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FOLHA DE LONDRINA, 08 de
novembro de 2007 | Economia
Vão faltar 7,5 milhões
de empregos no País em 2007
Estudos do Ipea apontam que 9,134 milhões
de trabalhadores procuram emprego; qualificados disponíveis
chegam a 1,676 milhão em todo o País
Arquivo FOLHA

Empresas devem gerar 1,592 milhão de novos empregos com
carteira assinada
Brasília - O Brasil vai gerar neste ano cerca de 7,5 milhões
de empregos formais a menos do que o número de trabalhadores que estão
procurando emprego. Os dados constam da pesquisa ''Demanda e perfil dos trabalhadores
formais no Brasil em 2007'', realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea). De acordo com o estudo, as empresas devem, em 2007, gerar
1,592 milhão de novos empregos com carteira assinada, enquanto 9,134
milhões de trabalhadores procuram emprego.
Mesmo ao se considerar apenas
as pessoas com maior ''qualificação'' e experiência
profissional, há um déficit de vagas no País, embora
seja bem menos expressivo: 84 mil. ''A quantidade de trabalhadores qualificados
e com experiência profissional disponível deve-se situar
em 1,676 milhão em todo o País. O saldo que resulta da
demanda de emprego formal em relação à oferta de
mão-de-obra qualificada atinge o montante de 84 mil indivíduos
que excedem às necessidades dos postos de trabalho regulamentados'',
diz o documento. Trabalhador qualificado é quem tem no mínimo
8,2 anos de educação. Portanto, pessoas que ingressaram
no ensino médio.
De acordo com a pesquisa, a Região
Nordeste é a que mais sofre com o desemprego de trabalhadores
qualificados. Enquanto a oferta de trabalhadores nordestinos qualificados é de
380,9 mil, a demanda é por 245,9 mil, levando a uma sobra da ordem
de 135 mil trabalhadores. No Sudeste, esse excedente de mão-de-obra
qualificada é calculado em 17,9 mil, praticamente um equilíbrio
entre oferta e procura.
Nas Regiões Norte, Sul
e Centro-Oeste, o Ipea estima que há falta de trabalhadores qualificados.
No Norte, esse déficit foi calculado em 29,1 mil pessoas; no Sul,
em 26,3 mil e no Nordeste em 13,4 mil trabalhadores.
Segundo o Ipea, o perfil de trabalhador
mais procurado pelas empresas é: homem, não negro, na faixa
de 31 a 37 anos, com pelo menos o ensino médio, qualificado para
a área industrial e de atendimento público e com remuneração
entre R$ 640,00 e R$ 1.916,00.
Fabio Graner e Fernando Nakagawa
Agência Estado
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Gazeta do Povo, 8 de novembro
de 2007
ECONOMIA | PESQUISA
Falta de qualificação
faz sobrar 26 mil vagas de trabalho no Sul
Apenas 18% dos brasileiros à procura
de trabalho atendem ao perfil exigido
por CINTHIA SCHEFFER
A falta de profissionais qualificados
e com experiência vai deixar em aberto 26.335 postos de trabalho
este ano na Região Sul – um número contraditório
para um país com 9,1 milhões desempregados, mas que vai
se repetir também no Norte (29.091 postos) e no Centro-Oeste (13.447
postos), segundo um levantamento divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea). Isso porque, como mostra o mesmo levantamento,
apenas 18,3% do total de brasileiros que procuram por trabalho apresentam
as condições para atender ao perfil exigido. No Sul, o
porcentual é de 22% – cerca de 227,8 mil pessoas, entre
as mais de um milhão que procuram ocupação.
O presidente do Instituto, Marcio Pochmann, diz que o país vive hoje
um paradoxo e que é preciso ajustar os cursos de formação
técnica e profissional à demanda das empresas, e melhorar a intermediação
de mão-de-obra, já que faltam vagas em algumas regiões.
O economista Eron José Maranho,
professor do Unicenp, diz que o número de vagas em aberto não
chega a ser assustador, mas é um alerta para a necessidade de
se voltar a investir mais fortemente em educação. “Tivemos
um pequeno aquecimento da economia e já se observa esse gargalo.
Se mantivermos taxas altas de crescimento, esse problema pode aumentar.”
Embora a pesquisa não
especifique as exigências dos postos, o déficit em setores
que normalmente não exigem alto nível de qualificação – como
o comércio –, na opinião do economista, pode ser
um indício de insuficiência dos investimentos no ensino
fundamental. “E isso depende de empenho do governo, nos três
níveis. Principalmente porque não há qualificação
sem a formação básica”, diz.
De acordo com o estudo do Ipea,
o comércio é o segmento da economia com maior déficit
na Região Sul – 21 mil postos de trabalho. Para o presidente
da Federação das Associações Comerciais e
Industriais do Paraná (Faciap), Ardisson Akel, a falta de qualificação
dos trabalhadores é notada pelos comerciantes do estado, mas nem
sempre se reflete em vagas disponíveis porque os postos são
ocupados por profissionais despreparados. “O comércio, muitas
vezes, é encarado como uma atividade que qualquer um pode exercer.
Mas isso não é verdade.”
Indústria
A pesquisa também mostra
sobra de vagas em alguns setores da indústria, como o segmento
de produtos minerais, mecânicos, e de química e petroquímica.
Segundo o diretor de operações do Serviço Nacional
de Aprendizagem Industrial (Senai), Luís Henrique Bucco, a entidade
tem conseguido se antecipar e evitar que faltem profissionais quando
cresce a demanda em alguns setores.
Na Spaipa, fabricante da Coca-Cola
para o Paraná e interior de São Paulo, no entanto, há 200
vagas disponíveis, muitas delas justamente por falta de mão-de-obra
qualificada. Para a gerente de Recursos Humanos da companhia, Ana Paula
Frizzo, o país vive uma espécie de “apagão
de talentos”. “O Brasil ficou muitos anos caminhando lentamente
e muitos profissionais não se prepararam. Agora as empresas estão
crescendo e exigem profissionais com um perfil tanto técnico quanto
comportamental diferente”, diz.
Para a engenheira química
Fernanda Feliz, uma pesquisa que mostra sobra de postos de trabalho
parece bem distante da realidade. Ela se formou em 2003, está finalizando
uma pós-graduação, fez cursos de extensão
e tem experiência profissional. Mesmo assim, ficou um ano e meio
desempregada. “Na minha visão não foi falta de
qualificação, foi falta de ofertas mesmo. Fiz apenas
três entrevistas no tempo em que estava desempregada e na terceira
fui contratada.”

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FOLHA DE LONDRINA, 08 de
novembro de 2007 | Economia
Homens e brancos têm preferência
no emprego
Brasília - O mapa do emprego divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) mostra que ainda prevalece no mercado de trabalho brasileiro
preconceito contra os trabalhadores negros e do sexo feminino. De acordo com
o estudo ‘‘Demanda e perfil dos trabalhadores formais no Brasil
em 2007’’, há um perfil comum aos 15 setores da economia
que sofrem com a falta de mão-de-obra qualificada e com experiência.
Em 63% dos casos, há preferência por homens e, em 58% das vagas,
por brancos. O perfil foi obtido pelas características dos trabalhadores
já contratados nesses setores.
Entre os segmentos que sofrem
com a falta de mão-de-obra, a indústria extrativista mineral é a
mais machista, já que 91,8% das vagas são para homens.
Em igual tendência, a indústria de produtos minerais metálicos
(88,6%) e o setor de produtos de transporte (87,8%) são os outros
dois que lideram a preferência por trabalhadores do sexo masculino.
Para as mulheres, há mais
vagas no ramo de serviços. No segmento de atividades associativas,
62,4% dos postos desocupados são destinados às trabalhadoras.
Na indústria têxtil, de vestuário e calçados,
as candidatas são alvo de 61,1% das vagas. No ramo de serviços
financeiros, o índice é de 51,9%. Vale observar que em
todos os outros 12 ramos com sobra de vagas, a maioria delas é destinada
aos homens.
A pesquisa mostra ainda que
o setor financeiro é o que menos emprega negros, já que
74,2% das vagas são destinadas para trabalhadores brancos. Por
outro lado, a indústria extrativa mineral destina 50,8% dos postos
aos negros. Na média, 57,9% dos postos são para brancos
e 42,1% para os negros.
Curiosamente, o ramo financeiro
- que, de acordo com a pesquisa, dá preferência aos trabalhadores
brancos - é o que tem a maior média salarial entre todos
os setores pesquisados (R$ 1.915,58). No setor extrativista mineral -
onde há ligeira preferência pelos trabalhadores negros -,
o valor é menor (R$ 1.661,87).
Fernando
Nakagawa e Fabio Graner
Agência Estado
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GAZETA MERCANTIL, 08 de novembro
de 2007
Inflação na construção
sobe 0,43%, aponta IBGE
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em convênio
com a Caixa Econômica Federal, apresentou alta de 0,43% em outubro, acima
da taxa apurada em setembro (0,42%). No ano, o indicador acumula elevação
de 4,78%, e nos últimos 12 meses, 5,61%. Em outubro de 2006, o índice
havia registrado expansão de 0,22%.
No mês passado, o custo
da nacional por metro quadrado somou R$ 598,27, sendo R$ 343,97 relativos
aos materiais e R$ 254,30 à mão-de-obra.
A parcela dos materiais registrou
a mesma taxa de setembro (0,59%). Já a categoria mão-de-obra
avançou 0,02 ponto percentual em outubro para 0,22%.
No ano, os materiais apresentaram
variação positiva de 4,11%, acima da observada em igual
período de 2006 (3,30%). Já as despesas com mão-de-obra,
acumula alta de 5,69%, praticamente igual ao ano passado (5,70%).
Nos últimos 12 meses,
os índices foram 4,95% (materiais) e 6,53% (mão-de-obra). (Vanessa
Stecanella - InvestNews)
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GAZETA MERCANTIL, 08 de novembro
de 2007
Gastos dos domícilios cresceu
4% em 2007
Com um aumento médio de 5% na renda este ano, em comparação
com 2006, o gasto médio dos domicílios brasileiros subiu 4% para
R$ 1.417,00 mensais, revela o estudo 'Mais Consumo, Maior Condição
de Vida' realizado pela LatinPanel - Instituto de pesquisa de consumo domiciliar
da América Latina.
Assim, os domicílios passaram
a ganhar 3% mais do que gastam mensalmente. Em 2005, as famílias
estavam no vermelho e gastavam 3% mais do que ganhavam. Em 2006, passaram
a equilibrar as contas, e conquistaram superávit de 2% ao mês. "Este
ano, a situação ficou ainda melhor e com mais dinheiro
no bolso, as famílias e domicílios ampliaram o poder de
compra", diz responsável pelo estudo, Margareth Utimura.
