 |
Agência Senado, 27
de Novembro de 2007
CAE deve votar nesta terça-feira
fim da obrigatoriedade do desconto em folha do imposto sindical

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deve votar nesta terça-feira
(27), após a realização da audiência pública
destinada a debater o cooperativismo, projeto de lei do Executivo que legaliza
as centrais sindicais e acaba com a obrigação de o imposto sindical
pago pelo trabalhador - equivalente a um dia de trabalho - ser descontado diretamente
na folha de pagamento.
O projeto de autoria do Executivo
(PLC 88/07), já aprovado pela Câmara dos Deputados, tramita
em regime de urgência na CAE e nas Comissões de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ) e de Assuntos Sociais (CAS), que também
devem votar a matéria ao longo desta semana. Se aprovado, o projeto
vai para votação em Plenário.
Na mesma reunião, a CAE,
presidida pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP), também deve
analisar duas mensagens presidenciais (as de números 189 e 203,
ambas de 2007). A primeira autoriza o governo a realizar operação
de crédito no valor de US$ 5 milhões, junto ao Banco Internacional
para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), para o Programa
de Assistência Técnica para a Reforma dos Sistemas Estaduais
de Previdência (Parsep II).
A segunda mensagem autoriza a
prefeitura de Joinville (SC), com a devida garantia do governo federal,
a tomar emprestado, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID), US$ 32,6 milhões, que serão usados no financiamento
do projeto de revitalização ambiental dos Rios Cachoeira,
Cubatão e Piraí.
Constam da pauta ainda a votação
da mensagem presidencial (161/07) que trata da programação
monetária para o quarto semestre de 2007 e o projeto (PLS 213/07)
do senador Adelmir Santana (DEM-DF) que torna obrigatória a fixação
de preço diferenciado na venda de bens ou na prestação
de serviços pagos com cartão de crédito em relação
ao preço à vista.
|
FETRACONSPAR, 27 de novembro de 2007
Projeto que legaliza centrais e disciplina
a contribuição sindical tem pedido de vistas da CAE
Acabou de entrar em pauta na Comissão de Assuntos Econômicos do
Senado, o PLC 88/2007, que legaliza as centrais sindicais e acaba com a obrigação
de o imposto sindical pago pelo trabalhador - equivalente a um dia de trabalho
- ser descontado diretamente na folha de pagamento.
De acordo com informações do presidente
da FETRACONSPAR e Diretor Secretário Regional da CNTI, GERALDO
RAMTHUN, houve um pedido de vistas pelos senadores Osmar Dias
(PDT-PR), Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Eduardo Suplicy (PT-SP).
O Senador Francisco Dornelles (PP-RJ), relator
da matéria, já adiantou em seu parecer que das emendas
apresentadas no senado, irá acatar apenas duas (emendas nº.
3 e 4) que tratam justamente da manutenção da contribuição
sindical compulsória.
O Senador Dornelles, informou que apresentará a
seguinte emenda:
“Enquanto não for disciplinada
a contribuição negocial, a contribuição
sindical não poderá ser extinta”.
A CNTI, seus 18 diretores,
e as 12 Secretarias Regionais, o DEPACOM e a NCST estiveram presentes
na comissão, e amanhã (28/11), estarão na Comissão
de Assuntos Sociais, onde será apresentado o parecer sobre a
matéria, pelo Senador Paulo Paim (PT-RS).
|
Agência Diap, 27 de
Novembro de 2007
Trabalho aprova transferência
de responsabilidades do MTE para entidades sindicais
No último dia 21, a Comissão
de Trabalho da Câmara aprovou o PL 159/07, do deputado Sandes Júnior
(PP/GO). O projeto altera a redação do caput e parágrafo
1o do artigo 588 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT),
que transfere do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para as
entidades sindicais a obrigação de comunicar à Caixa
Econômica Federal as alterações administrativas e
estruturais que ocorrerem em sua estrutura. Veja o voto do relator, deputado
Iran Barbosa, do PT de Sergipe.
