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Agência Diap, 15
de setembro de 2007
Ainda sobre as centrais
sindicais
Por: João Guilherme
Vargas Netto*
Já devo ter falado sobre as centrais sindicais que precisam ser
reconhecidas, mas não quero perder a oportunidade de repetir-me.
No dia 5, o presidente Lula na presença dos dirigentes de todas
as centrais sindicais, assinou em Brasília, para enviar ao Congresso
Nacional, um projeto de lei com urgência constitucional reconhecendo
a existência das centrais sindicais, determinando critérios
para suas representatividades (que foram exaustivamente discutidos com
os interessados) e garantindo-lhes recursos financeiros provisórios.
Em seu discurso, o presidente chamou a atenção sobre as
divisões entre as centrais e lembrou a utopia dos anos 80 de construção
de uma central única, com a Conclat (Conferência da Classe
Trabalhadora).
O projeto de lei com urgência constitucional tem uma tramitação
rápida; o presidente da República tendo feito assim demonstra
aos deputados e senadores o comprometimento do governo com o projeto
e recomenda aos aliados empenho em sua aprovação.
Os critérios para o reconhecimento das centrais
baseiam-se na quantidade de trabalhadores filiados aos
sindicatos que as compõem a partir de um porcentual
mínimo em relação ao ramo profissional
como um todo; para os efeitos de representação
pode ocorrer a coalizão de centrais. Cada sindicato
deverá declarar a central a que é filiado;
a totalização determinará a “porcentagem” de
representação de cada uma delas.
Baseado nesta representação, o Governo repassará às
centrais metade do que recolhe anualmente para si na Conta
Salário e Emprego com a contribuição
sindical de um dia de trabalho por ano. Os sindicatos que
se mantêm independentes de centrais continuarão
contribuindo na totalidade com a Conta Salário e
Emprego.
Como desdobramento deste projeto de lei (com sua aprovação
e implementação) deve-se avançar para
a constituição de um conselho de relações
do trabalho, apto a controlar os critérios de representação
e de repasse de verbas, bem como para a discussão
e adoção de uma norma legal permanente, abrangente,
transparente, justa e democrática de financiamento
das atividades sindicais.
(*) João Guilherme Vargas
Netto é membro do corpo técnico DIAP e
também é consultor sindical de diversas
entidades de trabalhadores em São Paulo.
Comentários
Carlos Zimmer - Paraná
O artigo 5º em seu parágrafo primeiro do projeto mantém
a mesma proposta que derrubou a MP 293, ou seja, o sindicato deve indicar
a federação e confederação para que a mesma
participe do rateio. Esse alteração na CLT é perigosa
e derruba com certeza toda a estrutura sindical, uma vez que deixa de
lado os tradicionais registros das entidades com seus respectivos códigos.
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Agência Câmara,
15 de setembro de 2007
Prazo de cumprimento
de aviso prévio poderá aumentar
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 1122/07, do deputado Léo
Vivas (PRB-RJ), que determina que, na contagem do prazo do aviso prévio,
deverá ser acrescentado um dia a cada ano trabalhado ou a período
superior a seis meses.
O autor explica que a Constituição Federal assegurou a
proporcionalidade do aviso prévio, respeitado o período
mínimo de 30 dias. Porém, a determinação
não foi regulamentada até hoje, permanecendo os 30 dias
fixados pela Lei 1530/51.
No entender de Vivas, a segurança jurídica do trabalhador
terá como conseqüências o aumento de produtividade
e a satisfação do empregado. Ele também acredita
que o acréscimo no aviso prévio não trará aumento
significativo de custos para as empresas.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo,
será analisada pelas comissões de Trabalho,
de Administração e Serviço Público;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Diário Vermelho,
15 de setembro de 2007
Sindicalista explica por que
a CUT está perdendo força
Leia abaixo artigo de Jefferson Tramontini, Coordenador Geral
da CSC/PR e Diretor do Sindicato dos Bancários de Curitiba (PR),
sobre a situação atual do movimento sindical e a necessidade
de uma alternativa classista para o movimento. Segundo Tramontini,
enquanto a Força foi do centro para a esquerda, a CUT foi da
esquerda para o centro, o que, somado a visão hegemonista da
Articulação Sindical (PT), constribuiu para o esvaziamento
gradual pelo qual passa a Central no último período.
Uma alternativa para novas lutas
Por Jefferson Tramontini*
A eleição e reeleição de
Lula, respectivamente em 2002 e 2006, abriram um novo
ciclo político no Brasil. A chegada ao governo
central de um filho da classe operária, originado
nas lutas populares tem alterado significativamente a
conjuntura brasileira e, naturalmente, os movimentos
populares não ficam alheios a isso.
