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Agência Câmara,
11 de dezembro de 2007
Comissão analisa uso do FAT
para financiar biocombustível
A Comissão de Minas e Energia se reúne na quarta-feira
(12) e pode votar o Projeto de Lei 1903/07, do deputado Uldurico Pinto
(PMN-BA), que destina 3% dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT) ao financiamento de pequenas unidades de produção
de biocombustíveis. Pelo menos 28% desse total, segundo a proposta,
deverão ser destinados a municípios com Índice de
Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) inferior a 0,6. O relator, deputado
Carlos Alberto Canuto (PMDB-AL), recomenda a aprovação
da matéria.
IDH baixo
Segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano, do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), 836 dos 5.507 municípios
brasileiros pesquisados tinham IDH abaixo de 0,6 no ano 2000. Os estados
com cidades de IDH mais baixo são Maranhão, Alagoas,
Piauí, Paraíba, Sergipe, Bahia e Acre.
Tarifas de energia
Outra proposta na pauta da comissão é o PL 1470/07, do
deputado Fernando Coelho Filho (PSB-PE), que concede descontos especiais
nas tarifas de energia elétrica para agricultores familiares
do Semi-Árido. O relator, deputado Vicentinho Alves (PR-TO),
defende a aprovação com emenda que estende o benefício
aos agricultores familiares do sudeste do Tocantins.
Também pode ser votado o PL 2015/07, do deputado
Edmilson Valentim (PCdoB-RJ), que determina desconto de 30%
nas tarifas de energia elétrica para residências
dos municípios localizados em áreas em um raio
de até 50 quilômetros de distância de
usinas nucleares ou de depósitos definitivos de rejeitos
radioativos. De acordo com a proposta, o montante referente
ao desconto deverá ser rateado, proporcionalmente,
entre todas as demais unidades consumidoras do País.
O relator, deputado Rogerio Lisboa (DEM-RJ), apresentou parecer
favorável ao projeto.
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Agência Câmara,
11 de dezembro de 2007
Agricultura rejeita peso menor
para carga de trabalhador
Laycer Tomaz
Heinze: reduzir o peso acarretaria transtornos
e grandes prejuízos a diversos setores da economia.
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento
Rural rejeitou o Projeto de Lei 5746/05, do Senado, que reduz de 60 para
30 quilos o peso máximo que um trabalhador poder carregar individualmente.
A comissão ainda rejeitou os PLs 6130/05, da ex-deputada Selma
Schons, e 296/07, do deputado Marcelo Melo (PMDB-GO), que tramitam apensados
e limitam a carga a 25 quilos.
A votação seguiu o parecer do relator, deputado
Luis Carlos Heinze (PP-RS). De acordo ele, reduzir o peso "acarretaria
grandes transtornos e prejuízos a diversos setores
da economia, em especial o agropecuário, em razão
das características do trabalho e de peculiaridades
dos insumos e produtos que ali se movimentam".
Padrão internacional
Heinze explicou que, na agricultura, a grande maioria dos grãos
- café, milho, feijão, soja, entre outros - é ensacada,
transportada e armazenada em sacas de 60 quilos. "Embora bem intencionada,
a proposição não leva em conta o trabalho específico
e intenso que ocorre nos estabelecimentos rurais, especialmente por
ocasião da colheita", disse.
O relator afirmou ainda que o limite de 60 quilos foi estabelecido
de acordo com padrões internacionais e está previsto
na Convenção 127 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT).
Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Trabalho,
de Administração e Serviço Público; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada
em uma dessas comissões, seguirá para o Plenário.
Caso contrário, será arquivada.
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Agência Diap, 11
de dezembro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
PPS vai ao Supremo contra contribuição
sindical obrigatória
O PPS entrou nesta segunda-feira, 10/12, com ação no STF
(Supremo Tribunal Federal) contra a cobrança obrigatória
da contribuição sindical. Segundo o presidente do partido,
Roberto Freire, o imposto contraria a Constituição - o
que justifica a extinção da cobrança.
"A Constituição prevê a liberdade
de organização e prevê que ninguém é obrigado
a ser sindicalizado ou contribuir para associações
sindicais. No caso, há uma compulsoriedade de contribuir
para os sindicatos quando a Constituição
assegura a liberdade de não se filiar a sindicatos
- portanto, não pode ser obrigado a isso",
explicou Freire.
O presidente do PPS disse ainda esperar que o Supremo
tome uma decisão sobre a questão em janeiro,
quando os empregadores têm de pagar o imposto sindical
patronal. O fim da cobrança do imposto sindical
foi suscitado por meio de uma emenda do deputado federal
Augusto Carvalho (PPS/DF), que propunha a cobrança
do tributo a partir de prévia e individual autorização
do assalariado.
A prévia autorização da contribuição
sindical aprovada no plenário da Câmara dos
Deputados foi derrubada no plenário do Senado. Agora,
o texto retorna à Câmara, já que foi
alterado na Casa revisora. A proposta foi aprovado no Senado
em 29 de novembro. Na ocasião, os relatores da matéria
- senadores Francisco Dornelles (PP/RJ), Paulo Paim (PT/RS)
e Lúcia Vânia (PSDB/GO) - retiraram do projeto
a emenda Augusto Carvalho.
Pelo acordo entre os senadores, no lugar do imposto, descontado
anualmente na folha de pagamento dos trabalhadores, será criada
a contribuição negocial, ainda em discussão
entre as centrais sindicais e o Ministério do Trabalho.
Enquanto a nova contribuição não é aprovada,
porém, continua a valer a obrigatoriedade da contribuição
sindical. (Marcos Verlaine, com Agência Brasil)
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Diário Vermelho,
11 de dezembro de 2007
Governo adia votação
e CPMF deve ir a plenário até quinta
Sem os votos necessários para a prorrogação
da CPMF até 2011, o governo adiou a votação da
proposta para quarta ou quinta-feira, informou o líder do governo
no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). A votação aconteceria
nesta terça-feira (11), mas os senadores da base governista
Flávio Arns (PT-PR) e Roseana Sarney (PMDB-MA) poderiam não
comparecer à sessão por motivo de saúde, reduzindo
o número de votos favoráveis ao imposto do cheque.
Roseana sofreu uma cirurgia no pulso e não poderá ir
ao Senado na terça. E Flávio Arns terá que
se submeter a uma sessão de quimioterapia. "O
governo não pode abrir mão desses dois votos",
disse Jucá nesta segunda-feira, 10. Na quarta-feira,
o Senado previa escolher o novo presidente do Senado, o
que também deve ser adiado.
Sem "cartas na manga"
Conduzido à liderança do governo há menos
de três semanas, o deputado Henrique Fontana (PT-RS)
tem se dedicado mais a ajudar o governo no Senado, onde
se discute a prorrogação da CPMF, do que
propriamente na Câmara, onde os trabalhos estão
temporariamente paralisados.
Às vésperas da votação que
decidirá o futuro do chamado imposto do cheque,
Fontana afirma que o governo não tem mais “carta
na manga” para convencer os senadores a prorrogarem
a contribuição até 2011 e se apóia
unicamente no argumento da “responsabilidade social” para
garantir uma arrecadação anual de R$ 40 bilhões.
“Não nós temos uma carta na manga.
