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Agência Diap, 28 de
novembro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
Comissões votam hoje no Senado
projeto das centrais sindicais
Hoje, 28, às 11 horas,
a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado vota o parecer
favorável do senador Paulo Paim (PT/RS) ao PLC 88/07, do Executivo,
que regulamenta o funcionamento das centrais sindicais. O parecer deste
colegiado sobre o projeto é o mais importante, pois se trata da
principal comissão de mérito a se pronunciar sobre a proposição. Às
15 horas, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) votará o
parecer do senador Francisco Dornelles (PP/RJ) ao projeto de lei.
“ O projeto de lei é meritório e nos parece bem formulado,
pois fortalece a organização sindical, dá uma maior transparência
na participação das entidades sindicais de trabalhadores nos órgãos
colegiados e pode gerar bons resultados, não só para a classe trabalhadora,
mas também para a Justiça do Trabalho, eis que as medidas aqui
preconizadas servem como canal de diálogo entre patrões, empregados
e Governo”, defende Paim.
No parecer, Paulo Paim rejeitou cinco das 21 emendas apresentadas ao projeto.
Dessas, três foram aprovadas na íntegra; e as outras doze foram
aprovadas parcialmente.
As aprovadas
As emendas aprovadas pelo relator são as que procuram restabelecer os
eixos do projeto apresentado pelo Governo em acordo com as centrais sindicais.
A emenda 2 trata da paridade de representação entre trabalhadores
e patrões nas consultas formulados pelo Governo.
As emendas 3 e 4 rejeitam a redação aprovada na Câmara
(emenda Augusto Carvalho) para que a contribuição sindical só seja
depositada na conta do sindicato caso o trabalhador aprove previamente o desconto
no contracheque. Assim, no parecer, Paulo Paim resgata o desconto automático
da contribuição sindical e seu repasse conforme estabelecido
no projeto original.
Contribuição sindical pela
negocial
“Há um consenso social acerca da extinção dessa contribuição
[sindical], que foi muito importante para a consolidação do movimento
sindical brasileiro, mas que, atualmente, mostra sinais de exaustão e
anacronismo”, argumenta.
E segue: “Decerto todos concordam que o imposto sindical, nos moldes
como é hoje, deve desaparecer. Todavia, não se pode pretender
realizar tal mudança sem que haja outras bases legais sólidas
a reger o financiamento da atividade sindical no Brasil”. Nestes termos,
o relator propõe que a contribuição sindical só seja
extinta depois de aprovada a contribuição negocial, de modo a
não desmantelar o movimento sindical pela asfixia econômica.
Relatório Dornelles
Hoje à tarde, às 15 horas, a Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE) vota o relatório do senador Francisco Dornelles ao PLC 88. No
parecer, o relator aprova as emendas que restabelecem a contribuição
sindical tal como é hoje, portanto, rejeita a emenda Augusto Carvalho.
Dornelles, no seu voto, ratifica a emenda, aprovada na Câmara, de autoria
do deputado Antônio Carlos Pannunzio (PSDB/SP), que determina que os
recursos provenientes da contribuição sindical sejam fiscalizados
pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Está previsto ainda, conforme anunciado nesta terça-feira (27)
pelo presidente da CAE, Aloizio Mercadante (PT/SP), que a CCJ também
vote o projeto no colegiado, cuja relatora é a senadora Lúcia
Vânia (PSDB/GO), embora a matéria não esteja na pauta,
conforme checagem da assessoria parlamentar do DIAP.
Nesse caso, o projeto pode ser incluído na agenda “extra-pauta” da
Comissão ou pode ainda ter o parecer proferido em plenário, já que
tramita em regime de urgência constitucional, cujo prazo para votação
na Casa vence no dia 10 de dezembro. Depois do dia 10, a matéria passa
a bloquear a pauta do plenário do Senado. (Marcos Verlaine)
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AGÊNCIA SENADO, 28
de novembro de 2007 | Plenário
Projeto sobre contribuição
sindical vai a Plenário

Foi encaminhado nesta terça-feira
(27) para deliberação do Plenário o projeto
de Lei da Câmara nº 88/07 que regulamenta a atuação
das centrais sindicais e trata da contribuição sindical
. Inicialmente estava prevista uma reunião da Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE) para votar a matéria na
tarde da quarta-feira (28). Ela foi adiada em virtude de o prazo
para a apreciação do PLC nas comissões ter expirado
desde o dia 19 de novembro, já que a tramitação é em
regime de urgência.
O PLC 88/07 estava tramitando
em conjunto na CAE, na CCJ (Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania) e na CAS (Comissão de Assuntos Sociais).
A matéria deu entrada no Senado no dia 24 de outubro. O Regimento
Interno da Casa estipula um prazo de 25 dias para matérias tramitando
em regime de urgência serem apreciadas nas comissões. Se
o projeto não for votado pelo Plenário até o dia
9 de dezembro, deverá ser incluído na Ordem do Dia sobrestando
a deliberação sobre as demais matérias.
A matéria, da forma como
foi aprovada na Câmara dos Deputados, enfrenta a oposição
das centrais sindicais de trabalhadores, que não querem que a
cobrança seja facultativa. Na manhã desta terça-feira
(27), o relator do projeto no âmbito da CAE, senador Francisco
Dornelles (PP-RJ), apresentou oficialmente seu relatório sobre
o projeto. Ele defende a retirada da emenda do deputado federal Augusto
Carvalho (PPS-DF) que suprime a obrigatoriedade do desconto em folha
da contribuição - e que gerou a reação contrária
das centrais sindicais.
Dornelles argumentou que esse
texto, ao contrário do que se divulga, não acaba com a
obrigatoriedade da cobrança, mas faz com que as empresas deixem
de recolher o tributo. De acordo com o senador, isso levaria muitos trabalhadores, "sem
que eles saibam", a uma situação de inadimplência.
Contribuição negocial
Dornelles disse ainda que o governo
federal e as centrais sindicais fizeram um acordo para que seja apresentado,
no prazo de 90 dias, um projeto de lei criando uma contribuição
negocial, a qual substituiria a contribuição sindical.
Na semana passada, o senador havia declarado que "não se
pode acabar com esse tributo sem antes criar uma contribuição
negocial, para que não haja um vazio e os sindicatos venham a
enfrentar problemas".
- E, quando a atual contribuição
for extinta, ela o será tanto para os empregados como para os
patrões - afirmou ele, referindo-se ao fato de que a proposta
aprovada na Câmara dos Deputados tratar somente da contribuição
paga pelos trabalhadores.
