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Agência Senado, 29 de Novembro de 2007
Tião Viana confirma que
regulamentação das centrais sindicais será votada
nesta quinta-feira

O senador Tião Viana (PT-AC) reforçou o compromisso de garantir
a inversão da pauta do Plenário nesta quinta-feira (29), para
que possa ser votado o projeto que regulamenta as centrais sindicais e trata
da contribuição sindical, conforme acordo firmado entre os líderes
partidários. O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 88/07, proposto
pelo Executivo, tramita em regime de urgência e está com prazo
esgotado nas comissões.
Tião Viana garantiu a votação do projeto aos relatores
da matéria nas comissões em que estava tramitando, e ao deputado
e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que
estiveram nesta quarta-feira (28) na Presidência do Senado, acompanhados
de representantes de entidades sindicais.
O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), relator do projeto na Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE) esclareceu que um dos maiores desafios enfrentados
no longo processo de discussão da matéria foi combater a idéia,
difundida pela imprensa em geral, de que a alteração feita ao
projeto original por emenda apresentada pelo deputado Augusto Carvalho (PPS-DF)
acabava com o chamado imposto sindical.
- Venderam essa idéia, mas a emenda não acabava com o imposto.
O que foi modificado foi o sistema de pagamento, o que criou problemas para
o trabalhador. Já que a contribuição deixava de ser feita
na fonte, muitos passariam à condição de inadimplentes
- disse.
Paulo Paim (PT-RS), relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), disse
que o projeto que será votado representa um grande avanço nos
24 anos de luta para a legalização das centrais sindicais.
- Ele garante uma regra de transição. Em 90 dias, o governo enviará ao
Congresso Nacional um projeto que irá regulamentar a contribuição
negocial, e, a partir da aprovação pelo Congresso, cairá de
forma definitiva o imposto compulsório. Foi unanimidade entre os três
relatores e entre o movimento sindical - afirmou.
De acordo com Paim, o próprio Tribunal de Contas poderá fazer
a fiscalização da cobrança, tanto junto às entidades
de trabalhadores quanto junto às entidades patronais.
Lúcia Vânia (PSDB-GO), por sua vez, relatora na Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), explicou que
a contribuição negocial será voluntária, e que
a sistemática de sua aplicação será decidida em
conselhos formados pelas próprias centrais, como acontece em muitos
países do mundo.
- Esse sistema de consenso fortalece muito os sindicatos - disse ela.
O deputado Paulo Pereira da Silva salientou que a pressão feita pelas
entidades de trabalhadores foi fundamental para que o Congresso e a sociedade
pudessem compreender que tipo de reforma sindical a categoria pretende construir.
- Temos muitas mudanças para implementar, mas queremos fazer uma por
uma. Trata-se de um momento histórico e de vitória do movimento
sindical, na medida em que nós poderemos, a partir da votação
do projeto, organizar os trabalhadores em nível nacional numa única
organização - disse o presidente da Força.
Tião Viana disse esperar que os representantes das centrais, que foram
presença constante nos corredores do Senado durante todo o processo
de discussão, estejam na Casa nesta quinta-feira para acompanhar a votação
do projeto.
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Gazeta do Povo, 29 de novembro
de 2007
BRASIL | CENTRAIS
Senado vota hoje o imposto sindical
Brasília – Os senadores se renderam à pressão dos
sindicalistas e levam hoje a plenário o projeto de Lei que legaliza
as centrais sindicais e prevê mudanças em relação
ao imposto sindical. Articulada pela base governista no Senado, o acordo finalizado
ontem evitou que a matéria fosse votada em três comissões
da Casa: a de Assuntos Econômicos (CAE), a de Constituição
e Justiça (CCJ) e a de Assuntos Sociais (CAS) antes de ser levada à apreciação
pelo plenário.
O projeto de Lei que será votado
em sessão marcada para as 16 horas foi feito em conjunto pelos
relatores nas comissões. Na terça-feira representantes
das centrais sindicais se reuniram com o presidente interino do Senado,
Tião Viana (PT-AC), para acertar “os procedimentos” finais
da proposta. Na véspera, os sindicalistas passaram o dia reunidos
com o senador Paulo Paim (PT-RS), relator na CAS, costurando o texto
final. “Fizemos um relatório em conjunto e fechamos um grande
entendimento”, disse Paim.
Com corpo-a-corpo intensivo
nos gabinetes do Senado, os sindicalistas conseguiram atingir o principal
objetivo: fazer com que os senadores derrubassem emenda do deputado
Augusto Carvalho (PPS-DF), que tornava facultativa a cobrança
do imposto Segundo dados de sindicalistas, o imposto sindical representa
arrecadação de R$ 49 milhões (ano base de 2006).
Do total, 60% é dividido entre as duas maiores centrais sindicais
do país: a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a
Força Sindical.
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AGÊNCIA SENADO, 29 de novembro de 2007
| PLENÁRIO / Tempo Real
Senadores aprovam projeto que reconhece
formalmente as centrais sindicais
Foi aprovado há pouco no Plenário do Senado, o projeto de lei
da Câmara (PLC 88/07), com origem no Executivo, que reconhece formalmente
as centrais sindicais para representarem os trabalhadores e participarem de
negociações em fóruns, colegiados de órgãos
públicos e demais espaços de composição tripartite
nos quais estejam em discussão assuntos de seu interesse.
A extinção
da obrigatoriedade do imposto sindical foi retirada do texto, com isso a matéria
volta para apreciação da Câmara dos Deputados. O projeto
foi aprovado por unanimidade pelos senadores, em votação simbólica.
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AGÊNCIA DIAP, 29 de novembro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
Paim destaca acordo firmado entre
relatores e centrais sindicais em torno da regulamentação
O senador Paulo Paim (PT/RS) aplaudiu nesta quinta-feira (29) o acordo firmado,
na quarta-feira (28), entre as centrais sindicais, confederações
e federações de trabalhadores e os relatores do projeto que regulamenta
as centrais sindicais e trata do imposto sindical, nas Comissões de
Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Assuntos Econômicos
(CAE) e Assuntos Sociais (CAS).
O acordo fechado, conforme frisou Paulo Paim, irá permitir que o projeto
(PLC 88/07) seja votado pelo Plenário do Senado nesta quinta-feira. É possível
que os relatores - Lúcia Vânia (PSDB/GO), na CCJ; Francisco Dornelles
(PP/RJ), na CAE; e Paulo Paim, na CAS - apresentem um substitutivo condensando
os três relatórios.
Dornelles chegou a apresentar seu parecer na CAE, mas ele não foi votado
por ter expirado o prazo de tramitação da proposição
nas comissões, já que ela tramita em regime de urgência.
