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Agência Câmara,
31 de agosto de 2007
Sindicatos pedem mais recursos para
agências reguladoras
Representantes dos funcionários das agências reguladoras reivindicaram
mais recursos para aumentar os salários e melhorar a capacitação
dos servidores desses órgãos. Em audiência pública
realizada nesta quinta-feira pela Comissão de Trabalho, de Administração
e Serviço Público, eles criticaram os contingenciamentos dos
recursos por parte do governo federal e pediram isonomia salarial entre os
concursados (quadro efetivo) e os funcionários que vieram transferidos
de outros órgãos (quadro específico).
Diante das demandas, o deputado
Daniel Almeida (PCdoB-BA), um dos autores do requerimento para a audiência,
anunciou que a comissão vai intermediar uma reunião entre
os sindicatos e autoridades do Ministério do Planejamento e da
Casa Civil para tratar do tema. "O foco das ações
deve ser voltado ao fortalecimento das agências e para evitar o
corte de verbas, que impossibilita o desenvolvimento de alguns setores",
declarou.
O deputado lembrou que o Projeto
de Lei 3337/04 propõe ajustes no financiamento e nas atribuições
das agências e que reivindicações de outra natureza
fazem parte de uma evolução nesse processo de regulação.
Novas carreiras
O presidente do Sindicato Nacional
dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação,
João Maria Medeiros de Oliveira, um dos participantes do debate,
defendeu a criação de novas carreiras de Estado para as
agências reguladoras federais, cujas remunerações
seriam estabelecidas entre R$ 5,4 mil e R$ 8,3 mil (nível médio)
e entre R$ 10,4 mil e R$ 16,2 mil (nível superior). Segundo ele,
essa nova carreira acabaria com as distorções de remuneração
entre servidores e amenizaria a evasão dos funcionários,
que em algumas agências chega a 40%.
João Maria também
criticou o contingenciamento de recursos feito pelo governo federal e
declarou que essa prática, em alguns casos, impede a fiscalização
eficiente dos setores regulados. Ele lembrou que, no ano passado, a Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel) chegou a suspender
atividades de campo por falta de dinheiro para pagar diárias.
O presidente da Associação
Nacional dos Especialistas em Regulação, Paulo Rodrigues
Mendes, defendeu a integração das reivindicações
dos funcionários das agências, para que essas reivindicações
sejam fortalecidas nas negociações com o governo.
Já o representante da
Associação Brasileira de Agências de Regulação
Wanderlino Teixeira de Carvalho afirmou que os constantes bloqueios de
recursos das agências reguladoras pelo governo federal prejudicam
as políticas de treinamento e de capacitação desses órgãos.
Carvalho criticou a concepção
de "alguns segmentos da esquerda" de que as agências
são instâncias "neoliberais" de terceirização
dos serviços governamentais. Para ele, essas instituições
são típicas da social-democracia, pois representam "um
mecanismo de intromissão no capital".
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO, 31 de
agosto de 2007 | Economia
INSS convoca mais beneficiários
para Censo Previdenciário
Dos 6.076 aposentados e pensionistas convocados, 4.163 precisam apresentar
documentos que faltaramSÃO PAULO - O Instituto Nacional do Seguro Social
convoca, a partir desta sexta-feira, 31, por carta ou edital, mais 6.076 aposentados
e pensionistas para participarem do Censo Previdenciário. Os editais
estão publicados em um jornal de grande circulação de
cada Estado.
Por edital e carta, estão sendo notificadas 1.913 pessoas que ainda
não fizeram o censo. Estão sendo convocados, ainda, mais 4.163
beneficiários, somente por edital, que responderam ao censo, mas ficaram
devendo algum documento.
Quem ainda não realizou o censo tem 30 dias para levar os documentos
necessários à agência bancária onde recebe o benefício.
Caso a pessoa não tenha os documentos, deve apresentar defesa escrita
na agência da Previdência Social que mantém o benefício,
também no prazo de 30 dias. Se o segurado não procurar o banco
ou não fizer a defesa escrita, o benefício será suspenso
por 90 dias e, depois, cessado.
É necessário apresentar, obrigatoriamente, o CPF e um documento
de identidade do titular do benefício, como o RG, Carteira de Trabalho,
Passaporte, Carteira Nacional de Habilitação ou Registro de Conselho
Profissional.
Em caráter complementar, o segurado pode levar comprovante de residência,
Número de Identificação do Trabalhador (NIT) e Título
de Eleitor.
Os beneficiários que responderam ao censo e ficaram devendo algum documento
ou informação devem procurar o banco no qual fizeram a atualização
cadastral, no prazo de 30 dias. Caso não se apresentem, terão
o benefício suspenso por 90 dias. Depois desse prazo, o benefício
será cessado.
