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Folha de S.Paulo, 20 de agosto de 2008
Salário mínimo poderá chegar
a R$ 460 em 2009
DO "AGORA"
O salário mínimo que entrará em vigor em fevereiro de
2009 poderá chegar a R$ 460. O valor de R$ 453,67, definido na LDO (Lei
de Diretrizes Orçamentárias) e sancionado pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva na última sexta-feira, deve ser arredondado,
segundo líderes do governo e da oposição na Câmara
e no Senado. Hoje, o piso é R$ 415.
O vice-líder do governo no Congresso, deputado Gilmar Machado (PT-MG),
disse que a liderança defenderá os R$ 460 durante a definição
do Orçamento para 2009. A bancada do PSDB no Senado também confirmou
que o valor pode subir. Para a vice-líder do partido no Senado Marisa
Serrano (PSDB-MS), se sobrarem recursos no Orçamento de 2009, o valor
do mínimo deve ser arredondado. "Normalmente, quando os valores
aprovados antes são quebrados, o governo acaba arredondando", disse.
Segundo o relator do Orçamento Geral da União, senador Delcídio
Amaral (PT-MS), a previsão é que o Orçamento, com o reajuste
do mínimo, seja aprovado no Congresso até 20 de dezembro. Para
que comece a valer em fevereiro, o novo mínimo ainda terá de
ser aprovado pelos deputados e senadores. Caso o tempo não seja suficiente
para a aprovação de um projeto, o presidente Lula poderá editar
medida provisória instituindo o piso para 2009. (ANAY CURY e JULIANA
COLOMBO)
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DEPACOM, 20 de agosto de 2008
Comitê Pernamente Nacional
Ramthun participa da abertura da reunião
do CPN em Brasília |
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José Calixto
Ramos, Presidente da CNTI – Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria e Geraldo
Ramthun, presidente do DEPACOM – Departamento
Profissional da Construção e do Mobiliário,
participaram hoje (20/08) pela manhã, da abertura da
reunião do CPN – Comitê Permanente Nacional,
realizada na sede da CNTI em Brasília/DF.
Jorge Moraes e Jairo
José da Silva, representantes da CNTI junto ao CPN, participaram
de toda a reunião.
Confira a pauta da reunião:
· Apreciação
das sugestões e encaminhamentos feitos pelos CPR e
pela ABIMAQ;
· Reunião
com representantes das bancadas do CPR do Pará para
tratar dos encaminhamentos a serem tomados em relação
ao VI CEMATIC;
· Realização
dos Fóruns preparatórios para o VI CEMATIC;
· Informes
gerais sobre os encaminhamentos extraídos da reunião
anterior;
· Andamento
dos trabalhos - GTTs;
· CIPA
- Andamento; e
· Encontro
Nacional dos CPRs – Proposta de formato do evento;
Ramthun, recém
eleito presidente do departamento, colocou a entidade a disposição
do comitê para colaborar na organização do
próximo CEMATIC - Congresso Nacional sobre Condições
e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção,
a ser realizado ano que vem (2009) no estado do Pará.
Na ocasião,
informou aos presentes, que o DEPACOM estará disponibilizando
em seu site (www.depacom.org.br)
um link direto para a página do CPN, onde os visitantes
possam consultar as propostas dos CPR´s a nível
nacional.
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UOL ECONOMIA, 20 de
agosto de 2008
Lula afirma que vai sancionar
licença-maternidade maior
Da Redação
Em São Paulo
Durante entrevista coletiva no início da tarde desta quarta-feira
em Pecém, no Ceará, o presidente da República, Luiz
Inácio Lula da Silva, afirmou que irá sancionar a lei aprovada
pelo Congresso que determina a ampliação da licença-maternidade
para seis meses.
Clique
e veja o vídeo da entrevista
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O ESTADO DO PARANÁ, 20 de agosto de
2008 | Economia
País bate recorde com 203,2
mil vagas em julho
Agência Estado
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho registrou a
abertura de 203.218 empregos com carteira assinada no País, o melhor
resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1992.
O resultado, divulgado nesta terça-feira (19) pelo Ministério
do Trabalho, é 60,02% superior ao verificado em julho do ano passado,
quando foram abertas 126.992 vagas. No período de janeiro a julho deste
ano, o Caged registra abertura de 1.564.606 empregos formais, também
recorde para o período. Esse número é 28% maior do que
o verificado em igual período de 2007, quando 1.222.495 empregos formais
foram criados.
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Vermelho, 20 de agosto de
2008
Emprego formal bate novo recorde: 1,5
milhão de vagas
O número de empregos formais
criados nos primeiros sete meses deste ano somou 1,56 milhão,
segundo informação divulgada nesta terça-feira (19)
pelo Ministério do Trabalho. Na comparação com o
mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 27,9%.
Além de ser novo recorde
histórico para o período de janeiro a julho, superando
a marca de 1,23 milhão de empregos com carteira assinada registrados
de janeiro a julho de 2004 (recorde anterior), o número também
se aproxima dos empregos criados em todo o ano passado (1,61 milhão
de empregos com carteira assinada).
Somente em julho, foram criadas
203.218 vagas, 60% a mais do que o registrado no mesmo mês do ano
anterior e o melhor resultado para meses de julho. O recorde anterior
era julho de 2004, que registrou 202.033 novos postos de trabalho.
Nos últimos 12 meses,
a geração de empregos formais já encosta nos dois
milhões. Foram 1,959 milhão de vagas abertas. Os números
de Caged consideram a diferença entre contratações
e demissões em um mesmo período.
Setores
O setor de serviços foi
o que mais abriu vagas neste ano. Foram 490.105 novos postos de trabalho,
4,29%, resultado também recorde. Em seguida, fica a indústria
de transformação, com 355.396 novos postos, o que representa
saldo 5,07% maior. Em termos percentuais, os destaques positivos foram
a agricultura, com 18,14%, e a construção civil, registrando
15,18%.
