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Agência CUT, 19 de
outubro de 2007
Reconhecimento das centrais
Nota oficial da CUT: Decisão
da Câmara desrespeita acordo entre centrais e governo
Por: CUT
A Central Única dos Trabalhadores
sempre foi e continuará sendo contra o Imposto Sindical. Esta é uma
questão estatutária, de princípio e de concepção.
No entanto, queremos deixar claro que havia sido feito um acordo entre
o conjunto das centrais sindicais e o governo sobre a regulamentação,
que não foi respeitado na aprovação de ontem (quarta-feira).
Diante disso, queremos chamar a atenção para o debate de
algumas questões:
Primeiro - Para acabar com o Imposto Sindical é preciso que isso ocorra
tanto para os trabalhadores quanto para os empregadores. Não admitimos
que se acabe com o imposto apenas para os Sindicatos de Trabalhadores, pois
enquanto isso os patronais continuam tendo preservada sua fonte de recursos.
Seriam dois pesos e duas medidas.
Segundo - Somos favoráveis à liberdade e à autonomia sindical,
portanto, não aceitamos a qualquer ingerência do Estado. Sindicato
não é órgão de Estado, por isso não concordamos
que o TCU (Tribunal de Contas da União) tenha como papel investigar
e acompanhar as contas das entidades sindicais, ainda mais que, de novo, a
decisão implica na fiscalização apenas das entidades sindicais
dos trabalhadores, isentando a dos empregadores. Para nós, quem tem
de investigar e acompanhar a transparência, a prestação
de contas, são os próprios trabalhadores, que devem exigi-las
de seus Sindicatos.
Terceiro - Nós somos favoráveis a retomar o debate que foi feito
no Fórum Nacional do Trabalho, onde se implementou uma contribuição
sobre a negociação coletiva, que quem decide sobre ela são
os próprios trabalhadores em assembléia.
Retomar estes pontos é fundamental num momento como esse. Repetimos:
o que foi aprovado não reflete o que foi acordado e só retira
recursos das entidades dos trabalhadores e não dos empregadores.
Artur Henrique, presidente nacional da CUT.
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Diário Vermelho, 19
de outubro de 2007
Batista Lemos: Um golpe contra a
organização sindical
Com os
votos da direita (PSDB, DEM, PPS) e de alguns parlamentares que se
dizem de esquerda, a Câmara Federal aprovou na quarta-feira (18)
uma alteração no projeto que legaliza as centrais sindicais.
A mudança, proposta pelo deputado Augusto Carvalho (PPS-DF),
configura um golpe traiçoeiro contra a organização
sindical no Brasil.
Por João Batista Lemos
Trata-se de uma mudança na Contribuição Sindical (também
conhecida como imposto sindical, cujo valor equivale a um dia de trabalho a
cada ano), que deixaria de ser compulsória, não podendo mais
ser descontada sem a prévia autorização do trabalhador
ou trabalhadora.
A redação aprovada pelos deputados dispõe que “os
empregadores deverão descontar da folha de pagamento dos empregados
relativas ao mês de março de cada ano, desde que autorizados individualmente
por estes, a contribuição sindical devida aos respectivos sindicatos”.
Tal contrabando — acrescido ao projeto original que foi enviado pelo
governo Lula com o merecido apoio de todas as centrais sindicais — contempla
concepções liberais defendidas por certos setores do movimento
sindical.
Mas a maioria dos sindicalistas brasileiros repudia esse golpe por um motivo
muito simples e inequívoco: vai enfraquecer os sindicatos, na base,
e as centrais sindicais — e, por conseqüência, reduzir o poder
de fogo da classe trabalhadora na luta contra o capitalismo neoliberal e em
defesa dos direitos sociais. Não é por outra razão que
obteve o apoio da direita.
Dois pesos e duas medidas
A pregação moralista contra o caráter compulsório
da contribuição, sob o pretexto de que caracteriza um imposto, é hipócrita
ou, na melhor das hipóteses, ingênua. Ninguém ignora que
o povo brasileiro arca com uma carga tributária pesada e injusta (que
consome mais de um terço dos salários), pagando impostos de variadas
modalidades que, no entanto, não provocam maiores indignações
e escândalos em certos círculos (esquerdistas ou direitistas)
que demonizam o chamado imposto sindical.
Sabe-se que parte expressiva dos tributos impostos à população
destina-se à formação do superávit primário
ou, em outras palavras, ao pagamento dos juros da dívida pública,
configurando uma forma perversa de transferência de renda dos trabalhadores,
assim como de pequenos e médios empresários, para uma meia dúzia
de agiotas.
Por que essa onda toda contra a contribuição compulsória
cobrada para sustentar as organizações dos trabalhadores, que
constitui uma fração ínfima, inexpressiva, da carga tributária
nacional e é indispensável ao financiamento das lutas?
Isto só encontra explicação racional no objetivo de enfraquecer
os sindicatos, que faz parte da feroz ofensiva neoliberal contra as forças
do trabalho. Essa intenção mal disfarçada transparece
quando se verifica que o senhor Carvalho, autor da alteração,
faz uso de dois pesos e duas medidas: propõe o fim da obrigatoriamente
da contribuição para as organizações trabalhistas,
mas mantém o caráter compulsório da taxa que sustenta
as entidades patronais.
Conforme notou o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), que é do ramo, “isso
mantém a estrutura sindical patronal forte, com imposto, e fragiliza
a estrutura sindical dos trabalhadores, algo inaceitável”.
Atentado à autonomia
Outra mudança aprovada pela maioria dos deputados federais em adição
ao texto original — esta de autoria do deputado tucano Antonio Carlos
Pannuzio (PSDB-SP) — prevê que as contas das entidades sindicais
sejam submetidas ao monitoramento e julgamento do Tribunal de Contas da União
(TCU).
