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FOLHA DE LONDRINA, 30 de
outubro de 2007 | Economia
Conselho Curador do FGTS deve aprovar
mudanças
Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), responsável
pela gestão do fundo, deve ser reunir hoje (30/10) para discutir sobre
a regra do uso do fundo no abatimento das prestações de financiamentos
imobiliários.
O conselho também vai
analisar a criação de uma nova linha de crédito
para a compra da casa própria para famílias com renda superior
a R$ 4,9 mil.
Atualmente, o limite de utilização
do saldo para pagar prestação da casa, para trabalhadores
que ganham até quatro salários-mínimos, é de
80%. Esse percentual passará a ser válido também
para aqueles que tiverem renda acima de quatro salários-mínimos.
Na regra atual, esse percentual varia de 40% a 60%, para essas pessoas.
Já para a nova linha de
crédito, o comitê deve aprovar um plano intermediário
entre a Linha de Crédito do FGTS, para quem tem renda familiar
de até R$ 4,9 mil. A taxa de juros máxima permanecerá a
mesma, em 8,16%, mas o prazo para pagamento poderá subir, de 120
para 360 meses.
Da Redação
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Agência Diap, 30 de
outubro de 2007
FUNDO DE GARANTIA
Comissão analisa participação
do trabalhador na empresa com uso do FGTS
A Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) se reúne nesta terça-feira, 30/10, às
10 horas, a fim de analisar as proposições constantes em
sua pauta. Entre elas, o substitutivo ao projeto que altera a lei que
dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS),
contido na Lei 8.036/90.
A proposta permite ao empregado
participar do capital da empresa em que trabalha, utilizando para este
fim o saldo do FGTS. Durante a reunião, às 12h, os parlamentares
da CAE receberão a visita de senadores membros da Comissão
da Indústria, Comércio e Turismo do Senado espanhol.
A reunião aconte
na sala 19 da Ala Alexandre Costa.
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DIAP,
30 de outubro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
Centrais sindicais: prazo para emendar
projeto nas comissões se encerra nesta quinta
O prazo para emendar o Projeto
de Lei da Câmara (PLC) 88/07, que regulamenta as centrais sindicais,
termina nesta quinta-feira, dia 1º de novembro. Em seguida, o
projeto será distribuído para os relatores que ainda
não foram designados nas Comissões de Constituição
e Justiça, de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais,
simultaneamente, pois tramitam em regime de urgência constitucional.
O senador Paulo Paim (PT/RS) poderá ser um dos relatores, já que
se manifestou publicamente que deseja relatar a matéria em uma das comissões.
Audiência pública
Está confirmada a
realização de audiência pública para debater
o projeto no Senado, nesta quinta-feira, dia 1º, às 10
horas, no plenário 3.
Foram convidados para o debate, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi;
os deputados Augusto Carvalho (PPS/DF), Antônio Carlos Pannunzio (PSDB/SP)
e Vicentinho (PT/SP); um representante do FST; os presidentes da CNC e CNI;
o presidente da Anamatra, Cláudio Montesso; um representante da CSC,
João Batista Lemos; e os presidentes das centrais sindicais – CUT,
Força Sindical, CGT, UGT e NCST. (André Santos)
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO (ON LINE), 30 de outubro de 2007 | Brasil
Fim da CPMF obrigaria governo a reduzir
gastos, diz BC
da Agência Câmara
O presidente do Banco Central,
Henrique Meirelles, afirmou que o eventual fim da CPMF provocaria redução
das despesas públicas. "Não podemos nos iludir em
simplesmente eliminar a receita sem reduzir as despesas. Isso provocaria
um déficit e aumentaria a dívida", disse Meirelles.
O presidente do Banco Central
participou de audiência pública na Câmara promovida
por cinco comissões: Finanças e Tributação;
Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio;
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Defesa do Consumidor;
e Fiscalização Financeira e Controle; além da Comissão
de Assuntos Econômicos do Senado e da Comissão Mista de
Orçamento.
Os ministros José Gomes
Temporão (Saúde), Guido Mantega (Fazenda) e Walfrido dos
Mares Guia (Relações Institucionais) se reuniram hoje de
manhã para discutir a proposta do governo para a saúde.
Essa discussão está atrelada à negociação
com o PSDB sobre o apoio do partido à PEC da CPMF.
À tarde, o presidente
em exercício, Arlindo Chinaglia, se reúne com integrantes
da frente parlamentar da saúde para apresentar a proposta do governo.
O presidente da frente parlamentar
da saúde, deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS),
disse hoje que o impasse sobre a emenda 29 --que destina recursos para
a saúde-- ameaça a votação da PEC (proposta
de emenda constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF (Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.
"Se persistir o impasse,
o governo perderá os votos que já tem [na base] e ficará sem
aqueles que pretende conquistar na bancada do PSDB, por exemplo. Isso é fato."
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O GLOBO, 30 de outubro de
2007 | Política
Pesquisa mostra que quase 30% dos trabalhadores
voltam a trabalhar na sua antiga empresa
RIO - Construir uma boa imagem na empresa, ter bom comportamento e manter um
bom relacionamento com a chefia e com os colegas pode ser garantia de um emprego
no futuro.....quem sabe, na mesma empresa em que o profissional já trabalhou.
Por isso, a dica do momento é não fechar as portas ao sair da empresa, como
mostra a pesquisa 'A Contratação, A Demissão e a Carreira dos Profissionais
Brasileiros - Edição 2007', divulgada nesta segunda-feira pelo Grupo Catho,
que identificou que 29,16% dos profissionais acabam voltando a trabalhar para
seus ex-empregadores.
Os dados apurados na pesquisa,
que ouviu 12.122 profissionais de empresas privadas de todo o Brasil
entre os meses de março e abril deste ano, mostram ainda que é mais freqüente
entre os níveis hierárquicos altos voltar a trabalhar com ex-empregadores.
No caso de diretores, 36,12% já fizeram isso uma ou mais vezes, enquanto
que, no caso de gerentes, este percentual é de 31,56%. No que diz respeito
a profissionais especializados, 27,49% já voltaram a trabalhar para sua
antiga empresa. Segundo a pesquisa, mais mulheres (72,63%) aceitaram
trabalhar para ex-empregadores. No caso dos homens, 69,91% já fizeram
isso.
