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Agência Senado, 24
de novembro de 2007
CAS deve votar projeto
que permite ao empregado escolher banco para receber salário

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em reunião marcada
para a próxima quarta-feira (28), discutirá substitutivo
a projetos de lei que conferem ao empregado o direito de escolher o banco
e a agência em que prefere receber sua remuneração.
As propostas, de autoria dos senadores Aloizio Mercadante (PLS 340/04)
e Romeu Tuma (PLS 176/04), tramitam em conjunto e receberão decisão
terminativa da comissão.
De acordo com o substitutivo do senador Inácio
Arruda (PCdoB-CE), os empregados, servidores públicos,
aposentados e pensionistas poderão escolher a instituição
bancária, bem como a respectiva agência, pela
qual receberão suas remunerações.
Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT - Decreto-Lei 5.452/43) estabelece que a remuneração
dos trabalhadores seja depositada na instituição
financeira de preferência do empregador.
Na hipótese de o empregador efetuar o pagamento
da remuneração de seus empregados por meio
de cheque, o substitutivo determina ainda que a conta bancária
da qual será descontado deve ser de agência
próxima ao local de trabalho.
Na mesma reunião, a CAS também analisará o
substitutivo da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) ao
PLS 262/03, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que
proíbe a utilização de métodos
recrutamento de pessoal que possam causar dano à honra
e a dignidade do trabalhador. A proposta também
receberá decisão terminativa da comissão.
Centrais sindicais
Na pauta da CAS, composta de 13 itens, consta ainda o
projeto de lei que dispõe sobre o reconhecimento
formal das centrais sindicais (PLC 88/07). Na última
reunião da comissão, o relator da matéria,
senador Francisco Dornelles (PP-RJ), pediu adiamento da
votação da proposta para discutir o assunto
com outros senadores.
O ponto polêmico do projeto refere-se ao fim da
obrigatoriedade da contribuição sindical,
e as centrais sindicais pedem a rejeição
da proposta. A matéria tramita em regime de urgência,
simultaneamente, na CAS e nas comissões de Assuntos
Econômicos (CAE) e de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ).
A CAS examinará ainda, entre outros, o PLS 300/07,
do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que dispõe
sobre a extensão da licença-maternidade;
o PLS 194/07, do senador César Borges (DEM-BA),
que trata da proibição de descontos nos salários
do empregado; o PLS 98/07, de autoria do senador Marcelo
Creivella (PRB-RJ), que veda o emprego de práticas
que estimulem o aumento de velocidade por motociclistas
profissionais; e o PLS 164/03, do senador Flávio
Arns (PR-PR), que propõe a inclusão de assistência
psicológica no âmbito dos planos e seguros
privados de assistência á saúde.
Violência e criança
O requerimento da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE)
para realização de audiência pública
para discutir a importância da prevenção
da violência por meio de ações na primeira
infância também deve ser votado na quarta-feira.
A senadora sugeriu que a reunião se realize conjuntamente
com a Comissão de Educação (CE) e
que o diretor de pesquisas no Instituto de Pesquisas Médicas,
neurologista e pesquisador do Laboratório de Psicologia,
Psicopatologia do Desenvolvimento da Universidade de Bordeaux
(França), Hubert Montagner, seja convidado para
debater o assunto.
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Agência Diap, 24
de novembro de 2007
SALÁRIO DO TRABALHADOR
Massa salarial tem aumento
recorde ao longo de 2006
O mercado de trabalho brasileiro está mais qualificado, paga salários
melhores e tem empregado trabalhadores mais experientes – os mais
velhos e com maior tempo de estudo. Esse cenário, atrelado à política
de valorização do salário mínimo e à inflação
em queda, permitiu um crescimento recorde da massa salarial, que avançou
11,97% em termos reais entre 2005 e 2006. A alta foi fruto da expansão
de 5,77% do emprego e de 5,86% do salário médio, o maior
aumento desde 1996.
Em termos absolutos, foram os trabalhadores com 30 a 39 anos que mais
se beneficiaram do crescimento do emprego com carteira assinada, ficando
com 482,7 mil do total de 1,9 milhão de vagas geradas em 2006.
Já a maior variação relativa ficou na faixa etária
que vai de 50 a 64 anos, na qual o emprego subiu 9,77%. Isso pode ser
explicado pela maior qualificação dessas pessoas.
Os dados da Relação Anual de Informações
Sociais (Rais), divulgada nesta quinta-feira (22) pelo
Ministério do Trabalho, mostram, assim como outras
pesquisas sobre mercado de trabalho, que só os mais
qualificados têm chances de obter um emprego. "Como
os níveis de escolaridade cresceram no país, é natural
que a exigência em relação à qualificação
também cresça", explica João
Saboia, diretor-geral do Instituto de Economia da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Em 2006, segundo a Rais, 68% das vagas criadas ficaram
para quem tem pelo menos o ensino médio completo.
Para quem não tem estudo ou não chegou a
completar a oitava série do ensino fundamental só se
fecham vagas. Isso significa que há mais gente sem
qualificação sendo demitida do que admitida
no mercado de trabalho.
Uma novidade nos dados da Rais é que também
as pessoas mais qualificadas tiveram aumentos de salários
acima da média do trabalhador brasileiro. Antes,
o que se via era um crescimento da renda sempre mais forte
para a parte mais pobre e menos qualificada da população
e um achatamento dos maiores salários. Isso também
aconteceu em 2006, ano em que a remuneração
média dos analfabetos subiu 9,77%, mas foi acompanhada
por uma alta de 7,21% nos salários de quem concluiu
a universidade, acima dos 5,86% verificados para a média
dos trabalhadores. Já aqueles que têm uma
qualificação mediana, como o ensino médio
completo, tiveram aumento menos robusto nos rendimentos,
de 4,1%, por exemplo.
Oferta e demanda
Para Carlos Henrique Corseuil, economista do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), o maior aumento dos rendimentos dos
mais qualificados é explicado pela lei da oferta e da demanda.
O crescimento econômico, segundo ele, passou a exigir uma mão-de-obra
mais qualificada. Como não há tanta gente assim no mercado
de trabalho, o preço do trabalhador especializado aumentou. "As
empresas estão disputando essa mão-de-obra", explica
Corseuil.
Uma consequência negativa da alta dos salários
dos mais qualificados, que têm os maiores rendimentos,
seria uma maior desigualdade social. No entanto, como o
salário dos sem qualificação também
está crescendo, esse efeito tende a ser diluído.
E como explicar o crescimento forte da renda dos analfabetos
e dos que não completaram nem a quarta-série? "Salário
mínimo", responde o pesquisador. Em 2006, esse
salário foi reajustado em 16,7%, um aumento real
de 12%, número próximo, por exemplo, da alta
de 9,8% na remuneração média dos trabalhadores
analfabetos.
