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Agência Brasil, 27
de dezembro de 2007
SALÁRIO MÍNIMO
Pimentel diz que novo piso nacional
deve ser de R$ 408,90
O salário mínimo deverá passar, a partir de 1o de
abril, dos atuais R$ 380 para R$ 408,90, segundo informou nesta quarta-feira
(26) o deputado José Pimentel (PT/CE), relator-geral do Orçamento
Geral da União para 2008, em entrevista por telefone à Agência
Brasil. O valor inicial, previsto na proposta orçamentária
do Governo Federal, enviada em agosto passado ao Congresso Nacional,
era de R$ 407,33.
O mínimo de R$ 408,90 foi estabelecido na segunda
reestimativa orçamentária, feita já pela
Comissão Mista de Orçamento (CMO), diante
dos dados que confirmaram um crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB) de 4,9% para 5,4%. Esse crescimento gerou
um adicional de receita para o Governo de R$ 8 bilhões,
suficientes, segundo Pimentel, "para cobrir o aumento
do salário mínimo".
José Pimentel voltou a criticar a derrota imposta
pela oposição ao Governo na votação,
no Senado Federal, da emenda que prorrogava a Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF) até 2011. A CPMF deixará de ser
cobrada em 1º de janeiro de 2008, o que deve gerar
queda de receita de R$ 40 bilhões para o Governo
Federal.
Da mesma forma, Pimentel disse que a demora na votação
do Orçamento Geral da União para 2008 -
que ele e o presidente da comissão, senador José Maranhão
(PMDB/PB), prevêem para final de fevereiro, início
de março - poderá trazer prejuízos
para as prefeituras. De acordo com Pimentel, essa demora
se deve à necessidade de reajustes e cortes no
orçamento para cobrir a perda de receita de R$
40 bilhões, que representava a CPMF.
Segundo Pimentel, a demora na votação
do orçamento pelo Congresso Nacional e, conseqüentemente,
na sanção do presidente da República
ao orçamento de 2008, vai levar a um atraso no
início da execução da peça
orçamentária. Em função das
eleições municipais, marcadas para outubro
de 2008, a partir do dia 30 de junho próximo,
as prefeituras não poderão mais receber
recursos orçamentários oriundos de convênios
com os governos federal e estaduais. A previsão
de José Pimentel é que a execução
do orçamento somente será iniciada em abril
de 2008.
O relator-geral do orçamento garantiu, além
do valor de R$ 408,90 para o salário mínimo,
que o orçamento para o próximo ano preservará os
valores fixados anteriormente pelo Governo para o pagamento
dos servidores públicos ativos e inativos da União,
bem como para os aposentados e pensionistas do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS).
O Legislativo discute o PL 1/07, do Executivo, que cria
uma política de recuperação e atualização
permanente do salário mínimo. O projeto
está em discussão no Senado e poderá ser
aprovado na segunda sessão legislativa, que começa
no dia 6 de fevereiro. (Marcos
Verlaine, com Agência Brasil)
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Agência Diap, 27
de dezembro de 2007
"Apesar" ou "por
causa do PSDB": eis o discurso do Governo
Por: Antônio Augusto de
Queiroz*
A rejeição da CPMF, que retirou do Governo do presidente
Lula algo como R$ 140 bilhões nos próximos três anos,
custará caro ao PSDB, especialmente nas eleições
municipais de 2008 e gerais de 2010. Os motes de campanha serão “apesar
do PSDB”, se o Governo estiver bem, e “por causa do PSDB”,
se a administração tiver problemas.
De fato, o presidente da República dispõe
de um bom álibi para eventuais problemas nas áreas
de saúde e de infra-estrutura, na manutenção
ou ampliação do programa Bolsa-Família,
bem como na relação com os servidores públicos.
Se não tiver como atender esses setores, dirá que
foi por “por causa do PSDB”, que negou ao Governo
os recursos indispensáveis.
Mesmo na eventualidade de o Governo recuperas os recursos
perdidos com a não prorrogação da
CPMF, e há meios e formas para isso, o Presidente
não perderá a oportunidade de alfinetar os
tucanos. Nessa hipótese, o discurso ufanista será de
que o Governo venceu e melhorou os indicadores sociais
e aumentou os investimentos em infra-estrutura, apesar
do PSDB.
