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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de agosto de 2008 | Economia
Investimento da construção
sobe 14% em 2007
Agência Estado
Os investimentos da cadeia de construção civil somaram R$ 205,34
bilhões no ano passado, com expansão de 13,8% em relação
a 2006, segundo estudo realizado pela FGV Projetos, a pedido da Associação
Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). "Esperamos
continuidade do crescimento dos investimentos em 2008", disse hoje a consultora
da FGV Projetos Ana Maria Castelo.
Em 2006, o setor havia investido
7,6% a mais que no ano anterior. Os investimentos da cadeia de construção
respondem por uma parcela da formação bruta de capital
fixo, que é composta também por máquinas e equipamentos.
Impostos
A carga tributária da
cadeia da construção foi de R$ 44,210 bilhões no
ano passado, sendo R$ 17,077 bilhões referentes a impostos sobre
produção e importação e R$ 27,133 bilhões
a impostos sobre renda e propriedade. A carga tributária foi correspondente
a 23,6% do Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da construção.
No ano passado, a arrecadação cresceu 7,9% em 2007 em termos
reais (descontada a inflação) ante 2006.
O presidente da Abramat, Melvyn
Fox, destacou que a carga tributária teve expansão mesmo
com as reduções do imposto sobre produtos industrializados
(IPI), concentradas em 2006, mas que ocorreram também em 2007. "A
desoneração do IPI movimentou a economia. Temos insistido
com o governo para que materiais de construção sejam incluídos
na reforma tributária", disse Fox.
Emprego
O total de pessoal ocupado
na cadeia da construção civil foi de 9,272 milhões
no ano passado, com crescimento de 4,8% em relação a
2006. A atividade da construção respondeu por 68,4% do
total. A indústria de materiais participou com o equivalente
a 6,3%. Os serviços corresponderam a 5,3% do total, comércio
de materiais de construção, por 9%, outros fornecedores,
por 10,5%, e máquinas e equipamentos para a construção,
por 0,5%.
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SINTRICOMB Brusque/SC,
29 de agosto de 2008
SINTRICOMB Brusque/SC
Curso para formação de mestres-de-obras começa
na segunda-feira
Inicia na próxima segunda-feira, dia 1º/09, o curso de capacitação
para mestres-de-obras. A iniciativa é do Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
de Brusque e região (Sintricomb) em parceria com a Associação
Educacional do Vale do Itajaí-Mirim (Assevim/Uniasselvi).
O prazo para as inscrições termina nesta sexta-feira, 29. "Temos
15 pessoas confirmadas nas matrículas, mas acreditamos que vai
dar pera fechar em 20 até o término desta etapa" explica
Silvana Kunel Pereira, encarregada de projetos educacionais da Assevim.
O curso para formação de mestres-de-obras surgiu a partir
da necessidade, apontada por empresários do setor de contrução,
de ter mão-de-obra qualificada. "Muitos trabalhadores aprenderam
a fazer o serviço de uma maneira e não evoluíram
ou buscaram entender mais a fundo o que executam. A idéia do curso é de
oferecer esse Conhecimento e aboradar outros pontos que envolvem a atividade" comenta
o presidente do Sintricomb, Renalto José Lungen.
As aulas terão duração de 18 meses e serão
ministradas das 18h30 às 22 hs. Outra opção é aos
sábados, das 8hs às 12hs. Para poder se inscrever é necessário
que a pessoa tenha experiência na área de construção
civil, seja maior de 18 anos, saiba ler e escrever e conheça as
quatro operações básicas da matemática: adição,
subtração, multiplicação e divisão.
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Folha de S.Paulo, 29 de agosto
de 2008
País crescerá mais de
5% neste ano, avalia governo
Planalto acredita que alta do juro não
vai abortar ciclo de crescimento em 2008 e em 2009 | Expectativa é que
investimentos sustentem expansão; Orçamento estima
que PIB avance 4,5% em 2009, e mercado, 3,65%
SHEILA D'AMORIM
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A equipe econômica já contabiliza
pelo menos mais duas altas de juros até o final deste ano, mas
acredita que isso não será suficiente para abortar o ciclo
de crescimento da economia. Enquanto o Banco Central reforça o
tom do combate à inflação ancorado numa desaceleração
do nível de atividade, na Fazenda, no Planejamento e no Palácio
do Planalto as expectativas são de um crescimento acima de 5%
neste e no próximo ano. Até os 4,5% projetados no Orçamento
para 2009 anunciado nesta semana são apontados como um número
conservador, apurou a Folha.
