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DIAP, 03 de novembro de 2007
2O MANDATO
Governo Lula: popularidade cresce e
chega a 50%; metade do País considera gestão ótima
ou boa, revela Datafolha
Por quase 12 meses consecutivos
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma avaliação
de governo estável e administração aprovada por
cerca de metade da população do País. Para 50% dos
entrevistados pelo Datafolha, o atual governo é ótimo ou
bom.
Houve uma oscilação
positiva de dois pontos percentuais, dentro da margem de erro, na avaliação
do governo Lula em relação à pesquisa anterior,
feita em agosto. Na sondagem atual, o governo de Lula é considerado
regular por 35% e ruim ou péssimo na opinião de 14% dos
entrevistados.
A aprovação do
governo subiu na região Sudeste, entre brasileiros que integram
famílias com renda acima de dez salários mínimos
e os que vivem em capitais, e também entre os mais escolarizados.
A melhor avaliação
do governo está em Pernambuco, com 65% de aprovação.
No Rio Grande do Sul, o percentual é de 37%. Em São Paulo,
43% acham o governo Lula ótimo ou bom. Nas capitais, a pior avaliação
registrada foi em Porto Alegre: 30% ruim/péssimo, 43% regular
e 26% ótimo/bom.
Durante os quatro anos e 11 meses
de mandato, o melhor desempenho de Lula foi ao final do segundo turno
da eleição presidencial de 2006, quando a avaliação
de governo atingiu o pico: 53% de ótimo e bom. Esse índice
foi o recorde positivo de avaliações de governos federais
na série histórica do Datafolha, iniciada em 1990.
Desde agosto de 2006 a gestão
de Lula é aprovada por mais de 40% da população. "É uma
avaliação muito regular no último ano", observa
o diretor-geral do instituto Datafolha, Mauro Paulino.
Por segmentos
A pesquisa atual mostra que a avaliação do governo melhorou entre
segmentos cuja renda supera dez salários mínimos ao mês.
Em agosto, 32% achavam o governo ótimo ou bom. Agora, 39% nesta faixa
de renda têm essa opinião.
A reprovação ao
governo de Lula teve queda de nove pontos percentuais entre brasileiros
com escolaridade superior. Hoje, 20% dos mais escolarizados acham o governo
Lula ruim ou péssimo, contra 29% na sondagem de agosto.
A avaliação melhorou
ainda na região Sudeste, onde 46% dos entrevistados o consideram ótimo
ou bom — enquanto em agosto esse percentual era de 42%. Já 36%
o acham regular e 17% ruim ou péssimo.
Houve oscilação
positiva do percentual de aprovação ao governo nas regiões
Norte/Centro-Oeste, que passou de 51% em agosto para 54% no mês
passado. Variou de 36% para 33% o percentual daqueles que na região
consideram o governo regular. A reprovação (ruim/péssimo)
ficou estável, com o índice indo de 11% a 12% nesta sondagem.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 03 de dezembro de 2007 | Brasil
Lula diz que povo é "sábio" ao
rejeitar terceiro mandato
Ao comentar Datafolha, petista tacha de absurda
a tentativa de alterar Constituição | Qualquer pesquisa
sobre 2010 agora "não tem valor", diz Lula sobre
projeções em que quatro nomes do PT não superam
a faixa de um dígito
Raimundo Paccó/Folha Imagem

Lula é saudado por militantes após votar em São Bernardo
do Campo na eleição do PT; presidente não revelou em quem
votou
LETÍCIA SANDER
EM SÃO PAULO
Para o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, o alto índice de rejeição à possibilidade
de permitir que presidentes disputem três mandatos seguidos é um
sinal da "sabedoria do povo brasileiro". Ao comentar o resultado
da pesquisa Datafolha divulgada ontem, Lula disse que é o primeiro
a tachar de "absurda" a possibilidade de mudar a lei com
esse fim.
" A pesquisa diz que 63% das pessoas são contra a reeleição
[para o terceiro mandato]. Se tivessem me pesquisado, tivessem me entrevistado,
não seriam 63%, seriam 64%. Porque eu sou o primeiro a dizer que é um
absurdo você tentar mudar a Constituição -como já foi
mudada para ter o segundo mandato- para o terceiro mandato. Eu acho que é sabedoria
do povo brasileiro", afirmou, ao deixar a sede do PT em São Bernardo
do Campo, onde votou na eleição do partido.
