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Agência Câmara,
16 de outubro de 2007
Plenário pode votar regulamentação
das centrais sindicais
Depois de três semanas de votações intensivas para analisar
a prorrogação da CPMF, o Plenário não terá sessões
extraordinárias nesta semana. Os deputados podem votar a partir desta
terça-feira (16), entre outros projetos prioritários, a regulamentação
das centrais sindicais (PLs 386/07, 1990/07 e outros). Com a proposta, as centrais
poderão passar a representar os trabalhadores na Justiça e receberão
parte do imposto sindical.
Antes, o Plenário deve
liberar a pauta, trancada pela Medida Provisória 386/07, que concede
aumento de subsídio, entre 21% e 28%, para policiais federais.
A MP representa a segunda parcela do aumento concedido pelo governo no
ano passado.
Voto aberto
Também estão em
pauta quatro propostas de emenda à Constituição
(PECs). Todas têm apoio dos líderes partidários para
serem votadas, embora os detalhes sobre o que defende cada partido ainda
devam ser discutidos.
Em segundo turno, os deputados
podem votar a PEC do Voto Aberto (349/01), que acaba com o voto secreto
nos legislativos federal, estadual e municipal. Ainda está prevista
a análise em primeiro turno das PECs dos Vereadores (333/04),
que define o número de vereadores de acordo com a população
do município; do Nepotismo (334/96), que proíbe a nomeação
para cargos em comissão de parentes até o terceiro grau
de autoridades da administração pública direta e
indireta; e da Defensoria Pública (487/05).
Reforma política
O Plenário ainda pode
concluir a votação da reforma política (PL 1210/07).
Restam temas como o sistema eleitoral distrital e financiamento público
de campanhas para cargos majoritários.
O PDT e o PR defendem, por meio
da emenda 23, um plebiscito para que a população escolha
entre um sistema eleitoral distrital ou distrital misto; já PT
e DEM defendem a emenda 12 para estabelecer o financiamento público
de campanha para cargos majoritários (prefeito, governador, senador
e presidente da República).
Medidas Provisórias
Na quinta-feira (18) a pauta
será trancada por outra medida provisória. A MP 387/07
estabelece critérios para a aplicação de recursos
do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para projetos
de infra-estrutura social, como saneamento básico, habitação
popular e transporte urbano.
O DEM entrou como ação
direta de inconstitucionalidade (ADI) contra a MP por causa do dispositivo
que autoriza obras do PAC durante as eleições, por meio
da liberação de transferências voluntárias.
Outras oito medidas provisórias
estão em pauta, mas não trancam as votações.
Entre elas, destaca-se a MP 394/07, que retoma parte do texto revogado
da Medida Provisória 379/07 para prorrogar o prazo de renovação
de registro de armas de fogo.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO (ON LINE), 16 de outubro de 2007
Lula indica que PMDB ficará com
presidência do Senado
ROGÉRIO WASSERMANN
Enviado especial da BBC Brasil a Brazaville (República do Congo)
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva sinalizou hoje que a presidência do Senado deve ficar
com o PMDB. Ao ser questionado sobre uma eventual disputa no Senado para
escolher o novo presidente da Casa, após o pedido de licença
do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), Lula disse que "em hipótese
nenhuma" vai interferir nessa disputa.
O presidente disse que em princípio,
Renan tirou uma licença de 45 dias e retomaria o posto após
esse período, então não poderia comentar as possíveis
articulações em torno de nomes para substituí-lo.
Lula afirmou, porém, que "a
lógica do Congresso Nacional é de que quando um partido
tem a presidência da Câmara, outro tem a presidência
do Senado", o que em princípio excluiria a possibilidade
da eleição do atual presidente interino da Casa, o senador
Tião Viana, do PT, se efetivar no posto, já que o partido
já tem a presidência da Câmara.
O presidente disse manter a posição
que mantinha quando no começo da crise, há quatro meses. "O
problema surgiu dentro do Senado e a solução virá de
dentro do Senado", afirmou.
Ele afirmou considerar
os senadores "politicamente calejados, que conseguirão
encontrar uma solução para a disputa", mas advertiu
de que eles devem também levar em conta o bom momento por que
passa o Brasil para evitar prejudicar o país.
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GAZETA MERCANTIL, 16 de outubro
de 2007
Construção: Região
Norte tem maior expansão de vagas no setor
O nível de emprego na construção civil continua crescendo
em todas as regiões do País, com destaque mais uma vez para o
Norte, que registrou alta de 3,26% em agosto, com a criação de
mais 2.801 vagas. No ano, a região já acumula crescimento de
22,6% no nível de emprego do setor, segundo pesquisa divulgada hoje
pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado
de São Paulo - Sinduscon - SP.
Em seguida ficou a região
Sul com crescimento de 1,86%, com 4.360 novos postos de trabalho. A
região Centro-Oeste registrou expansão de 1,76%, com
a geração de 2.204 postos de trabalho, e a região
Sudeste apresentou aumento de 1,69% , com 6.124 novas vagas. A menor
evolução aconteceu no Nordeste, onde o saldo foi de 1,39%
no mês ( 4.004 vagas). (Silvia Regina Rosa - InvestNews)
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CONSULTOR JURÍDICO,
16 de outubro de 2007
Mesma eficácia
Recurso enviado por e-mail se equipara
a fax, diz TST
A prerrogativa constitucional da ampla defesa serviu para assegurar que a interposição
de um recurso por e-mail fosse aceita da mesma forma que por fax. A Seção
Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior
do Trabalho afastou a intempestividade dos embargos apresentados pela Buck
Transportes Rodoviários e determinou o retorno do processo à 3ª Turma.
O ministro Lelio Bentes Corrêa,
relator dos embargos, considerou aplicável ao correio eletrônico
a Lei 9.800/99. A legislação permite, para a prática
de atos processuais que dependam de petição escrita, o
uso de sistema de transmissão de dados e imagens tipo fac-símile
ou outro similar. Segundo o relator, a lei tem caráter geral e
alcança o peticionamento por e-mail, desde que apresentado o original
do recurso no prazo de até cinco dias após o fim do prazo
recursal, como foi o caso da Buck.
O ministro apontou que a negativa
de eficácia ampla à Lei 9.800/99 atenta contra a prerrogativa
constitucional da ampla defesa, que, por disposição expressa
do artigo 5º, LV, da Constituição Federal, abarca
o uso dos recursos legalmente assegurados.
Caso concreto
Um motorista carreteiro contratado
pela empresa, em abril de 1999, e demitido em 2000 reclamava o pagamento
da diferença de salário por acúmulo de função.
Segundo ele, exercia também a função de guarda do
caminhão, pois era obrigado a vigiar o veículo durante
o tempo que estivesse em suas mãos porque o lacre do container
não poderia ser rompido sob pena de ter que arcar com os prejuízos.
O motorista reclamou, ainda,
o recebimento de adicional noturno e horas extras, pois trabalhava de
segunda a domingo, sem folga semanal, e, após 24 horas seguidas
de trabalho, nas 24 horas seguintes ficava à disposição,
aguardando o retorno de outro caminhão.
Para a empresa, o funcionário
não tinha razão em seu pedido, porque foi contratado para
executar serviços externos, sem controle de horário. Portanto,
não tinha direito a horas extras. Sustentou que o trabalhador
jamais foi vigia de caminhão e que a carga que transportava (suco
de laranja concentrado congelado) nunca foi visada por bandidos e nem
mesmo pode ser retirada do tanque, carregado com 30 mil litros do produto
congelado.
A 2ª Vara do Trabalho de
Araraquara julgou não haver dupla função, mas concedeu
as horas extras. O juiz verificou que o motorista tinha roteiro diário
predeterminado e, através de testemunhos, que ele cumpria jornada
de 21 horas em dias alternados. Ambas as partes recorreram ao Tribunal
Regional do Trabalho da 15ª Região e depois ao TST.
Como o recurso de revista apresentado
pela empresa foi enviado por e-mail, o seu seguimento foi negado. Para
destrancar a revista, a Buck entrou com Agravo de Instrumento, rejeitado
pela 3ª Turma do TST. A Turma considerou intempestivo (fora do prazo)
o recurso interposto por correio eletrônico, por não haver
certificação digital nem norma regulamentadora e por não
considerar aplicável ao e-mail a Lei 9.800/99.
Para a SDI-1, não houve
intempestividade no recurso, pois foram atendidos os prazos recursais
fixados nos artigos 896 da CLT e 2º da Lei 9.800/99. Os ministros
entenderam que o Agravo de Instrumento merece ser examinado.
E-AIRR-1.246/2002-079-15-41.2
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CONSULTOR JURÍDICO,
16 de outubro de 2007
Falta de justificativa
Ausência de empresa em audiência é pena
de confissão
A 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o vínculo
empregatício entre um garçom e a empresa AM & MM Recepções
e Eventos. Motivo: a empresa não compareceu na audiência inaugural.
Os ministros aplicaram a pena de confissão. No entanto, afastaram a
multa pelo atraso no pagamento das verbas rescisórias, como prevê o
artigo 477 da CLT.
O garçom contou na petição
inicial que foi admitido pela empresa de bufê, em janeiro de 2000,
e demitido sem justa causa em julho do mesmo ano, sem receber as verbas
rescisórias. Segundo ele, trabalhava em média quatro vezes
por semana e recebia R$ 30 por festa. Na ação, pleiteou
aviso-prévio, férias, FGTS, horas extras e seguro-desemprego,
dentre outras verbas.
A empresa negou a relação
de emprego. Disse, inclusive, que não sabia sequer quem era o
empregado e que os outros trabalhadores da empresa nunca tinham ouvido
falar nele. Alegou que as atividades da empresa consistiam em organização
de eventos e, sempre que necessário, contratava autônomos,
como garçons, eletricistas e faxineiros — e que esse tipo
de relação não gera vínculo empregatício
entre as partes.
O representante do bufê não
compareceu à audiência inaugural e o juiz aplicou-lhe a
pena de confissão, considerando verdadeiros os fatos alegados
pelo autor da ação. Após a audiência, ele
apresentou Boletim de Ocorrência sobre acidente de carro a fim
de justificar a ausência, mas não convenceu o juiz. A empresa
foi condenada a pagar todas as verbas pleiteadas, inclusive multa por
atraso no pagamento das verbas rescisórias.
Insatisfeita com a condenação,
a empresa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região
(PE). Alegou nulidade por cerceamento de defesa. Insistiu na tese da
impossibilidade de comparecimento na audiência devido ao acidente
de carro. O acórdão, no entanto, foi contrário à pretensão
empresarial. Os juízes entenderam que o acidente não foi
grave o bastante para impossibilitar que os representantes da empresa
comparecessem à audiência. A condenação foi
mantida.
