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Agência Câmara,
1º de dezembro de 2007
Projeto das centrais sindicais volta à Câmara
O Projeto de Lei 1990/07, do Poder Executivo, que legaliza as centrais
sindicais, volta à Câmara após ter sido aprovado
na quinta-feira (29) no Senado com alterações. Os senadores
rejeitaram a emenda da Câmara que estabelecia que o desconto do
imposto ou contribuição sindical na folha de pagamento
do empregado, pago a cada mês de março, só poderia
ser feito quando autorizado individualmente pelo trabalhador.
Segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que
acompanhou a votação, a emenda foi rejeitada
depois de acordo entre governo, oposição e
sindicatos. O texto aprovado, segundo ele, atende às
centrais sindicais. "Queremos fazer as reformas da estrutura
sindical uma por uma. Não era nesse texto sobre as
centrais que nós queríamos tratar de contribuição
sindical", explicou.
Paulo Pereira da Silva disse que, pelo acordo feito no Senado,
a contribuição será assunto de um novo
projeto a ser enviado ao Congresso em menos de 90 dias, de
preferência com tramitação em regime
de urgência constitucional. "É o que estamos
negociando com o governo; pretendemos substituir as três
contribuições do movimento sindical para uma
contribuição de negociação coletiva",
informou.
A nova proposta será elaborada por um grupo encabeçado
pelo Ministério do Trabalho com participação
de trabalhadores e empresários.
Acordo
Além de poder aprovar ou rejeitar o projeto das centrais sindicais,
os deputados poderão restabelecer a redação aprovada
anteriormente pela Casa, mas estão impedidos de fazer novas
mudanças no texto.
O deputado Paulo Pereira da Silva está confiante
na aprovação da proposta. Ele disse que, junto
com as centrais sindicais, vai procurar os líderes
partidários e os deputados mais influentes, tanto
da base governista como da oposição, para viabilizar
o mesmo acordo feito no Senado. A Câmara terá dez
dias para analisar o projeto.
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Agência Diap, 1º de
dezembro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
Como foi o debate no plenário
do Senado sobre o projeto das centrais
Os discursos dos senadores que debateram o PLC 88/08, que dispõe
sobre o reconhecimento das centrais sindicais.
Os líderes partidários manifestaram concordância
com os pareces produzidos pelos três relatores, senadores
Paulo Paim (PT/RS), na Comissão de Assuntos Sociais
(CAS); Francisco Dornelles (PP/RJ), na de Assuntos Econômicos
(CAE); e Lúcia Vânia (PSDB/GO), na de Constituição
e Justiça (CCJ).
Acesse
aqui
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Agência Diap, 1º de
dezembro de 2007
BALANÇO DA SEMANA
Projeto das centrais é aprovado
no Senado; Câmara dará a palavra final
A última semana do mês de novembro foi, sem dúvida,
uma das mais importantes dos últimos dois meses para o movimento
sindical brasileiro. Há exatos 60 dias, as representações
dos trabalhadores acompanham a tramitação, passo a passo,
do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 88/2007, do Executivo, que reconhece
formalmente as centrais sindicais.
Finalmente, na tarde desta quinta-feira, 29, por unanimidade e em votação
simbólica, o plenário do Senado aprovou o Projeto de Lei
da Câmara (PLC) 88. A aprovação do projeto só foi
possível graças ao trabalho desenvolvido pelos três
relatores e a atuação, em especial, do senador Paulo Paim
(PT/RS) e do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), que não
mediram esforços para convencer seus pares a aprovar a matéria.
A atuação unitária das centrais também foi
preponderante para a aprovação da proposta.
CPMF
Também marcou esta semana, a discussão em
torno da PEC que prorroga a CPMF e a DRU até 2011.
A Câmara não votou nada e a pauta da Casa
continua travada por cinco medidas provisórias por
conta da obstrução dos trabalhos pela base
aliada.
Este procedimento, nada usual na base do Governo, foi
para impedir a aprovação de medidas provisórias
e o envio das proposições ao Senado Federal.
Com esta atitude, a base aliada não quer atrapalhar
a discussão e votação do imposto do
cheque no Senado.
Plano Plurianual
A Comissão Mista de Orçamento concluiu na noite desta
quarta-feira, 28/11, a votação do Projeto de Lei do Congresso
Nacional (PLN) 31/07, que institui o Plano Plurianual (PPA) para o
período de 2008 a 2011.
O relator, deputado Vignatti (PT/SC), acatou 203 destaques
apresentados pelos parlamentares, a maioria garantindo
recursos para obras nos estados. Pela manhã já havia
sido aprovado o texto-base do projeto.
Acordos de última hora permitiram o acatamento
de três destaques importantes. Dois deles criam programas
no âmbito do Governo Federal, para que, a partir
do próximo ano, possam receber recursos orçamentários
regulares. Um deles é o Casa Brasil, programa de
inclusão digital voltado para jovens de baixa renda.
Ele já existe como um projeto administrado pela
Presidência da República, sem dotação
específica.
Jornada de Trabalho
Também destaca-se a aprovação na
Comissão de Trabalho da Câmara, na última
quarta-feira, 28, do PL 1.890/07, que fixa em 30 horas
semanais a jornada de trabalho do assistente social. A
proposta é de autoria do deputado Mauro Nazif (PSB/RO).
A relatora da matéria foi a deputada Gorete Pereira
(PR/CE). Em seu parecer a parlamentar coloca a atividade
do assistente social semelhante a dos profissionais da
saúde, como o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional,
que já têm direito à jornada de 30
horas.
A proposta tramita em caráter conclusivo nas comissões
e passará ainda pela Comissão de Constituição
e Justiça da Casa. Se aprovada seguirá para
o Senado Federal. A redução da jornada de
trabalho para os assalariados é tema de intenso
debate e uma antiga reivindicação do movimento
sindical brasileiro.
Caso Renan
Por último, chamamos atenção para o fato de a
Comissão de Constituição e Justiça ter
aprovado, na última quarta-feira (28), o parecer do senador
Arthur Virgílio (PSDB/AM), que admitiu a decisão do Conselho
de Ética da Casa em favor da cassação do mandato
do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL).
O processo agora será examinado no plenário
do Senado na próxima terça-feira, 04/12.
A votação será aberta, em escrutínio
secreto. Renan está num dilema: não sabe
se renúncia antes ou depois da votação
da CPMF. A temeridade é contaminar a votação
do imposto do cheque.
