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Agência Diap, 9 de
novembro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
PL das centrais poderá ser
votado nas comissões do Senado na próxima semana;
texto recebeu 21 emendas
O Projeto de Lei da Câmara
(PLC) 88/07 (na Câmara, PL 1.990/07), do Executivo, que regulamenta
as centrais sindicais, poderá ser votado nas comissões
temáticas do Senado na próxima semana. Ao final do prazo
regimental para apresentação de emendas, o texto recebeu
21 sugestões de alteração do texto aprovado na
Câmara.
O projeto está em discussão nas Comissões de Constituição
e Justiça (CCJ), de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais
(CAS) e tramita em regime de urgência constitucional, isto é,
o Senado tem até o dia 10 de dezembro para votar a matéria. Os
relatores são, respectivamente, Lúcia Vânia (PSDB/GO),
Franciso Dornelles (PP/RJ) e Paulo Paim (PT/RS).
O senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), apresentou quatro emendas; Cristovam Buarque
(PDT/DF), Francisco Dornelles (PP/RJ), Adelmir Santana (DEM/DF), Leomar Quintanilha
(PMDB/TO), Inácio Arruda (PCdoB/CE), Marcelo Crivella (PRB/RJ) e Demóstenes
Torres (DEM/TO), cada qual apresentou uma emenda ao texto; Kátia Abreu
(DEM/TO) e Rosalba Ciarlini (DEM/RN), apresentaram três emendas cada
uma; José Maranhão (PMDB/PB) e Gim Argello (PTB/DF), cada um
apresentou duas emendas ao projeto. (Marcos Verlaine)
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Folha de São Paulo,
9 de novembro de 2007
Governo e centrais querem regra de
transição para imposto sindical
Ministério cria grupo para discutir
a mudança para a contribuição negocial
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo e as centrais
sindicais querem uma regra de transição para a nova fonte
de custeio dos sindicatos. O Ministério do Trabalho publicou
ontem portaria criando um grupo para discutir o assunto e no texto
já estabeleceu que o atual imposto sindical será substituído
por uma "contribuição negocial". O grupo também
terá a tarefa de definir uma regra de transição
para as mudanças.
Na prática, isso quer dizer que o fim do imposto sindical está longe.
Primeiro, porque o grupo de trabalho elaborará proposta legislativa
que ainda passará pelo crivo da Casa Civil da Presidência da República.
Depois de avalizado pelo Planalto, o projeto ainda precisará ser aprovado
pelo Congresso.
Segundo, a existência de uma regra de transição de um modelo
para outro significa que o imposto sindical levará alguns anos para
ser completamente extinto. De acordo com a portaria, a proposta a ser elaborada
pelo grupo deverá contemplar alternativa definitiva para o custeio da
organização sindical.
A contribuição negocial deverá ser vinculada ao exercício
efetivo de negociação coletiva. Ou seja, somente as entidades
sindicais que participarem de negociações com patrões
terão direito à nova contribuição. Além
disso, a portaria estabelece que a contribuição precisa passar
por aprovação de assembléia geral da categoria.
Hoje, o imposto sindical é obrigatório, sendo cobrado de todos
os trabalhadores. Equivale a um dia de salário no ano. Neste ano, foram
arrecadados R$ 690 milhões dos trabalhadores. A receita é dividida
entre sindicatos (60%), federações (15%), confederações
(5%). Os 20% restantes vão para o governo. No projeto que legaliza as
centrais, ficou estabelecido que metade do valor destinado ao governo irá para
as centrais.
Foi na votação desse projeto, no mês passado, que os deputados
aprovaram uma emenda que acabou com a obrigatoriedade do imposto sindical,
na interpretação de governo e sindicalistas. A proposta agora
está nas mãos do Senado.
A primeira reunião do grupo de trabalho que discutirá as mudanças
está marcada para terça. Serão dez sindicalistas, sendo
dois representantes de cada central sindical que, em maio, assinaram acordo
com o governo para fazer reforma na estrutura sindical.
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UOL ECONOMIA, 09 de novembro
de 2007
IBGE eleva PIB de 2005 e prepara revisão
sobre 2006
A taxa de crescimento da economia
brasileira em 2005 foi revista para cima nesta sexta-feira, e o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável
pelos cálculos, já prepara a revisão dos dados de
2006.
Com base nos números definitivos
sobre o desempenho da atividade econômica do país em 2005,
o IBGE elevou de 2,9% para 3,2% a taxa de expansão do Produto
Interno Bruto (PIB) do Brasil naquele ano.
Segundo Roberto Olinto, coordenador
de contas nacionais do IBGE, a revisão reflete a introdução
dos dados anuais de desempenho dos diversos segmentos econômicos
que copõem o PIB.
"Você sai de uma base
de resultados trimestrais para fechar o crescimento daquele ano e passa
para uma base de dados mais sólida e definitiva com resultados
anuais", disse.
Em março, quando o IBGE
divulgou uma grande revisão das taxas de crescimento do Brasil
por conta da adoção de uma nova metodologia de cálculo,
o instituto informou que o país havia crescido 2,9% em 2005. O
dado anterior apontava um crescimento de apenas 2,3%.
A taxa de expansão do
PIB de 2004 ficou mantida em 5,7%, mas o crescimento de 3,7% de 2006
será revisado com base nos mesmos critérios adotados na
nova avaliação do desempenho de 2005, informou Olinto.
A nova leitura sobre o desempenho
da economia brasileira no ano passado deve ser divulgada junto com os
números do terceiro trimestre de 2007, que o IBGE publicará em
dezembro.
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UOL ECONOMIA, 09 de novembro
de 2007
IBGE: revisão do PIB de 2
anos anteriores será rotina
JACQUELINE FARID - Agencia Estado
RIO - O coordenador de contas nacionais do IBGE, Roberto Olinto, explicou que
a divulgação do número definitivo dos resultados anuais
do Produto Interno Bruto (PIB), dois anos após a apresentação
do primeiro resultado, será uma rotina a partir de agora. Hoje, o IBGE
divulgou o PIB definitivo de 2005, que teve expansão de 3,2%. O dado
anterior, já com a introdução da nova série das
contas nacionais, havia sido divulgado em março do ano passado (2,9%).
Em março de 2007, foi apresentado um outro resultado anual de 2005,
ainda com a série antiga do PIB (2,3%). O PIB é a soma das riquezas
produzidas pelo país.
Segundo Olinto, a revisão
dos dados de 2005 ocorreu porque o resultado de 2,9% havia sido calculado
apenas com a soma do PIB dos quatro trimestres daquele ano, com base
em pesquisas mensais do IBGE e, em muitos casos, projeções.