Essa alteração constitui um atentado ao princípio da autonomia
e liberdade sindical, consagrado na Constituição, e uma forma
de atrelar os sindicatos ao Estado. Mais uma vez, a norma só vale para
a classe trabalhadora. As entidades patronais foram poupadas do constrangimento,
numa prova de que estamos diante de uma provocação rasteira ao
movimento sindical.
O projeto que legaliza as centrais, encaminhado pelo governo Lula, foi produto
de um consenso das principais lideranças do sindicalismo nacional e
conta com o aval de todas as centrais, obtido depois de exaustivas negociações.
Por essa razão, dirigentes de todas as centrais (inclusive da CUT, que
divulgou nota repudiando as alterações propostas pelos deputados
do PPS e PSDB) se opõem à provocação e iniciaram
um processo de mobilização para restaurar o espírito original
(e unitário) da lei.
As controvérsias em torno da Contribuição Sindical são
legítimas e devem continuar sendo debatidas, mas os dirigentes têm
consciência de que esta não é uma forma aceitável
de solucionar o problema e não pretendem fazer o jogo da direita, apostando
na divisão.
O projeto aprovado pela maioria dos deputados ainda vai à apreciação
do Senado antes de ser encaminhado ao presidente Lula, que pode ou não
vetá-la. É preciso que o movimento sindical se mobilize desde
já para sensibilizar os senadores a corrigir o erro da Câmara.
Se não for assim, caberá ao presidente vetar os dispositivos
que alteram a legislação que foi por ele proposta com o apoio
do conjunto das centrais. A democracia, assim como a luta por um novo projeto
de desenvolvimento, com soberania e valorização do trabalho,
demanda o fortalecimento das entidades sindicais.
* João Batista Lemos é coordenador
nacional da CSC (Corrente Sindical Classista)
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Diário Vermelho, 19
de outubro de 2007
Lopes convoca sindicalistas para
reagirem ao fim do imposto
A aprovação da
emenda que torna facultativo o imposto sindical foi um dos assuntos do
dia, nesta quinta-feira (18) de movimento fraco na Câmara dos Deputado.
O deputado Chico Lopes (PCdoB-CE), em discurso no plenário da
Câmara, convocou o movimento sindical para se mobilizar e fazer
muitas manifestações para alterar a situação
durante a discussão da matéria no Senado.
''Muitas mobilizações devem ser feitas para sensibilizar o Senado
e o Governo Federal para a retomada do texto original da proposta que reconhece
as centrais sindicais'', disse, acrescentando que ''faço um chamamento
a todos os trabalhadores do país para uma mobilização
em defesa da autonomia e da organização sindical''.
''É necessário
uma reação contra a política neoliberal das classes
conservadoras que historicamente buscam por um fim à força
representativa dos trabalhadores'', destacou o parlamentar comunista.
Ele também destacou que
o Projeto de Lei que dispõe sobre a organização
sindical é fruto de um entendimento entre o governo e trabalhadores
que visa reconhecer as centrais sindicais, determinar às suas
atribuições e prerrogativas, e estabelecer mecanismos para
o seu financiamento. ''De forma alguma, era objetivo do governo com o
referido projeto, acabar com o imposto sindical'', afirmou.
Prejudicial e discriminatória
Lopes avalia que ''a emenda,
além de prejudicar a atividade sindical dos trabalhadores, é discriminatória,
pois trata apenas das contribuições feitas pelos empregados,
modificando o artigo 582 da CLT (Consolidação das Leis
do Trabalho) e não fazendo referência às contribuições
para às entidades dos empregadores'', disse.
''As contribuições
são fundamentais para o funcionamento e o desenvolvimento das
entidades sindicais. Sem esses recursos a prestação de
serviço relevante aos trabalhadores acaba sendo impedida de ser
concretizada. Essas contribuições revertem em benefício
para toda a categoria, inclusive dos trabalhadores não filiados
a uma entidade sindical'', explicou Lopes.
Em seguida, destaca que ''com
a proposta do fim do imposto sindical poderemos assistir ao fechamento
de sindicatos''. Sem recursos para custear a manutenção
e instalações das suas sedes, os sindicatos terão
inviabilizados também a confecção de materiais,
como boletins e jornais, e a garantia da estrutura das manifestações,
das mobilizações nas portas de fábricas e em todo
o país.
Lopes lembrou que ''o governo
de Getúlio Vargas oficializou a contribuição sindical
compulsória e esse dispositivo foi levado para a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), possibilitando autonomia financeira às
entidades classistas''.
De Brasília
Márcia Xavier
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Diário Vermelho, 19
de outubro de 2007
Fim do imposto decreta fim do movimento
sindical, diz Daniel
''Na prática, decreta
o fim do movimento sindical''. A frase do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA)
faz referência a emenda, aprovada na noite desta quarta-feira (17),
pelo plenário da Câmara dos Deputados, tornando facultativa
a cobrança do imposto sindical. Ele considera a aprovação
da medida fora de tempo e lugar. A votação era para regularizar
o funcionamento das centrais sindicais. E acredita que a medida pode
ser alterada no Senado, a partir da reação do movimento
sindical, que foi pego de surpresa.

Daniel: estranheza e surpresa com a emenda.
Além da surpresa, o deputado parlamentar destaca um fato estranho na
proposta aprovada com o apoio da ''extrema direita e a `suposta´ extrema
esquerda'', como classifica ele os 215 votantes que aprovaram a emenda.
''O mais estranho é que
torna o imposto sindical para os trabalhadores optativo e mantêm
para os patrões obrigatório. As entidades patronais continuam
a ter o direito de cobrar o imposto sindical aos seus associados. Isso
mantém a estrutura sindical patronal forte, com imposto, e fragiliza
a estrutura sindical dos trabalhadores, algo inaceitável'', afirmou.
''A conseqüência disso é o
enfraquecimento da estrutura sindical brasileira, especialmente dos sindicatos
menores, de categorias menos organizadas, por que os grandes sindicais,
dos grandes centros não sofrerão maiores conseqüências,
mas aqueles que precisam se fortalecer serão as maiores vítimas
desse processo'', avalia o parlamentar.
