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Agência Câmara,
21 de dezembro de 2007
Câmara aprova assistência
gratuita a construção de moradia
A Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania (CCJ) aprovou nesta quinta-feira, em caráter conclusivo,
o Projeto de Lei 6981/06, do deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), que
assegura às famílias com renda de até três
salários mínimos (R$ 1.140) assistência técnica
gratuita para a construção de moradias. A proposta segue
para análise do Senado.
Seguindo a recomendação do relator, deputado
Chico Lopes (PCdoB-CE), a CCJ também aprovou substitutivo
da Comissão de Finanças e Tributação.
O substitutivo deixa claro que os serviços de assistência
técnica deverão ser custeados apenas por recursos
federais, do Fundo Nacional de Habitação de
Interesse Social (FNHIS), por recursos públicos orçamentários
ou por recursos privados, em apoio financeiro a estados e
municípios.
No entanto, as transferências de recursos do FNHIS
para estados e municípios são condicionadas à oferta
de contrapartida. Esta poderá ser por meio de recursos
financeiros, bens imóveis urbanos ou serviços,
desde que vinculados aos empreendimentos habitacionais financiados
pelo fundo.
Arquitetura, urbanismo e engenharia
Pela proposta, os beneficiários contarão com serviços
permanentes e gratuitos de assistência técnica nas áreas
de arquitetura, urbanismo e engenharia oferecidos pelo União,
pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios. O suporte
vai incluir apoio na elaboração de projeto, acompanhamento
e execução da obra, reforma, ampliação
ou regularização fundiária da habitação.
Entre os objetivos da assistência técnica está melhorar
o uso e o aproveitamento racional do espaço edificado
e de seu entorno, para evitar a ocupação de áreas
de risco e de interesse ambiental, muito comum em grande
parte de nossas cidades.
Terão prioridade de atendimento as obras em regime
de mutirão ou localizadas em zonas habitacionais declaradas
por lei como de interesse social. A assistência técnica
será oferecida às famílias ou a cooperativas,
associações de moradores ou outros grupos organizados
que as representem.
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Agência Câmara,
21 de dezembro de 2007
Proposta amplia alcance do
adicional de periculosidade
Otávio Praxedes
O Projeto de Lei 1562/07, do deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), garante
a todo trabalhador que atue em condições de risco elevado
de roubos ou outras formas de violência física, acidentes
de trânsito ou de trabalho o pagamento de adicional de periculosidade
de 30%. Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho
(Decreto-Lei 5.452/43) garante esse adicional somente a empregados que
trabalhem sob risco constante de acidentes com material inflamável
ou explosivos.
Em setembro deste ano, a Câmara aprovou o PL 7362/06,
do Senado, que estende o adicional de periculosidade aos
carteiros. Para Pellegrino, no entanto, a legislação
não deve prever quais categorias devem ter direito
ao benefício, mas as condições de trabalho
perigosas a que os trabalhadores ficam submetidos. "De
tal modo, não apenas os carteiros farão jus
ao adicional, mas também profissões que há muito
têm lutado para conquistar esse direito justo, como
os vigilantes e os trabalhadores de empresas de transporte
de valores", afirma.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo, apensado ao PL 1033/03,
da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que institui o adicional
de periculosidade para vigilantes e empregados em transporte de valores.
Eles serão analisados pelas comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
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Agência Diap, 21
de dezembro de 2007
EMPREGO
Construção cívil
registra maior número de postos de trabalho
A Construção Civil foi o setor da economia que teve o maior
crescimento na geração de empregos com carteira assinada
este ano. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
De janeiro a novembro o segmento apresentou uma expansão
recorde de 203 mil vagas, o que representou uma alta de
15% no total de empregos formais desta atividade. Em seguida
aparecem Agropecuária (9,9%), Indústria de
Transformação (8%), Comércio (6%)
e Serviços (5,6%).
A segunda maior taxa de crescimento da construção
civil havia sido registrada em 2005, quando o estoque de
empregos subiu 9,77%. Nos onze primeiros meses de 2006,
o setor teve um saldo de 121 mil novas vagas, crescendo
10,4%, segundo os dados do Caged.
Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, as
ações do governo tiveram papel fundamental
para o bom resultado. "São cerca de 80 mil
vagas a mais do que no ano passado, o que mostra claramente
o impacto do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC)”, outra dado, de acordo com o ministro foi “a
ampliação dos financiamentos para habitação",
concluiu.
