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Agência Senado, 15
de novembro de 2007
Deputado Augusto Carvalho pede a Tião
Viana mais discussão de projeto sobre contribuição
sindical
O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC) recebeu solicitação,
nesta quarta-feira (14), do deputado federal Augusto Carvalho (PPS-DF)
no sentido de que o projeto de lei da Câmara que regulamenta as
centrais sindicais e o pagamento da contribuição sindical
(PLC 88/07) seja amplamente discutido nas comissões do Senado
em que tem tramitação prevista.
Nesta manhã, a matéria teve sua votação
adiada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) para
a próxima quarta-feira (21). O projeto também
encontra-se em análise pela Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ).
De acordo com Augusto Carvalho, sua visita foi motivada
pela possibilidade de queemenda de sua autoria, que altera
o artigo 582 (da Consolidação das Leis do Trabalho)
que dispõe sobre o desconto em folha da contribuição
sindical, seja vetada pelo presidente da República.
- Quando o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi,
vem fazer lobby no Senado para derrubar a proposta, entendo
que o presidente Lula está estimulando esse tipo de
movimento e que sinaliza com o veto, caso, eventualmente,
o projeto seja aprovado como foi na Câmara dos Deputados
- explicou Augusto Carvalho.
Como base para aprovação da matéria
no Senado e para evitar possível veto presidencial,
Augusto Carvalho propõe o acatamento de emenda de
autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) apresentada à CCJ.
A alteração sugerida por Flexa Ribeiro prevê que
os efeitos da futura lei entrem em vigor apenas 180 dias
após a sua publicação, permitindo que
as entidades sindicais arrecadem os recursos para o próximo
ano.
Tião Viana considerou razoável o pedido de
Augusto Carvalho visando a permitir um maior debate da matéria.
- Acho que dá para construir esse termo de entendimento,
e a matéria ser representativa de um bom debate e
de uma discussão de mérito - disse Tião
Viana.
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Agência Diap, 15
de novembro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
Paulo Paim esclarece pontos do projeto
que reconhece as centrais sindicais
Ontem, 14/11, durante reunião da Comissão de
Assuntos Sociais (CAS), o senador Paulo Paim (PT/RS), relator no
colegiado do PLC 88/07, que reconhece as centrais sindicais, esclareceu
aos senadores sobre a tramitação e acordos que estão
sendo construídos em torno do projeto.
Segundo Paim, está havendo uma confusão generalizada em
torno do projeto que reconhece as centrais. “O texto aprovado na
Câmara não extingue o imposto sindical como está sendo
divulgado pela imprensa. Altera, no entanto, a forma de seu recolhimento,
estabelecendo uma nova opção de pagamento - se descontado
em folha de pagamento ou com boleto bancário”, disse.
Baseado em um parecer técnico da consultoria
do Senado e textos produzidos pelo DIAP e pela Anamatra,
Paim reforçou o entendimento de que não
está em questão o fim da contribuição
sindical, ma sim de sua forma de recolhimento. “As
duas emendas da Câmara são confusas. Uma
altera o artigo 582 da CLT, mas mantêm, na íntegra,
o 579 [artigo] que estabelece textualmente que a contribuição é devida
por todos os trabalhadores”.
Quanto à segunda emenda, disse: “Não
tenho nada contra o Tribunal de Contas da União
(TCU) fiscalizar os recursos arrecadados com a contribuição
sindical, mas a fiscalização deve ser ampla
e irrestrita”. Ele apontou, portanto, a necessidade
de que sejam fiscalizadas tanto as entidades de trabalhadores – sindicatos,
federações, confederações
e centrais sindicais - quanto as entidades patronais.
“Será humanamente impossível o TCU
fiscalizar todo mundo, mas se é para fiscalizar,
deve constar no projeto a abrangência para todos”,
afirma.
Debate franco e aberto
Apesar do baixo quorum de senadores presentes na reunião
da CAS, o senador Paim destacou o diálogo franco
e aberto que tem permeado toda a discussão em
torno do PLC 88. “Estou aqui para discutir abertamente
o projeto das centrais, que há mais de 20 anos
existem de fato, mas não de direito. Elas [centrais]
negociam com o Governo vários direitos para os
trabalhadores, mas não são regulamentadas”,
chama a atenção.
Percentual para contribuição
Quanto ao estabelecimento de um percentual para a contribuição
assistencial, destinada ao financiamento das negociações
coletivas das entidades sindicais, disse ser simpático à aprovação
do PLS 248, de sua autoria, que limita em 1% a contribuição
e deve ser aprovado em assembléia. “Espanha,
França e Argentina chegaram a ter até três
contribuições aprovadas em assembléia”,
destacou.