Após aproximadamente uma década de dura
resistência, com consideráveis reveses para
os trabalhadores e o avanço galopante do neoliberalismo,
os movimentos começaram a respirar novos ares.
As novas possibilidades abertas pelo novo governo e a
esperança depositada pelo povo em Lula também
impuseram novas tarefas às direções
dos movimentos, em especial do sindicalismo.
Se durante a década de noventa as diversas correntes
progressistas e de esquerda atuantes no sindicalismo
brasileiro foram praticamente obrigadas a unirem-se em
torno da resistência ao inimigo comum, que também
contava com expressivo suporte de seu braço sindical;
a primeira eleição de um trabalhador à presidência
da república fez com se aflorassem as divergências
sobre qual o caminho mais acertado para fazer com que
o movimento dos trabalhadores passasse à ofensiva.
Força e CUT
Se durante os terríveis anos de total hegemonia
neoliberal havia, na prática, uma polarização
entre a Força Sindical, apoiando o programa elitista,
e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), aglutinando
a resistência; na atualidade as duas maiores centrais
sindicais brasileiras em muito se confundem.
A Força Sindical, alijada parcialmente do poder,
viu-se obrigada a questionar pela primeira vez, mesmo
que pontualmente, um governo. Já a CUT, em sua
maioria, não compreendeu corretamente seu papel
na nova realidade agindo, muitas vezes, como mera retransmissora
das políticas governamentais. Se a Força
Sindical deslocou-se da direita para o centro, a CUT
também caminhou da esquerda para o centro do espectro
político. Esse fator aproximou as duas centrais
antes adversárias.
Exemplo cabal dessa convergência foi o projeto
de reforma sindical costurado no tripartite Fórum
Nacional do Trabalho (FNT). A Proposta de Emenda Constitucional
(PEC) 369, originada no FNT, foi defendida pelo governo,
em sua maioria, pelas entidades patronais e pelas entidades
de trabalhadores que permaneceram no Fórum, apenas
a CUT e a Força Sindical.
Hegemonismo
Durante os anos de chumbo do neoliberalismo, para manter
firme o pólo de resistência, a CUT, as correntes
vinculadas ao Partido dos Trabalhadores, em especial
sua força majoritária a Articulação
Sindical, foram forçadas a abrir maior espaço
de ação política às demais
organizações. A partir de 2002 esse quadro
começa a se alterar e o hegemonismo petista retorna
com toda a força. Desde então o que se
vê são correntes deixando a maior central
brasileira e procurando outros caminhos, como os que
formaram a Conlutas e a Intersindical.
A incompreensão dos dirigentes da corrente majoritária
com relação à autonomia do movimento
sindical frente ao governo, tem levado a CUT a perder
bases históricas, que foram essenciais às
recentes lutas de resistência, como os diversos
segmentos de servidores públicos, que têm
desfiliado suas entidades da CUT.
Os congressos estaduais e nacional da Central Única
dos Trabalhadores em 2006, agravaram a já delicada
realidade interna da CUT. Na ânsia de controlar
absolutamente tudo, a Articulação Sindical,
por meio da tesouraria nacional, impediu que diversos
sindicatos, dirigidos por outras correntes, participassem
dos debates e decisões, superdimensionando a corrente
que já era a maior antes. O que se viu foi a disputa
encarniçada dentro da corrente majoritária,
em detrimento da democracia e da luta.
Ao longo do último período, a CUT vem
aceleradamente se burocratizando e se concentrando em
sua própria máquina, deixando as bases
sindicais em segundo plano. A lógica do controle
absoluto, imposto pela corrente hegemônica, impede
que outras forças se façam ouvir no interior
da central.
Dispersão
Mesmo com todas as dificuldades, a CUT permanece como
uma importantíssima entidade popular, congregando
um sem número de valorosos companheiros, mas sem
ter mais possibilidade de ser o pólo exclusivo
de combate.
Em face da nova realidade e das dificuldades de sobrevivência
política no interior da CUT, sindicalistas vinculados à Corrente
Sindical Classista (CSC), segunda maior força
da central, iniciaram um debate sobre seu próprio
caminho no movimento sindical. Nesse processo a CSC,
de forma ampla e democrática, consultou diversas
outras correntes sindicais da CUT e de outras centrais,
centenas de sindicatos, federações e confederações
independentes e, após mais de um ano de intensos
debates a coordenação nacional da CSC decidiu
pela fundação de uma nova alternativa para
o sindicalismo no Brasil, convocando um Encontro Nacional
para deliberar definitivamente sobre o assunto.
A decisão da CSC estimulou outras forças
do sindicalismo a se somar no projeto de construção
de uma nova alternativa sindical, com objetivo de superar
o centrismo existente e de elevar a luta dos trabalhadores
a um novo patamar, passando da defensiva à ofensiva.
