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AGÊNCIA SENADO, 03 de outubro de 2007
COMISSÕES / Constituição
e Justiça
CCJ aprova projeto impondo afastamento
de senador de cargos na Casa quando estiver sob investigação

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
(CCJ) aprovou nesta quarta-feira (3), por unanimidade, emenda substitutiva
a projeto de resolução do Senado (PRS 37/07), que dispõe
sobre o afastamento preventivo do senador ocupante de cargo de corregedor da
Casa, membro da Mesa, do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar e presidente
de comissão em caso de oferecimento de representação contra
o mesmo.
Houve muitos acordos entre os senadores para a elaboração do
texto final do projeto, que foi relatado por Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).
O autor da matéria é o senador Delcídio Amaral (PT-MS).
Uma das principais medidas estabelecidas pela matéria, que ainda será votada
pelo Plenário, é a vigência da proposta, que começará no
dia 1º de janeiro de 2008 e não é retroativa, ou seja, só as
representações contra um senador apresentadas a partir dessa
data serão examinadas pelas novas regras.
Outra mudança estabelecida pelo parecer final de Jarbas Vasconcelos
determina que o relator do processo contra um senador, no Conselho de Ética,
será escolhido por sorteio, excluindo-se os senadores do mesmo partido
do acusado e do autor da representação.
O processo de recebimento de uma representação contra um senador,
segundo a proposta, deverá ter o seguinte trâmite: a representação
será recebida pela Mesa do Senado, que remeterá a questão
para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. No conselho, será escolhido
um relator para avaliar a admissibilidade da representação. Admitida
a representação, instala-se o processo no colegiado e um relator
- que poderá ser o mesmo - será escolhido pelo conselho para
dar seu parecer sobre o assunto. No final, esse parecer será votado
pelo conselho em escrutínio aberto.
- O projeto aprovado não retroage, não atinge Renan Calheiros
(presidente do Senado, que enfrenta processos no Conselho de Ética).
Só se houver uma representação nova contra ele a partir
da vigência da lei - explicou Jarbas Vasconcelos à Agência
Senado.
Delcídio Amaral também deu explicações sobre a
matéria, já que o texto final com as mudanças negociadas
durante a reunião ainda será redigido pelo relator. Delcídio
disse que quando o conselho votar pela admissibilidade da representação,
será aceita de imediato a denúncia contra o senador acusado,
que terá que se afastar dos cargos de direção na Casa
ou de comissões técnicas.
Admissibilidade
Jarbas explicou ainda que o relator que avaliará a admissibilidade da
representação no Conselho de Ética também será escolhido
pelas mesmas regras estabelecidas no projeto: por sorteio, excluindo-se senadores
do mesmo partido do acusado ou de partidos que o estão acusando. Esse
senador relator poderá ou não ser o mesmo que vai dar parecer
sobre o processo, depois de admitida a representação no conselho.
- Manda o bom senso que seja o mesmo relator, mas ainda vou dar a redação
final no parecer - disse Jarbas.
O parecer original de Jarbas estabelecia que a lei deveria entrar em vigor
a partir de sua publicação. O senador disse que preferia dessa
forma, mas observou que a data escolhida também está boa, já que
faltam menos de 90 dias para que essas medidas passem a vigorar no Senado.
O presidente da CCJ, senador Marco Maciel (DEM-PE), disse que o acordo para
aprovar a matéria foi muito positivo.
- Tancredo Neves costumava dizer que a história de uma nação é também
a história de suas crises. Devemos sair dessa crise. Esse acordo foi
algo muito positivo que vai concorrer para que possamos iniciar um novo estágio
de nossa vida republicana - afirmou Maciel.
A senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) anunciou na reunião da
CCJ que apresentará em breve seu relatório sobre projeto que
trata do regimento interno do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar,
considerado essencial pelos senadores para vigorar juntamente com tais medidas.
O substitutivo ao PRS 37/07 aprovado altera a Resolução 20/93
- Código de Ética e Decoro Parlamentar, e tramitou em conjunto
com o Projeto de Resolução do Senado (PRS) 40/07, de autoria
do senador João Durval (PDT-BA). O substitutivo de Jarbas deu preferência,
no entanto, para o PRS 37/07, com as modificações sugeridas pelos
senadores durante a reunião desta quarta-feira (3).
Propostas
Por sugestão do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o substitutivo de
Jarbas também estabelece que haverá um prazo para o julgamento
da representação contra um senador, para que seu julgamento seja
feito dentro de um limite estabelecido. Nesse período, o acusado estará automaticamente
afastado de suas funções.
- Isso constrói um mecanismo de admissibilidade para que não
haja denúncia vazia nem objeto de denúncia eleitoral - disse
Mercadante.
Outras modificações aceitas por Jarbas em seu parecer foram oferecidas,
durante a reunião, pelos senadores Demóstenes Torres (DEM-GO),
Marconi Perillo (PSDB-GO) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).
O senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo, apresentou
um parecer substitutivo na reunião. Mas houve acordo e Jarbas também
aproveitou algumas sugestões feitas por Jucá, sem necessidade
de haver votação em separado de outra proposta.
Helena Daltro Pontual / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência
Senado)
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AGÊNCIA SENADO, 03 de outubro de 2007
COMISSÕES / Assuntos Sociais
CAS aprova nova regulamentação
para trabalhadores enviados ao exterior

Foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), nesta quarta-feira
(3), substitutivo do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) relativo a projeto
(275/07) de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) que estende a todos os
trabalhadores enviados para o exterior, ou contratados no Brasil para prestar
serviços em outros países, as determinações de
lei (7.064/1982) que regulamenta o trabalho de engenheiros brasileiros em outros
países. A proposta será agora examinada pela Comissão
de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).
A lei se aplicará apenas a trabalhadores enviados ao exterior para prestar
serviços em outros países por período superior a seis
meses, de acordo com o substitutivo. O texto determina que o empregado, além
de passagem de ida e volta, deverá receber da contratante o pagamento
de diárias ou então o reembolso de gastos com alimentação,
transporte e hospedagem durante o período de trabalho no exterior. O
substitutivo também determina um acréscimo de pelo menos 25%
no salário do empregado, pago como adicional de transferência.
O senador Paulo Paim (PT-RS) se disse favorável à proposta, uma
vez que pretende "preservar a dignidade dos trabalhadores" e afirmou
que apresentará requerimento pedindo a realização de audiência
pública na CRE para discutir a proposta. Será convidado para
a audiência o presidente do Conselho Nacional de Imigração,
Sérgio Paulo de Almeida.
Foi retirado da pauta da CAS, a pedido do relator, senador Jayme Campos (DEM-MT),
o projeto de lei (421/07), que trata da isenção total do pagamento
do imposto de renda de pessoa física relativo aos rendimentos de aposentadoria
e pensão para maiores de 70 anos. O autor da proposta é o senador
Efraim Morais (DEM-PB).
O relator pediu a retirada de pauta depois de ter sido alertado pelos senadores
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), Paulo Paim (PT-RS) e Flávio
Arns (PT-PR) para o fato de que a lei isentaria todos os aposentados, inclusive
os que têm maior renda. Mesquita Júnior sugeriu a criação
de um limite para a isenção que conjugasse idade e renda. Para
Paim, sem um limite na isenção ficaria até difícil
explicar aos eleitores a aprovação da matéria.
O relator considerou justas as preocupações dos senadores e pediu
tempo para repensar o relatório. Campos acredita que seria possível
manter a isenção de 100% para todos aposentados desde que tenham
problemas graves ou crônicos de saúde.
Foi a provado ainda relatório pela prejudicialidade do projeto de lei
da Câmara (76/04) que institui penalidades para produtores que não
cumprirem normas de combate à febre aftosa. O projeto será arquivado.
O relator, senador Jayme Campos, acredita que a legislação em
vigor é mais eficaz do que a proposta, que previa penas menores para
pequenos produtores que não cuidassem da prevenção da
doença corretamente. Na opinião do relator, um foco de febre
aftosa é igualmente perigoso independente do tamanho da propriedade
onde aconteça.
Os senadores da CAS também determinaram o envio à Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo do relatório
de atuação conjunta do Ministério Público e da
Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho sobre a situação
trabalhista dos controladores de tráfego aéreo.
Silvia Gomide / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência
Senado)
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AGÊNCIA DIAP, 03 de outubro de 2007
A lenta morte dos direitos trabalhistas
Por: Sylvia Romano*
O processo de alterações
legislativas e jurisprudenciais dos últimos anos disfarça
um caráter e um cunho nitidamente fascista, que consagram não
só a perda dos direitos dos trabalhadores, como também
o ensaio geral da grande ofensiva do cartel oportunista e revisionista
contra as garantias trabalhistas ao longo de décadas de luta.
Em primeiro lugar, destacou-se o método de dividir para dominar, isto é,
a escolha de atacar uma categoria de trabalhadores de cada vez, isolando-a
das demais e jogando a sociedade contra ela. Uma das mais atingidas foi a dos
trabalhadores de base, como os chamados portuários que, submetidos a
uma campanha difamatória que terminou por subtrair-lhes todas as conquistas
asseguradas pela CLT, foram vítimas da imprensa que cinicamente pintava-os
de marajás, atribuindo às suas conquistas a culpa pela suposta
inviabilidade dos portos brasileiros. O resultado de toda essa pressão
foi a Lei nº 8.630, de 1993, a chamada Lei dos Portos que, entre diversas
medidas atinentes ao setor, revogou todas as disposições especiais
da CLT sobre estiva e capatazia.