Da Redação / Agência
Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência
Senado)
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Folha de São Paulo, 28 de novembro de
2007
CONGRESSO
Centrais pressionam Senado
a favor do imposto sindical
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Pressionado pelas centrais sindicais, o Senado pode votar hoje ou amanhã,
no plenário, o projeto que regulariza a situação das entidades,
derrubando a emenda aprovada pela Câmara que aboliu o desconto obrigatório
da contribuição sindical.
Os três relatores do projeto nas comissões do Senado -Francisco
Dornelles (PP-RJ), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Paulo Paim (PT-RS)-
fecharam acordo para levar a votação direto ao plenário.
Ontem, a votação foi adiada depois que Dornelles, que relata
o projeto na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), apresentou
seu parecer, mas houve um pedido de "vista" coletivo.
O adiamento foi articulado pelas centrais sindicais e pelo próprio Dornelles,
que querem dar preferência à aprovação do relatório
de Paim, relator na CAS (Comissão de Assuntos Econômicos), por
ser a versão que mais agrada aos sindicatos, mantém o imposto
sindical e evitar a fiscalização dos recursos pelo TCU (Tribunal
de Contas da União).
O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, que também é presidente
da Força Sindical, disse que as centrais estudam formas de o dinheiro
do imposto ser fiscalizado pelos próprios trabalhadores.
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AGÊNCIA DIAP, 28 de novembro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
Acordo entre relatores transfere
votação do PLC 88 para esta quinta no plenário
Acordo entre os relatores — senadores
Paulo Paim (PT/RS), Francisco Dornelles (PP/RJ) e Lúcia
Vânia (PSDB/GP) — nas Comissões de Assuntos
Sociais, de Assuntos Econômicos e de Constituição
e Justiça transfere a votação do PLC 88/07,
do Executivo, que regulamenta o funcionamento das centrais sindicais,
para esta quinta-feira, 29, às 14 horas no plenário.
Com este entendimento, tudo indica que a novela da regulamentação
das centrais sindicais tenha um desfecho positivo no Senado Federal. Os pareceres
dos relatores Paulo Paim e Francisco Dornelles já foram divulgados.
Em síntese, o voto dos relatores resgata o projeto acordado entre Governo
e centrais sindicais, com alterações, que na compreensão
deles melhora o conteúdo da matéria.
Ambos os pareceres rejeitam a emenda aprovada na Câmara, de autoria do
deputado Augusto Carvalho (PPS/DF), que cria dificuldades para o recolhimento
da contribuição sindical, isto é, resgatam o texto original
do projeto. No entanto, os relatores aprovaram a emenda que determina que os
recursos arrecadados por meio da contribuição sindical sejam
fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
O parecer da senadora Lúcia Vânia vai na mesma direção
que os outros dois relatores adotaram. Sendo o projeto aprovado amanhã no
plenário do Senado, a matéria retorna à Câmara,
que dará a posição final. Por fim, o texto vai à sanção
presidencial. (Marcos Verlaine)
Conheça os pareceres dos relatores na CAS e
na CAE,
que também estão disponíveis ali na sessão Íntegras.
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FETRACONSPAR, 28 de
novembro de 2007
Jornal do SOM São José dos
Pinhais
Está circulando o jornal “SOMSJOP”, informativo
do Sindicato dos Oficiais Marceneiros e Trabalhadores nas Indústrias
de Serrarias e Móveis de Madeiras, Móveis de Junco e Vime, de
Vassouras, de Cortinados e Estofos e de Escovas e Pincéis e de Trabalhadores
na Indústria de Carpintaria, Tanoaria, Madeiras Compensadas e Laminadas,
Aglomeradas e Chapas de Fibras de Madeiras de São José dos Pinhais,
presidido pelo companheiro ANTONIO SARTOR.
O Informativo deste mês
traz diversas informações de interesse da categoria,
e também uma mensagem especia para o ano novo.
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Antonio Sartor
Presidente do SOM São José dos Pinhais
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A FETRACONSPAR e o DEPACOM
parabenizam o companheiro Antonio Sartor e sua diretoria pelo
importante trabalho desenvolvido junto aos trabalhadores da Madeira
e Mobiliário de São José dos Pinhais.
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FOLHA DE LONDRINA, 28 de
novembro de 2007 | Política
Senado inicia discussão sobre
PEC da CPMF
Aprovação de medidas provisórias
que tracavam a pauta e retirada de urgência de projetos pelo
governo facilitaram o avanço da tramitação da
emenda
Brasília - A oposição
cumpriu a promessa e encerrou ontem a obstrução às
votações no plenário do Senado. Isso deu início à tramitação
da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prorroga a Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF)
até 2011.
Foram aprovadas ontem as duas
medidas provisórias que ''trancavam'' a pauta do Senado e o governo
retirou a urgência de projetos que, ao ter preferência de
votação, também impediam o avanço da tramitação
da emenda da CPMF.
No início da noite de
ontem, o presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), fez
a leitura da PEC no plenário - o que automaticamente abriu o prazo
de cinco sessões deliberativas (com votações) para
que a matéria seja discutida pelos parlamentares.
Antes de ser colocada em votação,
no entanto, a PEC terá que retornar para nova análise da
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
caso receba emendas no plenário. DEM e PSDB já prometeram
apresentar amanhã 11 emendas ao texto.
Ao retornar à CCJ, o relator
Romero Jucá (PMDB-RR) terá 15 dias para apresentar um parecer
sobre a PEC. No total, o texto poderá ficar por 30 dias em tramitação
na CCJ.
Depois de três semanas
com a pauta do plenário trancada por duas medidas provisórias,
a oposição desistiu de obstruir as votações
- para que a CPMF começasse a tramitar no plenário - porque
considera que o governo não terá os 49 votos necessários
para a aprovação da PEC. Juntos, DEM e PSDB calculam reunir
pelo menos 33 votos contrários à matéria para inviabilizar
sua aprovação.
Os governistas, por outro lado,
garantem que vão conseguir reunir os 49 votos até o momento
da votação em primeiro turno - que deve ocorrer entre o
dia 14 e 18 de dezembro.
''É difícil contabilizar
votos, saber um número preciso. Eu acho possível se chegar
a 50 votos dentro dos 81 senadores'', avaliou o líder do PMDB
no Senado, Valdir Raupp (RO).
A votação em segundo
turno, no entanto, está prevista para ocorrer na semana entre
o Natal e o Ano Novo - período de esvaziamento da Casa Legislativa,
o que anima a oposição.