A vitória da oposição, contraditoriamente,
favorece mais ao Democratas do que ao PSDB. O Democratas,
que andava sem discurso afirmativo, vai aproveitar a rejeição
da CPMF para apresentar um discurso positivo, programático,
de combate à excessiva carga tributária praticada
no País e tentar uma aproximação com
o setor produtivo, especialmente com as entidades de classe
do empresariado.
O Democratas, apesar de ter tido papel decisivo na rejeição
da CPMF, não será objeto da campanha governamental.
Na opinião dos analistas palacianos, o DEM não
tem perspectiva de poder – nem no plano local, nem
estadual nem tampouco nacional – e citá-los
como relevantes na derrota do Governo seria uma forma de
promovê-los.
Os tucanos, que têm real perspectiva de poder, deram
um tiro no pé na opinião dos analistas palacianos.
O raciocínio é simples e pode ser assim resumido:
i) a decisão rachou o partido, ii) antecipou o calendário
eleitoral, iii) alertou o presidente para a necessidade
urgente de forjar um candidato à sua sucessão,
iv) preveniu o Governo sobre a nova postura dos tucanos,
fato que terá reflexo na relação com
os governadores do PSDB, especialmente os de Minas e São
Paulo; e v) na hipótese de acontecer o pior, os
tucanos podem até suceder ao presidente Lula, mas
poderão receber um País com as finanças
desorganizadas e sem os recursos da CPMF no primeiro ano
de mandato.
Em conclusão, o preço da vitória
da oposição no Parlamento pode significar
derrota eleitoral, dependendo do desempenho do Governo.
O Governo do presidente Lula perdeu muito dinheiro com
a não prorrogação da CPMF, mas ganhou
um grande discurso. Se der errado, a culpa será atribuída
ao PSDB e se der certo, terá sido “apesar” do
PSDB. Além disto, setores do PT poderão acusar
os tucanos de terem (indiretamente) favorecido o crime
organizado, ao negarem ao Governo um instrumento de fiscalização
da movimentação financeira, essencial ao
combate à lavagem de dinheiro e à sonegação.
(*) Antônio Augusto de Queiroz é jornalista,
analista político e diretor de Documentação
do DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria
Parlamentar
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Gazeta do Povo, 27 de dezembro
de 2007
BRASIL | ORÇAMENTO
Lula garante que não
cortará investimentos da área social
Presidente decidiu anunciar
ações para compensar a perda da CPMF em 2008
Brasília – O presidente Lula garantiu
ontem aos ministros que integram a coordenação
política do governo que não haverá cortes
nos programas sociais brasileiros, na área da segurança
pública nem no Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) para compensar o fim da CPMF. O presidente
afirmou, porém, que só vai anunciar as medidas
compensatórias à contribuição
em 2008.
O ministro José Múcio (Relações
Institucionais) disse que o compromisso do presidente é não
realizar cortes nos setores essenciais da economia. Mas
não adiantou as medidas em discussão pela
equipe econômica.
“A saúde não pode ter cortes, ela
já teve (com o fim da CPMF). Os programas sociais
não terão cortes, nem o PAC ou o Pronasci
(Programa Nacional de Segurança Pública
com Cidadania). Na área de segurança, não
pode’’, afirmou.
Na mesma linha de Múcio, o ministro Tarso Genro
(Justiça) disse não acreditar que a área
da segurança pública sofrerá cortes
para compensar o fim da CPMF.
Tarso disse que não recebeu nenhum pedido do
presidente Lula para apresentar a estimativa de cortes
em sua pasta – motivo que o leva a crer que será poupado
na redução orçamentária de
2008. “O Pronasci é um programa social preventivo
na área de segurança pública. Creio
que não haverá cortes.’’
Apesar de discutir as medidas compensatórias
com os ministros, Lula decidiu deixar para o ano que
vem o anúncio das ações que vão
substituir a perda de R$ 40 bilhões com o fim
da CPMF. Como a votação do Orçamento
de 2008 no Congresso ocorrerá somente em fevereiro,
o governo vai dedicar o mês de janeiro para o estudo
das medidas – num esforço para evitar perdas
a outros setores da economia.