Contra os comerciários, foi empregado outro artifício: a Medida
Provisória nº 1.539, que posteriormente foi convertida na Lei nº 10.101,
de 2002, a famosa Lei de Participação nos Lucros das Empresas,
a qual trouxe em seu bojo um artigo de conteúdo estranho ao restante
de seu texto, autorizando a abertura do comércio varejista aos domingos
e, com isto, levou de roldão o sagrado descanso semanal remunerado,
com todas as suas conseqüências de remuneração.
Mas nada teve impacto mais violento do que a Súmula 331, aprovada em
2003 que, não obstante reconhecer a ilegalidade da terceirização,
dispôs em seu inciso III que “não forma vínculo de
emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância
e de conservação e limpeza”.
O resultado disso é que os trabalhadores do setor de limpeza — sempre
os piores remunerados — perderam a única oportunidade que tinham
de acumular ganhos salariais, que era a permanência na mesma empresa
por alguns anos.
O ponto máximo, porém, do aviltamento dos direitos trabalhistas
ainda estava por vir... Chegou sorrateiro e, sem que ninguém falasse
nada, introduziu-se de forma quieta e foi um verdadeiro confisco constitucional
aos direitos dos trabalhadores — e encontra-se na apropriação
do trabalho alheio ou no confisco disfarçado dos mesmos.
Em termos de medidas de caráter geral que atingiram o conjunto da força
de trabalho, o governo FHC impôs à categoria dos trabalhadores
uma grande perda. A primeira delas foi introduzida pela Lei nº 9.601,
de 1998, que se traduz na permissão de horas extras não-remuneradas.
Essa lei alterou o artigo 59 da CLT, para dispor o famigerado banco de horas,
recebido pelos patrões como uma dádiva dos céus. Porém,
para os trabalhadores, trata-se de um estelionato.
Em primeiro lugar, quem decide quando serão compensadas as horas extras, é o
patrão. Não é a conveniência do trabalhador, mas
sim, a do empregador que norteará sobre quando aquele poderá reaver
as horas de descanso que lhe foram subtraídas sem qualquer pagamento.
Em várias empresas, a resposta é simples: NUNCA. Porque as horas
de trabalhos extraordinários jamais são compensadas.
O banco de horas foi feito para atender àquelas empresas cujas demandas
são sazonais, e assim, o efeito da medida foi duplamente perverso, pois
além de poupar os patrões do pagamento de horas extras no momento
de maior lucro, rebaixou o custo da opção de, nos momentos de
menor lucratividade, demitir ou não os trabalhadores. Não esqueçamos,
ainda, os reflexos sobre o Fundo de Garantia e o desrespeito Constitucional
ao pagamento de 50% na remuneração da hora extra. Por essa e
por outras razões, o banco de horas significou para os trabalhadores
um confisco extra de salário.
E, finalmente, apesar de toda a colaboração do TST com a Lei
nº 9.958, de 2000, foi criado aquele que até agora é o meio
mais eficaz para o esvaziamento da Justiça: as chamadas comissões
de conciliações prévias, através das quais, os
trabalhadores passaram a ter a opção de dirimir suas questões
frente a árbitros.
Mas é preciso admitir que a Justiça do Trabalho também
não tem colaborado. Em 2005, o Tribunal alterou a Súmula 51,
possibilitando a perda de direitos assegurados em regulamentos de empresas
e, através de dissídios individuais, SDI, o Tribunal emitiu algumas
Orientações Jurisprudenciais. A de nº 251, por exemplo,
permite que cheques sem fundos emitidos por clientes em postos de combustíveis
sejam descontados dos salários dos frentistas que os receberam, caso
existam irregularidades no preenchimento... Não é preciso dizer
mais nada.
(*) Sylvia Romano é advogada
trabalhista, responsável pelo Sylvia Romano Consultores Associados,
em São Paulo.
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AGÊNCIA DIAP, 03 de outubro de 2007
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA
GT será instalado no dia 9;
tramitação do PL 1.987 ainda será definida
No próximo dia 9
de outubro, será instalado na Câmara o Grupo de Trabalho
que cuidará da consolidação da legislação
trabalhista, tratada no PL 1.987/07, do deputado Cândido Vaccarezza
(PT/SP). Após a instalação do colegiado, será eleito
o relator da proposição.
A tramitação do projeto ainda não está definida.
Sabe-se, porém, que será aberto um prazo de 30 dias para que
a sociedade possa fazer sugestões ao texto de Vaccarezza. Em seguida,
o relator analisará as sugestões e emitirá um parecer,
que será analisado pelo GT. Depois, a proposição será encaminhada
para apreciação da Comissão de Constituição
e Justiça. É importante lembrar que, como se trata de conslidação
de leis, o projeto não poderá receber emendas de mérito,
ou seja, o papel do GT será atualizar e revogar o que está ultrapassado.
O GT é composto de 21 membros titulares e igual número de suplentes.
São quatro membros do PT: Antônio Palocci (SP), Cândido
Vaccarezza (SP), José Mentor (SP) e Sérgio Carneiro (BA); três
do PMDB: Asdrubal Bentes (PA), Mauro Benevides (CE) e Rita Camara (ES); um
do PTB: Nelson Marquezelli (SP); um do PP: Paulo Maluf (SP); e um do PR: Sandro
Mabel (GO).
