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Agência Senado, 22
de dezembro de 2007
Falta anual ao trabalho por assunto
particular pode ser decidida pela CAE no próximo semestre

Proposta que se encontra pronta para votação na Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE) pode garantir aos trabalhadores contratados
pelo regime celetista o direito de faltar ao serviço um dia por
ano, sem desconto no salário, para tratar de assuntos particulares.
O exame do projeto (PLS 23/03), assinado pelo senador Paulo Paim (PT-RS),
deve ocorrer a partir de fevereiro, na retomada dos trabalhos após
o recesso de fim de ano. A relatora, senadora Patrícia Saboya
(PDT-CE), ofereceu parecer favorável à aprovação.
Na forma prevista pelo autor, o trabalhador não precisará apresentar
qualquer justificativa para deixar de comparecer ao serviço.
A única condição foi sugerida pela relatora,
por emenda ao texto, no sentido de que o empregado apresente
com 24 horas de antecedência uma comunicação
de que irá faltar.
Paulo Paim, na justificativa, afirma que o projeto atende
a antiga reivindicação da classe trabalhadora.
Segundo ele, a medida tem evidente alcance social, pois o
trabalhador, "como ser humano que é, tem todo
o direito de tratar de seus assuntos mais íntimos
sem a necessidade de se justificar perante seu chefe ou qualquer
outra autoridade constituída".
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
prevê algumas hipóteses de ausência ao
trabalho, mas sempre com justificação por atestado
ou documento válido. As ausências podem ocorrer,
entre outras situações, no caso de morte de
parentes, casamento e nascimento de filhos. Também
são admitidas faltas por um dia, em cada 12 meses
de trabalho, nos casos de doação voluntária
de sangue, ou de até dois dias, para alistamento eleitoral.
Trabalhador decide
Patrícia Saboya observa que, nos termos defendidos
por Paim, "o empregado será o único juiz
de sua necessidade, fundamentado em razões de foro íntimo".
Em defesa da proposta, a relatora afirma que diversos países
europeus adotam o direito a faltas não justificadas
como forma de preservar a vida dos empregados.
Para a senadora, o direito à falta não justificada é do
interesse principalmente dos trabalhadores de baixa remuneração,
normalmente sujeitos a jornadas de trabalho mais rígidas.
Ela afirma que a medida traz um ganho para a qualidade de
vida dos trabalhadores, sem representar custos elevados para
os empregadores - compensado, como acredita, pela melhoria
nas relações trabalhistas e pela motivação
do empregado.
A proposta de Paim chegou a ser agendada para votação
oito vezes consecutivas desde setembro, mas não foi
examinada devido ao elevado número de propostas relacionadas
nas pautas da comissão. A matéria tramitava
antes na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para
decisão terminativa, mas levada ao exame da CAE em
decorrência de requerimento apresentado em Plenário
pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Depois, retornará à CAS
para decisão final.
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Agência Diap, 22
de dezembro de 2007
RETROSPECTIVA DAS COMISSÕES
Poucos projetos de interesse dos trabalhadores
foram aprovados em comissões permanentes da Câmara
Por: Alysson Alves e André Santos*
Apesar da extensa quantidade de projetos em tramitação
na Câmara dos Deputados, poucas e importantes matérias
de interesse da sociedade, em geral, e dos trabalhadores, em particular,
foram aprovadas em comissões permanentes nesta primeira
sessão legislativa ordinária da 53ª Legislatura.
As matérias que passaram pelo crivo dos parlamentares buscam
manter, ampliar e retificar perdas e prejuízos aos assalariados
e à sociedade.
A Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) da Câmara, por exemplo, considerado o colegiado mais
importante da Casa, que tem competência de analisar os aspectos
constitucionais, legais, jurídicos, regimentais e de técnica
legislativa de projetos, emendas ou substitutivos, bem como o mérito
de matérias sobre cidadania, nacionalidade, direito constitucional,
eleitoral, civil e penal, entre outros, apreciou mais de 450 proposições
somente no segundo semestre de 2007.
No entanto, das mais de 450 proposições apreciadas
pela CCJ, a grande maioria é formada de propostas de renovação
de outorga de concessão de rádio e TV. Destacamos,
do restante da pauta aprovada, pouco mais de uma dezena de proposições
de interesse dos trabalhadores, dos assalariados, dos aposentados
e pensionistas.