Nós temos um conjunto de propostas que está sendo
levado aos senadores que estão em dúvida
a respeito do seu voto. E, de fato, muitos estão
sensibilizados por esses argumentos”, afirma o deputado,
ao lembrar que o tributo financia o Bolsa Família,
a Previdência e a saúde pública (leia
mais).
Caso a proposta de emenda constitucional seja rejeitada
pelo Senado, uma série de investimentos sociais
previstos em obras de infra-estrutura e programas sociais
ficará comprometida, avalia o parlamentar gaúcho.
Cortes que, ressalta ele, obrigarão o governo a
rever a proposta orçamentária para 2008,
em discussão no Congresso.
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Congresso em Foco, 11 de
dezembro de 2007
A reforma tributária
sonhada pelo governo
Proposta em elaboração
prevê a unificação de impostos federais
e o fim da guerra fiscal, mas pode ficar no papel se não
for enviada logo ao Congresso
Soraia Costa
Enquanto se debate as dificuldades para convencer o Senado
a prorrogar a Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF), os
técnicos do governo Lula costuram os acertos finais
na proposta de reforma tributária que será enviada
ao Congresso. Ela terá dois pilares fundamentais.
O primeiro é a unificação das 27 legislações
hoje existentes no país do Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS), que seria substituído
pelo Imposto sobre Valor Adicionado Estadual (IVA-E).
O segundo é a substituição dos tributos
federais que incidem sobre o faturamento pelo IVA Federal
(IVA-F). Ele absorveria o PIS/Pasep, o Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI), a Contribuição para
o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição
de Intervenção no Domínio Econômico-Combustíveis
(Cide-Combustíveis).
Após ouvir diversos especialistas, parlamentares
e outras autoridades envolvidas na discussão da
matéria, o Congresso em Foco detalha a seguir os
principais pontos da proposta em gestação
no governo. E mostra também as dificuldades que
existem para fazer a reforma realmente vingar. Porque,
mesmo nos corredores governamentais, há consenso
de que ela tem prazo de validade para ser apresentada.
Se não for enviada ao Congresso rapidamente e votada
já no primeiro semestre do próximo ano, admitem
os estudiosos do assunto, a reforma tributária correrá o
risco de, mais uma vez, ficar só no papel.
Idéia é simplificar
A idéia do governo é fazer não uma
reforma revolucionária em relação à estrutura
tributária hoje em vigor, mas, sobretudo, promover
mudanças que simplifiquem e desburocratizem o sistema
tributário. Para os municípios, a principal
alteração seria a substituição
do Imposto Sobre Serviços (ISS) pelo Imposto sobre
Vendas a Varejo (IVV).
Mas é no caso dos estados que as modificações
tendem a ter maior impacto. O maior sonho do governo Lula,
em especial da equipe do ministro da Fazenda, Guido Mantega, é acabar
com a guerra fiscal. Segundo estima a Fazenda, ela hoje
subtrai dos cofres estaduais perto de R$ 25 bilhões
por ano. Todo esse dinheiro é oferecido a empresas,
na forma de incentivos fiscais, com o objetivo de atrair
investimentos para os estados.
"O grande nó da reforma tributária
não são os tributos federais, mas o estadual. É o
ICMS", afirma a líder do PT no Senado, Ideli
Salvatti (SC). “Ainda há alguns entraves a
serem decididos, principalmente entre os secretários
da Fazenda”, acrescenta ela. Para acabar com a desigualdade
tributária entre os estados e eliminar a guerra
fiscal, a proposta do governo é substituir o ICMS
pelo IVA-E, que teria uma legislação única,
sugerida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária
(Confaz) e aprovada pelo Senado.
Com a mudança, o imposto continuaria a ser cobrado
no estado de origem do produto, mas seria apropriado pelo
estado de destino. Além disso, o governo admitiria
certa autonomia dos estados para mudar a alíquota
de um número limitado de produtos, como combustíveis
por exemplo.
Os estados prejudicados pelas mudanças seriam compensados
por um fundo de desenvolvimento regional. O líder
do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), ressalta
que as mudanças da origem para o destino terão
que ser graduais para funcionar e que a idéia é retirar
as compensações progressivamente até que
se atinja uma divisão tributária mais “justa”.
Ele também reforça o objetivo de evitar
mudanças radicais. "Entendemos que a reforma
tem que ser lenta e gradual na sua implantação.
Se alguém pretender votar uma reforma que derruba,
por exemplo, em 10% a arrecadação de um estado
de um ano para o outro e aumenta em 20% a de um outro estado, é evidente
que isso é o início de uma paralisia. É melhor
fazer algo para, progressivamente, se chegar aonde se quer
do que querer uma coisa extremamente forte e dura e demorar
mais dez anos discutindo e sem conseguir fazer nada”,
defende Henrique Fontana.
O líder do governo acredita que as distorções
do nosso atual sistema tributário representam um
poderoso impulso para a reforma. “O Brasil tem um
sistema, em primeiro lugar, bastante caótico pela
complexidade. São 27 legislações estaduais
de ICMS, o que permite a guerra fiscal, que é algo
absolutamente atrasado do ponto de vista de uma boa gestão
das variáveis econômicas do país”,
destaca ele.
O fator tempo
A nova proposta do governo já tem o apoio do Conselho
de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que
representa diversos segmentos da sociedade. Entre os 47
conselheiros que fazem parte do grupo de trabalho sobre
a reforma tributária, estão empresários,
sindicalistas, economistas, tributaristas, advogados e
artistas.
Os conselheiros temem, no entanto, que o adiamento do
envio da proposta ao Congresso acabe por prejudicar ou
até impossibilitar que a reforma seja aprovada no
governo Lula, isto é, até dezembro de 2010.
"Se demorar muito, não vai dar tempo de votar,
pois no próximo ano tem eleições municipais
e depois já começam as articulações
para as eleições nacionais", alerta
o coordenador do grupo de trabalho do CDES sobre a reforma
tributária, o ex-governador do Rio Grande do Sul
e ex-deputado federal Germano Rigotto (PMDB).
Na avaliação de Rigotto, se não for
aprovada até maio do ano que vem, a reforma não
sairá da gaveta. "Se demorar muito a enviar,
não vai dar tempo de votar até maio, e aí não
se vota mais", acredita. "Precisa ter disposição
política para fazer avançar essa proposta.
No Congresso vai tem uma boa discussão sobre o tema,
mas primeiro é preciso chegar lá", acrescenta
o ex-governador gaúcho.
O ministro das Relações Institucionais,
José Múcio, garante que essa disposição
existe. Segundo ele, a proposta só não foi
encaminhada ainda porque sua formatação final
depende do futuro da CPMF. "Se a CPMF não for
aprovada, teremos que fazer modificações
na proposta", justificou. Ele garantiu, no entanto,
que tão logo a CPMF seja votada, a proposta será encaminhada
ao Congresso. “Talvez até este ano ainda”,
afirmou o ministro ao Congresso em Foco.
O que muda
Além do fim da guerra fiscal, considerada um dos
grandes entraves para o desenvolvimento regional, a reforma
tributária pretende aumentar o número de
contribuintes e combater a sonegação.
Para tanto, além da simplificação
que será feita com a redução dos impostos
sobre bens e serviços, o governo pretende implantar
meios de controle mais rígidos para combater a sonegação.
Entre eles, estão a implantação da
nota fiscal eletrônica, o cadastro sincronizado e
o Sistema Público de Escrituração
Digital (SPED).
