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Agência
Câmara, 1 de setembro de 2007
Finanças rejeita uso de correção
do FGTS na casa própria
A Comissão de Finanças e Tributação rejeitou
na última quarta-feira (29) o Projeto de Lei 1625/03, do deputado
Jaime Martins (PR-MG), que autoriza o mutuário do Sistema Financeiro
da Habitação a utilizar os valores correspondentes aos reajustes
dos planos Collor e Verão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
para amortizar ou quitar prestações da casa própria.
A comissão acompanhou o parecer do relator, deputado José Pimentel
(PT-CE), que também recomendou a rejeição das emendas
da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço
Público á proposta.
O relator argumenta que a lei já determina as situações
nas quais o crédito do FGTS pode ser liberado sem colocar
em risco o equilíbrio econômico financeiro do fundo.
Aumentar essas hipóteses como prevê o projeto, segundo
ele, colocaria em risco esse equilíbrio. Em relação
ao impacto orçamentário da proposta, o relator argumenta
que, apesar de ser administrado pelo Poder Público, os recursos
do FGTS não são dinheiro público e a proposta,
portanto não tem repercussões no Orçamento
da União. As propostas também não conflitam
com normas da Lei de Ditrizes Orçamentários ou o
Plano Plurianual.
A proposta ainda será analisada pela Comissão de
Constituição e Justiça, antes de ser votada
pelo Plenário.
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Agência
Senado, 1 de setembro de 2007
Frente Parlamentar pelo Pleno Emprego
condena privatização da Previdência

A Frente Parlamentar pelo Pleno Emprego, coordenada pelo senador Marcelo
Crivella (PRB-RJ), promoveu, nesta quinta-feira (30), no Senado Federal,
a última etapa do ciclo de debates do Fórum pela Seguridade
Social no Brasil. Segundo Crivella, o objetivo do evento foi "resgatar
os princípios republicanos da previdência pública".
- Somos contra a privatização da Previdência.
Exigimos que a Constituição federal seja cumprida à risca
no que diz respeito à solidariedade com os brasileiros que
necessitam da seguridade, os deficientes, os idosos que precisam
da aposentadoria, as viúvas que precisam das pensões
- afirmou o parlamentar.
Os debatedores, entre eles economistas, sociólogos e cientistas
políticos, reafirmaram a interpretação de
que, ao contrário do que diz o governo, a seguridade não é deficitária
(de acordo com os dados do Ministério do Planejamento, o
déficit estimado da Previdência Social para 2007 é de
R$ 45 bilhões).
Se faltam recursos para a saúde, a previdência e
a assistência social, de acordo com os especialistas, isso
ocorre porque o montante que devia ser destinado a essas áreas é desviado
para outros fins, como a composição do superávit
primário.
- O grande problema da previdência são os desvios,
resultado da pressão do déficit nominal zero. Não é desviando
que se vai resolver o problema da dívida pública,
e sim promovendo o crescimento da economia, a manutenção
dos direitos adquiridos pela Constituição e melhorias
no mercado de trabalho - observou Dércio Garcia Munhoz,
professor da Universidade de Brasília.
Sem as citadas melhorias no mercado de trabalho, a previdência,
em particular, e a seguridade, de forma geral, tendem a se tornar,
de fato, deficitárias, como explicou o senador Crivella,
que, a partir do próximo mês, passará a colher
assinaturas para um projeto de iniciativa popular batizado de Projeto
de Lei do Pleno Emprego.
- É o nível de emprego que garante recursos para
a previdência. Se não temos emprego, colocamos em
risco o princípio da solidariedade republicana que deve
orientar o debate sobre a seguridade - disse ele.
Em entrevista à Agência Senado, José Carlos
de Assis, presidente do Instituto Desemprego Zero e coordenador
da Campanha Nacional pelo Pleno Emprego, também participante
do evento, detalhou como esse processo se dará.