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CONSULTOR JURÍDICO,
31 de agosto de 2007
Tempo para recorrer
Prazo para discutir edital é de
120 dias, afirma STJ
Candidato que presta concurso público tem 120 dias para questionar as
regras do edital. O prazo deve ser contato a partir da data de publicação
dos aprovados. O entendimento é da 5ª Turma do Superior Tribunal
de Justiça. A Turma aceitou recurso da União contra Fábio
César Dainez, candidato a escrivão da Polícia Federal,
no Distrito Federal.
O candidato entrou na Justiça,
após ser reprovado no curso de formação com nota
5,44 na disciplina de defesa pessoal. Segundo o advogado, o curso de
formação estaria vinculado ao edital 45/01, regulamentado
pela Instrução Normativa 1/98, de 12 de junho de 1998.
O edital estipulava a nota 5,0 como mínima para aprovação
nas matérias ministradas no curso. Entretanto, posteriormente,
essa nota mínima foi aumentada. De acordo com o ministro Arnaldo
Esteves, relator do caso, “a irresignação do recorrido
está fundamentada na suposta ilegalidade da alteração
da nota mínima de 5,0 para 6,0 pontos”.
No Mandado de Segurança,
ajuizado no dia 10 de agosto de 2003, o candidato alegou que, no transcorrer
do concurso, em 28 de junho de 2002, a nota mínima para aprovação
foi aumentada para 6,0 pontos, deixando-o fora da disputa.
Em primeira instância,
o juiz afirmou a decadência do pedido, pois o prazo para protestar
ultrapassara os 120 dias. O candidato recorreu ao Tribunal Regional Federal
da 1ª Região. Os desembargadores afastaram a decadência.
Segundo eles, a eventual afronta ao direito do impetrante só ocorreu
quando foi divulgada sua nota, no dia 8 de setembro de 2003, oportunidade
em que passou a ter interesse de agir.
A União recorreu, então,
ao STJ. Defendeu a decadência, já que a modificação
do edital foi publicada em 28 de junho de 2002, por meio da Instrução
Normativa 02/02, e o Mandado de Segurança somente foi impetrado
em 10 de setembro de 2003.
Contudo, o relator ressaltou
que a ciência do ato ocorreu com a publicação da
Instrução Normativa, em 28 de junho de 2002. “Ocorre
que o presente mandado de segurança foi impetrado somente no dia
10 de setembro de 2003, de modo que se mostra forçoso reconhecer
a decadência na espécie”, concluiu o ministro.
REsp 784.086
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
31 de agosto de 2007
Trabalhar com variações
bruscas de temperatura garante hora extra
Um funcionário que trabalhava movimentando mercadorias de ambiente quente
ou normal para o ambiente frio, e vice-versa, teve reconhecido na Justiça
do Trabalho o direito a receber como extras as horas que seriam destinadas
ao seu repouso de 20 minutos a cada 1 hora e 40 minutos de trabalho contínuo,
conforme determina o artigo 253 da CLT.
A 6ª Turma do TRT (Tribunal
Regional do Trabalho) da 3ª Região (Minas Gerais) manteve
a condenação à empresa de laticínios que
não respeitou o intervalo para repouso do ex-empregado.
A empresa alegou que o artigo
253 da CLT tem aplicação restrita aos empregados que trabalham
exclusivamente em serviços frigoríficos, o que não é o
caso do funcionário; e, ainda, que não há provas
de que as funções por ele exercidas estejam enquadradas
no mapa de zonas climáticas da Portaria 21/94 do MT/SST.
Mas, para o desembargador relator
do recurso, Ricardo Antônio Mohallem, esse artigo é aplicável
não apenas aos empregados que trabalham em câmaras frigoríficas,
mas também àqueles que movimentam mercadorias do ambiente
quente ou normal para o frio e vice-versa.
Quanto à alegação
de não enquadramento das funções do funcionário
no mapa de zonas climáticas da Portaria 21/94, o relator lembra
que, conforme as regras do ônus probatório (artigo 333,
II do CPC), cabia à empresa comprovar essas alegações,
por se tratar de fato impeditivo ao direito do autor, o que não
ocorreu.
Ele esclarece que, se o ex-funcionário
trabalhava em câmara fria, a presunção é de
temperaturas baixas no ambiente de trabalho. “Caberia à empresa
informar a presunção, provando que a temperatura da câmara
não era inferior ao limite normativo, mas não o fez. Nem
sequer apontou qual seria a temperatura da câmara”, finaliza
o relator.