O Datafolha mostrou que 65% dos entrevistados discordam da hipótese
de mudar a lei para dar a Lula o direito de concorrer em 2010. Quando o questionamento
foi feito de forma genérica, sem citar Lula, 63% disseram que presidentes
não devem ter esse direito.
Lula já negou, em outras ocasiões, a intenção de
tentar ficar no poder já em 2010. Setores do PT, porém, defendem
a idéia.
Questionado se o desempenho de aliados não ficou aquém do esperado
nas projeções para a disputa de 2010 feitas pelo Datafolha, Lula
desdenhou dos resultados. Para ele, qualquer pesquisa sobre 2010, neste momento, "não
tem nenhum valor". "Nem se o cidadão tiver 100%, nem se tiver
zero, os dois estão iguais. Porque ninguém está com a
cabeça ainda em 2010, a não ser os candidatos."
O governador José Serra (PSDB-SP) aparece como favorito à sucessão
de Lula, diz a pesquisa. Quatro possíveis candidatos do PT à Presidência
teriam chances mínimas, se a eleição fosse hoje. O aliado
de Lula mais competitivo é o deputado Ciro Gomes (PSB-CE).
Na breve entrevista concedida à imprensa, Lula não revelou em
quem votou na eleição do PT. Assessores disseram nos últimos
dias que ele votaria no atual presidente, Ricardo Berzoini. "O Ricardo
Berzoini assumiu o partido em um momento crítico e demonstrou habilidade",
afirmou Lula. Diplomático, ele estendeu elogios aos outros candidatos
ao dizer que todos "são companheiros que têm história
no PT".
Para o presidente, foi uma demonstração de "coragem" e "amor
ao partido" o fato de tantos petistas terem comparecido à votação
em 2005, num momento, disse ele, em que "o partido estava sendo atacado
pelos quatros cantos" -em referência ao mensalão. "E
uma demonstração de que os companheiros acreditavam que a gente
iria dar a volta por cima, como aconteceu com a minha reeleição." Lula,
que chegou acompanhado da primeira-dama, Marisa, ficou pouco mais de 20 minutos
no diretório.
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GAZETA DO POVO, 03 de dezembro de 2007 | Economia
ECONOMIA | FATURAMENTO
Indústria foi setor que mais
cresceu até julho
A indústria teve o melhor desempenho, com crescimento de 10,3% no primeiro
semestre. Ele é justificado pela recuperação do agronegócio,
aliado à expansão da economia mundial e à alta dos preços
das principais commodities. As vendas do comércio cresceram 6,4%, impulsionadas
pelo incremento na venda de veículos e motos. Já as prestadoras
de serviços tiveram incremento de 4,8%, com destaque para a telefonia
celular.
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CONGRESSO EM FOCO, 03 de
novembro de 2007
Certeza que vai, certeza que vem
Apesar de teoricamente fechada contra a CPMF,
oposição afirma que o diálogo com o governo
ainda é possível
Rodolfo Torres
Na reta decisiva de tramitação
da proposta que prorroga a cobrança da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF),
governo e oposição sinalizam que o imposto do cheque continuará a
existir até 2011.
De acordo com a líder
do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), o governo terá votos do
PSDB e do DEM na apreciação da matéria, apesar de
os dois partidos terem fechado questão contra o tributo. “Estamos
trabalhando para isso”, garantiu a petista ao Congresso em Foco.
Teoricamente, a oposição
conta com 34 votos contra a CPMF (veja a lista), o que faria com que
o imposto fosse rejeitado pelo Senado. No entanto, Ideli ressalta que
o governo está promovendo “conversas de interesses dos estados” e
que a participação dos governadores é decisiva para
que a proposta passe no Senado. “È insustentável
acabar com a CPMF. O efeito é assustador”, declara a petista.
Entre os governadores que estão atuando para que a CPMF seja aprovada,
está o de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR).
Cinco governadores do PSDB também
estão atuando em suas bancadas para que o imposto do cheque seja
prorrogado: Cássio Cunha Lima (Paraíba); Teotônio
Vilela Filho (Alagoas); José Serra (São Paulo); Aécio
Neves (Minas Gerais); e Yeda Crusius (Rio Grande do Sul).
