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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ, 10 de setembro
de 2007 | Economia
Sonegação de impostos
no País equivale a 30% do PIB
Agência Estado
A sonegação de impostos no País tem quase a mesma proporção
da carga tributária. Para uma carga que beira os 35% do Produto Interno
Bruto (PIB), a sonegação é da ordem de 30%. A projeção é do
professor de finanças públicas licenciado da Universidade de
São Paulo e presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial
- Etco, André Franco Montoro Filho.
Para chegar a essa conclusão,
ele considerou informações de cinco setores que integram
o instituto - combustíveis, fumo, medicamentos, bebidas e tecnologia
- e projetou os dados para a economia. Nesses setores, a sonegação
chega a 30%.
Um estudo da Secretaria da Fazenda
do Estado de São Paulo confirma a exuberância da sonegação.
O levantamento revela que só em São Paulo, Estado que responde
por quase um terço do PIB, o comércio varejista sonega,
em média, 60% do que vende. São cerca de R$ 3,5 bilhões
por ano, segundo o secretário da Fazenda do Estado de São
Paulo, Mauro Ricardo Costa. A Federação do Comércio
do Estado de São Paulo não comenta o estudo do governo,
alegando que não tem pesquisas sobre sonegação.
Se o País acabasse
com a sonegação, diz Montoro Filho, a carga tributária
poderia subir de 35% para 50% do PIB. Com isso, argumenta, seria possível
reduzir as alíquotas dos impostos em 20%, em média. Mesmo
assim, a carga seria de 40% do PIB, maior que atual. “Todos pagariam
menos imposto individualmente e o governo arrecadaria mais.”
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO (ON LINE), 10 de setembro de 2007 | Dinheiro
Produção industrial
cresce em oito das 14 regiões em julho, diz IBGE
CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio
A produção industrial
cresceu em oito das 14 regiões em julho, na comparação
com junho, na série já com ajuste sazonal. Na semana passada,
o IBGE informou que a produção industrial brasileira recuou
0,4% em julho.
A maior expansão ficou
com a Bahia (4,6%), seguida por Goiás (4,3%), Pará (2,3%)
e Espírito Santo (2,2%). Por outro lado, São Paulo, que
detém maior peso na estrutura industrial do país, apresentou
queda de 3,3%. Também apresentaram resultados negativos Ceará (-5,8%),
Pernambuco (-4,2%) e Amazonas (-1,7%).
Já na comparação
com julho de 2006, a indústria apresentou um crescimento em
11 regiões. As indústrias de São Paulo e Minas
Gerais cresceram, respectivamente, 6,7% e 11,4%. No ano, um total de
13 locais registraram crescimento.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO (ON LINE), 10 de setembro de 2007 | Dinheiro
Exportações e importações
começam setembro com recorde
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online
A balança comercial brasileira
apresentou um saldo positivo de US$ 1,204 bilhão na primeira semana
de setembro (dias 1 a 9). Esse resultado é a diferença
entre as exportações de US$ 3,482 bilhões e importações
de US$ 2,278 bilhões.
Pela movimento da média
diária, que é o total negociado por dia útil, tanto
as exportações como as importações foram
recordes.
As vendas tiveram um movimento
diário de US$ 870,5 milhões e as compras, de US$ 569,5
milhões. Os recordes anteriores foram registrados, respectivamente,
na primeira semana de junho (US$ 701 milhões) e na terceira semana
de julho (US$ 534,2 milhões).
Ano
No ano, o superávit comercial
(saldo positivo entre exportações e importações) é de
US$ 28,717 bilhões, uma queda de 4,7% em relação
ao mesmo período do ano passado (US$ 30,142 bilhões).
O principal fator para essa queda é a
compra de produtos importados. As importações têm
subido em um ritmo muito superior ao das exportações, estimuladas
pela baixa cotação do dólar.
De janeiro até a primeira
semana de setembro, as exportações somam US$ 105,916 bilhões
e as importações, US$ 77,199 bilhões --crescimentos
de 18,8% e 30,9%, respectivamente.
A média diária
das vendas ao exterior está em US$ 612,2 milhões e das
compras de produtos importados, em US$ 446,2 milhões.
O mercado financeiro estima
um superávit da balança comercial de US$ 42,3 bilhões
neste ano, enquanto o Banco Central projeta um saldo positivo de US$
40 bilhões. Já para o ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento),
o saldo da balança comercial deve ficar entre US$ 43 bilhões
e US$ 45 bilhões.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
10 de setembro de 2007
Construtora deve indenizar vítima
de acidente por falta de aviso de obras
A 7ª Câmara Cível do TJ-MG (Tribunal de Justiça de
Minas Gerais) manteve a decisão que condenou uma construtora a pagar
R$ 8.000 de indenização por danos morais a G.E.M., que sofreu
um acidente na BR 381 por conta de areia e entulhos deixados na pista.
De acordo com a ação,
G.E.M. disse que o veículo derrapou na via e atingiu um poste
da Cemig, quando seguia no sentido Coronel Fabriciano/Ipatinga. Alegou
que no local não havia sinalização para alertar
os motoristas sobre a obra ou sobre a existência de material escorregadio
no asfalto.
A empresa foi condenada, em primeira
instância, a pagar uma indenização de R$ 8.000 e
recorreu da decisão argumentando que a pista era limpa diariamente
e que o acidente ocorreu por excesso de velocidade.
Para o relator do processo,
desembargador Alvim Soares, a construtora deixaria de ser responsabilizada
pelo acidente, caso fosse demonstrada culpa exclusiva da vítima.
Porém, o relator concluiu que a perícia realizada não
pôde precisar a velocidade do automóvel no momento do
acidente.
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CONSULTOR JURÍDICO,
10 de setembro de 2007
Depósito recursal
Diferença de três centavos
barra recurso na Justiça
Uma diferença de R$ 0,03 fez com que um recurso ajuizado pela Companhia
Siderúrgica de Tubarão (CST) deixasse de ser apreciado pela Justiça
do Trabalho. A decisão, adotada pelo Tribunal Regional do Trabalho da
17ª Região (ES), foi ratificada pela 5ª Turma e pela Seção
Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior
do Trabalho.
A empresa recorreu ao TRT-ES.
A intenção era reverter sentença da 8ª Vara
do Trabalho de Vitória que a mandou pagar R$ 10 mil para um ex-empregado
de empresa terceirizada com a qual mantinha contrato de prestação
de serviços.
Como não conseguiu, a
empresa entrou com Recurso de Revista para ser encaminhado ao TST. Para
isso, teria de efetuar o depósito recursal exigido por lei. De
acordo com o processo, ao fazê-lo, recolheu R$ 5.830,64, ou seja,
R$ 0,03 a menos do que é estipulado na tabela do TST.