RO 00364-2007-149-03-00-2
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FETRACONSPAR, 31 de agosto de 2007
Madeireira de União da
Vitória impede trabalhadora de concorrer a CIPA
JUSTIÇA CORRIGE INGERÊNCIA
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| LEIA
TRANSCRIÇÃO DA DECISÃO: |
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P
O D E R J U D I C I Á R I O
JUSTIÇA DO TRABALHO
9.ª REGIÃO
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VARA
DO TRABALHO DE UNIÃO DA VITÓRIA
RUA CEL. JOÃO GUALBERTO 330 – CENTRO
CEP: 84.600-000 Fone: 42-35223587 e-MAIL: vdt01uva@trt9.gov.br
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| Documento: |
1.921.213
/ 2007
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| Destinatário: |
Maria
Lúcia Maciel Coradassi
A/C DR(A) Fabio Amaral Nogueira
R Ipiranga, 42 – Centro
84.600-000 UNIÃO DA VITÓRIA/PR |
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| Referência: |
00880-2007-026-09-00-2
(26 MC 880/2007) |
| Entre
Partes: |
Maria
Lúcia Maciel Coradassi e
Madeireira Miguel Forte S.A.
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INTIMAÇÃO – DE
DECISÃO
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Fica
V.Sa. intimada de que pela MM. Juíza desta Vara do Trabalho
foi proferida decisão (fls. 58/59), deferindo a liminar
pretendida pela requerente, cujo teor segue adiante:
“Vistos
etc.
Como se observa do documento de fl. 57, o período de inscrição
dos candidatos a membros da CIPA – Gestão 2007/2008 – ocorreu
no lapso de 7 a 22 de agosto de 2007. As eleições estão
previstas para os dias 11 e 12 de setembro, conforme edital de fl. 56.
Da análise dos autos, constato que os fatos narrados na inicial
foram corroborados pelas informações constantes do auto
emitido pela Delegacia Regional do Trabalho de União da Vitória
(fl. 19), no qual consta expressamente que a requerida, através
da funcionária Noely de Fátima dos Santos, impediu a requerente
de participar do processo eleitoral da CIPA, devido a normas da empresa.
Observe-se que o requerimento de inscrição
ocorreu no prazo fixado no documento de fl. 57, mais
foi obstado por ato da requerida.
O direito que assiste a requerente de candidatar-se às eleições
para membros da CIPA está explícito no item 5.40, letra “c”,
da NR5 (fl. 31), nos seguinte termos: “liberdade de inscrição
para todos os empregados do estabelecimento, independentemente de setores
ou locais de trabalho, com fornecimento de comprovante”.
O ato praticado pela requerida, ao privar a requerente do seu direito
da inscrição, além de contrariar a norma regulamentadora
supra, fere frontalmente o direito à liberdade e à igualdade,
garantido constitucionalmente a todos os cidadãos (Artigo 5º,
caput, da Constituição da República Federativa do
Brasil).
Pelas razões supra e com fundamente no poder geral de cautela
(art. 798 do CPC), defiro a liminar pretendida, determinando a intimação
da requerida para que inscreva incontinenti a requerente no rol de candidatos
a membros da CIPA – Gestão 2007/2008, bem como que confeccione
novo edital de convocação para a eleição
prevista para os dias 11 e 12 de setembro, nele constando o nome da requerente,
afixando-o em todos os setores da empresa, em locais de fácil
acesso e visualização por todos os funcionários.
Deverá, ainda, a requerida juntar cópia
do referido documento nos autos, em 24 horas.
Cumpra-se COM URGÊNCIA, ainda nesta data, por Oficial de Justiça,
Ficando autorizada a diligência na forma do § 2º, do
artigo 172, do CPC.
Intimem-se as partes.
Em 29/08/2007 (a) Cláudia Mara Pereira Gioppo, Juíza do
Trabalho”.
União
da Vitória, 29 de agosto de 2007.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO (ON LINE), 31 de agosto de 2007 | Dinheiro
Governo prevê salário
mínimo de R$ 407 em 2008
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
O trabalhador ou aposentado que
recebe um salário mínimo poderá contar com R$ 27,33
a mais no bolso a partir de março do ano que vem. Este é o
aumento proposto pelo governo federal para o aumento do mínimo,
de R$ 380 para R$ 407,33, que consta da proposta orçamentária
enviada nesta sexta-feira ao Congresso Nacional.
"A proposta do salário
mínimo reflete o projeto de lei que foi encaminhado ao Congresso
Nacional. (...) Me parece um valor sólido e compatível
com as despesas previdenciárias", afirmou o ministro Paulo
Bernardo (Planejamento).
O reajuste leva em conta o acordo
fechado no final do ano passado entre o governo federal e as centrais
sindicais. O aumento tem como base o crescimento da economia de 2006
mais a inflação desde o último reajuste.
O projeto de lei com esse
acordo ainda está em tramitação no Congresso.
