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Agência Diap, 22 de
novembro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
Centrais mantêm proposta de
contribuição sindical negocial
Em reunião com o ministro
do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, nesta quarta-feira, 21, os representantes
das centrais sindicais que estudam um novo modelo de financiamento para
o setor reafirmaram a defesa pela aprovação do texto original
do projeto de lei que reconhece as entidades, em discussão no
Senado Federal. Com a decisão, as centrais reforçam sua
posição contrária à emenda proposta na Câmara
dos Deputados que prevê mudanças na forma de cobrança
da contribuição sindical.
O PLC 88/07, que reconhece as centrais, poderá ter parecer votado na
próxima terça-feira, 27, na Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE), cujo relator é o senador Francisco Dornelles (PP/RJ). Nas outras
duas comissões – CAS e CCJ – o projeto poderá ser
apreciado na quarta-feira, dia 28, cujos relatores são os senadores
Paulo Paim (PT/RS) e Lúcia Vânia (PSDB/GO).
Em sua segunda reunião, o grupo de trabalho reiterou a sugestão
de substituir todas as atuais contribuições por uma contribuição
negocial coletiva, decidida em assembléia, cuja arrecadação
seria distribuída proporcionalmente à representatividade de cada
entidade, não tendo valor superior a 1% da remuneração
anual do trabalhador.
A contribuição sindical foi criada em 1943 e está prevista
nos artigos 578 a 610 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Ela é descontada todo mês de março e equivale a um dia
de trabalho (3,33% do salário). São contribuintes todos aqueles
que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional,
ou de uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo da
mesma categoria ou profissão.
Participaram da reunião representantes do MTE e das entidades sindicais,
tais como da União Geral do Trabalho (UGT), Força Sindical, Central Única
do Trabalho (CUT), Nova Central Sindical do Trabalho (NCST) e Central Geral
do Trabalho no Brasil (CGTB). A próxima reunião do Grupo deve
ocorrer no dia 27 de novembro. (Marcos Verlaine, com informações
do MTE)
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 22 de novembro de 2007 | Economia
Brasil registra criação
recorde de empregos em 2006
Renda teve o maior crescimento desde 1996.
Com isso, a massa salarial subiu 11,97%; o triplo da inflação
Lu Aiko Otta, do Estadão
BRASÍLIA - O Brasil teve em 2006 a maior geração de empregos
formais da história nos setores público e privado. De acordo
com dados da Relação Anual de Informações Sociais
(Rais) de 2006, divulgados na manhã desta quinta-feira, pelo ministro
do Trabalho, Carlos Lupi, foram criados 1,917 milhão de vagas, um aumento
de 5,77% na comparação com 2005. É a maior variação
absoluta desde 1985, quando se inicia a série da Rais. Já o salário
médio pago aos trabalhadores aumentou 5,86%, o maior da série
histórica desde 1996. Com isso, a massa salarial, que é o total
de rendimentos pagos aos empregados, registrou uma expansão de 11,97%.
Trata-se do maior aumento deste indicador desde 1995, atingindo o montante
de R$ 43,5 bilhões. De acordo com mo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, "é quase
o triplo da inflação deste período".
Segundo o ministro, os números "mostram que o Brasil está vivendo
um momento especial: a economia apresenta um crescimento consistente, a inflação
está controlada e geração de empregos é recorde". "Não
esperávamos dados tão positivos", afirmou. Ele explica que
as empresas estão acreditando e investindo. "Meu chutômetro é que
a Rais de 2007 será ainda melhor que a de 2006. Todas as indicações
vão nessa direção." Nos quatro anos do primeiro mandato
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Rais indica a abertura de
6.471.336 novas vagas de trabalho.
O setor de serviços foi
o que mais contribuiu para o aumento do emprego no ano passado, segundo
revelam os dados da Rais. Foram abertas 719.119 vagas no setor no ano
passado. Em segundo lugar veio a indústria de transformação,
com 461.322 novas vagas, seguida pelo comércio, com 325.152 vagas
e a construção civil, com 148.051 vagas.
A Rais capta o emprego formal
de trabalhadores celetistas, estatutários e temporários.
Ela é diferente do Cadastro Nacional de Emprego e Desemprego (Caged),
divulgada mensalmente pelo Ministério do Trabalho, porque a Rais
incorpora os trabalhadores do setor público. Também é uma
estatística diferente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
pois a PNAD considera também os empregos informais e os empregados
domésticos, que não entram na Rais nem no Caged.
Emprego tem maior crescimento para
faixa de aposentados
Os aposentados estão voltando
ao mercado de trabalho para complementar a renda. De acordo com os dados
da Rais, a faixa etária na qual houve maior índice de aumento
de emprego foi aquela entre 50 e 64 anos. Em 2006, os trabalhadores nessa
faixa de idade chegaram a 4.169.286, um aumento de 9,77% na comparação
com 2005.
"As pessoas estão
conscientes da necessidade de trabalhar após a aposentadoria",
disse o ministro do Trabalho. Ele avalia que a necessidade de rendimento
extra é a principal razão, mas também conta o fato
que as empresas têm buscado funcionários com experiência
para treinar os mais jovens que estão ingressando no mercado de
trabalho. "Parece um dado negativo mas não é",
disse. "Seria ruim se estivesse diminuindo o emprego nas outras
faixas, o que não está acontecendo."
A única faixa que mostrou
retração no emprego foi aquela entre 16 e 17 anos, com
uma queda de 2,07%. Na avaliação de Lupi, esse dado pode
indicar que os jovens têm permanecido mais tempo na escola. Os
programas para incluir os jovens no mercado de trabalho estão
com um desempenho aquém do desejado, admitiu o ministro.
Para os trabalhadores entre 18
e 24 anos, o crescimento do número de vagas foi de apenas 3,08%,
contra uma média de 5,77% para todas as faixas etárias.
Em termos absolutos, os trabalhadores que mais conseguiram emprego no
ano passado situam-se entre 30 e 39 anos. Nesse segmento, foram criadas
482.690 empregos, um aumento de 4,99% sobre 2005.
Especialização
Os trabalhadores com ensino médio
completo foram os que mais conseguiram emprego no ano passado. Os dados
da Rais mostram que houve um crescimento de 11,7% no volume de trabalhadores
empregados com esse nível de escolaridade, um acréscimo
de 1.299.862 vagas. Também houve forte crescimento do emprego
para os trabalhadores com nível superior incompleto, com uma taxa
de 10,81%.