Agora, a matéria será examinada pela Comissão de Constituição
e Justiça, onde aguarda distribuição. Depois, o projeto
vai a votos no plenário e, se for aprovado, será remetido ao
exame do Senado Federal, Casa revisora. (Marcos Verlaine)
|
Folha
de São Paulo, 27 de Novembro de 2007
SP ganha peso e cresce mais que a média
Estado tinha 33,9% do PIB nacional em 2005, aumento
de 0,8 ponto percentual sobre o ano anterior, segundo o IBGE | Economia
de SP avançou 3,6%, ante 3,2% da média do país;
instituto aponta influência da participação do setor
de serviços
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
A economia paulista é maior
do que se imaginava e cresce acima da média nacional (3,6%,
contra 3,2%). Pelos dados revisados do IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística) segundo nova metodologia, o PIB do
Estado de São Paulo correspondia a 34,6% do total do país
em 2002 -dois pontos percentuais a mais do que na apuração
original.
No novo cálculo, o PIB paulista de 2005, último dado disponível,
representava 33,9%, mantendo a tendência de perda de peso no longo prazo
que já havia sido registrada na antiga série. Já em relação
a 2004, quando o peso ficou em 33,1%, houve uma recuperação e
o peso da economia paulista subiu 0,8 ponto percentual.
Em valores absolutos, o ganho de dois pontos no PIB equivale a R$ 43 bilhões,
a preços de 2005. Naquele ano, o PIB paulista somou R$ 728,9 bilhões.
Segundo Frederico Cunha, gerente da Contas Regionais do IBGE, São Paulo
foi beneficiado pelo aumento da participação do setor de serviços
no PIB, que passou a ser mais bem investigado com a nova metodologia do IBGE,
especialmente no subsetor de intermediação financeira.
Atrás de São Paulo, as maiores economias do país eram,
em 2005, Rio de Janeiro (11,5% do total do país), Minas Gerais (9%),
Rio Grande do Sul (6,7%), Paraná (5,9%), Bahia (4,2%) e Santa Catarina
(4%). As menores, Acre (0,21%), Amapá (0,20%) e Roraima (0,15%).
Os sete maiores PIBs do país concentravam nada menos que 75,2% de todos
os bens e serviços produzidos no país em 2005, mesmo percentual
registrado em 2004. Em 2002, correspondiam a 75,9%.
Em São Paulo, os ramos que mais ganharam espaço na economia foram
comércio, transportes, alojamento, alimentação e serviços
prestados a empresa. A indústria também avançou, embora
com menos intensidade. Já o peso da agropecuária caiu pela metade.
O Rio de Janeiro perdeu um ponto percentual pela nova metodologia -de 12,6%
para 11,6% em 2002- em razão da redução do peso da indústria
extrativa (petróleo). Em 2005, o peso do Estado ficou em 11,5%.
De acordo com Cunha, apesar do ganho de São Paulo, pouco se alterou
na estrutura econômica do país quando se analisa o grupo dos maiores
PIBs estaduais.
PIB em volume
Em São Paulo, o PIB cresceu 3,6%, acima da média nacional (3,2%).
Foi, porém, um dos resultados mais fracos entre os Estados. No Rio,
o incremento ficou em 2,9%.
Segundo a Fundação Seade, ligada ao governo paulista, a participação
do PIB do Estado de São Paulo no Brasil, que nos últimos anos
vinha decrescendo, "reverteu a tendência".
"É visível a importância de São Paulo na maioria
dos segmentos, assim como a complexidade e a diversificação de
sua economia", afirma a fundação, em nota.
Em São Paulo, o setor de serviços cresceu 4,4% e impulsionou
o PIB. Já a indústria subiu 2,1%. O destaque negativo ficou com
a agropecuária, cujo PIB caiu 3,6%.
Considerando a evolução do volume de bens e serviços produzidos
em 2005, o Amazonas teve o melhor desempenho: o PIB do Estado cresceu 10,2%
na comparação com 2004, sustentado pela indústria -o setor
corresponde a 44% da economia amazonense.
Na seqüência, as expansões mais vigorosas ficaram com Maranhão,
Tocantins e Acre -todos com 7,3%. Nesses casos, o fôlego veio do comércio,
da administração pública e da agropecuária.
Na outra ponta, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul tiveram os
piores resultados, sob impacto da grave crise no campo, que afetou com mais
intensidade a economia gaúcha.