Com a disponibilidade de novos dados consolidados do Imposto de Renda
e de pesquisas anuais do instituto, sobretudo nas áreas de comércio,
serviços e agropecuária, os cálculos foram refeitos
e levaram ao resultado apresentado hoje.
Segundo ele, nos meses
de novembro de cada ano serão divulgados os dados definitivos
do PIB de dois anos antes. Em novembro do ano que vem, serão
conhecidos novos resultados definitivos e detalhamento do PIB de 2006.
No entanto, já no próximo mês de dezembro, uma
nova revisão do PIB de 2006 (crescimento de 3,7%) será apresentada
junto com a divulgação do resultado do terceiro trimestre
de 2007.
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 09 de novembro de 2007 | Economia
Economia informal gerou 8,4% do PIB
brasileiro em 2005
JACQUELINE FARID - Agencia Estado
Em 2005, cerca de R$ 180 bilhões,
ou 8,4% do PIB brasileiro daquele ano (R$ 2,147 trilhões),
foram gerados pela economia informal, segundo mostra o detalhamento
dos resultados da economia do País no ano de 2005, apresentado
hoje pelo IBGE. A pesquisa mostra também que 58,8% das ocupações
no País eram informais naquele ano. No caso do valor do PIB
de 2005 sem os impostos (R$ 1,842 trilhão), a economia informal
representa 10%.
Segundo disse o coordenador de
contas nacionais, Roberto Olinto, outros países da América
Latina, como Colômbia e Bolívia, que também têm
preocupação com a contabilidade da economia informal, apresentam
uma informalidade, em relação ao PIB, similar à brasileira.
Em economias mais desenvolvidas, segundo ele, o nível de informalidade é muito
baixo, ou em alguns casos não é contabilizado porque não é considerado
como relevante. "Esse número (8,4%) acaba com o delírio
de muitas afirmações de que a informalidade no PIB é de
30% a 40%", disse.
O gerente de renda e emprego
do instituto, João Halak, disse que a informalidade é maior
nos segmentos de comércio, construção, alojamento
e alimentação. Olinto acrescentou que a participação
de ocupações informais no total de ocupações
no mercado de trabalho é muito superior ao porcentual da economia
informal porque a produtividade dos segmentos informais é muito
baixa, ou seja, são usados muito trabalhadores para gerar pouca
renda. Além disso, muitos trabalhadores informais estão
em empresas registradas formalmente.
Olinto disse que os resultados
da economia informal estão sendo apurados com maior detalhamento
na nova série do PIB porque "hoje existe uma preocupação
internacional maior com a informal" e organismos como as Nações
Unidas e a Organização Internacional do Trabalho (OIT)
têm manifestado interesse em aprimorar o conceito de economia informal.
Emprego
A participação
das ocupações formais no total de ocupações
apuradas no PIB do País aumentou de 38,2% em 2000 para 41,2% em
2005, atingindo um número absoluto de 37,4 milhões de ocupações. É a
primeira vez que dados do mercado de trabalho são apresentados
nas contas nacionais.
O PIB inclui as ocupações,
e não o número de ocupados - como é o caso da pesquisa
mensal de emprego - porque uma mesma pessoa pode ter mais de uma ocupação,
e todas são contabilizadas na pesquisa.
A participação
das ocupações sem carteira de trabalho no total caiu de
23,6% em 2000 para 22,6% em 2005 (ou 20,54 milhões de ocupações),
enquanto a fatia dos autônomos (também considerados informais
e incluindo ocupações por conta própria, empregadores
de empresas não registradas ou pessoas sem rendimento) caiu, no
período, de 38,3% para 36,2%, atingindo 32,9 milhões em
2005.
No total, 58,8% das ocupações
do País eram informais no ano de 2005 e, segundo o gerente de
renda e emprego do IBGE, João Halak, parte dessas ocupações
estão no setor formal da economia, mas não se sabe quanto.
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 09 de novembro de 2007 | Economia
FMI: América Latina cresce
a ritmo forte
RICARDO LEOPOLDO - Agencia Estado
SÃO PAULO - O diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental
do Fundo Monetário Internacional (FMI), Anoop Singh, afirmou que a América
Latina cresce em ritmo forte e passou bem pelas recentes turbulências
internacionais. Na avaliação do diretor do FMI, a expansão
da América Latina será robusta, mesmo que seja afetada pela provável
desaceleração da economia norte-americana no próximo ano.
De acordo com o FMI, a América
Latina deve crescer 4,75% em 2008. A região apresenta um bom desempenho
devido a fundamentos econômicos sólidos de boa parte da
maioria dos países e elevado consenso na direção
da estabilidade macroeconômica. Singh participa do lançamento
do relatório Perspectivas Econômicas das Américas,
do FMI, na sede da Fundação Getúlio Vargas (FGV),
em São Paulo. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles,
também está presente.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
09 de novembro de 2007
Previdência só pode
cobrar débitos fiscais por até cinco anos
Marina Diana
Contribuintes que estão
sendo cobrados por débitos com o Instituto Nacional de Seguridade
Social (INSS) em período superior aos cinco anos podem recorrer à Justiça
para não pagar a dívida.
Isso porque uma decisão
proferida em agosto pela Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de
Justiça) julgou inconstitucional o artigo de lei que autorizava
o INSS a apurar e constituir créditos pelo prazo de 10 anos. Trata-se
dos incisos I e II do artigo 45 da Lei nº 8.212/91, que dispõe
sobre a seguridade social.
De acordo com o relator do recurso
especial em que houve a argüição de inconstitucionalidade,
ministro Teori Albino Zavascki, as contribuições sociais
destinadas a financiar a seguridade social têm natureza tributária.
Por isso, caberia a uma lei complementar, e não ordinária,
dispor sobre normas gerais de prescrição e decadência
tributárias, tal qual estabelece a Constituição
Federal. A decisão foi tomada em um recurso de uma empresa de
Minas Gerais.
Com o posicionamento do STJ,
fica valendo o prazo máximo de cinco anos, estabelecido pelo CTN
(Código Tributário Nacional). “O contribuinte agora
ganhou uma importante ferramenta de defesa contra as cobranças
indevidas”, afirma a advogada Paula Maranhão de Aguiar Bove,
especialista em direito tributário do escritório Correia
da Silva Advogados.
“Os ministros do STJ decidiram,
por unanimidade, que as contribuições de natureza previdenciária
possuem natureza de tributo e, por esse motivo, estão sujeitas às
normas do Código Tributário Nacional, que estipula o prazo
decadencial para a constituição de tributos em cinco anos”.
Segundo ela, por ser uma lei
ordinária, hierarquicamente inferior a uma lei complementar (CTN),
a lei foi considerada inconstitucional, já que está vinculando
uma matéria que deveria ser feita por lei complementar. “Isso
está na Constituição Federal, que é a lei
maior”, diz.