- Do ponto de vista demográfico, a situação
da previdência é boa, pois a população
em idade ativa está crescendo. No entanto, a relação
entre as pessoas ocupadas e as que podem trabalhar, mas estão
desempregadas, está estagnada. Isso, a médio prazo,
vai fragilizar a previdência, ou seja, o déficit vai
acabar aparecendo - completou.
O Fórum pela Seguridade Social no Brasil, organizado pelo
Instituto Rosa Luxemburgo Stiftung, é uma rede de debates
sobre a reforma da previdência e o sistema de seguridade
social. Já promoveu seminários no Rio de Janeiro
(RJ), em Belo Horizonte (MG) e em São Paulo (SP).
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Gazeta
do Povo, 1 de setembro de 2007
BRASIL | ELEIÇÕES
Candidatos têm um mês
para definir as filiações
No próximo dia 5 de outubro – exatamente um
ano antes das eleições municipais – termina
o prazo para que os futuros candidatos se filiem aos partidos políticos
e provem ter domicílio eleitoral nas cidades em que pretendem
disputar um cargo. Até essa mesma data, os partidos que
participarão da eleição devem ter os seus
estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As
instruções sobre o processo eleitoral devem ser aprovadas
até 5 de março e são de responsabilidade do
ministro do TSE Ari Pargendler.
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Gazeta
do Povo, 1 de setembro de 2007
BRASIL | CENSO
Famílias brasileiras estão
menores, inclusive na área rural
Número médio de
moradores por domicílio chega a 3,53, contra 3,92 em 2000
Rio de Janeiro – A tendência de queda acelerada
no número de filhos e no tamanho das famílias
chegou com força ao meio rural e às médias
e pequenas cidades. Essa foi a principal conclusão feita
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) ao divulgar os primeiros resultados da contagem da população
realizada neste ano. Os dados mostram que o número médio
de moradores por domicílio chegou a 3,53. Em 2000, era
de 3,92.
Confira os dados da pesquisa do IBGE:

A contagem se assemelha a um censo porque o objetivo é visitar
cada domicílio do país, em vez de ter somente uma amostra
deles. A principal diferença é que ficam de fora os 129
municípios mais populosos de estados com mais habitantes. Essas
cidades são excluídas por razões financeiras – ficaria
caro um censo em toda a população num intervalo inferior
a dez anos – e porque dependem menos de recursos do Fundo de Participação
dos Municípios, cujo repasse é calculado segundo o total
de habitantes.
Apesar de preliminares – em algumas cidades ainda está havendo
uma revisão da contagem –, os dados já permitem
verificar que a população rural está ficando
cada vez mais parecida, em termos de estrutura etária,
com a urbana.
Para o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, os resultados
mostram que o processo de envelhecimento da população
brasileira, com redução do número de nascimentos
e aumento da expectativa de vida, está se acelerando. “Os
resultados preliminares da contagem indicam também que
a queda da fecundidade está ocorrendo até mesmo
na área rural, o que mostra que esse fenômeno,
que ocorre de forma acelerada há pelo menos 20 anos
nas áreas urbanas, alcançou o resto da população.”
Ainda não foi divulgada a taxa de fecundidade de 2007,
mas as pesquisas mais recentes do IBGE já haviam demonstrado
que ela havia atingido a média de 2,1 filhos por mulher,
que indica tendência de mera reposição
populacional.
Para o coordenador de População e Indicadores
Sociais do instituto, Luiz Antônio Pinto de Oliveira,
além da diminuição no número de
nascimentos, outro fator que fez com que o número médio
de pessoas vivendo nos domicílios caísse foi
o aumento da expectativa de vida. Como há cada vez mais
idosos no país, muitos deles vivem sozinhos ou na companhia
apenas de um cônjuge.
“Esse processo de envelhecimento e queda da fecundidade
acontece de forma mais acelerada a partir da década
de 70. Num primeiro momento, ele é restrito às áreas
urbanas do Sul e Sudeste e, nos anos 80, se espalha também
para o Nordeste. Os resultados da contagem já permitem
verificar que ele agora ocorre de forma mais acelerada também
no meio rural.”