A forte estiagem de 2004 e 2005 descapitalizou agricultores e afetou não
só a agropecuária como o comércio e a agroindústria
da região Sul, de acordo com o IBGE.
|
Folha de São Paulo, 27 de Novembro de
2007
DF tem maior PIB per capita; SP
passa Rio
DA SUCURSAL DO RIO
O Distrito Federal continua com o maior PIB per capita do país, mas,
pela nova metodologia do IBGE, São Paulo tomou do Rio a segunda posição.
No DF, a renda per capital foi estimada em R$ 34.510 em 2005. Em São
Paulo, ficou em R$ 17.977. No Rio, em R$ 16.052.
Segundo o IBGE, o avanço de São Paulo se deve ao aumento do PIB
paulista em razão das mudanças metodológicas introduzidas
pela nova base de dados de 2002. Como o PIB subiu mais do que a população,
a renda per capita aumentou.
São Paulo passou o Rio, que vinha mantendo a segunda posição
nos anos anteriores, porque ganhou dois pontos percentuais de participação
no PIB nacional, enquanto a economia fluminense perdeu um ponto.
A distância entre os Estados continua grande. No DF, o PIB per capita é o
triplo da média nacional -de R$ 11.658. O de SP é uma vez e meia
a média. O do Rio, 1,4 vez. Na ponta oposta, os Estados com as mais
baixas rendas per capita estão no Nordeste: Piauí (R$ 3.700),
Maranhão (R$ 4.150) e Alagoas (R$ 4.687). A renda per capita no Piauí e
no Maranhão corresponde a 0,3 vez a média nacional.
O Nordeste perdeu participação na estrutura econômica nacional.
O peso da região passou de 13,5% pela antiga metodologia para 13% na
nova em 2002. Em 2005, a participação cedeu e ficou em 13,1%.
As maiores economias da região, Pernambuco e Bahia, foram as que relativamente
perderam mais espaço. Já Estados menores e nos quais o impacto
das transferências de renda do governo são maiores houve ganho,
sustentado especialmente pelo comércio. No Maranhão, o peso saltou
de 0,8% para 1% do PIB só em razão de alterações
metodológicas.
|
FOLHA DE LONDRINA, 27 de
novembro de 2007 | Política
Lula adia envio de reforma tributária
Com cenário ruim para a CPMF,
governo somente deve encaminhar proposta após a votação
da prorrogação do ''imposto do cheque''
Brasília - O cenário para a prorrogação da CPMF
piorou tanto que o governo decidiu ontem adiar o envio ao Congresso Nacional
da proposta de Reforma Tributária e descumprir a palavra empenhada do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o temor de piorar as
negociações, a proposta só será enviada depois
de resolvida a votação da CPMF.
O presidente Lula tinha prometido,
na semana passada, durante encontro com empresários alemães
e brasileiros em Blumenau, encaminhar o texto até dia 30 deste
mês. O envio da proposta até o final de novembro também
fez parte das negociações do ministro da Fazenda, Guido
Mantega, com a base aliada para a votação da emenda da
CPMF na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) do Senado Federal. A decisão de adiar a reforma foi tomada
pelo presidente, depois que os líderes dos partidos da base aliada
alertaram que o projeto poderia aumentar a polêmica em torno da
votação da CPMF.
Segundo avaliação
dos governistas, a tramitação da reforma tributária,
que embute temas polêmicos, poderia desagregar a base e aumentar
o risco de reprovação do imposto do cheque. Coube ao ministro
da Fazenda, Guido Mantega, anunciar a decisão após reunião
de coordenação política no Palácio do Planalto.
''A coordenação
do governo chegou à conclusão de adiar a apresentação
da reforma tributária para depois que resolvermos a questão
da CPMF. É para primeiro tirar uma questão de cena'', disse.
Segundo ele, a base aliada achou ''inadequado'' apresentar um tema ''forte'',
no momento em que o governo ainda não conseguiu aprovar a CPMF.
A equipe econômica estava
preparada para enviar a proposta no dia 29 e de última hora tinha
feito modificações para ampliar a partilha dos tributos
com os Estados e conseguir maior apoio à CPMF. ''A reforma continua
valendo. Ela está praticamente pronta e dará entrada no
Congresso tão logo seja oportuno. Não vamos misturar os
canais'', ponderou. O ministro reconheceu que há ''vozes discordantes''
em relação à proposta desenhada pelo governo.
