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Agência Senado, 20 de novembro de 2007
CAE analisa projeto que acaba com
obrigatoriedade do imposto sindical

O projeto de iniciativa da Presidência da República que trata
do reconhecimento das centrais sindicais é o primeiro item da pauta
da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) agendada
para o dia 20 de novembro, terça-feira, às 10 horas. O PLC 88/07,
já aprovado pela Câmara dos Deputados, recebeu uma emenda que
tem gerado polêmica: ela condicionou o desconto em folha da contribuição
sindical à autorização individual do trabalhador.
A emenda, apresentada pelo deputado Augusto Carvalho (PPS-DF), alterou a versão
original encaminhada pelo governo, que mantinha as atribuições
e prerrogativas que as centrais sindicais têm atualmente. A proposta
da Presidência trazia como novidades a formalização em
lei das centrais e a garantia de que elas teriam o direito de receber 10% do
total da contribuição sindical recolhida anualmente dos trabalhadores.
Outra emenda aprovada pelo Plenário da Câmara dos Deputados, apresentada
pelo deputado Antônio Carlos Pannunzio (PSDB-SP), incluiu entre as atribuições
do Tribunal de Contas da União (TCU) fiscalizar os recursos destinados às
centrais sindicais. Se o projeto for aprovado sem alterações
pelos senadores, ele será enviado à sanção presidencial.
Se a matéria for alterada, ela voltará para nova apreciação
da Câmara.
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Agência Diap, 20 de
novembro de 2007
REFORMA SINDICAL
Brevíssima retrospectiva do debate
sobre a contribuição sindical no FNT
Com o propósito de oferecer mais elementos que possam contribuir com
as discussões acerca do financiamento da organização sindical,
o DIAP resgata em seus arquivos o que foi definido nos debates do Fórum
Nacional do Trabalho (FNT) sobre o tema. Entre outras questões, o fórum
tratou da contribuição sindical, suscitada no contexto atual
pela aprovação da emenda 21, do deputado Augusto Carvalho (PPS/DF),
que determina que o trabalhador terá que autorizar previamente o desconto
da contribuição anual no contracheque.
O tema está vinculado a aprovação do projeto de lei da
Câmara (PLC) 88/07, do Executivo, que regulamenta as centrais sindicais.
No início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, o tema
foi ampla e profundamente tematizado no FNT que, entre outras questões,
construiu uma proposta em substituição à contribuição
sindical.
O DIAP, cioso do seu papel, acompanhou todo o debate com especial atenção.
Nos boletins mensais de fevereiro (162), abril (164), junho (166), agosto (168),
outubro (170) e dezembro (172) de 2004 a assessoria parlamentar procurou noticiar
os resultados do FNT com a diligência necessária que demandava
as entidades filiadas ao Departamento e ao movimento sindical em geral.
Proposta
Em reunião na última quarta-feira, dia 13, os representantes
das centrais sindicais apresentaram ao ministro do Trabalho e Emprego, Carlos
Lupi, uma proposta que substitui o custeio do movimento organizado dos trabalhadores,
oriundo da contribuição sindical.
Trata-se da mesma proposta que foi debatida no âmbito do FNT. Dessa forma,
o debate que ocorre no grupo de trabalho criado pela Secretaria de Relações
do Trabalho do MTE, Portaria 546, retoma a pauta do fórum. O GT terá 90
dias para apresentar uma proposta à Casa Civil. Desse modo, resgatamos
o que foi debatido à época.
Desdobramentos
O FNT funcionou por 16 meses, tendo início em agosto de 2003. Os debates
contaram com a participação de mais de 500 representantes dos
trabalhadores, dos patrões e do Governo, que redundou na aprovação
de uma proposta de emenda à Constituição de reforma sindical
e um anteprojeto de lei de relações sindicais.
A proposta de emenda à Constituição (PEC) 369/05, do Executivo,
em tramitação na Câmara dos Deputados, sob a relatoria
do deputado Maurício Rands (PT/PE), na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ), altera os artigos 8º, 11 e 37, que extingue a
unicidade sindical e institui o plurisindicalismo.
Mediado pelo Governo, trabalhadores e patrões fizeram a discussão
acerca de um dos temas mais complexos da contemporaneidade: relações
de trabalho, em todas as suas modalidades como organização sindical,
representação, custeio das entidades, representação
sindical por local de trabalho, direito de greve, negociação
coletiva e contrato coletivo de trabalho.
É importante não esquecer que as confederações de
trabalhadores foram excluídas daquele fórum. Assim, constituíram
o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), até hoje em funcionamento.
O FST, depois de amplo debate, construiu o PL 4.554/04, que na ocasião
foi apresentado pelo então deputado Sérgio Miranda. O projeto,
arquivado com o fim da legislatura, tinha por objetivo aperfeiçoar o atual
modelo de organização sindical e se contrapunha à proposta
do Governo.
Resistência
Sem condições de aprovar a PEC, o Governo ressuscitou o PL 1.528/89,
do ex-deputado Jones Santos Neves, que tratava da regulamentação
do artigo 8º da Constituição. O texto foi relatado pelo
deputado Tarcísio Zimmermann (PT/RS) e passou por vários debates
na Comissão de Trabalho da Câmara até que amplo acordo
sepultou a matéria, em 12 de dezembro de 2005.
Naquela ocasião, duas posições bastante claras dividiam
os contendores: de um lado estava a CUT e a Força Sindical, que defendiam
o projeto relatado por Zimmermann; de outro, estavam as confederações
e seus sindicatos e federações, contrários ao projeto,
que posteriormente fundaram a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST),
e assim passaram a atuar sob a coordenação e orientação
política da nova central.
Custeio das entidades no FNT
Pelo texto do anteprojeto, extingue-se a contribuição sindical
e institui-se a negocial. Para tanto, haverá, segundo o anteprojeto,
uma transição de três anos. Essa contribuição
será anual e corresponderá a 1% da remuneração
do trabalhador no ano anterior. O desconto será feito em três
parcelas a partir de abril (art. 50). Essa contribuição será obrigatória,
não comporta oposição e sua cobrança será definida
em assembléia geral da entidade sindical.
A transição deverá obedecer a uma regra diferenciada por
nível de representação sindical. Das confederações,
reduz-se o repasse em 5% nos três anos. As federações terão
uma redução de 15% no primeiro ano, 10% no segundo e 5% no terceiro.
Os sindicatos terão redução de 40%, 30% e 20%, respectivamente.
O Ministério do Trabalho e Emprego terá redução
de 15%, 10% e 5%.
O artigo 52 do anteprojeto
define como será o rateio da contribuição negocial
entre as entidades em seus vários níveis de representação:
10% ficam com as centrais; 5% às confederações;
10% às federações; 70% aos sindicatos; e 5% ao
Fundo Solidário de Promoção Sindical (FSPS). Esse
fundo tem o propósito de custear as atividades do Conselho de
Relações de Trabalho, bem como programas de valorização
da organização sindical. No projeto que legaliza as centrais,
os recursos arrecados com a contribuição, 10%, irão
para a Conta Especial Emprego e Salário. (Marcos
Verlaine)
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Agência
Diap, 20 de novembro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
CAE votará PL das centrais sindicais na próxima terça-feira,
dia 27
Embora o relator do projeto não
tenha formulado ainda seu parecer sobre o PLC 88, já é possível
antecipar como o senador Francisco Dornelles vai se posicionar em relação à contribuição
sindical. “Não devemos acabar com o imposto, sem antes criar
a contribuição negocial”, afirmou hoje na reunião
da CAE.
A votação do PLC 88/07, que legaliza as centrais sindicais,
mais uma vez foi adida, para ser votada, ao que tudo indica, na Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE), na próxima terça-feira,
dia 27. O relator, senador Francisco Dornelles (PP/RJ), quer construir,
segundo ele, um relatório o mais convergente possível no
colegiado.
Ele também já se posicional em relação à emenda
21, do deputado Augusto Carvalho (PPS/DF), aprovada no plenário
da Câmara, determinando que o desconto da contribuição
sindical só seja feito se aprovada expressamente pelo trabalhador. “Não
devemos acabar com o imposto, sem antes criar a contribuição
negocial”, afirmou Dornelles. Que também esclareceu que
a emenda Augusto Carvalho não torna facultativo o desconto da
contribuição anual.
Dornelles demonstrou simpatia pelas emendas
aprovadas na Câmara.
Ele expressou, ainda que informalmente, que poderia estabelecer num artigo
do projeto, que a emenda Augusto Carvalho poderia entrar em vigor em
2010. Dornelles apresentou emenda nesta direção. O relator
também é favorável à emenda que determina
que os recursos arrecadados pelas centrais por meio da contribuição
sindical sejam fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Relatório sob consenso
A explicação dada pelo relator por não ter apresentado
seu parecer hoje é que ele que ouvir os membros da CAE, a fim
de oferecer um relatório o mais consensual possível, que
melhor expresse a opinião majoritária do colegiado.