Assim, a segunda instância
considerou o valor recolhido insuficiente e declarou tratar-se de deserção
(situação em que, não sendo feito o depósito
no valor e no prazo legal, o recurso não é apreciado).
A decisão baseou-se no entendimento da Orientação
Jurisprudencial 140 da SDI-1 do TST, que estabelece: “Ocorre deserção
do recurso pelo recolhimento insuficiente das custas e do depósito
recursal, ainda que a diferença em relação ao ‘quantum’ devido
seja ínfima, referente a centavos”.
A empresa recorreu ao TST. Alegou
cerceamento de defesa, pois a decisão se deu com base em diferença ínfima
em relação ao depósito recursal. Inicialmente, o
recurso foi examinado pela 5ª Turma e, depois, pela SDI-1. Ambas,
sucessivamente, negaram o pedido da empresa e confirmaram o entendimento
da segunda instância, sempre com base na OJ 140.
Na SDI-1, o relator do recurso,
ministro Horácio Senna Pires, refutou as alegações
da empresa de que houve violação do artigo 5º da Constituição
Federal. Para ele, a decisão do TRT fora adotada de acordo com
a lei que regulamenta o depósito recursal. Embora muito debatida
na sessão, a matéria foi aprovada por unanimidade pelos
membros da SDI-1, nos termos do voto do relator. Manteve-se, portanto,
a decisão do TRT-ES, que julgou deserto o Recurso de Revista em
função da diferença no valor do depósito.
E-ED-AIRR-365/2003-008-17-40.8
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CONSULTOR JURÍDICO,
10 de setembro de 2007
Defesa violada
Falta de intimação é motivo
para anular penhora
A falta de intimação dos herdeiros de uma fazenda recebida em
doação levou a 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho
a anular a arrematação do imóvel para pagamento de dívida
trabalhista. De acordo com os ministros, os herdeiros não tiveram direito
de defesa de propriedade. O TST reformou acórdão do Tribunal
Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas), que entendia que
a regular intimação do pai dispensaria a dos filhos.
A relatora do recurso no TST,
ministra Rosa Maria Weber, julgou ser inadmissível, num estado
Democrático de Direito como o Brasil, a violação
de um direito fundamental, garantido pelo artigo 5º, XXII, da Constituição
Federal.
Em 1990, empregado da Fazenda
Boa Vista, em Sertãozinho (SP), entrou ação trabalhista
contra o dono, proprietário também da Fazenda Cafelândia,
em Batatais (SP), junto com a ex-mulher, de quem estava divorciado desde
1988. Em 1991, os pais doaram a fazenda aos filhos.
Para receber seu crédito
trabalhista, após sair vitorioso na ação ajuizada,
o trabalhador indicou bens à penhora, incluindo a fazenda doada.
No entanto, os novos proprietários, os filhos, não foram
intimados e o processo de execução, inclusive avaliação,
continuou. A fazenda foi arrematada pelo empregado.
Inconformados, os herdeiros entraram
com ação para que fosse anulada a arrematação.
Na 1ª Vara do Trabalho de Sertãozinho não obtiveram
sucesso. Por isso, recorreram ao Tribunal Regional do Trabalho de Campinas.
Os juízes mantiveram a sentença e entenderam que “é difícil
acreditar que, sendo filhos do executado, o qual foi regularmente intimado
de tais atos, não tenham os herdeiros tomado conhecimento das
circunstâncias que envolviam o imóvel”.
Os herdeiros recorreram novamente
da decisão. A ministra Rosa Maria Weber, do TST, reformou o acórdão.
Avaliou, em seu voto, que o desconhecimento, nos processos principais,
da condição dos autores como co-proprietários (herdeiros)
não têm o condão de legitimar e eternizar a arbitrariedade
perpetrada.
RR-200/2005-054-15-00.5
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JORNAL GAZETA DO POVO, 10
de setembro de 2007 | Brasil
Em 5 anos
CPIs da Câmara e do Senado gastam
R$ 6,4 milhões
Maior parte das despesas foi com passagens
aéreas e auditorias
Desde o início da última legislatura - em 2003 - até este
ano, o Congresso instalou 21 comissões parlamentares de inquérito
(CPis). Juntas, as comissões gastaram pelo menos R$ 6,4 milhões.
Foram dez CPIs na Câmara, três no Senado e oito mistas.
De acordo com a diretoria do
departamento de CPIs da Câmara e a diretoria financeira do Senado,
os custos com as comissões incluem passagens aéreas e hospedagem
para os depoentes; custos com diligências da comissão; consultorias
e auditorias; e materiais de escritório, no caso do Senado. Na
Câmara, já há uma cota definida no orçamento
anual para os gastos das comissões com material de escritório.
O que mais pesa numa CPI é o
valor das passagens aéreas para os depoentes. Os dados repassados
ao G1 pela Câmara mostram que gastos com as passagens e adicionais
de embarque representaram 81% da despesa total das dez CPIs realizadas
nos últimos cinco anos. Outro gasto elevado, segundo parlamentares
consultados, é com as auditorias e consultorias.
Confira quanto cada CPI gastou, o
que investigou e qual foi seu resultado
CPI dos Combustíveis
Onde: Câmara dos Deputados
O que foi: Investigou venda de sentenças judiciais para empresários
comprarem combustíveis sem pagar impostos e adulteração
da gasolina a partir da mistura de solventes. A comissão foi criada
após as mortes de diversas pessoas no Rio e em Minas em razão
do envolvimento com uma máfia dos combustíveis.
Período: maio a novembro de 2003
Quanto custou: R$ 7.565,00
Resultado: Sugeriu projetos de lei para reduzir a adulteração
de combustíveis e determinou quebra de sigilos de donos de postos. Enviou
sugestões para a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o
relatório final para que o Ministério Público verificasse
a necessidade de abrir ação contra empresários. Após
a conclusão da comissão, escutas da Polícia Federal apontaram
elo entre parlamentares e empresários para favorecer a máfia
dos combustíveis.
CPI da Serasa
Onde: Câmara dos Deputados
O que foi: Surgiu para apurar suposta utilização indevida de
dados financeiros de pessoas físicas por parte da Serasa - Centralização
de Serviços de Bancos S/A.
Período: junho a novembro de 2003
Quanto custou: R$ 14.763,05
Resultado: O relatório final da comissão afirmou que a Serasa
não foi responsável pela divulgação de informações
sigilosas. Propôs projeto de lei para disciplinar bancos de dados com
dados financeiros de pessoas físicas.
CPI dos Planos de Saúde
Onde: Câmara dos Deputados
O que foi: Criada para investigar supostos abusos por parte de operadoras de
planos de saúde. Comissão surgiu após relatório
do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), que apontou cláusulas
abusivas em contratos, carências como punições para eventuais
atrasos nos pagamentos e trocas constantes de profissionais e estabelecimentos
credenciados.
