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Agência Diap, 30 de novembro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
Senado aprova por unanimidade projeto
de lei das centrais sindicais
Marcos Verlaine
Por unanimidade, em votação simbólica, o plenário
do Senado aprovou na tarde desta quinta-feira, 29, o Projeto de Lei da Câmara
(PLC) 88, de 2007, do Executivo, que regulamenta o funcionamento das centrais
sindicais brasileiras. É justo dizer que os principais atores no Congresso
Nacional para aprovação deste projeto foram o deputado Paulo
Pereira da Silva (PDT/SP), que também é presidente da Força
Sindical, e o senador Paulo Paim (PT/RS), fiador e responsável pelo
acordo que permitiu a aprovação do projeto.
Foram três pareceres e um voto – pela aprovação do
projeto, com aperfeiçoamentos. Os relatórios produzidos pelos
relatores Paulo Paim, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS); Francisco
Dornelles (PP/RJ), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE); e
Lúcia Vânia (PSDB/GO), na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ), trilharam um caminha único que permitiu a aprovação
do projeto de lei de forma unitária, haja vista que todos os partidos
com assento no Senado encaminharam o voto favorável ao projeto na forma
proposta pelos relatores.
O trabalho produzido pelos relatores, em especial o senador Paulo Paim, pelo
deputado Paulo Pereira da Silva, que foram incansáveis no processo de
convencimento de seus pares, e a atuação unitária das
centrais, permitiram que o projeto fosse votado e aprovado. Ressalte-se isto,
pois hoje no Senado, em razão da crise que a Casa vive esta não
era tarefa fácil, que foi superada com competência por todos os
atores envolvidos no processo.
O trabalho de articulação política conduzida por Paim
e Paulinho foi decisivo, pois a oposição estava determinada a
impedir a votação de toda e qualquer matéria, especialmente
as de iniciativa do Governo. Foi uma importante vitória do movimento
sindical.
Financiamento sindical
O texto aprovado sofreu quatro alterações fundamentais em relação
ao projeto votado pelos deputados na primeira fase de tramitação
no Legislativo. O primeiro diz respeito ao restabelecimento do desconto automático
da contribuição sindical no contracheque do trabalhador em favor
das entidades sindicais — sindicatos (60%), federações
(15%), confederações (5%), centrais sindicais (10%) e Conta Especial
Emprego e Salário do Ministério do Trabalho e Emprego (10%).
A emenda Augusto Carvalho (PPS/DF), aprovada na Câmara, foi rejeitada
no Senado. A emenda determinava que a contribuição sindical só fosse
descontada do trabalhador se esse autorizasse prévia e expressamente
o desconto. Isto causou grande celeuma, pois além de quebrar o acordo
construído entre Governo e centrais, prejudicaria toda a estrutura do
movimento sindical, que sem financiamento, por asfixia, seria inviabilizado.
A emenda foi sem dúvida extemporânea, para dizer o mínimo,
mas trouxe consigo um mérito.
Este mérito diz respeito ao fato de ter provocado uma discussão
que há muito deveria ter começado, com vista à solução
do problema — a fonte de financiamento do movimento sindical, a contribuição
ou imposto sindical. Diante do problema, o acordo celebrado foi manter a contribuição
tal como é hoje, mas substituí-la assim que for aprovado projeto
de lei a ser encaminhado num prazo de 90 dias pelo Governo, a fim de instituir
a contribuição negocial.
Contribuição negocial
O Senado determinou a manutenção da contribuição
sindical até que lei passe a disciplinar a contribuição
negocial, condicionada à negociação (percentual) e à aprovação
em assembléia geral da categoria profissional e econômica.
O percentual não pode ultrapassar 1% do salário anual percebido
no ano anterior. A assembléia pode, inclusive, determinar que não
haverá desconto da contribuição.
Fiscalização dos
recursos
Outra emenda aprovada na Câmara, de autoria do líder do PSDB na
Casa, Antônio Carlos Pannunzio (SP), foi mantida pelos senadores com
modificações ou aperfeiçoamentos. A emenda trata da fiscalização
pelo Tribunal de Contas da União (TCU) dos recursos arrecadados por
meio da contribuição sindical e repassados às centrais
sindicais. Subemenda aprovada ao texto amplia a fiscalização à todas
as entidades da cadeia sindical — sindicatos, federações
e confederações — e não só às centrais;
inclusive as entidades patronais também serão fiscalizadas.
Este tema foi objeto de amplo acordo e a aprovação do projeto
dependia, em grande medida, de entendimentos para viabilizar esta alteração
no texto original do Executivo, pois havia divergências entre as centrais
nesta questão.
Indicação da entidade
Outra alteração produzida no Senado ao texto original que aperfeiçoou
o projeto trata da indicação pelo sindicato apenas da central
para a qual será repassado os recursos recolhidos por meio da contribuição
sindical ou a negocial quando esta estiver em vigor. O sindicato que não
fizer a indicação, os recursos serão destinados à “Conta
Especial Emprego e Salário” do Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE).
Esta alteração desobriga os sindicatos a indicarem a federação
e a confederação para onde seriam destinados os recursos oriundos
da contribuição sindical, pois esses irão para as respectivas
entidades de grau superior aos quais as entidades de grau inferior estão
automaticamente vinculados. Inexistindo confederação, os recursos
serão creditados para as federações.
Tramitação do projeto
O projeto foi apresentado pelo Governo à Câmara em 5 de setembro,
em regime de urgência constitucional, isto é, as duas Casas Legislativas — Câmara
e Senado — cada qual têm 45 dias para votá-lo. Findo este
prazo, a matéria passa a trancar a pauta da Casa em que estiver em discussão,
só liberando-a depois de votar a matéria.
Na Câmara, o texto foi aprovado no dia 18 de outubro. Em 24 de outubro,
o projeto foi numerado e distribuído as comissões temáticas
do Senado, que diferentemente da Câmara, não conseguiu votar os
respectivos relatórios nos colegiados permanentes. Mas isto não é nenhum
demérito em razão da unidade construída em torno do projeto
e a crise que passa o Senado, com as denúncias que envolvem o presidente
licenciado Renan Calheiros (PMDB/AL).
O projeto, alterado no mérito pela Casa revisora, retorna ao exame da
Câmara. Assim, percorrerá novamente as Comissões de Trabalho,
de Finanças e Tributação, e Constituição
e Justiça. Por fim, será votado no plenário da Câmara.
No retorno da matéria, os deputados só poderão mexer nas
partes do texto que foram alterados pelos senadores.
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Agência Diap, 30 de
novembro de 2007
Conheça os pareceres ao projeto
na CAS, CAE e CCJ
CAS
CAE
CCJ
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Agência Diap, 30 de
novembro de 2007
Projetos sobre Organização
Sindical são arquivados na Câmara
A título de informação, a aprovação do PLC
88/2007 (Na Câmara, PL 1.990/2007), do Executivo, que trata da regulamentação
das centrais sindicais, arquivou dezesseis projetos de lei que tratavam da
organização da estrutura sindical brasileira.
Os projetos arquivados estavam
anexados ao PL 1.528/89, do ex-deputado Jones Santos Neves, que dispunha
sobre a regulamentação do artigo 8º da Constituição.
Conheça os projetos, seus
autores e os respectivos escopos de cada um:
PL 3.408/89,
do ex-deputado e atual senador Paulo Paim (PT/RS), dispõe sobre
a organização sindical brasileira e dá outras providências.
Assegura o cumprimento do artigo 8º da Constituição
em relação aos princípios da liberdade de associação.
PL 4.911/90,
do deputado Augusto Carvalho (PPS/DF), dispõe sobre o direito
de organização e sindicalização dos servidores
públicos civis e dá outras providências. Assegura
o cumprimento do disposto no artigo 37, inciso VI da Constituição.
PL 4.967/90,
da deputada Rita Camata (PMDB/ES), acrescenta parágrafo 7º ao
artigo 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. Faculta às
entidades sindicais de trabalhadores o credenciamento de um empregado
de cada empresa para atuar como seu delegado, dando ao mesmo estabilidade
provisória, nos termos do artigo 8º, inciso VIII da Constituição.
PL 5.169/90, do ex-deputado José Maria Eymael
(PDC/SP), dispõe sobre a contribuição para custeio
do sistema confederativo da representação sindical das
categorias econômicas, prevista no inciso IV do artigo 8º da
Constituição Federal. Dispõe sobre a fixação
do valor da contribuição sindical das entidades patronais
que incidirá sobre o valor dos respectivos produtos, prevista
no inciso IV do artigo 8º da Constituição.
PL 38/91, do
deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP), que cria o Conselho de
Assuntos Sindicais e regula o registro de organização sindical
e dá outras providências.
PL 264/91, do ex-deputado Nilson Gibson (PSB/PE),
que dispõe sobre a contribuição para custeio do
sistema confederativo da representação sindical das categorias
profissionais, prevista no inciso IV do artigo 8º da Constituição
Federal. Regulamenta o disposto no inciso IV do artigo 8º da Constituição.
PL 646/91, do deputado Paulo Rocha (PT/PA), que
dispõe sobre a organização sindical. Trata do
registro de sindicatos, a competência, a estabilidade sindical
de dirigente e representante sindical e a criação,
fusão, desmembramento e extinção de categoria
profissional.
PL 2.585/92,
do ex-deputado e atual Aloizio Mercadante (PT/SP), que dispõe
sobre o enquadramento sindical e dá outras providências.
PL 3.267/92, do ex-deputado Carlos Alberto Campista
(PDT/RJ), que dispõe sobre o registro das entidades sindicais
e estabelece procedimentos para a solução autônoma
de conflito de representação sindical. Define o cartório
de registro de pessoas jurídicas como órgão
competente para o registro de entidades sindicais atribuindo ao Ministério
do Trabalho e Administração a função
de organizar e manter atualizados o cadastro nacional dos sindicatos,
criando comissão publicitária de representantes sindicais
das categorias econômicas e profissionais para dirimir conflito
de representação e dando competência a Justiça
do Trabalho para o julgamento dos processos que não forem
solucionados na comissão bipartite.
PL 60/91, do
ex-deputado Nilson Gibson (PSB/PE), que extingue a contribuição
sindical de que tratam os artigos 578 a 610 da Consolidação
das Leis do Trabalho e dá outras providências.
PL 3.107/04, do deputado Paes Landim (PTB/PI), que
regulamenta o disposto nos incisos II e IV do artigo 8º da Constituição
Federal. Regulamenta os incisos II e IV do artigo oitavo da nova Constituição
Federal sobre criação, fusão, desmembramento e
alteração de base territorial de sindicato e cobrança
de contribuição sindical e confederativa.