De um lado, se renunciar antes, o Governo teme que se
abra uma disputa no PMDB, partido que indicará o
novo presidente, e assim inviabilize a votação
da proposta. De outro, se renunciar depois, a oposição,
sem garantias de que isso vai acontecer, poderá obstruir
os trabalhos e comprometer a votação da CPMF
e da DRU.
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Agência Diap, 1º de
dezembro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
Paim diz que contribuição
negocial é para valer
O senador Paulo Paim (PT/RS), um dos relatores do projeto que legaliza
as centrais sindicais no Senado, e junto com o deputado Paulo Pereira
da Silva (PDT/SP), articulador política para aprovação
do projeto, disse hoje, 30, em Brasília, que até o dia
1º de maio de 2008, o projeto que acaba com o imposto sindical e
cria a contribuição negocial estará no Senado pronto
para a discussão. “Esta Casa terá a obrigação
moral de votar a matéria”, comentou.
De acordo com Paulo Paim, a OIT (Organização
Internacional do Trabalho) recomenda a contribuição
negocial. “O mundo moderno caminha neste sentido”,
enfatizou, citando países que aderiram, como Espanha,
Inglaterra, França, Itália, Argentina, Grécia,
Colômbia, entre outros.
Ele disse ainda que “aqueles que duvidam que o acordo
firmado seja cumprido, terão que passar a acreditar
não só em Papai Noel, mas também,
em Papai Noel negro”.
Paim lembrou que está acostumado com os derrotistas
de plantão. “Eles não acreditavam que
o Estatuto do Idoso virasse lei. Eles não acreditavam
que a PEC Paralela [da Previdência] virasse lei.
Foi assim com o salário mínimo de 100 dólares
e que hoje ultrapassa os 200 dólares”, destacou.
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Agência Diap, 1º de
dezembro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
Augusto Carvalho quer reaver
mudanças no projeto das centrais
O deputado Augusto Carvalho (PPS/DF) anunciou que vai lutar para que
prevaleça a proposta da Câmara sobre a regulamentação
das centrais sindicais. Ele é o autor da emenda que acaba com
o desconto em folha da contribuição sindical pago pelo
trabalhador. A emenda foi derrotada na votação da matéria
nesta quinta-feira, 29, no Senado.
“
O Senado se rendeu ao atraso. Ao invés de aprofundar
o debate sobre a necessidade de mudanças na estrutura
sindical que remanesce a 70 anos, uma estrutura atrasada,
incompatível com a modernidade, recusou o debate,
prorrogou o imposto sindical e deu cheque em branco ao Executivo
para que em 90 dias negocie o financiamento das centrais
sindicais”, avalia o deputado.
Ainda segundo ele, “a Câmara tem o poder de
decidir sobre o que foi aprovado ou o acordo esdrúxulo”.
O acordo a que se refere o deputado é o que foi
firmado entre Governo, oposição e sindicatos
para que, no prazo de 90 dias, grupo de trabalho encabeçado
pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com participação
de trabalhadores e patrões, elabore estudo sobre
mecanismos definitivos de sustentação financeira
dos sindicatos.
Para garantir a aprovação da matéria
no Senado com a prorrogação da obrigatoriedade
do desconto em folha da contribuição sindical,
o grupo deverá consolidar uma proposta definitiva
de custeio dos sindicatos e regulamentar a cobrança
das contribuições sindicais.
Contribuição negociada
O objetivo é instituir uma contribuição
negociada, vinculada ao processo de negociação
coletiva e à aprovação em assembléia
geral. Deve ser estabelecido por esse grupo, segundo os
relatores, uma regra de transição entre o
atual modelo e a nova proposta.
Para Augusto Carvalho, “esta ladainha vem sendo
ouvida desde a Constituinte, em 1988, pós período
ditatorial, quando tivemos a oportunidade de discutir o
imposto sindical e o argumento era o mesmo”, acrescentando
que “20 anos depois, ouvimos dos ‘profissionais’ do
sindicalismo o mesmo bordão''.
A avaliação do parlamentar é de que “os
sindicalistas têm medo de povo, de chegar às
bases para legitimar os seus financiamentos”, lembrando
que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na época
em que era líder sindical, defendia o fim da obrigatoriedade
da contribuição sindical. “O PT, agora
no comando das entidades sindicais, ficou acostumado com
o financiamento fácil”, critica Augusto.
Proposta do Senado
Os senadores aprovaram, por unanimidade, o projeto de lei da Câmara,
enviado pelo Poder Executivo, que reconhece formalmente as centrais
sindicais para representarem os trabalhadores e participarem de negociações
em fóruns, colegiados de órgãos públicos
e demais espaços de composição tripartite nos
quais estejam em discussão assuntos de seu interesse.
A matéria foi modificada com a rejeição
da emenda apresentada pelo deputado Augusto Carvalho e
aprovada pela Câmara que estabelecia que o desconto
da contribuição sindical na folha de pagamento
dos empregados (pago no mês de março de cada
ano) só poderia ser feito desde que autorizado individualmente
por cada trabalhador.
Como sofreu modificações no Senado, o projeto
retorna para análise da Câmara dos Deputados.
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Diário Vermelho,
1º de dezembro de 2007
Acordo garante aprovação
do projeto das centrais na Câmara
“ Existe um acordo firmado. Todos os partidos e líderes
assinaram. Não houve nenhum voto contrário ao mérito
do projeto. Os partidos que estão no Senado são os mesmos
que estão na Câmara dos Deputados”. Esse é o
entendimento do senador Paulo Paim (PT-RS), ao comentar sobre a tramitação
do projeto, na Câmara, que regulamenta as centrais e o imposto
sindical.
No acordo entre governo, oposição e sindicatos,
ficou definido que no prazo máximo de 90 dias, a
partir da sanção do PLC, um grupo de trabalho
composto por vários segmentos deve elaborar um estudo
sobre a matéria e apresentar um projeto para a criação
de uma contribuição negociada. Como foi modificado
no Senado, o projeto ainda terá de voltar à Câmara.
“A contribuição negocial, adotada
nos países mais avançados do mundo, chegará ao
Congresso Nacional até o próximo dia 1º de
maio - já levando em consideração
os prazos previstos para a sanção do projeto
que regulamenta as centrais sindicais – e será realidade
também neste país”, declarou Paim.
“As centrais sindicais conquistaram ao longo dos
anos reconhecimento político e institucional, mas
não tinham ainda assegurado em lei suas atribuições
e prerrogativas como entidade de representação
geral dos trabalhadores”, afirmou o senador Paulo
Paim (PT-RS), que ocupou a tribuna nesta sexta-feira (30)
para comentar a importância da aprovação
do projeto de lei da Câmara, de autoria do Executivo,
que regulariza as centrais sindicais no Brasil.