Posições
divergentes
A tributarista esclarece que os Tribunais Regionais Federais não tinham
uma posição única sobre a matéria. Com a decisão
do STJ, os tribunais devem passar a adotar o mesmo entendimento, o que representando
uma vitória para o contribuinte.
“Qualquer dívida
pendente, especialmente a que é ‘ignorada’, é uma
bomba relógio. Ao ser notificado, além de ter que arcar
com multas, juros e correções, o cidadão tem seu
nome listado como devedor nos processos do INSS com cobranças
de débitos retroativos”, diz Paula.
A advogada acredita que a decisão
proferida pelo STJ deve acarretar uma perda relevante aos cofres do INSS,
uma vez que esses débitos acumulam valores altos, decorrentes
dos juros calculados pela taxa Selic.
Mas o caso ainda não está totalmente
encerrado em favor dos contribuintes porque a União já entrou
com uma ação de embargos de declaração no
próprio Superior Tribunal de Justiça, que pode reverter
a decisão. “A política da Previdência é sempre
recorrer, de tudo”, diz a advogada.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
09 de novembro de 2007
Fim de concessão pública
não autoriza dispensa por justa causa
O fim do contrato de concessão de serviço público não
isenta a empresa concessionária de arcar com o pagamento de todos os
direitos trabalhistas dos empregados dispensados.
A decisão é da
2ª Turma do TRT-MG (Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerias),
que manteve a condenação solidária de duas empresas
de transporte coletivo ao pagamento de multa de 40% sobre o FGTS e aviso
prévio a um ex-empregado, dispensado após o encerramento
do contrato de concessão do serviço de transporte municipal,
que era explorado pelas rés.
No caso, o prazo do contrato
era de 10 anos, tendo sido prorrogado por mais dois, precedido de procedimento
licitatório para a continuidade da prestação dos
serviços, no qual a recorrente foi vencida por outra empresa.
Dessa forma, no entender da Turma,
era perfeitamente previsível a perda do contrato e as conseqüentes
rescisões contratuais, cabendo unicamente à empresa o pagamento
dos encargos trabalhistas devidos, na forma do artigo 2º da CLT,
inclusive a multa de 40% sobre o FGTS, em decorrência da dispensa
sem justa causa.
O contrato de concessão
de serviço público possui natureza precária, já que
o poder público não transfere em definitivo o serviço
ao concessionário, apenas delega a sua execução,
nos limites e condições estipulados, mantendo a faculdade
de, a qualquer momento, desfazer o contrato. Ou seja, o concessionário-empregador
sabe, de antemão, a transitoriedade e precariedade da concessão,
passível de revogação a qualquer tempo por ato unilateral
do Poder Público.
Para o relator do recurso,
desembargador Anemar Pereira Amaral, os motivos alegados para a rescisão – ocorrência
do factum principis (ato da autoridade pública que impossibilita
a continuidade da atividade), em vista do encerramento do contrato
de concessão do transporte municipal – são questões
inerentes ao risco do negócio, que devem ser assumidas pelo
empregador, no caso, pelas empresas concessionárias das linhas
de transporte público. Ele acrescenta que o caso não
se enquadra na hipótese prevista no artigo 486 da CLT, sendo
impossível atribuir à administração municipal
responsabilidade pelo pagamento de verbas rescisórias de empregados
das empresas concessionárias.
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CONSULTOR JURÍDICO,
09 de novembro de 2007
Exclusão de associado
Fiesp desrespeita decisão da
Justiça trabalhista
A Fiesp desrespeitou decisão do Tribunal Superior do Trabalho e realizou,
na quinta-feira (8/11), audiência prévia para começar o
processo de exclusão do Sindicato da Micro e Pequena Indústria
do Estado de São Paulo (Simpi) do seu quadro de filiados. Em liminar
concedida, na última quarta-feira (7/11), a juíza convocada ao
TST, Kátia Magalhães Arruda, suspendeu a decisão que permitia
a convocação da reunião.
O processo de exclusão
de um associado começa com a audiência prévia. Depois,
a diretoria da Fiesp dá o seu parecer e decide. A defesa deve
acontecer durante a audiência prévia. Para a defesa do Simpi,
o processo iniciado pela Fiesp é totalmente arbitrário.
Por isso, recorreu novamente ao Tribunal Superior do Trabalho, para pedir
a nulidade da reunião de quinta-feira (8/11).
De acordo com o Simpi, a Fiesp
argumentou não ter sido notificada sobre a decisão que
suspendeu a audiência previamente marcada. Na petição,
o advogado José Francisco Siqueira Neto argumenta que a Fiesp
foi notificada pelo Simpi de duas formas: “informando diretamente
a existência da decisão e narrando detalhadamente o ocorrido
na reunião”.
Mesmo diante da notificação
informal a Fiesp realizou a assembléia, inclusive, solicitando
que o sindicato apresentasse a sua defesa. O Simpi se recusou. Para tanto,
sustentou que aquele ato era irregular.
A liminar
O Tribunal Regional do Trabalho
paulista havia cassado liminar concedida ao Simpi pelo corregedor-geral
da Justiça do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, e
mantida pelo Plenário do TST. A medida impedia a Fiesp de convocar
a reunião. No recurso ao Tribunal Superior do Trabalho, os advogados
do sindicato afirmaram que o TRT paulista “jamais poderia cassar,
nos autos de medida cautelar incidental, uma medida concedida em outro
processo (Reclamação Correicional) e por órgão
superior”.
No recurso julgado na última
quarta-feira (7/11), a juíza Kátia Magalhães Arruda
aceitou os argumentos do sindicato para revogar a decisão do TRT
paulista. Ela verificou a existência de periculum in mora, diante
do fato de a reunião já estar marcada para uma data tão
próxima.
A Fiesp suspendeu o sindicato
de seus quadros em 2006, argumentando desrespeito a acordo fechado em
1996. A defesa do Simpi diz estar tranqüila em relação
a acusação porque o acordo está sendo cumprido.
E ressalta que a sua exclusão da Fiesp representa danos de difícil
reparação a seus direitos.
Procurada, a assessoria de imprensa
da Fiesp pediu um e-mail para que pudesse responder, posteriormente,
e dar a sua versão dos fatos. Até o fechamento da reportagem,
a Consultor Jurídico não obteve resposta.
O sindicato
Representante de 200 mil
empresas, o Simpi é filiado à Fiesp desde 1993. Na época,
sindicato e Federação assinaram acordo reconhecendo a
legitimidade do Simpi para representar micro e pequenas indústrias
com até 50 empregados. Mas, desde o início de 2005, quando
o sindicato recebeu o registro sindical do Ministério do Trabalho
e Emprego, a Fiesp começou a pressioná-lo até a
suspensão dos quadros da entidade. O Simpi reclama na justiça
o descumprimento do acordo pela Fiesp.
