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Agência Diap, 6 de
outubro de 2007
A Europa e o FMI
Por: Paulo Nogueira Batista Jr.*
No Brasil, há um certo equívoco sobre os europeus
ocidentais. O brasileiro pensa que europeu é mais flexível,
socialista, esclarecido etc. Os Estados Unidos levam o grosso da
má fama de imperialistas, prepotentes etc., principalmente
durante o governo George W. Bush.
A Europa é boa de marketing. É a conclusão
a que estou chegando depois de seis meses aqui em Washington. Pelo
menos no FMI, os europeus ocidentais constituem atualmente a principal
fonte de resistência a mudanças. São os defensores
mais fervorosos do status quo.
A Europa Ocidental, liderada pela França, pela Alemanha,
pela Itália e pela Inglaterra, detém uma posição
superprivilegiada no FMI, que remonta à criação
da instituição logo depois da Segunda Guerra Mundial.
Desde o início, em 1946, o cargo máximo da instituição,
o de diretor-gerente, foi sempre ocupado por um europeu ocidental,
em razão de um acordo tácito com os EUA, que ficaram
com o direito de indicar o presidente do Banco Mundial. O Fundo
teve nove diretores-gerentes europeus até agora. Dominique
Strauss-Kahn, que acaba de ser eleito, será o décimo
europeu ocidental e o quarto francês a ocupar o posto.
Além disso, a Europa Ocidental quase sempre ocupou a presidência
do Comitê Monetário e Financeiro Internacional – o
comitê de ministros e presidentes de bancos centrais que
discute e define, entre outros aspectos, a agenda e as prioridades
do FMI. Desde a sua criação em 1974, esse comitê foi
presidido por 12 europeus ocidentais, às vezes por períodos
longos. A única exceção à regra foi
o Canadá, que presidiu o comitê em três ocasiões,
por períodos curtos. A eleição do novo presidente
desse comitê foi concluída ontem e o resultado será divulgado
provavelmente amanhã.
Basta? Não, de modo algum. A União Européia
(UE) comanda 7 das 24 cadeiras da diretoria-executiva do FMI. A
Europa tem um total de oito, se contarmos a cadeira da Suíça,
que não faz parte da UE. A Espanha reveza com a Venezuela
e o México no comando de uma outra cadeira. Em determinadas épocas,
portanto, a Europa Ocidental tem 9 das 24 cadeiras da diretoria!
Por último, mas não menos significativo: os 27 países
da UE concentram nada menos que 32% dos votos totais do FMI – quase
o dobro do percentual dos EUA, que é de 17%! Atualmente,
as oito cadeiras comandadas por europeus ocidentais (UE + Suíça)
controlam 36% dos votos totais.
O Brasil, em aliança com outros países, está lutando
por vários caminhos para alterar esse quadro e aumentar
os votos e a voz das nações menos desenvolvidas.
Como o meu espaço está acabando, tenho que deixar
para outra ocasião a explicação do que o Brasil
está fazendo de concreto para tentar mudar o FMI.
Hoje, só acrescento o seguinte: as forças são
muito desiguais. E os europeus, montados nos seus privilégios
e na sua grande superioridade numérica, não parecem
dispostos a fazer grandes concessões.
Como o rei da Pérsia Xerxes 1º, os europeus ocidentais
poderiam exigir a nossa rendição pura e simples,
ameaçando: "Somos tantos que as nossas setas cobrirão
a luz do sol". E nós, como os 300 de Esparta, responderíamos: "Melhor,
combateremos à sombra".
(*) Paulo Nogueira Batista Jr. é economista
e professor da FGV/SP. Atualmente é diretor-executivo do
Fundo Monetário Internacional.
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Diário Vermelho,
6 de outubro de 2007
Somos 184 milhões; crescemos
mais nos estados menos populosos
O Brasil tinha em abril passado 183.888.841 habitantes, segundo
o IBGE, que divulgou nesta sexta-feira (5) os números da Contagem
da População 2007. Na contagem de 1996, eram 25 milhões
a menos, um crescimento de 16,1% em 11 anos. Nos próximos
50 anos, pelo contrário, ela tende à estabilidade,
em torno de perto de 250 milhões de habitantes. Os números
desta sexta mostram também que as desigualdades estaduais
deixaram de se exacerbar, ao contrário do que aconteceu entre
1940 e 2000, quabndo a população brasileira quadruplicou,
durante as décadas do boom demográfico e urbanizador.
Fonte: http://www.ibge.gov.br/
Observe o mapa e a tabela abaixo: dos sete estados
mais populosos do país, apenas a população
de São Paulo ainda cresceu ligeiramente acima da média
nacional. Todos os outros seis cresceram abaixo da média,
alguns bem abaixo, como a Bahia e o Rio Grande do Sul.