Para construir essa opinião majoritária ou consensual,
o presidente da Comissão, senador Aloizio Mercadante (PT/SP),
agendou para esta semana ainda reunião com os membros do colegiado,
o relator e os senadores que apresentaram emendas ao texto para aprofundar
o debate. Dessa forma, ao votar a matéria na Comissão e
no plenário, posteriormente, o tema estará bastante esclarecido,
deseja Dornelles.
Nesta mesma linha, a bancada do PSDB realizará nesta semana reunião
com os relatores da matéria — Francisco Dornelles, Paulo
Paim (PT/RS), na CAS, e Lúcia Vânia (PSDB/G), na CCJ e ainda
o professor José Pastore, sociólogo, especialista em relações
do trabalho e desenvolvimento institucional — para debater o projeto
de lei.
Ao encerrar sua fala, Dornelles disse que
se a Comissão concordar
com a criação da contribuição negocial e
a fiscalização dos recursos das centrais pelo TCU vai facilitar
a preparação do relatório e também de sua
aprovação
Posição
do PDT
O senador Jefferson Péres (PDT/AM), líder da bancada pedetista
na Casa, disse ser favorável ao projeto negociado entre o Governo
e as centrais sindicais e que, portanto, é favorável à contribuição
obrigatória. Entretanto, a bancada entende que o tema deve ser
objeto de mais discussão.
Os senadores pedetistas, disse Jefferson
Péres, defendem a extinção
gradual da contribuição sindical e defendem também
que os recursos arrecadados pelas centrais sejam fiscalizados pelo TCU.
O senador Osmar Dias (PDT/PR) defendeu a emenda da senadora da senadora
Kátia Abreu (DEM/TO), que em linhas gerais, define que as centrais
sindicais não podem celebrar acordos e convenções
coletivas de trabalho.
“Inoportuna”
Como o debate era informal, o senador Aloizio
Mercadante pôde
se pronunciar acerca do tema. Ao comentar sobre a emenda do deputado
Augusto Carvalho, Mercadante disse que a “emenda [se aprovada]
vai produzir um tumulto na vida dos trabalhadores”, afirmou. Trata-se
de uma emenda “inoportuna”, frisou.
Já o senador Adelmir Santana (DEM/DF)
disse que a emenda vai criar [se aprovada for] dificuldades para as
empresas e os trabalhadores.
A única voz dissonante na Comissão foi a do senador Antônio
Carlos Magalhães Júnior (DEM/BA), que disse “concordar
com o projeto que veio da Câmara dos Deputados”. (Marcos
Verlaine)
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SINTRICOMB BRUSQUE/SC, 20 de novembro de 2007
STI da Construção e do Mobiliário
de Brusque/SC
8º Campeonato de futebol suíço
encerra com grande sucesso 
Brusnova conquista terceiro título seguido no Campeonato
do Sintricomb
Depois de uma excelente campanha,
em que manteve regularidade em todas as rodadas, a equipe da
Brusnova acabou levando a melhor
na final do Campeonato de Futebol Suíço do Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
Civil e do Mobiliário (Sintricomb) – Taça CNTI/Feticom,
de Brusque, Santa Catarina.
Em jogo emocionante, em que lances
de habilidade e pura adrenalina aconteciam a todo o momento,
e depois de uma série de cobranças
de pênaltis alternadas, o time garantiu o terceiro título
seguido da competição. O jogo foi contra a Engenharia
Comandolli/AMF, equipe que liderou o campeonato desde a primeira
rodada.
Minutos antes do início da partida, o presidente do Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
Civil e do Mobiliário de Brusque, RENATO JOSÉ LUNGEN,
reuniu os dois times no meio do campo. Pediu a ambas as partes
que fizessem uma disputa limpa, sem deixar que a vontade de vencer
levasse o jogo para a violência. “Antes de serem adversários,
vocês são colegas de trabalho. Muitos aqui trabalham
na mesma empresa, na mesma obra”. Porém, assim como
em todas as partidas que aconteceram ao longo do campeonato, o
jogo se restringiu a belos lances e muita garra por parte dos jogadores.
Os primeiros instantes davam uma
mostra de como seria a partida que definiria o grande vencedor
deste ano. Não havia bola
perdida e os atletas disputavam cada lance, buscando dar o melhor
de si. A Engenharia Comandolli marcou primeiro e seguiu na frente
do placar até o início do segundo tempo. Foi quando
a Brusnova arrancou o empate e forço a decisão nos
pênaltis. A partir do apito final, o que se viu foi uma seqüência
de lances em que a emoção era a palavra mais apropriada
para se explicar. Na disputa dos pênaltis, os chutes eram
convertidos um atrás do outro, mostrando a competência
dos batedores. Depois de várias cobranças alternadas,
a Engenharia Comandolli desperdiçou um chute e abriu caminho
para que o título da Brusnova. Esta foi a primeira vez que
o campeão não saiu dentro do tempo normal de jogo.
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ENGENHARIA COMANDOLLI AMF - 2º LUGAR |
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TUBOS PEREIRA - 3º LUGAR |
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RIEG
PRE-MOLDADOS - 4º LUGAR
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DD SERV MTM - 5º LUGAR |
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FORMABELA - 6º LUGAR |
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OTTI CONSTRUTORA AREIAS NH - 7º LUGAR |
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CERTA ARGAMASSA 8º - LUGAR |
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CONCREDOL
- 9º LUGAR |
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EMPREITEIRA TRAINOTTI - 10º LUGAR |
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SINTRICOMB BRUSQUE/SC, 20 de novembro de 2007
STI da Construção e do Mobiliário
de Brusque/SC
Sintricomb presenteia participantes com uma grande festa de encerramento
Uma grande festa.
Assim pode ser definido o evento que encerrou a oitava edição do Campeonato de Futebol Suíço
do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
Civil e do Mobiliário de Brusque e região (Sintricomb),
Taça CNTI/Feticom. Além da presença dos craques,
famílias inteiras prestigiaram a final, que foi realizada
no campo do Serviço Social do Comércio (Sesc).
Logo no início da manhã, a equipe do Sintricomb
começou os preparativos para organizar uma festa inesquecível.
Música, comida e muita alegria integravam o cardápio.
Um dos momentos mais esperados foi o da entrega das premiações
aos participantes desta edição, que teve a participação
de dez equipes. As oito primeiras receberam troféus e medalhas.
A taça de campeão foi entregue à equipe da
Brusnova pelos presidentes do Sintricomb, Renato José Lungen,
e da Federação Catarinense dos Trabalhadores nas
Indústrias da Construção e do Mobiliário
(Feticom), Altamiro Perdoná.
Na ocasião, Perdoná parabenizou o Sintricomb pela
realização do campeonato. “Gostaria de dar
os parabéns ao Sintricomb pelo sucesso na realização
do campeonato de futebol. Isso é para mostrar que o sindicato
não se preocupa apenas em lutar por salários melhores,
mas também com o lazer e o bem-estar do trabalhador”.
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SINTRICOMB BRUSQUE/SC, 20 de novembro de 2007
STI da Construção e do Mobiliário
de Brusque/SC
Na bocha, quem levou a melhor foi
a Merizan Móveis

Na foto, o presidente do Sintricomb Renato José Lungen entrega
a taça de campeã aos integrantes da Merizan Móveis:
Argemiro, Moacir Merizio, Junior e Alcir
Em um jogo que durou
mais de três horas, a equipe da Merizan
Móveis levou o título do 5º Campeonato de Bocha
Vale Tudo do Sintricomb – Taça CNTI/Feticom, de Brusque,
Santa Catarina. A rodada decisiva aconteceu no último dia
9, sexta-feira, na sede da Associação Atlética
da Siensem.
Deu a lógica. A campeã foi justamente uma das equipes
que esteve ao longo de toda a competição entre os
primeiros colocados na tabela de classificação. A
Merizan Móveis venceu a disputa contra a Morisa e levou
para Botuverá a taça de melhor equipe do campeonato
de Bocha Vale Tudo do Sintricomb. O que não faltou logo
depois que o resultado final saiu foi muita cantoria por parte
dos integrantes.
Ao som de uma sanfona, comandada
pelo prefeito de Botuverá,
e membro da Merizan Móveis, Moacir Merizio, a festa rolou à solta.
O Sintricomb ofereceu aos participantes da competição
um churrasco. Esta foi a 5ª edição do Campeonato
de Bocha Vale Tudo promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores nas
Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário
de Brusque e região (Sintricomb), e que teve como patrocinadores
a Federação Catarinense dos Trabalhadores as Indústrias
da Construção e do Mobiliário (Feticom) e
a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria
(CNTI).