Central Classista
Com isso formou-se o Movimento por uma Central Classista
e Democrática, aglutinando sindicalistas da cidade
e do campo, das mais diversas categorias, das mais variadas
correntes de pensamento, concretizando um projeto amplo,
democrático, unitário, classista e de luta.
Sobretudo, a Central Classista e Democrática
tem como horizonte a emancipação de todos
os trabalhadores, o socialismo, que só pode ser
alcançado com a efetiva participação
massiva da classe dos trabalhadores.
Com esse objetivo, chamamos todos os companheiros comprometidos
com as lutas dos povo brasileiro, para que se somem ao
nosso Movimento, fortalecendo a unidade dos trabalhadores
e avançando rumo ao socialismo.
* Jefferson Tramontini é Coordenador
Geral da CSC/PR e Diretor do Sindicato dos Bancários
de Curitiba.
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STJ, 15 de setembro de
2007
MINISTROS
Presença obrigatória
de advogado vira súmula no STJ
A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça
(STJ) aprovou uma nova súmula, de interesse dos servidores públicos.
O texto preconiza que “é obrigatória a presença
de advogado em todas as fases do processo administrativo disciplinar”.
A Súmula n. 343 servirá de parâmetro para futuros
julgamentos da Corte sobre o tema. Ela foi relatada pelo ministro Hamilton
Carvalhido, que preside a Seção, e aprovada por unanimidade.
Para redigir a nova súmula, os ministros tiveram
como parâmetro os artigos 153, 163 e 164 do Regime
Jurídico Único dos Servidores Públicos
Civis da União (Lei n. 8.112/90), além da
jurisprudência do próprio STJ firmada com
base no julgamento dos seguintes processos: MS 7.078-DF
(Terceira Seção de 22/10/03 – Diário
da Justiça de 09/12/03); MS 9.201-DF (Terceira Seção
08/09/04 – DJ 18/10/04); MS 10.565-DF (Terceira Seção
08/02/06 – DJ 13/03/06); MS 10.837-DF (Terceira Seção
28/06/06 – DJ 13/11/06); RMS 20.148-PE (Quinta Turma
07/03/06 – DJ 27/03/06).
A súmula não tem efeito vinculante, isto é,
não obriga as demais instâncias a decidir
conforme ela preconiza. No entanto, é um resumo
do entendimento vigente no STJ quanto a um assunto e, por
isso, serve de referência para os outros tribunais
do País sobre a posição dominante
na Corte acerca da questão. Sua eficácia
só se dá após publicação
no Diário da Justiça.
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Agência Brasil, 15
de setembro de 2007
ProUni e renda aumentaram
número de alunos, segundo universidades privadas
Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O aumento de 15,3% no número
de alunos no ensino superior privado em 2006, registrado
pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad), pode ser creditado à oferta de bolsas do
Programa Universidade para Todos e ao aumento no poder
aquisitivo dos brasileiros. A avaliação é do
vice-presidente da Associação nacional das
Universidades Particulares (Anup), Rubens Lopes da Cruz.
Segundo ele, o setor privado representa quase 75% do número
de alunos no país.
"O ProUni colocou muitas pessoas que não tinham
a menor condição de acesso à universidade
que passaram a ter esse acesso”, avalia o vice-presidente.
Segundo o Ministério da Educação,
em 2006 foram oferecidas 138 mil bolsas parciais ou integrais.
Segundo ele, o brasileiro também teve melhoria
no seu poder aquisitivo e, com isso, priorizou o ensino
e a cultura. “O brasileiro está tendo esta
visão que, através do ensino ele pode conquistar
uma melhor qualidade de vida e o acesso mais fácil
ao mercado de trabalho”.
O aumento da procura por universidades privadas pode ser
justificado pela disponibilidade de horários que
elas oferecem. "Muitas vezes o jovem precisa trabalhar
durante o dia para a sua manutenção, para
contribuir com a família, e nas universidades públicas,
a maioria das aulas é durante o dia", explica
Cruz.
De acordo com a Anup, atualmente existem 2.165 universidades
no país, sendo que 89,3% são da iniciativa
privada, que inclui também as faculdades comunitárias.
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Gazeta do Povo, 15 de setembro
de 2007
ECONOMIA | TRABALHO
Avanço do emprego
faz ministro prever recorde
Contratação
com carteira assinada cresceu 4,9% até agosto
São Paulo – O ministro do Trabalho, Carlos
Lupi, disse ontem que a quantidade de novos empregos criados
no país em 2007 pode superar o recorde histórico
de 2004, quando 1.523.276 vagas com carteira assinada foram
abertas, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados (Caged). Em agosto foram criados 133.329
empregos formais no Brasil, um crescimento de 0,46% em
relação a julho. De janeiro a agosto, 1.355.824
novos empregos foram criados no Brasil, alta de 4,90% sobre
o mesmo intervalo de 2006. O resultado é o segundo
melhor da história do Caged.