De acordo com a pesquisa, outro
indicador interessante da importância de construir uma boa imagem nas
empresas em que se trabalha é o seguinte: 42,52% dos profissionais declararam
ter feito convite de emprego, pelo menos uma vez, para funcionários de
ex-empregadores. Ou seja: os bons relacionamentos construídos ao longo
da carreira, especialmente com colegas de trabalho, podem render oportunidades
de emprego no futuro. No caso de profissional especializado, este percentual é de
62,90%, pulando para 77,17% no caso de estagiários e para 71,43% no de
trainées ou recém-formados. Entre os homens, 46,14% disseram já ter feito
convite de emprego para antigos colegas. Já entre as mulheres, o percentual é de
35,53%
Uma outra prova de que bons relacionamentos
podem render oportunidades de emprego no futuro é que 40,08% dos profissionais
consultados na pesquisa já aceitaram um convite de um ex-superior ou
ex-colega para trabalhar em outra empresa. Reforçando os dados acima,
a pesquisa do Grupo Catho mostra que 44,36% dos profissionais conseguiram
emprego graças à indicação de amigos, o que confirma a importância de
manter uma rede de contatos e relacionamentos (networking) para quem
procura novas oportunidades profissionais.
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O GLOBO, 30 de outubro de
2007 | Política
TRE-RJ vai vetar candidatos com ficha
criminal em 2008
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) recomendou ontem aos
juízes eleitorais do estado que não aceitem registros de candidaturas
de políticos com fichas criminais nas eleições municipais
do ano que vem. O presidente do TRE, desembargador Roberto Wider, se reuniu
com 197 dos 248 juízes eleitorais do Estado do Rio, e orientou os juízes
a usarem bom senso para estabelecer critérios e evitar prejulgamentos
caso a caso.
Será a segunda eleição
em que o TRE do Rio tentará barrar candidatos com ficha criminal.
Na eleição passada, o TRE impugnou o registro de candidatos
que respondiam a processos na Justiça. Pelo menos cinco deles
- Eurico Miranda, Paulo Baltazar, Reinaldo Gripp, Elaine Costa e Fernando
Gonçalves - recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recuperaram
o direito de se candidatar, mas não conseguiram se reeleger.
- Cabe ao eleitor escolher melhor
os candidatos, e à Justiça eleitoral cabe fazer uma análise
do histórico para verificar quem ostenta a moralidade para o exercício
do cargo - disse Wider.
A recomendação
do TRE é que os juízes eleitorais rejeitem o registro de
candidatos que estejam respondendo a processos criminais - mesmo que
em primeira instância -, e que tenham seus nomes incluídos
em inquéritos policiais. Também não serão
aceitos registros de candidatos que tenham o nome sujo por, por exemplo,
passar cheques sem fundo.
- Não vamos negar candidaturas
por conta de brigas de casal ou problemas com vizinhos, mas de casos
que impliquem potenciais riscos ao exercício do mandato. Não
haverá prejulgamento, mas é preciso que o político
tenha moralidade para o exercício do cargo que disputa, e felizmente
dispomos dos instrumentos necessários para garantir que sejam
admitidos apenas candidatos realmente adequados à função
pública - disse.
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ÂMBITO JURÍDICO,
30 de outubro de 2007
Prescrição pode começar
da efetiva homologação da dispensa
Marco prescricional se inicia da data da efetiva homologação
da dispensa, perante o Sindicato. Com esta tese do Desembargador Federal do
Trabalho Ricardo Artur Costa e Trigueiros, os Desembargadores da 4ª Turma
do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP) afastaram
a prescrição do direito de ação a partir da data
de dispensa do reclamante.
Trata-se de uma situação
sui generis cuja empresa demandada do setor da aviação,
envolvida por uma crise, fez demissão em massa de empregados.
A situação requereu a intervenção do Ministério
Público do Trabalho, posto que, a ré, desde 2000 não
recolhia FGTS de seus funcionários e estes estavam sofrendo atraso
no pagamento de salários.
No final de 2001 o Sindicato
da categoria ingressou com denúncia ao Ministério Público
do Trabalho, que ajuizou ação civil coletiva no início
de 2002, pleiteando o pagamento dos salários de outubro, novembro
e dezembro de 2001, 13º salário de 2001, pagamento de verbas
rescisórias aos empregados que foram dispensados em 2000, inclusive
a garantia ao pagamento dos salários vincendos dos empregados
ainda vinculados.
Diante desta ação,
a empresa entabulou acordo com o Ministério Público em
2003, comprometendo-se a pagar os salários de setembro a dezembro
de 2001 aos seus empregados, a partir do qual a recorrida efetivou a
dispensa do recorrente com a homologação de sua rescisão
em meados de 2004, constando anuência da ré, quanto ao direito
do recorrente de pleitear os títulos consignados no referido documento.
Em seu voto o Desembargador
Ricardo Artur Costa e Trigueiros, citando jurisprudência desta
Corte: (Acórdão Nº: 20010091933, Processo Nº:
19990600816 ano: 1999, turma: 8ª, Publicação: 10/04/2001)
entendeu que “...acolher a prescrição do direito
de ação a partir da data da dispensa do demandante seria
puní-lo duplamente...”.
O acórdão unânime
dos Desembargadores Federais do Trabalho da 4ª Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP), foi publicado
em 28/09/2007, Ac. 20070797069.
Processo nº TRT/SP sob
o nº Proc. 00940.2005.035.02.00-4
Fonte: TRT2
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Diário Vermelho, 30
de outubro de 2007
Lula anuncia obras na Bahia e defende
liberdade sindical
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva teve uma agenda cheia nesta segunda-feira, na Bahia, onde
inaugurou mais um Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec
2), do Senai, e anunciou um pacote de obras para o Estado. No pacote
está a inclusão da Ferrovia Oeste-Leste no Plano Nacional
de Viação, a construção do novo Aeroporto
de Ilhéus, investimentos no Programa Mais Cultura e a modelagem
das rodovias BR-116 e 324. Mais tarde, em Camaçari, Lula foi à Ford
e, diante de centenas de trabalhadores, defendeu a liberdade sindical
e o direito de greve.

Jaques Wagner (e.) acompanhou Lula na inauguração
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira
(29), em Salvador, a inclusão da Ferrovia Oeste/Leste no Plano Nacional
de Viação. A construção do eixo ferroviário
que escoará os produtos agroindustriais do oeste da Bahia, ao longo
de 1.200 quilômetros, custará cerca de R$ 2,5 bilhões,
com recursos dos governos federal e estadual.
O traçado prevê a ligação entre os municípios
de Luís Eduardo Magalhães e Brumado, onde haverá a interconexão
com a Ferrovia Centro Atlântica, que vai de Minas Gerais à capital
baiana. O anúncio foi feito na inauguração da segunda
unidade do Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec II), na Avenida
Orlando Gomes, bairro de Piatã.