Como nos outros anos, a competição encerrou com
saldo positivo e de grande sucesso. Isso só reforça
a preocupação que tem o Sintricomb em oferecer os
melhores serviços aos associados da entidade.
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MORISA MOVEIS - VICE CAMPEÃ |
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MARCENARIA DEPINHO |
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EMPREITEIRA AMF ELIZEU E TAICO |
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EMPREITEIRA HECK SEUS AUGUSTO E JOSÉ LINO |
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CERTA ARGAMASSA - AUGUSTO E JOSÉ VARGAS |
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SINTRICOMB BRUSQUE/SC, 20 de novembro de 2007
STI da Construção e do Mobiliário
de Brusque/SC
Justiça condena empresas a
ressarcir INSS por gastos com acidentes de trabalho Muitos
trabalhadores que atuam de maneira informal em vários
segmentos da indústria, sem registro em carteira, por exemplo,
e que acabam se machucando, acabam por buscar auxílio junto
ao INSS para poder se manter. Isso, no entanto, não impede
que as empresas sejam penalizadas. Recentemente, a Justiça
Federal da 4ª Região condenou duas empresas da construção
civil de Florianópolis a ressarcir o Instituto Nacional
de Seguridade Social (INSS) por valores gastos pelo órgão
com pagamento de benefícios a dois funcionários que
se machucaram em serviço.
A dupla caiu de uma plataforma, aproximadamente
quatro metros de altura, no edifício em construção que trabalhavam.
Os dois procuraram auxílio junto ao INSS que, após
custear os benefícios, entrou na Justiça contra as
empresas, a fim de receber de volta o dinheiro gasto. Na decisão,
a Justiça entendeu que as empresas foram omissas ao não
oferecer e exigir dos trabalhadores o uso de equipamentos de segurança,
como cintos. A partir da decisão da Justiça, o valor
ficou estipulado para que as empresas paguem ao órgão é de
50% do que foi gasto. A sentença ainda obriga as empresas
a constituírem um fundo de reserva aos trabalhadores, para
que seja garantido o cumprimento da condenação.
De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário
de Brusque (Sintricomb), a situação costuma ser bastante
comum na cidade e em municípios da região. Algumas
empresas ainda mantêm funcionários em situação
irregular, como maneira de não ter muitos gastos. A decisão
da Justiça de Florianópolis prova que isso não
as livra da responsabilidade que têm.
Número do processo: 2005.7200.008865-5 (Justiça
Federal da 4ª Região)
Valdomiro da Motta – (47) 91479204 |
Assessoria de Comunicação e Imprensa do Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
Civil e do Mobiliário de Brusque e região (Sintricomb)
Sintricomb – (47) 33512089 ou (47) 33510082
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FETRACONSPAR,
20 de novembro de 2007
Eventos
Sintracon Umuarama realiza 1º Torneio de Futebol Suíço
O Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
de Umuarama – SINTRICOMU, presidido pelo companheiro MARCOS
ANTONIO BERALDO, promoveu no último dia 18/11/2007 com
apoio da Fetraconspar e da CNTI, o 1º Torneio de Futebol
Suíço, com ampla participação da
categoria.
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MARCOS BERALDO,
Presidente do Sintricomu
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Foram inscritos
11 times, totalizando 130 jogadores e mais de 300 pessoas presentes
no evento. As partidas foram realizadas em 2 campos de futebol.
Depois de uma final
disputadíssima, nos pênaltis a ESTOFADOS MAGALHÃES
venceu a CONSTRUTORA FENÍCIA, e ficou com o troféu
de 1º Lugar.
Confira a Classificação Final:
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CAMPEÃO
- ESTOFADOS MAGALHÃES
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VICE-CAMPEÃO
- CONSTRUTORA FENÍCIA
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3º LUGAR
- ESTOFADOS IMPERIAL
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CONHEÇA
AS OUTRAS EQUIPES PARTICIPANTES
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ESTOFADOS
NAPOS
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ESTOFADOS
PARANÁ
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SAVANA
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UMAFLEX – AMIGOS
DO TELEM
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UMAFLEX – TURMA
DO MADRUGA
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ESTOFADOS
UMAFLEX
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MARMORARIA
MARMOART
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Agência Senado, 20 de novembro de 2007
CAE analisa projeto que disciplina
devolução de imposto descontado em excesso

Além da análise do projeto de lei da Câmara que regulamenta
as centrais sindicais e o pagamento da contribuição sindical,
a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deverá examinar
nesta terça-feira (20), em caráter terminativo, o projeto de
lei que altera a legislação tributária a fim de estabelecer
prazo para restituição do Imposto de Renda (IR) da pessoa física
descontado em excesso na fonte (PLS 58/06). A reunião da CAE está prevista
para as 10h.
De autoria do senador Alvaro Dias (PSDB-PR),o projeto modifica os artigos 13
e 16 da Lei 9250/95 (que altera a legislação do IR da pessoa
física), estabelecendo que, quando negativo, o saldo do imposto deverá ser
restituído em até 90 dias, contados a partir do último
dia útil do mês fixado para a entrega da declaração
de rendimentos. Encerrado esse prazo, o valor será majorado em 10%.
A proposta tem o voto favorável do relator da matéria, o senador
Francisco Dornelles (PP-RJ), que apresentou duas emendas à proposição.
Ainda em caráter terminativo, deverá ser analisado o projeto
de lei de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) que autoriza o Executivo
a criar a Poupança Emigrante e o Fundo de Financiamento ao Emigrante
Empreendedor (FEE), a fim de estimular a entrada de divisas no país,
estimular o investimento e o crescimento do emprego (PLS 174/04).
Pela proposta, a poupança será formada por recursos relativos
a ingresso no país de valores em moedas estrangeiras, promovidos por
cidadãos brasileiros no exterior. A abertura e manutenção
da poupança dependerá de comprovação anual, perante
autoridade diplomática ou consular brasileira na área de residência
do emigrante, de que este exerce atividade remunerada no país e ali
reside há mais de seis meses, de forma consecutiva ou interpolada. A
poupança poderá ser co-titulada por pessoas vivendo no Brasil
ou no exterior.
O FEE será destinado a financiar detentores de contas da Poupança
Emigrante, de acordo com regulamentação própria, em processos
conduzidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
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LE MONDE (UOL), 20 de novembro
de 2007
Dubai, o eldorado sonhado que se tornou
a "prisão" dos operários da construção
civil
Annick Cojean
Enviada especial a Dubai, Emirados Árabes
Unidos
Eles retomaram o trabalho. Sob
as ameaças, a sujeição, o medo. A maioria deles
nem sequer conseguiu descobrir se havia conquistado alguma melhora nas
suas condições em conseqüência dos cinco, nove,
e até mesmo onze dias de greve que empreenderam nos canteiros
de construção de Dubai. Assim como soldados conformados,
eles voltaram a trajar o seu uniforme de canteiro, para erigir torres
sempre mais altas, e estâncias costeiras extravagantes. O emirado
e os promotores respiram, aliviados. Mas, para os 700 mil operários
oriundos da Índia, do Paquistão, de Bangladesh ou do Sri
Lanka, as condições de vida e de trabalho não mudaram,
ou muito pouco, o que justifica, para as associações de
defesa dos direitos humanos, que a sua condição seja descrita
como um caso de "escravidão moderna".
Quantos deles chegaram a participar
da greve? Foram dezenas de milhares, sem dúvida alguma. Mas é impossível
obter um número preciso. O Estado e os empregadores recusam-se
a divulgar toda e qualquer informação sobre os conflitos
que vêm ocorrendo, enquanto a inexistência de sindicatos
(que são proibidos nos Emirados) contribui para tornar o sistema
ainda menos transparente. Nesse sentido, foi com muita dificuldade que
o diretor geral da Arabtec, uma enorme companhia da construção
civil, admitiu, em 12 de novembro, que os 40 mil operários da
sua empreiteira haviam retomado o trabalho, após terem obtido
um "justo" aumento de salário que lhes permitiu compensar
a fraqueza do dólar.
Diante desta situação,
a imprensa não proporciona qualquer ajuda. Ela limita-se a repercutir
os comunicados da agência de notícias oficial (WAM) ou da
polícia local que, na véspera, havia anunciado a expulsão
de 200 grevistas, acusados de terem fomentado manifestações
violentas.
É preciso visitar os canteiros
de obras para se ter uma idéia das angústias que enfrentam
esses operários imigrantes, que chegaram a sonhar com Dubai como
um eldorado. Para transformar o seu sonho em realidade, contraíram
dívidas pesadíssimas, para pagar seus vistos, além
da viagem e do serviço de recrutamento prestado por agências
que geralmente são ilegais. Hoje, eles vêem as suas ambições
reduzidas a migalhas, neste canto de deserto que se tornou, dependendo
do ponto de vista, uma nova Las Vegas para quem é turista, ou
um cárcere de trabalhos forçados para quem é pedreiro.