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ÂMBITO JURÍDICO,
09 de novembro de 2007
TST julga mais um caso de “venda
de carimbo” da Brasil Telecom
Mais uma situação envolvendo a prática que ficou conhecida
como “venda de carimbo” foi julgada pelo Tribunal Superior do Trabalho.
A Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1)
deu provimento a recurso de embargos da Brasil Telecom e eximiu-a do pagamento
de diferenças relacionadas com a complementação de aposentadoria.
Trata-se de um procedimento que
a Telepar implantou em 1991, denominado “termo de relação
contratual atípica”, que assegurava aos empregados admitidos
até 1982 o benefício da complementação de
aposentadoria. O nome se deve ao fato de a empresa ter registrado o compromisso
de complementar a aposentadoria dos empregados mediante um carimbo na
Carteira de Trabalho.
Pouco antes de ser privatizada,
em 1998, a Telepar resolveu “negociar o carimbo”, ou seja,
passou a oferecer indenizações aos empregados que concordassem
em abrir mão da complementação de aposentadoria.
A transação ficou conhecida como “venda de carimbo” – e,
posteriormente, veio a suscitar várias ações de
trabalhadores que alegaram ter sido lesados.
No caso em análise, a
Brasil Telecom, sucessora da Telepar, apelou à SDI-1 contra decisão
da Segunda Turma, que rejeitou recurso pelo qual pretendia reformar decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região(PR). O TRT/PR
condenou-a pagar a um ex-empregado a diferença entre o valor pago
pela “venda de carimbo” e o que seria efetivamente devido
a título de complementação de aposentadoria, proporcionalmente
ao tempo de serviço.
O recurso não foi conhecido
pela Turma, que entendeu que isso implicaria a avaliação
de fatos e provas, o que contraria a Súmula nº 126 do TST.
Esse posicionamento foi questionado nos embargos à SDI-1, tendo
a empresa sustentado não ser o caso de aplicação
de tal súmula, uma vez que o TRT consignou expressamente que a
norma exigia um determinado tempo de serviço que o reclamante
não detinha. Ou seja: o trabalhador teria transacionado “o
que ainda não possuía e, em troca de boa importância
em dinheiro, abriu mão de hipotética vantagem”.
O relator dos embargos, ministro
João Batista Brito Pereira, entendeu que houve má-aplicação
da Súmula 126, pois o Regional, ao se referir expressamente a
direito “futuro e condicionado à implementação
do requisito temporal”, no acórdão em que concedeu
o direito ao trabalhador, deixou registrados todos os elementos de fato
necessários ao esclarecimento da controvérsia. O ministro
ressaltou que a expressão “carimbo”, aplicada a esses
acordos feitos com a Telepar, consistiu na transação de
um direito à complementação de aposentadoria em
favor daqueles que atingissem determinado tempo de serviço na
empresa: 30 anos para homens e 25 para mulheres.
O ministro considerou que a hipótese
dos autos é típica de transação, na forma
prevista pelo artigo 1025 do Código Civil de 1916, estando configurado
o requisito da prevenção do lítígio mediante
concessões mútuas, “circunstância que afasta
qualquer indício de irregularidade no pacto havido entre empregado
e empregadora (Termo de Relação Contratual Atípica
ou ‘venda de carimbo’), em torno de uma expectativa de direito
disponível”. Após concluir que não há,
nessa circunstância, indicação de qualquer vício
de consentimento, o ministro mencionou diversos precedentes do TST sobre
o mesmo assunto, manifestando-se pela validade da chamada “venda
de carimbo”.
Conhecidos os embargos, a SDI-1
apreciou o mérito do recurso de revista da Brasil Telecom e excluiu
da condenação a indenização compensatória,
restabelecendo a sentença de primeiro grau quanto à improcedência
dos pedidos do ex-empregado. (E-ED-RR 30414/2002-900-09-00.8)
(Ribamar Teixeira)
Fonte: TST
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FOLHA DE LONDRINA, 09 de
novembro de 2007 | Economia
Consumidor melhora orçamento
e aumenta gastos
Itens básicos perdem força
no abastecimento doméstico, cedendo espaço para os
industrializados que têm maior valor agregado
O aquecimento da economia, a
melhora da renda familiar e a diminuição do desemprego
mudaram o perfil de gastos dos domicílios brasileiros em 2007.
Com mais dinheiro no bolso, as famílias passam a ganhar mais do
que gastam e ampliaram os dispêndios com itens que proporcionam
diretamente uma melhora na qualidade de vida. Habitação,
vestuário, alimentação fora do lar e lazer passaram
a ter maior representatividade na composição do orçamento.
A mudança também teve impacto no boom da indústria
automotiva e no consumo de gêneros alimentícios: o consumo
se sofisticou e o brasileiro vem trocando os produtos básicos
pelos de maior valor agregado na hora de abastecer a dispensa e a geladeira
de casa.
As conclusões constam
de estudo ''Mais Consumo, Maior Condição de Vida'' realizado
pela LatinPanel, maior instituto de pesquisa de consumo domiciliar da
América Latina. O trabalho ouviu 8.200 domicílios e 24.000
indivíduos para traçar o perfil orçamentário
das famílias brasileiras em todo o país.
Os dados LatinPanel apontam que
no total Brasil (somatória de todas as regiões e classes
sociais) a renda média cresceu 5% frente a 2006 e bateu a marca
de R$ 1.463,00 mensais. O gasto médio dos domicílios, por
sua vez, evoluiu 4% e chegou a R$ 1.417,00 mensais. Com este resultado,
os domicílios passaram a ganhar 3% mais do que gastam mensalmente.
Em 2005, as famílias estavam no vermelho e gastavam 3% mais do
que ganhavam. Em 2006, passaram a equilibrar as contas, e conquistaram
superávit de 2% ao mês. ''Este ano, a situação
ficou ainda melhor e com mais dinheiro no bolso, as famílias e
domicílios ampliaram o poder de compra'', diz Margareth Utimura,
diretora de atendimento e inovação da LatinPanel Brasil,
responsável pelo estudo.
Com o novo cenário, os
domicílios conquistaram em melhores condições de
vida. Os gastos anuais com habitação, na média Brasil,
cresceram 9% e passaram a representar 13,4% do orçamento doméstico.
A média dos domicílios brasileiros gastava R$ 2.365,00
com habitação, em 2006. Em 2007, o valor subiu para R$
2.588,00. A classe C foi a que mais se destacou nesta evolução:
os gastos deste estrato com o item saltaram R$ 2.081,00, no ano passado,
para R$ 2.365,00, este ano.