A avaliação é que o crescimento no Brasil hoje é diferente
do vivido em 2004. A economia não está tão dependente
das exportações, há um consumo interno forte, o volume
de crédito subiu e, principalmente, os investimentos aumentam de forma
expressiva. As projeções são que a taxa de investimento
subirá entre 10% e 12% até 2010.
As exportações, mesmo num ritmo bem mais fraco, deverão
crescer perto de 2% no ano que vem. Além disso, os defensores da tese
ressaltam que, sem nenhum esforço, há uma inércia do crescimento
registrado neste ano e em 2007 que garantirá, no mínimo, os 4,5%
previstos no Orçamento.
Como acredita-se que os investimento do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento) irão deslanchar em 2009 e o Orçamento não
computou os gastos reais da Petrobras na exploração da área
do pré-sal, o Produto Interno Bruto deverá subir além
do valor estimado.
Fama de mau
O aumento mais forte dos investimentos é a grande diferença apontada
para justificar a discrepância entre as estimativas do governo e as do
mercado, que indicam um aumento do PIB de 3,65% para 2009.
A confirmação do cenário mais otimista é esperada
com a divulgação, em setembro, do resultado do PIB no segundo
trimestre. Depois dos 5,8% verificados no primeiro trimestre, a projeção
repassada pela área econômica a Lula é de aumento entre
abril e junho próximo a 6%, quando comparado com o mesmo período
de 2007, segundo confirmou um interlocutor do presidente.
Ontem, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse que o Brasil crescerá mais
que 5% neste ano e que o ritmo de crescimento em 2008 e 2009 não será problema
para a inflação, que deverá convergir para a meta de 4,5%
no ano que vem.
Para Heron do Carmo, pesquisador e especialista em inflação, é possível
a economia crescer 5% em 2009 sem risco de descontrole dos preços. "Estamos
num ciclo de crescimento que, para ser revertido, necessitará de um
tranco razoável." Carmo diz que o BC deverá continuar subindo
os juros porque ficou "refém" do seu discurso conservador.
"É um discurso sem sentido, simplista. O BC quer manter a fama de
mau. Deixou implícito na ata do Copom que subiria [os juros em] 0,75 ponto
e, se não o fizer, tem medo de perder a credibilidade", diz. "Mas é uma
credibilidade muito cara."
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Vermelho, 29 de agosto de
2008
Lula quer empregar recursos do pré-sal
para exterminar pobreza
O presidente do PCdoB, Renato
Rabelo, saiu impressionado com os números apresentados na reunião
do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) nesta
quinta-feira (28), no Palácio do Planalto, comandada pelo presidente
Lula, com a participação de 13 ministros e 90 representantes
da sociedade civil que integram o CDES, além de empresários,
autoridades e líderes políticos.
A idéia, que partiu do Presidente Lula, era exatamente esta, mostrar
o bom momento do país nas esferas econômica e social do País,
incluindo as expectativas sobre a exploração de petróleo
da camada pré-sal.
O Presidente Lula, que se queixa de que o desenvolvimento do Brasil não
aparece na mídia, colocou a educação como questão
central para ser enfrentada com os recursos que virão da exploração
do petróleo do pré-sal. Embora o governo ainda não saiba
o potencial dessa área, Lula enfatizou a necessidade de investir os
recursos na área da educação, para tentar exterminar a
pobreza no Brasil.
O presidente do BNDES, Luciano
Coutinho, centrou a fala nos investimentos privados que estão
sendo feitos no País. O presidente da Petrobras, José Sérgio
Gabrielli, falou sobre os planos da empresa, que deve dobrar os investimentos
nos próximos anos. E o economista Marcelo Néri, professor
da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apresentou os
dados que mostram como o desenvolvimento da economia repercute nos índices
sociais.
Em rota de desenvolvimento
O presidente do PCdoB, Renato
Rabelo, que participou da reunião, disse que “um ato como
esse é importante para dar conhecimento ao país que o Brasil
está em rota de desenvolvimento; em processo, mesmo que inicial,
de distribuição de renda e que o seu grande potencial em
alimentos e energia começa a ser explorado.”
Sem querer minimizar o mérito
dos números e dados apresentados, o líder comunista lembrou
que “se o País tivesse uma política macroeconômica
que levasse mais em conta o desenvolvimento, nos estaríamos ainda
mais avançado. Não queremos denegrir o quer se alcançou,
mas tendo o centro de gravidade no desenvolvimento, para distribuição
de renda, estaríamos mais avançado”, enfatizou Renato.