PL 4.554/04,
do ex-deputado Sérgio Miranda (PDT/MG), que regulamenta o artigo
8º da Constituição Federal, que dispõe sobre
a organização sindical, e dá outras providências.
Altera e revoga dispositivos da CLT - Decreto-Lei 5.452, de 1943. Regulamenta
o artigo 8º da Constituição.
PL 5.275/05, do ex-deputado Marcelo Barbieri (PMDB/SP),
regulamenta o artigo 8º da Constituição Federal,
que dispõe sobre a organização sindical e dá outras
providências. Regulamenta o artigo 8º da Constituição
Federal. Revoga dispositivos do Decreto-Lei 5.452, de 1943 - CLT.
PL 1.321/07, do deputado Eduardo Valverde (PT/RO),
que altera os artigos 511, 512, 513, 514, 516, 517, 518, 519, 522
e revoga os artigos 515, 520, 521, 525, 527, todos da Consolidação
das Leis do Trabalho. Estabelece normas para a criação
e o funcionamento dos sindicatos.
PL 2.085/07,
do deputado Augusto Carvalho (PPS/DF), que modifica a redação
do artigo 582 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada
pelo Decreto-Lei 5.452, de 1º de maio de 1943. Exige a autorização
individual dos empregados para descontar em folha de pagamento o valor
da contribuição sindical.
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Agência Senado, 30 de Novembro de 2007
Senadores aprovam projeto que reconhece
formalmente as centrais sindicais
Os senadores aprovaram no Plenário, no início da tarde desta
quinta-feira (29), o projeto de lei da Câmara (PLC 88/07), enviado pelo
Poder Executivo, que reconhece formalmente as centrais sindicais para representarem
os trabalhadores e participarem de negociações em fóruns,
colegiados de órgãos públicos e demais espaços
de composição tripartite nos quais estejam em discussão
assuntos de seu interesse. A matéria foi aprovada por unanimidade pelos
senadores, em votação simbólica, e como sofreu modificações
no Senado, volta agora para análise da Câmara dos Deputados.
A matéria estava tramitando em conjunto na Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE), na Comissão de Constituição, Justiça
e Cidadania (CCJ) e na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Embora os
relatores da matéria já estivessem com seus relatórios
prontos, esses não chegaram a ser votados em virtude de o prazo para
sua apreciação nas comissões ter expirado no dia 19 de
novembro, já que o projeto tramitava em regime de urgência, conforme
acordo entre os líderes partidários. Os relatores da proposta,
senador Francisco Dornelles (PP-RJ) na CAE, Lúcia Vânia (PSDB-GO)
na CCJ e Paulo Paim (PT-RS) na CAS, apresentaram votos idênticos pela
aprovação da matéria, com algumas modificações
em relação ao texto aprovado pelos deputados.
Uma das emendas da Câmara que foram rejeitadas pelos senadores é a
que estabelecia que o desconto do imposto ou contribuição sindical
na folha de pagamento dos empregados (pago no mês de março de
cada ano) só poderia ser feito desde que autorizado individualmente
por cada trabalhador. A emenda foi rejeitada depois de acordo firmado entre
governo, oposição e sindicatos para que, no prazo de 90 dias,
um grupo de trabalho encabeçado pelo Ministério do Trabalho e
Emprego, com participação de trabalhadores e empresários,
elabore estudo sobre mecanismos definitivos de sustentação financeira
dos sindicatos.
Esse grupo deverá consolidar, em 90 dias, uma proposta definitiva de
custeio dos sindicatos e regulamentar a cobrança das contribuições
sindicais. O objetivo é instituir uma contribuição negociada,
vinculada ao exercício efetivo da negociação coletiva
e à aprovação em assembléia geral. Deve ser estabelecido
por esse grupo, segundo os relatores, uma regra de transição
entre o atual modelo e a nova proposta.
Levando em consideração o trabalho desse grupo, que deverá resultar
no envio de um projeto de lei para disciplinar a contribuição
sindical negociada, Dornelles propôs uma emenda extinguindo a contribuição
sindical da forma em que é feita atualmente somenteapós a nova
regulamentação para a matéria que resultará do
trabalho do grupo.
A emenda, de autoria do próprio Dornelles, estabelece que os artigos
578 a 610 da CLT deverão vigorar até que a lei discipline a contribuição
negociada, vinculada ao exercício efetivo da negociação
coletiva e à aprovação em assembléia geral da categoria.
Para Dornelles, o texto da Câmara, na verdade, não tornava facultativa
a contribuição sindical e também não trazia qualquer
vantagem para o trabalhador, que poderia sofrer sanções previstas
pela legislação trabalhista devido ao não pagamento do
chamado imposto sindical. Segundo explicou o senador, a CLT deixa claro que é da
responsabilidade do empregador o recolhimento dessa contribuição,
que continua obrigatória por outro artigo dessa legislação
- o artigo 579.
Da forma como o artigo 582 da CLT foi aprovado pela Câmara, argumentou
o senador, o empregado que não autorizasse o desconto em seu salário
acabaria tendo que procurar o sindicato para efetuar o pagamento. Esse texto
causaria um clima de insegurança jurídica, de acordo com Dornelles, "que
poderia suscitar no trabalhador a ilusão de que essa contribuição
tenha se tornado facultativa e que a não autorização de
seu desconto no salário isenta-o de seu pagamento".
Outro argumento utilizado pelos relatores leva em conta que a redação
dada pela Câmara provocaria o não pagamento da contribuição
e traria graves prejuízos às organizações sindicais
porque a arrecadação cairia.
Rateio
O projeto também muda a forma de rateio da contribuição
sindical compulsória dos empregados, incluindo as centrais sindicais,
que devem receber 10% do valor arrecadado, mantido inalterado, porém,
o rateio da contribuição devida pelos empregadores. Essa medida
está no projeto original do Executivo aprovado na Câmara.
Os senadores acrescentaram ainda que os sindicatos, federações,
confederações e centrais sindicais prestarão contas anualmente
ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a aplicação
dos recursos recebidos.
Das 21 emendas que o projeto recebeu na CAE, Dornelles acolheu também
a que determina a participação dos trabalhadores nos assuntos
relacionados às atividades da Organização Internacional
do Trabalho (OIT). Por essa proposta, os trabalhadores devem participar, ao
lado de representantes do governo e dos empregadores, em pé de igualdade,
de qualquer organização que fizer consulta a esse setor.
Centrais sindicais
Na discussão em Plenário, Paulo Paim agradeceu o apoio dos líderes
partidários no Senado e lembrou que, "há mais de 24 anos
as centrais existem de fato, mas não de direito", ressaltando que,
a partir de agora, "as centrais sindicais passam a existir de fato e de
direito".
Osmar Dias (PDT-PR) agradeceu o trabalho do deputado federal Paulinho da Força
em prol do projeto e disse que a proposta fortalecerá os sindicatos.
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) afirmou que os sindicatos "são
indispensáveis para o país e para os trabalhadores". Aloizio
Mercadante (PT-SP) disse que os sindicatos são "instrumentos fundamentais
de defesa dos direitos dos trabalhadores".
José Agripino (DEM-RN) registrou que a chamada contribuição
negociada existe em vários países. Cristovam Buarque (PDT-DF)
opinou que os sindicatos "fazem parte das bases que sustentam a democracia".
Sibá Machado (PT-AC) avaliou que os sindicatos e as centrais sindicais "estão
estreitamente ligadas às conquistas dos trabalhadores brasileiros" durante
o século 20.
Os senadores Romeu Tuma (PTB-SP), Alvaro Dias (PSDB-PR), Heráclito Fortes
(DEM-PI), Patrícia Saboya (PDT-CE) e Sérgio Zambiasi (PTB-RS)
também discutiram a matéria em Plenário e elogiaram o
trabalho dos relatores.
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Diário Vermelho, 30
de novembro de 2007
Senado aprova legalização
de centrais e veta emenda patronal
O plenário do Senado,
profundamente dividido sobre questões como a prorrogação
da CPMF ou o Caso Renan Calheiros, votou por unanimidade nesta quinta-feira
o projeto que reconhece formalmente as centrais sindicais. Os senadores
derrubaram a emenda introduzida na Câmara por uma manobra do deputado
do deputado Augusto de Carvalho (PPS-DF), que cancelava o desconto automático
do imposto sindical para as entidades dos trabalhadores e mantinha para
as do patronato. O consenso foi obtido com forte participação
de sindicalistas vinculados às diferentes centrais.
Durante a votação,
mais de uma centena de líderes de sindicatos acompanharam os trabalhos.
Para a secretária nacional de Organização da CUT,
Denise Motta Dau, que acompanhou a votação, o texto aprovado
unifica ''os mais diferentes partidos em torno de uma pauta histórica
para o mundo do trabalho''. Segundo Rosane, ''a prioridade agora é garantir
que a Câmara acompanhe a votação do Senado, que recompõe
o acordo com o governo''.
Três relatores, um único
voto
O deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP), presidente da Força Sindical, também se somou
aos esforços para tirar do projeto a emenda anti-sindical de Augusto
de Carvalho – por ironia um ex-dirigente do Sindicato dos Bancários
do Distrito Federal. ''Caso esta emenda entre em vigor, a maioria dos
sindicatos fechará e, conseqüentemente, o movimento sindical
se enfraquecerá, porque este é o primeiro passo para a
retirada de direitos, como 13º salário, FGTS e contratação
formal na carteira de trabalho'', opinou Paulinho.
O acordo consensual assumiu a
forma de votos idênticos dos três relatores do projeto nas
comissões que examinaram o tema – senadores Francisco Dornelles
(PP-RJ) na CAE, Lúcia Vânia (PSDB-GO) na CCJ e Paulo Paim
(PT-RS) na CAS. Os três propuseram as mesmas modificações
em relação ao texto aprovado pelos deputados.
O consenso foi obtido após 15 dias de intensas negociações,
com a participação direta dos dirigentes sindicais. Estes seguiram
o conselho do presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), sugerindo
um corpo-a-corpo dos sindicalistas em busca de apoio ao texto e da derrubada
da Emenda Augusto. Durante a votação, dirigentes das entidades
encheram as galerias e a tribuna de honra do plenário.
A Emenda Augusto (que na verdade
não acabava com a obrigatoriedade do chamado imposto sindical,
mas apenas do seu desconto em folha) terminou atraindo uma rejeição
tão unânime que os observadores duvidam de suas chances
de retornar ao debate na Câmara, para onde o projeto retorna agora.
No seu lugar, surgiu uma alternativa acordada entre governo, oposição
e sindicatos.