Rajee, 24 anos, chegou da província
indiana do Kerala há 18 meses. Dubai representava o seu sonho
mais absoluto. Na sua aldeia, todas as famílias tinham pelo menos
um parente que havia tentado esta aventura, enquanto três dos seus
primos haviam trilhado este caminho antes dele. Dois deles retornaram
dentro de caixões. O primeiro foi esmagado por uma laje de concreto
de uma torre em construção. O outro se enforcou no ventilador
do seu dormitório. O terceiro retornou à aldeia como se
ele fosse o vencedor de uma batalha. Ele forneceu o dote para as suas
duas irmãs, casou-se e instalou-se como dono de uma oficina de
automóveis. Rajee fez dele o seu herói. "Para ser
rico um dia, nada como tentar a sorte em Dubai!", diz. "Bem,
isso é o que eu acreditava!".
No exercício da sua profissão
de pedreiro, ele ganha entre 550 dirhams (cerca de R$ 264) e 750 dirhams
(R$ 360), dependendo do mês. Ele costumava enviar dois terços
do salário para os seus pais, contentando-se com o mínimo
para suas refeições, que ele mesmo prepara, e utilizando
o menos possível o telefone celular. Mas este equilíbrio
precário foi rompido. O custo da vida não pára de
aumentar - "o saco de arroz passou no espaço de poucos meses
de 60 para 95 dirhams (R$ 28 para R$ 45); além disso, o pão
aumentará em 20% em 20 de novembro!" - enquanto o dirham,
atrelado ao dólar, segue em sua queda constante.
Foi por estas razões que
ele fez greve. Esperava obter um aumento de 200 dirhams (aproximadamente
R$ 95), mas o que ele conseguiu de fato foi um acréscimo de 100
dirhams apenas, segundo as informações que ele diz ter
recebido. Para tanto, ele se esforçou a resistir ao longo de nove
manhãs aos chamados insistentes dos vigilantes da Arabtec, que
costumam pressionar os operários a se apressarem para entrar nos
microônibus que, às 4h30, os conduzem até os canteiros. É por
isso, finalmente, que hoje ele está tomado por uma raiva incontrolável,
aborrecido pelo desprezo arrogante demonstrado pelo seu empregador e
revoltado pela intervenção, em 3 de novembro, da polícia,
que cercou a parte do acampamento onde estão hospedados os operários
da Arabtec, os obrigou a subirem nos ônibus, e acabou prendendo
entre 200 e 400 trabalhadores recalcitrantes.
Será que eles ainda estão
encarcerados? Será que eles vão ser enviados de volta para
os seus países? Rajee não tem a menor idéia. De
canteiro em canteiro, os testemunhos são os mesmos. Todos acusam
os salários irrisórios, o confisco sistemático de
passaportes e o poder absoluto do empregador sobre o visto de trabalho;
todos eles denunciam a distância e insalubridade dos conjuntos
habitacionais-dormitórios, ou ainda, o pânico vivenciado
diante das dívidas acumuladas para estar aqui em Dubai, e todos
os anos que foram assim hipotecados, tão longe da família.
Tudo isso, sem mencionar os acidentes, o isolamento, as tentativas de
suicídio (84 casos foram recenseados, segundo o consulado indiano,
em 2005) e as inúmeras prisões, que ocorrem a cada greve.
"Medo de uma rebelião"
"Os habitantes dos Emirados Árabes
Unidos estão cientes de tudo o que eles devem a esta população
de imigrantes que estão construindo as suas cidades e tornam possível
a inacreditável expansão econômica da região",
analisa Sharla Musibih, que fundou a City of Hope (Cidade de Esperança),
uma organização que oferece abrigo para as mulheres em
situação de desamparo. "Mas eles estão também
obcecados pelo fato de que os trabalhadores imigrados formam mais de
85% da população total e 99% da força de trabalho
privada. Vocês conseguem imaginar a dependência que o Estado
tem deles? O seu medo de uma rebelião?"
Alertado pelo relatório
acusador que havia sido publicado em 2006 pela organização
Human Rights Watch sobre o destino reservado aos operários da
construção civil no país, o emir de Dubai, o xeque
Mohammed bin Rashid Al-Maktoum, havia encarregado o seu ministro do trabalho
de melhorar a situação. A partir de então, algumas
poucas decisões acabaram se transformando em mudanças concretas,
só que muito distantes das expectativas.
Contudo, as greves recentes,
além da anistia que foi oferecida durante três meses aos
trabalhadores em situação irregular, e que resultou concretamente
em mais de 171 mil partidas do país, deixaram o governo preocupado
e colocaram novamente na ordem do dia duas reivindicações
dos operários: a definição de um salário
mínimo e a autorização para a criação
de sindicatos. Uma idéia que, até então, era considerada
como polêmica demais, mas em relação à qual
o ministro do trabalho, Ali bin Abdallah Al-Kaabi, acaba repentinamente
de afirmar que ele não se opõe mais à sua aplicação. "A
princípio", conforme o diário "Gulf News" intitulou
prudentemente sua manchete.
Tradução: Jean-Yves
de Neufville
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Agência Diap, 20 de
novembro de 2007
Sindicatos rurais participam de audiência
sobre critérios para enquadramento de atividade
A Comissão de Agricultura
da Câmara promove audiência pública para instruir
a discussão de projeto de lei que define critérios de enquadramento
de atividade rural para fins de recolhimento da contribuição
sindical.
O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária
do Brasil (CNA), Fábio Salles Meirelles; o presidente da Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Manoel José dos
Santos; e representantes de federações dos trabalhadores na agricultura
são os convidados da reunião marcada para as 14h desta terça-feira,
20/11. O debate será no Plenário 6 do Anexo II.
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Folha de São Paulo,
20 de novembro de 2007
BOLETIM FOCUS
Mercado prevê PIB maior em 2008
Após leve recuo,
os analistas do mercado financeiro voltaram a aumentar a expectativa
de crescimento do PIB em 2008. Segundo o boletim Focus, divulgado pelo
Banco Central, a previsão de expansão voltou a 4,37%.
Há uma semana, o mercado havia recuado a projeção
de crescimento a 4,32%. Para 2007, a estimativa foi mantida em 4,7%.
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O ESTADO DE SÃO PAULO,
20 de novembro de 2007 | Economia e Negócios
Investimento crescente em moradias
Os investimentos em bens de capital destinados à construção
civil cresceram 5% no terceiro trimestre e 17,9% no período de janeiro
a setembro de 2007, em relação aos mesmos períodos de
2006. Os dados, contidos na Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, indicam
tanto a aceleração do ritmo de expansão do segmento como
a confiança das construtoras na continuidade do ciclo positivo em 2008.
E são confirmados por
outros dados, relativos ao financiamento imobiliário. O Sistema
Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que opera com
recursos das cadernetas de poupança, realizou até outubro
empréstimos de R$ 14,167 bilhões, permitindo prever que
R$ 18 bilhões serão aplicados em 2007, quase o dobro dos
R$ 9,34 bilhões financiados em 2006. Esta previsão está sendo
revista em curto período: há poucas semanas, os agentes
habitacionais projetavam aplicações de recursos da ordem
de R$ 16 bilhões.
A aceleração dos
empréstimos se explica pela necessidade de atender à demanda
e pelo crescimento dos depósitos de poupança, aplicados
na proporção de 65% em novos empréstimos à moradia.
O número de unidades financiadas,
em outubro, atingiu 20.474, chegando a 55.773 nos primeiros dez meses
do ano, 69% mais do que nos primeiros dez meses de 2006. Se esse número
se repetir em novembro e dezembro - o que não é certo,
dado o início das férias e de festas de fim de ano, uma
fase de negócios fracos -, o total de unidades financiadas em
2007 pode chegar a 195 mil, melhor marca em 25 anos, acima das 181,8
mil de 1988. No ano passado, o SBPE financiou 113,8 mil imóveis.
Os depósitos de poupança
sustentam a expansão: a captação líquida
dos primeiros dez meses do ano alcançou R$ 15,9 bilhões,
montante excepcional (em 2006, o saldo líquido foi de R$ 4,9 bilhões).
Isso decorre da manutenção da rentabilidade das cadernetas,
em contraste com a queda de remuneração dos fundos DI e
de renda fixa.
Mais crédito no
SBPE e investimentos das construtoras antecipam uma fase de expansão
sustentada. No SBPE, já se estima que o crédito atingirá R$
20 bilhões em 2008 - estimativa que se afigura conservadora.