Paim disse também que há um protocolo
de entendimento com o Ministério do Trabalho,
centrais sindicais e o Governo, para no prazo de 90 dias
encaminhar ao Congresso Nacional uma medida provisória
ou um projeto de lei propondo uma nova forma para a contribuição
assistencial.
Defesa do movimento sindical
Com origem no movimento sindical, Paim destacou que
não apenas as entidades sindicais têm problemas.
Mais uma vez, defendeu as entidades representativas dos
trabalhadores. “Todos os setores da sociedade têm
problemas, se há desvio de recursos, também
ocorre nas entidades patronais e nem por isso é dado
tanto destaque. A fiscalização deve ser
para todos”.
Repercussão
Para o presidente da Federação dos Empregados
no Comércio do Estado de São Paulo (Fecesp),
Luiz Carlos Motta, entidade filiada ao DIAP e que representa
1,2 milhão de trabalhadores, o texto original
do projeto que reconhece as centrais deve ser resgatado. “Defende
o que a Força Sindical está defendendo,
pois o acordo com as centrais sindicais deve ser mantido”.
E continou: “O projeto original viabiliza o movimento
sindical, fortalece as confederações, federações
e as entidades sindicais”.
Quanto à proposta de fiscalização
pelo Tribunal de Contas da União dos recursos
arrecadados pelo movimento sindical, Motta foi taxativo: “É um
equivoco enorme. O movimento sindical tem regras próprias – entidade
sindical possui conselho fiscal e as contas devem ser
aprovadas em assembléia. Além disso, não
se trata de imposto e não há, portanto,
necessidade de fiscalização por um órgão
do Governo”, questiona.
Trabalho aos domingos
Outro ponto de interesse dos trabalhadores no comércio
analisado por Motta foi a regulamentação
do trabalho aos domingos. Para o dirigente sindical,
a emenda aprovada no Senado, que engloba os trabalhadores
de supermercados e hipermercados na regulamentação
da atividade laboral, “ficou do jeito que os trabalhadores
gostariam”, disse.
“A emenda do senador Paulo Paim conta com o nosso
apoio e deve ser ratificada pela Câmara dos Deputados.
A emenda deixa claro que os trabalhadores de supermercados
e hipermercados também devem ter o trabalho aos
domingos regulamentado em convenção coletiva
de trabalho”. E acrescenta: “O domingo é um
dia de descanso e não um dia normal, como insiste
inúmeros empresários”, defende o
representante da Fecesp.
Construção de acordo
Paim adiantou que na próxima terça-feira,
20/11, haverá uma reunião dos três
relatores – ele na CAS, Lúcia Vânia
(PSDB/GO), na CCJ; e Francisco Dornelles (PP/RJ), na
CAE - com senadores do PSDB para esclarecer as dúvidas
acerca do projeto.
A idéia inicial é que seja apresentado
um parecer único dos três relatores, ou
seja, que o PLC 88/07 seja votado apenas na CAS na quarta-feira,
21/11, e, em seguida, o projeto seja agendado para votação
no plenário do Senado. (Alysson
Alves)
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Diário Vermelho,
15 de novembro de 2007
Dieese, centrais e MTE debatem Faculdade
do Trabalho
Criar uma faculdade com foco em desenvolvimento e trabalho,
além de um sistema de formação de quadros políticos
foi o principal tema do encontro entre o ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi, e o presidente do Departamento Intersindical de Estatísticas
e Estudos Socioeconômicos (Dieese), João Vicente Silva
Cayres, realizado em Brasília.
O projeto vem sendo desenvolvido por seis centrais sindicais em parceria
com a entidade, e o MTE agora vai estudar a realização
de um convênio entre a Secretaria de Política Pública
e Emprego (SPPE) e o Dieese para colaborar com o programa.
O objetivo é criar uma faculdade aberta ao público,
priorizando militantes e dirigentes sindicais, com certificação
em nível superior. Para atuar em todos os estados,
a faculdade deve firmar convênio com as universidades
públicas.
" Considero um projeto muito interessante e que vai
ajudar tanto na capacitação política
quanto na profissional. O país precisa de instituições
como esta", destacou o ministro.
