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FOLHA DE LONDRINA, 01 de
novembro de 2007 | Economia
Desemprego no País fica estável
em setembro
A taxa de desemprego ficou praticamente estável em 15,5% em setembro
no conjunto das seis regiões metropolitanas que participam da Pesquisa
de Emprego e Desemprego (PED), feita em parceria pela Fundação
Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e o Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). O indicador
estava em 15,6% em agosto e em 16,4% em setembro de 2006.
Nos últimos 12 meses o
desemprego caiu em todas as regiões pesquisadas: 12,3%, em Belo
Horizonte; 11,9%, em Recife; 10,5%, em Porto Alegre; 7,7%, em Salvador;
4,4%, no Distrito Federal; e 1,3%, em São Paulo. Já em
relação a agosto, o desemprego caiu em todas as regiões,
exceto em Salvador (-0,5%) e São Paulo (0,7%), onde registrou
relativa estabilidade.
O rendimento médio real
dos ocupados oscilou 0,4% em agosto ante julho e passou a equivaler R$
1.051,00. Em relação a agosto de 2006, o rendimento caiu
2,7%, puxado exclusivamente pelo desempenho de São Paulo, onde
o indicador caiu 7,6% no período. Nas demais regiões, houve
elevação do indicador. Em relação a agosto
desse ano, o rendimento cresceu em Belo Horizonte (0,9%) e São
Paulo (0,9%), caiu em Salvador (1,4%) e Recife (1,1%), manteve-se estável
em Porto Alegre e Distrito Federal.
Anne Warth
Agência Estado
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SENADO FEDERAL, 01 de novembro
de 2007
COMISSÕES / Direitos Humanos
Representantes sindicais manifestam-se
contra o fim do imposto sindical
Representantes de centrais sindicais de trabalhadores e da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), Lúcia Rondon, manifestaram-se a
favor da aprovação do texto original do PLC 88/07 e contrários à emenda
aprovada na Câmara que extingue a obrigatoriedade da contribuição
sindical para os trabalhadores. Os sindicalistas debateram o assunto nesta
quinta-feira (1º) na Comissão de Direitos Humanos.
O projeto altera o artigo 589
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para incluir
as centrais sindicais na CLT e determinar que elas passem a receber 10%
do total da contribuição sindical recolhida anualmente
dos trabalhadores.
A representante da Central Única
dos Trabalhadores (CUT), Denise Motta Dau, argumentou que acabar de forma
abrupta, não negociada, com a contribuição sindical
no Brasil é querer acabar com o movimento sindical.
- Vimos, na votação
na Câmara, como os parlamentares dos latifundiários, dos
ruralistas, dos empresários defenderam veementemente esta emenda
do deputado Augusto Carvalho [PPS-DF] para acabar com o a contribuição
sindical dos trabalhadores - disse Denise Motta Dau.
O Presidente da Nova Central,
José Calixto Ramos, disse que no movimento sindical existem dois
grupos bem distintos: um que defende a manutenção do regime
da unicidade com contribuição compulsória, e outro
que defende a pluralidade com a extinção da contribuição
compulsória.
Calixto Ramos afirmou que faz
parte do primeiro grupo que defende contribuição compulsória.
Segundo ele, defender o fim desta contribuição é defender
o enfraquecimento da organização sindical.
-Somos favoráveisa permanência
da contribuição pois todos são favorecidos com os
serviços dos sindicatos e é justo que todos contribuam
para o custeio das despesas. Não é justo que só alguns
contribuam e a totalidade seja beneficiada - disse Calixto Ramos.
Por sua vez, o presidente da
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antônio Fernandes
dos Santos Neto, ressaltou a importância dos sindicatos para a
democracia e a necessidade de manutenção do custeio das
entidades sindicais.
Antônio Neto lembrou que
o projeto foi fruto de acordo entre as centrais sindicais.
O representante da União
Geral dos trabalhadores (UGT), Francisco Canindé Pegado, disse
que há unidade das centrais sindicais em defesa do projeto original
em tramitação na Câmara, sem o fim da contribuição
sindical e sem a fiscalização do Tribunal de Contas da
União sobre as finanças dos sindicatos que também
foi aprovada em emenda na Câmara.
- Foram 215 deputados votando
contra ostrabalhadores e o movimento sindical. Esses deputados querem
acabar com o movimento sindical - disse Francisco Canindé.
O diretor do Fórum Sindical
dos Trabalhadores, Raimundo Nonato, disse ter certeza que o Senado, a
casa revisora, vai alterar o projeto aprovado na Câmara.
Geraldo Sobreira / Agência
Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência
Senado)
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SENADO FEDERAL, 01 de novembro
de 2007
COMISSÕES / Direitos Humanos
Senadores querem preservar acordo
entre as centrais sindicais e o governo
Durante audiência pública
realizada nesta quinta-feira (1º) pela Comissão de Direitos
Humanos e Legislação Participativa (CDH) com a finalidade
de discutir a legalização das centrais sindicais e
o imposto sindical, com base no PLC 88/07, a líder do governo
no Senado, Ideli Salvatti (PT-SC), garantiu que o acordo realizado
entre as centrais sindicais e o governo, que gerou a proposta apresentada
pelo Executivo, será respeitado. A senadora disse que a liderança
do governo no Senado vai se reunir com todos os líderes da
Casa para que seja aprovado o que a maioria das centrais sindicais
decidir.
Ideli criticou a aprovação,
pela Câmara, de emenda ao projeto de lei que determina a fiscalização
dos recursos arrecadados pelos sindicatos. Ela defendeu que todo recurso
seja fiscalizado e pediu que o projeto também determine a fiscalização
da contribuição patronal. Para ela, apesar de o Partido
dos Trabalhadores sempre ter defendido o fim do imposto sindical, a extinção
de tal contribuição deve ser um processo gradual e negociado
entre os setores envolvidos - trabalhadores, empresas, sindicatos e governo.
Os senadores Francisco Dornelles
(PP-RJ) e Lúcia Vânia (PSDB-GO), que aceitaram relatar o
projeto nas Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de
Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), respectivamente,
prometeram que seus relatórios vão contemplar a opinião
dos trabalhadores. Dornelles disse também que vai corrigir o que
ele chamou de "distorções", inseridas no projeto
pela Câmara, antes de ser encaminhado ao Senado. Ele discorda das
alterações feitas à proposta, diferentes das regras
acordadas entre as centrais sindicais e o governo.
- É um absurdo que em
novembro, a 45 dias do fim do ano, se mudem todas as regras acordadas,
afetando o movimento sindical brasileiro. Poderia ser mudado, mas com
ampla discussão e análise das conseqüências
aos trabalhadores - ressaltou Dornelles.
O senador Aloizio Mercadante
(PT-SP) disse não aceitar o acolhimento, pela Câmara dos
Deputados, de emendas realizadas após acordo construído
com as centrais sindicais e que prejudicam apenas os trabalhadores, sem
interferir nos interesses das entidades patronais. Para ele, o Senado
deve aprofundar o debate com as centrais sindicais para que seja construída
uma solução de forma transparente e negociada. O senador
Eduardo Suplicy (PT-SP) também defende uma decisão que
leve em conta as preocupações dos trabalhadores, para que
eles não sejam prejudicados.