Representando o PSDB, estão dos deputados Bruno Araújo (PE),
Bruno Rodrigues (PE) e Ricardo Trípolli (SP). Pelo DEM, estão
José Carlos Aleluia (BA) e Matteo Chiarelli (RS). O PPS participa do
GT por meio do deputado Arnaldo Jardim (SP). O bloco PSB, PDT, PCdoB, PMDN
e PAN é representado por três deputados: Ciro Gomes (PSB/CE),
Flávio Dino (PCdoB/MA) e Miro Teixeira (PDT/RJ). O PV tem um representante:
Marcelo Ortiz (SP). (Marcos Verlaine).
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AGÊNCIA DIAP, 03 de
outubro de 2007
SUGESTÃO LEGISLATIVA
FGTS é tema de Sugestão
de Projeto de Lei que será apresentado na Câmara
Hoje, 03/10, no plenário
3 da Câmara dos Deputados, o presidente do Instituto FGTS Fácil,
Mário Avelino, e o presidente da União Geral dos Trabalhadores
(UGT), Ricardo Patah, e outros 100 sindicalistas de vários sindicatos
do País, farão a entrega solene da Sugestão de Projeto
de Lei FGTS – Justiça e Cidadania para o trabalhador contra
perdas, fraudes e descaso, junto à Comissão de Legislação
Participativa (CLP).
Segundo Mário Avelino,
a iniciativa tem como objetivo conscientizar o trabalhador sobre o FGTS,
para que ele comece a controlar e fiscalizar suas contas, e a partir
daí despertá-lo para outros direitos, como também
para seus deveres.
“Precisamos que haja uma
atualização da Lei 8.036, de 11 de maio de 1990, que regulamenta
o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS, com o objetivo
de eliminar fraudes, promovendo uma melhor rentabilidade e uso do Fundo,
e com isso, dar mais justiça e respeito ao trabalhador brasileiro”,
argumenta o documento que será apresentado durante a reunião
da CLP.
Proposição
O projeto tem como objetivo eliminar fraudes e garantir melhor rentabilidade
e utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
Consta ainda no documento que nos últimos 40 anos de vida do FGTS, houve
muitos benefícios aos trabalhadores, mas também houve muitas
perdas e injustiças, entre elas, um prejuízo de, aproximadamente,
R$ 197 milhões.
Para discutir sobre essas
e outras análises, o grupo de representantes das entidades se
reunirá com os deputados e apresentará as sugestões
de modificação da Lei.
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DIÁRIO VERMELHO, 03
de outubro de 2007
Sindicalistas do PSB rompem com a CUT
rumo a nova central
Sindicalistas ligados ao PSB
reuniram-se no início desta semana, em congresso da SSB (Sindicalismo
Socialista Brasileiro) – corrente sindical ligada à sigla – e
decidiram romper com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) para
criar a Central Sindical Classista e Democrática. A nova central
será fundada pelos socialistas, juntamente com sindicalistas do
PCdoB e de várias lideranças de trabalhadores independentes.
O congresso de fundação definitiva da nova central será realizado
de 12 a 14 de dezembro, em Minas Gerais.
Os sindicalistas que atuam no movimento
decidiram também que participarão da marcha pela
redução da jornada de trabalho, convocada pelas atuais
centrais de trabalhadores para o próximo dia 5 de dezembro.
Atualmente, existem no Brasil seis centrais: CUT, Força Sindical, UGT,
Nova Central, Conlutas e Intersindical. O lançamento para criar a nova
central vai ocorrer dia 15 de outubro, em São Paulo (SP).
O “Congresso Sindical Nacional Extraordinário da SSB”, que
decidiu pela criação da nova central, foi realizado em Brasília
logo após o Seminário Sindical Nacional promovido pela Fundação
João Mangabeira (FJM). A pauta foi centrada nos temas: “Conjuntura
Sindical Brasileira”, “Deliberação sobre a participação
da SSB na criação da Central Sindical Classista e Democrática” e “Assuntos
Gerais”.
No Congresso a SSB concluiu que se viabiliza, cada vez mais, como uma alternativa
aos sindicalistas que rompem com as correntes tradicionais, como também
para vários dirigentes e militantes independentes.
Desdobramentos
Com a decisão de criar a nova central, todas as lideranças da
SSB que são dirigentes da CUT estão colocando à disposição
da Central Única de Trabalhadores todos os cargos. O secretário
sindical do PSB, professor Joilson Cardoso, esclarece, no entanto, que a resolução
não significa que os sindicalistas estejam rompendo com a antiga central.
“ Muito pelo contrário, a nova central estará ao lado da
CUT na luta pela classe trabalhadora”, explica ele, acrescentando que – no
entendimento das lideranças da nova Central Sindical Classista – “a
CUT não representa mais aquela proposta inicial de defesa da unidade dos
trabalhadores”.