A CCJ apreciou e aprovou, por exemplo, mudanças na Constituição
Federal para acabar com a taxação dos inativos; a
volta dos concursos internos na administração pública;
mudanças na tramitação das medidas provisórias;
a anistia de trabalhadores da ECT envolvidos em movimento grevista
por melhores condições de trabalho, bem como o estabelecimento
do adicional de periculosidade para os carteiros; a inscrição
na Carta Cidadã do direito à mulher de 180 dias de
licença-maternidade; o estabelecimento de um teto salarial único
no serviço público; aumento da quarentena para servidores
públicos que deixarem a administração pública
rumo à atividade privada, etc.
Comissão de Trabalho
Na Comissão de Trabalho (CTASP), que analisa matérias
de interesse dos trabalhadores, poucas matérias relevantes
para os assalariados foram aprovadas. O colegiado que tem atribuições
de apreciar matérias que tratam, entre outros temas, sobre
direito de greve, negociação coletiva e política
salarial, iniciou suas atividades em março.
As reuniões deliberativas apenas às quartas-feiras
podem justificar, em certa medida, a baixa análise de proposições.
Também corrobora para a pouca apreciação de
matérias, a ausência de acordos prévios para
votações de temas polêmicos e que, em certos
momentos, dividem o colegiado em três grupos distintos: os
defensores do governo, os trabalhadores e os empresários.
Um exagerado número de propostas aprovadas na comissão
trata da criação de escolas técnicas e universidades
nos Estados de origens dos parlamentares. A votação
dessas matérias foi em bloco.
Uma das propostas de maior relevância para o movimento sindical
em 2007, a legalização das centrais sindicais, foi
aprovada na comissão sem grandes problemas. Foi cumprido
o acordo celebrado entre as centrais e o Governo. Outra matéria
de interesse do movimento sindical, a regulamentação
do direito de greve, não avançou no colegiado.
Comissão de Seguridade Social e Família
A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara
dos Deputados (CSSF) também não apreciou muitas matérias
em 2007. Proposições que demandam intensa negociação
e articulação não foram apreciadas e continuam
sem expectativa de deliberação.
O colegiado, que é responsável por apreciar temas
complexos como previdência social e matérias relacionadas à saúde
pública, não conseguiu estabelecer consenso em temas
polêmicos e deixou para o próximo ano a discussão,
por exemplo, da proposta de descriminalização do
aborto.
A comissão, que em seu primeiro semestre apreciou mais
de uma centena de proposições, continuou com a mesma
meta para o segundo semestre. A principal participação
do colegiado neste segundo semestre foi a aprovação,
em plenário, do projeto de lei complementar (PLP) 01/07,
que regulamenta a Emenda 29 e destina recursos para a saúde
pública.
A proposta aprovada em plenário seguiu para o Senado mas,
antes, muitas audiências públicas relacionadas ao
tema tiveram como palco principal a Comissão de Seguridade
Social e Família.
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Diário Vermelho,
22 de dezembro de 2007
Comissão de Ética
quer pedir a Lula que demita Lupi
A Comissão de Ética Pública, ligada à Presidência
da República, anunciou nesta sexta-feira (21) que vai encaminhar
ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo
depois do Natal, sugerindo a demissão do ministro Carlos Lupi.
A informação é do presidente em exercício
da comissão, Marcílio Marques Moreira, que alega incompatibilidade
entre as funções de ministro do Trabalho e presidente
nacional do PDT.
Marcílio diz que a decisão foi tomada em
conjunto com os integrantes da comissão, em sua
reunião de 26 de novembro no Rio de Janeiro, pois
o fato de uma mesma pessoa estar à frente de um
partido político e de um ministério contraria
os princípios éticos e gera conflitos de
interesses.
Esta é a terceira vez que o ex-ministro da Fazenda
(por 18 meses, no governo Collor) expressa a posição
em nome da comissão que preside. Ele disse que partir
de hoje (21) será discutido o teor da carta a ser
encaminhada a Lula.
Lupi já afirmou publicamente que permanecerá no
cargo apesar da decisão da comissão. Segundo
ele, cabe ao presidente Lula decidir se ele continua ou
não no governo, já que se trata de um cargo
de confiança.
Outro órgão do governo federal, a AGU (Advocacia
Geral da União), consultada pelo ministro, sugeriu
que a Comissão de Ética "suspenda" o
processo envolvendo Lupi até que parecer definitivo
da advocacia seja concluído. A AGU declaroua que
o parecer definitivo avaliará se a comissão
agiu dentro dos limites de suas competências.