Pontos importantes
Paulo Paim destacou quatro pontos importantes do acordo, a começar pelo
próprio reconhecimento das centrais sindicais como entidades. Os outros
três pontos ressaltados são: a legalização da articulação
nos fóruns, de forma paritária, entre empregado, empregador e
governo; a fiscalização, pelo Tribunal de Contas da União
(TCU), de todas as contas de entidades patronais e de trabalhadores; e a promessa
de envio, pelo governo, no prazo de 90 dias, de um novo projeto destinado a
dar uma nova "roupagem" à estrutura sindical brasileira.
Cumprimento constitucional
Em entrevista à imprensa, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP)
disse que o acordo fechado consagra a determinação constitucional
de que o sindicato representa todos os trabalhadores de uma categoria, razão
pela qual as conquistas e os reajustes salariais valem para todos os integrantes
da categoria.
Ele disse também que a regulamentação das centrais sindicais "é uma
reivindicação histórica de todo o movimento sindical brasileiro". (Com
informações da Agência Senado)
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| DEPACOM, 29 de novembro de 2007 |
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UOL, 29 de novembro de 2007
Salários no Brasil aumentarão
menos em 2008, diz estudo
Os salários no Brasil
deverão ter um aumento real menor em 2008 em comparação
com os dois anos anteriores, afirma uma pesquisa divulgada por uma empresa
de consultoria internacional.
O estudo Worldwide Pay Survey
2008, da consultoria Mercer, afirma que em 2008 os salários brasileiros
deverão subir em média 5%, o mesmo percentual que a empresa
havia previsto para 2007.
No entanto, a inflação
no mesmo período deve ser de 4%, 0,6% a mais do que em 2007. Assim,
o aumento real do poder de compra do salário deve ser de 1% em
2008, contra 1,6% em 2007.
Esse percentual é quase
metade do registrado no âmbito mundial. Segundo a pesquisa da consultoria
Mercer, que é feita em 62 países, os salários devem
ter aumento real médio de 1,9% em todo o mundo - ou 6%, sem se
considerar a inflação.
Alocação de mão-de-obra
Em comparação com
a América Latina, os salários brasileiros só tiveram
um desempenho melhor que o dos venezuelanos, que não devem ter
nenhum aumento em 2008 (0,0%).
A Argentina, com ganhos de 4,6%,
e o Chile, com 3,2%, devem registrar os maiores aumentos de salário
na região. A Colômbia vem em terceiro (2,1%).
O país que deve registrar
o maior aumento de salários no mundo é a Índia,
com ganhos de quase 10% acima da inflação. Em seguida vem
o Vietnã, com 5,6%. Os Estados Unidos devem registrar aumento
de 1,9% e a China, 4,3%.
"Estamos começando
a ver que a poupança de custo de curto prazo que se tem relocando
mão-de-obra para mercados emergentes pode evaporar com o tempo",
afirma Steve Gross, um dos diretores da Mercer.
"É importante que
as empresas considerem tanto os níveis atuais de salário
como os aumentos salariais futuros quando decidiram sobre alocação
da mão-de-obra."
Para projetar os aumentos
de salário, a Mercer se baseia em dados de outra pesquisa sua,
feita junto ao setor empresarial de diversos países. A projeção
de inflação é baseada em dados de órgãos
como FMI e OCDE.
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FOLHA DE LONDRINA, 29 de
novembro de 2007 | Política
Políticos e corrupção
envergonham jovens
É o que aponta estudo feito
pelo Unicef com adolescentes, entre 15 a 19 anos; eles consideram
o Brasil um país racista
São Paulo - Os políticos
e a corrupção são os fatores que mais envergonham
os jovens brasileiros, segundo a pesquisa ''Adolescentes e jovens
do Brasil: participação social e política'',
divulgada ontem, durante a reunião do Conselho Nacional
da Juventude (Conjuve). As informações são
da Agência Brasil.
O estudo - realizado pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em parceria
com o Instituto Ayrton Senna e a Fundação Itaú Social
- foi feito com mais de 3 mil adolescentes e jovens com idade entre 15
e 19 anos e revela a perspectiva da juventude sobre o país. São
adolescentes e jovens moradores de capitais e do interior de todas as
regiões do país. Também foram ouvidos 210 indígenas
de mesma faixa etária, que residem em 15 municípios brasileiros.
Segundo o Unicef, a pesquisa
permite avaliar o acesso dessa faixa da população a direitos
básicos, as expectativas em relação ao governo,
família, comunidade e a disposição dos jovens em
colaborar para as transformações sociais.
Além dos políticos
e da corrupção, a situação de segurança
pública foi apontada por 20% dos entrevistados como vergonhosa
para o país. Para outros 17%, o racismo e a discriminação
racial aparecem como responsáveis pelos problemas sociais brasileiros.
Os fatores que representam motivo de orgulho para o país são
as belezas naturais (15%) e o futebol brasileiro (10%).
A grande surpresa, de acordo
com o Unicef, foi o surgimento da consciência entre os jovens de
que o Brasil é um país racista e de que é preciso
fazer algo para superar a situação.
''A discriminação
racial chamou a atenção porque era um tema que se escondia
na pretensa democracia racial tão falada no nosso país.
Os jovens se sentem discriminados por serem negros, por serem índios,
por serem pobres, por não terem escolaridade'', disse o coordenador
do Programa Cidadania dos Adolescentes do Unicef no Brasil, Mário
Volpi.
Na avaliação dele,
há no país uma geração com consciência
crítica mais aguçada, com desejo de participar, mas que
depende que a sociedade crie os espaços de participação
e garanta uma sociedade mais igualitária e justa.
Para a coordenadora da área
de juventude do Instituto Ayrton Senna, Simone André, a divulgação
da pesquisa é um momento oportuno para que o Conjuve encontre
formas de qualificação para a participação
juvenil na sociedade. Segundo ela, educação, trabalho e
tempo livre são os três pilares para políticas de
juventude no país.
O vice-presidente do Conselho
Nacional de Juventude, Danilo Moreira, avalia que a pesquisa mostra ao
governo como aprimorar políticas públicas já em
andamento a partir dos canais de diálogo com os jovens. ''O momento
permite que a gente sonhe e, ao mesmo tempo, realize parcialmente alguns
dos nossos desejos, o que não vai acontecer sem a participação
plena da juventude brasileira.''
O secretário nacional
da juventude, Beto Cuty, vai além, ao afirmar que o Brasil está começando
a enxergar a juventude não apenas como uma transição
da adolescência para a vida adulta, mas como um segmento social.