No TST, insistiu no cerceamento
de defesa e apontou ofensa ao artigo 844 da CLT, cujo parágrafo único
prevê a suspensão do julgamento caso ocorra “motivo
relevante” para o não comparecimento das partes na audiência.
O relator do processo, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, manteve
a decisão do TRT, uma vez que não foi caracterizado o acidente
como motivo relevante.
A multa do artigo 477,
no entanto, foi afastada porque a controvérsia a respeito da
existência de vínculo empregatício somente foi
decidida em juízo.
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ÂMBITO JURÍDICO,
16 de outubro de 2007
TRT declara indisponibilidade de
bens de empresa que não honrou acordos trabalhistas
O TRT de Minas Gerais, por sua 8ª Turma,
deu provimento a recurso ordinário do Ministério
Público do Trabalho em Minas para declarar a indisponibilidade
de todos os bens das empresas executadas e também de seus
sócios, a fim de garantir o pagamento das verbas rescisórias
deferidas em várias reclamações trabalhistas
ajuizadas contra elas. O MPT já havia conseguido, em processo
cautelar contra as executadas, que parte de seus bens fossem declarados
indisponíveis e recorreu ao TRT renovando o pedido de indisponibilidade
de todos os imóveis que constaram da petição
inicial. “Entendo que tem fundamento o receio do MPT de que
não haja bens suficientes para garantir o adimplemento das
verbas devidas”, ressaltou a desembargadora Cleube de Freitas
Pereira, relatora do recurso. “A medida se impõe para
garantir o pagamento de direitos trabalhistas de empregados que
forneceram sua força de trabalho, mas não receberam
sequer a contraprestação pecuniária correspondente
- antes que os bens sejam alienados a terceiros”, frisou.
De fato, a principal empresa
executada, uma editora, não vem honrando os compromissos assumidos
nos acordos firmados na Justiça do Trabalho, pois várias
das parcelas vencidas não foram quitadas. A empresa também
teve dois caminhões recentemente apreendidos para pagamento de
dívidas, em decorrência de ação civil de busca
e apreensão. Diante deste quadro, o MPT argumentou que receia
que os bens dos sócios possam ser transferidos a terceiros de
boa ou má-fé, impossibilitando a execução
dos créditos trabalhistas.
Ao declarar a indisponibilidade
dos imóveis descritos na inicial, a Turma ressaltou que, a qualquer
tempo, a Justiça do Trabalho poderá determinar a redução
da indisponibilidade dos bens se ficar constatado o excesso da execução
(ou seja, se os bens atingidos ultrapassarem em muito o valor executado)
ou se os devedores fornecerem garantias suficientes para o prosseguimento
da execução.
( RO nº 01533-2006-134-03-00-1
)
Fonte: TRT3
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ÂMBITO JURÍDICO,
16 de outubro de 2007
Contrato de experiência anterior à assinatura
da CTPS é nulo
Se houve contrato de experiência anterior à assinatura da CTPS,
este deve ser desconsiderado, sendo devidas, sobre o período respectivo,
todas as verbas rescisórias típicas da despedida sem justa causa.
Foi esta a decisão da 3ª Turma do TRT-MG ao dar provimento a recurso
ordinário de um reclamante, declarando a nulidade do contrato de experiência
e convertendo-o em contrato por tempo indeterminado. O reclamante requereu
em juízo o reconhecimento dos dias em que ficou à disposição
do reclamado anteriormente à assinatura da carteira de trabalho, para
fins de pagamento das verbas rescisórias correspondentes ao período.
A alegação da empresa
era de que, no período que antecedeu à assinatura da CTPS,
houve realização de processo seletivo, sendo que o reclamante
se deslocou para a cidade de Vitória, no Espírito Santo,
local da prestação de serviços, para fazer exames
admissionais. Portanto, nesse período não estariam configurados
os requisitos da relação de emprego. No entanto, como explica
o juiz relator do recurso, Danilo Siqueira de Castro Faria, independente
da existência de processo seletivo, havia, naquele período,
um trabalhador à disposição da empresa, integrando-se
ao empreendimento econômico. E essa integração ficou
comprovada pela própria prática da reclamada, já que
o ex-empregado recebeu salários do empregador no período
que antecedeu à anotação na carteira de trabalho,
estando, portanto à disposição da empresa.
Assim, o juiz considerou inválido
o contrato de experiência firmado, entendendo que, nesse caso,
houve alteração contratual lesiva ao empregado. Considerando
que o contrato de trabalho foi firmado anteriormente e por tempo indeterminado,
a Turma determinou à empresa a correção da data
anotada na CTPS do ex-empregado, condenando-a ao pagamento de aviso prévio,
1/12 de férias proporcionais, com 1/3, 1/12 de 13º salário
proporcional e multa de 40% do FGTS.
( nº 00195-2007-033-03-00-7
)
Fonte: TRT3
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FETRACONPAR, 16 de outubro de 2007 | Eventos
SINTRACOM Curitiba realiza Festa
do Dia das Crianças
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O Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias da Construção
Civil de Curitiba (SINTRACOM), realizou na sexta-feira, dia 12, à partir
das 10h00, a Festa do Dia das Crianças. Contando com aproximadamente
650 pessoas, entre crianças e adultos.
Durante o evento, realizado
na sede da Campestre do Sindicato, localizada em Colombo/PR,
foi oferecido um almoço aos presentes.
Na festa também
tinha, camas elásticas, escorregador inflável,
piscina de bolinhas, muor de escalada, etc..
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AGORA/ MATO GROSSO DO SUL,
16 de outubro de 2007 | Política
Sindicalistas fazem pressão
para mudar artigo de Projeto de Lei
Sindicalistas de Mato Grosso do Sul e dos demais estados brasileiros estão
preocupados com a redação de um artigo do Projeto de Lei que
trata do Reconhecimento das Centrais Sindicais e que está na Câmara
Federal, para ser apreciado. Da forma como está, o referido texto poderá proporcionar
sérios prejuízos para as federações de trabalhadores
de todo o País.
De acordo com informações
do coordenador geral do Fórum Sindical dos Trabalhadores de Mato
Grosso do Sul – FST/MS, José Lucas da Silva, que é presidente
da Federação Interestadual dos Trabalhadores na Movimentação
de Mercadorias – Feintramag, a idéia é encaminhar
ao relator do projeto, deputado Vicentinho, PT/SP solicitações
para que acate a proposta de dirigentes sindicais da centrais CGTB, NCST,
UGT e FST Nacional, dando a seguinte redação no § 1º do
artigo 589 da CLT, constante do artigo 5º do Projeto de Lei 1990
de 2007, que deverá ter a seguinte redação:
§ 1º O sindicato indicará ao
Ministério do Trabalho e Emprego a central sindical a que estiver
filiado, como beneficiária da respectiva contribuição
sindical, para fins de destinação do crédito previsto
na alínea ‘b’ do inciso II deste artigo.
Segundo José Lucas da
Silva, o texto que consta no documento e que é prejudicial ao
movimento sindical brasileiro, é o seguinte:
§ 1o O sindicato indicará ao
Ministério do Trabalho e Emprego a federação e confederação
a que estiver vinculado e, no caso dos trabalhadores, a central sindical
a que estiver filiado, como beneficiários da respectiva contribuição
sindical, para fins de destinação dos créditos previstos
neste artigo.
José Lucas informou também
que os sindicalistas estão sendo orientados a somar forças
com o deputado Paulo Pereira (PDT/SP), que é presidente da Força
Sindical e que é um dos batalhadores para reverter esse processo
junto ao seu colega parlamentar, Vicentinho.
Os sindicalistas querem inserir
também uma pequena modificação no Inciso II alínea “b”,
que passaria à seguinte redação:
II – para os trabalhadores:
b) 10% (dez por cento) para a
central sindical;
O coordenador nacional do FST,
José Augusto da Silva Filho também está empenhado
nessa luta para convencer o deputado Vicentinho a inserir esses textos
propostos pelo movimento sindical brasileiro que vão de encontro
a interesses dos trabalhadores uma vez que fortalece as entidades que
os representa.
Em Mato Grosso do Sul o
coordenador regional do FST, José Lucas da Silva, já enviou
correspondência ao deputado Paulo Pereira, presidente da Força
Sindical e ao próprio Vicentinho, para que ele acate a proposta
do movimento sindical.
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Agência Câmara,
16 de outubro de 2007
Projeto
Proposto lanche para quem ganha menos
de 2 mínimos
Bernardo Hélio

Pinto: "Trabalhador bem alimentado tem produtividade catalisada,
representando incremento na geração de riquezas."
Tramita na Câmara o Projeto
de Lei 1337/07, do deputado Uldurico Pinto (PMN-BA), que obriga as empresas
a fornecer vale-lanche in natura aos trabalhadores que exerçam
atividade que exija esforço físico e tenham remuneração
menor que dois salários mínimos.
O projeto prevê que o lanche
seja entregue no início da jornada de trabalho. Determina também
que não tenha natureza salarial - não podendo, portanto,
ser descontado da remuneração - e não constitua
base de incidência de contribuição previdenciária,
de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), nem do Imposto
de Renda.
O autor da proposta argumenta
que a questão da alimentação do trabalhador de baixa
renda até hoje não foi bem resolvida. Os programas que
oferecem tíquetes, afirmou, não funcionaram porque, em
geral, são trocados para complementar renda, muitas vezes pela
metade de seu valor de face.
Penas
O descumprimento da obrigação
acarretará multa de R$ 100 por trabalhador não atendido.
O valor, de acordo com o projeto, será reajustado anualmente pela
taxa Selic. "Nossa iniciativa não somente protege os trabalhadores
submetidos a jornadas de trabalho extenuantes, mas se reveste também
de preocupações de ordem econômica, já que
se sabe que um trabalhador bem alimentado tem a sua produtividade catalisada,
representando, com isso, um incremento na geração e circulação
de riquezas", afirma o autor.
Tramitação
A proposta, que tramita
em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Agência Diap, 16 de outubro de 2007
NOVOS ARTIGOS
Projeto de consolidação
da CLT é duramente criticado por membros do corpo técnico
do DIAP
Em artigos, postados ali na seção Opinião, os advogados
trabalhistas e membros do corpo técnico do DIAP, Luiz Salvador e José Carlos
Arouca, criticam o projeto de lei (PL 1.987/07), que pretende consolidar as
leis trabalhistas brasileiras configuradas na CLT.
