Prezados Companheiros,
O DEPACOM – Departamento Profissional da Construção
e do Mobiliário, no congresso realizado dias 13, 14 e 15 de
agosto de 2008, aprovou a seguinte deliberação:
Criação da PEC (Projeto de Emenda Constitucional) – PERITO
ESPECIALIZADO, com o seguinte objetivo:
a.
Realização de concursos públicos para contratação
de quantidades suficientes de médicos peritos para atendimento
em período integral de funcionamento do posto Previdenciário.
b.
Seja oferecida qualificação para assumirem a função
com dedicação exclusiva, com ética e profissionalismo,
especializando-se no atendimento aos segurados.
c.
Que todas as instalações sejam adequadas, com fácil
acesso a exames laboratoriais, de imagens e outros, para corroborarem
no diagnóstico e conclusão médica pericial.
A
preocupação dos nossos congressistas condiz com a
realidade, haja vista que milhares de trabalhadores e trabalhadoras,
devido à alta programada, têm sofrido enormes prejuízos.
Hoje
(20/08), foi publicada uma matéria no jornal Gazeta do
Povo, que estamos disponibilizando aos companheiros, para começarmos
a formar opinião sobre o assunto.
Saudações
Sindicais,
GERALDO RAMTHUN
Presidente do DEPACOM
Gazeta do Povo, 20 de agosto de 2008 | Vida e Cidadania
Previdência
Liminar impede alta programada
INSS afirma não ter condições de cumprir decisão
judicial, que beneficia segurados
O Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) do Paraná está com
dificuldade para cumprir uma determinação da Justiça.
A Vara Previdenciária de Curitiba decidiu que pessoas afastadas
do trabalho por problemas de saúde continuem recebendo benefício
do governo até conseguirem marcar nova perícia médica
para prorrogar o afastamento.
A decisão elimina a chamada “alta programada”, que
era a regra até então. “Com a alta programada,
a pessoa a pessoa tinha dia certo para deixar de receber”, afirma
o diretor da Associação em Defesa dos Consumidores e
Contribuintes (Adec), Mário Miyasaki. “Se não conseguisse
agendar a perícia até o término do benefício,
ficava sem receber.
De acordo com Miyasaki, cerca de 1.674
pessoas entraram com ação
contra a previdência nos últimos nove meses por terem
ficado algum tempo sem receber.
Com a liminar, a previdência deveria continuar a pagar até que
o médico desse alta para o paciente e ele pudesse voltar ao
trabalho, independentemente de quando conseguisse marcar a perícia”,
diz.
Demora
O beneficiário deve marcar com antecedência de 15 dias
nova consulta caso sinta que ainda não está apto a voltar
ao trabalho.
Em alguns casos, no entanto, ele só consegue agendar a nova
perícia para depois da data em que deixará de receber
o benefício – e nesse meio tempo fica sem receber nada.
Segundo o gerente executivo do INSS, Fabrício Monteiro Kleinbing,
o prazo tem sido ultrapassado em até 25 dias na região.
Kleinbing explica que o problema está no sistema que agenda
as consultas e estabelece o pagamento. “Ele é único
para todo o país, não tem como alterar apenas aqui. Se
chegar na data de cancelar, ele é cortado até que a pessoa
passe por nova consulta e o médico mande ele continuar afastado.
Quando voltar a receber, o valor será retroativo”, explica.
A liminar deveria cancelar a alta programada
em 12 agências.
Além de Curitiba e região metropolitana, engloba Paranaguá.
O INSS entrou com um pedido para derrubar a liminar.
Silval do Ramos de Lima, 48 anos, está há mais de dois
anos afastado do trabalho por sofrer de problemas na coluna cervical
e já ficou algum tempo ser receber. “Depois dos primeiros
seis meses afastado eu voltei para uma nova perícia e me liberaram
para trabalhar.
Como a empresa e eu percebemos que não havia condições,
voltei ao médico e consegui nova licença. Depois fui
renovando a perícia. Durante todo o processo, cheguei a ficar
pouco mais de dois meses sem receber”, conta. Segundo dados da
Adec, o valor médio hoje das ações de cobrança
durante o período que o segurado não recebeu fica em
torno de R$ 2 mil.
De acordo com Kleibing, a alta programada
foi instituída para
evitar que pessoas continuassem recebendo o benefício mesmo
depois de ter melhorado.