Folhapress
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FOLHA DE LONDRINA, 29 de
novembro de 2007 | Política
Partido ligado à Igreja Universal
foi o que mais cresceu
Brasília - O PRB, partido do
vice-presidente da República, José Alencar, e ligado à Igreja
Universal, foi a legenda que mais cresceu em número de filiados
neste ano, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Até setembro, o partido registrava apenas 8.023 filiados,
mas em outubro, quando a justiça eleitoral atualizou os
números, a legenda passou a contar com 120.992 eleitores
- crescimento de 1408%.
O PRB foi criado em 2005 por
políticos ligados à Igreja Universal, sob o nome de Partido
Municipalista Renovador (PMR). No mesmo ano, o partido mudou o nome no
TSE. Apesar do crescimento neste ano, a legenda não figura entre
o rol das maiores. Em número de filiados, perde até para
PSDC e PSL, partidos que não têm deputados federais ou senadores.
Como é relativamente novo, atraiu políticos insatisfeitos
de outros partidos que queriam comandar uma legenda em suas cidades.
Outra legenda que ampliou seu
número de filiados foi o PSOL, presidido pela ex-senadora Heloisa
Helena. O partido contava 8.763. Na recontagem, em outubro, pulou para
28.340, um aumento de 223,41%.
Entre os seis maiores partidos,
quem mais cresceu foi o PT: 8,87%, chegando a 1.115.058 filiados. No
entanto, o crescimento mais importante foi o do PDT (8,75%), partido
da base de apoio ao presidente Lula e que hoje ocupa o Ministério
da Previdência. Com esse aumento, o partido passa à frente
do DEM - que cresceu 4,26% - no ranking dos maiores.
Nessa lista de partidos com maior
número de filiados, o PMDB continua em primeiro, seguido do PP,
PSDB e PT. Em quinto está o PDT e o DEM passou para a sexta posição.
Partidos sem nenhuma tradição
e com pouco ou nenhum espaço no Congresso Nacional, como PTN e
PHS, figuram entre as legendas que mais cresceram neste ano, justamente
quando políticos interessados em disputar as eleições
de 2008 precisam achar um partido para se filiar. O PHS foi o quarto
na lista de partidos que mais cresceram: 29,27%; o PTN foi o quinto:
28,77%.
Felipe Recondo
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 29 de
novembro de 2007 | Política
Emenda sobre fim da reeleição
fica para 2008
Brasília - Um acordo firmado ontem entre oposição e governo
na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da
Câmara transferiu para 2008 a discussão da emenda constitucional
que trata do fim da reeleição.
O parecer do relator Eduardo
Cunha (PMDB-RJ) foi lido na comissão e a matéria foi retirada
de pauta com o compromisso do presidente Leonardo Picciani (PMDB-RJ)
de não trazê-la de volta até o ano que vem.
De autoria do ex-deputado José Janene
(PP-PR), a PEC 211 incorpora 32 propostas que, entre outros assuntos,
tratam do voto facultativo e do fim da reeleição com mandato
de cinco anos.
Para a oposição,
se aprovada na CCJ, a matéria seguiria para uma comissão
especial onde uma ''janela'' poderia ser aberta para incluir a proposta
de um terceiro mandato para o presidente Lula.
''O exame dessa matéria
pode vir a alterar a constituição no capítulo que
trata das eleições, permitindo que abusos possam ocorrer,
como uma prorrogação de mandato ou a garantia de que quem
está no poder hoje possa se reeleger mais uma vez'', disse Antônio
Carlos Magalhães Neto (DEM-BA).
Folhapress
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Congresso em Foco, 29 de novembro de 2007
CPMF e DRU: despesa permanente e
receita provisória
Antônio Augusto de Queiroz*
O principal desafio do governo do presidente Lula neste segundo mandato é aprovar
no Congresso Nacional a prorrogação da CPMF (Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira) e da DRU (Desvinculação
de Receitas da União), dois instrumentos sem os quais, ou algo que os
substitua, a governabilidade fica comprometida. É que o Brasil possui
despesas permanentes e receitas provisórias, numa combinação
extremamente preocupante.
O debate sobre o tema, portanto, requer muita seriedade e responsabilidade
de todos, já que a eventual rejeição da proposta de emenda à Constituição
(PEC) que cuida desses instrumentos fiscais terá conseqüências
imprevisíveis, tanto na regularidade dos investimentos e dos programas
sociais, quanto na fiscalização do crime organizado, a partir
da movimentação bancária.
O Brasil é um dos poucos países do mundo cuja transferência
direta para pessoas, sem intermediários, ultrapassa 60% da receita da
União, montante destinado ao pagamento de pensionistas e servidores,
ativos e inativos, de benefícios de prestação continuada,
como previdência e assistência, de seguro-desemprego, bolsa-família,
entre outros. Sem a receita proporcionada pela CPMF a paz social corre risco,
por eventuais atrasos ou suspensão de alguns desses programas de transferências
de renda.
Além disso, o programa de investimento, cuja formulação
levou em consideração essa previsão de receita e a flexibilização
de gasto, também ficaria comprometido, com prejuízo para o crescimento
econômico e para a geração de emprego e renda. O PAC da
Infra-Estrutura, da Ciência e Tecnologia e da Saúde correria o
risco de perda de ritmo ou até de interrupção pela falta
de recursos.
A CPMF, além de uma importante fonte de recursos, também é um
instrumento fundamental para o combate à sonegação e,
principalmente, ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e ao tráfico
de drogas. A simples eliminação desse mecanismo de fiscalização
e arrecadação, sem garantia da continuidade da receita e dos
meios para combate ao crime organizado, é uma atitude que ameaça
a governabilidade.
Alega-se que a CPMF é um tributo de má qualidade porque possui
efeito cascata e penaliza os pobres, mas as forças que apresentam esse
tipo de argumento resistem a uma reforma tributária e fiscal para valer,
haja vista a postura refratária dos governadores em relação à criação
do IVA (Imposto Sobre Valor Agregado ou Imposto Sobre o Valor Acrescentado).
A base de sustentação do governo e a própria oposição,
no primeiro governo do presidente Lula, se pautaram pela ética da responsabilidade,
preferindo o aperfeiçoamento das políticas públicas em
lugar de simplesmente rejeitá-las, como ocorreu nas reformas da Previdência
e tributária, na lei da parceria-público-privada (PPP) e na lei
de falência. Nessa fase, a oposição teve participação
efetiva em matérias aprovadas, como a emenda constitucional da reforma
do Judiciário, do Sistema Financeiro e do Fundeb, além das políticas
públicas antes mencionadas.
A mudança de postura, especialmente dos senadores do PSDB e do DEM,
com a substituição da ética da responsabilidade pela ética
da convicção, pelo menos nessa PEC da CPFM e da DRU, não
parece coerente, seja porque foram os criadores desses dois instrumentos, seja
porque já votaram pela sua prorrogação no primeiro mandato
do presidente Lula.