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Diário Vermelho,
15 de novembro de 2007
Centrais afirmam que trabalhadores
deverão definir contribuição
Na primeira reunião, nesta terça-feira
(13), para analisar com o governo uma alternativa de financiamento
das centrais sindicais, os representantes dos trabalhadores
propuseram a substituição de todas as atuais
contribuições por uma única, a ser definida
pelos próprios trabalhadores.
Pela proposta, o valor desta contribuição única,
que as centrais chamam de "contribuição
negocial", será decidido em acordo coletivo
por cada categoria. Também poderá ser criada
uma regra de transição, segundo o presidente
da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur
Henrique Santos. "Os próprios trabalhadores
devem decidir sobre a forma de sustentação
de suas entidades sindicais", disse.
A proposta surgiu originalmente no Fórum Nacional
do Trabalho, criado em 2003. E previa que a contribuição
não ultrapassasse 1% do valor total da remuneração
do ano anterior ao do desconto, com pagamento em três
parcelas mensais, no mínimo.
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que participou
da reunião, disse esperar que os senadores derrubem
a emenda do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF) que acaba
com a obrigatoriedade da contribuição sindical
pelos trabalhadores , apresentada ao projeto de legalização
das centrais sindicais.
" Nosso projeto é eliminar a emenda no Senado, para voltar ao projeto
original. Já estava prevista no nosso acordo, quando a gente apresentou
a proposta de legalização, a busca de novas fontes de custeio.
Como houve a emenda, antecipamos a discussão", disse Lupi.
O ministro acrescentou que o projeto modificado na Câmara "pode
até ser vetado pelo presidente". Mas ressalvou
que não se tratava de uma ameaça: "Estou
apenas dizendo uma das variantes que poderá ocorrer. É facultativo,
está na Constituição Federal".
Uma nova reunião entre representantes das centrais
sindicais e o ministro está marcada para o dia 21.
O resultado das negociações será colocado
em projeto de lei a ser encaminhado ao Legislativo.
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Agência Brasil, 15
de novembro de 2007
INSS convoca mais de 19 mil segurados
para reavaliação do auxílio-doença
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou
a enviar ontem (14) o quinto lote de cartas convocando 19.691 pessoas
para a reavaliação do auxílio-doença
concedido com duração de dois anos. Estão sendo
chamados segurados cujo benefício foi marcado para cessar
em dezembro.
A assessoria de imprensa do INSS informou que as cartas
que convocam segurados para se submeter a nova perícia
médica. A reavaliação vale apenas
para benefícios concedidos a partir de agosto de
2005 e que tiveram prazo de duração fixado
em dois anos.
Muitos segurados estão agendando a perícia
antes mesmo de receber a convocação do INSS,
pois o documento que receberam quando o benefício
foi concedido já constava a informação
de que o período de licença foi fixado em
dois anos e depois desse prazo, o trabalhador deveria ser
reavaliado por um perito médico.
Os departamentos de Recursos Humanos das empresas que
têm empregados nessa situação também
estão lembrando sobre a necessidade da perícia
para retornar ao trabalho ou prolongar o período
de licença. Quem ainda não o fez, deve agendar
a perícia médica pela internet ou pela Central
135.
Na carta enviada pelo INSS, os segurados estão
sendo informados da necessidade de agendar nova perícia
médica no prazo de dez dias, contados a partir da
data de recebimento. Quem receber a correspondência
e não agendar ou deixar de comparecer à perícia,
terá o benefício cessado. Ao agendar, o benefício
fica automaticamente prorrogado até a data da perícia.
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Gazeta do Povo, 15 de novembro
de 2007
BRASIL | REFORMA TRIBUTÁRIA
Lula quer ouvir sindicalistas
Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva disse ontem que até o dia 20 a proposta completa
de reforma tributária será remetida ao Congresso.
Segundo ele, a idéia é simplificar a cobrança
de impostos, sem abandonar a arrecadação de taxas. “Manter
a arrecadação é importante.
Vamos fazer uma política tributária que é mais
justa, porque ela tem uma parte importante de desoneração,
uma parte importante de simplificação e uma parte importante
de programas sociais”, afirmou. De acordo com ele, o governo
poderá reunir representantes sindicais antes de enviar o texto
ao Congresso.
“
Precisamos acabar com essa história de que a
política tributária interessa apenas
aos governadores, prefeitos e empresários. Sobretudo
interessa aos trabalhadores porque está embutido
um grande montante de dinheiro que vai para fazer política
social. É importante fazer um debate de toda
a sociedade”, afirmou Lula.