Não houve mudança nas 14
primeiras colocações
Em contraste, o crescimento populacional mais forte aconteceu nos
lanterninhas do ranking das unidades da Federação.
A população do Acre 25º colocado, aumentou 35,2%;
a do Amapá, 26º lugar, cresceu 54,2%; e a de Roraima,
o mais escassamente povoado, subiu 59,5%.
Ocorre que o boom demográfico dos pequenos incide sobre
uma desigualdade populacional muito grande entre os estados. São
Paulo, conforme a contagem do IBGE, tem mais de 100 vezes mais gente
do que Roraima.
Por isso as mudanças de ritmo quase não chegaram
a influir nas colocações no ranking. Os 14 estados
mais populosos não se moveram uma só posição
entre 1996 e 2007. A primeira mudança ocorreu no Amazonas,
que subiu três posições, do 18º para o 15º lugar.
Ao passo que o Mato Grosso do Sul recuava uma posição.
" Dentro de uns 50 anos teremos uma redução da população”
O ritmo de crescimento da população do país
como um todo vem caindo desde os anos 50 do século passado,
quando ela chegou a crescer 34,9% em uma década. Uma das causas
foi a rápida urbanização, que hoje atinge um índice
de 87% da população total.
O presidente do IBGE, Eduardo Nunes, disse que por volta de 2060
a população deve parar de crescer e começar
a diminuir. Ele atribuiu o fenômeno à queda na taxa
de fecundidade, principalmente nas zonas rurais das cidades do interior
e no Nordeste. “Até a década de 60 deste século,
a população brasileira continuará crescendo,
mesmo que num ritmo menor. Mas dentro de uns 50 anos teremos uma
redução da população”, disse Nunes
em entrevista à Globo News.
A contagem não interessa apenas aos estudiosos. O IBGE enviou
a contagem da população dos 5.564 municípios
brasileiros para publicação no Diário Oficial
da União. Depois de eventuais contestações e
da sua consolidação, os números servirão
como base de cálculo das quotas do Fundo de Participação
dos Municípios (FPM).
Relógio da população do
IBGE estava 5 milhões adiantado
A Contagem da População é diferente do Censo
Demográfico, que costuma ocorrer a cada 10 anos (exceto em
1990, quando o governo Collor não realizou o Censo. Na contagem,
alguns dos números são estimados.
Mesmo assim ela permite uma medida bastante precisa da população
brasileira. Mostrou, por exemplo, que o "Popclock", relógio
com a estimativa da população do país que fica
na primeira página do site do IBGE (http://www.ibge.gov.br),
estava mais de 5 milhões de habitantes adiantado quando apontava
nesta sexta uma população atual de 189,7 milhões.
A contagem especificou também a população
de cada município (através de estimativa no caso dos
municípios mais populosos). As metrópoles de São
Paulo e Rio de Janeiro mantiveram a primeira e a segunda colocações,
com 10,8 e 6,1 milhões de habitantes respectivamente. Mas
ambas tiveram forte queda no ritmo de crescimento de suas populações.
A seguir vêm Salvador, Brasília, Fortaleza e Belo Horizonte,
com populações que aumentam rapidamente, enquanto Recife
e Porto Alegre perderam posições. O município
com menos habitantes é Borá (SP), onde o IBGE contou
804 pessoas.
Contagem usou 82 mil computadores de mão
O IBGE utilizou tecnologia do século 21 para proceder à contagem
de 2007. A grande inovação tecnológica foi o
uso de 82 mil computadores de mão (PDAs) pelas equipes de
campo. Os PDAs trouxeram inúmeras vantagens, como a possibilidade
de crítica em tempo real dos dados coletados, permitindo a
correção da informação prestada no ato
da entrevista.
Dotados de equipamentos de GPS (Global Positioning System ou Sistema
de Posicionamento Global), os pequenos computadores possibilitaram
a exata localização dos recenseadores nas áreas
de coleta, bem como a captação precisa das coordenadas
geográficas de estabelecimentos e domicílios da zona
rural. As vantagens da coleta eletrônica foram inúmeras,
principalmente no que diz respeito à rapidez e agilidade nas
entrevistas, processamento das informações recolhidas
e comunicação dos resultados. A rede de coleta do IBGE
contou com 1.111 pontos com microcomputadores e acesso à internet
por banda larga, 700 deles com transmissão via satélite.
Da redação, com IBGE e agências
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Diário Vermelho,
6 de outubro de 2007
Começam comemorações
dos 20 anos da Constituição Cidadã
No dia 5 de outubro do próximo ano, a Constituição
Federal de 1988 completa 20 anos. Na Câmara dos deputados,
as comemorações começaram nesta quinta-feira
(4), com a solenidade de assinatura do ato que declara 2008 o Ano
da Constituição Cidadã. Durante o evento o presidente
da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), fez um histórico
das constituições brasileiras.