Mas basta que se confirme para assegurar um total de empréstimos à casa
própria, incluindo os realizados com recursos do FGTS, da ordem
de R$ 27 bilhões em 2008, ante R$ 24 bilhões em 2007.
Novas quedas do juro tornarão as previsões perfeitamente
factíveis.
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Gazeta do Povo, 20 de novembro
de 2007
BRASIL | TRIBUTOS
Lula promete projeto de reforma tributária
até o fim do mês
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a dizer ontem que enviará uma
proposta de reforma tributária ao Congresso até o dia 30. O presidente
participou da abertura do 25.º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha e
da 34.ª Reunião da Comissão Mista de Cooperação
Econômica Brasil-Alemanha, em Blumenau (SC).
“Ver se a gente consegue
ter, não a carga tributária e a política tributária
ideal, mas aquela que seja factível, possível com as necessidades
dos governadores, prefeitos, do governo federal e de suporte da sociedade
brasileira”, disse.
A promessa de reforma tributária
faz parte das negociações do governo com a base para obter
o apoio dos aliados na votação da proposta de emenda constitucional
que prorroga a cobrança da CPMF até 2011. Além da
reforma tributária, o governo prometeu reduzir em 0,02 ponto porcentual
a alíquota da CPMF – hoje em 0,38% – de 2008 a 2011.
Na semana passada, Lula já havia
prometido enviar a proposta de reforma tributária ao Congresso
ainda neste mês de novembro. Na ocasião, Lula disse que
a idéia é simplificar a cobrança de impostos.
O presidente afirmou ainda que
poderá reunir representantes sindicais antes de enviar o texto
final ao Congresso. “Precisamos acabar com essa história
de que a política tributária interessa apenas aos governadores,
prefeitos e empresários. Sobretudo interessa aos trabalhadores
porque está embutido um grande montante de dinheiro que vai para
política social. É importante fazer um debate de toda a
sociedade”, afirmou Lula na semana passada.
Comércio
No evento em Blumenau, Lula criticou
os Estados Unidos por não diminuírem os subsídios
agrícolas (ajuda financeira que concedem aos seus agricultores),
o que dificulta o comércio de produtos das nações
pobres e atravancam as negociações na Rodada Doha, da Organização
Mundial do Comércio (OMC).
Segundo o presidente, nos últimos
dois anos, os Estados Unidos concederam US$ 11 bilhões em subsídios
agrícolas e a perspectiva dos norte-americanos é aumentar
esse valor para US$ 16 bilhões nos próximos anos. “Por
tudo que aprendi de matemática, não tem diminuição
de subsídio aí”, ressaltou.
Lula defendeu que o Brasil,
como maior economia da América do Sul, deve ajudar os vizinhos
pobres da região, assim como os países ricos da União
Européia fizeram com os mais pobres do continente europeu que
ingressaram no bloco.
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Gazeta do Povo, 20 de novembro de 2007
ECONOMIA | FINANCIAMENTO
Carro pode ser parcelado em 99 vezes
O brasileiro já pode comprar carro zero parcelado num prazo superior
a oito anos ou 99 meses, pagando juros de 0,89% ao mês, ou 11,21% ao
ano. Condição que permitiu que uma fatia expressiva da população
de menor renda comprasse pela primeira vez um carro novo. Pesquisa da MSantos
com 2,3 mil clientes em seis feirões de veículos revela que 43%
dos compradores estavam adquirindo um carro zero pela primeira vez. Em 2006,
a participação não passava de 20%.
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Folha
de São Paulo, 20 de novembro de 2007
Lula e Cristina eliminam dólar do
comércio
Medida reduzirá custos das relações
comerciais e, ao menos em um primeiro momento, será mais benéfica
para a Argentina
| Presidentes criam comissão bilateral que se reunirá duas vezes
por ano; o primeiro encontro deve ocorrer em fevereiro em Buenos Aires
Fernando Bizerra Jr./Efe
"BARBA E CABELO"

O presidente Lula recebe em Brasília a presidente eleita da Argentina,
Cristina Kirchner, e fecha acordo que elimina o dólar do comércio
bilateral em 2008
IURI DANTAS
LETÍCIA SANDER
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em sua primeira visita
ao Brasil após ser eleita presidente da Argentina, Cristina
Kirchner tratou com Luiz Inácio Lula da Silva de acordos na área
de energia e de comércio, principalmente. Ficou acertado que
o comércio entre os países será feito em moeda
local a partir do início do ano que vem, eliminando o dólar
das importações e exportações. A medida
reduzirá os custos das relações comerciais e,
ao menos em um primeiro momento, será mais benéfica
para a Argentina.
" Pelo que o ministro Guido Mantega [Fazenda] explicou dos avanços
e a resolução de alguns problemas técnicos, creio que no
início de 2008 isso já estará em curso, seguramente vai
dar uma nova qualidade à relação comercial", afirmou
o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia.
Pela primeira vez, a corrente de comércio entre Argentina e Brasil atingirá US$
20 bilhões, com superávit para o Brasil.
De janeiro a outubro deste ano, o Brasil vendeu US$ 11,82 bilhões e
comprou US$ 8,28 bilhões da Argentina, um superávit de US$ 3,58
bilhões. É justamente esse superávit que o Brasil acumula
hoje em dólares e que será feito em moeda local.
Durante cerca de uma hora, Cristina teve uma conversa reservada com Lula. Os
dois países decidiram criar uma comissão bilateral para discutir
projetos nas áreas de energia, economia, defesa e ciência e tecnologia.
Essa aproximação ocorre num momento em que o venezuelano Hugo
Chávez amplia sua influência no continente.
" [A democracia e] o reconhecimento recíproco de que Argentina e
Brasil formam um par essencial para a estabilidade da região são
os grandes componentes desse acerto cada vez maior", disse Marco Aurélio.
Indagado se a aproximação dos dois países serviria para
minar a força política de Chávez, classificou a avaliação
como "tacanha" e "mesquinha".
A comissão criada ontem se reunirá duas vezes por ano, uma em
Brasília e outra em Buenos Aires, e será coordenada pelos presidentes
Lula e Cristina. A primeira reunião será na Argentina em fevereiro.
Após o encontro, Cristina fez um breve pronunciamento, no qual elogiou
a parceria com o Brasil. Segundo ela, a comissão deverá ter "metas,
objetivos e prazos". "De tal modo que a integração
ou as discussões não sejam somente um exercício de "reunionismo",
como dizemos os argentinos, mas precisamente de resultados concretos",
disse Cristina, que não respondeu a perguntas. Lula não se pronunciou.
Na área de energia, os dois países demonstraram interesse em
parceria no campo nuclear. Os ministros da área ficaram de inventariar
suas iniciativas nucleares e conversar sobre o que pode ser feito em conjunto.
Segundo Marco Aurélio, foi tratada na reunião a possibilidade
de a Petrobras aumentar os investimentos na Argentina. Ele disse crer que,
até a reunião prevista para fevereiro, os dois países
possam ter uma definição sobre o projeto da Usina de Garabi,
em Garruchos (RS).
Os dois países também querem atuar conjuntamente em relação à Bolívia,
fornecedora de gás. No dia 12, Lula estará com Evo Morales em
La Paz.
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Folha de São Paulo, 20 de novembro de
2007
PARTIDOS
PSDB oficializa campanha por voto
distrital
DA REPORTAGEM LOCAL
O PSDB apresentou ontem a tese que irá nortear o 3º Congresso do
partido, a ser realizado na quinta em Brasília. O texto faz a defesa
do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e prega o voto distrital como
principal bandeira da sigla no campo da reforma política.
" O centro da reforma política deve ser a reforma do sistema eleitoral.
O PSDB assume de forma clara a bandeira do voto distrital [distritos escolhem
seus representantes]", diz trecho.
A tese também critica os escândalos do governo Lula e faz referência
velada à hipótese de um terceiro mandato para o petista: "Acumulam-se
elementos de uma cultura política propícia a aventuras autoritárias,
o que deve colocar em alerta todas as forças políticas comprometidas
com a democracia".
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Agência Câmara,
20 de novembro de 2007
Desempregado pode ter certidão
negativa gratuita
Luiz Alves

Pudim: "mesmo as taxas de pequeno valor são muito altas para quem
não tem fonte de renda".
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 1718/07, do deputado Geraldo Pudim
(PMDB-RJ), que torna gratuita a emissão de certidão negativa
pelos cartórios para pessoas desempregadas. O projeto acrescenta inciso
ao artigo 1º da Lei 9265/96, que garante a gratuidade dos atos necessários
ao exercício da cidadania.
Segundo o autor do projeto, grande
parcela da população não tem condições
de arcar com os custos dessas certidões, sobretudo quando são
pessoas desempregadas em busca de um posto de trabalho. Mesmo as taxas
de pequeno valor, diz Geraldo Pudim, são muito altas para quem
não tem fonte de renda.
