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Agência Diap, 30
de agosto de 2008
EMPREGO DE PARENTES
Súmula do STF
que proíbe nepotismo está no Diário
Oficial
Está na edição, desta sexta-feira
(29), do Diário Oficial da União, a súmula
vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe
a contratação de parentes até terceiro
grau nos Três Poderes.
De acordo com o texto, “a nomeação
de parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o
terceiro grau, da autoridade nomeante investido em cargo
de direção, chefia ou assessoramento, para
o exercício de cargo em comissão ou de confiança
ou, ainda, de função gratificada na Administração
Pública direta e indireta em qualquer dos Poderes
da União, dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios viola a Constituição Federal”.
A 13ª súmula da Corte foi aprovada no último
dia 21. O documento proíbe até o nepotismo
cruzado.
Decisão do Supremo
Após a decisão, do último dia 20, do Supremo Tribunal
Federal (STF) que confirmou a proibição da ocupação
de cargos de confiança do Poder Judiciário por parentes
de até 3º grau de magistrados e servidores em cargos de
chefia, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),
Cézar Britto, lembrou que as instituições que
apóiam a medida deverão estar atentas para impedir a
prática do nepotismo cruzado, quando familiares de um agente
público são empregados por outro com a respectiva contrapartida.
“É a chamada barriga de aluguel. A regra
tem que ser geral e aqueles que querem burlar têm
que ter a vigilância nossa, do Ministério
Público e da entidade da magistratura. Partilhamos
desse pensamento e temos um trabalho novo de fiscalizar. É difícil,
porque às vezes muda a legislação,
mas não muda a cabeça dos homens”,
argumentou Britto.
O dirigente da OAB também destacou a importância
da atitude do cidadão para a aplicação
efetiva da regra. “No caso concreto, todo cidadão
tem legitimidade para, a partir de agora, pedir que saia
dos cargos públicos aqueles que entraram pela porta
nefasta do nepotismo”, disse Britto.
Por unanimidade
Os ministros do Supremo, em decisão unânime, no último
dia 20, declararam constitucional a resolução do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) que proíbe o “exercício
de cargos, empregos e funções por parentes, cônjuges
e companheiros de magistrados e de servidores investidos em cargos
de direção, chefia [termo incluído pelos ministros]
e assessoramento”.
“O CNJ deu verbo ao que já é definitivo
na Constituição. Não precisaria ter
leis, bastaria ter decência no espaço público
para que os princípios republicanos fossem respeitados”,
ressaltou a ministra Cármen Lúcia.
Segundo o ministro Celso de Mello, a resolução
do CNJ ajuda a construir adequadamente a ordem democrática,
pois condena a tentativa de “patrimonialização” do
Estado.
“Cabe preservar as relações que os
conceitos de espaço público e privado guardam
entre si. A consagração do nepotismo na esfera
institucional do poder político não pode
ser tolerada e desrespeita os preceitos da igualdade e
da moralidade”, afirmou Mello.
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Agência Diap, 30
de agosto de 2008
POPULAÇÃO ESTIMADA
Brasil tem quase 190
milhões de habitantes, estima IBGE
IBGE divulga estimativas populacionais dos 5.565 municípios
em 2008. O município mais populoso é o de São
Paulo, com 10,9 milhões de habitantes. Borá (SP)
continua sendo o com a menor população do País,
estimada em 834 habitantes
O IBGE divulgou, nesta sexta-feira (29), as estimativas
das populações residentes nos 5.565 municípios
brasileiros em 1º de julho de 2008. Esta divulgação é feita
anualmente e obedece à Lei Complementar 59, de 22
de dezembro de 1988, bem como ao artigo 102 da Lei 8.443,
de 16 de julho de 1992.
As estimativas populacionais, que são fundamentais
para o cálculo de indicadores econômicos e
sociodemográficos nos períodos intercensitários,
servem também como parâmetro para a distribuição,
destinada pelo Tribunal de Contas da União, das
quotas partes relativas ao Fundo de Participação
de estados e municípios, de acordo com dispositivo
constitucional.
Segundo as estimativas de 2008, o Brasil tem atualmente
189,6 milhões de habitantes em 5.565 municípios,
que inclui o novo município de Nazária (PI).
São Paulo é município mais populoso
com 10,9 milhões de habitantes, seguido pelo Rio
de Janeiro, com 6,1 milhões, e Salvador com 2,9
milhões. Belo Horizonte, que estava em quarto lugar
em 2000 e caiu para sexto em 2008, foi ultrapassado pelo
Distrito Federal, que chegou em 2008 com uma população
de 2,5 milhões de habitantes. Já Fortaleza
manteve sua posição no quinto lugar.