Com isso, a longo prazo, a idéia é ampliar
o número de contribuintes e reduzir os impostos
setoriais, possibilitando, assim, a diminuição
nos preços que serão repassados aos consumidores. "Os
que não pagam impostos o objetivo é trazê-los
para dentro do sistema. Mas é claro que os efeitos
não são imediatos, eles demandam tempo de
transição”, destaca Germano Rigotto.
O ex-governador gaúcho ressalta, no entanto, que
a proposta de emenda constitucional da reforma não
irá contemplará todas as modificações
necessárias para resolver os problemas do sistema
tributário brasileiro. Outras alterações
virão na forma de projeto de lei, observa.
“Tem mudanças infraconstitucionais, como
o aumento progressivo do Imposto de Renda da Pessoa Física
[IRPF], mas isso pode ser feito depois. O importante agora é garantir
as mudanças na Constituição. Mas é preciso
ter vontade política para avançar nessa proposta”,
acrescenta.
Propostas do Legislativo
Autor de uma das propostas do Legislativo para a reforma
tributária (a PEC 31/2007), o deputado Virgílio
Guimarães (PT-MG) reclama que o projeto do governo
não detalha quais serão as regras para a
compensação dos estados que forem prejudicados
com a substituição do ICMS pelo IVA estadual.
“Para o governo, o ICMS pode ser resolvido com um
acordo no Confaz. Eu opto por fazer isso na PEC [31/2007].
Não vi a proposta do governo ainda, até porque
ela não está escrita, mas acho que o Legislativo é muito
melhor do que o Confaz para legislar”, argumenta
o deputado.
Os principais pontos da PEC 31/2007, que em vários
aspectos lembra a proposta desenhada pelo governo, são
a unificação e a nacionalização
da legislação do ICMS; a transformação
do PIS/Pasep e da Cofins em um único imposto federal
com a mesma hipótese de incidência das referidas
contribuições; a permissão do aproveitamento
recíproco de créditos acumulados do ICMS,
do IPI, do ISS e do imposto que substituirá o PIS/PASEP
e a Cofins.
A PEC de Virgílio prevê, ainda, a transformação
da CPMF em contribuição permanente, ressalvando
que ela terá “caráter primordialmente
fiscalizatório”. Além de estabelece
uma série de mecanismos com o objetivo de “melhorar
a administração tributária, controlar
a carga tributária, proteger o meio ambiente e combater
a desigualdade regional”.
A maior diferença da PEC em relação à proposta
do governo é justamente com relação à legislação
que substituirá o ICMS. Na proposta do governo,
os estados de destino se apropriariam de 100% do imposto
pago. De acordo com o deputado petista, o destino teria
apenas um percentual da arrecadação.
“A PEC transita para o destino. Prevê uma
fase intermediária. Já o governo cria um
fundo de compensação para a migração
imediata”, destaca Virgílio Guimarães.
Apensada à proposta de Virgílio Guimarães,
que foi feita em conjunto com outros parlamentares, também
tramita no Congresso a PEC 45/2007, do deputado Luiz Carlos
Hauly (PSDB-PR). A proposição “introduz
os impostos seletivos na competência federal e estadual,
pagos ao estado consumidor, através da substituição
tributária, sem oneração para as exportações”.
Além disso, regulamenta e limita a alíquota
da CPMF, extingue a Contribuição Social sobre
Lucro Líquido (CLSS) e transfere para os municípios
o IPVA, o imposto sobre propriedade territorial rural (ITR)
e o imposto sobre transmissão de herança.
PEC 41/2203
Virgílio Guimarães também foi relator
da reforma tributária enviada pelo governo ao Congresso
em 2003 e que resultou na PEC 41/2003. A proposta já previa
a unificação da legislação
do ICMS, mas esta parte não chegou a ser votada
em plenário.
Na época, as modificações no sistema
tributário foram divididas em etapas. A primeira
delas continha apenas os pontos sobre os quais havia consenso
entre deputados e senadores e foi promulgada por meio da
Emenda 42/2003.
Foi essa emenda que deu as linhas gerais para a criação
do Supersimples e determinou que as contribuições
sociais e de intervenção no domínio
econômico, como a Cide-combustíveis, poderiam
incidir sobre a importação de produtos ou
serviços do exterior.
A segunda parte da reforma discutiu justamente a unificação
da legislação do ICMS. Ela chegou a ser aprovada
na Comissão de Finanças e Tributação
em 2004, como PEC 285/2004, mas foi arquivada este ano
após a aprovação da PEC 58/2007, que
previa modificações no Fundo de Participação
dos Municípios, também incluídas no
projeto da reforma tributária que aguardava entrar
na pauta de votação.
Foi justamente esse arquivamento que levou o deputado
Virgílio Guimarães a protocolar a PEC 31/2007,
que, na prática, retoma os pontos ainda não
votados nesta segunda fase da reforma tributária.
“Não concordo com quem diz que nada foi feito
até agora. A reforma de 2003 foi excelente. Mudou
Cofins, fez o Supersimples. Agora só precisamos
dar continuidade às próximas etapas da reforma”,
argumenta o deputado.
Reforma tímida
No final de novembro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega
fez uma reunião com os sindicalistas para apresentar
as linhas gerais da reforma tributária do governo. “Foi
apresentada uma proposta genérica em uma reunião
que durou duas horas. Mas a proposta não foi detalhada.
Por questão de sigilo, os ministros não apresentaram
números”, relatou Luiz Fernando Emediato,
conselheiro da presidência da Força Sindical
que representou a central na reunião.
Para Emediato, a reforma do governo é boa, porém,
tímida. “Acaba com a guerra fiscal, mas não
toca na folha de pagamento e não fala em imposto
sobre fortuna, em imposto sobre herança e em previdência.
Não dá para se fazer uma reforma tributária
sem falar de previdência. Então não é uma
reforma, é um remendo”, argumenta o sindicalista.
O ministro chegou a solicitar que os sindicalistas fizessem
uma contra-proposta. “É difícil fazer
uma proposta em cima de outra que não sabemos qual é.
Mas os sindicatos já têm suas propostas elaboradas
há anos. A Força mesmo tem um livro de mais
de 600 páginas que foi publicado em 1993 com uma
proposta ampla de reforma tributária e fiscal”,
destaca o sindicalista.
Segundo ele, a idéia da Força Sindical é reduzir
o número de impostos e definir um novo pacto federativo. “Nossa
proposta visa transformar os 50 e tantos impostos que existem
hoje em oito ou nove, além de discutir onde será gasto
o dinheiro”, afirmou Luiz Fernando Emediato.
Bom momento
As medidas de aumento de controle do pagamento de impostos,
como a nota fiscal eletrônica, têm sido apresentadas
pelo governo como o grande diferencial da atual reforma
com relação àquelas anteriores que
naufragaram. Além disso, o bom momento econômico
também é citado como propício para
se fazer mudanças efetivas na Constituição
no que diz respeito à tributação.
“A proposta tem tudo para acontecer, porque estamos
em um momento econômico muito bom. Como o país
está com superávit, as mudanças não
vão afetar a arrecadação de maneira
a inviabilizar a reforma”, acredita o tributarista
Lúcio Abrahão, sócio-diretor de Tributos
da consultoria BDO Trevisan.
“Agora é fato que o sistema tributário
do jeito que está tem mais facilidade de trabalhar
com o aumento de carga, por meio de medidas provisórias,
por exemplo”, acrescenta ele, demonstrando sua preocupação
com a vontade política do governo para colocar em
prática as mudanças.