Momento de fortaleza
Ele também estranhou que
''essa emenda venha em um momento que o movimento sindical se fortalece.
Nós temos campanhas vigorosas; convenções coletivas
apresentam ganhos salariais como há muitos décadas não
se verificava; fortalecimento das conquistas dos trabalhadores e participação
dos salários na economia brasileira''.
Daniel Almeida faz uma comparação
entre essa medida e a instituição do FGTS, na década
de 1960, para justificar a declaração de que ''na prática,
(a emenda) decreta o fim do movimento sindical''. O imposto sindical é cobrado
como contribuição dos trabalhadores para fortalecer suas
organizações. Ao ser facultativo, passa a ter o mesmo conteúdo
de anulação do imposto.
Ele lembra que na década
de 1960, a lei tornou o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)
facultativo, mas não se revogou o regime de estabilidade de emprego;
só que o patrão, ao contratar o trabalhador, já pede
que ele assine a declaração de opção. Ninguém é contrato
pelo regime de estabilidade. Todos são obrigados a optar pelo
FGTS'', conta o parlamentar.
Segundo Daniel, ''se a contribuição
sindical passa a ser facultativo, todo patrão, ao contratar o
trabalhador, vai pedir a ele que assine a declaração para
não contribuir, e quem perde com isso é a organização
sindical''.
Composição política
Pego de surpresa, o parlamentar
comunista avalia que a composição política que conseguiu
aprovar a emenda foi formada pela ''extrema direita com a `suposta´ extrema
esquerda''. O deputado deputado Augusto Carvalho (PPS-DF) apresentou
a emenda ''e consegui sensibilizar muitos desses setores, que embarcou
nesse processo''.
Para Daniel Almeida, existem
outros elementos que contribuíram para a aprovação
da emenda. O fato de imposto ser um assunto sensível na opinião
pública e a incompreensão de alguns segmentos que defendem
o fim do imposto sindical. ''Nós também defendemos o fim
do imposto sindical, diz Daniel, acrescentando que ele pode ser extinto,
''mas dentro de uma discussão mais abrangente sobre que outras
medidas podem ser adotadas para fortalecer a estrutura sindical''.
Ele estranha que a emenda tenha
surgido dentro da discussão da medida para legalizar as centrais
sindicais. ''Essa emenda vem fora de tempo e de lugar, por que não
há debate mais amplo sobre a estrutura sindical brasileira, a
medida veio apenas para reconhecer, legalizar as centrais sindicais,
portanto não cabia a discussão sobre imposto sindical,
que deveria ser discutido em outro momento''.
''Nesse momento em que as centrais
sindicais pautaram e discutiram o salário mínimo e são
grandes responsáveis pela política permanente do salário
mínimo, é muito estranho que nesse momento exato haja medida
que enfraquece o movimento sindical'', avalia o parlamentar.
Reação esperada
O Projeto de Lei que reconhece
as centrais sindicais como entidades de representação geral
dos trabalhadores será enviado ao Senado. A expectativa é que
o movimento sindical acompanhe o debate no Senado e será capaz
de alterar esse situação.
''A proposta (de reconhecimento
das centrais sindicais) veio de uma grande entendimento do governo, patrões
e movimento sindical, enquanto a emenda (do fim do imposto sindical)
foi apresentado em plenário'', destaca Daniel Almeida, para justificar
a reação do movimento sindical à medida.
A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG),
que acompanhava a entrevista, lembrou que o Presidente Lula pode vetar
o item que trata do fim do imposto.
De Brasília
Márcia Xavier
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 19 de outubro de 2007 | Geral
Senado aprova financiamento total
de mensalidades
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - O projeto que permite a alunos de universidades particulares
o financiamento de até 100% das mensalidades por meio do Financiamento
ao Estudo do Ensino Superior (Fies) foi aprovado no Senado na noite de quarta-feira.
Atualmente, os alunos podem financiar no máximo 50% do valor da mensalidade
e o sistema de crédito educativo pode ser usado apenas por alunos da
graduação. Depois que a lei for sancionada, o financiamento será estendido
a alunos de mestrado e doutorado.
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva vai vetar o dispositivo que permitia a formados usar recursos
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar o financiamento.
O governo argumenta que não é possível ampliar as
hipóteses para saque do fundo.
Os alunos que aderirem ao sistema
de crédito pagarão juros simples entre 3,5% e 6,5% ao ano,
a depender do curso pelo qual optaram. Os ex-alunos poderão começar
a pagar a dívida seis meses depois de formados. Atualmente, o
pagamento deve começar logo no mês seguinte. A lei permite
que se recorra a um consórcio de cinco ?fiadores solidários?
como garantia. As informações são do jornal O Estado
de S. Paulo .
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INFOMONEY PESSOAL, 19 de
outubro de 2007
Justiça gaúcha garante
restituição a prejudicados por planos econômicos
SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça
do Rio Grande do Sul concedeu nesta semana sentença a ação
civil pública movida contra três bancos, para garantir
restituição a poupadores prejudicados pelos planos
Bresser, Verão, Collor I e II. As ações movidas
pelas defensorias públicas do Rio de Janeiro e de São
Paulo sobre o Plano Bresser ainda não tiveram decisão
em primeira instância.
A decisão estabelece restituição
aos investidores que durantes os planos tinham conta-poupança
em alguma agência gaúcha dos bancos Unibanco, Bradesco e
Santander Brasil. A assessoria de imprensa das duas primeiras instituições
não foram encontradas nesta quinta-feira (11) para comentar o
assunto. A do Santander não respondeu à solicitação
da reportagem.
Planos econômicos
Conforme a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, a ação
foi movida no final de maio último. Além dos três bancos,
foram citados outros sete, mas a decisão ainda não saiu. Como
a sentença foi julgada em primeira instância, ainda cabe recurso
- o que deve ocorrer em até 15 dias. Nesse prazo, portanto, o dinheiro
não será liberado aos consumidores.