O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando
Correia, admitiu que o fim da CPMF poderá trazer
prejuízos à instituição no
que diz respeito à fiscalização
dos recursos públicos e o combate aos crimes contra
o sistema financeiro – uma vez que a CPMF permitia
a fiscalização de movimentações
bancárias e outras atividades financeiras.
Balanço - Presidente fará pronunciamento
hoje
O presidente Lula fará pronunciamento de fim de ano em cadeia
nacional de rádio e tevê hoje para comemorar os resultados
da economia do país ao longo de 2007. Durante reunião
com os ministros que integram a coordenação política
do governo ontem, Lula apresentou os dados que vai mencionar durante
o pronunciamento ao país. “Ele fala sobre economia, o
crescimento do Brasil, perspectivas no momento extraordinário
que o Brasil está vivendo. Vai ser um pronunciamento dividindo
a alegria que tem tido com desempenho do país com os brasileiros.
Vai ser um presente de Natal para os brasileiros, as notícias
são alvissareiras e apontam para um ano bom’’, avaliou
o ministro José Múcio (Relações Institucionais).
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Folha de São Paulo,
27 de dezembro de 2007
Sem CPMF, Lula vai à TV
com discurso otimista
Presidente falará sobre "vitórias" obtidas
em 2007
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Apesar de já começar 2008 com a pendência
de R$ 38 bilhões gerada pelo fim da CPMF, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva fará na noite de
hoje um pronunciamento otimista, em rede nacional de rádio
e TV, sobre as "vitórias" que obteve neste
ano e as que espera ter no ano que vem.
Na manhã de ontem, Lula se reuniu com seus principais ministros
para preparar o texto final. Decidiu-se que o discurso não deve
abordar diretamente derrotas do Planalto em 2007.
" Vai ser um pronunciamento dividindo com os brasileiros a alegria que [Lula]
tem tido com o desempenho do país. Vai ser um presente de Natal. Os dados
que serão apresentados apontam para um ano bom", disse o ministro
José Múcio (Relações Institucionais) após
a reunião.
" Ele não vai falar sobre aumento de impostos e cortes. Época
de Natal não é de se falar em imposto." A gravação
estava prevista para ocorrer de manhã. Lula deseja falar principalmente
do surgimento de uma nova classe média no país.
Os ministros aproveitaram a reunião de ontem para reafirmar
a necessidade de cortes para fechar o orçamento de 2008. De
acordo com Múcio, Lula voltou a dizer que não deve haver
redução nas verbas do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento), do Pronasci (Programa Nacional de Segurança
Pública com Cidadania) e programas sociais.
Durante o encontro, Lula e ministros decidiram que o projeto de reforma
tributária deve ser enviado em fevereiro. Também marcaram
para janeiro a nomeação de indicados por partidos aliados
para ocupar cargos no segundo escalão.
Na reunião, Lula disse que "não tem pressa" de
tomar as medidas, mas que elas devem se concentrar primeiro em cortes
de despesas.
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Folha de São Paulo,
27 de dezembro de 2007
GOVERNO
Comissão de Ética
pede a Lula demissão de Lupi do Trabalho
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Comissão de Ética Pública da Presidência
enviou ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva
um ofício recomendando a demissão do ministro
do Trabalho, Carlos Lupi. Para a comissão, a dupla
jornada de trabalho de Lupi, que também é presidente
nacional do PDT, mostra "conflito de interesses".
Em novembro, a comissão sugeriu a ele optar por um dos cargos.
Respaldado por interpretação da AGU (Advocacia-geral
da União), Lupi afirma que permanecerá em ambos os cargos
e que cabe ao presidente Lula decidir se ele continua no governo. A
AGU disse no início do mês não haver ilegalidade
ou inconstitucionalidade na acumulação de cargos, do
ponto de vista jurídico.