Para Salvador, o projeto, ao que tudo indica é "para atender a
interesses do “deus mercado” que seguidamente têm defendido
a extinção da Justiça do Trabalho (...), entre outros
interesses. Já Arouca analisa os dispositivos que tratam da "organização
sindical", das "convenções coletivas de trabalho" e
do "direito de greve" dos servidores públicos.
O projeto é parte integrante do Grupo de Trabalho de consolidação
das leis brasileiras no âmbito da Câmara dos Deputados, que se
reunirá no próximo dia 24, a fim de formalizar as relatorias
dos 20 temas que foram distribuídos no âmbito do GT. Boa leitura!
(Marcos Verlaine)
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Agência Diap, 16 de
outubro de 2007
É golpe preocupante proposta
da nova CLT em curso no Congresso
Por: Luiz Salvador*
Está pronta a proposta
de alteração legislativa: A NOVA CLT, com pretensões
de consolidar os dispositivos normativos que especifica referente ao
Direito Material Trabalhista e revoga as leis extravagantes que especifica
e os artigos 1º ao 642 da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT).
Para nós um verdadeiro Código do Trabalho e que ao que tudo indica
para atender a interesses do “deus mercado” que seguidamente têm
defendido a extinção da Justiça do Trabalho, a flexibilização
das leis trabalhistas, deixando que os direitos dos trabalhadores sejam regulados
em “livre negociação” pela já ultrapassada “autonomia
da vontade” em que para nós a prevalência do negociado tem
demonstrado na prática que é o “trabalhador com o pescoço
e o empregador com a guilhotina”.
Defendemos sim a negociação, mas para que se efetiva a garantia
da busca de melhores condições de vida, de trabalho e de salário
e não para que o “elevador desça para o subsolo”,
como vem acontecendo, ao arrepio do disposto no caput do art. 7º da CF
que não admite o retrocesso social.
Para nós ao que tudo indica, a proposta da inovação pretendida
representa um verdadeiro Código do Trabalho flexibilizado, atendendo
aos interesses dos defensores de um modelo econômico excludente centrado
unicamente na busca da maior produtividade, maximização dos lucros
e ao menor custo operacional possível, sem responsabilidade social,
agora com nova roupagem pela adoção de legislação
laboral flexibilizadora, trazida pela nova palavra de ordem dos mandantes da
economia neoliberal mundialmente globalizada:
“ flexiseguridad” e que já está trazendo na Europa
a preocupação com o aumento do desemprego, como informa o Dr. José Augusto
Ferreira da Silva, Presidente da JUTRA – (Associação Luso-Brasileira
de Juristas do Trabalho) (www.jutra.org) em seu artigo recente intitulado:
“ EMPREGABILIDADE EM CRISE - Dezesseis milhões
de desempregados na Europa e meio milhão só em Portugal”.
Em nosso entendimento o trabalho da comissão que já apresentou
sua proposta de consolidação da consolidação das
Leis do Trabalho, se transforma em verdadeiro Código do Trabalho, com
a proposta que está sendo levada a cabo de revogar as leis que considera
extravagantes, artigos 1º aos 642 da Consolidação das Leis
do Trabalho - CLT.
Como não acreditamos em “papai Noel” e nem em “saco
de bondades”, ao tomar conhecimento da proposta à disposição
da sociedade para se manifestar no prazo exíguo de 30 dias, como presidente
da Abrat (Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas) saímos
em campo e constituímos comissão de juristas da entidade para
se debruçarem sobre as propostas de alteração já finalizadas
e que podem ser acessadas neste link.
A opinião de nossa Diretora Dra. Sílvia Mourão, ex-presidenta
da AAT/PA e atual Diretora da OAB-PA, integrante da comissão constituída
pela Abrat e que já começou a se debruçar sobre as propostas
de nova alteração nos deixam mais ainda preocupados, confirmando
nossas conclusões iniciais de que se trata de GOLPE contra as garantias
constitucionais assegurados pela Carta Cidadã que não admite
o retrocesso social:
“ Queridos colegas. Ia começar o estudo comparativo quando tomei
um "susto": o projeto não trata de direito processual, como
podem perceber pela ementa. Na minha ótica, o projeto acaba com a CLT,
pois não preserva a lei originária, tanto que revoga todos os artigos
do 1º aos 642. Decididamente, não está sendo atualizada a
CLT, mas acabada. Eu votaria na rejeição total do projeto. Se não
for possível, vamos ter um trabalho hercúleo para apresentar manifestação,
pois, como disse, a lei não é preservada (sequer se deram ao trabalho
de estudar a LC 95/1998)”
A Dra. Sílvia Márcia Nogueira, advogada, Prof. Universitária
e Diretora de Eventos da ABRAT, demonstrando sua inquietude com a proposta
da NOVA CLT, opina de pronto pelo repúdio e arquivamento do PL 1.987/2007:
“ Não ao PL 1.987/2007 que apesar das promessas de não revogar
direitos já assegurados aos trabalhadores na verdade flexibiliza, precarizando
direitos já consagrados e dentre outros, como, por exemplo, se extrai
da nova redação emprestada ao art.5º da NOVA CLT a intenção
clara, sorrateira e objetiva, buscando retirar a responsabilidade do construtor
contratante, atribuindo o prejuízo em desfavor do próprio empregado
contratado. Exemplo:
“ No art. 5º querem acabar com o sobreaviso. Nos contratos de trabalho
por obra certa o construtor apenas está obrigado a anotar a carteira do
empregado se ele, o construtor, exercer a atividade em caráter permanente.
Quebra-se o paradigma, com o projeto o exercício eventual da atividade é do
empregador, e o risco do exercício dela é que fica com o empregado.
Os sindicatos e cooperativas é que terão por missão proceder
a anotação de carteira nas empreitadas, retira-se a responsabilidade
do contratante (com ou sem fiscalização dele)”.
E, em conseqüência propõe, que todos nos debrucemos no exame
detalhado do projeto visando lançar as críticas às propostas
desarrazoadas a fim de possamos sistematizá-las e editarmos uma cartilha
esclarecedora, mostrando à sociedade e ao meio jurídico do País
as nossas inquietaçãoes justificadas e os prejuízos que
sofrerão os cidadãos e os trabalhadores de modo geral, acaso
a proposta de Consolidação da Consolidação da CLT
seja aprovada. Somos pelo repúdio e arquivamento do PL 1.987/2007”.
Também, no mesmo sentido, o Dr. Sidnei Machado, Diretor da Abrat, Prof.
Universitário e especialista em Direito do Trabalho, confirma nossas
preocupações com as dimensões anunciadas da pretensão
do projeto, assim se manifestando:
“ Meus caros amigos juristas do trabalho. Realmente o projeto de reforma
trabalhista aparece num momento perigoso. Isso não somente pela conjuntura
nacional, com um congresso com enorme déficit de representatividade (como
bem anotou o Nilton Correa), mas, sobretudo pelo novo debate que começa
a ganhar força na Europa (como nos informa e provoca José Augusto).
Vem aí com toda força a nova palavra de ordem “flexiseguridad”.
A OIT, embora não tenha introduzido o tema em nenhum documento oficial,
desde o ano de 2006, em todos os seus cursos faz avaliações e
debates sobre a sua viabilidade na América Latina. Em novembro de 2006
saiu o chamado “Livro Verde da União Européia”, com
a proposta de “modernizar o direito do trabalho para fazer frente ao
desafio do século XXI” (compartilho o texto em anexo). Na mesma
perspectiva do Livro Verde, a União Européia editou a Diretiva
21, onde expressamente defende “promover a flexibilidade combinada com
segurança”. Juristas atentos na Europa já ensaiam enfrentar
a discussão do Livro Verde. Não há um conceito do “flexiseguridad”.
Na prática, significa tentar harmonizar “flexibilidade para competir
e maior insegurança para quem trabalha”.
Ou seja, propugna-se por um mercado de trabalho flexível, com menos
segurança (e direitos) para o trabalhador. As experiências sempre
citadas são da Dinamarca e Suécia. O debate está começando.
A meu ver, o aprofundamento do discurso da flexbilidade, agora ganha uma maior
sofisticação ao introduzir a idéia de uma “flexibilidade
com inclusão”. Há na proposta um discurso de formular políticas
ativas no mercado de trabalho. A questão é: funciona no Brasil
e na América Latina? Preparemo-nos, pois poderemos ser forçados
a voltar à praça pública, cem anos depois, para defender
que “o trabalho não é uma mercadoria, é um direito”.
Não admitindo o retrocesso social nossa Carta Política vigente
em seu art. 7º (Caput) assegura como cláusula pétrea (“imexível”)
que são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais: além de
outros que visem à melhoria de sua condição social (incisos
de I a XXXIV).
A CNDS (Comissão Nacional de Direitos Sociais do Conselho Federal) da
Ordem dos Advogados do Brasil, em sua última reunião realizada
em Brasília, dias 6 e 7 de outubro de 2007, examinou a questão,
manifestando à Presidência do Conselho Federal, Dr. Cezar Brito,
suas preocupações que também foram adotadas pela Diretoria
do Conselho Federal, sendo enviado Ofício à Presidência
da Comissão, Dep. Cândido Vaccarezza (PT/SP), requerendo dilatação
do exíguo prazo de 30 dias, diante do interesse da Ordem dos Advogados
em constituir equipe de trabalho, com vista ao exame detalhado de cada dispositivo
da CLT alterado, para que se possa ter um retrato exato do que foi alterado
e de suas implicações prejudiciais e ou não aos trabalhadores,
diante das garantias constitucionais que não admite o retrocesso social,
assegurando o primado do trabalho (digno), tendo o trabalhador como sujeito
de direitos e não como mero custo de produção.
Do exame dessa garantia Constitucional resta clara, claríssima a cláusula
proibitiva do retrocesso social, possibilitando-se ao trabalhador, que além
dos direitos fundamentais enumerados e disciplinados pelos incisos de I a XXXIV,
a possibilidade de direitos decorrentes (de lei, contratuais, regulamentos
de empresa, conquistas por instrumentos normativos e ou de negociação
coletiva) que se incorporam ao patrimônio jurídico do trabalhador,
tudo visando a melhorias das condições de vida, de trabalho e
de salário, como já defendemos em nosso artigo intitulado:
“ O direito do trabalhador a incorporar as vantagens e condições
mais favoráveis constantes dos acordos e convenções coletivas”
Nossa Constituição Cidadã não tutela os abusos,
as fraudes, as conivências para os desrespeitos aos direitos de seus
cidadãos, dando prevalência ao social. Responsabiliza a empresa
ao cumprimento de sua responsabilidade social ao atendimento dos objetivos
e fundamentos da República Federativa do Brasil. Subordina o capital
a ser parceiro do Estado para que este possa cumprir seu principal objetivo
que é o da promoção do bem comum a todos, sem exclusão.