Regionalmente, os destaque na
geração de vagas são o número absoluto no
Sudeste, com 1,027 milhão, e o crescimento no Centro-Oeste, com
7,54%, ambos recordes.
Segundo o ministro do Trabalho,
Carlos Lupi, o fato de todos os setores registrarem crescimento recorde
neste ano mostra que o crescimento do emprego é uma tendência
generalizada. "Estão contratando mais trabalhadores porque
estão precisando produzir mais. Há um crescimento generalizado
em toda a economia e há investimentos sendo feitos em setores
estratégicos. Não é só uma bolha de crescimento.
São todos os setores da economia", afirma.
Lupi manteve a previsão
de que sejam geradas 2 milhões de vagas neste ano. "Nós
tivemos um começo de ano muito forte. Acho que o mercado vai continuar
muito aquecido, principalmente por causa do aumento do poder de compra
do brasileiro. Vamos com tranqüilidade chegar aos 2 milhões".
Da redação, com agências
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Gazeta do Povo, 20 de agosto
de 2008
Crescimento
Brasil será a 8.ª maior
economia
Levantamento mostra que, até 2030,
o país deve ganhar duas posições entre as maiores
potências mundiais. China chegará ao segundo lugar bem
antes, em 2017, mas seguirá atrás dos Estados Unidos
O Brasil deve ganhar duas posições no ranking das maiores economias
do mundo nas próximas duas décadas, chegando ao oitavo lugar.
Até 2030, o Produto Interno Bruto (PIB) do país vai crescer 150% – passando
dos US$ 963 bilhões registrados em 2007 para R$ 2,4 trilhões.
Os dados, parte do estudo “Brasil Sustentável – Crescimento
Econômico e Potencial de Consumo”, foram apresentados ontem pela
Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a consultoria
Ernst & Young, e levam em consideração uma taxa média
de crescimento “realista” de 4% ao ano neste período.
“O estudo toma por base um crescimento sustentável, como há muito
tempo não se via no país. Não imaginamos que problemas que
o Brasil carrega há muitas décadas estarão resolvidos em
2030. Mas consideramos um crescimento realista, factível, com frutos da
estabilidade econômica que o país está colhendo”, diz
o consultor da FGV Projetos, Robson Gonçalves. O PIB per capita, ainda
segundo o levantamento, deve dobrar nos próximos 22 anos, passando de
US$ 5,092 mil para US$ 10,269 mil.

Em termos mundiais, o crescimento
global até 2030 deve estar muito relacionado ao desempenho dos
Estados Unidos e dos países emergentes, como China, Índia
e Brasil. Mesmo com um crescimento menos acelerado do seu PIB, a economia
americana deve continuar sendo a primeira do ranking em 2030. Treze
anos antes, em 2017, a China chegará ao segundo lugar, de acordo
com o estudo.
“A tendência é de que a diferença entre Estados Unidos
e China se torne cada vez menor. Mas a economia americana é intensiva
em conhecimento e capital humano, por isso deve continuar na liderança”,
diz o professor de Economia da UFPR, Marcelo Curado. Para o Brasil, diz o professor,
cabe aproveitar as oportunidades criadas pelo expressivo crescimento chinês. “A
China tem uma capacidade de produção bastante limitada em relação
ao tamanho da sua população. Temos que aproveitar essa demanda
por commodities e alimentos.” Algo que, até hoje, segundo Curado,
não é uma realidade.
O economista-chefe da MB Consultoria, Sérgio Vale, também vê a
China seguindo de perto os EUA em 2030, mas acredita que dificilmente ela será efetivamente
a líder. “É difícil imaginar um país com
um controle político tão grande ser um exemplo.”
Para o Brasil, diz Vale, trata-se de “um mundo novo a se explorar”. “A
cultura ocidental está impregnada no Brasil há muito tempo. Como
se dará essa influência oriental na América Latina não
se sabe. Como vamos lidar com esse novo mundo oriental ainda é uma incógnita.”
Líder regional
Embora o estudo projete um ganho de posições do Brasil entre
as economias mundiais, o economista da MB diz que não é possível
ver o país como um líder em duas décadas – “a
não ser regionalmente, o que já é”. Para Vale, há muito
o que se resolver internamente antes de almejar um papel de destaque na economia
mundial. “Não é sendo líder no agronegócio
que essa liderança virá. Mas sim tendo uma evolução
educacional e tecnológica extraordinária, coisas que os países
que viraram líderes em toda a história fizeram”, diz. “Em
2030, o Brasil estará mais rico, sem dúvida, mas ainda será uma
mera potência regional.”
Consumo
O estudo da FGV e da Ernst & Young também mostra uma elevação
do Brasil no ranking dos maiores mercados consumidores do mundo. O país
passará da oitava colocação, registrada em 2007, para
a quinta colocação em 2030. Nesse período, levando-se
em conta a paridade do poder de compra estabelecida no ano passado, com o dólar
flutuando entre R$ 1,80 e R$ 2, o poder do mercado doméstico avançará de
US$ 1,067 trilhão para US$ 2,507 trilhões.
FGV e Ernst & Young projetam uma significativa mudança de perfil
da sociedade brasileira neste período, com o crescimento das classes
de renda intermediária, o que deve provocar um estreitamento na pirâmide
social. Em valores absolutos, o total de vendas no país passará de
R$ 1,41 trilhão em 2007 para R$ 3,30 trilhões em 2030.
Regiões
Na divisão por região, o Sudeste continuará com a maior
participação no total de consumo do país – passando
de 53,3% em 2007 para 52,5% em 2030. A participação do Sul, segundo
o estudo, cairá de 16,4% para 15,4%. Mesmo assim, a região deve
crescer 3,5% ao ano, com o potencial de consumo passando de R$ 232 bilhões
para R$ 507 bilhões em 22 anos.