Segundo o pesquisador, é a queda no meio rural e nas
populações com maior número de filhos
que explica por que as taxas brasileiras continuam caindo: “A
queda que estamos verificando agora está acontecendo
principalmente entre as populações que ainda
tinham padrão de fecundidade mais alto. Sem essa queda,
dificilmente estaríamos agora com uma taxa de 2 filhos
por mulher”.
Contestação
O IBGE divulgou ontem no “Diário Oficial” da
União a lista com a população de cada
uma das cidades incluídas na contagem populacional.
As prefeituras que não concordarem com os resultados
têm prazo até 20 de setembro para reclamar.
Até o fim do mês, o instituto deverá divulgar
também os dados populacionais dos 129 municípios
que não foram incluídos na contagem. Será uma
estimativa com base nas projeções do IBGE.
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Gazeta
do Povo, 1 de setembro de 2007
ECONOMIA | GOVERNO
Governo atrela mínimo à alta
do PIB
Orçamento da União
propõe salário mínimo de R$ 407,33, o menor
aumento desde 2004
Brasília – O salário mínimo vai
subir para exatos R$ 407,33 a partir de março de 2008,
segundo os valores previstos no Orçamento do próximo
ano. Se confirmado o valor, será o menor reajuste desde
2004, quando o governo Lula ainda vivia o período de
aperto mais rigoroso das contas públicas.
Saiba mais sobre o Plano Plurianual (PPA):

No cálculo do mínimo, a equipe econômica utilizou
a metodologia prevista em um dos projetos do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), ainda não aprovado pelo Congresso: até 2011,
o ganho real – ou seja, acima da inflação – será equivalente
ao crescimento econômico de dois anos atrás.
Assim, o mínimo terá uma elevação
em seu poder de compra de 3,7%, equivalente à expansão
do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado. Resultado de
acordo com as centrais sindicais, a regra foi proposta para
limitar os gastos com a Previdência e abrir espaço
no Orçamento para a ampliação dos investimentos.
Na primeira metade de seu primeiro mandato, Lula concedeu
reajustes reais modestos para o salário mínimo,
que somaram apenas 2,4%.
Depois, com mais folga na economia e mais dificuldades na
seara política, os ganhos do salário mínimo
dispararam, para 8,1% em 2005, 13% no ano eleitoral de 2006
e, em abril último, 5,2%.
Nesse período, o governo federal descumpriu a política
prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias de
reajustar o mínimo pelos mesmos índices de crescimento
da renda per capita (o PIB dividido pela população)
do país. A primeira versão do Orçamento
de 2008 seguiu essa metodologia, o que resultaria num mínimo
na casa de R$ 402.
Com a previsão de reajuste mais modesto para o mínimo,
espera-se uma expansão menor dos gastos do INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social) que, segundo o projeto de Orçamento,
chegarão a R$ 198,7 bilhões.
Segundo dados do Ministério da Previdência Social,
o aumento de R$ 1,00 no salário mínimo equivale
a um aumento de gastos, com o pagamento de benefícios
previdenciários (atrelados à variação
do mínimo), de cerca de R$ 200 milhões por ano – sem
considerar o impacto na Lei Orgânica da Assistência
Social (Loas). O aumento de R$ 27,33 no salário mínimo,
por sua vez, vai gerar um impacto próximo a R$ 5,4 bilhões
no orçamento do ano que vem.
Com o esperado aumento da arrecadação previdenciária,
o déficit estimado do setor cai de R$ 45 bilhões
para R$ 41 bilhões. Nos últimos anos porém,
as previsões oficiais de controle e queda desse déficit
têm se frustrado, seja porque os aumentos do mínimo
superaram as expectativas, seja porque as medidas de gestão
não deram os resultados prometidos.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, confirmou que
o governo federal decidiu antecipar de abril para março
o início da vigência do novo valor para o salário
mínimo em 2008. Neste ano, começou somente em
abril. Em 2009, segundo ele, o aumento começará a
vigorar no mês de fevereiro e, em 2010, em janeiro.