Essa garantia perseguida pela CF à dignidade de seus cidadãos
encontra-se expressa nos enunciados maiores que subordinam todos os demais
interesses em conflito regulados por legislação ordinária,
como se extrai do exame dos artigos 1º e 3º da Carta Política
vigente m que os objetivos e fundamentos da República Federativa do
Brasil não é com o lucro fácil, obtido a qualquer custo,
numa economia sem auto-sustentação da preservação
da natureza ameaçada com a ganância do lucro sem responsabilidade
social.
A Constituição Cidadã se preocupa em assegurar efetividade
na edificação de um mundo melhor e possível, um mundo
de inclusão, privilegiando-se o primado do trabalho (digno), assegurando
a seus cidadãos e em especial o trabalhador não seja tratado
pelo mercado como mera peça descartável (mercadoria), como mero
custo de produção, mas como parte integrante do sistema produtivo,
como sujeito de direitos.
Diante de nossa preocupação com os rumos que estão sendo
dados à aprovação da NOVA CLT, segundo as propostas já constantes
do PL 1.987/2007 já apresentado e com prazo exíguo de 30 dias
para a sociedade se manifeste sobre suas conclusões, procuramos falar
com o Edésio Passos, ex-deputado Federal do PT e que tem muita experiência
na tramitação de processo junto ao Congresso Nacional que nos
informou que também está preocupadíssimo com as possibilidades
de retrocesso social com a aprovação de um projeto desse tipo
que não teve origem em proposta do executivo, como se era de esperar,
entendo, inclusive, tratar-se de proposta inconstitucional, diante de quem
está por trás da iniciativa, já tida por nós como
iniciativa de origem GOLPISTA, eis que sequer foram observados os critérios
para alteração legislativa regulamentados pela própria
Lei Complementar que regula o processo legislativo LC 95/1998, que tem o de
regular o “processo legislativo”, que é o de conferir aos
destinatários das leis - os cidadãos - e no caso, em especial
os trabalhadores, com direito ao conhecimento das regras a todos aplicáveis,
prestigiando a segurança jurídica.
Leiam as últimas notícias trazidas pelo DIAP e pela própria
imprensa anunciando as pretensões verdadeiras que envolvem os interesses
contrariados em alterar a CLT, para amoldá-la aos novos ventos neoliberais
de uma economia mundialmente globalizada e que não tem preocupação
com a empregabilidade, diante do avassalador índice de desemprego que
já está denunciado em Portugal, como no restante da Europa.
Conclusão
Estamos convencidos de
que a proposta implica em retrocesso social e que tem origem golpista
ao não ter tido a iniciativa do Executivo Federal, mas de forças
paralelas que não tem legitimidade para propor alterações
com as pretensões já manifestadas pelo Dep. Arlindo Chinaglia,
Presidente da Câmara dos Deputados, confirmando os interesses
em levar adiante o projeto da NOVA CLT com as dimensões anunciadas: “Consolida
os dispositivos normativos que especifica referente ao Direito Material
Trabalhista e revoga as leis extravagantes que especifica e os artigos
1º aos 642 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT”.
Estamos com a proposta de nossa Diretora Dra. Sílvia Mourão e
com as preocupações manifestadas pelo Dr. Sidnei Machado. A proposta
de alteração legislativa trazida pelo PL 1.987/2007 não
trata de direito processual, mas de alteração do direito material,
acabando com a CLT vigente, não preserva a lei originária, tanto
que revoga todos os artigos do 1º aos 642, ignorando por completo a própria
Lei Complementar que regula o processo legislativo LC 95/1998.
Por tais razões preocupantes, conclamamos todas as forças vivas
da nação a nos unirmos no exame e debate da presente dessa proposta
preocupante, pugnando pela rejeição total da proposta, em movimento
unificado em todo o território nacional, como já fizemos com
o derrotado Projeto neoliberal de Flexibilização defendido pelo
governo FHC e que ficou conhecido como o “618”.
Nossa arma principal tem que ser o da resistência democrática
pela defesa intransigente dos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários,
pugnando pelo avanço e contra o retrocesso social, exigindo-se do capital
sua responsabilidade social e parceiro do estado para que este consiga cumprir
seu principal objetivo que é o da promoção do bem comum
a todos, sem exclusão, pugnando-se por uma economia sustentável
asseguradora da empregabilidade em atendimento ao enunciado maior: dignidade
da pessoa humana e em especial do trabalhador, como sujeito de direito e não
como mera peça de reposição, como custo da produção.
(*) Luiz Salvador é presidente
da Abrat (www.abrat.adv.br), secretário geral da Alal (www.alal.info),
representante brasileiro no Departamento de Saúde do Trabalhador
da Jutra (www.jutra.org), assessor jurídico da Aepetro e da Ativa,
membro do corpo técnico do Diap e atual secretário da CNDS
do Conselho Federal da OAB. E-mail: promove@onda.com.br e Página:
www.defesadotrabalhador.com.br
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Agência Diap, 16 de
outubro de 2007
"Nova" CLT tem falhas graves,
prejudiciais aos trabalhadores
Por: José Carlos Arouca*
Não houve divulgação
da “nova” Consolidação das Leis do Trabalho”,
como fruto da revisão da legislação trabalhista
a cargo da Comissão constituída no âmbito da Câmara
dos Deputados, coordenada pelo Deputado Cândido Vacarezza (PT-SP),
para dar cumprimento à Lei Complementar nº 107, de 26 de
abril de 2001. art; 13.
Assim, preocupei-me por ora em avaliar a condensação dos Títulos
V (Da Organização Sindical), VI, (Convenções Coletivas
de Trabalho) e o Capítulo V do Título IV (Greve).
Encontro em uma primeira leitura, falhas gritantes da Comissão, mantendo
dispositivos que induvidosamente ou foram derrogados pela Constituição
Federal diante da consagração da autonomia sindical (p.ex. intervenção
do Ministério do Trabalho na administração dos sindicatos,
(quorum para eleições sindicais, associações pré-sindicais,
registro de livros, etc.), rechaçados pela Justiça do Trabalho
(p.ex: quorum para assembléias, etc.) ou alterados (como a disciplinação
do direito de greve para os servidores públicos por lei específica
e não mais por lei complementar, etc.).
Naturalmente não foi dado à Comissão competência
para legislar, mas apenas para excluir os dispositivos que já não
mantém. Mesmo assim, a “reconsolidação” adota
ora contribuição ora imposto sindical. Olvida as alterações
decorrentes do novo Código Civil relativas ao conteúdo mínimo
do estatuto social (arts. 46, 54 e ss), da Lei n° 10.192 de 2001 pertinentes à mediação,
acordos e convenções coletivas, das Convenções
da OIT, n° aprovada pelo Decreto Legislativo n° 49, de 1951 e promulgada
pelo Decreto n° 33.196 de 1953, n° 135, aprovada pelo Decreto Legislativo
n° 86, de 1089 e promulgada pelo Decreto n° 1321 de 1991.
A greve ficou no título que trata do contrato individual de trabalho,
distante da organização sindical e das negociações
coletivas.
A reconsolidação, batizada como Consolidação da
Legislação Material Trabalhista – CLMT, deixa de lado as
normas processuais, a pretexto de serem objeto de um outro projeto de lei,
ficando mantidas, não se sabe até quando.
Enxuga a “velha” CLT aproveitando 516 artigos, mas amplia desmesuradamente
seu tamanho para atingir a marca de 1.688, com a inclusão das leis que
tratam da regulamentação de profissões, inclusive relativas
a conselhos de fiscalização do exercício profissional.
Neste passo a “reconsolidação” peca por omissão,
esquecendo dos médicos (Lei n° 3.999 de 1961), dos advogados assalariados
(Lei n° 8.906 de 1994).
Melhor, no meu modo de ver, seria que os estatutos profissionais fossem concentrados
em um diploma específico. Mas não me parece de boa técnica “reconsolidar” a
legislação trabalhista e manter um pedaço da CLT antiga,
com normas processuais, até porque, também deve ser revista,
com exclusão do que já não tem aplicação.
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ficou de fora. Da Lei n° Lei
n° 10.101, de dezembro de 2000 que trata da participação
dos lucros só se aproveitou os artigos 1° e 2°, como “Divisão
do lucro das empresas”.
A Lei n° 10.192 de 2001 que complementa o chamado Plano Real trata, também,
de negociações coletivas, acordo e convenção coletiva,
mas foi ignorada.
Bom saber que o Coordenador da Comissão é médico, não
possuindo formação jurídica. De qualquer modo, indispensável
que um trabalho de tal natureza deva passar pelo crivo dos órgãos
de classe dos advogados, dos magistrados do trabalho e das organizações
sindicais.
Sendo assim estou propondo que a Central contate o Deputado Cândido Vacarezza
para que antes de dar continuidade ao projeto ouça os interessados através
de suas organizações como o Conselho Federal da Ordem dos Advogados
do Brasil, o Instituto dos Advogados Brasileiros, e às confederações,
federações e sindicatos filiados.
Para este fim segue a transcrição dos textos avaliados que destacam
os dispositivos que a mim pareceram ofender o princípio da autonomia,
tal como inscrita no artigo 8°, topo e inciso I da Constituição.
(*) José Carlos Arouca é advogado,
assessor sindical e membro do corpo técnico do DIAP
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Agência Diap, 16 de
outubro de 2007
FUNDO DE GARANTIA
FGTS: trabalhador poderá ter
participação acionária na empresa usando recursos
do fundo; tarifas bancárias em debate
A Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) do Senado poderá aprovar o substitutivo
do senador Mão Santa (PMDB/PI) ao PLS 273/03, que altera a Lei
8.036/90, que permite ao empregado participar do capital da empresa em
que trabalha, utilizando-se do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de
Servioço (FGTS).
A proposta, que ainda passará pela
Comissão de Assuntos Sociais (CAS), tam um voto em separado apresentado
pelo senador Edson Lobão (PMDB/MA), que pede o arquivamento da
matéria.
Na pauta da Comissão pode-se
destacar também a proposta que prevê renúncia à aposentadoria
concedida pelo Regime Geral de Previdência Social. O Projeto de
Lei da Câmara (PLC) 78/03, é de autoria do ex-deputado Inaldo
Leitão (PL/PB).