Saiba mais sobre o crescimento do mercado de
trabalho:
“ Ainda temos setembro, outubro e novembro, considerando
que em dezembro temos dispensa de trabalhadores temporários.
Mas eu acredito que se não batermos 2004, vamos
ficar muito próximos dele”, disse Lupi, após
a divulgação dos dados do Caged. A expectativa
do Ministério é que o ano se encerre com
a geração de algo entre 1,5 milhão
e 1,6 milhão de novos empregos. “Ainda acho
que batemos o recorde de 2004. Como sou otimista, continuo
insistindo”, acrescentou.
Na avaliação do ministro, os resultados
positivos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(PNAD) de 2006 e do Caged de agosto, divulgados ontem,
são conseqüências do acerto da política
econômica seguida pelo governo do presidente Lula. “Eu
avalio que isso é uma conseqüência e
uma comprovação da política econômica
acertada que o governo Lula tem feito, ao manter a estabilidade
da inflação, não deixá-la corroer
o salário dos trabalhadores e implementar uma política
de investimento público e crescimento econômico
fortes”, afirmou, citando a estabilidade da moeda,
o nível de reservas internacionais e a revisão
para cima das expectativas de crescimento do PIB para algo
próximo de 5%. “Nem mesmo a crise imobiliária
americana trouxe conseqüências maiores para
o Brasil, tanto que o dólar voltou ao patamar em
que estava antes da crise.”
De acordo com Lupi, a alta de 4,98% no estoque de empregos
com carteira assinada gerados nos últimos 12 meses
indica a sustentabilidade do crescimento econômico. “Quando
temos o crescimento econômico em um porcentual muito
parecido com o crescimento da empregabilidade, é sinal
de que temos um crescimento sustentado. E temos tido esse
crescimento desde janeiro”, explicou.
De janeiro a agosto, todos os setores tiveram crescimento
no estoque de emprego formal, segundo dados do Caged. O
segmento de serviços apresentou alta de 3,83%, com
424.671 novos postos de trabalho gerados, o terceiro maior
saldo para o período. No acumulado do ano, o setor
lidera a geração de empregos no país.
No mesmo período, a indústria da transformação
teve um aumento de 5,68%, com 367.904 novas vagas, resultado
superado apenas por 2004. O comércio alcançou
uma alta de 2,61%, com 161.160 novos empregos, o terceiro
melhor resultado da série histórica da pesquisa.
A construção civil alcançou o melhor
resultado de toda a série histórica do Caged,
com alta de 10,56% e 142.743 novas vagas. A agropecuária
teve elevação de 14,96% no número
de vagas com 215.617 novos empregos gerados no período.
Em agosto, o estoque de empregos gerados pelo setor de
serviços teve alta de 0,51%, indústria, 0,58%,
comércio, 0,57%, e construção civil,
1,79%. O setor que gerou mais empregos em agosto foi o
de serviços, com 58.954 novas vagas, seguido por
indústria da transformação, com 39.399
vagas, comércio, com 36.188 postos de trabalho,
e construção civil, com 26.276 empregos gerados.
Segundo Lupi, a queda registrada em agropecuária
no mês de agosto, de 1,83%, foi puxada pelo fim da
safra do café. No mês, do total de 30.806
empregos perdidos em todo o país, 26.150 são
demissões ocorridas em Minas Gerais. Minas e Acre,
com perda de 53 vagas, foram os únicos estados a
registrar queda no nível de emprego em agosto.
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Folha de Londrina, 15 de
setembro de 2007
SEU DIREITO: Aposentadoria
por invalidez
Trabalho registrado há mais de 10 anos. Há alguns
anos, em exame médico de rotina, descobri que tinha
Doença de Chagas. Mesmo assim continuei trabalhando.
No entanto, a doença se agravou e, atualmente, não
consigo mais trabalhar, mas continuo registrado. Tenho direito
de me aposentar por invalidez?
A lei estabelece que é devida a aposentadoria
por invalidez ao segurado doente que comprove que sua enfermidade
o incapacita total e permanentemente para o trabalho, que
tenha contribuído para a Previdência Social
por pelo menos um ano, e que esta incapacidade se iniciou
durante o contrato de trabalho ou até um ano depois
do término do mesmo.
Nos casos de segurados que trabalham há mais de
10 anos, o prazo para a constatação do início
da incapacidade é de até dois anos após
a cessação das contribuições.