Borá (SP) continua sendo o município com
a menor população do País, estimada
em 834 habitantes, 39 a mais que em 2000. Do seleto grupo
dos cinco municípios brasileiros com menos de mil
habitantes em 2000, somente Borá e Serra da Saudade
(com 889 habitantes) continuam nessa posição
em 2008.
Vale ressaltar que o IBGE aprimorou as estimativas de
população para o ano de 2008. As presentes
estimativas são divulgadas em uma tabela com a população
estimada para cada um dos 5.565 municípios brasileiros
em 1º de julho de 2008, que também é publicada
no Diário Oficial da União, até 31
de agosto de cada ano.
Está previsto, ainda, que até vinte dias
após a publicação das estimativas,
os interessados poderão apresentar reclamações
fundamentadas ao IBGE, que decidirá conclusivamente.
Em seguida, até 31 de outubro de cada ano, o IBGE
encaminha as estimativas ao Tribunal de Contas da União.
Medotologia utilizada pelo IBGE
Para chegar aos novos resultados populacionais, o IBGE realizou um
estudo empregando uma metodologia de conciliação censitária
combinada com o Método das Componentes Demográficas,
que constitui uma ferramenta demográfica que visa obter as estruturas
esperadas por sexo e idade das populações nos censos, à luz
do conhecimento da dinâmica demográfica do país,
procurando obter coerência entre os censos e contagens dos anos
1980, 1991, 1996, 2000 e 2007.
Com base numa avaliação histórica
dos censos demográficos e contagens da população
do Brasil desde 1980 até 2007, o IBGE identificou,
para cada ano, as estimativas dos níveis relativos
e absolutos da subenumeração de pessoas nestas
cinco operações censitárias.
A existência de subenumeração de pessoas
não constitui uma característica exclusiva
dos levantamentos censitários brasileiros. Do início
da segunda metade do Século 20 até os dias
de hoje, as Nações Unidas, através
de sua representação para a América
Latina e Caribe (Cepal) têm efetuado avaliações1
da cobertura dos censos de população da região
latino-americana e caribenha.
Os resultados apontaram para uma coerência bastante
significativa entre os censos demográficos 1970,
1980, 1991 e 2000, tomando-se como referencial o Censo
1980, cuja cobertura populacional foi avaliada a fim de
extrair a estimativa final do grau de subenumeração
de pessoas e as possíveis implicações
associadas à correção ou não
da população de partida da projeção.
Em síntese, esses procedimentos demográficos
são utilizados para avaliar e, se for o caso, corrigir,
para efeito de projeções e estimativas, informações
censitárias, tanto no que diz respeito ao volume
como à composição da população
por sexo e idade.
O método consiste em obter uma coerência
entre a informação dos censos e os eventos
demográficos – nascimentos, mortes e migração – de
tal maneira que se cumpra ou que se aproxime ao máximo
do esperado pelas tendências da dinâmica demográfica.
Com vistas, especificamente, às estimativas municipais
de 2008, procedeu-se a um ajuste das populações
das unidades da Federação observadas nos
anos 2000 e 2007 aos valores projetados para a população
do Brasil – definida após a conciliação
censitária.
Os fatores de ajustes utilizados nos totais populacionais
das UFs, em 2000 e em 2007, foram aplicados também
aos seus municípios a fim de que fossem mantidos
os totais ajustados para as respectivas Unidades.
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Agência Diap, 30
de agosto de 2008
PREVIDÊNCIA SOCIAL
Contribuição
previdenciária não é devida sobre adicional
de férias, decide STJ
Não deve incidir contribuição previdenciária
sobre o adicional de férias. A decisão é da
Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ),
ao dar parcial provimento ao recurso especial do Sindicato
dos Trabalhadores no Serviço Público Federal
no estado de Santa Catarina (Sintrafesc). O relator do
caso, ministro Mauro Campbell Marques, reconheceu haver
decisões anteriores nos dois sentidos, optando,
então, por aplicar o entendimento adotado pelo Supremo
Tribunal Federal (STF).
