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BADAUÊ/ MARANHÃO,
25 de agosto de 2008
Salário mínimo deve ser
maior do que aponta LDO
O salário mínimo deve chegar a R$ 460. No lugar do aumento dos
R$ 415 atuais para R$ 453,67 - valor previsto para 2009 -, o mínimo
pode aumentar um pouco mais e ser arredondado para R$ 460. Segundo líderes
do governo e da oposição na Câmara dos Deputados e no Senado
Federal, é provável que o reajuste no ano que vem seja maior
do que está previsto na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias),
sancionada na sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Se o salário de R$ 460
for realmente aprovado, o reajuste em 2009 será de 10,8%. Caso
seja mantido o valor de R$ 453,67, estabelecido na LDO, a correção
será de 9,32%. A possibilidade do aumento, acredita a vice-líder
do PSDB no Senado, Marisa Serrano (PSDB-MS), só será consumada
se sobrarem recursos no Orçamento da União no ano que vem.
E as chances disso acontecer, acredita ela, são grandes.
A aprovação está prevista
para acontecer até o dia 20 de dezembro, segundo informou o relator
do Orçamento Geral da União, senador Delcídio Amaral
(PT-MS).
De acordo com o deputado Gilmar
Machado (PT-MG), vice-líder do governo no Congresso Nacional,
a liderança governista vai defender o valor do mínimo em
R$ 460 durante a definição do Orçamento da União
para o ano que vem.
O novo valor do piso nacional
entrará em vigor em fevereiro de 2009, com pagamento em março.
Para começar a valer, é preciso que o governo envie um
projeto de lei para ser votado pelos deputados e senadores.
Mas, se o tempo ficar apertado
para a aprovação da proposta, o presidente Lula tem a opção
de enviar medida provisória ao Congresso. Este ano, por exemplo,
para que o novo salário de R$ 415 fosse pago em abril, conforme
acordado com os sindicatos, foi preciso editar uma MP.
Em janeiro de 2010, o salário
mínimo deverá passar para R$ 492,89, chegando a R$ 539,21
em janeiro de 2011. O salário reajustado também vale para
os 16,9 milhões de aposentados e pensionistas do INSS que recebem
o piso nacional.
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Agência Diap, 25 de
agosto de 2008
FINANCIAMENTO SINDICAL
Nova Central e CTB discordam da proposta
do MTE sobre contribuição negocial
A Nova Central Sindical de Trabalhadores
(NCST), ao tomar conhecimento do anteprojeto de lei de contribuição
negocial apresentada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE),
em reunião realizada no Ministério, no último dia
21, em defesa de “seus princípios, apresentou suas considerações
e demonstrou ser contrária ao anteprojeto de lei de contribuição
negocial que o Governo enviará ao Congresso Nacional”, assim
a Nova Central expressa sua divergência.
“A CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) reafirma sua firme oposição à proposta,
que carece de segurança jurídica e pode comprometer,
e, em alguns casos inviabilizar, o financiamento do movimento sindical
brasileiro, enfraquecendo a luta da classe trabalhadora contra a exploração
capitalista”.
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Agência Diap, 25 de
agosto de 2008
FUNDO DE GARANTIA
Assuntos Econômicos: alterações
na lei do FGTS em pauta na CAE
A Comissão de Assuntos
Econômicos analisa uma pauta de 14 itens. O projeto de lei do Senado
(PLS 273/03), que altera a Lei 8.036, de 11 de maio de 1990, que dispõe
sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A matéria é para
permitir ao empregado participar do capital da empresa em que trabalha,
utilizando-se do saldo do fundo.
O projeto é do senador
Sérgio Zambiazi (PTB/RS) e o relator da matéria é o
senador Mão Santa (PMDB/PI), cujo parecer é favorável
ao projeto nos termos do substitutivo que apresenta.
Ainda na pauta da CAE consta
o PLS 297/07 do senador Renato Casagrande (PSB/ES), que dá à Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel) competência
para arrecadar e aplicar sanções administrativas no âmbito
do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações
(Fust). O voto do relator, senador Arthur Virgílio (PSDB/AM), é favorável
ao projeto.