Renato faz coro às palavras
do Presidente Lula, que critica a mídia porque não leva
em conta esses dados e, em busca de dados negativos, estabelece agenda
que não corresponde a fase de desenvolvimento do país. “Em
vez de citar dados, (a mídia) começa a bater em aspecto
secundário – que é ufanismo, não entra no
substantivo, fica no adjetivo, o que a gente não aprova”,
afirmou Renato.
A intervenção que
deu base ao evento foi a do presidente do BNDES, que enfatizou o nível
de investimento privado no País em todas as áreas, de bens
de capital, serviços infra-estrutura, e que não aparece
de maneira conjunta como foi apresentado agora.
Um fator considerado fundamental
para o Brasil é o crescimento do mercado interno. Coutinho lembrou
que em um ano de crise, em referência a crise do mercado imobiliário
dos Estados Unidos, que começou em agosto do ano passado, não
houve repercussão no País. “Não abalou o país,
o que mostra que o Brasil vai construindo um desenvolvimento próprio,
com possibilidades de autonomia, que é um processo de construção”,
avalia Renato Rabelo.
Os dados apresentados pelo Presidente
da Petrobras foram os que mais impressionaram. A empresa vai construir
cerca de 200 navios, destes 17 navios sondas de uma encomenda de 40 navios
sondas. “Cada um deles custa cerca de 700 milhões de dólares”,
conta Renato, lembrando que até pouco tempo atrás o Brasil
não tinha capacidade de produzir navios deste porte e, no mundo
inteiro, não existe uma encomenda desse tamanho.
Esperança no futuro
Na área social, também
existem dados impressionantes. O professor da FGV, Marcelo Néri
mostrou resultado de pesquisa que mede o grau de satisfação
da população realizado em mais de 50 países. O Brasil
está no nível satisfatório, mas quando o questionando é quanto à expectativa
para os próximos cinco anos, o Brasil aparce em primeiro lugar
quando à esperança no futuro.
Ele também falou sobre
o ritmo de distribuição de renda no Brasil, responsável
pela formação de uma nova classe média que, migrou
das classes D e E. As classes A e B, os setores mais altos da sociedade,
também cresceram muito. O fato é considerado inédito
na história da mobilidade social no País.
De Brasília
Márcia Xavier
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Folha
de S.Paulo, 29 de agosto de 2008
BNDES prepara política para setor
petroleiro
Luciano Coutinho afirma que meta dada por Lula é agregar
valor ao petróleo que será extraído da região
do pré-sal | Gabrielli, da Petrobras, diz que a estatal precisará de
40 navios-sonda para a exploração das reservas da região
petrolífera
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social), Luciano Coutinho, confirmou ontem que a instituição
elabora uma política industrial do petróleo. Ele disse que essa
política já estava em estudo antes da descoberta das reservas
de petróleo no pré-sal, mas agora será voltada para suprir
a necessidade de equipamentos para exploração da região.
" Isso já estava previsto, mas vai ganhar um detalhamento de toda
a perspectiva de investimento da Petrobras", afirmou o presidente do BNDES,
ontem, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social,
o Conselhão, na qual apresentou perspectivas de investimentos entre 2008
e 2011.
O presidente do BNDES, que já havia participado ativamente do projeto
de compra da Brasil Telecom pela Oi, disse ainda que a política industrial
do petróleo deverá cumprir também "uma determinação
muito clara" do presidente Lula, de que o país não deve
ser apenas um exportador de petróleo cru, e sim de seus derivados. Durante
seu discurso, Lula cobrou dos subordinados uma política para dar valor
agregado ao petróleo.
Coutinho explicou, porém, que o primeiro passo dessa política
industrial do petróleo será fazer um levantamento de todas as
matérias-primas, máquinas e equipamentos que o Brasil vai precisar
para criar a tecnologia capaz de explorar petróleo a 7.000 metros de
profundidade.
Segundo ele, o BNDES já tem uma estimativa de quanto deverá ser
investido, mas não quis citar o número, que ainda não
foi apresentado a Lula. "Acho que o levantamento ainda não está completo.
Mas já temos uma conta preliminar."
Coutinho citou os navios-sonda como exemplo de equipamentos necessários
para a exploração que o país ainda não possui. "Só a
Coréia [do Sul] fabrica navios-sonda. Vamos ter que importar essa tecnologia."