Reportagem Local
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FOLHA DE LONDRINA, 09 de
novembro de 2007 | Política
Congresso aprova criação
de mais de 9 mil cargos
Brasília - O plenário do Congresso Nacional aprovou alteração
no Orçamento da União de 2007 que autoriza a criação
de 9.388 vagas no serviço público federal. Do total de vagas,
8.400 serão destinadas à área de educação
do Poder Executivo - com 7.800 cargos a serem preenchidos por meio de concurso
público e outros 600 comissionados.
Apesar do projeto alterar a lei
orçamentária deste ano, os órgãos federais
poderão abrir editais para a realização de concursos
públicos ou contratações por meio de cargos de confiança,
o que na prática permite que as contratações ocorram
em 2008.
Além de cargos na área
da educação, o projeto autoriza a contratação
de 262 servidores para o Supremo Tribunal Federal (STF) e outros 126
para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A aprovação de
mais de 9 mil cargos públicos recebeu críticas da oposição,
apesar do projeto ter sido votado de forma simbólica em sessão
conjunta da Câmara e do Senado, junto com outros projetos de liberação
de créditos extraordinários do Executivo.
''O governo só enxerga
as ações de administração por meio de gastos.
Mesmo sendo por concurso público, é um aparelhamento da
máquina partidária'', disse o líder do PSDB na Câmara,
deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP).
Segundo o tucano, a criação
dos cargos pode gerar falta de recursos para áreas que o governo
julga essenciais, o que no futuro poderia provocar aumento de tributos.
''É um governo de gestão fraca. Não me surpreende
uma decisão dessas.''
O vice-líder do governo
na Câmara, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), criticou a reação
da oposição. Segundo o líder, a maioria dos cargos
vai abastecer déficit na área de educação,
como a contratação de novos professores. ''É uma
grande besteira falar em aparelhamento. Como aparelhar o Estado por meio
de concurso? Isso não faz sentido'', afirmou.
Albuquerque disse, ainda, que
o governo federal tem na educação o seu principal foco
de investimentos. ''Não se faz educação sem gente
especializada. Por isso, os cargos dizem respeito ao ensino profissionalizante
e universitário'', disse.
Gabriela Guerreiroe Renata
Giraldi
Folhapress
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FOLHA DE LONDRINA, 09 de
novembro de 2007 | Economia
Inflação fica dentro
das previsões dos analistas
Rio de Janeiro- A inflação medida pelo IPC-S de até 7
de novembro subiu 0,17%, em comparação com a elevação
de 0,13% apurada no indicador anterior, de até 31 de outubro. O resultado,
divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou
dentro do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos
pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,10% e 0,25%;
e acima da mediana das expectativas (0,16%).
A principal contribuição
para a aceleração do indicador partiu do aumento mais forte
de preços no grupo Alimentação (de 0,25% para 0,39%),
na passagem do IPC-S de até 31 de outubro para o índice
de até 7 de novembro. os três aumentos de preços
mais significativos foram os de batata-inglesa (20,83%); feijão
carioquinha (17,23%); e maçã nacional (15,95%). Mas houve
deflação no preço do em leite tipo longa vida (-14,06%).
Das sete classes de despesa usadas
para cálculo do índice, quatro apresentaram aumento mais
intenso de preços, ou taxas negativas mais fracas, no período.
Além de Alimentação é o caso de Habitação
(de -0,05% para -0,04%); Transportes (de -0,19% para -0,12%); e Despesas
Diversas (de 0,04% para 0,07%). Também houve deflação
em tarifa de eletricidade residencial (-1,27%); e açúcar
refinado (-6,96%).
Outros dois grupos apresentaram
desaceleração de preços, no mesmo período,
como Vestuário (de 1,30% para 1,12%); e Saúde e Cuidados
Pessoais (de 0,25% para 0,23%). Já o grupo Educação,
Leitura e Recreação permaneceu com a mesma taxa de elevação,
no período (de 0,13%).
Alessandra Saraiva
Agência Estado
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FOLHA
DE LONDRINA, 09 de novembro de 2007 | Economia
Consulta ao 6º lote do IR será liberada
hoje
A Receita Federal deve abrir hoje, as consultas ao sexto lote de restituições
do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2007, ano-base 2006. As consultas
poderão ser feitas pela internet, no site www.receita.fazenda.gov.br,
ou através do telefone 0300-789-0300.
Os recursos das restituições
estarão disponíveis para saques no próximo
dia 16. De acordo com a Receita Federal, os valores das restituições
do sexto lote do IR serão corrigidos em 6,63%, mais 1% referente
a novembro. Quem não informou o número da conta para
crédito deve procurar uma agência do Banco do Brasil
ou ligar para 4004-0001 (nas capitais) ou 0800-729-0001 (demais
cidades) e pedir a transferência do dinheiro para o banco
no qual possui conta corrente.
Este é o penúltimo lote de
restituições do Imposto de Renda neste ano. O último
lote está previsto para ser pago em 17 de dezembro. Quem
não estiver nestes dois últimos lotes, automaticamente
estará na chamada malha fina da Receita Federal.
Agência Graffo
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Gazeta do Povo, 9 de novembro
de 2007
BRASIL | SALÁRIO
Congressistas pedem aumento para compensar
o fim de verba indenizatória
Brasília – A possibilidade de extinção da verba
indenizatória de R$ 15 mil dos deputados e senadores fez ressurgir no
Senado a discussão sobre aumentar para R$ 24.500 os salários
dos parlamentares. O reajuste salarial seria uma alternativa para compensar
a perda da verba, uma vez que os deputados e senadores argumentam que precisam
de recursos específicos para gastos nos estados.
Atualmente, o salário
dos parlamentares é de R$ 16.512,09, enquanto o teto do funcionalismo
público federal é de R$ 24.500 – o equivalente à remuneração
dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Estudo elaborado por
técnicos do Senado mostra que, se a verba indenizatória
for extinta, a Casa terá uma economia de R$ 42 milhões – mesmo
que os salários sejam elevados para o teto.
Na prática, com o aumento
salarial, cada parlamentar passaria a receber quase R$ 8 mil a mais por
mês. Como o valor da verba indenizatória é de R$
15 mil por deputado e senador, técnicos do Senado argumentam que
as Casas Legislativas economizariam pouco mais de R$ 7 mil por parlamentar.
A discussão sobre o fim
da verba indenizatória ganhou força na quarta-feira, durante
reunião da Mesa Diretora do Senado. O presidente interino da Casa,
Tião Viana (PT-AC), disse que vai procurar o presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT-SP), para discutir a possibilidade de extinção
da verba.