Já nas faixas mais baixas
de escolaridade houve queda no emprego. Houve uma redução
de 2,09% no estoque de trabalhadores analfabetos empregados. Com a 4ª série
incompleta, a queda foi de 2,47%, enquanto que para os com 4ª série
completa a queda foi de 3,24% e para os com 8ª série incompleta
a retração foi de 0,33%. Para os trabalhadores com 8ª série
completa ou mais, houve aumento do emprego.
Os dados da Rais revelam ainda
que as mulheres com nível superior completo são mais empregáveis
do que os homens com a mesma escolaridade. No ano passado, houve um aumento
de 5,69% nas mulheres com nível superior empregadas, enquanto
para os homens o aumento foi de 3,44%. "A conclusão é que
a mulher só consegue ser independente conforme sua escolaridade
se eleva", disse o ministro.
O outro lado da moeda é que
as mulheres continuam ganhando menos do que os homens. As trabalhadoras
com nível superior completo recebem em média 57,19% da
remuneração paga aos homens com a mesma instrução.
A desvantagem se repete em todos os níveis de instrução. "Quer
dizer que as empresas estão contratando mulheres para pagar
menos, essa é que é a verdade", disse o ministro.
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UOL ECONOMIA, 22 de novembro
de 2007
Renda do trabalhador aumenta 0,5%
ante setembro e sobe 1,2% frente a outubro de 2006
RIO - O rendimento médio
real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas ficou em R$ 1.123,60
em outubro no conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O
valor é 0,5% maior daquele apurado um mês antes e 1,2% superior
ao de outubro de 2006.
No confronto com setembro, das
seis regiões metropolitanas analisadas, três viram ampliação
no rendimento: Recife (3,2%), Belo Horizonte (2,4%) e São Paulo
(1,4%). Em compensação, viu-se quedas no Rio de Janeiro
(-1,9%) e Porto Alegre (-0,6%).
Nessa comparação,
os trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado tiveram
redução de 0,3% no rendimento médio, para R$ 1.083,70.
Os empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado registraram
elevação de 1,6%, para R$ 743,30. Os trabalhadores por
conta própria ficaram com a renda 0,3% melhor, de R$ 945,30, mas
os militares e funcionários públicos perderam 0,5%, para
uma média de R$ 1.939,10.
Em relação a outubro
de 2006, houve acréscimo de apenas 0,1% no rendimento dos trabalhadores
com carteira assinada e no rendimento daqueles sem carteira. Os trabalhadores
por conta própria tiveram aumento de 5,5% e os militares e servidores
públicos, de 5,1%.
O rendimento médio subiu
em todas as regiões investigadas, menos em Salvador, onde encolheu
5%.
(Valor Online)
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 22 de novembro de 2007 | Economia
Aposentados voltam a trabalhar para
completar renda
LU AIKO OTTA - Agencia Estado
BRASÍLIA - Os aposentados estão voltando ao mercado de trabalho
para complementar a renda. Essa é uma das conclusões do Ministério
do Trabalho a partir dos dados da Relação Anual de Informações
Sociais (Rais) de 2006. A faixa etária na qual houve maior índice
de aumento de emprego foi aquela entre 50 e 64 anos.
No ano passado, os trabalhadores nessa faixa de idade chegaram a 4.169.286,
um aumento de 9,77% na comparação com 2005. "As pessoas
estão conscientes da necessidade de trabalhar após a aposentadoria",
disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Ele avalia que a necessidade de rendimento extra é a principal razão,
mas também conta o fato que as empresas têm buscado funcionários
com experiência para treinar os mais jovens que estão ingressando
no mercado de trabalho. "Parece um dado negativo, mas não é",
disse. "Seria ruim se estivesse diminuindo o emprego nas outras faixas,
o que não está acontecendo."
A única faixa que mostrou retração no emprego foi aquela
entre 16 e 17 anos, com uma queda de 2,07%. Na avaliação de Lupi,
esse dado pode indicar que os jovens têm permanecido mais tempo na escola.
Os programas para incluir os jovens no mercado de trabalho estão tendo
um desempenho aquém do desejado, admitiu o ministro. Para os trabalhadores
entre 18 e 24 anos, o crescimento do número de vagas foi de apenas 3,08%,
contra uma média de 5,77% para todas as faixas etárias. Em termos
absolutos, os trabalhadores que mais conseguiram emprego no ano passado situam-se
entre 30 e 39 anos. Nesse segmento, foram criadas 482.690 empregos, um aumento
de 4,99% sobre 2005.
Instrução
Os trabalhadores com ensino médio completo foram os que mais conseguiram
emprego no ano passado, segundo a Rais de 2006 divulgada pelo Ministério
do Trabalho. Houve um crescimento de 11,7% no volume de trabalhadores empregados
com esse nível de escolaridade, um acréscimo de 1.299.862 vagas.
Houve forte crescimento do emprego também para os trabalhadores com
nível superior incompleto, com uma taxa de 10,81%.
Já nas faixas mais baixas de escolaridade houve queda no emprego. Houve
uma redução de 2,09% no total de trabalhadores analfabetos empregados.
Com a 4ª série incompleta, a queda foi de 2,47%, enquanto para
os com 4ª série completa a queda foi de 3,24% e para os com 8ª série
incompleta a retração foi de 0,33%. Para os trabalhadores com
8ª série completa ou mais, houve aumento do emprego.
Mulheres
Os dados da Rais de 2006 revelam que as mulheres com nível superior
completo são mais empregáveis do que os homens com a mesma escolaridade.
No ano passado, houve um aumento de 5,69% nas mulheres com nível superior
empregadas, enquanto para os homens o aumento foi de 3,44%.
" A conclusão é que a mulher só consegue ser independente
conforme sua escolaridade se eleva", disse o ministro do Trabalho, Carlos
Lupi. Considerando todos os níveis de instrução, a quantidade
de mulheres empregadas aumentou 6,59% no ano passado, enquanto para os homens
a taxa foi um pouco menor: 5,21%.
O outro lado da moeda é que as mulheres continuam ganhando menos do
que os homens. As trabalhadoras com nível superior completo recebem
em média 57,19% da remuneração paga aos homens com a mesma
instrução. A desvantagem se repete em todos os níveis
de instrução. "Quer dizer que as empresas estão contratando
mulheres para pagar menos, essa é que é a verdade", disse
o ministro.