Na reunião, em que foram destacados pontos positivos do governo, Lula
qualificou a descoberta do pré-sal como "um bilhete premiado",
mas destacou que ainda não dá para gastar o que "não
temos".
Petrobras
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, citou, em apresentação
durante o Conselhão, que a Petrobras vai precisar de 40 navios-sonda
para a exploração do pré-sal, dos quais 12 serão
importados do exterior, com uma licitação internacional. Os outros
28 serão produzidos pela indústria nacional, entre 2013 e 2017.
Cada navio-sonda custa aproximadamente US$ 700 milhões.
Sem contar a produção dos campos do pré-sal, a Petrobras
deverá investir US$ 112,4 bilhões entre 2008 e 2012. Mais da
metade (58%) será usada em exploração e produção.
De acordo com as projeções da empresa, a produção
de óleo irá aumentar de 1,95 milhão de barris por dia
para 2,42 milhões em 2012, fora o pré-sal.
Com os investimentos do pré-sal, a necessidade de investimento aumenta. "A
cadeia produtiva mudará de patamar. Se os números apresentados
até agora já são grandes, com o pré-sal serão
muito maiores", afirmou Gabrielli.
" Os volumes encontrados provavelmente serão muito grandes e, como
tal, vão exigir uma adaptação especial dos programas de
desenvolvimento. Nós começaremos com a tecnologia conhecida, mas
com certeza não poderemos persistir. Teremos que inovar tecnologicamente
para produzir nessa região."
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Gazeta do Povo, 29 de agosto de 2008
Conflito
STF não quer substituir o
Legislativo, diz Mendes
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse que a
corte não tem “devaneios” de substituir a ação
do Legislativo, mas reconheceu que o excesso de MPs dificulta o Congresso de
legislar. O presidente do STF se reuniu ontem com o presidente do Senado, Garibaldi
Alves (PMDB-RN), no Congresso Nacional. “O STF não tem devaneios
de substituir o Legislativo. Pelo contrário, para nós é extremamente
cara a autonomia e a independência do Legislativo. Queremos um Legislativo
em funcionamento, ativo”, defendeu.
O ministro disse não acreditar na existência de um “vácuo’ no
Legislativo que tenha forçado o STF a definir sobre temas como o fim
do nepotismo (contratação de parentes) e a limitação
do uso de algemas. Mendes afirmou, porém, que o Congresso deve aplicar
a súmula vinculante do nepotismo ao decretar o fim da prática
no Legislativo.
“ O próprio tribunal reconheceu que as funções políticas
não estavam submetidas a essa restrição. Mas estou absolutamente
convicto que a sumula do nepotismo será cumprida de forma satisfatória. É sempre
muito difícil ter uma normatização precisa numa súmula,
súmula abranger todas as situações’, afirmou.
Na semana passada, o STF editou súmula vinculante (entendimento sobre
o tema) que proíbe o nepotismo no serviço público nos
três poderes.
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Folha
de S.Paulo, 29 de agosto de 2008
Klabin obtém R$ 2 bi do Santander
Construtoras como a Klabin Segall buscam alternativas
de financiamento | Parceria com banco indica nova tendência; escassez
de crédito obriga as empresas a vender ativos e refazer projeções
de obras
CRISTIANE BARBIERI
DA REPORTAGEM LOCAL
A Klabin Segall anunciou ontem
o fechamento de uma parceria de financiamento com o banco Santander
no valor de R$ 2 bilhões. Desse total, R$ 1,5 bilhão
será destinado aos interessados na compra de imóveis,
e R$ 500 milhões, à construção de novos
empreendimentos.
" Estamos nos adiantando e reservando uma boa fatia de crédito porque
os recursos não são infinitos nem devem ser tão abundantes
em 2009", disse Carlos Ernane Abraão, diretor financeiro da Klabin
Segall.
Isso porque, depois da febre das aberturas de capital do ano passado e do início
de 2008, o mercado de crédito para a construção de imóveis
retraiu-se. Além disso, as empresas do setor estão esperando
que, em 2009, os bancos restrinjam ainda mais os financiamentos -não
aos mutuários, mas a elas- por falta de recursos.
" Não é que o mercado de crédito vá fechar completamente",
diz Abraão. "O dinheiro está lá, mas custa muito mais
caro."