O cenário favorável
permitiu que os gastos anuais com habitação aumentasse
9% (na média) e passaram a representar 13,4% do orçamento
doméstico. A média dos domicílios brasileiros gastava
R$ 2.365,00 com habitação, em 2006. Em 2007, o valor subiu
para R$ 2.588,00. A classe C foi a que mais se destacou nesta evolução:
os gastos deste estrato com o item saltaram R$ 2.081,00, no ano passado,
para R$ 2.365,00, este ano.
Segundo o estudo, os domicílios
brasileiros também gastaram 28% mais com seguros de imóveis,
19% mais com material de construção para reformas, 14%
mais com condomínio, 10% mais com aluguel e 5% mais com prestações
da casa própria. (Redação
- InvestNews)
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CONSULTOR JURÍDICO,
08 de novembro de 2007
Guerra da representação
TST suspende reunião para excluir
sindicato da Fiesp
O Tribunal Superior do Trabalho suspendeu a reunião marcada pela Fiesp
para esta quinta-feira (8/11), em que se discutiria a exclusão do Sindicato
da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) de
seu quadro de filiados. A juíza convocada ao TST, Kátia Magalhães
Arruda, suspendeu a decisão do Tribunal Regional do Trabalho de São
Paulo, que permitia a convocação da reunião.
O TRT paulista havia cassado
liminar concedida ao Simpi pelo corregedor-geral da Justiça do
Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, e mantida pelo Plenário
do TST. A medida impedia a Fiesp de convocar a reunião.
No recurso ao Tribunal Superior
do Trabalho, os advogados do sindicato afirmaram que o TRT paulista “jamais
poderia cassar, nos autos de medida cautelar incidental, uma medida concedida
em outro processo (Reclamação Correicional) e por órgão
superior”.
Na decisão em que cancelou
a assembléia da Fiesp, de 9 de agosto, o ministro Dalazen determinou
que presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
promova, o mais rápido possível, o julgamento do mérito
da ação em que o Simpi reivindica o reconhecimento do acordo
assinado em 1993.
A Fiesp suspendeu o sindicato
de seus quadros em 2006. Segundo o Simpi, a sua exclusão da Fiesp
representaria danos de difícil reparação a seus
direitos. Os advogados do sindicato ressaltam, no recurso, a importância
da preservação da competência do TST, que concedeu
a liminar.
Ao analisar o pedido de Simpi,
a juíza Kátia Arruda verificou a existência de periculum
in mora, diante do fato de que a reunião estava marcada para esta
quinta-feira (8/11).
O sindicato
Representante de 200 mil
empresas, o Simpi é filiado à Fiesp desde 1993. Na época,
sindicato e Federação assinaram acordo reconhecendo a
legitimidade do Simpi para representar micro e pequenas indústrias
com até 50 empregados. Mas, desde o início de 2005, quando
o sindicato recebeu o registro sindical do Ministério do Trabalho
e Emprego, a Fiesp começou a pressioná-lo até a
suspensão dos quadros da entidade. O Simpi reclama na justiça
o descumprimento do acordo pela Fiesp.
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DIAP, 08 de novembro de 2007
RELAÇÕES DE TRABALHO
Terceirização terá duas
frentes para regulamentação, pública e privada
A Subcomissão de Terceirização que funciona no âmbito
da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, realizou nesta
quarta-feira, 07/11, audiência pública para debater uma proposta
que possa regulamentar essa atividade, que é considerada pelo movimento
sindical como algo que precariza as ralações e os direitos trabalhistas.
E para avançar neste debate, se faz necessário que a Mesa Diretora
da Câmara vote a Mensagem Presidencial que pede o arquivamento do PL
4.302/98, do ex-presidente FHC.
De acordo com o debate, o ponto de partida para a discussão é definir
o que é terceirização e o que acaba sendo uma intermediação
de mão-de-obra, como foi colocado por Miguel Pereira, representante
da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no debate.
Para os dirigentes sindicais, a terceirização deve ser discutida
em duas etapas, uma para o setor público e outra para o setor privado.
Para o setor privado, o deputado Vicentinho (PT/SP) apresentou um projeto de
lei (PL 1.621/07) que dispõe sobre as relações de trabalho
em atos de terceirização e na prestação de serviços
a terceiros no setor privado e nas sociedades de economia mista.
Outro ponto abordado, é a relação de solidariedade entre
as empresa, ora contratadas ora contratantes, para que ambas possam arcar com
os direitos trabalhistas em vigor. De acordo com as lideranças do movimento
sindical, as empresas não arcam com os direitos essenciais dos trabalhadores.
Isso ocorre por falta de uma legislação que possa nortear as
relações entre os empregados terceirizados e as empresas que
contratam essa modalidade de mão-de-obra.
As discussões em torno de um projeto que atenda às exigências
mínimas para que os trabalhadores tenham segurança ao serem contratados
por uma empresa e realizem o trabalho em outra. Essa é a oportunidade,
segundo várias intervenções de deputados presentes na
audiência, que permite ao Legislativo finalmente, criar regras para este
setor.
Serviço público
Já em relação às terceirizações no
setor público, o próprio ministro do Trabalho e Emprego, Carlos
Lupi, manifestou sua insatisfação com os excessos na União,
que para ele o deveria dar melhor exemplo.
No total são 30 anos de terceirização no setor público,
que demonstra o quanto essa atividade tem crescido sem nenhuma legislação
regulamentadora. Outro ponto observado pelos dirigentes sindicais diz respeito à qualificação
dos trabalhadores deste setor, que em sua maioria não tem grau de instrução
escolar compatível com outros trabalhadores.
Para esses trabalhadores que não tiveram a oportunidade de uma qualificação
profissional à altura da concorrência, hoje estabelecida pelo
mercado de trabalho. Esses trabalhadores, nas atuais condicões, não
têm como se preparar para um concurso público ou um processo de
seleção mais exigente.
A questão foi abordada por José Moacyr Malvino Pereira, representante
da União Geral dos Trabalhadores (UGT). O dirigente sindical alerta
que se acabar a terceirização esses trabalhadores correm o risco
de ficarem desempregados por tempo indeterminado, por falta de uma qualificação.
Ele aponta uma saída para terceirização: a regulamentação
desta atividade, de forma que garanta a esses trabalhadores os direitos conquistados
pelo conjunto dos trabalhaores no Brasil.
Privados
A contratação de mão-de-obra terceirizada no setor privado
tem crescido em ritmo acelerado. Isso faz com que maus empresários se
estabeleçam no mercado. Essa situação só poderá mudar
com uma legislação que defina o que poderá ser terceirizado
dentro de uma empresa e o que não seria a sua atividade fim e poderá então
ser realizada por um funcionário contratado por meio de uma outra empresa.
Um exemplo citado pelo deputado Vicentinho demonstra que essa modalidade de
contratação já chegou ao extremo: uma empresa com 3 mil
funcionários, 2.900 são terceirizados. Isto demonstra o qão
exagerado chegou a situação de algumas empresas na contratação
da mão- de-obra barata para o contratante e para a empresa, que não
remunera adequadamente o trabalhador.
Outra questão abordada pelos dirigentes sindicais relaciona-se à discriminação
com os trabalhadores terceirizados. Esses são constantemente vilipendiados
por seus contratantes, que desrespeitam seus diretos, ignorando assim, os deveres
da empresa para com a legislação trabalhista.
Trabalhadores
A discriminação com os terceirizados não vem só do
mal empresário, mas também dos próprios trabalhadores
que acabam induzidos a discriminá-los. Em casos apresentados por participantes
da reunião, foi relatado situações em que os trabalhadores
terceirizados tem refeitório, ônibus e armários separados
daqueles que são funcionários da empresa.
Outra questão discriminatória nas relações de trabalho
está explícita na diferença de salários de funcionários
e trabalhadores terceirizados que ocupam a mesma função. Neste
caso, a contradição se expressa no fato de desempenharem a mesma
atividade. Isto é uma uma excrescência, pois desempenham as mesmas
funções, mas com remunerações distintas.
Essa situação não é diferente no setor público,
salvo suas proporções. Mas as discriminações são
semelhantes. O exemplo citado pela representante dos servidores terceirizados
do Legislativo, que alertou aos debatedores a difícil relação
entre esses e as empresas contratantes, que atrasam o pagamento do vale-transporte
e também do salário.
A situação chegou a tal ponto que parlamentares usaram a tribuna
da Câmara para manifestar indignação com o descaso das
empresas terceirizadas que prestam serviços ao Legislativo em relação
aos trabalhadores contratados.
A Subcomissão irá realizar audiências públicas também
nos estados. A intenção, segundo o relator da matéria
no colegiado, deputado Roberto Santiago (PV/SP), é estudar a diversidade
do tema nos demais estados do País.
Segundo o presidente da Subcomissão, deputado Sandro Mabel (PR/GO),
as divergências são muitas, mas é preciso uma lei que contemple
minimamente os interesses dos trabalhadores e dos empresários. (André Santos)
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CONTAS ABERTAS, 08 de novembro
de 2007
PAC: a dois meses de terminar o ano
governo compromete 50% dos recursos
Faltando cerca de dois meses para acabar o ano, o ritmo de execução
do carro-chefe do segundo mandato do governo Lula, que promete R$ 503,9 bilhões
em investimentos até 2010, ainda está longe do ideal. Dos R$
15,2 bilhões autorizados para serem gastos este ano com as obras do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apenas R$ 4,4 bilhões
foram efetivamente aplicados - incluindo o pagamento de ações
iniciadas no ano passado - o que equivale a uma execução inferior
a 30%. No entanto, ao menos no intuito de garantir recursos para as obras no
futuro, o governo decidiu acelerar os compromissos orçamentários
(empenhos) para alavancar o programa. Com o fechamento de outubro, a reserva
de recursos em benefício do pacote que é considerado a menina
dos olhos de ouro do atual governo já chega a R$ 7,7 bilhões,
o equivalente a 50% do montante global previsto para 2007.
Apesar desse esforço,
das 740 ações que integram o PAC, quase 50%, exatamente
345 ainda não receberam nenhum centavo dos cofres da União
(tanto em empenhos, quanto em pagamentos). O orçamento autorizado
dessas ações que ainda não saíram do papel
ultrapassa os R$ 5 bilhões. Algumas obras importantes de saneamento,
estradas, açudes, canais, barragens, terminais fluviais, entre
outras, ainda não foram agraciadas com recursos do PAC.
O Ministério dos Transportes
continua sendo o órgão público que mais investiu
em ações do PAC (veja tabela). A Pasta aplicou R$ 2,2 bilhões
em obras de infra-estrutura rodoviária, ferroviária e hidroviária
este ano, dos R$ 7,4 bilhões que estão sob a sua responsabilidade.
No entanto, a maior parte dos recursos serviu para pagar construções
iniciadas em anos anteriores. Cerca de R$ 1,4 bilhão foi destinado
para quitar dívidas de exercícios passados, os chamados "restos
a pagar". A principal construção do ministério,
que é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infra-Estrutura
de Transportes já recebeu R$ 249,9 milhões este ano. A
obra é uma adequação da BR – 101, no trecho
da divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Se em valores a Pasta de Transportes
lidera a corrida para fazer deslanchar o principal programa do governo,
o Ministério da Defesa leva a melhor em termos de desempenho.