Financiamento
Ao longo de 2007, a habitação recebeu significativo
aporte de dinheiro e facilitação de crédito
por conta de ações do governo. Em maio, o
Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS) aprovou a redução da taxa de juros
de 8% para 6,5% ao ano para financiar a compra de imóvel
para a população que ganha entre R$ 3.900
e R$ 4.900. Um extra de R$ 1,8 bilhão para financiamento
da casa própria foi aprovado este ano.
Em julho, o Conselho Curador também deu aval a
resolução que ampliou de quatro para seis
salários-mínimos a renda de famílias
que podiam pagar até 80% do valor da prestação
de imóveis residenciais com recursos do FGTS.
No mês seguinte, o Conselho ampliou ainda a faixa
de renda bruta familiar para financiamentos nas capitais
e regiões metropolitanas de São Paulo, Rio
de Janeiro, Região Integrada do Distrito Federal
e Entorno (RIDE) e demais capitais das regiões Sul
e Sudeste.
Justamente nestas regiões, notou-se maior crescimento
das contratações celetistas para a construção
civil. No acumulado do ano, São Paulo, apresentou
46.533 novas contratações (expansão
de 22,29%); Rio de Janeiro, mais de 12 mil (+ 12,72%) e
Distrito Federal quase 3 mil novos trabalhadores com a
carteira assinada na mão (alta de 7,75%). (Com informações
do MTE)
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Nova Central, 21 de dezembro
de 2007
Liminar libera uso de amianto
no estado de São Paulo
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, concedeu
liminar para liberar uso e a comercialização do amianto
no estado de São Paulo. A decisão suspende a eficácia
da Lei 12.684/07, promulgada pelo governador de São Paulo José Serra
(PSDB), e vale até o julgamento do mérito da ação.
A norma entraria em vigor em janeiro de 2008.
A liminar foi concedida em Ação Direta de
Inconstitucionalidade movida pela Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria. Na semana
passada, o ministro aceitou o pedido do Instituto Brasileiro
do Crisotila, entidade que reúne representantes das
empresas e trabalhadores do segmento de fibrocimento com
uso de amianto e também representantes governamentais,
como amicus curie na ADI.
Ao deferir a participação do instituto, o
ministro Marco Aurélio destacou que a regra é não
admitir terceiros em Ação Direta de Inconstitucionalidade,
que é extremamente objetiva.
“No caso, surge a representação maior
do requerente no que composto de forma tripartite, ou seja,
considerados trabalhadores, empresários e representantes
do governo, e tem como finalidade o conhecimento técnico-científico
na elaboração, implementação
e divulgação das práticas relacionadas
ao uso controlado e responsável do amianto crisotila
no Brasil”, argumentou o ministro em sua decisão.
O amianto crisotila é uma fibra mineral de características
físico-químicas completamente distintas do
amianto anfibólio, que foi proibido em todo o mundo
devido à sua nocividade. Segundo seus fabricantes,
o amianto crisotila não oferece os mesmos riscos à saúde,
já que a sua composição é diferente,
seu uso é controlado e segue rigorosas normas de segurança.
Maior jazida
O estado de Goiás não foi aceito como amicus
curiae, pelo Supremo Tribunal Federal, na mesma ADI. Goiás
tem em seu território uma das maiores minas de amianto
do mundo. A decisão também foi do ministro
Marco Aurélio. Dessa vez, ele usou o argumento de
que a regra é não se admitir intervenção
de terceiros no processo de Ação Direta de
Inconstitucionalidade contra o autor do pedido.
“Não se está diante de situação
em que ocorra representatividade a ponto de se tornarem necessários
esclarecimentos”, concluiu Marco Aurélio, em
decisão no dia 7 de dezembro.
A jazida de Cana Brava, no município de Minaçu
(ao norte de Goiás), é responsável pelo
abastecimento de todo o mercado brasileiro e também
por grandes receitas de exportação. O amianto
crisotila é matéria-prima para materiais de
construção como telhas, caixas d’água
e divisórias, além de pastilhas de freio para
carros.
