal, eis que o ingresso do trabalhador no cargo inicial da carreira
se deu através de concurso público e o acesso ao cargo
pretendido se dá por recrutamento interno, preferencialmente,
dentre os ocupantes do cargo de hierarquia inferior”, destacou
o acórdão.
O relator no TRT enfatizou que,
a despeito da regra constitucional do artigo 37, há um princípio
maior a ser observado, que é o princípio isonômico. “O
Poder Judiciário não pode chancelar irregularidades cometidas
pela empresa, sociedade de economia mista, sob pena de transferir ao
hipossuficiente os riscos do empreendimento. Invocam-se, a propósito,
os princípios inerentes à Administração Pública:
o da legalidade e o da moralidade, além da própria regra
verticalizada no art. 173 da Constituição da República”,
destacou.
A empresa recorreu ao TST e o
reenquadramento caiu. A ministra Calsing baseou seu voto na Orientação
Jurisprudencial 125 da SDI-1, que estabelece que “o simples desvio
funcional do empregado não gera direito a novo enquadramento,
mas apenas às diferenças salariais respectivas, mesmo que
o desvio de função haja iniciado antes da vigência
da CF/1988”.
RR-274/2002-721-04-00.5
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
27/08/2007
IR: TST discute incidência em ação
trabalhista
Em recurso apreciado recentemente
pela Seção Especializada em Dissídios Individuais
(SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho, a relatora da matéria,
ministra Cristina Peduzzi, teceu considerações sobre as
duas correntes que hoje prevalecem no TST sobre a incidência ou
não do imposto de renda sobre a condenação trabalhista:
a primeira considera que o cálculo do IR deve ser feito sobre
a totalidade da condenação; a segunda entende que o imposto
não deve incidir sobre o valor correspondente aos juros de mora
que eventualmente tenham sido incorporados à condenação.
No voto, aprovado por maioria, a ministra alia-se à primeira tese,
ao negar recurso de um ex-empregado da Companhia Vale do Rio Doce, oriundo
da 17ª Região (Espírito Santo).
Trata-se do caso de um eletricista
que trabalhou durante 22 anos na Cia Vale do Rio Doce em Vitória
(ES) e que, após ser despedido, ajuizou ação reclamando
o pagamento de diferenças salariais – dentre as quais horas
extras, adicional de periculosidade, horas de sobreaviso. Após
ter recebido sentença desfavorável da 2ª Vara do Trabalho
de Vitória, que indeferiu todos os seus pedidos, o trabalhador
ajuizou recurso no TRT e obteve o reconhecimento parcial, relativo ao
adicional de periculosidade, horas extras e horas de sobreaviso, além
de outras diferenças.
A Vale do Rio Doce recorreu
ao TST, onde a Quarta Turma, em voto da ministra Maria de Assis Calsing,
decidiu restabelecer a sentença quanto ao cálculo do adicional
de periculosidade, que considerou válido o percentual adotado
em função de acordo coletivo, e excluiu da condenação
as horas de sobreaviso.
As duas partes insistiram em
buscar reverter parte da decisão em que se sentiam prejudicadas.
Na questão relativa ao imposto de renda, levantada pelo trabalhador,
a relatora do recurso, ministra Cristina Peduzzi, entendeu que deve ser
mantida a decisão da Quarta Turma determinando que o cálculo
para sua retenção deve ser feito sobre o total da indenização,
incluindo os juros de mora.
Após registrar a existência
de duas correntes de pensamento sobre a matéria no TST, a ministra
manifestou-se a favor da tese que não diferencia rendimentos oriundos
de condenação e outros rendimentos, destacando que o elemento
que define o imposto de renda é o acréscimo patrimonial. “Tipificado
o fato gerador, nasce a obrigação tributária, salvo
se houver isenção legal” – considera. A ministra
conclui que a regra geral é que o imposto deve incidir sobre a
totalidade dos rendimentos, incluindo juros e atualização
monetária, e que a responsabilidade pelo seu recolhimento é exclusivamente
do beneficiário dos rendimentos.
A posição defendida
pela ministra Cristina Peduzzi foi aprovado na SDI-1 por maioria de votos,
vencidos os ministros Aloysio Corrêa da Veiga, Vantuil Abdala,
Lelio Bentes Corrêa, Rosa Maria Weber Candiota da Rosa e Luiz
Philippe Vieira de Mello Filho. (E-ED-RR-738.751/2001.8)
(Ribamar Teixeira)

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