Os líderes do PSB, senador
Renato Casagrande (ES), e do PMDB, Valdir Raupp (RO), afirmaram que vão
debater o tema com suas bancadas para aprovar a proposta de forma que
beneficie a todos os trabalhadores. Casagrande salientou que seu partido
vai defender o acordo feito entre as centrais sindicais e o governo federal.
Já Raupp reconheceu que o tema gera divergências no PMDB,
mas aposta que a maioria da bancada apóia a legalização
formal das centrais sindicais.
Financiamento
Os sindicatos vivem a maior crise
financeira de sua história, afirmou o representante do ministério
do Trabalho e Emprego, Luiz Antônio Medeiros. Ele contou que os
sindicatos já estão impedidos pelo Ministério Público
de cobrarem a contribuição assistencial e, para ele, se
não puderem receber também a contribuição
sindical, é melhor fecharem. Em sua opinião, o desconto
da contribuição sindical em folha de pagamento é uma
conquista dos trabalhadores que "não foi proibida nem pela
ditadura".
Para haver democracia numa sociedade,
argumentou o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), são necessários
os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, que são
financiadas pelos impostos que as pessoas pagam de forma não voluntária,
bem como os partidos políticos e sindicatos. Os partidos, explicou,
são financiados pelo Estado, enquanto que os sindicatos não
possuem nenhuma fonte de recursos estatais e necessitam de financiamento
para continuarem existindo.
Na opinião do representante
da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça
do Trabalho (Anamatra), Luciano Athayde Chaves, o texto do projeto de
lei que veio da Câmara dos Deputados precisa ter aperfeiçoamentos
na redação. Ele disse que a forma como está redigido
o texto pode, por exemplo, levar à interpretação
de que a empresa precisa recolher a contribuição enquanto
que o empregado não é obrigado a contribuir.
- A legalização
parecia algo simples, mas gerou muita discussão. Não admito
nem mais um dia sem a regulamentação desse espaço
democrático de negociação - disse o senador Sibá Machado
(PT-AC).
Iara Farias Borges / Agência
Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência
Senado)
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JORNAL O GLOBO (ON LINE), 1º de novembro
de 2007
Lobby
Discussão sobre fim do imposto
sindical obrigatório causa tumulto em audiência pública
no Senado

BRASÍLIA - O clima é tenso na audiência pública
que discute o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical
no Senado. Sindicalistas contrários à proposta, já aprovada
na Câmara, lotam o auditório Petrônio Portella e hostilizam
o deputado Augusto Carvalho (PPS-DF), que defende sozinho a emenda de sua autoria,
com acusações de "farsante" e "traidor".
Grupos de sindicalistas levantam cartazes com dizeres como "Inimigo do
trabalhador" e "Ele quer acabar com o direito dos trabalhadores".
O lobby dos sindicalistas, que
pressionam abertamente os senadores com o apoio do governo, tem conseguido
convencer parlamentares governistas e de oposição. As centrais
sindicais estão usando o poderio que têm no governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva para fazer lobby.
Um tumulto aconteceu quando o
deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, foi à mesa
para criticar o fim da obrigatoriedade do imposto. Um pequeno grupo de
funcionários na Câmara e de membros do Sindicato dos Bancários
do Distrito Federal, apoiadores de Augusto Carvalho, vaiou Paulinho e
chamou o pedetista de pelego. Paulinho foi para cima dos críticos
e agrediu Dalton Bittencourt, servidor do Ministério do Planejamento.
- Lava essa boca imunda para
falar do Paulinho - apoiou um aliado do líder da Força
Sindical.
Quando os servidores pró-Carvalho
começaram a revidar, Paulinho voltou a mesa e provocou o colega
do PPS, dizendo que seus aliados estavam tumultuando a sessão:
- O deputado (Augusto Carvalho)
pode mandar os seguranças dele embora. Ninguém vai bater
nele aqui - ironizou Paulinho, que disse que só avançou
nos servidores porque um deles botou o pé no caminho quando o
pedetista ia ao banheiro, tentando derrubá-lo.
A solidão de Carvalho
na defesa do fim da contribuição obrigatório ficou
mais evidente ainda após o senador Paulo Paim (PT-RS), que preside
a sessão, ter anunciado que os senadores Francisco Dornelles (PP-RJ)
e Lúcia Vânia (PSDB-GO), relatores da proposta na Comissão
de Assuntos Econômicos e na de Constituição e Justiça,
vão fazer relatórios "em defesa dos trabalhadores".
O anúncio levou a maioria dos sindicalistas presentes a aplaudirem
o petista de pé.
Tucano quer imposto sindical opcional
para classe patronal
O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
apresentou nesta quarta-feira uma emenda ao projeto de regulamentação
das centrais sindicais em que amplia o fim da obrigatoriedade do imposto
sindical para a classe patronal, e não apenas aos sindicatos de
trabalhadores, como foi aprovado na Câmara. A medida deve causar
insatisfação entre as confederações patronais,
apesar de Flexa prometer que sua emenda não afeta a arrecadação
do sistema S, além de desonerar as empresas.
- O setor sindical vai ter que
mostrar serviço para convencer os trabalhadores a contribuírem
voluntariamente. Só os sindicatos que realmente sáo atuantes
em defesa dos trabalhadores vão se fortalecer. Hoje, somente 14%
dos trabalhadores sáo sindicalizados , mas uma minoria, ou a maioria
da minoria, é quem decide por eles. Essa representação é irreal
- disse Flexa, que contou estar sofrendo pressão dos sindicatos.
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AGÊNCIA DIAP, 01 de
novembro de 2007
DIREITOS TRABALHISTAS
Projeto proíbe desconto no
salário do trabalhador causado por clientes caloteiros
Foi lido nesta quarta-feira,
31/11, na Comissão Assuntos Sociais (CAS) do Senado, o parecer
do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN) ao PLS 194/07, do senador
César Borges (PR/BA).
A proposta proíbe o desconto
no salário dos trabalhadores, de pagamentos feitos por usuários
por meio de cheques sem fundos ou de cartões de crédito
clonados. O projeto corrige uma injustiça com os trabalhadores,
em especial os garçons e frentistas do País, categorias
mais expostas a esses procedimentos.
A proibição desse
desconto já existe na Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT), mas os patrões acabam por responsabilizar os trabalhadores,
que por necessidade aceitam esta prática injusta para manter o
emprego. Na próxima reunião da Comissão, a proposta
poderá ser aprovada pelos senadores.
Educação
A Comissão aprovou o projeto
de lei da Câmara (PLC) 46/07, que modifica a Lei de Diretrizes
e Bases da Educação. O objetivo da proposta é garantir
que seja ofertada aos indígenas, a possibilidade de acesso às
universidades públicas e privadas, bem como à pesquisa
e ao desenvolvimento de programas especiais destinados a eles.
