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Folha de São Paulo,
23 de outubro de 2007
Imposto para sindicato não
foi eliminado, dizem juízes
Para associação dos
juízes do Trabalho, votação não
acabou com a contribuição | Segundo a Anamatra,
o trabalhador seria obrigado a recolher o imposto sindical
no sindicato ou permitir o desconto no contracheque
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
As mudanças na
CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) aprovadas na
semana passada pela Câmara dos Deputados para acabar com o
imposto sindical não eliminaram a contribuição,
segundo avaliação da Anamatra (Associação
Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho). Para os
juízes, o artigo que torna devido o imposto não foi
alterado pelos deputados e continua valendo.
" O artigo 579 da CLT que estabelece quem deve contribuir e para quê não
foi modificado. A contribuição é devida, não deixou
de ser obrigatória. As pessoas compraram essa idéia, mas é um
equívoco", afirma o presidente da entidade, Cláudio Montesso.
Ele explica que o dispositivo alterado pela Câmara foi o artigo 582 da
CLT, que trata apenas do desconto da contribuição na folha de salário
das empresas.
Para o magistrado, com a mudança desse artigo, o trabalhador pode
autorizar ou não o desconto do imposto no contracheque. "Se
o trabalhador não autorizar, em última análise,
será obrigado a recolher como fazem os profissionais liberais,
direto no sindicato", afirma Montesso, acrescentando que o não-pagamento
da contribuição pode colocar o trabalhador na condição
de devedor, inclusive, da União.
O juiz afirma ainda que os sindicatos poderão futuramente cobrar
o imposto na Justiça caso os trabalhadores não façam
o recolhimento.
O deputado Augusto Carvalho (PPS-DF), autor da emenda para acabar com
o imposto sindical, disse que o que importa é o "espírito
do legislador". "Em uma sessão histórica, essa
foi a decisão do plenário. A contribuição
não foi extinta, mas só será paga por aqueles que
quiserem pagar", declarou.
Segundo ele, a sessão em que ocorreu a votação da
mudança atropelou os ritos normais da Câmara e a redação
final do projeto pode não ter sido a melhor. "Foi uma emenda
de plenário, que fiz na hora. Não tive tempo de olhar todos
os artigos da CLT", disse o deputado.
Na votação do projeto no Senado, afirma, a redação
poderá ser aperfeiçoada, traduzindo o verdadeiro espírito
da mudança. "Esse é um preciosismo da Anamatra." Carvalho
disse que já conversou com o senador Paulo Paim (PT-RS) para melhorar
o texto do projeto.
Uma das modificações seria a inclusão dos sindicatos
patronais e de trabalhadores autônomos no artigo que tornou o imposto
facultativo. "A redação será adaptada. Esse
imposto é uma extorsão do governo e dos sindicatos sobre
os trabalhadores", afirmou Carvalho.
A proposta de acabar com a contribuição sindical foi incluída
no projeto de lei do Executivo que regulamenta as centrais sindicais.
No texto, o governo não só legalizou a situação
das centrais, como garantiu a elas uma parte da receita do imposto sindical.
Hoje, 20% dos recursos vão para o governo. Com o projeto de lei,
10% passaram para as mãos das centrais.
Os outros 80% são rateados entre confederações (5%),
federações (15%) e sindicatos (60%). O imposto sindical
equivale a um dia de salário do trabalhador no ano. O recolhimento
atualmente é feito na folha de pagamento no mês de março.
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Agência
Diap, 23 de outubro de 2007
Centrais Sindicais
Veja como ficou o projeto que regulamenta
as centrais de trabalhadores
Leia a redação final
do PL 1.990/07, que trata do reconhecimento das centrais sindicais
e que altera a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT). A proposta, que foi aprovada na semana
passada pelo plenário da Câmara dos Deputados, segue
agora para análise do Senado Federal.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO
PAULO (ONLINE), 23 de outubro de 2007 | BBC Brasil
Pesquisa diz que 37% trabalham "de corpo e alma" no
Brasil
da BBC Brasil
Uma pesquisa da consultoria
americana Towers Perrin indicou que 37% dos funcionários de empresas brasileiras se dedicam "de corpo
e alma" ao seu trabalho.
Entre 18 países, o Brasil ficou atrás apenas do México
no ranking dos países que mais demonstraram o que a consultoria
chama de "engajamento" com suas obrigações profissionais.
O levantamento feito em maio e junho com
90 mil pessoas --cerca de 1,5 mil delas no Brasil-- procurou medir
a motivação dos trabalhadores
no ambiente corporativo.
Depois dos brasileiros, os indianos (36%) foram os que mais se declararam
100% comprometidos profissionalmente, seguidos pelos americanos (29%)
e suíços (23%).
A média mundial foi 21%, mas na Ásia (Japão, 3%,
Hong Kong, 5%, e Coréia do Sul, 8%) o percentual de trabalhadores
que disseram dar 100% de si ficou entre os mais baixos do mundo.
A pesquisa procurou avaliar três dimensões
do engajamento dos trabalhadores: a racional (pensar no trabalho),
a emocional (se envolver
emocionalmente com o trabalho) e a motivacional (agir no trabalho).
Para ser considerado um funcionário "de corpo e alma",
uma pessoa tem de se envolver com seu trabalho nestas três dimensões,
e estar disposta a fazer um esforço extra para alcançar
o sucesso.
Em outros níveis de engajamento, os trabalhadores podem desempenhar
seu trabalho com competência e eficiência, mas não
se entregar "de corpo e alma".
"Essa diferença se deve a fatores culturais e culturas de
trabalho diferentes no mundo", explicou o porta-voz da Tower Perrins,
Patrick Kulesa.
Ele disse que um dos fatores que mais influenciam
as respostas neste tipo de pesquisas é a chamada "diferença de poder":
trabalhadores hierarquicamente distantes de seus chefes tendem a ser
mais contidos ao criticar a liderança.
No México e no Brasil, onde existe uma marcada diferença
entre chefes e subalternos, criticar o alto escalão simplesmente "pega
mal", ele afirmou.
Por outro lado, as respostas tão baixas na Ásia podem
se relacionar ao momento econômico de países que, em décadas
passadas, deram saltos de crescimento e já não exibem o
mesmo dinamismo econômico.
"A diferença nas respostas não significa necessariamente
que os trabalhadores no leste asiático são menos felizes
que seus colegas no Brasil ou no México."
Ainda assim, a consultoria viu uma "lacuna de engajamento" entre
o esforço que as empresas requerem de seus funcionários
e o que eles se vêem em condições oferecer.