Para o tributarista, o importante agora é aproveitar
o momento econômico para fazer as reformas constitucionais
e deixar os ajustes para depois. “Nós tínhamos
a expectativa que a reforma fosse proposta este ano, mas
o governo já deixou para 2008. E se a reforma for
encaminhada tarde, temo que o governo não tenha
tempo hábil para fazê-la”, destaca. “Então é um
banho de água fria o governo ter adiado [o envio
da proposta ao Congresso], porque a preocupação é retomada”,
reclama.
“É óbvio que a reforma por si só não
vai resolver o problema da sociedade, mas ela melhora a
situação, porque foi amplamente discutida
pela sociedade. Ela é um desenho muito razoável
para que se comece a mudar o sistema tributário”,
defende. ”É lógico que depois precisarão
ser reajustados, mas é um começo bem interessante”,
admite Lúcio Abrahão, lembrando que a CPMF
e a folha de pagamento já estão sendo discutidas
em projetos à parte.
Oposição cética
Apesar das promessas do governo, a oposição
tem se mostrado cética quanto ao andamento da reforma. "O
governo não tem uma postura honesta com relação à reforma
tributária. Ele teme perder as receitas em curto
prazo. Não pensa que em longo prazo ganhará muito
mais receitas", analisa o senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
Para o tucano, a promessa da reforma é apenas uma
manobra para conquistar o apoio dos senadores quanto à prorrogação
da CPMF. Eu só acredito na reforma tributária
se nós recusarmos a prorrogação da
CPMF. Se o governo quisesse fazer a reforma, daria prosseguimento
aos projetos que já tramitam no Congresso. Além
disso, se houvesse um interesse real de reforma, não
haveria por que prorrogar a CPMF até 2011",
argumenta o senador.
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Folha de São Paulo,
11 de dezembro de 2007
Sarney recusa Senado e PMDB
busca consenso por Garibaldi
Com apoio de 29 senadores, Pedro
Simon diz que vai concorrer dentro do partido
Votação para eleger o
sucessor de Renan Calheiros está prevista para amanhã e
pode acontecer antes de o plenário discutir a CPMF
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Com a saída definitiva de José Sarney (AP)
da disputa pela presidência do Senado, a cúpula
do PMDB e a bancada do partido na Casa costuraram ontem
com o Planalto o apoio a Garibaldi Alves (RN) para suceder
Renan Calheiros (AL).
A direção do PMDB tentou até o final do dia anunciar
uma decisão por consenso, mas às 22h prevalecia a tendência
de que reunião da bancada na manhã de hoje definirá,
em votação secreta, o candidato entre três nomes:
Garibaldi, o favorito, Neuto de Conto (SC) e Pedro Simon (RS). As negociações
seguiriam noite adentro e seriam mantidas até momentos antes
da reunião de hoje.
A eleição do novo presidente do Senado está prevista
para amanhã e pode ocorrer antes da votação da
CPMF. Havia ontem articulação para que ela fosse antecipada
para hoje, mas isso só ocorrerá caso haja um entendimento
entre todos os líderes partidários.
Em reunião no domingo de manhã com Renan e o senador
Edison Lobão (MA), Sarney disse que não aceitaria disputar
a presidência da Casa. À noite, em novo encontro com os
dois, do qual também participou o líder do governo no
Senado, Romero Jucá (RR), repetiu sua negativa, dizendo que
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já estava ciente
dela.
Então, entraram em contato com Garibaldi e prometeram apoiar
seu nome na bancada de 20 senadores peemedebistas. Em troca, o grupo
que banca Garibaldi daria força ao pleito de Sarney para nomear
Lobão ministro de Minas e Energia. Garibaldi é ligado
ao grupo do PMDB composto pelo presidente do partido, o deputado Michel
Temer (SP), o ministro Geddel Vieira Lima (Integração)
e o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).
Lula preferia Sarney. Disse isso publicamente. E fez apelo em reunião
na semana passada para ele disputar o cargo. Mas Sarney manteve a decisão
de não concorrer, o que reforçou a articulação
pró-Garibaldi.
Os senadores Leomar Quintanilha (TO) e Valter Pereira (MS) aceitaram
retirar suas candidaturas -o último em apoio a Garibaldi. "Vamos
entrar pela madrugada em busca de acordo. Vou até as últimas
conseqüências", disse Valdir Raupp (RO), líder
da bancada.
" Espero ser o escolhido. Sem o Sarney, podemos ter uma disputa mais equilibrada",
afirmou Garibaldi. "Meu desejo é disputar até o fim, não
sou dono mais de minha candidatura", disse Neuto de Conto, que assumiu o
mandato em substituição a Leonel Pavan, eleito em 2006 vice-governador
de Santa Catarina.
Com suporte de 29 senadores de vários partidos, Simon também
disse que vai disputar. A aliados Simon afirmou que não gostaria
de concorrer, mas estaria pressionado pela articulação
de Eduardo Suplicy (PT-SP), que o lançou.
No esforço para viabilizar sua candidatura, Garibaldi atuou
nos últimos dias para ajudar o governo a conseguir votos para
aprovar a emenda constitucional que prorroga a CPMF até 2011.
Ao colega Geraldo Mesquita (AC), que defende a realização
de referendo sobre o tema, Garibaldi disse que o governo aceitava fazer,
com a seguinte pergunta: concorda com a manutenção da
CPMF ou deseja acabar com o tributo a partir de 2011 (quando Lula estará fora
do Planalto)? Mesquita considerou a proposta "esperteza política" do
governo.
(KENNEDY ALENCAR, ANDREZA MATAIS
e VALDO CRUZ)
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Folha de São Paulo,
11 de dezembro de 2007
CIMENTO
Lafarge compra concorrente
por US$ 12,8 bi
DA REUTERS
A maior produtora de cimento do mundo, a francesa Lafarge,
fechou a compra da egípcia Orascom Cement por
8,8 bilhões (US$ 12,8 bilhões) para ampliar
ganhos e exposição a mercados emergentes
que atravessam crescimento acelerado.
Nassef Sawiris, um acionista da controladora da Orascom Cement, a Orascom
Construction Industries, terá uma participação
de 11,4% na Lafarge e um assento no conselho diretor da companhia.
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Gazeta do Povo, 11 de dezembro
de 2007
ECONOMIA | IMPOSTO DE RENDA
Malha fina pega 24.509 contribuintes
Dos 479 mil contribuintes que caíram na malha
fina em 2007 em todo o país, 24.509 são do
Paraná, uma queda de 28% em relação
ao ano passado, quando 34.337 declarações ficaram
retidas. O contribuinte agora pode fazer a declaração
retificadora. Aqueles que não a fizerem serão
chamados para dar explicações em até cinco
anos. Os contribuintes que forem regularizando sua situação
com a Receita Federal entrarão nos lotes residuais
do IR 2007, que começam a sair em janeiro.
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Gazeta do Povo, 11 de dezembro
de 2007
POLÍTICA | CÂMARA
ISS da construção
muda para reduzir a informalidade
Sistema de contribuição
foi simplificado
por DANIELA NEVES
O setor de construção civil de Curitiba vai poder optar,
daqui para frente, pelo sistema simplificado de arrecadação
do Imposto Sobre Serviços (ISS). A mensagem, enviada pela prefeitura
para a Câmara Municipal de Curitiba, foi aprovada ontem pelos
vereadores. O novo sistema pode tirar muitos prestadores de serviço – como
pedreiros e eletricistas – da informalidade.