A sentença estipula que
as restituições serão acrescidas de juros remuneratórios
de 0,5% ao mês, capitalizados. Esse valor sofrerá, na respectiva época,
correção monetária oficial aplicada à poupança
no período e será acrescido de 1% ao mês contado
da citação. Nas demandas individuais ajuizadas antes das
ações coletivas, os juros serão devidos a partir
da citação na ação individual.
As indenizações
foram fixadas nas seguintes proporções:
Plano Bresser: 26,06%, para as cadernetas com
vencimento anterior a 15 de junho de 1987;
Plano Verão: 42,72% às cadernetas
que aniversariavam de 1º a 15 de janeiro de 1989;
Collor I: 84,32% para as cadernetas com vencimento
anterior a 15 de março de 1990, incidindo também
aos que tiveram valores com a instituição não-transferidos
ao Banco Central após 15/3. Nos casos dos poupadores com
contas que aniversariaram entre 15 e 31 de março (exceto àqueles
cujas contas permaneceram com a instituição após
esta data), e para os novos poupadores, que tiveram suas contas
abertas após 31 de março do mesmo ano, a correção
monetária deverá ser computada pela variação
do BTNF (41,28%).
Collor II: 20,21% sobre os saldos existentes nas cadernetas de poupança
no período de 1º a 31 de janeiro de 1991, com correção
pela variação do BTNF.
Ações individuais
De acordo com o TJRGS, em julho, todas as ações individuais com
a mesma finalidade foram suspensas, aguardando o resultado das ações
coletivas, cuja tramitação ocorreu em 90 dias - incluindo os
prazos processuais em dobro ao Ministério Público e a Defensoria
Pública.
A partir de agora, as ações
individuais vão prosseguir como liquidação provisória
de sentença, sendo suprimida toda a fase de conhecimento, apenas
para reafirmar a decisão proferida nas ações coletivas.
No Rio
e em SP
O defensor público responsável pela ação coletiva
referente ao Plano Bresser movida no Rio, André Ordacgy, acredita que
o resultado - mesmo em primeira instância - demorará de um a dois
anos para ser anunciado. "Citamos 11 bancos, os maiores do Brasil, então,
até haver uma resposta, vai demorar muito. Eles vão recorrer
até a última instância", previu.
João Paulo Dorini, defensor
de São Paulo, acredita que, entre o final deste ano e o início
do ano que vem, saia alguma resposta. "A ação está esperando
o despacho do juiz desde 2 de outubro. Ainda seremos intimados para prestar
depoimento, porque os bancos contestaram a decisão", explicou.
As ações civis
públicas têm abrangência nacional. Contudo, em suas
decisões, juízes podem limitar a decisão apenas
para um Estado, por exemplo.
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INFOMONEY
PESSOAL, 19 de outubro de 2007
Déficit da Previdência Social
sobe em setembro e registra R$ 9,157 bilhões
SÃO PAULO - O Regime
Geral de Previdência Social (RGPS) registrou um déficit
de R$ 9,157 bilhões no mês de setembro deste ano, o que
representa um aumento de 1,9% sobre o valor apurado no mesmo mês
do ano passado (R$ 8,987 bilhões).
Os dados foram divulgados nesta
quinta-feira (18) pelo Ministério da Previdência Social.
Nos nove primeiros meses do
ano, o déficit acumulado é de R$ 36,182 bilhões,
crescimento de 0,9% em relação aos R$ 35,866 apurados
em igual período do ano passado.
Arrecadação
e Despesas
O valor líquido arrecadado em setembro atingiu R$ 11,392 bilhões,
quantia 4,2% superior à registrada no nono mês de 2006. No entanto,
comparado ao montante do mês anterior, de R$ 11,713 bilhões, houve
um recuo de 2,74%. Segundo a Previdência, em agosto, a arrecadação
foi maior porque a Secretaria do Tesouro Nacional repassou R$ 240 milhões
aos INSS. De janeiro a setembro, as receitas líquidas subiram 9,5%.
Já as despesas com benefícios
previdenciários alcançaram R$ 20,550 bilhões,
o que corresponde a um crescimento de 3,2% na comparação
com o mesmo mês do ano passado e de 43,6% frente a agosto (R$
14,306 bilhões). No acumulado de 2007 até setembro, as
despesas aumentaram 7,1%
O pagamento antecipado do 13º salário
foi o motivo apontado pelo secretário de Políticas de
Previdência Social, Helmut Schwarzer, para a elevação
das despesas. "Nos próximos balanços, as despesas
voltarão à casa dos R$ 14 bilhões e só terão
novo impacto em dezembro, quando será pago o restante da gratificação
natalina".
Previsão
Com o resultado de setembro, a Previdência alterou as previsões
de déficit para este ano, dos R$ 44,6 anteriormente calculados para
R$ 44,4 bilhões. "O déficit só não vai ficar
abaixo dos R$ 44 bilhões porque a dotação orçamentária
para atendimemnto a sentenças judiciais subiu de R$ 4,746 bilhões
para R$ 5,507 bilhões", explicou Schwarzer, adicionando que, no
início do ano, o déficit previsto era de R$ 47 bilhões.
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ÂMBITO JURÍDICO,
19 de outubro de 2007
Não incide INSS sobre ajuda-alimentação
definida como indenizatória em convenção coletiva
A 6ª Turma do TRT-MG, acompanhando voto do desembargador Hegel de Brito
Boson, negou provimento a recurso em que o INSS insistia na incidência
da contribuição previdenciária sobre o valor pago a título
de ajuda-alimentação (cesta básica) no acordo homologado.