Ele prevê que essa fórmula seja adotada até 2023
com a possibilidade de revisão a cada quatro anos. Por essa
proposta, a primeira revisão será em 2011, já com
um outro governo no comando do país.
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GAZETA MERCANTIL, 31 de agosto de 2007
Construção cresce com
desoneração do IPI
São Paulo, 31 de Agosto de 2007 - A arrecadação de impostos
terá um acréscimo de R$ 6 bi de janeiro de 2006 a dezembro de
2007. A indústria de transformação brasileira ganhou um
importante argumento para reivindicar junto ao governo federal a redução
da carga tributária sobre o setor produtivo do País. A FGV Projetos
acaba de finalizar um estudo inédito, que aponta os efeitos, na economia,
da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
sobre 41 itens da lista de materiais de construção.
A conclusão é de que graças ao aquecimento deste setor,
a desoneração trouxe variação real de 0,80% no
Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Isso significa que essa medida, adotada
pelo governo federal a partir de fevereiro do ano passado, estimulará a
economia nacional em R$ 18,5 bilhões em 2006 e neste ano.
Além disso, a arrecadação de impostos do País terá um
acréscimo de 0,78% entre janeiro de 2006 e dezembro de 2007, o equivalente
a R$ 6,1 bilhões. Este montante, explica o economista da FGV Projetos,
Fernando Garcia, é gerado em decorrência do maior número
de pessoas empregadas pelo setor e do impacto dessa renda extra nas mãos
do trabalhador no movimento da economia (incluindo valores referentes a Imposto
de Renda e Fundo de Garantia, entre outros). "Nosso levantamento apontou
que a desoneração do IPI resultaria em um acréscimo de
0,76% no nível de emprego do País entre 2006 e 2007", destaca.
Segundo o estudo, o número de trabalhadores da indústria de materiais
de construção passou de 585 mil em janeiro de 2006 para 625,2
mil em junho passado. Considerando a indústria da construção
como um todo, o número de empregados passou de 1,474 milhão no
início de 2006 para 1,642 milhão em maio deste ano – os
dados referentes a junho ainda não foram computados.
" Queremos sensibilizar o governo mostrando que a decisão de reduzir
a carga tributária trouxe efeito e por isso deve ser mantida", diz
o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais
de Construção (Abramat), Melvyn Fox. Com o levantamento em mãos,
a entidade pretende solicitar uma audiência com representantes da alta
cúpula do governo federal para mostrar que a sugestão do setor
para que a carga tributária fosse reduzida surtiu os efeitos previstos.
Menos de dois meses após anunciar que a expansão da receita do
setor de materiais de construção seria de 10% em 2007, e não
de 8% como previsto anteriormente, o presidente da Abramat já afirma
que a previsão de 10% "tem viés de alta". De fato,
entre janeiro e julho deste ano, o faturamento total das vendas de materiais
de construção no mercado interno apresentou expansão de
12,3% sobre igual período do ano passado. Considerando apenas o primeiro
semestre, a receita deste segmento somou aproximadamente R$ 36 bilhões,
dos quais quase 90% são provenientes das vendas domésticas. Os
dados do setor referentes ao primeiro semestre, destaca Melvyn Fox, praticamente
não foram impactados pelo Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC). "Os fabricantes de materiais serão beneficiados apenas em
um segundo momento, o que esperamos que aconteça a partir deste semestre",
diz. Com o impacto do PAC no setor, o executivo deverá anunciar outra
revisão da estimativa de expansão do setor entre o final de setembro
e o início de outubro.
A FGV Projetos, que elabora estudos para a indústria da construção
civil, prevê que a tendência de expansão do setor registrada
em 2007 se acentue nos dois próximos anos, levando-o a ser um dos principais
motores da economia brasileira durante o segundo mandato do governo Lula. Em
uma previsão mais moderada, o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia
da construção deverá crescer 7,9% neste ano, 10,2% em
2008 e 9% em 2009. Em uma visão mais otimista com relação à economia
brasileira, o setor cresceria 9,3%, 14% e 10,4%, respectivamente.
Já o PIB nacional, mesmo em uma visão mais otimista, tende a
crescer 4,3% em 2007 e 5% em 2008 e 2009. No ano passado, a cadeia da construção
registrou receita estimada de R$ 124,2 bilhões, dos quais R$ 69,2 bilhões
foram obtidos pela indústria de materiais de construção.
Caso as projeções da FGV Projetos se confirmem, a cadeia da construção
poderá contribuir com até 2,3 pontos percentuais do crescimento
do PIB nacional em 2008, destaca o economista Fernando Garcia. No ano passado,
a União Nacional da Construção (UNC) projetou que, se
fossem feitos os investimentos sugeridos, o setor responderia por 2,4 pontos
percentuais do crescimento econômico brasileiro.