O colegiado se reúne,
nesta terça-feira (27), na sala 19 da ala Alexandre Costa às
10h.
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Gazeta do Povo, 25 de agosto de 2008
Comércio
Consumidor ignora juros e mantém
o ritmo das compras
Em geral, população
se preocupa apenas com o valor das parcelas e, por isso, as vendas
continuam em alta
Apesar do aumento da taxa básica
de juros, o consumidor não dá sinais de que vai reduzir
o ritmo de compras e, para driblar o crédito mais caro,
está esticando os prazos de pagamento para que a parcela
do financiamento caiba no bolso. De acordo com dados do Banco Central,
o prazo médio de pagamento das operações de
crédito passou de 404 para 468 dias – um alongamento
de dois meses – entre junho de 2007 e junho de 2008. No caso
de aquisições de veículos, a média
saiu de 562 para 602 dias; no financiamento imobiliário
passou de 1.798 para 2.501 dias; e no crédito pessoal, de
432 para 500 dias. Na prática, isso significa que, em vez
de deixar de comprar, o consumidor está optando por prazos
mais longos na aquisição de bens, o que ajuda a manter
as vendas em alta, mesmo com inflação e taxa de juros
mais salgadas.
Nos primeiros seis meses do ano, as vendas no comércio cresceram 10,6%,
a maior alta semestral desde o início da série histórica
da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
em 2001. A previsão é de que o setor encerre o ano com uma expansão
de 9,5%, resultado bem próximo do alcançado em 2007 (alta de
9,7%).
Para atrair o consumidor e contornar os juros, o varejo também aposta
em planos mais longos. “Criamos uma opção com mais parcelas
para que o consumidor possa pagar uma prestação mais baixa”,
diz Eduardo Balaroti, diretor de marketing e vendas da rede de lojas de material
de construção Balaroti. A empresa acaba de lançar um plano
de pagamento de 24 vezes com juros de 1,99% ao mês. A previsão é aumentar
as vendas de 6% a 10% em 2008. Na Casas Bahia, maior rede de eletrônicos
e móveis do país, o prazo de financiamento, em média de
oito meses, subiu para dez meses, segundo informou a assessoria de imprensa
da empresa. Aumentar o número de prestações é uma
estratégia para não precisar elevar o valor das parcelas em função
da alta dos juros e dos preços, embora, ao fim do financiamento, o cliente
vá pagar mais. “O consumidor brasileiro ainda não faz a
conta de quanto vai pagar no fim do prazo. Para ele, o mais importante é ter
uma parcela mais baixa. Ele opta por essa estratégia para fugir do aumento
dos preços e da pressão no orçamento, muitas vezes já comprometido
com outras compras”, afirma Marcio Pauliki, superintendente da MM Mercado
Móveis. A cadeia de lojas de móveis e eletrodomésticos
detectou um aumento do prazo médio de financiamentos, que passou de
nove para doze meses.
Além da pressão dos juros, alguns produtos, como colchões
e eletrodomésticos de linha branca, já estão mais caros,
em função, respectivamente, da pressão dos custos do petróleo
e do aço. Mas esse cenário ainda não provocou recuo nas
compras, de acordo com Pauliki. A empresa registrou um aumento de 30% nas vendas
no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano
passado. Para a segunda metade do ano a previsão é de um acréscimo
de 20%.
Com previsão de crescer 13% em 2008, a Leroy Merlin, que vende material
de construção e de decoração, viu dobrar, nos últimos
meses, o número de financiamentos de longo prazo, principalmente entre
as classes C e D. Atualmente a empresa oferece planos de 10 vezes sem juros
e de 12 a 36 vezes, com taxas variam de 0,99% a 2,99% ao mês. De acordo
com o diretor comercial para a Região Sul, Marcos Lima, o consumidor
dilata o prazo porque já comprometeu a renda com outros compromissos,
como a mão-de-obra na construção.