Grupo tem 90 dias para estudar transição
Pelo acordo, um grupo de trabalho
encabeçado pelo Ministério do Trabalho, com participação
de trabalhadores, e empresários, elaborará dentro de 90
dias estudo sobre mecanismos definitivos de sustentação
financeira dos sindicatos e regulamentação da cobrança
das contribuições sindicais. O objetivo é instituir
uma contribuição negociada, vinculada ao exercício
efetivo da negociação coletiva e à aprovação
em assembléia geral.
Um ponto importante do acordo
foi que o grupo de trabalho estabelecerá uma regra de transição
entre o atual modelo e a nova proposta. Muitos sindicalistas também
são críticos do imposto sindical obrigatório; o
que uniu todos os segmentos da representação dos trabalhadores
contra a Emenda Augusto foi o fim brusco de um mecanismo sem o qual muitas
entidades sindicais entrariam em colapso ou até desapareceriam.
Outro ponto denunciado na emenda,
que era o fim do desconto obrigatório para os trabalhadores mas
não para os patrões, também sucumbiu. E os senadores
até estenderam às entidades patronais a fiscalização
anual das contas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), anteriormente
restrita apenas às entidades dos trabalhadores – inovação
que deve provocar a insatisfação da bancada dos patrões
na Câmara.
Senador metalúrgico comemora
Na discussão em Plenário,
Paim, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas (RS),
agradeceu o apoio dos líderes partidários no Senado e lembrou
que, ''há mais de 24 anos as centrais existem de fato, mas não
de direito''. A partir de agora, ''as centrais sindicais passam a existir
de fato e de direito'', proclamou o senador metalúrgico.
Osmar Dias (PDT-PR) agradeceu
o trabalho do deputado federal Paulinho da Força em prol do projeto
e disse que a proposta fortalecerá os sindicatos. Antonio Carlos
Valadares (PSB-SE) afirmou que os sindicatos ''são indispensáveis
para o país e para os trabalhadores''. Aloizio Mercadante (PT-SP)
disse que eles são ''instrumentos fundamentais de defesa dos direitos
dos trabalhadores''.
José Agripino (DEM-RN)
registrou que a chamada contribuição negociada existe em
vários países. Cristovam Buarque (PDT-DF) opinou que os
sindicatos ''fazem parte das bases que sustentam a democracia''. Sibá Machado
(PT-AC) avaliou que os sindicatos e as centrais sindicais ''estão
estreitamente ligadas às conquistas dos trabalhadores brasileiros''
durante o século 20. Os senadores Romeu Tuma (PTB-SP), Alvaro
Dias (PSDB-PR), Heráclito Fortes (DEM-PI), Patrícia Saboya
(PDT-CE) e Sérgio Zambiasi (PTB-RS) também discutiram a
matéria em Plenário e elogiaram o trabalho dos relatores.
Paulinho promete passeata de 40 mil
A unanimidade alcançada
no Senado, em torno de um acordo exaustivamente negociado, reduz as chances
de novas surpresas antitrabalhadores durante a nova tramitação
na Câmara. No entanto, os sindicalistas pretendem manter a pressão
e a vigilância: Paulinho anunciou que na semana vem 40 mil trabalhadores
de todo o país farão uma passeata na Esplanada dos Ministérios
para manter exigir a aprovação da matéria o mais
rápido possível.
Da redação, com
agências
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Folha
de São Paulo, 30 de novembro de 2007
Senado aprova imposto sindical
Casa cede a lobby das centrais e derruba decisão
da Câmara que acabava com a cobrança obrigatória
do tributo
| Senadores mantiveram, no entanto, fiscalização a ser feita pelo
TCU, que havia sido aprovada na Câmara e era contestada por centrais
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Senado cedeu ao lobby
das centrais sindicais e manteve a obrigatoriedade do imposto sindical.
Em votação simbólica, os senadores aprovaram
o projeto do governo que legaliza as centrais, mas derrubaram uma
alteração feita pelos deputados que acabava com o imposto
sindical compulsório. A proposta agora volta para a Câmara.
A promessa de criar uma alternativa ao imposto sindical, instituindo uma contribuição
negocial, foi o principal artifício usado pelos sindicalistas para convencer
os senadores. Em 8 de outubro, a pedido das centrais, o Ministério do
Trabalho editou uma portaria criando um grupo de trabalho que, no prazo de
90 dias, elaborará uma proposta legislativa tratando da nova contribuição.
" Só acredita nisso quem acredita em Papai Noel", reagiu o senador
Jarbas Vasconcelos (PMDB), que, acompanhado por Cícero Lucena (PSDB),
votou contra a manutenção do imposto. Todos os demais senadores
foram favoráveis ao desconto obrigatório de um dia de salário
dos trabalhadores.
O texto aprovado pelos senadores prevê que o TCU (Tribunal de Contas
da União) passe a fiscalizar o uso do dinheiro arrecadado com o imposto.
Essa novidade já havia sido incluída no projeto pelos deputados
e também era alvo de contestação das centrais sindicais.
Para negociar a manutenção do imposto, no entanto, os sindicalistas
tiveram de abrir mão desse ponto. Conseguiram, porém, que os
senadores estendessem a fiscalização para os sindicatos patronais. "Se
não fica parecendo que só do nosso lado tem bandido", diz
o presidente da Força, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT).
Com a permanência do imposto obrigatório e a legalização
das centrais, as entidades passarão a receber uma fatia da bolada arrecadada
anualmente. Até hoje, os recursos eram rateados entre sindicatos (60%),
federações (15%), confederações (5%) e governo
(20%). O projeto estabelece que metade da arrecadação do governo
agora ficará com as centrais -cerca de R$ 45 milhões por ano.
Desde que a Câmara acabou com o imposto sindical obrigatório,
governo e centrais iniciaram uma ofensiva no Senado para desfazer as mudanças,
alegando que o texto original do projeto era o resultado de um acordo. Esse
acordo previa uma reforma sindical em etapas, onde estavam elencadas a regulamentação
do comércio aos domingos, a legalização das centrais e
nova forma de financiamento dos sindicatos.
Invocando o acordo, os sindicalistas pressionaram o Senado a manter o imposto
obrigatório. Os relatores Paulo Paim (PT), Francisco Dornelles (PP)
e Lúcia Vânia (PSDB) fecharam um só relatório, que
foi votado no plenário sem passar pelas comissões. A manobra
foi aprovada pelos líderes das siglas.
Os relatores destacaram que o novo texto estabelece o fim do imposto assim
que for aprovada a nova contribuição negocial, mas não
fixa prazo. Segundo Paim, se o governo não mandar a proposta em 90 dias,
ele retomará um projeto seu que trata do assunto e já foi aprovado
em todas as comissões.
Na proposta, a contribuição negocial precisará ser aprovada
em assembléia para ser cobrada e estará condicionada à realização
de negociação coletiva por parte do sindicato, sendo descontada
dos beneficiários.
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Gazeta do Povo, 30 de novembro
de 2007
BRASIL | CONGRESSO
Senado aprova legalização
das centrais sindicais
Cobrança do imposto sindical foi mantido
pelos senadores
Brasília – Os senadores
mantiveram a cobrança do imposto sindical. Em votação
simbólica, o Senado aprovou ontem o projeto de lei (88/2007)
que legaliza as centrais sindicais, determina a manutenção
do imposto sindical e prevê que as entidades sejam fiscalizadas
pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A matéria foi
aprovada em plenário sem que antes passasse pelas comissões
em que tramitava: a de Assuntos Econômicos (CAE), a de Assuntos
Sociais (CAS) e a de Constituição e Justiça
(CCJ). O texto aprovado derrubou a emenda do deputado Augusto Carvalho
(PPS-DF) que pretendia tornar facultativo o imposto, correspondente
a um dia de trabalho.
Durante a votação, à tarde,
sindicalistas lotaram as galerias do Senado. No plenário, a presença
de outros dois líderes sindicais chamou atenção:
a do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), presidente
da Força Sindical, e a de Luiz Antônio de Medeiros, secretário
de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho.
Como sofreu alterações, a matéria terá de
retornar à Câmara, o que deverá ocorrer em cinco
dias.
Ao longo da sessão em
que a matéria foi apreciada a toque de caixa, apenas dois senadores
se manifestaram contrários: Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Cícero
Lucena (PSDB-PB), sendo que o tucano discordou da maneira como o projeto
fora encaminhado na Casa. Já Jarbas disse discordar da manutenção
do imposto sindical.
A aprovação da
matéria foi assegurada na véspera. Acordo de líderes
partidários foi costurado para que a emenda mais polêmica
aprovada na Câmara, a do deputado Augusto Carvalho fosse derrubada
quarta-feira.
Uma nova emenda foi aprovada,
em substituição à de Carvalho. A que mantém
o imposto sindical até que o governo estabeleça, por meio
de Lei, a criação de um novo tributo: a contribuição
negocial. Acordo firmado entre o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e
sindicalistas fixou em 90 dias o prazo para que o Executivo envie proposta
com a nova forma de contribuição.
Outra emenda polêmica,
e que desagradava os sindicalistas, a do líder tucano na Câmara,
Antonio Carlos Pannunzio (SP), e que previa a fiscalização
das centrais pelo TCU, foi aprovada no Senado, mas sofreu alterações.
A fiscalização se estende agora também às
confederações, federações e ao sistema
S. “Fiscalizar apenas os trabalhadores seria discriminação”,
afirmou Paulinho. “Agora, fiscalizando também os sindicatos
patronais, ficamos satisfeitos. O projeto saiu como a gente queria”,
comemorou o sindicalista ao final da votação.
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FOLHA DE LONDRINA, 29 de
novembro de 2007 | Política
Sob pressão das Centrais, Senado
mantém imposto sindical
Lobby dos sindicatos garantiu ontem a aprovação
do projeto de lei que legaliza a cobrança da contribuição
correspondente a um dia de trabalho
Brasília - Pressionados
pelos sindicalistas, os senadores mantiveram a cobrança do imposto
sindical. Em votação simbólica, o Senado aprovou
ontem o projeto de lei (88/2007) que legaliza as centrais sindicais,
determina a manutenção do imposto sindical e prevê que
as entidades sejam fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União
(TCU). Graças ao lobby das centrais sindicais, a matéria
foi aprovada em plenário sem que antes passasse pelas comissões
em que tramitava: a de Assuntos Econômicos (CAE), a de Assuntos
Sociais (CAS) e a de Constituição e Justiça (CCJ).
O texto aprovado derrubou a emenda do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF)
que pretendia tornar facultativo o imposto, correspondente a um dia de
trabalho.
Durante a votação, à tarde,
sindicalistas lotaram as galerias do Senado. No plenário, a presença
de outros dois líderes sindicais chamou atenção:
a do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), presidente
da Força Sindical, e a de Luiz Antonio de Medeiros, secretário
de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho.