Setores e regiões
O setor de serviços foi o que mais contribuiu para o aumento do emprego
no ano passado, segundo revelam os dados da Rais de 2006. Foram abertas 719.119
vagas no setor no ano passado. Em segundo lugar está a indústria
de transformação, com 461.322 novas vagas, seguida pelo comércio,
com 325.152 vagas e a construção civil, com 148.051 vagas.
Os dados da Rais mostram também que o emprego cresce mais rápido
em áreas fora do eixo Rio-São Paulo. Os Estados que apresentaram
maiores taxas de aumento do emprego foram Tocantins (9,86%), Maranhão
(9,32%), Pará (9,28%), Sergipe (8,89%) e Roraima (8,86%).
" Estamos invertendo a tradição brasileira, ou seja, o crescimento
das regiões mais pobres é maior do que as mais ricas", disse
o ministro. Em termos absolutos, porém, a liderança continua com
as regiões mais dinâmicas do País. São Paulo lidera
o ranking do número de postos abertos, com 554,4 mil novos empregos, um
aumento de 5,68% sobre 2005. Em segundo lugar vem o Rio, com 181,8 mil novos
empregos, um crescimento de 5,7%.
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DIAP, 22 de novembro de 2007
PARLAMENTO JOVEM
Mesa eleita para conduzir Parlamento
Jovem é presidida por pernambucano
Na abertura dos trabalhos do Parlamento
Jovem 2007 ontem, dia 21/11, os 78 estudantes que participam do programa
viveram um dia de trabalho muito parecido com o dos deputados reais.
Eles ouviram o Hino Nacional, tomaram posse no Plenário Ulysses
Guimarães e fizeram discursos. Após muitas articulações
políticas, eles escolheram os membros da Mesa Diretora e definiram
os presidentes, vices e líderes das quatro comissões
temáticas.
Os jovens deputados inauguraram
antes mesmo dos deputados federais o novo sistema eletrônico de
votação da Câmara, que vai agilizar as votações
nominais do plenário. Em 2 segundos o painel eletrônico
revelou 51 votos para a chapa 1 contra 24 atribuídos à chapa
2. O pernambucano Johnny Silva Borges foi eleito presidente. Compõem
ainda a Mesa Diretora do Parlamento Jovem 2007 Maryane do Nascimento
Ramos, do Rio Grande Norte, vice-presidente; Jocasta Lerner, do Paraná,
primeira-secretária; e Jéssica Gomes da Silva, de São
Paulo, segunda-secretária.
O presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia, participou da cerimônia de abertura no plenário
Ulysses Guimarães. Ele ressaltou que o País vive um momento
de aperfeiçoamento das instituições democráticas
e que "não há nada mais nobre do que despertar nos
outros a paixão pela política". Chinaglia lembrou
aos jovens deputados que é a política que define o rumo
de nossas vidas. "Ela oferece as diretrizes para as secretarias
de Educação do Brasil inteiro, define uma maior ou menor
distribuição de renda, envia, ou não, recursos
para a segurança pública". (Com informações
da Assessoria de Imprensa da Câmara dos Deputados)
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ÂMBITO JURÍDICO,
22 de novembro de 2007
Salário extrafolha reconhecido
em juízo obriga empregador a complementar seguro-desemprego
O valor recebido a título de seguro-desemprego é calculado pela
média dos salários dos três últimos meses anteriores à dispensa,
conforme os critérios estabelecidos no art. 5º da Lei 7.998/90.
Caso o empregador não anote na Carteira de Trabalho o salário
efetivamente pago ao empregado, causa-lhe prejuízos e, portanto, deve
arcar com diferença do seguro-desemprego recebido a menor, tendo em
vista que o novo valor do salário reconhecido em juízo eleva,
conseqüentemente, o valor final do benefício.
Foi este o fundamento utilizado
pela 6ª Turma do TRT-MG, com base em voto do desembargador Hegel
de Brito Boson, ao negar provimento a recurso ordinário de uma
empresa, inconformada com a condenação ao pagamento de
complementação do seguro-desemprego. Mas como ficou comprovado
que parte do salário recebido pelo reclamante era pago por fora,
a empresa terá de arcar com a diferença entre o valor do
seguro-desemprego efetivamente recebido e aquele calculado com base no
salário real do reclamante, agora reconhecido pela Justiça.
( RO nº 01024-2006-145-03-00-2
)
Fonte: TST
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Folha de São Paulo, 22 de novembro de
2007
AMIANTO
STF proíbe uso do minério
na construção civil
DA REPORTAGEM LOCAL
O STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou liminar que suspendia a lei 12.684,
que prevê que produtos de amianto não poderão mais ser
usados em obras da construção civil no Estado de São Paulo.
Com isso, fica valendo a proibição na utilização
desses produtos a partir de janeiro do próximo ano.
O amianto comprovadamente pode causar câncer.
A liminar havia sido concedida em agosto pelo Tribunal de Justiça de
São Paulo à Fiesp (Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo). A suspensão da liminar foi pedida pela
Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto, que acompanha
a saúde de 5.000 trabalhadores.
Segundo o deputado estadual Marcos Martins (PT), autor da lei, a "batalha
jurídica" já era prevista. Sancionada em julho pelo governo
paulista, a lei determina a proibição imediata do uso de utensílios
domésticos e de produtos para crianças (giz de cera) feitos do
minério.
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FOLHA
DE LONDRINA, 22 de novembro de 2007 | Economia
Importação cresce menos
e exportação estabiliza
Arquivo FOLHA

Pela primeira vez em dois ano constatou-se queda no ritmo das importações
e relativa estabilização das vendas externas brasileiras
São Paulo - Os dados mais recentes da balança comercial revelam,
pela primeira vez em dois anos, uma queda no ritmo de crescimento das importações
e uma relativa estabilização das vendas externas brasileiras. A
análise é do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial
(Iedi).
De acordo com o estudo,
as importações crescem acima das exportações,
embora o diferencial de taxas tenha caído nos últimos
dois meses. Nos primeiros dez dias úteis de novembro, as
importações aumentaram 26,6%, em média, em
relação ao mesmo período do ano passado. Conforme
o Iedi, o crescimento foi menor que o de setembro (38,6%) e o de
outubro (34,7%). ''A média do último trimestre chega
a 33,2%, ainda muito alta, embora em processo de queda'', diz a
entidade.