Desde que assumiu o ministério, neste ano, Lupi distribuiu cargos
para colegas do PDT. Em maio, levantamento feito pela Folha no "Diário
Oficial" da União revelou a nomeação de ao
menos nove pedetistas. Em entrevista à Folha, na semana passada,
o presidente da comissão, Marcílio Marques Moreira, disse
que um minstro não pode defender um bem comum e os interesses
de seu partido ao mesmo tempo. (FELIPE SELIGMAN)
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Folha de São Paulo,
27 de dezembro de 2007
Aumento do crédito e
da renda eleva as vendas de Natal
Vendas em shopping subiram de 10%
a 12%, segundo entidade do setor, que deve faturar 13% a
mais neste ano
Eletroeletrônicos, como TVs e
laptops, e produtos de linha branca, como fogões
e geladeiras, foram destaque, com crescimento de 20%
MAELI PRADO
DA REPORTAGEM LOCAL
A combinação de juros mais baixos, crédito
abundante e com prazos maiores, renda em alta e importados
mais baratos por causa do real valorizado fez deste Natal
o melhor dos últimos dez anos, segundo números
divulgados ontem pela Alshop (Associação
Brasileira dos Lojistas de Shopping) e ACSP (Associação
Comercial de São Paulo).
No caso dos shoppings, que devem fechar o ano com faturamento de R$
68,4 bilhões, 13,4% a mais que em 2006, as vendas também
foram estimuladas pela inauguração de 21 novos centros
comerciais no país. A Alshop estimou que as vendas de Natal
foram entre 10% e 12% maiores do que em 2006.
Já a ACSP divulgou que as consultas ao Serviço Central
de Proteção ao Crédito (SCPC), que é um
indicador de vendas a prazo, e ao Usecheque, indicados das vendas à vista,
cresceram, respectivamente, 7,7% e 8,1% entre o dia 1º e o 25
deste mês em comparação com dezembro do ano passado.
Ou seja, na média as consultas subiram 7,9%, o maior crescimento
desde dezembro de 1997, quando a alta foi de 32%. "O desempenho
dos primeiros anos do Plano Real nunca vai se repetir [em dezembro
de 95, a alta foi de 23,9%; no mesmo mês de 94, de 14,9%]. Esses
três anos de crescimento contínuo foram uma recuperação
do terreno na "década perdida" dos anos 1980",
afirma Emílio Alfieri, economista da ACSP.
As compras de última hora para o Natal tiveram forte crescimento:
a Serasa (Centralização de Serviços Bancários)
informou ontem um aumento de 9,9% nas consultas à sua base de
dados entre os dias 21 e 23 deste mês em relação
ao período de 22 a 24 de dezembro do ano passado. Na cidade
de São Paulo, segundo a empresa, a alta foi maior, de 12,8%.
O ano que vem deve continuar aquecido, segundo a ACSP: a entidade projeta
uma alta de vendas entre 6% e 7% em relação a este ano. " Há riscos
para o comércio, como a crise externa e a inflação
de alimentos, além de inadimplência, que parece controlada.
Mas só vai se saber o que vai acontecer depois de março,
abril do ano que vem", afirmou Alfieri.
Eletroeletrônicos
Os produtos que mais contribuíram para o aumento de vendas neste
final de ano nos shoppings foram os eletroeletrônicos e eletrodomésticos,
com alta de 20% na comparação com o Natal do ano passado,
de acordo com a Alshop.
Os destaques foram as vendas de televisores de plasma e LCD, além
de computadores pessoais e notebooks. Produtos de linha branca, como
fogões, geladeiras, lavadoras de roupas e microondas também
cresceram 20%, e celulares e câmeras digitais tiveram alta de
vendas de 10% a 12%, segundo estimativa da entidade.
No caso de vestuário, o aumento foi de cerca de 18%. "As
roupas sempre são destaque no Natal. Mas os laptops foram uma
coqueluche, assim como as TVs de plasma, com prazo para pagamento muito
elástico. Os celulares também continuaram com vendas
muito boas: viraram moda para as classes mais abastadas e uma necessidade
para as classes mais baixas", afirmou Sahyoun.
Produtos de alta tecnologia também fizeram sucesso com crianças,
segundo a entidade -houve pedidos de aparelhos de MP3 e MP4, além
de celulares estilizados. De acordo com a Alshop, a rede de brinquedos
Ri Happy informou um crescimento de vendas entre 6% e 8%, e a Bmart,
uma alta de 15%. " Cerca de 50% das vendas foram de brinquedos
tecnológicos", disse Sahyoun.