A líder do PT no Senado,
Ideli Salvatti (SC), disse que o envio da proposta agora, que é complexa,
iria suscitar muito debate. ''Sem que nós tenhamos a clareza se
a CPMF será ou não prorrogada, a reforma tributária
obviamente terá que levar em consideração se será feita
com ou sem a CPMF'', admitiu.
Como a emenda da CPMF só deverá ser
votada no final de dezembro, há risco de a Reforma Tributária
ficar para o próximo ano. No calendário político
do governo Lula, a Reforma Tributária já foi adiada várias
vezes desde o primeiro mandato. Este ano, o prazo inicial era agosto.ET
Adriana Fernandese Renata
Veríssimo
Agência Estado
|
FOLHA DE LONDRINA, 27 de
novembro de 2007 | Política
DEM e PSDB reagem e acusam Lula de
não cumprir promessa
Brasília - A oposição reagiu com irritação à decisão
do governo federal de não encaminhar até o dia 30 de novembro
a proposta de reforma tributária negociada em meio às articulações
para a prorrogação da Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011.
DEM e PSDB acusam o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de não cumprir com sua palavra,
uma vez que o governo havia colocado o envio da reforma tributária
ao Congresso como uma das contrapartidas à manutenção
da CPMF.
''Eu nunca vi um compromisso
firmado pelo presidente ter sido desfeito tão rápido. Para
os que queriam votar a CPMF na expectativa da reforma tributária, é uma
sinalização claríssima de que o governo promete
e não cumpre'', disse o líder do DEM no Senado, José Agripino
Maia (RN).
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR)
também criticou o recuo governista. Na opinião do tucano,
o aumento de dissidências na base aliada contra a CPMF será maior
com o não-envio da reforma tributária.
Gabriela Guerreiro
Folhapress
|
FOLHA DE LONDRINA, 27 de
novembro de 2007 | Economia
Mercado prevê inflação
maior em 2007
Brasília - Os analistas do mercado financeiro revisaram para cima as
projeções para os índices de inflação. Segundo
o boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central, a previsão para
o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu
de 6,07% para 6,18% em 2007. Para o próximo ano, foi elevada de 4,1%
para 4,2%.
A expectativa dos analistas,
segundo o boletim Focus, é que o IGP-M (Índice Geral de
Preços Mercado) feche 2007 em 6,11% e não mais 6,09%, como
estava previsto há uma semana. Para 2008, a previsão foi
mantida em 4,20%.
As projeções para
o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também
sofreram alterações. Na avaliação dos analistas
do mercado, o índice deve fechar 2007 em 3,94%, sendo que a projeção
há uma semana era de 3,92%. Já a previsão para 2008
permaneceu em 4,10%.
O mercado voltou a reduzir a
expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008. A
previsão de expansão para 2008 caiu de 4,37% para 4,33%.
Dólar
A previsão da cotação
do dólar não sofreu alterações. Em dezembro
de 2007, segundo os analistas, a moeda norte-americana deve fechar em
R$ 1,75. Para 2008, porém, a expectativa é que o dólar
fique em R$ 1,80. Já a estimativa do mercado para a taxa Selic
permaneceu em 11,25% ao ano em 2007 e em 10,25% ao ano em 2008.
Em relação à produção
industrial, a expectativa de crescimento para este ano foi mantida subiu
de 5,22% para 5,30% e foi mantida em 4,50% para 2008.
Já o superávit
da balança comercial, que é o saldo positivo entre exportações
e importações, sofreu leve alteração. A previsão
do mercado para 2007 passou de US$ 40,78 bilhões para US$ 40,8
bilhões.
No ano que vem, a previsão
do superávit subiu de US$ 34 bilhões para US$ 34,6 bilhões.
Lísia Gusmão
Folhapress
|
Congresso
em Foco, 27 de Novembro de 2007
Fórum: Lula, não embarque
na onda do terceiro mandato
A possibilidade de garantir ao presidente o direito
de tentar um novo mandato só interessa a alguns milhares de parasiteiros
que têm boquinhas no poder e temem perdê-las, escreve Celso
Lungaretti.
3º mandato: um
salto no escuro
Celso Lungaretti*
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem uma grande chance de melhorar
a imagem que deixará para a história, não cedendo à tentação
de favorecer as tramóias dos áulicos para propiciar-lhe um terceiro
mandato consecutivo.