Gabriela Guerreiro
Folhapress
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FOLHA DE LONDRINA, 28 de
novembro de 2007 | Política
Oposição faz acordo
para acelerar votação
Com um mapeamento que contabiliza entre 33 e 35 votos para derrubar a CPMF,
tucanos e democratas selaram acordo ontem para desobstruir a pauta do Senado
e acelerar a tramitação da emenda que prorroga o ''imposto do
cheque''.
A intenção da oposição é fazer
o governo correr contra o calendário para conseguir angariar no
mínimo 49 dos 81 votos para aprovar a CPMF até o final
do ano. A previsão do governo era votar a emenda em primeiro turno
no plenário entre os dias 18 e 19 de dezembro.
O líder do PSDB, Arthur
Virgílio (AM), afirmou que a mudança de posição
ocorreu porque, após a reunião com o DEM, ele passou a
ter certeza de que tem votos para derrubar a CPMF no plenário.
''O governo vai jogar, tem um habilidoso novo coordenador político,
mas estamos com a faca e o queijo na mão. Não precisa mais
obstrução, agora é só cumprir prazos'', disse.
A base do governo é formada
por 53 senadores, mas há dissidências certas. Para supri-las,
o governo tenta trabalhar até quatro votos do PSDB por meio da
interferência de governadores do partido. ''Eles (governo) não
têm votos, estão blefando'', disse Álvaro Dias (PSDB-PR).
Há ainda o voto do senador Osmar Dias (PDT-PR), que será trabalhado
por seu irmão Álvaro Dias. ''Ele pode votar contra, sim'',
disse Álvaro.
Nas contas da oposição,
entretanto, até oito governistas podem votar pela rejeição
da CPMF. A planilha oposicionista lista três votos possíveis
contra a CPMF no PMDB: Jarbas Vasconcelos (PE), Mão Santa (PI)
e Pedro Simon (RS).
Na prática, como o voto
de Jarbas é considerado irreversível pelo próprio
governo, bastariam cinco desses oito votarem contra para que a CPMF não
passasse no plenário. Essa contabilidade não inclui dois
votos considerados incertos: José Nery (PSOL-PA) e Valter Pereira
(PMDB-MS).
Do outro lado, o governo também
planeja uma ofensiva para buscar os 49 votos. A estratégia foi
traçada numa reunião no Palácio do Planalto entre
os ministros José Múcio (Relações Institucionais),
Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Planejamento) e Fernando Haddad
(Educação).
No encontro, foi acertado que
cada ministro ficará responsável por trabalhar votos de
oito a dez senadores. Questionado sobre a tática da oposição
de acelerar a votação para tentar surpreender o governo,
Múcio reagiu: ''Acho que deveríamos ter apressado antes,
a necessidade é premente. Na realidade, não é uma
provocação ao governo, é uma provocação
ao país, à sociedade, em função da necessidade
da CPMF, que não é o governo, é do país''.
Silvio
Navarro e Letícia Sander
folhapress
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FOLHA DE LONDRINA, 28 de
novembro de 2007 | Política
Planalto ameaça congelar reformas
e reajustes
O governo recorreu ontem a um arsenal
mais pesado de ameaças caso a prorrogação
da CPMF não seja aprovada pelo Senado. De acordo com o ministro
do Planejamento, Paulo Bernardo, o Planalto decidiu operar para
suspender no Congresso a votação do Orçamento
da União para 2008, adiar o anúncio da nova política
industrial e o envio da proposta de Reforma Tributária para
o Parlamento, além de não conceder mais nenhum reajuste
salarial para o funcionalismo público.
''Estou otimista que vamos conseguir
aprovar a prorrogação da CPMF, mas temos que ter prudência
porque, se ocorrer de não aprovar, vamos ter que adotar medidas
pra resolver o quadro que vai ficar depois disso.'' Sem a CPMF, o orçamento
ficará com um rombo nas receitas previstas de R$ 40 bilhões.
E o orçamento não pode aprovar gastos sem previsão
de receita.
A reforma tributária lidera
a lista de reivindicações do setor produtivo. ''A política
industrial está pronta, mas o presidente recomendou que não
fosse anunciada. Como vou fazer uma medida desonerando tributo se posso
perder outra receita importante. Não podemos ser irresponsáveis.''
O ministro disse que o governo
vai pedir à Comissão Mista de Orçamento que suspenda
a votação da proposta orçamentária até resolver
a prorrogação da CPMF. Bernardo admitiu que corre o risco
da votação ficar para o ano que vem, embora tenha esperança
de aprová-lo antes do recesso de final de ano.
''O Orçamento pode ficar
pra última hora, mas o pior é ficar com um rombo de R$
40 bilhões e ter que correr atrás para resolver esta questão.''
Renata Veríssimo
Agência Estado
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Agência Diap, 28 de
novembro de 2007
PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO
CRESCIMENTO
FGTS será usado para investimento
nas obras do PAC
A Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) publicou nesta segunda-feira, 26/11, a Instrução
462, que regulamenta o funcionamento do Fundo de Investimento do Fundo
de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS), criado pela Lei 11.491/07,
no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC).
O Fundo vai investir até 80%
do patrimônio líquido do FGTS em empreendimentos nos setores
de energia, rodovias, hidrovias, ferrovias, portos e saneamento. Os recursos,
no entanto, somente poderão financiar, no máximo, 30% de
cada obra.
O patrimônio total do FGTS
gira em torno de R$ 183 bilhões e o seu patrimônio líquido,
ou seja, aquilo que sobra se todos os detentores de contas fizessem a
retirada ao mesmo tempo, chega a R$ 22 bilhões.
Economia
A Lei autoriza a aplicação de até 80% desse patrimônio
líquido, algo que se aproxima dos R$ 17 bilhões. Inicialmente
está autorizada a aplicação de R$ 5 bilhões, que
serão usados em investimentos que ajudem no crescimento da economia.
A meta de rentabilidade média
do FI-FGTS é de taxa referencial (TR) mais 6% ao ano, cerca de
8% ao ano, com base nos índices de 2006. Hoje, as contas vinculadas
dos trabalhadores são remuneradas pela TR mais 3% de juros ao
ano, de acordo com a lei. Ano passado, o reajuste médio anual
foi de 5%.
Trabalhadores
Somente numa segunda etapa, em cerca de dois anos e após a consolidação
do FI-FGTS é que o fundo estará aberto aos trabalhadores, que
terão a possibilidade de investir até 10% do saldo de sua conta
vinculada. Quem mantiver o investimento por, no mínimo, cinco anos,
terá isenção do Imposto de Renda.