Tanto apoio dos governadores
tucanos faz a líder do PT se questionar por que a bancada do PSDB “vai
de reboque” na oposição irrestrita ao tributo promovida
pelo DEM. Relembrando o discurso de Lula na semana passada (leia mais),
Ideli voltou a frisar que o antigo PFL “não tem perspectiva
de governar”.
“Podemos conversar”
Um senador do DEM que está disposto
a dialogar com o governo em relação a proposta da CPMF é Jonas
Pinheiro (MT). O parlamentar afirmou ao Congresso em Foco que a negociação
da dívida de seu estado, “que paga R$ 650 milhões
por ano”, com a União pode demovê-lo da idéia
de votar contra o imposto.
Jonas ressalta que "pode
conversar" sobre a CPMF e que o “benefício” de
seu estado será decisivo na hora de seu voto. Em relação às
declarações do presidente Lula sobre a falta de perspectiva
do DEM de assumir o poder, o parlamentar destacou que atitudes como essa "não
colaboram com o diálogo. O presidente jogou todo mundo numa vala
comum". A reportagem procurou o senador Jayme Campos (DEM-MT), mas
não conseguiu localizá-lo.
“Companheiro"
Segundo a senadora Serys Slhessarenko
(PT-MT), a postura de Jonas Pinheiro de dialogar com o governo pela aprovação
da CPMF reflete a “postura muito em cima da realidade” de
seu conterrâneo.
Para ela, Jarbas votará de
acordo com os interesses “do Brasil e do Mato Grosso”. A
senadora avalia que o Planalto tem que conversar com os parlamentares
de oposição, uma vez que a negociação da
CPMF será bastante apertada.
“Se é melhor para
o estado e para o país, tenho certeza de que ele votará a
favor. Ele é ‘companheiro’”, brincou a petista.
Bancada unida
O líder do DEM no Senado,
José Agripino (RN), avalia que sua bancada está unida e
que nenhum parlamentar do DEM votará a favor do imposto do cheque.
Questionado sobre qual seria a atitude do partido caso houvesse alguma “traição”,
o senador potiguar foi categórico: “Isso não vai
acontecer. Nós nos reunimos e decidimos, por unanimidade, que
votaremos contra”.
Informado da “disposição” do
seu correligionário de Mato Grosso para dialogar com o Planalto,
o líder do DEM afirmou: “Prefiro acreditar na palavra
que o senador Jonas Pinheiro assumiu com a bancada".
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DIAP, 03 de novembro de 2007
REFORMA POLÍTICA
Legislação eleitoral
na agenda da CCJ do Senado; suplente de senador deverá ter
eleição direta
A Comissão de Constituição
e Justiça do Senado agendou para quarta-feira, 05/12, a partir
das 10h, a apreciação de projetos de lei que alteram
a legislação eleitoral para disciplinar a candidatura
de suplente de senador em caso de vacância.
Entre as propostas, está a
instituição de eleições diretas para os suplentes
de candidatos ao Senado Federal; e as que vedam a convocação
de suplente durante o período de recesso Legislativo; bem como
a convocação de suplente quando restarem menos de cento
e vinte dias para o encerramento do mandato.
Escolas
em presídios
Destaca-se ainda na agenda da CCJ, o PLS 217/06, do senador Cristovam Buarque
(PDT/DF), que pretende alterar a Lei de Execução Penal para autorizar
a instalação de salas de aulas nos presídios.
O projeto recebeu parecer favorável
do relator, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR). Sendo aprovada no
colegiado a proposição deverá, em seguida, ser examinada
pela Comissão de Educação.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 03 de dezembro de 2007 | Dinheiro
EUA montam plano para setor imobiliário
Governo quer congelar temporariamente taxas
de juros de hipotecas, para conter arrestos de residências
DA REDAÇÃO
O secretário do Tesouro
dos Estados Unidos, Henry Paulson, que deve participar hoje de conferência
sobre o mercado de imóveis residenciais, pode apresentar já nesta
semana proposta para congelar temporariamente as taxas de juros de hipotecas
de usuários que correm o risco de perder as suas residências.
A expectativa é que o secretário apresente alguns detalhes
do plano no evento.