Uma matéria com esse grau de importância e complexidade não
pode ser analisada em termos de situação e oposição,
mas sob a ótica do interesse do país. Os partidos de oposição
na Câmara, por serem numericamente insuficientes para impedir a aprovação,
votaram contra sem maiores problemas, porém, no Senado, a base do governo
não é tão ampla quanto na Câmara, daí a responsabilidade
dos senadores de oposição pelas conseqüências de uma
eventual rejeição da matéria.
A negociação, diante da importância da matéria para
o país, parece ser a atitude mais prudente. Aprova-se o texto, porém,
fixa-se um compromisso de redução gradual das alíquotas
e de sua substituição numa reforma tributária para valer,
que garanta outras fontes de receita e permita o combate ao crime organizado.
A rejeição, em minha avaliação – e aqui falo
exclusivamente em meu nome – é a pior escolha porque pode não
apenas comprometer o bom momento que vive a economia, como poderá resultar
em graves conseqüências sociais, com o comprometimento dos programas
de investimento e de transferência de renda.
* Antônio Augusto de Queiroz é jornalista,
analista político e Diretor de Documentação
do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
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Folha de São Paulo,
29 de novembro de 2007
Para aprovar CPMF, Lula libera verbas
para tucanos
Governo repassa R$ 86,4 mi para emendas de
mineiros
SILVIO NAVARRO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Num esforço para
conseguir votos tucanos para aprovar a CPMF, o governo privilegiou
bancadas de Estados chefiados pelo PSDB ao destinar verbas federais
para emendas dos congressistas ao Orçamento.
Das dez bancadas que mais tiveram verbas federais empenhadas em novembro, cinco
são de Estados do PSDB: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São
Paulo, Roraima e Alagoas. Dessa lista, a bancada que mais recebeu recursos,
disparado, foi a de Minas: R$ 86,4 milhões.
Foram liberados R$ 350 milhões no total para emendas de bancada até o
dia 23 -praticamente o triplo do que foi liberado em outubro, R$ 118 milhões.
Essa modalidade de emenda é feita em conjunto por deputados e senadores
do mesmo Estado para atender os pedidos do governador -em geral grandes obras.
Segundo dados do Siafi recolhidos pela assessoria de Orçamento do DEM,
a bancada gaúcha obteve R$ 15,3 milhões; a de São Paulo,
R$ 10,5 milhões; e a de Roraima e a de Alagoas, R$ 10 milhões
cada uma.
É na interferência dos governadores que o Planalto aposta para tentar
virar alguns votos. O detalhamento das emendas individuais mostra que o governo
escolheu a dedo os senadores beneficiados. Na ponta do ranking estão dois
senadores que têm sido assediados para votar a favor da CPMF: o ex-presidente
do PSDB Tasso Jereissati (CE), contemplado em R$ 2,1 milhões, e César
Borges (PR-BA), com R$ 1,4 milhão.
Os recursos para o tucano foram destinados a obras de infra-estrutura e construção
de quadras esportivas de cinco prefeituras. No caso do senador do PR, são
conjuntos habitacionais em quatro municípios. Outros senadores cujos
votos são apontados como incertos também tiveram emendas liberadas
em novembro: Magno Malta (PR-ES), que obteve R$ 747 mil, e Geraldo Mesquita
(PMDB-AC), com R$ 160 mil.
A Secretaria de Relações Internacionais nega direcionamento das
emendas e ressalta que o ritmo de liberação das verbas é maior
no final do ano.
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Folha
de São Paulo, 29 de novembro de 2007
Aprovar a CPMF é dar terceiro mandato
a Lula, diz Jefferson
Executiva do PTB é contra contribuição,
mas não obriga bancada a seguir decisão
| Orientação fortalece ministro José Múcio, que se
reuniu com senadores do PTB e pediu para que não "fechassem questão" contra
o tributo
ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Na reunião da
Executiva Nacional do PTB, o presidente do partido, Roberto Jefferson,
acusou ontem o governo de trabalhar pela CPMF para garantir o terceiro
mandato ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
" Aprovar a CPMF é dar o terceiro mandato para o Lula, daí para
frente só o imponderável. A Bolívia está a beira
da secessão, na Venezuela pode haver derramamento de sangue, dizer que
não vai acontecer no Brasil é bobagem", disse o petebista
-que denunciou o mensalão em junho de 2005 e foi cassado pela Câmara
dos Deputados. "É assim que o ovo da serpente [terceiro mandato]
começa, a partir da CPMF."
Segundo Jefferson, o governo trava uma disputa política pela CPMF porque
não precisa dos R$ 40 bilhões do "imposto do cheque",
já que a arrecadação é crescente. "Há muita
concentração de dinheiro nas mãos do governo, que parece
uma monarquia, e isso dá um meio sentimento bolivariano, chavista, de
terceiro mandato."
Jefferson, que conseguiu aprovar a posição contrária ao
terceiro mandato, diz ser "a primeira vez que a oposição é testada,
se une e enfrenta o governo. Se conseguir derrotar o governo, irá se
rearticular e aí acaba o terceiro mandato".
A executiva recomendou voto contrário à emenda, mas desobrigou
a bancada a seguir a orientação. Isso assegura ao governo ao
menos 4 dos 6 votos que o partido tem no Senado.
A decisão fortaleceu o ministro José Múcio Monteiro (Relações
Institucionais), do PTB, que se reuniu com os senadores do seu partido e pediu
para que não "fechassem questão" contra a prorrogação
do imposto.
Nos últimos dias, Múcio procurou insistentemente os petebistas.
Ele chegou a telefonar, num mesmo dia, 28 vezes para o gabinete do senador
Mozarildo Cavalcanti (RR), contrário ao "imposto do cheque".
O senador Romeu Tuma (SP) também disse que vai votar contra.
Sem apoio, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse que não
teria como impor aos senadores o voto contra, pois não houve orientação
na discussão na Câmara.
O presidente do PTB reconheceu que o novo ministro "sai fortalecido" no
partido e que terá de mudar sua estratégia para medir forças
com ele.
Sobre a eleição de 2010, Jefferson disse que o PTB poderá apoiar
a ministra Dilma Rousseff porque ela é um "avião" e "moralizou
a Casa Civil".
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Diário Vermelho, 29
de novembro de 2007
Luis Nassif: "O novo desenho
do mundo"
Divulgado dia 27/11, o relatório
semestral do FMI (Fundo Monetário Internacional) consolida a idéia
de que o desenvolvimento mundial passará a ser comandado por três
dos quatro países do BRIC – Rússia, Índia
e China. Para o FMI, esses três países conseguiram se “desconectar” da
crise internacional, embora ainda seja cedo para avaliar os impactos
da desvalorização do dólar sobre suas exportações.