O sindicato recorreu ao STJ após o Tribunal Regional
Federal da 4ª Região (TRF4) negar provimento à apelação
interposta em favor dos trabalhadores. Ao manter a decisão
de primeira instância, o TRF afirmou ser legítima
a contribuição previdenciária, inclusive
sobre o adicional de férias, visto que ele está inserido
no conceito de remuneração previsto no parágrafo único
da Lei 9.783/99 (sobre a contribuição para
o custeio da Previdência Social dos servidores públicos).
No recurso para o STJ, o sindicato alegou violação à legislação
em vigor sobre a questão que envolve a contribuição
para o custeio da previdência dos servidores públicos
ativos, inativos e pensionistas. Afirmou, ainda, que a
decisão ofendeu também a Constituição
Federal.
Segundo sustentou o sindicato, o adicional de férias
não está incluso no conceito de remuneração
das Leis 8.112/90 e 8.852/94, o qual não foi alterado
pela Lei 9.783/99. Pediu, então, provimento ao recurso
para que o adicional de férias não fosse
integrado ao salário de contribuição
utilizado como base de cálculo para a incidência
das contribuições sociais.
A Terceira Turma deu parcial provimento ao recurso. Segundo
o relator, há decisões divergentes na Primeira
e na Segunda Turma, bem como decisões monocráticas
tanto pela incidência como pela não-incidência.
Em 2006, a ministra Denise Arruda deu provimento a recurso
especial afirmando que não incide contribuição
previdenciária sobre valores, ainda que permanentes,
que não se incorporam aos proventos da aposentadoria,
como o terço constitucional de férias e as
horas extraordinárias.
“Isso porque o sistema previdenciário vigente,
a partir da emenda constitucional n.20/98, encontra-se
fundado em base rigorosamente contributiva e atuarial,
o que implica equivalência entre o ganho na ativa
e os proventos recebidos durante a inatividade”,
explicou a ministra na ocasião.
Ao dar parcial provimento ao recurso especial do Sintrafesc,
o ministro resolveu adotar o entendimento que conclui pela
não-incidência. “O Supremo Tribunal
Federal vem externando o posicionamento pelo afastamento
da contribuição previdenciária sobre
o adicional de férias sob o fundamento de que somente
as parcelas incorporáveis ao salário do servidor
devem sofrer a incidência”, acrescentou.
“Conheço parcialmente e, nessa parte, dou
provimento ao recurso especial examinado para reconhecer
a não-incidência da contribuição
previdenciária sobre o adicional de férias”,
concluiu Mauro Campbell.
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Agência Senado, 30
de agosto de 2008
Expedito Júnior
propõe dedução de aluguéis no
Imposto de Renda
As despesas com aluguel de
imóvel residencial poderão ser deduzidas do
Imposto de Renda da Pessoa Física.
A proposta, do senador Expedito Júnior (PR-RO), encontra-se em
fase de recebimento de emendas na Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ). O projeto (PLS 317/08) também
foi distribuído para as Comissões de Assuntos Sociais (CAS)
e de Assuntos Econômicos (CAE).
O projeto estabelece que a dedução limita-se
a pagamentos especificados e comprovados, com indicação
do nome de quem recebeu, bem como endereço e número
de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas
(CPF) ou no Cadastro Geral de Contribuintes (CGC). Na falta
da documentação exigida, poderá ser
feita indicação do cheque nominativo pelo
qual foi efetuado o pagamento.
Em sua justificação, o senador assinala
que a moradia está entre os direitos sociais protegidos
pela Constituição federal e que este vem
sendo sistematicamente negligenciado pelo poder público.
Na avaliação de Expedito Júnior, uma
das maiores evidências dessa negligência se
dá no âmbito do Imposto de Renda, que não
permite a dedução das despesas com aluguel.
- Como não se podem deduzir as despesas com aluguel
dos rendimentos brutos quando do ajuste anual, o que ocorre é que,
em um contrato de aluguel, o Fisco acaba por receber dos
dois lados: do locatário, que não pode deduzir
a despesa; e do locador, que é tributado pelos valores
recebidos. Trata-se de uma evidente impropriedade. É bom
lembrar também que, para a pessoa jurídica,
as despesas com aluguel e arrendamento mercantil são
dedutíveis para efeitos do Imposto de Renda. Por
que a discriminação com a pessoa física?
- questionou.
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Agência Brasil, 30
de agosto de 2008
Com pré-sal,
produção brasileira deverá passar a
do México
O presidente da petrolífera norueguesa Norse Energy, Kjetil Solbreakke,
disse nesta quinta-feira (28) que o Brasil está diante de uma
oportunidade ímpar para dar um salto na sua capacidade de produção
de petróleo e gás, com as descobertas de reservas na camada
do pré-sal, e até mesmo superar a produção
do Golfo do México.