Conforme a comissão, a não-observância da recomendação
da instituição “configura falta grave” e
o ministro fica sujeito “à sanção prevista
na segunda parte do parágrafo único do Artigo 17 do Código
de Conduta da Alta Administração Federal". Este
artigo diz que, conforme o caso, a comissão poderá encaminhar
sugestão de demissão à autoridade hierarquicamente
superior.
A Comissão de Ética Pública foi criada
em 1999 e tem como missão zelar “pelo cumprimento
do Código de Conduta da Alta Administração
Federal, orientar as autoridades para que se conduzam de
acordo com suas normas e inspirar assim o respeito no serviço
público”. O órgão é formado
por seis membros, escolhidos pelo presidente da República, "com
idoneidade moral, reputação ilibada e conhecimentos
da administração pública federal".
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Agência Brasil, 22
de dezembro de 2007
Em 2008, Caixa terá R$
8,4 bilhões para financiamento de habitação
pelo FGTS
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Para o próximo ano, os recursos
para financiamento de habitação por meio
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
terão um acréscimo de R$ 3 bilhões.
Na avaliação do vice-presidente de Atendimento
da Caixa Econômica Federal, Carlos Borges, a decisão
do Conselho Curador do FGTS de aumentar o orçamento
do próximo ano “significa um crescimento de
60% do recurso para aplicação no setor de
habitação".
Borges salientou que a Caixa sai de um orçamento
de R$ 5,6 bilhões para financiamentos de imóveis
com recursos do FGTS para R$ 8,4 bilhões. “ No
orçamento geral de habitação, saneamento
e infra-estrutura, saímos de R$ 11,2 bilhões
para R$ 18 bilhões. Então, é um crescimento
fantástico.”
De acordo com números fornecidos pela assessoria
de imprensa da Caixa, as contratações de
habitação nos programas financiados com recursos
do FGTS alcançaram o número recorde de R$
523 milhões, em novembro deste ano. Esse valor representa
cerca de 16,8 mil contratos para atendimento, em especial,
ao segmento de baixa renda. De acordo com cálculos
do banco, o valor contratado em novembro supera em 19%
a média mensal de contratação registrada
nos dez primeiros meses do ano.
Até o último dia 14 de dezembro, a instituição
havia financiado, com recursos do FGTS, R$ 6,7 bilhões,
atendendo a 245 mil famílias.
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Gazeta do Povo, 22 de dezembro
de 2007
BRASIL | HABITANTES
População do
país cresce menos que o previsto
Censo 2007 mostra que há 11.422
pessoas centenárias no Brasil
Rio – Ao contar a população de 5.435
municípios para o Censo de 2007, o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) descobriu que
o país tem 3 milhões de habitantes a menos
do que apontavam as estimativas oficiais até então.
No cálculo revisto, o número de brasileiros
baixou de 187,23 milhões para 183,99 milhões.
Confira o censo populacional do IBGE:
Os dados mostram que o número de mulheres na população
superou o de homens; que há pelo menos 11 mil pessoas com 100
anos ou mais; e 17 mil casais do mesmo sexo.
A contagem populacional foi feita nas cidades com até 170
mil habitantes. Nos estados com apenas um ou dois municípios
com população superior a esse limite, o Censo
teve abrangência de 100%. Ficaram de fora as 129
maiores cidades, que representam 40% da população
do país. Nesse grupo, o número de habitantes
foi reestimado com base na taxa de crescimento apontada
no Censo.
O IBGE imaginava encontrar durante a contagem da população
29 milhões de domicílios e 111 milhões
de habitantes nas localidades recenseadas, mas contabilizou
30 milhões de residências e 108 milhões
de brasileiros. A média de pessoas nos domicílios,
que era de 3,9 em 2000, caiu para 3,5 em 2007.
Segundo o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, as
estimativas pressupunham uma taxa anual de crescimento
populacional de 1,4%. Mas o Censo mostrou crescimento inferior,
de 1,2% ao ano.
Em razão disso, todas as estimativas sobre a evolução
da população para os próximos 40 anos
serão refeitas. As novas projeções
ajustadas só serão conhecidas no ano que
vem.
Até agora, o IBGE previa que a população
chegaria ao ápice de 260 milhões de habitantes
em 2060. A partir daí, começaria a declinar
por conta da queda da fecundidade e do envelhecimento populacional.