Segundo avaliações do FMI, os três responderão
por metade da expansão de 5,2% da economia mundial em 2007. Enquanto
isto, o peso da economia americana cairá de 10,7% em 2006 para
7,3% em 2007.
Por Luis Nassif
O relatório traça uma visão otimista para a crise – contrastando
com as avaliações das instituições financeiras
privadas. Prevê uma redução do crescimento dos Estados
Unidos, Europa e Japão, e manutenção do preço do
petróleo em níveis elevados. Apesar de prever que a economia
americana vá crescer menos que 2% em 2007 e 2008, a avaliação é de
que não comprometerá o crescimento mundial, graças aos
três novos pólos irradiadores.
Para 2007, o relatório
prevê o Brasil crescendo 4,2%, muito abaixo do crescimento dos
países em desenvolvimento (8,1%) e abaixo do crescimento mundial
(5,2%). Para 2008, a tendência permanecerá a mesma, com
o Brasil crescendo 4%, os países em desenvolvimento 7,4% e o mundo
4,8%.
Com tais dados, na média
2004-2008, o Brasil terá crescendo 4,1% ao ano, os emergentes
7,8% e o mundo 5,1%.
A descoberta do megacampo de Tupi e o potencial do etanol, transformarão
o Brasil em uma potência energética nos próximos anos.
O grande problema do Brasil é não
dispor de uma visão estratégica para saber como se colocar
nessa nova fase da economia mundial. Não existe essa visão
nem no âmbito do governo, nem da iniciativa privada, nem da Academia.
Existe no Itamarati essa visão geopolítica, assim como
na Escola Superior de Guerra. Mas são posições isoladas,
desconectadas da política e da economia real.
Prova disso é esse enorme
alarido em torno de Hugo Chávez. A eventual aproximação
com a Venezuela passa a ser analisada sob uma ótica ideológica
incabível, já que se trata de países soberanos,
sem nenhuma relação de subordinação entre
si. Além disso, qualquer forma de integração ajuda
a desbastar radicalismos ou xenofobia.
Essa mesma falta de visão
acomete a política econômica. O que o Brasil pretende ser
quando crescer? Mero exportador de matérias primas? A integração
com a China se dará na condição de mero suprido
de commodities? Qual a estratégica diplomática e comercial
para transformar o potencial energético em poder, em capacidade
de influir, em capacidade de deflagrar um processo mais acelerado de
crescimento?
Não existe a visão
integrada. De nada adiante a Agência Brasileira de Desenvolvimento
Industrial (ABDI) definir setores prioritários, o BNDES (Banco
Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) montar políticas
de financiamento direcionadas, se o Banco Central pratica uma política
monetária e cambial capaz de destruir a competitividade das manufaturas
e serviços brasileiros.
Enquanto não houver
essa visão sistêmica, do lado do governo, o potencial
continuará sendo apenas potencial.
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FOLHA DE LONDRINA, 29 de
novembro de 2007 | Mundo
Sob protestos, Morales avança
com nova Carta
AFP Photo / Aizar Raldes

Policiais esperam ordens para retomar patrulhamento em Sucre
Santa Cruz de La Sierra- Governos e os principais comércios e empresas
de seis departamentos (Estados) da Bolívia pararam ontem em protesto
contra o presidente Evo Morales. A greve ocorreu em meio ao agravamento da
crise política no país, causado pela aprovação,
de madrugada, de medida que permite à Assembléia Constituinte
deliberar em qualquer ponto do país. A medida visa driblar a resistência
da cidade de Sucre, sede da Constituinte, à nova Carta proposta pelos
governistas.
Liderados por Santa Cruz, departamento
responsável por 35% do PIB boliviano, por Tarija, principal centro
da produção de gás, e Cochambaba, dona da terceira
maior cidade da Bolívia, também fizeram greve os mais pobres
Chuquisaca, Pando e Beni (em todos juntos, vive 59% da população
boliviana).
Foi a terceira greve ''cívica''
do ano, convocada pelos dirigentes da oposição conservadora
nas regiões e pelos comitês cívicos, entidades que
reúnem a elite econômica dos departamentos do leste.
As grandes cidades dos departamentos
pararam. As ruas do núcleo urbano de Santa Cruz, capital do departamento
de mesmo nome, respondendo a uma espécie de toque de recolher,
estavam praticamente desertas. Nem pequenos comércios funcionaram.
A população foi orientada a não sair de casa.
Além de repudiar a violência
na cidade de Sucre e desconhecer o texto geral da nova Constituição
aprovada pelos governistas, os departamentos querem autonomia em relação
a La Paz. Os governos departamentais afirmaram que vão convocar
um referendo para que a população ratifique o modelo de
descentralização que querem promover -a base é um
documento, a ''Carta de Autonomia'', ainda em preparação.
Folhapress
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Folha de São Paulo, 29 de novembro de
2007
DECLARAÇÃO
Isentos têm até amanhã para
entregar IR
DO "AGORA"
Os contribuintes que tiveram renda anual de até R$ 14.992,32 em 2006
têm até amanhã para entregar a declaração
de isento de 2007. Segundo a Receita, 5,2 milhões de isentos ainda não
fizeram a declaração -já entregaram 58,76 milhões
de contribuintes.
A declaração pode ser enviada pelo site www.receita.fazenda.gov.br até as
20h de amanhã (horário de Brasília).
A declaração também pode ser feita nas casas lotéricas,
nos correspondentes Caixa Aqui, no Banco Popular do Brasil e no Banco do Brasil
(somente para correntistas), pela taxa de R$ 1. Nos correios, o contribuinte
tem de pagar R$ 2,40.
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Folha de São Paulo, 29 de novembro de
2007
FINANCIAMENTO
Codefat reduz custo de empréstimo
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Na queda-de-braço com os bancos para baratear os financiamentos com
recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), o conselho do fundo reduzirá,
no próximo mês, a margem de lucro das instituições
em empréstimos dos programas de geração de emprego e renda.
O presidente do Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador),
Luiz Fernando Emediato, adiantou que os conselheiros querem baixar o teto do "spread" bancário
nos financiamentos do FAT. "Spread" é a diferença entre
a taxa que o banco cobra ao emprestar os recursos ao cliente e a taxa que ele
paga ao captar o dinheiro no mercado.
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Agência Diap, 29 de
novembro de 2007
DOENÇAS OCUPACIONAIS
Gastos com doenças e acidentes
de trabalho preocupam Previdência Social
Cerca de 90 mil pessoas são
afetadas hoje por doenças provocadas pelo trabalho no Brasil.