O estudo das entidades foi realizado com base no histórico de indicadores
econômicos de cem países nos últimos 57 anos. O levantamento
divulgado ontem é o segundo de uma série de cinco relatórios
com projeções sobre o comportamento nas próximas duas
décadas em setores estratégicos da economia – mercado imobiliário,
varejo, energia, agroindústria e competitividade industrial.
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Gazeta do Povo, 20 de agosto de 2008
Sem Rússia e com México,
Bric vira Cimb
Tire a Rússia e inclua o México e, em vez de Bric, será criado
o Cimb. É isso o que esperam a Ernst & Young e a área de
projetos da Fundação Getúlio Vargas (FGV Projetos), autoras
de estudo sobre o quadro econômico mundial em 2030.
Bric é um acrônimo criado em 2001 pelo economista Jim ONeill,
do Goldman Sachs, que considera Brasil, Rússia, Índia e China
os quatro principais emergentes – juntos, seriam a maior força
da economia em 2050, superando o G6 (Estados Unidos, Japão, Alemanha,
Reino Unido, França e Itália).
O Cimb leva em consideração a inclusão do México
e não da Rússia. De acordo com o professor Fernando Garcia, da
FGV, a Rússia, apesar de ter um potencial energético, deve apresentar
nos próximos anos problemas estruturais no mercado de trabalho, em função,
principalmente, da Aids e do alcoolismo. Assim, as quatro economias emergentes
com maior mercado consumidor em 2030 serão a China (US$ 12,756 trilhões),
a Índia (US$ 5,266 trilhões), o Brasil (US$ 2,507 trilhões)
e o México (US$ 1,854 trilhão).
Agência Estado
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BEM PARANÁ, 20 de
agosto de 2008 | Economia
Consumo
Brasil será o 5º maior
mercado em 2030
O mercado consumidor brasileiro deve ser o quinto maior do mundo em 2030, segundo
estudo feito pela Ernst & Young Brasil e pela FGV Projetos. Em 2007, o
Brasil ficou na oitava posição.
O crescimento do consumo é baseado
em projeção de alta de 150% do PIB (Produto Interno Bruto)
do país — o que equivale a uma expansão de 4% ao
ano —, chegando a US$ 2,4 trilhões em 2030. Ajustado pela
paridade do poder de compra, o PIB passaria a US$ 2,5 trilhões — menor
apenas que a dos Estados Unidos, China, Índia e Japão.
Neste intervalo, o país ultrapassaria Alemanha, Reino Unido e
França.
Segundo Fernando Garcia, da FGV Projetos, o estudo é justificado pela
premissa de que o país passará por um período de desenvolvimento
sustentado. “Com a percepção de estabilidade, passamos
a ter uma necessidade de planejamento de longo prazo que não tínhamos
antes”, disse.
O consumo crescerá R$
1,9 trilhão entre 2007 e 2030, passando de R$ 1,4 trilhão
para R$ 3,3 trilhões. A pequisa ressalta que, além de aumentar
significativamente em valores, o perfil do consumo mudará, se
tornando ainda mais concentrada classe média e voltada para uma
população mais velha, entre 30 e 55 anos.
Segundo Garcia, o perfil do consumidor brasileiro em 2030 é determinado
por quatro variáveis: demográfica (crescimento menor da população),
universalização da educação, estabilidade de preços
e mobilidade social.
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Agência Diap, 20 de
agosto de 2008
REFORMA SINDICAL
Unicidade e contribuição
sindical em jogo
A Proposta de Emenda a Constituição
(PEC 71/95), de autoria do deputado Jovair Arantes (PTB/GO), está na
Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
A proposta reformula a estrutura sindical e exclui o princípio
da unicidade e a contribuição sindical compulsória.
O relator, deputado Moreira
Mendes (PPS/RO), apresenta parecer pela
admissibilidade da proposta. Caso seja aprovada na CCJ, a matéria
será analizada em comissão epecial e depois deve ser
votada em dois turnos no plenário da Casa.
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Gazeta do Povo, 20 de agosto
de 2008
Legislação
Entidades vão ao STF contra
a proliferação de sindicatos
Confederações de várias
categorias de trabalhadores tentam barrar portaria que dá mais
poder ao Ministério do Trabalho
Setores do sindicalismo estão em guerra com o governo federal. O motivo é uma
portaria do Ministério do Trabalho, publicada sem alarde em abril deste
ano, que facilita a abertura e o registro de entidades sindicais no país.
Descontentes com a mudança nas regras, 11 confederações
de trabalhadores ajuizaram ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação
direta de inconstitucionalidade (Adin 4120) contra a decisão do ministro
Carlos Lupi (PDT).
Com a portaria, o Ministério do Trabalho poderá arbitrar e mediar
diretamente disputas na área sindical – atribuição
até então restrita ao Judiciário. Existem hoje 801 pedidos
aguardando registro do ministério, que serão analisados de acordo
com a nova regra. Em média, são protocolados cerca de 50 pedidos
de registro por mês.

A média de concessão
de certidões é de 22 por mês, o equivalente a uma
entidade sindical a cada dia útil, segundo dados do Ministério
do Trabalho. O registro garante à entidade sindical, entre outros
direitos, participação na divisão do “bolo” do
imposto sindical, que só neste ano já movimentou R$ 1,349
bilhão. Os sindicatos ficaram com 60% do total, ou R$ 810 milhões.
Atribuição
As 11 confederações, que representam várias categorias
de trabalhadores, afirmam que Lupi extrapolou sua atribuição,
uma vez que a portaria editada teria características de lei. E vão
mais longe: de acordo com as entidades, a portaria cria obstáculos para
a sindicalização e implica prejuízo irreversível
para as sindicatos e para o direito sindical. Um dos questionamentos da Adin é quanto à possibilidade
de se formarem duas confederações onde houver seis federações
ou mais – o que os autores chamam de pluralismo sindical –, prática
condenada pela Constituição.