Dono do segundo maior desembolso com o PAC, de janeiro para cá,
o órgão foi o que melhor executou o orçamento previsto
no ano para as ações do programa. Dos R$ 572 milhões
que estão sob responsabilidade da pasta, 93% já foram efetivamente
pagos.
Isso significa que R$ 530 milhões
já saíram dos cofres este ano para contribuir com ações
do setor, relacionadas, sobretudo, à melhoria da infra-estrutura
ligada à aviação. Com o agravamento da crise aérea
este ano, o governo foi obrigado a afrouxar o cerco sobre os investimentos
da Pasta responsável, entre outras coisas, pelo controle e a segurança
dos céus brasileiros. Do total pago até agora, R$ 387,1
milhões serviram para promover melhorias estruturais nos aeroportos
brasileiros administrados pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura
Aeroportuária (Infraero). Das 740 ações que integram
o PAC, a de adequação da infra-estrutura aeroportuária
nacional é a que recebeu a maior parcela de recursos (valores
pagos), liberados por meio de crédito extraordináro.
Entre as ações
orçamentárias que fazem parte do principal programa do
governo, a construção da Ferrovia Norte-Sul, em Tocantins,
foi a segunda que mais se beneficiou da parcela liberada até agora.
Dos R$ 395 milhões previstos para a obra, R$ 275,6 milhões
(70%) já foram pagos. A quarta ação do PAC que mais
recebeu da União está ligada à moradia de pessoas
de baixa renda. Mais de R$ 125 milhões já saíram
dos cofres para arcar com subsídios à habitação
de interesse social.
Minas Gerais lidera os repasses federais
Na briga dos governos estaduais
por recursos do PAC quem está ganhando é Minas Gerais (veja
tabela). O estado, que possui a maior malha rodoviária do país,
já recebeu R$ 488,8 milhões do pacote, enquanto o Distrito
Federal, por exemplo, menor unidade da federação, foi beneficiado
com R$ 8,2 milhões. Curiosamente, para São Paulo, o estado
mais rico do país, foram repassados, até outubro, apenas
R$ 74,6 milhões dos R$ 570,2 milhões previstos para as
ações do PAC desenvolvidas na região com recursos
federais, ou seja, menos de 14% do montante autorizado faltando dois
meses para o término do ano.
A mira do governo parece estar apontada para o sul do país. Até outubro,
de R$ 1,3 bilhão autorizado, foram aplicados mais de R$ 645 milhões
na região com verba do pacote econômico. As obras da região
Norte, por sua vez, são as mais carente de recursos do pacote. Foram
aplicados apenas R$ 293,7 milhões nos primeiros dez meses do ano. A
quantia prevista para ser gasta até dezembro equivale a R$1,1 bilhão.
Os dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira
(Siafi) e englobam apenas a parcela do Orçamento Geral da União
(OGU 2007) destinada ao PAC, não incluindo, portanto, os investimentos
das estatais, da iniciativa privada nem de governos locais.
O economista especializado em
orçamento e finanças públicas Paulo Brasil afirma
que a baixa execução orçamentária do PAC é resultado
de um processo burocrático da utilização dos recursos
públicos. Segundo ele, os processos de licitações
detalhados demandam tempo para execução. “Este processo
pode ser executado, com maior ou menor lentidão, de acordo com
o grau de eficiência e eficácia da máquina do governo”,
destaca.
No entanto, para ele, a administração
pública pode acelerar todas essas etapas. “O que se percebe é que
foi feito um anúncio de ações a serem implementadas,
a partir da constatação de que o nível de investimentos
deveria ser superior ao atual. O ideal seria que as obras fossem eminentes
para que o processo de crescimento econômico saísse da letargia
que se encontrava. Mas, por outro lado, já se imaginava que não
haveria tempo hábil para todas as propostas”, explica o
economista.
De acordo com Brasil, do ponto
de vista econômico, os gastos devem ser analisados com preocupação,
pois comprometem a promessa de crescimento econômico do governo. “Isso
seguramente pode vir a provocar uma reavaliação da meta
de crescimento a ser atingida, corrigindo a expectativa para um percentual
menor do que aquele proposto pelo governo”, acredita.
Em relação aos
empenhos, que já chegam a pouco mais de 50% do montante previsto
no PAC para este ano, Brasil avalia a questão de duas formas. “Sob
a perspectiva otimista, diante da evidente necessidade de investimentos,
algo já esta sendo feito, o que já é melhor do que
nada. Por outro lado, apesar do comprometimento de R$ 7,7 bilhões
em orçamento, o montante liquidado soma apenas R$ 2,2 bilhões.
Ou seja, o governo está tentando garantir agora o empenho dos
investimentos que acabarão sendo inscritos como 'restos a pagar'
no orçamento do ano que vem", explica. Isso significa, segundo
o especialista, que algo em torno dos R$ 5 bilhões referentes
a obras do PAC correm o risco de só serem executadas em 2008.
O economista considera natural
que a maior parte dos investimentos do pacote econômico estejam
no Ministério dos Transportes, já que, segundo ele, o modelo
adotado pelo país desde o tempo do presidente Juscelino Kubitschek é o
do transporte terrestre. No entanto, ressalta que é preciso pensar
em alternativas mais econômicas de transporte e escoamento de produção,
como ferrovias e transportes pluviais. “Um país que é cortado
por rios navegáveis não pode desperdiçar esta dádiva
natural, assim como não pode deixar de investir na malha ferroviária.
Outros países que adotam estes modelos de transporte têm
menores custos”, conclui. O Contas Abertas entrou em contato com
a assessoria do Ministério da Casa Civil para saber mais detalhes
sobre o PAC. Porém, até o fechamento da matéria,
não houve resposta.
Leandro Kleber
Do Contas Abertas
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 08 de novembro de 2007 | Brasil
MP que libera verba do PAC em 2008 é alterada
da Folha de S.Paulo, em Brasília
A partir de um acordo entre
governo e oposição, o Senado esvaziou uma medida provisória
que, para democratas e tucanos, permitiria a liberação
de verbas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)
a Estados e municípios em 2008 sem as restrições
da Lei Eleitoral.
Editada em setembro, a MP
dá ao Executivo a possibilidade de tratar como obrigatórias
as transferências de recursos do PAC, para livrar o programa
dos bloqueios de verbas e facilitar os repasses a Estados e municípios
que não estejam em dia com as obrigações da
Lei de Responsabilidade Fiscal para as transferências voluntárias.
Para a oposição,
a medida poderia ser usada para liberar recursos do PAC às
vésperas das eleições. Para viabilizar a aprovação
da MP na noite de anteontem, o relator do texto, Francisco Dornelles
(PP-RJ), suprimiu o parágrafo que estendia às verbas
do PAC os privilégios legais válidos para as transferências
obrigatórias de recursos. Com as modificações,
o texto voltará à Câmara.
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CONSULTOR JURÍDICO,
08 de novembro de 2007
Tempo compensado
CEF paga juros e correção
se atrasa seguro-desemprego
A Caixa Econômica Federal deve pagar juros e correção monetária
se atrasa o saque do seguro-desemprego. O entendimento da 28ª Vara Federal
do Rio de Janeiro foi confirmado pela 5ª Turma Especializada do Tribunal
Regional Federal da 2ªRegião.
Com a decisão, a Caixa
Econômica Federal fica obrigada a pagar o seguro-desemprego a um
funcionário dispensado sem justa causa, com juros e correção
monetária. A CEF postergou o protocolo de solicitação
por mais de 120 dias, prazo legal para o requerimento do seguro-desemprego.
De acordo com informações
do processo, o empregado de uma empresa privada demitido no dia 18 de
agosto de 1995, sem justa causa, pediu o seguro-desemprego no dia 4 de
outubro de 1995. Contudo, ele só recebeu o benefício no
dia 5 de janeiro de 1996.
A desembargadora federal Vera
Lucia Lima da Silva, relatora do recurso, considerou que ficou caracterizado,
na conduta da CEF, o atraso no atendimento do requerimento do funcionário
demitido.
Processo 1996.51.01.075104-3
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ÂMBITO JURÍDICO,
08 de novembro de 2007
Conversão de parte das férias
em dinheiro é opção do empregado
Como o objetivo das férias é o descanso e a preservação
da saúde do trabalhador, a conversão de 1/3 do período
de férias (normalmente 10 dias) em dinheiro só pode ser feita
por opção do empregado, não podendo ser imposta pelo empregador. É o
que determina o artigo 143 da CLT, aplicado pela 7ª Turma do TRT-MG em
julgamento recente de recurso ordinário, com base no voto da juíza
convocada Wilméia da Costa Benevides.
A reclamante alegou que durante
todo o contrato foi impedida de gozar férias de 30 dias, sendo
obrigada a converter 10 dias em abono em dinheiro. Essa alegação
foi confirmada por testemunha apresentada pela própria reclamada,
que também informou que gozava apenas 20 dias de férias,
pois isso era uma pré-determinação constante em
um formulário já preenchido pela reclamada.
“Como a autora foi obrigada
a trabalhar quando deveria estar usufruindo férias, tem-se que
não houve a concessão no período concessivo e, portanto,
faz jus ao restante (10 dias) em dobro” - concluiu a relatora,
entendendo que o salário recebido pelos 10 dias trabalhados foi
pago como contra prestação pelo serviço prestado.
Assim, a Turma confirmou a sentença
que condenou a reclamada a pagar à autora 10 dias de férias
anuais, em dobro, referentes aos períodos aquisitivos de 2001,
2002 e 2003.
( RO nº 00255-2007-140-03-00-8
)
Fonte: TRT3
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FOLHA DE LONDRINA, 08 de
novembro de 2007 | Economia
Brasileiro está mais disposto
a gastar o 13º em presentes
Pesquisa da Anefac revela que aumentou de
15%, no ano passado, para 20%, neste ano, a fatia de consumidores
que querem comprar presentes
São Paulo- O brasileiro está mais predisposto a gastar o 13º salário
com presentes neste Natal, apesar de a grande maioria da população
ainda declarar que pretende usar esses recursos extras para quitar dívidas
já assumidas, como ocorreu nos últimos dois anos.
Pesquisa da Associação
Nacional dos Executivos de Finanças, Administração
e Contabilidade (Anefac) revela que aumentou de 15%, no ano passado,
para 20%, neste ano, a fatia de consumidores que querem comprar presentes
com o 13º salário. Mas, a maior parcela (58%) dos 514 entrevistados
entre 10 e 23 de outubro informou que vai destinar esse dinheiro para
pagar dívidas, principalmente do cheque especial, onde os juros
são mais altos.