Esse número foi revisto devido à nova metodologia de medição
do PIB feita pelo IBGE, mas poderá ser ainda maior em decorrência
da amplitude do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Se
este programa for efetivamente concluído, cresceremos bem mais que os
2,4 pontos percentuais previstos antes", destaca Melvyn Fox.
kicker: Desoneração do IPI resultaria em um acréscimo
de 0,76% no nível de emprego do País entre 2006 e 2007, diz FGV
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 4)(André Magnabosco)
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 31 de agosto de 2007 | Economia
Governo estima inflação
abaixo da meta em Orçamento de 2008
REUTERS
BRASÍLIA - O governo federal estima que a inflação em
2008 ficará abaixo da meta fixada e a economia crescerá 5 por
cento, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério
do Planejamento.
Na proposta orçamentária
do governo para o próximo ano, encaminhada ao Congresso Nacional
nesta sexta, a variação esperada para o Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008 é de 4 por
cento, abaixo, portanto, do centro da meta, de 4,5 por cento.
Para o salário mínimo,
o governo prevê um reajuste para 407,33 reais, ante os atuais 380
reais.
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO, 31 de
agosto de 2007 | Economia
Produção industrial
e desemprego recuam no Japão
CAROLINA RUHMAN - Agencia Estado
TÓQUIO - A produção industrial japonesa caiu 0,4% em julho
ante junho, segundo informou o Ministério da Economia, Comércio
e Indústria, que atribuiu a queda ao terremoto. Foi a primeira baixa
do dado em dois meses, mas o resultado já era esperado e veio em linha
com as expectativas.
O forte terremoto que atingiu o noroeste do Japão mês passado
afetou um fornecedor de equipamentos para automóveis e suspendeu temporariamente
a produção nacional de automóveis, o que pesou fortemente
sobre a produção industrial geral. "Se o terremoto não
tivesse ocorrido, a produção como um todo poderia ter subido
em julho", disse um funcionário do Ministério.
Em junho, a produção industrial cresceu 1,3% no mês. O
ministério informou ainda que os industriais entrevistados esperam que
sua produção suba 6,8% em agosto, mas caia 2,5% em setembro.
O ministério não alterou sua perspectiva para a produção
industrial de estável.
Desemprego
A taxa de desemprego no Japão passou de 3,7% para 3,6% em julho, informou
o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações, o menor
nível desde fevereiro de 1998. Economistas esperavam que a taxa ficasse
inalterada no mês. Assim, julho foi o quarto mês consecutivo que
a taxa de desemprego ficou abaixo de 4,0%.
O Ministério informou também que o número total de desempregados
caiu pelo vigésimo mês consecutivo em julho, caindo 340 mil ante
o mesmo mês do ano passado para 2,34 milhões. "Deste dado,
vemos que a taxa de desemprego tem caído continuamente e pode ser vista
uma melhoria no mercado de trabalho", disse um funcionário do Ministério.
As informações são da Dow Jones.
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Diário Vermelho, 31
de agosto de 2007
Centrais e DEM entram no STF contra
decreto que limita FAT
A Força Sindical, o DEM (ex-PFL), a CNTM (Confederação
Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos) e a CNM-CUT (Confederação
Nacional dos Metalúrgicos da CUT) protocolaram nesta quinta (30), no
Supremo Tribunal Federal uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade)
pedindo a derrubada do decreto que limita recursos do FAT (Fundo de Amparo
ao Trabalhador).
O decreto n° 6.046/2007
permite o contingenciamento de verbas do FAT destinadas à recolocação
de mão-de-obra e qualificação profissional. No
entanto, o programa do seguro-desemprego prevê políticas
integradas, só que com o contingenciamento dos recursos, as
verbas só estão sendo direcionadas e liberadas para o
seguro-desemprego.
"É uma política burra do governo na medida que quanto mais
trabalhadores qualificados, menor o desemprego, e, conseqüentemente, mais
economia com o pagamento do seguro-desemprego", define o presidente da Força
Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, também deputado federal
pelo PDT-SP.
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Folha de São Paulo, 31 de agosto de
2007
Calendário: Eleição
municipal será em 5 de outubro
O TSE definiu o calendário da eleição municipal de 2008.
O primeiro turno será em 5 de outubro, e o segundo, no dia 26. A campanha
de rua começará em 6 de julho. A propaganda em rádio e
TV irá de 19 de agosto a 2 de outubro.