Em evento promovido pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, na
Associação Comercial do Rio de Janeiro, Solbreakke fez
um alerta para que as discussões políticas sobre o modelo
a ser adotado para regular a exploração na camada do pré-sal
não “destruam” a perspectiva de expansão do
setor petrolífero brasileiro.
“ Eu espero que essas discussões, que eu
entendo ser um debate político muito importante,
não destruam essa oportunidade que o Brasil tem,
pois eu nunca vi uma oportunidade para que um país
desse um passo tão grande no setor”, disse.
A Norse Energy tem concessões para exploração
na Bacia de Santos e na Bahia.
O presidente da petrolífera destacou que já apostava
no potencial exploratório offshore (no mar) brasileiro
mesmo antes do anúncio das descobertas no pré-sal. “Há três
anos, eu já achava que o Brasil tinha potencial
para ser uma região mais importante do que o Golfo
do México e as pessoas achavam que eu estava exagerando.
Mas, hoje, não há dúvidas de que a
produção offshore brasileira vai ser muito
mais importante do que a do Golfo do México”,
afirmou, referindo-se à capacidade produtiva que
já se anuncia para o pré-sal. Para ele, o
país deverá superar o potencial produtivo
do Golfo do México, que engloba os campos situados
nas partes norte-americana e mexicana do Golfo.
Solbreakke explicou que o atual marco regulatório
brasileiro é muito “similar” ao adotado
na Noruega. “É um modelo no qual há diversidade
de empresas, com o estado no controle de uma empresa estatal
e um modelo onde há grandes ambições
de desenvolvimento da indústria local. E tem transparência.”
Ele disse que os investimentos da Norse Energy no Brasil
deverão superar US$ 1 bilhão, até 2014.
A empresa norueguesa detém a concessão de
blocos na Bacia de Santos e atua também em Manati
e em Camamu-Almada, na Bahia.
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Le Monde, 30 de agosto
de 2008
América do Sul consegue
resistir à crise econômica
A América Latina conseguirá manter sua trajetória
econômica favorável, apesar da crise internacional.
Esta avaliação é de autoria de um organismo
das Nações Unidas que, ao longo dos últimos
60 anos tornou-se uma referência em matéria de conjuntura
regional. A Comissão Econômica para a América
Latina e o Caribe (Cepal) considera que a região deverá concluir
o ano de 2008 com um crescimento global de 4,7% do produto interno
bruto (PIB), contra 5,7% em 2007.
Este estudo, que foi divulgado na quarta-feira (27), em Santiago
do Chile, prevê para 2009 um crescimento de 4%. Esta previsão
baseia-se essencialmente no bom desempenho das economias sul-americanas
(+ 4,5%), enquanto a América Central e o México alcançaram
um resultado relativamente inferior, registrando um crescimento do
PIB de apenas 2,8%.
Os números regionais apontam para situações
bastante disparatadas. Assim, o Peru registra a maior taxa de crescimento
entre todas, com 8,3%, enquanto o México acabou ocupando a última
posição nesse pelotão, com apenas 2,5%. Por
sua vez, o Brasil, o Chile, a Colômbia e a Venezuela se mantêm
próximos da média.
O prognóstico da Cepal para 2009 permite prever que a região
conhecerá seu sétimo ano consecutivo de crescimento,
com uma taxa média superior a 3% do PIB por habitante, ou
seja, uma situação que a América Latina nunca
havia conhecido ao longo dos últimos quarenta anos. Esta melhora
sensível deve-se em grande parte aos aumentos dos preços
das matérias-primas, principalmente das cotações
dos hidrocarbonetos e dos minérios.
Sobressaltos
Entretanto, as "remessas", ou seja, as quantias que têm
sido enviadas regularmente para as suas famílias pelos imigrantes
latinos instalados na América do Norte e na Europa, contribuíram
igualmente para esse bom desempenho. Em certos países da América
Central e do Caribe, essas remessas constituem uma parte substancial
do PIB.
O desaquecimento que a economia internacional vem registrando atualmente
poderia traduzir-se por uma redução das importações
e das remessas. No passado, em conseqüência das crises
internacionais e da recessão que atingiram os países
industrializados, os quais são compradores tradicionais das
exportações latino-americanas, a região acabou
sofrendo prejuízos importantes.