O "Sr. Diretas" na promulgação da constituição.
Na avaliação do presidente Chinaglia, a Assembléia
Constituinte de 1988 respondeu às reivindicações
dos movimentos sociais da população e expressou as
insatisfações desses segmentos, com a inclusão
no ordenamento jurídico brasileiro de novos direitos e princípios,
como a livre formação de partidos, a reforma agrária,
os referendos e plebiscitos.
O evento inaugura uma série de ações que ocorrerão
de outubro de 2007 a outubro de 2008. Nos próximos meses,
a Casa vai lançar publicações e promover debates
a respeito da Constituição.
Ulysses
As comemorações de 20 anos começa com a exposição
de fotos "Ulysses", do repórter Fernando Bizerra.
A exposição homenageia o "Senhor Diretas",
desaparecido há 15 anos, após um acidente de helicóptero. "É um
momento para reavivar a memória e pedir uma reflexão
sobre um dos fatos mais marcantes da história recente do Brasil",
diz o fotógrafo. Os trabalhos ficarão expostos na Fotogaleria
da Presidência da Câmara até o dia 1º de
novembro.
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Congresso em Foco, 6 de
outubo de 2007
Projeto de anistia pode invalidar ação
do STF
Se aprovado, projeto de lei complementar
no Senado pode acabar com punições. Relator na
CCJ, Jarbas Vasconcelos critica medida.
Tramita na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) do Senado o projeto que pode anular
a decisão tomada pelo Superior Tribunal Federal (STF)
e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em favor da fidelidade
partidária. Caso a proposta de lei complementar nº 58,
do deputado Luciano Castro (PR-RR), seja aprovada no Congresso,
todos os parlamentares que mudaram de partido até 30
de setembro deste ano serão anistiados. A bancada
do PR foi a que mais se beneficiou do troca-troca iniciado
após o fim das eleições, passando de
25 deputados para os atuais 42.
Segundo o artigo 5º da proposta, “ficam resguardadas e convalidadas
todas as mudanças de filiação partidária
constituídas até a data de 30 de setembro de 2007, não
incidindo nenhuma restrição de direito ou sanção”.
Para o consultor em direito eleitoral Ronaldo Nóbrega Medeiros,
caso o projeto se torne lei, as decisões proferidas tanto pelo
STF quanto pelo TSE “perdem o valor jurídico porque eles
[os ministros] só fizeram a interpretação de uma
consulta”, avaliou. “Só quem pode criar as leis é o
Congresso.”
Em reação à proposta de anistia, o senador Jarbas
Vasconcelos (PMDB-PE), relator do projeto na CCJ, considera casuística
a ação do deputado. “O projeto constitui uma tentativa
de fraudar, mediante artimanha casuística de última hora,
o processo de desenvolvimento político da sociedade brasileira,
no sentido da consolidação dos partidos políticos
como instituições essenciais ao regime democrático”,
critica ele, em seu parecer, entregue ontem (4) à CCJ.
Apesar de ter sido afastado da comissão também nesta
quinta-feira, o parecer do peemedebista assim que entrar na ordem do
dia pode ser votado ou alterado caso algum dos senadores pedirem vistas
da ação.
Além do pernambucano, o peemedebista Pedro Simon (RS) também
perdeu a vaga na CCJ. Uma manobra orquestrada, segundo ele, por caciques
do partido: o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o senador
José Sarney (AP), o ex-senador Ney Suassuna (PB), e o deputado
Jáder Barbalho (PA). (Erich Decat)
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Diário Vermelho,
6 de outubro de 2007
Bancários: mídia
ataca greve e CEF ameaça dissídio coletivo
Retratada pelos grandes veículos de informação
como uma greve dividida e de pequeno alcançe, a greve nacional
dos bancários está longe de merecer tal caracterização.
Inicada nesta quarta (3), a greve chegou nos bancos públicos
e não nos privados porque as perdas durante os governos de FHC
não alcançaram os últimos, deixando apenas os
primeiros ao Deus dará. Como resultado da mobilização,
os trabalhadores do Banco do Brasil já conquistaram reajuste
salarial acima da inflação, enquanto que o trabalhadores
da Caixa Econômica Federal (CEF) - o banco mais sucateado por
FHC - permanecem em greve e enfrentam ameaça de dissídio
coletivo pela empresa.
Por Carla santos
A ameaça de entrar com uma ação de dissídio
coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) contra uma das maiores
greves da história da categoria, com adesão de cerca
de 85% dos trabalhadores, foi feita no final da noite desta quinta
(4) em uma reunião entre a Executiva Nacional dos Empregados
da Caixa e a direção da CEF em Brasíla.