Nossos tribunais têm decidido que é devida
a aposentadoria por invalidez ao segurado, se provado por
perícia médica, que a enfermidade – no
presente caso a Doença de Chagas (cardiopatia grave
causadora de insuficiência cardíaca insuscetível
de reabilitação) – o incapacita total
e permanentemente para o trabalho.
As decisões dos tribunais são, inclusive,
no sentido de que mesmo que a moléstia seja preexistente à época
em que o segurado começou a trabalhar, há que
se conceder o benefício de aposentadoria por invalidez,
vez que a Doença de Chagas é um mal progressivo
e incurável, que permitiu que o obreiro, no presente
caso, trabalhasse por anos a fio, até a doença
progredir a ponto de incapacitá-lo para o trabalho.
Fabio Antonio da Silva Martin,
advogado
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Folha de São Paulo,
15 de setembro de 2007
Lula deve discutir licença
e CPMF com Renan
Ministros aconselham o presidente
a pressionar por saída; aliados do peemedebista dizem
que ele não pretende aceitar o pedido
Encontro dos dois deverá acontecer
na terça-feira; Planalto também tentará negociar
imposto com os governadores da oposição
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Renan
Calheiros (PMDB-AL) se reunirão na terça-feira
e devem tratar de uma estratégia de aprovação
da CPMF e da eventual licença do presidente do Senado.
Ministros aconselham Lula a insistir na hipótese
de licença temporária, algo como 30 dias,
para facilitar negociação com a oposição
para prorrogar o imposto do cheque até o fim de
2011. A Folha apurou que Lula encontrará um Renan
disposto a tentar ficar no cargo e que deverá cobrar
a fatura do apoio político dado ao governo e ao
PT no escândalo do mensalão.
Na segunda-feira, Lula fará reunião com seus principais
ministros para discutir os próximos passos do governo na crise
do Senado. A Folha apurou que o presidente do Senado já pediu
para ter a conversa com o presidente da República.
Depois de ter tido ação decisiva no salvamento de Renan,
o governo e o PT desejavam que ele se licencie. Na quinta, Renan recusou
essa possibilidade em conversas com mensageiros do governo. Agora,
ministros como Dilma Rousseff (Casa Civil) e Walfrido dos Mares Guia
(Relações Institucionais) avaliam que somente um pedido
de Lula, olho no olho, poderia persuadir Renan. E o presidente do Senado
espera, nesse encontro sem intermediários, convencer Lula de
que seria melhor apostar na sua permanência no cargo.
A Folha apurou que Lula já disse a um ministro que não
pode obrigar Renan a deixar o posto. Em conversa reservada na quinta,
quando foi dito a Renan que Lula desejava sua licença, ele respondeu: "Pedir
isso é o mesmo que ter pedido para o presidente se licenciar
no mensalão. Um absurdo".
No auge do escândalo do mensalão, Renan integrou com o
então presidente da Câmara e seu amigo, Aldo Rebelo (PC
do B-SP), a linha de frente de proteção política
a Lula e ao governo. Renan diz hoje que, em nenhum momento, cogitou
sugerir a Lula uma licença, mas se alinhou com ele para a guerra
política contra a oposição.
No cronograma político de Renan, há tempo para tentar
viabilizar a aprovação da CPMF. Se falhar a operação,
a licença poderia ser analisada como uma "última
alternativa", diz um senador amigo do presidente do Senado.
A emenda constitucional de prorrogação da CPMF tramita
na Câmara. No cenário mais rápido, ela deverá começar
a tramitar no Senado daqui a três semanas. Até lá Renan
teria o período de teste da recuperação de sua
liderança política.
Nesse período, Lula pretende negociar com governadores da oposição,
sobretudo do PSDB, para que pressionem seus partidos a apoiar a CPMF.
O governador de São Paulo, o tucano José Serra, tem demonstrado
preocupação com eventuais alterações na
CPMF. Não quer, por exemplo, redução da alíquota
de 0,38%.
Serra avalia que, se o governo perder recursos da CPMF, vai obviamente
reduzir repasses aos Estados antes de cortar na própria carne.
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Folha de São Paulo,
15 de setembro de 2007
Nova regra eleva crédito
habitacional e no varejo
Banco poderá emprestar
mais com o mesmo patrimônio
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Banco Central anunciou, ontem, uma série de mudanças
na regras de contabilização dos empréstimos
feitos pelos bancos que, na prática, deverão
abrir espaço para que as instituições
financeiras possam, com o mesmo patrimônio, aumentar
o volume de financiamentos habitacionais e o crédito
no varejo para as pessoas físicas.