Porém a elevação da taxa básica Selic, hoje em
13% ao ano, provoca mudanças na estratégia de algumas redes .
Muitas viram crescer os custos de captação junto aos bancos e
estão reduzindo os prazos para pagamentos sem juros. No Balaroti, o
número de parcelas sem juros caiu de 10 para 5 e na MM, de 10 para 6.
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Gazeta do Povo, 25 de agosto de 2008
Consumidor
Parcelar em prazos muito longos é mau
negócio
À procura de uma geladeira nova, a dama de companhia Sebastiana Marina
dos Santos, de 42 anos, quer gastar no máximo R$ 100 com a prestação
do eletrodoméstico. “Me preocupo mais em ver se a parcela vai caber
no bolso do que quanto vou pagar no fim do prazo”, admite ela, que já paga
prestações de um jogo de cozinha. O filho, Christian Marino Dias,
de 20 anos, seguiu o exemplo da mãe e acabou se arrependendo, depois de
financiar a compra de um aparelho de som de R$ 999 com juros. “Dei R$ 300
de entrada e dividi o restante em 12 parcelas de R$ 101, o que fez com que eu
pagasse, no fim do prazo, R$ 1,5 mil (um aumento, causado pelos juros, de mais
de 50%). Nunca mais faço uma compra como essa”, diz.
A maior parte dos consumidores também começa a sentir os efeitos
da inflação no orçamento. “Agora só compramos
o estritamente necessário e buscamos os planos sem juros”, diz
o casal Célio Marques, de 37 anos, e Cidinéia de Oliveira, 31,
que na semana passada estava fazendo um cartão de crédito para
parcelar um aspirador de pó sem juros em uma loja Ponto Frio. A aposentada
Noeli Maria Bonetti, 55 anos, diz que, quando não tem condições,
compra a prazo, mas ultimamente tem procurado evitar essa estratégia,
disposta a fugir dos juros altos. Assim como Sebastiana, Noeli está juntando
dinheiro para comprar uma geladeira nova. “Os vendedores falam que não
tem muito juro. Mas, quando vamos fazer as contas, é um absurdo: o juro
chega a 4%, 5%. Quando que poupança vai render isso?”, diz. Com
uma renda de cerca de R$ 1,2 mil, ela gasta hoje R$ 300 por mês com prestações
contraídas nos últimos meses, fruto de compras como um sofá novo,
de jóias e sapatos. (CR)
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FOLHA DE LONDRINA, 25 de agosto de 2008 | Economia
Aposentados começaram a receber
o 13º hoje
São Paulo - Os aposentados e os pensionistas do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) receberão metade do 13º salário deste
ano com o pagamento dos benefícios referentes ao mês de agosto.
Os segurados que têm os benefícios pagos nos últimos cinco
dias úteis do mês (aqueles que ganham até um salário
mínimo e têm benefícios com finais 1 a 5) receberão
a primeira parcela entre hoje e sexta-feira. Os demais aposentados receberão
entre os dias 1º e 5 de setembro. O pagamento do restante do 13º será feito
no final de novembro e no início de dezembro, com os benefícios
referentes a novembro. Sobre essa parcela, se for o caso, incidirá o
desconto do IR.
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FOLHA DE LONDRINA, 25 de
agosto de 2008 | Economia
Jornal é mais confiável
que novas mídias, aponta pesquisa
Entre razões apontadas para a permanência
do veículo na preferência de leitura diária de
informação estão o fato dele apresentar matérias
consistentes e esclarecedoras
São Paulo - Um estudo sobre credibilidade de mídia feito pelo
Grupo CDN, agência de serviços de comunicação e
relações públicas, - que foi realizado este ano pela terceira
vez junto a executivos que ocupam cargos de liderança em médias
e grandes empresas -, mostra que, apesar de a internet crescer com meio de
consulta de informações e notícias, o jornal permanece
como a fonte mais confiável de informação.