Ao final do Congresso Sindical realizado em Brasília, os trabalhadores
definiram vários pontos de convergência que estão sendo
levados à comissão de representantes dos trabalhadores que visa
criar a nova central. Entre as principais propostas, destacam-se a defesa do
socialismo com democracia e que a central seja composta por sindicatos livres
e não orgânicos.
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CONGRESSO EM FOCO, 03 de
outubro de 2007
Comissão aprova fim da contribuição
dos inativos
CCJ da Câmara aprova proposta que extingue cobrança sobre aposentados
e pensionistas do serviço público, instituída pela reforma
da Previdência. Contribuição rende R$ 2 bilhões
por ano ao governo.
A Comissão da Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara
aprovou hoje (3) proposta de emenda constitucional que acaba com a cobrança
da contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas.
A medida é o primeiro
passo para anular a reforma da Previdência, aprovada em 2003, durante
o primeiro ano do governo Lula. Segundo a reforma, os aposentados e pensionistas
que ganhassem acima de R$ 1.058 deveriam ser taxados em 11%.
De acordo com o Ministério
da Previdência, a contribuição dos inativos rende
cerca de R$ 2 bilhões por ano aos cofres do governo.
Agora, a proposta terá de
ser analisada por uma comissão especial na Câmara. Depois,
vai ao plenário para ser votada em dois turnos. Em seguida,
a matéria segue para o Senado. (Rodolfo Torres)
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STF, 03 de outubro de 2007
Direitos trabalhistas em discussão
na Rádio Justiça nesta quinta
O “Revista Justiça” analisa a Campanha pela Efetivação
do Direito do Trabalho, promovida pela Associação Nacional dos
Magistrados da Justiça do Trabalho – Anamatra. A iniciativa reforça
a necessidade de acelerar as mudanças legislativas que dizem respeito
ao Direito Material e Processual do Trabalho.
Nesta sexta (05) haverá mobilizações em todo o país
no Dia Nacional de Mobilização pela Efetivação
dos Direitos do Trabalhador. O presidente da Anamatra Cláudio Montesso é um
dos entrevistados de Pedro Beltrão e Márcia Dias, a partir das
11h da manhã.
Antes, às 7h, o caso de um consumidor que teve incluído em sua
conta telefônica um serviço não solicitado: seguro família.
A venda casada gerou indenização na Justiça. O titular
do Juizado Especial Civil de Cuiabá (MT), juiz Yale Sabo Mendes explica
a decisão no “Hora Legal”.
Reportagens resgatam história das Constituições
Na próxima sexta-feira comemora-se 19 anos da promulgação
da Constituição Federal, criada em 1988. A repórter Roniara
Castilhos ouviu especialistas que analisam desde a primeira em 1824. A série é exibida
no jornal “Notícia e Cidadania”, às 8h da manhã e
no “Giro pelos Tribunais”, às 18h30.
Cultura regional
“ Ondas Culturais” destaca a 4ª Feira de Agricultura Familiar
e Reforma Agrária, que vai até o fim de semana no ExpoBrasília,
no Parque da Cidade. A programação conta com atrações
musicais como os gaúchos Vítor Ramil e Yamandú Costa e as
pernambucanas Selma do Coco e Lia de Itamaracá. Em entrevista a Guilherme
Macedo, a cantora e compositora Marise Marra, fala sobre o show no domingo (07)
no Teatro Sesc Garagem, localizado na 913 Sul, em Brasília.
A Rádio Justiça é sintonizada em 104,7 MHz em Brasília,
via satélite ou através do site www.radiojustica.gov.br.
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NCST, 03 de outubro de 2007
Há 10 milhões de jovens
desempregados na América Latina, revela OIT
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou hoje (2)
o relatório Trabalho Decente e Juventude na América Latina, com
o perfil do jovem latino-americano em relação ao desemprego, à informalidade
e à inatividade.
O relatório aponta que cerca de 10 milhões de jovens latino-americanos
entre 15 e 24 anos de idade estão desempregados, o que equivale a 16%
do total da força de trabalho nessa faixa etária, que é de
106 milhões de jovens na América Latina. Outros 30 milhões
trabalham na economia informal e 22 milhões não estudam nem trabalham.
“ Esses são dados realmente preocupantes, que são uma chamada,
um alerta, uma chamada de atenção para a necessidade dos países,
das sociedades investirem na juventude”, alerta a diretora do escritório
da OIT no Brasil, Laís Abramo. Segundo ela, apesar desses dados, a situação
na América Latina atualmente é melhor do que há cinco ou
dez anos.“Dizemos que esses jovens nasceram na chamada década perdida,
que foi entre a década de 80 e 90 onde o crescimento econômico foi
muito ruim na América Latina, onde aumentou a pobreza, aumentou a desigualdade
social, mas a realidade que está se vivendo agora é outra, de reversão
de alguns desses indicadores negativos.