Infelizmente, tudo indica que, escolhida a pior linha de ação,
o Congresso Nacional não vai cumprir sua missão de defender a
letra da Constituição (art 14, § 5º):
“ O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito
Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso
dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período
subseqüente”.
Depois das barganhas de praxe, deverá adotar a posição
de sempre, vergando-se à vontade do Executivo.
Então, Lula é quem decidirá, em última análise,
se compensa atirar o Brasil numa aventura de conseqüências imprevisíveis
ou mais vale esperar até 2014, correndo o risco de ver seu objetivo
esfumar-se, como aconteceu com FHC.
O que pesará mais em seus cálculos: o interesse nacional ou a
ambição pessoal?
O certo é que, nos países com dimensões continentais e
economia diversificada, a permanência indefinida de um mandatário
no poder não transcorre tão automaticamente quanto em ilhas ou
em pequenas nações que sobrevivem à custa de um único
item de exportação.
O último exemplo bem-sucedido de hegemonia eternizada graças
ao controle da máquina pública, da cooptação dos
adversários por meio da corrupção e da conquista do eleitorado
com as migalhas do assistencialismo foram os 71 anos em que o Partido Revolucionário
Institucional (PRI) dominou o México.
Emblematicamente, a chamada ditadura perfeita do PRI – pois a monopolização
do poder coexistia com o pluripartidarismo e as eleições – não
adentrou o século 21.
Por provir de casuísmos e representar uma mudança de regras com
o jogo em curso, um terceiro mandato de Lula seria extremamente contestado
por forças políticas à direita e também à esquerda.
Já é perceptível hoje o esvaziamento da centro-direita
e da esquerda palaciana. Este processo tenderia a acentuar-se, colocando o
governo e seus aliados de aluguel sob o fogo cruzado de agrupamentos com mais
firmeza ideológica.
O grande perigo é uma polarização entre direita e esquerda,
como nos idos de 1964. Por enquanto, o grande capital e os EUA, tendo seus
interesses bem servidos pelo governo atual, não estimulam as conspirações
dos que estão cansados da democracia.
Mas, se a radicalização chegar a um ponto em que se vejam obrigados
a optar, os poderosos novamente retirarão as focinheiras dos seus pitbulls.
Um confronto desses sempre poderá acabar mal para milhões de
brasileiros. Já a obediência ao princípio democrático
de alternância no poder só aterroriza, realmente, alguns milhares
de parasiteiros que têm boquinhas no poder e temem perdê-las.
Torçamos para que Lula não ceda ao canto dessas sereias que,
como as mitológicas, tramam a perdição. Dele, nossa ou
de todos.
* Celso Lungaretti, 56 anos, é jornalista
em São Paulo, com longa atuação em redações
e na área de comunicação corporativa, e escritor.
Escreveu Náufrago da utopia (Geração Editorial,
2005). Mais dele em http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/.
|
NCST, 27 de Novembro de 2007
Projeto prevê concurso público
gratuito para desempregado
A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço
Público se reúne na quarta-feira (28) e pode votar o Projeto
de Lei 777/03, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que isenta os desempregados
do pagamento de taxa de inscrição em concursos públicos.
Outras dez propostas sobre o mesmo assunto tramitam apensadas.
O relator, deputado Eudes Xavier
(PT-CE), recomenda a aprovação do projeto na forma do substitutivo
apresentado que exige do desempregado declaração de que
não exerce cargo ou emprego público em qualquer esfera
de governo, além da apresentação da carteira de
trabalho (exigência já prevista no texto original) e fixa
sanções penais ao candidatos que prestarem informações
falsas. Entre as sanções estão o cancelamento da
inscrição, a exclusão da lista de aprovados e a
declaração de nulidade de ato de nomeação.
O substitutivo também
aprimora a redação do PL 777/03 para deixar claro que
a isenção se restringe a concurso para órgãos
federais. "A Constituição assegura autonomia administrativa
aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios para legislar
sobre o processo de admissão de seus servidores", explica
Xavier.
|
FOLHA DE LONDRINA, 27 de
novembro de 2007 | Geral
Empresas devem quitar 1 parcela do
13º até sexta
Benefício concedido aos trabalhadores
contratados através da CLT possui regras rígidas
que devem ser respeitadas pelos empregadores | Quem não é contratado
por meio da CLT não terá direito ao benefício
No próximo dia 30, encerra
o prazo obrigatório para que as empresas efetuem o pagamento da
primeira parcela do 13º salário aos seus funcionários.