Menos endividamento
Já a Fecomercio SP (Federação do Comércio
do Estado de São Paulo) disse que o nível de endividamento
caiu em dezembro. Segundo uma pesquisa feita pela entidade, 48% dos
consumidores entrevistados tinham algum tipo de dívida, e 36%
estavam inadimplentes, ante os 60% e 40%, respectivamente, da pesquisa
anterior.
" Isso se dá em grande parte pela entrada do 13º salário.
O consumidor procura quitar suas dívidas para poder comprar no Natal",
afirmou Fernanda Della Rosa, diretora da assessoria econômica da Fecomercio.
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Agência Brasil, 27
de dezembro de 2007
Programa de Alimentação
do Trabalhador fará recadastramento de empresas a
partir de janeiro
Paloma Santos
Da Agência Brasil
Brasília - O recadastramento das empresas inscritas
no Programa de Alimentação do Trabalhador
(PAT) começará em janeiro e será feito
em duas etapas. Na primeira fase, que vai do dia 2 a 31
de março, as empresas fornecedoras e prestadoras
de serviços responderão a um formulário.
De 1º de abril a 31 de julho, será a vez das
empresas beneficiárias.
De acordo com a coordenadora do programa, Maria Flor
de Lys Sousa Lopes, o recadastramento é para manter
o banco de dados do PAT atualizado e para acrescentar informações
que possibilitem ao Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE) um melhor acompanhamento do programa.
As empresas fornecedoras são responsáveis
pela preparação e comercialização
dos alimentos; as prestadoras de serviços administram
o tíquete refeição e as beneficiárias
são as que repassam o benefício ao trabalhador.
A coordenadora lembrou que os valores repassados pelas
empresas para a alimentação dos trabalhadores
são isentos de impostos.
“Se as empresas não estão inscritas
no programa, têm os encargos recolhidos. Mas o importante é que
esse valor seja destinado à alimentação
do trabalhador. Esse é objetivo do programa”,
afirmou.
Há um incentivo fiscal de 4% a ser deduzido no
imposto de renda e a garantia de que o valor da alimentação
não será incorporado ao salário. O
benefício só pode ser concedido a trabalhadores
com renda de até cinco salários mínimos.
Atualmente, estão cadastradas no programa 6.808
empresas fornecedoras, 117.367 beneficiárias e prestadoras
de serviços de alimentação coletiva.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, mais de
10 milhões de trabalhadores são alcançados
pelo PAT.
O preenchimento dos formulários será feito
somente por meio eletrônico, na página do
Ministério do Trabalho e Emprego, na internet. O
endereço é www.mte.gov.br/pat.
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Agência Brasil, 27
de dezembro de 2007
Relator prevê corte de
R$ 30 bilhões no orçamento de 2008
Antonio Arrais
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O deputado José Pimentel (PT-CE),
relator-geral do orçamento para 2008, previu hoje
(26) a necessidade de um corte da ordem de R$ 30 bilhões
na proposta original, decorrente da perda de receita de
R$ 40 bilhões com o fim da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF), cuja prorrogação foi derrubada pelo
Senado Federal.
O recolhimento de 0,38% da CPMF só será feito
até o dia 31 de dezembro próximo.
Segundo José Pimentel, na segunda reestimativa
orçamentária feita depois de decidido o fim
da CPMF, a necessidade de corte no orçamento foi
calculado em R$ 38 bilhões. Mas, segundo Pimentel,
logo em seguida os novos números do Produto Interno
Bruto (PIB) demonstraram um aumento de receita de R$ 8
bilhões, com o crescimento do PIB para 5,4%, superior à estimativa
anterior de 4,9%.
Onde e como serão feitos esses cortes no orçamento
para adequá-lo à falta de receita decorrente
do fim da CPMF, de acordo com Pimentel, ainda não
foram definidos, mas atingirão os orçamentos
setoriais dos Três Poderes - Executivo, Legislativo
e Judiciário, mais o Ministério Público
da União (MPU) que, mesmo não sendo poder
constituído tem orçamento próprio.
Pimentel lembrou que foram feitas reuniões nos
dias 17 e 18 de dezembro últimos com o ministro
do Planejamento, Paulo Bernardo (responsável pela
coordenação do orçamento no governo
federal), a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra
Ellen Gracie, e o procurador-geral da República,
Antonio Fernando Souza, e outros presidentes de tribunais
superiores, além dos presidentes do Senado, Garibaldi
Alves Filho (PMDB-RN), e da Câmara, Arlindo Chinaglia
(PT-SP), para analisarem onde poderiam ser feitos os cortes.