Os senadores argumentam que,
como há especulações sobre irregularidades nos gastos
da verba, o melhor caminho seria extingui-la oficialmente – com
a possibilidade de reajuste salarial dos deputados e senadores. O primeiro-secretário
do Senado, Efraim Morais (DEM-PB), disse que a alternativa poderia “colocar
um fim” no pagamento da verba indenizatória sem prejuízos
aos parlamentares.
A verba indenizatória é utilizada
pelos parlamentares para gastos nos estados e pagamento de combustíveis,
além de despesas como compra de material de escritório.
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Gazeta do Povo, 9 de novembro
de 2007
ECONOMIA | COMBUSTÍVEIS
Nova jazida coloca o Brasil entre potências
mundiais em petróleo
Reserva em campo descoberto pela Petrobras é estimada
como a 8.ª maior do mundo
Rio de Janeiro – A Petrobras anunciou
ontem a descoberta da maior jazida de petróleo do Brasil,
com volume de reservas estimado entre 5 e 8 bilhões de barris,
em área ultraprofunda na Bacia de Santos. O bloco, temporariamente
chamado de Tupi (será rebatizado para um nome de peixe quando
iniciar a produção), responderá sozinho por
um aumento de mais de 50% no nível atual de reservas brasileiras,
calculado em 14,4 bilhões de barris. Mas a previsão é de
que só comece a produzir em seis ou sete anos, ou seja, a
partir de 2013.
O megacampo, com óleo
leve, de qualidade superior ao petróleo pesado da Bacia de Campos,
está a uma profundidade de cerca de 6 mil metros da superfície,
na chamada “camada de pré-sal”. A Petrobras confirmou
que há pelo menos outros oito fortes indícios de existência
de jazidas gigantes de petróleo em áreas ultraprofundas.
“O Brasil pode passar da
categoria de nação intermediária ou pouco significativa
na produção de petróleo para outro patamar. Reservas
como esta podem transformar o Brasil num país exportador de petróleo”,
disse a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, depois da reunião
extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética,
na qual a direção da Petrobras expôs em detalhes
o potencial da camada de pré-sal, uma espécie de “segundo
subsolo” das bacias petrolíferas.
O presidente da Petrobras, José Sérgio
Gabrielli, chegou a comentar que, confirmado o potencial desses blocos,
o país passará a integrar o grupo dos nove maiores detentores
de petróleo do mundo, que hoje inclui países com reservas
entre 69 bilhões (Nigéria) e 379 bilhões de barris
(Rússia). Hoje, o Brasil está na 24.ª colocação.
Gabrielli estimou que as reservas brasileiras podem passar a se situar
entre 70 e 100 bilhões de barris.
A megajazida anunciada ontem
não ultrapassa apenas em volume os atuais campos gigantes da Bacia
de Campos. Também o óleo encontrado é de qualidade
extremamente superior. Com 28 graus API (sistema internacional de gradação
da qualidade do produto), embora não chegue ao nível dos
melhores óleos árabes (com mais de 40ºAPI), o petróleo
de Tupi tem valor comercial bem superior à maior parte da produção
nacional, concentrada em petróleo pesado.
“O Brasil está diante
da descoberta de sua maior província petrolífera”,
afirmou Gabrielli. Segundo ele, Tupi é apenas “uma pequena
parte da nova fronteira”. A área é operada pela Petrobras
que é majoritária (65%) numa parceira com a britânica
BG (25%) e a portuguesa Petrogal-Galp Energia (10%).
Bom momento
O anúncio ocorre após
a crise no abastecimento de gás ter elevado temores de um apagão
energético no país e num momento de forte aumento da demanda
global por energia, que levou o barril de petróleo a atingir quase
US$ 100.
O presidente Luis Inácio
Lula da Silva não participou do anúncio público
da confirmação da descoberta. Coube à ministra Dilma
Rousseff – apontada como possível candidata do PT à Presidência
em 2010 – capitalizar a boa notícia e dar o tom nacionalista
da cerimônia, ofuscando o ministro interino Nelson Hubner (Minas
e Energia).
Com base na descoberta anunciada
hoje e outros testes, existem indicações de que há muito
mais petróleo e gás do que se estima atualmente. “Este
campo é uma das indicações mais fortes de que, além
dele, existem vários outros campos numa área de 800 quilômetros
com 200 quilômetros de largura’’, afirmou Rousseff.
A área vai do litoral do Espírito Santo até Santa
Catarina.
A descoberta pode trazer
também ganho tecnológico porque se encontra na chamada
camada pré-sal, em profundidades maiores que as vigentes. Para
explorá-la, serão necessários mais investimentos
e tecnologia.

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Gazeta do Povo, 9 de novembro
de 2007
ECONOMIA | COMBUSTÍVEIS
Governo exclui 41 blocos em licitação
após descoberta
Rio de Janeiro – O governo decidiu retirar do leilão da Agência
Nacional de Petróleo (ANP) deste mês todos os blocos localizados
na camada de pré-sal, que vai do Espírito Santo a Santa Catarina. É uma área
que se estende por 800 quilômetros, com 200 quilômetros de largura,
e onde estavam situados 41 dos 312 blocos a serem ofertados na licitação.
A decisão foi assegurada por resolução do Conselho Nacional
de Política Energética (CNPE), baixada ontem.
A medida foi classificada pela
ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como um meio de garantir “a
soberania nacional”. O governo ainda não decidiu se estas áreas
voltarão a ser ofertadas à iniciativa privada ou se ficarão
sob a responsabilidade da Petrobras, mas Dilma rechaçou comparações
com medidas nacionalizantes determinadas recentemente por países
sul-americanos, como Bolívia, Equador e Venezuela.
“Não acho
que esta seja a questão. A retirada (dos blocos) não
tem viés estatizante. Não há viés de nenhum
tipo. Quando decidimos interromper o processo de concessões
rodoviárias para modificá-lo, fomos acusados de ter ‘chavizado’.
Modificamos os cálculos relativos à remuneração,
mudamos as condições e fizemos o leilão. A mesma
coisa nos propomos a fazer com os blocos retirados dessa rodada. Mas
seria leviandade de minha parte dizer o que ocorrerá. Não é por
má-vontade da resposta. Mas isto (blocos de petróleo)
vai exigir um estudo muito maior do que o que foi feito nas concessões
rodoviárias”, declarou a ministra.
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Gazeta do Povo, 9 de novembro
de 2007
ECONOMIA | MERCADO
Ações da estatal disparam
14%
São Paulo – As ações da Petrobras listadas na Bolsa
de Valores de São Paulo (Bovespa) dispararam ontem após o anúncio
da nova jazida de petróleo na Bacia de Santos. As ações
PN fecharam em alta de 14,16%, a R$ 80,20. Foi a 9.ª maior valorização
diária desde o Plano Real. As ações ON encerraram o pregão
com valorização de 14,45%, a R$ 93,30 -- a 7.ª maior valorização
em termos diários no Plano Real.