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Folha
de Londrina, 1 de setembro de 2007
SEU DIREITO: TRABALHADOR RURAL
Me aposentei proporcionalmente no
ano passado com 32 anos de tempo de serviço. No entanto, trabalhei
nas décadas de 60/70 na zona rural sem registro em carteira.
Este tempo de serviço não foi computado na minha aposentadoria.
Tenho direito a revisão do benefício?
O segurado que trabalhou na zona rural como empregado sem registro
em carteira (CTPS), bóia-fria ou produtor, parceiro, meeiro
e arrendatário que exerceu suas atividades, individualmente
ou com a família, sem a ajuda permanente de terceiros, tem
direito à contagem do período de labor rural no período
em questão para fins de aposentadoria. Este tempo pode ser
pleiteado inclusive após a concessão do benefício,
via revisão de benefício de aposentadoria proporcional.
Para tanto, a lei exige o preenchimento de dois requisitos. Primeiro: é necessário
que o segurado tenha documentos contemporâneos públicos
e/ou particulares em seu nome ou em nome de terceiros membros da
família (pais, irmãos e cônjuge), emitidos
na época em que trabalhou na lavoura, que sirvam de início
de prova de que o mesmo foi lavrador/agricultor. Segundo: faz-se
indispensável a oitiva de testemunhas que acompanharam o
segurado trabalhando na lavoura, durante todo período pretendido.
Nossos tribunais têm orientado no sentido de que, havendo
a prova documental e testemunhal, há que se computar o período
rural até julho de 1991, independentemente da existência
de recolhimentos, para fins de revisão de benefício.
No caso de trabalhadores bóias-frias, alguns tribunais vêm
entendendo que os documentos são dispensáveis, bastando
a prova testemunhal.
Já no caso do segurado que, com a família, trabalhou
em seu próprio imóvel rural ou em propriedade de
terceiros como arrendatário ou porcenteiro, este não
pode ter contratado empregados permanentes, sob pena de ter que
efetuar o recolhimento das respectivas contribuições
para o cômputo deste tempo de serviço em sua revisão.
Fabio Antonio da Silva Martin, advogado
em Londrina
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Folha
de São Paulo, 1 de setembro de 2007
PT confronta Lula e quer candidato
em 2010
Presidente, que defende nome de consenso
entre os aliados, adiou sua participação no 3º Congresso
para hoje e gerou mal-estar
Debates no congresso mostraram que será grande
a pressão por menção explícita à candidatura
presidencial ao final do encontro do partido
FABIO ZANINI, EM SÃO PAULO
CATIA SEABRA, JOSÉ ALBERTO BOMBIG
DA REPORTAGEM LOCAL
Na abertura de seu 3º Congresso, o PT entrou em rota de
colisão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
ao defender abertamente a antecipação do debate
sobre a eleição presidencial de 2010, com um nome
do partido na cabeça de chapa.
Lula, que deveria fazer a abertura solene do evento, ontem à noite,
surpreendeu ao cancelar sua participação e remarcá-la
para hoje, o que foi interpretado por petistas como um recado de que
ficou insatisfeito com o partido.
Petistas com trânsito no Palácio do Planalto explicaram
também que o presidente temia presenciar críticas ao Ministério
Público e ao Judiciário por conta do processo de abertura
de processos no caso do mensalão.
No entanto, na abertura do evento, à noite, não houve ato
ou moção de apoio aos acusados no escândalo. Apenas
alguns militantes gritaram brevemente o nome do ex-ministro José Dirceu.
Lula viajou no início da noite de ontem para São Paulo.
Até o chefe da assessoria especial da Presidência, Marco
Aurélio Garcia, um dos petistas mais próximos de Lula,
se mostrou surpreso. "Não sei o que aconteceu, estava tudo
certo para ele comparecer", disse.