Período: junho a novembro de 2003
Quanto custou: R$ 31.693,58
Resultado: Propôs o indiciamento de um presidente de empresa operadora
de planos de saúde, sugeriu projetos de lei para o setor, como, por
exemplo, obrigar a cobertura de cirurgias plásticas desde que os fins
não fossem estéticos. Sugeriu ainda que a ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar) criasse uma política de reajuste
para os planos de saúde.
CPI da Pirataria
Onde: Câmara dos Deputados
O que foi: Investigou as origens dos produtos industrializados pirateados vendidos
no Brasil. Para isso, visitou grandes centros comerciais conhecidos pelo
alto índice de produtos piratas, como a rua 25 de março, em
São Paulo.
Período: junho de 2003 a junho de 2004
Quanto custou: R$ 151.873,93
Resultado: Sugeriu projetos de lei para coibir a comercialização
e a entrada dos itens piratas no Brasil e notificou o governo paraguaio sobre
existência de empresas ilegais naquele país. A principal conseqüência
foi a prisão do chinês Law Kin Chong, que era considerado um dos
maiores contrabandistas do país e que tinha diversas lojas na rua 25
de março. Chong foi preso em junho de 2004 após suposta tentativa
de suborno ao presidente da CPI, o então deputado Luiz Antonio Medeiros
(PR-SP). Ele teria oferecido mais de US$ 2 milhões ao parlamentar para
não ser incluído no relatório final da CPI.
CPI da Exploração
Sexual de Menores
Onde: Congresso (comissão
mista de deputados e senadores)
O que foi: Após divulgação de uma pesquisa sobre tráfico
de mulheres e crianças, a comissão foi criada para investigar
as situações de violência e as redes de exploração
sexual de crianças e adolescentes.
Período: junho de 2003 a julho de 2004
Quanto custou: só a Câmara, gastou R$ 20.450,90
Resultado: Relatório final pediu implantação de delegacias
especializadas em crimes contra crianças e adolescentes.
CPI do Banestado
Onde: Congresso (comissão
mista de deputados e senadores)
O que foi: Apurou responsabilidades sobre remessas ilegais de dinheiro para
o exterior após a Operação Macuco da Polícia Federal.
Período: junho de 2003 a fevereiro de 2005
Quanto custou: não informado
Resultado: Relatório final sugeriu o indiciamento de mais de 80 pessoas,
entre elas o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, o ex-prefeito
de São Paulo, Celso Pitta e o dono da rede varejista Casas Bahia, Samuel
Klein. O documento não foi aprovado pela CPI.
CPI do Extermínio
no Nordeste
Onde: Câmara dos Deputados
O que foi: Investigou a ação de milícias privadas, supostamente
compostas por policiais civis e militares, e de grupos de extermínio
no Nordeste.
Período: setembro de 2003 a novembro de 2005
Quanto custou: R$ 60.018,57
Resultado: Relatório apresentou sugestões como a aprovação
de projeto que classifica como crime a atuação específica
de extermínio, fim da prescrição para homicídio
doloso (crime no qual há intenção de matar). Propôs
tornar os crimes contra os direitos humanos como sendo de atribuição
federal e também a criação de sistema de proteção
ao preso que colabore com as investigações.
CPI do Desmanche de Veículos
Onde: Congresso (comissão
mista de deputados e senadores)
O que foi: Após reportagem do programa “Fantástico”,
da TV Globo, a comissão investigou irregularidades cometidas por empresas
de seguros, revendedores de automóveis, recuperadoras de veículos
e oficinas de desmanche de automóveis.
Período: setembro de 2003 a dezembro de 2004.
Quanto custou: não informado; previsão era de R$ 100 mil
Resultado: Sugeriu a regulamentação de peças de veículos
acidentados e do funcionamento de desmanches. Propôs projeto de lei para
disciplinar o setor e coibir fraudes.
CPI do Contrabando e
Plantio de Soja Transgênica
Onde: Senado
O que foi: Solicitada para apurar as responsabilidades relativas ao contrabando
de sementes transgênicas de soja, bem como o seu plantio ilegal, realizado
em todo território brasileiro.
Período: novembro de 2003 a março de 2005
Quanto custou: não informado; previsão era de R$150 mil
Resultado: Não teve relatório.
CPI da Terra
Onde: Congresso (comissão
mista de deputados e senadores)
O que foi: Analisou a estrutura fundiária brasileira, com os processos
de reforma agrária e urbana, os movimentos sociais de trabalhadores
e os movimentos de proprietários de terras.
Período: dezembro de 2003 a novembro de 2005
Quanto custou: R$ 103.029,82
Resultado: Relatório final foi apresentado recomendando, por exemplo,
a reestruturação do Banco da Terra, agilizar processo de legitimação
de posses de famílias ocupantes de terras públicas de até 100
hectares, a retomada de terras públicas ocupadas irregularmente e a
criação de ouvidorias agrárias nos estados.
CPI do Tráfico
de Órgãos Humanos
Onde: Câmara dos Deputados
O que foi: Investigou a atuação de organizações
criminosas no tráfico de órgãos humanos e o sistema de
transplantes no país.
Período: abril a novembro de 2004
Quanto custou: R$ 51.718,45
Resultado: Relatório propôs projeto que regulariza procedimentos
para atestado de morte encefálica, sugeriu maior rigor na lei que autoriza
doações entre pessoas vivas e não-parentes, e mudanças
na lei para que a doação de órgãos só seja
autorizada por meio de um documento assinado pelo doador quando vivo com duas
testemunhas e reconhecido em cartório.
CPI da Biopirataria
Onde: Câmara dos Deputados
O que foi: Investigou o tráfico de animais e plantas silvestres, a exploração
e o comércio ilegal de madeira e a biopirataria.
Período: agosto de 2004 a março de 2006
Quanto custou: R$ 87.737,96
Resultado: Relatório apresentou sugestões como maior rigor na
punição para crimes ambientais, como o aumento no valor das fianças
e na pena para tráfico de animais silvestres. Pediu a normatização
do comércio de artesanato indígena, recomendou que o Ministério
do Meio Ambiente exigisse a certificação ambiental para a venda
de gado e que o governo decretasse moratórias de cinco anos na extração
e comércio do pau-brasil e nas autorizações para desmatamento
em áreas críticas.
Outras
CPIs
CPI do Mensalão / Compra de votos
Onde: Congresso (comissão
mista de deputados e senadores)
O que foi: criada para apurar as denúncias de recebimento de "mesadas" por
membros do Congresso com a finalidade de aprovar as matérias de interesse
do Executivo. Surgiu após denúncia do então deputado Roberto
Jefferson (PTB-RJ).
Período: julho de 2005 a dezembro de 2005
Quanto custou: R$ 595.647,64
Resultado: Comissão não gerou relatório.
CPI dos Sanguessugas
Onde: Congresso (comissão
mista de deputados e senadores)
O que foi: Comissão criada para investigar supostas fraudes em licitações
apuradas pela Polícia Federal na Operação Sanguessugas.