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Gazeta do Povo, 15 de novembro
de 2007
BRASIL | FINANÇAS
Compensação da CPMF será de
R$ 7,32 mensais
Brasília – O ganho máximo que o trabalhador terá com
a proposta do governo de compensar a CPMF na contribuição
previdenciária será de R$ 7,32 mensais. Apesar de pagar
R$ 10,13 mensais a menos de INSS, conforme proposto pelo Ministério
da Fazenda aos parlamentares, o trabalhador acabará pagando um
valor maior de Imposto de Renda (R$ 2,79) e também de CPMF (R$
0,03), ao sacar seu salário da conta.
O benefício da compensação só será estendido
aos trabalhadores que ganham até R$ 2.894,28 mensais.
Para quem ganha exatamente esse valor, o resultado líquido
da redução de uns tributos e aumento de
outros será de apenas R$ 7,32 mensais ou R$ 95,11
anuais, incluindo o 13.º. Para quem ganha menos
do que isso, o ganho efetivo é ainda menor, podendo
ser zero.
A aritmética dos ganhos e perdas não é difícil
de entender. A redução da contribuição
previdenciária ocorrerá porque o governo
vai reduzir a atual alíquota de 11% para 10,65%.
A diferença de 0,35% corresponde aproximadamente
ao que o trabalhador paga de CPMF ao retirar seu salário
da conta bancária.
Mas essa mudança tem uma implicação
que pouca gente percebeu. Ao pagar menos INSS, o trabalhador
terá um valor menor para deduzir do Imposto de
Renda. Atualmente, o IR incide sobre a renda líquida.
Se a contribuição previdenciária
fica R$ 10,13 menor, a renda líquida fica R$ 10,13
maior e, portanto, o trabalhador paga mais 27,5% de IRRF
sobre essa diferença.
Além disso, como o salário líquido
fica maior, o pagamento de CPMF também aumenta.
O saldo final, para o trabalhador que ganha R$ 2.894,28
mensais, é uma compensação de R$
7,35 por mês para um valor pago de CPMF de R$ 9,12.
Ou seja, a redução de 0,35% na alíquota
da contribuição previdenciária não é suficiente
para compensar o que se paga de CPMF.
Esse cálculo pode ser repetido para cada salário.
Quem ganha R$ 2.000,00 mensais, por exemplo, terá uma
redução de tributação de
R$ 5,95 mensais (R$ 77,35 anuais), enquanto seu pagamento
de CPMF chega a R$ 6,52 mensais (R$ 90,71 anuais).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou
ontem que a aprovação da proposta de prorrogação
da CPMF no plenário do Senado é uma questão
de consciência dos senadores. Deixando claro que
não fazia um apelo aos senadores, Lula disse que “não é pouca
coisa” os recursos da CPMF que são destinados
aos governos dos estados.
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Gazeta do Povo, 15 de novembro
de 2007
ECONOMIA | TRABALHO
Emprego industrial no Paraná tem
o maior crescimento do país
Retomada do agronegócio e
da indústria automobilística eleva contratações
por ROSANA FÉLIX
O Paraná registrou alta de 4,8% no número de empregos
industriais criados em setembro, na comparação com setembro
do ano passado. O resultado colocou o estado na primeira posição
entre as 12 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) e é o melhor desde março
de 2005. No entanto, a comparação com 2006 é sobre
uma base deprimida, em decorrência da crise do agronegócio.
As montadoras de veículos, que estão contratando em ritmo
mais acelerado desde janeiro de 2007, foram mais uma vez as responsáveis
pelo bom desempenho do mercado de trabalho paranaense. O número
de pessoal assalariado nesse segmento subiu 32,5% no mês e 24,5%
entre janeiro e setembro.
Outro ramo que contribuiu bastante para a melhoria do emprego industrial
no Paraná foi o de alimentos e bebidas, com variação
de 6,7% em setembro e de 6,1% no acumulado nos primeiros nove meses
do ano. De acordo com a economista Denise Cordovil, da Coordenação
de Indústria do IBGE, a recuperação do agronegócio é um
dos principais fatores que influenciam o desempenho do emprego industrial
do Paraná. “A indústria automobilística
responde por grande parte do aumento do número de vagas, mas
a produção de commodities agrícolas também
teve uma participação importante no processo”,
afirma.
Foi justamente a crise do agronegócio que prejudicou o
desempenho industrial do Paraná e provocou o fechamento
de vagas nos dois últimos anos. Em setembro de 2006, por
exemplo, as vagas industriais no estado diminuíram 1,38%.