Diante dos novos números, o país não
deve atingir essa marca. Ficaria na faixa de 258 milhões,
se a fecundidade se mantiver no atual nível – dois
filhos por mulher.
A taxa de natalidade vem caindo desde a década
de 1960. Se fosse mantido o ritmo daquele período,
o Brasil já teria 260 milhões de habitantes
atualmente, segundo Nunes.
Pela primeira vez, o IBGE divulgou dados sobre pessoas
com 100 anos ou mais. São 11.422 nos 5.435 municípios.
Prova de que as mulheres são mais longevas, elas
representam 70% desse total – ou 7.950.
Esse número pode triplicar quando as grandes cidades
forem recenseadas em 2010, pois a expectativa de vida é maior
nos grandes centros em razão do maior acesso aos
serviços de saúde. Chamam atenção
as capitais do Maranhão (São Luís)
e do Rio Grande do Norte (Natal) com 144 e 118 pessoas
nessa faixa, respectivamente.
Das 20 cidades com o mais centenários, quatro são
do Maranhão: Caxias (38), São José do
Ribamar (33) e Chapadinha (26), além da capital.
O perfil mais envelhecido da população representa
um desafio em termos de políticas públicas,
avalia Nunes. “”Novas questões serão
colocadas, como a construção de mais clínicas
geriátricas, e menos de pediátricas; a adaptação
de imóveis e de ônibus para a população
mais velha’’, afirmou.
De 1940 para 2007, a expectativa média de vida
do brasileiro passou de 40 para 72 anos.
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Gazeta do Povo, 22 de dezembro
de 2007
ECONOMIA | IMPOSTOS
Arrecadação tem
aumento de 11,03%
R$ 537,16 bilhões
entraram nos cofres do governo de janeiro a novembro; mesmo
sem cpmf, receita cresceria
Brasília – A arrecadação de
impostos e contribuições federais atingiu
R$ 537,16 bilhões de janeiro a novembro deste ano,
um aumento real de 11,03% em relação ao mesmo
período de 2006. Ou seja, R$ 54,16 bilhões
entraram neste ano a mais nos cofres do governo. Mesmo
se não houvesse o recolhimento da CPMF, o crescimento
das receitas ainda seria de R$ 20,85 bilhões, pouco
mais da metade do valor que o governo perderá em
2008 com o fim do tributo. O recolhimento da CPMF representou
6,11% do bolo tributário no acumulado do ano.
Resultados mensais
Mês - Arrecadação (em R$ bilhões)
Jan/06 - 46,41
Fev/06 - 39,75
Mar/06 - 41,37
Abr/06 - 47,25
Mai/06 - 40,97
Jun/06 - 46,94
Jul/06 - 45,54
Ago/06 - 43,29
Set/06 - 46,87
Out/06 - 49,09
Nov/06 - 43,74
Dez/06 - 58,39
jan/07 - 51,5
Fev/07 - 42,92
Mar/07 - 46,32
Abr/07 - 52,15
Mai/07 - 46,28
Jun/07 - 49,85
Jul/07 - 51,08
Ago/07 - 49,07
Set/07 - 48,81
Out/07 - 54,99
Nov/07 - 52,41
O coordenador-geral de Previsão e Análise da Receita
Federal, Eloi de Carvalho, explicou que a expansão da economia
tem sido o fator preponderante para o aumento da arrecadação,
combinado ao trabalho de fiscalização. Ele avaliou ainda
que o retorno dos R$ 40 bilhões para o mercado, com o fim da
CPMF, trará algum aumento de arrecadação, no próximo
ano, em tributos como o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica
(IRPJ). “O retorno desses recursos para a economia gera algum
aumento de receita”, disse, sem estimar de quanto seria essa
elevação. “Certamente vamos incorporar esta expectativa
na reestimativa de arrecadação para 2008”, afirmou.
Os processos de abertura de capital realizados neste ano
no Brasil também levaram para os cofres públicos
uma arrecadação extra, segundo Carvalho,
superior a R$ 4,5 bilhões. Somente em novembro,
a abertura de capital da Bovespa impulsionou as receitas
em quase R$ 2 bilhões.
CSLL
No total, a arrecadação tributária
no mês passado bateu o recorde para meses de novembro:
R$ 52,41 bilhões, uma expansão real de 19,82%
em relação a novembro de 2006. Somente os
ganhos de capital nas negociações de ações
e os lucros das instituições financeiras
proprietárias das ações e suas corretoras
levaram ao pagamento extra de IRPJ e da Contribuição
Social do Lucro Líquido (CSLL) de R$ 1,34 bilhão
em novembro e de R$ 3,6 bilhões no acumulado do
ano.