Valor
do trabalho
O deputado argumenta também que o valor social do trabalho é reconhecido
como princípio fundamental da República Federativa do Brasil.
Além disso, afirma, são igualmente objetivos fundamentais definidos
na Constituição a construção de uma sociedade justa,
livre e solidária, com a erradicação da pobreza e a redução
das desigualdades sociais e regionais. Por fim, lembra o parlamentar, o trabalho é um
direito essencial assegurado pela Constituição em seu artigo
6º. "O exercício da cidadania está intimamente atrelado
ao trabalho, ou seja, a uma atividade digna que garanta o sustento do trabalhador
e de sua família", diz Pudim.
Tramitação
Sujeito a análise conclusiva, o projeto tramita em regime de prioridade
e será examinado pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania (inclusive
no mérito).
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Agência Câmara,
20 de novembro de 2007
Projeto prevê jornada de 30 horas
para assistentes sociais
Salu Parente

Nazif: "Os assistentes sociais constituem, sem dúvida, categoria
sujeita à fadiga física, mental e emocional."
Assistentes sociais podem passar a contar com jornada especial de 30 horas
semanais. Essa medida está prevista no Projeto de Lei 1890/07, do deputado
Mauro Nazif (PSB-RO), que prevê também garantia de adequação
das horas trabalhadas sem redução do salário para os profissionais
com contratos de trabalho em vigor.
O projeto acrescenta artigo à Lei
8.662/93, que regulamenta a profissão de assistente social, mas
não prevê o horário da jornada de trabalho. Mauro
Nazif justifica que a jornada reduzida visa primordialmente a preservar
a saúde e a segurança do profissional. Como os assistentes
sociais atuam junto a pessoas com os mais diversos problemas, em hospitais,
presídios e clínicas de reabilitação, "constituem,
sem dúvida, categoria sujeita à fadiga física, mental
e emocional", afirma.
O deputado lembra ainda que outras
categorias ocupadas na área de saúde, como radiologistas,
fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, já fazem jus a jornadas
de trabalho especiais.
Tramitação
Com tramitação em caráter conclusivo, o projeto será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Agência Câmara,
20 de novembro de 2007
Comissão vota aumento de depósito
em processo trabalhista
A Comissão de Trabalho, de Administração e de Serviço
Público pode votar nesta quarta-feira (21) o Projeto de Lei 1432/03,
que estabelece como valor máximo para o depósito recursal nas
causas trabalhistas sujeitas ao rito sumaríssimo o valor da condenação
em 1º grau. Atualmente, o depósito para apresentação
de recurso ordinário é de no máximo R$ 3.485,03. "A
necessidade de depósito recursal no valor da condenação
visa coibir o mau empregador de se utilizar da Justiça do Trabalho como
instrumento de rolagem e protelação da dívida trabalhista",
explica o autor do projeto, Dr. Rosinha (PT-PR).
A proposta também permite
a citação do empregador por edital, assim o processo não
ficaria parado por falta de endereço dos ex-patrões. "A
permissão de citação por edital impossibilita a
camuflagem dos empregadores que não querem assumir as responsabilidade
legais constituídas a partir da contratação trabalhista",
analisa a relatora da proposta, deputada Andreia Zito (PSDB-RJ). Ela
apresentou parecer favorável à citação por
edital, mas contra o depósito recursal no valor da condenação. "Essa
alteração torna-se inviável principalmente para
os microempresários, sócios individuais e profissionais
liberais, devido à onerosidade recursal, impossibilitando o recurso",
argumenta a relatora.
O rito sumaríssimo, regulamentado
pela Lei 9.957/00, restringe-se aos dissídios individuais cujo
valor não exceda a 40 vezes o salário mínimo vigente
na data do início da ação. (Hoje, R$ 15.200,00).
Esse procedimento não pode ser usado nas causas em que a Administração
Pública seja parte.
Corrupção
empresarial
Outro item da pauta é o Projeto de Lei 1142/07, do deputado Henrique
Fontana (PT-RS), que tipifica o crime de corrupção praticado
por empresas e indica as penas e medidas administrativas aplicáveis.
Entre elas, multa de até 50 vezes o valor da vantagem oferecida ao agente
público, proibição de manter negócios com o poder
público por até dez anos e colocação da empresa
sob vigilância judiciária.
Essa vigilância judiciária
consiste na designação de um representante judicial para
analisar o funcionamento da empresa por um período mínimo
de um ano. De acordo com o projeto, a cada quatro meses o representante
judicial prestará contas ao juiz que poderá aplicar nova
pena ou isentar a empresa da vigilância judiciária. A remuneração
do representante judicial será determinada pelo juiz, observados
a capacidade de pagamento da empresa, a complexidade do trabalho e os
valores praticados no mercado.
O relator da proposta, deputado
Laerte Bessa (PMDB-DF), apresentou parecer favorável com emenda
que exclui a pena de vigilância judiciária. Não há comprovação
da eficácia dessa pena, utilizada em termos embrionários
na França, explica o deputado. "Além disso, a permanência
ininterrupta de um representante judicial durante um ano em uma só empresa
representa um altíssimo custo de controle para a Administração,
com um enorme risco associado de cooptação do agente fiscalizador."
Bolsa
qualificação
A comissão pode votar ainda o Projeto de Lei 7633/06, do deputado Chico
Alencar (Psol-RJ), que estende a concessão da bolsa de qualificação
profissional a quem estiver desempregado há mais de um ano. A bolsa
de qualificação está prevista na Lei 7.998/90 e beneficia
atualmente apenas o trabalhador cujo contrato de trabalho foi suspenso. Pelas
regras atuais, as bolsas não beneficiam trabalhadores demitidos. O relator,
deputado Edgar Moury (PMDB-PE), recomenda a aprovação da proposta.
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Folha de São Paulo, 20 de novembro de
2007
RIO GRANDE DO SUL
Grupo é achado em condições
degradantes em madeireira
DA AGÊNCIA FOLHA
Um grupo de 29 pessoas, incluindo 3 crianças, vinha sendo mantido por
pelo menos dois anos em condições degradantes por uma empresa
madeireira, no interior de Cacequi (412 km de Porto Alegre), segundo a DRT
(Delegacia Regional do Trabalho) do Rio Grande do Sul.
Eles trabalhavam em uma fazenda onde plantavam eucaliptos para a confecção
de dormentes para ferrovias. No sábado, um homem fugiu e, após
caminhar por dez horas, fez a denúncia à polícia. Uma
força-tarefa formada por DRT-RS, Polícia Federal, Ministério
Público Estadual e Polícia Militar foi até a fazenda e
constatou as condições em que o grupo vivia.
Segundo os depoimentos, eles dormiam em barracas de lona, não tinham
banheiro e faltava comida, que era distribuída pelos empregadores em
troca de seus salários.
O nome da madeireira não foi divulgado, segundo a DRT, "para não
atrapalhar as negociações".
O Ministério do Trabalho considerou a situação como de "redução à condição
análoga a de escravo", crime previsto no Código Penal.
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EL PAIS (UOL), 20 de novembro
de 2007
China mantém milhares de trabalhadores
sob o chicote na África
Operários enviados por Pequim trabalham
sob vigilância do exército
Pere Rusiñol
Enviado especial a Merowe, Sudão
Milhares de operários
chineses trabalham sem descanso para que a grande represa de Merowe,
que triplicará a capacidade energética do Sudão,
entre em funcionamento em 2008, conforme previsto. Alguns estão
aqui há quase cinco anos, mas nunca pisaram nas ruas dessa cidade
humilde às margens do Nilo, 350 quilômetros ao norte de
Cartum. Vivem amontoados no recinto da represa e não saem do cordão
de segurança montado pela polícia sudanesa, que reprime
sem cerimônia os que se opõem à obra faraônica.
Assim trabalham, como se estivessem em casa, as empresas chinesas que
desembarcaram na África: com operários chineses, a toda
velocidade e ameaçando com o chicote.
A represa de Merowe é uma
das obras mais emblemáticas da China na África e laboratório
do que se avizinha depois da assinatura de dezenas de contratos para
a construção de estradas, diques, aeroportos, ferrovias
e refinarias. Toda a África está de cabeça para
baixo devido às obras que estão sendo executadas por empresas
chinesas, que empregam 750 mil trabalhadores vindos de Pequim, segundo
a agência de notícias Xinhua. Mas em Merowe os resultados
já são visíveis e as comportas que deterão
as águas do Nilo podem ser vistas à distância. Aproximar-se,
porém, é impossível: homens armados o impedem.
A obra provocou o deslocamento
forçoso de 60 mil pessoas e outras 3 mil se preparam para partir
quando a água começar a inundar suas plantações.