Este benefício concedido aos trabalhadores contratados através
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) possui regras
rígidas que devem ser respeitadas pelos empregadores sob a pressão
de pesadas multas e ameaças de futuras ações judiciais.
A CLT estabeleceu que o prazo
para o pagamento da primeira parcela do 13º salário deve
ficar entre os dias 1º de fevereiro e 30 de novembro, como conta
Miriam Moreira, responsável pelo departamento de Recursos Humanos
do escritório de contabilidade Candinho Assessoria Contábil.
''As empresas possuem um longo prazo para efetuar o pagamento, mas só prestam
atenção neste salário que é referente ao
ano, no final. Por causa disso, não existe a possibilidade de
prorrogação do prazo, e o não cumprimento equivale
a uma multa de 160 UFIR por trabalhador'', explica.
A responsável do RH lembra
que os ''Autônomos e estagiários não possuem relação
empregatícia direta com a empresa'', exemplifica.
Miriam também alerta que
os estagiários ainda podem usufruir de brechas da lei, caso a
empresa não esteja devidamente resguardada. ''Todas as empresas
devem oficializar o contrato de estágio com as instituições
de ensino onde o funcionário é aluno. A simples omissão
desse item pode ocasionar uma futura ação judicial pelo
não recebimento do 13º salário referente a todos os
anos trabalhados''.
Da Redação
|
Gazeta do Povo, 27 de Novembro de 2007
MUNDO | ONU publicado na edição
impressa de 27/11/2007
Mais de 190 milhões trabalham
fora de seus países
Mais de 190 milhões de pessoas, ou 2% da população mundial,
vivem e trabalham em um país diferente daquele em que nasceram. A informação é do
Comitê sobre os Direitos dos Trabalhadores Migrantes das Nações
Unidas, que deu início ontem a sua sétima sessão, que
terminará na sexta-feira.
|
ÚLTIMA INSTÂNCIA,
27 de novembro de 2007
Justiça determina que 9 usinas
forneçam assistência a trabalhadores
O juiz José Maurício Lourenço, da Justiça Federal
de Jaú (SP), concedeu liminar em ação civil pública
movida em conjunto pelo Ministério Público Federal e Estadual
e determinou que nove usinas de açúcar e álcool instaladas
em municípios na região de Jaú elaborem em 120 dias PAS
(Planos de Assistência Social) para os trabalhadores da indústria
sucroalcooleira, conforme determina a lei federal 4870/65.
Pela decisão, os planos
devem ser apresentados ao Ministério da Agricultura e à Secretaria
de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho,
e estar em funcionamento na safra de 2008, pois a colheita deste ano
já se encontra no fim.
Pela mesma decisão, a
União tem os mesmos quatro meses para iniciar a efetiva fiscalização
da aplicação dos recursos determinados na lei 4870/65,
que prevê a aplicação de pelo menos 1% sobre o preço
de cada saco de açúcar de 60 kg produzido, da tonelada
de cana entregue por fornecedores e lavradores à referida usina
ou de 2% sobre o valor oficial do litro de qualquer tipo de álcool
produzido nas destilarias, em programas assistenciais aos trabalhadores
do setor da agro-indústria da cana. Caso a União ou as
usinas descumpram a decisão, a multa é de R$ 10 mil diários.
A lei que instituiu o PAS prevê que
os recursos podem ser aplicados em programas de assistência nas áreas
de higiene e saúde, educação profissional e média,
financiamento de cooperativas de consumo e de culturas de subsistência
e estímulo a programas educativos, culturais e de recreação.
Entretanto, desde a extinção do IAA (Instituto do Açúcar
e do Álcool), em 1990, o governo não tem mais fiscalizado
a aplicação desses recursos em benefício do trabalhador.
A liminar da Justiça Federal
de Jaú afeta as seguintes usinas e destilarias da região
de Jaú: Della Coletta (Fazenda Monte Alegre), em Bariri; Paraíso
Bionergia (Fazenda Paraíso), em Brotas; Usina da Barra (sede,
Fazenda Pau d Alho), em Barra Bonita; Usina da Barra (Filial Dois Córregos,
Fazenda Santo Antônio), em Dois Córregos; Cosan (filial
Diamante, Fazenda São José), em Jaú; Central Paulista
Açúcar e Álcool (Fazenda Alzira), Jaú; Destilaria
Grizzo (Fazenda Nova Colorida), em Jaú; Agre, em Jaú, e
a Santa Cândida Açúcar e Álcool (Fazenda Santa
Cândida), em Bocaina.