Parlamentares receberiam propina em troca de emendas parlamentares para comercialização
de ambulâncias superfaturadas.
Período: junho a dezembro de 2006
Quanto custou: R$ 10.993,00
Resultado: Propôs ao Ministério Público o indiciamento
de quatro pessoas que teriam feito lobby no Ministério da Saúde
para obter vantagens para empresas. A comissão investigou também
o episódio do dossiê, durante as eleições de 2006,
quando um grupo de petistas teria tentado negociar documentos que mostrariam
irregularidades na área da saúde por parte de políticos
do PSDB. No que diz respeito ao dossiê, foram seis pedidos de indiciamento.
CPI do Apagão
Aéreo
Onde: Câmara dos Deputados
O que é: Apura as causas do caos no sistema de tráfego aéreo
após o acidente com um avião da Gol em setembro de 2006. A comissão
também passou a investigar as causas da tragédia com um avião
da TAM em São Paulo, que deixou 199 mortos.
Período: funciona desde maio de 2007
Quanto custou: R$ 42.459,29 até 4 de setembro de 2007 – gasto
de R$ 33 mil já foi aprovado, mas não consta dos valores no período
Resultado: Ainda está em andamento.
CPI do Apagão
Aéreo
Onde: Senado
O que é: Apura as causas do caos no sistema de tráfego aéreo
após o acidente com um avião da Gol em setembro de 2006. A comissão
também passou a investigar as causas da tragédia com um avião
da TAM em São Paulo, que deixou 199 mortos.
Período: funciona desde maio de 2007
Quanto custou: R$ 71.865,57 até 31 de agosto de 2007; previsão
de gastos é R$ 200 mil
Resultado: Ainda está em andamento.
Mais
CPIs
CPI do Tráfico de Armas
Onde: Câmara dos Deputados
O que foi: Investigou a entrada de armas no Brasil pelas fronteiras, estruturação
das quadrilhas com táticas de guerrilha e a atuação de
máfias internacionais no país.
Período: março de 2005 a novembro de 2006
Quanto custou: R$ 177.946,16
Resultado: Relatório apresentado apresentou recomendações
como aumentar o rigor em presídios, ampliar o uso de penas alternativas
para crimes menos graves, aumentar a fiscalização na fronteira
e sugerir que a Polícia Federal exerça maior controle sobre empresas
privadas de segurança.
CPI da Emigração
Ilegal
Onde: Congresso (comissão
mista de deputados e senadores)
O que foi: Apurou crimes praticados com a emigração ilegal de
brasileiros para os Estados Unidos e outros países, como aliciamento,
tráfico de pessoas e falsificação de documentos. Buscava
assegurar os direitos de cidadania aos brasileiros que vivem no exterior.
Período: junho de 2005 a julho de 2006
Quanto custou: R$ 147.109,11
Resultado: Relatório fez sugestões como solicitar censo ao IBGE,
criar serviço 0800 para brasileiros no exterior contactarem embaixadas,
solicitar ao Ministério do Turismo a fiscalização de agências
de turismo, solicitar à Polícia Federal e ao Ministério
Público um aprofundamento das investigações sobre quadrilhas
que exploram o envio irregular de brasileiros aos EUA.
CPI dos Bingos
Onde: Senado
O que foi: Solicitada com o objetivo de investigar e apurar a utilização
das casas de bingo para a prática de crimes de "lavagem" ou
ocultação de bens, direitos e valores, bem como a relação
dessas casas e das empresas concessionárias de apostas com o crime organizado.
Período: junho de 2005 a julho de 2006
Quanto custou: R$ 1.022.515,21
Resultado: Relatório recomendou o indiciamento de 49 pessoas citadas
como envolvidas nos casos Loterj, Máfia do Lixo, Celso Daniel, Gtech
e em financiamento de campanhas políticas. Propôs mais fiscalização
e também a regulamentação dos bingos.
CPI dos Correios
Onde: Congresso (comissão
mista de deputados e senadores)
O que foi: partiu das denúncias de cobrança de propina por agentes
públicos nos Correios - Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
O caso atingiu o PTB, que tinha cargos na estatal. O presidente do partido,
Roberto Jefferson, denunciou então o esquema do mensalão, que
consistiria no pagamento de "mesadas" a parlamentares por parte do
PT em troca de apoio nas votações no Congresso.
Período: junho de 2005 a março de 2006
Quanto custou: R$ 3.863.955,35
Resultado: Relatório final propôs o indiciamento de mais de 100
pessoas e impulsionou processos de cassação. A CPI também
fez propostas como o aumento no rigor da aplicação de verbas
e da fiscalização e redução de cargos de comissão.
Dados da comissão foram utilizadas na denúncia da Procuradoria-geral
da República contra os 40 acusados de envolvimento no esquema do mensalão.
CPI Carcerária
Onde: Câmara dos Deputados
O que é: Criada para investigar superlotação em presídios,
corrupção entre agentes penitenciários e funcionamento
do crime organizado dentro das cadeias.
Período: funciona desde agosto de 2007
Quanto custou: Não teve gasto até 4 de setembro de 2007
Resultado: Ainda está em andamento.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
10 de setembro de 2007 | Economia
Economia para comprar casa
Redação Tribuna do
Paraná
A queda dos juros dos financiamentos
bancários aqueceu o mercado imobiliário, que assiste
também ao aumento das vendas dos consórcios de imóveis.
Mais vantajoso para quem procura economia, o consórcio pode
baixar o custo da casa própria em mais de 35%.
Segundo a Associação
Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), o número
de participantes de consórcios de imóveis cresceu 23,6%
entre o mês de maio deste ano e maio de 2006. Enquanto no ano passado
havia 347 mil consorciados, em 2007 eles já somavam 429 mil.
“A venda de cotas de imóveis
registra resultados históricos”, afirma Adriana Macedo,
diretora da Gulin Consórcios, que comemora o salto de 33% no volume
de crédito contratado no primeiro semestre de 2007, em comparação
com o mesmo período do ano passado. Adriana conta que os clientes
buscam o consórcio principalmente por causa da economia no bolso.
“Mesmo com a diminuição
dos juros, o consórcio ainda é mais vantajoso. A nossa
estimativa é que a opção pelo consórcio imobiliário
represente uma economia de mais de 35% frente ao financiamento de médio
e longo prazo”, diz a diretora da Gulin Consórcios.
O custo do financiamento de R$
50 mil em um banco privado chega a R$ 93 mil, no prazo de 120 meses.
No consórcio, o mesmo crédito, dividido em 120 prestações,
custa cerca de R$ 60 mil ao consorciado. Isso porque, ao contrário
dos financiamentos, os consórcios não cobram juros, explica
o presidente da Abac, Rodolfo Montosa. O cliente precisa pagar somente
as taxas de administração e adesão, fundo de reserva
e seguros.