Como sofreu alterações, a matéria terá de
retornar à Câmara, o que deverá ocorrer em cinco
dias.
Ao longo da sessão em
que a matéria foi apreciada a toque de caixa, apenas dois senadores
se manifestaram contrários: Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Cícero
Lucena (PSDB-PB), sendo que o tucano discordou da maneira como o projeto
fora encaminhado na Casa. Já Jarbas, disse discordar da manutenção
do imposto sindical.
A aprovação da
matéria foi assegurada na véspera. Acordo de líderes
partidários, com as bênçãos do presidente
interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), foi costurado para que
a emenda mais polêmica aprovada na Câmara, a do deputado
Augusto Carvalho (PPS-DF), fosse derrubada quarta-feira. A emenda de
Augusto tornava facultativa a cobrança do imposto sindical, que
hoje corresponde a um dia de trabalho.
Uma nova emenda foi aprovada,
em substituição à do deputado do PPS. A que mantém
o imposto sindical até que o governo estabeleça, por meio
de lei, a criação de um novo tributo: a contribuição
negocial. Acordo firmado entre o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e
sindicalistas fixou em 90 dias o prazo para que o Executivo envie proposta
com a nova forma de contribuição.
Outra emenda polêmica,
e que desagradava os sindicalistas, a do líder tucano na Câmara,
Antonio Carlos Pannunzio (SP), e que previa a fiscalização
das centrais pelo TCU, foi aprovada no Senado, mas sofreu alterações.
A fiscalização se estende agora também às
confederações, federações e ao sistema S.
''Fiscalizar apenas os trabalhadores seria discriminação'',
afirmou Paulinho. ''Agora, fiscalizando também os sindicatos patronais,
ficamos satisfeitos. O projeto saiu como a gente queria'', comemorou
o sindicalista ao final da votação.
Ao longo da sessão, apenas
um senador fez discurso reclamando da maneira como a matéria tramitou
no Senado. Heráclito Fortes (DEM-PI) disse que o desrespeito a
prazos e à tramitação normal das matérias
na Casa não pode ''virar moda''. ''Mas estou cedendo e vou votar
pela aprovação do projeto'', anunciou. Jarbas Vasconcelos
não discursou mas, depois, em entrevista, reclamou da aprovação
da matéria. ''Sou contra o imposto sindical. Sempre fui, assim
como o PT e o Paim (senador pelo PT do Rio Grande do Sul, Paulo Paim,
relator da matéria na Comissão de Assuntos Sociais)'',
disse.
Ana Paula Scinocca
Agência Estado
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O ESTADO DO PARANÁ,
30 de novembro de 2007 | Economia
Construção defende
investimento privado para Copa de 2014
Agência Estado
O sucesso da Copa do Mundo
de 2014, que será realizada no Brasil dependerá basicamente
da maciça participação do setor privado nos
investimentos necessários. A avaliação foi
feita pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria
da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão,
e pelo vice-presidente da Associação Brasileira da
Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Ralph Lima
Terra, durante o 8º Encontro Nacional das Empresas de Arquitetura
e de Engenharia Consultiva (Enaenco), que acontece hoje (29) e
amanhã na capital paulista.
As estimativas de investimentos
necessários para a Copa do Mundo de 2014 apontam para uma cifra
da ordem de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 18 bilhões). Paulo
Simão disse que dois terços dos investimentos deverão
ficar por conta do setor privado. Na exposição que fez,
o presidente da CBIC afirmou que um dos segmentos que devem liderar este
investimento é o imobiliário. "As arenas poliesportivas
hoje, no mundo, são inteiramente bancadas pelo setor privado e
isso deverá se repetir no Brasil", destacou.
A construção de
arenas poliesportivas foi defendida pelo ministro dos Esportes, Orlando
Silva, nesta quinta-feira de manhã, ao participar do Enaenco.
O secretário de Esportes da Prefeitura de São Paulo, Walter
Feldman, que também esteve presente no evento, adiantou que a
construção de uma arena na cidade de São Paulo,
para a Copa de 2014, já está sendo discutida pelas autoridades
governamentais. Feldman também defende que a iniciativa privada
banque projetos deste gênero.
O vice-presidente da Abdib ressaltou
que a Copa de 2014 será uma grande oportunidade para o Brasil
não repetir os mesmos erros registrados nos Jogos Pan-Americanos,
realizados em julho deste ano, no Rio de Janeiro. Uma das críticas
foi o alto custo do empreendimento e a elevada participação
do governo nesta obra. "Na preparação da Copa de 2014,
o governo já começa da maneira certa, pois está criando
comitês em parceria com o setor privado de infra-estrutura para
fazer o planejamento dos projetos", comentou.
Ralph Terra também acredita
que a participação do setor privado na realização
da Copa 2014 é fundamental para o sucesso deste evento no Brasil.
Ele alertou para a necessidade de o governo acelerar os investimentos
de infra-estrutura no País e sugeriu a abertura de uma maior participação
do setor privado nestes projetos. "Por que o setor privado não
pode construir aeroportos?", questionou. O empresário citou
o trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro como um dos projetos
fundamentais para a estrutura da Copa no Brasil.
Paulo Simão argumentou
que este evento é um grande presente para o País. "A
Copa 2014 representa dez PACs (Programa de Aceleração
do Crescimento). E temos que ter em mente a preparação
da Copa não apenas para 30 dias, mas para 30 anos", enfatizou.
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O ESTADO DO PARANÁ,
30 de novembro de 2007 | Economia
Deficiência não pode
ser empecilho para o trabalho
Cintia Végas
Foto: Lucimar do Carmo

Ricardo Tadeu Marques da Fonseca: regulamentação.
A inserção de pessoas portadoras de deficiências físicas
e mentais no mercado de trabalho é um assunto que vem ganhando cada
vez mais espaço no Brasil. Em função da lei de cotas,
número 8.213, regulamentada no final de 1999, as empresas estão
se conscientizando que a contratação de trabalhadores com deficiências
não é um transtorno, mas sim algo inerente à diversidade
humana.
“A lei estabelece que empresas
com mais de cem funcionários devem destinar de 2% a 5% de suas
vagas a pessoas com necessidades especiais. A estimativa é de
que, desde o ano 2000, esta regulamentação tenha contribuído
com a contratação de 70 mil trabalhadores com deficiências
no País”, comenta o procurador regional do Ministério
Público do Trabalho do Paraná, Ricardo Tadeu Marques da
Fonseca, que ontem participou de um evento sobre o assunto, em Curitiba.
O dado é considerado positivo.
Porém, segundo Ricardo, ainda insuficiente diante do fato de que,
em todo território nacional, existem cerca de 10 milhões
de cidadãos com necessidades especiais (sem contar idosos e crianças).
Na opinião da secretária da comissão de inserção
da pessoa com deficiência no mercado de trabalho do Ministério
Público do Paraná (MP-PR), Yvy Carla Abbade, o principal
empecilho para a contratação de pessoas cegas, surdas,
cadeirantes ou com qualquer outro tipo de problema ainda é a falta
de formação e capacitação das mesmas. “Pessoas
que possuem deficiência em função de acidentes, como
por exemplo batidas de carro, geralmente têm faculdade e mesmo
especializações que lhes garantem colocação
no mercado. Entretanto, existem pessoas com necessidades especiais que
não têm acesso à escolaridade ou que têm completos
ensinos fundamental e médio, mas que não possuem capacitação
técnica. Estes são os que encontram maiores dificuldades
para conseguir trabalhar”, declara Yvy.
De acordo com Ricardo,
muitos indivíduos com necessidades especiais acabam não
começando a trabalhar de maneira formal com medo de perder um
benefício assistencial, no valor de um salário mínimo,
que lhes é fornecido pelo governo. “Muitas dessas pessoas
desconhecem o fato de que têm direito de voltar a receber o benefício
caso percam o emprego formal. Eu, particularmente, defendo a idéia
de que as pessoas com deficiência devem ter uma renda complementar
ao salário, pois geralmente gastam mais para se locomover de
um lugar a outro, por exemplo.”
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FOLHA DE LONDRINA, 29 de
novembro de 2007 | Economia
Metade das empresas fecha depois
de 8 anos
Estudo realizado pelo IBGE mostra que das
738 mil empresas criadas há 10 anos, 51,6% chegaram a 2005
em atividade
Rio - Apenas metade das empresas
criadas em 1997 continuou funcionando oito anos depois, em 2005.
A conclusão é de uma pesquisa Demografia das Empresas,
divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). O mesmo trabalho mostra que a maior parte (62,5%) das empresas
no País tem menos de dez anos de existência. Do total,
2,9% das empresas resistem há três décadas ou
mais do que isso.
O trabalho mostra que das 738
mil empresas criadas há dez anos, 51,6% chegaram a 2005 em atividade.
A maior parte da redução aconteceu no primeiro ano de vida
destas companhias: apenas 81% delas ainda funcionavam em 1998. Nesse
período, as empresas de maior porte (com mais de 100 empregados)
foram as que mais tempo resistiram, com 58% ainda ativas ao fim do período.
A menor taxa de sobrevivência (46,5%) foi na Região Sul
e a maior (53,8%), na Norte.
O ex-secretário de Política
Econômica Julio Sergio Gomes de Almeida atribui às constantes
oscilações do crescimento do País a principal causa
da elevada mortalidade de empresas no Brasil no período analisado
pelo IBGE. ''Nesse período todo, não houve dois anos de
crescimento forte seguidos. Houve muita variação entre
períodos ruins e bons de crescimento. Isso dificulta a sobrevivência
das empresas'', afirma Gomes de Almeida.
O economista também pondera
que o total de empresas fora de atividades poderia ter sido ainda maior,
perto dos 60%, caso as medidas adotadas pelo governo não tivessem
sido tomadas, como a estruturação do Super Simples, que
engloba a unificação de impostos para micro e pequenas
empresas. Para ele, a perda de empresas ativas em 2007 tende a ser menor,
porque a economia está crescendo num ritmo mais acelerado.
Do grupo de empresas com mais
de 30 anos de existência, o comércio responde por 53,37%,
indústria 17,66%, alojamento e alimentação 8,11%
e administração imobiliária, aluguéis e serviços
prestados a empresas, 7,17%, dentre outras. O instituto divulga informações
sobre a demografia das empresas, por meio das estatísticas do
Cadastro Central de Empresas (Cempre). Pela primeira vez, contudo, o
IBGE fez estudo detalhado sobre o tema.