A matéria já foi
apreciada pela CAS, onde recebeu parecer favorável. Na CAE, o
relator é o senador João Vicente Claudino (PTB/PI), e seu
parecer também é favorável à proposta.
Audiência
A CAE se reúne também
nesta terça-feira, 16/10, para debater em audiência pública
as tarifas cobradas pelos bancos. A reunião foi solicitada pelos
senadores Aloizio Mercadante (PT/SP) e Flexa Ribeiro (PSDB/PA).
Para a reunião foi
convidado o presidente da Federação Brasileira dos Bancos
(Febraban), Fábio Colletti Barbosa. O colegiado se reunirá às
10h, na sala 19 da ala Alexandre Costa do Senado Federal.
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Diário Vermelho, 16
de outubro de 2007
Governistas e oposicionistas comentam
declaração de Lula pró-Aécio
A declaração do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de apoio a uma eventual
candidatura à Presidência da República do governador
de Minas Gerais, Aécio Neves, desde que pelo PMDB, provocou rejeição
tanto entre governistas como entre oposicionistas. Na mesma entrevista,
Lula ainda rejeitou à reeleição e o apoiou o mandato
superior a quatro anos.
O líder do Democratas no Senado,
José Agripino (RN), foi cauteloso: “Não quero concordar
com o Lula e não vou fazer comentário sobre o que o presidente
falou. Tenho hoje uma posição clara: sou contra a reeleição
e o tamanho do mandato é coisa para ser debatida”.
O senador Renato Casagrande (ES), líder do PSB no Senado não
viu “novidade” no que disse Lula à "Folha de S. Paulo". “Ele
já faz essa declaração há muito tempo. Ele sempre
se manifestou contra a reeleição. Concordo com o mandato de cinco
anos, mas acho difícil (aprovar no Congresso). Tem coisa mais importante
na reforma política, como o financiamento público de campanha.
Agora, esse namoro do Lula com o Aécio não é novo. É um
caso explícito. Acho que as declarações são para
criar uma nuvem de desconfiança na oposição”, disse
Casagrande.
O presidente do PMDB, Michel Temer (SP) e os líderes do partido na Câmara,
Henrique Eduardo Alves (RN) e no Senado, Valdir Raupp (RO), já convidaram
Aécio Neves para ingressar no PMDB, afirmou Raupp, que não vê nenhum
problema em ter o governador de Minas como candidato do partido. Raupp se mostrou
contrário, no entanto, a ampliação do mandato presidencial
em troca pelo fim da reeleição. “Se for para acabar com
a reeleição, é uma questão muito delicada, precisaria
de discussão mais aprofundada, pois contraria a decisão do eleitor
que deu um mandato de quatro anos. Não é muito fácil fazer
(essa mudança)”, afirmou o líder do PMDB n Senado.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), mostrou-se incomodado com o assunto. “Gostaria
de lembar que 2010 está longe. Não vejo sentido, como presidente
do PT, fazer comentários sobre isso se ainda nem entramos na disputa
eleitoral de 2008. Quanto a reeleição, o PT sempre foi contra.
Além de tudo, não é prioritária, principalmente
porque a reforma política tem itens mais importantes e urgentes, como
financiamento público de campanha e votação em lista”,
avaliou Berzoini.
O líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP), por
sua vez, defendeu a reeleição como “algo inovador que o
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso promoveu para que o povo pudesse reconduzir
os bons administradores”. Ressaltou, ainda, que não são
mudanças de curto prazo. “Acho que deve deixar para mais para
frente. Não se muda um artigo da Constituição como quem
muda uma camisa”. Para Pannunzzio, o comentário reflete “a
vontade de Lula em ampliar casuísmos – não sei se ele acha
que pode fazer facilmente seu sucessor. Acho que ele se encanta com a possibilidade
de ele mesmo ser seu próprio sucessor”.
A referência a Aécio Neves, segundo Pannunzzio, “tem o objetivo
de desestabilizar coesão do PSDB, uma tentativa de dividir, de criar
um clima de desconfiança. . PT não tem candidato natural forte. É uma
cantilena para ver se gera um efeito obre o Aécio e o PSDB. O Aécio
já disse reiteradas vezes que o que tiver que acontecer com ele acontecerá no
PSDB”.
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Diário Vermelho, 16
de outubro de 2007
Líder comunitário é ameaçado
de morte por madeireiros no PA
A Pastoral Social da Diocese
de Santarém (PA) lançou uma nota na última
semana alertando as autoridades públicas sobre os conflitos
na região do Pacoval (Rio Curuá Una e Curuatinga).
De acordo com a nota, empresas madeireiras exploram sistematicamente
os recursos naturais de assentamentos da região, deixando
diversas comunidades sem acesso a estes recursos. A Pastoral afirma
que a resistência comunitária à invasão
das terras está sendo respondida com ameaças e violência
pelos madeireiros.
Na última quarta-feira
(10), o líder comunitário de Curuá 2, Valdecir
Gomes, denunciou à Radioagência NP que os madeireiros
estão armando um esquema para matá-lo.
“ Por causa de muitas denúncias que a gente fez eles garantem que
brevemente vão me fazer [matar]. Inclusive eles me chamam de linguarudo,
que eu estou avançando onde não deveria. E eles citam o seguinte:
somando cada metro de madeira de ipê que é preso lá, vai
ser o valor da minha vida. Minha preocupação maior é com
a minha família, com o pessoal do assentamento e as outras lideranças,
até porque a gente não vai parar de lutar pelo que é nosso”.
Valdecir disse que, recentemente, houve uma morte muito estranha de um rapaz
que trabalhava para uma empresa madeireira.
“ Não entregaram o corpo para a família, falaram que o rapaz
tinha morrido de derrame e, quando o caixão chegou, eles mesmos fizeram
o enterro e não deixaram a família denunciar. Este rapaz parece
que falou alguma coisa com relação ao esquema lá dentro”.
A Pastoral manifestou apoio às lideranças e pediu punição
para a comercialização ilegal de madeiras.
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Folha
de São Paulo, 16 de outubro de 2007
Emprego formal alcança 1,6 milhão
de vagas no ano
Ministro do Trabalho prevê que o recorde
de 2004 será superado até dezembro
| Serviços é o setor com maior saldo de vagas abertas no ano, 497,7
mil até setembro; no mês passado, indústria contratou 112,1
mil no país
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O mercado de trabalho formal
registrou em setembro recorde na geração de empregos.
No mês passado, foram criados 251.168 postos de trabalho -o que
representa o melhor resultado para setembro na série histórica
do Ministério do Trabalho. O bom desempenho contribuiu para
elevar para 1,606 milhão o total de empregos com registro em
carteira gerados neste ano.
Embora o número acumulado
de janeiro a setembro ainda fique atrás do saldo verificado
no mesmo período de 2004 (1,666 milhão de vagas), o ministro
Carlos Lupi (Trabalho) aposta que 2007 será o melhor ano do
emprego formal. Isso quer dizer que o saldo de contratações
até dezembro superará 1,523 milhão de vagas -resultado
de 2004, que até agora é o ano campeão na criação
de vagas com registro em carteira.
"O meu "chutódromo" é que
atinja mais de 1,55 milhão de vagas, podendo chegar a 1,6 milhão.
Mas só no próximo mês terei como afirmar com segurança.
Mas é muito difícil deixar de bater o recorde." Os
dados fazem parte do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados),
que é divulgado mensalmente pelo Ministério do Trabalho.
Para Lupi, nos próximos
meses o emprego formal continuará crescendo em ritmo acelerado
porque vários indicadores apontam para isso. "O PAC [Programa
de Aceleração do Crescimento] está deslanchando
em setores como a construção civil. Na área de
saneamento, as empresas estão se preparando para o Natal, e
o governo está colocando mais dinheiro na mão dos trabalhadores
com o abono do PIS", justifica.
O ministro chega a afirmar que em dezembro, tradicional mês de resultado
negativo para o emprego formal, a queda não será tão intensa
quanto nos últimos anos.
Serviços
O setor de serviços
foi o que mais gerou empregos em 2007, segundo os dados do Caged. Foram
criados 497,7 mil postos de janeiro a setembro. O resultado perde apenas
para igual período de 2005.
A indústria de transformação
vem em segundo lugar no acumulado anual, com 480 mil vagas até setembro.
Em seguida, aparecem comércio (211,5 mil postos) e agropecuária
(197,2 mil empregos). Foi a indústria que puxou a geração
de vagas no mês passado, com a contratação líquida
de 112,1 mil trabalhadores.
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Diário Vermelho, 16 de outubro de 2007
Sindicalistas anunciam a Central
dos Trabalhadores do Brasil
Por André Cintra
O Movimento por uma Central Classista e Democrática já sabe como
sua entidade se chamará. O nome - Central dos Trabalhadores do Brasil
(CTB) - foi anunciado nesta segunda-feira (15), em ato público realizado
na sede do Sindicato dos Marceneiros de São Paulo.
" Apareceram várias propostas", diz Wagner Gomes, presidente
eleito do Sindicato dos Metroviários e um dos líderes do grupo
pró-central. "Mas CTB é uma marca forte e caiu nas graças
da coordenação do movimento." Na América Latina, já existem
as centrais dos trabalhadores da Argentina (CTA), de Cuba (CTC) e do Equador
(CTE) - o que influenciou no batismo da "irmã" brasileira.
Wagner explica, porém, que o nome não é definitivo. "Ele
precisa ser referendado no congresso de fundação da central." Esse
histórico encontro, marcado para 12, 13 e 14 de dezembro, ocorrerá em
Belo Horizonte (MG). "Até aqui, a missão foi muito bem cumprida.
Muitos sindicalistas participaram do ato de lançamento, e a imprensa
acompanhou. Esperamos que esse sucesso se repita no congresso", completa
Wagner.
O manifesto pela criação da CTB já conta com o apoio de
670 presidentes de sindicatos, com destaque para líderes de federações
de trabalhadores. Até o momento, o número surpreendeu. Tanto
que, pelas contas do movimento, é provável que a central nasça,
em dezembro, com um total de mil adesões.
Mas, antes mesmo de a CTB ser criada, suas lideranças e bases se engajarão
na Marcha da Classe Trabalhadora, no dia 5 de dezembro, em Brasília
(DF). A manifestação - a quarta do gênero - foi convocada,
em conjunto, pelas centrais sindicais. A principal bandeira de luta, neste
ano, será a redução da jornada de trabalho para 40 horas
semanais, sem redução de salário.
Pela unidade
O lançamento da central mostrou a força e o pluralismo do movimento.