No ano passado elas se atreveram a organizar um protesto. Então
chegou um homem armado, disparou contra a multidão e matou três
manifestantes. Não há detidos. A ONU denunciou as violações
de direitos humanos das populações que terão de
abandonar seus lares à força e sem indenizações,
e pede que as obras sejam interrompidas. Mas os operários chineses
continuam trabalhando sem descanso.
"É uma vergonha,
mas continuarei lutando até o fim. Se nos expulsarem, pelo menos
que nos compensem com boas casas e boas terras, e não com a miséria
que oferecem", explica Al Khaier Mohamed Abdullah, 56 anos, sete
filhos, barba frondosa e olhar severo. Ele mora em uma cabana isolada
perto do Nilo, próxima ao local onde está enterrado seu
pai. Em março tudo ficará embaixo da água. "O
que eu mais temo é a polícia, que nos chicoteia para nos
tirar daqui", acrescenta.
A estrada de terra que liga sua
casa a Merowe está bloqueada por um posto policial, que impede
a passagem. Antes Abdullah ficava a 5 quilômetros da cidade. Agora
ele tem de dar uma volta de 40 quilômetros pelo deserto rochoso.
O mesmo acontece com os 70 habitantes que resistem em Al Gamra, entrincheirados
apesar da pressão. O povoado de casas baixas cor de terra, que
se confundem com o deserto, tinha uma escola até há pouco
tempo. A fúria da água a destruiu durante os testes da
barragem. "Em poucos meses estarei morto ou serei um refugiado",
prevê Osman, 64 anos.
"O grande problema da China é que
não exige que se respeitem os padrões mínimos de
direitos humanos. Quer segurança para seus trabalhadores e mais
nada", explicam fontes de uma organização internacional
em Cartum. Mas sob esse guarda-chuva também estão empresas
ocidentais que se beneficiam da situação e olham para o
outro lado. Do projeto de Merowe também participam a francesa
Alstom, a alemã Lahmeyer International e a suíça
ABB.
A falta de transparência
desses contratos faz com que ninguém saiba as condições
em que os operários chineses trabalham. Só em Merowe há 2.500
deles, mas muito poucas pessoas os viram. Um ocidental que teve a oportunidade
de avistá-los dentro da represa conta que vivem em "condições
lamentáveis" que o fizeram lembrar os campos de refugiados.
Nunca saem de lá. Chegam em vôos fretados da China, sem
escala em Cartum. E o segredo fez disparar as especulações:
nos meios diplomáticos dizem que os trabalhadores são na
verdade presidiários, o que explicaria a extrema competitividade
das ofertas chinesas. Ninguém conseguiu comprovar isso.
A oposição sudanesa
começou a alertar sobre a dependência da China. Mas todos
defendem seu trabalho ao considerar que a África vai dar em poucos
anos um salto em infra-estruturas vital para sair da pobreza. Yassir
Arman, vice-secretário do Movimento Popular de Libertação
do Sudão (SPLM na sigla em inglês), muito crítico
do governo islâmico, é contundente: "O balanço é muito
positivo. Fazem o que precisamos e mais barato. Seu papel é muito
melhor que o dos ocidentais".
Tradução: Luiz Roberto
Mendes Gonçalves
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ÂMBITO JURÍDICO,
20 de novembro de 2007
2ª Turma do TRT23 mantém
condenação poe dano moral de empresa acusada de perseguição
A Segunda Turma do TRT de Mato Grosso manteve a indenização de
10 mil reais a um trabalhador de Jaciara que teria sido humilhado e afastado
do serviço por oito meses.
O reclamante alegou que a empresa
o retirara da função de chefia sob a acusação,
nunca comprovada, de desvio de materiais. E que foi demitido sem justa
causa, mas ao saber que tinha estabilidade sindical a empresa sustou
a demissão e o colocou em licença remunerada. Já a
empresa rebateu dizendo que apenas investigou a utilização
de veículo e pessoal da empresa em proveito próprio.
O juiz Wanderley Piano da Silva,
da Vara do Trabalho de Jaciara, condenou a empresa a indenizar o trabalhador
por danos morais por entender que a conduta do superior hierárquico
do empregado feriu sua dignidade e auto-estima, expondo-o a humilhações
perante seus colegas de trabalho, tendo ainda o intuito de forçá-lo
a pedir demissão, restando caracterizado o assédio moral.
Inconformados, tanto a empresa
quanto o trabalhador recorreram ao TRT. A empresa, para anular a condenação
e o reclamante, para aumentar o valor da indenização.
O relator, desembargador Osmair
Couto, entendeu que o fato de haver investigação interna
não seria perseguição para forçar o trabalhador
a demitir-se. Porém o fato de mandar o reclamante aguardar em
casa o período de estabilidade constitui atitude discriminatória.
Já que não foi comprovada culpa do trabalhador era normal
que continuasse durante a estabilidade na função que vinha
desempenhando. Por isso o recurso da empresa foi improvido.
Para o relator não ocorreu
assédio moral, como decidiu o juiz de 1º grau, pois o reclamante
não se referiu a assédio na inicial. Mas entendeu o desembargador
Osmair que a atitude da empresa para com o trabalhador causou danos a
personalidade dele e que o valor arbitrado na condenação é apropriado.
Assim, também o recurso do reclamante para aumentar o valor, não
foi provido.
A decisão da Turma foi
por unanimidade, porém, ainda cabe recurso, a ambas partes, para
o Tribunal Superior do Trabalho.
(Proc. 00314.2007.071.23.00-9)
Fonte: TRT23
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ÂMBITO JURÍDICO,
20 de novembro de 2007
Só cabe indenizar membro de
CIPA demitido se reintegração for impossível
"A legislação ordinária, ao prever a estabilidade
provisória do empregado, buscou protegê-lo, visando à sua
permanência no emprego. Lesada tal garantia, nasce o direito à reintegração,
e nunca, diretamente, à indenização. Esta só é possível
na impossibilidade da observância da primeira hipótese." Sob
esse fundamento, a 4ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região
deu provimento a recurso ordinário de uma rede de supermercados, reformando
sentença da 2ª Vara do Trabalho de Taubaté.
Membro da Comissão Interna
de Prevenção de Acidentes (CIPA), eleito em 6 de outubro
de 2002 para cumprir mandato de um ano, o reclamante foi demitido sem
justa causa apenas dois dias depois da eleição. Por isso,
pleiteou no processo o pagamento de salários e demais verbas contratuais
ou rescisórias relativos ao período de garantia de emprego,
pedido concedido pela 2ª VT de Taubaté, mas não ratificado
pela Câmara.
Alvo errado
No recurso, a rede de supermercados
alegou que o pedido do autor seria impróprio, pois ele deveria
ter requerido a reintegração ao emprego. Além disso,
a reclamada argumentou que o autor não era titular da CIPA, mas
apenas suplente.
Quanto a esse último argumento,
o relator do acórdão no TRT, juiz Luís Carlos Cândido
Martins Sotero da Silva, observou que, conforme estabelece a Súmula
339 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), não há qualquer
distinção entre titulares e suplentes da CIPA para efeito
de estabilidade. Já no que diz respeito à ausência
de pedido de reintegração pelo trabalhador, o relator concordou
que, efetivamente, residiu aí a grande falha do reclamante.
O trabalhador teria direito à garantia
de emprego não só durante seu mandato na comissão,
mas também por um ano além disso, não podendo ser
demitido, portanto, até 6 de outubro de 2004. Todavia, em vez
de requerer a reintegração, reclamou no processo exclusivamente
uma indenização correspondente aos salários e demais
verbas a que teria direito até o fim de sua estabilidade. Para
o juiz Sotero, esse procedimento contraria o que preceitua o artigo 10,
inciso II, alínea "a", do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, "que é, sem dúvida,
a proteção ao emprego".
O magistrado enfatizou que a
indenização só é cabível na impossibilidade
de o trabalhador ser reintegrado à empresa. Acatar o pedido do
reclamante, no entendimento do juiz, seria privilegiar "a inescrupulosa
condição de haver remuneração sem a devida
prestação de serviços". (Processo 1628-2003-102-15-00-2
RO)
Fonte: TRT15
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ÂMBITO JURÍDICO,
20 de novembro de 2007
Cálculo de 13º proporcional:
fração igual ou superior a 15 dias equivale ao mês
integral
No cálculo do 13º salário
proporcional, considera-se o trabalho em fração igual
ou superior a quinze dias como mês integralmente trabalhado,
a teor § 2º, do art. 1º, da Lei nº 4.090/62.
Assim, decidiu a 8ª Turma
do TRT-MG ao dar provimento ao recurso do reclamante para determinar
o acréscimo de 1/12 do seu salário ao valor recebido a
título de 13º salário de 2002, reconhecido em primeiro
grau na proporção de 07/12 e acrescido agora para 08/12.