Outro destaque é a maior inserção
das mulheres. O emprego para elas cresceu 6,59%, acima
do 5,21% da força masculina. Carlos Lupi, ministro
do Trabalho, destacou o aumento na formalização.
Tomando dados da Pesquisa Anual de Amostra por Domicílio
(Pnad), em 2005 os ocupados nos setores formal e informal
somavam 87,2 milhões, onde cerca de 38% eram contratados.
Em 2006, esse universo cresceu para 89 milhões (estimativa
da Pnad), elevando os empregos formais para 40%.
Lupi disse que sabia que o dado da Rais seria positivo,
mas que não imaginava que "seria tão
positivo". Ele projeta que neste ano sejam geradas
2,2 milhões de vagas formais. "O país
está num ciclo irreversível de crescimento." Corseuil,
do Ipea, não tem tanta certeza sobre isso. "Estamos
crescendo. Mas será que em algum momento as empresas
não vão esbarrar na falta de mão-de-obra
qualificada?", questiona.
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Agência Diap, 24
de novembro de 2007
RESUMO DA SEMANA
Múcio Monteiro
substitui Mares Guia na articulação política
do Governo
Esta semana parecia que nada de relevante iria acontecer na política.
Ledo engano. Dois fatos garantiram as manchetes dos jornais de hoje:
a renúncia do ministro Walfrido dos Mares Guia da articulação
política do Governo e o desembarque da bancada do PTB no Senado
do bloco aliado.
Denunciado nesta quarta-feira (21) pelo procurador-geral
da República, Antonio Fernando Souza, ao Supremo
Tribunal Federal (STF) por crimes de peculato e lavagem
de dinheiro na campanha à reeleição
do ex-governador e atual senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG)
ao governo do estado de Minas Gerais, em 1998, o ministro
das Relações Institucionais, Walfrido dos
Mares Guia, renunciou ao cargo. Em seu lugar, assume o
líder do Governo na Câmara, deputado José Múcio
Monteiro (PTB/PE).
Assume a Liderança do Governo, no lugar de Zé Múcio,
o petista Henrique Fontana (RS), que conduzirá a
base aliada na Câmara até o final da sessão
legisaltiva, em 22 de dezembro, quando o Congresso entra
em recesso, para só retornar aos trabalhos em 2
de fevereiro de 2008.
Trata-se de afastamento temporário. Caso Mares
Guia comprove sua inocência, ele poderá voltar
ao Governo no mesmo posto.
Ao assumir o novo cargo, Múcio Monteiro tem tarefa
urgente para tocar: unir a base do Governo para votar a
CPMF no Senado. E o trabalho começa já, pois
a PEC já está no plenário da Casa
e o prazo para sua apreciação vence no dia
22 de dezembro, quando o Congresso entra em recesso parlamentar.
A validade do imposto do cheque expira no dia 31 de dezembro.
Desembarque
A bancada do PTB no Senado, composta por sete membros — Epitácio
Cafeteira (MA), Gim Argello (DF), João Vicente Claudino (PI),
Mozarildo Cavalcanti (RR), Romeu Tuma (SP), Sérgio Zambiasi
(RS) e Fernando Collor (AL), este licenciado do mandato — saiu
do bloco parlamentar de apoio ao Governo na Casa. Leia mais
A decisão foi tomada logo depois de o senador Mozarildo
ter sido substituído na CCJ porque havia anunciado
que ia votar contra a orientação do Governo
na PEC do imposto do cheque. O líder da bancada,
Epitácio Cafeteira disse que o partido sai do bloco,
mas não da base de apoio ao Governo.
Caso Renan
O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), já é carta
fora do baralho. Nesta quarta-feira (21), ele prorrogou até o
dia 29 de dezembro a licença do cargo e, na prática,
do mandato, para não atrapalhar a votação do imposto
do cheque no Senado. Leia mais
Ainda falta votar três processos contra ele por
quebra do decoro parlamentar. Mesmo que mantenha o mandato,
Renan perdeu toda a influência política no
Legislativo e também no Executivo.
Trabalho aos domingos
Nesta terça-feira (20), os deputados aprovaram o texto original
da MP 388, que regulamenta a trabalho dos comerciários aos domingos
e feriados. Ou seja, a Câmara derrubou as duas emendas aprovadas
no Senado.
Ficou mantida a necessidade de convenção
coletiva apenas para os trabalhos nos feriados — os
senadores queriam ampliar essa exigência para o comércio
aos domingos; e também queriam estender as regras
aos supermercados e hipermercados, incluindo-os explicitamente
no texto (o que também foi rejeitado).
Mercosul
Depois de amplo e intenso debate, a CCJ da Câmara aprovou, nesta
quarta-feira (21), o parecer favorável do relator, deputado
Paulo Maluf (PP/SP), por 44 votos a 17, ao Projeto de Decreto Legislativo
da Câmara (PDC) 387/07, que trata do protocolo de adesão
plena da Venezuela ao Mercosul.
O projeto ratifica o texto do protocolo assinado em Caracas,
em julho de 2006, pelos países que fazem parte do
bloco econômico (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai),
além da própria Venezuela.
Os partidos da base aliada votaram a favor do projeto,
além do PSol e PV. Os deputados do DEM, PSDB e PPS
votaram contra o texto do protocolo. A matéria será,
agora, votada no plenário, depois vai ao exame do
Senado.
Tucanos
Desde ontem o PSDB está reunido no seu 3º Congresso e 9ª Convenção,
que termina hoje às 14h30. No evento, o atual presidente da
legenda, senador Tasso Jereissati (CE) passa o comando da sigla ao
senador Sérgio Guerra (PE). O partido se prepara para disputar
as eleições municipais de 2008.
O PSDB vive uma disputa interna entre os governadores
de São Paulo, José Serra; e Aécio
Neves, Minas Gerais. Dessa disputa sairá o candidato
da oposição — PSDB, DEM e PPS — à Presidência
da República em 2010. Um dos objetivos do congresso é definir
os novos integrantes do Diretório Nacional e discutir
a atualização do programa partidário
tucano, lançado em 1988.
Conselho político
O Conselho Político — que é formado
pelos presidentes dos partidos que compõem a base
do Governo no Congresso — reuniu-se nesta quinta-feira,
22, no Palácio do Planalto, para debater alguns
temas de interesse do Governo.
O encontro, também contou com a presença
de líderes do Legislativo, discutiu questões
como a reforma política, reforma tributária
e prorrogação da CPMF (Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira).
Um fórum de dirigentes partidários será criado
para debater e chegar a um consenso sobre a reforma política.
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Diário Vermelho,
24 de novembro de 2007
A Amazônia é o futuro
do País, diz Mangabeira Unger
A Amazônia é o futuro do País. A tese é do
ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, defendida
na mesa-redonda que discutiu Infra-Estrutura para o Desenvolvimento,
dentro do 1o Simpósio Amazônia e Desenvolvimento Nacional.