Segundo os autores da ação, a Portaria 186 acabou criando uma
nova lei, e por isso usurpou a competência do Congresso Nacional de legislar.
Para as 11 confederações, a portaria também estaria afrontando
a liberdade de associação profissional e sindical, conforme prevê a
Constituição. “A lei interfere na organização
sindical”, diz o texto, citando o artigo 8.º da Carta Constitucional.
A portaria também provocou reação de especialistas. O
ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Almir Pazzianotto diz
que a medida do Ministério do Trabalho é arbitrária e
representa forte interferência do Estado na área sindical. “Por
que razão o ministério resolveu se antepor ao Judiciário?”,
questiona.
O ministro Carlos Lupi rebate as acusações. Ele diz que a portaria
baixada por ele apenas formaliza uma situação que já existia
na prática – que é a participação direta
da pasta nas disputas sindicais, o que é vedado pela Constituição.
Para o ministro, ao contrário de facilitar, a portaria dificulta a criação
de entidades, com a exigência de publicação da intenção
dos sindicalistas em jornais, realização de assembléias
e apresentação de atas.
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CONSULTOR JURÍDICO,
20 de agosto de 2008
Instrumento punitivo
Desaprovação da conta
eleitoral deixará de ser formalidade
por Adriano Denardi Júnior
A luta da Justiça Eleitoral
no controle do Caixa 2 é semelhante ao controle do Estado sobre
a sonegação fiscal. Por melhor que seja a legislação
e por mais intensa a fiscalização, sempre haverá o
sonegador e aquele que encontra uma forma de burlar.
A sonegação fiscal é a
irmã do Caixa 2 de campanha, pois se o fornecedor se dispõe
a fornecer produtos e serviços sem emissão de nota fiscal,
ele estará permitindo o uso de recursos cuja origem pode ser extremamente
perigosa para a sociedade. Vender sem nota fiscal é favorecer
o abuso de poder econômico tão nocivo para o equilíbrio
nas eleições.
Os mecanismos de controle, porém,
têm se sofisticado, sobretudo por iniciativa do Tribunal Superior
Eleitoral, que a cada ano fecha o cerco mediante troca de informações
com a Receita Federal, Banco Central, etc. O uso de recursos para fins
escusos como, por exemplo, a compra de votos, que muitas vezes é feita
até mesmo com dinheiro em espécie, configura não
apenas Caixa 2, como também crime eleitoral a ser processado em
ação própria.
O acompanhamento das campanhas
ao longo de sua realização é determinante no aperfeiçoamento
do controle. A própria sociedade é chamada a participar
denunciando aquilo que estiver ao seu alcance. Fornecedores e doadores
idôneos são chamados a prestar informações
para confrontação com os dados constantes das prestações
de contas.
Não se pode afirmar que
as regras atuais colocarão um fim aos abusos que decorrem da má índole
daqueles que desobedecem à norma. Acredito, porém, que
os mecanismos de controle têm-se sofisticado e podem levar a um
resultado mais efetivo do que até aqui se tem verificado.
Pela primeira vez a desaprovação
das contas vai gerar uma conseqüência direta e bastante importante,
que é o impedimento de obtenção de certidão
de quitação eleitoral durante o curso do mandato para o
qual o candidato tenha concorrido. Essa certidão é documento
indispensável para o registro de novas candidaturas.
A desaprovação
das contas deixa de ser uma mera formalidade administrativa e passa
a ser instrumento punitivo para o candidato que não leva a sério
a suas obrigações no trato com as contas de campanha.
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Congresso em Foco, 20 de
agosto de 2008
Governo estuda perdoar dívidas
de até R$ 10 mil
O líder do governo na
Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), afirmou há pouco que o
governo estuda enviar ao Congresso uma proposta para perdoar as dívidas
com a União inferiores há R$ 10 mil e que existam há mais
de cinco anos. Dessa forma, o governo estaria abrindo mão de R$
3,6 bilhões. As dívidas até esse valor, mas que
foram contraídas há menos tempo, seriam renegociadas. No
entanto, ainda está em discussão se a proposta virá por
meio de medida provisória ou projeto de lei.
De acordo com o petista, a intenção é eliminar
conflitos judiciais e liberar a advocacia do governo para que ela atue “em
casos mais importantes”. Fontana explicou que, atualmente, mais
de dois milhões de processos correm na Justiça devido a
dívidas inferiores há R$ 10 mil. Em outra fase, o governo
também pretende renegociar a dívida dos exportadores, que
chega a R$ 60 bilhões.
O petista participou nesta tarde
de uma reunião com o presidente Lula e líderes da base
aliada do governo. De acordo com o congressista gaúcho, o presidente
pediu rapidez na análise da medida provisória que cria
o fundo soberano (uma espécie de reserva financeira para o país).
A MP passará a trancar a pauta da Câmara a partir do próximo
dia dois de setembro.
O presidente também comentou
a recente descoberta de petróleo na camada pré-sal, e ressaltou
a necessidade de encontrar mecanismos para que parte do dinheiro arrecadado
com a exploração do petróleo seja utilizado para
resgatar a “dívida social” que o país tem com
a parcela mais pobre da população. Lula também destacou
que é importante utilizar recursos do pré-sal para promover
a educação, ciência e tecnologia; além de
desenvolver a indústria petrolífera.
O líder do governo ainda
ressaltou outro pedido do presidente: aprovar a reforma tributária
ainda neste ano. Segundo Fontana, na avaliação de Lula, é chegado
o momento de “destravar a economia”.