Paulson se reuniu na semana passada com representantes de bancos para discutir
detalhes do plano para ajudar as pessoas que pegaram empréstimos no
mercado de crédito imobiliário "subprime" (para usuários
com histórico ruim de pagamento) e cujas casas correm o risco de arresto.
O encontro envolveu autoridades reguladoras federais e representantes do mercado
de hipotecas como Citigroup e Wells Fargo.
A idéia do projeto é estender o número de anos em que
os juros das hipotecas são menores. É comum no mercado "subprime" a
taxa de juros inicial ser menor -como uma forma de atrair mais usuários-
e ir aumentando durante o restante do contrato. A idéia do governo é aumentar
o prazo entre dois e cinco anos, permitindo que os proprietários continuem
pagando suas dívidas, enquanto o mercado imobiliário tenta se
recuperar.
Como o mercado imobiliário americano vive um período de crise,
especialmente a partir da metade deste ano, existe a preocupação
de que muitos proprietários não consigam pagar suas hipotecas
devido aos juros crescentes, o que acarretaria em uma série de calotes.
Isso poderá agravar ainda mais a crise do setor, já que mais
casas entrariam no mercado, reduzindo expressivamente o preço das residências.
Segundos dados divulgados na semana passada, a venda de casas novas nos Estados
Unidos em outubro caiu 23,5% em relação ao mesmo período
de 2006, e os preços, 13% -a maior queda anual no valor desde setembro
de 1970.
Com agências internacionais
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UOL, 03 de dezembro de 2007
Venezuelanos vetam reforma constitucional;
Chávez reconhece derrota

Chávez: "por enquanto, não conseguimos"
Caracas, 3 dez (EFE).- Os venezuelanos rejeitaram o projeto de reforma constitucional
proposto pelo presidente Hugo Chávez, em um referendo cujo resultado
foi reconhecido na madrugada desta segunda-feira pelo chefe de Estado da Venezuela.
"Não é nenhuma
derrota. É outro 'por enquanto'", manifestou Chávez
no Palácio presidencial de Miraflores, minutos depois da divulgação
dos resultados oficiais.
"Parabenizo os meus adversários
por esta vitória", disse o presidente venezuelano, que propôs
as mudanças à Carta Magna de 1999 para "dar mais poder
ao povo", enquanto a oposição considerava que era
um instrumento para instalar um "socialismo autoritário".
"Por enquanto, não
conseguimos", manifestou Chávez, antes de acrescentar que
cumpre seu compromisso de respeitar as instituições.
Mais de 50% dos venezuelanos
votaram contra a reforma constitucional proposta por Chávez, segundo
o primeiro boletim oficial divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral
(CNE).
O CNE assinalou que 50,7% dos
venezuelanos votaram contra o primeiro bloco de artigos submetidos à consulta,
enquanto 49,29% optaram pelo "sim".
Além disso, 51,05% rejeitaram
o segundo bloco de artigos, enquanto 48,94% o aprovaram. A abstenção
no referendo foi de 44,9%.
Os resultados foram divulgados
após a apuração de mais de 90% dos votos, em uma
longa noite na qual foi crescendo a tensão e as críticas
da oposição pela falta de anúncios sobre a votação.
Logo após o anúncio
do CNE, a alegria tomou conta da sede onde se encontravam os membros
do chamado "Bloco do Não", que reúne vários
partidos de oposição.
"Nós queremos abraçar
todos os venezuelanos", disse o líder opositor, Leopoldo
López.
Aproximadamente 16 milhões
de venezuelanos foram convocados neste domingo às urnas para decidir
se aprovavam ou rejeitavam o projeto do presidente venezuelano.
A jornada eleitoral transcorreu
com normalidade e em paz, com exceção de alguns incidentes
isolados.
Os centros eleitorais foram fechados
oficialmente às 16h (18h de Brasília), mas alguns permaneceram
abertos porque os eleitores ainda aguardavam para votar.
O primeiro boletim do CNE foi
divulgado aproximadamente oito horas depois.