José Pimentel confirmou para o dia 12 de fevereiro
a primeira reunião plenária da Comissão
Mista de Orçamento (CMO), quando já espera
contar com as propostas de cortes dos Três Poderes
e do MPU.
Nessa reunião também deverão ser
votados os relatórios setoriais pendentes de decisão
- os de Infra-estrutura, de Fazenda e de Desenvolvimento
e Turismo -, além dos destaques aos relatórios
de Integração Nacional e de Meio Ambiente.
Antes dessa sessão da comissão, José Pimentel
espera reunir-se - possivelmente no dia 8 de fevereiro
- com o presidente da comissão, senador José Maranhão
(PMDB-PB), os 10 relatores setoriais e os líderes
partidários, para estabelecer os cortes no orçamento.
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Agência Brasil, 27
de dezembro de 2007
Seu Direito
PRESTAÇÃO DE
SERVIÇOS
Recentemente contratei um pacote de serviços de acesso à internet,
telefonia fixa e TV a cabo. Como tive de mudar de bairro, para um local
onde a prestadora não tem condições técnicas
de fornecer o pacote originalmente contratado, fiquei sem internet. Mesmo
assim solicitei a busca de um ponto extra em minha nova casa e a redução
da mensalidade. A empresa alega que não pode atender as solicitações,
pois tal medida significaria quebra de contrato. Além disso, a
empresa quer cobrar um adicional de R$ 25 pelo ponto extra. Qual a solução
para o impasse?
Situações como esta, envolvendo empresas
de telefonia, internet e/ou TV a cabo são bem comuns,
eis que, em algumas vezes, o respeito pelo cliente e pela
legislação é inversamente proporcional
ao tamanho da empresa.
Todavia, a lei 8.078/1990 (Código de Defesa do
Consumidor - CDC) não dá brecha a comportamentos
indevidos. Sendo assim, de acordo com a questão,
após mudar de endereço (quebra contratual),
a empresa continuou a prestar os serviços (novação
contratual - outro contrato foi feito), mas não
no pacote integral como antes, já que neste novo
contrato não foi possível a inclusão
dos serviços de internet.
Em decorrência deste novo acordo de vontades, o
preço fixado também é novo, e não
necessariamente terá de ser menor que o anterior.
Já a questão da instalação
do ponto extra, a empresa não pode se negar a fazê-lo,
já que se ela tiver disponibilidade para tal, não
poderá se recusar a atender a demanda do cliente.
A questão da legalidade da cobrança do ponto
extra (ou adicional) é bem controvertida, já que
há muitas decisões pelo Brasil todo a favor
dos consumidores (não há autorização
legal para as empresas cobrarem por ponto adicional e também
que não há acréscimo de serviço).
Por outro lado, a favor das empresas há algumas
decisões que acatam a idéia de que a cobrança
não depende de autorização legal,
mas apenas da vontade das partes. Pelo visto, esta discussão
somente será definitivamente decidida pelo Superior
Tribunal de Justiça.
Não se pode esquecer de que para a existência
da novação contratual no âmbito do
Direito do Consumidor, a empresa deverá provar que
ela e o consumidor tiveram expresso interesse de extinguir
o contrato anterior e fazer um novo. Caso contrário,
a prestação de serviços dentro de
um mesmo contrato poderá ser reduzida e, assim,
obrigatoriamente, deverá haver também a redução
do valor pago.
Jossan Batistute, advogado e
professor
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Última Instância,
27 de dezembro de 2007
Adicional noturno é devido mesmo que jornada seja iniciada de
manhã
O adicional noturno, em regime compensatório
de 12 por 36 horas, é devido ao trabalhador, mesmo
que a jornada seja iniciada em horário diurno. Foi
o que decidiu a 2ª Turma do TST (Tribunal Superior do
Trabalho) ao julgar o recurso de um grupo de empregados do
Hospital Nossa Senhora da Conceição.
Os funcionários entraram com reclamação
na Justiça, em maio de 2004, informando, entre outros,
que o adicional noturno de 50% não lhes era pago após
as horas que excediam às 5 horas da manhã.