Os trabalhadores, porém, afirmam que não aceitarão
a ''chantagem'' da Caixa e prometem permanecer em greve até que
o diálogo seja retomado pela empresa.
''A postura da CEF na reunião demonstrou, primeiro, uma chantagem
para com o movimento na tentativa de arrefecer a greve e, segundo,
uma posição a-histórica da empresa durante as
negociações de greve, já que mesmo nos dois governos
de FHC a categoria enfrentou apenas uma vez um dissídio coletivo. É um
verdadeiro retrocesso'', denunciou ao Vermelho Augusto Vasconcelos,
da Executiva Nacional dos Empregados da CEF.
Segundo Augusto, a ameaça da empresa não intimidou o
movimento.
''Os trabalhadores não vão recuar da greve. Queremos
manter o diálogo e já propomos uma nova reunião
para a próxima segunda (8)'', declarou.
A direção da CEF, por outro lado, decidiu romper com
a mesa de negociação e disse que só conversará com
o bancários na Justiça.
Diante do impasse, os trabalhadores, em sua maioria os contratados
mais recentes - principais atingidos pelas perdas da década
de 90 - permanecem mobilizados em todo país com o objetivo de
pressionar a empresa a voltar ao diálogo e à negociação.
Os bancários pedem reajuste salarial de 10,3% (que prevê aumento
real de 5,5%), PLR (Participação nos Lucros e Resultados)
de dois salários mais valor adicional de R$ 3.500, Piso salarial
de R$ 1.628,24, plano de cargos em todos os bancos, pagamento de 14º salário,
cesta-alimentação e auxílio-creche de R$ 380.
A bandeira específica da isonomia no plano de cargos e salários é uma
das reivindicações mais destacadas pelos bancários
da CEF.
Facetas da greve
O fato mais ignorado pela mídia sobre a greve diz respeito
as diferenças nas negociações e seus reflexos
em um país que abriga três diferentes tipos de bancos:
os de capital público, privado e misto.
Para cada um destes setores econômicos há impactos diferenciados
das negociações de uma greve. A proprosta da Fenaban
(Federação Nacional dos Bancos) de um reajuste salarial
de 5,2% para 6% (1,2% de ajuste real e 4,82% de inflação)
- que se estende para as demais verbas salariais como vale-refeição
e cesta-alimentação - contemplou os bancários
do BB que atingiram com ela reajuste salarial de 10,5% - índice
acima da inflação e superior ao reivindicado de 10,3%
da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do
Ramo Financeiro).
Já para os bancários da CEF, a proposta da Fenaban não
contempla as perdas salárias acumuladas, muito superiores as
do BB. No caso dos bancos privados, se comparados aos bancos públicos,
as perdas foram irrisórias.
É justamente por isso que os trabalhadores dos bancos privados
não entraram em greve, os do BB entraram mas já saíram,
e os da CEF permanecem na mobilização, mas não
mais com a Fenaban, e sim com a direção da empresa.
''Estamos pressionando a empresa porque enquanto a CEF teve rendimento
superior ao 1º semestre de 2006 no início de 2007 - cerca
de 1,7 milhões - a categoria continua acumulando as maiores
perdas salarias do setor. Por isso queremos manter a mesa de negociação
com CEF. A bandeira da isonomia para cargos e salários também
serve para exemplicar o motivo de permanecermos em greve enquanto que
os demais bancários já voltaram ao trabalho'', explicou
Augusto.
Assim, a greve dos bancários nada tem a ver com a máxima
de ''divisão'' na categoria propalada pela mídia, mas
sim uma dinâmica própria que respeita as diferentes negociações
num sistema finaceiro desigual.
Bastidores do movimento
Se por um lado não há divisão, por outro há -
como em todo movimento social - disputas políticas. É se
utilizando destas disputas que a mídia tenta desmoralizar a
greve.
Segundo informações de lideranças do movimento
sindical dos bancários, a Articulação Sindical
(ArtiSind-PT), corrente majoritária na Contraf, vêm enfrentando
duras críticas pelo seu sindicalismo de resultados. Há alguns
anos a direção da Contraf, como ocorreu novamente nesta
greve, propõe que a categoria aceite a proposta da Fenaban,
mas é derrotada pela base que vota a favor da greve.
''A ArtiSind vem vivendo um momento complicado no movimento sindical.
A CUT, que assim como a Contraf é majoritariamente dirigida
por essa corrente, amargou a saída do PTSU, do P-SOl, e agora,
mais recentemente, dos sindicalistas do PCdoB e do PSB que fundarão
uma Central classista. No ano que vem acontecerão eleições
de importantes sindicatos da categoria no país e momentos como
esse são espaços valiosos destas disputas. O PSTU, ciente
de tudo isso, tem repercutido a visão divisionista da mída
sobre a greve na tentativa de culpar a direção da Contraf
por qualquer derrota. Mas essa postura, na minha visão, prejudica
a unidade da categoria'', frisou Augusto, que também é membro
da Corrente Sindical Classista (CSC), força motora da futura
nova central.