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Folha
de São Paulo, 31 de agosto de 2007
Após fracasso, o governo sepulta
Primeiro Emprego
Programa que dá vantagem a quem emprega
jovem não terá mais verba em 2008 | Projeto era o segundo
mais importante da área social no início da gestão
petista, atrás só do Fome Zero, também extinto
GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Após quatro anos de
fracassos sucessivos, o programa Primeiro Emprego, uma das principais
bandeiras da campanha eleitoral de 2002, será sepultado oficialmente
pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. O programa, que dá vantagens
a empresas que ofereçam vagas a jovens de 16 a 24 anos, foi
excluído do projeto do PPA (Plano Plurianual) 2008-2011, que
irá hoje ao Congresso. Como o PPA orienta os Orçamentos
a cada quadriênio, não haverá mais verba para o
Primeiro Emprego a partir de 2008.
Segundo o Ministério
do Planejamento, o governo concluiu que o diagnóstico que embasava
o programa, segundo o qual as empresas não contratam iniciantes
por falta de incentivo, estava errado. "Num segundo momento, vimos
que o problema era a qualificação dos jovens", disse
o secretário de Planejamento e Investimentos Estratégicos,
Afonso Oliveira.
Concebido para ser o segundo
programa social mais importante do governo -atrás só do
também extinto Fome Zero, substituído pelo Bolsa Família-
e apresentado como principal iniciativa contra o desemprego, o Primeiro
Emprego foi lançado em junho de 2003. "Estamos dando, hoje,
um passo excepcional para resolver um dos problemas mais graves que
o Brasil vive", discursou Lula no Planalto, na época.
O interesse das empresas, porém,
ficou abaixo das expectativas do governo. Em março de 2004,
o sistema eletrônico de acompanhamento dos gastos federais registrava
um único beneficiário, um jovem contratado como copeiro
por um restaurante de Salvador.
Quando lançado, o programa previa criar até 260 mil vagas por
ano, mas, até o ano passado, o total não passava de 15 mil.
Ao longo do primeiro mandato,
o marketing do programa foi sendo reduzido, assim como suas verbas
orçamentárias. De R$ 188 milhões em 2004, são
apenas R$ 130 milhões neste ano, dos quais apenas R$ 20 milhões
foram efetivamente pagos até agora. O governo nunca chegou a
gastar metade dos recursos destinados ao Primeiro Emprego a cada ano.
Na tentativa de salvar o programa,
foram promovidas alterações nas regras, a partir de reivindicações
das empresas. Foi abandonada a principal exigência aos empregadores:
o compromisso de não demitirem funcionários pelo período
mínimo de 12 meses a contar da adesão ao programa. Os
subsídios também subiram, e hoje os empresários
fazem jus a R$ 1.500 anuais por vaga criada.
No PPA 2008-2011, as
iniciativas para o público do Primeiro Emprego foram agrupadas
no Projovem, que, segundo o projeto, receberá R$ 7,4 bilhões
no período e beneficiará 6 milhões de jovens
entre 15 e 29 anos. Na tradição da administração
federal, as verbas previstas nos PPAs são de execução
ainda mais incerta que as dos Orçamentos anuais.
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Folha de São Paulo,
31 de agosto de 2007
Desemprego da Alemanha cai pelo 19º mês
DA BLOOMBERG
A taxa de desemprego da Alemanha
caiu em agosto pelo 19º mês consecutivo, fortalecendo a economia
alemã, a maior da Europa, depois das turbulências das Bolsas,
que poderão comprometer sua expansão.
O número de pessoas desocupadas,
corrigido de modo a neutralizar variações sazonais, caiu
em 15 mil em relação ao mês anterior, passando a
3,76 milhões. Os economistas previam uma queda de 30 mil. A taxa
de desemprego corrigida se manteve em 9%, informou ontem o Departamento
do Trabalho da Alemanha.
A queda do desemprego e
a alta dos salários estão reduzindo a dependência
da economia alemã das exportações. As empresas
estão contratando para atender à demanda por produtos
industrializados.
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Folha
de São Paulo, 31 de agosto de 2007
Trapalhada adia a nova contribuição
de empresas
Adicional para acidentes só vai valer
em março ou abril
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Uma trapalhada do Ministério
da Previdência Social, associada à greve dos servidores
da Dataprev (empresa de processamento de dados da Previdência),
vai adiar o início da nova forma de contribuição
das empresas para o financiamento do seguro de acidente do trabalho.
Previsto para entrar em vigor
em 1º de janeiro de 2008, o FAP (Fator Acidentário de Prevenção)
deverá começar a ser aplicado entre março e abril
do próximo ano, segundo a Folha apurou. A data será definida
por meio de um novo decreto e uma nova portaria que o governo editará nos
próximos dias.
Oficialmente, o Ministério
da Previdência informou que o adiamento não se deve à greve
da Dataprev ou outros fatores, mas atende a um pedido de mais prazo
para impugnação por parte das próprias empresas
-o prazo normal terminou dia 1º de agosto. O FAP permite a flexibilização
nas alíquotas adicionais cobradas pela Previdência de
empresas que submetem seus trabalhadores a riscos. Atualmente, as alíquotas
variam de 1% a 3%, conforme o grau de risco.