No caso das exportações,
a expansão por dia útil nos primeiros dez dias de
novembro foi de 16,6%, ante 18,8% e 18,6% nos meses anteriores.
A média trimestral foi 18%, o que representa uma tendência
de estabilização, segundo o instituto. ''Eis um quadro
novo no comércio exterior brasileiro pelo menos dos últimos
dois anos em que sistematicamente a aceleração vinha
do lado das importações e as exportações
registravam declínio de suas taxas de crescimento'', observa
o Iedi.
Nos 10 primeiros dias úteis
de novembro, as importações brasileiras totalizaram
US$ 5,5 bilhões, com média por dia útil de
US$ 549 milhões. ''Assim, pelo 4º mês consecutivo,
a média diária importada superou a marca dos US$
500 milhões.'' De acordo com o Iedi, as vendas externas
brasileiras somaram US$ 6,9 bilhões (média diária
de US$ 692 milhões), no mesmo período.
>Movimentação-
Por outro lado, a movimentação de veículos
pelo Porto de Paranaguá baterá nesta semana a casa
das 150 mil unidades. De janeiro até agora, a movimentação
de carros pelo Porto teve um aumento de 58%, sendo que a importação
teve um acréscimo de 109%, e a exportação,
40%. Somente nesta semana, o Porto de Paranaguá está recebendo
três navios que, juntos, irão movimentar 5.241 veículos.
Vinícius Pinheiro
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Folha de São Paulo, 22 de novembro de
2007
INDÚSTRIA
Investimento aumentará para
42% das empresas
DA REUTERS
A capacidade produtiva está aquém da demanda futura para 20%
dos industriais consultados pela Confederação Nacional da Indústria
(CNI), mas a maioria espera aumentar ou, pelo menos, manter o ritmo de investimentos
em 2008.
Pesquisa divulgada ontem mostrou que 42% das empresas esperam aumentar a compra
de máquinas e equipamentos em relação a 2007 e 45% planejam
manter o mesmo ritmo. Os outros 13% prevêem redução desses
investimentos.
O percentual dos que consideram a capacidade de produção inferior à demanda é maior
que o verificado em pesquisas semelhantes nos anos de 2005 (17%) e de 2006
(16%). Segundo a CNI, essa avaliação é compartilhada por
22% das pequenas empresas e 14% das grandes.
A CNI ouviu 1.655 empresas entre 27 de setembro e 8 de novembro. Dessas, 86%
planejavam fazer investimentos.
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Folha de São Paulo,
22 de novembro de 2007
Lula ameaça importar o conversor
para TV digital
Presidente orienta ministro Hélio
Costa a tomar medidas para facilitar importação | Governo
quer baixar preço inicial do aparelho para cerca de R$ 250,
enquanto alguns fabricantes dizem que pode passar de R$ 750
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva autorizou o ministro das Comunicações,
Hélio Costa, a tomar medidas para estimular a importação
do conversor de sinal da TV digital caso a indústria cobre R$
750 ou mais pelo equipamento.
O governo quer reduzir o custo do conversor para algo em torno de R$ 250, no
máximo. A importação reduziria o preço do aparelho.
Essa ameaça é uma resposta de Lula à informação
dos empresários que se reuniram com ele na semana passada e que lhe
disseram que o conversor para o lançamento da TV digital no país
custaria três vezes mais do que o previsto nas conversas anteriores da
indústria com o governo.
Segundo a Folha apurou, uma ano atrás Lula garantira aos fabricantes
nacionais que estimularia a produção do conversor no país
e, portanto, não facilitaria sua importação.
Mas essa orientação mudou desde a reunião do presidente
com os empresários, que levaram ao Palácio do Planalto na semana
passada o convite para o lançamento da TV digital. A partir de 2 dezembro,
começará a transmissão do novo sinal na TV aberta, inicialmente
apenas em São Paulo.
Naquele encontro, como antecipou a Folha, Lula ameaçou tomar medidas. "Não
se pode achacar o povo", disse o presidente, segundo relato de duas pessoas
que estavam na reunião, que contou com empresários do ramo de
TV e integrantes da Abert (Associação Brasileira de Emissoras
de Rádio e Televisão).
Além de considerar alto o preço do conversor, Lula está preocupado
com o impacto político negativo de um aparelho que custaria mais, por
exemplo, do que uma TV comum de 29 polegadas.
Os empresários argumentam que os componentes do conversor são
caros e que eles não terão, no início das vendas, produção
em escala para cobrar um preço menor. Compararam o lançamento
do conversor ao dos aparelhos de DVD e às TVs de plasma e LCD. Ou seja,
no início, custavam muito mais do que hoje.
O governo, porém, rebate esse argumento. No encontro com os empresários,
Lula afirmou que haveria demanda garantida e que, no médio e no longo
prazo, os fabricantes teriam lucro. Naquela reunião, o ministro das
Comunicações, Hélio Costa, chegou a dizer que, no mundo,
o custo de um conversor desse tipo gira em torno dos US$ 100 -na cotação
de hoje, entre R$ 170 e R$ 180.
Os atuais televisores não estão preparados para receber diretamente
o sinal de digital. Será necessário um conversor que captará o
sinal digital e o decodificará para uso na TVs de tecnologia analógica.
Além do preço, Lula quer discutir com grandes redes de varejo
formas de facilitar a compra do conversor, como taxas de juros e prazo para
quitação da compra. A escolha do padrão japonês
de TV digital foi vendida pelo governo como uma avanço tecnológico
que beneficiaria o consumidor. A qualidade da imagem é superior à da
tecnologia analógica. No futuro, também será possível
maior interatividade entre o telespectador e a TV, com mais recursos técnicos.
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Folha de São Paulo, 22 de novembro de
2007
Empresa terá conversor de
TV digital a R$ 499
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A Positivo Informática começa a vender na semana que vem dois
tipos de conversores para TV digital, com preço mínimo de R$
499.
Esse é o valor do aparelho recomendado para TVs de tubo e de LCD e plasma
mais baratas, com até 480 linhas de resolução -a mesma
qualidade do DVD. O modelo com definição de 1.080 linhas, a resolução
máxima da TV digital, vai custar R$ 699.
Segundo a empresa, os equipamentos estarão à venda no Wal-Mart
e nas Casas Bahia da cidade de São Paulo. As transmissões da
TV digital começam no dia 2 de dezembro na região.