O evento, ocorrido este semana em Brasília, é uma iniciativa
da Comissão da Amazônia, presidida pela deputada Vanessa
Grazziotin (PCdoB-AM).
Na avaliação do Ministro, se o País for obrigado
a escolher entre a preservação da natureza e o desenvolvimento,
vai escolher desenvolvimento. “Isso tem que mudar”, frisou.
Segundo ele é necessário realizar um projeto de zoneamento
econômico e ecológico tendo como pressuposto a solução
a questão fundiária.
Outra ponderação feita pelo Ministro é de
que devem existir duas estratégias diferenciadas:
uma para a floresta já desmatada e outra para a
floresta que ainda está em pé.
“ Na parte desmatada temos a oportunidade de construir
um modelo econômico que seja pautado pela organização
estratégica dos pequenos produtores. Para a floresta
intacta deve-se investir em economia e tecnologia para
o controle do manejo, reduzindo impactos e conservando
a floresta em pé”, defendeu Mangabeira.
O Ministro também salientou que o transporte que
deve prevalecer na região é o ferroviário,
que trará menos impactos ao meio ambiente, dando
mais oportunidades de deslocamento às populações.
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Diário Vermelho,
24 de novembro de 2007
Índia deve confirmar previsão
de crescimento de 9% em 2007
A economia indiana crescerá no atual ano fiscal cerca
de 9%, disse nesta sexta-feira (23) o ministro de Finanças da Índia,
Palaniappan Chidambaram. "A economia está crescendo em
torno de 8,6%, que foi a taxa de crescimento dos últimos quatro
anos. Em 2007/08, alcançaremos uma taxa próxima aos 9%",
disse, em um encontro com uma delegação da Islândia
em visita à Índia.
O ministro disse que os preços do petróleo
continuarão aumentando junto com os dos bens de
consumo e comestíveis. "Precisamos garantir
que esses preços estejam sob controle e que a inflação
não fuja do controle", acrescentou.
Na semana até o dia 27 de outubro, a inflação
da Índia caiu a 2,97%, mais baixa em cinco anos.
O nível de inflação continua abaixo
das previsões do Banco Central indiano – de
5%.
A Comissão de Planejamento indiana lançou
dia 8 de novembro o projeto para o 11º plano qüinqüenal
do país, que fixa as metas entre 2007 e 2012. O
objetivo é levar o crescimento do PIB a uma média
de 9% ao ano.
A OCDE (Organização para a Cooperação
e o Desenvolvimento Econômicos) informou neste mês
que o objetivo da Índia de atingir crescimento de
10% ao ano até 2011 é possível desde
que haja reformas – principalmente a do mercado de
trabalho, a fiscal e a do ambiente das empresas.
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Revista Consultor Jurídico,
24 de novembro de 2007
Justa causa não
comprovada dá direito a indenização
Depois de mais de 27 anos de trabalho para o Banco Meridional, um gerente
da agência de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, foi demitido
por justa causa acusado de negligência. Na Justiça do Trabalho,
ele conseguiu comprovar que a penalidade imposta foi completamente desproporcional
ao ato praticado. Por isso, terá direito a receber verbas rescisórias
e indenização por danos morais.
A 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho não
acolheu o recurso do banco, por não caber ao TST
avaliar fatos e provas, e manteve a decisão do Tribunal
Regional do Trabalho da 12ª Região (SC), que
condenou o banco ao pagamento de uma indenização
de aproximadamente R$ 56 mil.
Responsável pela guarda das chaves da agência,
do cofre e da caixa-forte, o gerente administrativo foi
acusado pelo banco de negligência por tê-las
deixado em sua gaveta e, no mesmo dia, ter ocorrido o furto
de R$ 50,2 mil do interior do cofre. O relatório
da auditoria terminou cerca de 30 dias depois do fato e
o banco não descobriu quem foi o autor do furto.
No entanto, o bancário foi demitido, apesar de,
na avaliação do próprio banco, ser
profissional qualificado e de comportamento exemplar desde
sua contratação, em 1970.
Quando ajuizou a reclamação trabalhista,
o ex-gerente pediu a declaração de nulidade
ou anulação do ato de demissão, a
reintegração ao emprego ou a descaracterização
da justa causa e o pagamento das verbas rescisórias
devidas em casos de dispensa imotivada. A 3ª Vara
do Trabalho de Joinville (SC) considerou imotivada a demissão
e condenou o banco ao pagamento das verbas rescisórias
e à liberação do FGTS, com pagamento
de multa de 40%. Quanto aos danos morais, a indenização
foi fixada em R$ 56,3 mil, valor que representa o total
em salários que o bancário teria direito
em 26 meses, período que faltava para completar
o prazo legal para se aposentar.
No Recurso Ordinário ao Tribunal Regional do Trabalho
da 12ª Região (SC), o Banco Meridional alegou
que era válida a demissão por justa causa,
porque o gerente não tomou as cautelas necessárias
e permitiu que as chaves do cofre fossem utilizadas para
abertura do cofre e o conseqüente furto. O TRT, porém,
considerou que não havia norma interna quanto ao
procedimento da guarda de chaves e que não foi comprovado
que somente o gerente administrativo as tinha. Ao contrário,
o preposto do banco, em depoimento, afirmou que outros
funcionários também tinham chaves do cofre
na ocasião do furto.
A segunda instância julgou que, se havia quebra
de confiança, caberia ao banco retornar o funcionário
ao cargo anteriormente exercido, suprimindo a função
de confiança ou, quando muito, demiti-lo sem justa
causa.
Quanto ao dano moral sofrido, o Tribunal Regional considerou óbvia
sua comprovação. “Toda a comunidade
do município em que se situa a agência bancária
tem o empregado como ‘ladrão’, já que
a sua demissão decorreu objetivamente do fato em
questão, e aos leigos não é exigido
distinguir entre ato de imprudência, ou de suposta
negligência, com atos de desonestidade”, reconheceu.
A decisão foi mantida pela 1ª Turma do TST.
RR-706.188/2000.2
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Nova Central, 24 de novembro
de 2007
Câmara analisa
voto facultativo e mandato eletivo de 5 anos
A Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania pode votar a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 211/95, que torna o voto facultativo e estabelece mandato de cinco
anos para o presidente da República e para governadores, prefeitos,
senadores, deputados e vereadores. Atualmente, os senadores têm
mandatos de oito anos, enquanto os demais cargos têm mandatos de
quatro anos.
A PEC, de autoria do ex-deputado José Janene, será analisada
quanto à sua admissibilidade. O relator, deputado
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recomenda a admissão da
proposta. Em seu parecer, ele exclui da PEC o artigo que
estipula o início dos mandatos de cinco anos a partir
das eleições de 2002.