Atualmente R$ 78 bilhões
do patrimônio do FGTS estão investidos em habitação
e saneamento e R$ 68,7 bilhões investidos em títulos públicos.
Do valor aplicado em títulos públicos sairão os
recursos para o FI-FGTS.
Instrução
Do texto da Instrução foi retirado o artigo que vedava a cessão
e transferência de cotas e os dispositivos que vedavam a cobrança
de taxa de performance e que exigiam que a contratação de certos
serviços pelo fundo fosse debitada à taxa de administração.
Em ambos os casos, a tutela
que se queria adotar foi entendida como desnecessária dado o
papel que terá o Conselho Curador do FGTS - onde os trabalhadores
têm assento - na determinação da remuneração
a ser paga ao administrador do fundo, assim como na aprovação
do Regulamento do FI-FGTS, o qual deverá dispor sobre as despesas
com que o fundo arcará. (Com informações do MTE)
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Gazeta do Povo, 28 de novembro
de 2007
BRASIL | RELATÓRIO
Brasil entra no grupo de países
de alto desenvolvimento humano
ONU destaca programas de transferência
de renda adotados pelo país
Curitiba – Pela primeira vez na história, o Brasil alcançou
um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) considerado “alto”.
De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008, divulgado
ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud), o país obteve em 2005 um IDH de 0,800, índice mínimo
para estar enquadrado nessa categoria. Em 2004, o índice brasileiro
era de 0,792, considerado “médio”.
O Pnud destaca os programas de
transferência de renda adotados pelo Brasil desde o início
da década e consolidados em 2003 no Bolsa- Família. O relatório
recomenda o fim da sobretaxa ao etanol brasileiro na Europa e nos EUA.
Apesar de ter passado de “médio” para “alto
desenvolvimento humano”, em termos relativos o Brasil caiu no
ranking do IDH – passou da 69.ª para a 70.ª posição
entre os 177 países pesquisados. Além disso, parte da
variação do Brasil se deve a revisões metodológicas.
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Gazeta
do Povo, 28 de novembro de 2007
BRASIL | RELATÓRIO
Conquista do país é vista
com cautela
Brasil possui indicadores inferiores a alguns
vizinhos em quase todos os aspectos
por FERNANDO JASPER COM AGÊNCIAS
Curitiba – A conquista do Brasil,
que em 2005 atingiu o posto de país com “alto desenvolvimento
humano”, é vista com cautela por especialistas e pelo
próprio Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud), responsável pelo relatório do Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH). Embora destaque a “alta consistência” da
evolução dos índices de desenvolvimento humano
do país desde 1990, o Pnud lembra que o país ainda possui
indicadores inferiores a alguns vizinhos em quase todos os aspectos.
“ Ao ingressar no grupo de países de alto desenvolvimento humano,
o Brasil marca o início, mesmo que simbólico, de uma nova trajetória
e de um novo conjunto de aspirações”, diz o comunicado divulgado
ontem pelo Pnud. Na seqüência, o organismo alerta que “o olhar
deve voltar-se ao desempenho do conjunto de países latino-americanos que
têm um desenvolvimento humano superior ao brasileiro, incluindo Argentina,
Chile, Uruguai, Costa Rica, Cuba e México”.
A Argentina, que ocupa a 38.ª posição
no ranking – a melhor em toda a América Latina – tem
IDH considerado alto desde o início da década de 80.
Chile, atualmente em 40.º, e Uruguai, 46.º no levantamento,
atingiram a marca ao longo dos anos 90. Entre os latino-americanos,
o Brasil também está atrás de Costa Rica, Cuba,
México e Panamá.
Além de a divisão de categorias ser considerada “artificial” por
alguns analistas – quem tem IDH inferior a 0,5 tem baixo desenvolvimento
humano, quem tem superior a 0,8 é enquadrado no nível mais alto
e os demais ficam no patamar médio –, o ranking deixa de fora
indicadores importantes como o acesso a saneamento básico, mortalidade
infantil e materna e distribuição de renda.
Parte da ascensão
brasileira se deve a fatores como revisões nos bancos de dados
do Unicef e do Banco Mundial, a alterações no impacto
da aids sobre a expectativa de vida em 62 países e também à mudança
de cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil – que
elevou a taxa de crescimento econômico dos últimos anos.
No entanto, a distribuição desse crescimento segue
muito desigual: dos 177 países analisados, o Brasil tem a
11.ª maior discrepância entre os ganhos de ricos e pobres,
de acordo com o Índice Gini. A faixa 20% mais rica de brasileiros
ganha quase 22 vezes mais que o grupo 20% mais pobre. No Uruguai
e no Chile, essa diferença é de 10 e 16 vezes, respectivamente.
O saneamento básico
chega a 75% dos brasileiros, enquanto 91% dos argentinos e todos
os uruguaios têm acesso a esse serviço. Mesmo na Síria,
que tem o 108.º IDH, o saneamento chega a 99% da população,
segundo o relatório do Pnud. O número de mortes entre
mulheres durante ou logo após o parto no Brasil também é crítico.
São 110 mortes a cada 100 mil habitantes – no México,
são 60 por 100 mil e, na Argentina, 77 a cada 100 mil pessoas.
No Brasil, a mortalidade entre crianças com menos de cinco
anos é de 33 a cada 100 mil habitantes, mais que o dobro do
Uruguai (15).
Para calcular o IDH, no entanto,
o Pnud considera apenas quatro critérios: PIB per capita,
expectativa de vida, taxa de alfabetização de adultos
e taxa de matrículas no ensino primário, secundário
e superior. “Mesmo nesses critérios há alguns
problemas. A taxa de alfabetização, por exemplo, representa
quantos sabem ler e escrever, simplesmente. Por isso no Brasil ela é tão
boa. Em tese, menos de 12% são analfabetos. Mas, para ser
mais criterioso, há que se considerar quantos são analfabetos
funcionais, aqueles que não conseguem se expressar por meio
da escrita ou interpretar um texto”, diz Olinto Nogueira, coordenador
da área de desenvolvimento humano da Fundação
João Pinheiro, de Minas Gerais.