A empresa não divulga expectativa de venda e produção
dos aparelhos, mas segundo o diretor de conectividade da Positivo Informática,
Erlei Guimarães, 64% dos televisores do país têm até 20
polegadas, o que aumenta as chances de venda do modelo de menor resolução.
Os aparelhos, no entanto, não terão interatividade nem possibilidade
de atualização para o recurso. Guimarães diz que o software
Ginga, que permitirá a interatividade entre telespectador e emissora,
não está pronto, nem há definição dos canais
de envio das informações entre os dois. "Os conversores
digitais recebem e exibem a imagem, a interatividade não estará presente
nesse início."
A Comsat, em parceria com a empresa indiana Encore, promete lançar um
conversor com valor de R$ 300 e que pode ser ligado em TVs de até 14
polegadas.
A aposta da empresa, que tem o preço mais próximo dos R$ 200
esperados pelo governo, no entanto, é no mercado de TV portátil,
de até 4,3 polegadas. O conversor é, na verdade, um minicomputador,
com receptor de sinal de TV digital que pode ser ligado a televisores comuns. "A
maioria das pessoas não vai usar TV digital fixa", diz o presidente
da Comsat, Jakson Sosa. (SIMONE CUNHA)
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Agência Diap, 22 de
novembro de 2007
CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS
Projeto de Tião Viana consolida
legislação sobre saúde
O Brasil poderá ter,
em breve, sua primeira consolidação de leis da área
de saúde, de acordo com o que propõe projeto de lei de
autoria do presidente interino do Senado, Tião Viana (PT/AC).
A proposta, apresentada no dia 29 de outubro, visa consolidar a legislação
sanitária federal. O autor do projeto utilizou o mecanismo previsto
no artigo 59 da Constituição, regulamentado pela Lei
Complementar 95, de 1998, que assegura a iniciativa de consolidação
das leis no processo legislativo.
Na justificação ao projeto (PLS 619/07), Tião Viana afirma
que o objetivo é "ordenar, de forma lógica e sistemática,
os dispositivos legais sobre a matéria, para facilitar o conhecimento,
a interpretação, a aplicação e a alteração
dos mesmos".
Em 643 artigos, distribuídos em nove livros, o projeto de lei de consolidação
reúne toda a legislação federal em vigor, em matéria
de saúde, atendendo às determinações da Lei Complementar
95, de 1998 - a norma determina que a legislação brasileira seja
consolidada pela integração, num único diploma legal,
de todas as leis pertinentes a uma determinada matéria, revogando-se
formalmente as leis incorporadas à consolidação, sem modificação
do alcance nem interrupção da força normativa dos dispositivos
consolidados.
Tramitação
O projeto ficará sobre a Mesa do Senado por 30 dias, período
durante o qual poderá receber sugestões de senadores relativas à redação.
Estão vedadas propostas de alterações de mérito,
bem como de incorporações de novas normas e de retiradas de normas
objeto de consolidação. Segundo a Resolução 23/07,
caso haja sugestão de alteração de mérito, elas
serão automaticamente arquivadas.
Passados os 30 dias reservados à apresentação dessas sugestões,
a proposta será encaminhada à apreciação da comissão
que guardar maior pertinência com a matéria - no caso do projeto
de Tião Viana a matéria deverá ser remetida à análise
da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), segundo o secretário-geral
da Mesa Cláudia Lyra - e, em seguida, ao plenário, para votação,
onde poderá somente receber emendas de correção de redação,
que serão analisadas pela Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ).
Aprovado em plenário, o projeto segue para a análise da Câmara
dos Deputados.
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Folha de São Paulo, 22 de novembro de
2007
Quem não gosta da CPMF são
os sonegadores, diz ministro
Discursos parecidos ao de Paulo Bernardo
são feitos por Lula, Mantega e Rachid | Para Lula, se prorrogação
do tributo não for aprovada, será criado "problema
para os milhões de brasileiros que dependem do SUS"
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dois ministros e o secretário
da Receita Federal saíram ontem em defesa da aprovação
da CPMF com discursos parecidos: que a população será mais
prejudicada com o fim do tributo e que quem não gosta da CPMF são
os sonegadores.
Lula disse que "as pessoas estão tomando consciência de que
votar a CPMF é uma questão de compromisso com o resultado das
políticas de saúde que estamos implementando no Brasil, já há muito
tempo".
" Digo sempre que, se alguém imagina que não votando a CPMF
vai criar algum problema com o governo, ledo engano. As pessoas vão criar
problemas para os milhões de brasileiros que dependem do dinheiro do SUS.
Sou um homem convencido de que a CPMF vai passar no Congresso."
Para o ministro Paulo Bernardo (Planejamento), "quem não gosta
da CPMF são os sonegadores". Isso porque a contribuição é um
importante aliado do governo para verificar movimentação financeira
de empresas e pessoas físicas e para combater a sonegação.
" [Os sonegadores] acham que tirando a CPMF terão, talvez, um afrouxamento
na fiscalização", afirmou o ministro.
Questionado se o excesso de arrecadação não daria tranqüilidade
para se discutir o fim ou a redução da alíquota da contribuição,
que foi criada para vigorar por um período determinado, Bernardo disse
que isso pode ser incluído no debate da reforma tributária. "Vamos
fazer uma diminuição da alíquota da CPMF. Eu, inclusive,
cheguei a defender um cronograma de redução no longo prazo."
Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, manifestou preocupação
com a demora na votação da CPMF no plenário do Senado.
Mesmo assim, disse estar confiante que a prorrogação do tributo
até 2011 será aprovada. "Está demorando para ser
votada. Isso me preocupa porque a não-aprovação trará sérias
conseqüências para o país. Mas não conto com isso.
Será aprovada porque temos uma base aliada coesa e ainda conto com a
colaboração de membros da oposição que se sensibilizam
com o problema. O governo não pode correr o risco de ter R$ 40 bilhões
a menos na arrecadação", disse.
O secretário da Receita, Jorge Rachid, rebateu os argumentos da oposição
de que o governo não precisa da CPMF. "Não podemos fazer
essa vinculação porque a CPMF está direcionada para a
saúde. [Os valores] não são desperdiçados",
disse.
Rachid lançou uma provocação para os contrários
ao tributo: "6% das pessoas físicas contribuem com 56% da arrecadação
das pessoas físicas. Vamos ver quem está reclamando. Não é a
grande população que está sendo prejudicada".