A alta foi observada depois que
o fato relevante que confirmou as novas reservas de petróleo no
Brasil foi distribuído. Na Bovespa, a força do anúncio
foi tamanha que manteve o Ibovespa estável em 0,10% num dia de
queda das bolsas americanas.
O valor de mercado da Petrobras
bateu ontem todos os recordes e subiu R$ 48,3 bilhões (US$ 28,3
bilhões) num único dia. O novo valor alçou a Petrobras à 6.ª posição
entre as maiores companhias nos Estados Unidos, à frente de gigantes
como Procter & Gamble, Google, Berkshire Hathaway e Cisco Systems.
Até o fechamento da quarta-feira, a estatal brasileira era a 9.ª colocada
entre as maiores empresas com ações listadas em Nova Iorque.
A informação é da Economática.
A companhia fechou o dia
de ontem valendo R$ 385,1 bilhões (US$ 221,9 bilhões).
Na quarta-feira, valia R$ 336,8 bilhões (US$ 193 6 bilhões).
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Agência Câmara,
9 de novembro de 2007
CCJ admite ampliação
da licença-maternidade para 6 meses
Edson Santos

Angela Portela: a OMS adotou a recomendação da amamentação
exclusiva até os seis meses por iniciativa brasileira.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
(CCJ) aprovou hoje a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 30/07, da deputada Angela Portela (PT-RR), que aumenta a licença-maternidade
de quatro para seis meses. O objetivo é conciliar o tempo de afastamento
das mães com o período mínimo de aleitamento recomendado
pelas campanhas oficiais do Ministério da Saúde.
A autora considera o prazo
de quatro meses incoerente. "O próprio governo faz campanhas
ostensivas de estímulo ao aleitamento materno mínimo
de seis meses", lembra. A relatora, deputada Maria do Rosário
(PT-RS), apresentou emenda de redação para corrigir o
texto, sem alteração do conteúdo.
Previdência
Angela Portela refuta o argumento de que a medida poderá acarretar prejuízos
aos empregadores, visto que atualmente o afastamento já é custeado
pela Previdência Social. Segundo ela, a concessão visa proteger
a saúde da mulher e das crianças. "Os conhecimentos científicos
há muito informam o valor do aleitamento materno como recurso nutricional
insubstituível para a boa formação do lactante",
reitera. Em sua avaliação, o contato físico com a mãe,
nos primeiros meses de vida, "é condição de suma
importância para desenvolver os estímulos sensoriais e emocionais",
enfatiza.
A Comissão de Direitos
Humanos e Legislação Participativa do Senado aprovou
no mês passado projeto de lei similar, de autoria da senadora
Patrícia Saboya (PDT-CE), que aumenta também para seis
meses a licença-maternidade. O projeto já foi protocolado
na Câmara, mas a Secretaria-Geral da Mesa ainda não o
distribuiu às comissões.
A proposta da senadora não
modifica a Constituição, apenas prevê a adesão
opcional na iniciativa privada, com incentivos fiscais. Além
disso, o texto autoriza a administração pública
a criar programa que garanta prorrogação da licença-maternidade.
Conquista
ampliada
As deputadas Angela Portela e Maria do Rosário consideram a medida relevante
para ampliar a conquista dos direitos da mulher. A licença-maternidade
foi criada no Brasil pela Constituição de 1934, com duração
de 84 dias. A ampliação para 120 dias ocorreu com a Constituição
de 1988.
Angela Portela acrescenta que
a Organização Mundial de Saúde (OMS) adotou a
recomendação da amamentação exclusiva até os
seis meses por iniciativa brasileira. Atualmente, as mulheres têm
direito a 120 dias, com opção de tirar 28 deles antes
do parto.
Tramitação
Aprovada a admissibilidade, a PEC será analisada por uma comissão
especial, antes de ser votada em dois turnos pelo Plenário.
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Agência Câmara,
9 de novembro de 2007
Sindicatos defendem lei contra demissão
sem justa causa
O tempo médio de permanência dos trabalhadores no mesmo emprego
no Brasil é de apenas dois anos. Na Europa, esse tempo é de dez
anos. Já no Japão, os trabalhadores permanecem, em média,
entre 12 e 15 anos no mesmo emprego.
Esses números fazem parte de pesquisa feita pela Central Única
dos Trabalhadores (CUT) apresentada hoje durante audiência pública
na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço
Público que debateu o Projeto de Lei Complementar 8/03, do deputado
Maurício Rands (PT-PE). O projeto regulamenta o artigo 7º da Constituição
e estabelece medidas de proteção ao trabalhador contra a demissão
sem justa causa.
Multa
de 40%
O relator, deputado Roberto Santiago (PV-SP), defende a aprovação
do projeto, mas pede cautela na sua discussão, especialmente sobre o
fim da multa de 40% sobre o FGTS no caso de demissão sem justa causa.
Segundo ele, se a Câmara quiser aprovar medidas para acabar com a demissão
arbitrária no Brasil precisa discutir o fim da multa. "Somos o único
País no mundo em que existe a demissão imotivada. Precisamos
acabar com essa cultura, onde um simples encarregado, quando não vai
com a cara de um empregado, simplesmente o despede, sem qualquer justificativa",
disse Santiago.
Já o secretário
de Relações Institucionais da União Geral dos Trabalhadores
(UGT), Miguel Salaberry Filho, afirmou que sua entidade é favorável
ao projeto, mas destacou que é necessária uma definição
bem clara sobre a multa a ser paga pelo empregador. "Não
podemos deixar para o Judiciário a previsão de alguma multa",
declarou. Em sua opinião, esse assunto deve estar explícito
no projeto.
Convenção
da OIT
A secretária de Política Sindical da Central Única dos
Trabalhadores (CUT), Rosane Silva, disse que a entidade também defende
a regulamentação. Segundo ela, a aprovação da matéria
significará a ratificação da Convenção 158
da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que coíbe
a demissão imotivada.
Rosane Silva, no entanto, defendeu
algumas mudanças no projeto, como a definição dos
casos em que a demissão será proibida. Ela citou como exemplo
mulheres grávidas, dirigentes sindicais e trabalhadores que estão
próximos de se aposentar. "O objetivo principal da CUT ao
participar do debate é superar a alta rotatividade [no emprego]
e garantir acesso ao trabalho de qualidade a homens e mulheres",
afirmou.