A decisão lhes foi favorável.
O hospital recorreu, e o Tribunal Regional do Trabalho da
4ª Região excluiu da condenação
o pagamento do adicional noturno após as 5 horas e
considerou prejudicado o recurso ordinário dos empregados.
Os empregados recorreram então ao TST, alegaram que,
por trabalharem das 19 horas às 7 horas do dia seguinte,
no regime de 12 por 36, suas atividades se estendiam de 5 às
7 da manhã, sendo-lhes devido o adicional noturno
relativo ao tempo trabalhado após as 5 horas, conforme
o disposto no parágrafo 5º do artigo 73 da CLT.
Segundo o relator do processo, ministro José Simpliciano.
Fernandes, o apelo dos empregados é procedente, conforme
o que dispõe a Súmula 60, II, do TST: “cumprida
integralmente a jornada no período noturno e prorrogada
esta, devido é também o adicional quanto às
horas prorrogadas”.
O ministro esclareceu ainda que o citado artigo 73 da CLT
visa garantir a “higidez física e mental do
trabalhador em face da penosidade do labor noturno, no qual
o trabalhador despende maior esforço do que aquele
que cumpre jornada no período diurno”.
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Última Instância,
27 de dezembro de 2007
Aprovado em convenção
coletiva, prêmio substitui horas-extras
Desde que respaldada por cláusula de convenção coletiva,
a empresa tem direito de substituir o pagamento de horas-extras por um
prêmio ou outra forma de remuneração alternativa.
Com esse entendimento, a 4ª Câmara do TRT (Tribunal
Regional de Trabalho) de Campinas, em São Paulo, negou
provimento a recurso ordinário de um empregado de
uma grande empresa de comércio de utilidades domésticas
que buscava receber pelas horas extras trabalhadas.
Por unanimidade, os magistrados do TRT confirmaram a sentença
proferida em primeira instância pela Vara do Trabalho
de Sumaré. Segundo eles, ainda que comprovado o controle
sobre a jornada de trabalho do empregado por parte da empresa,
requisito essencial para o pagamento de horas extras, ela
não está obrigada ao pagamento requerido, dada
a existência de uma cláusula de convenção
coletiva da categoria estabelecendo critérios alternativos
para compensar o eventual excesso de trabalho.
Segundo o relator do acórdão, desembargador
Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva,
as testemunhas do recorrente de fato comprovaram a existência
de controle do empregador sobre a jornada de trabalho do
empregado. Além de registrar os horários de
sua entrada e saída da empresa em cartão magnético,
seu itinerário era previamente estabelecido pelo empregador,
com o qual tinha de entrar em contato em cada filial que
passasse, não lhe sendo permitido retornar à sede
com entregas.
Considerando que o pagamento de horas extraordinárias
em atividades realizadas externamente requer a comprovação
de que o empregado encontra-se submetido, ainda que de forma
indireta, à fiscalização de seu horário
pela reclamada, os depoimentos das testemunhas respaldariam,
portanto, a pretensão do trabalhador.
“Apesar disso, os autos comprovaram também
o recebimento de prêmios por parte do reclamante sempre
que atingido o volume de entregas exigido”, ponderou
o relator. “Estabelecido em norma coletiva da categoria,
esse tipo de premiação visa justamente compensar
eventuais horas extraordinariamente trabalhadas, ante a impossibilidade
de sua fiscalização.”
De acordo com Sotero da Silva, “a estipulação,
mediante negociação coletiva, de formas alternativas
de pagamento com vistas à compensação
das horas extras prestadas, sobretudo quando os empregados
não cumprem sua jornada no espaço físico
da empresa, é perfeitamente possível”.
No entendimento do juiz, tal possibilidade ampara-se no
princípio segundo o qual podem ser pactuadas em convenções
e acordos coletivos de trabalho cláusulas aparentemente
desfavoráveis aos trabalhadores, ao lado de outras
que estipulem benefícios nem sempre protegidos pelas
normas positivas, sem que o resultado global seja considerado
necessariamente prejudicial, afastando-se, assim, a ocorrência
de qualquer nulidade.
Ele argumentou também que a própria Constituição
Federal, em seu artigo 7º, impõe que se dê maior
prestígio às convenções coletivas
de trabalho.
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