Adriano Codato, professor
de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR),
assinala que o crescimento econômico vem sendo mais baixo no
Brasil que em outros emergentes. Também por isso, países
como China e Índia, embora ainda estejam atrás do Brasil
no ranking do Pnud, elevaram seu IDH mais rápido que o Brasil
entre 1990 e 2005: o índice chinês subiu 23%, para 0,777,
enquanto o indiano avançou quase 20%, para 0,619. O IDH brasileiro
cresceu 11% no período.
Para Nogueira, da Fundação
João Pinheiro, um índice mais preciso sobre a realidade
brasileira é o IDH municipal. No entanto, esse tipo de levantamento é feito
a partir de dados do censo do IBGE. Por isso o mais recente se refere
a 2000, e o próximo deve sair somente após 2010.
Desenvolvimento
sustentável - Pnud defende biocombustíveis
O Pnud parece ter aderido à maior causa do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva: a defesa do etanol. O relatório divulgado ontem, intitulado “Combater
as mudanças climáticas: solidariedade humana num mundo dividido”,
defende o uso de biocombustíveis e sugere que Estados Unidos e Europa
eliminem as sobretaxas impostas ao álcool de cana brasileiro, combustível
renovável e menos poluente que os derivados do petróleo.
Segundo o Pnud, essa medida “geraria
ganhos não apenas para o Brasil, mas também para a
mitigação dos efeitos das mudanças climáticas” – efeitos
que, segundo o relatório, serão muito piores nos países
pobres que no mundo desenvolvido.
Em artigo escrito para
o relatório a convite do Pnud, Lula afirma que o programa
brasileiro de etanol está reduzindo as emissões de
gás carbônico. “Em 2004, lançamos o Programa
Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. Nosso alvo é aumentar
a oferta de biodiesel em 5% para cada litro de combustível
fóssil vendido no Brasil até 2013”, escreveu
o presidente. (FJ)

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Gazeta do Povo, 28 de novembro
de 2007
BRASIL | RELATÓRIO
Programas de distribuição
de renda são destaque
por FERNANDO JASPER, com colaboração
de Giana Andonini
Um dos pontos mais destacados pelo PNUD em seu Relatório de Desenvolvimento
Humano foram os programas de transferência de renda do Brasil. Iniciados
no governo Fernando Henrique, eles foram reunidos no programa Bolsa-Família
em 2003, durante o governo Lula, e abrangem 46 milhões de pessoas – um
quarto da população do Brasil. Eles estariam apoiando avanços
no desenvolvimento humano, “permitindo às famílias gerir
os choques sem tirar os filhos da escola”.
De acordo com o relatório,
o Bolsa-Família atinge 100% das famílias que vivem abaixo
do limiar de pobreza e é responsável por “quase um
quarto da recente queda abrupta na desigualdade no Brasil e por 16% do
seu declínio na pobreza extrema”. Também reduziu
em 60% a desnutrição de bebês de até 11 meses
nas famílias pobres e está aumentando a taxa de matrículas
escolares. “Espera-se que 60% das crianças pobres, que atualmente
não freqüentam a escola, se matriculem em resposta ao Bolsa-
Família. A taxa de desistências diminuiu em 8%”, aponta
o Pnud.
Na casa de Ivonice Gomes de Souza,
moradora da Vila Audi, na periferia de Curitiba, o dinheiro do programa
já foi usado até para ampliar a casa. Mas, segundo Ivone,
que está no programa há cinco anos e recebe R$ 112 por
mês, a prioridade é comprar materiais escolares para os
filhos. “Quando sobra dá para comprar mais frutas e comida,
e até remédios. Mas antes vêm as coisas deles”.
Além do benefício, a renda da família vem do salário
do marido, que trabalha com serviços gerais, e da filha de 17
anos, que é estagiária.
A diarista Maria Cristina Luís,
que também mora na Vila Audi, diz que o Bolsa-Família é usado
somente para comprar materiais escolares para seus cinco filhos. Ela
recebe o benefício de R$ 54 mensais há dois anos. Mas a
maior ajuda para a casa vem do Benefício de Prestação
Continuada (BPC) de R$ 380, que ela recebe do governo federal porque
sua filha Crisane, de cinco anos, é portadora de necessidades
especiais. “Do Bolsa-Família só dá pra comprar
as coisas da escola mesmo. Já com o dinheiro da Crisane (o BPC)
dá para comprar roupa para eles, pagar o ônibus e comprar
uma ou outra coisa pra casa”, explica.
A dona de casa Alice Fátima
dos Santos, que mora com os quatro filhos na Vila das Torres, na área
central de Curitiba, recebe o Bolsa-Família desde 2002. Além
do salário do mais velho, a renda familiar vem dos “bicos” que
ela faz e dos R$ 80 que recebe do programa. Alice explica que o dinheiro
vai todo para as crianças, para comprar materiais escolares
e, eventualmente, roupas e calçados. Mas reclama que o benefício
não tem sido pago regularmente, e que não recebeu o benefício
entre julho e outubro deste ano. “O pior é que, depois,
eles não pagam os que atrasaram”, afirma.
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Folha de São Paulo, 28 de novembro de
2007
Lula rebate FHC e diz que sabe governar
melhor do que tucano
À noite, tucano diz que sempre é alvo
dos ataques do presidente: "Ele não consegue dar uma
entrevista sem me dar uma agulhada e quer que eu não fale?"
JOSÉ ALBERTO BOMBIG
LEANDRO BEGUOCI
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu pela primeira vez às
críticas de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, sobre sua falta
de escolaridade. Em entrevista ao "Jornal da Record", disse que "é verdade
que ele [FHC] teve mais anos de escolaridade, mas é verdade que eu sei
governar melhor do que ele".
Na semana passada, FHC pediu "brasileiros melhor educados, e não
liderados por gente que despreza a educação". Lula não
tem curso superior.
O presidente afirmou que as críticas de FHC têm algum fundamento: "Obviamente
que, se comparar a educação, a formação intelectual
do Fernando Henrique Cardoso, ele é muito mais estudado do que eu".
Disse contudo que sabia governar melhor do que o tucano e que não ficará criticando
o sucessor: "Quero mostrar que é plenamente possível um
presidente da República, depois de cumprir o seu mandato, fechar a boca
e deixar o outro governar".
Ontem à noite, em São Paulo, FHC disse que só dá "cutucadas" em
Lula "quando ele [o petista] exagera". O tucano também afirmou
que foi mal-interpretado. "Eu estava defendendo o PSDB", afirmou
o ex-presidente. "Nós não somos de elite só porque
somos acadêmicos e trabalhamos. O povo brasileiro gosta de trabalhar
e de aprender, eu não estava criticando [o Lula]. Não pode haver
preconceito contra quem sabe. Está se invertendo a situação
no Brasil. Saber não é errado."