Na pesquisa, 38% das pessoas se disseram
parcialmente ou totalmente "desengajadas" --pouco
conectadas com seu trabalho nas três dimensões pesquisadas,
em especial na emocional.
No Brasil, o percentual de pessoas nesta
condição é de
25%, segundo o estudo.
No estudo, outro porta-voz da Towers Perrin,
Jim Crawley, disse que as empresas precisam encontrar maneiras de motivar
sua mão-de-obra
para melhorar seu desempenho.
"É impossível exagerar na importância de uma
estratégia de recursos humanos e a influência que ela pode
ter sobre o desempenho de uma companhia", ele afirmou.
"
No momento em que as companhias estão buscando todo tipo de vantagem
competitiva, a própria força de trabalho representa o maior
reservatório de potencial inexplorado."
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO,
23 de outubro de 2007 | Economia
China chega ao topo do
ranking de exportação
AE - Agencia Estado
GENEBRA - Pela primeira vez, a China acumula o maior volume de exportações
do mundo, superando Alemanha e Estados Unidos. O feito, considerado
histórico, ocorreu em agosto, férias de verão
na Europa, quando a atividade econômica é menor que nos
demais meses do ano. Dados coletados pela Organização
Mundial do Comércio (OMC) apontam que, naquele mês, os
chineses exportaram US$ 111,4 bilhões, ante US$ 105,8 bilhões
dos alemães.
A marca não deve se repetir em setembro, mas
o feito mostra que a China veio para ficar entre os grandes e a ameaça
de ser o número 1 é cada vez mais uma realidade. No início
do ano, os chineses já haviam superado os americanos e passaram
a ocupar o segundo lugar entre os maiores exportadores. Em agosto,
foi a vez de superar os líderes.
Apesar do novo status, os chineses
continuam defendendo o tratamento de país emergente e entendem
que, por terem entrado na OMC há apenas
cinco anos, não devem ser obrigados à mesma liberalização
de seu mercado como os demais. Para países como o Brasil, que
já começam a sentir a concorrência chinesa como
um grande desafio, será difícil Pequim justificar sua
posição. As informações são
do jornal O Estado de S. Paulo.
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JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 23 de outubro de 2007 | Dinheiro
Volume de crédito
atinge R$ 854,1 bi, equivalente a 33% do PIB
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
O volume de crédito no sistema financeiro nacional era de R$
854,133 bilhões em setembro, o equivalente a 33,1% do PIB (Produto
Interno Bruto). No mês anterior, essa relação estava
em 33%, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, acredita
na continuidade da expansão do volume de crédito. Em um
primeiro momento, ela foi estimulada pela redução das taxas
de juros. Agora, ele espera que estímulo venha do alongamento
dos prazos de pagamento.
"Há uma oscilação menor nas taxas de juros,
mas o alongamento dos prazos permite o aumento do volume", explicou.
Nas operações destinadas para a pessoa física,
o prazo médio em setembro era de 419 dias, contra 346 dias em
setembro de 2006. Para as empresas (pessoas jurídicas), o prazo é de
268 dias, contra 224 dias no mesmo mês do ano passado.
Volume de crédito
Em valores nominais, as operações de crédito cresceram
1,4% em setembro e 24,8% nos últimos 12 meses.
Os valores levam em conta os recursos livres
e direcionados, ou seja, aqueles como os empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social) e o financiamento habitacional.
O estoque de crédito com recursos livres era de R$ 600,028 bilhões,
um crescimento de 1,6% no mês e de 28,7% no acumulado de 12 meses.
Já a parcela correspondente a recursos direcionados somou R$
254,108 bilhões, um crescimento de 1% no mês e de 16,4%
em 12 meses.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO (ONLINE), 23 de outubro de 2007 | BBC Brasil
Maioria do eleitorado não
se interessa por eleição na Argentina
da BBC Brasil
A campanha presidencial
que definirá o sucessor do presidente
argentino, Néstor Kirchner, está sendo marcada pelo
que alguns analistas dizem ser a "mais forte" apatia desde
o retorno da democracia, em 1983.
Segundo pesquisa da consultoria Poliarquía publicada na segunda-feira
no jornal "La Nación", sete de cada dez eleitores
não estão interessados na corrida eleitoral que terá seu
primeiro turno no domingo, dia 28, e não têm curiosidade
sobre os assuntos políticos.
A pergunta do levantamento foi direta: "Você se interessa
por política?"
Entre os entrevistados, 34% dos entrevistados
responderam "pouco",
e 38,5% disseram "nada".
A soma destes resultados, segundo os
analistas da Poliarquía,
mostrou que mais de 72% dos argentinos não querem saber, hoje,
do assunto.
Diante da segunda pergunta --"você presta atenção
a esta campanha?"-- 37% responderam "pouco" e 36,5%
afirmaram "nada".
No total, 73,5% dos entrevistados confirmaram
apatia frente à disputa
eleitoral que definirá quem governará o país
durante os próximos quatro anos, a partir do próximo
dia 10 de dezembro.
O mesmo levantamento mostrou que 26,4%
afirmaram estar "muito" ou "bastante
interessados" pela política, e 26% prestam "muito" ou "bastante" atenção
a esta corrida eleitoral.
Os dados revelam que a Argentina, em
outras épocas definida
como a "mais politizada da região", mudou.
"Foi-se o tempo que nos matávamos por política.
A paixão e a violência política registradas com
força até os anos 70 e o interesse pela política,
em queda desde os anos 90, praticamente desapareceram com a histórica
crise de 2001", disse o analista Jorge Giacobbe, da consultoria
Giacobbe e Associados.
"Já não matamos, literalmente, o outro porque
tem idéias políticas diferentes das nossas. Neste sentido,
estamos mais civilizados."
Para o analista Sergio Berensztein,
da Poliarquía, o estranho
seria que houvesse interesse pelas eleições. Ele explicou: "Não
existe debate político na Argentina. Além disso, os
cidadãos não têm como avaliar as propostas dos
candidatos".
Para Berensztein, estes fatos contribuem
para o divórcio
entre a campanha eleitoral e a sociedade argentina. Para ele, a "boa
notícia" é que dois de cada três argentinos
entendem que as urnas são o melhor caminho para a democracia.
O sociólogo e analista político Manuel Mora y Araujo
destacou que, desde o retorno do regime democrático, a população
argentina vem perdendo confiança nos partidos políticos.
"A proporção de pessoas que se declaram filiadas
a algum partido caiu de 26%, naquela época, em 1983, para
11% agora", disse.