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Gazeta do Povo, 21 de dezembro
de 2007
ECONOMIA | TRABALHO
Desemprego ficará abaixo
de 10%
Rio de Janeiro – A taxa de desemprego deverá fechar
o ano em um dígito, disse ontem o pesquisador do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar
Pereira. Até novembro, a média de desocupação
da população economicamente ativa é de
9,5%. No mesmo período em 2006, essa taxa ficou em
10,1%. No ano passado, a média final foi de 10%.
“Dificilmente, a taxa de desemprego em dezembro
vai acima da verificada em novembro. A tendência
histórica é de queda, com maiores níveis
de contratação temporária no último
mês do ano’’, afirmou.
Historicamente, a taxa de desemprego em dezembro cai
pelo menos 1 ponto porcentual em relação
a novembro. Se a tendência for mantida, o índice
no último mês de 2007 ficará em torno
dos 7%.
Cimar Pereira acrescentou que a maior parte dos índices
relativos à Pesquisa Mensal de Emprego foram recordes
em novembro. Um deles é o nível de ocupação
da população, medido entre as pessoas com
idade ativa (acima dos 10 anos). Em novembro, essa média
ficou em 52,6%. No ano, a média é de 51,1%.
Já o nível de desocupação
(população desocupada sobre a população
com idade ativa) foi de 4,7% em novembro e de 5,4% de
janeiro a novembro, ambos recordes.
O porcentual de trabalhadores com carteira assinada
também é recorde na série. Em novembro,
43,4% dos trabalhadores tinham carteira assinada. De
janeiro a novembro, a média é de 42,4%.
No mesmo período em 2006, essa taxa era de 41,4%.
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Folha de São Paulo,
21 de dezembro de 2007
Com expansão econômica,
cresce parcela de trabalhadores com carteira assinada
DA SUCURSAL DO RIO
Na esteira da melhora do mercado de trabalho e do maior
crescimento da economia, aumenta a formalização.
Em novembro o número de trabalhadores com carteira
assinada subiu 1,5% ante outubro. O percentual corresponde
a 137 mil pessoas a mais empregadas formalmente. Ou seja,
a maior parte dos que conseguiram um emprego em novembro
(147 mil) ingressou no mercado protegidas pelas leis trabalhistas.
Na comparação com novembro de 2006, os resultados são
ainda mais expressivos. O emprego com carteira registrou crescimento
de 8,2%, o que representa o acréscimo de 709 mil postos de trabalho
formais. Já o total de trabalhadores sem carteira caiu 4,3%
ante novembro de 2006 e 0,8% em relação a outubro.
Com o atual ritmo de expansão do emprego com carteira, cresce
a participação de empregados formais em relação
ao total. A proporção de trabalhadores com carteira assinada
subiu de 41,4% no período de janeiro a novembro de 2006 para
42,4% no mesmo intervalo de 2007. Entre janeiro a novembro de 2003,
o percentual era mais baixo ainda: 39,8%. Considerando os funcionários
públicos e militares, os empregados formais correspondiam a
50,6% do número de pessoas ocupadas em novembro deste ano.
Numa tendência inversa, o contingente de informais só faz
cair. O total de empregados sem carteira assinada cedeu de 14,8% no
período de janeiro a novembro de 2006 para 14% nos mesmos meses
deste ano. O percentual atingia 15,6% em igual intervalo de 2003.
Segundo Fábio Romão, economista da LCA, a aceleração
do emprego formal é um dos pilares da atual fase de expansão
da economia. É que, diz, o trabalhador com carteira assinada
se sente mais confiante para consumir e se endividar, pois tem menor
receio de ficar sem emprego. Ele também tem renda e benefícios
maiores -13º salário e férias, por exemplo. "Além
disso, o empregado formal tem acesso mais fácil ao crédito",
diz Romão.
Para Cimar Azeredo Pereira, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do
IBGE, está "longe do ideal" a divisão de trabalhadores
por forma de inserção no mercado de trabalho no país.
O contingente de empregados sem carteira e por conta própria,
diz, ainda é muito elevado.
" Quase metade dos ocupados ainda é informal. É um percentual
muito alto", disse. Pereira afirma, porém, que o aumento da formalização
observada neste ano já representa um avanço.
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Folha de São Paulo,
21 de dezembro de 2007
FGTS vai investir R$ 17 bilhões
em 2008
Conselho Curador aprovou ontem novo
aporte de R$ 5 bi para o próximo ano
Serão investidos R$ 3 bi em habitação
popular, R$ 1,45 bi em saneamento básico e R$ 550
mi em obras de infra-estrutura
DA SUCURSAL DO RIO
O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço) aprovou ontem o aporte de R$ 5 bilhões
para orçamento de 2008, que chegará a R$
17 bilhões, o maior da história do fundo.