O anfitrião Antônio Lopes, presidente do Sindicato dos Marceneiros,
abriu os discursos e disse estar certo de que "a nova central trará uma
esperança e mudança de rumo para o sindicalismo".
A mesa do ato foi composta por representantes de federações de
trabalhadores e das tendências Corrente Sindical Classista (CSC) e SSB
(Sindicalismo Socialista Brasileiro, ligado ao PSB). Lideranças de tendências
petistas aderiram. Também marcaram presença o deputado federal
Aldo Rebelo (PCdoB-SP), o secretário-geral da Contag, David Wylkerson
Souza, além do professor universitário e líder sem-terra
Marcelo Buzetto.
" Esse ato não é contra ninguém. Queremos a unidade
de movimento sindical e criaremos a central em nome dos trabalhadores e das trabalhadoras
do Brasil", garantiu Joilson Cardoso, secretário sindical do PSB.
" Nosso desafio é convocar uma nova Confederação das
Classes Trabalhadoras para firmar uma pauta conjunta de lutas com todas as centrais",
disse João Batista Lemos, coordenador nacional da CSC. "Se fizemos
isso durante a ditadura militar, por que não podemos fazer agora, que
temos um operário na Presidência?"
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JORNAL A TARDE/ MINAS GERAIS,
16 de outubro de 2007
CTB quer reunir 1 mi de trabalhadores
Agencia Estado
Cerca de 600 federações, confederações e sindicatos
do País registraram hoje sua filiação à Central
dos Trabalhadores do Brasil (CTB), que reúne a Corrente Sindical Classista
(CSC), ligada ao PC do B, e o Sindicalismo Socialista Brasileiro (SSB), próxima
do PSB. A entidade, que é liderada pelo ex-vice-presidente da Central Única
dos Trabalhadores (CUT) Wagner Gomes, informa ter expectativa de reunir e representar
um milhão de trabalhadores.
"Viemos para ser uma alternativa
para o movimento sindical brasileiro. A principal meta da CTB é criar
um comando unificado de lutas, com a convocação de uma
conferência nacional de trabalhadores, que, a partir da participação
de todas as centrais sindicais do Brasil, defina uma plataforma unificada
de reivindicações", disse Gomes, ressaltando que a
criação da entidade não tem como objetivo dividir
o movimento sindical.
A CTB será lançada
oficialmente nos dias 12, 13 e 14 de dezembro, em Belo Horizonte, mas
já deve participar, no dia 5 de dezembro, do Ato pela Redução
da Jornada de Trabalho, em Brasília, ao lado de centenas de outras
entidades ligadas a trabalhadores.
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SÓ NOTÍCIAS,
16 de outubro de 2007 | Economia
Mato Grosso: Sindicato teme demissões
por falta de cimento
Além de causar alta de até 60%
nos preços, a falta de cimento no mercado mato-grossense pode
resultar em outro problema para o setor de construção
civil – o desemprego. Este ano, o segmento vem mantendo saldo
positivo nas contratações. Em Sinop, de acordo com o
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram 709 admissões
contra 353 demissões até agosto. O numero é superior
ao do ano passado, quando foram 387 contratações e 494
desligamentos.
O presidente do Sindicato dos
Trabalhadores na Indústria, Construção Civil e Mobiliário
(Siticom), Vilmar Galvão, destacou que algumas obras podem ser
paralisadas, devido ao desabastecimento do produto e o aumento e preço,
ou diminuírem o ritmo de trabalhos, resultando em demissões.
Outra preocupação é o cenário também
acompanha um momento de estagnação no setor, que acontece
todos os anos. “Estamos iniciando o período de chuvas quando,
normalmente, há diminuição nas contratações”,
acrescentou.
Só Notícias apurou
em algumas revendedoras do município que a saca do cimento custa
R$ 22. Há dois meses era encontrada por até R$ 13. A indústria
alega que houve aumento da demanda e não consegue atender todos
os pedidos, resultando na falta de produto no mercado. “Outra preocupação é que
esta questão pode ser resultado de um monopólio formado
para garantir a alta do produto, e as famílias de baixa renda
acabam ficando inviabilizadas de construir”, concluiu Galvão.
De janeiro a julho deste
ano, a produção de cimento foi de 420,2 mil toneladas
em Mato Grosso. No mesmo período, o consumo foi de 453,1 mil
toneladas.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 16
de outubro de 2007 | Brasil
Pesquisa
Caso Renan faz 23% dos brasileiros
defenderem o fim do Senado
Levantamento revela uma preferência
pela unificação das Casas do Congresso
por KAMILA MENDES MARTINS, Viviane
Favretto e André Gonçalves
Curitiba e Brasília – Os
escândalos envolvendo o presidente licenciado do Senado,
Renan Calheiros (PMDB-AL), colocaram a população
contra a Casa. A pesquisa CNT/Sensus, divulgada ontem, em Brasília,
mostrou que 23,3% dos entrevistados defendem a extinção
do Senado. Foram ouvidas 2 mil pessoas em 136 municípios,
entre os dias 8 e 12 de outubro.
A mesma pesquisa mostrou a preferência
de 45,3% dos brasileiros pela unificação das duas Casas
do Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados e o Senado. “Não é que
as pessoas sejam contra o Legislativo, o que podemos concluir é que
o povo é a favor de apenas um Casa Legislativa”, disse o
presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT),
Clésio Andrade.
As funções
O Senado é composto por três representantes de cada estado e do
Distrito Federal, que têm mandato de oito anos. Cabe à Casa a
aprovação das dívidas dos estados e a homologação
da diretoria do Banco Central. O Senado também é responsável
pela decisão final sobre acordos internacionais.
Os deputados têm mandatos
de quatro anos e são eleitos dentro de um regime proporcional,
representando o número de eleitores. Ou seja, os estados têm
números diferentes de deputados. As competências privativas
da Câmara dos Deputados incluem: a autorização para
instauração de processo contra o presidente e o vice-presidente
da República e os ministros de Estado; a tomada de contas do presidente
da República, quando não apresentadas no prazo constitucional;
a elaboração do Regimento Interno; a disposição
sobre organização, funcionamento, polícia, criação,
transformação ou extinção dos cargos, empregos
e funções de seus serviços e a iniciativa de lei
para a fixação da respectiva remuneração,
observados os parâmetros estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias,
e a eleição dos membros do Conselho da República.
O Congresso Nacional (Câmara
e Senado) é responsável pela elaboração e
aprovação de leis complementares, ordinárias e emendas à Constituição.
Deputados e senadores têm em conjunto responsabilidade sobre a
tributação e o orçamento da União. Também
são fiscalizadores das ações e contas do Poder Executivo,
assim como definem os valores de salários do presidente e vice-presidente
da República e dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Para 25,8% das pessoas ouvidas, o sistema deve continuar como está,
enquanto 19,2% querem a extinção da Câmara dos Deputados
e 12,6% defendem o fim das duas Casas.
Quem levantou a bandeira do fim
do Senado foi o presidente do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (SP),
na abertura do congresso nacional do partido, em 31 de agosto. Ele defendeu
a adoção de um sistema unicameral (juntando o Senado à Câmara).
Reações
Para a cientista política
e professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade
Federal do Paraná (UFPR), Luciana Veiga, as pessoas dizem ser
a favor da extinção do Senado ou, ainda, a favor da unificação
das duas Casas parlamentares por dois motivos. O primeiro é não
saber para que serve o Senado e o segundo são as denúncias
contra Calheiros, que denegriram a imagem do Legislativo.
Segundo Luciana, tanto a unificação
quanto a extinção não seriam boas idéias. “É complicado
pensar na junção porque as duas têm funções
diferentes. De acordo com a Constituição Federal, o Senado
representa os estados, e a Câmara, os interesses da população.
Além disso, uma controla a outra, ou seja, quando precisamos que
as duas votem uma proposta, é a garantia de limitação
de uma contra a outra. É a idéia do balanço entre
as duas”, explicou.
Os três senadores paranaenses
já esperavam que fosse detectado o nível de descrédito
da Casa junto à população. Todos, entretanto, são
contra o fim do Senado. O resultado da pesquisa, segundo eles, é motivado
pelo escândalo envolvendo Renan Calheiros e não deve ser
levado em consideração para eventuais mudanças no
sistema legislativo bicameral adotado no país.
Para Alvaro Dias (PSDB), a situação
poderia estar ainda pior. “Só isso (23,3%) disse querer
a extinção do Senado? Em função de todo o
desgaste por que estamos passando, há como recuperar a credibilidade
em pouco tempo. É só trabalhar.”
Osmar Dias (PDT) afirma que a
reação de indignação precisa ser captada
e digerida pelos senadores. Mas o momento não é para decisões
precipitadas, que possam interferir na estrutura democrática do
país. “O ideal seria que a sociedade usasse esse sentimento
de revolta para escolher melhor seus representantes”, diz o pedetista.
Flávio Arns (PT)
ressalta que, mais importante do que discutir o fim do Senado, é necessário
acabar com a influência do Palácio do Planalto no trabalho
do Congresso Nacional. “Não podemos mais permitir que
o Poder Executivo continue legislando. A Câmara e o Senado precisam
recuperar o seu papel.”

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JORNAL GAZETA DO POVO, 16
de outubro de 2007 | Brasil
Pesquisa
Serra sai na frente pela Presidência
Somados, candidatos do PSDB não
alcançariam o porcentual de intenções de Lula
na eleição de 2006
por KAMILA MENDES MARTINS, Viviane
Favretto e agências
Curitiba – O governador de
São Paulo, José Serra (PSDB), aparece na frente
na corrida para a Presidência da República em 2010,
segundo a pesquisa CNT/Sensus, divulgada ontem. A Confederação
Nacional do Transporte (CNT) ofereceu aos entrevistados uma lista
com 22 nomes. Serra tem 12,8% das intenções de
voto. O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB),
aparece na 10.ª posição, com 1,5% dos votos.
Outros assuntos
TV Pública
Dos entrevistados pela Pesquisa
CNT/Sensus, 31% sabem que o governo federal está criando uma tevê pública.
Entre os que têm conhecimento, 74% concordam com a iniciativa,
e 18,4% são contra.
Imprensa
A imprensa é importante
para a formação da opinião do brasileiro, segundo
81,5% dos entrevistados. A tevê é o meio que 76,1% utilizam
para se informar; 8,1% se informam pelo rádio; 7,1% pela internet;
6,4% pelos jornais, e 0,7% por revistas.