Por sua vez, a reforma política
só será analisada após as eleições
municipais. De acordo com o ministro das Relações Institucionais,
José Múcio, a intenção do governo é fatiar
a reforma política. Ou seja, não reunir em um único
projeto temas que versam sobre fidelidade partidárias, inelegibilidade,
bancadas pequenas, etc.
Eleições
De acordo com Fontana, o presidente
Lula se mostrou satisfeito ao perceber que diversos candidatos querem
vincular sua imagem à do presidente. Apesar de considerar as eleições
municipais deste ano como a “ante-sala da eleição
presidencial”, Lula afirmou vai agir com cuidado durante a campanha.
O petista não quer se
indispor com candidatos que apóiam seu governo, mas concorrentes
de outros que também são aliados do Planalto. “O
presidente vai evitar conflitos”, afirmou Fontana.
De acordo com o líder
do PP, Mário Negromonte (BA), que também participou da
reunião, Lula ainda não definiu em quais cidades vai
subir ao palanque nestas eleições. Contudo, segundo Negromonte,
o petista deu o seguinte recado: “Se o candidato aliado vencer,
o bônus é dele. Se perder, o ônus é meu”.
(Rodolfo Torres)
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NCST, 20 de agosto de 2008
Área econômica defende veto à ampliação
da licença-maternidade
A área econômica do governo sugeriu que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva vete a proposta que amplia de quatro para seis meses o período
de licença-maternidade. Em reunião ontem (20) com Lula e com
líderes da base aliada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou
que a dedução das despesas com os dois meses a mais acarretaria
cerca de R$ 800 milhões a menos nos cofres públicos. Após
ouvir a análise, o presidente disse que antes de tomar uma decisão
pretende conversar com a ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial
de Políticas para Mulheres.
A assessoria do Palácio
do Planalto não se manifestou oficialmente, mas interlocutores
afirmaram que houve uma cobrança por parte do presidente aos líderes
dos partidos aliados. Lula reclamou de falta de articulação
dos parlamentares com os ministérios, o que tem provocado constrangimentos
para o governo. A hipótese de veto ao aumento da licença-maternidade é um
exemplo disso.
Lula estaria insatisfeito com
a possibilidade de ter que barrar o projeto. A proposta foi aprovada
pelo Congresso na semana passada e garantiu o caráter facultativo
do aumento da licença-maternidade. Para fazer com que o benefício
atinja o maior número possível de trabalhadoras, ela garante
incentivo fiscal ao empregador que conceder mais dois meses de licença às
suas trabalhadoras.
A proposta também cria
o Programa Empresa Cidadã, por meio do qual empresas privadas
poderão, voluntariamente, conceder licença-maternidade
de 180 dias. Em compensação, elas terão o direito
de descontar no Imposto de Renda da Pessoa Jurídica o valor integral
dos salários pagos à trabalhadora pelos dois meses a mais
que ela ficar cuidando do filho recém-nascido.
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Gazeta do Povo, 20 de agosto de 2008
Construção
Venda de materiais cresce 46%
As vendas internas de materiais de construção cresceram 46,12%
em julho em comparação ao mesmo mês do ano passado, segundo
a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção
(Abramat). Foi a maior expansão em relação ao mesmo mês
do ano anterior. A Abramat registra 26 meses consecutivos de alta. “O
crescimento de julho surpreendeu”, disse o presidente da Abramat, Melvyn
Fox. Diante do resultado, Fox disse que o aumento das vendas internas em 2008
ante o ano passado poderá se aproximar de 20%.
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Folha de S.Paulo, 20 de agosto de 2008
TENDÊNCIAS/DEBATES
Petrolula: calote no trabalhador
PAULO BORNHAUSEN
Lula agora ameaça dar um calote
histórico nos trabalhadores que investiram o FGTS em ações
da Petrobras
EM AGOSTO de 2000, o governo
do presidente Fernando Henrique Cardoso colocou 180 milhões
de ações da Petrobras à venda tanto para o
mercado doméstico quanto para o externo. Para o mercado
interno, foi aberta a possibilidade de utilização
de recursos do FGTS para a compra de ações. Exatos
310.218 trabalhadores brasileiros adquiriram um total de 46.305.561
ações da nossa companhia petrolífera, tornando-a
ainda mais brasileira.
De agosto de 2000 até abril deste ano, as ações que foram
compradas com o FGTS tiveram um rendimento magnífico de 1.461%.
Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical e deputado federal
pelo PDT paulista, foi o primeiro a usar uma parcela do FGTS para comprar ações
da Petrobras em 2000 e o garoto-propaganda da operação montada
no governo de Fernando Henrique Cardoso.
Em 2007, segundo declarações do deputado e líder sindical à imprensa,
de um saldo de R$ 36 mil de seu FGTS, metade foi aplicada em papéis
da estatal, valendo, no ano de 2007, R$ 118 mil. No mesmo período, a
outra parcela valorizou-se para apenas R$ 27 mil.
De acordo com levantamento da Andib (Associação Nacional dos
Bancos de Investimento), em junho deste ano, os fundos Petrobras/FGTS tinham
cerca de R$ 11 bilhões em investimentos. No mesmo levantamento, a Andib
informa que esses fundos registram valorização de 87,89% em 360
dias, o melhor rendimento do mercado de fundos no período.
A disparada mundial dos preços do petróleo e as descobertas de
novos campos na bacia de Santos, evidentemente, trouxeram euforia para os investidores,
notadamente os trabalhadores brasileiros.
Dados da AIE (Agência Internacional de Energia) justificam essa euforia.
A agência destaca, em seu último relatório, que o Brasil
terá, até o ano de 2013, entre os países que não
pertencem à Opep (Organização dos Países Exportadores
de Petróleo), o maior crescimento de produção de petróleo
-cerca de 800 mil barris até aquele ano, graças especialmente
ao campo de Tupi.