O relator da proposta foi
o senador Cristovam Buarque (PT/DF), e, apesar de seu parecer ser favorável
ao projeto, o senador lamenta a não inclusão de universidade
multicultural indígena, patrocinada pela União, que segundo
ele deveria constar nesta proposta. A matéria segue, agora,
para análise da Comissão de Educação do
Senado, que é presidida pelo senador Cristovam Buarque. (André Santos)
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 01 de novembro de 2007 | Economia
Dieese: 13º salário injetará R$
64 bi na economia
CÉLIA FROUFE - Agencia Estado
SÃO PAULO - O pagamento do 13º salário aos trabalhadores
do mercado formal deve injetar R$ 64 bilhões na economia brasileira.
A estimativa foi apresentada hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O volume deve representar em torno
de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas pelo
País.
De acordo com o Dieese, 63,8
milhões de brasileiros devem ser beneficiados. Para chegar a esses
números, os técnicos utilizaram dados da Relação
Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do
Trabalho. Também foram consideradas informações
da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente
a 2006, e informações do Ministério da Previdência
e do Tesouro Nacional. Foram considerados, ainda, os beneficiários
- aposentados e pensionistas - que, em setembro de 2007, recebiam seus
proventos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e os aposentados
e pensionistas da União e dos Estados do ano de 2006.
Ao detalhar os números,
os técnicos do Dieese explicaram que, dos 63,8 milhões
de brasileiros beneficiados, aproximadamente 25 milhões, ou 39%
do total, são beneficiários da Previdência Social.
Os empregados formais (35,8 milhões de pessoas) são contribuintes
da Previdência e correspondem a 56% do total. Os empregados domésticos
com carteira de trabalho assinada totalizam quase 2 milhões, equivalendo
a 3% desse conjunto de beneficiários. Aproximadamente 1 milhão
de pessoas (1,5% do total) referem-se a aposentados e instituidores de
pensão da União, que possui regime próprio.
Em relação a valores,
o Dieese calcula que 21,3% dos R$ 64 bilhões - aproximadamente
R$ 13,6 bilhões - serão pagos a beneficiários do
INSS; R$ 43,2 bilhões, ou 67,5% do total, irão para os
empregados com carteira assinada; a empregados domésticos serão
destinados cerca de R$ 966 milhões, o que representa 1,5% do total.
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AGÊNCIA DIAP, 01 de
novembro de 2007
A extinção das fontes
de sustentação financeira dos sindicatos
Por: Pascoal Carneiro*
A sustentação financeira dos sindicatos passa por dificuldades.
Mas será verdade o que defende a campanha contra a contribuição
sindical? Será que os sindicatos poderiam sustentar-se somente com a
chamada contribuição associativa, a mensalidade sindical?
Mesmo os mais intransigentes defensores da extinção do imposto
sindical reconhecem que os sindicatos necessitam de uma fonte adicional de
recursos, sob pena de extinção em massa.
O aumento do desemprego, a reestruturação produtiva e até a
redução de importantes categorias de trabalhadores tem diminuído
a arrecadação da mensalidade sindical.
O total da contribuição associativa arrecadada não suporta
os compromissos financeiros mínimos de sustentação de
um sindicato. Para piorar ainda mais, o Tribunal Superior do Trabalho tem sistematicamente
impedido a cobrança da chamada contribuição assistencial,
previstas em dissídios coletivos, acordos e convenções
coletivas.
Sobre o argumento que só os associados é quem devem pagar essa
taxa, é preciso dizer que o acordo vale para todos os trabalhadores,
e não só os associados.
Tal argumento tem permitido a ação anti-sindical dos empresários,
que promovem, dentro das suas empresas, coletas de assinaturas entre os empregados
em listas de oposição ao desconto. Tudo no sentido de enfraquecer
financeiramente os sindicatos.
Argentina, Espanha e Itália
Na Argentina, o financiamento sindical é composto por cotizações
ordinárias e extraordinárias de todos os trabalhadores sindicalizados
ou não. Tem ainda a contribuição de solidariedade, conforme
artigo 37 da Lei 23.551. Os empregadores são obrigados a descontar em
folha de pagamento os valores e repassar para os sindicatos. O Ministério
do Trabalho especifica os valores que serão repassados para cada sindicato.
Caso o empregador não faça esse repasse, o próprio empregador
se torna devedor ficando obrigado a pagar as quantias, com as devidas multas.
Na Espanha, o sindicato em negociação
coletiva estipula um valor que é descontado de todos os trabalhadores
filiados ou não, e descontado em folha de pagamento. Lá esse é chamado
de ''cânon''. Esse valor é para suportar os gastos com a
negociação coletiva. Há ainda a chamada quota sindical,
que são pagos apenas pelos associados ao sindicato, que são
as receitas normais dos sindicatos.
O artigo 11 da lei de liberdade sindical estabelece que os convênios
coletivos ponderam estabelecer clausuras pelas quais os trabalhadores contribuem
para os sindicatos, com o desconto obrigatório em folha de pagamento.
Na Itália, existe a Lei 300/70 que no seu artigo 26 que estabelece que
os trabalhadores têm direito de desenvolver atividades sindicais nos
locais de trabalho, e ao mesmo tempo fixa os valores que os trabalhadores devem
pagar para os sindicatos. Esses valores são descontados em folha de
pagamento, mediante as modalidades estabelecidas pelos contratos coletivos
de trabalho. A mesma lei garante o sigilo das quantias descontadas dos trabalhadores
e repassadas para cada sindicato.
(*) Pascoal Carneiro é metalúrgico
e dirigente sindical da CSC
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 01 de novembro de 2007 | Economia
Paulo Bernardo rebate Fiesp e questiona
transparência de gastos
REUTERS
BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, rebateu pressões
da classe empresarial pela não renovação da CPMF e questionou
transparência nos gastos de tributos repassados ao setor.
Em audiência na Comissão
de Constituição e Justiça do Senado, na quinta-feira,
Paulo Bernardo ironizou o fato de a Federação das Indústrias
de São Paulo (Fiesp) ter dito que o governo pode prescindir da
arrecadação da CPMF e reclamado da proposta do governo
de reduzir a contribuição das empresas ao sistema S (Sesi,
Senai, Sesc e Senac).
"Eles acreditam que pimenta
no olho dos outros é refresco", disse Bernardo.
A redução foi uma
das medidas proposta pelo Ministério da Fazenda para garantir
o apoio do PSDB à proposta de emenda constitucional que prorroga
a CPMF até 2011, com alíquota de 0,38 por cento.
"Não sabemos o que é feito
com os 13 bilhões de reais do Sistema S porque o TCU não
fiscaliza. A sede da Fiesp na Avenida Paulista é mais luxuosa
que a dos bancos", atacou Bernardo na audiência.
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 01 de outubro de 2007 | Brasil
Mais de 80% da população
já é isenta do pagamento da CPMF
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
O cruzamento dos dados das pessoas
que pagam a CPMF (Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira) com o número de contribuintes
mostra que mais de 80% da população já é isenta
do pagamento do "imposto do cheque".