Então a nossa aposta também é ver qual é a potencialidade
que existe nessa juventude, dentro desse contexto, para se reverter essa situação”,
diz.No Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio
(Pnad), existem 4,5 milhões de jovens entre 15 e 29 anos que estão
desempregados, fora da escola e sem o ensino fundamental completo.
Com base nesses dados, o governo federal lançou no mês passado
o novo ProJovem, programa que unifica seis outros já existentes voltados
para a juventude - Agente Jovem, ProJovem, Saberes da Terra, Consórcio
Social da Juventude, Juventude Cidadã e Escola de Fábrica. O
secretário nacional da Juventude, Beto Cury, diz que a idéia
do programa é fazer com que até 2010 quatro milhões de
jovens entre 15 e 29 anos de idade consigam formação profissional
e tenham emprego garantido.
“A cada ano, mais jovens que têm 14 anos fazem 15 e estão
na mesma condição. O problema é que se nós não
atacarmos fortemente esse dado, daqui há três anos não serão
4,5 milhões, serão 7 milhões.
Então é preciso que a gente faça algum esforço,
e é isso que estamos fazendo, de integração, de unificação,
de melhorar a qualidade daquilo que nós já estamos fazendo”,
afirma. O relatório da OIT ressalta a importância de outros programas
brasileiros criados para melhorar a situação da juventude, entre
eles o Programa Universidade para Todos (ProUni), que abre vagas em universidades
para estudantes de baixa renda, e o Trabalho Doméstico Cidadão,
do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que leva escolaridade às
trabalhadoras domésticas.
O lançamento do relatório da OIT aconteceu durante a reunião
do Conselho Nacional de Juventude e contou com a presença do diretor-adjunto
da OIT para a América Latina e o Caribe, Virgílio Levaggi.
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NCST, 03 de outubro de 2007
Recurso protelatório adia
aprovação do projeto que amplia estabilidade do
dirigente sindical
Aprovado conclusivamente na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em 5
de setembro, o PLS 177/07, do senador Paulo Paim (PT/RS), que amplia o direito à estabilidade
no emprego dos dirigentes sindicais para incluir os candidatos a membro do
conselho fiscal de entidade sindical ou associação profissional
desde o registro da candidatura até um ano após o final de seu
mandato caso seja eleito, inclusive como suplente, poderá ser votado
no plenário do Senado. Recurso contra a decisão da CAS foi apresentado à Mesa
Diretora pelos senadores Marconi Perillo (PSDB/GO), Marisa Serrano (PSDB/MS),
Renato Casagrande (PSB/ES), Maria do Carmo Alves (DEM/SE), Papeléo Paes
(PSDB/AP), Flexa Ribeiro (PSDB/PA), Pedro Simon (PMDB/RS), Eliseu Resende (DEM/MG)
e Neuto de Conto (PMDB/SC).
Trata-se de um recurso protelatório que prejudica a votação
do projeto no Senado, que foi aprovado por unanimidade na CAS. E mais: esta
manobra regimental tem o DNA dos patrões, cuja visão retrograda
e reacionária não admitem esta relação que permite
aos dirigentes sindicais atuarem com mais autonomia e liberdade em defesa dos
direitos e interesses dos trabalhadores. Dessa forma, a matéria ficará sobre
a Mesa durante cinco dias úteis para recebimento de emendas.
Caso as receba, essas serão apreciadas pelo relator na CAS, que proferirá parecer
sobre as mesmas. Caso não receba emendas, ao fim do prazo regimental,
será votado o recurso, e, se for provido ou aprovado o recurso, o texto
será votado em plenário. Caso contrário, o texto segue
para exame da Câmara.
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JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO, 03 de outubro
de 2007 | Brasil
Lula condiciona cargos à aprovação
da CPMF
Decisão foi comunicada a aliados;
na semana passada, PMDB do Senado se rebelou em votação
de interesse do governo | Contribuição provisória
foi aprovada em 1º turno na Câmara e tem de passar por
2ª votação; se for aprovada, matéria
vai para o Senado
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em reunião ontem com os presidentes dos partidos aliados e os líderes
das bancadas que apóiam o governo no Congresso, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva condicionou novas nomeações para cargos públicos à aprovação
da prorrogação até 2011 da CPMF.
" Não tem discussão de cargo no meio da votação",
disse Lula, segundo relato de um ministro e dois líderes de bancadas.
O presidente fez a afirmação ao falar da aprovação
da CPMF, que gerará cerca de R$ 38 bilhões neste ano.
A emenda que prorroga a contribuição tramita na Câmara.
Ela já foi aprovada em primeiro turno e tem de ser apreciada numa segunda
votação. Será preciso obter novamente mais de três
quintos (pelo menos 308 dos 513 deputados).
Se aprovada, seguirá para o Senado, onde também terá de
se submeter a dois turnos com apoio mínimo de dois terços (49
dos 81 senadores).