Distribuídas em nove circulares, as medidas só terão
validade a partir de julho de 2008 e estimulam os bancos a exigir uma
maior contrapartida dos mutuários nos empréstimos para
a compra da casa própria e a pulverizar o crédito em
operações de valor mais baixo.
Isso porque nas operações em que o total financiado ficar
abaixo de 50% do valor do imóvel, o banco precisará ter
menos patrimônio do que o Banco Central determina atualmente
para fazer frente a essa operação.
Atualmente, esses empréstimos têm um peso equivalente à metade
do exigido nas demais operações de empréstimo.
Com a mudança cairá ainda mais: para 35%. Desde que o
financiamento não supere 50% do valor do imóvel.
Para as operações no montante entre 50% e 80% do valor
do imóvel, será mantida a regra atual. E, nos casos que
superarem esse percentual, a exigência de patrimônio dobrará em
relação à regra atual. Com isso, o BC está indo
na contramão da tendência do mercado, em que as instituições
financeiras têm anunciado percentuais de financiamento cada vez
mais elevados em relação ao preço de venda do
imóvel.
"Solidez"
Na avaliação do chefe de Departamento de Normas do BC,
Amaro Gomes, as novas regras "reforçam a solidez e a solvência
das instituições". Para ele, o saldo para o mercado
será neutro porque há segmentos em que haverá espaço
para mais crédito, mas há ramos em que a oferta pode
diminuir.
Ele argumenta que a medida que exige que o banco tenha mais patrimônio
para fazer frente às operações "sobre compromissos
de créditos não-canceláveis", como cheque
especial e o crédito pré-aprovado normalmente liberado
sem pedido do cliente, é mais restritiva. Hoje não há qualquer
tipo de exigência.
Já com relação ao crédito no varejo, entre
eles o crédito consignado, a medida do BC é amplamente
favorável e contribui para ampliação da oferta,
já que houve uma redução na exigência de
patrimônio de cerca de 25%.
Mantido o mesmo capital, os bancos poderão emprestar, a partir
de julho do próximo ano, até 33% mais que o registrado
atualmente. A decisão vai beneficiar principalmente as operações
de varejo, no segmento que tem contratos no valor de até R$
400 mil direcionados às pessoas físicas e pequenas empresas.
O superintendente de risco corporativo da Caixa Econômica Federal,
Paulo Henrique Costa, prevê "um bom aumento nas operações
de crédito para compra da casa própria e empréstimos
no varejo". O banco é o maior agente imobiliário
do país e deverá ser diretamente beneficiado. Para ele,
as regras vão na linha de reduzir cobranças sobre os
bancos quando as operações são mais seguras porque
têm menos risco de inadimplência.
Riscos
" O BC decidiu segmentar as operações de forma a reduzir os
riscos do sistema. Nas operações grandes [como crédito imobiliário],
operações arriscadas são desincentivadas. No varejo, o incentivo é amplo
porque o nível de crédito desse segmento ainda é baixo,
e emprestar para muitos pulveriza os riscos globais", diz o professor do
centro de excelência bancária da Fundação Getulio
Vargas, Eduardo Diniz. O especialista elogia a iniciativa. Ele avalia que a decisão
do BC de anunciar as medidas pode ter sido acelerada pela recente crise imobiliária
nos Estados Unidos.
O superintendente da Abecip (Associação Brasileira das
Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança),
José Pereira Gonçalves, comemora as medidas e crê que
o setor pode ganhar fôlego. Em alguns segmentos, os empréstimos
poderão aumentar até 40% com o mesmo capital. "Para
os bancos, isso vai ampliar o horizonte de crescimento das carteiras",
diz.
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Folha de São Paulo,
15 de setembro de 2007
PIB da Argentina cresce
8,7% no 2º trimestre
RODRIGO RÖTZSCH
DE BUENOS AIRES
Os dados divulgados pelo Indec (instituto de estatística oficial)
mostram que a economia argentina voltou a crescer no segundo trimestre
do ano: o PIB (Produto Interno Bruto) subiu 8,7% em relação
ao mesmo período do ano passado.
Com isso, o crescimento de 2007 já é superior ao do fim
do ano passado, de 8,6%, superando as expectativas do mercado, que
projetou para este ano um crescimento de 7,5%. No primeiro trimestre,
o PIB argentino tinha crescido 8%.
Nos quatro anos do governo Néstor Kirchner, a Argentina cresceu
a uma média de 8,9% ao ano. O PIB atingiu agora 367,8 bilhões
de pesos (R$ 223 bilhões), 39% a mais do que no primeiro trimestre
de 2003.
O crescimento argentino continua muito mais acelerado do que o brasileiro.
O IBGE anunciou na quarta-feira que a economia brasileira cresceu 5,4%
no mesmo período.