Se contados os acidentes de trabalho, este número sobe para 300
mil pessoas. Os dados do Ministério da Previdência Social
também revelam que, para arcar com esta situação,
o Estado brasileiro gasta quase R$ 10 bilhões por ano em aposentadorias
especiais e outros custos.
Para o diretor do Departamento de Política de Saúde e Segurança
Operacional do Ministério, Remígio Todeschini, é preciso
que os empresários invistam em prevenção e também
ajudem a pagar essa conta.
O diretor da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores
em Saúde, Previdência e Assistência Social (Fenasps), Moacir
Lopes, concorda com a co-responsabilização das empresas, mas
também destaca a omissão do Estado.
“ O Brasil hoje tem grandes dificuldades de fazer fiscalização
do trabalho diretamente na fonte. Você observa que se têm poucos
fiscais, [e que] a legislação brasileira é muito complexa
e nem sempre é criminalizado o responsável pelo trabalho. E ao
nosso ver, todo e qualquer situação de acidente demanda de uma
falta de fiscalização, e da ausência do Estado. Aí a
Previdência Social passa a ser responsabilizada”.
Lopes ainda destacou que o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) já no
ano de 2000 gerava em média R$ 13 bilhões de saldo. Porém,
trabalhadores e até os próprios políticos, apontou Lopes,
não sabem o destino destes recursos.
O índice de doenças ocupacionais no País saltou de 5,8
mil registros em 1990 para mais de 27 mil em 2005. A lesão por esforço
repetitivo (LER), provocada por movimentos que se repetem ao longo da jornada
de trabalho e pelo ritmo intenso de trabalho, responde por quase 50% dos casos.
(Informações da Radioagência NP)
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
29 de novembro de 2007
Fiesp recorre ao STF contra lei paulista
que proíbe uso de amianto
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo) protocolou nesta terça-feira (27/11) recurso no STF (Supremo
Tribunal Federal) visando derrubar a decisão do ministro Carlos Britto.
O ministro cassou liminar obtida
pela entidade no TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo), suspendendo a vigência da lei estadual 12.684/2007, que
proíbe o uso do amianto crisotila no Estado.
Segundo o advogado Antonio José Telles
de Vasconcellos, que representa o IBC (Instituto Brasileiro do Crisotila),
o recurso agora apresentado pela Fiesp levará o plenário
do STF a analisar com maior precocidade a questão de fundo, que é a
da inconstitucionalidade da lei paulista — também objeto
de questionamento no próprio STF pela CNTI (Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria), por meio da Adin 3.937.
Para Vasconcellos, a lei paulista
fere o sistema de repartição de competências legislativas
previsto na Constituição Federal. O advogado assinala ainda
que a ação proposta pela Fiesp no Tribunal de Justiça
de São Paulo tem como fundamento a extrapolação
da lei paulista aos ditames do artigo 193 da Constituição
Estadual de São Paulo.
Esse artigo impede a proibição
indiscriminada, tal como estabelecida na Lei 12.684/2007, uma vez que
a atuação do Estado deve se restringir ao “controle
e fiscalização da produção, armazenamento,
transporte, comercialização, utilização
e destino final de substâncias”.
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ÂMBITO JURÍDICO,
29 de novembro de 2007
Não incide IR sobre indenização
substitutiva do auxílio-alimentação
Com base nos incisos IV e XVIII do artigo 39, do Decreto 3000/99, que regulamentam
a tributação do Imposto de Renda, a 4ª Turma do TRT-MG,
acompanhando voto do desembargador Luiz Otávio Linhares Renault, negou
provimento a agravo de petição do banco executado que defendia
a incidência do tributo sobre as verbas auxílio-refeição
e cesta-alimentação.
No caso, a reclamante, por força
da sentença, tem direito à indenização substitutiva
dos benefícios auxílio-refeição e cesta-alimentação
instituídos por norma coletiva da categoria e não concedidos
pela empresa durante a vigência do contrato de trabalho. “Entretanto,
essa indenização, pelo fato de ter caráter substitutivo,
não tem extirpada a natureza jurídica originária
do benefício correspondente, expressamente isento de tributação,
sob pena de prejuízo ao empregado credor” - destaca o desembargador.
Ou seja, deferida de forma simples – apenas
como indenização pelo que deveria ter sido pago na época
da prestação de serviço e não o foi – a
parcela não perde a sua natureza jurídica original, o que
a mantém fora da base de cálculo do imposto de renda.
Por esses fundamentos, a Turma
entendeu estarem os cálculos de liquidação em conformidade
com a legislação em vigor, não sendo passíveis
de qualquer retificação.
( nº 02790-2006-140-03-40-0
)
Fonte: TRT3
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ÂMBITO JURÍDICO,
29 de novembro de 2007
Pagamento de salários em meses
salteados justifica rescisão indireta
A 5ª Turma do TRT-MG deu provimento a recurso ordinário de uma
reclamante, reconhecendo a rescisão indireta do seu contrato de trabalho,
de acordo com as hipóteses previstas no artigo 483, da CLT. Segundo
a desembargadora Lucilde D'Ajuda Lyra de Almeida, relatora do recurso, se a
reclamada está descumprindo obrigações essenciais do contrato
de trabalho, como repetidos atrasos no pagamento dos salários, está configurada
a falta grave que autoriza a ruptura do contrato pela via indireta, ou seja,
por iniciativa da empregada, que tem preservados todos os direitos rescisórios
de uma dispensa sem justa causa.
No caso, a ré pagou à reclamante
o salário do mês de abril de 2007, mas não comprovou
o pagamento dos meses de janeiro, fevereiro, março e maio deste
ano. Isso, no entender da relatora, configura abuso por parte do empregador,
que visava burlar a caracterização da mora contumaz (atraso
ou sonegação de salários por período igual
ou superior a três meses sem motivo grave e relevante, excluídas
as causas pertinentes ao risco do empreendimento).
Ficou caracterizada, portanto,
a irregularidade prevista na alínea d, do artigo 483, da CLT – que
estabelece como motivo de rescisão indireta o não cumprimento
por parte do empregador das obrigações contratuais – o
que inviabiliza a permanência da reclamante no emprego. A Turma
reconheceu a rescisão indireta do contrato de trabalho, deferindo à reclamante
o aviso prévio, férias vencidas e proporcionais + 1/3,
além de indenização substitutiva dos depósitos
de FGTS não recolhidos, incluindo a multa de 40%.
( RO nº 00091-2007-113-03-00-6
)
Fonte: TRT3
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ÂMBITO JURÍDICO,
29 de novembro de 2007
Vínculo de pastor com Igreja
pode ser caracterizado como relação de trabalho
Apesar de não ser uma relação empregatícia, as
atividades que pastores exercem em Igrejas podem ser consideradas como trabalho.