Já o representante da
Força Sindical, Luciano Martins, defendeu a ratificação
da Convenção 158, mas pediu maior discussão sobre
o PLP 8/03, que, segundo ele, suprime o artigo 10 das Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, que traz garantias contra alguns
tipos de demissão imotivada, até que seja promulgada lei
complementar sobre o assunto.
Custo
das demissões
O relator do projeto também questionou o custo dessa alta rotatividade
no emprego para a economia do País. Segundo dados apresentados pela
CUT, entre 2002 e 2007 os gastos do governo com o seguro-desemprego subiram
de R$ 5,7 bilhões para R$ 12,7 bilhões. "Precisamos discutir
se vamos continuar gastando bilhões de reais por ano para manter esse
modelo", observou Santiago.
Segundo Rosane Silva, muitas
empresas demitem trabalhadores sem qualquer razão, apenas para
contratar outro que aceita ganhar, em alguns casos, até 50% menos. "É isso
que a legislação deve atacar. Devemos ter segurança
jurídica para quem quer trabalhar", disse.
Mais debates
O presidente da comissão, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), informou
que pretende realizar uma série de debates sobre o projeto nos estados,
com a presença de representantes dos trabalhadores e do empresariado.
Ele teme que se aprove uma lei que restrinja a contratação de
mão-de-obra, o que, segundo ele, poderia prejudicar os trabalhadores,
em vez de beneficiá-los.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
09/11/2007
Treinamento dá direito a receber
diferença salarial por desvio de função
Por exercer atividade de operador
de máquinas por oito meses, mesmo que em treinamento, motorista
da Companhia Vale do Rio Doce receberá diferenças salariais
decorrentes do desvio de função. O Tribunal Superior do
Trabalho manteve sentença da 7ª Vara do Trabalho de Vitória
(ES), que considerou ser efetivo o trabalho. Segundo o juiz, o treinamento,
ainda que menos perfeito ou completo em relação aos não-aprendizes,
perdeu o caráter transitório ou precário ao perdurar
por meses, e não apenas dias ou poucas semanas.
Contratado pela Vale do Rio Doce
em abril de 1975, o trabalhador permaneceu na empresa até novembro
de 1997. De abril de 1993 a janeiro de 1997, trabalhou como motorista.
A partir daí, disse, na ação reclamatória,
ter exercido a função de operador de máquinas de
linha, mas que sua classificação na empresa se mantivera
como motorista. Conseqüentemente, pleiteou as diferenças
salariais.
Com a concessão do pedido
pela Vara do Trabalho, a Vale do Rio Doce recorreu ao Tribunal Regional
do Trabalho da 17ª Região (ES). O Regional manteve a sentença
e esclareceu que o desvio do autor para o exercício de outra atividade,
ainda que transitória, mas do interesse do empregador, não
pode trazer prejuízo ao trabalhador. O dano estaria caracterizado
no fato de o empregado executar atividade de mais responsabilidade percebendo
salário inferior ao devido.
No recurso ao TST, a companhia
afirmou que era indevida a diferença salarial, pois o trabalhador
exerceu a função de forma eventual. Era um treinamento
em que vários funcionários se candidatavam a uma única
vaga e ele não foi o selecionado. A empresa alegou, ainda, que
a decisão ia contra a Constituição, a CLT e a Súmulas
do TST.
Ao julgar o processo na
quarta-feira (7), a Quinta Turma seguiu voto do ministro João
Batista Brito Pereira e rejeitou o recurso da Vale do Rio Doce. O relator
considerou que não havia violação de lei, e a
decisão das outras instâncias estava em consonância
com a Orientação Jurisprudencial nº 125 da SDI-1.
(RR-427/1999-007-17-00.3)
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09/11/2007
Empregados do BB em Franca (SP) perdem equiparação
com Banco Central
Os empregados do Banco do Brasil ligados ao Sindicato dos empregados em Estabelecimentos
Bancários de Franca (SP) perderam equiparação do seu
salário com o dos empregados do Banco Central. A Seção
Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior
do Trabalho julgou procedente ação rescisória ajuizada
pelo banco e desconstituiu o acórdão da Terceira Turma do TST,
que havia julgado ser devida a referida equiparação.
Em setembro de 1987, o acordo
celebrado nos autos de dissídio coletivo entre a CONTEC – Confederação
Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito – e o
Banco do Brasil assegurou a equiparação entre as tabelas
de vencimentos do pessoal deste e do Banco Central (TST-DC-25/87). Um
segundo dissídio coletivo, de natureza jurídica, suscitado
pelo Banco do Brasil, estendeu a seus servidores também a parcela
denominada ACP – Adicional de Caráter Pessoal.
O ACP foi instituído em
1987 pelo Banco Central em troca da supressão do pagamento de
horas extras habituais, mas acabou estendido a todos os funcionários
lotados em postos efetivos, mesmo que não cumprissem jornada extraordinária.
Desde então, tal parcela perdeu o caráter de remuneração
de horas extras para se transformar em parcela salarial genérica,
representando inegável aumento salarial. Estava, assim, criado
um direito novo para os funcionários do Banco Central, advindo
daí o entendimento no sentido do direito à inclusão
do ACP no cálculo da equiparação das tabelas de
vencimentos dos dois bancos.
O Sindicato dos Empregados em
Estabelecimentos Bancários de Franca, autor da inicial, pleiteou
na Justiça do Trabalho de Campinas o cumprimento pelo Banco do
Brasil da equiparação salarial acordada e homologada judicialmente,
com reflexos nas férias, horas extras, 13º, repousos semanais
remunerados, anuênios, gratificação de função,
vantagens pessoais e FGTS. O pedido foi julgado procedente, e o Banco
do Brasil condenado ao pagamento do referido adicional. A decisão
foi mantida pela Terceira Turma do TST no julgamento do recurso de revista.
Após o trânsito
em julgado da ação de cumprimento, o Banco do Brasil interpôs
ação rescisória para a SDI-2. A relatora do processo,
juíza Kátia Magalhães, lembrou que a matéria é bastante
conhecida no TST. “Ocorre que em ambas as decisões [os dois
dissídios coletivos] não existiu pronunciamento sobre o
Adicional de Caráter Pessoal”, ressaltou a juíza
em seu voto. “Conclui-se então que a decisão proferida
na ação de cumprimento, em que se deferiu pedido de percepção
do referido adicional, resultou em ofensa à coisa julgada, sendo,
portanto, passível de desconstituição mediante ação
rescisória.”
A SDI-2, seguindo o voto da relatora,
julgou procedente a ação rescisória para desconstituir
o acórdão da Terceira Turma do TST, e, ao proferir novo
julgamento, entendeu totalmente improcedente o pedido de pagamento de
diferenças referentes ao ACP, absolvendo o Banco do Brasil da
condenação que lhe foi imposta. (AR-177.295/2006-000-00-00.9)

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