Os números divulgados ontem não refletem, porém,
o impacto da crise energética sobre a economia do país,
que se intensificou em julho com fortes restrições de
consumo elétrico às grandes indústrias. Mesmo
assim, a indústria manufatureira, que representa a maior parcela
do PIB (15,7%), registrou crescimento de 6,5%, inferior ao total da
economia.
O crescimento foi puxado pelo setor agrícola, que teve variação
de 16,6% em relação ao mesmo período de 2006.
Outro setor com forte crescimento foi a construção (9,7%).
Os setores produtores de bens cresceram 9%, os de serviço, 8,4%.
Como os outros índices do Indec, porém, os números
oficiais do PIB não são inteiramente confiáveis:
desde janeiro o instituto sofre intervenção do governo
e há suspeitas de manipulação na medição
do índice de inflação, que segundo o governo está em
8% anuais, mas de acordo com analistas privados seria de até 20%.
A distorção nos índices de inflação
provocaria um efeito-cascata em outros índices, inclusive o
PIB.
O ex-ministro da economia e atual candidato opositor à presidência,
Roberto Lavagna, diz, por exemplo, que o PIB argentino está crescendo
a 6%.
Orçamento
No projeto de Orçamento para 2008 enviado hoje pelo governo
ao Congresso argentino, o crescimento para o ano que vem é estimado
em 4%. Não é uma previsão real, mas uma estratégia
que já foi usada no ano passado pelo governo para subestimar
a arrecadação e, assim, poder fazer mais gastos extraordinários
sem necessidade de aprovação pelo Congresso. O projeto
prevê ainda uma inflação de 7% a 8% e um superávit
primário fiscal de 3,15%.
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Folha de São Paulo,
15 de setembro de 2007
8,7 milhões de
vagas foram criadas no 1º mandato de Lula
Promessa de campanha era criar
10 milhões de postos de trabalho entre 2003 e 2006,
período de bonança global
Desemprego fica em 8,5% em 2006, mas
entre jovens vai a 16,7%; informalidade no trabalho recua
de 51,8% em 2005 para 50,4% em 06
PEDRO SOARES, JANAINA LAGE
DA SUCURSAL DO RIO
Em quatro anos do primeiro mandato do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, foram criados 8,7 milhões
de novos postos de trabalho. A promessa mais vistosa de
Lula na campanha de 2002 - quando obteve 52,8 milhões
de votos (61,3%)- era a criação de 10 milhões
de empregos, 1,3 milhão a menos do que o saldo final.
Em 2006, foram criados 2,1 milhões de empregos, com alta de
2,5% na comparação com 2005. A forte geração
de vagas fez a taxa de desemprego do país cair para 8,5% em
2006, a menor desde 1997 (7,8%), segundo dados da Pnad. Em 2005, estava
em 9,4%.
" Um número de 8,7 milhões de empregos criados é algo
muito expressivo. Ninguém acreditava na promessa dos 10 milhões.
Já estamos quase chegando lá", disse Sônia Rocha, do
Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade).
Segundo a economista, a conjuntura atual é muito boa para o
mercado de trabalho: o crédito em expansão, a redução
dos juros e o aumento da renda dinamizam o consumo doméstico,
rebatendo no emprego. Antes, o crescimento estava mais vinculado às
exportações.
Segundo Cimar Azeredo Pereira, gerente da Pnad, a conjuntura foi "favorável
para o mercado de trabalho", que conseguiu absorver quem procurava
uma colocação. O contingente de pessoas com mais de dez
anos que estava ocupado em 2006 -57%- foi o mais alto desde 1995. Os
dados da pesquisa para todo o país mostram que o total de desempregados
caiu 8,3% de 2005 para 2006 -742 mil pessoas. Em 2006, restava ainda
um contingente de 8,2 milhões de desocupados.
Os empregos criados, porém, são com salários menores.
Segundo Lena Lavinas, do Instituto de Economia da UFRJ, nos últimos
anos a maior parte dos postos gerados está na faixa de até três
salários mínimos, o que, do ponto de vista da distribuição
de renda, é positivo.
Outro problema apontado por Rocha, do Iets, é a exclusão
dos jovens do mercado de trabalho. A maior taxa de desemprego está na
faixa de 18 a 25 anos -16,7% em 2006.
Informalidade
De 2005 para 2006, também caiu a informalidade. Os trabalhadores
sem carteira, por conta própria e não-remunerados somavam
51,8% da força de trabalho em 2005. O percentual baixou para
50,4% em 2006. "A informalidade ainda se mantém elevada,
mas em ritmo de queda, o que é positivo", disse Azeredo
Pereira. A cada cinco empregos criados, três eram com carteira.