"Os chamados politizados, que são filiados a alguma
legenda ou simpatizantes, chegavam a 73% dos eleitores. Esse percentual
despencou para 22%, agora".
Mora y Araujo observou que uma democracia
sem partidos pode até funcionar,
mas reproduz uma situação que começou a ser
registrada na eleição presidencial de 2003. Aquele
pleito, que elegeu Néstor Kirchner, foi marcado pela dispersão
do voto e a fragmentação partidária, ele recordou.
Em 2003, o peronismo (movimento político criado pelo ex-presidente
Juan Domingo Perón, há 62 anos) apresentou três
candidatos separadamente: Kirchner, o ex-presidente Carlos Menem
(1989-1990) e Adolfo Rodríguez Saá (irmão do
atual candidato Alberto Rodríguez Saá). Eles tiveram,
somados, mais de 60% dos votos nacionais.
Agora, o peronismo, de acordo com dados
da Poliarquía, reúne
cerca de 40% do eleitorado.
Seja como for, para a oposição, a apatia registrada
na reta final da campanha atual acaba "favorecendo" a candidata
da situação, a primeira-dama e senadora Cristina Fernández
de Kirchner.
"Foi o governo que instalou esse desinteresse divulgando tantas
pesquisas a seu favor, querendo mostrar que o resultado já está definido
e com isso desestimulando a participação popular",
disse o presidenciável e ex-ministro da Economia de Kirchner,
Roberto Lavagna, do UNA (Uma Nação Avançada).
Segundo as diferentes pesquisas de
opinião, este peronista
estaria em terceiro na disputa eleitoral.
O desinteresse dos argentinos nesta
reta final da campanha levou o analista Joaquín Morales Solá a dizer, em seu programa
na emissora de televisão TN ("Todo Notícias"):
"Temos que ter claro que as pesquisas são mostras da
possível realidade, mas a realidade se resolverá nas
urnas. E essa situação realmente contribui para a apatia.
Mas não se esqueça que a eleição só se
resolve depois de contado o último voto".
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FETRACONSPAR, 23 de outubro
de 2007
Comitê Permanente Nacional – CPN
Relatório da Reunião
realizada dias 16 e 17 de outubro de 2007, em Brasília/DF
O companheiro Jorge Moraes, diretor
da FETRACONSPAR e representante da CNTI junto ao CPN - Comitê Permanente
Nacional, esteve na sede do MTE em Brasília/DF, dias 16 e 17/10/2007,
onde participou de reunião do comitê. A seguir confira o
relatório.
ABERTURA E DISCUSSÕES
A reunião foi realizada
nas dependências da sede do Ministério do Trabalho e Emprego
com início às 09:30 horas da manhã. Os membros do
CPN foram recepcionados pela Exma. Sra. RUTH BEATRIZ DE VASCONCELOS VILELA,
responsável pela secretaria na ausência do Ministro, que
fez a abertura da reunião justificando a ausência do Exmo.
senhor Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, devido a compromissos anteriormente
assumidos, porém, esteve representando-o com intuito de dar andamento
aos compromissos assumidos na reunião anterior, destacando os
três itens a serem discutidos; realização do V
CEMATIC, ENCONTRO DO CPR e COORDENAÇÃO DO CPN.
Foi informado que em relação
ao Encontro do CPR a ser realizado em São Paulo, será enviado
convite as DRTs a nível nacional, para que envie dois representantes
para participar. Com a palavra o Sr. Osvaldo Bezerra, membro da Fundacentro,
informou que estarão a disposição do CPN, toda a
estrutura da Fundacentro para a realização do Encontro
dos CPRs, a ser realizado dias 5 e 6 de novembro de 2007, ficando definido
que as despesas com coffee-break serão rateadas entre as bancadas
laborais e patronais.
SOBRE O CEMATIC
Com a palavra o senhor Laércio
Fernandes Vicente, coordenador do CPN, informou que já fora discutido
na reunião anterior com o senhor Ministro do Trabalho, sobre a
disponibilidade de recursos para a realização do V CEMATIC,
porém, ainda não havia sido formalizado. Foi dito pela
secretária senhora RUTH BEATRIZ DE VASCONCELOS VILELA que em sua
secretaria não há disponibilidade de verbas para este fim,
e que o pedido deveria ser formulado ao senhor Ministro, e caso fosse
feita a liberação, a mesma faria a operacionalização
do pedido. Informou que deveria ser feito ainda um contato com o senhor
Paulo Roberto Pinto, Secretario adjunto do Ministro, solicitando de imediato
tal reunião para formalizar o pedido, porém, não
foi possível devido a sua agenda, ficando definido que será enviado
uma solicitação ao Secretario, para que o mesmo disponibilize
também ao menos duas pessoas de cada DRT do território
nacional para que participe do encontro do CPR em dezembro, e ainda do
V CEMATIC. Ficou também definido que para um maior sucesso na
realização do evento, deverão os membros do CPN
fazer uma visita prévia na cidade de Belém do Pará para
a organização do evento.
SOBRE O SITE
Ficou definido que o site do
CPN será lançado em dezembro/2007, no encontro do CPR e
que as despesas já foram encaminhadas as entidades para que seja
feito os pagamentos.
SOBRE A RTP DA ELÉTRICA
Nos foi informado pelo Sr. Osvaldo
Bezerra, presidente interino da Fundacentro, que já está pronta
a RTP de instalações provisórias de eletricidade
para sua publicação de imediato.
SOBRE O GT DO PCMAT
Também foi informado pelo
senhor Osvaldo Bezerra, que os grupos não apresentaram nada de
proposta, ficando de voltar a ser discutido o assunto no grupo e em seguida
será apresentado um relatório final.
SOBRE A MUDANÇA DE COORDENAÇÃO
DO CPN
Estava presente na reunião
o senhor PEDRO ERNESTO TRACHES JR., advogado e chefe interino dos fiscais
do trabalho a nível nacional e representante do M.T.E, esclarecendo
que a coordenação do CPN é feita em rodízio
de bancadas, e o governo não poderia ficar de fora na representação.
Após longa discussão, ficou definido que na próxima
reunião a ser realizada em 2008, a coordenação do
CPN deverá ficar com o governo.
ABAIXO LISTA DE PRESENTES NA REUNIÃO
NOME
|
ENTIDADE
|
| 1.
NILZA MARIA DE PAULA PVS |
DRT/DF
|
| 2.
JORGE MORAES |
CNTI
|
| 3.