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GAZETA DO POVO, 03 de dezembro de 2007 | Mundo
MUNDO | CUBA
Fidel poderá optar pela reeleição
Alejandro Ernesto/EFE

Líder foi indicado como candidato pela cidade de Santiago de Cuba, berço
da revolução
Santiago de Cuba – O líder cubano Fidel Castro foi habilitado
ontem a optar pela reeleição presidencial ao ser indicado como
candidato pela cidade oriental de Santiago de Cuba. Fidel, afastado do poder
desde que caiu doente há 16 meses, foi indicado em meio a uma forte
ovação pelos delegados da assembléia municipal de Santiago
de Cuba, 900 quilômetros a leste de Havana, onde em 1959 proclamou o
triunfo da revolução.
As 169 assembléias municipais
do país se reuniram ontem para indicar os candidatos às
eleições do próximo dia 20 de janeiro, quando serão
escolhidos 614 deputados do Parlamento Nacional e 1.201 autoridades dos
governos provinciais.
Entre os parlamentares eleitos
serão escolhidos, em março, na primeira sessão da
nova Assembléia Nacional, os 31 membros do Conselho de Estado
e, para isso, o líder de 81 anos deveria ser indicado deputado
para ser reeleito presidente desse órgão máximo
do Executivo. Se, devido à doença da qual convalece há 16
meses, Fidel não fosse indicado ontem, então abriria caminho
para uma sucessão definitiva, que atualmente é exercida,
de forma temporária, por seu irmão Raúl desde julho
de 2006, ou a uma renovação geracional do governo.
Tradicionalmente o presidente
cubano, no poder desde 1959, é indicado por Santiago de Cuba,
berço da revolução. Acertada a participação
de Fidel nessa eleição, a preocupação da
ilha se volta ainda mais para a Venezuela e o referendo que visa a consagrar
definitivamente a eleição de Hugo Chávez. Fidel
está atento. Em um editorial publicado na sexta-feira, o líder
cubano adverte sobre o risco de um “magnicídio”, segundo
ele promovido pelos Estados Unidos, com conseqüências mundiais. “As
semanas e meses posteriores a essa data podem chegar a ser muito duros
para muitos povos, entre eles o de Cuba”, afirmou Fidel, ao admitir
que a Venezuela tem sido determinante para manter a ilha em funcionamento,
depois da crise que acabou com a União Soviética.
Cuba recebe 92 mil barris
diários de petróleo da Venezuela, principal sócio
comercial com um intercâmbio de bens e serviços de mais
de US$ 7 bilhões anuais.
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DIAP, 03 de novembro de 2007
RECRUTAMENTO DE PESSOAL
CAS poderá votar projeto que
determina métodos adequados para contratação
de trabalhador
A Comissão de Assuntos
Sociais (CAS) do Senado se reúne nesta quarta-feira, dia 5, para
examinar sua agenda ordinária de proposições. A
assessoria parlamentar do DIAP chama a atenção para dois
projetos.
O primeiro (PLS 262/03), do senador
Paulo Paim (PT/RS), dispõe sobre a proibição do
uso de métodos de recrutamento de pessoal que possam causar dano
a honra e a dignidade do trabalhador. O projeto recebeu parecer favorável
da relatora, senadora Kátia Abreu (DEM/TO), e pela aprovação
parcial da emenda da Senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO), na
forma do substitutivo que apresenta. Em 14/12/05, a Comissão de
Direitos Humanos e Legislação Participativa aprovou parecer
favorável ao projeto.
Conta-salário
O segundo projeto, do senador Aloizio Mercadante (PT/SP), é o
PLS 340/04, que altera o artigo 464, da Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei 5.452, de 1º de
maio de 1943, para conferir aos empregados o direito de escolher a instituição
financeira e a agência em que os empregadores depositarão
sua remuneração.
O projeto tramita em conjunto
com PLS 176/04, do senador Romeu Tuma (PTB/SP), cujo relator é o
senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), que rejeitou este e aprovou
aquele, em forma de substitutivo.
A reunião da CAS
está agendada para as 11 horas, na Sala 9 da Ala Alexandre Costa.
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DIAP, 03 de novembro de 2007
RELAÇÕES DE TRABALHO
Projeto define novas competências
da Justiça do Trabalho
A Comissão de Constituição
e Justiça da Câmara voltou a agendar a apreciação
do PL 6.542/06, que regulamenta a Emenda Constitucional 45, para
estabelecer a competência das Varas de Trabalho para julgar
os litígios decorrentes de relações de trabalho
que não configuram vínculo empregatício.