O Cempre inclui o cadastro de
5,7 milhões de empresas ativas em 2005. Para a análise
demográfica das empresas, foram analisadas 5,094 milhões
de empresas. Técnicos do IBGE explica que a mortalidade foi analisada
apenas para as empresas surgidas em 1997, nos anos seguintes. Além
disso, o instituto analisou o fluxo anual de entradas e saídas
do mercado nos últimos anos.
Em 2005, surgiram 792 mil
empresas e foram extintas 544 mil. O saldo líquido foi positivo
em 248 mil empresas, comparado ao total no ano anterior. Pequenas empresas,
com até quatro funcionários, predominaram tanto no grupo
de empresas entrando quanto saindo do mercado. Segundo o instituto,
o fluxo de entrada tem sido maior que o de saída, anualmente.
Os dados mostram que a taxa de entrada no mercado em 2005 foi de 16,3%
sobre o total do ano anterior, a maior desde 2002 (17%). Já a
taxa de saída ficou em 11,2%, pouco acima dos 10,5% em média
dos três anos anteriores.
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Folha
de São Paulo, 30 de novembro de 2007
Lula critica o DEM e diz que só sonegador
teme a CPMF
Para presidente, partido é irresponsável
porque não tem "perspectiva de nada" | Petista afirma
que PSDB administra cinco Estados importantes e sabe que não pode
prescindir do dinheiro, que vai para a área social
Raimundo Pacco/Folha Imagem

O presidente Lula anuncia a liberação de verbas em
Vitória
LETÍCIA SANDER
ENVIADA ESPECIAL A COLATINA (ES)
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva atacou o DEM por sua oposição à CPMF.
Na cerimônia de conclusão das obras de restauração
da BR-259, em Colatina (ES), Lula disse ontem que o partido "torce
todo santo dia" para as coisas não dêem certo no
país e que quem tem "medo" da CPMF é sonegador.
" Na verdade, o dinheiro da CPMF é para a saúde, para a aposentadoria
de trabalhador rural e para o Bolsa Família. É para isso que serve
a questão da CPMF. Quem quer acabar?
Quem quer acabar, na verdade, além do PFL [DEM], que torce todo santo
dia para as coisas não darem certo neste país, porque eles governaram
durante 500 anos e não conseguiram fazer o que o país queria
que fosse feito. Ora, eles agora ficam com o discurso de que é muito
imposto. Na verdade, quem tem medo da CPMF é quem sonega imposto. Esse é que
tem medo da CPMF, porque é o imposto que vai detectar quem está sonegando." Lula
disse que, com a CPMF, o governo poderá devolver ao povo "o orgulho
que nós nunca deveríamos ter perdido, de sermos brasileiros com
B maiúsculo".
Depois, em Vitória, o presidente voltou ao assunto: "Todo mundo
sabe que o país não pode prescindir de R$ 40 bilhões.
Tudo mundo sabe que na nossa proposta apenas 13 milhões de brasileiros
vão pagar. O restante do povo não vai pagar". O presidente
se disse "tranqüilo" em relação à prorrogação
da CPMF: "Eu estou muito tranqüilo. Acho que os senadores vão
ter, na hora de votar, a responsabilidade de votar [a favor da CPMF]. Pode
ter um pequeno grupo que pode agir sem responsabilidade, que é o PFL
[DEM], que não tem perspectiva de nada. O PSDB tem cinco governos de
Estados importantes -Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul. Como
pode prescindir do dinheiro da CPMF?". O DEM tem 14 senadores, e todos
dizem que votarão contra a prorrogação da CPMF. A direção
do partido ameaça quem votar a favor.
Ainda em Vitória, Lula disse que, sem a CPMF, os programas sociais do
governo serão prejudicados: "O dinheiro que a gente cuida do Bolsa
Família, da aposentadoria rural, o dinheiro da educação
-é o dinheiro da CPMF. Aqueles que votarem contra vão ter de
arcar com a responsabilidade".
A cerimônia de Colatina virou um ato pró-CPMF. O ministro Alfredo
Nascimento (Transportes) pediu empenho do governador Paulo Hartung (PMDB) e
dos senadores presentes na prorrogação e atacou o DEM, que estaria "transformando
os interesses da nação em uma pendenga política",
e pediu que Deus "ilumine" os senadores. Dos três senadores
do Estado, só Magno Malta (PR), cujo voto sobre a CPMF é incerto,
não viajou a Colatina.
Ao discursar, Lula acusou FHC de omissão: "Nós tivemos um
governador aqui, do PT, chamado Vitor Buaiz, meu grande companheiro Vitor Buaiz,
que comeu aqui neste Estado o pão que o diabo amassou e que vivia em
Brasília acreditando que o presidente Fernando Henrique Cardoso iria
ajudá-lo, e não ajudou".
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Agência Câmara,
30 de novembro de 2007
Rejeição da CPMF pode
provocar revisão na Emenda 29
Luiz Cruvinel

Chinaglia disse que insistirá na garantia dos recursos para a Saúde.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, disse nesta tarde no Salão
Verde que, se o Senado não aprovar a prorrogação da CPMF,
a Câmara vai retomar imediatamente a luta pela regulamentação
da Emenda 29, que define recursos para a área da Saúde.
Chinaglia se referiu ao fato
de o texto da emenda aprovada pelos deputados prever mais R$ 24 bilhões
em investimentos na Saúde ao longo dos próximos quatro
anos, dinheiro esse que viria em parte da CPMF. Ele também afirmou
que insistirá na garantia dos recursos para o setor.
Votações
na Câmara
O presidente disse ainda esperar que a Câmara retome as votações
o mais rápido possível, o que depende de uma reavaliação
da liderança do governo, que prefere não votar medidas provisórias
para não atrapalhar a votação, no Senado, da prorrogação
da CPMF.
Orçamento
Chinaglia também acha possível o Congresso Nacional concluir
neste ano a votação do orçamento da União para
2008, apesar de o líder do PT, Luiz Sérgio (RJ), já ter
declarado que esse assunto também terá de aguardar a decisão
do Senado sobre a CPMF.
Para Chinaglia, a aprovação
do orçamento nos momentos finais do ano legislativo é uma
novela que vem se repetindo. Ele lembrou, porém, que já existem
movimentações no sentido de cumprir prazos.
|
FOLHA DE LONDRINA, 29 de
novembro de 2007 | Economia
Prazo para declaração
de isento termina hoje
São Paulo - O prazo
para fazer a declaração de isento do Imposto de Renda
(IR) de 2007 termina amanhã. Joaquim Adir, supervisor nacional
do Imposto de Renda, informou que, até a manhã de
ontem, 60 milhões já haviam enviado a declaração.
Com isso, ainda faltam 4 milhões
de declarações, que devem ser entregues até hoje.
A Receita Federal espera receber 64 milhões de declarações.
Elas podem ser enviadas gratuitamente pela internet, na página
da Receita. Pagando taxa de R$ 1, os contribuintes podem entregá-las
nas agências do Banco do Brasil, do Banco Popular do Brasil, da
Caixa Aqui e nas lotéricas; com R$ 2,40, nos Correios.
Deve declarar quem teve em 2006
rendimentos tributáveis de até R$ 14.992,32.
Prejuízos. O contribuinte
que não entregar a declaração de isento do IR por
um ano tem o Cadastro Pessoa Física (CPF) enquadrado na situação
''pendente de regularização''. Caso deixe de declarar por
dois anos, o CPF é suspenso.
Em ambas as situações,
o contribuinte fica impedido de realizar operações como
abrir conta em bancos, solicitar crediário, participar de concurso
público, tirar passaporte, receber benefícios da Previdência,
além de utilizar os serviços dos cartórios.
Folhapress
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Folha de São Paulo, 30 de novembro de
2007
PIB dos EUA tem maior avanço
em 4 anos
Resultado do 3º trimestre, no entanto,
não animou o mercado, já que a expectativa é que
a economia se desacelere fortemente | Bernanke diz que deverá haver "ventos
contrários" e que Fed terá que continuar a ser "excepcionalmente
alerta e flexível"
DA REDAÇÃO
A economia dos Estados Unidos cresceu 4,9% no terceiro trimestre deste ano
na taxa anualizada, um ponto percentual a mais do que apontava a primeira estimativa
do Departamento de Comércio.
Apesar da forte expansão, o resultado -o maior desde o terceiro trimestre
de 2003- não foi recebido com entusiasmo pelos mercados, já que
espera-se que a principal economia mundial se desacelere fortemente neste trimestre.
O resultado se deve em grande parte à aceleração das exportações,
que avançaram fortemente com a queda do dólar e o expressivo
crescimento de algumas das principais economias estrangeiras. A venda de bens
por parte das empresas americanas para o exterior aumentou 19% e contribuiu
em 1,4 ponto percentual do PIB do último trimestre.
Já o setor imobiliário, que durante boa parte da década
contribuiu expressivamente para o crescimento dos EUA e hoje passa por forte
crise, retirou um ponto percentual da expansão. Segundo dados também
divulgados ontem, a venda de casas novas cresceu 1,7% em outubro em relação
ao mês anterior, mas a estimativa para setembro agora mostra desaceleração
de 0,1%, ante previsão anterior de crescimento de 4,8%. Em relação
a outubro de 2006, as vendas de casas novas caíram 23,5%, e os preços,
13% -a maior queda anual no valor desde setembro de 1970.
O resultado do terceiro trimestre abrange o período em que recrudesceu
a crise do setor de crédito imobiliário dos EUA, mas analistas
dizem que, como a turbulência aconteceu durante o período, os
seus efeitos na economia ficarão mais claros a partir de agora.
O próprio Fed (o BC dos EUA) afirmou que a economia deve se desacelerar
no curto prazo. Em discurso ontem à noite, Ben Bernanke, o presidente
do Fed, disse que o consumidor ainda deve enfrentar alguns "ventos contrários" nos
próximos meses. Segundo ele, o Fed terá que permanecer "excepcionalmente
alerta e flexível". As declarações foram vistas como
um sinal que o órgão poderá cortar a taxa de juros na
reunião do próximo mês.
A Casa Branca disse ontem que prevê que o PIB avance 2,7% em 2008. A
estimativa anterior era de crescimento de 3,1%. Para este ano, porém,
ela aumentou sua previsão de expansão: de 2,3% para 2,7%.
" As dificuldades nos mercados imobiliário e de crédito e
os efeitos dos altos preços da energia terão impacto no crescimento,
mas a economia dos EUA tem muitos pontos fortes e espero que a expansão
continue", disse, em nota, o secretário do Tesouro, Henry Paulson.