Muitas construtoras que basearam seus planos de negócios na realidade
anterior de crédito mais farto foram pegas de surpresa e tiveram de
refazer seus planos. Na semana passada, a Inpar anunciou que venderá ativos
não-residenciais, como prédios comerciais, para captar R$ 200
milhões. Desse modo, não ficará sujeita a captar recursos
mais caros.
Com apenas R$ 9 milhões em caixa, a Inpar também foi obrigada
a refazer os planos anunciados ao mercado. Comunicou que, em vez de atingir
o R$ 1,65 bilhão em lançamentos em 2008, eles ficarão
em torno de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,5 bilhão. Para 2009, as metas
também foram reduzidas, ficando em torno de R$ 1,8 bilhão.
Em razão do mesmo problema, os bancos Credit Suisse e Goldman Sachs
divulgaram relatórios afirmando que a construtora Tenda poderá ter
dificuldade para captar recursos ou irá fazê-lo a custo mais alto
do que o previsto. Com isso, a empresa será obrigada a revisar seus
objetivos. As ações da Tenda caíram mais de 25% nesta
semana.
Acabou o dinheiro
Segundo Abraão, o dinheiro conseguido pelas construtoras com a abertura
de capital ou a emissão de debêntures (dívidas) foi usado
ou já está comprometido. "Com o dinheiro da abertura de
capital, as construtoras vivem um ano, não o resto da vida", diz
ele. "Depois é necessário emitir debêntures, o que,
no nosso caso, conseguimos aos 47 do segundo tempo. Quem entrou na Bolsa no
ano passado, depois dessa retração, terá dificuldades."
Para ele, as vendas dos imóveis ajudam a melhorar o caixa, mas não
resolvem o problema das construtoras, cuja atividade é de capital intensivo.
"A Klabin Segall atingiria a previsão de crescimento mesmo sem o
acordo com o Santander", diz ele. "A parceria também é um
facilitador, uma vez que o banco estará nos estandes de venda, facilitando
a aprovação do crédito."
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FOLHA DE LONDRINA, 29 de agosto de 2008 | Geral
Horário de verão em
19 de outubro
Brasília-O Ministério de Minas e Energia informou hoje que a
edição 2008/2009 do horário de verão vai começar à zero
hora do dia 19 de outubro e terminará à zero hora do dia 15 de
fevereiro do ano que vem. Durante esse período, os relógios das
regiões Sul,Sudeste e Centro-Oeste deverão permanecer adiantados
em uma hora. A previsão do Operador Nacional do Sistema Elétrico é de
que o horário de verão leve a uma redução do consumo
de energia de 4% a 5% no chamado horário de pico, o que representa uma
economia de cerca de 2.000 MW.
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Agência Câmara,
29 de agosto de 2008
Reeleição de presidente
de cooperativa pode ser proibida
Sônia Baiocchi
O Projeto de Lei 3810/08, da deputada Maria Lúcia Cardoso (PMDB-MG),
proíbe a reeleição para presidente e vice-presidente de
sociedades cooperativas. "Não é raro ver esses cargos ocupados
por longos períodos de tempo, o que pode comprometer a transparência
e a eficiência da sociedade cooperativa", afirma a deputada. A proposta
acrescenta dispositivo na Política Nacional do Cooperativismo (Lei 5.764/71).
Segundo a lei, o mandato do diretor
ou do conselheiro é de até quatro anos, sendo obrigatória
a renovação de, no mínimo, 1/3 do Conselho de Administração
da cooperativa. Na opinião da deputada, o ideal é que,
ao terminar o mandato de quatro anos, seja proibida a reeleição
dos ocupantes dos cargos de presidente e de vice-presidente. "Assim,
a administração da sociedade cooperativa poderá ser
efetivamente renovada", afirma.
As sociedades cooperativas são
associações que, por meio de contribuição
com bens e serviços, exercem determinada atividade econômica
em proveito comum e sem objetivo de lucro.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas
comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
- PL-3810/2008
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Gazeta do Povo, 29 de agosto de 2008
São Mateus do Sul
Flagrante de escravidão em área
da Petrobras
O Grupo Especial de Fiscalização Móvel para Erradicação
do Trabalho Escravo e Degradante na Região Sul, do Ministério
do Trabalho e Emprego, em conjunto com o Ministério Público do
Trabalho e com a Polícia Federal, encontraram na quarta-feira, em uma
operação em São Mateus do Sul, na região Centro-Sul
do Paraná, cerca de 50 trabalhadores, em condições degradantes,
no corte de madeira. O procurador do Ministério Público do Trabalho,
Gláucio Araújo de Oliveira, afirma que a área fiscalizada
pertence à Petrobras.