O relator da matéria é o
deputado Maurício Rands (PT/PE) e seu parecer é pela constitucionalidade
e juridicidade da proposta.
Competência
Pelo projeto, passará a ser competência da Justiça do Trabalho
o julgamento de ações, entre outras: i) de trabalhadores portuários
e operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão-de-Obra
(OGMO); ii) entre empreiteiro e subempreiteiro, ou qualquer destes e o dono
da obra, nos contratos de pequena empreitada, sempre que os primeiros concorrerem
pessoalmente com seu trabalho para a execução dos serviços,
ainda que mediante o concurso de terceiros; iii) entre cooperativas de trabalho
e seus associados; iv) de conflitos envolvendo as demais espécies de
trabalhadores autônomos, tais como encanador, eletricista, digitador,
jardineiro, entre outros.
A reunião será nesta
terça-feira, 03, às 14h no plenário 1 do anexo II
da Câmara. a Comissão também se reunirá na
quarta e quinta-feira, dias 5 e 6, às 10 horas, no mesmo plenário.
Parecer
do DIAP
Para o advogado e membro do corpo técnico do DIAP, Hélio Gherardi,
o substitutivo do deputado Maurício Rands (PT/PE) apresenta uma “patente
contradição com a própria razão de ser da Justiça
do Trabalho. O objetivo do inciso IX, do artigo 114 da Constituição
Federal foi, sem sombra de dúvida, acrescentar e não restringir
a competência do judiciário trabalhista.”
E conclama: “o movimento
sindical deve se manifestar no sentido de supressão da expressão “não
configurando vínculo empregatício”, da alínea “f” do
substitutivo do Projeto de Lei 6.542 de 2006”.
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DIAP, 03 de novembro de 2007
JUSTIÇA DO TRABALHO
CCJ pode votar emendas do Senado
ao PL que restringe recurso de revista para o TST
A CCJ da Câmara poderá votar
ainda nesta semana quatro emendas do Senado Federal ao PL 4.732/04,
que dá nova redação ao artigo 896 da CLT para
restringir as hipóteses de recurso de revista ao TST. A
proposição pretende impedir a interposição
de recursos nas causas de valor inferior a sessenta salários
mínimos – R$ 22,8 mil, em valores de hoje.
Emendas
Das quatro emendas de autoria do senador Delcídio Amaral (PT/MS), aprovadas
na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, o relator das mudanças
do projeto na Comissão de Trabalho, deputado Vicentinho (PT/SP), havia
rejeitado apenas a de nº 2.
A segunda emenda altera a redação
proposta para o parágrafo 6º do artigo 896 da CLT para admitir
o recurso de revista nas causas inferiores a sessenta salários
mínimos, com fundamento na contrariedade de súmula do TST
ou na violação da Constituição Federal.
Na CCJ, o deputado Gerson Peres
(PP/PA) emitiu parecer favorável às emendas.
Anistia
Também consta da agenda da CCJ a apreciação do PDC 2.233/02,
do deputado Sarney Filho (PV/MA), que susta a aplicação do Decreto
3.363, de 11 de fevereiro de 2000, que cria Comissão Interministerial
para o reexame de processos de anistia de que trata a Lei 8.878, de 1994, aos
servidores públicos federais. O projeto recebeu parecer favorável
do relator, deputado Marcelo Ortiz (PV/SP).
Eletricitários
O colegiado também poderá votar a concessão do adicional
de periculosidade aos eletricitários. Trata-se do PL 7.378/06, do Senador
Paulo Paim (PT/RS), que tramitou na Casa de origem como PLS 170/05.
O projeto recebeu parecer pela
aprovação, que foi apresentado pelo deputado Pastor Manoel
Ferreira (PTB/RJ).
Dia Nacional
do Caminhoneiro
Por último, destaca-se o PL 6.341/02, do deputado Celso Russomano (PP/SP),
que institui o Dia Nacional do Caminhoneiro a ser comemorado no dia 16 de setembro.