Atualmente, para enfrentarem uma conjuntura que se tornou desfavorável,
as economias da América Latina estão mais fortes, pois
elas estão nitidamente menos endividadas (33% do PIB em 2007
contra 36% no ano anterior) e, em certos casos, mais diversificadas.
Enquanto isso, os equilíbrios financeiros passaram a ser mais
respeitados, o que permitiu a manutenção de reservas
de câmbio mais conseqüentes (46% do PIB no caso da Bolívia).
No então, o México e a América Central permanecem
mais dependentes dos sobressaltos econômicos nos Estados Unidos.
A melhora registrada na América Latina foi repercutida no
plano social, com uma redução do desemprego (7,5% da
população) e com a criação de empregos
de melhor qualidade, o que contribuiu para a redução
da pobreza. Contudo, um latino-americano em cada três permanece "pobre",
conforme lembra a Cepal, o que abrange uma população
de 190 milhões de pessoas.
Além disso, os sucessivos aumentos dos gêneros alimentícios
são suscetíveis de inverter essa tendência. No
médio prazo, um eventual aumento de 15% dos preços
dos alimentos acabaria arrastando novamente para a pobreza 15 milhões
de latino-americanos, segundo aponta o relatório da comissão.
Somando-se à disparada das cotações do petróleo,
os aumentos dos preços dos gêneros alimentícios
de base maximizam o principal risco que paira sobre a região,
apontado com ênfase pela Cepal: o da inflação,
que deveria situar-se num patamar médio de 6,5% até o
final de 2008. A Venezuela está na frente entre os países
que mais vêm sofrendo da deriva inflacionária, com 32%,
seguida pelo Nicarágua (23%) e a Bolívia (17%).
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Gazeta do Povo, 30 de agosto
de 2008
População
Curitiba ganha 110 habitantes/dia
Em um ano, a capital paranaense
ganhou 40 mil moradores – crescimento de 1,71% –,
passando da marca de 1,8 milhão
Em apenas um ano, a população de Curitiba
aumentou em pouco mais de 30 mil habitantes, passando da
marca de 1,8 milhão de pessoas e atingindo um crescimento
de 1,71%. Isso significa que, a cada dia, a capital paranaense
ganha pelo menos 110 novos moradores, se forem consideradas
as taxas de natalidade, mortalidade e fluxo migratório.
Esta é apenas uma das constatações
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), que divulgou ontem um levantamento da estimativa
populacional dos 5.565 municípios brasileiros em
2008. O estudo servirá de base para que o Tribunal
de Contas da União faça o rateio do Fundo
de Participação dos Estados e dos Municípios
no ano que vem.
De acordo com o estudo, o Paraná tem hoje 10,5
milhões de habitantes. Já a capital paranaense
mantém a sétima posição no
ranking das cidades brasileiras mais populosas e continua
a ser a maior do Paraná em número de habitantes,
seguida por Londrina e Maringá. Apesar de parecer
um aumento significativo, Curitiba segue uma tendência
de outras capitais brasileiras, como Fortaleza e Belo Horizonte,
em registrar um crescimento apenas vegetativo, não
sendo mais grandes pólos de atração
do fluxo migratório, de acordo com o analista do
Ibge no Paraná, Luís Alceu Paganotto. “A
migração para Curitiba e região metropolitana
cresceu na década de 1990 devido à instalação
de um parque industrial forte, mas agora a tendência é que
esses índices diminuam a cada década porque
não há mais tantos atrativos para essa região”,
explica.
O professor Uraci Bonfim, do curso de Geografia da Universidade
Tuiuti do Paraná, concorda com Paganotto. “Apesar
de ainda ter um crescimento bom, Curitiba está ficando
saturada já, assim como algumas cidades do interior
do estado, como Londrina e Maringá, que estão
atingindo sua capacidade máxima”, comenta.
Ele acredita que alguns desses municípios podem
até cair de posição em alguns anos,
sendo ultrapassados por outros que ainda têm atrativos
fortes para o fluxo migratório. “Entre Maringá e
Foz do Iguaçu, por exemplo, a diferença do
número de habitantes não é tão
grande, então é possível que daqui
a quatro ou cinco anos tenhamos uma fixação
maior em Foz, já que a cidade ainda atrai muitas
pessoas pela grande oferta de empregos, principalmente
relacionados ao seu caráter turístico.”
Apesar de o Brasil ainda ter muitas cidades com índices
elevados de crescimento populacional, é provável
que o a população brasileira deixe de crescer
ao fim dos próximos 30 anos, quando o país
deverá ter em torno de 220 mi-lhões de pessoas.