“Logo, a prestação
tende a ser menor. E, quanto mais longo é o prazo de pagamento
do imóvel, mais vantajosa se torna a opção pelo
consórcio. O comprador precisa comparar antes de fechar negócio.
O consórcio pode ser muito mais econômico”, diz Montosa.
Sorte pode acelerar o processo
O curitibano Juliano Braghini
fez as contas e escolheu realizar o sonho da casa própria com
uma carta de crédito. Enquanto pagava as cotas mensais, foi sorteado
e não precisou arcar com os juros do banco. “Em um financiamento,
você paga duas, três vezes pelo imóvel que está comprando.
O consórcio é mais justo, você paga uma vez só”,
afirma Braghini.
A favor do consórcio de
imóveis pesa ainda a burocracia, que dificulta o acesso ao financiamento
a quem não atende determinados critérios de contratação,
sobretudo em bancos públicos. Já os consórcios fazem
menos exigências.
A partir do momento em
que é contemplado, o consorciado pode escolher o imóvel
da sua preferência sem pressa. Enquanto não é usada,
a carta de crédito tem o valor corrigido. Com o dinheiro na
mão, o participante do consórcio pode comprar um apartamento,
casa, terreno, garagem ou imóvel comercial. Pode, também,
construir ou reformar.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 10 de setembro de 2007 | Brasil
Câmara "segura" há um
ano emenda contra voto secreto
Aprovado em 1º turno em 2006, projeto espera
2ª votação para seguir ao Senado
| Voto secreto é o principal trunfo de Renan, cuja cassação
será votada por senadores nesta quarta em sessão e votação
fechadas
RANIER BRAGON
FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O principal trunfo que
Renan Calheiros (PMDB-AL) conta para evitar a cassação
na próxima quarta-feira, o voto secreto, sobrevive até hoje
no Congresso graças a uma "mão amiga" da
Câmara, que paralisou há um ano a tramitação
da emenda à Constituição que torna abertas todas
as votações.
Na última quarta-feira foi aniversário de um ano da aprovação
(383 votos a zero) em primeiro turno, no plenário da Câmara, dessa
emenda.
Na tarde em que transcorreu a votação -5 de setembro de 2006,
cerca de um mês antes das eleições e pouco mais de três
meses depois de a Casa absolver o 11º acusado de integrar o mensalão-,
os microfones do plenário registraram uma profusão de autocongratulações
e presságios como "este é potencialmente um dia histórico" e "iniciamos
o resgate do Congresso Nacional".
O problema é que passada a euforia -e as eleições- pouca
gente se preocupou em articular de verdade a burocrática votação
em segundo turno, medida necessária para que a emenda siga para votação
no Senado.
É raríssimo um intervalo entre os dois turnos de votação
de emendas. Normalmente, o segundo turno é uma medida protocolar, votada
sem debates. As emendas votadas desde 2003 tiveram, em média, 27 dias
de intervalo entre o primeiro e o segundo turnos.
" Apesar de ter sido colocada por mim várias vezes na pauta de votações,
no colégio de líderes a emenda não obtém consenso.
Coloquei várias vezes, está na pauta hoje, e não tem acordo
entre os líderes", disse, na quarta, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que
listou a aprovação da emenda como compromisso em sua vitoriosa
campanha à presidência da Casa.
" Ela pode ser votada sem problema, é só uma questão
de prioridades", se limitou a dizer o líder do governo na Casa, José Múcio
Monteiro (PTB-PE).
" Toda reunião de líderes partidários eu levanto o
tema. É o meu mantra, a minha cantilena enfadonha. Geralmente tenho o
apoio do PPS e, vez por outra, para fazer média, de algum petista. E é só.
(...) Essa legislatura já começou com vários escândalos,
aí botaram uma pedra sobre esse assunto", diz Chico Alencar (PSOL-RJ).
A "falta de consenso" de que fala Chinaglia não deu o ar da
graça na sessão de setembro do ano passado. Ao contrário.
"É importante vir à tribuna hoje para registrar que este é um
dia potencialmente histórico, em que o Congresso brasileiro interrompe
a sua marcha para a autodestruição", registrou Fernando Gabeira
(PV-RJ). Autor do projeto que iniciou a tramitação, o hoje ex-deputado
Luiz Antonio Fleury Filho (PTB-SP) comemorava: "Quando apresentamos a proposta,
disseram-nos que aquilo era um sonho, que jamais aconteceria. E hoje nós
vemos que, graças ao trabalho de vários companheiros que aqui estão,
o povo clama nas ruas pelo voto aberto. Começamos uma nova era no Parlamento
brasileiro".
O relator do projeto, José Eduardo Cardozo (PT-SP), afirmava que a emenda
era "uma das mais importantes decisões, se não a mais importante" daquela
legislatura.
" Devemos comemorar o fim, o enterro do voto secreto, que propiciava o acordão,
a pizza e a absolvição de corruptos, indecentes e indecorosos,
de falsos parlamentares que se serviam do mandato única e exclusivamente
para fazer negócio. Aplaudamos o fim do voto secreto", arrematou
Raul Jungmann (PPS-PE).
Houve algumas intervenções destoantes, como a de Eduardo Valverde
(PT-RO): "Será que os discursos favoráveis ao voto aberto
são realmente favoráveis à total transparência da
Casa ou são somente para dar satisfação à opinião
pública, devido ao momento eleitoral?". "Esta não é uma
tarde de vitória. (...) Possivelmente não teremos todos os votos
necessários para sacramentar o voto aberto", disse a então
deputada Maninha (PSOL-DF).
Apesar disso, o clima atingiu o auge com os entusiasmados aplausos ao anúncio
-que não dizia toda a verdade- do presidente da Câmara na época,
Aldo Rebelo (PC do B-SP). "Por 383 votos favoráveis, nenhum voto
contrário e 4 abstenções, está aprovado o voto
aberto na Câmara dos Deputados para todas as decisões da Casa."
A Folha apurou que vez ou outra a lembrança de que falta votar o segundo
turno é ressaltada na reunião de líderes partidários,
mas que rapidamente se muda o assunto. Muitos deputados reclamam que poderiam
ficar em uma situação constrangedora caso votassem pela cassação
de um colega que, no final, fosse absolvido.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 10 de setembro de 2007 | Dinheiro
País fica para trás na
solução de gargalo de infra-estrutura
Principais economias avançam com as parcerias
público-privadas, mas Brasil é exceção |
Crescimento global põe em xeque setor de transporte e logística
dos países; no caso brasileiro, nenhuma PPP em nível federal
saiu do papel
FERNANDO CANZIAN
DA REPORTAGEM LOCAL
Os cinco últimos
anos de crescimento global ininterruptos na faixa de 5% começam
a expor problemas na infra-estrutura de transporte e logística
em várias partes do mundo. Os países em desenvolvimento,
com crescimento ainda mais acelerado, são os que mais sofrem
com os problemas.