O relator é a favor da admissibilidade de outras
29 PECs que tramitam apensadas e tratam do mesmo tema.
Omissão de agente público
Outro item da pauta é o Projeto de Lei 1526/07, da Comissão
de Legislação Participativa, que tipifica como crime
a omissão de agente público que, no exercício
da função, deixar de comunicar à autoridade competente
a ocorrência de crime de ação pública do
qual teve conhecimento no exercício da função,
desde que a ação penal não dependa de representação.
A pena prevista no projeto é detenção de seis
meses a dois anos e multa. Hoje, essa omissão é considerada
uma contravenção, punida apenas com multa.
O relator, deputado George Hilton (PP-MG), apresentou
substitutivo que troca a expressão "crime de
ação pública, desde que a ação
penal não dependa de representação",
por "crime de ação penal pública
incondicionada".
Recursos para universidades
Também poderá ser votado o Projeto de Lei 4285/04, do
deputado Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE), que destina a universidades
todos os recursos financeiros de fonte estrangeira que entrarem no
Brasil para financiar a preservação da biodiversidade.
A proposta ainda estabelece que a propriedade intelectual dos resultados
das pesquisas feitas com esses recursos será, obrigatoriamente,
brasileira.
O relator, deputado Colbert Martins (PMDB-BA), recomenda
a aprovação do projeto. Ele apresentou substitutivo
que permite às universidades brasileiras repassar
parte dos resultados de eventual exploração
econômica à instituição estrangeira
que apoiar financeiramente o projeto.
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Agência Brasil, 24
de novembro de 2007
Média das notas
no Enem melhorou neste ano, informa Inep
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Brasília - As notas dos participantes do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) melhoraram neste
ano. De acordo com balanço do Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(Inep) do Ministério da Educação,
a média de desempenho na prova objetiva foi de 51,52
e na de redação, 55,99, numa escala que vai
de zero a 100. No ano passado, as médias foram respectivamente
36,90 e 52,08 pontos.
A menor média de prova objetiva ficou para a região
Norte (44,79) e de redação para o Nordeste
(55,20), enquanto a maior média da avaliação
objetiva e de redação é do Sul, com
54,82 e 57,81 pontos, respectivamente.
Outro dado é que os estudantes que só frequentaram
a rede pública durante o curso tiveram média
49,20 na prova objetiva, enquanto aqueles que estudaram
os três em escolar particular ficaram com média
de 68,04 pontos. No caso das redação, as
notas foram 55,26 e 62,26, respectivamente.
De acordo com o Inep, cerca de 2,7 milhões de
estudantes compareceram ao exame no dia 26 de agosto de
2007.
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Agência
Brasil, 24 de novembro de 2007
Inscrições
no ProUni começam segunda-feira
Agência Brasil
Brasília - As inscrições para o processo
seletivo do Programa Universidade para Todos (ProUni) referentes
ao primeiro semestre de 2008 estarão abertas a partir
de segunda-feira (26). Criado em 2004 pelo Ministério
da Educação (MEC), o programa oferece a estudantes
brasileiros bolsas de estudos integrais e parciais, de 50%,
em instituições de educação superior
privadas, em cursos de graduação e seqüenciais
de formação específica.
Segundo o MEC, no primeiro semestre deste ano, inscreveram-se
cerca de 480 mil estudantes. Podem participar do programa
estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) em 2007 e tenham obtido no mínimo 45 pontos
(média aritmética entre redação
e conhecimentos gerais).
Os candidatos também devem ter cursado o ensino médio
em escola pública ou, na condição de
bolsista integral, na rede particular e comprovar renda familiar
de até um salário mínimo e meio (R$
570) para a bolsa integral e de até três salários
mínimos (R$ 1.140) para a integral.
As inscrições serão feitas somente
pela internet, na página eletrônica do ProUni,
até às 21 horas de 14 de dezembro. A divulgação
do resultado está prevista para o dia 19 do mês
que vem.
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Gazeta do Povo, 24 de novembro
de 2007
BRASIL | NASCEU DE NOVO
Pedreiro cai do 7.º andar
dentro de uma piscina e sobrevive
Brasília – Uma história no mínimo
inusitada ocorreu em Águas Claras, cidade no entorno
de Brasília, na tarde de quinta-feira. O servente
Railon Rufino, 39 anos, escapou da morte ao praticamente
voar do sétimo andar de um prédio e cair
dentro da piscina do edifício ao lado. Rufino, que
não sabe nadar, caiu dentro da água e foi
levado sem grandes ferimentos ao hospital. Ele passa bem.
Rufino fazia o acabamento das pastilhas na lateral de
um edifício quando o andaime balançou por
causa de um forte vento. Ele escorregou, atravessou uma
proteção de madeirite que havia embaixo do
andaime e caiu de uma altura de sete andares – aproximadamente
20 metros. “Só lembro da hora que eu estava
caindo. Eu achava que ia morrer. Aí, graças
a Deus, caí dentro da piscina cheia de água.
Por causa disso estou aqui pra contar a história”,
afirma Railon. Ele diz que não sabe nadar muito
bem, mas que a piscina não era funda.
O servente foi levado por bombeiros para o Hospital Regional
de Taguatinga. Ele não quebrou nenhum osso nem teve
que ser internado. Ficou apenas por algumas horas em observação. “Eu
vivi de novo”, diz Railon.
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Gazeta do Povo, 24 de novembro
de 2007
BRASIL | GASTOS PÚBLICOS
Prefeitos e vereadores
de nove estados receberão 13.º
São Paulo – Em pelo menos nove estados
do país, prefeitos e vereadores estão autorizados
a receber o 13.º salário dos cofres públicos
no fim deste ano. O benefício será concedido
apesar de a Constituição proibir o pagamento
de “gratificações’’ ao salário
de quem possui cargo público eletivo. Com base nesse
entendimento, outros sete estados proibiram prefeitos e vereadores
de ganhar a remuneração extra. Presidente e
vice-presidente da República também recebem
o benefício, segundo a assessoria de imprensa do Planalto.
Em nove estados – Goiás, Minas Gerais,
Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rondônia, Roraima,
Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins –,
os Tribunais de Contas decidiram liberar o pagamento,
mas apenas para cidades onde existem leis locais regulando
o benefício. Os conselheiros entenderam que as
categorias de prefeitos e vereadores são regidas
por princípios semelhantes aos de trabalhadores
comuns, como acontece com os funcionários públicos.
Sete Tribunais de Contas – Amazonas, Ceará,
Espírito Santo, Mato Grosso, Pará, Paraná e
São Paulo – proíbem o pagamento do
13.º a prefeitos e vereadores ainda que exista uma
lei no município estabelecendo o benefício.
Quem descumpre a norma corre o risco de ter as contas
rejeitadas pelo órgão. Também pode
receber como punição a devolução
do dinheiro ganho com correções.