O mundo lá fora vê esse potencial como essencial para regularizar
o abastecimento de petróleo, talvez até mesmo acabar com a crise
atual. Aqui dentro, esses números trazem alento fenomenal para os trabalhadores
dos fundos FGTS/Petrobras e a outros pequenos acionistas.
Traziam alento, mas, agora, eles indicam forte possibilidade de prejuízo
para esses investimentos. Trazem o risco de um calote histórico.
O mesmo presidente Lula que usou o sucesso dos fundos FGTS/Petrobras como justificativa
para a aplicação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço nas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento),
agora ameaça esses trabalhadores com calote nas aplicações
em ações da Petrobras.
Sob o mando do nacionalismo irresponsável, Lula anuncia a disposição
de criar uma estatal, tão-somente estatal, para explorar as novas descobertas
da Petrobras em águas brasileiras. Descobertas, é importante
frisar aqui, financiadas pelos acionistas da empresa -grandes e pequenos acionistas.
Por mais que diga e repita que a criação da nova estatal petrolífera
não vai interferir no sucesso da Petrobras, é inquestionável
e incalculável o prejuízo que vai ser causado para os investidores
desta última.
Era de esperar mais maturidade e profissionalismo do atual governo brasileiro,
sobretudo após sua desastrada figuração na Rodada Doha.
Para nós, dos Democratas, a repercussão internacional dessa mais
nova sandice de Lula é menos importante que a traição
a ser perpetrada aos trabalhadores pelo presidente da República eleito
pelo PT, o Partido dos Trabalhadores.
O Congresso Nacional, mesmo que não convocado para debater o tema, com
certeza não permitirá que se concretize essa que pode ser uma "alopragem" de
dimensões nunca antes ou jamais vistas neste país.
PAULO BORNHAUSEN , 44, advogado, é deputado
federal (DEM-SC), vice-presidente e vice-líder do partido.
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Folha
de S.Paulo, 20 de agosto de 2008
Lula decide criar nova estatal para pré-sal
Embora formato da exploração ainda
esteja indefinido, presidente diz que é preciso uma empresa "que
só cuide disso' | Governo mostra ainda preocupação
com impacto na inflação da receita obtida com os megacampos
de petróleo da região
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva disse ontem em reunião à tarde com presidentes
e líderes de partidos aliados, que criará uma nova
estatal para cuidar apenas das reservas de petróleo da camada
do pré-sal que ainda não foram leiloadas.
Lula disse que já decidiu que "é preciso uma empresa que
só cuide disso", segundo relatos obtidos pela Folha.
O presidente afirmou que vai usar os recursos da extração futura
do petróleo do pré-sal para "eliminar a miséria", "aplicar
em educação" e "beneficiar o povo", sempre de
acordo com relatos dos que estiveram na reunião. Não foi discutido
como isso seria feito.
De manhã, numa reunião só de ministros no Planalto, sem
Lula, o principal ponto debatido foi como aplicar internamente os recursos
futuros do pré-sal sem gerar inflação.
A reunião dos ministros do grupo de estudo do pré-sal discutiu
os chamados fundos soberanos criados por países com grandes reservas
de petróleo. Um desses ministros disse à Folha que não é simples
injetar internamente os recursos do pré-sal, pois haveria risco de "gerar
confusão na economia". Ou seja, aquecer demais alguns setores e
gerar inflação.
Daí, disse esse ministro, o governo debater um modelo que preveja a
manutenção de boa parte dos recursos do pré-sal em reservas
no exterior. O ingresso desse capital no país para as "reparações
históricas" que Lula diz pretender fazer seria feito de forma a
impedir desequilíbrios macroeconômicos.
Resumo da ópera: enquanto Lula já decidiu politicamente criar
a estatal e usar o grosso dos recursos na área social, seus auxiliares
debatem a forma de viabilizar administrativa e legalmente esse projeto.
Na reunião com os aliados do conselho político, composto por
presidentes e dirigentes dos partidos que apóiam Lula no Congresso,
o presidente disse que irá no dia 2 de setembro ao Espírito Santo
para a primeira extração experimental de petróleo na no
campo de Jubarte. O petista disse ainda que a imprensa tem feito críticas
infundadas à sua decisão de propor um novo marco regulatório
do petróleo. "Vamos fazer com responsabilidade, mas vamos fazer
para o povo", disse o presidente, segundo anotação de um
líder partidário.
Na reunião com o Conselho Político, Lula também disse
que deve fazer um pronunciamento em cadeia nacional de televisão no
dia 7 de setembro para explicar os motivos que levaram o governo a mudar a
Lei do Petróleo. O objetivo é associar politicamente sua imagem às
mudanças.
Além disso, Lula pretende organizar em março ou abril do próximo
ano um evento internacional no campo de Tupi, na bacia de Santos, quando deverá ser
feita a primeira extração experimental de petróleo na
camada pré-sal.
Segundo relato de participantes da reunião do conselho, Lula afirmou
que decidiu adotar, na exploração de petróleo na camada
pré-sal, regras inspiradas no modelo adotado na Noruega porque parte
do controle da Petrobras está nas mãos do setor privado.
A Folha apurou que Lula usou a reunião do conselho político para
tentar desarmar eventuais resistências à proposta de novo marco
regulatório e angariar apoio para a criação de uma nova
estatal. Ele tem dito em conversas reservadas que não recuará por
causa de críticas da oposição, do mercado financeiro e
de acionistas minoritários da Petrobras.
Lula usará o pré-sal para fortalecer sua liderança política
e tentar eleger o sucessor ou sucessora em 2010. Ele quer fixar no seu governo
um novo marco regulatório, embora a exploração em larga
escala do pré-sal só deva ocorrer em quatro ou cinco anos.