O recorrente defendia a tese de que a parcela integra o salário-de-contribuição
e que as partes a incluíram como indenizatória apenas para se
esquivarem dos recolhimentos previdenciários. Isto porque, a verba não
teria sido paga de acordo com o PAT do MTE, não se enquadrando, portanto,
no parágrafo 9º, do art. 28, da Lei nº 8.212/91.No caso, o
direito à ajuda-alimentação passou a ser exigível
pelo reclamante, tendo em vista uma cláusula do acordo coletivo celebrado
entre a empresa e o sindicato profissional. Para o relator, havendo acordo
homologado, que discrimina dentre as verbas quitadas de caráter indenizatório
a ajuda-alimentação (cesta básica) e, tendo em vista que
essa parcela se originou de negociação coletiva, que a caracterizava
como um prêmio por assiduidade vinculado ao PAT, não há falar
que sobre ela incide contribuição previdenciária. “O
pagamento em espécie, advindo do acordo entre as partes, não
transmuda a natureza das parcelas que o compõem” – ressalta
o desembargador.
Por esses fundamentos, a Turma
descartou a possibilidade de incidência de contribuição
previdenciária sobre o valor quitado a título de ajuda-alimentação
(cesta básica).
( RO nº 00942-2005-035-03-00-8
)
Fonte: TST
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DEPACOM, 19 de outubro de 2007
Tocantins
DEPACOM realiza Encontro dos
Trabalhadores da Construção
e do Mobiliário em Palmas
Foi realizado hoje (19/10),
o Encontro do Departamento Profissional da Construção
e do Mobiliário – DEPACOM, com as entidades sindicais
do Centro-Oeste. |
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Estiveram
presentes diversas Federações
da Construção e do Mobiliário de todo o
Brasil.Neste encontro, além da programação
normal, será avaliada
a emenda que torna facultativo o imposto sindical, apresentada
ao Projeto de Lei nº. 1990/2007, que reconhece as centrais
sindicais. |
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Confira
documento aprovado no encontro: CARTA DE PALMAS |
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Agência Câmara,
19 de outubro de 2007
Economistas pedem legislação
sobre trabalho terceirizado
Elton Bomfim

Pastore (E) e Pochmann (D): terceirização é um processo
irreversível e precisa ser regulamentada.
Em audiência pública
na Comissão de Finanças e Tributação, nesta
quinta-feira, os economistas José Pastore e Marcio Pochmann enfatizaram
a necessidade de uma legislação específica para
disciplinar o trabalho terceirizado no Brasil. Especialistas em relações
de trabalho, os dois acreditam que a terceirização é um
processo irreversível e precisa ser regulamentada.
Professor da Universidade de
São Paulo (USP), José Pastore observou que há, nesse
campo, abusos e fraudes, mas também um vácuo legal para
os que praticam a terceirização "necessária
e decente". "Precisamos garantir a boa terceirização,
que proteja o trabalhador e confira segurança jurídica às
empresas", afirmou.
Pastore avaliou que a situação
está ficando "quase desesperadora" para algumas empresas,
processadas pelo Ministério Público e pela Justiça
do Trabalho, com base na Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho
(TST), único instrumento para disciplinar a terceirização
no País. Ele explicou que essa súmula só admite
a terceirização das atividades meio, que não impliquem
subordinação nas relações de trabalho.
No entanto, acrescentou, há diferentes
interpretações de juízes sobre o que são
atividades meio e fim. Na sua visão, mesmo que se chegue a uma
distinção satisfatória, hoje muitas vezes as empresas
precisam terceirizar a atividade fim.
Fragmentação
José Pastore assinalou que atualmente a produção é muito
fragmentada em todo o mundo, devido à necessidade de especialização.
São empresas que se associam para formar uma cadeia mais produtiva e
mais competitiva. "Em certo sentido, há uma subordinação
de natureza econômica dentro dessas redes. Agora, é um passo muito
grande transformar essa subordinação em dependência jurídica,
segundo a qual todos os que fazem parte da rede sejam empregados da empresa
líder", ponderou Pastore.
Na visão do economista,
não se pode pretender que a proteção do trabalhador
seja garantida pela empresa-mãe dentro da rede. Ele sugeriu, no
entanto, que, na formulação de uma lei da terceirização,
seja prevista a responsabilidade solidária da empresa contratante
em relação ao cumprimento da legislação pela
contratada.
O presidente da Comissão
de Finanças e Tributação, deputado Virgílio
Guimarães (PT-MG), enfatizou que a regulamentação
deve ser focada na pessoa, com garantia dos direitos dos trabalhadores.
Negociação
coletiva
Além da necessidade de uma legislação apropriada para
a terceirização, o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, destacou a importância dos sindicatos
e das negociações coletivas para "afinar as normas do trabalho
para além da legislação", de acordo com as especificidades
de cada empresa. Pochmann apontou ainda a necessidade de uma visão clara
sobre a forma como o Brasil se insere na economia mundial.
Tanto Pochmann quanto Pastore
afirmaram que a terceirização não é sinônimo
de trabalho precário. Segundo o presidente do Ipea, em grande
parte dos países, as duas coisas não se confundem. No entanto,
Pochman observou que no Brasil o ambiente terceirizado se assemelha ao
padrão asiático de trabalho, com trabalhadores ganhando
menos que os não terceirizados nas mesmas funções,
submetidos a intensas jornadas de trabalho e com taxa de rotatividade
muito alta. Para ele, essa situação diz respeito ao contexto
da economia do País, no qual as empresas estão inseridas.
Na avaliação do
professor Pastore, o que torna o trabalho precário é a
violação da legislação para se contratar
pessoas de forma irregular. Ele também contestou o "mito" de
que a terceirização desemprega. Para o professor, graças
a ela, as empresas aumentam sua produtividade e seu lucro, e, assim,
empregam mais.
O deputado Silvio Torres
(PSDB-SP), que propôs a audiência, disse que os economistas
deram contribuições importantes para a Comissão
de Finanças e Tributação avaliar os projetos de
lei que receber sobre o tema. "Milhões de brasileiros hoje
têm sua atividade regulada por uma súmula do TST que não
lhes dá nenhuma segurança e deixa ao arbítrio
de decisões judiciais relações que podem evoluir
para o desenvolvimento qualificado do mercado de trabalho", reforçou.