O presidente resolveu endurecer com aliados após a rebelião do
PMDB do Senado na semana passada e depois de líderes das bancadas na
Câmara darem declarações cobrando verbas e nomeações.
Durante a reunião de ontem, Lula disse ainda, segundo os relatos: "Não
tem na minha mesa nenhum pedido da bancada do PMDB do Senado". Foi um
recado aos rebeldes peemedebistas que derrubaram a MP que criava a Secretaria
de Planejamento de Longo Prazo, com status de ministro para o titular e mais
de 600 cargos.
Lula orientou o ministro das Relações Institucionais, Walfrido
dos Mares Guia, a interromper as nomeações pedidas por aliados.
Nas palavras de um auxiliar, se admitir negociar mais cargos durante a votação
da CPMF, Lula teria de "duplicar a quantidade de postos federais" para
atender aliados.
A crise com o PMDB ocupou a parte final do encontro. O líder do PMDB
no Senado, Valdir Raupp (RO), procurou se explicar. "A derrota no Senado
ocorreu porque tem faltado conversa. Eu gostaria de aproveitar para desfazer
a impressão de que a votação ocorreu por causa de cargos
e emendas", afirmou.
Raupp ignorou o fato de os próprios senadores peemedebistas terem admitido
que se sentem desprestigiados nas nomeações. Nos bastidores,
os mesmos senadores fazem longa lista de reivindicações.
Em jantar ontem à noite com líderes aliados na Câmara,
Lula repetiria o apelo pela aprovação da CPMF. O endurecimento
surtiu efeito, ao menos inicialmente. Deputados e senadores que se queixaram
publicamente a respeito de cargos e emendas silenciaram ao deixar a reunião
de ontem de manhã com o presidente.
Em outra frente para acalmar a base, Lula recebeu os líderes dos partidos
aliados da Câmara para um jantar no Palácio da Alvorada.
Segundo líder do governo na Câmara, José Múcio (PTB-PE),
Lula pediu empenho na votação da CPMF, que deve acontecer na
próxima semana.
(KENNEDY ALENCAR, FÁBIO ZANINI, LETÍCIA SANDER E RANIER BRAGON)
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JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO, 03 de outubro
de 2007
TRABALHO
Bancários desistem
de greve, mas a Caixa Federal pára hoje
DA FOLHA ONLINE
Os bancários de instituições privadas e do Banco do Brasil
desistiram de iniciar a greve prevista para hoje. Mas os funcionários
da Caixa Econômica Federal não aceitaram as condições
do banco e param por tempo indeterminado em todo o país hoje.
A categoria decidiu não entrar em greve depois que o Comando Nacional
dos Bancários recomendou aos 150 sindicatos que integram a Contraf (Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) acatar a oferta de reajuste
salarial feita na segunda-feira pela Fenaban (Federação Nacional
dos Bancos).
A proposta da Fenaban prevê reajuste salarial de 6% (1,2% de aumento
real e 4,82% de inflação), estendido para as demais verbas salariais
-como vale-refeição e cesta-alimentação. Também
haverá a incorporação à convenção
coletiva de trabalho) do pagamento da 13ª cesta-alimentação,
a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) será de 80%
do salário e mais adicional à PLR de até R$ 1.800 -exceto
HSBC e Nossa Caixa, que pagam dois salários mais R$ 878, por apresentarem
lucro menor.
Para forçar a negociação, os bancos pararam por 24 horas
na última sexta-feira e ameaçavam entrar em greve por tempo indeterminado
a partir de hoje. Foi acertado que os bancos não descontarão
dos salários o dia em que fizeram a paralisação.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ, 03 de outubro
de 2007 | Economia
Segundo CNI, vendas reais na indústria
crescem 6,5% em agosto
Agência Estado
As vendas reais na indústria cresceram 6,5% em agosto, na comparação
com o mesmo mês do ano passado, informou nesta quarta-feira (3) a Confederação
Nacional da Indústria. De acordo com levantamento da entidade, o total
de horas trabalhadas cresceu 4,3% em agosto ante agosto de 2006. Na mesma base
de comparação, o nível de emprego na indústria
aumentou 3,9% em agosto, e a remuneração dos trabalhadores cresceu
3,7%, segundo a CNI.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA, 03 de outubro
de 2007
Suspensa decisão que considerou
cobrança de assinatura básica ilegal no PR
A Brasil Telecom pode continuar cobrando assinatura básica mensal
no serviço de telefonia fixa prestado no Paraná. O presidente
do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Raphael de Barros
Monteiro Filho, concedeu o pedido de suspensão de liminar e de sentença
movido pela concessionária e anulou a decisão do Tribunal de
Justiça do Paraná que considerou a cobrança ilegal.
De acordo com o STJ, a Brasil Telecom alegou grave lesão à ordem
e à economia públicas.