Independente do cenário do movimento sindical atual, a greve
na CEF está surpreendendo até os mais experientes da
categoria. A adesão em massa dos contratados mais recententes
está oxigenado o movimento que agora terá de enfrentar
um grande desafio: fazer com que o impasse da greve pese a favor de
vitória para os trabalhadores públicos.
Se depender do Sindicato dos Bancários da Bahia, a luta segue
com alegria. Augusto falou a redação enquanto acontecia
uma "Feijoada com apitaço pela Isonomia" em frente
a uma das principais agências da CEF no centro de Salvador.
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Força Sindical,
6 de outubro de 2007
Construção Civil SP:
Peão quer aumento real de 10%
Escrito por Assessoria de Imprensa
do Sindicato da Contrução Civil SP
O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São
Paulo está reivindicando aumento real de 10% para os 225 mil trabalhadores
que compõem sua base territorial.
O líder da categoria, Antonio de Sousa Ramalho, expõe
os motivos:
O Brasil passa por momento econômico altamente favorável,
um dos melhores de sua história;
O mercado imobiliário está muito aquecido, registrando
venda de imóveis muito acima do esperado. A esmagadora maioria
das unidades já negociadas só será construída
ao longo dos anos de 2008 e 2009;
O setor da Construção Civil terá lucro superior
a 12% em 2007;
Falta mão-de-obra. Quando isso acontece, aplica-se a lei da
oferta e da procura. A demanda de serviço é muito alta,
mas os profissionais capacitados poucos. Portanto, merecem ganho maior.
Outras reivindicações:
Plano de Saúde com cobertura de 100% por parte do
patrão. Não queremos mais tratamento a base
de analgésicos, que aliviam a dor, mas não
curam a doença. O ambulatório do Seconci serve
para remediar e não para prevenir;
Participação nos Lucros ou Resultados das empresas pagas
dentro da Lei;
No ambiente de trabalho, reivindicamos espaço para uma lavanderia,
onde o uniforme do trabalhador seria periodicamente lavado e passado,
com destaque para a higiene;
Queremos a adoção, por parte dos empresários,
de um kit de higiene, contendo toalha de banho, escova de dente, pasta
de dente, papel higiênico e papel toalha;
A recapacitação da categoria, para fazer frente às
novidades tecnológicas, é urgente. Para evitar um "apagão" no
setor, queremos firmar convênio com as empresas para dar cursos
de qualificação e requalificação profissional
nos canteiros de obras;
Cumprimento da cota de vagas para portadores de deficiências,
como manda a Lei.
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Gazeta
do Povo, 6 de outubro de 2007
BRASIL | CÂMARA
Governo se mobiliza para aprovar
CPMF em segundo turno
Brasília – O governo se mobiliza para
contabilizar mais uma vitória na próxima semana
ao concluir a votação da Proposta de Emenda
Constitucional (PEC) que prorroga a cobrança da CPMF
até 2011. Na terça-feira, a proposta será o único
item da pauta da Câmara. Para aprová-la, os
governistas terão de garantir 308 votos favoráveis,
no mínimo, do total de 513 deputados da Casa.
A idéia é concluir na segunda-feira
as votações de duas medidas provisórias
(MPs) que trancam a pauta da Câmara. Uma trata
sobre o Programa Nacional de Segurança Pública
(Pronasci) e outra sobre benefícios para os
trabalhadores rurais.
O líder do governo na Câmara, José Múcio
Monteiro (PTB-PE), afirmou ontem que, tão logo
a Casa aprove a proposta, ela seguirá para o
Senado. “Na terça-feira nós vamos
aprovar a proposta que prorroga a cobrança da
CPMF, no dia seguinte a gente já encaminha para
o Senado”, disse ele.
No entanto, os partidos de oposição – liderados
pelo DEM e pelo PSDB – prometem dificultar a
votação. Com a utilização
dos recursos de protelação de discussões
permitidos no regimento interno da Câmara, os
oposicionistas planejam obstruir as votações
e apresentar requerimentos a cada item. Porém,
Múcio disse que isso não assusta a base
aliada.
“A oposição já está impondo
uma série de dificuldades, mas isso não
será problema para nós. As ameaças
estão sendo feitas com a utilização
das ferramentas que os partidos de oposição
dispõem”, disse o líder.
Tramitação
No último dia 26, a Câmara aprovou, em
primeiro turno a PEC da CPMF e da Desvinculação
das Receitas da União (DRU). Pela proposta aprovada,
a alíquota da CPMF de 0,38% será cobrada
até 2011. Mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
sinalizou que há disposição do
governo para reduzir a alíquota a partir de
2008.