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Diário Vermelho, 19
de outubro de 2007
Previdência registra recorde
de arrecadação em setembro
A arrecadação líquida
da Previdência Social aumentou 4,2% em setembro deste ano em relação
ao mesmo mês de 2006, passando de R$ 10,932 bilhões para
R$ 11,392 bilhões. "A receita líquida de setembro é a
segunda maior da história, só superada pelo mês de
agosto deste ano", informou o secretário de Políticas
de Previdência Social, Helmut Schwarzer.
Em agosto, a receita líquida da Previdência Social atingiu R$
11,713 bilhões, porque a Secretaria do Tesouro Nacional repassou R$
240 milhões ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O valor é relativo à parte
da arrecadação do Simples, que deveria ter entrado no caixa da
Previdência em meses anteriores.
As despesas subiram em setembro
3,2% em comparação com setembro do ano passado, de R$ 19,919
bilhões para R$ 20,550 bilhões. Mas Schwarzer explicou
que a antecipação do pagamento de metade do 13º aos
aposentados elevou as despesas de setembro. Em agosto, os gastos totalizaram
R$ 14,306 bilhões.
Segundo a Previdência,
nos próximos balanços, as despesas voltarão à casa
dos R$ 14 bilhões e só terão novo impacto em dezembro,
quando será pago o restante da gratificação natalina.
Devido ao pagamento antecipado
do 13º, o déficit da Previdência, em setembro, ficou
em R$ 9,157 bilhões, resultado 1,9% acima do registrado no mesmo
mês do ano passado, de R$ 8,987 bilhões. Schwarzer afirmou
que o impacto será compensado em dezembro, quando as empresas
pagam o 13º salário aos seus empregados, o que provoca aumento
na arrecadação do INSS.
Emprego
O resultado de setembro, segundo
Schwarzer, aponta melhoria nas contas da Previdência, principalmente
devido ao crescimento do emprego com carteira assinada. "A trajetória
continua muito favorável por causa do mercado de trabalho",
afirmou.
De janeiro a setembro, houve
crescimento de 9,5% nas receitas líquidas da Previdência,
enquanto as despesas subiram 7,1%. No ano, o déficit cresceu 0,9%,
de R$ 35,866 bilhões, em 2006, para R$ 36,182 bilhões,
neste ano.
Com o resultado de setembro,
a Previdência alterou sua previsão para as contas deste
ano: a necessidade de financiamento para 2007 deve ficar em R$ 44,4 bilhões,
e não mais nos R$ 44,6 bilhões da última estimativa.
O déficit só não vai ficar abaixo dos R$ 44 bilhões,
explicou Schwarzer, porque a dotação orçamentária
para atendimento a sentenças judiciais subiu de R$ 4,746 bilhões
para R$ 5,507 bilhões. Ele ressaltou, entretanto, que a previsão,
no início do ano, era de déficit de R$ 47 bilhões.
Fonte: Folha Online
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Congresso em Foco, 19 de outubro de 2007
Oposição fechará questão
contra a CPMF
Apesar das promessas de negociação
do governo, senadores tucanos devem anunciar, na próxima semana,
voto contrário à prorrogação do imposto
do cheque, a exemplo do DEM.
Apesar da ofensiva do governo,
apenas um milagre fará com que o PSDB ceda e vote a favor da proposta
que prorroga por mais quatro anos a cobrança da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Na próxima semana, os 13 senadores do PSDB devem anunciar que,
assim como os 14 colegas do DEM, irão votar contra a CPMF.
Nem mesmo a sinalização feita ontem (18) pelo ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, de discutir uma eventual redução gradual da alíquota,
dos atuais 0,38%, sensibiliza os tucanos.
Segundo o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), 80%
da bancada não aceitam a prorrogação do chamado imposto
do cheque mesmo que o governo prometa concessões. “O tempo está se
esgotando”, alerta, sem precisar uma data.
De acordo com o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), apesar de a legenda não
ter batido o martelo ainda, o partido votará unido contra a CPMF. “Tenho
certeza que o fim da CPMF será o primeiro passo para a reforma tributária”.
Próximo presidente do partido, o pernambucano Sérgio Guerra explica
por que o partido não deverá ceder: “Porque não
há nenhum sinal do governo de que serão reduzidas a carga tributária
e a gastança. Os sinais são no sentido trocado. Então
nós não podemos entrar nessa”.
Diferentemente do DEM, que já fechou questão contra a prorrogação
do tributo, os tucanos ainda buscam alguma espécie de acordo com o governo
para que a CPMF continue a existir. Apesar da negativa dos parlamentares da
sigla, a pressão pela manutenção da contribuição
vem dos governadores da legenda, notadamente os de São Paulo (José Serra),
Minas Gerais (Aécio Neves) e do Rio Grande do Sul (Yeda Crusius).
No entanto, a sigla não aceita que a proposta seja aprovada da mesma
forma que veio da Câmara. Pelo texto aprovada pelos deputados, a alíquota
da contribuição se mantém em 0,38%. “Somos contra
a prorrogação pura e simples, do jeito que está”,
afirmou o presidente nacional da legenda, senador Tasso Jereissati (CE).
A oposição também afirma que não confia na proposta
do governo de aprovar a CPMF agora para diminuir a alíquota no futuro. “O
governo é perigoso quando acena para compromissos futuros”, diz
Alvaro Dias. “Prefiro ser derrotado no plenário a passar como
otário duas vezes”, ressalta Virgílio.
Os oposicionistas justificam que o ceticismo em relação às
promessas governistas vem de 2003, época em que o governo prometeu que,
uma vez prorrogada a CPMF por mais quatro anos, a alíquota diminuiria.
“ Naquela época o cenário era incerto, e o governo sinalizava
pela diminuição. Agora, com a economia estabilizada, o governo
não quer diminuir a alíquota”, dispara o líder do
PSDB.