Com o novo mecanismo, haverá uma
calibragem da contribuição por empresa, criando uma margem
de variação para a contribuição de 0,5%
(redução das alíquotas em 50%) a 6% (aumento de
100%). Exemplo: hoje o setor bancário contribui com 3% para
o financiamento do sistema. A nova fórmula permitirá que
um banco que reduza os níveis de risco de seus funcionários
possa pagar metade dessa alíquota, ou 1,5%. Outra instituição
financeira que submeta seus trabalhadores a alto risco, por outro lado,
pode ser obrigada a pagar o dobro, ou seja, 6%.
Em fevereiro, o governo baixou
um decreto regulamentando o FAP. Ficou estabelecido que, em setembro
deste ano, a Previdência publicaria a primeira lista com os fatores
por empresa. Fechada essa data e respeitando a norma que fixa a carência
de 90 dias para o aumento de tributos, foi marcado para 1º de
janeiro de 2008 o início da cobrança da contribuição
pelas novas regras.
Um tropeço do Ministério
da Previdência na normatização do FAP, no entanto,
começou a complicar o cronograma estabelecido. Ao editar a portaria
nº 232, em maio, o ministério deixou passar um erro de
grafia no texto. Isso impediu muitas empresas de obter, via internet,
informações para contestar ou não o cálculo
do FAP.
Para definir o FAP das empresas,
o ministério usa os registros de acidentes de trabalho nesses
estabelecimentos entre maio de 2004 e dezembro do ano passado. Para
checar a lista desses registros, a portaria informara que as empresas
poderiam acessar a internet. Havendo divergências, elas poderiam
impugnar -no prazo de 30 dias- o cálculo do FAP, que seria revisto
pela Previdência antes de ser publicado de forma definitiva.
Mas o endereço eletrônico
citado na portaria trouxe um acento indevido (na palavra previdência),
impossibilitando o acesso. Uma nova portaria (nº 269) precisou
ser publicada para retificar o endereço e estender o prazo de
contestação das empresas até 1º de agosto.
Desde junho, porém, os servidores da Dataprev vêm fazendo
paralisações. Isso tumultuou ainda mais a situação
e comprometeu os prazos do FAP.
Técnicos da Previdência
avaliam que serão necessários 90 dias para fechar e
publicar a lista do FAP por empresa. Outros 90 dias serão
obrigatórios por conta da noventena. Isso significa que, entre
dezembro e janeiro, a lista deve ser publicada, e o FAP pode ser
aplicado entre março e abril de 2008.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 31 de agosto de 2007
| Brasil
Salário
INSS começa a pagar o 13.º
O INSS começa a pagar na segunda-feira a primeira parcela do 13.º salário
a 21.814.531 aposentados, pensionistas e beneficiários da Previdência
Social, juntamente com os benefícios do mês de agosto. Os segurados
devem ficar atentos porque sobre esta parcela não incide o desconto
do IR.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
31 de agosto de 2007
Indústria ignora crise e segue
aquecida
Pesquisa da FGV mostra que o nível
de utilização da capacidade instalada em agosto -
85,7% - é o mais alto desde abril de 1995
Arquivo Folha/28-04006

A indústria de tratores agrícolas corre risco de enfrentar problemas
na equação oferta/demanda: conseqüência é aumento
de preços
São Paulo - A crise nos mercados financeiros não chegou à indústria. É isso
o que mostra a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação
Ibre-FGV, divulgada ontem. A coleta de dados aconteceu entre 01 e 28 de agosto,
o que torna esta pesquisa a primeira a refletir a percepção dos
empresários no atual ambiente de turbulência financeira. ''Em
nenhum quesito notamos qualquer sinal de pessimismo'', disse o coordenador
da pesquisa, Aloísio Campelo.
O que se vê, ao contrário, é que
o nível de utilização da capacidade instalada (nuci)
em agosto, de 85,7%, é o mais alto desde abril de 1995 (85,9%).
Outro dado que chamou especial atenção é o dos estoques.
Pela primeira vez, também desde abril de 1995, que a proporção
de empresas com estoques insuficientes (7%) supera a de empresas com
estoques excessivos (4%).
A mistura de baixos estoques
e forte uso da capacidade imediatamente sugere que a indústria
está aquecida, ajudando também a explicar o otimismo da
indústria. ''De fato, a indústria está aquecida
e com boas perspectivas para os últimos meses do ano'', continuou
Campelo. Mas destacou, em seguida, que há inúmeros sinais
de investimentos em curso, afastando, segundo ele, pressões inflacionárias
por parte da indústria de transformação.