Essa foi a decisão da Segunda Seção do Superior Tribunal
de Justiça (STJ), que seguiu, por unanimidade, o voto do relator, ministro
Humberto Gomes de Barros, em um conflito de competência da Justiça
de Santa Catarina .
O pastor L.M.S. entrou com ação
contra a Igreja do Evangelho Quadrangular, após seu afastamento
da instituição religiosa. O pastor alega que teria sido
excluído após se recusar a apoiar candidatos a cargos políticos,
mesmo tendo exercido atividades na igreja em diversas cidades, por muitos
anos. A exclusão teria sido sumária, sem levar em conta
as regras da ampla defesa e do contraditório, determinadas tanto
na Constituição e no Código Civil, como nos estatutos
da própria Igreja. L.M.S. pediu indenização pelos
anos de serviços prestados e por danos morais.
A ação foi proposta
na Justiça comum de Santa Catarina, que afirmou que a responsabilidade
seria da Justiça do Trabalho. A 1ª Vara do Trabalho do Balneário
Camboriú suscitou o conflito de competência, solicitando
que o STJ definisse qual Justiça seria competente para o julgamento
da causa. Segundo o Ministério Público Federal, seria responsabilidade
da Justiça comum, no caso o juízo de Direito da Comarca
de Tijucas – SC.
Em sua decisão, o ministro
Humberto Gomes de Barros apontou que o pedido e a sua causa não
eram fundados no reconhecimento de vínculo empregatício,
não havendo também pedido de pagamento de indenizações
trabalhistas. “O que se pretende é obter retribuição
pecuniária pelo tempo que o autor, pastor de igreja evangélica,
dedicou à causa religiosa”, esclareceu. O ministro afirmou
ainda que a Emenda Constitucional 45, de 2004, determinou que matérias
sobre esse tipo de relação seriam de competência
da Justiça do Trabalho. Com essa fundamentação,
considerou que a solução da causa cabe à 1ª Vara
do Trabalho de Balneário Camboriú.
Processo CC 88999
Fonte: STJ
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CONSULTOR JURÍDICO,
29 de novembro de 2007
Reflexo do descuido
Advogado perde ação no
TST por falta de procuração
Adicionais de periculosidade, transferência e tempo de serviço,
dupla função e horas extraordinárias. Nada disso foi discutido
pelo Tribunal Superior do Trabalho num recurso da Companhia Paranaense de Energia
(Copel). Isso porque o advogado da companhia recebeu substabelecimento de profissional
que não tinha procuração no processo. A procuração
só foi juntada aos autos, depois do recurso de revista, fora do prazo
regulamentar.
Por isso, o ministro Vieira de
Mello Filho, relator da ação no TST, não pôde
conhecer do recurso e muito menos apreciar o mérito da questão.
A 1ª Turma seguiu o ministro e manteve a decisão do Tribunal
Regional do Trabalho da 9ª Região (PR).
Contratado pela Copel em novembro
de 1977 para o cargo de desenhista em Umuarama, no Paraná, o trabalhador
foi despedido em agosto de 1998. Sua última função
foi como técnico de obras, acumulada com a de motorista, já em
Cianorte, para onde foi transferido em agosto de 1995.
Na primeira instância,
o eletricitário pediu adicional de transferência e o reconhecimento
da natureza salarial de parcelas recebidas como ajuda-alimentação,
um salário e meio de adicional autorizado em acordo coletivo (AC-DRT),
e dupla função, o que alteraria o valor da verba rescisória
que lhe foi paga. O pedido foi parcialmente negado. A instância
concedeu adicional de tempo de serviço e a natureza salarial das
parcelas AC-DRT e da dupla função.
Ambas as partes recorreram da
decisão no TRT- 9, que deu provimento parcial tanto ao recurso
da empresa quanto ao do trabalhador. O tribunal acrescentou à condenação
as diferenças do adicional de periculosidade sobre a remuneração
do empregado, pedido que não fora concedido na primeira instância.
A Copel recorreu ao TST para
reformar a decisão quanto a vários temas: horas extraordinárias,
caráter salarial da parcela dupla função, descontos
previdenciários e fiscais, adicional de transferência e
base de cálculo do adicional de periculosidade estabelecida mediante
acordo coletivo.
RR-695.545/2000.6
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
29/11/2007
Jurisprudência reduz desigualdade
entre domésticos e demais trabalhadores
Cada vez mais tem se tornado
insustentável a manutenção da desigualdade de direitos
entre os empregados domésticos e os demais trabalhadores. A constatação
partiu da ministra Maria Cristina Peduzzi, relatora, na Seção
Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do TST, de embargos
de uma empregadora contra decisão da Quarta Turma do Tribunal,
que reconheceu o direito de um empregado doméstico a receber em
dobro os pagamentos relativos às férias concedidas após
o prazo, ao fundamento de que é aplicável aos empregados
domésticos a indenização prevista no artigo 137
da CLT.
Contratado em junho de 1995 para
exercer a função de vigia, o empregado trabalhou até o
seu falecimento, em outubro de 99, mas, segundo a reclamação
trabalhista ajuizada pelo espólio do empregado na 18ª Vara
do Trabalho de Curitiba, em maio de 2000, a sua carteira de trabalho
foi anotada somente em início de agosto de 1995. Insatisfeita
com a decisão de primeiro grau, contrária a suas pretensões,
o espólio recorreu ao Tribunal Regional da 9ª Região
(PR), que acresceu à condenação a remuneração
das férias não usufruídas e o pagamento de domingos
e feriados, em dobro, com reflexos.
Descontente com a decisão
do Regional, a empregadora recorreu do TST. A Quarta Turma observou que
o Tribunal Regional assinalara não ter sido possível comprovar
o pagamento das férias ao empregado além do salário
mensal e do terço constitucional. Entendeu-se, portanto, que os
pagamentos, sem que o empregado tenha efetivamente saído de férias,
correspondem “à retribuição ao trabalho prestado
no período, em que o terço constitucional deve ser compensado
quando da paga efetiva das férias”.
O acórdão da Quarta
Turma ressaltou que o artigo 134 da CLT impõe a concessão
das férias em um só período, nos doze meses subseqüentes à data
em que o empregado tiver adquirido o direito. “Isso porque na gênese
desse instituto, encontram-se fundamentos relacionados às demais
formas de limitação do tempo de trabalho: de natureza biológica
(combate aos problemas psicofisiológicos provenientes da fadiga
e da excessiva racionalização do serviço); de caráter
social (possibilita maior convívio familiar/social, práticas
de atividades recreativas, culturais e físicas, essenciais à saúde
física e mental do indivíduo); e de natureza econômica
(o combate à fadiga resulta em maior quantidade e melhor qualidade
de serviço, valendo salientar que o trabalhador estressado tem
seu rendimento comprometido, por razões biológicas, uma
vez que o ser humano não suporta carga superior à sua natureza,
como destacado, incluindo-se, nesse item, maior número de empregos)”,
afirmou o redator do acórdão, ministro Ives Gandra Martins
Filho.