Segundo dados da Receita Federal,
27 milhões de contribuintes pagam o "imposto do cheque" no
Brasil. Esse número exclui os trabalhadores com carteira assinada
que ganham até R$ 1.140 e os beneficiários da Previdência
Social que recebem até dez salários mínimos. Nos
dois casos, eles já possuem um benefício equivalente ao
valor da CPMF incidente sobre os seus rendimentos.
A base da Receita contabiliza
165,3 milhões de CPFs (Cadastros de Pessoa Física). Dessa
forma, o número de contribuintes que paga CPMF chega a apenas
16,4% do total. Já os isentos chegam a 83,6%.
Levando em conta o total da população,
187 milhões segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios),
a isenção atinge uma parcela pouco maior, 85,6%.
Hoje, o ministro Guido Mantega
(Fazenda) afirmou que a isenção para quem ganha até R$
1.640 atingiria entre 80% e 90% da população. "Estamos
finalizando os estudos. (...) De 80% a 90% da população
vai deixar de pagar", disse ele em audiência pública
no Senado Federal.
A proposta de isenção
foi apresentada ontem pelo governo aos senadores do PSDB. Mantega defendeu
a necessidade do Senado aprovar a prorrogação da cobrança
da CPMF até 2011 e afirmou que ela é necessária
para manter o equilíbrio fiscal e os gastos sociais. Entre esses
gastos citou a saúde, que irá receber R$ 24 bilhões
de 2008 a 2011.
Alíquota
Já o ministro Paulo Bernardo
(Planejamento) defendeu a manutenção da CPMF com a redução
da alíquota. Lembrou ainda que é preciso criar outras receitas
caso o "imposto do cheque" seja extinto.
"Impensável fazermos
uma redução súbita de uma receita de R$ 42 bilhões.
Vamos ter grande dificuldade de continuar com o processo de crescimento",
afirmou Bernardo.
Os dois ministros participam
de audiência pública na CCJ (Comissão de Constituição
e Justiça) do Senado, que debate a prorrogação
da CPMF.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
01 de novembro de 2007
Trabalhador que xingou chefe tem pedido
de indenização negado
Um trabalhador foi demitido por justa causa depois de ofender seu superior
hierárquico com palavra de baixo calão. Insatisfeito, ajuizou
reclamação trabalhista perante a Vara do Trabalho de Bebedouro,
Município de Campinas, pedindo indenização por danos morais,
mas teve seu pedido negado pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região.
A decisão de primeira
instância afastou a dispensa por justa causa que foi convertida
para dispensa imotivada, mas negou o pedido de indenização
por danos morais. O empregado recorreu ao TRT insistindo no pedido de
danos morais.
O relator do recurso no TRT,
juiz Edmundo Fraga Lopes, afirmou que a sentença "não
merece qualquer reparo, não obstante a conversão da dispensa
motivada em demissão sem justo motivo".
Para o magistrado, embora tenha
ocorrido um desentendimento no ambiente de trabalho, isso não é motivo
suficiente para demissão por justa causa. O desequilíbrio
na relação foi iniciado por um ato do trabalhador, mas
o empregador dosou de forma equivocada o acontecimento.
"Se o trabalhador
não provou que tenha convivido com angústias ou mágoas
decorrentes dos fatos, não há que se falar em indenização
por danos morais. O excesso cometido pelo empregador será reparado
pela conversão da justa causa em dispensa imotivada", concluiu
o magistrado.
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Gazeta do Povo, 1 de novembro
de 2007
ECONOMIA | INDÚSTRIA
Confiança atinge maior nível
São Paulo – A atividade da indústria brasileira de transformação
no início do quarto trimestre sustenta o bom desempenho dos dois trimestres
anteriores, o que fez com que o Índice de Confiança da Indústria
da Fundação Getulio Vargas (FGV) registrasse alta de 0,7% neste
mês, com 123,4 pontos – novo recorde da série iniciada em
abril de 1995. Com ajuste sazonal, o ICI ficou em 122 pontos, segundo maior
resultado da série, superado apenas pelos 123,4 de julho deste ano.
O maior avanço nos últimos
12 meses foi o registrado na avaliação da situação
dos negócios: entre outubro de 2006 e outubro de 2007, a proporção
de empresas avaliando a situação atual dos negócios
como boa dobrou de 21% para 42%. Já a parcela das que a avaliam
como fraca reduziu-se de 11% para 5%.
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Agência Senado, 1 de Novembro de 2007
Ministro do Trabalho debate no
Senado reconhecimento das centrais sindicais e imposto sindical
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, participará, nesta quinta-feira
(1º), de audiência pública na Comissão de Direitos
Humanos e Legislação Participativa (CDH) para discutir o reconhecimento
formal das Centrais Sindicais e o Imposto Sindical, conforme projeto de lei
do governo federal, aprovado na Câmara dos Deputados e encaminhado ao
Senado no último dia 23. A audiência será realizada conjuntamente
com as comissões de Constituição, Justiça e Cidadania
(CCJ) e de Assuntos Sociais (CAS), no auditório Petrônio Portela,
logo após a reunião deliberativa da comissão.
A proposta (PL 1990/07 na Câmara), entre outros itens, altera o artigo
589 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43)
para incluir as centrais sindicais na CLT e determinar que elas passem a receber
10% do total da contribuição sindical recolhida anualmente dos
trabalhadores. Atualmente, existem 19 centrais sindicais atuando no Brasil.
Foram convidados para debater o tema com os senadores os deputados federais
Augusto Carvalho (PPS-DF), Antônio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) e Vicente
Paulo da Silva - o Vicentinho (PT-SP), bem como os presidentes da Central Geral
dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antônio Fernandes dos Santos Neto;
da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos;
da Força Sindical (FS), Paulo Pereira da Silva; da União Geral
dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah.
Também devem participar do debate os presidentes do Fórum Sindical,
José Carlos Terret Shulte; da Corrente Sindical Classista, João
Batista Lemos; da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça
do Trabalho (Anamatra), Cláudio José Montesso; da Confederação
Nacional da Industria (CNI), Armando de Queiroz Monteiro Neto; da Confederação
Nacional do Comércio (CNC), Antônio José Domingues de Oliveira
Santos; e da Nova Central, José Calixto Ramos.
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Diário Vermelho, 1
de novembro de 2007
Imposto sindical: movimento pró-CTB
mobiliza para audiência
O Movimento por uma Central Classista
e Democrática, batizada provisoriamente de Central dos Trabalhadores
do Brasil (CTB), convocou os dirigentes sindicais para participar da
audiência às 9hs da manhã, nesta quinta-feira, 1º de
novembro, em defesa do acordo de reconhecimento das centrais sindicais
firmado com o governo.
"Devemos participar
da audiência de forma unitária com as centrais sindicais
(CUT, Força Sindical, CGTB, NCST e UGT). O objetivo é pressionar
o Senado pela manutenção do texto original do Projeto
de Lei e garantir a sustentação financeira das entidades,
conforme acordado com o Ministério do Trabalho", diz o
boletim do moivimento.