Hoje, o setor de construção civil paga 5%
de ISS a cada nota de compra apresentada. Pela nova lei,
os prestadores de serviços da área poderão
optar por uma alíquota de 2% sobre o valor total
do serviço, excluída qualquer dedução
de materiais, folha de pagamento e encargos sociais, que é o
que atualmente ocorre. De acordo com a prefeitura, essa
mudança desburocratiza o sistema de arrecadação.
Estão enquadrados pela proposta os serviços
de execução de obras de construção
civil, hidráulica ou elétrica, pavimentação,
concretagem, reparação, conservação
e reforma de edifícios, estradas, pontes. Também
será contemplado o fornecimento de mão-de-obra,
mesmo que em caráter temporário, contratados
pelo prestador de serviço.
A proposta foi aprovada por unanimidade, com apoio explícito
da oposição à prefeitura na Câmara. “A
mudança desonera um setor produtivo, como é o
da construção civil, que gera emprego direto
e está voltado para o aquecimento do mercado”,
disse o vereador André Passos (PT).
A mudança era uma reivindicação antiga
dos empresários do setor. Desde 2005, uma proposta
a respeito do assunto estava sendo discutida na Câmara.
Mas, somente depois das mudanças apresentadas pela
prefeitura, ela entrou em pauta.
“Hoje a fiscalização é complicada
porque o imposto é abatido em cada pedaço
da obra. É difícil para quem paga e para
quem recebe”, diz Hamilton Franck, presidente do
Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Estado do Paraná (Sinduscon-PR). Franck
acredita que o maior benefício para a prefeitura
será arrecadar mais com a entrada na formalidade
de prestadores de serviço que hoje trabalham na
informalidade. O projeto, porém, não prevê o
impacto financeiro que a lei trará para a prefeitura.
Os contribuintes que optarem pelo regime simplificado
deverão se cadastrar no órgão fiscalizador.
Mas, antes disso, devem esperar as normas que serão
definidas pela prefeitura após a sanção
pelo prefeito Beto Richa (PSDB). A lei entrará em
vigor três meses após a publicação
no Diário Oficial.
Adiado o projeto das seguradoras
O projeto que reduz de 5% para 2% a alíquota do ISS para corretoras
de seguros, que ia ser votado ontem na Câmara de Curitiba, foi
retirado da pauta depois da pressão de vereadores da base de
apoio à prefeitura. A proposta, apresentada pela administração
municipal, só voltará a ser discutida em fevereiro.
A prefeitura justifica que a alíquota de 5% “tem
provocado um êxodo de empresas deste segmento para
cidades limítrofes”.
A iniciativa de fixação da alíquota
em 3%, durante um período de dois anos, prorrogáveis
por mais um, é uma proposta do Sindicato de Corretores
de Seguros. Com a aprovação da lei, a entidade
se compromete a “repatriar” as empresas que
atualmente estão sediadas em outros municípios.
Mas os vereadores não gostaram da proposta, que
pelos cálculos da prefeitura geraria uma baixa de
R$ 2 milhões na arrecadação do imposto,
por ano. A maior parte dos vereadores considera que a redução
da alíquota seria um privilégio para o setor.
Fabiane Prohmann e Daniela Neves
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Gazeta do Povo, 11 de dezembro
de 2007
PARANÁ | IMBITUVA
Morte de Fachini ainda é mistério
por KATIA BREMBATTI E KARLOS
KOHLBACH, da Gazeta do Povo Online
Henry Milleo/Gazeta do Povo

Oscar Fachini, líder petista assassinado em 2002
Cinco anos depois da morte de Oscar Fachini, presidente do PT de Imbituva,
nos Campos Gerais, a polícia ainda busca solucionar o crime.
Na semana passada, dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos
na cidade na tentativa de encontrar a arma do crime. Foram apreendidos
um revólver 38 e alguns poucos documentos. A arma, encontrada
na casa de João Carlos Neiverth, recolhida será encaminhada
para exame de balística.
Fachini foi assassinado em julho de 2002 quando voltava
para casa à noite. A investigação aponta
que ele foi alvejado com três tiros na cabeça – dois
na nuca e um na face. Nada foi roubado – o que reforçou
a suspeita de crime político. Quatro acusados foram
presos. Em abril, Adenílson Stadler, João Ariel
Teixeira, Laureci Antônio Stadler e Miguel Ademar Pinheiro,
que estavam presos desde outubro de 2002, foram inocentados
em julgamento. A absolvição foi pedida pelo
próprio Ministério Público, com o argumento
de que as provas eram frágeis.
“A investigação praticamente recomeçou
da estaca zero”, avalia o delegado Adonai Armstrong,
chefe da Divisão de Polícia Especializada do
Paraná, designado para cuidar do caso. Um dos mandados
foi cumprido na casa do ex-prefeito José Antônio
Pontarollo. “Ele alegou que a arma que possuía
foi furtada”, disse Armstrong. O delegado Josimar Antônio
da Silva, de Imbituva, confirma que há registro de
roubo da arma do ex-prefeito em 1995.
Os mandados foram cumpridos nas residências de pessoas
citadas em interrogatórios. Mas, segundo Armostrong, é cedo
para apontar suspeitos. O leque de motivações é amplo,
porque Fachini apresentou diversas denúncias contra
vereadores de Imbituva. Além disso, no trabalho como
sindicalista, ele representava interesses dos trabalhadores
do setor madeireiro.
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Folha de Londrina, 11 de
dezembro de 2007
HISTÓRIA - A ditadura
ainda não acabou
Líder sindical nos anos 60,
Raphael Martinelli critica demora do governo em abrir os
arquivos da ditadura e diz que policiais ainda mantém
postura da época
São Paulo sedia na próxima quinta-feira
o 1º Congresso de Ex-Presos e Perseguidos Políticos,
que vai homenagear resistentes, mortos e desaparecidos
durante a ditadura militar. A FOLHA ouviu Raphael Martinelli,
líder sindical perseguido nos anos 60 e coordenador
do evento. Ele cobra do governo a abertura dos arquivos
da ditadura militar, culpa a censura pela falta de jovens
lideranças políticas e coloca a atitude de
alguns policiais como herança daquela época.
''Eles pensam que são a Lei, podem bater, prender,
jogar uma menina na cela com mais de 30 presos para ser
estuprada''.
Quais as principais marcas deixadas pela ditadura
militar?
Temos poucos jovens políticos como liderança,
porque não se permitia congressos, reuniões
e assembléias naquela época. Era tudo censurado.
Quando não há debate, troca de idéias,
a democracia não se desenvolve. Pior, impede a formação
de bons líderes políticos. Tanto que nas
primeiras eleições diretas subiram ao poder
os antigos dirigentes, não houve uma reformulação.
E os anistiados, foram devidamente indenizados
pelo governo?
Foi criada uma imagem de que os anistiados recebem fortunas
de indenização. Isso não é verdade.
Segundo a Lei da Anistia, o responsável é o
governo. Se não demorasse tanto para o processo
ser aprovado, não haveria a compensação
dos atrasados. O próprio governo enrolou sete, dez
anos para julgar.
O direito dos perseguidos não está sendo
reconhecido?