Segundo o parlamentar, que foi relator da matéria
na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a data de
ontem foi histórica para o país. Em seu pronunciamento,
o senador pelo Rio Grande do Sul também lembrou
que o Brasil viverá uma outra data histórica
até o próximo dia 1º de maio -- data
em que o senador acredita que o Congresso Nacional já deverá estar
debatendo o projeto de lei que tem por objetivo disciplinar
a contribuição sindical negociada entre patrões
e empregados.
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Diário Vermelho,
1º de dezembro de 2007
Projeto das centrais aprovado
no Senado retoma regras originais
O projeto de regulamentação das centrais
sindicais, aprovado nesta quinta-feira (29), pelo Senado,
retomou o formato original do texto enviado pelo Executivo à Câmara.
O texto original foi resultado de entendimento entre o Governo
e trabalhadores e tem por objetivo conferir legitimidade às
centrais sindicais, com reconhecimento político-institucional
e participação em conselhos e fóruns
públicos, assegurando o seu papel como entidade de
representação geral dos trabalhadores.
Pelo texto original, o desconto do imposto ou contribuição
sindical será descontado na folha de pagamento dos empregados
- pago no mês de março de cada ano. E a forma de rateio
da contribuição sindical compulsória dos empregados
inclui as centrais sindicais, que devem receber 10% do valor arrecadado.
O projeto determina também a participação
dos trabalhadores nos assuntos relacionados às atividades
da Organização Internacional do Trabalho
(OIT). Por essa proposta, os trabalhadores devem participar,
ao lado de representantes do governo e dos empregadores,
em pé de igualdade, de qualquer organização
que fizer consulta a esse setor.
Os senadores acrescentaram que os sindicatos, federações,
confederações e centrais sindicais prestarão
contas anualmente ao Tribunal de Contas da União
(TCU) sobre a aplicação dos recursos recebidos.
Mudança polêmica
A mudança que o projeto sofreu na Câmara
acabava com a obrigatoriedade do desconto em folha do imposto
sindical. Com isso, o empregado que não autorizasse
o desconto em seu salário acabaria tendo que procurar
o sindicato para efetuar o pagamento. Segundo os líderes
sindicais, o texto criaria a ilusão de que o imposto
teria se tornado facultativo e que a não autorização
de seu desconto no salário isentaria o trabalhador
do seu pagamento.
Outro argumento apresentado pelos sindicalistas é de
que a redação dada pela Câmara reduziria
o pagamento da contribuição, provocando prejuízos às
organizações sindicais com a queda da arrecadação.
Regras e requisitos
Pela proposta acordada entre trabalhadores e governo,
o projeto que deve ser aprovada, agora, de volta à Câmara, é o
texto original, que estabelece que a central sindical será constituída
em âmbito nacional e terá como atribuições
exercer a representação dos trabalhadores,
por meio das organizações sindicais a ela
filiadas.
As centrais podem participar de negociações
em fóruns, colegiados de órgãos públicos
e demais espaços de diálogo social que possuam
composição tripartite, nos quais estejam
em discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores.
Os requisitos para a constituição das centrais é de
filiação de, no mínimo, cem sindicatos
distribuídos nas cinco regiões do País;
filiação em pelo menos três regiões
do País de, no mínimo, vinte sindicatos em
cada uma; filiação de sindicatos em, no mínimo,
cinco setores de atividade econômica e filiação
de sindicatos que representem, no mínimo, sete por
cento, do total de empregados sindicalizados em âmbito
nacional.
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Nova Central, 1º de
dezembro de 2007
Comissão da Câmara
rejeita mudança na CLT sobre ritmo de trabalho
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço
Público rejeitou na quarta-feira (28) o Projeto de Lei 6740/06,
que atribui ao Ministério do Trabalho a competência para
elaborar regulamentação específica sobre o ritmo
de trabalho e a prevenção da fadiga. De autoria do deputado
Marco Maia (PT-RS), a proposta altera a Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5452/43) e também obriga a
inclusão desses itens na pauta de negociação coletiva
entre sindicatos e empresas.
Após a derrota do parecer pela aprovação
da relatora, deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), prevaleceu
o voto pela rejeição apresentado pelo deputado
Sandro Mabel (PR-GO).
Mabel argumenta que já existem normas regulamentadoras
sobre o ritmo de trabalho e a fadiga do empregado, sendo
desnecessária sua inclusão na CLT. Ele ressalta
ainda que a imposição de que esses itens sejam
incluídos na pauta de negociação coletiva
caminha na contramão das modernas práticas
de relações de trabalho, que primam pela liberdade
de negociação entre patrões e empregados.
De acordo com Mabel, "a experiência da metodologia
relativa ao ritmo de trabalho e à prevenção
da fadiga tem revelado, na prática, que a solução
ideal para esse problema repousa no entendimento entre as
classes patronais e obreiras, por meio de negociação
coletiva, sem a rigidez de normas legislativas que dificultam
o pleno entendimento entre as partes interessadas e prejudicam
o processo produtivo".
Tramitação
Sujeito a análise em caráter conclusivo, o projeto segue
para a Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
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Congresso em Foco, 1º de
dezembro de 2007
Uma revisão constitucional
só para a reforma política e tributária
Enquanto o Congresso comemora os 20
anos da Constituinte, movimento na Câmara defende plebiscito
para revisão limitada a dois capítulos da Constituição,
conta Antonio Vital.
Antonio Vital*
Há 20 anos o Brasil inteiro se mobilizava para participar
da elaboração da nova Constituição.
Isso tinha acontecido pela última vez quarenta anos
antes. Na época, nos anos 80, estava em vigor a de
1966, elaborada pelo regime militar. Também por isso,
a Constituição de 1988 foi chamada de Cidadã pelo
presidente da Assembléia Constituinte, deputado Ulysses
Guimarães.
Foram 19 meses de trabalho de 487 deputados e 72 senadores.
Eles analisaram mais de 40 mil emendas e produziram um texto
com 245 artigos. "Esta constituição terá cheiro
de amanhã, não de mofo", disse Ulysses.
Quase 20 anos depois de promulgada, ela já foi alterada
60 vezes.
Já é possível fazer um balanço
da Constituinte? O programa Expressão Nacional, da
TV Câmara, debateu isso na noite de terça-feira
(27) com os ex-deputados João Gilberto (PMDB) e Paulo
Delgado (PT), além dos deputados Mauro Benevides (PMDB-CE)
e Flávio Dino (PcdoB-MA).