No ano passado, 63% dos entrevistados
disseram que gastariam os recursos para reduzir o endividamento. A pesquisa
da Anefac mostra que os brinquedos lideram a intenção de
compra dos consumidores com 81%, seguidos pela roupas (78%), os eletroeletrônicos
(76%), os telefones celulares (65%) e os equipamentos de informática
(44%). Exceto nos artigos de informática, o consumidor reduziu
as intenções de compra comparativamente à pesquisa
de 2006.
''Neste ano, o consumidor está mais
consciente: vai gastar, mas com os pés no chão'', afirma
o vice-presidente da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira. Outro dados
da pesquisa confirma essa cautela. Diminuiu, em média, 12% em
relação ao ano passado a parcela de consumidores que pretende
gastar entre R$ 1 mil e R$ 5 mil no Natal. Em contrapartida, a faixa
de gastos que apresentou a maior elevação no período
(14,29%) é a que vai de R$ 100 a R$ 200. Ribeiro de
Oliveira observa que o recuo
do dólar que afeta os equipamentos eletroeletrônicos e de
informática, em especial, contribui para que os preços
dos presentes estejam mais baixos. Ele lembra também que as facilidades
do crediário também contribuem para que o fim de ano seja
mais equilibrado.
Segundo a pesquisa, diminuiu
de 77% em 2006 para 73% neste ano a parcela de consumidores dispostos
a pagar as compras à vista. Em igual período, aumentou
5,4% e 8,7%, a fatia de interessados em usar financiamento das lojas
e dos bancos, respectivamente.
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 08 de
novembro de 2007 | Economia
Poupança completa 14 meses
de captação positiva
Brasília - A poupança completou um ciclo de 14 meses consecutivos
com captação líquida positiva em outubro. Esse é o
maior período ininterrupto de crescimento dos depósitos desde
o início do real, em 1994. No mês passado, os depósitos
superaram os saques em R$ 1,807 bilhão. Com esse resultado, a mais tradicional
das aplicações financeiras registrou o ingresso de R$ 21,526
bilhões no acumulado de 2007. Captação líquida é a
diferença entre os depósitos e os saques feitos pelos poupadores.
Conforme relatório do
Banco Central divulgado hoje, outubro teve depósitos totais de
R$ 92,525 bilhões. O valor foi superior às retiradas, que
atingiram R$ 90,717 bilhões no mês. Com o ingresso de mais
recursos e o rendimento de R$ 1,155 bilhão observado em outubro,
as poupanças acumulavam R$ 221,110 bilhões no fim do mês
passado.
O novo fôlego da poupança
coincide com a mudança de patamar dos juros, que caíram
entre setembro de 2005 e setembro de 2007. Nesse período, a taxa
Selic - principal referência para os fundos de investimento mais
tradicionais - caiu 8,5 pontos porcentuais, o que reduziu a atratividade
de aplicações populares como o Fundo DI. Essa perda de
competitividade e a ausência do Imposto de Renda levaram muitos
investidores de volta para a poupança.
Fernando Nakagawa
Agência Estado
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 08 de novembro de 2007 | Brasil
Relator na CAE quer evitar o fim do
imposto sindical
JULIANNA SOFIA
da Folha de S.Paulo, em Brasília
O movimento sindical ganhou novo
aliado no lobby para manter a contribuição que equivale
a um dia de salário do trabalhador no ano, o imposto sindical.
Ontem, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), relator do assunto na CAE
(Comissão de Assuntos Econômicos), sinalizou que é contra
o fim do imposto em 2008.
"Tenho que examinar a proposta
do governo, as mudanças feitas na Câmara, para depois tomar
minha decisão, procurando sempre o entendimento e o consenso.
Agora, não pode, no mês de novembro, tirar uma receita a
partir do ano que vem. Todos os sindicatos já fizeram suas previsões",
afirmou o ex-ministro do Trabalho.
No mês passado, ao apreciar
o projeto de lei do governo que regulariza as centrais sindicais, a Câmara
aprovou uma mudança no texto, que, na interpretação
dos deputados, acabou com a obrigatoriedade do recolhimento do imposto
sindical. A alteração foi atacada pelo movimento sindical
e pelo governo, que perderão uma arrecadação anual
de aproximadamente R$ 500 milhões, segundo dados de 2006.
Hoje, o imposto sindical é rateado
entre sindicatos, que ficam com 60% do valor arrecadado dos trabalhadores,
federações (15%) e confederações (5%). O
governo fica com 20%. No projeto de lei, as entidades passariam a receber
metade do que atualmente vai para os cofres do governo.
Apesar do entendimento geral
de que as modificações feitas pelos deputados acabaram
com o imposto sindical, há dúvidas sobre essa avaliação.
Para os juízes do trabalho, por exemplo, a mudança acabou
com o desconto obrigatório na folha de salário, mas não
isentou o trabalhador de recolher o imposto aos sindicatos.
O autor da emenda na Câmara,
Augusto Carvalho (PPS-DF), argumenta, porém, que a intenção
do legislador ao aprovar a mudança foi tornar o imposto facultativo.
Ele afirma ainda que o Senado deve aperfeiçoar o texto, acabando
também com a contribuição que vai para os sindicatos
dos patrões.
Dornelles afirmou que recebeu
o projeto para relatar na segunda-feira e só deve apresentar seu
parecer na próxima semana. A proposta tramita simultaneamente
em duas outras comissões do Senado: CAS (Comissão de Assuntos
Sociais) e CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
O relator na CAS, Paulo
Paim (PT-RS), afirmou que os três relatores nas comissões
poderão fechar um relatório único, para ser votado
direto no plenário da Casa para acelerar a tramitação.
Lúcia Vânia (PSDB-GO) é a relatora na CCJ. Os três
defendem a manutenção do imposto por ora. Paim afirma
que a mudança aprovada pelos deputados não acaba com
o imposto. Segundo ele, a emenda apenas dificulta a vida do trabalhador,
que ainda está obrigado a contribuir para a estrutura sindical.
Na avaliação dele, além de manter a contribuição, é preciso "apontar
um caminho" para o médio prazo.
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O GLOBO (ON LINE), 08 de
novembro de 2007 | País
Polêmica
Grupo vai discutir financiamento de
sindicatos
O Globo; Agência Senado
BRASÍLIA - Já contando que o imposto sindical obrigatório
será restituído, em votação no Senado do projeto
que legaliza as centrais sindicais, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, criou
nesta quarta um grupo para examinar alternativas de financiamento de confederações,
federações e sindicatos do país. A idéia do governo
e das centrais, com apoio de grande parte dos senadores, é manter o
sistema atual de contribuição obrigatória por parte dos
trabalhadores até que se encontre outra forma de financiamento dos sindicatos.
O grupo, formado por reprentantes
do ministério e das centrais sindicais, apresentará uma
proposta em 90 dias. Depois disso, essa proposta será encampada,
ou não, pelo governo e, só então, encaminhada ao
Congresso. O que significa que o imposto obrigatório deve vigorar
por pelo menos mais um ano. O relator do projeto na Comissão de
Assuntos Econômicos do Senado, Francisco Dornelles (PP-RJ), defende
um modelo alternativo para o futuro, alegando que as centrais não
podem perder, agora, o dinheiro que já estava previsto e comprometido
a partir de janeiro.
- Vamos estabelecer essa discussão
com tranqüilidade, serenidade e encontrar a solução
em consenso - disse Lupi.
O deputado Augusto Carvalho (PPS-DF),
autor da emenda que pôs fim ao imposto sindical obrigatório,
que agora o Senado quer derrubar, salientou que está mantida a
votação no Senado. E que desde o inicio Dornelles defende
a extinção gradual do imposto.
- O que eles estão propondo, em articulação com o Lupi,
que defende a manutenção do texto do Executivo, é adiar
a discussão sobre o fim da contribuição obrigatória,
deixando tudo como está. Amanhã (quinta) vou me encontrar com
o Dornelles para ver se ele reavalia essa idéia e mantém em seu
relatório a emenda aprovada na Câmara, tornando o pagamento facultativo
- disse Carvalho.
Centrais
Sindicais lançam a 4ª Marcha da Classe Trabalhadora
A Força Sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras
três centrais sindicais lançaram, nesta quarta-feira, a 4ª Marcha
da Classe Trabalhadora, que acontecerá no dia 5 de dezembro. As principais
reivindicações são: a redução da jornada
de trabalho sem corte no salário, mais e melhores empregos e o fortalecimento
da seguridade social e das políticas públicas. Após o
evento, realizado no auditório Petrônio Portela, os sindicalistas
encaminharam a pauta de reivindicações ao presidente interino
do Senado, Tião Viana, e ao presidente da Câmara dos Deputados,
Arlindo Chinaglia.
Segundo o presidente da CUT,
Arthur Henrique da Silva Santos, a redução da jornada de
trabalho é um ponto importante para a geração e
a formalização de empregose, também, para que a
produtividade das empresas possa ser compartilhada com os trabalhadores
de uma forma mais justa. De acordo com Arthur Santos, são esperados
para a marcha cerca de 50 mil trabalhadores.
Para o presidente da Força
Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, outros
pontos a serem destacados são a criação e a melhoria
de empregos. Segundo o parlamentar, o trabalho infantil e o trabalho
escravo representam a precariedade da estrutura do mercado de trabalho
brasileiro, atrapalhando o desenvolvimento do país, além
de denegrir a imagem do Brasil internacionalmente.
- Se o país pretende crescer
em termos de biocombustíveis, precisa levantar essa questão
do trabalho escravo e infantil - afirmou Paulinho.
Os sindicalistas também
acompanharão o debate e a votação, na Comissão
de Assuntos Sociais (CAS), do projeto de lei que regulamenta as centrais
sindicais, que passará a trancar a pauta no dia 1° de dezembro.
De acordo com o presidente da CUT, a central defende, desde o início,
o fim do imposto sindical com a criação de outra contribuição.
Segundo Arthur Santos, o debate com os senadores sobre a proposta está indo
bem, mas se espera "que o debate seja representado na legislação".
Participaram também
do evento o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
(CGTB), Antonio Fernandes dos Santos Neto e representantes da Nova
Central Sindical de Trabalhadores e da União Geral dos Trabalhadores
(UGT).
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AGÊNCIA SENADO, 08
de novembro de 2007
COMISSÕES
Fim do imposto sindical provoca polêmica
A aprovação do fim da obrigatoriedade do pagamento da contribuição
ou imposto sindical pela Câmara continua provocando polêmica, com
a chegada da matéria ao Senado. Já na Câmara, os partidos
dividiram-se quanto à avaliação do assunto. Se for aprovado
agora no Senado, o PLC 88/07 seguirá para a sanção do
presidente da República. Especialistas calculam que o movimento sindical
poderá perder cerca de R$ 490 milhões ao ano caso a medida entre
em vigor.
Pelo projeto aprovado na Câmara,
o recolhimento do imposto na folha de salários da empresa dependerá da
autorização do trabalhador. Os sindicatos patronais continuam
recebendo a contribuição dos empregadores, que permanece
obrigatória, conforme o projeto.