De acordo com o coordenador de População
e Indicadores Sociais do Ibge, Luiz Antônio Pinto
de Oliveira, isso deve acontecer porque a taxa anual de
crescimento da população está em torno
de 1,2% e 1,3%, mas a taxa de fecundidade tem recuado expressivamente.
A população atual do Brasil, segundo o IBGE, é de
189,6 milhões de pessoas.
Dados apóiam planejamento
Além de servir como base para a divisão de verbas do Tesouro
Nacional para os municípios , a estimativa populacional tem papel
importante para os prefeitos. “Esse estudo é necessário
para que possam planejar diversas ações relacionadas à economia, à saúde, à educação,
a todas as áreas de atuação dos governos, mas infelizmente
a maioria dos prefeitos não aproveita esses dados”, diz
o professor Uracio Bonfim. (ACB)
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Gazeta do Povo, 30 de agosto
de 2008
Ibope
Para 90%, a eleição
está decidida
Beto Richa teria 70% dos votos
se o pleito fosse hoje. Outros 20% dos curitibanos, mesmo
não tendo intenção de votar no prefeito,
acham que ele vai ganhar
A pesquisa de intenções de voto Ibope/RPC/Gazeta
do Povo divulgada ontem mostra que a maior parte dos curitibanos
acredita na reeleição do prefeito Beto Richa
(PSDB), independentemente do candidato em que pretende
votar. O Ibope mostra que 70% da população
votaria em Richa se a eleição fosse hoje
(na pesquisa estimulada) e que 90% dos curitibanos acreditam
que o atual prefeito irá vencer as eleições.
Somente 4% dos entrevistados aposta na vitória da
segunda candidata na pesquisa, Gleisi Hoffmann (PT), que
obteve 16% das intenções de voto. Na pesquisa
anterior do Ibope, 81% dos entrevistados achavam que o
prefeito seria reeleito.
Embora o resultado revela que Beto Richa ganharia no primeiro
turno se a eleição fosse agora, o Ibope fez
uma simulação de segundo turno com Gleisi.
O resultado é nova vitória de Beto Richa,
com 73% das intenções de votos contra 20%
de Gleis. Na pesquisa espontânea, em que o eleitor
diz o nome do candidato em que pretende votar sem ser estimulado
pelos pesquisadores, apenas o tucano e a petista ponturam,
com 59% e 10% das intenções de voto, respectivamente.
O prefeito Beto Richa comentou, por meio de suas assessoria,
o elevado índice de aprovação: “Fico
muito feliz pela crença profunda na nossa administração.
A retribuição a isso se dará sempre
com muito trabalho.”
Otimista, Gleisi valorizou o crescimento de dois pontos
porcentuais, dentro da margem de erro que quatro pontos,
em relação à última pesquisa
do Ibope. “O resultado mostra que a população
está ouvindo nossa proposta e vem tendo uma visão
mais crítica. Não fosse isso, o candidato
(à reeleição) não teria caído
na pesquisa”, disse Gleisi. Para a candidata petista,
as mudanças de opinião dos eleitores devem
começar a partir de agora. Richa caiu de 72% para
70%, resultado que também significa oscilação
dentro da margem de erro.
A novidade da pesquisa ficou por conta da pontuação
de Carlos Moreira (PMDB), que, assim como Fabio Camargo
(PTB), obteve 2% das intenções de votos.
No último levantamento do Ibope, realizado em 11
de agosto, Camargo aparecia com 4% e Moreira não
havia pontuado.
Camargo desmereceu o resultado da pesquisa, a despeito
de ela ter valor científico. Para ele, o resultado
não mostra a realidade. “Os bairros estão
tão esquecidos que as pesquisas não estão
chegando lá. As pequisas ficam mais na região
central da cidade. Por isso espero ter uma boa surpresa
nas urnas.”
Já Moreira comemorou a sua pontuação
na pesquisa. “As pessoas começaram a se interessar
mais pela eleição e começam a perceber
que nem tudo é como a propaganda que o prefeito
quer impor aos curitibanos.” Para peemedebista, novas
pesquisas deverão elevar os índices de quem
faz oposição ao prefeito. “A campanha
começou agora.”
O cientista político Fabrício Tomio, da
UFPR, afirmou que o fato de grande parte dos entrevistados
acharem que Beto Richa será o reeleito se deve,
em parte, ao resultado das pesquisas de intenção
de voto, que colocam o prefeito muito à frente de
outros candidatos. Ele disse também que, a partir
de agora, os candidatos deverão acentuar seus ataques
ao prefeito.