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Gazeta do Povo, 6 de outubro
de 2007
ECONOMIA | IMPOSTO DE RENDA
Receita antecipa consulta ao
5.º lote de restituições
Contribuinte ainda terá dois
lotes até o fim do ano
São Paulo – A consulta ao quinto lote de
restituições do Imposto de Renda da Pessoa
Física 2007 (ano-base 2006) já está disponível.
A consulta, que seria liberada apenas na semana que vem,
foi antecipada para ontem por um desencontro. O Serviço
Federal de Processamento de Dados (Serpro) já havia
concluído o processamento e disponibilizado as informações,
mas não informou a Receita Federal.
Para saber se já teve a declaração
liberada, o contribuinte deve acessar o site da Receita,
clicar na seção IRPF – Consulta declarações
entregues e restituição e então em “Restituição
do Imposto de Renda 2007” . Na página, informar
o CPF e preencher o quadro de quatro caracteres. Outra
opção é ligar para o telefone 0300-789-0300.
Neste lote, foram liberadas 1.684.705 declarações.
São 1.559.155 declarações com imposto
a restituir, correspondendo a cerca de R$ 1,4 milhão;
114 contribuintes com imposto a pagar, no valor de quase
R$ 65 milhões; e outros 40.436 contribuintes que
não tiveram nem imposto a pagar nem a restituir.
O dinheiro estará disponível para saque
no dia 15 de outubro e terá correção
da taxa Selic no período, de 5,7%. Quem não
solicitou crédito em conta deverá procurar
uma agência do Banco do Brasil ou ligar para 4004-0001
(capitais) e 0800-729-0001 (demais cidades) e pedir a transferência
do dinheiro para qualquer banco em que tenha conta ou poupança.
Malha fina
A Receita Federal também já oferece em seu
site a consulta dos retidos na malha fina do Imposto de
Renda 2007. Neste ano, a Receita intensificou a fiscalização
sobre as declarações das pessoas físicas.
O cruzamento de informações e a análise
de dados dos anos anteriores dobraram o número de
contribuintes que foram autuados após terem a vida
fiscal analisada com maior minúcia, a chamada malha
fina.
Entre janeiro e julho, os auditores fiscais identificaram
208.471 declarações que precisaram ser revisadas
e autuadas, um crescimento de 104,5% na comparação
com o mesmo período do ano passado.
Ao fazer a consulta, o contribuinte pode checar qual a
pendência detectada pelos técnicos da Receita
e, se for o caso, fazer uma declaração retificadora
para regularizar a situação.
Para fazer a consulta, basta entrar no site e clicar na
seção IRPF – Extrato Simplificado do
Processamento. Na página, então informar
o CPF, o número do recibo de entrega (os dez números
que aparecem na primeira página da declaração)
e o código de segurança pedido (quatro caracteres).
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Folha de Londrina, 6 de
outubro de 2007
Seu Direito: APOSENTADORIA
PARA MÉDICOS
Meu pai é médico e trabalhou durante
15 anos em um hospital do interior do Estado. Logo depois
atuou como autônomo, no setor de agronegócios.
Posteriormente, voltou a trabalhar na área médica.
Médicos têm direito à aposentadoria especial?
O médico tem direito à aposentadoria especial,
uma vez cumprida a carência, se comprovado que trabalhou
por 25 anos nesta atividade em ambientes considerados insalubres.
Ou seja, os locais de trabalho devem estar impregnados
de agentes prejudiciais à saúde, como: materiais
infecto-contagiosos, vírus, bactérias, pessoas
doentes, e/ou outros agentes biológicos; ou laborando
como médicos radiologistas, radioterapeutas, patologistas,
entre outros.
Embora haja entendimento contrário, nossos tribunais
têm nos orientado que a comprovação
da insalubridade do ambiente de trabalho, para aposentadoria
especial, é feita da seguinte forma:
Até 05.03.1997, bastava que os hospitais preenchessem
o formulário ''Informações Sobre Atividades
Exercidas em Condições Especiais'', fornecido
pelo INSS, comprovando que o segurado estava exposto de
modo habitual e permanente aos agentes.
Após esta data, a comprovação da
exposição aos agentes agressivos deve ser
efetuada por laudo técnico pericial realizado nos
hospitais em que foram exercidas a função
de médico. Este laudo deve atestar que o segurado
ficava exposto de modo habitual e permanente aos agentes
insalubres em questão. Ainda é necessário
que os hospitais preencham o formulário do INSS
e, para o período trabalhado a partir de 2004, o
impresso ''Perfil Profissiográfico Previdenciário''.