" Demo" e Lula
A avaliação de parte dos tucanos é de que a visita ao
Senado do presidente da República em exercício, José Alencar,
e dos ministros José Gomes Temporão (Saúde), Paulo Bernardo,
Nelson Machado (interino da Fazenda) e Walfrido dos Mares Guia (Relações
Institucionais), na última quarta-feira (17), foi “apenas uma
visita”.
Para o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), o governo
tem dois discursos: o da base no Congresso, que prega o diálogo, e o
do presidente Lula, que exige a aprovação na íntegra da
proposta.
O senador potiguar ressalta que o Brasil possui “a maior carga tributária
do mundo”. Para o parlamentar, Lula “vem como um cão” para
defender a CPMF.
O ataque de Agripino é uma resposta à declaração
do presidente Lula, em Angola, de que não abre mão da aprovação
integral da CPMF. “Se os 'demos' estão dizendo que vão
fechar questão é um problema deles", afirmou o presidente,
num trocadilho com a sigla.
Arrumando a casa
De acordo com o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o governo está recolhendo
propostas para que a Fazenda possa fazer um estudo do impacto fiscal. “Estamos
em uma fase inicial de negociação”, afirmou. Os caminhos
alternativos à CPMF serão apresentados ao ministro da Fazenda,
Guido Mantega, e ao próprio presidente Lula.
“ Pelo que conheço do presidente Lula, ele vai determinar o limite
da negociação”, disse o ex-vice-líder do governo.
Para que a matéria consiga passar com menos dificuldade, algumas sugestões
foram apresentadas. A de maior destaque é a que isenta da contribuição
aqueles que ganham até R$ 1.700,00 por mês e possuem apenas uma
conta bancária.
Segundo o senador petista, o ministro da Fazenda “vai dar prioridade à CPMF”.
Mantega almoçará na próxima semana com senadores para
discutir o assunto. Para que algumas arestas sejam aparadas dentro dos partidos
da base aliada, o bloco do governo no Senado se reunirá na próxima
semana com o PMDB e o PDT.
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Folha de São Paulo,
19 de outubro de 2007
159 prefeitos têm mandato em
risco, diz levantamento
Confederação Nacional de Municípios
mapeia troca-troca partidário pelo país | Em 3% das
cidades houve mudança após a decisão do TSE
sobre o assunto, em março; desde a eleição de
2004 foram 433 alterações
SIMONE IGLESIAS
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE
Dos 5.562 prefeitos do país,
159 (3%) trocaram de partido depois de 27 de março e correm
o risco de perder o mandato com base na decisão do TSE (Tribunal
Superior Eleitoral), que, na última terça-feira, normatizou
a fidelidade partidária.
Os dados constam de levantamento produzido entre quarta-feira e ontem pela
CMN (Confederação Nacional dos Municípios), que localizou
156 prefeitos nessa situação -a Folha somou mais 3 à relação,
já que as assessorias dos prefeitos de Florianópolis (Dario Berger,
que trocou o PSDB pelo PMDB), de Boa Vista (Iradilson Sampaio, que foi eleito
pelo PPS e está no PSB) e de Salvador (João Henrique, ex-PDT
e atual PMDB) confirmaram que eles trocaram de partido depois de 27 de março.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, coordenou o trabalho, que foi realizado
por telefone. Cerca de 60 pessoas telefonaram para todos os municípios
brasileiros. Segundo ele, é possível que exista "uma pequena
distorção nos números", já que pode ter acontecido
troca de partido nos dias posteriores às ligações ou até mesmo
erros na digitação dos dados.
De acordo com o levantamento, o Estado onde mais ocorreu troca-troca foi Mato
Grosso, em decorrência da mudança do governador Blairo Maggi,
em janeiro, que deixou o PPS para se filiar ao PR. Dos 159 "infiéis" em
todo o país, 34 são prefeitos de cidades mato-grossenses, sendo
que 29 deles acabaram acompanhando Maggi na ida para o PR.
Em Minas Gerais, 15 migraram desde 27 de março; em Tocantins, 12; e
no Paraná, 10. Nos demais Estados, as trocas são inferiores a
nove casos.
O partido que teve o maior saldo de prefeitos perdidos foi o PPS (34), seguido
pelo DEM (20). Os que, no saldo final entre prefeitos perdidos e acrescentados,
mais ganharam foram o PR (31) e o PMDB (30).
Para comparação, desde 27 de março, 3% dos deputados trocaram
de sigla e 6% dos senadores fizeram o mesmo.
Desde 2004
O percentual de troca equivale a 3% do total de prefeituras brasileiras. Mas
esse índice aumenta para 7,7%, se consideradas as migrações
desde a eleição de outubro de 2004. Em três anos, 433 prefeitos
deixaram os partidos pelos quais se elegeram.
Mesmo nesse universo maior, o Mato Grosso lidera -65 dos 141 prefeitos (47%)
do Estado deixaram seus partidos.
A menor migração ocorreu no Rio Grande do Sul: 12 dos 496 prefeitos
(2%).
Desde 2004, o PPS vem perdendo seus eleitos. Naquele ano, 306 venceram as disputas
municipais. Dos que se elegeram, 229 permaneceram filiados ao partido. Em contrapartida,
o PR elegeu há três anos 388 prefeitos e hoje administra 444 cidades.
Já o PMDB elegeu 1.058 e perdeu 29, mas filiou outros 136, aumentando
para 1.165 o número de prefeituras.
Ziulkoski afirmou que somente na semana que vem, quando o TSE definir a partir
de que data de filiação vai valer a regra de fidelidade, será possível
avaliar o impacto desses números.
" Todo mundo fala em 27 de março, data da consulta feita pelo DEM
sobre os mandatos dos cargos proporcionais, e em 16 de outubro, quando o TSE
decidiu a favor da fidelidade partidária. Mas há ainda uma terceira
hipótese, de 2 de abril, quando foi feita a consulta pelo deputado federal
Nilson Mourão [PT-AC] sobre os mandatos majoritários", afirmou.