O MPF já obteve
liminares em ações pedindo a aplicação
do PAS na Justiça Federal da Capital, Assis, Araraquara e Jaú.
|
ÚLTIMA INSTÂNCIA,
27 de novembro de 2007
Companhia de desenvolvimento agrícola
contesta reintegração de aposentado
A Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina)
ajuizou reclamação (RCL 5679) no STF (Supremo Tribunal Federal)
contra decisão judicial que determinou a reintegração
de um funcionário aposentado aos quadros da empresa.
Segundo a Cidasc, a 4ª Vara
do Trabalho de Criciúma, em Santa Catarina, determinou a reintegração
do funcionário sob o argumento de que a aposentadoria espontânea
não seria causa para extinção do contrato de trabalho.
A decisão manteve a função, o posto, o salário
e demais vantagens obtidas pelo trabalhador.
A companhia alega ser verdade
que o STF determinou, no julgamento da Adin (ação direta
de inconstitucionalidade) 1170, que a aposentadoria espontânea
não é causa para extinção do contrato de
trabalho. Mas também impediu a acumulação de proventos
e vencimentos, o que passou a ocorrer após a decisão em
benefício do trabalhador.
O relator é o ministro
Cezar Peluso, que vai analisar o pedido de liminar feito na reclamação.
|
ÚLTIMA INSTÂNCIA,
27 de novembro de 2007
MPT no Rio Grande do Sul aciona empresa
que não concedia férias regulares
O MPT (Ministério Público do Trabalho) no Rio Grande do Sul obteve
a antecipação dos efeitos da tutela final na ação
civil pública proposta pela Procuradoria do Trabalho contra a Expresso
São Pedro. A empresa terá 90 dias, contados a partir do próximo
sábado (01/12), para regularizar a concessão e o pagamento de
férias vencidas aos seus empregados.
A empresa terá de apresentar
a relação completa de todos os empregados listados pelo
MPT na ação civil pública, especificando quem ainda
possui pendências de férias vencidas, ou usufruídas
sem o devido pagamento, identificando os períodos de aquisição
e concessão de férias, ou o período usufruído
e o valor devido.
Além disso, o juiz da
1ª Vara do Trabalho de Santa Maria, Gustavo Fontoura Vieira, determinou
que a empresa apresente, até o dia 5 de cada mês, a escala
de férias do mês em curso, identificando cada empregado
e o respectivo período de afastamento do trabalho.
A empresa terá de depositar
em juízo o valor do pagamento das férias vencidas, de acordo
com o prazo e as condições disciplinadas pelo artigo 145
da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), observada a
dobra aplicável, para que seja liberado direta e exclusivamente
aos trabalhadores por alvará judicial.
O descumprimento desta
decisão ocasionará a aplicação de multa
no valor de R$ 5.000, revertida ao Fundo Municipal de Proteção à Infância
e Adolescência. A empresa também deverá abster-se
de convocar trabalhadores em férias para retornar ao trabalho,
sob pena do pagamento de R$ 3.000, por ocorrência individual,
revertido à mesma entidade.
|
ÚLTIMA INSTÂNCIA,
27 de novembro de 2007
Grandes magazines assinam compromisso
para combater mão-de-obra ilegal
Marina Diana
O MPT (Ministério Público
do Trabalho) de São Paulo está firmando acordos com as
principais redes de lojas para combater a exploração de
mão-de-obra ilegal no país.
As redes entraram na mira da
Procuradoria por comprarem mercadorias de confecções que
contratam trabalhadores estrangeiros em situação irregular
no país. Segundo o MPT, as empresas terceirizam seus serviços
para pequenas confecções que usam estrangeiros em situação
irregular no país, em sua maioria bolivianos.
Para os procuradores, ao comprarem
roupas dessas empresas, os grandes magazines compactuam com as ilegalidades
cometidas, o que gera, portanto, responsabilidade social solidária.