O ministro Barros Monteiro considerou ser inegável a “potencialidade
lesiva” à economia pública, conforme já foi decidido
pela Corte Especial em outro pedido idêntico. Ao conceder a suspensão,
o ministro Barros Monteiro destacou que o impedimento da cobrança
de assinatura básica pode ocasionar o desequilíbrio econômico-financeiro
do contrato firmado entre o usuário e a concessionária e entre
esta e o poder concedente.
Ele ressaltou ser notoriamente sabido que o setor de telefonia não
se sustenta apenas com o pagamento das ligações efetivamente
realizadas e que, sem a contraprestação do serviço colocado à disposição
do consumidor, a manutenção e eficiência do sistema poderão
ser comprometidas, com o risco de dano inverso à população.
Outro ponto considerado pelo presidente do STJ para suspender a decisão
do TJ-PR foi o efeito multiplicador das ações ajuizadas com
o mesmo objetivo de proibir a cobrança mensal. Segundo ele, são
milhares em diversos estados do país, principalmente no Rio Grande
do Sul.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
03/10/2007
LER atestada no último dia do
aviso prévio garante estabilidade a bancária
A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito a estabilidade
provisória a bancária que obteve, no último dia do aviso
prévio, a concessão de benefício previdenciário
e o reconhecimento pelo INSS da existência de doença do trabalho.
A decisão foi contrária ao entendimento do Tribunal Regional
do Trabalho da 4ª Região (RS).
O ministro Horácio de Senna Pires, relator do recurso de revista, aplicou
as Súmulas nº 378 e nº 396 do TST para conceder a reintegração,
convertida no pagamento dos salários relativos ao período de
estabilidade já terminado. A trabalhadora ingressou no Banco Bradesco
S.A. em março de 1990, na função de escriturária.
Em 1995, foi transferida de Porto Alegre para Cachoeirinha e iniciou a atividade
de caixa. Exerceu essa função por cinco anos, até ser
demitida no dia 25 de maio de 1997, com o salário de R$ 871,50. Informou
que, durante uma semana por mês, permanecia com bip, com a finalidade
de solucionar problemas ocorridos no caixa 24 horas, o “Bradesco Dia
e Noite”, sem receber adicional de sobreaviso.
Contou, ainda, na audiência de conciliação e instrução,
ter sentido fortes dores nos braços no dia em que recebeu o aviso prévio
e buscado orientação médica. Ao diagnosticar Lesão
por Esforço Repetitivo (LER), a médica recomendou-lhe afastamento
do trabalho e tratamento médico, concedendo-lhe atestado médico
por 60 dias. Na época da rescisão contratual, o sindicato advertiu
a empresa de que não deveria proceder à demissão, pois
a trabalhadora se encontrava incapacitada para o trabalho por ser portadora
de doença do trabalho. O banco ignorou o aviso e despediu-a sem encaminhá-la
para o exame médico demissional.
O sindicato teve o cuidado de realizar essa ressalva na rescisão e emitiu
a comunicação de acidente de trabalho (CAT). O INSS reconheceu
o nexo causal entre o trabalho desenvolvido e a doença e atestou a incapacidade
da bancária para o trabalho até o dia 1º de novembro de
1997. Ao ajuizar reclamatória trabalhista na 8ª Vara do Trabalho
de Porto Alegre, a empregada do Bradesco pediu, com base no artigo 118 da Lei
nº 8.213/91, reintegração ao emprego ou pagamento dos 12
meses de salário referentes à estabilidade, além de adicional
de sobreaviso. A lei assegura ao trabalhador que sofreu acidente do trabalho
garantia, pelo prazo mínimo de 12 meses, da manutenção
do seu contrato de trabalho na empresa, após a cessação
do auxílio-doença acidentário, independentemente de percepção
de auxílio-acidente. A sentença julgou improcedente a ação
e, ao recorrer ao TRT, a bancária não obteve sucesso.
O Regional considerou que a trabalhadora fez confusão com a concessão
do benefício previdenciário (no dia 23 de junho de 1997, quando
expirava o aviso prévio), como se esta data fosse aquela que lhe asseguraria
a estabilidade pretendida. De acordo com este entendimento, a eventual estabilidade,
de 12 meses, somente seria assegurada após a cessação
da incapacidade laborativa, e esta se deu somente em 31 de outubro de 1997,
data em que o contrato de trabalho já não mais existia.
Na busca por reverter a situação, a trabalhadora chegou ao TST,
onde obteve decisão favorável. De acordo com o voto do ministro
Horácio Pires, é devida a estabilidade provisória porque
a bancária, quando da dispensa, já estava incapacitada para o
trabalho. O ministro concluiu que, nesse caso, vale a regra contida no artigo
118 da Lei 8.213/91, que trata dos planos de benefícios da Previdência
Social, nos termos da Súmula nº 378 do TST, que diz, na parte final
do item II: “São pressupostos para a concessão da estabilidade
o afastamento superior a 15 dias e a conseqüente percepção
do auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, após
a despedida, doença profissional que guarde relação de
causalidade com a execução do contrato de emprego”. (RR-98.462/2003-900-04-00.1)

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