Ontem à tarde os fiscais voltaram à propriedade e verificaram
que muitos dos trabalhadores encontrados no dia anterior não compareceram
ao serviço. “Alguém mandou que eles não viessem”,
sugeriu Oliveira.
Segundo o procurador, nenhum dos trabalhadores está em conformidade
com as leis trabalhistas e vivem em péssimas condições
na propriedade. “Dormiam em barracas de lona, não tinham banheiros,
entre outras situações degradantes”, afirmou.
Em nota, a Petrobras informou que será responsável pela área
apenas em 2009. A empresa comprou terras, a partir de 2003, para implantar
uma nova mina de xisto para produzir óleo em São Mateus do Sul.
Ainda segundo a nota, foram adquiridas 154 propriedades “de forma amigável”.
Em 44 áreas os antigos proprietários se responsabilizaram pelo
corte das árvores e limpeza dos terrenos. “As irregularidades
apontadas pelo Ministério Público do Trabalho concentram-se em
algumas dessas propriedades”, defende-se a empresa. Segundo a estatal,
a retirada da cobertura vegetal de 110 áreas sob sua responsabilidade
ainda não foi iniciada e será feita por uma empresa especializada.
Responsabilidade
Para o procurador, até que se prove o contrário, a responsabilidade
pelas terras é da estatal, pois o contrato de desapropriação
passou a valer em 2005. “Acredito que a Petrobras perdeu o controle da
situação e pecou por não ter vigiado o local que ainda
era cuidado pelos ex-proprietários”, avalia. Além disso,
conforme o procurador, a autorização para desmate das áreas
foi dada à empresa.
Na tarde de ontem, Oliveira reuniu-se com representantes da Petrobras. Embora
o encontro não tenha obtido resultado, a empresa demonstrou interesse
em resolver a situação. Em nota, a estatal confirmou que colaborará “com
as autoridades no combate às práticas de exploração
do trabalho”.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
29/08/2008
Diagramadora não consegue direito
a intervalo de digitadores
Trabalhar com editoração
ou diagramação eletrônica não é suficiente
para obter o direito a descanso de dez minutos a cada cinqüenta
trabalhados. O objetivo de uma funcionária da Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária – Embrapa era receber horas extraordinárias
pelo intervalo de dez minutos não concedidos, sob a alegação
de que sua atividade era predominantemente de digitação.
A Justiça do Trabalho, porém, não entendeu assim
e não lhe concedeu o pedido.
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
rejeitou os embargos da trabalhadora e manteve decisão anterior,
contrária à concessão dos dez minutos de descanso,
porque faltou, no caso, o requisito de atividade contínua de digitação.
O serviço da funcionária da Embrapa não era predominantemente
de digitadora, e sim de diagramadora.
A questão foi julgada
anteriormente pela Quarta Turma do TST, que, ao analisar o relato do
trabalho exercido pela empregada, avaliou que o serviço não
se enquadrava no artigo 72 da CLT (que trata de serviços de datilografia
e mecanografia, mas é aplicado analogicamente aos digitadores)
e confirmou decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região
(SE). Para a concessão do direito, é necessário
o exercício exclusivo dos serviços de mecanografia, datilografia
ou digitação. A funcionária, no entanto, tinha,
além da digitação, outras atividades: editoração
eletrônica, criação de capas e supervisão
do setor de publicação.
Segundo a Quarta Turma, as atividades
que não têm a característica da permanência,
que são apenas mescladas com a digitação, não
podem ser enquadradas no artigo 72, porque a alternância de tarefas
propicia o descanso em relação ao trabalho meramente mecânico.
Atinge-se, assim, o objetivo da norma da CLT, dispensando o intervalo.
A trabalhadora recorreu à SDI-1 com o argumento de que na decisão
da Turma havia ofensa aos artigos 72, 154 e 157 da CLT e 7º, XXII
e XXVI, da Constituição Federal.
Para a SDI-1, porém, estes
dispositivos não apresentam interpretação contrária à decisão
da Turma, pois apenas tratam genericamente da obrigação
das empresas em cumprir as medidas de segurança e higiene no trabalho,
ou sobre a jornada permanente de mecanografia. A Seção
Especializada, então, rejeitou os embargos. ( E-RR-181/2005-003-20-00.7
)
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