Está, mas com algumas falhas. Parece que havia
uma orientação da área econômica
para dar preferência ao pagamento chamado único,
em que o valor máximo é de R$ 100 mil. Eles
estão pagando R$ 20 mil, R$ 30 mil, e não
estão levando em consideração o tempo
de perseguição política sofrida. Meu
irmão foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
em São Paulo, sofreu várias perseguições,
e foi indenizado com 30 salários mínimos,
como se fosse só um ano de anistia. Na época
da ditadura, as indústrias tinham listas do próprio
governo com os nomes dos agitadores, comunistas, e não
os aceitavam na empresa. Isso precisa ser levado em conta
na indenização.
E os arquivos da ditadura, por que o governo não
libera o acesso?Isso tem que vir a público o mais
rápido possível. A história do Brasil
não pode ficar escondida. Nós sabemos que
ainda existe pressão do restante da ditadura que
está no governo. Se você analisar politicamente,
a Lei da Anistia não foi elaborada durante o regime
democrático, mas no governo Figueiredo, em 1979.
Tanto que a anistia dá perdão ao torturador
e aos perseguidos. Eu nunca vi isso. Os homens que torturaram
e mataram são premiados com a anistia. A abertura
dos arquivos vai ser muito útil para a juventude,
vai mostrar para ela que a verdadeira história não é aquilo
que falam. Não tinha nada de plano de ditadura comunista.
Foi tudo uma maquiagem dos grupos internacionais para conter
o avanço dos direitos dos trabalhadores. Só para
citar um exemplo: o Dops foi reformado, não tem
um resto de história naquele lugar. Sumiram as paredes
escritas com sangue, mostrando o sofrimento de quem esteve
por lá. O estudante vê o local hoje e pensa
que era um apartamento de luxo.
O País ainda carrega algum resquício
da ditadura?
Um certo autoritarismo das polícias militares,
por exemplo. Eles pensam que são a Lei, que mandam,
podem bater, prender, jogar uma menina na cela com mais
de 30 presos para ser estuprada. Tortura nas delegacias é uma
coisa normal e isso tem que acabar. Se a democracia prega
justiça, ela tem que ser cumprida. Não há necessidade
de pendurar no pau-de-arara, bater até matar, entrar
na favela dando tiro para tudo que é lado. É por
isso que a democracia avançou, mas ainda não
chegou ao ponto ideal.
Marco Feltrin
Reportagem Local
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Folha de Londrina, 11 de
dezembro de 2007
SEU DIREITO: SEGURO-DESEMPREGO
A empregada doméstica
que trabalhou sem registro em carteira tem direito ao seguro-desemprego?
O seguro-desemprego é benefício social, financeiro
e temporário, devido pelos cofres públicos
ao trabalhador desempregado em virtude de dispensa sem justa
causa.
É devido também quando o contrato é rompido
por falta cometida pelo empregador, ou ainda nas hipóteses
de trabalhador comprovadamente resgatado de regime de trabalho
forçado ou da condição análoga à de
escravo (lei 7.998/90).
No caso do trabalhador doméstico, o direito ao seguro-desemprego é condicional.
Depende de sua inclusão no regime do FGTS, o que não é obrigatório,
mas facultativo ao empregador, na forma do previsto no artigo
3º.-A, da lei 5.859/72.
Estando o trabalhador doméstico inserido no regime
do FGTS, e se despedido sem justa causa, fará jus
ao recebimento do seguro-desemprego no valor de um salário
mínimo, por um período máximo de três
meses, de forma contínua ou alternada.
O benefício será concedido ao empregado que
tiver trabalhado como doméstico por um período
mínimo de quinze meses, nos últimos vinte e
quatro meses, contados da dispensa sem justa causa.
O requerimento deverá ser levado a efeito de sete
a noventa dias, contados da data da dispensa, sendo que novo
benefício só poderá ser requerido a
cada período de dezesseis meses decorridos da dispensa
que originou o anterior.
Sem estar inserido no regime do FGTS, o trabalhador doméstico
não tem direito ao seguro-desemprego.
Roberto Joaquim de Souza, advogado
trabalhista
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Folha de Londrina, 11 de
dezembro de 2007
Indústria cresce 13,6%
no Paraná
Estado foi o único a ter aumento
de dois dígitos apresentando crescimento acima da
média nacional (10,3%)
Antonio Scorza/FP-Photo

Em nível nacional, o setor
de automóveis está entre os que mais produziram
no período
Rio de Janeiro- A produção industrial cresceu
em 13 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE em outubro ante
setembro. A exceção ficou com Pernambuco
(-1,3%). O Paraná (13,6%) foi o único Estado
com aumento de dois dígitos nessa base de comparação.
Com crescimento acima da média nacional (2,8%)
figuram ainda: Rio de Janeiro (8,5%), Espírito Santo
(6,6%), Amazonas (5,4%), Goiás (3,9%) e Bahia (3%).
Os resultados nos demais locais foram: Rio Grande do Sul
(2,8%), Minas Gerais (2,3%), Pará (2,0%), São
Paulo (1,5%), Santa Catarina (1,4%), região Nordeste
(1,3%) e Ceará (0,5%).
Em relação a outubro do ano passado, os índices
apresentaram um ''quadro amplamente positivo'', segundo
observam os técnicos do IBGE no documento de divulgação,
com crescimento nos 14 locais pesquisados, com cinco deles
atingindo taxa de dois dígitos. Os Estados do Amazonas
(15,4%), Paraná (14,4%), Rio Grande do Sul (11,3%),
São Paulo (11,1%) e Santa Catarina (10,6%) apresentaram
crescimento acima da média nacional (10,3%).
Abaixo do total do País, mas com taxas também
elevadas, estão Minas Gerais (9,8%) e Espírito
Santo (9,2%). Os demais resultados foram: Goiás
(5,3%), Rio de Janeiro (5,1%), Pará (4,6%), Bahia
(4,2%), Ceará (3,7%), região Nordeste (3,4%)
e Pernambuco (1,3%).
Segundo o documento, ''é importante destacar a
diferença de um dia útil a mais em outubro
deste ano frente a igual mês do ano anterior''.
A produção industrial de São Paulo
registrou, em outubro, aumento de 1,5% em relação
a setembro, na série ajustada sazonalmente, segundo
o IBGE. O resultado mantém uma sequência de
três taxas positivas nessa base de comparação.
No confronto com igual mês do ano passado, o crescimento
da indústria paulista foi de 11,1%, maior taxa desde
dezembro de 2004 (11,9%). No indicador acumulado no ano
o avanço foi de 5,8% e, no período de 12
meses até outubro, de 5%.
Em relação a outubro de 2006, segundo o
IBGE, 17 das vinte atividades pesquisadas em São
Paulo contribuíram positivamente para a formação
da taxa geral, sendo os principais destaques veículos
automotores (25%), alimentos (12,5%), refino de petróleo
e produção de álcool (21%) e máquinas
e equipamentos (14,5%).
Segundo observam os técnicos do IBGE no documento
de divulgação da pesquisa, os avanços
observados nestes segmentos são explicados, principalmente,
pela fabricação de automóveis; açúcar
cristal; gasolina; centros de usinagem.
Por outro lado, celulose e papel (-2,9%), farmacêutica
(-1,0%) e outros equipamentos de transporte (-0,9%) foram
os impactos negativos, influenciados sobretudo, segundo
os técnicos, pelos recuos assinalados em papéis
utilizados na escrita e impressão; medicamentos
e aviões.