Caso o segurado não tenha trabalhado por 25 anos
como médico nestas condições, existe
a possibilidade de converter o tempo de atividade especial
de médico, até 28/05/1998, em atividade comum,
acrescendo-se 40% no tempo de serviço do segurado.
Mas, o segurado deve comprovar que trabalhou em atividade
insalubre. Este tempo convertido pode ser somado aos demais
períodos considerados obrigatoriamente como comum
a partir de 28/05/1998, inclusive o período de autônomo
em agronegócios, para fins de aposentadoria por
tempo de contribuição.
Fábio Antonio da Silva
Martin, advogado
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Folha de Londrina, 6 de
outubro de 2007
Pequena empresa gera 57% dos
empregos formais
Números também mostram
que a sobrevivência é maior entre as empresas
que buscaram as ferramentas do Sebrae
Celso Pacheco
Allan Marcelo de Campos Costa,
na FOLHA:

Sebrae tem papel importante na capacitação dos empresários
A importância das micro e pequenas empresas na economia do País
justifica a definição de uma data festiva, o Dia da Pequena
Empresa, foi comemorado ontem. Nessa modalidade, segundo dados do Sebrae,
encaixam-se 99% das empresas em funcionamento, responsáveis
ainda por 57% dos empregos formais no Brasil.
''Estamos empenhados em levar de forma mais enfática
as soluções que o Sebrae oferece tanto para
quem quer montar como para quem já tem sua empresa
e quer crescer'', afirmou Allan Marcelo de Campos Costa,
diretor superintendente da instituição, em
visita ao superintendente da FOLHA, José Eduardo
de Andrade Vieira.
Desde o dia 1º o Sebrae promove uma programação
comemorativa, a ''Semana da Pequena Empresa'', incluindo
palestras e atendimento gratuito a empresários de
micro e pequenas empresas. O encerramento aconteceu ontem.
Costa destaca o papel do Sebrae como instituição
voltada à capacitação desses empresários
e no fornecimento de estratégias para tornar as
micro e pequenas empresas mais competitivas e sustentáveis.
Uma pesquisa divulgada em agosto, realizada pelo Vox Populi
a pedido do Sebrae, mostrou que atualmente 75% dos estabelecimentos
instalados no estado sobrevivem após o segundo ano
de vida - período considerado mais crítico.
''Há que se considerar as mudanças no quadro
econômico do País mas, principalmente a busca
de informações. O empresário está mais
preparado para ser empresário'', afirma. A mesma
pesquisa, segundo ele, mostra que o índice de ''sobreviventes'', é maior
entre as empresas que buscaram as ferramentas do Sebrae:
80% delas.
Outra luta pelo setor, como destaca Allan Costa, está na
busca de um tratameno diferenciado para a pequena empresa
como ocorre em países desenvolvidos. ''Há muita
burocracia e cargas tributárias que dificultam o
trabalho dessas empresas''. Por isso, há o empenho
do Sebrae também na conscietização
da sociedade, políticos e lideranças empresariais
para a importância desse segmento no desenvolvimento
do País. ''Concentramos os nossos esforços
na regulamentação da Lei Geral das Pequenas
e Médias Empresas nos estados e municípios'',
afirma.
A lei, aprovada no final de 2006, traz benefícios
como tornar mais simples e barato os procedimentos para
abrir ou fechar empresas; o acesso a créditos e
juros diferenciados; a destinação de 20%
dos fundos de tecnologia para a pequena empresa, além
de garantir o acesso desses estabelecimentos nas compras
do governo.
As ações do Sebrae, segundo o diretor, chegam
aos 399 municípios do estado. ''Temos diversos escritórios
regionais, além de parcerias e as facilidades da
internet''. Boa parte dos serviços são gratuitos
e mesmo os que têm algum custo, ''estão muito
abaixo dos preços de mercado'' garante.
Serviço:
Consultas ao Sebrae pelo telefone 0800 72 66 500
ou pelo site www.sebraepr.com.br. O escritório
de Londrina fica na Av. Santos Dumont, 1335 - Bairro
Aeroporto.
Célia Guerra
Reportagem Local
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Folha de São Paulo,
6 de outubro de 2007
Fiesp e CUT criticam fala de Lula sobre
carga fiscal
Entidades, que reúnem trabalhadores
e indústrias, vêem tributação excessiva
| Para Marcos Cintra, da FGV, petista
confunde conceitos por misturar aumento da arrecadação
e impacto da carga tributária sobre o PIB
DA REPORTAGEM LOCAL
As declarações do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva em defesa da política tributária
desagradaram ontem da CUT (Central Única dos Trabalhadores) à Fiesp
(Federação de Indústrias do Estado de
São Paulo).