João Gilberto é professor, foi vice-governador
do Rio Grande do Sul e coordenou o Centro de Estudos e Acompanhamento
da Constituinte (CEAC), ligado à Universidade de Brasília. É um
dos autores do livro Cidadão Constituinte: a saga
das emendas populares. Paulo Delgado foi deputado constituinte.
Mauro Benevides foi vice-presidente da Assembléia
Constituinte, presidida por Ulysses Guimarães. E Flávio
Dino, ex-presidente da Associação dos Juízes
Federais do Brasil (AJUFE), integra um grupo de parlamentares
que defende alterações na Constituição.
A Constituição de 1988 já é a
Constituição democrática mais duradoura
da história brasileira. A de 1946, também elaborada
por uma Constituinte, mal chegou aos 18 anos e foi rasgada
pelo golpe militar de 1964 – sem contar o eleitorado
restrito, sem votos dos analfabetos.
A frustração com a rejeição
da emenda das Diretas Já, em 1984, fez com que a oportunidade
de participar da elaboração da nova carta funcionasse
como um catalisador de demandas reprimidas por 20 anos de
ditadura. Movimentos sociais adormecidos se organizaram e
transformaram o Congresso numa festa riquíssima de
discussões e democracia.
Mas o tom nacionalista do texto final, que manteve a economia
fechada em um mundo prestes a entrar no processo de globalização,
acabou motivando a maioria das mudanças feita nos
anos seguintes. Essa relativa incongruência ficou visível
no ano seguinte, 1989, quando dois fenômenos deixaram
claro que o mundo havia mudado e as aspirações
eram outras: a queda do Muro de Berlim e a eleição
de Fernando Collor – com discurso liberal.
As razões para mudanças na Carta agora são
outras e foram expressas por Flávio Dino no debate.
O grupo do qual faz parte – e que tem presenças
de peso como a do ex-presidente da Câmara Ibsen Pinheiro – defende
alterações em dois capítulos apenas:
no da organização dos poderes e no do sistema
tributário.
O da organização dos poderes trata das atribuições
do Executivo, Legislativo, Judiciário e até do
Ministério Público. Aí poderia entrar
a discussão da reforma política, de modo a
sanar o maior problema apontado por eles: a dificuldade de
o governo – qualquer governo – obter maioria
no Congresso. Essa dificuldade tem conseqüências
conhecidas, vide o chamado "mensalão". O
outro capítulo a ser revisado é o que trata
do pacto federativo.
"Esse é o ponto central: a revisão de
quem executa os serviços e de quem paga por eles",
disse Flávio Dino. Em outras palavras, trata-se da
revisão da partilha do bolo orçamentário
entre União, estados e municípios, fonte permanente
de tensão e uma das razões para que a tal reforma
tributária não vá adiante no Congresso,
já que nenhum dos chamados entes federativos aceita
perder recursos para outro.
A reforma tributária que se arrasta desde 2003 empacou
na divergência de muitos estados em relação à unificação
da legislação e das alíquotas do ICMS,
o que acabaria com a guerra fiscal. Outra discussão
derivada desses interesses nem sempre coincidentes é a
relativa à CPMF.
Este grupo defende um plebiscito em 2008 para que a população
aprove ou não a revisão. Se passar a tese,
o Congresso a ser eleito em 2010 estará autorizado
a alterar esses dois capítulos por maioria absoluta,
quórum menor que o necesário hoje para aprovar
uma emenda constitucional – três quintos, em
dois turnos em cada Casa.
Além da proposta de Dino, o debate deixou claras
algumas tendências na avaliação e balanço
da Constituição de 1988. Paulo Delgado, um
dos seis deputados constituintes da minúscula, porém
barulhenta e atuante bancada do PT, admitiu a importância
do comportamento do então presidente da República
José Sarney para o sucesso da empreitada. "Sarney
não fez nenhuma pressão sobre a Constituinte",
disse. Mas os petistas por pouco se recusaram a assinar o
texto. "O PT era um partido do contra", disse Delgado.
O distanciamento histórico permitiu aos debatedores
concluir que o peso dado pela imprensa, na época, à polêmica
a respeito da duração do mandato de Sarney
foi exagerada. As regras da época davam a Sarney seis
anos como presidente. Ele aceitava cinco anos – um
a menos. Mas na Constituinte a idéia era reduzir para
quatro – dois a menos. A defesa dos cinco anos feita
por Sarney foi tratada como usurpação pela
maioria dos meios de comunicação, que deixaram
em segundo plano impasses mais importantes.
Mauro Benevides apontou como o principal problema da Constituição
o fato de ter sido planejada para regular um regime parlamentarista
e, no final, ter sacramentado o presidencialista, o que teria
gerado incongruências. E João Gilberto, o mais
entusiasmado a respeito da participação popular
na elaboração da carta, destacou as inovações:
o direito do consumidor, o capítulo relativo ao meio
ambiente, a questão indígena, a descentralização
dos tribunais eleitorais e as atribuições conferidas
ao Ministério Público, garantia dos direitos
difusos da população.
A revisão constitucional pode não passar ainda
de um projeto, mas a revisão histórica do processo
já começou.
O programa sobre os 20 anos da Constituinte será reprisado
sexta-feira (30), às 4h e 11h30; sábado (1°), às
12h; domingo (2), às 9h30; e segunda (3), às
6h e 10h.
Próximo programa
Na próxima terça-feira (4), ao vivo, às
22h, o Expressão Nacional será sobre os 200
anos da chegada da família real portuguesa ao Brasil,
episódio fundamental da nossa história. Vão
participar do debate os seguintes convidados: Dom Bertrand
de Orleans e Bragança, princípe imperial do
Brasil; Francisco Seixas da Costa, embaixador de Portugal
no Brasil; e os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Bonifácio
de Andrada (PSDB-MG).
Os telespectadores podem enviar perguntas ou sugestões
pelo e-mail expressaonacional@camara.gov.br ou então
pelo telefone gratuito 0800 619 619. Se estiver havendo sessão
do Plenário da Câmara, o programa é transmitido
ao vivo na internet (www.camara.gov.br/tv).
* Antonio Vital é apresentador
do programa Expressão Nacional, da TV Câmara.
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Gazeta do Povo, 1º de
dezembro de 2007
BRASIL | FINANÇAS
Acabar com CPMF será “estupidez”,
afirma Lula
Presidente ressalta que governadores
apóiam o imposto
Rio – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
disse ontem que será uma “estupidez” dos
senadores uma possível derrota do governo no Senado
em relação à prorrogação
da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF). Ele voltou a criticar abertamente o
Democratas (DEM) pela oposição, questionando
a representatividade do partido no país. Para Lula,
sem administrar estados, o antigo PFL tenta influenciar
outras legendas porque “não tem nada a perder”.