BEROALDO R. LOPES MAIA JR. |
DRT/PE
|
| 4.
LUIZ CARLOS JOSÉ DE QUEIROZ |
CONTICOM-CUT
|
| 5.
JÓFILO MOREIRA LIMA JR. |
FUNDACENTRO
|
| 6.
PEDRO ERNESTO TRACHES JR |
DSST/SIT
|
| 7.
OSVALDO BEZERRA |
FUNDACENTRO
|
| 8.
LUIZA TANIA E. RODRIGUES |
DRT/RS
|
| 9.
SERGIO USSAN |
SINDUSCON-RJ
|
| 10.
YVES MIFANO |
SECOVI
|
| 11.
LAERCIO FERNANDES VICENTE |
FORÇA
SINDICAL
|
| 12.
SERGIO PAIVA |
SECONCI-RIO
|
| 13.
MARCOS GÓIS DE ARAÚJO |
DSST/SIT
|
| 14.
RUTH BEATRIZ DE VASCONCELOS VILELA |
DSST/SIT
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Sem mais, era o que tinha a relatar.
JORGE MORAES
Membro CPN
Maringá/PR, 18 de outubro de 2007.
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Agência Diap, 23 de
outubro de 2007
PLENÁRIO DA CÂMARA
Mais recursos para saúde,
voto secreto, nepotismo e reforma política na agenda desta
semana; pauta está travada por seis MPs
O principal item da pauta do
plenário desta semana deve ser a regulamentação
da Emenda Constitucional 29/00. A votação do Projeto de
Lei Complementar 1/03, do ex-deputado Roberto Gouveia (PT/SP), que regulamenta
a emenda.
A Emenda 29 obriga os estados a aplicar em saúde 12% da arrecadação
de impostos, e os municípios, 15%. Em 2005, apenas seis estados aplicaram
o mínimo previsto, enquanto 93% dos municípios cumpriram o percentual
de 15%.
Além disso, o Governo negocia um aumento da participação
da União pela variação anual do Produto Interno Bruto
(PIB). Mas a principal medida proposta é a definição das
ações de saúde em que esses recursos poderão ser
aplicados, o que impedirá que União, estados e municípios
desviem verbas obrigatórias da saúde para outras áreas.
Medidas provisórias
Antes de iniciar qualquer votação esta semana, os deputados terão
de apreciar as seis medidas provisórias que trancam a pautado do plenário.
Vejam quais são: MP 381/07, que trata da abertura de crédito
extraordinário em favor de diversos órgãos do Poder Executivo,
no valor global de R$ 6,33 bilhões; e também a MP 383/07, que
prevê abertura de crédito extraordinário de R$ 1,25 bilhão
para a Secretaria de Portos e os ministérios dos Transportes, Meio Ambiente,
Defesa, Integração Nacional e Cidades.
Há ainda as MPs 384/07, que institui o Programa Nacional de Segurança
Pública com Cidadania (Pronasci); 387/07, que estabelecimento de critérios
para a aplicação de recursos do PAC na execução
de obras e projetos de infra-estrutura social; a 388/07, que trata da regulamentação
do funcionamento do comércio aos domingos e feriados e aumento do número
de repousos semanais dos trabalhadores que comparecerem nesses dias; e a 389/07,
que cria 300 cargos na área de infra-estrutura a serem contratados por
concurso público para o Executivo.
PECs
Estão na pauta ainda quatro propostas de emenda à Constituição
(PECs). Em 2º turno, os deputados podem votar a PEC do Voto Aberto (349/01),
que acaba com o voto secreto nos legislativos federal, estadual e municipal.
O presidente Arlindo Chinaglia (PT/SP) tentará construir acordo para
que o Senado possa participar da discussão e a PEC seja aprovada rapidamente
nas duas Casas legislativas.
Está prevista a análise em 1º turno das PECs dos Vereadores
(333/04), que define o número de vereadores de acordo com a população
do município; do Nepotismo (334/96), que proíbe a nomeação
para cargos em comissão de parentes até o terceiro grau de autoridades
da administração pública direta e indireta; e da Defensoria
Pública (487/05).
Reforma política
O plenário ainda pode concluir a votação da reforma política
(PL 1.210/07). Restam temas como o sistema eleitoral distrital e financiamento
público de campanhas para cargos majoritários. A PEC 23/07, aprovada
no Senado e que torna mais rígidas as regras para a fidelidade partidária,
não será incluída nessa discussão, e seguirá tramitação
normal na Câmara, com análise por uma comissão especial
antes de ir a plenário.
Dois outros projetos da área de segurança, PL 4.230/04 e PL 1.935/07,
estão em pauta, assim como sete medidas provisórias sem prazo
de tramitação vencido: MPs 390/07, 391/07, 392/07, 393/07, 394/07,
395/07 e 396/07.
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Agência Diap, 23 de
outubro de 2007
A revolução previdenciária
brasileira
Por: Floriano José Martins*
O governo acaba de encaminhar
para o Congresso Nacional o projeto de instituição da previdência
complementar do servidor público. Neste projeto é fixado
para todos os servidores de cargo efetivo, e que for admitido no serviço
público, a partir de seu funcionamento, o teto do Regime Geral
da Previdência Social(INSS), hoje no valor de R$ 2.894,28.
Pelo Projeto, ficará instituído regime de previdência complementar
aos servidores públicos titulares de cargo efetivo da União (Poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário), suas autarquias e fundações,
inclusive para os “membros” do Poder Judiciário, do Ministério
Público e do Tribunal de Contas da União.
A adesão ao novo regime (não é obrigatória) dar-se-á somente
aos servidores que ingressarem no serviço público. Aos demais
servidores, conforme determina o § 16 do art. 40 da Constituição
Federal, fica aberta a possibilidade de aderirem ao regime de previdência
complementar, submetendo-se, assim, ao referido limite.
A Entidade a ser criada (Funpresp) será estruturada na forma de fundação
com personalidade jurídica de direito privado, gozará de autonomia
administrativa, financeira e gerencial e terá sede e foro no Distrito
Federal.
Para os benefícios programáveis, o plano de benefícios
será de contribuição definida, conforme determinado na
C.F.
Já os benefícios não programáveis serão
definidos no regulamento do plano de benefícios, devendo ser assegurados,
pelo menos, os benefícios decorrentes dos eventos de invalidez e morte.