A primeira parcela da gratificação de
fim de ano deve ser paga em novembro. A segunda parte
da remuneração será recebida até o
dia 20 de dezembro, assim como é o pagamento do
13.º salário.
Os nove estados que autorizam o pagamento possuem 2.357
municípios. Os tribunais não têm
levantamentos sobre em quantas cidades há legislações
estabelecendo o pagamento do salário extra.
Rombo - Pagamento deve sobrecarregar
caixa de municípios
O pagamento do 13.º salário deve sobrecarregar o caixa
de cidades com leis autorizando o pagamento. Araricá (RS) é uma
das cidades onde o pagamento a prefeitos e vereadores deve ser feito
a partir do fim de novembro. O município de 4 mil habitantes
tem um orçamento de cerca de R$ 475 mil por mês. A administração
local consumirá 8% da receita com o pagamento de salários
aos políticos da cidade no fim do ano.
A remuneração extra ao prefeito, vice-prefeito
e a nove vereadores custará quase R$ 20 mil. A
prefeitura diz que a lei existe desde a fundação
da cidade, há dez anos.
Em Biguaçu (SC), com 53 mil habitantes, a despesa
será ainda maior. O município terá uma
despesa adicional de cerca de R$ 40 mil com a Câmara,
prefeito e vice-prefeito até o final de 2007.
Santa Catarina
Outra cidade catarinense onde o pagamento é previsto
por lei e autorizado pelo Tribunal de Contas do Estado é Bombinhas,
que tem 12 mil habitantes. A remuneração
de vereadores, prefeito e vice-prefeito custará aos
cofres públicos R$ 31 mil.
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Gazeta do Povo, 24 de novembro
de 2007
MUNDO | PESQUISA
Ganhar mais que o colega “satisfaz
mais” que alto salário
Berlim – Um experimento demonstrou na prática
o velho ditado de que “a grama é sempre mais
verde no quintal do vizinho”. Isto é, não é tanto
o valor absoluto de uma recompensa que deixa alguém
feliz, pois isso depende também da comparação
com a situação de um rival.
“As pessoas não se importam apenas com o
que elas próprias ganham; parece ser igualmente
importante o que elas ganham relativamente a uma outra
pessoa”, declarou o economista Armin Falk, da Universidade
de Bonn, Alemanha. O estudo foi publicado na revista Science.
O experimento envolveu 38 homens, avaliados aos pares
em aparelhos que mediam a atividade do cérebro.
Os voluntários tinham de responder a perguntas simples – como
estimar o número de pontos em uma tela – e
eram premiados pelas respostas certas, com uma recompensa
monetária que ia de R$ 79 e R$ 318.
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Folha de Londrina, 24 de
novembro de 2007
Seu Direito: EXTRAVIO
DE DOCUMENTOS
Trabalhei em duas empresas em São Paulo entre 1975 e 1978. Porém
a minha carteira de trabalho foi extraviada e, ao retirar uma nova, não
ficou registrado o tempo de São Paulo. Tentei resolver o problema
junto ao INSS, solicitando o Cadastro Nacional de Informações
Sociais, mas no documento constam apenas as datas de admissão
e não as datas de rescisão. Não consigo localizar
as empresas em São Paulo, pois devem estar inativas. Como posso
provar que trabalhei durante este período?
A carteira profissional é prova plena do referido
tempo de serviço. Este pode ainda ser comprovado
por meio do livro/ficha de registro de empregados da empresa
onde o segurado trabalhou. Na impossibilidade de localizar
os proprietários da empresa para conseguir o livro/ficha,
o obreiro pode ainda comprovar o tempo de serviço
por meio de indício de prova material que possa
levar à convicção de que o segurado
trabalhou na empresa, aliado ao depoimento de testemunhas.
O indício de prova material pode ser, por exemplo,
o termo de rescisão do contrato de trabalho, registros
contábeis da empresa constando o nome do segurado,
recibos de pagamento de salários e de 13º,
recibos de férias, documentos da empresa preenchidos
pelo segurado, entre outros.
Os registros junto ao Cadastro Nacional de Informações
Sociais (CNIS) também servem como indício
de prova material dos contratos de trabalho. Há a
necessidade ainda de ser tomado o depoimento de testemunhas
que presenciaram o segurado trabalhando nas empresas durante
o período que se pretende comprovar.
Nossos tribunais têm decidido que mesmo que tenha
sido extraviada a carteira profissional, havendo prova
documental e testemunhal, há que ser computado,
para fins de aposentadoria, o tempo de serviço
trabalhado como empregado. Alguns tribunais têm
admitido ainda a prova deste tempo de serviço exclusivamente
com prova testemunhal.
Fabio Antonio da Silva Martin,
advogado
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Paraná Online, 24
de novembro de 2007
Construção
civil lidera crescimento do emprego
AN Curitiba
Foto: Fábio Alexandre

No desempenho do emprego por
setores, nos últimos 12 meses, o maior destaque
foi a construção civil, com 15,51%.
Curitiba teve 29.534 novas vagas de emprego de janeiro a outubro de
2007. O número é 12,1% maior que no mesmo período
no ano passado. De janeiro a outubro de 2006, Curitiba teve 26.344
novas vagas. A construção civil lidera o crescimento,
com 19,14% das novas vagas. "O aumento do nível de emprego
deve-se ao crescimento da economia da cidade e também ao grande
volume de investimentos feito pela Prefeitura", diz o secretário
municipal do Trabalho e Emprego, Manassés Oliveira.
Os dados foram apresentados pela Secretaria Municipal
do Trabalho e Emprego de Curitiba com base nas informações
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged),
do Ministério do Trabalho.
De janeiro e outubro de 2007, os setores que estão
puxando o crescimento são: construção
civil 19,14% (3.753 vagas), indústria de transformação
8,13% (6.931 vagas) e comércio 5,29% (6.312 vagas).
Nos últimos doze meses, Curitiba teve 32.600 novas
vagas, chegando a 567 mil empregos formais em outubro de
2007. A variação nos últimos 12 meses
foi positiva, com um crescimento de 6,14%. Desde janeiro
de 2005, quando tinha 486 mil empregos formais, Curitiba
criou 81 mil novas vagas. "O resultado confirma três
anos de forte ritmo de crescimento do emprego na cidade",
diz Manassés Oliveira.
No desempenho do emprego por setores, nos últimos
12 meses o maior destaque foi a construção
civil com 15,51% (3.284 vagas), seguido da indústria
de transformação com 9,19% (7.495 vagas)
e comércio 7,0% (8.377 vagas).