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Revista Consultor Jurídico,
10 de dezembro de 2007
Sem culpa
Subordinado é absolvido
por praticar desvio sob coação
A prática de ato ilegal sob coação e obediência
ao superior não pode acarretar culpa ao subordinado. Com esse
entendimento, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região
absolveu, por unanimidade, um funcionário público dos Correios.
Ele foi acusado de ter desviado R$ 13 mil.
O relator da ação, juiz federal convocado
Ney Bello Barros Filho, se baseou no artigo 22 do Código
Penal Brasileiro e afastou a culpa do funcionário,
encarregado do caixa dos Correios. A lei diz que “se
o fato é cometido sob coação irresistível
ou em estrita obediência a ordem não manifestamente
ilegal, de superior hierárquico, só é punível
o autor da coação ou da ordem".
Para o juiz, os fatos que constam nos autos transparecem
que o empregado agiu em obediência hierárquica
e que as requisições de dinheiro, feitas pelo
chefe ao tesoureiro, eram corriqueiras, visando o pagamento
de transportes, malas, entre outras.
O funcionário da Empresa de Correios e Telégrafos
foi condenado em primeiro grau sob a acusação
de ter desviado a quantia de R$ 13 mil, em favor de seu chefe.
Ele foi condenado pelo crime de peculato — furto de
dinheiro praticado por funcionário público — previsto
no artigo 312, caput, do Código Penal. Ele apelou
da ação.
A ação partiu de uma inspeção
feita na agência dos Correios de Itaituba, no Pará,
que registrou desfalque no caixa da instituição.
Com uma auditoria feita, o chefe da agência confessou
que fazia retirada de numerário junto ao encarregado
do caixa da agência, mediante assinatura de recibos,
totalizando R$ 13 mil. O encarregado reconheceu a participação
no ilícito, mas inconformado com a sentença
de condenação do Juízo de 1º grau,
ele recorreu ao TRF.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
11/12/2007
Representantes comerciais conseguem vínculo
empregatício por ação do MPT
Depois de demitir seus vendedores, empresa de distribuição
de medicamentos contratou-os como representantes comerciais, livre de
obrigações trabalhistas. A situação chegou
ao conhecimento do Ministério Público do Trabalho de Campo
Grande, que tratou de investigar o assunto pensando tratar-se de terceirização
ilegal. A ação civil pública do MPT alcançou
o Tribunal Superior do Trabalho e o resultado é que a Distribuidora
Brasil de Medicamentos Ltda. terá que pagar as parcelas trabalhistas
e anotar a carteira de trabalho dos representantes comerciais.
Foi a empresa que recorreu à Terceira Turma do TST. A Turma
não conheceu do recurso da distribuidora com base no voto do
ministro Alberto Bresciani, relator. Para ele, o recurso de revista
se concentra na avaliação do direito posto em discussão,
não há como revolver fatos e provas, campo em que é soberana
a instância regional. Portanto, manteve-se a decisão do
Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, que reconheceu
a relação de emprego.
Segundo o Tribunal Regional, a distribuidora de medicamentos rescindiu
os contratos de trabalho com os vendedores e contratou-os em seguida
como representantes comerciais, mediante a constituição
de sociedades limitadas. Estas sociedades eram formadas pelo ex-empregado,
juntamente com algum parente, que nenhuma participação
tinha na sociedade ou nos lucros das comissões.
De acordo com o MPT de Campo Grande, a representação
comercial é válida quando o representante faz a ligação
entre fabricante de produtos e o comércio, jamais entre comércio
e comércio. Na ação civil pública, o procurador
considerou que havia contratos de fachada que tinham por objetivo atribuir
a contratos de trabalho subordinados a roupagem de contratos de representação
comercial. A finalidade era abster-se de arcar com direitos trabalhistas
dos empregados, os quais na realidade são promotores de vendas
ou vendedores externos.
Em sua investigação, o MPT averiguou inexistir liberdade
de ação e de organização próprias
dos representantes. Eles não tinham autonomia. A fixação
de metas era realizada pela distribuidora. As mercadorias eram entregues
pela distribuidora. A tal ponto havia subordinação que
os representantes sequer sabiam a quanto tinham direito a receber de
comissão ao término de cada mês, pois “não
tomavam pedido do cliente”.
Quando o MPT 24ª Região requereu a declaração
de vínculo empregatício de todos os representantes comerciais
contratados pela empresa, o juiz da 5ª Vara do Trabalho de Campo
Grande julgou improcedente o pedido. O juiz considerou que, individualmente,
cada representante comercial poderia se socorrer da atividade jurisdicional
em busca de seus direitos. Dessa forma, investigando-se os elementos
fáticos, por meio de provas, se chegaria à identificação
da natureza da relação de trabalho.
Segundo o juiz, “a investigação deve ater-se a
cada relação individualmente, não sendo jurídico,
no plano coletivo, afirmar que todos os representantes comerciais autônomos
contratados pela reclamada sejam qualificados como empregados mediante
declaração judicial”. Quando o MPT recorreu ao
TRT/MS, no entanto, o Tribunal Regional, ao analisar as provas apresentadas
pelo Ministério Público, julgou ter provas suficientes
para o reconhecimento do vínculo empregatício.
No recurso ao TST a empresa não teve sucesso. Segundo o ministro
Bresciane, neste caso, na medida em que os fundamentos de fato e de
direito que suportam o julgado regional não permitem extrair
as conclusões pretendidas, demandaria o revolvimento dos elementos
instrutórios para tornar evidente a não-ocorrência
de fraude e, em conseqüência, a ausência de vínculo
de emprego, mas de contrato de representação comercial,
constituída nos moldes legais. (RR-649/2005-005-24-00.4)
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Técnico de ar
condicionado do Bradesco ganha direito a jornada de seis horas
A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho determinou ao Bradesco
o pagamento como extras das horas que excediam às seis horas
horas diárias a um técnico em manutenção
de ar condicionado. A Turma, por maioria, seguiu o voto do relator,
ministro Emmanoel Pereira, que entendeu que a decisão da Justiça
do Trabalho de São Paulo contrariava o artigo 224 da CLT.
Tanto a 3ª Vara do Trabalho de Osasco (SP) quanto o Tribunal
Regional do Trabalho da 2ª Região indeferiram o pedido
de horas extras formulado pelo técnico em reclamação
trabalhista ajuizada contra o Bradesco. Tanto a sentença
quanto o acórdão que negou provimento ao recurso
ordinário do trabalhador entenderam que este executava tarefas
restritas à área específica de manutenção
de aparelhos de ar condicionado e, por isso, não era aplicável
a jornada reduzida dos bancários. No julgamento do recurso
de revista pela Quinta Turma, o relator, ministro João Batista
Brito Pereira, votou no sentido de rejeitar o recurso, pois a mudança
do entendimento exigiria o reexame de fatos e provas, procedimento
vedado pela jurisprudência do TST.
O ministro Emmanoel Pereira, porém, após vista regimental
do processo, observou que não havia dúvidas de que
as atividades desenvolvidas não eram as típicas de
bancário. “O que se discute é se o empregado
de banco que trabalha em serviço diverso da atividade-fim
tem direito à jornada especial do bancário”,
afirmou ao abrir divergência.