Lula disse que o único governador do DEM, José Roberto
Arruda (do Distrito Federal), apóia o governo. Além
disso, cobrou responsabilidade do PSDB, que administra
seis estados. Ele se mostrou confiante na continuidade
do tributo, mas advertiu: “Se fizerem estupidez,
o Brasil pagará o preço.”
“Temos 26 governadores que querem a CPMF. No PSDB,
que tem governos em estados importantes como São
Paulo, os governadores também querem a CPMF. Não
podem os partidos políticos ficarem reféns
do discurso de um partido como o PFL, que não tem
nada a perder”, disse Lula, insistindo em referir-se à antiga
sigla do DEM. “Estou tranqüilo com relação à aprovação
da CPMF por uma questão de responsabilidade. Nem
o estado, nem o município nem o governo federal
podem prescindir de R$ 40 bilhões. Agora, se faltar
bom senso em alguns senadores, estou convencido de que
quem vai ter prejuízo não é nem o
governador nem o presidente da República. É o
povo mais pobre deste país”, disse.
O presidente acrescentou que boa parte dos recursos da
CPMF é usada em aposentadorias, na saúde
e no programa Bolsa-Família. Ele afirmou que lançará o
PAC da Saúde no próximo dia 5, com investimentos
de R$ 24 bilhões no setor.
O senador José Sarney (PMDB-AP) salientou ontem
a importância da redução da alíquota
e das isenções da CPMF para que o tributo
seja renovado no Congresso até 31 de dezembro. “Nenhum
projeto chega ao Congresso sem ser melhorado e a oposição
ajuda a melhorar o projeto”, afirmou. O senador acredita
que o imposto precisa ser flexibilizado. “É preciso
um tratamento de diminuição.
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Gazeta do Povo, 1º de
dezembro de 2007
ECONOMIA | HABITAÇÃO
Consórcio da Caixa vai
para R$ 300 mil
A Caixa Econômica aumentou o limite de crédito
para o consórcio da casa própria de R$ 200
mil para R$ 300 mil. O crédito mínimo é de
R$ 25 mil e o prazo máximo de pagamento passou de
120 para 150 meses. As novas regras começam a valer
na segunda-feira, dia 3.
A taxa de administração será de
0,12% ao mês. O consórcio é a união
de várias pessoas para comprar um bem. A aquisição
do imóvel é por meio de sorteios. Não é cobrado
juros sobre as prestações ou sobre o saldo
devedor, mas há taxa de administração.
Na Caixa, os imóveis podem ser novos, usados,
residenciais ou comerciais.
O economista José Dutra Vieira Sobrinho alerta
sobre as desvantagens do consórcio. “Só é bom
se o cara for sorteado no começo. Se ele ficar
para o final, não há nenhuma vantagem em
comprar um imóvel por consórcio.”
Por não serem cobrados juros, os imóveis
podem sair mais baratos que em um financiamento. O comprador
pode usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)
para dar um lance inicial e reduzir o valor do crédito.
A adesão pode ser feita em agências do banco
ou pelo telefone 0800 702 4000.
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O Estado do Paraná,
1º de dezembro de 2007
Economia
Dilma Rousseff acredita que
Brasil pode crescer 6% nos próximos anos
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, avaliou que há,
no mundo, um quadro internacional de crise financeira e, em alguns momentos,
também bancária. O Brasil, em sua visão, tem uma
situação diferenciada, com equilíbrio fiscal e monetário
que vai permitir ao País “crescer a taxas que nunca cresceu
nos últimos anos”.
Para a ministra, a expansão econômica deve
ser de 5% este ano. Nos próximos anos, ela vê possibilidade
de crescimento de 6%. Ao fazer nesta sexta-feira (30) a
defesa da renovação da CPMF, em entrevista,
a ministra ressaltou mais de uma vez que o tributo, em
sua avaliação, beneficia a população
brasileira. Segundo ela, até recentemente, a população
nacional tinha um nível de desigualdade “inexplicável” e
que tem apresentado melhora em vários indicadores.
Ela citou que a renda da faixa mais pobre aumentou, mas
a remuneração da classe média não
deixou de subir.
A ministra disse respeitar a posição dos
que votarem contra a renovação da CPMF, mas
afirmou que esta “não é uma atitude
que se compadece com o desenvolvimento do País”.
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O Estado do Paraná,
1º de dezembro de 2007
Política
Centrais dizem que Carlos Lupi é alvo
de "perseguição política"
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi (PDT), está "sofrendo
perseguição política". É o que afirmou
nesta sexta-feira (30) o presidente da Confederação Nacional
dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), Eleno Bezerra, em comunicado
enviado à imprensa. A manifestação de solidariedade
ao ministro se deve após a recomendação feita ontem
pela Comissão de Ética Pública da Presidência
para que Lupi se afaste do cargo da presidência do PDT. Na avaliação
da comissão, a ocupação simultânea de um cargo
público e da direção de um partido compromete a "necessária
clareza de posições de autoridades públicas".
Ainda na nota, o presidente da CNTM exaltou o "comportamento ético,
exemplar e incontestável" do ministro e disse
que suas ações sempre foram pautadas de "forma
transparente". Eleno Bezerra vai além, ao afirmar
que o pedido da Comissão de Ética Pública "parece
ser direcionada com viés político",
com o "único" objetivo de atingir Lupi.
Em nota conjunta, os presidentes da Força Sindical,
Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (que é deputado
federal pelo partido de Lupi), da União Geral dos
Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, e da Central Geral
dos Trabalhadores do Brasil (CGBT), Antonio Neto, sustentaram
que não há "nenhuma incompatibilidade" no
exercício simultâneo de ministro e presidente
de partido.
Os presidentes da Força, da UGT e da CGBT também
bateram na tecla de que Lupi está sendo alvo de
perseguição. "Consideramos que a decisão
da Comissão de Ética Pública está eivada
de interesses políticos inconfessáveis",
destacaram, por meio do comunicado. Paulinho, Patah e Antonio
Neto ainda afirmaram que o pedido de afastamento de Lupi
da presidência do PDT foi uma "ação
política". E chamaram a atenção
do presidente da República Luiz Inácio Lula
da Silva (PT): "(A ação da comissão)
deve ser objeto de atenção do presidente
Lula, a quem está vinculada, e merece, da parte
dos trabalhadores, uma crítica apurada e contundente".
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Folha de Londrina, 1º de
dezembro de 2007
SEU DIREITO
O que acontece com as minhas
contribuições se eu morrer antes de começar
a receber a aposentadoria?