Em comparação às
edições anteriores, que tiveram levantamentos feitos em
2003 e 2005, os dados de 2008 confirmam a forte penetração
do meio jornal no universo empresarial, ainda que haja um avanço
da internet na vida dos 600 profissionais consultados. Mas um ponto a
destacar é que os sites consultados são os que têm
uma respeitada marca jornalística, seja a de um profissional conhecido
no meio, seja a de um veículo de comunicação.
Entre razões apontadas
para a permanência do jornal na preferência de leitura diária
de informação estão o fato dele apresentar matérias
consistentes e esclarecedoras, contar com um corpo de profissionais capacitados
e renomados e também apresentar as noticias como elas ocorrem,
sem ser tendencioso nas análises do noticiário. A credibilidade é o
ponto alto e sempre aparece com vantagem quando comparado aos outros
canais de comunicação, como revistas, televisão,
ou rádio.
Há 13 anos a CDN se dedica
a estabelecer referências para o mercado de serviços de
comunicação empresarial sobre auditoria de imagem. Para
aprofundar o desenvolvimento dessa tarefa, a agência criou o Índice
de Qualidade e Exposição na Mídia (IQEM), com a
ajuda do economista e professor da Universidade de São Paulo (USP),
Heron do Carmo. A pesquisa de credibilidade de mídia, que realiza
de tempos em tempos, visa justamente coletar dados para alimentar o seu
banco de dados.
''É importante considerar
que os executivos consultados são formadores de opinião
e, como tal, têm enorme preocupação em repassar informações
para os públicos que lideram, assim como trocar com os seus iguais,
e o meio jornal é a ferramenta que usam'', diz Marília.
''A pesquisa mostra que 69% dos
consultados tomam decisões de mercado tendo como base as notícias
que lêem no jornal. Eles mudam de opinião sobre fornecedores
e negócios a partir do que é publicado. E veja que são
executivos que têm acesso a outras fontes como relatórios
de bancos e balanços anuais'', acrescenta Marília.
Outro ponto fundamental no papel
do jornais, que tem ligação direta com a credibilidade
do veículo é a valorização do espaço
editorial. Ele é quatro vezes maior do que o espaço ocupado
pela propaganda, ainda que sejam anúncios da empresas concorrentes.
Mas a pesquisa revela também que o grau de credibilidade da publicidade
em jornais é alta, já que 75% dos entrevistados afirmaram
que a boa propaganda pode influenciar - para pior ou para melhor - a
opinião sobre determinada empresa.
Marili Ribeiro
Agência Estado
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Agência
Diap, 25 de agosto de 2008
PREÇO DA DEMOCRACIA
Perda de arrecadação em
dois anos com propaganda gratuita foi de mais de R$ 700 mi
A democracia tem preço. Alguém
tem que pagar a conta da propaganda eleitoral gratuita
A Receita Federal deixou
de arrecadar R$ 713 milhões com a exibição e
transmissão dos programas eleitorais gratuitos na televisão
e no rádio, em 2006 e 2007. A perda de arrecadação
deve-se ao fato de que a legislação brasileira garante às
emissoras deduções no imposto de renda para transmitir
os programas de partidos e candidatos, nos anos eleitorais, e as
propagandas institucionais de partidos políticos nos anos
não eleitorais.
De acordo com o Decreto 3.786,
de 2001, as emissoras de rádio e de televisão podem
abater, de seu lucro líquido, no imposto de renda, 80% do
valor que seria pago por prováveis anunciantes nos horários
de exibição desses programas. Com isso, o horário
gratuito acaba sendo pago, indiretamente, pela União.
O custo dos benefícios
fiscais das eleições deste ano só será conhecido
em 2009, mas nas últimas eleições, realizadas
em 2006, a Receita deixou de arrecadar R$ 470,8 milhões. No
ano passado, quando não houve eleições, mas
as deduções chegaram a R$ 242,2 milhões.
Para o presidente do Instituto
Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), cientista político Geraldo
Tadeu Monteiro, o gasto é um custo necessário para
a democracia, já que os eleitores precisam conhecer as propostas
dos candidatos. Ele, no entanto, defende que os horários eleitorais
gratuitos contínuos, em que todos os partidos mostram suas
propostas em um único programa, deveriam ser reformulados,
porque eles não têm a eficácia esperada.