O ministro destacou que, segundo o artigo 224 da CLT, “a
duração normal do trabalho dos empregados em bancos,
casas bancárias e Caixa Econômica Federal será de
seis horas contínuas nos dias úteis, (...), perfazendo
um total de 30h de trabalho por semana”. No entendimento
adotado em seu voto, a lei não restringiu a duração
da jornada de seis horas àqueles que exerçam apenas
atividade bancária. “A norma faz remissão à duração
da jornada dos empregados em bancos”, explicou. “Se
o banco opta por contratar diretamente um empregado para proceder à manutenção
do ar condicionado, a fim de facilitar a rotina e o meio-ambiente
de trabalho, a jornada a ser aplicada é a de seis horas”,
concluiu.
O voto registra que este entendimento vem se consolidando no TST,
e menciona precedente da Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1), em embargos relatados pela ministra Maria
Cristina Peduzzi no mesmo sentido. Naquele caso, em que o empregado
trabalhava no almoxarifado, a relatora já havia firmado
entendimento de que, “muito embora seja possível distinguir
entre atividade-fim e atividade-meio, é forçoso concluir
que o desempenho desta é também dirigido à finalidade
da empresa”, concluindo que “todos os empregados de
banco são bancários, independentemente da atividade
desenvolvida”, à exceção dos integrantes
de categoria profissional diferenciada. (RR 1623/2000-383-02-00.9).
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Ministério do Trabalho e Emprego
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA No- 604, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2007
O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso de suas atribuições
e tendo em vista o disposto no art. 87, parágrafo único,
inciso I, da Constituição, e no Decreto no 5.063, de
3 de maio de 2004, resolve:
Art.
1o Instituir Grupo de Trabalho - GT para analisar e apresentar relatório
conclusivo, no prazo de sessenta dias, sobre o conjunto de propostas
apresentado pelas Centrais Sindicais referente aos trabalhadores
da construção civil no âmbito dos investimentos
do Plano de Aceleração do Crescimento - PAC.
Art.
2o O Grupo de Trabalho, composto por representantes titulares e suplentes,
terá a seguinte composição:
I
- pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, um representante
de cada um dos seguintes órgãos:
a) Secretaria-Executiva, que o coordenará;
b) Secretaria de Inspeção do Trabalho;
c) Secretaria de Políticas Públicas e Emprego; d) Secretaria
de Relações do Trabalho; e
e) Secretaria Nacional de Economia Solidária;
II
- um representante da Fundação Jorge Duprat Figueiredo
de Segurança e Medicina do Trabalho - FUNDACENTRO.
III - um representante da Casa Civil da Presidência da República;
IV - um representante do Ministério das Cidades;
V - um representante do Ministério da Previdência Social;
VI - um representante do Ministério do Desenvolvimento Social
e Combate à Fome;
VII - um representante da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil;
VIII - um representante da Central Única dos Trabalhadores;
IX - um representante da Força Sindical;
X - um representante da Nova Central Sindical de Trabalhadores; e
XI - um representante da União Geral dos Trabalhadores.
§ 1o
Os representantes de que trata este artigo, titulares e suplentes,
serão indicados pelo respectivo titular das Secretarias deste
Ministério, pela FUNDACENTRO, pelas centrais sindicais e pelos
respectivos titulares das demais Pastas com representação
no GT, e serão designados por ato do Ministro de Estado do
Trabalho e Emprego.
§ 2o O Coordenador poderá convidar representantes de outros órgãos
ou entidades para participar das reuniões do GT.
§ 3o A participação no GT será considerada prestação
de serviço relevante, não remunerada.
Art. 3o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
CARLOS LUPI
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SINTRICOMB, 11 de dezembro
de 2007
Sintricomb participa da 4ª Marcha
da Classe Trabalhadora
O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção Civil e do Mobiliário de Brusque e região
(Sintricomb), Augusto Hoelfemann, e o diretor da entidade, Isaias Otaviano,
participaram no último dia 5, quarta-feira, da 4ª Marcha da
Classe Trabalhadora. A manifestação foi realizada na cidade
de Brasília e reuniu entidades representativas da classe de todo
o país. O Sintricomb foi o único de Brusque a marcar presença.
De acordo com a organização do evento, mais de 40 mil
pessoas participaram do encontro. Por cerca de duas horas, os trabalhadores
caminharam ao longo das ruas de Brasília, passando por locais
como a Esplanada dos Ministérios e o Congresso Nacional. Segundo
o diretor do Sintricomb, Isaias Otaviano, a quantidade de pessoas que
esteve presente serviu para dar uma noção da força
que as entidades representativas dos trabalhadores têm quando da
necessidade de mobilização. “Isso serve para mostrar
que o movimento sindical no país está organizado. Em pouco
tempo, os sindicatos conseguiram juntar praticamente 50 mil trabalhadores
em Brasília”, comentou Otaviano.
A Marcha da Classe Trabalhadora acontece há quatro anos. Nelas,
sindicalistas se reúnem para discutir acerca da situação
que vive o trabalhador no Brasil. Um documento foi elaborado a partir
do que se definiu nas três edições anteriores, nas
quais o tema em discussão foi “Como se atingir o desenvolvimento
do país com distribuição de renda e valorização
do trabalho?”. Para responder a esse questionamento, o encontro
da semana passada abordou três pontos e que são considerados
por sindicalistas e trabalhadores como itens de sustentação
para o sucesso de tal objetivo: redução da jornada de trabalho,
mais e melhores condições de empregos e fortalecimento
da seguridade social e das políticas públicas.
A redução da carga horária semanal de trabalho
foi o carro-chefe da manifestação deste ano. O assunto é algo
que já vem sendo discutido há algum tempo. Uma Proposta
de Emenda à Constituição (PEC) foi apresentada à Câmara,
em 2001, pelo ex-deputado Inácio Arruda (PC do B), Ceará,
e propõe mudanças na Constituição Federal
com esse fim. A proposta encontra várias restrições
por parte dos deputados para ser votada.
O que é a PEC 393/01?
A PEC 393/01 sugere a alteração do Artigo 7 da Constituição
Federal, que trata dos direitos dos trabalhadores. Ela propõe
redução da jornada de trabalho e aumento da remuneração
nas horas-extras. O texto original propunha que a carga horária
passasse de 44, como é atualmente, para 40 horas semanais em janeiro
de 2002 e, na seqüência, para 35 no mesmo mês de 2004.
Um dos argumentos utilizados por Arruda na elaboração da
proposta era de que, no mesmo ano, países como Bélgica,
França e Dinamarca diminuíram para 35 horas semanais a
carga horária da jornada de trabalho. Quanto à mudança
do percentual pago por horas-extras, o projeto propunha que elas passassem
a ser de 100% nos dias normais e de 200% em domingos e feriados.
Baile de Natal
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
Civil e do Mobiliário de Brusque e região (Sintricomb)
convida a todos os associados para participar do Baile de Natal. O evento
vai ser organizado por todos os sindicatos que possuem convênios
com a Farmácia dos Trabalhadores. A data é 14 de dezembro,
sexta-feira, a partir das 22 horas. O local da festa será o estacionamento
do Breithaupt, que fica na Rua Mathilde Hoffman, 121, Bairro Centro.
a entrada é gratuita.
Dirigentes
do Sintricomb participam da 4ª Marcha em Brasília/DF
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Valdomiro da Motta
Assessoria de Imprensa do Sintricomb
47 91479204 |
47 33512089
|