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Agência Senado, 30 de Novembro de 2007
CDH realiza audiência pública
para debater demissão de dirigentes sindicais

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa
(CDH) realizou audiência pública nesta quinta-feira (29) para
debater a demissão arbitrária de dirigentes sindicais. Os convidados
denunciaram casos de demissão de dirigentes que consideram como "perseguição
e ataques à liberdade de organização sindical", e
reivindicaram a regulamentação do artigo 8º da Constituição,
que estabelece a estabilidade no emprego para esses dirigentes.
Compareceram à audiência a subprocuradora-geral do Trabalho e
coordenadora da Câmara de Coordenação e Revisão,
Maria Aparecida Gurgel; o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das
Instituições de Ensino Superior (Andes), Paulo Marcos Borges
Rizzo; o presidente da Associação dos Docentes da Universidade
Católica de Brasília, Adriano Sandri; o presidente do Sindicato
Nacional dos Metroviários, Wagner Pereira; a coordenadora de Registro
Sindical da Secretaria de Relações do Trabalho, Zilmara David
de Alencar; e o conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
e presidente da Comissão Nacional de Direitos Sociais da entidade, Roberto
de Figueiredo Caldas.
A audiência começou com um manifesto contra a demissão
de oito professores que faziam parte da diretoria da Associação
dos Docentes da Universidade Católica de Brasília (UCB). A subprocuradora-geral
Maria Aparecida Gurgel disse que foi realizada uma pesquisa nos bancos de dados
do Ministério Público (MP) e, à exceção
do caso da UCB, não havia registro de qualquer denúncia de demissões
arbitrárias em outras instituições privadas de ensino
superior. Ela afirmou que o MP tem sido intransigente na defesa do direito
de estabilidade empregatícia dos dirigentes sindicais.
No caso da UCB, Maria Aparecida explicou que os "fatos concretos" são
que a Procuradoria Geral do Trabalho constatou que os professores demitidos
não gozavam do direito à estabilidade e não averiguou
a violação de seus direitos trabalhistas. Ela observou que a
avaliação final desse processo ainda será feita pelo Conselho
Superior do Ministério Público.
O presidente da Associação dos Docentes da UCB disse que o direito
humano do trabalhador de associação sindical e de se organizar
no local de trabalho está sendo ameaçado. Adriano Sandri defendeu
o fim das "formas escravocratas" do trabalho assalariado no Brasil
e o direito dos trabalhadores de serem ouvidos e julgados pelas instâncias
judiciais. Ele alegou que os dirigentes sindicais naquela universidade foram
perseguidos por motivação política, sofreram assédio
moral e repressão.
O presidente da Andes, Paulo Marcos Borges Rizzo, disse que a entidade foi
levada a recorrer à Organização Internacional do Trabalho
(OIT), que acolheu a denúncia contra a UCB, porque a Justiça
brasileira só pode buscar os direitos financeiros do dirigente sindical
demitido. Ele assinalou que a aceitação da denúncia pela
OIT não tem força de lei no Brasil, mas estabelece que se investiguem
as causas das demissões dos oito professores e recomenda a adequação
das leis brasileiras às diretrizes da OIT.
O representante dos metroviários também denunciou "agressões à liberdade
sindical sem precedentes nos 25 anos de história dos metroviários" em
2007, ano que classificou como o "mais tenebroso" para a categoria.
Wagner Pereira disse que o Judiciário brasileiro sempre favorece o lado
mais forte, dos empresários, em detrimento do lado mais fraco, dos trabalhadores,
e defendeu a regulamentação do direito à estabilidade
no emprego para os dirigentes sindicais.
Zilmara David de Alencar disse que a Justiça está de mãos
atadas por falta de regulamentação da Constituição,
para combater o que chamou de "condutas anti-sindicais". Ela lembrou
que o governo encaminhou proposta ao Fórum Nacional para tipificar essas
condutas anti-sindicais, mas os representantes das empresas vetaram.
Roberto de Figueiredo Caldas observou que uma coisa é a demissão
sem justa causa e outra é a demissão discriminatória de
dirigentes sindicais. Ele defendeu o avanço do Poder Judiciário
no sentido de verificar que esse tipo de demissão tem ocorrido com freqüência
e que isso acirra a disputa social e o medo nas instituições.
|
ÂMBITO JURÍDICO,
30 de novembro de 2007
Semana Nacional da Conciliação
terá mais de 200 mil audiências em todo o País
A partir desta segunda-feira (03/12), toda a Justiça Brasileira se mobiliza
para um grande mutirão, com o objetivo de realizar 215 mil audiências
de conciliação. A Semana Nacional de Conciliação é uma
iniciativa do CNJ. Ocorre de 3 a 8 de dezembro em todos os Estados, envolvendo
tribunais das justiças Estaduais, Trabalhista e Federal.
Os mutirões envolverão
mais de 3 mil magistrados e 20 mil servidores. Em sua segunda edição,
a iniciativa conta com o apoio da Associação dos Magistrados
Brasileiros (AMB), da Associação dos Juízes Federais
do Brasil (Ajufe) e da Associação Nacional dos Magistrados
da Justiça do Trabalho (Anamatra).
A meta estimada pelo CNJ para
2007, visando à resolução pacífica de disputas
judiciais, supera a marca de 2006, primeiro ano do Movimento, quando
foram realizadas 84 mil audiências, das quais 55% terminaram em
acordo, no dia 8 de dezembro.
Além dos tribunais, participam
também da Semana Nacional de Conciliação membros
do Ministério Público, defensores, advogados e empresas.
Este ano, participa também o Ministério da Previdência,
que tentará resolver pacificamente pendências com beneficiários.
A presidente do Supremo Tribunal
Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra
Ellen Gracie, faz a abertura da semana em Belo Horizonte, às 10h
desta segunda-feira, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Fórum
Lafayette. Em Minas, estão agendadas 20 mil audiências,
que se realizarão em 64 postos de conciliação e
três centrais de atendimento.
As estatísticas da Semana
Nacional de Conciliação sobre realização
de audiências, obtenção de acordos e outros números
poderão ser acompanhados diariamente pelo site do CNJ. O Conselho
desenvolveu um sistema de estatística que será alimentado
diretamente pelos tribunais, via web, com login e senha, durante a semana.
A coordenadora do Movimento Nacional
da Conciliação, conselheira Andréa Pachá,
aposta no diálogo como a melhor maneira para a resolução
de conflitos. “Ganhar ou perder não significa necessariamente
resolver o litígio. A melhor solução é o
caminho do meio, a partir do consenso e da mediação. Todo
o Judiciário reunido neste esforço concentrado fortalecerá esta
necessária mudança de cultura”, disse a conselheira,
que é juíza do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O conselheiro Jorge Maurique,
também integrante da coordenação do Movimento, avalia
que é “fundamental” o esforço que o Judiciário
vem fazendo na efetivação da Conciliação. “É uma
forma de superação dos conflitos e de pacificação
social”, resume o conselheiro, juiz federal em Santa Catarina.
O conselheiro Paulo Lôbo,
que também coordena o Movimento, avalia que o litígio faz
parte da cultura do País. “O brasileiro, em geral, é litigante
e costuma ver a Justiça como palco de disputa e de lutas. Também
os profissionais de direito são formados, em grande medida, para
o litígio”, diz. Por este motivo, avalia, o movimento é “fundamental
para que o sistema judiciário brasileiro altere a conduta litigante,
favorecendo as soluções pacíficas e ampliando a
transigência entre as partes”.
A Semana Nacional da Conciliação é o
coroamento de um esforço de mais de um ano, que começou
em agosto de 2006, quando o movimento foi lançado. Desde então,
o CNJ e seus parceiros deram início a uma série de atividades
e medidas para consolidar o Movimento. Entre elas, está a edição
da Recomendação número 8, que sugere aos tribunais
o planejamento e a viabilização das atividades conciliatórias.
O CNJ ofereceu ainda, ao longo do ano, cursos de formação
de multiplicadores em conciliação, em todas as regiões
do País. Os treinamentos formaram 200 pessoas em todo o País,
que por sua vez formaram conciliadores em seus tribunais.
Foi desenvolvida, também,
uma campanha de comunicação para divulgar o movimento,
sob o slogan “conciliar é legal”. O desenvolvimento
da campanha foi feito por meio de parceria com a Associação
Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), que destacou duas
agências para o trabalho, a ETC, de São Paulo, que desenvolveu
as peças no ano passado, e a D&M, de Brasília, que
deu continuidade à campanha em 2007.
Mais informações
sobre o Movimento pela Conciliação no sítio do CNJ
na internet ou diretamente no endereço www.conciliar.cnj.gov.br.
Confira abaixo algumas das programações
previstas nos tribunais.
TRIBUNAIS DE JUSTIÇA
TJAC
No TJAC as audiências serão
realizadas em 23 cidades do estado: Rio Branco, Acrelândia, Assis
Brasil, Brasiléia, Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia,
Feijó, Jordão, Mãncio Lima, Manoel Urbano, Marechal
Thaumaturgo, Plácido de Castro, Porto Acre, Porto Walter, Rodrigues
Alves, Santa Rosa, Sena Madureira, Senador Guiomard, Tarauacá e
Xapuri.
Serão levados às
audiências processos dos juizados especiais; das varas cíveis;
das varas de família; de sucessões, da infância e
juventude; de registros públicos; da fazenda pública e
de acidentes de trânsito. De janeiro a agosto de 2007, já foram
realizadas 8.023 audiências com 2.779 conciliações.
TJAL
O TJAL contará, na Semana
da Conciliação, com a participação das cidades
de Maceió,
Arapiraca, Penedo, Piranhas,
Rio Largo e São Miguel dos Campos. As áreas de atuação
são
os juizados especiais, as varas
cíveis e as varas de família.
TJAM
A Semana da Conciliação
ocorrerá na capital, Manaus, envolvendo processos dos juizados
especiais e Juizado do Trânsito.
TJAP
No TJAP serão levados à conciliação
os processos dos juizados especiais, juizados de trânsito e varas
de Família, envolvendo as cidades de Macapá, Amapá,
Calçoene, Ferreira Gomes, Laranjal do Jarí, Mazagão,
Oiapoque, Porto Grande, Santana, Serra do Navio, Tartatugalzinho, Vitória
do Jarí.
TJBA
No TJBA, há a estimativa
de serem realizadas 35.796 audiências nas 175 comarcas do estado.
Cerca de 2.800 pessoas trabalharão no evento, entre magistrados,
servidores e colaboradores.
TJCE
A meta dos TJCE é que
os juízes das trinta varas cíveis, das 18 varas de família,
das 20 unidades dos juizados especiais cíveis e criminais, além
dos três anexos, realizem 72 audiências por dia em cada secretaria
e juizado, estimando um total de 32.832 audiências agendadas.