O presidente da CUT, Artur Henrique, disse que existe no "Brasil
uma carga tributária absolutamente injusta". Citando estudo
do professor Amir Khair, Artur Henrique afirma que 38% do vencimento
dos trabalhadores que recebem até três salários
mínimos são consumidos com impostos. O peso é menor
-de 24%- para quem ganha acima de 30 mínimos: "Não é verdade
que quem ganha mais paga mais. Quem ganha menos paga mais. É preciso
corrigir essa injustiça", disse ele, que em nota afirmou
que o "o governo não deve ter medo de encarar tais fatos".
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que "a sociedade brasileira,
incluindo as indústrias, não aceita mais aumento de impostos".
Segundo ele, a carga tributária brasileira já é bem
maior que a de países vizinhos. "Precisamos de melhorias
nos serviços públicos, de educação e saúde,
e nossos impostos são elevadíssimos, o que é suficiente
para cobrir todos estes gastos."
Para Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial
de São Paulo (ACSP), a idéia de arrecadar mais impostos é absurda. "Não
tem sentido, o país possui uma carga tributária muito
mais elevada que a de países de renda semelhante, e proporcionalmente
maior até do que os Estados Unidos, mas os serviços que
presta continuam ineficientes", diz.
A ACSP mantém o "impostômetro", um marcador
que calcula em tempo real quanto o Brasil paga de impostos. Segundo
o marcador, cada brasileiro já pagou neste ano R$ 3.000, somando
R$ 680 bilhões já arrecadados para a máquina estatal. "Se
o governo planeja cobrar mais taxas, com certeza vai prejudicar o crescimento
futuro da economia", diz Solimeo.
Conceitos
Para o vice-presidente da Fundação Getulio Vargas, Marcos
Cintra, Lula faz "uma confusão total de conceitos".
Um, diz, é aumento da arrecadação - que cresce
segundo o desempenho da economia - e o outro é o impacto da
carga tributária sobre o Produto Interno Bruto.
" Tem havido, sim, aumento de impostos no Brasil como porcentagem do volume
de riquezas gerado a cada ano" afirma. "Isso está asfixiando
a economia brasileira. Ele [Lula] está equivocado nos conceitos e nas
conseqüências da elevação da carga tributária.
O normal seria que, em função do crescimento da economia, o governo
começasse a reduzir alíquotas."
Secretário do Trabalho do Estado de São Paulo e ex-presidente
da ACSP, Guilherme Afif Domingos (DEM), disse que Lula não tem
noção de que "quem paga o imposto é o consumidor
final de bens e serviços". "Até o beneficiário
do Bolsa Família paga imposto. O trabalhador trabalha 146 dias
por ano só para o governo federal. Da CPMF, são sete
dias. Se o governo abrisse mão da CPMF, são sete dias
de trabalho para gastar com ele", disse Afif.
Para o economista Raul Velloso, o ideal seria reduzir gastos para atenuar
a carga tributária. "O problema é que nem a União
nem os Estados se dispõem a enfrentar o problema dos gastos
correntes excessivos", afirma. "Um menor crescimento desses
gastos permitiria ser mais agressivo no esforço de desoneração
fiscal. Nesse sentido, é difícil entender outra declaração
atribuída ao presidente Lula de que contratar mais servidores é a
saída para melhorar a gestão pública."
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Folha de São Paulo,
6 de outubro de 2007
Lula diz que financiará 5
novas fábricas de cimento
Presidente afirma que está faltando
produto no país
DA AGÊNCIA FOLHA, EM FLORIANÓPOLIS
Na próxima semana, o governo federal anuncia uma
linha de crédito especial para financiar cinco novas
indústrias de cimento no país. A informação
foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva
ontem, em Florianópolis.
O presidente não deu detalhes de como será o investimento,
mas disse que estuda o assunto com o ministro Guido Mantega (Fazenda).
A construção civil vive uma crise de oferta de cimento.
De acordo com Lula, anteontem, Mantega o informou de que a indústria
brasileira atingiu sua capacidade produtiva máxima dos últimos
30 anos, na marca de 87%. E que, se não houver investimento, "corremos
o risco de ter uma demanda maior do que a oferta, e aí tudo
vai para o "quiabo" outra vez, porque a inflação
volta, o mercado paralelo surge".
O presidente apontou a crise do cimento como exemplo, para então
dizer que anuncia as cinco novas fábricas na próxima
semana.
"É só ver a questão do cimento, que está faltando
no país. Poderia ser bom dizer: "Está faltando porque está crescendo".
Mas eu quero que cresça. É por isso que na semana que vem terei
um anúncio de cinco novas fábricas de cimento que serão
construídas no nosso país", afirmou o presidente.
Lula disse que a construção civil passou 26 anos "crescendo
zero ou 0,3%", mas que, agora que recupera seu padrão de
crescimento, "a gente descobriu que não tem pedreiro, não
tem azulejista e não tem engenheiro". (MARI TORTATO)
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