As contribuições do patrocinador e do participante incidirão
sobre a parcela de remuneração que exceder o equivalente ao limite
do INSS. As alíquotas de contribuição serão definidas
no regulamento do plano de benefícios, não podendo, a contribuição
de o patrocinador exceder a do participante nem a 7,5% (sete e meio por cento)
sobre a base de remuneração deste. Neste caso já está praticamente
definida (exceto para o participante), portanto, o regulamento irá apenas
homologar o que determina a Lei.
O assistido poderá transferir as reservas constituídas em seu
nome para outra entidade de previdência complementar ou seguradora para
contratação de renda vitalícia, liberdade esta que o mercado
agradece.
A estrutura de governança prevê Conselho Deliberativo, Conselho
Fiscal e Diretoria, seguindo o disposto na Lei Complementar 108, de 2001.
Feitas estas considerações
de conteúdo do projeto, passamos a fazer algumas outras análises:
1 - Uma vez participante da previdência complementar, o servidor terá que
buscar incessantemente, a chamada reserva para formação do patrimônio
( ou acumulação de ativo reais), onde sairá sua aposentadoria,
e será fruto de diversas contingências, quais sejam: economia,
mercado, governança e uma fiscalização intensa, por parte
do participante.
2 - Terá que ter visão de futuro, com maior preocupação
de sua reserva (poupança), e certamente mudará a cultura previdenciária
do servidor, onde uma das características de sua filiação
ao RPPS era a integralidade de seus vencimentos, o que deixará de existir.
3 - Dentro de uma perspectiva de mercado era a última cartada que faltava,
principalmente, para o mercado de capitais, pois os sistemas, tanto o RGPS,
como o RPPS, terão os mesmos tetos, e praticamente as mesmas condições
de concessões de benefícios, a partir da entrada em vigor do
novo sistema.
4 - Mudará para muitos a cultura financeira, onde muitos irão
analisar melhor o mercado de capitais, principalmente, o financeiro, e a melhor
forma de prover seu futuro.
5 - Talvez, pensar-se-á, num lote de casas para aluguel, ou num lote
de ações (exigindo maior conhecimento deste mercado), ou em renda
fixa, com misturanças de novos fundos etc, ou mesmo, um pouco de cada
um, enfim, para que as incertezas não dêem um tombo de vez.
(*) Floriano José Martins é Diretor
Presidente da Fundação Anfip de Estudos da Seguridade Social
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Gazeta do Povo, 23 de outubro
de 2007
BRASIL | SENADO
Agora, Calheiros pede 10 dias de licença
médica
Durante afastamento, Renan não vai
depor no Conselho de Ética
Brasília – O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL), pediu ontem dez dias de licença do mandato parlamentar. Isolado
e enfraquecido por uma série de denúncias, Renan pediu no último
dia 11 uma licença de 45 dias da presidência do Senado. Desde
então, ele não apareceu mais no Senado para trabalhar. No período
em que está afastado do mandato, Renan não poderá depor
no Conselho de Ética nem ser notificado de novas representações.
Oficialmente, interlocutores
de Renan dizem que ele usará o período da licença
para fazer exames médicos de rotina – que ele costuma fazer
anualmente. Nos bastidores, entretanto, aliados de Renan disseram que
ele teme retomar agora suas atividades como parlamentar no Senado.
O peemedebista já foi
absolvido em um processo de cassação, mas ainda responde
a outros quatro no Conselho de Ética da Casa por quebra do decoro
parlamentar. Renan foi absolvido pelo plenário do Senado no processo
em que foi acusado de usar recursos da empreteira Mendes Júnior
para pagar despesas pessoais, como pensão e aluguel da jornalista
Mônica Veloso, com quem ele tem uma filha.
Renan ainda responde à acusação
de ajudar a reverter uma dívida de R$ 100 milhões da Schincariol
com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Neste segundo processo,
o relator é o senador João Pedro (PT-AM). No terceiro processo
Renan é acusado de usar “laranjas” para comprar um
grupo de comunicação em Alagoas. O processo tem o senador
Jefferson Peres (PDT-AM) como relator.
O quarto processo foi aberto
para investigar a denúncia de que Renan teria participado de um
esquema de desvio de recursos em ministérios controlados pelo
PMDB. O processo tem o senador Almeida Lima (PMDB-SE) – aliado
de Renan – como relator.
O PSDB e o DEM apresentaram uma
nova representação contra o peemedebista. Nessa representação,
a quinta, ele é acusado de montar um dossiê para chantagear
os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO).
A espionagem teria sido feira pelo ex-assessor especial de Renan, o ex-senador
Francisco Escórcio.
Mas Renan pode ter ainda pela
frente um sexto processo. A Mesa Diretora deve autorizar hoje ao Conselho
de Ética a abertura da sexta investigação contra
ele. Desta vez, o peemedebista, conforme denunciou o jornal O Estado
de S. Paulo, é acusado de utilizar o cargo para destinar recursos à empresa
fantasma de um ex-assessor. Na representação, protocolada
na semana passada pelo PSol, Renan é ainda acusado de supostamente
ter praticado crimes de exploração de prestígio,
tráfico de influência, intermediação de interesses
privados, corrupção ativa e passiva e formação
de quadrilha.
Integrante da Mesa, o segundo
vice-presidente do Senado, Alvaro Dias (PSDB-PR), defendeu que seja
aberta a investigação contra Renan. Para ele, a última
denúncia é a “mais grave de todas”. “É a
denúncia mais grave e a mais fácil de ser investigada”,
comentou ele, acrescentando que não há necessidade de
haver testemunha, apenas checar se de fato existiu uma emenda para
liberar verbas para o ex-assessor de Renan.
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Gazeta do Povo, 23 de outubro
de 2007
BRASIL | IMPOSTO
Planalto pode oferecer desonerações
em troca de aprovação da CPMF
Brasília – Diante da dificuldade em prorrogar a CPMF até 2011,
o Palácio do Planalto vai oferecer à oposição uma
série de medidas de desoneração tributária, segundo
fontes do governo. Em reunião com ministros da coordenação
política ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou
que o governo só aprovará até o fim do ano a proposta
de emenda constitucional da CPMF, no Senado, se apresentar medidas provisórias
e projetos de lei que atendam à parte das reivindicações
de representantes de partidos como PSDB e DEM. As áreas que serão
desoneradas ainda não foram definidas.
Segundo uma fonte do Planalto,
a expectativa do governo é que a CPMF seja aprovada até o
fim deste ano. O Planalto, porém, avalia que vai precisar de muitos
projetos de lei e medidas provisórias para “acalmar” a
oposição. Como ressaltou em entrevistas durante viagem à África
na semana passada, Lula deixou claro que não pretende mudar o
texto da PEC da CPMF aprovada na Câmara. As medidas de desonerações
não serão incluídas na PEC.