A medida foi aprovada pela Câmara
no dia 19 de outubro, a partir de uma emenda do deputado Augusto Carvalho
(PPS-DF) ao PL 1990/07 (número na Câmara), que regulamenta
as centrais sindicais. A mudança no projeto original foi aprovada
naquela Casa contra a vontade do relator da proposta, deputado Vicentinho
(PT-SP), ex-dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
A decisão provocou movimentação
das centrais sindicais, que agora pressionam o Senado para que a medida
seja derrubada na Casa. No Senado, o PLC 88/07 tramita em regime de urgência
em três comissões técnicas: de Assuntos Econômicos
(CAE); de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ);
e de Assuntos Sociais (CAS). Os relatores da matéria são,
respectivamente, os senadores Francisco Dornelles (PP-RJ), Lúcia
Vânia (PSDB-GO) e Paulo Paim (PT-RS).
Contribuição
A contribuição
ou imposto sindical é paga pelo trabalhador uma vez por ano e
corresponde a sua remuneração de um dia normal de trabalho,
sem inclusão de horas extras. Pela legislação atual,
essa contribuição - criada na década de 40 para
fortalecer o movimento sindical -, deve ser descontada pelos empregadores
na folha de pagamento dos empregados, no mês de março de
cada ano.
A legislação atual
estabelece ainda que os empregados admitidos no mês de março
terão o desconto relativo ao imposto sindical no mês subseqüente
ao do início do trabalho. Atualmente, os recursos da contribuição
sindical são distribuídos da seguinte forma: 60% para os
sindicatos, 15% para as federações, 5% para as confederações
e 20% para a chamada "conta especial emprego e salário",
administrada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Uma das entidades que recebem
recursos da conta especial é o Fundo de Amparo do Trabalhador
(FAT), que custeia programas de seguro-desemprego, abono salarial, financiamento
de ações para o desenvolvimento econômico e geração
de trabalho, emprego e renda.
A contribuição
está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT), em seu artigo 580, e foi alterada pelas Leis 6.386/76 e 7.047/82,
incorporadas à CLT. Por essa legislação, os trabalhadores
autônomos e profissionais liberais deverão descontar o imposto
sindical correspondente a 30% do maior valor de referência fixado
pelo Executivo na época do pagamento. Os avulsos recolhem a contribuição
no mês de abril e os autônomos e profissionais liberais,
no mês de fevereiro.
Para os empregadores, o pagamento
do imposto será proporcional ao capital social da empresa, registrado
nas respectivas juntas comerciais ou órgãos equivalentes,
mediante a aplicação de alíquotas que variam de
0,02% a 0,8%, aplicados, respectivamente, em valores de classes de capital
que estão fixados em quantias acima de 150 mil até 800
mil vezes o maior valor de referência e até 150 vezes o
maior valor de referência, respectivamente. Os valores de contribuição
sindical pagos pelos empregadores, trabalhadores autônomos e profissionais
liberais aumentaram com a edição da Lei 7.047/82.
A Caixa Econômica Federal é a
instituição encarregada pela conta emprego e salário,
na qual é creditada a parte da contribuição sindical
destinada ao Ministério do Trabalho e Emprego. Os recursos dessa
conta, de acordo com a CLT, constituem receita orçamentária
vinculada a fundos especiais para programas desse ministério.
Helena Daltro Pontual / Agência
Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência
Senado)
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AGÊNCIA BRASIL, 08
de novembro de 2007
Governo vai elaborar proposta para
contribuição sindical em 2008, diz secretário
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O secretário de Relações do Trabalho
do Ministério do Trabalho e Emprego, Luiz Antonio de Medeiros, disse
que o governo pretende, já no início do ano que vem, elaborar
uma proposta global para redefinir a questão das finanças sindicais,
com intuito de estabelecer apenas uma contribuição sindical.
“Não é momento
para acabar com a contribuição sindical, porque ela acaba
só do lado mais fraco, dos trabalhadores”, disse, acrescentando
esperar que o Senado Federal aprove nos próximos 10 dias a proposta
do Executivo que restabelece a obrigatoriedade de cobrança da
contribuição sindical pelos trabalhadores.
O ministro do Trabalho, Carlos
Lupi, reiterou que sua posição é a de fazer cumprir
o acordo estabelecido com as centrais sindicais e as lideranças
partidárias, de que o imposto sindical não sofra mudanças.
“Só poderemos discutir
esse assunto para descobrir outras fontes de financiamento, mas que pudessem
ser executadas com tranqüilidade, sem asfixiar as finanças
dos sindicatos, o que acontecerá se for aprovada a emenda que
torna facultativa a contribuição sindical”.
O ministro participou hoje da
cerimônia do registro sindical do Sindicato dos Empregados em Postos
de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado do Rio
de Janeiro(Sinpospetro).
Para o presidente da nova entidade,
Eusébio Luiz Pinto Neto, a manutenção da contribuição
sindical é importante porque ela é uma fonte "muito
importante" de recursos para a atividade de sindicatos "que
não têm condições de sobreviver sem esse imposto”.
Segundo ele, irregularidades
que teriam sido cometidas por entidades com recursos da contribuição
sindical não constituem uma norma.
“Esse imposto é preponderante
para financiar a luta do trabalhador, porque esse é o ponto
mais fraco na relação capital e trabalho”.
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Diário Vermelho, 8
de novembro de 2007
Pela legalização das
centrais, senadores se unem em acordo

A união das centrais sindicais pela manutenção da cobrança
do imposto sindical ganha força no Senado. Em audiência publica
no dia 1º de novembro, o senador Paulo Paim (PT-RS), relator do projeto
na Comissão de Assuntos Sociais, falou: “Não vamos aceitar
nada que prejudique a organização dos trabalhadores.” Ele
e a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), relatora do projeto na Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ) e Francisco Dornelles
(PP-RJ), relator na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), prometeram
fazer um relatório conjunto e em defesa dos trabalhadores, ressuscitando
o que já havia sido acordado com as centrais sindicais.
Com
grande participação Senado debateu o tema
Até a esta quarta (7) o relatório deverá ser votado nas
três comissões. Depois, o projeto vai para o plenário do
Senado.
“ Vamos trabalhar em conjunto. Trabalhar para fazer uma proposta o mais
democrática possível. E vamos ter um bom resultado”, disse
Lúcia Vânia na audiência pública. Ela foi bastante
aplaudida pelo publico presente.
Mobilização
O auditório Petrônio Portella no senado, com capacidade para 500
pessoas, ficou pequeno tamanho a mobilização do movimento sindical.
Durante as mais de três horas de debate sobre o projeto que prevê o
reconhecimento das centrais sindicais, os senadores foram unânimes em
seus pronunciamentos e defenderam a manutenção da contribuição
sindical obrigatória.
O único que destôo dos demais foi o próprio autor da emenda,
o deputado Augusto Carvalho (PPS-DF). Ele levou os funcionários do seu
gabinete para provocar os sindicalistas, na tentativa de criar tumulto e para
impedir a audiência.
Em seu pronunciamento, o senador Renato Casagrande (PSB-ES), disse que o fim
da contribuição sindical obrigatória não será aprovado
na Casa. Para ele, "contribuição sindical facultativa é igual
a palestra em faculdade na sexta-feira depois das nove horas: ninguém
participa. Precisamos ter uma obrigatoriedade nessa contribuição
para que possamos fortalecer os sindicatos."
O presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP),
afirmou que retirar a obrigatoriedade da contribuição é um
primeiro passo para acabar com outros direitos dos trabalhadores, como as férias
e a licença-maternidade. "Querem tirar da gente as conquistas que
muitos de nós morreram defendendo", afirmou.
Francisco Canindé Pegado, presidente da UGT (União Geral dos
Trablhadores), também se mostrou otimista, certo de que as centrais
conseguirão reverter a decisão da Câmara.
Já Denise Motta Dau, representado a CUT, deixou clara a posição "de
que retirar a contribuição, sem que haja um período de
transição, é acabar com os sindicatos."
Emenda descriminatória
Para Pascoal Carneiro, representante do movimento pró-CTB (Central dos
Trabalhadores do Brasil), a emenda do deputado Augusto Carvalho é discriminatória.
" Ela dificulta para o trabalho e beneficia o capital. Um exemplo é na
categoria dos trabalhadores rurais. Hoje a agricultura familiar contribui para
o sindicato dos trabalhadores, agora, com o fim da parte dos trabalhadores continuará apenas
a parte dos patrões", afirmou.
Ele também questionou ao deputado. "Por que ele não propôs
acabar com o imposto do sistema 'S', esse sim tem de acabar. São 12
bilhões de reais por ano que vão para as entidades patronais,
e dos 15.963 sindicatos existente no Brasil, 4.609 são dos patrões,
esses tem uma arrecadação de imposto sindical muito superior
aos 11.354 sindicatos de trabalhadores", argumentou.
" Por que ele não propõe acabar com as praticas anti-sindical
que existem no Brasil? A exemplo da Contribuição Assistencial,
que é uma obrigação devida por todos os trabalhadores, aos
respectivos sindicatos da categoria no período da campanha salarial, dissídio,
acordo ou convenção coletiva de trabalho, nos termos estabelecidos
pela CLT. Porém os patrões obrigam os trabalhadores a assinarem
renúncia a essa contribuição", explicou.
Ele ainda citou a experiência de vários países onde o desconto
em folha de pagamento é obrigatório para todos. Por fim, Pascoal
fez um apelo ao senadores, para que se restabeleça o acordo feito entre
as centrais sindicais e o governo.
Estavam presentes vários sindicalistas da Bahia, Minas Gerais, Rio de
Janeiro, Santa Catarina e de Brasília, ligados a CTB.
Fonte: Assessoria de imprensa do movimento
pró-CTB do DF.
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Folha de São Paulo,
8 de novembro de 2007
Governo e centrais decidem retomar
debate de imposto
Ministro e sindicatos pretendem fazer, em
90 dias, projeto com norma de contribuição | Idéia é encontrar
uma nova fórmula que, na prática, manteria compulsoriedade
do imposto a beneficiados pelos acordos coletivos
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em uma resposta política às
críticas contra a manutenção do imposto sindical,
governo e centrais sindicais anunciaram ontem que, no prazo de 90 dias,
fecharão o texto de um projeto de lei para criação
de uma nova fonte de custeio dos sindicatos. A idéia é estabelecer
uma contribuição que será definida em assembléias
das categorias e paga pelos trabalhadores beneficiados por acordos
coletivos.
Pressionado por sindicalistas, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, assinou
ontem portaria criando um grupo de trabalho responsável pela elaboração
do projeto de lei. "Vamos colocar em prática um acordo fechado
no dia 10 de maio, que previa a criação de um grupo para estudar
alternativas para o custeio dos sindicatos", afirmou o ministro.