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Gazeta do Povo, 30 de agosto
de 2008
Campanha salarial
Produção
recorde vira argumento para reajustes
Como em anos anteriores, metalúrgicos
da região metropolitana de Curitiba ameaçam fazer
paralisação a partir de segunda-feira. Montadoras
não comentam as negociações
O período de campanha salarial dos cerca de 11 mil
metalúrgicos que atuam nas fábricas Renault
e Volkswagen, de São José dos Pinhais, e da
Volvo, na Cidade Industrial de Curitiba, teve início
durante a última semana, com assembléias e
debates sobre reajustes, abonos e benefícios trabalhistas.
Como ocorre em todos os anos próximo à data-base
da categoria (1º de setembro), é possível
que os trabalhadores parem a produção por tempo
indeterminado caso as fábricas não apresentem
propostas até a manhã de segunda-feira, quando
os metalúrgicos farão a primeira reunião, às
5h30 no pátio da Volks.
A produção recorde de veículos tem
sido um dos principais argumentos usados pelo Sindicato dos
Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) para que as
empresas atendam às exigências – 13% de
reajuste salarial a serem aplicados já no mês
de setembro (inflação medida pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor mais 5% de ganho
real) e abono salarial de R$ 1,5 mil. Dados da Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea)
apontam que a indústria registrou o melhor resultado
mensal de toda sua história em julho, com produção
de 320 mil unidades. O acumulado no período, de 2,01
milhões de veículos, é 21,8% maior do
que na mesma data em 2007. “Já que o momento
econômico é satisfatório, é ideal
que as empresas repassem um salário mais justo”,
ressalta o presidente do SMC, Sérgio Butka.
O grande volume de vendas também é um dos
motivos para os metalúrgicos não abrirem mão
das reivindicações. “O custo de vida
para o trabalhador também subiu. Eles têm de
repor essas perdas para compensar”, afirma o vice-presidente
do SMC, Cláudio Gramm. Segundo a Federação
Nacional de Distribuição de Veículos
Automotores (Fenabrave), foram vendidos até julho
221 mil veículos no Paraná, 20,17% a maia do
que no mesmo período do ano passado. O estado está a
frente de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com 43% das
vendas na região.
Tanto para os trabalhadores quanto para as montadoras, de
acordo com Butka, o forte aquecimento do setor não é favorável
para a greve. “As empresas estão com lucro e
produção altos e as perspectivas para 2009
são boas. E o pleito não é muito diferente
do ano passado.” Em 2007, a categoria pedia um aumento
de 8,5% em setembro e R$ 800 de abono em outubro. Conseguiram
um salário 7,44% maior (4,82% do INPC e 2,5% de aumento
real), além de um abono salarial de R$ 1,5 mil. Em
2006, após uma semana de paralisação
total, a categoria ganhou 5% de aumento salarial e abono
de R$ 700.
Sinfavea
As negociações neste ano começaram
pelo Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores (Sinfavea) e foram rompidas, segundo o vice-presidente
do SMC, por falta de respostas. “Optamos por conversar
direto com as montadoras, que pelo menos declararam estudar
as propostas”. A assessoria de imprensa do Sinfavea
informou que não se manifestará sobre o assunto
até o final das negociações. A Renault
e a Volkswagen não estão comentando a possível
greve e a Volvo afirmou, por meio da assessoria, que está em
negociação com os funcionários, mas
não deu detalhes da proposta.
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Gazeta do Povo, 30 de agosto
de 2008
Trabalho
Construção
e indústria impulsionam emprego em Curitiba
Contrariando as expectativas por um índice
de emprego mais acanhado em julho, a variação
do número de vagas em Curitiba no último mês
surpreendeu e ficou em 0,55% – no melhor desempenho
para o período desde 1999. O aquecimento da construção
civil, da indústria e do comércio, setores
impulsionados pelo acesso ao crédito e pela produção
para o Natal, são apontados como os responsáveis
pelo resultado, divulgado ontem pela Secretaria do Trabalho
e Emprego e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas
e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PR).
Apesar da comemoração, a taxa de julho é a
segunda menor do ano em Curitiba, que registrou uma variação
média do nível de emprego mensal de 0,67%
nos últimos sete meses. Para o secretário
municipal do Trabalho e Emprego, Raul D’Araújo
Santos, o índice é, ainda assim, “uma
agradável surpresa”, pois superou a média
histórica de 0,25% de variação do
mês de julho nos últimos nove anos. “Nós
achávamos que ele não seria tão elevado”,
comenta.