O governador Jaques Wagner afirmou
que o projeto executivo deve estar pronto até junho de 2008, com
o início das obras previsto para o começo de 2009. “A
nova ferrovia vai garantir aos trabalhadores e empresários do
oeste condições de logística para o escoamento de
produtos. É um sonho virando realidade”, declarou o governador,
referindo-se aos grãos e minérios que chegarão ao
porto de Salvador através do empreendimento, barateando o custo
de transporte.
Foi assinado ainda um termo de
cooperação entre o governo da Bahia e a Empresa de Infra-estrutura
Aeroportuária (Infraero) para construção do novo
aeroporto de Ilhéus – R$ 150 milhões para as obras
e R$ 5 milhões para o projeto executivo.
Estima-se que, com o início
da construção em 2009, o empreendimento entre em operação
dois anos depois. O novo aeroporto deve ser implantado na BR-101, às
margens da BA-001, entre Ilhéus e Itacaré, de acordo com
indicação do Instituto de Aviação Civil.
O atual aeroporto de Ilhéus,
apontado como um dos três mais inseguros do país, tem sete
vôos diários e movimenta cerca de 1.200 passageiros no embarque
e desembarque. Além disso, não há área de
escape e a pista é curta (1.574 metros) e sem possibilidade de
ampliação – fica a 100 metros de uma movimentada
avenida e tem o mar de um lado e o Rio Cachoeira de outro.
Recuperação das BRs
324, 116 e 101
O presidente Lula também
anunciou a duplicação da BR 116 e a reformatação
da 324, com edital de licitação previsto para sair ainda
este ano e investimento de R$ 1,14 bilhão, e a revitalização
da BR-101, no trecho entre Monte Pascoal e a divisa da Bahia com o Espírito
Santo, totalizando 171,4 quilômetros.
Com investimento de R$ 68,5 milhões,
a obra na BR-101 conta com recursos do Ministério dos Transportes,
por meio do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte, e
execução pelo Ministério da Defesa, via 11º Batalhão
de Engenharia do Exército. Os serviços devem estar concluídos
em 210 dias.
As obras nas BRs 324 (trecho
entre Salvador e Feira de Santana) e 116 (entre Feira e a divisa Bahia/Minas
Gerais) vão ser realizadas mediante concessão com prazo
de 25 anos.
Também hoje foi assinado
o acordo de concessão para implementação e gestão
compartilhada do Programa Mais Cultura na Bahia, instituído pelo
Decreto 6.226, de 4 de outubro de 2007, e amparado em eixos como cultura,
cidadania e identidade. Recursos de R$ 10 milhões serão
destinados à Bahia para o desenvolvimento das ações.
O estado é o primeiro do país a aderir ao programa.
Cursos profissionalizantes
Ex-aluno do Serviço Nacional
de Aprendizagem Industrial (Senai), Lula ressaltou a importância
de cursos profissionalizantes como os oferecidos pelo Cimatec para a
geração de postos de trabalho para milhares de jovens no
Brasil. “É isso que vai fazer o país se transformar
numa grande nação do século XXI”, disse o
presidente, ao receber uma placa comemorativa dos atuais alunos.
Vinculado ao Senai, o Cimatec
II tem 11.100 metros quadrados, 23 novos laboratórios e 23 salas
de aula para formação de jovens no setor industrial, prestação
de serviços técnicos e promoção de pesquisa
aplicada.
Fruto de um investimento de R$ 34,8 milhões, a nova unidade também
vai abrigar mais três áreas de competência: mecânica
de precisão, engenharia automotiva e microeletrônica.
Para o governador Jaques Wagner,
o Cimatec funciona como alavanca e suporte para o crescimento industrial
da Bahia e do Nordeste. “Com a parceria entre a iniciativa privada
e os governos federal, estadual e municipal, a existência de centros
como esse é o que garante o desenvolvimento industrial e principalmente
a boa formação dos nossos jovens”, ressaltou.
Com o novo Cimatec, os serviços
já prestados pelo Cimatec I, inaugurado em 2002, serão
ampliados, como as áreas de certificação de pessoas,
plásticos, pós-venda automotiva e sistemas de potência.
Juntos, o Cimatec II e o Cimatec I somam 17.600 metros quadrados, 56
laboratórios e 35 salas de aula com capacidade para receber mais
de 12 mil alunos por ano.
O projeto de construção
de mais duas unidades do Cimatec já foi aprovado e está em
andamento, com previsão de inauguração até o
final de 2009.
Entre os jovens que estão
em processo de formação profissional no Cimatec, está Leonardo
Fernandes, 17 anos. Ao concluir o ensino médio, ele teve a oportunidade
de participar de um curso de tecnologia em plástico no Senai. “Está sendo
uma grande chance de aumentar os meus conhecimentos e fico feliz em saber
que isso influencia a minha possibilidade de contratação
por uma empresa da área, porque pretendo seguir nesse ramo”,
explicou Leonardo, que já está no Cimatec há um
ano e meio.
Liberdade sindical
Ainda na Bahia, o presidente
Lula aproveitou a presença de centenas de trabalhadores do Complexo
Ford de Camaçari, nas comemorações da produção
de um milhão de veículos na região, para defender
a liberdade sindical e o direito de greve, mas deixou claro que o governo
não deve interferir nas negociações entre trabalhadores
e patrões.
''Hoje, a questão do movimento
dos trabalhadores é uma questão entre as empresas e os
trabalhadores, não é um problema do governo'' , afirmou.
''O governo não se mete porque nós achamos que a liberdade
sindical e o direito de greve são conquistas universais e que
precisam ser mantidas para o bom funcionamento da democracia'', complementou.
Lula também enfatizou
a importância da formação profissional de homens
e mulheres. ''Somente a qualificação profissional vai permitir
que vocês conquistem a cidadania plena, e vai permitir que vocês
possam ter emprego, seja aqui em Camaçari ou seja em qualquer
lugar do Brasil'', disse Lula.
O presidente reafirmou que o
governo federal pretende criar 10 novas universidades federais, 48 extensões
universitárias e 214 escolas técnicas em todo o país.
''Uma nação só será maior
se o seu povo estiver melhor preparado, se a gente tiver orgulho, se
a gente tiver respeito próprio e se a gente não andar de
cabeça baixa nesse mundo globalizado aonde duas ou três
nações pensam que são donas do planeta'', disse
Lula.