O Movimento por uma Central Classista e Democrática assinará uma
carta conjunta das centrais sobre o tema e participará das visitas aos
senadores em defesa do acordo.
Pascoal Carneiro, também membro da Corrente Sindical Classsista (CSC),
participará da audiência representando o movimento pró-CTB.
" A derrubada da emenda do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF), que busca
sufocar as entidades sindicais inviabilizando o seu custeio, é fundamental",
afirma o boletim.
A audiência será na sala três da ala Senador Alexandre Costa
do Senado Federal, às 9h da manhã, dia 1º de novembro.
Congresso pró-CTB
Além da mobilização para a audiência, o boletim
do movimento também informa dos preparativos para o congresso de fundação
da central sindical.
A secretaria da Comissão Nacional do Movimento por uma Central Democrática
definiu que as inscrições devem ser feitas impreterivelmente
até o dia 5 de dezembro.
"É o prazo que a secretaria entende como limite para dar encaminhamento às
medidas organizativas do congresso", explica o boletim.
Segundo o informe, no dia 5 de dezembro os encontros estaduais devem estar
concluídos.
" Os companheiros (as) devem ficar atentos e providenciar as inscrições
o quanto antes a fim de facilitar os trabalhos da secretaria. Fique atento à data:
5 de dezembro", destaca o texto.
As inscrições poderão ser feita pelo site www.centralclassista.org.br,
que estará no ar segunda-feira, dia 5 de novembro. O congresso correrá nos
dias 12, 13 e 14 de dezembro.
Veja as datas confirmadas para os encontros estaduais rumo a CTB:
Goiás — 31 de outubro.
Espírito Santo — 1º de novembro.
Paraná — 9 de novembro.
Rio Grande do Sul — 9 de novembro.
Ceará — 9 de novembro.
Piauí — 15 de novembro.
Sergipe — 17 de novembro.
Rio de Janeiro — 24 de novembro.
Pará — 1º de dezembro.
Distrito Federal — 1º de dezembro.
Rio Grande do Norte — 1º de dezembro.
Rondônia — 1º e 2 de dezembro.
São Paulo — a definir (entre 21 e 24 de novembro
|
Agência Câmara,
1 de Novembro de 2007
Comissão constata falhas na
aplicação de recursos do FAT
A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle aprovou
hoje o relatório final sobre a auditoria realizada pelo Tribunal de
Contas da União (TCU) para apurar irregularidades nos convênios
firmados entre o governo do Espírito Santo e a União para a execução
de cursos de qualificação de mão-de-obra.
Esses cursos foram promovidos
com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), destinados ao Plano
Nacional de Qualificação Profissional (Planfor), por intermédio
de convênios firmados com o Ministério do Trabalho e Emprego.
A auditoria atendeu à Proposta de Fiscalização e
Controle 59/01, do ex-deputado João Coser.
Irregularidades
Segundo a investigação do TCU, as falhas verificadas no período
de 1996 a 1998 não configuraram malversação dos recursos,
porém motivaram a equipe de auditoria a determinar providências à Secretaria
de Estado do Trabalho e da Ação Social do Espírito Santo
(Setas-ES).
No período de 1999 a 2001,
além das falhas operacionais que já vinham ocorrendo, foram
detectadas irregularidades de natureza grave em trabalhos de fiscalização
realizados pelo TCU e por outros órgãos de controle da
administração pública federal, o que culminou com
a instauração de tomada de contas especial.
As falhas referem-se tanto à inobservância
dos procedimentos contidos na Lei de Licitações e Contratos
(8.666/93) quanto à insuficiência de parâmetros objetivos
para subsidiar a análise da eficácia e da eficiência
das ações propostas e executadas.
Providências
O TCU decidiu determinar a Setas que adote as seguintes providências,
cuja inobservância resultará na aplicação de multa
aos responsáveis:
- quando da contratação de entidades privadas, efetuar a realização
de procedimento licitatório, observando os dispositivos que regem a
matéria;
- encaminhar as prestações de contas dos convênios firmados
para a análise das comissões estadual e municipais de Trabalho
antes da sua remessa definitiva ao Ministério do Trabalho e Emprego;
- divulgar de forma ampla e abrangente os cursos patrocinados pelo FAT, destacando
os patrocinadores e a condição de gratuidade, especialmente nas
agências do trabalhador de cada município, local de maior concentração
do público-alvo do Planfor;
- formular uma política pública estadual de emprego e renda junto
aos órgãos executivos, visando uma prática local mais
efetiva, integrada de medidas e procedimentos para fortalecimento das ações
de qualificação profissional como peça fundamental nessa
política;
- prever em futuros contratos e convênios cláusulas que estipulem
o encaminhamento de cópia das prestações de contas às
comissões estadual e municipais de Trabalho, a fim de que estas se manifestem
no prazo de 15 dias antes do seu encaminhamento ao Ministério do Trabalho
e Emprego.
Arquivamento
Segundo o relator da matéria, deputado Ayrton Xerez (DEM-RJ), as informações
remetidas pelo Tribunal de Contas da União alcançaram os objetivos
pretendidos pela proposta de fiscalização e controle.
Ele observa que as irregularidades
constatadas já estão sendo tratadas no âmbito do
tribunal, por meio de tomada de contas especial, não restando
nenhuma providência a ser tomada por parte da Comissão de
Fiscalização e Controle. Diante das providências,
o relator votou pelo encerramento e arquivamento da proposta.
De acordo com a Lei 8443/92,
a tomada de contas especial é o procedimento adequado para a
apuração dos fatos, identificação dos responsáveis
e quantificação do dano, diante de casos de omissão
no dever de prestar contas; da não comprovação
da aplicação dos recursos repassados pela União
na forma prevista em lei; da ocorrência de desfalque ou desvio
de dinheiro, bens ou valores públicos; ou, ainda, da prática
de qualquer ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de
que resulte dano ao erário.
|
Diário Vermelho, 1
de novembro de 2007
FED diminui juros nos EUA e manda recado sutil ao mundo
O Fed (Banco Central dos EUA)
cortou a taxa básica de juros da economia americana em 25 pontos
base, para 4,5% ao ano. O índice de crescimento do PIB dos Estados
Unidos, anunciado também nesta quarta-feira (31) ficou em 3,9%
no segundo trimestre do ano.
O economista da Indusval Corretora,
José Costa Gonçalves, disse em entrevista a Paulo Henrique
Amorim nesta quarta-feira que é preciso entender as entrelinhas
do anúncio do Fed. Segundo Gonçalves, essas entrelinhas
mostram que a economia americana ainda se preocupa com a crise do sub
prime e com o preço das commodities.
“Eles deram 0,25 e agora
vêm as entrelinhas. Na visão deles o setor de moradia com
queda deve afetar o crescimento. As taxas, essas medidas, são
para acalmar o mercado... agora, o que preocupa eles é esse aumento
forte das commodities e no preço da energia, porque o petróleo
sobe, sobe e isso vai impactar mais cedo ou mais tarde na inflação”,
disse Gonçalves.