“Ele é feito
de maneira padronizada, em um horário que todos sabem que
vai passar, e que por isso mesmo podem desligar a TV ou apertar o
botão ‘mudo’. Pelas pesquisas que tenho feito,
a maioria das pessoas não assiste e os que assistem são
os que já têm candidato”, disse.
De acordo com o professor,
em vez de priorizar os horários eleitorais em rede, a Justiça
Eleitoral deveria investir mais no modelo de spots de 30 segundos,
que já coexistem com o programa contínuo.
“Os spots trazem mais
resultados porque pegam o eleitor entre um programa e outro”,
defende o especialista. (Fonte: Radiobrás)
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FOLHA DE LONDRINA, 25 de
agosto de 2008 | Poilítica
‘Horário eleitoral gratuito é mal
usado no Brasil’
Alex Silva/AE
São Paulo - O horário eleitoral gratuito influencia - e muito
- a opinião do eleitor, mas é uma ferramenta mal usada, por falta
de foco e de compreensão do ponto de vista do eleitor. Quem avalia é o
diretor do Instituto Análise, Alberto Carlos Almeida, autor de livros
como ''A Cabeça do Brasileiro'' e ''A Cabeça do Eleito'' e ''Por
que Lula?'', além de doutor em ciência política e professor
universitário. ''A exposição é maior e atinge mais
gente. Então ele, de fato, é responsável por muitas mudanças
de voto'', assinala.
Para o especialista em pesquisas
e assessoramento de campanhas, os marqueteiros erram ao apostar no prestígio
de personalidades, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
para alavancar a popularidade de candidatos ao longo das eleições
municipais. ''Tem peso zero'', garante. A seguir, a entrevista que concedeu à reportagem:
Agência Estado
- Qual é a importância do horário eleitoral gratuito
no cenário atual?
Alberto Carlos Almeida - Todos os elementos de comunicação
são importantes. Debates, horário eleitoral gratuito e
a campanha de rua são importantes. Agora, o horário eleitoral
gratuito é mais importante, porque a exposição é maior
e atinge mais gente. Então ele, de fato, é responsável
por muitas mudanças de voto que vão acontecer agora. Exemplo:
existem prefeitos muito bem avaliados cujos candidatos têm votação
fraca. Com o horário eleitoral gratuito, o eleitor que quer continuidade,
que não sabe quem é o candidato da continuidade, votará no
candidato do prefeito.
O horário eleitoral
pode tornar popular um político desconhecido?
Não. Eu tenho isso mapeado. Você não aumenta
o nível de conhecimento durante a campanha. Isso é um grande
achado e ninguém fala isso porque nunca montou esses dados. Eu
não falava isso há um mês atrás, quando montei
os dados. Eu achava que aumentava, mas é errado.
O sr. pode explicar melhor?
O nível de conhecimento que tem no início da campanha
será o mesmo no fim. O nível de conhecimento aumenta no
decorrer da vida política, depois de 1 ano, 2 anos, depois que
disputa várias eleições, depois que é eleito
deputado e é atuante. É um processo, não um evento
isolado. E a campanha é um evento isolado, parte de um processo
mais longo, de construir imagem de um candidato. O candidato pouco conhecido
pode até ganhar a eleição, mas em circunstâncias
extremadas.
Quais são elas?
Na maioria das vezes o candidato tem menos votos que o seu nível
de conhecimento. A grande maioria, 90%, têm menos votos que o nível
de conhecimento. Ter mais votos que o nível de conhecimento só em
duas situações extremadas. Número 1: governo muito
bem avaliado e prefeito pede para votar no candidato dele. O eleitor
vota, mesmo não conhecendo bem, para dar continuidade. Número
2: um governo muito mal avaliado e o candidato de oposição
desconhecido, que cresce e vence.
Então, de modo
geral, o horário eleitoral serve para avançar entre eleitores
que já conhecem o candidato?