O presidente exaltou os biocombustíveis
e a produção de carros flex fuel como diferenciais brasileiros
no mercado mundial. ''O Brasil vai passar a ser o primeiro país
do mundo a ter carros e caminhões em que as pessoas terão
o luxo de chegar no posto de gasolina e escolher qual é o combustível
mais barato, ambientalmente mais correto. E é isso que vai permitir
que o Brasil ocupe um lugar de destaque no mundo'', ressaltou.
Segundo o Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o setor
automotivo deve fechar 2007 com uma produção de 2,9 milhões
de veículos, 11% a mais do que no ano passado, e 660 mil unidades
exportadas para o mundo todo.
As vendas internas devem
registrar crescimento de 27% em relação a 2006, totalizando
4,45 milhões de veículos. Os flex fuel já representam
cerca de 85% das vendas de automóveis e de comerciais leves
no país.
Da redação,
com agências
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Agência Diap, 30 de
outubro de 2007
Ainda sobre o reconhecimento das
centrais sindicais
Por: João Guilherme Vargas
Netto*
Quando a Câmara Federal
aprovou o projeto de lei de reconhecimento das centrais sindicais longamente
negociado entre elas com o governo e partidos políticos, duas
tocaias foram armadas contra o movimento, contra os trabalhadores e
contra o acordo que deu base ao projeto.
A primeira tocaia, sob a forma de uma emenda do deputado de Brasília,
Augusto Carvalho (PPS), confundiu todo o meio de campo porque determinou que
a empresa somente desconte e encaminhe a contribuição sindical
dos trabalhadores que o autorizarem; como a contribuição não
foi revogada, os outros trabalhadores devem providenciar o pagamento sob pena
de ficar devedores e passarem a integrar a lista da dívida da União.
A segunda tocaia foi armada pelo deputado de São Paulo, Antonio Carlos
Pannunzio (PSDB), e determina a fiscalização do TCU – Tribunal
de Contas da União – sobre as movimentações financeiras
das centrais sindicais, criando-lhes constrangimentos já que as centrais
não são órgãos públicos controláveis
pelo TCU.
Ambas as emendas foram aprovadas por maioria de votos de deputados da oposição,
aos quais se incorporaram alguns deputados da base de sustentação
do Governo. Isso era tarde da noite, as votações foram confusas,
mas de qualquer maneira as emendas foram incorporadas ao projeto aprovado e
encaminhadas para a votação no Senado.
O objetivo de ambas as tocaias (como de todas as tocaias) é causar danos
ao movimento sindical e violar o acordo que deu fundamento ao projeto de lei,
criando constrangimentos a todos. O acordo, que deve continuar a ser respeitado,
estabeleceu o reconhecimento das centrais e lhes garantiu provisoriamente recursos
financeiros originários da contribuição sindical; o acordo
prevê avançar para a resolução definitiva os recursos
sindicais através do desconto em folha quando das negociações
coletivas.
As centrais sindicais de maneira unânime reconheceram o caráter
lesivo e o alcance das manobras feitas contra elas e se posicionaram unanimemente
para obter a revogação destas emendas no Senado e garantir nova
votação na Câmara.
Nesta quarta-feira, dia 24 de outubro, os presidentes das centrais sindicais
encontram-se, juntamente com os ministros que garantem o acordo do lado do
Governo (ministros Luppi, Marinho, Dulce e Orlando Silva) com o presidente
(em exercício), Tião Viana. Toda a atenção é pouca,
porque, como ficou demonstrado, nossos adversários (quando querem) sabem
armar uma confusão dos diabos.
(*) João Guilherme Vargas Netto, é membro
do corpo técnico do DIAP e também é consultor sindical
de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo.
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Agência Diap, 30 de
outubro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
Centrais sindicais: comissões
debatem regulamentação do projeto
Nesta quinta-feira, dia 1, será realizada
audiência pública para debater o projeto de lei da Câmara
(PLC) 88/07, que regulamenta as centrais sindicais. A audiência
foi solicitada pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos
e Legislação Participativa, senador Paulo Paim (PT/RS).
A reunião será conjunta
com as Comissões de Constituição e Justiça
(CCJC) e de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Serão convidados
representantes das centrais sindicais, representantes do Governo e demais
entidades de representação dos trabalhadores.
O local e a hora da reunião
ainda não foram informados.
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Diário
Vermelho, 30 de outubro de 2007
Alencar diz que discussão sobre
3º mandato reflete satisfação com Lula
O vice-presidente, José Alencar
(PRB), disse hoje que a discussão sobre um eventual terceiro
mandato presidencial é resultado da satisfação
da população com o governo do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
Alguns veículos da grande imprensa,
sobretudo a Folha de S. Paulo, vem insistindo na tese de que um terceiro
mandato para Lula estaria sendo articulado por aliados do Planalto,
que planejam apresentar uma PEC (proposta de emenda constitucional)
no Congresso prevendo a possibilidade de reeleição
para os detentores de mandatos --inclusive para quem está no
segundo mandato, como o presidente Lula. Mas até o momento,
nenhuam liderança partidária no Congresso confirmou
a história.
Há apenas comentários
de alguns poucos parlamentares da base aliada, como o deputado
Carlos Willian (PTC-MG), que defenda a idéia. Já o
deputado petista Devanir Ribeiro (PT-SP) acredita que a discussão
poderia ser feita com a sociedade, por meio de um plebiscito.
Ainda assim, Alencar comentou
o assunto: "Dificilmente nós vamos encontrar hoje no
Brasil um cidadão que tenha feito coisas tão corretas
para a economia e para a política nacional. De modo que é por
isso que algumas pessoas levantam essa hipótese [do terceiro
mandato]. É sinal que todos estão satisfeitos com
o presidente", afirmou.
Questionado sobre a possibilidade
de disputar um terceiro mandato como vice na chapa do presidente
Lula, Alencar disse que, na sua idade, o máximo que pode
querer é disputar mais três ou quatro eleições. "Nada
mais", brincou.
Alencar deu entrada hoje
no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para
realizar uma cirurgia para retirada de um tumor no abdome. Alencar
chegou ao hospital acompanhado da mulher, Mariza Alencar, e de
familiares. A previsão é que ele faça a cirurgia
amanhã pela manhã.
Nos últimos dez
anos, Alencar já foi submetido a cinco cirurgias para retirada
de tumores. As duas últimas foram realizadas no ano passado.
Chinaglia: "sem chance"
O presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT-SP), garantiu nesta segunda-feira (29) que
não existe qualquer possibilidade de prosperar uma proposta
que viabilize o terceiro mandato do presidente Lula. “A chance
política é zero. É um não fato. É rigorosamente
na outra mão que se discute. É mais provável
se debruçar sobre a extinção do segundo mandato”,
analisa Chinaglia.