Em maio, ao fechar a proposta sobre a legalização das centrais
sindicais, governo e líderes sindicais assinaram um protocolo de entendimento
para realizar uma reforma sindical em etapas. Desde o primeiro mandato de Lula,
está no Congresso uma proposta de reforma na estrutura sindical. Mas,
por falta de acordo, a reforma não anda e já foi abandonada pelo
próprio governo.
" Fizemos um acordo com o Ministério do Trabalho para fazer a reforma
em etapas. O acordo trata do trabalho no comércio aos domingos, regularização
das centrais e depois do imposto sindical", afirmou o deputado e presidente
da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP).
Para uma sala repleta de sindicalistas, Lupi disse que a demora no cumprimento
do acordo e, portanto, na definição de uma nova contribuição
para os sindicatos foi "culpa" do governo. "Temos que restabelecer
a verdade. Ninguém está querendo só manter o imposto sindical.
Queremos isso enquanto não há uma contribuição
para substituí-lo", disse Paulinho.
O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique,
disse que as discussões para a nova contribuição terão
como base definições do FNT (Fórum Nacional do Trabalho)
- criado em 2003 para debater a reforma. "Seria uma contribuição
decidida na assembléia e valeria para sindicalizados e não-sindicalizados.
Na assembléia, o trabalhador tem direito de fazer oposição à contribuição",
disse.
Henrique disse que todos os trabalhadores contemplados por acordo coletivo
estariam sujeitos à cobrança: "O sindicato que não
negocia, que não faz acordo, não é sindicato e não
tem que receber contribuição".
Com a definição de uma proposta alternativa, governo e sindicalistas
esperam que o Senado mantenha o imposto, que foi derrubado na Câmara.
Na votação do projeto para regularizar as centrais, os deputados
aprovaram emenda que acabou com a compulsoriedade do pagamento do imposto sindical.
A proposta está no Senado.
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Agência Câmara,
8 de novembro de 2007
Base de cálculo para imposto
sindical rural pode mudar

Dado: adoção do novo critério resultará em redução
da inadimplência.
O Projeto de Lei 922/07, do deputado
João Dado (PDT-SP), muda a base de cálculo da contribuição
sindical rural de empregador não organizado como empresa ou não
obrigado ao registro do capital social.
A proposta altera o Decreto-Lei
1166/71, que hoje estabelece como base de cálculo o valor adotado
para o lançamento do Imposto Territorial Rural (ITR). O projeto
o substitui pelo valor resultante da aplicação do percentual
de 40% sobre o movimento econômico registrado no exercício
imediatamente anterior, como definido pela Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5452/43).
Inconvenientes
O autor da proposta considera que há vários inconvenientes no
critério adotado pela legislação, dentre os quais ele
destaca dois. Primeiro, ele observa que a doutrina predominante entende que
as contribuições previstas na Constituição Federal
possam ter bases de cálculo idênticas às de impostos -
apesar de ser proibida a utilização de bases de cálculos
iguais para impostos e taxas.
João Dado considera estranha
essa possibilidade, que, no seu entender, é difícil de
ser aceita, chegando a incomodar até mesmo vários especialistas. "Tanto é assim
que são numerosas as ações judiciais a esse respeito,
e muitas as decisões em que se manifesta esse estranhamento pelos
magistrados", exemplifica.
Impagável
O segundo inconveniente, acrescenta o parlamentar, é que, muitas vezes,
a contribuição cobrada com base no valor do imóvel explorado "pode
ser iníqua ou mesmo impagável", quando o imóvel não
produz rendimentos ou os produza em montantes muito modestos.
Dessa forma, Dado considera "mais
adequado, mais prudente e mais justo" fazer corresponder o valor
da contribuição a uma proporção do movimento
econômico do contribuinte. "A adoção desse critério
resultará, por certo, em redução da inadimplência
e em diminuição do número de disputas judiciais
desnecessárias."
Tramitação
O projeto está apensado ao PL 5249/01, do deputado Max Rosenmann (PMDB-PR),
que trata do mesmo tema. Ambos serão analisados, em caráter conclusivo,
pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento
Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
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Diário
Vermelho, 8 de novembro de 2007
PMDB fecha a favor da CPMF
A bancada do PMDB no Senado decidiu nesta
quarta-feira (7) fechar questão em favor da prorrogação
da CPMF até 2011. Com 20 senadores, o PMDB possui a maior
bancada da Casa e tende a jogar um peso decisivo na votação.
A decisão foi um alívio para o governo, que enfrenta
uma correlação de forças difícil no
Senado e na véspera tinha recebido uma recusa da bancada
do PSDB em apoiar a prorrogação, embora sem ter fechado
questão.
O senador Valdir Raupp (RO), líder
do PMDB no Senado, anunciou no entanto que a posição
está condicionada ao cumprimento dos principais pontos da
proposta anunciada pelo governo - ampliação do limite
de isenção para quem ganha até R$ 4.340 e
deduções e isenções diversas para o
setor empresarial entre outras medidas.
Bastam dois votos tucanos
Com a adesão do PMDB, mesmo que
com defecções, os analistas calculam que penas dois
votos de senadores tucanos favoráveis à CPMF seriam
suficientes para garantir a vitória ao governo. Por outro
lado, avaliam, essa hipótese abriria uma crise política
no partido, dividido entre os interesses dos governadores, que
querem um acordo e a prorrogação do imposto do cheque,
e a bancada na Câmara, que votou maciçamente contra.
Em relação ao PSDB, a avaliação
no governo é a de que as negociações ficaram
mais difíceis depois da decisão de terça,
mas ainda há espaço para o diálogo, principalmente
com a ajuda dos governadores favoráveis à prorrogação
da CPMF, entre eles Aécio Neves (Minas Gerais) e José Serra
(São Paulo). Até agora, apenas o DEM (ex-PFL) fechou
questão contra a CPMF e instruiu a senadora Kátia
Abreu (TO), relatora da PEC (Proposta de Emenda Constitucional)
na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ), a defender a derrubada do projeto.
Junto com o apoio, pressão para reduzir
Apesar da decisão favorável à CPMF,
os senadores do PMDB querem pressionar o governo a reduzir a alíquota
do tributo de 0,38% para 0,36% a partir de 2008. Segundo o PMDB,
essa redução representaria uma renúncia fiscal
de R$ 2 bilhões.
" Já avançamos muito até agora nas negociações,
mas tenho certeza que há espaço para flexibilizar mais ainda. Tudo
o que foi acertado com o PSDB será mantido, mas dá para aceitar
um pouco mais com a redução da alíquota", disse o líder
do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO).
O líder do governo no Senado, Romero
Jucá (RR), afirmou que o objetivo do partido é assegurar
a redução da alíquota em 2008 para, posteriormente,
discutir novas diminuições na arrecadação
da CPMF em meio à reforma tributária.
"A bancada fechou questão para
a votação da PEC para aprová-la como veio
da Câmara. Além de incorporar avanços, queremos
redução linear da alíquota da CPMF",
afirmou Jucá.
Raupp disse acreditar que a redução
de 0,02 ponto percentual na alíquota da CPMF em 2008 poderá ser
adotada pelo governo através de medida provisória
--já que os governistas não querem mexer no texto
já aprovado na Câmara porque isso forçaria
o seu retorno para nova votação dos deputados.
Duas abstenções e dois votos contra
Como a vigência da CPMF termina dia
31 de dezembro deste ano, o governo corre contra o tempo: precisa
aprovar a matéria antes do final do ano. Esta meta é dificultada
porque o principal bastião da resistência ao tributo
no Senado, o DEM, dispõe tanto da relatora como do presidente
da CCJ, Marco Maciel (PE).
Dois senadores peemedebistas se abstiveram
na reunião da bancada: Renan Calheiros(AL) - presidente
licenciado do Senado - e Pedro Simon (RS). Renan, porém,
anunciou que vai votar a favor da prorrogação.
Já os senadores Jarbas Vasconcelos
(PE) e Mão Santa( PI) votaram contra e são críticos
abertos da CPMF. Raupp admitiu a resistência dos dois; salientou
que, apesar de o partido ter optado pelo fechamento de questão,
não haverá punição para os senadores
que desrespeitarem a determinação. Mas agregou que, "como
se tem falado tanto de fidelidade partidária, é de
se esperar que os senadores votem com o partido".
Da redação, com agências
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Folha de São Paulo,
8 de novembro de 2007
Lula se irrita com Mantega e assume
a negociação
A aliados presidente diz estar preocupado
com rumo da CPMF
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva disse a aliados nos últimos dias que o Ministério
da Fazenda "conduziu mal as negociações" com
os tucanos e que está "irritado" com alguns senadores
de sua base de apoio, particularmente do PDT e do PMDB, por estarem
pressionando o governo por mudanças na CPMF e por cargos.
Lula afirmou ainda estar "preocupado" com o rumo das negociações
e que vai retomar as conversas com o PSDB nos próximos dias, sinalizando
que vai ceder em novas medidas para garantir a prorrogação do
tributo até 2011.
O presidente pretende contar com o apoio dos governadores tucanos José Serra
(SP) e Aécio Neves (MG) nessa tarefa.
Na avaliação de Lula, o ministro Guido Mantega não deveria
ter feito reuniões públicas com os senadores tucanos antes de
ter certeza de que a proposta a ser oferecida não seria totalmente rejeitada,
como aconteceu na última terça-feira. Mantega reuniu os tucanos
em almoços no ministério.
Segundo o presidente, isso foi um erro de estratégia do Ministério
da Fazenda e expôs os senadores do PSDB que estavam propensos a fazer
acordo com o governo. Como havia uma pressão interna do partido contra
a prorrogação da CPMF e a proposta da Fazenda foi considerada
insatisfatória, o grupo que jogaria com o governo acabou tendo de recuar.
Além de criticar Mantega, Lula comentou com amigos não ter gostado
da posição de Jefferson Peres (PDT), que passou a cobrar redução
da alíquota da CPMF depois de acenar ao Palácio do Planalto que
estava fechado com a proposta a ser articulada pelo governo.
Senadores do PMDB também foram alvo das críticas de Lula. Ele
se disse irritado com a pressão de alguns membros do partido, que estão
aproveitando as dificuldades do governo em aprovar a CPMF para cobrar "cargos
no setor elétrico".
O PMDB defende a indicação imediata de um nome ligado ao partido
para o Ministério de Minas e Energia, hoje comandado interinamente pelo
petista Nelson Hubner.
Segundo a Folha apurou, Lula diz acreditar, porém, que conseguirá contornar
as dificuldades em sua base de apoio. Dos 53 senadores de partidos aliados,
Lula espera contar com o apoio de ao menos 49, o mínimo necessário
para aprovar a prorrogação da CPMF em dois turnos no Senado.
Esse cenário, contudo, deixa o governo "inseguro" quanto à votação,
segundo o próprio Lula disse a aliados. Por isso, considera fundamental
insistir numa negociação com o PSDB. Ele acredita que é preciso
deixar a poeira baixar para voltar a fazer propostas aos tucanos.
