O Estado do Paraná, 29 de setembro
de 2007
Cidades
Seremos quase 260 milhões
em 2050
População feminina
supera masculina em quase 5 milhões.
Nos próximos 43 anos, a população brasileira deve
crescer 38,88%, segundo estimativa divulgada ontem pela Síntese
de Indicadores Sociais, elaborada com base na última Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2006, o Brasil possuía
187,2 milhões de habitantes e uma densidade demográfica
de 22 habitantes por quilômetro quadrado. Se a previsão
for confirmada, em 2050 serão 259,8 milhões de pessoas,
o que irá representar um crescimento absoluto de 72,6 milhões
de habitantes.
Hoje, o País tem mais mulheres do que homens, numa proporção
de 95 indivíduos do sexo masculino para cada cem do feminino.
Em todo território nacional, elas são 96,031 milhões.
Já eles, são 91,196 milhões. “Uma das
causas dessa prevalência é a sobremortalidade masculina”,
informa a pesquisa. As regiões metropolitanas das cidades
de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre são as que apresentam
a relação homem/mulher mais equilibrada: cerca de 92
homens para cada cem mulheres. No Rio de Janeiro, por exemplo, a
diferença já é mais evidente: 86,4 por cem.
Do total de habitantes do Brasil, 83,3% vivem em áreas urbanas.
O Rio de Janeiro é o que concentra o maior número de
pessoas vivendo na região metropolitana da capital - apenas
0,7% da população reside em áreas rurais. O
dado contrasta com o coletado no Piauí, onde a taxa de urbanização é a
mais baixa do país: 60,7%.
No que diz respeito à taxa de fecundidade total, ela se encontra
em um processo acelerado de declínio no Brasil. Atualmente,
no final do período fértil, as mulheres brasileiras
têm, em média, dois filhos. No Pnad, o IBGE também
levou em consideração dados coletados na Argentina.
Naquele país, os patamares são os mesmos encontrados
no Brasil.
De 1996 a 2006, a esperança média de vida do brasileiro
foi incrementada em 3,5 anos. Nesse quesito, as mulheres estão
em situação mais favorável, com esperança
de 75,8 anos, enquanto os homens ficam com 68,7 anos. O aumento na
expectativa de vida também significa queda na taxa de mortalidade.
No que diz respeito à mortalidade infantil, ela passou de
36,9 por mil nascidos vivos, em 1996, para 25,1 por mil, no ano passado.
Cada domicílio tem, em média, 3,4
pessoas
A Pnad 2006 também revela dados relativos aos domicílios
brasileiros. De acordo com a pesquisa do IBGE, o Brasil tem cerca
de 55 milhões de domicílios, sendo 46,3 milhões
em áreas urbanas. Em cada residência, o número
médio de pessoas é 3,4, o que representa decréscimo
em relação a 1996, quando o número era de 3,9.
Dos domicílios urbanos, 20,6% têm rendimento de até meio
salário mínimo per capita. Do total, 73% são
próprios, 18,7% alugados e 7,7% cedidos. Quanto à distribuição
por tipo, 86,8% são casas, 12,8% apartamentos e 0,4% cômodos.
Nas regiões metropolitanas, a quantidade de apartamentos é mais
elevada, com destaque para a cidade de Salvador, que está bem
acima da média nacional: 27,4%.
No que diz respeito a abastecimento de água, 93,2% das residências
urbanas contam com este serviço. Em relação
a esgotamento sanitário, a abrangência é de 66,8%
dos domicílios. A situação é considerada
preocupante na região norte do País, onde a existência
do serviço está presente em apenas 12,6% dos lares.
Quanto à coleta de lixo, ela acontece em 89,8% das casa. Resultados
positivos são verificados para iluminação elétrica,
presente em 99,7% dos domicílios urbanos.
Casamentos crescem e divórcios também
O número de casais que buscam formalizar suas uniões
vem crescendo no Brasil. Segundo a Pnad 2006, em 2005 foram realizados
835.846 casamentos no país - número 3,6% superior ao
registrado no ano anterior. Os dados foram obtidos em a cartórios
de registro civil das pessoas naturais e varas cíveis e de
família.
Ainda em 2005, entre as mulheres, a maior taxa de nupcialidade legal
foi verificada na faixa etária dos 20 aos 24 anos de idade
(29,8 por mil). Já os homens tiveram taxa mais elevada entre
os 25 e os 29 anos (31,3 por mil). Dentro da população
idosa, os homens se casam mais do que as mulheres. Entre as pessoas
com 60 anos ou mais, as taxas de nupcialidade são de 3,3 por
mil para os representantes do sexo masculino e 0,8 por mil para os
do sexo feminino.
O maior número de matrimônios (85,9%) ainda ocorre
entre indivíduos solteiros. No primeiro casamento, a idade
média dos homens é de 28 anos. Já a das mulheres é de
25 anos. Em contrapartida, vem crescendo a proporção
de casamentos entre indivíduos divorciados com cônjuges
solteiros. Esses percentuais passaram de 4,1% para 6,3% e de 1,7%
para 3,1%, respectivamente, em 1995 e 2005.
Já as dissoluções de casamentos por meio de
separações judiciais, em 2005, tiveram um incremento
de 7,4% em relação a 2004. Do total, 76,9% foi de natureza
consensual.