Acompanhando voto da desembargadora
Denise Alves Horta, a Turma entendeu que como no caso, o juízo
de primeiro grau reconheceu a data de admissão do reclamante em
17/05/2002, ele trabalhou quinze dias no mês de maio, considerando
que esse mês tem 31 dias. Por isso, no cálculo do 13º,
deve-se considerá-lo como mês integralmente trabalhado.
( RO nº 02629-2006-138-03-00-2
)
Fonte: TRT3
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
20/11/2007
Industriário terceirizado obtém
vínculo de emprego com a Sadia
Depois de comprovar a subordinação à Sadia
S.A., onde trabalhou diretamente na linha de encaixotamento de margarina,
empregado terceirizado obtém vínculo com a indústria
de alimentos. O trabalhador foi contratado como auxiliar de serviços
gerais por uma empresa terceirizada, prestadora de serviços,
e a operação foi considerada fraudulenta pelo Justiça
do Trabalho, pois não havia nada que justificasse qualquer
terceirização ou locação de mão-de-obra.
O Tribunal Superior do Trabalho,
em recurso de revista apreciado pela Quinta Turma, manteve, quanto
ao vínculo, o mesmo entendimento do Tribunal Regional do Trabalho
da 9ª Região (PR). A alteração realizada
na decisão do Regional foi somente em relação
ao cálculo do adicional de insalubridade, pedido pelo trabalhador
e concedido pelas instâncias anteriores. A mudança foi
para determinar a utilização do salário mínimo,
e não o salário contratual, como base de cálculo.
Ao confirmar o julgamento
da Vara do Trabalho de Paranaguá, o TRT/PR considerou que
as atividades de embalar e encaixotar margarinas incluem-se entre
as atividades-fim da Sadia, pois são necessárias para
a comercialização do produto e imprescindíveis
ao processo de produção.
Para o Tribunal Regional,
a Sadia foi a única beneficiária da mão-de-obra
do trabalhador, e a empresa terceirizada serviu apenas como intermediadora.
O TRT/PR julgou, assim, que a terceirização foi fraudulenta,
e o vínculo de emprego era, na verdade, diretamente com a
tomadora dos serviços.
O industriário foi
admitido na Arnaldo Pereira da Silva e Cia. Ltda. em abril de 1998
e demitido em agosto de 1999. Foi contratado para prestar serviços
na Sadia na área de encaixotamento de potes de margarina e
limpeza do local. Na ação reclamatória, pleiteou
além do vínculo de emprego, horas extras e adicional
de insalubridade (devido à exposição a ruído
excessivo), entre outros.
Na análise do
recurso de revista no TST, o relator, ministro João Batista
Brito Pereira, verificou que o Tribunal Regional foi conclusivo
no sentido de que o trabalhador preenchera os requisitos previstos
no art. 3º da CLT, existindo todos os pressupostos da relação
de emprego com a Sadia. (RR-162/2001-022-09-00.5)
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20/11/2007
TST rejeita mandado de segurança
preventivo contra bloqueio de conta
A Seção Especializada em Dissídios Individuais
(SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso em mandado
de segurança impetrado pelo Lemon Bank Banco Múltiplo,
que pretendia impedir o juiz titular da 2ª Vara do Trabalho de
João Pessoa (PB) de determinar a penhora on-line de suas contas
bancárias na execução provisória da reclamação
trabalhista movida por uma empregada da empresa. A SDI-2 extinguiu
o processo sem resolução de mérito, por entender
incabível o mandado, diante da inexistência de ato que
configure lesão a direito líquido e certo ou ameaça
evidente.
Segundo o acórdão
do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região, a 2ª Vara
do Trabalho de João Pessoa julgara parcialmente procedente
a reclamação trabalhista movida pela empregada e condenara
o banco a pagar diversos títulos trabalhistas, e dessa decisão
foi interposto recurso ordinário. Citada a cumprir o débito
requerido pela empregada, a empresa alegou que, embora tenha ofertado
bens em garantia, receava que posteriormente sua conta pudesse ser
bloqueada. Entrou então com o mandado de segurança
contra essa possibilidade.
O pedido foi concedido liminarmente,
no sentido de impedir o bloqueio e penhora on-line de dinheiro enquanto
durasse a execução provisória. O Tribunal Regional
do Trabalho da 13ª Região, porém, julgou improcedente
o mandado e cassou a liminar concedida, levando o banco à interposição
do recurso ordinário à SDI-2, insistindo na procedência
da ação.
Ao analisar o caso, o relator
do processo na SBDI-2, ministro Pedro Paulo Manus, afirmou que o
mandado de segurança preventivo requer um justo receio de
que o ato do juiz possa se concretizar, o que não ocorria
no caso. “O impetrante não pode antecipar uma decisão
judicial”, afirmou.
No mandado de segurança,
a ameaça ao direito a justificá-lo tem de ser comprovada
por ato concreto ou preparatório praticado pela autoridade
dita coatora (no caso, o juiz da 2ª Vara do Trabalho de João
Pessoa) ou ao menos, no caso de ser preventivo, pela existência
de indícios de que a ação ou omissão
poderão atingir o patrimônio jurídico da parte. “Não
basta, portanto, a suposição da existência de
risco de lesão a direito líquido e certo, com base
no julgamento subjetivo do impetrante”, esclareceu o relator.
O ministro ressaltou que “os
Tribunais, por não serem órgãos consultivos,
decidem apenas casos concretos, não respondendo questões
hipotéticas sobre eventuais ilegalidades que venham a ser
cometidas em processo de execução”. Complementado
o seu entendimento, transcreveu no acórdão a Orientação
Jurisprudencial nº 144 da SDI-2, segundo a qual o mandado de
segurança “não se presta à obtenção
de uma sentença genérica, aplicável a eventos
futuros, cuja ocorrência é incerta”. (ROMS-5/2007-000-13-00.6)
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20/11/2007
TST reconhece validade de acordo coletivo
com vigência de cinco anos
A Primeira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho reconheceu a validade de acordo coletivo de trabalho
em que sindicato e empresa firmaram garantia de emprego para seus empregados
com prazo de vigência de cinco anos, em troca de vantagens salariais.
O recurso foi interposto por um ex-empregado da Companhia Docas de
Imbituba, de Santa Catarina, que postulava o pagamento dos salários
e vantagens do período decorrente entre sua dispensa e o término
da garantia de emprego estabelecida na convenção coletiva.
O empregado, trabalhador portuário,
foi admitido na companhia em maio de 1999 e passou a receber salário
mais adicionais de risco e por produção. Quando foi demitido,
em maio de 2002, era portador de estabilidade provisória, conforme
previsto na convenção coletiva, que estendeu a garantia
de emprego até 31/05/2005. Tal fato o levou a requerer o pagamento
dos salários e demais vantagens decorrentes da garantia de emprego,
a partir de seu desligamento.
A sentença de primeiro
grau foi favorável às pretensões do trabalhador.
Mas o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC),
com base no artigo 614, parágrafo 3º, da CLT, entendeu
que o acordo coletivo não tinha validade e eficácia,
pois não teriam sido observados a forma e os limites previstos
em lei. O dispositivo da CLT não permite estipular duração
de convenção ou acordo superior a dois anos. Por este
mesmo motivo, o Ministério do Trabalho não efetuou o
registro e depósito do ajuste, sendo atos também exigidos
para sua validade.
No recurso de revista ao TST,
o empregado buscou reverter a decisão desfavorável em
segunda instância sob a alegação de que o acordo
coletivo deveria ser respeitado, pois a Constituição
Federal privilegia a livre negociação entre as partes.
O relator do processo, ministro Lélio Bentes, fez uma análise
minuciosa do processo e entendeu que a “a norma constitucional
nada disciplina acerca do prazo de vigência dos instrumentos
coletivos, de forma que não existe nenhuma incompatibilidade
vertical do seu regramento com o disposto na CLT. No sentido de não
se permitir estipular duração de convenção
ou acordo por prazo superior a dois anos”.
O ministro salientou,
ainda, que a interpretação literal do preceito da CLT
levará à conclusão da proibição,
em qualquer instância, de se firmar norma convencional com
prazo de vigência superior a dois anos. Contudo, interpretando-se
a norma no conjunto da legislação do trabalho, de natureza
protecionista, conclui-se que a restrição é imperativa
somente quando resultar em prejuízo ao trabalhador. Desse
modo, considerou válida e assegurada a garantia de emprego
do portuário até 31/05/2005. A Primeira Turma, por
unanimidade, deu provimento ao recurso e restabeleceu a sentença
de primeiro grau. (RR-1248/2002-043-12-00.0)

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