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FOLHA DE LONDRINA, 22 de
novembro de 2007 | Política
CCJ aprova adesão da Venezuela
ao Mercosul
Brasília - Após cinco horas de discussão, a Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ), na Câmara, aprovou
por 44 votos contra 17, o projeto de decreto legislativo que confirma a adesão
da Venezuela ao Mercosul. Para garantir a aprovação da proposta,
o governo montou um esquema com a presença dos líderes governistas
na reunião da comissão. Os partidos da base aliada ao governo
votaram unidos a favor da aprovação do projeto.
Os oposicionistas DEM (ex-PFL),
PSDB e PPS votaram contra a proposta. O PSOL, que habitualmente faz oposição
ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), votou a favor. Entre
os aliados do governo, houve apenas uma dissidência: o deputado
Nelson Trad (PMDB-MS) votou contra. O projeto de decreto legislativo
será votado no plenário da Câmara antes de ser enviado
ao Senado para análise e votação.
O presidente da Venezuela, Hugo
Chávez, pôde acompanhar o que aconteceu na Comissão
de Constituição e Justiça da Câmara a proposta
de adesão do país ao Mercosul. Uma equipe da ''TeleSur'',
um canal de notícia com sede em Caracas, acompanhou passo a passo
as discussões e a votação do projeto. A reportagem
foi preparada para ocupar dois minutos do noticiário mais importante
da TV que vai ao ar às 20h. Assim como os canais de notícia
que ficam no ar 24 horas, a matéria poderá ser reprisada
em outros horários.
Denise Madueño
Agência Estado
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Folha de São Paulo, 22 de novembro de
2007
Hungria: Sindicatos protestam contra
reformas
Cerca de 10 mil húngaros realizaram greves convocadas por sindicatos
ontem contra planos do governo de privatizar o sistema de planos de saúde,
cortar benefícios de aposentadorias e fechar linhas ferroviárias.
As paralisações afetaram transportes, escolas, usinas de energia
e aeroportos. Uma marcha que atraiu 5.000 pessoas terminou em pancadaria. Para
o governo, as greves tiveram pouco impacto. A Hungria teve um déficit
público de 9,2% do PIB em 2006 -o maior da UE.
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Agência Câmara,
22 de novembro de 2007
Agência de emprego pode ser proibida
de cobrar taxa prévia
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1726/07, do deputado Reinaldo Nogueira
(PDT-SP), que proíbe as agências de emprego de cobrar taxa prévia
para o cadastro de pessoas que procuram emprego. A proibição
inlcui as agências que funcionam em meio digital.
O projeto estabelece ainda que,
no tratamento de dados pessoais, a agência deve assegurar a privacidade
do trabalhador. Além disso, os dados cadastrais devem limitar-se à qualificação
e à experiência profissional do trabalhador.
Pelo projeto, as agências
também ficam proibidas de efetuar quaisquer descontos a título
de ressarcimento com gastos de seleção, treinamento e contratação.
A cobrança indevida tanto de taxas de cadastro como de despesas
de contratação sujeitará a agência ao pagamento
de multa administrativa de R$ 3 mil por trabalhador prejudicado. Já a
utilização do cadastro de trabalhadores para finalidade
diversa da colocação de mão-de-obra será punida
com multa de R$ 100 mil.
"A cobrança de taxas
para cadastramento de suas pretensões junto ao mercado do trabalho é um
novo obstáculo para o cidadão que procura reinserção
no mercado de trabalho e precisa ser reprimido. As empresas de colocação
de mão-de-obra não podem se valer do desespero dos desempregados
para obter lucro", afirma Reinaldo Nogueira.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas
Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Agência Câmara,
22 de novembro de 2007
Proposta libera FGTS para troca de
carro velho
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 581/07, do deputado Fernando Coruja
(PPS-SC), que permite ao proprietário de veículo com pelo menos
20 anos de uso sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
para comprar outro carro. Para isso, o interessado deverá comprovar
a venda do seu veículo a uma usina de reciclagem.
Segundo o autor, o projeto abre
a possibilidade para renovação parcial da frota brasileira
e para reciclagem de materiais provenientes das "sucatas sobre rodas".
Coruja argumenta que grande parte dos proprietários de veículos
com mais de 20 anos de uso é constituída por motoristas
de baixa renda, que não dispõem de recursos financeiros
ou acesso a crédito para substituir o veículo antigo por
um novo.
"Um dos desafios do governo
está relacionado com a frota de 13 milhões de veículos
velhos, carburados e poluentes que se encontram em atividade e são
beneficiados pela redução da carga tributária e
inexistência de inspeção veicular, fatores que agravam
a situação", assinalou.
Tramitação
A matéria tramita em caráter conclusivo e será examinada
pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
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Agência Câmara,
22 de novembro de 2007
Recolhimento do FGTS de terceirizados
pode ser antecipado
A Câmara analisa o Projeto de Lei 533/07, do deputado Nelson Pellegrino
(PT-BA), que responsabiliza as empresas tomadoras de serviços pelo recolhimento
antecipado da contribuição ao Fundo de Garantia do Tempo do Serviço
(FGTS) referente aos funcionários terceirizados. O objetivo da proposta é evitar
que os trabalhadores terceirizados fiquem sem o FGTS em caso de substituição,
demissão ou falência da empresa prestadora de serviços.
Segundo o projeto, a empresa
tomadora de serviços deverá reter 5% do valor bruto da
nota fiscal ou fatura da prestação de serviços e
utilizá-lo para pagar a contribuição ao FGTS. Esse
pagamento será feito em nome da empresa fornecedora da mão-de-obra,
que, posteriormente, vai compensar o valor retido e recolher as contribuições
devidas.
Atualmente, as próprias
prestadoras de serviços são encarregadas do recolhimento
dos valores relativos ao FGTS de seus funcionários. Pellegrino
ressalta, no entanto, que o recolhimento antecipado já ocorre
nos tributos de alguns setores, como os de cigarros e bebidas, e nas
contribuições previdenciárias devidas no processo
de terceirização de mão-de-obra.
Proteção
ao trabalhador
O deputado ressalta que, para os trabalhadores terceirizados, a inadimplência
dos empregadores com o FGTS é "ainda mais danosa", pois eles "estão
sujeitos à alta rotatividade no emprego". "O fato de muitas
empresas de terceirização de mão-de-obra simplesmente
desaparecerem do mercado e deixarem ao desabrigo seus empregados agrava ainda
mais a situação do trabalhador terceirizado", completou.
Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Agência Câmara,
22 de novembro de 2007
Projeto amplia pagamento de expurgos
do FGTS
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1383/07, do deputado Luiz Carlos Hauly
(PSDB-PR), que assegura o pagamento dos expurgos inflacionários referentes
aos planos econômicos Verão e Collor 1 às contas vinculadas
ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de trabalhadores que
não firmaram termo de adesão na Caixa Econômica Federal
nem propuseram ação judicial.
O termo de adesão está previsto
na Lei 110/01, que autorizou a CEF a creditar nas contas vinculadas do
FGTS os expurgos inflacionários. Só recebeu o dinheiro
quem entrou na Justiça e quem assinou o termo de adesão.
O objetivo do projeto é beneficiar os demais titulares de contas
do FGTS.
O texto também prevê que
o trabalhador que firmou termo de adesão terá direito a
receber a diferença, corrigida monetariamente, a que foi obrigado
a abrir mão para receber os expurgos. Para aderir às regras
da Lei 110/01, os trabalhadores com direito a receber mais de R$ 2 mil
tiveram seus créditos reduzidos entre 8% e 15%.
Recursos
suficientes
O parlamentar argumenta que há saldo suficiente de recursos no FGTS
para efetuar os pagamentos, uma vez que o governo federal pretende utilizar
cerca de R$ 5 bilhões desse fundo em obras de infra-estrutura do Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC).
O projeto, que tramita
em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
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Folha de São Paulo,
22 de novembro de 2007
Com 13 anos, rapaz tem autorização
de juiz para trabalhar
Decisão foi dada por magistrado da
Vara da Infância e da Juventude e pelo Conselho Tutelar de
Fernandópolis (SP)
Estudante da 7ª série no período da manhã, ele deve
começar a trabalhar hoje em uma oficina mecânica, no período
da tarde
JOSÉ EDUARDO RONDON
DA AGÊNCIA FOLHA
Um adolescente de 13 anos de
Fernandópolis (555 km a noroeste de São Paulo) conseguiu
na Justiça Estadual autorização para trabalhar em
uma oficina mecânica. A decisão ocorreu após o pai
do menino procurar o Conselho Tutelar e entrar com uma ação
judicial.
" O interesse partiu dele. Há dois anos que ele pede para trabalhar",
disse o pai do rapaz, José Carlos Gavioli, 45.
A autorização para que o adolescente trabalhe fora do horário
escolar, na condição de aprendiz, foi dada pelo juiz Evandro
Pelarin, da Vara da Infância e da Juventude, e pelo Conselho Tutelar
da cidade.
Em ofício emitido pelo Conselho Tutelar, o órgão informou
que a autorização ocorreu conforme o artigo 60 do ECA (Estatuto
da Criança e do Adolescente), que diz que "é proibido qualquer
trabalho a menores de 14 anos de idade, salvo na condição de
aprendiz".
A Constituição e a Lei do Aprendiz estabelecem que é vedado
qualquer trabalho a menores de 16 anos -salvo na condição de
aprendiz, que é permitida a partir dos 14 anos.
Em sua decisão, o juiz também levou em conta o artigo 227 da
Constituição, que determina que é "dever da família,
da sociedade e do Estado, assegurar à criança e ao adolescente,
com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação,
ao lazer, à profissionalização [...]".
Fatores como o bom rendimento escolar do rapaz -que cursa a 7ª série
do ensino fundamental, pela manhã- e o desejo da família para
que ele desenvolva uma profissão foram levados em consideração
pelo juiz, que elenca também, de maneira positiva, a vistoria feita
por conselheiros tutelares no local de trabalho. O estudante deve começar
a trabalhar hoje, no período da tarde.
Ontem, o rapaz disse estar ansioso para começar o trabalho. Ele contou à reportagem
que espera conseguir, futuramente, montar sua própria oficina mecânica.
O primeiro salário ele disse que irá guardar.
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Agência Câmara,
22 de novembro de 2007
Discriminação de trabalhador
por dívidas pode ser proibida
A Câmara analisa o Projeto de Lei 527/07, do deputado Uldurico Pinto
(PMN-BA), que proíbe a utilização de informações
dos serviços de proteção ao crédito como critério
para demissão ou exclusão de candidato à vaga de emprego.
A proposta modifica a Lei 9.029/95.
De acordo com a legislação
atual, não pode haver discriminação contra o trabalhador
e o candidato a emprego por motivo de sexo, origem, raça, cor,
estado civil, situação familiar ou idade. "A discriminação é prática
repudiada pela legislação nacional e internacional",
disse o deputado, citando a Declaração Universal dos Direitos
do Homem, convenções da Organização Internacional
do Trabalho e a Constituição brasileira como exemplos de
normas que condenam práticas discriminatórias.
"A Lei 9.029/95 representou
importante avanço ao prever penas para a discriminação
no acesso à relação de emprego", observou.
No entanto, destacou que a restrição ao crédito
não foi prevista na legislação como fator de discriminação
e está levando várias pessoas a perder o emprego.
"Em um país em que
muitos padecem sob o desemprego ou fazem verdadeiros malabarismos para
sobreviver com salários irrisórios, é compreensível
que possam surgir dificuldades para o trabalhador manter-se livre de
dívidas", ressaltou. Assim, a discriminação
no trabalho em razão de restrição ao crédito
se torna "duplamente cruel, pois cria um círculo vicioso
em que o trabalhador não consegue pagar suas contas pois não
consegue emprego; e, em virtude de não conseguir emprego, afunda-se
ainda mais em dívidas".
Tramitação
O PL 527/07, que tramita em caráter conclusivo, será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Agência Câmara,
22 de novembro de 2007
Projeto restringe representação
em ação trabalhista
O Projeto de Lei 1666/07, do deputado Eliene Lima (PP-MT), exige que o representante
do empregador em causas na Justiça do Trabalho seja funcionário
da empresa. Segundo Eliene Lima, a medida visa coibir a formação
da "indústria de prepostos" - os representantes processuais
profissionais, cuja única atribuição é representar
o empregador em juízo.