Um fator importante para a queda da informalidade foi a redução
de cerca de 470 mil trabalhadores não-remunerados -queda de
8,7%. Existiam ainda, em 2006, 5,4 milhões de pessoas nessas
condições.
Para Lavinas, o aumento do salário mínimo reduziu a informalidade
e teve impacto no trabalho sem remuneração, já que
elevou a renda familiar.
Já Vandeli Guerra, técnica do IBGE, diz que está relacionado
basicamente à redução do emprego em atividades
agrícolas (-3,2%), que concentra a maior parte dos não-remunerados.
De modo geral, a taxa de desemprego caiu nos Estados. Em 2006, as mais
altas taxas de desemprego foram registradas no Rio de Janeiro (11,8%)
e no Distrito Federal (11,5%). Em São Paulo, ficou em 10% em
2006 -era de 11,5% em 2005. O Piauí teve a menor marca -4,1%.
" A taxa de desemprego é um conceito urbano, que continua alta, apesar
da tendência de declínio. Nas áreas rurais é muito
baixa, em torno de 4% a 5%", disse Rocha. Tal fenômeno explica as
taxas mais elevadas em Estados mais urbanizados, como São Paulo, Rio e
DF.
Lula x FHC
A taxa média de desemprego ficou em 7,5% no primeiro mandato
de Fernando Henrique Cardoso (1995-1998), sob efeito da estabilização
de preços do Real e consequente crescimento econômico.
No segundo mandato (só há dados para 1999, 2001 e 2002),
subiu para 9,4%, após os abalos das crises externas, da desvalorização
cambial de 1999 e do tropeço da apagão de 2001 -que comprometeu
a recuperação da economia iniciada no final de 2000.
O IBGE só tem dados de geração de emprego do último
ano de FHC: 2,9 milhões em 2001.
Rocha recorda, porém, que os anos 1990 foram um período
forte de ajuste do emprego industrial e do setor financeiro. Diz ainda
que FHC conviveu com períodos de crise externa e um ambiente
macroeconômico mais adverso. Já Lula se beneficiou da
fase de bonança da economia mundial.
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Folha de São Paulo,
15 de setembro de 2007
Mercado tem mais espaço
para trabalhadores acima de 40 anos
DA SUCURSAL DO RIO
O mercado de trabalho está valorizando mais o profissional
experiente e está restrito para jovens. De 2005
para 2006, a participação dos trabalhadores
com 40 anos ou mais aumentou de 39% para 40,1%. O aumento
representou a entrada de 908 mil pessoas dessa faixa etária
na população ocupada. Movimento inverso ocorreu
com a população entre 20 e 24 anos, cuja
participação passou de 66,6% para 66,0% de
1996 até o ano passado. Já o percentual de
ocupados de 18 a 19 anos caiu de 55,2% para 51,8%.
" Vejo um problema educacional no desemprego jovem: uma enorme massa de
18 a 25 anos está pouquíssimo preparada para ingressar no mercado
de trabalho. Pelos dados da Pnad de 2005, 30% dos jovens nessa faixa têm
menos de oito anos de escolaridade. Estão, portanto, potencialmente fora
do mercado de trabalho", afirmou Sonia Rocha, pesquisadora do Iets (Instituto
de Estudos do Trabalho e Sociedade).
Ela diz que a preferência pelos mais velhos pode estar relacionada à busca
por empregados experientes, já que o mercado de trabalho busca
majoritariamente pessoas com mais de oito anos de estudo.
Segundo o IBGE, a tendência de envelhecimento da população
e as mudanças nas regras da Previdência, que aumentam
o tempo de permanência no mercado de trabalho, explicam a mudança
de quadro -além da volta ao mercado após a aposentadoria
em busca de renda.
O percentual de pessoas ocupadas entre 40 e 49 anos aumentou de 73,5%
em 1996 para 77,2% no ano passado. Na faixa de 50 a 59 anos a participação
passou de 60,8% para 65,1%. Para os trabalhadores de 60 anos ou mais,
o percentual é igual ao de 1996, 30,6%.
Para João Sabóia, diretor do Instituto de Economia da
UFRJ, as mudanças na aposentadoria podem ter colaborado. A participação
das pessoas de 40 anos ou mais é maior no Sul (43,1%) e Sudeste
(41,9%).
Previdência
Mais da metade da população não contribui para
a Previdência, mas, de 2005 para 2006, houve um aumento de 5,4%
e o percentual de contribuintes chegou a 48,8%, o equivalente a 43,6
milhões de pessoas. O grupamento de atividade que mais contribui
para a Previdência é administração pública,
com 84,8%. O menor percentual é de atividades agrícolas,
com 13,5%.
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