TJDF
No TJDF estão previstas
4.930 audiências nos juizados especiais para a Semana da Conciliação,
envolvendo uma equipe de 260 servidores, 114 estagiários e 1.064
conciliadores. O movimento se realiza nas cidades de Brasília,
Brazlândia, Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo,
Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Samambaia, Santa Maria, Sobradinho
e Taguatinga.
TJES
No Espírito Santo as audiências
serão realizadas de 3 a 8 de dezembro em 60 juizados especiais
divididos em todas as comarcas do estado: Vitória, Aracruz, Cachoeiro
do Itapemirim, Cariacica, Colatina, Guarapari, Itapemirim, Linhares,
Marataízes, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Viana
e Vila Velha. A previsão é de que sejam realizadas 4.500
audiências, envolvendo 65 juízes e 470 servidores e estagiários.
TJMA
No Maranhão, o projeto
ocorre na capital, São Luís, nos dias 6, 7 e 8 de dezembro,
com 1.500 audiências estimadas, envolvendo 20 magistrados e 150
conciliadores.
TJMG
O movimento se realiza nas comarcas
do interior, no total de 293, sendo que 89 comarcas já confirmaram
participação. A previsão é que sejam realizadas
20 mil audiências, que acontecerão em 64 postos de conciliação
e três centrais.
No TJMG já vem acontecendo
o Movimento pela Conciliação, envolvendo varas de família,
varas cíveis e agrária e realização de sessões
prévias de conciliação, com mais de 28.181 audiências
e 18.709 acordos celebrados. Nos juizados especiais, que envolvem causas
cíveis, criminais, acidentes de trânsito, relações
de consumo, execuções extrajudiciais e microempresas, também
já ocorreram no primeiro semestre mais de 80 mil acordos. Nos
processos de precatórios, já foram promovidas mais de 518
audiências, com 416 acordos, o que representa 80%.
TJMT
A Semana Nacional da Conciliação
acontecerá em todas as 79 comarcas do estado, estimando 3.500
audiências e o envolvimento de 70 juízes e 400 servidores
e colaboradores.
Foi realizado, no final de setembro,
atividades de conciliação com a realização
de 86,5% das audiências agendadas, em 88 juizados especiais.
TJRJ
No Rio de Janeiro está prevista
para a Semana Nacional da Conciliação a realização
de mais de 2.200 audiências, envolvendo uma equipe de 40 servidores
e 40 juízes. As atividades acontecerão nos juizados especiais
cíveis das comarcas de Niterói, Teresópolis, Itaboraí,
nos juizados especiais cíveis regionais de Pendotiba, da Barra
da Tijuca, Penha, no XXIV juizado especial cível da comarca da
capital, no XI juizado especial cível da comarca da Capital e
XVII juizado especial cível da comarca regional de Bangu. Até outubro
deste ano o Tribunal já somou 21.906 acordos realizados.
TJPA
No Pará a Semana acontecerá nas
varas cíveis da comarca da capital, 21ª vara penal, privativa
da execução das penas e medidas alternativas, nos juizados
especiais e nas 105 comarcas do interior. No 2º grau haverá a
adesão de seis desembargadores.
TJRN
O TJRN participa da Semana Nacional
da Conciliação com a estimativa de realização
de 4.000 audiências, abrangendo todas as comarcas do estado, em
110 varas. Participarão nas audiências 100 juízes
e 800 servidores.
TJRS
Na Semana Nacional da Conciliação,
o Movimento se realiza no dia 7 de dezembro. Nos juizados especiais cíveis
serão realizadas 30 audiências de conciliação
em cada uma das unidades do 2º, 3º, 4º e 5 juizados, totalizando
120 audiências.
De janeiro a setembro de 2007,
já foram realizados 80.389 acordos, seguindo um calendário
de audiências envolvendo varas cíveis, criminais, de família,
da fazenda, de acidentes de trânsito, juizados especiais, da capital
e cidades do interior, num total de 162 comarcas.
TJRO
As audiências de conciliação
serão realizadas na capital e nas 22 comarcas do Estado. A previsão é realizar
1.600 audiências, com a participação de 60 juízes
e 700 servidores e colaboradores.
TJRR
Na capital, Boa Vista, estão
agendadas 346 audiências. Estão programadas, ainda, 200
audiências na Justiça Itinerante e 87 audiências no
interior (Pacaraima, São Luiz do Anauá, Alto Alegre, Mucajaí,
Rorainópolis), num total de 633 audiências agendadas. Estarão
envolvidos os juizados especiais e as varas da família, infância
e juventude. Estão envolvidos no processo 10 juízes e 30
servidores.
No segundo semestre de 2007,
o estado registra 2.277 audiências realizadas até 29 de
outubro.
TJSC
Em Santa Catarina, haverá o
envolvimento das comarcas de Blumenau, Joinville, Criciúma, Itajaí e
Fórum Distrital do Estreito.
TJSE
O TJSE realizará o Movimento
pela Conciliação de 19 de novembro a 8 de dezembro com
a estimativa de serem realizadas 10.000 audiências e o envolvimento
de 30 juízes e 100 servidores.
TJSP
O TJSP participará do
Movimento pela Conciliação no dia 8 de dezembro, com a
estimativa de realização de 10.000 audiências, envolvendo
20 comarcas do estado. Estão designados dez juízes e uma
equipe de 500 servidores e 400 conciliadores.
TJTO
No estado do Tocantins há 1.010
audiências agendadas. O Juizado Especial de Araguaína agendou
600. A 1ª Vara Cível de Araguaína, 370. E a Vara de
Família de Gurupi, 40. O movimento terá a participação
de 6 juízes e 20 colaboradores
TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO
TRT
3ª REGIÃO (MINAS GERAIS)
A Semana da Conciliação
terá a participação das 137 varas do Trabalho do
estado, com a estimativa de realização de 6.000 audiências.
Uma equipe de 231 juízes e aproximadamente 2.027 servidores estará envolvida.
TRT 5ª REGIÃO
(BAHIA)
O TRT da Bahia realizará na
semana de 3 a 7 de dezembro, na primeira instância, aproximadamente
1.900 audiências na capital (39 Varas) e 1 mil no interior (15
Varas). Na segunda instância serão promovidas, no mesmo
período, audiências de conciliação em processos
e em precatórios ainda a serem estimadas. Uma equipe de 150 juízes
e 250 servidores está envolvida.
TRT 6ª REGIÃO
(PERNAMBUCO)
O Tribunal programou a realização
de audiências nos dia 5 e 6 de dezembro, em todas as varas do Trabalho.
TRT 17ª REGIÃO
(ESPÍRITO SANTO)
O TRT do Espírito Santo
prevê a realização de 570 audiências, nas 14
varas do Trabalho de Vitória e nas 10 varas do interior.
TRT 18ª REGIÃO
(GOIÁS)
O TRT de Goiás organizou
audiências de conciliação para o período de
3 a 7 de dezembro. No segundo grau estão previstas a realização
150 audiências.
TRT 21ª REGIÃO
(RIO GRANDE DO NORTE)
Participarão do Movimento
pela Conciliação, no período de 30 de novembro a
7 de dezembro, as 18 varas do trabalho, todos os juízes titulares
e substitutos e todos os servidores envolvidos com os juízes.
Está estimada para esse período a realização
de 540 audiências.
TRT 23ª REGIÃO
(MATO GROSSO)
O TRT de Mato Grosso realizará o
movimento somente no dia 8 de dezembro, com 300 audiências estimadas,
distribuídas nas nove varas do Trabalho da capital. Farão
parte da equipe cinco juízes, dez colaboradores e 20 servidores.
TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS
TRF 1ª REGIÃO
O Tribunal Regional Federal da
1ª Região abrange 14 unidades da Federação
(DF, MG, BA, GO, MT, MA, PI, PA, TO, AM, RR, AP, RO e AC), com jurisdição
em mais de 70% do território nacional. Participará na Semana
da Conciliação com cinco coordenadores. No período
de janeiro a junho de 2007 já foram efetivados 3.827 acordos,
sendo na Bahia 114 acordos das 417 audiências realizadas; no Goiás
2761 acordos; em Mato Grosso 61 acordos e no Pará 891 acordos
das 1458 audiências realizadas. No estado de Minas Gerais foram
realizadas 941 audiências e 257 acordos, no período de janeiro
a agosto/07.
TRF 4ª REGIÃO
O Tribunal Regional Federal da
4ª Região realizará audiências de conciliação
nos estados de sua jurisdição: Paraná, Santa Catarina
e Rio Grande do Sul. No total, há a estimativa de realização
de 2.285 audiências. Somente em Santa Catarina, de 3 a 7 de dezembro,
há previsão de realização de 2.100 audiências,
envolvendo ações em que o INSS, Caixa, Inmetro e conselhos
regionais são partes. O dia 8 de dezembro está reservado
para balanço e divulgação dos resultados. Estão
envolvidos 40 magistrados e 200 servidores.
O estado do Paraná participará somente
dia 7 de dezembro e 35 audiências estão designadas para
a capital. São processos do SFH, liberação de hipotecas
e possibilidade de conciliações previdenciárias.
Estão envolvidos cinco magistrados e dez servidores.
Fonte: CNJ
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ÂMBITO JURÍDICO,
30 de novembro de 2007
Indenização à família
de empregado acidentado engloba salários que receberia até 72
anos de idade
Acompanhando voto do desembargador Manuel Cândido Rodrigues, a 1ª Turma
do TRT-MG, condenou uma empresa a pagar indenização por danos
morais e materiais a esposa e filhos de ex-empregado, vítima de acidente
no local de trabalho, que levou à sua morte por traumatismo craniano.
O empregado, que tinha apenas vinte e cinco anos de idade, caiu do telhado
do galpão de 12 metros de altura pouco antes de dar início à execução
da obra.
Embora mais de um fator tenha
contribuído para a ocorrência do acidente, o principal deles
foi a ausência da medida de proteção coletiva, que,
se existente, evitaria a morte do empregado. A perícia realizada
no local pela Secretaria de Estado da Segurança Pública
de Minas Gerais - Instituto de Criminalística - constatou que
o material do telhado já se encontrava comprometido antes do desabamento.
Concluiu que, embora a atividade que resultou no acidente do trabalho
tivesse o objetivo de cumprir a recomendação proposta na
NR-18 (condições e meio ambiente de trabalho na indústria
da construção) da Portaria 3.214/78 do MTb, houve, ao que
tudo indica, uma avaliação de riscos deficiente por parte
do corpo técnico. No mais, a empresa não atentou para as
medidas de proteção (instalação de sistemas
elásticos ou redes sob a cobertura do galpão) contra queda
de altura. Isso evitaria a morte do empregado, porque, mesmo rompidas
as telhas, ele estaria seguro pelo cabo e não cairia no chão.