Com a internação
de Alencar e a viagem do presidente Lula a Zurique, Chinaglia
vai assumir, por dois dias, o cargo de Presidente da República.
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Folha de São Paulo,
30 de outubro de 2007
Previdência tirou 881 mil da
pobreza, afirma estudo
Redução do número de
pobres cresce de 21 mi, em 2005, para 21,9 mi, em 2006 | Ministério
reconhece porém que ainda existem no país 32,7 milhões
de pessoas que não estão protegidas pela Previdência
Social
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Um contingente adicional de 881
mil brasileiros deixou a pobreza em 2006 em relação ao
ano anterior por conta dos benefícios pagos pela Previdência
e Assistência Social, segundo estudo divulgado ontem pelo Ministério
da Previdência.
Em 2006, os benefícios previdenciários permitiram a redução
do número de pobres no país em cerca de 21,9 milhões de
pessoas. Em 2005, a renda previdenciária e assistencial retirou da pobreza
pouco mais de 21 milhões. É nessa diferença que estão
as 881 mil pessoas.
O estudo ainda mostra que no Brasil existem 32,7 milhões de pessoas "socialmente
desprotegidas", ou seja, não são cobertas pela Previdência.
Os dados não consideram os beneficiários do Bolsa Família.
O governo federal comemorou os novos números sobre o impacto da Previdência
Social na redução da pobreza no país e atribuiu o feito
ao aumento do poder de compra do salário mínimo e à melhoria
na distribuição de renda.
"Se não houvesse a Previdência, o total de pessoas abaixo da
linha de pobreza seria muito maior", afirmou o ministro Luiz Marinho (Previdência).
Para o pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)
Sergei Soares, no entanto, a redução observada em 2006 foi modesta
quando comparada com o total de pessoas que deixaram a pobreza por vários
fatores no ano.
Critério
Com base no critério adotado pela Cepal (Comissão Econômica
para a América Latina e o Caribe) para definição de pobreza,
afirma ele, em 2006 saíram dessa condição 8 milhões
de brasileiros.
" Mas isso não me surpreende. O salário mínimo, que é o
indexador da Previdência, não tem muito mais fôlego para reduzir
a pobreza, quando se considera níveis mais elevados e não a pobreza
extrema", afirma Soares. "Isso não tira o mérito da Previdência
na redução da pobreza. Sem esses benefícios, haveria uma
enxurrada de velhinhos pobres", declarou.
O estudo da Previdência, elaborado a partir das informações
da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios) de 2006, ainda
traça o perfil do trabalhador "socialmente desprotegido".
Em geral são homens que moram nas regiões Norte ou Nordeste,
atuam na construção civil, serviços ou comércio
e têm entre 16 e 24 anos. Além disso, são assalariados
sem carteira ou trabalhadores por conta própria que ganham até dois
salários mínimos.
Do total de trabalhadores da população ocupada entre 16 e 59
anos, 29,03 milhões encaixam-se nesse perfil. Os "socialmente desprotegidos" acima
de 60 anos são 3,68 milhões, segundo os dados da Previdência.
Desprotegidos
Na comparação com 2005, o número de desprotegidos registrados
no ano passado chega a aumentar em 600 mil pessoas. O secretário de
Previdência Social, Helmut Schwarzer, explica, porém, que esse
aumento se deve ao crescimento da população.
Em termos relativos, destaca o secretário, houve uma redução
dos "socialmente desprotegidos". No caso da população
ocupada, o número caiu de 36,5% para 35,9%.
Marinho disse que a tendência é que o Brasil recupere nos próximos
quatro anos o nível de cobertura social que tinha no início da
década de 90.
Em 1992, o país exibia um patamar de cobertura social de 66,4%. Em 2002,
foi registrada a menor taxa: 61,7%. Desde então, destaca o ministro,
iniciou-se um processo de recuperação. Em 2006, o nível
de cobertura ficou em 64%.
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Folha de Londrina, 30 de
outubro de 2007
Planalto sinaliza apoio ao fim da reeleição
Brasília - Interlocutores do Planalto descartaram ontem, em público,
a possibilidade de um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. A idéia do terceiro mandato estaria sendo articulada
por aliados do Planalto, que planejam apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional
(PEC) no Congresso que prevê a possibilidade de reeleição
para os detentores de mandatos - inclusive para quem está no segundo
mandato.
O presidente Lula foi o primeiro
a descartar essa possibilidade. ''Não precisa mexer em coisa que
não é prioridade. A prioridade não é terceiro
mandato. A prioridade é consolidar crescimento internamente e
no mundo, o Brasil se consolidar como grande nação.''
O ministro da Justiça,
Tarso Genro, afirmou que essa discussão não tem cabimento.
''Isso não tem o menor cabimento. É uma discussão
absolutamente impertinente, desnecessária e contra a orientação
pessoal que o presidente tem dados aos seus ministros'', afirmou ele.
Por outro lado, o Planalto sinalizou
que apóia uma reforma política que termine com a reeleição
e amplie o mandato presidencial para cinco anos. ''Se o Congresso quiser
fazer reforma política, todo mundo conhece minha tese: sou favorável
a um mandato maior do que quatro anos e sem reeleição'',
disse Lula.
A Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados pode colocar em
votação nesta semana relatório do deputado Eduardo
Cunha (PMDB-RJ) que reúne uma série de propostas sobre
o fim da reeleição.
Gabriela Guerreiro e Regiane Soares
Folhapress
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FOLHA DE LONDRINA, 30 de
outubro de 2007 | Curitiba
As flores do canteiro (de obras)
Procura cada vez maior de mulheres por curso
de servente de pedreiro revela que o sexo frágil também
quer seu espaço na construção civil
Fotos: Marcos Borges

No curso da FAS as mulheres colocam a ‘‘mão
na massa’’, literalmente
As unhas pintadas de Neila Maria, de 30 anos, correm grande perigo no canteiro
de obras. ‘‘Quando a gente lida com tiner então, não
dura nem dez minutos’’, adverte. Apesar da rudeza do ofício,
ela não dispensa o batom e o hidratante para as mãos antes de
sair de casa. ‘‘Pra não ficarem ásperas’’,
explica. Recentemente ela e a colega Eliane Balbino da Silva, de 31 anos, conseguiram
um emprego em uma empreiteira como ajudantes de pedreiro. Ambas foram alunas
da primeira turma do curso básico de construção civil
promovido pela Prefeitura de Curitiba através da Fundação
de Ação Social (FAS).