Durante o encontro desta manhã,
o vice-presidente José Alencar fez um relato da conversa que teve
na semana passada com vários senadores, em visita ao Senado. Alencar
disse a Lula e aos ministros que o clima no Senado após a queda
de Renan Calheiros está mais favorável à aprovação
de propostas de interesse do governo. Também na reunião,
Lula disse que irá receber os “100 maiores” empresários
do país amanhã para discutir o PAC e outras iniciativas
para o crescimento econômico. Além de Lula e Alencar, participaram
do encontro os ministros Walfrido Mares Guia (Relações
Institucionais), Luiz Dulci (Secretaria Geral), Franklin Martins (Secretaria
de Comunicação Social) e Paulo Bernardo (Planejamento).
Lição
Para ensinar o governo a gastar
menos, o presidente do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, propôs
ontem a redução gradual da alíquota da CPMF, que
está hoje em 0,38%. Segundo Gerdau, esta seria uma maneira de
a administração federal começar a controlar os gastos
e de melhorar a eficiência da máquina pública.
“Tem de criar-se, em toda
a gestão pública, uma filosofia de aumento da produtividade
e de diminuição de gastos”, disse, após participar
de um painel do 2.º Encontro Nacional da Indústria, em que
foi discutida a agenda do crescimento econômico.
Durante esse debate, Gerdau
afirmou que a CPMF pode ser um instrumento “fantástico” para
educar o Poder Executivo. Ele afirmou que, enquanto houver expectativa
de que existirá aumento de receita, não se trabalha para
reduzir as despesas.
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Gazeta do Povo, 23 de outubro
de 2007
ECONOMIA | MERCADO
Juro mais baixo só em 2008,
prevêem analistas
Manutenção da selic pelo bc
não altera expectativa sobre inflação
Brasília – A decisão do Banco Central (BC) de interromper,
na semana passada, o ciclo de dois anos de queda na taxa básica de juros
não alterou o humor do mercado financeiro em relação à inflação.
Foram mantidas, no boletim Focus divulgado ontem, as expectativas para o IPCA
de 2007 e 2008, em 3,91% e 4,10%, respectivamente. Nos dois casos, a variação
está abaixo do centro da meta oficial de 4,5%.
O BC segurou a Selic em 11,25%
ao ano justamente por medo de que novos estímulos à economia
aumentassem a pressão sobre os preços, desencadeando reajustes.
O temor é que a oferta de produtos não cresça na
mesma velocidade que o consumo. Juros estacionados tendem a manter congeladas
as taxas cobrados do crediário do consumidor, por exemplo, o que
pode inibir o consumo e derrubar a inflação.
Diante disso, os economistas
reafirmaram suas projeções de que não haverá mais
cortes na taxa básica neste ano, com a Selic a 11,25% no fim de
2007, e mantiveram os cálculos em 10,25% ao ano para o fim de
2008. Os cortes na taxa de juros, segundo os analistas, só seriam
retomados em 2008. Os especialistas, no entanto, puxaram para baixo as
contas sobre o câmbio neste ano, de R$ 1,85 para R$ 1,82, mantendo
a estimativa de 2008 em R$ 1,90.
Pelo Focus, o mercado continua
projetando superávit comercial de US$ 42 bilhões neste
ano e de US$ 35 bilhões em 2008. Outros indicadores importantes
também não foram revisados, como o crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB, conjunto das riquezas geradas pelo país),
em 4,7% agora e em 4,5% em 2008.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
23 de outubro de 2007 | Economia
Tributos e gastos públicos
impedem crescimento, diz CNI
Redação O Estado
do Paraná
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Cerca de 1.200 empresários participaram do evento.
Brasília - Os industriais brasileiros consideram insuficientes os avanços
alcançados nos 10 temas considerados prioritários pelo setor
para garantir o crescimento sustentável do Brasil. Essa é a opinião
dos dirigentes de sindicatos de todo o País, que avaliaram a evolução
da Agenda do Crescimento, elaborada pela Confederação Nacional
da Indústria (CNI). A pesquisa, que consolida a opinião de 538
sindicatos industriais recolhidas em 26 encontros estaduais, realizados de
agosto a outubro deste ano, foi apresentada no 2.º Encontro Nacional da
Indústria (Enai), aberto ontem, em Brasília. “O acervo
de informações proporcionado por essa pesquisa vai orientar,
no futuro, posicionamentos e ações da CNI”, afirmou o presidente
da entidade, Armando Monteiro Neto.
O levantamento, apresentado pelo
diretor-executivo da CNI, José Augusto Coelho Fernandes, ouviu
os industriais sobre os temas infra-estrutura, financiamento, desburocratização,
inovação, educação, política comercial
e de acesso a mercados, redução de gastos públicos,
tributação, relações do trabalho e meio ambiente.
Os quatro últimos receberam as piores avaliações,
sendo que em tributação o desempenho se aproxima do retrocesso.
Os melhores desempenhos ficaram
com os temas inovação, financiamento, educação
e política comercial e acesso a mercados. “Em nenhum tema
houve avanço expressivo”, disse Fernandes. Ele destacou,
no entanto, que a maioria dos consultados espera um futuro melhor. A
avaliação sobre a redução dos gastos públicos
foi próxima do retrocesso. Dentro desse tema, o controle dos gastos
correntes teve a pior avaliação dos entrevistados: 50%
identificaram retrocesso, enquanto 34% não perceberam avanço.
Tributação foi
o tema que teve a pior avaliação. Entre as questões
examinadas, a redução da carga tributária se destacou
negativamente. Segundo a pesquisa da CNI, 46% apontaram retrocesso e
32% não identificaram mudanças.
No item infra-estrutura, predominou
a visão de que não houve avanço. Os industriais,
contudo, avaliaram um pouco mais positivamente a criação
de marcos regulatórios e a transferência de serviços
para a iniciativa privada.
Avaliações
Um dos temas melhores avaliados
foi o financiamento. O destaque ficou com a queda da taxa de juros e
o aumento da disponibilidade de recursos: 61% dos entrevistados disseram
que tiveram pequenos avanços e outros 15% consideraram que houve
avanços significativos.
Nas relações do
trabalho, entretanto, a visão dominante entre os empresários é de
que não houve evolução. A pior avaliação
ficou com a redução dos gastos com contratação:
20% afirmaram que houve retrocesso. Na desburocratização,
a pesquisa mostrou que há falta de avanços.