Segundo ele, sua afirmação em Brasília não teve
um caráter preconceituoso. "Já dei declarações
de que não é preciso ser doutor para ser presidente. Agora, também
não é empecilho ser doutor."
Antes de saber das críticas de Lula no "Jornal da Record",
FHC comentou a alfinetada que Lula lhe dera à tarde. O petista disse
que presidentes, em geral, não gostam de conferência, a não
ser "antes ou depois, como vida profissional, para ganhar dinheiro".
Com freqüência, FHC é chamado para participar de eventos
como conferencista.
" Ele [Lula] não consegue dar uma entrevista sem me dar uma agulhada
e quer que eu não fale? Nos Estados Unidos, o ex-presidente [Bill] Clinton
briga com o presidente [George] Bush a valer. Uma agulhada aqui, outra ali, faz
parte da natureza humana. Mas não me peça para eu ficar calado
e comece a me agulhar. Eu não sou são Sebastião", disse
FHC.
" Vou continuar falando quando eu puder, tiver interesse e propriedade.
O presidente atual é quem deve ser mais cuidadoso ao falar dos outros
ex-presidentes, porque o outro pode dar uma cutucada mais forte, já que
não está no cargo."
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Folha de São Paulo, 28 de novembro de
2007
PREÇOS 1
Sindicato descarta alta no cimento
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento, Sérgio
Maçães, disse ontem que o preço do cimento não
vai subir no curto prazo, mesmo que a demanda cresça na construção
civil. Mas os preços também não vão cair, afirmou.
Maçães participou de audiência com o ministro Guido Mantega
(Fazenda), que estava preocupado com as notícias de que os produtores
estariam fazendo estoque para aumentar os preços.
Maçães negou que haja formação de cartel. Lembrou
que hoje existem apenas dez produtores no país, por isso a produção
não é maior. "Posso garantir que o preço do cimento
no Brasil é o menor da América", disse.
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Agência Câmara,
28 de novembro de 2007
Trabalho aprova obrigação de sindicato atualizar dados

Iran Barbosa: mudança acaba com ingerência estatal em atividades
sindicais.
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço
Público aprovou na última quarta-feira (21) o Projeto de Lei
195/07, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que transfere do Ministério
do Trabalho para os próprios sindicatos o dever de comunicar à Caixa
Econômica Federal suas mudanças estatutárias. A CEF é o
banco responsável pela manutenção das contas correntes
relativas à contribuição sindical obrigatória.
De acordo com o relator,
atribuir o controle de informações ao ministério é uma "indevida
ingerência estatal nas atividades sindicais". O relator,
deputado Iran Barbosa (PT-SE), afirma que essa incumbência "pode
e deve ser cometida às próprias entidades sindicais interessadas".
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FOLHA DE LONDRINA, 28 de
novembro de 2007 | Cidades
INSS muda avaliação para
conceder benefício
Eduardo Anizelli
Garantido pela Constituição
Federal de 1988, o Benefício de Prestação Continuada
(BPC) é um direito das pessoas com deficiência e de
idosos com mais de 65 anos cuja renda familiar per capita não
ultrapasse um quarto de salário mínimo, ou seja, R$
95,00 por mês. É um benefício assistencial, que
não exige contribuição do beneficiário à Previdência
Social, como é o caso do auxílio doença, por
exemplo.
Somente em Londrina, 3.219 pessoas
com deficiência e 4.965 idosos recebem, todos os meses, um salário
mínimo por se enquadrarem no perfil exigido pela legislação
do BPC. É um dinheiro que faz a diferença no orçamento
das famílias beneficiadas. Um exemplo é o da estudante
do Instituto dos Cegos de Londrina Rita de Cássia Machado, 9 anos.
Com o pai desempregado já há algum tempo, o benefício
da menina garante o sustento da família de quatro pessoas. ''Meu
pai está à procura de um emprego como balconista, mas não
está conseguindo. O dinheiro do meu benefício nos ajuda
bastante'', conta a menina.
Contudo, há uma novidade
para os beneficiários. O Decreto Federal 6214/2007 prevê mudanças
na regra do jogo. A grande modificação é que a partir
de meados de 2008 a avaliação dos requerentes não
será apenas médica, mas também social. Para isso,
somente no Paraná, 1,6 mil assistentes sociais serão contratados.
De acordo com a coordenadora
estadual do BPC pelo INSS, Rita Valiati, com essa nova medida o número
de benefícios concedidos deve aumentar, pois a avaliação
deixa de ser restrita à doença e passa a analisar também
as condições sociais dos candidatos. ''Muitas vezes, os
requerentes estão inseridos em grupos familiares desestruturados,
o problema vai além do quadro clínico. Fazíamos
apenas uma avaliação pontual, mas agora, além de
uma avaliação médica baseada na Classificação
Internacional de Funcionalidade (CIF), vamos avaliar também aspectos
de vida das pessoas'', ressalta.
Rita também destaca que
não há motivos para preocupação de quem pretende
requerer o benefício nos próximos dias. A forma de requerimento
continua a mesma, basta procurar uma agência do INSS. Porém,
um alerta. É preciso tomar cuidado com os intermediários.
''Para conseguir o benefício,
não é preciso pagar taxa alguma. Tem intermediários
que pegam procurações dos candidatos ao BPC e cobram caro
para fazer o requerimento. Cuidado para não cair nesse golpe'',
informa.
Na opinião de Martinha
Claret Dutra, membro do Conselho Nacional da Pessoa com Deficiência,
há outra grande vantagem na mudança de política
de concessão do BPC. Ela diz que muitas pessoas se acomodam quando
passam a receber o benefício, deixando de estudar e de procurar
capacitação para conseguir uma vaga no mercado de trabalho.
''Isso acontece porque aqueles
que arrumam emprego perdem o direito ao benefício. Com a mudança
na legislação, quem tiver empregado e perder a vaga no
mercado de trabalho pode voltar a receber o BPC'', destaca Martinha.
Wilhan Santin
Reportagem Local
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Agência Senado, 28 de Novembro de 2007
Demissão de dirigentes sindicais é tema
de audiência
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa
(CDH) reúne-se nesta quinta-feira (29), às 14h, para discutir
questões relacionadas à demissão arbitrária de
dirigentes sindicais.