O curso faz parte do Projeto
João de Barro, onde os membros da comunidade carente são
incentivados a construir suas próprias residências e aprendem
competências para ingressar no mercado de trabalho. Diferente do
que imaginavam os organizadores, das 17 primeiras vagas oferecidas, nove
foram preenchidas por mulheres. Com o sucesso da iniciativa, foram formadas
mais quatro turmas que se encarregarão de construir casas populares
da Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab) em 11 pontos
da cidade. Eis que nessa segunda etapa outra surpresa, das 20 vagas da
turma do conjunto Sambaqui, 19 pertencem ao dito ‘‘sexo frágil’’.
Trata-se de mais um golpe na
divisão de tarefas entre homens e mulheres, que nos tempos de
hoje fica sem fronteiras muito definidas. Na obra do conjunto Sol Nascente,
onde trabalham as amigas Eliane e Neila, o mestre de obras José do
Nascimento tenta dar alguma distinção às atividades
de acordo com o gênero. ‘‘Não tem como uma mulher
carregar um saco de cimento nas costas, mas para o acabamento elas são
bem mais caprichosas’’, garante.
De acordo com o diretor do Sindicato
da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon),
Normando Antônio Baú, ainda é muito cedo para afirmar
que o lugar das mulheres está garantido no canteiro de obras.
Segundo ele, não há uma experiência nesse sentido,
apenas uma expectativa de que a mão-de-obra feminina tenha essas
qualidades.
‘‘A mulher é mais
detalhista, mas não tem a força física de um homem’’,
compara. Segundo ele, o que determinará a escolha na hora de disputar
uma vaga, certamente não será o sexo do candidato, e sim
a experiência comprovada. Nesse ponto, as mulheres ainda não
teriam conquistado seu espaço. ‘‘Tem que usar essa
mão-de-obra no lugar certo’’, afirma.
Foi a busca de uma melhor qualificação
profissional para entrar no mercado da construção civil
que levou Eloá Alvez de Lima, de 45 anos, a procurar o curso da
FAS. Ela conta que o marido, que também é pedreiro, já havia
lhe passado uma noção prévia do ofício, mas
faltava ainda a prática. ‘‘Os homens ganham mais vagas
porque têm mais experiência’’, avalia. Para não
ficar para trás, ela está se especializando como azulejista.
Logo após concluir o curso de servente de pedreiro, ela iniciou
outro de informática para trabalhar com os desenhos dos azulejos.
Uma das vantagens mais importantes
do curso, segundo as alunas, é a possibilidade de realizar obras
em casa sem depender da ajuda dos homens. Aluna da nova edição
do curso da FAS, Maria Ângela conta que já rejuntou sozinha
152 metros quadrados de lajotas em uma obra feita pelo sogro. ‘‘Ele
achava que eu não ia agüentar o tranco’’, lembra.
Para surpresa da família, ela não só deu conta do
recado, como a experiência revelou uma nova aptidão. ‘‘Melhor
mexer com massa que com a vassoura’’, brinca. Vaidade? ‘‘Só no
final de semana’’.
André Amorim
Equipe da Folha
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FOLHA DE LONDRINA, 30 de
outubro de 2007 | Curitiba
Clima de respeito

Eliane e Neila se formaram
em setembro e já estão trabalhando
É bem verdade que o clima de um canteiro de obras, onde predomina a presença
masculina, muda um pouco com a chegada das mulheres. Trabalhando na construção
civil desde a década de 70, o pedreiro Júlio Correia, de 60 anos,
conta que, no seu tempo de rapaz, as mulheres só entravam na obra para
trabalhar na limpeza. Apesar do estranhamento da novidade, ele afirma que o ambiente
''muda para melhor'' com a companhia delas. ''O pessoal fica mais sério'',
observa.
Neila Maria trabalha na construção
de um conjunto habitacional no Bairro Novo há alguns meses e também
percebe a diferença. ''Quando chega mulher eles respeitam mais'',
avalia. Elas são naturalmente poupadas pelos colegas das tarefas
mais pesadas, como rebocar a massa, mas são escaladas para serviços
onde a paciência e o capricho são necessários, como
o rejunte e a pintura. ''Em São Paulo quase só tem mulher
na pintura, elas economizam tinta e não sujam tanto'', explica
o mestre de obras José do Nascimento.
Ainda assim, algumas características
do convívio entre os diferentes sexos se mantêm. ''Alguns
tratam a gente tipo mulher mesmo, convidam para tomar uma cervejinha'',
confessa Neila, que garante que ainda não topou nenhum convite
até o momento. Mesmo assim, tudo no ''maior respeito''. (A.A.)
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FOLHA DE LONDRINA, 30 de
outubro de 2007 | Curitiba
Interessados devem aguardar novas
turmas

Eloá Alves de Lima terminou o curso de construção e pretende
especializar-se em azulejista
O Projeto João de Barro, desenvolvido pela Fundação de
Ação Social (FAS) da Prefeitura de Curitiba, tem como objetivo
qualificar membros da comunidade carente para atuar na construção
civil. Em setembro deste ano, chegou ao mercado a primeira turma formada pelo
curso. Com o sucesso da iniciativa foram abertas mais quatro turmas: uma no
Bairro Parolim e três no Bairro Novo, nos conjuntos Umbará, Cristo
Rei e Sambaqui.
O curso tem duração
de 150 horas; 80 delas, práticas. As aulas são realizadas
todos os dias e têm duração de meio período.
No Bairro Novo as turmas têm aulas à tarde e no Parolim
pela manhã.
Para fazer o curso basta
ter mais de 18 anos e ser alfabetizado. As inscrições
são gratuitas e podem ser feitas através do telefone
(41) 3289-0247. No momento os interessados aguardarão em uma
lista de espera até a formação de novas turmas.
(A.A.)
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Folha de Londrina, 30 de
outubro de 2007
Seu Direito: Vale Transporte
A empregada que trabalhava em minha residência utilizava a bicicleta
como meio de transporte para se deslocar até o trabalho. Como ela pagava
aluguel à cunhada, decidi emprestar a bicicleta da minha filha. A funcionária
afirmava preferir este meio de transporte em vez do ônibus. Neste caso,
sou obrigada a pagar o vale-transporte, mesmo que ela não faça
uso do benefício?
A lei 7.418/85 instituiu o vale-transporte
como antecipação pelo empregador ao empregado de despesas
suportadas com transporte coletivo para deslocamento residência-trabalho
e vice-versa. É lícito ao empregador, neste caso, descontar
do empregado 6% do total gasto com o transporte público.