Segundo Gonçalves, isso
pode sinalizar para o mercado que pode ser a último ou penúltimo
corte na taxa básica de juros dos Estados Unidos. “De repente,
pode acontecer lá o que aconteceu aqui. E aqui está muito
claro que só a partir do ano que vem, só em março
ou abril que vão mexer no nosso juro aqui”, disse Gonçalves.
Gonçalves disse também
que com o sinal de que os juros da economia americana podem parar de
cair, os investidores passam a rever as estratégias de investimento.
Fonte: Conversa Afiada
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Gazeta do Povo, 1 de novembro
de 2007
BRASIL | FINANÇAS
Emenda 29 vai destinar mais R$ 24 bi
para a saúde
Mantega propõe isenção
da CPMF a quem ganha até R$ 1.640
Brasília – A Câmara aprovou ontem projeto de lei complementar
que destinará mais R$ 24 bilhões de recursos para a saúde
ao longo dos próximos quatro anos. Foram 291 votos a favor 111 contra
e 1 abstenção. O aumento de verbas para o setor é uma
das imposições dos senadores de oposição para aprovar
a emenda à Constituição que prorroga a Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 31
de dezembro de 2011. Com o projeto, que ainda precisa ser votado pelo Senado,
o orçamento do setor em 2011 ficará em torno dos R$ 72 bilhões,
segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
O acordo firmado entre o governo e os aliados prevê a manutenção
do reajuste anual do orçamento da saúde pela variação
nominal do Produto Interno Bruto (PIB). Os R$ 24 bilhões extras nos
próximos quatro anos ficaram assegurados com o aumento do porcentual
de repasse da CPMF para a saúde. Pelo cronograma de transferência
aprovado ontem no projeto de lei complementar, a saúde receberá,
em 2008, R$ 4 bilhões a mais, além dos R$ 47,5 bilhões
previstos no Orçamento de 2008. Nos anos seguintes, a verba extra destinada à saúde
seria de R$ 5 bilhões (2009), R$ 6 bilhões (2010) e R$ 9 bilhões
(2011).
Com o aumento dos recursos, o
orçamento da saúde para 2008 ficará em torno dos
R$ 51,5 bilhões. Em 2009, o setor ficará com R$ 57 bilhões
e, em 2010, com R$ 63 bilhões no orçamento. Pelos cálculos
de Temporão, o orçamento do setor ficará entre R$
72 bilhões e R$ 73 bilhões, em 2011. “O governo começa
com o que pode. A nossa proposta é bastante consistente e representa
um grande avanço”, afirmou Temporão, que foi à Câmara
negociar a aprovação do projeto de lei.
Parte da Frente resistiu à aprovação
da proposta feita pela equipe econômica sob a alegação
de que, na prática, o setor não receberá R$ 24 bilhões
de recursos a mais. Integrantes da Frente alegaram que a equipe econômica
desconsiderou os reajustes promovidos este ano pelo governo no orçamento
da saúde O orçamento do setor, em 2007, estava previsto
em cerca de R$ 44 bilhões e teve um acréscimo de R$ 1,6
bilhão com o reajuste da tabela do Sistema Único de Saúde.
O projeto de lei complementar
aprovado ontem na Câmara regulamenta a Emenda 29, em vigor desde
2000, e que fixa regras para o investimento na saúde por parte
da União, dos estados e municípios. Para tornar viável
o aumento dos recursos para o setor, o projeto determina a elevação
do percentual da CPMF transferido à saúde. Hoje, da alíquota
de 0,38% da contribuição 0,20% vai para esse setor. Com
o projeto aprovado hoje, esse porcentual subirá para 0,24% em
2008, 0,25% em 2009, 0,26% em 2010 e, por fim, 0,28% em 2011.
Proposta
O governo apresentou ontem uma
proposta ao PSDB para garantir o apoio dos senadores tucanos na votação
da PEC que prorroga a cobrança da CPMF. As medidas envolvem isenção
do “imposto do cheque” para quem ganha até R$ 1.640
mensais, abatimento no Imposto de Renda para quem ganha acima disso e
redução de impostos para empresas.
A proposta foi apresentada ontem
pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) a senadores tucanos. O PSDB decide
na terça-feira se aceita a proposta. Para isso, precisa dos números
fechados.
As empresas seriam contempladas
com a desoneração da folha de pagamento por meio da redução
da contribuição ao “Sistema S” – Sesi,
Senai, Sesc e Senac. Essa arrecadação rende a essas entidades
cerca de R$ 13 bilhões por ano.
Fiesp entrega abaixo-assinado
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de
São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, causou alvoroço ontem na Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. No fim de sua
participação na audiência promovida pela CCJ para discutir
a prorrogação da cobrança da CPMF, Skaf entregou um abaixo-assinado
com 1,3 milhão de nomes contrários à continuidade do chamado “imposto
do cheque”.
Segundo ele, as assinaturas foram
coletadas por diversas entidades de vários estados do país. “Peço
licença aos senhores senadores e às senhoras senadoras
para entregar 1,3 milhão de assinaturas de todos os estados (contrárias à CPMF)”,
disse.
Durante sua participação
na audiência, Skaf condenou a prorrogação da cobrança.
Ele afirmou que a reforma tributária não prevê formas
eficientes de desoneração fiscal e que a única chance
de reduzir efetivamente a carga tributária é por meio da
eliminação da CPMF.
Skaf disse que em vez de repassar
vantagens para a população por meio da elevação
da arrecadação, a União usa a receita extra para
cobrir gastos.
Defesa
O deputado Antônio Palocci
(PT-SP), ex-ministro da Fazenda, defendeu ontem a cobrança da
CPMF durante audiência na CCJ do Senado. Palocci disse que a CPMF é o “mais
produtivo” dos impostos porque traz a melhor arrecadação
ao país com a melhor alíquota à população.
“Não há imposto
mais produtivo que a CPMF no Brasil. Ela é a mais produtiva: com
menor alíquota, traz melhor arrecadação. É seis
ou sete vezes mais produtiva que a Cofins. É imposto que a arrecada
mais, impondo menos carga aos indivíduos e às empresas”,
afirmou.
Para justificar sua argumentação,
Palocci citou uma série de operações isentas da
cobrança da CPMF. “Trabalhadores (que recebem até três
salários mínimos) têm desconto no INSS. Aposentados
até dez salários mínimos não pagam CPMF.”
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Folha
de São Paulo, 1 de novembro de 2007
Governo apresenta "pacote" para
PSDB aprovar a CPMF
Proposta, de 9 itens, inclui isenção
para salários de até R$ 1.642; acima, haveria dedução
| Executivo deve repassar os detalhes das medidas até terça,
para que os tucanos se decidam sobre emenda que prorroga a contribuição

Lula Marques/Folha Imagem Antonio Palocci entre pilhas de abaixo-assinado
contra a CPMF
VALDO CRUZ
IURI DANTAS
SILVIO NAVARRO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Diante da recusa dos tucanos em aceitar um corte de apenas 0,01 ponto percentual
na alíquota da CPMF, o governo Lula fez ontem nova proposta de nove
pontos ao PSDB que pode custar, entre corte de impostos e aumento de verbas
para a saúde, de R$ 8 bilhões a R$ 9 bilhões no próximo
ano.