Ainda assim, há exceções.
Quatro gêneros pesquisados, de um total de 21, correm risco maior
de enfrentar gargalos na equação oferta/demanda e, em consequência,
sofrer algum aumento de preços: metalurgia (metais não-ferrosos,
latas e outros produtos de metal para construção, como
alumínio); mecânica (tratores para construção
e agricultura e máquinas de terraplanagem); material de transportes
(fabricação de automóveis e utilitários e
caminhões); e produtos alimentares (abate de animais e conservas
de carnes e preparação do leite e fabricação
de produtos).
Sobre o dado que mostra a confiança
dos empresários, cujo indicador ICI bateu novo recorde histórico
ao passar de 121,7 para 121,8, Campelo acredita que demonstra otimismo
de que a economia brasileira vai sair bem da atual crise financeira.
O Índice de Expectativas as Sondagem, por exemplo, é o
maior da série (abril de 1995) e 11,9% superior ao verificado
em agosto de 2006.
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PARANÁSHOP, 31 de
agosto de 2007 | Notas & Informações
Trabalhadores da área da
reciclagem já têm sindicato no Paraná
Nesta sexta-feira, 31 de agosto, o recém-fundado Sintsumifer-PR (Sindicato
dos Trabalhadores das Empresas e do Comércio Atacadista, com Sucatas,
Minerais, Ferrosas e Não-Ferrosas em Geral, Processadas ou não
por Fundição, Metalurgia e Siderurgia) realiza uma Assembléia
para ratificar o Estatuto Social. Na oportunidade também serão
apresentados os diretores eleitos.
A estimativa de Marlize Paludo,
presidente da comissão organizadora do Sintsumifer-PR, é de
que existam cerca de 5,5 mil profissionais que trabalham com a sucata
no Estado, além das outras áreas. Dessa forma, o sindicato
pretende buscar a valorização do profissional que trabalha
como reciclador, organizando a categoria e mostrando para a sociedade
a importância da classe para a proteção do meio ambiente.
“Como entidade, queremos
promover a busca incessante da economia de minérios, energia e água,
além de alternativas para o aumento da vida útil dos lixões
e diminuição das áreas degradadas por extração
de minérios” observa Marlize, acrescentando que além
das diversas outras ações propostas e que ainda serão
debatidas com os interessados e abrangidos pela categoria, pretende-se
incentivar a geração de empregos e de renda com a atividade
de reciclagem.
Objetivos – Também
são objetivos do Sintsumifer-PR realizar a defesa e representação
legal da categoria, promover estudos e ações integradas
com os poderes públicos e demais associações, e
colaborar, como órgão técnico e consultivo, na solução
dos problemas que afetam os associados e a comunidade.
A promoção e incentivo
de congressos, seminários, conferências, feiras, exposições
e cursos que atendam aos interesses gerais da categoria ou individuais
dos associados também serão focos de atuação,
assim como a divulgação e treinamento dos representados
para auxiliar na classificação de sucatas ferrosas e não-ferrosas,
recicláveis ou não, minerais, resíduos e entulhos,
entre outros, bem como a correta destinação desse material.
Com o desenvolvimento do sindicato
e visando capacitar o trabalhador da área da reciclagem, planeja-se
também a oferta de cursos regulares (em diferentes níveis)
e a constituição de uma fábrica-escola. “E,
no futuro, queremos desenvolver trabalhos com pessoas que apresentem
algum tipo de deficiência. Sabemos que isso é possível
com apoio de instituições governamentais e especializadas”,
destaca a presidente da comissão organizadora do Sintsumifer-PR.
Saúde – O sindicato,
além das prerrogativas e deveres que constam em seu estatuto de
fundação, vai buscar ainda melhorias nas condições
de vida e de trabalho de seus representados, atuando na promoção
do lazer, cultura e em atividades assistenciais médico, hospitalar
e odontológica. “É grande a preocupação
com a prevenção de acidentes e com as condições
de saúde, higiene e segurança do trabalhador, que, por
vezes, trabalha em locais insalubres”, diz João Aparecido
da Silva, diretor de Saúde do Sintsumifer-PR.
“O sindicato foi criado
devido à imensa necessidade de representação e fundado
pelo crescimento desta categoria que envolve não só o Paraná,
mas todo o território nacional”, diz a advogada do Sintsumifer-PR,
Rosangela Furtado de Melo.
SERVIÇO
Assembléia Sintsumifer-PR
Quando: 31/08/2007, às
18h30
Local: Rua Marcolina Caetana
Chaves, 284 – 1º Piso, Bairro Novo A, Curitiba (PR)
Contato: Marlize Paludo – (41)
8811-7305

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