Diante dos inúmeros indicadores
jurídicos, respaldados em estudos médicos e psicológicos,
que apontam o desgaste do trabalhador após um ano contínuo
de trabalho, realizando no mesmo ambiente tarefas repetitivas, normalmente
sob o fator estressante da cobrança produtiva, a Quarta Turma
destacou a preocupação do legislador em evitar que o benefício
das férias se desvirtue, “tanto pelo interesse do empregador
quanto pelo do empregado, que por vezes procura negociar esse direito
por um pseudo-benefício econômico incapaz de compensar o
prejuízo causado, mesmo que a médio ou longo prazo, pela
ausência do gozo regular das férias ou de outras formas
de repouso previstas na legislação”.
A Turma concluiu, que mesmo que
tenha havido o pagamento do salário mensal acrescido do terço
constitucional, tendo sido constatada a não-concessão das
férias no prazo legal, impõe-se o pagamento em dobro, sem
prejuízo da remuneração, pois acima de tudo trata-se
de direito decorrente de norma que tem a finalidade de proteger o trabalhador.
Segundo a relatora dos embargos
da empregadora à SDI-1, ministra Cristina Peduzzi, a questão
da fruição das férias dos empregados domésticos é controversa
e tem gerado decisões em sentidos diferentes no TST: ora entende-se
que é devido o pagamento em dobro, quando as férias são
concedidas após o prazo, conforme o referido artigo 137 da CLT;
ora, ao contrário, que o direito não é extensível àqueles
empregados. “Cabe à SDI-1 uniformizar o entendimento do
Tribunal sobre o tema”, afirmou a relatora.
A Constituição,
em seu artigo 7º, parágrafo único, restringe os direitos
dos empregados domésticos ao salário mínimo, irredutibilidade
salarial, 13º salário, repouso semanal remunerado, férias,
licença à gestante, licença-paternidade, aviso prévio,
aposentadoria e integração à previdência social.
O artigo 7º “a” da CLT, por sua vez, estatui que os
seus preceitos não se aplicam àqueles empregados, salvo
quando for expressamente determinado em contrário. Apesar disso,
a ministra ressaltou que “o julgador deve, no exame do caso concreto,
buscar a interpretação que melhor se acomode tanto à história
institucional quanto aos princípios aplicáveis à hipótese”.
A ministra Cristina Peduzzi
assinalou que “recentes modificações legislativas
autorizam a conclusão de que há um movimento histórico
que revela a tendência normativa de tornar cada vez mais eqüitativo
os direitos dos trabalhadores domésticos em relação
aos direitos usufruídos pelos demais empregados”. Nesse
sentido, citou a Lei nº 11.324/2006, que ampliou o período
de férias daqueles empregados para 30 dias, em paridade com
os demais trabalhadores, e estendeu às gestantes da categoria
o direito à estabilidade desde a confirmação da
gravidez até cinco meses após o parto. Por sua vez, a
Lei nº 10.208/2001 autorizou a inclusão facultativa do
empregado no FGTS. (E-RR-13145-2000-652-09-00.8)
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29/11/2007
Sétima Turma adota prescrição
bienal para dano moral decorrente do trabalho
A Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho não aceitou o recurso de um empregado da
CSN Cimentos S. A., de Volta Redonda, RJ, que pretendia modificar decisão
do Tribunal Regional da 1ª Região (RJ) no sentido de considerar
prescrito seu direito pelo fato de a ação trabalhista ter
sido interposta mais de dois anos após a extinção
contratual.
A história do empregado,
contada à 2ª Vara do Trabalho de Volta Redonda (RJ), é a
de que teve dois contratos na mesma empresa – um no período
de março de 1979 a abril de 1990 e outro de novembro a dezembro
de 2000, e que suas atividades eram exercidas sempre em ambientes insalubres.
Sua saúde era perfeita quando foi contratado. Contou que ficava
exposto diariamente a níveis de ruídos além dos
permitidos, produzidos continuamente por várias máquinas,
o que o levou a sofrer de doença profissional denominada hipoacusia
neurossensorial bilateral. Informou que por diversas vezes foi submetido
a exames de saúde periódicos na empresa, donde se conclui
que a firma tinha conhecimento dos seu problema auditivo, que o impediria
de ter vida normal.
Ao julgar recurso ordinário,
o TRT/RJ considerou que o prazo para demandar danos morais em virtude
de qualquer ilícito trabalhista praticado pelo empregador é de
dois anos após a extinção do contrato de trabalho,
ou cinco anos durante sua vigência, nos moldes do artigo 7º,
XXIX, da Constituição Federal. Mas o recurso do empregado
trouxe uma decisão da Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do TST que reconhece a prescrição vintenária
para pleitear ação de indenização por danos
moral e material decorrentes da relação trabalhista. Por
essa divergência jurisprudencial, a Sétima Turma conheceu
o recurso para exame.
Segundo o relator do processo,
ministro Ives Gandra Martins Filho, “se o pedido de indenização
por danos morais é feito sob o fundamento de que a lesão
decorreu da relação de trabalho, o caráter trabalhista
perpassa também a indenização relativa aos danos
sofridos, não havendo como se pretender a aplicação
do prazo prescricional de três anos, previsto no art. 206, parágrafo
3º, do Código Civil Brasileiro”. Afirmou que a referida
indenização “repousa nas obrigações
compreendidas pela relação de trabalho havida entre as
partes, razão pela qual atrai, a par da competência da Justiça
do Trabalho (CF, art. 114, VI), prescrição própria
dos créditos resultantes da relação de trabalho”.
Concluiu o relator que, de acordo
com a decisão do Tribunal Regional – que afirmou que o contrato
de trabalho do empregado foi extinto em dezembro de 2000 e que a reclamação
foi ajuizada somente em 2004 -, é pertinente determinar a prescrição.
O ministro Ives Gandra Filho esclareceu ainda que o empregado não
impugnou o fundamento adotado pelo Regional de que a pretensão
estaria prescrita, ainda que pudesse considerar o prazo estabelecido
no CCB. A Súmula nº 422 do TST estabelece que o recurso de
revista que não impugna os fundamentos da decisão recorrida
não preenche os requisitos de admissibilidade do artigo 514 do
Código de Processo Civil. Os ministros da Sétima Turma
votaram unanimemente com o relator. (RR-860-2005-342-01-00.7)
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