Carvalho disse que os destaques foram os meses de maio,
agosto e novembro. O resultado de dezembro também
deve ser influenciado positivamente por conta da abertura
de capital da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F),
que também teve forte demanda de investidores. No
ano, os tributos que tiveram os maiores aumentos no valor
arrecadado em relação a 2006 foram o Imposto
de Renda da Pessoa Física (IRPF), o IRPJ e a CSLL.
Segundo a Receita Federal, o setor financeiro vem puxando
o crescimento da arrecadação e responde por
20,86% do aumento da receita total no ano. Em segundo lugar,
está o setor automotivo – que tem batido recordes
de vendas – com 9,98% de participação
no aumento do bolo tributário. A metalurgia contribuiu
com 8,64% do total. Os dados da Receita também mostram
que a queda dos juros no país está provocando
uma migração das aplicações
em renda fixa para renda variável.
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Folha de Londrina, 22 de
dezembro de 2007
SEU DIREITO
APOSENTADORIA PROPORCIONAL
O que é aposentadoria proporcional? Este tipo de aposentadoria
exige limite de idade?
Para o cidadão se aposentar por tempo de contribuição
na forma integral, deverá completar 35 anos de contribuição,
se homem, e 30 anos de contribuição, se mulher.
Para se aposentar por tempo de contribuição
na forma proporcional, deverá ter no mínimo
30 anos de contribuição, se homem, e 25 anos
de contribuição se for mulher.
Ocorre que a partir da Emenda Constitucional n. 20, de
16.12.1998, algumas alterações ocorreram.
Para se aposentar proporcionalmente, o segurado que até esta
data não completou o tempo mínimo para a
aposentadoria proporcional (30 anos) deverá cumprir
um pedágio (tempo de contribuição
adicional) para ter direito a esta modalidade de benefício.
Outra alteração foi a exigência de
idade mínima para quem for se aposentar proporcionalmente.
No caso dos homens, a idade mínima para aposentadoria
proporcional é de 53 anos e de 48 anos de idade
no caso das mulheres.
É importante salientar que a exigência de
idade mínima ocorre apenas para quem for se aposentar
proporcionalmente, não existindo para quem já detém
o tempo da aposentadoria integral.
Quem tiver a aposentadoria proporcional receberá 70%
mais 5% a cada ano trabalhado até o limite de 100%
do benefício. O cálculo do salário
de benefício será apurado sobre a média
das 80% melhores contribuições compreendidas
entre 07/1994 até a entrada do requerimento do benefício,
com a utilização do fator previdenciário.
Anteriormente à emenda 20/98, a aposentadoria proporcional
consistia em uma renda mensal de 70% do salário
de benefício mais 6% a cada ano trabalhado até o
limite de 100% deste salário de benefício.
O salário de benefício compreendia a média
das últimas 36 contribuições do segurado
dentro do universo das últimas 48 contribuições.
André Benedetti, advogado
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O Estado do Paraná,
22 de dezembro de 2007
Economia
Fundo com recursos do FGTS
deve começar em fevereiro
O fundo de R$ 5 bilhões de investimento em
infra-estrutura com recursos do Fundo de Garantia por Tempo
de Serviço, previsto no Plano de Aceleração
do Crescimento (PAC), "deve entrar em operação
em fevereiro, se tudo correr bem", disse nesta sexta-feira
(21) o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da
Caixa, Wellington Moreira Franco.
O fundo poderá arcar com até 30% do investimento
total de projetos selecionados em áreas de infra-estrutura
como energia, rodovias, ferrovias, portos e saneamento. "O
regulamento do fundo foi aprovado ontem pelo Conselho Curador
do FGTS e irá novamente para a CVM (Comissão
de Valores Mobiliários) para aprovação.
A política de investimentos do fundo também
foi aprovada ontem", contou.
Moreira Franco destacou que o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) não fará repasse
do fundo. O que pode acontecer é o fundo investir
em projetos que estão na carteira do BNDES e são
considerados bons projetos de infra-estrutura pela instituição.
O vice-presidente de Atendimento da Caixa, Carlos Augusto
Borges comentou que além da parte do fundo de até 30%
do investimento total, BNDES e Caixa também poderão
investir nos mesmos projetos assim como investidores privados.