O decreto 95.247/87 estende o
benefício à categoria doméstica, condicionando o
direito ao prévio requerimento escrito ao empregador, no qual
o empregado informe seu endereço residencial e os serviços
e meios de transporte mais adequados ao deslocamento ao trabalho, devendo
tais informações serem atualizadas anualmente, ou quando
ocorra alteração das circunstâncias, sendo que o
empregado deverá firmar compromisso de utilizar o vale-transporte
exclusivamente para sua finalidade.
Desta forma, a opção
do empregado pela utilização de outro meio de transporte
(bicicleta) equivale ao não atendimento do requisito formal imposto
pela legislação, significando renúncia ao direito
respectivo, o que não é tão inusitado, considerando
que pode não ser conveniente ao empregado arcar com a parcela
que lhe é deduzida do salário.
Este quadro não se altera
nem mesmo se o meio de transporte utilizado é fornecido pelo empregador.
O Tribunal Superior do Trabalho tem entendimento sedimentado no sentido
de que cabe ao empregado comprovar que satisfaz os requisitos indispensáveis à obtenção
do vale-transporte.
Roberto Joaquim de Souza, advogado
trabalhista
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Agência Câmara,
30 de outubro de 2007
Réu pode ter direito a nova
audiência em ação trabalhista

Moury argumenta que, nos julgamentos à revelia, muitas vezes o réu é condenado
a pagar bem mais do que pode.
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 1502/07, do deputado Edgar Moury (PMDB-PE), que altera a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5452/43) para modificar a regra
relativa ao julgamento de ações trabalhistas, permitindo
ao réu que não comparecer à audiência de conciliação
e julgamento pedir a marcação de uma nova data.
Hoje a norma vigente determina
que o não comparecimento do autor da reclamação à audiência
levará ao arquivamento do processo. Já o não comparecimento
do réu significará o julgamento à revelia, e ele
será considerado culpado, ou seja, tudo aquilo que estiver na
lista de pedidos da ação trabalhista será concedido
ao reclamante, sem qualquer averiguação de provas.
O projeto mantém esses
dispositivos, mas abre a possibilidade de o réu manifestar-se
no prazo de oito dias com o comprometimento de que irá comparecer
a uma nova audiência a ser marcada, sem a necessidade de apresentar
justificativa.
Multa
Nesse caso, o juiz deverá suspender o julgamento, designar nova audiência
e aplicar-lhe uma multa no valor equivalente ao último salário
recebido pelo trabalhador, em favor deste. A aplicação dessa
multa somente poderá ocorrer uma vez, segundo a proposta.
Por fim, o projeto abre a possibilidade
de o empregador (réu) apresentar uma "justificativa relevante" para
que o juiz marque uma nova audiência, sem a aplicação
de qualquer penalidade.
Nova
reclamação
Edgar Moury destaca que, mesmo que o autor da ação trabalhista
não compareça à audiência e o caso seja arquivado,
ainda assim ele pode dar origem a uma nova reclamação trabalhista,
com a marcação de uma nova audiência. Já o empregador/reclamado,
ressalta o deputado, ao ser citado a comparecer a uma audiência trabalhista,
se vê obrigado a contratar advogado, apresentar testemunhas e estar pessoalmente
presente à mesma ou a nomear um preposto. Caso contrário, o julgamento
será feito à revelia, ou seja, na sua ausência.
O deputado argumenta que
o resultado de um julgamento à revelia pode significar "a
condenação da reclamada ao pagamento de uma quantia bem
acima de suas possibilidades, podendo causar, em muitos casos, a falência
da empresa e deixar desempregados todos os outros funcionários,
já que muitas das acionadas são microempresas e empresas
de pequeno porte". Para fazer face a essa situação,
o deputado apresentou o projeto.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
30/10/2007
Acordo coletivo garante indenização
a empregada demitida por justa causa
Uma empregada da Empresa Energética
de Mato Grosso do Sul S. A. – Enersul ganhou na Justiça
Trabalhista direito a indenização por ter sido dispensada
sem justa causa. A Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar embargos
da empresa, manteve decisão da Quinta Turma do Tribunal, que reconheceu
o direito da funcionária de ser indenizada proporcionalmente por
tempo de serviço.
Auxiliar de escritório
admitida em 1978, a empregada foi demitida em outubro de 2000. Em dezembro
de 2003, interpôs reclamação trabalhista na 1ª Vara
do Trabalho de Campo Grande (MS), alegando que não recebera várias
promoções previstas no regulamento interno da empresa.
A reclamação foi julgada improcedente e a autora, embora
condenada, foi dispensada das custas do processo. Recorreu ao Tribunal
Regional do Trabalho da 24ª Região (MS), que inverteu as
custas processuais e aceitou parcialmente o seu recurso ordinário.
Insatisfeitas com a decisão, empresa e empregada interpuseram
recursos de revista.
A Quinta Turma aceitou a tese
da empregada de que é devida a indenização porque
estava prevista em acordo coletivo, com a disposição explícita
de que seria incorporada definitivamente ao contrato de trabalho. Ressaltou
que a “cláusula de acordo coletivo que determina a integração
benéfica ao contrato de trabalho em caráter definitivo
tem respaldo no art. 7º, inciso XXVI, da Constituição
Federal, que, por sua vez, determina o reconhecimento de direitos conquistados
através de convenções e acordos coletivos”.
Afirmou que, apesar de constar do acordo a incorporação
do benefício “em caráter definitivo, o Regional ignorou
a vontade das partes e prejudicou a trabalhadora”.
A Enersul não concordou
e embargou a decisão. Mas ao julgar os embargos na SDI-1, a relatora
do processo, ministra Maria Cristina Peduzzi, afirmou que o referido
acordo trabalhista prevê que, no caso de despedida imotivada, a
empresa indenize o empregado com a maior remuneração percebida
nos últimos meses anteriores à rescisão, por cada
ano de serviço na firma, e estipula que o benefício se
incorpore aos contratos individuais de trabalho.
Relatou a ministra que o Tribunal
Regional da 24ª Região havia negado o pedido da empregada,
por entender que a cláusula do acordo coletivo de 1990 foi retirada
do de 93/95 e não foi renovada nos acordos seguintes. “Segundo
o item IV art. 613 da CLT, não se estabelecem condições
que se perpetuam no tempo, sendo todas as condições válidas
apenas no período de vigência do acordo coletivo”,
afirmou o Regional.