A principal saída dos governos tem sido recorrer a variações
de modelos de PPPs (parcerias público-privadas).
Em vários países africanos, até 14% dos projetos nas áreas
de energia e transporte estão sendo feitos hoje a partir de parcerias
com o setor privado. O mesmo ocorre na Irlanda e em países do Leste
Europeu.
Uma das grandes exceções é o Brasil. Com problemas crescentes
em sua infra-estrutura de transporte e extremamente dependente do modal rodoviário,
o país ainda não realizou PPPs em nível federal.
Após cinco anos de governo Lula, devem começar só agora,
em outubro, as operações de concessões de sete rodovias
federais. O edital de licitação, que deveria ter saído
em 16 de julho, só foi publicado em 17 de agosto. Já o prazo
para a entrega das propostas foi encurtado de 16 para 9 de outubro.
" Há muita reclamação entre os interessados, já que
perderam quase 40 dias para se preparar para o leilão. O processo se arrasta
desde 1998 e, na última hora, ainda sofreu atrasos", diz Saturnino
Sérgio da Silva, vice-presidente e diretor do departamento de Infra-estrutura
da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo).
Segundo o Centro de Estudos em Logística, ligado à UFRJ, o custo
com transporte e logística no Brasil equivale a 13% do PIB, contra 8%
nos EUA. No Brasil, cerca de 60% da carga é transportada em caminhões,
ante 26% nos EUA.
Paulo Sérgio Passos, secretário-executivo do Ministério
dos Transportes, afirma que o atraso no cronograma não deve atrapalhar
o processo de concessões. Ele diz também que a sua área
deverá aplicar cerca de R$ 7,4 bilhões em investimentos neste
ano.
Segundo a Folha apurou, o governo federal chegou a contratar o IFC (braço
financeiro do Banco Mundial) para realizar a modelagem de PPPs para obras em
rodovias, entre elas na BR-116, a principal do país.
Realizados os estudos de viabilidade do projeto, que chegaram a ser elogiados
pelo TCU (Tribunal de Contas da União), o governo voltou atrás.
Passos, do Ministério dos Transportes, afirma que o governo mudou de
idéia ao chegar à conclusão de que um processo de concessão
seria mais viável para as BR-116 e BR-324 -que não estão
incluídas no leilão de 9 de outubro.
Para José de Freitas Mascarenhas, presidente do Conselho de Infra-estrutura
da CNI (Confederação Nacional da Indústria), "o governo
não consegue deslanchar um programa [de PPPs] mínimo que seja".
" Receio que não tiveram competência ou empenho para superar
as questões burocráticas e legais envolvidas. Também optaram
por não chamar, via mecanismos legais, uma consultoria privada que ajudasse
a superar os problemas, como o México fez", afirma.
Paulo Fernando Fleury, diretor do Centro de Estudos em Logística, acredita
que há falta de empenho e de organização do governo para
adotar as PPPs que vêm melhorando a infra-estrutura em vários
países.
Para Elias de Souza, gerente sênior da consultoria Deloitte, que realizou
amplo trabalho sobre a infra-estrutura mundial, "é natural" que
o processo de implementação de PPPs seja demorado. "A lei
das PPPs é de dezembro de 2004, e o processo, que prevê concessões
de 15 ou 20 anos, precisa ser muito bem estruturado", diz.
Segundo o trabalho da Deloitte, o Brasil ainda está no primeiro estágio
das PPPs, considerado "primário". Reino Unido, Austrália
e Irlanda estão em estágio "avançado" e países
como EUA, Espanha e Alemanha no "intermediário".
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O ESTADO DE SÃO PAULO, 10 de setembro de 2007 | Notas & Informações
Peleguismo ressurgente
O que mais marcou a
trajetória do sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva,
que começou a se transformar em liderança política
nacional no começo dos anos 1980 - especialmente depois de
famosa entrevista no programa Vox Populi da TV Cultura -, foi, de
um lado, sua independência em relação aos partidos
de esquerda (especialmente o Partidão, como chamavam o Partido
Comunista Brasileiro - PCB) que exerciam forte influência sobre
os principais sindicatos obreiros do País, e, de outro lado,
sua disposição de não obedecer à cartilha
da atrelagem - política, financeira e burocrática -
ao Estado, fugindo assim aos rançosos padrões do velho
peleguismo getulista, que transacionava reivindicações
de trabalhadores com favores de governo.
Desde então Lula e seus
seguidores - mais tarde fundadores do Partido dos Trabalhadores - deram
nova feição ao sindicalismo brasileiro, libertando-o
dos vícios crônicos que herdara do estadonovismo. Mas
parece que, com o decorrer do tempo - e a formidável expansão
da carreira política do ex-líder metalúrgico de
São Bernardo -, certos princípios foram entrando no limbo
da acomodação, quando não inteiramente esquecidos.
Por onde andará, por exemplo, o projeto que tinha Luiz Inácio
Lula da Silva de acabar com o Imposto Sindical? Em lugar disso o presidente
Lula se dispõe a criar - ou fortalecer - conexões do
sindicalismo com o Estado, propiciando a pior das dependências
para as entidades de classe, a saber, a que as faz sobreviver com recursos
públicos, generosamente distribuídos pelo governo. É o
peleguismo que ressurge pelas mãos de quem surgiu na vida pública
como seu exterminador.
Isto vem a propósito
de o presidente Lula ter enviado ao Congresso Nacional, em regime de
urgência urgentíssima, projeto de lei que pode resultar
em repasse anual de nada menos de R$ 50 milhões às centrais
sindicais. Anunciada em solenidade no Palácio do Planalto, a
proposta do governo reconhece, juridicamente, as entidades já existentes
e lhes repassa parte do bolo da contribuição sindical
obrigatória, de tal forma que estas receberão metade
dos 20% de contribuição que hoje vão para o Ministério
do Trabalho. Pelo projeto, passam a ter existência oficialmente
reconhecida a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força
Sindical, a Nova Central Sindical, a Central Geral dos Trabalhadores
do Brasil e a União Geral dos Trabalhadores, que é a
fusão das centrais SDS, CAT e CGT.
No discurso que proferiu quando
enviou o projeto ao Congresso, o presidente Lula, de início,
criticou a multiplicação de centrais sindicais - o que
significaria divisões no sindicalismo - evocando, com certo
saudosismo, a entidade única que se formara nos anos 80, a CUT. “De
lá para cá já se criou meia dúzia de centrais” -
afirmou o presidente. Mas Lula revelou a disposição de
chancelar fatos consumados, assim se referindo às várias
centrais que se formaram: “O governo sabe que elas existem, os
empresários reconhecem o processo de negociação
das centrais e até a polícia sabia que elas existiam.