A queda ocorreu sobre uma base já deprimida: no mesmo mês
de 2005, o número de vagas industriais havia caído
1,17%. A indústria automobilística também
estava em dificuldades no ano passado. Entre fevereiro e agosto,
os índices de emprego foram negativos e continuaram nesse
patamar até janeiro de 2007, quando voltaram a subir.
“O ano inteiro tem sido positivo, mas a contratação
maior está ocorrendo no segundo semestre. São as
montadoras que procuram mais, mas também há novas
vagas em metalúrgicas e fábricas de autopeças”,
diz o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande
Curitiba, Nelson Silva de Souza. Atualmente, há cerca de
13 mil trabalhadores nas montadoras Renault, Volkswagen e Volvo
e quase 2 mil na CNH, de colheitadeiras e máquinas agrícolas.
Um dado positivo, segundo Denise, é que, no terceiro trimestre,
o emprego industrial no Paraná cresceu 3,5%, acima do aumento
registrado no segundo trimestre (2,6%). O Brasil passou de uma
variação de 1,7% para 2,3%. “Nessa avaliação,
metade das regiões pesquisadas apresentou aceleração
na criação de vagas”.
Entre os setores que fecharam vagas estão os prejudicados
pelo câmbio. “Isso ocorreu ou pela concorrência
com produtos importados, que estão entrando mais baratos
no país, ou pelo desestímulo às exportações,
por causa da valorização do real.” No Paraná,
a indústria têxtil teve decréscimo de 5,74%
no número de vagas e a indústria de madeira, 4,2%.
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Gazeta do Povo, 15 de novembro
de 2007
ECONOMIA | TRABALHO
Ocupação na indústria
nacional sobe 1%, melhor desempenho em três anos
Rio de Janeiro – O mercado de trabalho industrial acelerou
em setembro, quando apresentou a maior expansão em relação
a mês anterior (1%) apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) desde maio de 2004. Impulsionada pelo
bom desempenho da ocupação – que cresceu 2,8%
ante setembro do ano passado –, a folha de pagamento real do
setor cresceu 6%, a maior variação na comparação
com igual mês de ano anterior desde maio de 2005.
A economista Denise Cordovil, da coordenação
de indústria do IBGE, disse que os bons resultados
do mercado de trabalho industrial refletem o aquecimento
da atividade do setor. Ela destacou que a produção
industrial tem sustentado resultados positivos, especialmente
em bens de capital e bens de consumo duráveis
(automóveis, eletrodomésticos), e são
esses os segmentos que estão puxando o emprego.
Em setembro, os ramos com maior crescimento na ocupação,
ante igual mês do ano passado, foram meios de transporte
(10,5%), máquinas e equipamentos (9,6%) e alimentos
e bebidas (4,2%) – segmentos que também
foram destaque nos dados de produção industrial
nessa base de comparação. Por outro lado,
atividades que têm apresentado fraco desempenho
na produção e são intensivas em
mão-de-obra apresentaram recuo no emprego ante
setembro de 2006, como é o caso de calçados
e artigos de couro (-9,3%) e madeira (-6,0%).
Para Claudia Oshiro, da Tendências Consultoria, “a
pesquisa mostra o reflexo positivo do crescimento da
indústria no mercado de trabalho e indica continuidade
de demanda doméstica forte nos próximos
meses”.
Folha
Denise, do IBGE, explicou que os ganhos na folha de
pagamento, que já acumula no ano alta de 5% até setembro,
refletem o controle da inflação e, ainda,
a melhoria do mercado de trabalho industrial, com aumento
da ocupação especialmente em segmentos
que pagam maiores salários.
Na comparação com setembro do ano passado,
entre as atividades pesquisadas, os maiores aumentos
na folha ocorreram em meios de transporte (15,6%), produtos
de metal (16,9%), alimentos e bebidas (6,2%) e produtos
químicos (8,6%).
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Gazeta do Povo, 15 de novembro
de 2007
ECONOMIA | TRABALHO
Criação de vagas formais
bate recorde
Brasília – As empresas privadas continuam batendo
recordes na geração de empregos formais, impulsionadas
pelo crescimento econômico. De janeiro até outubro,
foram abertas 1,81 milhão de novas vagas, o melhor resultado
para esse período da série histórica do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged) iniciada em 1992.
O número de empregos criados nos dez primeiros
meses deste ano foi 19,8% maior do que no período
janeiro-outubro de 2006 e aumentou em 6,5% o estoque
de empregos com carteira assinada existentes no país,
que chega a 29,5 milhões. Somente no mês
passado, foram 205,3 mil novas contratações,
também o melhor resultado do Caged para meses
de outubro.