Se preenchidos os requisitos legais, as contribuições do
segurado que vier a falecer podem dar direito aos seus dependentes de
receberem o benefício de pensão por morte. Para tanto,
o segurado deve, ao menos, manter a qualidade de segurado perante o INSS.
A pensão é devida desde a data do óbito, se
requerida até 30 dias depois, ou a partir da data do requerimento
administrativo, se requerida após este prazo. Em caso de morte
presumida, a pensão será devida a partir da data da decisão
judicial.
A lei divide os dependentes do segurado falecido em três classes.
Primeiramente, vêm o cônjuge ou companheiro(a), e o filho
não emancipado, de qualquer condição, menor de
21 anos ou inválido. Em segundo lugar, os pais. Em terceiro,
o irmão não emancipado, de qualquer condição,
menor de 21 anos ou inválido.
A existência de dependentes de uma das classes exclui o direito
dos dependentes das classes seguintes. No caso dos beneficiários
da segunda ou terceira classe, a dependência econômica
em relação ao segurado deve ser comprovada.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em recentes decisões,
tem decidido que é devida a pensão por morte ao dependente
de segurado que tenha direito a uma aposentadoria, mesmo que este,
quando do falecimento, não esteja contribuindo e tenha perdido
a qualidade de segurado junto ao INSS.
Fábio Antonio da Silva Martin, advogado
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Folha de São Paulo,
1º de dezembro de 2007
Oposição diz
que Constituinte é passo para 3º mandato
Líder do governo, senador Romero
Jucá, desdenha a idéia e declara que discussão é na
Venezuela, que é diferente do Brasil
Líder do DEM, senador José Agripino
Maia, afirma que PT dá mais um passo a frente para
mais um mandato na Presidência para Lula
ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A oposição considerou ontem a proposta do
PT de convocar uma Constituinte destinada a discutir a reforma
política como o "primeiro passo" para viabilizar
o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva.
Preocupado com a repercussão da iniciativa na votação
da CPMF, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), desdenhou
da idéia. "Uns discutem a bomba atômica, outros o
império, outros o disco voador, cada um tem seu tema predileto.
Não é possível que maduro como é o país,
a classe política e a própria imprensa, isso prospere.
Essa discussão está na Venezuela e a Venezuela é bastante
diferente do Brasil", disse Jucá.
O PT anunciou que começa a recolher assinaturas neste domingo,
durante congresso do partido, para a proposta de realização
de um plebiscito em 31 de janeiro de 2009 destinado a saber se a sociedade é a
favor da Constituinte específica "para promover uma reforma
constitucional no título 4º da Constituição".
A Folha revelou ontem que a reeleição para cargos majoritários
está incluída nos pontos que o PT propõe discutir,
o que, para a oposição, abre caminho para se ampliar
a renovação do mandato.
"É um passo a frente que o PT dá no sentido de avançar
na tese do terceiro mandato. O partido está saindo da inibição
para a ousadia e o incentivo vem do Palácio do Planalto", disse o
líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN).
Para o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), a
iniciativa do PT "reforça a tese de que eles não
devem ter o auxílio da CPMF". Conforme o líder,
o partido do governo tenta buscar apoio popular para mudar a regra
da reeleição, o que é um erro porque "o povo
não se adapta a democracia constituída". Como exemplo,
o senador citou que, se consultado, "o povo apoiaria a pena de
morte e o linchamento".
O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, acusou o governo de
trabalhar pela prorrogação da CPMF por mais quatro anos
para garantir o terceiro mandato a Lula e considerou a proposta de
Constituinte como prova disso. Ele lembrou que no governo do presidente
Fernando Henrique Cardoso o imposto do cheque era renovada por um,
dois anos, e que agora "Lula pede logo quatro anos" de CPMF
garantidos.
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Folha de São Paulo,
1º de dezembro de 2007
TV pública de Lula estréia
amanhã com improvisos
Nova emissora só terá programação
própria a partir de março
Empresa federal terá, por ora,
2.000 funcionários e contará, em 2008, com
R$ 350 milhões previstos no Orçamento da União
KENNEDY ALENCAR, DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
LEANDRO BEGUOCI, DA REPORTAGEM LOCAL
A TV Brasil, nova emissora pública do governo federal
e um dos principais projetos do segundo governo Lula, estréia
amanhã com orçamento de R$ 350 milhões
garantidos pelo Palácio do Planalto para 2008 e cerca
de 2.000 funcionários. Por enquanto, de improviso.
A rede nasce da fusão entre a TVE do Rio e a Radiobrás,
estatal federal. Ela vai mesclar em um único canal o conteúdo
que já é exibido separadamente por cada uma dessas empresas.
Da TVE, permanecem atrações como "Observatório
da Imprensa", "Sem Censura", "Conexão Roberto
Dávila" e "Um Menino Muito Maluquinho". A Radiobrás
contribuirá com "Ver TV" e "Diálogo Brasil".
Só em março deve ir ao ar a primeira leva de programação
própria e o logotipo "TV Brasil". Por enquanto, telespectadores
de Rio, Brasília e Maranhão, únicos locais onde
será possível assisti-la por algum tempo, verão
os símbolos da Radiobrás e da TVE na tela.
Ainda não há data para chegar aos outros Estados. As
emissoras locais ainda não definiram se e como vão transmitir
o conteúdo federal. O sinal será analógico, à exceção
de São Paulo, o único lugar que terá TV digital
a partir de amanhã. Mas ainda não há data para
a TV Brasil chegar aos paulistas.
Nem tudo será velho. Amanhã vai ao ar uma programação
especial, a partir das 14h, com foco na área cultural e em entrevistas.
Falará sobre TV. Às 20h, transmite o evento de lançamento
da TV digital, em SP. Na segunda-feira e durante essa fase inicial
do projeto, a TV pública terá um telejornal diário,
o "Repórter Brasil". Começará às
21h e terá três âncoras. Luiz Lobo, ex-SBT, ficará baseado
em Brasília, onde o telejornal será editado. Apresentadora
da TVE, Luciana Barreto será a âncora do Rio. Em São
Paulo, ficará Florestan Fernandes Jr., atualmente na Radiobrás.
Nenhum deles será o âncora principal.
Críticas
O governo, porém, não quer trabalhar com o termo "estréia".
Teme receber críticas ao não apresentar uma programação
original desde o início. De acordo com a presidente da TV Brasil,
Teresa Cruvinel, "estréia significa ter identidade visual,
com logomarca definida e uma programação nova. Domingo é apenas
o ponto inicial de uma estréia que deve acontecer em março",
disse.