Para substituir a redução da alíquota do imposto do cheque,
o governo propôs isentar de CPMF quem ganha até R$ 1.642. Para
faixas salariais acima desse valor, seria permitida uma dedução
parcial do recolhimento da CPMF no Imposto de Renda.
O formato dessas duas medidas está em análise. No caso da isenção
para quem ganha até R$ 1.642, deve vir por meio da redução
do que o trabalhador paga de INSS. Hoje, há isenção para
quem recebe até R$ 1.140.
A estimativa é que isenção e dedução da
CPMF custem R$ 2 bilhões em 2008. Só a isenção é estimada
em R$ 500 milhões.
O pacote ofertado ontem traz também medidas para as empresas. Antecipação
de 24 para 18 meses do pagamento de crédito de PIS/Cofins de exportadoras
e redução dos prazos de depreciação de bens de
capital em novos investimentos.
O governo propôs também a desoneração da folha de
pagamento, que viria da redução do que elas recolhem para o Sistema
S.
Isso ainda terá de ser negociado com as entidades empresariais, beneficiadas
por essas contribuições, que rendem R$ 13 bilhões por
ano. O presidente da Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo, Paulo Skaf, não quis comentar a idéia. "Isso
não é para ser discutido agora, o assunto do momento é acabar
com a CPMF."
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), comemorou
as negociações. "Avançamos muito", disse, após
a reunião com tucanos e o ministro Guido Mantega (Fazenda). O governo
ficou de repassar ao PSDB o detalhamento do pacote e o custo final na terça,
para que o partido tome uma decisão oficial. "Não temos
números, não temos decisão. Achamos que o caminho, dependendo
dos números, é de uma proposta honesta", disse o presidente
do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE).
A troca do corte da alíquota da CPMF pelo abatimento no IR foi bem recebida
pelos tucanos. "É uma boa proposta, já que vai beneficiar
quem está na formalidade. Se apenas reduzisse a alíquota",
disse Tasso.
O pacote incluiu ainda as medidas defendidas pelo PSDB para tentar limitar
os gastos do setor público: 1) inclusão da União na regulamentação
da Lei de Responsabilidade Fiscal, com fixação de limites de
endividamento para o governo federal e 2) projeto limitando a correção
da folha de pagamento da União pela variação do IPCA,
mais reajuste real de 2,5%.
A proposta do governo para prorrogar a CPMF até 2011 contém também
a fórmula para aumentar o repasse de verbas da saúde pela emenda
29, aprovada ontem na Câmara. A novidade é que, em 2008, além
dos R$ 4 bilhões do PAC da Saúde, Mantega autorizou mais R$ 1,2
bilhão por conta de reajuste nas tabelas de pagamento do Sistema Único
de Saúde.
O governo acredita que terá o apoio de ao menos oito senadores do PSDB,
o que seria suficiente para superar o mínimo de 49 votos necessários
para aprovar a emenda da CPMF.
|
Folha
de São Paulo, 1 de novembro de 2007
Proposta sobre 3º mandato é desarquivada
A pedido do deputado Fernado Ferro (PT-PE), Chinaglia
permite que emenda que possibilitaria reeleição sem limites
volte a tramitar | De autoria do ex-deputado Inaldo Leitão, a
proposição já foi aprovada na CCJ, em 2000, e deve
seguir para avaliação em uma comissão especial
ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Sem alarde, o presidente da
Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), mandou desarquivar
em abril deste ano uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que
permite a reeleição sem limites para cargos majoritários,
abrindo caminho para a aprovação de um terceiro mandato
para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O pedido partiu do deputado Fernando Ferro (PT-PE). Ele solicitou, em fevereiro,
o desarquivamento de propostas sobre a reeleição e acabou colocando
novamente em discussão a emenda que permitiria a perpetuação
no poder, já que todas estavam apensadas.
O movimento dos petistas foi feito de forma silenciosa e pode acelerar a discussão
levantada pelos deputados Devanir Ribeiro (PT-SP) e Carlos Willian (PTC-MG),
que defendem a possibilidade de terceiro mandato para Lula, uma vez que a emenda
já foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição
e Justiça) da Câmara em junho de 2000.
Composta por parlamentares com formação em Direito e dirigentes
partidários, a comissão é considerada trincheira na Casa
e dificilmente o governo conseguiria aprovar novamente o texto hoje. O relator
na comissão, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), considerou, na época,
a proposta constitucional. O texto foi aprovado em votação simbólica;
apenas o então deputado Bispo Rodrigues (RJ) foi contra.
O próximo passo é a discussão em comissão especial,
que depende do presidente da Câmara para ser instalada, e que discutiria
todas as emendas sobre o tema reeleição.
Infinitas
De autoria do ex-deputado Inaldo Leitão (PR-PB), a proposição
permite ao presidente da República, prefeitos e governadores concorrerem
a infinitas reeleições, desde que se licenciem do cargo seis
meses antes da disputa. Na emenda, o deputado copiou o texto da Constituição
que define ser permitida a "reeleição", mas suprimiu
a previsão de que a renovação do mandato só é possível
na eleição "subseqüente". Desta forma, ele entende
que abriu a possibilidade para mandatos sucessivos.
Como o autor não foi reeleito, a PEC foi arquivada no início
desta legislatura, mas voltou a tramitar em fevereiro com a iniciativa de Ferro.
Os deputados Rita Camata e Valdemar Costa Neto (PR-SP) também solicitaram
o desarquivamento da emenda, mas Chinaglia desconsiderou, pois já havia
atendido ao petista.
Assim como o deputado Devanir Ribeiro, Ferro também é próximo
do presidente Lula. Devanir já disse que irá apresentar uma emenda
constitucional no próximo mês sugerindo um referendo para que
a população decida sobre o terceiro mandato, que seria realizado
juntamente com as eleições municipais.
A Folha apurou que a idéia é andar com as duas propostas paralelamente.
Garantido o apoio popular, a PEC já estaria bem encaminhada e com a
vantagem de não ter sido apresentada por um petista.
|
FOLHA DE LONDRINA, 01 de
novembro de 2007 | Economia
Poupança tem captação
líquida de R$ 4 bi
Ontem foi considerado o dia internacional
da poupança; resultados positivos confirmam a preferência
da população por esse tipo de aplicação
Brasília - A caderneta de poupança registrou em todos os dez
primeiros meses deste ano resultados positivos de captações de
recursos, confirmando a tendência de maior procura da população
por essa aplicação. De acordo com os dados do Banco Central,
em janeiro os depósitos em cadernetas superaram as retiradas em R$ 214,6
milhões. Em setembro, houve mais depósitos que saques num montante
de R$ 4,185 bilhões. Ontem foi considerado o dia internacional da poupança.