O setor de maior destaque nas contratações
nos dez primeiros meses deste ano foi o de serviços,
com 565,5 mil postos. A indústria acumulou 540
mil novas vagas e o comércio somou 275,3 mil.
Em outubro, de acordo com os dados do Caged, o maior
numero de contratações foi registrado no
estado de São Paulo (73,1 mil), seguindo-se o
Rio Grande do Sul (20,1 mil), Santa Catarina (16,5 mil)
e Rio de Janeiro (16,4 mil). Mas todos os estados elevaram
a quantidade de contratações no mês
passado. A única exceção foi o Acre,
onde, segundo as explicações dos técnicos
do Ministério do Trabalho, houve fortes demissões
nos ramos da indústria alimentícia e de
madeira e mobiliário.
Paraná
No Paraná, foram 13,1 mil novas vagas de emprego
formal. Acompanhando o que foi verificado nacionalmente,
o resultado foi o melhor do mês dos últimos
12 anos. Com os novos números, segundo a agência
de notícias do governo estadual, são 144.596
empregos com carteira assinada este ano no estado, o
terceiro melhor resultado do Brasil. A agência
informa ainda, com base nos dados do Caged, que a criação
de empregos este ano é 38% maior do que o alcançado
nos primeiros dez meses de 2006.
Os dados apontam também para a tendência
de o Paraná ter em 2007 o melhor resultado de
todos os tempos. Os números dos dez primeiros
meses do ano superam com folga o de todo ano passado
(86.396) e de 2004 (122.648), até hoje recorde
histórico.
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Folha de Londrina, 15 de
novembro de 2007
Seu Direito: BENEFÍCIO CANCELADO
Tenho um vizinho que é doente mental. Ele vive com a mãe
de 88 anos, que recebe um salário mínimo de aposentadoria.
Na tentativa de também ser beneficiário da previdência,
a perícia feita pelo INSS negou o pedido a ele, alegando que sua
mãe já constava como beneficiária. No entanto, a
Justiça Federal decidiu pela concessão do benefício.
Depois de pouco mais de um ano, o benefício foi cancelado. O INSS
pode passar por cima da decisão de um juiz federal?
No presente caso, conforme relatado, o benefício
foi concedido ao seu vizinho por meio de uma decisão
judicial. Neste caso, os critérios para a concessão
do mesmo foram devidamente analisados pelo juiz e se este
determinou o pagamento, não pode o INSS modificar
o que foi decidido pela Justiça.
As únicas razões pelas quais o INSS poderia
cancelar o pagamento do benefício seriam uma cessação
da incapacidade para o trabalho ou o acréscimo de
uma fonte de renda que não existia quando o benefício
foi concedido.
Pelo narrado, nenhuma destas hipóteses ocorreu,
tendo o INSS simplesmente cancelado o benefício sob
a alegação de que a mãe de seu vizinho
recebia aposentadoria no valor de um salário mínimo.
Pode-se concluir, portanto, que o benefício foi
cessado indevidamente, podendo ser restabelecido por decisão
judicial. Buscando o auxílio de um advogado especializado,
poderão ser adotadas medidas mais efetivas para que
o benefício de seu vizinho volte a ser pago o mais
breve possível.
Paulo Giacomini Junior, advogado
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Folha de São Paulo,
15 de novembro de 2007
Lula parabeniza Adib Jatene por defesa
de tributo
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Lula cumprimentou ontem Adib Jatene pela discussão
que o ex-ministro da Saúde travou com o presidente da Fiesp
(Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo), Paulo Skaf, a respeito da CPMF.
Lula disse que "tem uma pessoa que merece os parabéns. É o
Adib Jatene, pelo que ele fez com o Paulo Skaf em São Paulo".
Foi aplaudido pela platéia de sindicalistas, autoridades e militantes
da área de saúde na abertura da 13ª Conferência
de Saúde, que discute diretrizes para o Sistema Único
de Saúde.
Em jantar na segunda-feira, Jatene disse ao presidente da Fiesp: "No
dia em que a riqueza e a herança forem taxadas, nós concordamos
com o fim da CPMF. Enquanto vocês não toparem, não
concordamos. Os ricos não pagam imposto e por isso o Brasil é tão
desigual. Têm que pagar! Os ricos têm que pagar para distribuir
renda".
O público só vaiou Lula após ele dizer que pobre
não paga a contribuição -"CPMF é coisa
de rico".