Além disso, inspeções nas pequenas confecções
encontraram etiquetas de grandes magazines nos locais, indício
de que o trabalho era, na verdade, terceirizado.
Riachuelo e a C&A já firmaram
os TACs (Termos de Ajustamento de Conduta) com o MPT. Até o final
do ano, o MPT espera assinar termos com Lojas Renner e Marisa.
Com os acordos as empresas se
comprometem a advertir seus fornecedores de que não aceitarão
mais fazer negócios com confecções que utilizem,
direta ou indiretamente, trabalhadores estrangeiros em situação
irregular no país, sob pena de rescisão do contrato. Além
disso, devem realizar visitas nas confecções credenciadas
para verificar se há ou não exploração de
mão-de-obra ilegal.
O MPT, diretamente ou através
da colaboração da Delegacia Regional do Trabalho, acompanhará o
cumprimento das obrigações. O descumprimento implicará no
pagamento de multa de R$ 10 mil por trabalhador contratado que se encontre
em situação irregular, devidamente atualizada à época
da execução.
Clandestinidade
A investigação do MPT começou em 2004. Segundo a procuradora
do trabalho Vera Lúcia Carlos, responsável pelo TAC assinado
neste mês com a C&A, havia um grande número de imigrantes
clandestinos trabalhando em condições irregulares e degradantes.
“O serviço de confecção
era repassado para as pequenas confecções que usavam a
mão-de-obra clandestina. Os magazines não sabiam disso,
nem queriam saber. O erro foi a omissão. Como grandes redes, elas
precisavam estar atentas”, diz.
O procurador do trabalho Daniel
Augusto Gaiotto, responsável pelo TAC com a Riachuelo, afirma
que grandes lojas foram contatadas porque, apesar de não empregarem
diretamente a mão-de-obra ilegal, podem coibir a prática
não fechando contratos com essas confecções.
“As grandes lojas têm
responsabilidade, já que encontramos nos ambientes ilegais as
etiquetas delas até com o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas
no verso”.
Gaiotto diz que quase a totalidade
dos empregados deste ramo é da Bolívia. “Apesar de
a condição ser considerada degradante por nós, os
bolivianos dizem que aqui é melhor do que no país deles
e ficam trazendo parentes e amigos para cá”, assinala o
procurador.
A Riachuelo, que já assinou
o TAC, afirmou que visita seus fornecedores regularmente para evitar
irregularidades. A C&A disse que já adotava condutas de monitoramento
de terceirizados e que possui um Código de Conduta onde especifica
os requisitos que precisam ser cumpridos pelo fornecedor. A Renner afirmou
que repudia qualquer forma de mão-de-obra irregular e mantém
com todos os fornecedores contratos em que eles se comprometem a cumprir
rigorosamente a legislação.
A reportagem de Última
Instância entrou em contato com a Marisa, mas ainda não
obteve retorno.
|
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
27/11/2007
TST revoga instrução normativa
sobre permuta de juízes
O Pleno do Tribunal Superior
do Trabalho revogou, em sua última sessão, realizada no
dia 22 de novembro, a Instrução Normativa nº 5, que
trata da permuta entre juízes do Trabalho de primeiro grau de
jurisdição integrantes de Regiões distintas ou da
mesma Região.
A decisão foi tomada durante
o julgamento de um processo de 2003 em que o Colégio de Presidentes
e Corregedores dos Tribunais do Trabalho (Coleprecor) sobre a legalidade
da IN-5, uma vez que o direito de permuta e não é mais
concedido aos servidores públicos federais pela Lei nº 8.112/90.
Ao retornar vista regimental do processo na sessão do Pleno, o
ministro Rider Nogueira de Brito observou que, embora o processo seja
de 2003, a matéria atualmente é da competência do
Conselho Superior da Justiça do Trabalho. “A partir da instalação
do CSJT e da aprovação de seu regimento interno pelo TST,
a apreciação de matéria relativa a permuta de juízes
foi deslocada para sua competência, e afirmada pela Resolução
nº 21/2006 do CSJT, que regulamentou o direito de remoção
dos juízes substitutos, por provocação na Anamatra”,
lembrou o ministro.
Por maioria de votos, o Pleno
acompanhou o voto do ministro Rider Nogueira de Brito e aprovou a Resolução
nº 144, que revoga a Resolução nº 45/1995 – que
aprovou a IN-5.

|