Foram convidados a participar da audiência pública o procurador-geral
do Trabalho, Otávio Brito Lopes; o secretário de Relações
do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, Luiz Antonio de Medeiros
Neto; o presidente da Comissão Nacional de Direitos Sociais da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Caldas; o presidente do Sindicato Nacional
dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Paulo
Marcos Borges Rizzo; e o especialista em normas internacionais da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) Christian Ramos Veloz.
Em sua justificativa, o autor do requerimento da audiência, senador Paulo
Paim (PT-RS), diz que está se tornando rotina a prática de demissão
de dirigentes sindicais como meio de impedir ações organizadas
dos trabalhadores.
A audiência será na sala 2 da Ala Senador Nilo Coelho, no Anexo
II do Senado.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
28/11/2007
Amianto: só exposição
acima do limite assegura insalubridade
“Somente o exercício do trabalho
em condições insalubres, acima dos limites de tolerância
fixados em lei, assegura a percepção do adicional de insalubridade”.
Com esse entendimento, em voto da ministra Maria Cristina Peduzzi, a
Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho deu provimento a um recurso
e excluiu o adicional de insalubridade de condenação trabalhista
imposta à Eternit S/A, no Estado do Paraná.
Trata-se de discussão sobre o reconhecimento
de direito ao pagamento de adicional de insalubridade a trabalhadores
que ficam expostos à fibra de amianto (asbesto), substância
considerada cancerígena. A questão foi levantada em processo
iniciado há 13 anos pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
de Ladrilhos Hidráulicos, Produtos de Cimento e Artefatos de Cimento
Armado de Curitiba, na condição de substituto processual
de um grupo de trabalhadores de duas empresas. Após a exclusão
de uma delas, a ação manteve-se apenas em relação à Eternit.
Com base em laudos periciais, a Vara do Trabalho
de Colombo (PR) negou o pedido, por entender que em nenhum momento ficou
demonstrado que havia concentração de asbesto em nível
superior ao limite fixado por lei, que é de 2,0 fibras por centímetro
cúbico.
O sindicato entrou com recurso ordinário
e o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) reformou
a sentença, determinando o pagamento de adicional de insalubridade
correspondente a 40% do salário-base de cada empregado. Para fundamentar
a decisão, o TRT considerou que “o julgador não é obrigado
a adotar conclusão idêntica à do perito (embora normalmente
o faça, porque não dotado dos conhecimentos técnicos
usualmente necessários quando se trata da matéria em apreço)”.
E concluiu que, em se tratando de substância altamente perigosa
para o organismo humano, cancerígena, não há limite
aceitável.
Após ter embargos de declaração
rejeitados pelo TRT, a empresa apelou ao TST, mediante recurso de revista,
sustentando ser indevido o pagamento do adicional de insalubridade. Alegou
que, ao não adotar o laudo pericial, o Regional desrespeitou as
normas que regulamentam o trabalho com amianto, e destacou que a perícia é obrigatória
para a caracterização e classificação da
insalubridade.
A relatora do processo, ministra Maria
Cristina Peduzzi, manifestou-se pelo provimento do recurso, com o conseqüente
restabelecimento da sentença de primeiro grau. O voto fundamentou-se
no artigo 189 da CLT, que estabelece que somente o exercício
de trabalho em condições insalubres, acima dos limites
de tolerância fixados em lei, assegura o direito ao adicional
de insalubridade. (RR 360/1994-657-09-00.1)
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28/11/2007
Rejeição de testemunha com
ação idêntica não configura cerceamento
de defesa
Empregado, ao utilizar testemunha
que ajuizou reclamação trabalhista idêntica à sua,
contra a mesma empresa - Companhia Espírito Santense de Saneamento – CESAN – não
obteve êxito na Justiça do Trabalho ao alegar cerceamento
de defesa. A decisão, da Justiça do Trabalho da 17ª Região
(ES), foi mantida pela Quarta Turma e pela Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho.
A SDI-1 rejeitou embargos interpostos pelo empregado, que alegava a nulidade
de decisão que lhe foi desfavorável por cerceamento de
defesa.
Após nove anos de trabalho
na empresa, exercendo a função de operador de bomba de
grande porte, o empregado informou na inicial ter sido sumariamente demitido
e, inconformado, moveu ação na tentativa, primeiramente,
de ser reintegrado. Alegou prestar serviços há vários
anos na empresa, enquanto esta, apesar da existência de empregados
cedidos a outros órgãos, havia contratado irregularmente
849 novos empregados e estagiários. Alegou, assim, a inexistência
de critérios objetivos para sua demissão, a seu ver ilegal
e arbitrária.
O empregado ressaltou, ainda,
o fato de a empresa ter-se comprometido a proteger seus empregados contra
despedida arbitrária, nos termos da Convenção nº 158
da Organização Internacional do Trabalho. Solicitou o pagamento
de horas extras, porque laborava mais de seis horas em regime de turnos
ininterruptos de revezamento, e diversas outras verbas trabalhistas.
O juízo de primeiro grau
não acolheu o depoimento da testemunha em favor do empregado por
ter sido demonstrado seu interesse no litígio. A testemunha ajuizara
reclamação trabalhista idêntica à do colega,
diante da mesma empresa, e este testemunhava naquela ação.
Sentindo-se prejudicado e alegando cerceio de defesa, recorreu ao Tribunal
Regional do Trabalho da 17ª Região (ES), mas este manteve
a decisão da instância originária.
O empregado interpôs então
recurso de revista para o TST contra o acórdão do Regional.
A relatora do processo, juíza convocada Maria Doralice Novaes,
destacou que a não-aceitação da testemunha “ocorreu
não pelo fato de litigar contra o mesmo empregador, mas também
em razão de as ações possuírem o mesmo objeto
e de o empregado ter funcionado como testemunha naquela ação”.
A situação, neste caso, revelava troca de favores.
Na tentativa de desfazer
o acórdão anterior, o empregado opôs embargos à SDI-1,
mas a sessão, por maioria, manteve o entendimento da inexistência
de nulidade por cerceamento de defesa, seguindo o voto da relatora,
ministra Maria Cristina Peduzzi. (RR-768.212/2001.8)
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28/11/2007
Advogado perde ação por receber
mandato de colega sem procuração
Adicionais de periculosidade,
transferência e tempo de serviço, dupla função
e horas extraordinárias. Nada disso foi discutido pelo Tribunal
Superior do Trabalho no recurso da Companhia Paranaense de Energia -
Copel porque o advogado da companhia recebeu substabelecimento de profissional
que não tinha procuração no processo. Só posteriormente
ao recurso de revista, fora da época própria, a procuração
foi juntada aos autos.