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), acabou levando
uma bronca, em tom de brincadeira. Ele conversava paralelamente à fala
de Lula, repleto de números sobre o atendimento à saúde. "Presta
atenção porque você precisará desses números
para fazer discurso em defesa da saúde."
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Folha de São Paulo,
15 de novembro de 2007
CASA PRÓPRIA
Financiamento cresce 142% em outubro
DA FOLHA ONLINE
O volume de financiamentos imobiliários com recursos da
poupança atingiu R$ 1,9 bilhão em outubro deste ano,
superando em 142% o montante registrado no mesmo período
do ano passado, segundo divulgou a Abecip (Associação
Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e
Poupança). O número de unidades financiadas no período
somou 20,5 mil, um crescimento de 104%.
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Revista
Consultor Jurídico, 15 de novembro de 2007
Sociedade justa
Estado deve garantir direitos básicos
dos trabalhadores
por Gustavo Filipe Barbosa Garcia
No mundo das relações de trabalho, um dos
principais temas em debate é saber se as leis trabalhistas,
criadas pelo Estado, devem ceder espaço para a atuação
dos sindicatos, com vistas a se fomentar o emprego para os
desempregados e, ao mesmo tempo, evitar o desemprego para
os empregados.
A Consolidação das Leis do Trabalho, existente
desde 1943, segundo alguns, já não mais se
coadunaria com o mundo globalizado em que vivemos. A “rigidez” das
normas postas pelo Estado, ainda na visão desses estudiosos,
ao invés de proteger o trabalhador, acabaria acarretando,
contraditoriamente, dispensas em massa em certas ocasiões.
Argumenta-se que as empresas e demais entes aptos a absorver
a mão-de-obra estão expostos às incontáveis
e conhecidas adversidades econômico-financeiras, alastradas
por este mundo globalizado. É fato corrente que crises,
a princípio exclusivas de certos países, contagiam
em curto espaço de tempo o território nacional.
A tudo isso, soma-se a própria crise brasileira,
que nos acompanha de longa data. Eis o cenário que
alimenta as críticas ao modelo trabalhista previsto
na CLT: como esta não possibilita aos empresários “flexibilizar”,
de modo mais abrangente, as regras entre empregadores e empregados,
as dificuldades por que passam as empresas desencadeiam,
no entender de alguns, o fim do próprio emprego. Nessa
visão, a lei criada pelo Estado, para proteger o trabalhador,
acabaria por ter o efeito perverso de, por vezes, arrancar-lhe
a sua própria fonte de renda, que é a garantia
de poder trabalhar para obter o seu sustento.
A solução, segundo certos especialistas, seria
relativamente simples: flexibilizar as normas que regem as
relações de trabalho, possibilitando ao empregador,
ao invés de dispensar seus empregados, reduzir determinados
direitos. Afinal — dizem alguns —, é melhor
ganhar menos do que não ganhar, ou, como diz um ditado
popular, “é melhor pingar do que secar”.
Mesmo assim, para que os trabalhadores não fiquem
desprotegidos nessa “quebra de braço” com
o empregador, somente com a participação dos
sindicatos é que se admitiria a flexibilização
dos direitos trabalhistas. Os sindicatos de cada categoria
profissional, representando os trabalhadores nela englobados,
em defesa do bem maior que é o emprego, teriam legitimidade
para negociar com empresas e sindicatos patronais, reduzindo
não só salários como outras garantias.
Nessa mesma linha, muitos assuntos relativos ao contrato
de trabalho, ao invés de serem rigidamente previstos
em leis, passariam a ter previsão preponderante nas
normas estabelecidas pelos sindicatos (convenções
e acordos coletivos): trata-se, aqui, da “desregulamentação” do
Direito do Trabalho.
Sempre é realçado, ainda, o tempo gasto para
qualquer mudança na lei, quase sempre impossível
de atender às urgências surgidas no mundo do
trabalho, cuja dinâmica atropela, muitas vezes, todas
as previsões. Como se não bastasse, os sindicatos,
sem as amarras de um burocrático processo legislativo,
estariam mais aptos a criar normas específicas para
cada circunstância, sempre por meio da negociação
coletiva. Diferente da lei, genérica e abstrata por
natureza, a norma privada poderia ser constituída
para abranger trabalhadores e empresas particularizadas.
Algumas dessas idéias são, no dia-a-dia, postas
em prática. O que se debate é se devem ser
aprofundadas e expandidas.
Vejamos, no entanto, uma outra visão do problema.