Os recursos vêm do patrimônio do FGTS, de R$
190 bilhões.
O montante será destinado a investimentos em habitação
popular (R$ 3 bilhões), saneamento básico (R$ 1,45 bilhão)
e obras de infra-estrutura viária (R$ 550 milhões). "É um
aumento de mais de 50% sobre o total de investimentos de 2007, que
somam R$ 10,6 bilhões", disse o ministro do Trabalho e
Emprego, Carlos Lupi, que presidiu a reunião do conselho.
O FGTS destinará R$ 8,4 bilhões a operações
de crédito para a compra de imóveis, de até R$
130 mil, por famílias com renda mensal de até R$ 4.900,
com juros de 8,16% ao ano mais a Taxa Referencial. A nova linha de
financiamento criada para a compra de unidades de R$ 350 mil por cotistas,
chamada Pró-cotista, receberá R$ 1 bilhão e terá juros
de 8,66% ao ano mais a TR.
O conselho também aprovou o regulamento do Fundo de Investimentos
do FGTS, que investirá R$ 5 bilhões em obras do PAC (Programa
de Aceleração do Crescimento), destinados a energia,
rodovias, hidrovias, ferrovias, saneamento etc. Depois da publicação
do regulamento no "Diário Oficial", o fundo será encaminhado
para registro da CVM (Comissão de Valores Mobiliários)
e deve começar a operar em janeiro.
" Daqui a dois anos, pretendemos vender cotas do fundo para os trabalhadores,
nos moldes das ofertas de ações da Vale e da Petrobras, com o uso
dos recursos do FGTS", informou Paulo Furtado, secretário-executivo
do Conselho Curador. Os trabalhadores poderão investir até 10%
do saldo do FGTS, com previsão de rendimento de 5,5% ao ano -as contas
rendem 3% mais TR.
O Fundo de Investimento será administrado pela Caixa Econômica
Federal, que se compromete a cumprir rentabilidade de 6% ao ano mais
TR. O comitê de investimentos do fundo limitou a alocação
dos recursos a 30% por setor, para evitar concentração.
Também determinou que o investimento precisa ter a classificação
de baixo risco por uma agência registrada na CVM.
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O Estado do Paraná,
21 de dezembro de 2007
Economia
Indústrias do interior
são destaques na geração de empregos
no Paraná
AE Notícias
Mais de 63 mil empregos foram gerados pela indústria de transformação
entre os meses de janeiro e novembro de 2007, no Paraná. O número
representa 41,22% dos empregos criados no estado durante os 11 meses
(153.579). Os dados, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), apontam ainda que os principais segmentos responsáveis
pelo resultado da indústria foram alimentação, têxtil
e a indústria madeireira.
“A maioria dessas indústrias está fora
da Região Metropolitana de Curitiba. É o
resultado das políticas do Governo Requião
voltadas para o desenvolvimento do interior que estão
se refletindo na maior geração de trabalho
e renda”, analisa o secretário do Trabalho,
Emprego e Promoção Social. “De todos
os empregos criados até novembro deste ano, mais
de 67% foram gerados em cidades que não fazem parte
da RMC”, compara o secretário.
Enquanto a Região Metropolitana de Curitiba criou
50.097 dos mais de 153 mil novos empregos abertos entre
janeiro e novembro de 2007, as cidades do interior foram
responsáveis pela geração de mais
de 103 mil postos de trabalho formal.
Outro fator que contribuiu positivamente para a criação
de empregos no interior do estado é a expansão
da agropecuária. Em 2007, foram gerados 12.244 empregos
na atividade. Em 2006, esse número foi de 6.796.
Com a chegada do final do ano, e a mudança da economia,
os empregos na lavoura e na indústria acabam diminuindo.
Em contrapartida, o que se observa todos os anos é que
os setores de comércio e serviços empregam
mais nesta época do ano.