Até lá, enquanto fica no ar essa grade provisória,
serão entrevistados telespectadores comuns das cinco regiões
do país para que digam o que gostariam de assistir na rede pública.
Haverá ênfase na interatividade. A Folha apurou que a
vinheta-slogan da TV Brasil será: "TV Brasil, você escolhe,
você programa, você assiste".
Lula não será entrevistado no primeiro dia da TV Brasil.
A intenção é entrevistar futuramente tanto o petista
como o tucano Fernando Henrique Cardoso, para sugerir equilíbrio
editorial. Até o final deste ano, serão conhecidos os
temas dos editais de licitação para produção
de programas independentes.
Empresas privadas e estatais poderão patrocinar ainda programas
da TV Brasil. A preocupação com índices de audiência
não será a prioridade nessa fase inicial, mas sim em
médio e longo prazos.
MP no Congresso
Tereza Cruvinel tem se dedicado a negociar com os deputados federais
as emendas da MP (medida provisória) que criou a EBC (Empresa
Brasil de Comunicação). No Planalto, avalia-se que a
MP será aprovada por acordo na Câmara e terá mais
dificuldade no Senado. A TV Brasil começará sua transmissão
sem que a MP esteja aprovada. No caso de rejeição, hipótese
que o Palácio do Planalto avalia como remota, seria encontrado
outro formato jurídico para manter a rede no ar. Um dos motivos
para a emissora não entrar com uma grade inteiramente nova é o
temor de melindrar o Congresso.
Neste ano, a TV Brasil executará o que restou do orçamento
de R$ 220 milhões dos extintos canais estatais. Há expectativa
que, além dos R$ 350 milhões já garantidos, um
fundo do Ministério da Cultura para produção audiovisual
possa dar mais R$ 80 milhões.
Existe ainda a meta da direção da rede de obter R$ 60
milhões por ano com dois instrumentos: publicidade institucional
de estatais e empresas privadas e patrocínio a projetos que
possam se beneficiar das leis de incentivo à cultura. A data
do dia 2 de dezembro foi escolhida pelos gestores da TV pública
numa tentativa de vincular a estréia da nova rede com o início
das transmissões da TV digital em São Paulo.
Mas o transmissor digital que servirá para gerar, de forma digital,
a programação da TV pública no Estado foi importado
dos Estados Unidos e não conseguirá chegar a tempo ao
Brasil, por problemas na alfândega.
Colaboraram LETÍCIA SANDER
e FELIPE SELIGMAN, da Sucursal de Brasília
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Folha de São Paulo,
1º de dezembro de 2007
MOREIRA FRANCO
Programas sociais e
a alta do cimento
É inegável que a subida
exagerada de preço do cimento é fruto de uma
especulação perversa
POR QUE o preço do cimento aumenta rápida
e até abusivamente nas principais cidades do país?
Só vejo duas razões: a ganância do cartel
de sua produção e a ação ainda
meio contemporizadora dos órgãos competentes.
Hoje, o cenário de estabilidade monetária é comprovado
pelos indicadores de preços das diversas instituições.
O IPCA (IBGE), por exemplo, mostra a tendência declinante
da inflação: a variação de preços,
de 7,60% em 2004, caiu para 5,69% em 2005 e para 3,14% em
2006. Até setembro de 2007, acumulou 2,99%.
Diante disso, é inegável que a subida exagerada de preço
do cimento é fruto de uma especulação perversa
a que não se pode assistir passivamente. Com a alta, o cimento
vai comprometer seriamente importantes ações sociais
contidas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento),
relacionadas ao setor da construção civil, o mais afetado
pela manobra.
A indústria do cimento não é um exemplo de empresa
que se move segundo as leis de um mercado perfeito. Esse é altamente
competitivo e os agentes econômicos não têm muito
espaço para alterações de preço, já que
o mesmo produto estará disponível em outras empresas,
por um preço igual ou inferior. No mercado perfeito, a receita
da empresa cresce se ela vende mais.
Já no mercado imperfeito, os agentes aumentam o lucro com alterações
no preço do produto vendido, na quantidade vendida ou em ambas
as variáveis. No caso do cimento, a alta decorre de um mercado
que vê na retomada do crescimento da economia a chance para refazer
suas margens de ganho. Em vez de elevar seus índices de produção,
optou pelo caminho do lucro fácil.
Para resolver o gargalo entre os níveis de oferta do produto,
a construção civil tem a opção de importar,
facilitada pela apreciação do real ante o dólar.
E por que o nosso interesse e preocupação com o preço
do cimento? Porque a instabilidade do produto no mercado -alta ou negociação
no câmbio negro e, o que é pior, risco de desabastecimento-
cria uma situação de insegurança no setor da construção.
As construtoras não estão tendo como planejar adequadamente
o prazo e o custo da produção. A única saída,
por sinal desastrosa, pode ser o aumento do preço do bem final,
oferecido à população.
Em última instância, a alta de preços tem um efeito
perverso, pois pesa na camada mais pobre da sociedade. E ela é o
alvo das aplicações do FGTS. Um desarranjo no setor não
interessa ao governo, à Caixa ou ao FGTS. O fundo vem aumentando
o ritmo de injeção de recursos no mercado. Em 2006, foram
R$ 8,4 bilhões, com R$ 7,6 bilhões destinados ao setor
habitacional. Até setembro de 2007, foram R$ 5,7 bilhões,
sendo R$ 5,1 bilhões para a habitação.
A lei do FGTS determina que 60% de suas aplicações vão
para a habitação -famílias com renda bruta de
até R$ 3.900 ou R$ 4.900, em algumas regiões. Recentemente
o Conselho Curador do Fundo destinou R$ 1 bilhão para o financiamento
da casa própria para famílias com renda superior a R$
4.900, desde que o titular seja cotista do fundo.
O cimento impulsiona os segmentos de saneamento e infra-estrutura.
Ele não pode ser substituído na construção
de habitações, pontes, viadutos e hidrelétricas.
As construtoras garantem que o cimento representa, isoladamente, 5%
do custo total de uma obra residencial, chegando a 15% nas edificações
com padrão normal de acabamento.
Assim, insisto em que não se pode continuar a assistir, sem
reação, à escalada do cartel do cimento. Afinal,
não há razão para o Brasil permanecer refém
dos que não querem a elevação do padrão
de vida de seu povo.
WELLINGTON MOREIRA FRANCO 63,
doutor em sociologia, ex-governador do Rio de Janeiro, é vice-presidente
de Fundos de Governo e Loterias da Caixa.