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Folha de São Paulo, 19 de outubro de
2007
CONGRESSO
Câmara vai pagar "pedágio" de
R$ 60 mi para o sindicato
RANIER BRAGON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Mesa da Câmara dos Deputados decidiu ontem em reunião fechada
pagar um "pedágio" de R$ 60 milhões para que o sindicato
de funcionários não crie empecilho à tentativa de venda
ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal da administração
da folha de pessoal da Casa, negócio que está para ser fechado
por R$ 200 milhões.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), quer usar o dinheiro
da venda da folha para construir um novo prédio de gabinetes para os
deputados, além de reformar apartamentos funcionais. Mas o Sindilegis
diz que a folha de funcionários não pode ser vendida pela Mesa
da Câmara, mas sim pelo próprio sindicato. Os sindicalistas estariam
dispostos a entrar na Justiça.
Na reunião de ontem, ficou decidido que um instrumento de "convencimento" pode
ser o pagamento de R$ 60 milhões relativos a anuênios de 2004
e 2005 a que servidores teriam direito.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
19/10/2007
Imunidade de organismo internacional não
inclui direitos trabalhistas
“A imunidade de jurisdição
dos organismos internacionais se restringe aos atos de império,
dentre os quais não se incluem os relacionados à legislação
trabalhista”. Com esse entendimento, a Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho deu provimento a recurso de um trabalhador que ajuizou
ação contra o Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento (ONU/PNUD), em Brasília, buscando o reconhecimento
de vínculo de emprego e o conseqüente pagamento de verbas
relacionadas com o contrato de trabalho.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 10ª Região (DF/TO) havia negado provimento a recurso ordinário
do trabalhador, mantendo sentença que, reconhecendo a imunidade
de jurisdição do organismo internacional, extinguiu o processo
com exame do mérito. Essa decisão foi contestada em recurso
de revista, sob alegação de que não se aplica tal
imunidade quando se tratam de atos de gestão, como os relacionados
ao contrato de trabalho.
O relator da matéria,
ministro Carlos Alberto Reis de Paula, ressaltou que o TST tem entendido
que os entes de direito público externo não possuem imunidade
absoluta de jurisdição, aplicáveis apenas aos chamados
atos de império (atos unilaterais que expressam a vontade onipotente
do Estado e o seu poder de coerção), mas não em
relação à legislação trabalhista.
“Efetivamente, são
atos de gestão os concernentes à relação
de trabalho, como os em debate na presente ação, em que
o reclamante pleiteia o reconhecimento do vínculo de emprego
e o direito a parcelas decorrentes do contrato de trabalho, não
havendo que se falar, portanto, em imunidade de jurisdição”,
explica o relator. Após citar vários precedentes de outros
ministros do TST sobre a matéria, Reis de Paula conclui pelo
provimento ao recurso do trabalhador, e determinou o retorno do processo à Vara
do Trabalho de origem, para que prossiga no seu julgamento. (RR 195/2004-013-10-00.1)
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19/10/2007
Transferência abusiva acarreta rescisão
indireta do contrato de trabalho
Para legitimar a transferência
de empregado da localidade em que foi contratado, a empresa deve comprovar
a real necessidade de serviço. Não basta apenas ter no
contrato de trabalho a previsão de transferência. Este entendimento
fez com que um auxiliar de jardineiro da Ponta do Céu Paisagismo
Ltda. tenha, assim, direito a receber as verbas rescisórias, inclusive
indenização de 40%, devido à resolução
indireta do seu contrato de emprego.
A Segunda Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, seguindo voto do ministro José Simpliciano Fernandes,
relator do recurso do trabalhador, reformou decisão do Tribunal
Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) e restabeleceu sentença
da 2ª Vara do Trabalho de Petrópolis. O relator julgou haver,
na decisão do Regional, contrariedade à Súmula nº 43
do TST, que adota a presunção de abusividade da transferência
quando não há comprovação da necessidade
do serviço. O TRT considerava desnecessária a comprovação,
pois havia previsão contratual para possível transferência
do empregado.
O auxiliar de jardineiro foi
contratado pela Ponta do Céu, em abril de 2002, para trabalhar
no Sítio Verberas, em Petrópolis. Em 29 de dezembro de
2003, foi impedido de assumir suas funções pelo encarregado,
que lhe informou que, a partir daquele dia, deveria trabalhar na cidade
do Rio de Janeiro, em obra da empresa, ou seja, em localidade diversa
daquela onde o trabalhador foi contratado.
Após ser despedido em
janeiro de 2004, o jardineiro ajuizou reclamatória trabalhista
para ter rescindido o seu contrato de trabalho, por culpa exclusiva do
empregador, e receber o pagamento das devidas verbas rescisórias.
Alegou que a empresa infringiu o Enunciado nº 43 do TST, que diz: “Presume-se
abusiva a transferência de que trata o § 1º do artigo
469 da CLT, sem a comprovação da necessidade de serviço”.
Na contestação, a empresa argumentou que o trabalho em
local diverso da contratação era circunstância prevista
no contrato de trabalho.
A juíza de Petrópolis
considerou que, mesmo com previsão contratual quanto à possibilidade
de transferência, ela só poderia ser efetivada com expressa
comprovação de necessidade de serviço, sob pena
de ser vista como abusiva e ilegal. Como a empresa não provou
que a mudança se deu de forma legítima, então a
transferência não poderia ser validada. Admitiu, assim,
a resolução indireta do contrato de emprego e procedentes
os pedidos de pagamento de aviso prévio, saque do FGTS e indenização
de 40%, entre outros.
Ao restabelecer a sentença,
a Segunda Turma do TST julgou que a legitimidade da transferência
decorre da prova da real necessidade do serviço, nos termos previstos
no artigo 469, § 1º, da CLT. Segundo o ministro José Simpliciano,
o objetivo desta lei é impossibilitar a transferência abusiva,
com o acréscimo de cláusula contratual na admissão
do empregado que tem a sua efetiva capacidade de negociação
a respeito das condições de trabalho diminuídas,
ou até mesmo como forma de represália ou ameaça.
(RR-2/2004-302-01-00.2)

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