O ministro Vieira de Mello Filho,
relator da revista no TST, em um voto minucioso, especificou procuradores,
substabelecidos e respectivas datas dos documentos. Com a verificação
da irregularidade de representação, o relator não
pôde conhecer do recurso de revista e muito menos chegar a apreciar
o mérito da questão. A Primeira Turma seguiu o entendimento
do ministro Vieira de Mello e manteve inalterada a decisão do
Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR).
Contratado pela Copel em novembro
de 1977 para o cargo de desenhista em Umuarama, no Paraná, o trabalhador
que ajuizou a ação foi despedido em agosto de 1998. Sua última
função foi como técnico de obras, acumulada com
a de motorista, já em Cianorte, para onde foi transferido em agosto
de 1995.
Ao buscar a 2ª Vara do Trabalho
de Maringá (PR), o eletricitário pediu adicional de transferência
e o reconhecimento da natureza salarial de parcelas recebidas como ajuda-alimentação,
AC-DRT (1/12 de salário autorizado em acordo coletivo) e dupla
função, o que alteraria o valor da verba rescisória
que lhe foi paga. A juíza indeferiu vários pedidos, mas
concedeu adicional de tempo de serviço e a natureza salarial das
parcelas AC-DRT e da dupla função.
Ambas as partes recorreram ao
TRT/PR, que deu provimento parcial tanto ao recurso da empresa quanto
ao do trabalhador. O Regional acrescentou à condenação
as diferenças do adicional de periculosidade sobre a remuneração
do empregado, pedido que não fora concedido pela 2ª Vara
de Maringá.
A Copel recorreu ao TST para
reformar a decisão quanto a vários temas: horas extraordinárias,
caráter salarial da parcela dupla função, descontos
previdenciários e fiscais, adicional de transferência e
base de cálculo do adicional de periculosidade estabelecida mediante
acordo coletivo. Tudo que foi concedido ao ex-empregado pelas instâncias
anteriores da Justiça do Trabalho permaneceu inalterado por descuido
dos advogados da empresa. (RR-695.545/2000.6)
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ÂMBITO JURÍDICO,
28 de novembro de 2007
São obrigatórios depósitos
de FGTS em período anterior à CF/88
Em contratos firmados antes da Constituição
de 1988, se o empregado fez opção pelo FGTS na época
da contratação, ele tem direito aos depósitos
fundiários desde o primeiro mês trabalhado, não
havendo necessidade de prova de opção retroativa. É esse
o teor de decisão da 4ª Turma do TRT-MG, com base em
voto do desembargador Júlio Bernardo do Carmo, ao modificar
sentença para deferir à reclamante os depósitos
do FGTS relativamente ao período anterior à promulgação
da Constituição Federal vigente.
Segundo esclarece o desembargador,
no período compreendido entre a criação do FGTS
e a promulgação da Constituição Federal de
1988, vigoraram os dois sistemas: o do FGTS e o sistema de indenização
por tempo de serviço e estabilidade decenal. Até 1988,
estava a cargo do empregado a opção pelo Fundo, a qual
teria de ser de forma expressa (por escrito), no momento da celebração
do contrato, e assim fazendo o empregado ficava automaticamente excluído
do sistema de indenizações crescentes por tempo de serviço
previsto na CLT e da estabilidade decenal. Com a promulgação
da nova Constituição, houve a universalização
do FGTS, ou seja, eliminou-se a exigência de opção
expressa pelo Fundo, que se tornou um direito inerente a todo contrato
de trabalho, à exceção dos regidos pela Lei dos
Domésticos.
No caso, a reclamante foi contratada
em 1982, ou seja, na vigência da Lei anterior à CF/88, e
teria direito aos depósitos do FGTS, caso optante por este regime.
Como não há dúvida quanto à opção
feita na data da celebração do contrato de trabalho, a
Turma entendeu que a reclamante faz jus aos depósitos fundiários
desde sua contratação, rejeitando a tese da defesa de que
o FGTS seria devido apenas em relação ao período
posterior à promulgação da Constituição
Federal, na medida em que a reclamante não comprovou que fez opção
retroativa pelo FGTS antes dessa data.
A Turma afastou ainda da tese
defendida pela Santa Casa, no sentido de que, por ser entidade filantrópica,
estaria desobrigada de efetuar depósitos fundiários, em
face do disposto no Decreto-Lei no. 194/67. “O privilégio
assegurado no referido decreto apenas dispensava as entidades filantrópicas
de efetuar os depósitos mês a mês, sem excluir, todavia,
o direito do empregado ao FGTS quando do término do contrato de
trabalho, ocasião em que, obedecidas as hipóteses legais,
poderia movimentar a conta vinculada” - encerra o relator.
Dando provimento ao recurso da
reclamante, a Turma condenou a reclamada ao pagamento do FGTS do mês
de dezembro de 1982 e de todos os meses dos anos de 1983 a 1988, nos
termos pleiteados na inicial, e multa de 40% sobre todo o montante devido.
( RO nº 00404-2007-112-03-00-0
)
Fonte: TRT3
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
28 de novembro de 2007
Empresa que indicou bens inexistentes
em execução leva multa de 20%
A empresa Royal do Brasil Technologies foi condenada a pagar multa de até 20%
sobre o valor do débito executado por atentar contra a dignidade da
Justiça. A decisão é da juíza Ana Beatriz de Melo
Santos, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro.
De acordo com o pedido de punição à empresa
feito pelo advogado Alex Porto Farias, a Royal agiu de má fé durante
o processo de execução, indicando bens em Porto Alegre
que não foram encontrados pelo oficial de justiça.
O advogado fundamentou seus pedidos
nos artigos 600 e 601 do CPC (Código de Processo Civil), segundo
o qual é atentatório à dignidade da justiça
o ato do executado que se opõe maliciosamente à execução,
empregando ardis e meios artificiosos.
“Nesses casos pode incidir
multa de até 20% do valor atualizado do débito em execução,
sem prejuízo de outras sanções de natureza processual
e material”, diz.
Segundo Farias, “com as
novas regras trazidas pela reforma no cumprimento de sentença
, hoje, os juízes dispõem de instrumentos mais eficazes
para por fim a manobras de devedores que já tiveram o amplo direito
de defesa exercido no processo de conhecimento”.
“No passado essas
sentenças eram objeto de um processo de execução
o que efetivamente retardava consideravelmente o efetivo recebimento
do credor”, conclui.

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