Atualmente, a Consolidação
das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452/43) permite a substituição
do empregador pelo gerente ou por qualquer outro representante que tenha
conhecimento do fato em questão. O autor da proposta lembra que
o Tribunal Superior do Trabalho adotou orientação jurisprudencial
de que o representante seja, obrigatoriamente, empregado da empresa. "No
entanto, ainda existem opiniões divergentes, tanto na doutrina
quanto na jurisprudência", alerta Eliene Lima. A alteração,
continua, impedirá interpretações conflitantes ao
determinar que "a substituição processual do empregador
dar-se-á unicamente por um respectivo empregado".
De acordo com o projeto, quando
a empresa integrar um grupo econômico, o representante poderá ser
empregado de qualquer das unidades que componham o grupo. Se a empresa,
ainda que legalmente ativa, comprovar que não possui empregado
na ocasião da audiência, qualquer outra pessoa poderá ser
instituída como representante.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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ÂMBITO JURÍDICO,
22 de novembro de 2007
Instalação da Oitava
Turma completa nova composição do TST
O Tribunal Superior do Trabalho instalou hoje (21) a Oitava Turma, presidida
pela ministra Maria Cristina Peduzzi (foto) e integrada pelos ministros Dora
Maria da Costa e Márcio Eurico Vitral Amaro. “O evento é histórico
sob vários prismas”, afirmou o presidente do TST, ministro Rider
Nogueira de Brito, ao declarar instalada a nova Turma. “Com a instalação
deste órgão, completa-se o ciclo criado pela Emenda Constitucional
nº 45, que elevou de 17 para 27 a composição do TST”.
O ministro presidente destacou
que, pela primeira vez, o TST contará com oito Turmas. Vindo de
uma composição de cinco Turmas antes da Reforma do Judiciário,
a nova composição significa um aumento de 60% do número
de Turmas – que têm competência para julgar, principalmente,
recursos de revista e agravos de instrumento. É, também,
a primeira vez que um órgão fracionário do TST é presidido
por uma mulher, a ministra Cristina Peduzzi, oriunda do quinto constitucional
da Ordem dos Advogados do Brasil. “O aumento da composição
do TST, o aumento do quadro de servidores recentemente obtido, que permitiu
dotar os gabinetes dos ministros de quadro compatível com suas
necessidades, e a introdução de ferramentas de informática,
sem dúvida, propiciarão melhor desempenho do Tribunal – o
que aliás já vem acontecendo, tanto que o número
de processos julgados até outubro deste ano é de 126.675”,
afirmou o ministro Rider de Brito.
Ao assumir a presidência
da Oitava Turma, a ministra Maria Cristina Peduzzi, lembrou que, com
a criação este ano das duas novas Turmas, o TST deve ter
sua capacidade de julgamento ampliada em 32%. “Este é nosso
objetivo e propósito: implementar os princípios constitucionais
da celeridade e da segurança jurídica, respondendo às
expectativas da sociedade e buscando implementar os ideais de eqüidade
e justiça”, afirmou.
(Carmem Feijó)
Fonte: TST
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ÂMBITO JURÍDICO,
22 de novembro de 2007
Receber auxílio dos colegas
nas novas funções não retira direito a salário
de substituição
O empregado substituto faz jus aos salários do substituído quando
demonstrado que assumiu integramente as funções do outro durante
o período de substituição. A decisão é da
4ª Turma do TRT-MG ao dar provimento a recurso ordinário de um
reclamante, reconhecendo o seu direito ao salário de substituição
pelo período em que assumiu a gerência da agência bancária
onde trabalhava. Segundo o juiz convocado Fernando Luiz Gonçalves Rios
Neto, o fato de ter sido auxiliado por outros colegas na realização
de suas atividades não retira do empregado o direito ao salário
substituição. “Ainda mais quando restou demonstrado que
toda a responsabilidade e todas as assinaturas dos documentos eram de exclusiva
responsabilidade do reclamante”- acrescenta.
O juiz também ressaltou,
após rever as provas documentais e testemunhais do processo, que
o fato de ser auxiliado pelos colegas no período da substituição
não excluía a responsabilidade do autor como gerente. Salientou
ainda que o salário substituição volta-se ao exercício
de cargo ou função, não se confundindo com conceito
de tarefa.
Por esses fundamentos, a Turma
reformou a sentença de 1º grau, concedendo ao reclamante
o salário substituição requerido na inicial.
( RO nº 00201-2007-143-03-00-1
)
Fonte: TRT3
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ÚLTIMA
INSTÂNCIA, 22 de novembro de 2007
Acidente durante experiência pode
gerar estabilidade provisória
A 6ª Turma do TRT-MG (Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais), acompanhando
voto da desembargadora Emilia Facchini, manteve decisão de primeira instância
que reintegrou reclamante ao emprego.
Ao ser dispensado pela empresa, ele gozava
de estabilidade provisória em razão de acidente de trabalho,
como previsto no artigo 118 da Lei nº 8.213/91. A reclamada foi
condenada a pagar todos os salários do período decorrido
entre a dispensa, considerada nula, e a efetiva reintegração,
incluindo as cotas de salário-família.
A empresa firmou com o reclamante um contrato
de experiência pelo período de 21 de agosto a 18 de novembro
de 2006, contrato esse prorrogado até 18 de janeiro de 2007.
A alegação da ré era de que, com base no artigo
445, da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o reclamante
não teria direito à estabilidade acidentária ante
a incompatibilidade entre esse instituto e o contrato de experiência.
Mas segundo a desembargadora, a lei fixa a duração máxima
de 90 dias para o contrato de experiência. E ao ser prorrogado
para além desse prazo, o contrato existente entre as partes
se indeterminou, não podendo mais ser considerado de experiência
na época da sua rescisão.
A desembargadora frisou também que,
em função do acidente sofrido pelo reclamante, ele só retornou
ao trabalho quando já havia expirado o prazo previsto no contrato
e continuou prestando serviços normalmente ao empregador.
“Se na data do retorno a reclamada
tivesse procedido à imediata rescisão do contrato de
experiência, que teve seu termo durante o período de
afastamento previdenciário, realmente não haveria falar-se
em estabilidade provisória. No entanto, a reclamada optou
por manter o reclamante no emprego após a alta médica,
indeterminando o contrato, já que o autor permaneceu trabalhando
normalmente até o dia 18 de janeiro de 2007, quando a reclamada
o dispensou sem justa causa, com pagamento de aviso prévio
indenizado, o que indica que nem a própria ré considerava
que o contrato, àquela altura, fosse de experiência”.
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