A inovação recebeu
a melhor avaliação dos industriais: é o único
tema em que é majoritária a visão de avanço.
O melhor resultado está na promoção da capacitação
tecnológica empresarial. De acordo com o levantameno, 58% registraram
algum avanço. No tema educação, foram observados
avanços, em particular nas iniciativas para universalizar a educação
básica de qualidade, apontadas por 52% dos entrevistados.
Em relação à política
comercial e de acesos a mercados, predomina a falta de avanço,
mas a percepção de pequenos avanços é mais
expressiva que a de retrocesso. Os programas de promoção
das exportações tiveram a melhor avaliação:
52% dos empresários disseram que houve avanços.
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Folha
de São Paulo, 23 de outubro de 2007
EUA apóiam Brasil para G7, afirma
Mantega
Charles Dharapak/Associated Press

O secretário do Tesouro
dos EUA, Henry Paulson (à esq.), e o ministro Guido Mantega (Fazenda)
SÉRGIO DÁVILA
DE WASHINGTON
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos apóia a entrada do
Brasil no chamado G7, o grupo dos sete países mais ricos do mundo. Foi
o que disse o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, que se encontrou
com o americano Henry Paulson na manhã de ontem, em Washington.
Indagado se havia conseguido o apoio do americano para o pleito brasileiro,
Mantega respondeu: "Exatamente. O secretário Paulson se mostrou
muito receptivo à proposta que nós estamos defendendo de ampliar
o G7 para um "G" que possa abrigar os países emergentes que
estão tendo uma responsabilidade, um peso econômico, um papel
político muito maior no cenário internacional."
Para o ministro, "não tem sentido você fazer uma reunião à parte,
de sete países, e convidar para o cafezinho ou para o aperitivo os demais
países que hoje possuem nas suas mãos a responsabilidade por
uma taxa mais robusta de crescimento da economia mundial".
Se confirmado -o governo norte-americano não se manifestou oficialmente-,
terá sido o segundo apoio de peso em menos de 24 horas. Anteontem, William
Rhodes, presidente do Citibank, havia defendido proposta semelhante, ao pedir
a inclusão do Brasil e dos outros Brics (Rússia, Índia
e China). Agora, Mantega promete falar com outros países do grupo, formado
por Alemanha, Canadá, França, EUA, Itália, Japão
e Reino Unido.
" Talvez a Alemanha tenha alguma resistência, eu não sei qual é a
posição da Itália, mas pretendo verificar", calculava
ontem. "Então, temos França [o presidente Nicolas Sarkozy
declarou apoio ao presidente Lula na última assembléia da ONU],
EUA, Rússia, então acredito que nunca as condições
foram tão favoráveis para o nosso ingresso no G7."
Indagado se o Brasil tem um prazo auto-imposto para alcançar o objetivo,
Mantega disse que pretende aproveitar a reunião do G20 em novembro,
na África do Sul, quando receberá o comando do grupo dos países
de economia emergente.
Fundo soberano
Ontem, tanto Mantega como o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles,
aproveitaram novos encontros com a imprensa para tentar desfazer a diferença
de expectativa que cada um teria em relação ao novo fundo soberano
que o Brasil criará com o excedente de reservas internacionais.
" Não há absolutamente nenhum descompasso." A afirmação é semelhante à que
Henrique Meirelles havia dado pela manhã, quando chegou a elogiar a campanha
que Mantega vem fazendo pela criação do fundo. "O ministro
está dando algumas informações importantes para a orientação
dos mercados", disse o presidente do BC. "O que ele está fazendo é importante
para os mercados avaliarem do que se trata."
Fundos soberanos são recursos pertencentes a governos de países
que são aplicados em diferentes ativos, normalmente com risco e rendimento
maiores que os que recebem reservas internacionais. Entre os investimentos,
estão ações, títulos emitidos por empresas, bônus
soberanos de longo prazo, imóveis e investimento estrangeiro direto.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
23/10/2007
Periculosidade: decisões regionais
motivam entendimentos diferentes no TST
Dois processos sobre o mesmo
tema – o adicional de periculosidade a ser pago a eletricistas – tomaram
rumos diferentes no Tribunal Superior do Trabalho. Nos dois casos, tratava-se
de recursos contra decisões de Tribunais Regionais do Trabalho
que adotaram fundamentos distintos ao abordar a matéria, e a Primeira
e a Segunda Turmas do TST, também fundamentações
diversas, mantiveram as decisões dos Regionais.
A base da divergência está na
aplicação do Decreto nº 93.412/1986. A Orientação
Jurisprudencial nº 324 da Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do TST, que trata do decreto, assegura aos empregados
que trabalhem em contato com sistema elétrico de potência,
ou em condições que ofereçam risco equivalente,
o direito a receber adicional de periculosidade.
Do TRT da 9ª Região
(PR) veio um recurso da Brasil Telecom S.A. – Telepar contra um
cabista paranaense. Ao ser apreciado pela Primeira Turma do TST, a decisão
foi a de manter o entendimento do Regional que concedia o adicional,
pois não havia violação de lei na decisão
do TRT.
O trabalhador foi contratado
em março de 1980 e executou funções de auxiliar
de escritório, desenhista e agente de serviços. De outubro
de 1997 a julho de 1998, foi cabista. Nessa função, emendava
cabos subterrâneos, localizava vazamentos em cabos pressurizados
e executava medições em rede externa. O laudo pericial
relatou que se expunha a situações de risco, de acordo
com o Decreto nº 93.412/1986, e que não era necessário
que o trabalho ocorresse em sistema elétrico de potência.
(RR-737/2000-026-09-00.4)
Destino oposto teve um processo
originado em Minas Gerais. O TRT da 3ª Região (MG), ao analisar
recurso de um eletricista da Aço Minas Gerais – Açominas,
firmou convencimento amparado no laudo pericial e retirou o adicional
concedido na primeira instância. O perito, apesar de enquadrar
a atividade exercida como de risco, atestou que a função
do trabalhador era a de eletricista de manutenção, na qual
não estava exposto ao sistema elétrico de potência.
Ao chegar ao TST, a Segunda
Turma não conheceu do recurso do trabalhador porque a Súmula
nº 126 do TST diz ser incabível o recurso de revista para
reexame de fatos e provas, o que impediu a obtenção do
adicional de periculosidade pelo eletricista, que foi inclusive inspetor
eletricista e inspetor de manutenção. (RR-803.871/2001.7)
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23/10/2007
Igreja Universal se livra de multa em ação
trabalhista
A multa prevista no artigo 477da
CLT pelo atraso na quitação das verbas rescisórias
não foi aplicada à Igreja Universal do Reino de Deus, em
processo movido por empregados contratados como seguranças. Os
ministros da Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho entenderam
ser controversa a relação de emprego, excluindo-a da condenação.