Sim, ou entre quem quer continuidade, ou ainda entre quem quer
mudança.
Qual é o peso
de grandes figuras nacionais? Vamos citar o caso do presidente Lula.
Ele terá peso em todos os locais em que apoiar um candidato
ou há alguma variável?
Tem peso zero. O Franklin Delano Roosevelt, presidente dos Estados
Unidos várias vezes, dizia: ''Quando apóio um candidato
sabe quantos votos transfiro? Um voto, o meu.'' Quis dizer que prestígio
você não transfere. Se Lula tiver peso, não consegue
eleger um candidato desconhecido e não consegue eleger um prefeito
muito mal avaliado. Em algum município, Lula vai apoiar um candidato
do PT muito bem avaliado e ele vai vencer. Vencerá porque está muito
bem avaliado, mas todo mundo vai dizer que foi o Lula.
Então é equivocada
a estratégia de levar Lula ao horário eleitoral?
É uma estratégia baseada em uma crença mágica.
Essas estratégias
em curso hoje no horário eleitoral gratuito - uns se dedicando
a exclusivamente apresentar propostas, enquanto outros partem para
o ataque - funcionam?
O horário eleitoral gratuito é mal usado no Brasil,
porque os candidatos querem falar de tudo. Existe uma formulinha equivocada:
um programa sobre saúde, um sobre educação, um sobre
emprego. Isso é um equívoco gigante. O eleitorado dá peso
aos problemas e, quanto mais uma campanha tiver foco, quanto mais próxima
e monotemática for, mais efetiva é. O horário eleitoral
gratuito não é usado assim no Brasil.
As esquisitices, principalmente
na propaganda dos vereadores, tiram a atenção do eleitor?
Aquilo ali é estratégia. Já que ninguém
o conhece, ele acha que fazendo esquisitice vai se tornar conhecido,
mas não se torna. O eleitor dá mais atenção
ao principal problema dele. Se quiser reter a atenção dele,
tem de falar do principal problema e de como será resolvido.
Nos EUA, há uma
grande participação da internet nas eleições.
No Brasil isso pesará também?
Está só começando,
ainda não vai disseminar. Mas no futuro vai ter peso.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
25/08/2008
Petrobras é condenada em ação
de terceirizados da área administrativa
Nos contratos de terceirização
de mão-de-obra em que os empregados prestam serviços apenas
na área administrativa da empresa prestadora de serviços,
aplica-se ou não a responsabilidade subsidiária do contratante?
Em processo que suscitou esta questão, a Sexta Turma, em voto
do ministro Horácio Senna Pires, manteve decisão do Tribunal
Regional do Trabalho da 17ª Região (ES) que condenou a Petrobras
a pagar verbas indenizatórias a um grupo de ex-empregados de uma
empresa prestadora de serviços.
Trata-se do caso de três
trabalhadores, admitidos pela Dawnstec Power Ltda. para trabalhar no
município de Serra, no Espírito Santo, em razão
de contrato de prestação de serviços com a Petrobras.
Demitidos da empresa e sem receber qualquer indenização,
eles entraram com reclamação trabalhista contra a Dawnstec
reclamando o pagamento dos direitos e apontando a responsabilidade subsidiária
da Petrobras.
Apesar de ter comparecido à audiência,
a Dawnstec não apresentou defesa e, por essa razão, foi
condenada à revelia pelo juiz da 10ª Vara do Trabalho de
Vitória, que determinou o pagamento de aviso prévio, 13º salário,
férias, FGTS e outras verbas indenizatórias. Entretanto,
a sentença rejeitou o pedido de responsabilidade subsidiária,
por entender que os autores da ação trabalhavam em atividades
administrativas da empresa que os contratou e não estavam sob
a direção da Petrobras.