Todo mundo sabia que as centrais existiam e existem, mas as entidades
funcionam como se fossem clandestinas, porque não estão
legalizadas.” Bom seria, aliás, se o presidente adotasse
a mesma linha de entendimento - da necessidade de legalizar entidades
fora da lei, que nesta condição preferem permanecer,
para não prestar contas de recursos (públicos) que manipulam
- em relação aos chamados “movimentos sociais”,
especialmente o MST, o mais importante deles.
Foi, sem dúvida,
um grande estímulo ao apetite dos representantes das centrais
sindicais presentes à cerimônia planaltina a parte do
discurso do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em que ele comunicou
que em 2006 seu Ministério obteve R$ 100 milhões com
a contribuição sindical e que, mantida este ano a arrecadação
(e aprovado o projeto), as centrais passarão a receber, no
total, R$ 50 milhões por ano. A CUT sempre que pode se coloca “ideologicamente” contrária à existência
do Imposto Sindical. Mas pretenderá ela, com sinceridade,
sacrificar a galinha de ovos de ouro? Bem, talvez não fique
muito satisfeita em dividi-la...
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O ESTADO DE SÃO PAULO, 10 de setembro de 2007 | Notas & Informações
O que emperra o Brasil
Se o trabalhador argentino é muito
mais eficiente que o brasileiro, por que a indústria argentina
recorre a tantas barreiras contra a importação de
produtos do Brasil? A pergunta é inevitável quando
se lêem superficialmente as conclusões de estudo recém-divulgado
pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Segundo esse estudo, os brasileiros empregados são muito
menos produtivos que os americanos, europeus, chineses, coreanos,
chilenos, venezuelanos e argentinos. Pior que isso: são
hoje menos produtivos do que eram há um quarto de século.
O assunto vale um exame cuidadoso, mas desde logo uma conclusão
parece incontornável: improdutivo é o Brasil, com
sua mistura de modernidade e de atraso, e isso se explica principalmente
pela ineficiência do setor público.
É preciso ir por partes.
Em primeiro lugar, os setores mais envolvidos na concorrência
global ganharam eficiência desde o começo dos anos 90.
A maior parte da indústria mudou profundamente nesse período.
As montadoras de automóveis deixaram de produzir carroças,
passaram a fabricar veículos modernos e ficaram mais próximas
dos padrões internacionais. A siderurgia, privatizada, livrou-se
do excesso de peso da administração federal e conquistou
novos mercados.
Os setores têxtil e
de calçados sobreviveram aos primeiros choques da última
década, modernizaram-se e continuam na batalha, apesar da
concorrência chinesa e das barreiras enfrentadas nos principais
mercados. A indústria de papel e celulose continua entre as
mais competitivas do mundo e o sucesso internacional do agronegócio é bem
conhecido.
Na indústria, na mineração
e no agronegócio, portanto, houve transformações
bem visíveis, ocasionadas principalmente pela abertura comercial
e pelas privatizações. Não tem sentido, portanto,
qualificar essas áreas da economia brasileira como menos produtivas
do que eram em 1980.
Mas é preciso levar
em conta outros dados. Boa parte da população empregada
trabalha em setores ou subsetores de baixa produtividade, seja esta
calculada fisicamente ou com base no valor agregado. O setor de serviços,
no Brasil, tem algumas áreas modernas e eficientes, como a
financeira, mas são ilhas de excelência. A expressão “economia
de serviços”, no caso brasileiro, designa uma realidade
muito diferente da observada na Europa e nos Estados Unidos. Além
disso, a atividade rural é heterogênea em termos tecnológicos.
Ao lado de unidades eficientes
- grandes e pequenas -, voltadas para o mercado, subsistem propriedades
exploradas por trabalhadores muito pobres e nem sempre capazes de
produzir o suficiente para uma vida decente. A política agrária
tem sido inepta para absorver a maior parte desses trabalhadores
no mundo moderno - até porque a modernidade é geralmente
abominada pelos executores dessa política.
O desempenho brasileiro,
na comparação internacional, é também
prejudicado por outros fatores. O baixo crescimento econômico é um
deles. Mesmo os trabalhadores empregados nos setores mais eficientes
poderiam produzir mais, se as empresas funcionassem num ambiente
mais favorável. Um sistema tributário irracional dificulta
o investimento e prejudica tanto produtores como consumidores. A
baixa qualidade da administração pública emperra
as decisões políticas, dificulta os investimentos do
setor público e impossibilita a expansão e a modernização
da infra-estrutura. Tudo isso resulta em maiores custos e, portanto,
em menor eficiência. Nas empresas do setor formal, um número
enorme de horas é consumido no atendimento de obrigações
burocráticas impostas pelo governo. As operações
administrativas necessárias ao cumprimento das obrigações
fiscais são muito mais onerosas do que em outros países.
A economia brasileira, portanto, é duplamente
prejudicada pela baixa qualidade do setor público: nem absorve
o enorme contingente de trabalhadores pobres e despreparados em atividades
minimamente produtivas nem consegue elevar o padrão daqueles
já incorporados aos setores modernos. Grande parcela do dinheiro
entregue ao governo para investimentos e para prestação
de serviços é desperdiçada. Parte desaparece
no ralo da corrupção, parte se esvai na sustentação
de um aparelho governamental muito ineficiente. É esse o verdadeiro
recado transmitido pelo estudo da OIT.
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ÂMBITO JURÍDICO,
10 de setembro de 2007
Encerrada a instrução,
alegação de ausência de submissão à CCP
não leva a extinção do processo
A 3ª Turma do TRT-MG, acompanhando voto da juíza convocada Adriana
Goulart de Sena, deu provimento a recurso de um reclamante para determinar
o retorno do processo à Vara de origem, modificando a sentença
que o havia declarado extinto sem julgamento do mérito porque a demanda
não passou pela Comissão de Conciliação Prévia,
como previsto no artigo 625-D, da CLT.
Segundo esclarece a juíza,
a Lei 9.958/2000 dispõe que as demandas de cunho trabalhista devem
ser submetidas à Comissão de Conciliação
Prévia (CCP), constituindo pressuposto ao ajuizamento da reclamação
nesta Justiça Especializada. “Todavia, quando ajuizada a
ação sem observância desse pré-requisito,
sendo, inclusive, negada a tentativa de conciliação formulada
em juízo e, ainda, tendo o processo sido devidamente instruído,
inclusive com produção de prova pericial, não há razão
para extinguir o processo sem julgamento de mérito, com a finalidade única
de remetê-lo a uma possibilidade, mais remota, de composição
extrajudicial perante a Comissão de Conciliação
Prévia, até porque referida conduta iria de encontro aos
princípios norteadores do direito do trabalho”, ressalta.
Para a relatora, a finalidade
da norma é permitir que empregados e empregadores solucionem seus
conflitos rapidamente, contribuindo para desafogar o Judiciário.