O mês de outubro, cujos
dados do BC ainda não estão fechados, caminha para registrar
outro bom resultado. Segundo dados parciais da Caixa Econômica
Federal, que detém cerca de um terço do mercado desta aplicação,
de 1º a 25 de outubro, a captação líquida da
poupança está positiva em R$ 7,8 bilhões. A captação
líquida é a diferença entre os depósitos
e os saques feitos pelos poupadores.
Nos 10 primeiros meses deste
ano, a captação líquida dessa aplicação
na Caixa superou, em 12 vezes, o resultado alcançado no mesmo
período do ano passado. Com o processo de redução
de juros básicos pelo Banco Central, encerrado este mês,
a caderneta passou a registrar melhores taxas de rentabilidade que os
fundos de investimentos, tornando-se mais atrativos para os investidores.
Nos últimos meses a Caixa tem aberto uma média de 300 mil
cadernetas por mês.
A liquidez e a segurança
também são fortes atrativos da poupança, que conta
com o benefício extra da isenção do Imposto de Renda
e da não incidência da CPMF após 90 dias de permanência
do depósito na instituição financeira.
A Poupança tem papel importante
na sociedade. Por meio da captação de recursos, é possível
viabilizar a casa própria para milhões de brasileiros.
O bom desempenho da caderneta garante mais recursos do que o previsto
para o financiamento habitacional.
Até sexta-feira passada,
a Caixa tinha aplicado R$ 11,8 bilhões em operações
de crédito no setor, atendendo mais de 500 mil famílias.
Deste total, aproximadamente 40%, ou seja, R$ 4,7 bilhões, correspondentes
a 86 mil contratos, foram recursos oriundos da caderneta de poupança.
O desempenho das operações lastreadas em recursos do Sistema
Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) representa um
acréscimo da ordem de 43,7%, se comparado ao mesmo período
de 2006. Dado o volume de demandas por créditos desta natureza,
a estimativa da Caixa, para o corrente ano, é aplicar mais de
R$ 6,0 bilhões em crédito imobiliário, com recursos
da caderneta de poupança.
Isabel Sobral
|
FOLHA DE LONDRINA, 01 de
novembro de 2007 | Economia
Licença-maternidade gera renúncia
fiscal de R$ 5 mi
Estimativa é da Receita Federal de
Londrina que fez cáculos com base no número de empresas
instaladas na região
A ampliação da licença-maternidade em mais dois meses
- para 180 dias - deve trazer pouco impacto à arrecadação
regional. Estimativas da Delegacia da Receita Federal do Brasil, de Londrina,
indicam que se todas as empresas instaladas na região aderirem ao programa
haverá uma renúncia fiscal de cerca de R$ 5 milhões. Essa
quantia é equivalente à metade do total de salário-maternidade
pago anualmente, que é de R$ 10 milhões. Até setembro,
a Receita arrecadou cerca de R$ 1,7 bilhão entre tributos federais e
contribuições previdenciárias.
''Esse valor (da renúncia
fiscal) é pequeno dentro do conjunto da arrecadação.
Além disso, trará grande benefício social'', avalia
David Oliveira, delegado-adjunto da Receita Federal do Brasil, em Londrina.
Não há dados regionais que mostrem quantas mulheres recebem
o salário-maternidade todos os meses. Isso ocorre porque muitas
empresas centralizam suas contabilidades nas matrizes (instaladas em
outros locais), não configurando, portanto, as beneficiárias
regionais. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de Londrina,
dispõe apenas do número de empregadas domésticas
e contribuintes individuais que requerem o benefício nas agências
locais.
No entanto, estas mulheres não
serão beneficiadas pela ampliação da licença
porque a concessão dos dois meses adicionais terá que ser
feita por adesão pelas empresas, conforme prevê o projeto
de lei de autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE). O projeto
já foi aprovado no Senado, mas depende de votação
na Câmara dos Deputados e da sanção do presidente
Luís Inácio Lula da Silva (PT). Atualmente, as mulheres
têm direito a 120 dias de licença-maternidade. Os salários
são pagos pelas empresas que, depois, fazem a dedução
dos valores nas guias de recolhimento da Previdência.
Se o projeto for aprovado com
a atual redação, as empresas continuarão pagando
os dois meses de salários adicionais, mas a dedução
deverá ser feita na declaração do Imposto de Renda
Pessoa Jurídica (IRPJ). O projeto ainda prevê a criação
do programa ''Empresa Cidadã'', que torna opcional a ampliação
da licença-maternidade em mais dois meses, tanto para empresas
como para as trabalhadoras. Quem aderir recebe o selo de ''Empresa Cidadã'',
que poderá ser usado em ações de marketing, e poderá deduzir
o valor dos salários pagos no IRPJ. As mulheres que participarem
do programa não poderão matricular seu filho em creches
neste período.
Por enquanto, as empresas privadas
estão acompanhando a tramitação do projeto, mas
a sua aplicação será discutida somente depois da
sua vigência. É o caso, por exemplo, da Milenia Agrociências,
multinacional instalada em Londrina que por três anos consecutivos
foi considerada uma das cem melhores empresas do País para se
trabalhar. Segundo a assessoria de imprensa da Milenia, os gestores de
recursos humanos estão acompanhando a tramitação
do projeto e somente depois da sua sanção é que
o assunto será discutido por diretores e funcionários.
Fernanda Mazzini
Reportagem Local
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CONSULTOR JURÍDICO,
01 de novembro de 2007
Prejuízos à cidade
Sindicalista deve pagar R$ 3 milhões
por protesto
O presidente do sindicato dos professores de São Paulo, Carlos Ramiro
de Castro, foi condenado a pagar R$ 3,3 milhões de indenização à cidade
devido a uma passeata realizada em 5 de outubro de 2005. A sentença
dada pela juíza Laura Mattos Almeida estabelece que o pagamento deva
ser feito por Castro, e não pela Apeoesp (Sindicato dos Professores
do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).
“O valor é tão
absurdo que nem entrar com recurso contra isso eu posso”, afirmou
o sindicalista. Embora o sindicalista tenha sido condenado como pessoa
física, a Apeoesp deverá auxiliá-lo no pagamento
de R$ 47 mil para que possa recorrer da decisão. A informação é do
jornal Folha Online.
Os R$ 3,3 milhões se referem
ao pagamento pelo que a juíza considera danos materiais à cidade
de São Paulo — como no caso, o trânsito — e
morais em função da passeata que reuniu cerca de 30 mil
pessoas da Alesp (Assembléia Legislativa do Estado de São
Paulo) até a Avenida Paulista.
A decisão da juíza
corrobora com o que determinou o Supremo Tribunal Federal, que impôs
restrições às paralisações nos serviços
públicos ao estender a lei de greve do setor privado para o funcionalismo.
A decisão do Supremo levou centrais a exigir nova lei de direito à greve.
A manifestação
foi legítima, no entanto, deveria ter sido anunciada antecipadamente,
segundo ela. O sindicato alega em nota que a passeata não estava
prevista e teria sido decidida em assembléia, e não de
forma isolada pelo sindicalista.

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