O grupo interpôs então
recurso ordinário contestando a sentença e obtiveram do
TRT da 17ª a sua reforma nesse aspecto, com a condenação
da Petrobras ao pagamento dos créditos trabalhistas. O TRT considerou
que, ao contrário do que decidira o juiz de primeiro grau, o fato
de os reclamantes trabalharem na área operacional ou administrativa
da Dawnstec em nada afetaria a responsabilidade da Petrobras sobre os
direitos trabalhistas em questão. A decisão baseou-se,
entre outros fundamentos, no que determina a Súmula 331 do TST: “O
inadimplemento das obrigações trabalhistas por parte do
empregador implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos
serviços quanto àquelas obrigações”.
A Petrobras apelou ao TST, mediante
recurso de revista, no intuito de rever a condenação, e
insistiu na tese de que a Súmula 331 não se aplicaria aos
casos em que os empregados trabalham apenas na área administrativa
da empresa tomadora de serviços. O relator da matéria,
ministro Horácio Senna Pires, refutou essas alegações,
mantendo, portanto, a decisão do TRT.
Para o ministro Horácio
Pires, apenas o fato de o tomador de serviços beneficiar-se
do trabalho dos empregados da empresa prestadora de serviços é imprescindível
para caracterizar a responsabilidade subsidiária. E, nessa linha,
concluiu, “tratando-se de empresa prestadora de serviços
destinada exclusivamente a fornecer trabalho ao grupo econômico,
este último é responsável subsidiário pelos
débitos trabalhistas da primeira, ainda que os empregados trabalhassem
apenas na área administrativa”. (RR 1635/2005-010-17-00.1)
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25/08/2008
Empregado acidentado não consegue
pensão vitalícia
Um empregado do Serviço
Social da Indústria – SESI de Uberlândia, Minas Gerais,
que recorreu à Justiça Trabalhista com a pretensão
de receber pensão vitalícia em decorrência de um
acidente de trabalho, que o deixou incapacitado para as atividades profissionais,
teve o pedido negado. O entendimento adotado Tribunal Regional do Trabalho
da 3ª Região (MG) foi o de que o empregado havia se aposentado
por invalidez, e que a aposentadoria nesta circunstância não é definitiva.
A decisão foi mantida pela Terceira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, que rejeitou recurso de revista do trabalhador.
O acidente ocorreu em 2001, quando
o trabalhador fazia o engate de um “trailer” de uma unidade
móvel odontológica da instituição em uma
perua e o veículo caiu sobre ele. Ao reclamar ajuizar a reclamação
trabalhista, informou que desde que entrou no emprego, em 1984, era obrigado
a realizar trabalhos estranhos às suas atividades, tal como aconteceu
no dia do acidente. A sentença reconheceu o seu direito a horas
extras, indenização por lucros cessantes (diferença
entre o valor mensal recebido a título de aposentadoria e o salário
mensal que receberia se estivesse na ativa) e por danos morais no valor
de R$ 30 mil, mas negou a pensão vitalícia pretendida.
O TRT/MG manteve a sentença e considerou que a condenação
imposta ao SESI era suficiente para a reparação do dano
ocorrido.
Ao recorrer ao TST, o trabalhador
insistiu na tese de que teria direito a “uma pensão correspondente à importância
do trabalho, para o qual se inabilitou, ou da depreciação
que sofreu”, e que a rejeição de seu pedido violaria
o artigo 7º, inciso XXVIII, da Constituição Federal
(que trata da indenização por acidente de trabalho). A
ministra Rosa Maria Weber Candiota da Rosa, relatora do recurso do empregado
na Terceira Turma do TST, observou porém que o TRT/MG não
fundamentou sua decisão na norma constitucional apontada como
violada, e sim no caráter provisório da aposentadoria por
invalidez. O Regional não fez qualquer referência ao fato
de ele ter ficado incapacitado permanentemente para o trabalho, bem como
ao grau da incapacitação, como defendido no recurso (segundo
o qual “o empregado está incapacitado para o trabalho que
exercia, limitação que se mostra definitiva”). Para
examinar essa hipótese, seria necessário recorrer ao conjunto
de fatos e provas, o que é vedado pela jurisprudência do
TST. (RR-1450-2003-043-03-00.2)
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