O presidente avalia ainda que basta articular melhor as negociações
para conseguir os votos de pelo menos quatro senadores do PSDB, o que já daria
uma margem de segurança para aprovar sua proposta.
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Agência Senado, 8 de novembro de 2007
Centrais Sindicais lançam
a 4ª Marcha da Classe Trabalhadora

A Força Sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras
três centrais sindicais lançaram, nesta quarta-feira (7), a 4ª Marcha
da Classe Trabalhadora, que acontecerá no dia 5 de dezembro. As principais
reivindicações são: a redução da jornada
de trabalho sem corte no salário, mais e melhores empregos e o fortalecimento
da seguridade social e das políticaspúblicas. Após o evento,
realizado no auditório Petrônio Portela, os sindicalistas encaminharam
a pauta de reivindicações ao presidente interino do Senado, Tião
Viana, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia.
Segundo o presidente da CUT, Arthur Henrique da Silva Santos, a redução
da jornada de trabalho é um ponto importante para a geração
e a formalização de empregose, também, para que a produtividade
das empresas possa ser compartilhada com os trabalhadores de uma forma mais
justa. De acordo com Arthur Santos, são esperados para a marcha cerca
de 50 mil trabalhadores.
Para o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP), o Paulinho da Força, outros pontos a serem destacados são
a criação e a melhoria de empregos. Segundo o parlamentar, o
trabalho infantil e o trabalho escravo representam a precariedade da estrutura
do mercado de trabalho brasileiro, atrapalhando o desenvolvimento do país,
além de denegrir a imagem do Brasil internacionalmente.
- Se o país pretende crescer em termos de biocombustíveis, precisa
levantar essa questão do trabalho escravo e infantil - afirmou Paulinho
da Força.
Os sindicalistas também acompanharão o debate e a votação,
na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), do projeto de lei que regulamenta
as centrais sindicais, que passará a trancar a pauta no dia 1° de
dezembro. De acordo com o presidente da CUT, a central defende, desde o início,
o fim do imposto sindical com a criação de outra contribuição.
Segundo Arthur Santos, o debate com os senadores sobre a proposta está indo
bem, mas se espera "que o debate seja representado na legislação".
Participaram também do evento o presidente da Central Geral dos Trabalhadores
do Brasil (CGTB), Antonio Fernandes dos Santos Neto e representantes da Nova
Central Sindical de Trabalhadores e da União Geral dos Trabalhadores
(UGT).
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Agência Senado, 8 de novembro de 2007
CAS aprova proposta regulamentando
trabalho de menores de 18 anos
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (07),
substitutivo da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) a proposta da Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito sobre Trabalho Infantil que visa adequar
a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), no que se refere ao
trabalho do menor, ao já disposto na Constituição, além
de inserir dispositivos para disciplinar o trabalho dos menores de 18 anos
e maiores de 14 anos, na condição de aprendiz. A legislação
inova também ao determinar o tratamento legal para o menor que desenvolver
atividade laboral em regime de economia familiar, para qual a idade mínima
será de 12 anos.
A proposta (PLS 516/99) regulamenta o trabalho infantil para adolescentes maiores
de 14 anos, impondo como condição a esse trabalho a freqüência à escola,
a duração do trabalho não superior a quatro horas e a
garantia de direitos trabalhistas, entre outros requisitos. Pela CLT, o trabalho
infantil era proibido, apenas, aos menores de 12 anos, mas a Constituição
de 1988 estendeu a proibição aos menores de 16 anos, exceto na
condição de aprendiz, o que é permitido a partir de 14
anos.
O PLS 516/99 exige ainda que o trabalho praticado por esses menores não
seja noturno, insalubre, perigoso ou penoso e proíbe que o adolescente
faça horas extras. A proposta, que será agora examinada pela
Comissão de Educação (CE) em decisão terminativa,
estabelece multas para a empresa que empregar menores em desacordo com as normas
estabelecidas na legislação, além de suspender empréstimos
e financiamentos por instituições financeiras oficiais, bem como
privar essas empresas de incentivo fiscal de tratamento tributário especial
e de participar de licitações, entre outras punições.
Para proteger ainda mais o menor, os estabelecimentos hospitalares, públicos
e privados, e os médicos ficam obrigados a comunicar as ocorrências
envolvendo acidentes de trabalho com menores de 18 anos às autoridades
competentes.
Saúde
A CAS aprovou, ainda, dois requerimentos sobre realização de
audiência pública. O primeiro, do senador Augusto Botelho (PT-RR),
inclui a participação de um representante do Conselho Nacional
dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems) na audiência
pública destinada a debater a integração dos serviços
de saúde mantidos pelas instituições filantrópicas
no Sistema Único de Saúde (SUS).
O segundo requerimento, dos senadores Adelmir Santana (DEM-DF) e Papaléo
Paes (PSDB-AP), requer a realização de uma audiência pública
para discutir proposta de resolução da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre regulamento técnico
de boas práticas farmacêuticas em farmácias e drogarias.
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Agência Diap, 8 de
novembro de 2007
Qualificação
Por: João Guilherme Vargas
Netto*
O jornal O Globo começou
a publicar no domingo, dia 28, uma série de reportagens e materiais
com o título provocativo “Apagão de mão-de-obra”.
Assim começa a série: “somos 183 milhões de brasileiros.
Em idade para trabalhar, 125 milhões e, por incrível que pareça,
falta gente para o país crescer. Depois de duas décadas com a
economia rateando, bastaram três anos de crescimento forte e contínuo
para as empresas esbarrarem na dificuldade de encontrar profissionais qualificados”.
Qualificação, esta é a palavra chave.
É preciso qualificar os trabalhadores com educação formal
(escolar) e educação profissional. Um grande esforço deve
ser feito para, juntamente com a luta pelas reivindicações salariais
e pela melhoria das condições de trabalho, obter-se a qualificação
da mão-de-obra.
É incompreensível, por exemplo, o corte indiscriminado de recursos
do governo federal para o treinamento e qualificação de trabalhadores.
Ao contrário de serem cortados, estes recursos devem aumentar e serem
colocados a serviço de amplos programas de formação, de
treinamento e de qualificação.
Se isto é verdade, no que se refere à economia e à situação
dos trabalhadores, é mais verdade ainda quando nos referimos ao próprio
movimento sindical.
Em uma conjuntura favorável, com bandeiras de luta que vão se
concretizando na prática, o diferencial para o movimento, ou seja, aquilo
que determinará o alcance das vitórias é a própria
qualificação dos ativistas e dos dirigentes.
Este deve ser o tripé no qual o movimento sindical se apóia:
unidade de ação, mobilização de base e qualificação
profissional e sindical.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
08/11/2007
Acordo coletivo não pode limitar
pagamento de horas itinerantes
Por ser um direito assegurado
ao trabalhador, o pagamento de horas “in itinere” não
pode ser negociado em norma coletiva. A Sabarálcool S.A. - Acúcar
e Álcool foi condenada a pagar a trabalhador rural três
horas itinerantes, e não apenas uma hora, como estabelecido em
acordo com a categoria. Ao manter decisão do Tribunal Regional
do Trabalho da 9ª Região (PR), a Sexta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho consolida o entendimento de que não são
válidas normas coletivas redutoras de pagamento das horas de deslocamento.
A questão das horas “in
itinere” foi acrescida ao art. 58 da CLT pela Lei nº 10.243/2001.
Nele ficou expressamente previsto, em seu parágrafo 2º, que
o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para
o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado
na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil
acesso ou não servido por transporte público, o empregador
fornecer a condução.
É na exceção
que se encaixa o caso do trabalhador contratado pela Sabarálcool
em maio de 2003. O tempo dispendido em condução da empregadora
do Município de Maria Helena para as frentes de serviço
era de cerca de uma hora e meia na ida e mais uma hora e meia na volta.
Embora a estrada fosse em parte pavimentada, o trecho não era
servido por transporte público regular e não era região
de fácil acesso.
O empregado saía habitualmente às
5h30 para iniciar seus afazeres por volta das 7h, e encerrava o trabalho às
17h30, quando era transportado por veículo da Sabarálcool
e chegava ao município de Maria Helena às 19h. Aos sábados,
saía às 15h30. Durante a vigência do contrato profissional,
tinha intervalo de uma hora para almoço e descanso.
O trabalhador recebia em média
salário de R$ 300,00. Quando foi demitido, em novembro de 2003,
ajuizou reclamatória trabalhista e pleiteou, entre outros pedidos,
horas “in itinere”, horas extras e reflexos. A Vara do Trabalho
de Umuarama considerou válidas as normas coletivas no tocante às
horas itinerantes, que dispunham sobre o pagamento de uma hora diária
independentemente do tempo gasto no deslocamento.
Para reformar a sentença,
o trabalhador rural buscou o TRT do Paraná. O Regional condenou
a empresa ao pagamento da totalidade do tempo gasto em transporte, por
considerar que as convenções coletivas não podem
restringir direito assegurado por lei. A Sabarálcool recorreu
ao TST, mas sua revista não prosseguiu, assim como o agravo que
pretendia destrancar o recurso, pois a ministra Rosa Maria Weber, relatora,
não vislumbrou ofensa à Constituição nem
violação da CLT. (AIRR-51.019/2004-025-09-40.8)
(Lourdes Tavares)
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08/11/2007
TST nega acúmulo de proventos a ministro
classista aposentado
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
rejeitou recurso de um ex-ministro classista e manteve entendimento que
determina a impossibilidade de acumular pagamento de salários
com proventos de aposentadoria. A questão remonta ao tempo em
que o ex-ministro, que ocupou vaga como representante dos empregados
no TST, era funcionário da Telesc (Telecomunicações
de Santa Catarina) e dirigente da Confederação Nacional
dos Trabalhadores em Comunicações e Publicidade – Contcop.
Com base em cláusula de
acordo coletivo vigente na data de sua posse, mas posteriormente revogada,
ele ajuizou ação trabalhista contra a Telesc pleiteando
a declaração do direito de se manter em licença
remunerada até o fim do mandato sindical, com a conseqüente
condenação da empresa ao pagamento dos salários
vencidos e vincendos, bem como a reparação por danos morais.
A sentença de primeiro grau julgou improcedente o pedido, considerando
a circunstância de que a Telesc, antes de ser privatizada, era
sociedade de economia mista, integrante da administração
pública indireta, o que caracterizaria a cumulação
de salários com os proventos de aposentadoria que o autor da ação
recebia, após sua atuação como ministro classista.
Posteriormente, o Tribunal Regional
do Trabalho da 12ª Região (SC) deu provimento a recurso ordinário
por ele interposto e, reformando a sentença, reconheceu o direito à garantia
de emprego em razão de sua condição de dirigente
sindical. O TRT entendeu que não estava caracterizada a acumulação
de cargos, e deferiu o pagamento de salários até o término
de seu mandato de dirigente sindical, ocorrido em janeiro de 1997.