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Folha de São Paulo,
1º de dezembro de 2007
TV por assinatura vai ter conversor
digital por R$ 800
Valor se refere ao novo aparelho da
Net; TVA vai anunciar decodificador semelhante até março,
e a Sky, ao longo de 2008
Equipamento da Net será cedido
em comodato e já vem com o software que vai permitir
a interatividade com as emissoras de TV
TATIANA RESENDE
DA REDAÇÃO
Os assinantes de TV paga terão que desembolsar R$
799 para ter acesso à TV digital aberta, que começa
a ser transmitida amanhã apenas na Grande São
Paulo. Esse é o valor do único decodificador
híbrido (ou seja, com o conversor para TV digital
aberta já embutido) anunciado até agora, da
Net Serviços.
A TVA vai anunciar seu novo decodificador até março,
que será cedido sem custo para os assinantes que compraram por
R$ 899 o aparelho lançado em junho do ano passado -já apto
a receber o sinal digital e em alta definição da TV paga
(disponível em apenas um canal), mas não da TV aberta.
Para os outros assinantes, o gasto vai variar com o pacote e o tempo
em que é cliente da empresa, mas o preço não foi
informado. A Sky afirmou que vai lançar o novo equipamento ao
longo de 2008.
Com 46% do mercado de TV por assinatura, a Net aposta na fidelização
do cliente com o lançamento do novo decodificador. O preço
se refere ao valor de adesão, pois o aparelho será cedido
em comodato -logo, terá que ser devolvido se o assinante cancelar
a TV paga.
Segundo Márcio Carvalho, diretor de produtos e serviços
da empresa, o aparelho já tem um software que dispensa a troca
quando a interatividade plena (envio de dados do telespectador para
a emissora) estiver disponível.
O programa foi desenvolvido fora do Brasil e é equivalente ao
nacional Ginga, que vai permitir essa interatividade na TV aberta,
mas que ainda não está sendo produzido comercialmente.
Por isso, os conversores que estão chegando ao varejo terão
que ser trocados porque não será possível adaptá-los.
O conversor mais barato, para a TV digital aberta, disponível
no mercado para TVs de LCD e plasma de alta definição
(1.080 linhas) custa R$ 700, ou seja, R$ 100 a menos do que o novo
decodificador da Net.
Questionado sobre o subsídio da empresa ao aparelho, Carvalho
disse apenas que "a Net também está fazendo um investimento",
assim como o cliente, mas não revelou o valor, que deve ser
bem alto para tornar o assinante fiel.
O produto foi fabricado pela Cisco Systems no México e entregue
nos Estados Unidos, cabendo à TV por assinatura a importação,
de acordo com Carvalho, o que livraria os decodificadores das suspeitas
de importação irregular na investigação
da Polícia Federal .
Atualmente, a Net, assim como outras TVs por assinatura, já têm
transmissão digital, mas não em alta definição,
o que só será possível com o novo decodificador.
Vale lembrar, no entanto, que há pouco conteúdo sendo
produzido em alta definição nas emissoras de TV aberta
e por assinatura no Brasil, logo não haverá diferença
na maior parte do tempo.
A aquisição do aparelho não é recomendada
para quem TVs de tubo (480 linhas) porque a imagem exibida já é a
melhor possível com essa televisão. Para quem possui
TVs de plasma ou LCD, é preciso ter pacotes a partir de R$ 119,90,
nos quais o assinante já tem a chamada Net Digital e, agora,
vai poder ter também a alta definição.
O cronograma da troca seguirá o da transmissão da TV
digital aberta, com previsão de chegada ao Rio de Janeiro em
abril ou maio e, em todas as cidades brasileiras, até 2013.
O aparelho pode ser solicitado a partir de hoje na Grande São
Paulo, mas a instalação só começa em duas
semanas, assim como a transmissão do canal da Globosat com toda
a programação em alta definição, que será uma
miscelânea de programas de outros canais transmitidos ainda em
definição padrão.
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SINTRICOMB,
1º de dezembro de 2007
STI da Construção Civil e do Mobiliário de Brusque/SC
Presidente: Renato José Lungen
Trabalhar
e receber seguro-desemprego ao mesmo tempo é crime
Fiscalizações feitas pelo Sintricomb constatam que situação é muito
comum e pode gerar penalidades não apenas para o trabalhador,
mas para a própria empresa que for conivente com a situação
Há um grande número de trabalhadores que atua de maneira
irregular, sem registro na carteira de trabalho, e, ao mesmo tempo,
recebendo o benefício do seguro-desemprego. Essa é uma
constatação feita pelas fiscalizações que
realiza o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
Civil e do Mobiliário (Sintricomb) nas cidades que fazem parte
da área de abrangência da entidade.
A fiscalização feita pelo sindicato aponta que a ilegalidade
está sendo cometida tanto pelo trabalhador quanto pela própria
empresa que o contrata. A pessoa que atua sem o registro em carteira
está abrindo mão de uma série de direitos e benefícios
que a lei lhe assegura. Os relacionados ao Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) são os que afetam diretamente a vida do trabalhador.
Sem a existência do registro, ele não terá direito
ao auxílio em casos de acidentes, doenças ou até mesmo,
futuramente, vai complicar e criar dificuldade maior quando da necessidade
de requerer aposentadoria.
Da mesma forma, existem penalidades que podem ser aplicadas às
empresas. Muitas são coniventes com o fato de os trabalhadores
estarem atuando e, ao mesmo tempo, recebendo o seguro-desemprego, auxílio
pago pelo governo quando a pessoa é demitida. O benefício
pode se estender de uma a cinco parcelas. A intenção é de
que forneça ao trabalhador a possibilidade de se manter enquanto
não arruma outra colocação.
Caso uma empresa seja
fiscalizada pelo Ministério do Trabalho e fique constatado que
ela permite tal prática, poderá sofrer as penalidades
previstas em lei. A aplicação de multa é uma delas.
Da mesma forma, o trabalhador poderá ser processado e terá que
devolver todos os valores que recebeu (seguro-desemprego) aos cofres
do governo. “Para evitar esse tipo de problema, o Sintricomb
vem trabalhando no sentido de conscientizar o trabalhador da necessidade
de assinar a carteira de trabalho”, explica o diretor do Sintricomb,
Isaias Otaviano.
Toda semana, uma equipe do sindicato realiza visitas nas obras e setores
para detectar se existem irregularidades nesse sentido.
Valdomiro da Motta – 47 91479204
Assessoria de Comunicação e Imprensa do Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil
e do Mobiliário de Brusque e região (Sintricomb) |
Sintricomb - 4733512089
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