Embora o centro de convenções tenha passado até por
varredura da segurança da Presidência, Lula avisou que não
poderia comparecer ao encontro ainda ontem, como estava programada há dois
meses.
Os debates no primeiro dia do congresso mostraram que será grande
a pressão por uma menção explícita à candidatura
presidencial ao final do encontro, que termina amanhã.
" Como é que o PT pode abdicar em 2007 de ter candidatura presidencial
em 2010? É nossa tarefa construir e trabalhar um nome", disse, na
solenidade de abertura, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia
(PT-SP).
Lula e uma parte da direção do PT acham um erro tratar
agora desse assunto, pelo impacto que poderia ter na coalizão
que sustenta o governo.
Mas a pressão vem de todos os lados. A tese da candidatura própria
para 2010 foi defendida ontem, por exemplo, pelos arqui-rivais José Dirceu
e Tarso Genro, que disputam o comando do partido.
" A minha opinião é de que o PT pode e deve ter candidato
em 2010", disse Tarso. Para Dirceu, "o PT tem que apresentar um candidato à coalizão".
O nome começaria a ser debatido em 2009.
A resolução aprovada ontem é tímida ao tratar
do assunto, dizendo apenas que o partido "disputará a Presidência" em
2010, mas sem ser explícito quanto a ocupar a cabeça de
chapa. Por um acordo entre as chapas no congresso, pode haver uma emenda
para reforçar esse enunciado.
O partido dá claros sinais de que está preocupado com o
excessivo descolamento de Lula do PT.
Num dos discursos mais aplaudidos do primeiro dia de debates, o secretário
de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, advertiu
que "o governo pode ser um enorme sucesso, mas podemos chegar em
2010 com nosso partido enfraquecido".
Em sua fala na abertura do evento, o presidente do PT, Ricardo Berzoini,
afinado com Lula, disse apenas que o partido será "um instrumento
fundamental de construção de continuidade" do governo
nas eleições de 2010.
A expectativa é de que no discurso de hoje Lula tente puxar o
freio no ímpeto petista. Marco Aurélio ontem deu o tom
do que deve ser a fala do presidente. "Acho uma bobagem falar de
2010 agora. O PT quer falar? Primeiro precisa combinar com os russos",
disse, em alusão ao presidente Lula.
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Folha
de São Paulo, 1 de setembro de 2007
TRABALHO
Ministro nega o fim do Primeiro
Emprego
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO
ALEGRE
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou ontem em Porto
Alegre que o programa Primeiro Emprego será remodelado,
negando a extinção de uma das principais bandeiras
da campanha eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva em
2002.
Segundo Lupi, Lula lançará na próxima quarta-feira
um programa mais abrangente."[O programa Primeiro Emprego] não
está acabando, está mudando de nome.
O novo programa que será lançado pelo presidente Lula unifica
toda a ação governamental na área de juventude".
Lupi afirmou ainda que, só de sua pasta, estão reservados
R$ 550 milhões no Orçamento de 2008 para o programa e que
os recursos investidos em projetos para jovens no ano que vem serão "infinitamente
superiores" aos dos últimos anos.
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Folha
de São Paulo, 1 de setembro de 2007
TRABALHO
Ministério flagra
chineses ilegais em fábrica
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CAMPINAS
O Ministério Público do Trabalho da 15ª Região
flagrou anteontem 21 chineses trabalhando de forma ilegal na
Foxconn, empresa de origem chinesa, em Indaiatuba (102 km de
São Paulo). Eles não tinham visto específico
para trabalhar no país. A empresa foi multada em R$
52 mil.
A Foxconn, que produz placas de circuito impresso e aparelhos celulares
para a Motorola e Sony Ericsson, disse que os estrangeiros eram consultores.
Os chineses serão deportados. A empresa foi notificada da multa
de R$ 2.500 para cada um dos 21 trabalhadores irregulares.
A Procuradoria disse que faziam serviços fixos.
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