A questão chegou ao TST
por meio de um recurso de revista interposto pelo Ministério Público
do Trabalho. A Primeira Turma deu-lhe provimento para restabelecer a
sentença de primeiro grau. Com isso, voltou a prevalecer a improcedência
do pedido. Contra essa decisão, o ex-ministro entrou com embargos à SDI-1.
Entre outras alegações, sustentou que, ao afirmar que a
Constituição Federal não fazia, à época,
menção expressa à impossibilidade de cumulação
de proventos com vencimentos, a decisão do TST estaria, de forma
expressa, reconhecendo a legalidade de sua situação. Acrescentou
que a Turma se apegou a pronunciamento isolado do Supremo Tribunal Federal
para decidir de forma contrária, ao reconhecer a cumulação
de cargos que, segundo ele, nunca existiu. Também alegou que a
Telesc não era sociedade de economia mista, e que ministro classista
não exercia cargo, mas mandato.
O relator da matéria,
ministro Carlos Alberto Reis de Paula, refutou essas alegações.
Em seu voto, aprovado por unanimidade, ele destacou que não se
constata na decisão qualquer afirmativa de que seria legal a situação
vivenciada pelo autor do recurso. Em sua avaliação, a Turma
ressalta que o preceito constitucional não fazia menção
expressa à impossibilidade de acumulação de proventos
com vencimentos exatamente para adotar o entendimento do Supremo Tribunal
Federal sobre o assunto. No julgamento de ação envolvendo
empresa privatizada, o STF conclui que, “por força do edital
de privatização, a responsabilidade por débitos
porventura daí resultantes recairá exclusivamente sobre
a União.”
Para o ministro, independente
da questão relacionada à natureza jurídica da empresa,
sob qualquer ângulo que os fato em discussão sejam analisados,
conclui-se pela caracterização da responsabilidade do erário
público pelo pagamento dos débitos porventura resultantes
da ação. E cita precedente do TST, em decisão de
1999, relatada pelo ministro José Luciano de Castilho, ressaltando
que a relevância da proibição de cumulação
encontra-se na fonte pagadora – no caso, o erário público –,
e não na natureza jurídica desses cargos.
Carlos Alberto Reis de
Paula observa que o pedido em exame está limitado ao período
entre janeiro de 1995 e janeiro de 1995, quando já estava superada
a controvérsia sobre a possibilidade, ou não, de acumulação
de vencimentos com proventos, já que o julgamento do citado
precedente do STF se deu em 9 de novembro de 1994. E conclui: “Não
se pode, portanto, afastar do caso concreto o entendimento do Supremo
Tribunal Federal, pelo qual não é possível a acumulação
de proventos com vencimentos.” (E-RR-158.625/2005-900-12-00.8)
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08/11/2007
Perito nega mas juiz concede adicional de
insalubridade a empregado
Apesar de laudo pericial concluir
que um empregado da empresa capixaba Braspérola Indústria
e Comércio S. A. não trabalhava sob condições
insalubres, a despeito de lidar diariamente com o produto químico
varsol, um juiz do Tribunal Regional da 17ª Região (ES) considerou
insuficientes as informações periciais, realizou pessoalmente
uma pesquisa, chegou a resultado diferente e condenou a empresa a pagar
adicional de insalubridade ao empregado.
Para o perito, a insalubridade
não se justificava porque, entre outras atribuições,
o funcionário trabalhava pouco com o varsol – de duas a
quatro vezes ao dia, em período que representava apenas 5% da
sua jornada -, de forma que a atividade não gerava direito ao
adicional. O trabalhador, segundo ele, não ficava exposto a agentes
químicos, uma vez que o produto é um solvente, utilizado,
em seu caso, na troca e limpeza de carimbos.
O juiz, porém, constatou,
no rótulo da embalagem, que o produto é uma mistura de
hidrocarbonetos de petróleo. Essa substância é formada
por hidrogênio e carbono e, conforme a NR 15, anexo, 13, da Portaria
3.214, do Ministério do Trabalho, que regulamenta as atividades
e operações insalubres, gera direito ao adicional de insalubridade.
Com base nas informações coletadas, o TRT/ES concedeu ao
empregado o adicional em grau médio (20% sobre o salário
mínimo da região).
Esclareceu o acórdão
do Regional que a análise deve ser qualitativa, não importando
se a atividade ocorria em apenas 5% da jornada. "Todo trabalho com
hidrocarbonetos aromáticos é insalubre, independentemente
da quantidade do produto utilizado", registrou o acórdão.
O TRT/ES destacou que o empregado teve leucopenia (diminuição
do número de leucócitos no sangue) e fez dois exames para
verificar a existência de câncer na medula.
Inconformada com a condenação,
a empresa recorreu ao TST alegando que a decisão contrariou o
laudo pericial, e por isso deveria ser reformada. Argumentou que a concessão
do adicional de insalubridade ia de encontro ao artigo 195 da CLT, segundo
o qual a caracterização ou não, da insalubridade
somente pode ser constatada por perícia, a cargo de médico
ou engenheiro, nunca pelo Juiz do Trabalho. Afirmou que sem conhecer
a composição do produto químico, como exige a NR
15, seria impossível ao juiz, leigo na matéria, qualificar
a insalubridade do produto.
Diferentemente, o ministro Horácio
concluiu que o artigo 195 da CLT não foi ofendido, porque "não
trata da hipótese dos autos, que é a de conclusão
diversa da constante do laudo pericial ante o entendimento de que o perito
não analisou a composição química do produto
com o qual o reclamante trabalhava". As decisões supostamente
divergentes sobre o mesmo tema citadas pela empresa também não
servem, afirmou o relator, por serem inespecíficas. Assim, entendendo
que a empresa não trouxe precedentes idênticos ao caso,
não aceitou o recurso de revista da empresa.
A decisão da Sexta Turma foi por maioria, ficando vencido o ministro
Aloysio Corrêa da Veiga, que votou no sentido de dar provimento ao recurso
para determinar a exclusão do adicional de insalubridade e consectários
da condenação. (RR-701385-2000.0)
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PORTARIA
Nº 546, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2007
O
MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso da atribuição
que lhe confere o inciso I do parágrafo único
do art. 87 da Constituição, resolve:
Art.
1° Instituir, no âmbito deste Ministério, grupo
de trabalho com vistas a elaboração
de propostas legislativas, a serem enviadas à Casa Civil
da Presidência da República, sobre
mecanismos definitivos de sustentação financeira
da organização sindical brasileira.
Art.
2° Compete ao grupo de trabalho:
I
- consolidar uma proposta definitiva de custeio da organização
sindical brasileira;
II
- regulamentar a cobrança das contribuições
devidas às entidades sindicais, objetivando a constituição
de uma contribuição negocial vinculada ao exercício
efetivo da negociação coletiva e à aprovação
em assembléia geral; e
III
- estabelecer regra de transição entre o atual
modelo de sustentação e a nova proposta;
Art.
3° O grupo de trabalho será composto de dois representantes
e seus respectivos suplentes de cada Central Sindical que assinou
Protocolo de Entendimentos com este MTE e de igual número
de representantes desta Pasta.
Art.
4º Os representantes do MTE serão designados pelo
Ministro desta Pasta, cabendo à Secretaria de Relações
do Trabalho a coordenação do grupo.
Art.
5° O coordenador poderá convocar, para as discussões
e colaboração técnica, servidores das áreas
técnicas do Ministério do Trabalho e Emprego
ou pessoas do setor público ou privado, com notório
conhecimento do tema, sempre que entender necessária
sua
colaboração para o alcance do objetivo do Grupo de Trabalho.
Art.
6° O grupo de Trabalho deverá apresentar ao Ministro
de Estado do Trabalho e Emprego relatório de suas atividades,
no prazo de noventa dias da publicação desta
Portaria.
Art.
7° Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
CARLOS
LUPI
PORTARIA
Nº 540, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2007
O
MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das atribuições
que lhe confere o inciso I do parágrafo único
do art. 87 da Constituição Federal e tendo em
vista o Memorando de Entendimento firmado em Genebra - Suíça,
em 2 de junho de 2003, entre a República Federativa
do Brasil e a Organização Internacional do Trabalho
- OIT, para o estabelecimento de um programa de cooperação
técnica para a promoção de uma agenda
de trabalho decente, resolve:
Art.
1o Instituir, no âmbito deste Ministério,
Grupo de Trabalho Tripartite, conforme aprovado na reunião
de 4 de setembro de 2007, da Comissão Tripartite de
Relações Internacionais - CTRI, instituída
pela Portaria Ministerial nº 447, de 19 de agosto de
2004, com a finalidade de assessorar, na implementação
da Agenda Nacional de Trabalho Decente, o Comitê Executivo
Interministerial previsto no Memorando de Entendimento firmado
entre a República Federativa do Brasil e a Organização
Internacional do Trabalho - OIT.
Art.
2o O Grupo de Trabalho será integrado por
representantes do Governo, dos trabalhadores e dos empregadores,
titular e suplente, designados pelo Ministro de Estado do
Trabalho e Emprego, indicados pelos seguintes órgãos
e entidades:
I
- do Ministério do Trabalho e Emprego:
a) Assessoria
Internacional, que o coordenará;
b) Secretaria Executiva - SE;
c) Secretaria de Relações
do Trabalho - SRT;
d) Secretaria de Inspeção
do Trabalho - SIT;
e) Secretaria de Políticas Públicas
de Emprego - SPPE;
f) Secretaria Nacional de Economia
Solidária - SENAES;
g) Coordenação do Comitê Interministerial
do Microcrédito Produtivo e Orientado - PMPO;
h) Coordenação-Geral
de Imigração - CGMIG, e
i) Fundação Jorge Duprat
Figueiredo de Segurança e Medicina no Trabalho
- Fundacentro.
II
- de trabalhadores:
a) Central Única
dos Trabalhadores - CUT;
b) Força Sindical - FS;
c) Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
- CGTB;
d) União Geral dos Trabalhadores - UGT;
e
e) Nova Central Sindical dos Trabalhadores – NCST
III
- de empregadores:
a) Confederação
de Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA;
b) Confederação Nacional
do Comércio - CNC;
c) Confederação Nacional
da Indústria - CNI;
d) Confederação Nacional
das Instituições Financeiras - CNF; e
e) Confederação Nacional
do Transporte - CNT;
§ 1o Os
representantes das entidades dos trabalhadores e empregadores
participarão do Grupo em caráter consultivo.
§ 2o O
coordenador do Grupo de Trabalho convidará o titular
do Escritório da OIT no Brasil para integrá-lo
na condição de observador, podendo ser convidados
representantes de outros órgãos ou entidades,
públicos ou privados, para participar das reuniões. § 3o
O Grupo de Trabalho será convocado pelo Coordenador
para reuniões ordinárias e extraordinárias,
sendo deliberada na primeira reunião a definição
e instituição do seu Regimento Interno.
§ 4o A
participação dos membros nos trabalhos do Grupo
será considerada prestação de serviço
relevante e não será remunerada.
Art.
3o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
CARLOS
LUPI
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