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O Estado do Paraná,
22 de dezembro de 2007
Senador paranaense defende
redução do número de parlamentares
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) voltou a defender, nesta sexta-feira
(21), em Plenário, a redução do número de
integrantes dos Legislativos federal e estadual. Um Parlamento mais enxuto,
argumentou o senador, conseguirá realizar as atividades legislativas
com qualidade e mais rapidez. Apesar de Alvaro Dias reconhecer que a
proposta não conta com o apoio de muitos parlamentares, afirmou
acreditar que, com menos parlamentares, o Congresso Nacional poderá voltar
a receber o respeito da população.
Alvaro Dias é autor de quatro propostas de emenda à Constituição
(PECs 67, 68, 69 e 70, todas de 2007) e um projeto de lei
complementar (PLS 465/07-Complementar) que têm a
finalidade de reduzir do número de deputados federais
e estaduais, bem como de senadores, para que seja estabelecido
um equilíbrio da representação popular.
- No estado de Roraima, um deputado federal representa
50 mil habitantes. No estado de São Paulo, um deputado
representa 600 mil habitantes. Portanto, nós não
temos uma autêntica representação popular.
Há um desequilíbrio - exemplificou o senador.
De acordo com as propostas de Alvaro Dias, o Senado passará a
ter dois representantes por estado - uma redução
de 27 senadores, ficando com 54 membros - e a Câmara
dos Deputados perderia 108 deputados, passando a um total
de 405 integrantes. Já as Assembléias Legislativas,
pelas propostas do senador, terão o triplo do número
de deputados federais do estado correspondente, até o
limite de 15 por cada unidade da federação.
A partir desse número, serão acrescidos tantos
quantos forem os deputados federais acima de cinco.
Tal redução, estabelecem ainda as propostas,
será feita de forma escalonada nos próximos
quatro pleitos e o número de vereadores será fixado
pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O senador informou
que, de acordo com pesquisa realizada pela Consultoria
do Senado, com a aprovação dessas propostas,
a Casa economizaria cerca de R$ 800 milhões já no
primeiro ano.
- Com a redução, estaríamos substituindo
quantidade por qualidade e a população teria
maior interesse em acompanhar as atividades do Legislativo,
distinguindo melhor seus representantes - disse o senador.
Álvaro Dias lembrou, inclusive, que o único
momento em que Ulysses Guimarães deixou a Presidência
da Assembléia Nacional Constituinte para usar a
tribuna foi para defender o reequilíbrio da representação
popular no Brasil, "com a Câmara dos Deputados
sendo integrada por representantes eleitos pelos estados,
guardando a proporcionalidade com o número de habitantes".
Em aparte, o senador Augusto Botelho (PT-RR) discordou
das propostas de Alvaro Dias. Na opinião do senador
por Roraima, a única forma de os estados menores
terem suas reivindicações atendidas é a
maior presença no Parlamento.
CPMF
Alvaro Dias também destacou notícia publicada
no Jornal do Senado desta sexta-feira, segundo a qual 78%
dos brasileiros apóiam o fim da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF). O senador afirmou que, com a rejeição
da proposta de prorrogação do imposto, será possível
discutir a reforma tributária, o que não
aconteceria caso o tributo fosse prorrogado.
A pesquisa, realizada pelo DataSenado nos dias 19 e 20
deste mês, verificou ainda, informou o senador, que
95% dos entrevistados consideram haver muitos impostos
no país e que 70% acham que o governo não
usa bem os recursos arrecadados.
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Folha de São Paulo,
22 de dezembro de 2007
POLÊMICA
Justiça libera
uso e comércio de amianto em São Paulo
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio
Mello liberou o uso e o comércio de amianto em São
Paulo. Ele concedeu liminar suspendendo a proibição
a partir de 1º de janeiro de 2008 definida por uma
lei estadual. A liminar foi pedida pela CNTI (Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria) em ação
direta de inconstitucionalidade.
Normalmente, a concessão de liminar desse tipo é decidida
pelos 11 ministros. Nesse caso, Marco Aurélio decidiu individualmente.
O plenário do STF começou o julgamento em agosto, mas
adiou a decisão por causa de um pedido de vista. Anteontem Marco
Aurélio decidiu concedê-la porque não houve o desfecho
até a data, quando começa o recesso de do Poder Judiciário.
A CNTI pediu urgência, dizendo que a proibição
do amianto poderia provocar prejuízo de 20% ao mercado. O ministro
disse que submeterá a decisão a referendo, em fevereiro.
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