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Paraná Online, 24
de novembro de 2007
132 políticos
podem perder o mandato no Paraná
Elizabete Castro
Foto: Allan Costa Pinto

Carlos Simões: deputado trocou PTB pelo PR.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) divulgou levantamento ontem informando
que já recebeu 132 pedidos de decretação de perda
de mandato de vereador, um de deputado estadual - Carlos Simões
(PR) - e dois de suplente de deputado estadual - Mário Roque (PSB)
e Julieta Reis (PSB). Todos são acusados de infidelidade partidária
por deixarem as siglas pelas quais foram eleitos. O prazo para que os
partidos peçam de volta os mandatos, com base na decisão
do Supremo Tribunal Federal considerando que os mandatos pertencem aos
partidos, termina na próxima sexta-feira, dia 30. Depois desta
data, somente o Ministério Público Eleitoral é que
pode requerer os mandatos dos atuais eleitos. Até agora, não
houve nenhum pedido de devolução de mandato de prefeitos.
A retomada dos mandatos está sendo requerida pelos
partidos com base no prazo de referência, fixado
em 27 de março deste ano, quando o Tribunal Superior
Eleitoral respondeu a uma consulta da direção
nacional do DEM.
A vaga de Simões na Assembléia Legislativa
está sendo reivindicada pelo 1.º suplente da
coligação PDT-PTB, Fernando Scanavaca. Simões
foi eleito pelo PTB e se filiou ao PR este ano.
Os advogados do PDT e de Scanava argumentam que ele deixou
o partido fora do prazo e que foi diplomado pela Justiça
Eleitoral como o primeiro suplente da coligação
e que, em caso de perda de mandato de Simões, a
cadeira não seria do PTB, mas do suplente da coligação.
A base do pedido é que, no momento da coligação,
os partidos que a formam são considerados como um único
agrupamento. A assessoria jurídica do PDT apresentou
uma certidão de uma das zonas eleitorais de Curitiba
para comprovar que Simões deixou o PTB depois de
27 de março deste ano.
Sem prazo
Após o dia 30, os pedidos serão distribuídos
entre os juizes eleitorais, que não têm prazo
determinado para julgar as ações. O Ministério
Público Eleitoral também irá se manifestar
sobre os pedidos de devolução do mandato.
Na hipótese de uma decisão favorável
aos partidos, os detentores dos mandatos podem ainda recorrer
ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Além do pedido do PDT, o TRE já recebeu
ações do PPS que reivindica 35 mandatos de
vereadores, do DEM que pede de volta 28 cadeiras nas câmaras
municipais, do PSDB, que pede a devolução
de 11 mandatos e do PMDB que requisita outras 11 cadeiras
de vereadores. A Justiça Eleitoral também
recebeu três solicitações de vereadores
que pedem o reconhecimento do argumento de justa causa
para a desfiliação dos seus partidos.
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Folha de São Paulo,
24 de novembro de 2007
País quer quem
fale bem a língua, diz FHC
Tucano afirma querer "brasileiros
melhor educados" e comete erro de português ao
fazer critica velada à formação de Lula
No discurso de encerramento do Congresso
Nacional do PSDB, ex-presidente se refere ao PT como "elitezinha
que se abotoou ao poder"
Sérgio Lima/Folha Imagem

Fernando Henrique e Aécio Neves riem no último dia do
Congresso Nacional do PSDB, em Brasília
SILVIO NAVARRO, FELIPE SELIGMAN
MARIA LUIZA RABELLO , DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso encerrou ontem
o Congresso Nacional do PSDB, em Brasília, afirmando
que quer "brasileiros melhor educados, e não
liderados por gente que despreza a educação,
a começar pela própria." O ex-presidente
cometeu um erro de português. Especialistas consideram
que, de acordo com a norma culta da língua, o correto
seria ter dito "brasileiros mais bem educados".
Em suas mais duras críticas desde que começou o evento
tucano, FHC não mencionou diretamente o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e nem o PT, mas sua fala foi entendida pelos presentes
como uma alusão ao presidente petista. Em um esforço
para tentar separar as denúncias do valerioduto tucano do escândalo
do mensalão, o PSDB, no último dia do congresso, deixou
para FHC desferir a artilharia pesada contra o governo e o PT, a quem
o ex-presidente se refere como "elitezinha que se abotoou ao poder".
O tucano citou Lula logo na primeira frase do discurso, mas, no decorrer
da fala, passou a ocultar o nome do presidente Lula. Permeou o discurso
com frases para rebater as críticas do PT que o partido e seus
membros são elitistas. " Nosso partido tem gente acadêmica,
não temos vergonha disso. Tem gente que sabe falar mais de uma
língua, e também sabemos muito bem falar a nossa língua.
Muitos brasileiros ainda não puderam saber falar bem a nossa
língua e muito menos as outras", afirmou FHC para os militantes.
" E nós faremos o possível e o impossível para que
saibam falar bem a nossa língua. Queremos brasileiros melhor educados,
e não brasileiros liderados por gente que despreza a educação,
a começar pela própria." Lula já se referiu em vários
discursos ao fato de não ter diploma universitário e disse ser "vítima
de preconceito". Em um discurso em setembro, em Santo André (SP),
Lula disse que "se criou o dogma neste país de que só poderia
ser presidente da República quem tivesse diploma universitário.
Esse era o dogma, como se pudesse haver qualquer confusão entre
a capacidade de gerenciar, a capacidade de tomar decisão política
e a quantidade de anos de escola. Os anos de escola servem para um
milhão de coisas, mas para decisão política é preciso,
antes de tudo, saber de que lado se está e saber se tem consciência
ou não de que lado a pessoa está governando ou está tomando
posição".
Na saída do evento tucano, o governador de São Paulo,
José Serra, também negou a imagem de que o PSDB é um
partido da elite e fez coro à declaração de FHC. "Não
existe esse estigma [de elite]. Fui eleito e ganhei em São Paulo
em todas as regiões e estratos sociais. Minas teve perfil semelhante.
O PSDB não é partido de elite, é de gente que
trabalha e estuda", disse.
Sobre o futuro, disse que prevê uma "batalha muito dura" ao
PSDB em 2010, mas que o "tempo de vacas gordas" vai desaparecer
e que "há tempestades lá fora". "Tenho
muita informação, sou professor nos EUA, acompanho de
perto."
O tucano também fez questão de falar na crise política
com o episódio do mensalão, tema preferido entre os líderes
da sigla ontem. Da tribuna da convenção, FHC narrou uma
cena ocorrida em 2003, quando ele se despediu de Lula no dia da posse.
Afirmou que ouviu do petista que "deixava um amigo" no Palácio
do Planalto, mas, com o tempo, seu governo "escolheu o caminho
do valerioduto e do mensalão".
O mensalão também permeou o discurso do novo presidente
tucano, Sérgio Guerra.
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Folha de São Paulo,
24 de novembro de 2007
Consumo de energia elétrica
cresce 5,2% em 2007, afirma EPE
Expansão da economia
eleva demanda e gera temor de gargalo energético
CIRILO JUNIOR
DA FOLHA ONLINE, NO RIO
O consumo de energia elétrica no país, nos últimos
12 meses encerrados em outubro, foi recorde histórico.