Do ponto de vista eleitoral, Lula tem procurado destacar o papel da ministra
da Casa Civil, Dilma Rousseff, na discussão das novas regras. Dilma é hoje
a preferida do presidente para a sua sucessão.
A intenção é viabilizar sua ministra, que, até agora,
está longe dos políticos que lideram as pesquisas sobre a sucessão
presidencial, como o governador de São Paulo, o tucano José Serra,
e o deputado federal Ciro Gomes (PSB), um aliado que sofre rejeição
de setores do PT e de partidos hoje aliados, como o PMDB.
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Folha
de S.Paulo, 20 de agosto de 2008
Congresso deve aprovar nova estatal do
petróleo
Empresa pode ser criada por projeto de lei ordinária
com quórum mínimo | Outra opção é o
envio de uma medida provisória ao Congresso, artifício
já usado pelo governo petista para criar ao menos duas estatais
ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo não
deverá enfrentar dificuldades para aprovar no Congresso a
criação de uma nova estatal para cuidar da exploração
do petróleo na camada pré-sal. A iniciativa depende
de projeto de lei ordinário, que exige um quórum mínimo
para ser aprovado.
O governo também pode optar por encaminhar ao Congresso uma medida provisória.
Levantamento do PSDB mostra que, desde 2003, foram criadas quatro estatais,
duas delas por MP: a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e a
EPE (Empresa de Pesquisa Energética). Já a Empresa Brasileira
de Hemoderivados e Biotecnologia e a Empresa Pública Centro de Excelência
em Tecnologia Eletrônica Avançada S.A foram por projeto de lei.
A última ainda está em análise na Câmara.
Outras 29 empresas foram criadas na gestão petista, mas pelos conselhos
administrativos de empresas estatais como a Petrobras e o Banco do Brasil,
iniciativas que não dependem do aval do Congresso. Somente a Petrobras
criou 25 empresas nos últimos anos.
O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) chegou a afirmar que a nova
empresa dependeria de projeto de lei complementar, que exigiria um quórum
qualificado de 257 votos a favor. Mas a Mesa Diretora da Câmara tem outro
entendimento, com base no artigo 35 da Constituição, inciso 19,
de que pode ser via projeto de lei ordinário.
Para serem aprovados, o projeto de lei e a MP dependem dos votos de metade
mais um dos deputados presentes numa sessão com quórum mínimo
de 257 deputados. O número é necessário apenas para abrir
a sessão ordinária. Se, no momento da votação,
o número de deputados em plenário for menor, o projeto é aprovado
em votação simbólica caso não haja contestação
de quórum.
A base do governo na Câmara tem 383 congressistas; a oposição,
130. No Senado, o governo também conta com votos para aprovar projeto
de lei sem dificuldades.
Em reunião do Conselho Político ontem, o presidente Lula convidou
os líderes dos partidos aliados ao governo para discutir o assunto pré-sal
em reunião na primeira semana de setembro. E adiantou apenas que será necessário
alterar a lei do petróleo para criar novas regras para a exploração
no pré-sal.
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CONSULTOR JURÍDICO,
20 de agosto de 2008
Direitos e deveres
Projeto de Lei sobre estágio
prejudica empresas e alunos
por Anderson Passos
A equiparação das
regras do estágio de nível médio regular com o estágio
de ensino superior, o desprezo pela formação dos estudantes
e a carga de trabalho de apenas seis horas por dia devem prejudicar o
relacionamento entre empresas e estagiários. A opinião é da
advogada Maria Lucia Ciampa Benhame Puglisi, que concedeu entrevista à revista
Consultor Jurídico.
O texto do Projeto de Lei 2.419/2007,
de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR), foi aprovado na última
quarta-feira (13/8) em votação na Câmara dos Deputados
e aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva. Entre os benefícios prometidos estão férias,
redução de jornada, assistência médica, vale-transporte
e alimentação. “O maior problema desse projeto é manter
o estágio para nível médio regular porque o jovem
não tem formação teórica”, defende.
Maria Lucia, que é integrante
da Comissão de Estudos em Direito e Processo do Trabalho da OAB
paulista, disse que é alto o índice de fraudes na concessão
de bolsas a alunos do ensino médio.
“Quem já trabalha
de forma errada, vai continuar trabalhando assim. O texto da lei diz
que deve haver compatibilidade entre a teoria praticada em sala de aula
e a atividade do estágio. Mas que teoria um aluno do ensino médio
pode aplicar no estágio se ele aprende matemática, geografia
ou português e não computação ou outros cursos
profissionalizantes?”, questiona.
Sócia do escritório
Benhame Sociedade de Advogados, Maria Lucia alerta que por conta dessa
falha, as empresas que agem de forma equivocada, acabam explorando os
estudantes em tarefas que nada acrescentam ao currículo deles.
A advogada registra que as fraudes
em estágios no ensino médio atingem 95%, enquanto que o índice
no ensino superior não supera 5%. “O estágio no ensino
superior tem um controle muito mais rigoroso. Aqui no meu escritório
eu tenho que apresentar relatórios mensais de produtividade para
as faculdades”, conta ela.
Para a advogada, é preciso
formatar uma legislação que especifique as particularidades
do estágio do ensino superior, do nível médio profissional
e do nível médio. Ela também rejeita a versão
de que o projeto poderá redundar num aumento do índice
de registros em carteira profissional dos estagiários.
“Quem trabalha de forma
errada, vai continuar assim. O estagiário, principalmente o de
nível médio, vai ter a sua formação prejudicada
e não vai se beneficiar do verdadeiro princípio do estágio
que é o aprendizado”, ressalta.
O período máximo
de dois anos de estágio na mesma empresa e a redução
de jornada para seis horas também é criticada pela advogada,
que coordena o Comitê de Legislação da ONG Amigos
do Emprego.