Segundo o relator do recurso,
não houve ato inseguro do trabalhador. Ao contrário, houve
atitude irresponsável da empregadora que não se preocupou
com o cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho.
Nesta esteira, a Turma concluiu pela presença dos elementos caracterizadores
do ato ilícito (o dano, o nexo causal e a culpa) e decidiu que
a esposa e os filhos do trabalhador acidentado devem ser indenizados.
Levando em conta a intensidade
do sofrimento e a dor da viúva e dos filhos (um, na época,
era recém-nascido), que ficaram órfãos de pai tão
cedo, a indenização por danos morais foi arbitrada em R$
80.000,00.
“Não se pode perder
de vista que os autores perderam, para sempre, aquele que mantinha a
casa e os sustentava, com alimento, roupas, sapatos, remédios
etc. e propiciava-lhes educação. A propósito, é útil
revelar que não se indeniza a morte, mas os prejuízos materiais” -
frisa o relator, fixando a indenização por danos materiais
em R$ 234.000,00. Para chegar a esse valor, a Turma considera que, como
o empregado morreu com 25 anos de idade, viveria, presumivelmente, mais
47, ou seja, até 72 anos. O cálculo é o seguinte:
47 x 12 = 564 meses x R$ 450,00, último salário = R$ 253.800,00.
Mas como o juiz não pode dar além do que foi pedido, a
Turma manteve o valor pleiteado pelos reclamantes na inicial.
( RO nº 00756-2005-061-03-00-5
)
Fonte: TRT3
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ÂMBITO JURÍDICO,
30 de novembro de 2007
Compensação de verbas
rescisórias é limitada a um mês de remuneração
Na quitação das parcelas rescisórias a compensação
não pode exceder o limite de um mês da remuneração
do empregado, a teor do artigo 477, §5° da CLT.
Por esse fundamento a 7ª Turma
do TRT-MG, acompanhando voto do desembargador Luiz Ronan Neves Koury,
negou provimento ao recurso ordinário da reclamada, que pretendia
o deferimento da compensação dos valores recebidos pelo
empregado a título de verbas rescisórias sobre a parte
fixa da remuneração, assim como dos adiantamentos feitos
ao reclamante (acerto de salário fixo e comissões de 03
meses acumulados).
No caso, a compensação
não é devida já que foram deferidas apenas diferenças
decorrentes da incidência das comissões pagas extra-folha
sobre as verbas rescisórias, em conformidade com o expresso na
sentença.
Quanto aos descontos dos valores
adiantados ao reclamante, a Turma entendeu por manter a sentença
que determinou a compensação do valor de R$1.800,00, remuneração
tida como sendo a última recebida pelo reclamante. Ou seja, qualquer
compensação no pagamento a que fizer jus o reclamante não
poderá exceder o valor do seu último salário.
( RO nº 00659-2007-062-03-00-0
)
Fonte: TRT3
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
30/11/2007
Periculosidade: norma coletiva pode prever
percentual inferior ao legal
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso de revista de empregado
da TELESP – Telecomunicações de São Paulo
S/A –que pleiteava o recebimento do adicional de periculosidade
de forma integral. A jurisprudência do TST consagra o entendimento
de que a fixação do adicional, em percentual inferior ao
legal e proporcional ao tempo de exposição ao risco, deve
ser respeitada desde que pactuada em acordos ou convenções
coletivas de trabalho.
Contratado para o cargo de supervisor
técnico em telecomunicação, o empregado trabalhou
para a empresa de novembro de 1969 a junho de1999, quando foi demitido
sem justa causa. Desde sua contratação, afirmou ter sempre
trabalhado em permanente risco, ao exercer funções nas
galerias subterrâneas, cabos e em contato direto com a rede elétrica
da Eletropaulo na região de Jundiaí, onde efetuava manutenção
nas redes exposto aos sistemas elétricos de potência. Recorreu à Justiça
trabalhista visando ao recebimento do adicional de periculosidade de
forma integral, bem como seus reflexos no salário, férias,
13º, FGTS, horas extras, aviso prévio e demais verbas rescisórias.
Mas a Justiça do Trabalho
da 2ª Região (SP) julgou o pedido improcedente e entendeu
correta a sua fixação em percentual inferior ao legal e
proporcional ao tempo de exposição ao risco, conforme prevê o
item II da Súmula nº 364 do TST. O TRT/SP verificou ainda
a existência de coisa julgada sobre a matéria, em ação
com pretensão idêntica. Ao recorrer ao TST, o empregado
salientou que a ação anteriormente proposta era a dissídio
coletivo ajuizado pelo sindicato da categoria, em nome de todos os trabalhadores
a ele filiados, sendo distintos os sujeitos de ambas as ações.
Embora naquela ação, na qual foi celebrado acordo, tenha
se definido o pagamento proporcional do adicional, sustentava restar-lhe
ainda o direito às diferenças para a integralidade deste.
O relator do processo,
ministro Aluísio Corrêa da Veiga, rejeitou a tese da coisa
julgada por não haver a “tríplice identidade de
partes e da causa de pedir”, pois no dissídio apenas se
declarou o direito do trabalhador ao recebimento do adicional, enquanto
no processo em julgamento discutia-se a possibilidade do pagamento
proporcional. Quanto a esse, o entendimento adotado pelo TRT seguiu
o estabelecido na Súmula nº 364, item II, da SDI-1. (RR-1546/2000-096-15-00.8)
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30/11/2007
Telemar indenizará trabalhadores
com emprego garantido em norma da empresa
O regulamento da empresa garantia
remanejamento e não dispensa dos empregados sem função
devido à adoção de novas tecnologias. O caráter
normativo do regulamento propiciou que ex-funcionários da Telemar
Norte Leste S.A. recebam indenização em substituição à reintegração
ao emprego. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações
no Estado do Rio Grande do Norte - Sinttel/RN obteve a decisão
no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (RN), mantida
pelo Tribunal Superior do Trabalho.
Com a introdução
de novas tecnologias e processos automatizados, o regulamento da empresa,
vigente até novembro de 1996, previa a movimentação
de pessoal. Essa norma assegurava, aos atingidos pela falta de função,
nova capacitação e realocação, com o conseqüente
remanejamento para atividade compatível com a sua capacitação
e perfil profissional. A idéia era de que a empresa não
adotaria a iniciativa de dispensar seus empregados.
Cento e sessenta e dois trabalhadores,
substituídos processualmente pelo sindicato, foram demitidos.
Todos eles haviam sido admitidos até dezembro de 1995, ainda na
vigência do regulamento. O sindicato pleiteou na Justiça
do Trabalho, com base na norma da empresa, a reintegração
dos empregados dispensados.
Ao analisar a ação,
o juiz da 4ª Vara do Trabalho de Natal (RN) entendeu que o benefício
havia sido incorporado ao patrimônio jurídico dos substituídos
(trabalhadores representados pelo sindicato), caracterizando direito
adquirido. Considerou, ainda, a norma comparável ao instituto
de garantia provisória de emprego. Por essas razões, converteu
a obrigação de reintegração em pagamento
de indenização, calculada em dobro, a partir da data do
ajuizamento da ação.
Sindicato e empresa recorreram
ao TRT, que não questionou o direito à indenização.
O Regional expôs seu entendimento de forma detalhada. Também
julgou que a cláusula do regulamento de movimentação
de pessoal era uma forma de afastar a dispensa de seus empregados, pois
apresentava uma previsão de treinamento e preparo dos funcionários
da Telemar para que pudessem ser inseridos em nova função
decorrente da reestruturação face aos novos progressos
tecnológicos que se apresentavam. Uma norma proveniente da própria
empresa, de forma unilateral, sem imposição de qualquer
parte.
Ao verificar o processo, no entanto,
o TRT/RN percebeu não existir qualquer prova substancial que revelasse
ter a empresa se empenhado no cumprimento dessa norma. Não restou
comprovado que tenha havido cursos, treinamentos ou remanejamentos desses
empregados com sua adaptação a novas funções.
Concluiu, então, o Tribunal Regional que o descumprimento da norma
trazia prejuízo aos empregados, já que a cláusula
implicava garantia provisória de emprego. Por essa razão,
condenou a empresa ao pagamento das verbas indenizatórias, de
forma simples.
A decisão do TRT alterou
a sentença da 4ª Vara do Trabalho de Natal quanto ao valor
da indenização, que o juiz mandava pagar em dobro. O sindicato
recorreu ao TST para pleitear o restabelecimento da indenização
dobrada. No entanto, a Sexta Turma não aceitou o recurso dos trabalhadores,
ao seguir o voto do ministro Aloysio Corrêa da Veiga. O relator
manteve o pagamento das verbas de forma simples. (RR-514/2002-004-21-00.6)
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GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA N 581, DE 29 DE NOVEMBRO
DE 2007
Divulga
os resultados do desempenho da fiscalização
dos trabalhos alcançados no período de janeiro
a outubro de 2007.
O
MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso
de suas atribuições e tendo em vista o disposto
no art. 5º da Portaria Interministerial MTE/MP nº 96,
de 28 de março de 2007, publicada no DOU de 29 de
março de 2007, Seção 1, págs.
97 e 98, resolve:
Art.
1 º Divulgar os resultados do desempenho da
fiscalização dos trabalhos obtidos no período
de janeiro a outubro de 2007 e os correspondentes percentuais
para efeito de aplicação do cálculo
da parcela institucional da Gratificação de
Incremento da Fiscalização e da Arrecadação
- GIFA:
I
- arrecadação bancária do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS: R$ 33.743.510.347
(trinta e três bilhões, setecentos e quarenta
e três milhões, quinhentos e dez mil e trezentos
e quarenta e sete reais), correspondendo a 34% da GIFA;
II
- fiscalização do trabalho:
a) formalização
de vínculos: 630.465 (seiscentos e trinta mil, quatrocentos
e sessenta e cinco) vínculos empregatícios sob
ação fiscal, correspondendo a 12% da GIFA; e
b) eliminação
de riscos no ambiente de trabalho em estabelecimentos empregadores:
61.144 (sessenta e um mil, cento e quarenta e quatro) estabelecimentos
fiscalizados, correspondendo a 12% da GIFA.
III -
verificação do recolhimento do FGTS: 232.162
(duzentos e trinta e dois mil, cento e sessenta e dois) estabelecimentos
fiscalizados, correspondendo a 12% da GIFA.
Art.
2º O percentual total da GIFA institucional
para o mês de outubro de 2007 é de 70%.
Art.
3º Esta Portaria entra em vigor na data de
sua publicação.
CARLOS
LUPI
Ministério do Trabalho e Emprego
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