A posição contrária ao movimento de
flexibilização adverte que os direitos previstos
na legislação trabalhista são uma conquista
histórica de toda a sociedade. Possibilitar aos empregadores
que deixem de observá-los é, nesta visão,
um verdadeiro retrocesso social, o que seria inadmissível.
Unidos, os trabalhadores conseguiram do Estado, com muito
esforço e lutas, a edificação de leis
protetoras contra a “espoliação do capitalismo
selvagem”, cujo fim principal é o lucro, ainda
que a custo da miséria de muitos.
Para esses críticos, o que se deve buscar é o
incremento das garantias aos trabalhadores, jamais se podendo
aceitar a sua exclusão ou redução. Se
crises existem, devem ser solucionadas pelo Estado e pelos
diversos organismos sociais, mas não à custa
do retorno, ainda que “camuflado”, do trabalho
em condições precárias.
A realidade nacional — alertam ainda os defensores
do Direito do Trabalho mais rigidamente garantido pelo Estado — revela
que nem todos os sindicatos profissionais teriam força
suficiente para lutar por melhores condições
de trabalho. Teme-se o risco de sempre sair ganhando o lado
economicamente mais forte, com a “precarização” cada
vez maior do labor, sob a justificativa, nem sempre verdadeira,
de ser um imperativo para a manutenção do emprego.
Uma outra pergunta também é freqüentemente
lançada: teriam todos os sindicatos representatividade
para negociar em nome dos trabalhadores, sabendo-se que muitos
destes nem mesmo ouviram dizer que aqueles existem? Em vista
disso, seria legítima, sempre, a redução
de direitos trabalhistas pela via sindical? Afinal, tendo
em vista os elevados índices de desemprego, os sindicatos
de trabalhadores podem não ter meios aptos a negociar,
em pé de igualdade, com os empregadores.
Até aqui vimos, de forma sucinta, cada um dos posicionamentos
conflitantes a respeito do tema. Pode-se defender, ainda,
que a solução está no meio termo.
Não se nega que se deva fomentar a criação,
por meio da negociação coletiva, de normas
mais benéficas aos trabalhadores do que a própria
lei estatal.
Por outro lado, os direitos e garantias mínimas e
essenciais, ou seja, fundamentais aos trabalhadores, devem,
sim, ser expressamente garantidos pelo Estado, não
podendo ser alterados nem mesmo com a participação
de sindicatos. A delimitação do que seja esse
patamar, por sua vez, requer amplo debate perante toda a
sociedade, para que se cumpra o mandamento constitucional
da Democracia. Por exemplo, parece consenso que normas estatais
ligadas à medicina, à saúde e à segurança
do trabalhador não podem ser revogadas pelos particulares,
por garantirem o próprio direito à vida.
Cabe lembrar, ainda, que nem sempre o “mínimo” de
um país rico coincide com a realidade nacional, o
que nos leva a alertar quanto ao perigo de soluções
simplesmente “importadas”, sem qualquer compatibilização
ou análise mais atenta das condições
brasileiras.
Além disso, a redução pontual e temporária
de alguns direitos somente seria possível se efetivamente
existentes circunstâncias que justificassem a medida,
a ser vista como exceção. De qualquer modo,
não se pode negar que a crise existe e se reflete
nas relações de trabalho; há situações
que realmente demandam medidas para que se possa preservar
o emprego. Tudo isso deve ser observado conforme o caso em
concreto.
Primeiramente, deve-se fortalecer o sistema sindical, de
modo a conferir maior legitimidade aos que representam os
grupos de trabalhadores e empregadores, bem como concretizando
o princípio da liberdade sindical. Isso sem falar
na necessidade de “paridade de armas” na negociação
coletiva, viabilizando-se a equivalência de forças
entre os lados patronal e profissional. Apenas se presentes
esses pré-requisitos é que se pode discutir
a possibilidade de ampliação da regulamentação
das condições de trabalho pelos próprios
atores sociais, que são os diretamente interessados.
Digno de realce, ainda, que o fomento ao emprego não
depende, por si só, de alterações na
legislação trabalhista. O número de
postos de trabalho é reflexo da situação
econômico-social do país, com o que medidas
voltadas para o crescimento e o desenvolvimento nacional
também são necessárias.
Acima de tudo, em qualquer passo a ser dado, deve-se assegurar
a dignidade da pessoa humana, por meio da construção
de uma sociedade livre, justa e solidária (Constituição
Federal de 1988, artigos. 1º, III, e 3º, I).
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