Reforma da Previdência
78,7% dos entrevistados pela
Pesquisa CNT/ Sensus são contra o aumento da idade mínima
de aposentadoria, como forma de solucionar o déficit da Previdência
Social; 14,3% são favoráveis à mudança. 73,7%
são contra a equiparação do tempo de serviço
de homens e mulheres; 20,8% são a favor.
Reforma Trabalhista
A maioria dos entrevistados (52,3%) é contra
alterações na legislação trabalhista para
facilitar a contratação de empregados com carteira assinada;
30,4% são a favor. Para 10,7%, dependeria da proposta de mudança.
Horário de verão
O horário de verão,
iniciado no último sábado, é aprovado por 59,4%
dos brasileiros; 36,8% são contra. Os porcentuais, em novembro/dezembro
de 2001 eram de 52,8% e 37,1%, respectivamente.
Biocombustíveis
A destinação de áreas
agrícolas para a produção de biocombustíveis
não vai, para 49,4% dos brasileiros, afetar a produção
de alimentos; já para 35,8% afetará. De acordo com 51,4%
dos brasileiros, o Brasil se tornará líder mundial na produção
de biocombustíveis; já 28,8% não acreditam nessa
liderança.
Relações exteriores
57,2% dos brasileiros entendem
como importantes e produtivas as viagens do presidente Lula ao exterior.
Em junho de 2004, esse índice era de 43,2%. Para 27,6%, as viagens
do presidente não são importantes, nem produtivas; em junho
de 2004, o índice era de 37,3%.
Presidentes e países
De uma lista de presidentes do
continente, apresentada ao entrevistado, o mais conhecido é George
Bush (EUA), 61%; seguido por Fidel Castro (Cuba), 46,9%; Hugo Chávez
(Venezuela), 35,9%; Evo Morales (Bolívia), 27,1%, e Néstor
Kirchner (Argentina), 21,2%.
A CNT elaborou duas outras listas. Na primeira, no confronto entre Ciro Gomes
(PSB) e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), Ciro tem melhor
desempenho. Na segunda, Serra vence Ciro Gomes. A ministra da Casa Civil, Dilma
Rousseff, aparece na terceira posição nas duas situações.
A cientista política e
professora do departamento de Ciências Sociais da Universidade
Federal do Paraná (UFPR), Luciana Veiga, afirma que os números
da lista em que são apresentados 22 nomes de candidatos à Presidência
da República estão muito fragmentados e dentro da margem
de erro. Isso mostra, segundo ela, mais um conhecimento de nome do candidato
do que de intenção de voto. Mas a cientista política
chama a atenção para o fato de que, somados, os candidatos
do PSDB conseguem 38%. Em 2006, o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva teve 58,93% de intenção de votos no segundo turno. “Esses
porcentuais mostram que a intenção não mudou muito
em relação à eleição de 2006”,
diz ela.
Já as duas outras listas,
em que aparecem apenas três nomes, revelam que Serra é mais
conhecido pelo eleitorado do que Aécio, segundo Luciana. Para
ela, isso se dá pelo fato de Serra ter concorrido à Presidência
em 2002, de ter uma forte militância dentro do partido e por ser
o símbolo do anti-governo Lula. “O Serra canaliza melhor
toda a oposição contra o governo Lula, e o Aécio
nunca adotou uma postura francamente contra o PT”, explica.
A pesquisa também analisou
se o eleitor votaria em um candidato apoiado ou apontado pelo presidente
Lula. Dos entrevistados, 10,8% disseram que votariam apenas no candidato
apoiado por Lula; 25,4% declararam que poderiam votar; 27,3% disseram
que não votariam no candidato indicado por Lula e 32,4% disseram
que somente conhecendo o candidato para decidir se votariam ou não. “Isso
mostra que, se a eleição fosse hoje, o Lula ainda seria
um bom patrono”, afirma Luciana.
Sobre a reeleição,
57,4% dos brasileiros são favoráveis à reeleição
do presidente da República, dos governadores de estado e dos prefeitos;
38,2% são contra a reeleição. Em abril de 2006,
esses índices eram, respectivamente, 65,4% (a favor) e 28,2% (contra).
A pesquisa CNT/Sensus quis saber,
ainda, por quantos mandatos o presidente deveria ocupar a Presidência.
Para 45,7%, por um mandato apenas; para 36,8%, por dois mandatos; para
12,3%, por três mandatos.
Para 43,6%, o mandato do presidente
deveria ser de 4 anos com reeleição. Para 34,1% deveria
ser de 4 anos sem reeleição. Para 9,2% deveria ser de 5
anos com reeleição. Para 9,1%, deveria ser de 5 anos sem
reeleição. Os índices de março de 2004 eram
47,2%, 28,5%, 7,5% e 5,5%, respectivamente.
Para Clésio Andrade, presidente
da CNT, “a instituição da reeleição
deve ser mantida nos moldes atuais, sem mudanças de regras que
poderiam suscitar problemas de legitimidade”.
A maioria dos brasileiros (58,9%)
entende que o voto deveria ser facultativo; já 38,4% acham que
deve ser obrigatório. Em maio de 2005, 40,9% achavam que o voto
no Brasil deveria ser obrigatório, e 56,4% que não.
No caso de voto facultativo,
58,1% afirmam que votariam nas eleições para presidente,
governador e prefeito. 27,9% disseram que não votariam, e 11,1%
que dependeria das eleições e dos candidatos.
Avaliação
A avaliação positiva
do governo Lula registrou 46,5%, e a avaliação negativa,
16,5%. Em junho de 2007, a avaliação positiva do governo
Lula registrava 47,5%, e a negativa, 14%.
A aprovação
do desempenho pessoal de Lula registra 61,2%, e a desaprovação,
32,5%. Em junho de 2007, a aprovação do desempenho pessoal
de Lula estava em 64%, e a desaprovação em 29,8%.

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Folha de São Paulo,
16 de outubro de 2007
PSDB lidera pesquisa, mas Lula é "eleitor" forte
para 2010
Segundo Sensus, 10,8% dos eleitores só votariam
no nome indicado por petista | Serra, com 12,8%, Alckmin e Aécio
encabeçam lista de 19 presidenciáveis; 25,4% admitem
que podem votar no candidato de Lula
LETÍCIA SANDER
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Pesquisa do Instituto Sensus
encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte)
e divulgada ontem mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva seria um forte cabo eleitoral se a eleição presidencial
ocorresse hoje. Porém, tirando Ciro Gomes (PSB), os potenciais
candidatos de partidos governistas citados ficaram bem atrás dos
três principais presidenciáveis tucanos.
Questionados se votariam no candidato
apoiado ou indicado por Lula, 10,8% dos eleitores ouvidos responderam
que este seria "o único" em quem votariam. Segundo o
Sensus, o índice é alto -geralmente oscila entre 4% e 5%.
Já 25,4% admitiram que "poderiam votar" no candidato
de Lula, contra 27,3% que "não votariam".
Faltando três anos para
a disputa, o Sensus apresentou aos entrevistados uma lista com 22 nomes,
em ordem alfabética: 12,8% disseram que votariam em José Serra
(PSDB), 11,6%, em Geraldo Alckmin (PSDB), 9,8%, em Aécio Neves
(PSDB) e 9,4%, em Ciro Gomes (PSB), primeiro potencial candidato de partido
que integra a base governista a figurar na lista.
A ministra da Casa Civil, Dilma
Rousseff, freqüentemente citada quando o assunto é a sucessão
de Lula, ganhou apenas 0,7% das menções. Marta Suplicy
(PT) aparece em sétimo lugar, com 2,2%, seguida de Sérgio
Cabral (PMDB), com 2%. No total, há 13 integrantes de siglas governistas
na lista.
Apesar do forte capital político
registrado, o levantamento mostra uma oscilação no desempenho
pessoal do presidente: 61,2% aprovam sua gestão e 32,5% a desaprovam
-na pesquisa anterior do instituto, em junho, os números eram
64% e 29,8%, respectivamente.
O Sensus considera que o desempenho
de Lula apresenta "ligeira tendência de queda". Porém,
como os números estão dentro da margem de erro, de três
pontos percentuais, estatisticamente o quadro é de estabilidade,
afirma o instituto.
Os entrevistados também
preferem a unificação da Câmara e do Senado em
uma só Casa -45,3% defenderam a idéia, 32,7% são
contra. Questionadas se são a favor ou contra a extinção
de uma das duas Casas, 19,2% escolheram extinguir a Câmara e
23,3%, o Senado; 12,6% falaram em extinguir as duas e 25,8% disseram
ser contra extinguir uma delas.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 16
de outubro de 2007 | Mundo
Ásia
China reconhece necessidade de mudar
o modelo de crescimento
No primeiro dia do congresso do Partido
Comunista, Hu Jintao fala em paz com Taiwan
por DA REDAÇÃO COM
AGÊNCIAS.
Pequim – Num discurso de 2h25min transmitido ao vivo pela tevê,
o presidente da China, Hu Jintao, abriu ontem o 17.º Congresso Nacional
do Partido Comunista da China (PCC) reafirmando a necessidade de o partido
continuar no comando das reformas que vêm modernizando o país,
mas anunciando uma mudança no padrão de crescimento para os próximos
anos capaz de tirar da China a pecha de país poluidor, paraíso
da pirataria e gerador de desníveis cada vez maiores entre ricos e pobres.
Segundo Hu, que prevê o
fim do processo de industrialização da China em 2020, quando
os chineses terão sua renda per capita quadruplicada (hoje é US$
2.042), o atual modelo de crescimento chinês — fortemente
dependente de investimentos e exportações, focado na indústria,
poluidor, baseado em larga e desqualificada mão-de-obra e no consumo
descontrolado de matérias-primas — será substituído
por um modelo mais racional. “Faremos a transição
de uma economia dependente de investimentos e exportações
para uma combinação onde o consumo doméstico será igualmente
importante. O perfil da economia, hoje em processo de industrialização,
vai incluir também o desenvolvimento do setor de serviços.
E em vez da ênfase no uso intensivo de recursos naturais e mão-de-obra,
vamos priorizar o desenvolvimento tecnológico e científico,
a qualificação do trabalho e a gerência focada na
inovação”, afirmou.
Primeiro dia
País propõe acordo de paz com Taiwan
Pequim – Em meio a tensões
crescentes entre os líderes de China e Taiwan, o presidente chinês,
Hu Jintao, fez ontem um surpreendente convite ao diálogo com os
líderes da ilha em busca da assinatura de um acordo de paz capaz
de pôr fim ao “estado de hostilidade” que vigora entre
os dois lados do estreito de Taiwan desde 1949 — quando os nacionalistas
chineses fugiram após a guerra civil.