De acordo com dados divulgados pela EPE (Empresa de Pesquisa
Energética), o consumo atingiu 372.960 GWh (gigawatts-hora),
o que indica uma expansão de 5% em relação
a igual período do ano anterior.
No comparativo a outubro do ano passado, a expansão do consumo
de energia foi de 6%. No ano, a taxa acumula crescimento de 5,2%. O
aumento do consumo, puxado pela expansão maior da economia,
gera temores de gargalo energético no curto prazo.
O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, disse que o recorde
não leva em consideração o ano de 2003, posterior
ao racionamento. "Em razão da economia de energia em 2002,
a base comparativa foi muito baixa. Tirando isso, temos esse recorde
que indica um crescimento sustentável do consumo de energia
elétrica", afirmou.
O crescimento foi puxado principalmente pelo consumo residencial, que
nos últimos 12 meses aumentou 6%, para 90.128 GWh. Em relação
a outubro deste ano e do ano passado, a expansão foi de 5,7%,
para 7.593 GWh. No acumulado do ano, o consumo está em 75.323
GWh, 6,1% acima dos primeiros dez meses de 2006.
O consumo industrial, que representa 45,9% do total, cresceu 4,5% nos últimos
12 meses, indo a 171.135 GWh. Em relação a outubro de
2006, o incremento foi de 5%, para 14.791 GWh, e no acumulado do ano
a alta é de 4,7%, 142.528 GWh.
Apesar de o crescimento da indústria, nos últimos 12
meses, ter ficado abaixo da média geral, Tolmasquim ressaltou
que o setor vem se recuperando de forma sustentável. Lembrou
que, em novembro de 2005 a outubro de 2006, o consumo da indústria
crescera 2,7%.
Por fim, o consumo comercial teve crescimento de 6,5% nos últimos
12 meses, indo a 58.259 GWh. Em comparação a outubro
do ano passado, a alta foi de 7,5%, para 4.911 GWh, e no acumulado
do ano o consumo totaliza 48.562 GWh, aumento de 6,7% em relação
ao mesmo período de 2006.
A EPE avalia que a autoprodução de energia elétrica
por parte dos grandes consumidores terá elevação
significativa nos próximos anos. As indústrias geram
atualmente, para consumo próprio, 8,5% do total do país
(16% do consumo industrial). A EPE estima que essa participação
vai subir para 13% dentro de dez anos (27% do consumo industrial).
De acordo com o presidente da EPE, esse incremento terá forte
influência da questão dos preços, já que
as indústrias estão sempre buscando opções
mais baratas, e a autoprodução vem se revelando uma boa
alternativa. No caso, as indústrias podem até mesmo vender
o excedente a outros mercados.
Em 2006, o consumo dos autoprodutores cresceu 6,6%. Ao mesmo tempo,
o consumo geral de energia elétrica não obteve elevação
superior a 4,4%. " Estamos observando uma tendência de crescimento
muito forte desse segmento", afirmou ele.
A avaliação da EPE indica que os principais autoprodutores
estão nos setores siderúrgico, químico, petroquímico,
papel e celulose e sucroalcooleiro.
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Folha de São Paulo,
24 de novembro de 2007
TRIBUTOS
Centrais fazem proposta
de reforma tributária
DA REPORTAGEM LOCAL
As centrais sindicais, que se reuniram ontem com o ministro
Guido Mantega (Fazenda), apresentarão uma proposta
ao governo de desoneração de folha de pagamento
para ser incluída na reforma tributária. De
acordo com José Lopez Feijóo, presidente do
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a idéia
basicamente é que as empresas intensivas em mão-de-obra
contribuam menos para Previdência e que as menos intensivas,
que investem em tecnologia, contribuam mais.
Na reunião, ficou acertado que as centrais enviem proposta detalhada. "O
ministro pediu uma proposta. Vamos discutir e enviar ao governo",
disse o sindicalista, que, além do estímulo à criação
de vagas, citou preços mais baixos ao consumidor como vantagem
da desoneração.
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Revista Consultor Jurídico,
24 de novembro de 2007
Contrato rompido
Empregado perde estabilidade
quando empresa fecha
por Tercio Roberto Peixoto
Souza
Na forma do quanto previsto no artigo 63 da Lei 8213/91, “o
segurado empregado em gozo de auxílio-doença
será considerado pela empresa como licenciado”.
Em outras palavras, na hipótese de licença
para tratamento de saúde, com o gozo daquele benefício
previdenciário, tem-se que o contrato de trabalho
permanece suspenso, enquanto perdurar a aludida licença.
Cumpre mencionar ainda que, na interpretação
da legislação pátria, alguns dos Tribunais
do Trabalho entendem que havendo suspensão do contrato
de emprego, não seria possível a sua rescisão,
uma vez que essa tem, como efeitos elementares, a persistência
do vínculo de emprego, o direito do empregado ao
retorno e a impossibilidade da extinção contratual1.
Seguindo tal entendimento, a aludida suspensão
contratual seria uma condição impeditiva
para o exercício da extinção do negócio
jurídico, por parte do empregador.
Aqui, cumpre fazer referência ao fato de que o negócio
jurídico, no caso, o contrato de emprego, possui
elementos essenciais, voltados à sua existência,
tais como a existência e capacidade das partes, a
licitude e possibilidade do objeto, além da forma
legal; e elementos acidentais, ou seja, estranhos à sua
existência, mas incidindo sobre sua eficácia,
tais como as condições, modos ou encargos
etc., tal qual leciona José Abreu2.
Noutra ponta, é fato que o direito curva-se à realidade
econômica, reconhecendo a hipótese em que
há a extinção dos contratos de trabalho
em razão da extinção da empresa. Surge,
então, o questionamento: na hipótese de extinção
do estabelecimento, havendo empregados com o contrato de
trabalho suspenso, em razão de licença para
tratamento de saúde, o que se deve fazer?
Feito o esclarecimento, cumpre mencionar que a extinção
do estabelecimento, normalmente relacionada ao encerramento
das atividades da empresa, é um dos fatos mais duros
e relevantes na realidade do contrato de trabalho. Seria,
mutatis mutandis, o mesmo que o falecimento do empregador
ou do próprio empregado. Sem um dos seus interlocutores,
absolutamente prejudicada a relação contratual,
o negócio jurídico em questão.
Não por outra razão já se decidiu,
inclusive, que o encerramento das atividades do estabelecimento
empresarial faz com que, até mesmo o empregado estável
perca essa qualidade, já que impossibilitada a sua
reintegração no emprego, bem como o pagamento
dos salários relativos ao período de garantia3.
Tal entendimento, aliás, é majoritário
no que pertine à perda da estabilidade do cipeiro
e dos dirigentes sindicais. Extinto o estabelecimento,
extingue-se igualmente a estabilidade. Isso porque, a razão
da aludida estabilidade é justamente impedir a coação
por parte do empregador em relação aos representantes
dos empregados. Extinta a empresa, não há mais
razão para a reclamada proteção.