“Limitar o trabalho a seis
horas diárias é muito complicado para as empresas porque
elas se planejam para auxiliá-los nas atividades. Com apenas seis
horas, não se tem tempo para ajudar os estagiários e o
aprendizado deles fica comprometido. Outro problema é que os estagiários
em início de curso vão perder espaço para colegas
que estão mais adiantados”, destaca.
Ela explica que na rotina de
seu escritório, usa a parte da manhã para a redação
de peças e que, diante da má formação que
as instituições de ensino oferecem, se vê ensinando
aos estagiários essa atividade. “Com esse limite de seis
horas, eu não vou ter esse tempo pra me dedicar a eles”,
reclama.
Maria Lucia Puglisi registra
também que, em dia de provas, o aluno poderá trabalhar
por apenas três horas, o que tornará as atividades de estágio
mais complicadas ainda.
Outro ponto negativo dessa redução,
na visão da advogada, é que as empresas deverão
reduzir vagas para se adequar às mudanças. Assim, o valor
das bolsas será reduzido para atender ao custo de itens como plano
de saúde e medicina do trabalho, que foram incorporados ao Projeto
de Lei 2.419/2007.
A advogada afirma, ainda, que
o texto traz um número irreal em relação às
vagas para deficientes. “O projeto diz que 10% do número
total de estagiários de uma empresa deve ser de deficientes. Nos
contatos que tenho tido com clientes e empresas, esse índice não
chega a 1%”, advertiu.
Vacas magras
O advogado trabalhista José Eduardo
Haddad afirma que o Projeto de Lei 2.419/2007, do senador Osmar Dias
(PDT-PR), prestes a ser sancionado pelo presidente, não poderia
relacionar o estágio com profissões regularizadas por conta
do desencontro entre teoria e prática.
“O projeto como um todo
possui um sério defeito que é tratar o estágio de
uma forma geral, relacionando o estágio com as profissões
regularizadas, ignorando a questão curricular. A visão
do governo nesse projeto é de limitar a utilização
de estágio”, comentou.
Ele concorda com a colega Maria
Lucia Puglisi sobre as fraudes nos programas de estágio. Como
ela, reconhece que há um comprometimento maior entre as empresas
e as instituições de ensino superior, que não reverbera
no ensino médio e fundamental. Para José Eduardo Haddad, é preciso
melhorar a fiscalização.
“Há fraudes e as
empresas que trabalham corretamente serão prejudicadas. O que
se deveria fazer é aumentar a fiscalização e não
criar uma nova lei, por exemplo”, criticou Haddad.
Ele registra que “o grande
fiscalizador é o Ministério do Trabalho que precisa ser
melhor estruturado e fomentado”.
Sobre as dificuldades, José Eduardo
Haddad aponta que o estabelecimento de cotas para estagiários
nas empresas vai tornar o mercado mais restrito para os estudantes.
Clique
aqui para ler o projeto de lei.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
20/08/2008
Codevasf e empregados formalizam acordo
no TST
Representantes dos funcionários
da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do
Parnaíba (Codevasf) e da empresa estiveram hoje (19) pela manhã no
Tribunal Superior do Trabalho para entregar ao ministro Milton de Moura
França, vice-presidente do Tribunal, o texto final do acordo fechado
na semana passada, na audiência de conciliação do
dissídio coletivo suscitado pelo sindicato da categoria. Na ocasião,
ficou acertado o reajuste salarial de 7%, retroativo a 1º de maio
deste ano, o valor de R$ 374,00 para o auxílio-alimentação
e R$ 200,00 para o auxílio-creche. O acordo será homologado
pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos
(SDC) do TST, com relatoria do ministro Fernando Eizo Ono.
Para o presidente do sindicato
dos trabalhadores, Valter Endres, “o processo de negociação
com a empresa, mesmo com os desgastes naturais, é importante porque
ajuda a compreender e estabelecer tanto os limites dos trabalhadores
nas suas reivindicações quanto os dos gestores de uma empresa
pública como a Codevasf em relação à ampliação
de benefícios e outros aspectos.
O ministro Moura França,
mais uma vez, reforçou sua postura de que “o diálogo é fundamental,
sobretudo para que as duas partes procurem encontrar um denominador”,
mas que, fundamentalmente, o que é importante para dois lados é a
boa fé. “Se todos fossem para a mesa de negociação
conscientes daquilo a que é razoável chegar, e a outra
parte também tem essa maturidade, o País seria bem melhor”,
afirmou, lembrando que muitas vezes o TST julga processos em que há um
desgaste brutal para a sociedade, para os empregados e a empresa para
que, no fim, se chegue àquilo que inicialmente já estava
proposto, ou muito próximo. “Essa queda de braço,
embora politicamente possa ter algum dividendo, sacrifica muita gente.
Precisamos ter essa consciência”.
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FETRACONSPAR, 20
de agosto de 2008
Jornal
do SOM São José dos Pinhais
Está circulando o jornal “SOMSJOP”, informativo
do Sindicato dos Oficiais Marceneiros e Trabalhadores nas Indústrias
de Serrarias e Móveis de Madeiras, Móveis de Junco e Vime, de
Vassouras, de Cortinados e Estofos e de Escovas e Pincéis e de Trabalhadores
na Indústria de Carpintaria, Tanoaria, Madeiras Compensadas e Laminadas,
Aglomeradas e Chapas de Fibras de Madeiras de São José dos Pinhais,
presidido pelo companheiro ANTONIO SARTOR.
O Informativo
deste mês traz diversas informações
de interesse da categoria, a Campanha Salarial
2008/2009 e o I Torneio de Futebol Suiço
do SOMSJOP.
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Antonio Sartor
Presidente do SOM São José dos Pinhais
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O DEPACOM
parabeniza o companheiro Antonio Sartor e sua diretoria pelo importante
trabalho desenvolvido junto aos trabalhadores da Madeira e Mobiliário
de São José dos Pinhais.
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