Mas ela chama a atenção para o fato de que o requisito
da submissão da demanda à CCP deve ser argüido já na
primeira audiência, de imediato, com o objetivo de não trazer
prejuízos para a parte. “Na hipótese dos autos, o
acolhimento da preliminar, após toda a instrução
processual, não revela, permissa venia, a condução
processual adequada, observados os princípios da celeridade, adequação,
concentração e preclusão, todos processuais”,
frisa a juíza.
Acompanhando esse entendimento,
a Turma julgadora deu provimento ao recurso e determinou o retorno dos
autos à origem para que seja proferida nova decisão, com
a apreciação do mérito da ação.
( RO nº 01168-2006-008-03-00-0
)
Fonte: TRT3
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
10 de agosto de 2007
Aumento de carga de trabalho de professora
não gera dano moral, diz TRT
A 3ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região
(Campinas) negou provimento a recurso ordinário de uma professora, em
processo movido contra uma fundação de ensino do Vale do Paraíba,
mantendo sentença da 2ª Vara do Trabalho de São José dos
Campos, que julgou improcedente o pedido.
A funcionária pretendia
indenização por dano moral, alegando ter sofrido discriminação
no trabalho. Segundo ela, além de aumentar sua carga horária
de trabalho, ela teria divulgado que sua dispensa ocorreu porque assinava
o ponto, mas não ministrava as aulas correspondentes.
Em seu voto, a juíza Luciane
Storel da Silva, relatora do acórdão, argumentou que, conforme
a prova testemunhal, as mudanças no horário de trabalho
da professora, com aumento da carga horária, embora constantes,
não representaram um ato de discriminação, com o
intuito de prejudicar ou perseguir a professora, porque seus colegas
também estavam igualmente sobrecarregados.
Conforme assegurou uma testemunha
apresentada pela própria autora, devido a problemas de organização
da fundação os horários eram freqüentemente
modificados, de forma generalizada, o que, no entendimento da juíza
Luciane, não configura dano moral, mesmo que, por vezes, os professores
só tivessem notícia da mudança com um dia de antecedência.
Ainda de acordo com a testemunha,
a empregada tinha um número mais acentuado de mudança de
horários porque "estava sempre disposta a ministrar qualquer
tipo de curso e se oferecer para atividades extracurriculares".
“Não sendo atribuídas
a um fato isolado, tais mudanças não configuram dano moral,
por discriminação, inexistindo ato ilícito”,
propôs a juíza Luciane em seu voto, no que foi acompanhada
por unanimidade pelos demais integrantes da Câmara.
Para a relatora, o empregador é responsável
pela imagem do empregado na sociedade e deve prover condições
justas e favoráveis ao trabalho. Contudo, no caso em discussão,
a autora não conseguiu provar que a fundação tenha
agido de forma contrária a esses princípios, decidiu a
magistrada. “As mudanças de horário ocorriam para
toda a comunidade de professores e não representavam uma discriminação
localizada.”
Disse-não-disse
Quanto às circunstâncias que envolveram a dispensa da professora,
a qual teria ocorrido em meio a comentários de que ela, embora assinasse
o ponto, acabava por não ministrar as aulas correspondentes, a testemunha
não soube esclarecer a origem dos comentários.
Para a relatora, além
de não conseguir demonstrar de quem teriam partido os comentários,
a professora também não provou que tais afirmações
tenham produzido efeitos negativos em sua vida profissional, tanto que,
conforme ela própria confirmou, a reclamante foi promovida a coordenadora
em outra universidade onde também lecionava. Não bastasse
isso, as testemunhas apresentadas pela fundação afirmaram
ter sido divulgado que a dispensa da reclamante ocorreu por motivo de
saúde.
Por fim, ainda que a fonoaudióloga
apresentada como segunda testemunha da professora tenha confirmado
que a reclamante fez tratamento em virtude de perda de voz, atribuída
principalmente ao estresse, a autora não apresentou nenhuma
prova de haver nexo causal entre este problema e os danos alegados
na petição inicial.
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ÂMBITO JURÍDICO,
10 de setembro de 2007
Quitação do contrato
de trabalho não abrange indenização por acidente
do trabalho
Mesmo havendo quitação
plena e geral do contrato de trabalho por meio de acordo homologado
judicialmente entre as partes, pode o empregado postular posteriormente
em juízo indenização por danos morais e materiais
advindos de acidente de trabalho. Essa foi a decisão dos
Juízes da 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho
da 4ª Região (TRT-RS), com base no fato de que o direito
de reparação civil que o empregado tenha em face
de ato do empregador não pode ser confundido com o “crédito
decorrente da relação de trabalho”.
O TRT-RS reformou decisão de primeiro grau que extinguiu processo, sem
resolução de mérito, de trabalhadora que pedia indenização
por acidente de trabalho. O Juízo da 1ª Vara do Trabalho de Bento
Gonçalves referiu que, em razão da quitação do
contrato de trabalho, nenhuma ação mais poderia ser proposta
entre as partes tendo como causa pedido de direito decorrente do contrato entre
elas firmado.
De acordo com o relator do processo no Tribunal, Juiz Fabiano de Castilhos
Bertolucci a indenização por danos morais e materiais possui
natureza civil, conexa à relação de emprego, e decorre
de ato ilícito praticado pelo empregador, não se confundindo
com as parcelas contratuais referentes à prestação de
serviços.
O TRT-RS deu provimento ao recurso da trabalhadora, cassando a decisão
que acolheu a coisa julgada, determinando o retorno dos autos à origem
para o devido julgamento. (RO 00996-2005-511-04-00-9)
Fonte: TRT4
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ÂMBITO JURÍDICO,
10 de setembro de 2007
Arquivada ação contra
decreto que limita despesas para programa do seguro-desemprego
O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu
negar seguimento (arquivar) à Ação Direta de Inconstitucionalidade
(ADI 3950). Ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores
Metalúrgicos (CNTM), a ação questionava o artigo 1º,
parágrafo 1º, inciso IV do Decreto Federal 6.046/2007 que teria
limitado despesas para o programa do seguro-desemprego da programação
orçamentária e financeira do Poder Executivo para 2007.
Para o relator, a Ação
Direta de Inconstitucionalidade, como o próprio nome diz, “só é cabível
para o confronto direto, sem intermediários, entre o ato normativo
impugnado e a Constituição Federal”. Ele ressaltou
que não é isso que ocorre nessa ação. Para
se analisar a alegada violação à Constituição
Federal nesta ADI, ressaltou Ayres Britto, é imprescindível
recorrer à Lei 7.998/90, que dispõe sobre o programa seguro-desemprego,
o abono salarial e cria o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). “Somente
examinando a Lei 7.998/90 é que se torna possível atestar
o acerto ou não da tese autoral”, concluiu o ministro, ao
determinar o arquivamento da ação.
Processo ADI-3950
Fonte: STF

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