Em seu discurso de abertura do
Congresso do PCC, Hu alertou Taiwan sobre suas intenções
de declarar-se formalmente independente da China. Mas, ao contrário
do discurso de líderes anteriores — mais repleto de ameaças
que de gestos de conciliação — Hu não fez
ameaças declaradas à ilha.
O porta-voz do governo de Taiwan,
Hsieh Jyh-wey, rechaçou a oferta de Hu, que, em seu discurso,
acusou “forças independentistas” da ilha de erguerem “sérios
obstáculos às relações entre China e Taiwan”.
Hu Jintao colocou no centro de seu mais importante pronunciamento desde que
passou a ocupar o posto de secretário-geral do PCC, em 2002, temas novos
considerados secundários por muitos dentro do partido, como o estímulo à inovação, à conservação
ambiental, ao consumo racional de energia e à redução
nos desníveis entre campo e cidade, ricos e pobres. Ou seja, a China
entra num novo ciclo de reformas com o objetivo de alcançar o crescimento
sustentável.
Para isso, Hu não se furtou
em citar várias vezes teses do reformador Deng Xiaoping, o líder
que abriu o país às idéias capitalistas, como a “emancipação
da mente” (abrir-se às mudanças) ou a “prosperidade
para todos”. Mao Tsé-tung foi citado poucas vezes e, ainda
assim, sua acirrada defesa da tese de luta de classes como motor revolucionário
foi duramente criticada. “Parar ou mudar o curso das reformas só vai
nos levar a um beco sem saída”, disse Hu.
Análise
Não se deve esperar mudanças
radicais após o Congresso. A maior parte das decisões estão
sendo apenas anunciadas – elas foram decididas há algum
tempo, exclusivamente entre os altos funcionários. De qualquer
forma, o Congresso serve para mostrar quais as diretrizes que o Estado
chinês pretende seguir no curto prazo. Outra boa indicação
que deve surgir até o fim do evento é sobre a sucessão
de Hu. O atual presidente deve ficar no poder apenas até 2012,
até o próximo Congresso, e os candidatos a sucedê-lo
ganharão poder no Congresso atual.
Para Leonardo Arquimimo de Carvalho,
pesquisador da Escola de Direito de São Paulo da Fundação
Getulio Vargas, a China possui hoje quatro grandes desafios: a corrupção,
o desenvolvimento sustentável, a política externa e os
destinos da revolução (a revisão ou não dos
princípios da revolução).
“Os grandes espinhos da
China estão na política externa: Tibet, Taiwan, a capacidade
da China de inteferir nas políticas de alguns Estados associados
a ela, o controle sobre os países da Indochina, a questão
fronteiriça do Afeganistão e Paquistão, tudo isso é um
conjunto de dificuldades que o país terá de enfrentar.
Esse congresso vai mostrar as linhas mestras que serão adotadas
e efetivamente vai mostrar quais os limites da política externa
da China nos próximos anos”, diz Arquimimo.


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ÚLTIMA
INSTÂNCIA, 16 de outubro de 2007
STF proíbe sindicato de desistir
de ação depois de julgamento iniciado
O STF (Supremo Tribunal Federal) impediu o Sinjep (Sindicato dos Trabalhadores
do Poder Judiciário do Estado do Pará) de desistir de processo
em que pede a regulamentação do direito de greve dos servidores
públicos.
Por unanimidade, os ministros entenderam que,
como o julgamento já começou, não seria possível
interrompê-lo agora.
O processo é um mandado de injunção
em que o Sinjep alega a omissão do Congresso Nacional em regulamentar
o direito de greve no serviço público. O mandado foi
impetrado em setembro de 2004 e começou a ser julgado em junho
de 2006. A análise do processo continuou em abril de 2007 e
foi interrompida por um pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa,
após oito ministros terem votado.
Para os ministros Celso de Mello e Cezar Peluso,
o pedido de desistência, no momento em que foi feito, é uma
forma de frustrar a decisão do Supremo. Dos oito votos, a maioria
(sete) foi pela aplicação da norma que regulamenta as
paralisações dos trabalhadores da iniciativa privada
(Lei 7.783/89) nas greves do serviço público. Somente
o ministro Ricardo Lewandowski afastou a aplicação da
norma, por entender que esta serve somente ao setor privado.
Ao falar sobre o pedido de desistência,
Celso de Mello alertou para a importância da questão e
disse que esse tipo de demanda é uma forma de “manipular
os julgamentos do Supremo”, especialmente quando há maioria
formada no julgamento. Peluso acrescentou que, uma vez iniciado o julgamento,
o pedido de desistência é juridicamente impossível. “Iniciado
o julgamento, ele é ato continuo.”
O pedido do Sinjep foi levado ao Plenário
como uma questão de ordem pelo ministro Eros Grau, relator do
processo. Ele foi o primeiro a não admitir a solicitação
de desistência.
Os sete ministros que concordam com a aplicação
da Lei de Greve para as paralisações dos servidores públicos
são o relator (Eros Grau), Gilmar Mendes, Celso de Mello, Sepúlveda
Pertence, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia e Cezar Peluso.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
16/10/2007
Garçom de bufê obtém
reconhecimento de vínculo de emprego
Um garçom contratado pela
AM & MM Recepções e Eventos Ltda. conseguiu obter na
Justiça o reconhecimento de vínculo de emprego porque a
empresa não compareceu à audiência inaugural, sendo-lhe
aplicada a pena de confissão. A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho confirmou a decisão que reconheceu o vínculo,
mas afastou a multa pelo atraso no pagamento das verbas rescisórias
(artigo 477 da CLT).
O garçom disse na petição
inicial que foi admitido na empresa de bufê em janeiro de 2000
e demitido sem justa causa em julho do mesmo ano, sem receber as verbas
rescisórias. Contou que trabalhava em média quatro vezes
por semana e recebia R$ 30,00 por festa. Na ação trabalhista,
pleiteou aviso-prévio, férias, FGTS, horas extras e seguro
desemprego, dentre outras verbas.
A empresa, em contestação,
negou a relação de emprego. Disse, inclusive, que não
sabia sequer quem era o empregado e que os outros trabalhadores da empresa
nunca tinham ouvido falar nele. Alegou que as atividades da empresa consistiam
em organização de eventos e, sempre que necessário,
contratava autônomos, como garçons, eletricistas e faxineiros – e
que este tipo de relação não gera vínculo
empregatício entre as partes.
O representante do bufê não
compareceu à audiência inaugural e o juiz aplicou-lhe a
pena de confissão, considerando verdadeiros os fatos alegados
pelo autor da ação. Após a audiência, apresentou
boletim de ocorrência policial sobre acidente de carro a fim de
justificar a ausência, mas não convenceu o juiz. A empresa
foi condenada a pagar todas as verbas pleiteadas, inclusive multa por
atraso no pagamento das verbas rescisórias .
Insatisfeita com a condenação,
a empresa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região
(PE) alegando nulidade por cerceamento de defesa. Insistiu na tese da
impossibilidade de comparecimento na audiência devido ao acidente
de carro. O acórdão, no entanto, foi contrário à pretensão
empresarial. Os juízes entenderam que o acidente não foi
grave o bastante para impossibilitar que os representantes da empresa
comparecessem à audiência. A condenação foi
mantida.
A empresa recorreu ao TST
insistindo no cerceamento de defesa e apontou ofensa ao artigo 844
da CLT, cujo parágrafo único prevê a suspensão
do julgamento caso ocorra “motivo relevante” para o não
comparecimento das partes na audiência. O relator do processo,
ministro Aloysio Corrêa da Veiga, manteve a decisão do
TRT, uma vez que não foi caracterizado o acidente como motivo
relevante. A multa do artigo 477, no entanto, foi afastada, porque
a controvérsia a respeito da existência de vínculo
empregatício somente foi decidida em juízo. (RR11976-2002-900-06-00.9).
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16/10/2007
Empresa paga danos morais por suprimir plano
de saúde
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho manteve decisão em que a Multibrás
S/A Eletrodomésticos, de Santa Catarina, foi condenada a pagar
R$ 10 mil reais de indenização por danos morais por ter
suprimido plano de saúde que oferecia aos aposentados.
A empresa havia implantado, como
parte de sua política de recursos humanos, um conjunto de benefícios – como
assistência médica, subsídio na compra de medicamentos,
assistência odontológica e seguro de vida, entre outros.
Os benefícios eram assegurados por meio de um mecanismo interno
chamado “clube de veteranos”, que abrigava funcionários
com 20 anos ou mais de serviço, e nele eram mantidos, inclusive,
os aposentados.
O sistema funcionou durante oito
anos até que, em 2003, a empresa resolveu reduzir os benefícios
dos aposentados, alegando que sua manutenção afetava o
preço de suas ações. No que se refere à assistência
médica, estabeleceu um plano de saúde inferior aos dos
empregados da ativa e, alternativamente, ofereceu indenização
de R$ 5 mil aos que não concordassem em aderir. Foi nesse contexto
que uma das aposentadas entrou com ação, alegando que a
Multibrás, ao romper unilateralmente os benefícios, teria
lesado um direito adquirido.
A sentença da 1ª Vara
do Trabalho de Joinville (SC) foi favorável aos pedidos da aposentada,
determinando o restabelecimento dos benefícios, inclusive do plano
de saúde que vigorava anteriormente ou de um similar, além
do pagamento de indenização por danos morais pelo período
em que ela ficaria sem a cobertura da assistência médica.
A empresa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região
(SC), que deu provimento parcial ao recurso, determinando apenas o abatimento
do valor pago por ocasião da não adesão ao novo
plano de saúde com o valor arbitrado a título de indenização
por danos morais.
Inconformada, a Multibrás
apelou ao TST, sustentando a validade da transação que
a dispensou do pagamento do plano de saúde, com a anuência
dos aposentados que aceitaram a indenização. A relatora
da matéria, ministra Maria Cristina Peduzzi, opinou pela rejeição
do recurso (não conhecimento), pois, ao contrário das alegações,
não é aplicável ao caso o item II da Súmula
51 do TST, que estabelece: “Havendo a coexistência de dois
regulamentos da empresa, a opção do empregado por um deles
tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema
do outro.”
A ministra ressalta que, conforme
o acórdão regional, não foi concedida à aposentada
a possibilidade de opção entre dois regulamentos coexistentes,
já que não lhe foi conferida a alternativa de permanência
no plano de saúde anteriormente oferecido. E conclui que houve
imposição da empresa às novas regras, tidas como
prejudiciais pelas instâncias ordinárias. (RR 1485/2004-030-12-00.7)
(Ribamar Teixeira)

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