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Revista Consultor Jurídico,
21 de dezembro de 2007
Contratação eficaz
Conheça as regras do
contrato de trabalho temporário
por Roberta Soares da Silva
O trabalho temporário é o serviço
prestado por pessoa física a uma determinada empresa,
para atender necessidade transitória de substituição
de pessoal, regular e permanente, ou motivado pelo acréscimo
extraordinário de serviços. Foi criado pela
Lei 6.019/74 e regulamentado pelo Decreto 73.841/74.
As empresas de trabalho temporário alocam trabalhadores
devidamente qualificados e por ela remunerados, temporariamente
no mercado de trabalho, à disposição
das empresas tomadoras de serviços.
O contrato entre a empresa e o trabalhador deve ser celebrado
individualmente, constando de forma expressa, os direitos
decorrentes de sua condição de trabalhador
temporário, o qual deve ter duração
máxima de três meses, podendo excepcionalmente,
ser prorrogado uma única vez, desde que a empresa
tomadora dos serviços requeira autorização
da Delegacia Regional do Trabalho, conforme Portaria 574
de 22 de novembro de 2007.
Entretanto, para que haja prestação de serviço
temporário, é necessária a existência
de contrato entre a empresa de trabalho temporário
e a empresa tomadora, no qual deve constar, expressamente,
o motivo justificador da demanda de mão de obra,
bem como, a modalidade de remuneração da
prestação de serviço, onde estejam
discriminadas as parcelas relativas a salários e
encargos sociais. Vale ressaltar que a empresa tomadora
de serviço poderá rescindir o contrato de
trabalho por justa causa.
A autorização de funcionamento de uma empresa
de trabalho temporário está condicionada
ao prévio registro no órgão regional
do Ministério do Trabalho e Emprego da unidade da
federação onde se situa sua sede, mediante
protocolo do pedido de registro e documentos exigidos.
Verificada a correta instrução do processo,
o órgão regional do MTE o encaminhará à Secretaria
de Relações do Trabalho (SRT), para análise
conclusiva do pedido de registro; se deferido, a SRT emitirá o
certificado de registro que terá validade em todo
o território nacional e o encaminhará, juntamente
com o processo, à unidade regional do MTE, na qual
o pedido foi protocolizado para entrega ao interessado.
Caso o pedido seja indeferido, a SRT emitirá decisão
fundamentada e remeterá os autos à unidade
regional de origem, que deverá notificar o requerente
de sua decisão, com abertura de prazo de dez dias
para apresentação de pedido de reconsideração.
Este pedido deverá ser instruído por documentos
que o fundamentem e ser protocolizado no órgão
regional de origem para que seja encaminhado a SRT. Se
não houver manifestação do interessado,
o processo será arquivado no órgão
regional do MTE.
Cabe esclarecer ainda, que a SRT poderá cancelar
o registro da empresa de trabalho temporário quando
for constatada cobrança de qualquer importância
ao trabalhador, mesmo a título de mediação,
conforme parágrafo único do artigo 18 da
Lei 6.019/74.
O contrato de trabalho temporário é uma
alternativa econômica para as empresas tomadoras
de serviços que venham a necessitar de mão-de-obra
para complementar o trabalho de seus funcionários
e em situações excepcionais de serviço,
a fim de atender uma necessidade transitória de
substituição de seu pessoal regular e permanente,
como por exemplo: férias, licença maternidade,
licença saúde e para atender acréscimo
extraordinário de serviço, como “picos
de venda” ou de “produção”,
lançamentos de produtos, campanhas, entre outros.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
21/12/2007
Começou ontem o recesso judiciário
A partir de ontem (20) tem início o recesso judiciário,
fixado pela Lei nº 5.010/1966 (artigo 62, inciso I), que vai até o
dia 6 de janeiro. Nesse período, o Tribunal Superior do Trabalho
funcionará em sistema de plantão, com atendimento específico
para as causas urgentes, como mandados de segurança, medidas
cautelares, reclamações correicionais, habeas corpus,
dissídio coletivo de greve em atividade essencial e, eventualmente,
pedidos de efeito suspensivo. As causas urgentes serão objeto
de deliberação do ministro Milton de Moura França,
vice-presidente do Tribunal, no exercício da Presidência.
Os prazos processuais ficam suspensos, por determinação
legal, a partir do dia 20/12 até o dia 1º de fevereiro
de 2008, quando o Tribunal retoma suas atividades jurisdicionais. Durante
o recesso, o atendimento ao público externo, em regime de plantão,
será das 12h às 18h.
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