Ou seja, não obstante o instituto da estabilidade
seja dos mais caros ao Direito do Trabalho, diante da extinção
do estabelecimento, adeqüa-se a realidade contratual à realidade
da vida, para solucionar as questões daí decorrentes.
O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região,
em decisão mantida pelo Tribunal Superior do Trabalho4
se pronunciou acerca de realidade próxima à ora
debatida. Na oportunidade, reconheceu que apesar de evidentemente
suspenso o contrato de trabalho em razão de licença
médica, uma vez tendo havido o fechamento do estabelecimento
empresarial, como consectário lógico ter-se-ia
a rescisão contratual.
Ou seja, o TST identificou, implicitamente, que a pretensa “condição
impeditiva” está vinculada à execução
do contrato; enquanto a persistência da atividade
comercial está afeta à própria existência
do vínculo.
Na hipótese de extinta a atividade empresarial,
portanto, não haveria que se falar em manutenção
da execução do contrato, se o negócio
jurídico deixou de contar com os elementos mínimos
de existência.
Assim, na hipótese de suspenso o contrato de trabalho
em função do gozo de benefício previdenciário
e extinto o estabelecimento, justamente por força
da ausência de um dos pressupostos para a existência
da atividade negocial, é necessário o encerramento
do negócio jurídico firmado entre o empregador
e o empregado, ou seja, o próprio contrato de emprego.
Notas de rodapé
1. (TRT 15ª R. – Proc. 30729/00 – (33766/01) – 5ª T. – Relª Juíza
Olga Aida Joaquim Gomieri – DOESP 06.08.2001 – p.
42)
2. ABREU, José. O Negócio
Jurídico e sua Teoria Geral. São Paulo: Saraiva,
1984. P.161.
3. (TRT 17ª R.; RO 01285.2004.007.17.00.0;
Rel. Juiz Lino Faria Petelinkar; Julg. 06/12/2005; DOES
26/09/2006)
4. NÚMERO ÚNICO PROC:
RR - 9776/2002-900-03-00. PUBLICAÇÃO: DJ
- 02/03/2007. JOSÉ PEDRO DE CAMARGO Juiz Convocado
Relator
|
Consultor Jurídico,
24 de novembro de 2007
Bancário em cargo
de confiança não tem direito a horas extras
A 4ª Câmara do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região
(Campinas) negou provimento a recurso de uma bancária, que pretendia
receber como extras todas as horas trabalhadas além da sexta diária,
sob a alegação de que não exercia cargo de confiança.
A decisão mantém sentença da Vara do Trabalho de
José Bonifácio (SP), município do Noroeste paulista.
O relator do acórdão, juiz Luís Carlos
Cândido Martins Sotero da Silva, ponderou em seu voto
que, para o cargo de confiança do bancário
ficar caracterizado, é preciso que sejam preenchidos
requisitos como recebimento de gratificação
extraordinária pelo desempenho da função
em valor não inferior a um terço do salário
efetivo; exercício de atividade que envolva comando;
fiscalização ou maior responsabilidade do cargo,
que se destaca dos demais; presença de subordinados
e ausência de controle de horário.
No caso em questão, a Câmara considerou que
estavam presentes esses requisitos, justificando, assim,
a jornada superior às seis horas diárias ou
30 semanais, total fixado por lei para a categoria.
A jornada de trabalho dos bancários está prevista
no artigo 224 da CLT (Consolidação das Leis
do Trabalho). O parágrafo 2º do artigo prevê exceções,
estabelecendo que a jornada normal não se aplica aos
que exercem funções de direção,
gerência, fiscalização, chefia e equivalentes,
ou que desempenhem outros cargos de confiança. Para
o juiz Sotero, no entanto, a simples denominação
do cargo não o faz ser de confiança.
“Implicaria fazer letra morta a redução
da jornada do bancário”, advertiu o magistrado.
Mesmo o pagamento de gratificação extraordinária
pelo desempenho da função, em valor não
inferior a um terço do salário do cargo efetivo,
conforme também prevê o parágrafo 2° do
artigo 224 da CLT, por si só não exime totalmente
o empregador do dever de remunerar a jornada extraordinária
eventualmente cumprida pelo bancário.
A gratificação remunera a sétima e
oitava horas diárias, mas as que excederem à oitava
deverão ser remuneradas como extraordinárias,
conforme prevê a Súmula 102 do TST (Tribunal
Superior do Trabalho).
O magistrado observou que o artigo 62 da CLT enumera outros
fatores necessários à configuração
do exercício de cargo de confiança. É preciso
que, como descreve o juiz Sotero, a atividade desempenhada
pelo empregado reflita diretamente nos rumos da própria
empresa. O trabalhador tem de estar investido de amplos poderes
de gestão, representação e mandato,
sem que haja fiscalização direta sobre ele,
inclusive quanto à jornada de trabalho.
No caso em discussão, a funcionária foi contratada
como escriturária, função que exerceu
até 1° de janeiro de 2002, quando passou ao cargo
de gerente de negócios, recebendo, a parti daí,
a gratificação de função em valor
superior a um terço do salário-base, conforme
documentação juntada ao processo.
Ela própria admitiu, em seu depoimento pessoal, que,
como gerente de negócios, “participava do comitê de
crédito da agência", também integrado
pelo gerente-geral e pelo gerente administrativo da unidade.
Por sua vez, a testemunha apresentada pela autora e que
também trabalhou como gerente de negócios,
de 2002 a 2005, informou que todos os ocupantes do cargo
eram responsáveis por uma carteira de clientes. Afirmou
ainda que, se um cliente manifestasse interesse em fazer
um empréstimo a um escriturário, este deveria
encaminhá-lo ao gerente responsável pela respectiva
carteira. Essas circunstâncias levaram a Câmara
a julgar que, efetivamente, a reclamante exercia cargo de
confiança.
Todavia, o banco não escapou totalmente do pagamento
de horas extras. É que, embora tenha alegado que pagou
todas as horas excedentes cumpridas pela trabalhadora, inclusive
juntando ao processo registros de ponto e recibos de pagamento
que comprovariam essa alegação, tanto a bancária
quanto as testemunhas, uma delas apresentada pela própria
empresa, asseguraram que o banco impedia a autora de lançar
corretamente a jornada cumprida.
Assim, a Câmara estabeleceu o horário das 8h às
20h, conforme informado pela testemunha da empresa, como
a jornada efetivamente cumprida pela bancária, condenando
o banco a pagar como extras todas as horas trabalhadas além
da sexta diária durante o período em que a
reclamante trabalhou como escriturária e à oitava,
no que diz respeito ao tempo em que exerceu o cargo de gerente.
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