O relator, deputado Sandes Júnior (PP/GO), emitiu parecer favorável à matéria.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
03/12/2007
Semana Nacional da Conciliação:
Justiça do Trabalho reúne história e inovação
A Justiça do Trabalho
participa da Semana Nacional de Conciliação, que vai de
3 a 8 de dezembro, reforçando a prática que é uma
de suas premissas básicas desde sua criação, em
1941, e consolidando sua expansão para áreas menos convencionais,
como os precatórios e os recursos de revista. O presidente do
Tribunal Superior do Trabalho, ministro Rider Nogueira de Brito, lembra
que a conciliação é parte indissociável da
Justiça do Trabalho desde o nascimento. A criação,
em 1932, das Comissões Mistas de Conciliação e das
Juntas de Conciliação e Julgamento mostram que, mesmo antes
de se tornar um ramo do Poder Judiciário, os órgãos
destinados à solução de conflitos trabalhistas foram
concebidos como instâncias de conciliação, e não
de julgamento.
A integração das
juntas e comissões ao Poder Judiciário não alterou
essa concepção. “A ênfase na conciliação
era tão forte que, se não fosse tentada em dois momentos – na
contestação e nas razões finais -, o processo podia
ser anulado”, observa o ministro Rider de Brito. O próprio
nome do órgão de primeiro grau era significativo. Em 1999,
as Juntas de Conciliação e Julgamento passaram a se chamar
Varas do Trabalho, quando a Emenda Constitucional nº 24/99 extingui
a representação classista e instituiu o juízo monocrático
no primeiro grau. Mas o esforço para a composição
entre as partes não foi afetado pela mudança. Seguindo
a “fórmula” testada há mais de 60 anos, as
1073 Varas da Justiça do Trabalho solucionaram, em 2006, 43,8%
dos 1,7 milhão de processos julgados por meio de acordo.
A conciliação,
porém, não se restringe ao primeiro grau de jurisdição,
nem à fase de conhecimento, nem a ações de pequeno
valor. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê que
as partes podem se compor em qualquer momento do processo – e isto,
ressalta o presidente do TST, tem dado origem ao surgimento de várias
idéias inovadoras.
Conciliação de Precatórios
A ampliação formal
das possibilidades de conciliação que marca atualmente
a Justiça do Trabalho teve início em 2000, quando o Tribunal
Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) criou o Juízo
Auxiliar de Conciliação de Precatórios, que serviu
de modelo para iniciativas semelhantes em vários outros TRTs.
A experiência permite, por meio da negociação, o
cumprimento dos precatórios expedidos contra Estados e municípios. “Foi
uma grande idéia, porque, até hoje, o Legislativo não
deu uma solução para a questão dos precatórios”,
afirma o ministro Rider de Brito. “Com a União não
temos problemas, mas Estados, municípios, autarquias, fundações – entes
públicos estaduais e municipais – vêm ignorando as
sentenças judiciais, e era preciso encontrar uma saída
alternativa, uma vez que o caminho legal – a decretação
de intervenção, no caso de Estados – não é utilizada
pelo Supremo Tribunal Federal.”
No modelo criado pelo TRT/MG
e adotado por outros TRTs, Estado e prefeituras realizam depósitos
mensais de determinada quantia, destinada, pelo Juízo Auxiliar,
para a quitação dos precatórios, de acordo com a
ordem cronológica pré-estabelecida. Com a mediação
do Juízo, o governo do Estado de Minas Gerais pagou, em junho
de 2006, o último precatório trabalhista de sua responsabilidade
referente ao período de 1993 a 2006. Foram, ao todo, cerca de
4.400 precatórios, que representavam uma dívida de R$ 600
milhões, atendendo a mais de 20 mil pessoas. Com o pagamento da última
ação trabalhista pendente, os novos precatórios,
a partir de agora, passam, segundo o Governo do Estado, a ser quitados
de imediato. No âmbito municipal, foram pagos, entre 2000 e 2006,
1.822 precatórios, cujos valores alcançaram R$ 102 milhões
e beneficiaram quase três mil trabalhadores.