Cristina Peduzzi esclareceu
que o fato de a cláusula de incorporação definitiva
ao contrato de trabalho não ter sido renovada significa que
os benefícios não abrangem os empregados admitidos posteriormente à sua
vigência. Ressaltou “que os acordos e convenções
coletivas de trabalho têm previsão constitucional, atribuindo
o legislador constituinte importância capital à negociação
coletiva, como forma de solucionar os conflitos entre empregados e
empregadores. Ocorrendo negociação coletiva em torno
do pagamento do aludido benefício, deve ser observado o instrumento
normativo, sob pena de desrespeito ao art. 7º, XXVI, da Constituição,
que assegura o reconhecimento das convenções e acordos
coletivos de trabalho”. A maioria dos ministros da SDI-1 votou
com a relatora no sentido de negar provimento aos embargos. (E-ED-RR-31609-2002-900-24-00.3)
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30/10/2007
TST decide entre aplicar convenção
ou acordo coletivo em reajuste
Na hipótese de existência
concomitante de duas normas – convenção coletiva
e acordo coletivo – regendo o mesmo direito, qual deve ser aplicada?
Essa questão foi esclarecida em decisão da Terceira Turma
do Tribunal Superior do Trabalho, que negou provimento a recurso em que
um grupo de ex-funcionários do Banco Santander Banespa defendia
a aplicação do critério que consideravam mais favorável
para o reajuste de sua complementação de aposentadoria.
No recurso de revista, os aposentados
defenderam ser aplicável a eles a convenção coletiva
de trabalho firmada entre a Fenaban (Federação Nacional
dos Bancos) e diversos sindicatos de bancários, em lugar do acordo
coletivo firmado pelo Santander Banespa com o sindicato da categoria,
homologado pelo TST. Alegaram que o acordo, posterior à convenção,
não pode excluir os empregados inativos como beneficiários
dos direitos previstos na convenção coletiva anterior.
No recurso ao TST, eles afirmaram
ser devido o reajuste e os abonos previstos nas convenções
coletivas dos bancários de 2002/2003 e 2003/2004. Já o
acordo homologado pelo TST estabeleceu ajuste salarial diferenciado,
condicionado à medição da inflação
futura.
O relator da matéria,
ministro Carlos Alberto Reis de Paula, registrou que o acordo coletivo,
além de não conceder reajuste salarial na data base de
2001, afastou, expressamente, a aplicação de qualquer reajuste
decorrente de convenções coletivas de bancários
aos empregados do Banespa. Em seu entendimento, portanto, o ministro
considera que, em respeito ao princípio da unicidade das normas
coletivas, deve-se aplicar à hipótese a teoria do conglobamento,
na qual, ao contrário da teoria da acumulação, as
normas devem ser interpretadas em seu conjunto.
Da análise do teor da
convenção e do acordo, Reis de Paula concluiu que deve
prevalecer aquela que for mais favorável em sua totalidade, em
detrimento da mescla das cláusulas mais favoráveis das
duas normas coletivas. E decidiu que a complementação de
aposentadoria somente deve ser reajustada no caso de majoração
dos vencimentos dos empregados da ativa. Em sua avaliação,
manter o disposto na convenção coletiva acarretaria um
reajuste de complementação de aposentadoria não
atrelado aos vencimentos do pessoal da ativa, em desrespeito ao previsto
no regulamento de pessoal da empresa.
Para finalizar, o ministro
ressaltou que o artigo 620 da CLT, cuja violação foi
levantada entre os argumentos dos aposentados, cuida de matéria
estranha ao litígio em questão, pois não se trata
de acordo coletivo resultante de negociação extrajudicial.
(RR 1702/2004-043-15-00.9)
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30/10/2007
Caixa do Carrefour ganha R$ 20 mil por danos
morais
O Carrefour foi condenado a pagar
R$ 20 mil de indenização por dano moral a uma operadora
de caixa que adquiriu tendinite por esforços repetitivos no trabalho.
A condenação se deu porque a empresa deixou de cumprir
as normas de segurança e saúde do trabalhador e não
encaminhou a empregada à Previdência Social quando soube
de sua doença. A condenação, imposta pela 4ª Vara
do Trabalho de Natal, (RN) foi mantida em todas as instâncias trabalhistas.
A trabalhadora, após ser
demitida sem justa causa da empresa, ajuizou reclamação
pleiteando o pagamento de horas extras, horas in itinere e reflexos,
além de gratificação de quebra de caixa e reflexos,
integração do aviso prévio ao tempo de serviço,
multa do artigo 477 da CLT e indenização por danos morais
em razão de doença profissional.
A empresa apresentou defesa na
qual alegava que a empregada não pediu afastamento do trabalho
por doença, motivo pelo qual não foi submetida à perícia
do INSS a fim de gozar do auxílio-doença. Disse, ainda,
que a trabalhadora não adquiriu tendinite no trabalho por que
permaneceu como caixa pelo curto período de cinco meses, e afirmou
que a doença deve ter sido originada em suas atribuições
domésticas. Por fim, argumentou que sempre adotou providências
imprescindíveis à prevenção de acidentes
de trabalho e de doenças profissionais.
Determinada a realização
de perícia, o perito concluiu que a doença ocupacional
(tendinite) tinha nexo causal com as atividades desempenhadas pela empregada
no trabalho. Concluiu que a incapacidade era parcial, mas definitiva,
no tocante ao trabalho que habitualmente exercia. Por fim, afirmou que,
da análise do prontuário, foi possível concluir
que o médico do Carrefour tinha pleno conhecimento da doença
e que a omissão no seu encaminhamento à Previdência
Social para tratamento contribuiu para o agravamento da lesão.
Com base no laudo pericial, o
juiz condenou o Carrefour por danos morais: “diante de vários
atestados apresentados, a empresa foi omissa ao não afastar a
empregada e enviá-la à Previdência Social, a fim
de que fosse tratada e reabilitada. Assim, essa omissão contribuiu,
negativamente, para que a doença se tornasse crônica”,
concluiu.
Insatisfeita, a empresa recorreu
ao Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (RN), mas
não obteve sucesso. “Laborou com acerto o juízo de
primeiro grau ao fixar a indenização em R$ 20 mil, diante
da omissão do demandado em cumprir determinações
legais, bem como de enviar a reclamante à Previdência Social,
em face dos inúmeros atestados demonstrando o seu estado de saúde”,
conclui o acórdão ao manter a condenação.
O Carrefour recorreu ao TST.
O relator do processo, ministro Aloysio Corrêa da Viga, destacou
em seu voto que o agravo de instrumento, que tem por objetivo o processamento
do recurso de revista, não pode ser provido quando não
demonstrada violação literal de dispositivo constitucional
ou legal, nem divergência jurisprudencial apta ao confronto de
tese. (AIRR-653/2006-004-21-40.8).

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