Os cinco empregados foram contratados
em fevereiro de 2005, como seguranças, pela Igreja Universal em
Belo Horizonte, e demitidos, sem justa causa, em junho de 2006. Na inicial,
informaram que sempre estiveram subordinados e sujeitos aos horários
de trabalho estabelecidos pela Igreja, e que trabalhavam de segunda a
domingo em jornada de 12X36, das 7h às 19h ou de 19h às
7h, sem usufruir regularmente dos intervalos destinados a repouso e alimentação
e nem receber horas extras. No início, recebiam salário
de R$ 1.500,00. A partir de novembro de 2005, o valor teria sido reduzido
para R$ 1.200,00, porque a Igreja alterou, unilateralmente, o contrato
de trabalho.
Em toda a relação
de emprego, alegaram jamais receber férias e 13º salário,
e suas carteiras de trabalho não foram assinadas. Requereram,
na ação, o registro do contrato em suas carteiras de trabalho,
com notificação à Delegacia Regional do Trabalho,
ao INSS e ao Ministério Público do Trabalho das irregularidades
apontadas, saldo de salário, aviso prévio, férias
mais 1/3, 13º salário, FGTS ou indenização
correspondente e horas extras.
A Vara do Trabalho de Belo Horizonte
reconheceu o vínculo de emprego por se configurarem os elementos
caracterizadores, de acordo com o disposto no artigo 3º da CLT.
Entendeu, também, que o fato de os empregados serem policiais
militares não afastava a subordinação jurídica.
A Igreja não concordou
com a sentença e recorreu, sob a alegação de que
os empregados formalizaram com ela um termo de adesão a serviço
voluntário, e insistiu na tese de que, na condição
de policiais militares, os seguranças não poderiam ter
vínculo com outro estabelecimento. Entretanto, o Tribunal Regional
do Trabalho da 3ª Região (MG) citou em seu acórdão
a Súmula nº 386 do TST, segundo a qual “é legítimo
o reconhecimento do vínculo empregatício entre policial
militar e empresa privada”, e condenou-a ao pagamento da multa
prevista no artigo 477 da CLT.
Inconformada com a decisão,
a Igreja recorreu ao TST. A ministra relatora do processo, juíza
Kátia Magalhães, excluiu da condenação
a multa. O entendimento adotado baseou-se no fato de que a relação
de emprego foi reconhecida apenas em juízo. À época
da demissão, havia controvérsia sobre o tema. Assim,
embora as verbas rescisórias sejam devidas, não é o
caso de considerar que houve atraso em seu pagamento.
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23/10/2007
Suspeito de desviar segredo industrial
ganha indenização
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou recurso de uma empresa de São Bernardo
do Campo (SP) e manteve decisão que a condenou a indenizar um
ex-empregado, demitido por justa causa por suposto desvio de segredos
industriais.
Contratado pela Asea Brown Boveri
Ltda., que posteriormente passou a ser denominada Alstom Hydro Energia
Brasil Ltda., o trabalhador teve uma carreira de rápida ascensão
profissional, com sucessivas promoções, e chegou a exercer
cargos de gerente e diretor de engenharia. Depois de 14 anos de contrato,
começou a sentir-se discriminado pelos donos da empresa, que,
segundo seu relato, tentaram coagi-lo, sob ameaças, para assinar
um documento em que ele reconheceria ter incorrido em falta grave. A
acusação baseou-se em denúncia de que ele teria
levado a outra empresa, para serem copiados, dez rolos de microfilmes
para cujo conteúdo seriam desenhos e projetos industriais de propriedade
de seu empregador. Diante de sua recusa em assinar o documento e o termo
de rescisão do contrato, a empresa colheu assinaturas de testemunhas
e o demitiu por justa causa, além registrar ocorrência policial
sobre o fato.
Imediatamente, o engenheiro ajuizou
ação em que reclamava a anulação da justa
causa, assim como diferenças salariais e indenização
por danos materiais e morais. A sentença da 2ª Vara do Trabalho
de Osasco deu-lhe ganho de causa parcial, revertendo a justa causa e
determinando o pagamento de diferenças salariais decorrentes de
aviso prévio, 13º salário, férias, com os devidos
reflexos.
As duas partes ajuizaram recurso
no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP): a empresa,
no intuito de reformar a sentença, e o ex-empregado, insistindo
na tese sobre danos materiais e morais. Apenas o pedido do trabalhador
foi acolhido: o TRT decidiu acrescentar à condenação
a indenização por danos morais, arbitrando o valor de um
salário por cada ano trabalhado (17 anos), com base na mais alta
remuneração recebida. Destacou, entre outros fundamentos,
ser evidente que a empresa não se empenhou a fundo para esclarecer
devidamente os fatos que lhe foram levados ao conhecimento, relativos
ao suposto desvio de segredos industriais. Assim, concluiu o Regional,
ao invés de estabelecer responsabilidades, com base em investigação “séria
e criteriosa”, a empresa o demitiu sumariamente quatro dias depois
de receber a denúncia, sem nenhum indício de que lhe tenha
sido facultado se defender das acusações e quando ainda
sequer haviam começado a ser colhidos os relatos das testemunhas
chamadas a depor no inquérito policial.
A empresa apelou ao TST, onde
a matéria foi apreciada pela Terceira Turma, que apenas determinou
a dedução de descontos previdenciários e fiscais.
Inconformada por ter sido mantida a condenação por danos
morais, apelou à Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1), alegando, preliminarmente, a incompetência
da Justiça do Trabalho para julgar danos morais e apresentando
oito decisões sobre o tema, para fundamentar seu pedido por divergência
jurisprudencial.
Ao reapreciar a matéria
na Terceira Turma, o relator, ministro Carlos Alberto Reis de Paula,
refutou a tese de incompetência da Justiça do Trabalho e
rejeitou o recurso, concluindo que a indenização por danos
morais, conforme a decisão do Regional, não decorre da
inexistência de justa causa para a demissão do empregado, “mas
sim à imputação de atos de improbidade, que macularam
sua dignidade pessoal e sua reputação profissional, ainda
que tal imputação tenha sido decorrente de sua dispensa”.
(RR 697554/2000.0)
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