O sucesso das conciliações
em precatórios fez com que a proposta de negociar em fase de execução
se estendesse também para a iniciativa privada. Em 2006, a juíza
Regina Maria Vasconcelos Dubugras, da Vara do Trabalho de Ferraz de Vasconcelos,
na Grande São Paulo, ganhou o III Prêmio Innovare (que reconhece
práticas inovadoras na gestão do Poder Judiciária
e iniciativas que ajudam a melhorar o atendimento ao público,
promovido pela Secretaria de Reforma do Judiciário do Ministério
da Justiça, FGV, AMB e ANMP) com a iniciativa de realizar execuções
plúrimas, em processos dirigidos a uma mesma empresa. A Vara reúne
todos os credores e o devedor, com a mediação do juiz,
e os próprios credores deliberam sobre formas de conciliação
e critérios de divisão do dinheiro arrecadado: igual ou
proporcional, por ordem de antiguidade ou cronológica etc. “A
conciliação na execução transforma o clima
de litigância em clima de solidariedade. Se cada um pensar só em
si, não leva nada. Se os credores se unirem e juntaram esforços,
a esperança de receber aumenta", observou a juíza, à época
da premiação.
A negociação que evita
recursos
Hoje, vários Regionais
começam a tentar a conciliação também em
grau recursal. O pioneirismo coube ao TRT da 15ª Região,
com sede em Campinas, que adotou em 2004 a prática, recebida com
elogios pelo ministro Rider de Brito, então corregedor-geral da
Justiça do Trabalho, que tratou de disseminá-la para os
demais Regionais. O objetivo é evitar a subida dos recursos ao
Tribunal Superior do Trabalho, onde, em função da sobrecarga
decorrente do excessivo número de processos, um recurso de revista
leva em média 1.177 dias de tramitação, da autuação à baixa
para retorno à origem. Cada acordo celebrado significa a redução
em mais de três anos na tramitação do feito do processo
e evita a fase de execução, onde hoje se encontra um dos
grande "gargalos" no andamento das ações trabalhistas.
Em Campinas, a iniciativa tem obtido a conciliação em cerca
de 30% dos processos. “São medidas que vêm ao encontro
da diretriz perfilhada na Recomendação nº 8 do CNJ,
na busca de ações tendentes a dar continuidade ao Movimento
pela Conciliação”, registra o ministro João
Oreste Dalazen, atual corregedor-geral.
Esforço concentrado
A idéia da criação
de mutirões para intensificar a conciliação surgiu,
também, na Justiça do Trabalho. Em 2005, o Tribunal Regional
do Trabalho da 13ª Região (PB) designou um dia para a realização
de conciliações em todos os órgãos da Justiça
do Trabalho no Estado, e batizou a iniciativa de “Projeto Conciliar”.
Em maio daquele ano, a realização de 1.402 audiências
pôs fim a mais de 500 litígios pendentes, totalizando mais
de R$ 17 milhões em pagamentos de sentenças trabalhistas.
O ministro Rider de Brito, à época corregedor-geral da
Justiça do Trabalho, elogiou o projeto, e constatou pessoalmente “o
entusiasmo demonstrado pelas partes ante a possibilidade concreta de
quitação dos créditos trabalhistas e também
a empolgação dos magistrados e servidores engajados no
projeto”.
O foco principal na ocasião foram os precatórios trabalhistas – dívidas
vencidas e não pagas por municípios –, mas várias
empresas privadas aderiram à iniciativa. “Houve adesão
em massa, e municípios refratários ao cumprimento de suas obrigações
trabalhistas fizeram acordo”, lembra o presidente do TST, que acompanhou
pessoalmente a primeira edição do projeto à frente da
Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho. “Houve até prefeito
aborrecidos porque não conseguiram colocar seus processos em pauta.” A
partir daí, o ministro Rider, e também o atual corregedor-geral
da Justiça do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, passaram
a recomendar aos TRTs a adoção de iniciativas semelhantes.
Em 2006, o Conselho Nacional
de Justiça decidiu promover o Dia Nacional da Conciliação,
no dia 8 de dezembro, Dia da Justiça, com o slogan “Conciliar é Legal”.
Os números expressivos surgidos na ocasião acabaram levando
a surgimento do Movimento Nacional pela Conciliação – que
culmina com a Semana Nacional de Conciliação. “A
iniciativa tem obtido excelentes resultados, graças à visão
da ministra Ellen Gracie de disseminar a cultura de conciliação
para todo o Poder Judiciário”, destaca o ministro Rider
de Brito. “A legislação brasileira incentiva a procrastinação
ao permitir um elenco enorme de recursos – usado indiscriminadamente
pelas partes. A expansão do ambiente de conciliação é boa
para o Poder Judiciário, mas mais ainda para a sociedade.”
(Carmem
Feijó)

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