Na construção civil, a ocupação
de servente de obras foi a que mais gerou novas vagas de
emprego em Curitiba no mês: foram 2.829 apenas em
julho. Desde janeiro, o setor acumula crescimento de 19,57%
na variação do emprego, e lidera a geração
de vagas na capital paranaense. “O bom desempenho
da construção civil deve perdurar por um
bom tempo”, comenta o supervisor técnico do
Dieese, Cid Cordeiro, responsável pela pesquisa.
Outro setor que também teve um crescimento expressivo
em julho foi o da indústria de transformação,
com a segunda maior variação em vagas de
emprego na capital – 0,59%. “O Natal da indústria
está sendo agora. É em julho, agosto e setembro
que ela contrata mais, para a produção do
final de ano”, explica Cordeiro, do Dieese.
Em terceiro lugar na variação de empregos
em Curitiba está o comércio, com 0,52% de
crescimento em número de vagas. A ocupação
de vendedor de comércio varejista está entre
as três com maior saldo de empregos em Curitiba desde
o início do ano – foram 658 novas vagas, uma
variação de 341% em comparação
com o mesmo período do ano passado. “O comércio
está impulsionado pela facilidade de acesso ao crédito.
Ainda que tenha havido um aumento da taxa de juros, o cidadão
acredita na estabilidade econômica e consome de forma
expressiva. Esse consumo é que leva à geração
de novos postos de trabalho”, diz Santos, da Secretaria
do Trabalho e Emprego.
No acumulado do ano, a variação do emprego
na capital paranaense é de 4,68%. Nos últimos
12 meses, o mercado de trabalho em Curitiba acumula 6,83%
de crescimento, índice um pouco acima da média
nacional de 6,75%. Entre as capitais, Curitiba tem a quinta
maior variação de emprego no ano, atrás
de Manaus, São Paulo, Belo Horizonte e Goiânia.
No total, há 577.351 vagas com carteira assinada
na cidade.
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Folha de S.Paulo, 30 de
agosto de 2008
PIB da Índia
tem menor avanço desde 2004
DA REDAÇÃO
Com vários setores mostrando desaceleração,
o PIB da Índia teve no segundo trimestre o menor
crescimento desde o final de 2004. A economia do país,
a terceira maior da Ásia, avançou 7,9% de
abril a junho deste ano em relação aos mesmos
meses do ano passado -1,3 ponto percentual menos que no
mesmo período de 2007. No primeiro trimestre, a
expansão foi de 8,8%.
Com o banco central indiano aumentando a taxa de juros para combater
a inflação (que está atualmente em pouco mais
de 12% anuais), houve uma diminuição no ritmo dos investimentos
e dos gastos dos consumidores.
Á reas como agricultura, indústria e setor financeiro tiveram fortes
desacelerações em relação ao período de abril
a junho do ano passado.
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Folha de S.Paulo, 30 de
agosto de 2008
MONTADORA 1
GM deve propor demissão
a 9.000 funcionários
DA REDAÇÃO
A GM está oferecendo incentivos de demissão
voluntária a cerca de 9.000 funcionários
administrativos dos EUA, ou 28% desse quadro de empregados,
dizem pessoas que conhecem o plano. Uma porta-voz da empresa
confirmou que a GM está discutindo os pacotes com
os funcionários aptos a se candidatarem à oferta,
mas não deu detalhes.
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Última Instância,
30 de agosto de 2008
Apesar da decisão
do STF, movimento faz campanha contra “fichas-sujas”
O MCCE (Movimento de Combate à Corrupção
Eleitoral) realiza, na próxima semana, entre os
dias 1° e 7 de setembro, uma mobilização
nacional para a promoção da campanha “Ficha
Limpa” —um projeto de lei de iniciativa popular
visando impedir a candidatura de políticos que tenham
pendência judicial. O MCCE existe desde 2002 e é formado
por 37 entidades espalhadas pelo Brasil.
Apesar da recente decisão do STF (Supremo Tribunal
Federal), que julgou que a proibição de candidaturas
de políticos com a ficha suja só pode ocorrer
com condenação definitiva e irreversível,
a secretária-executiva do MCCE, Suylan Midlej, diz
que o entendimento do Supremo não desanimou o movimento.
“O próprio STF anunciou em sua justificativa
que, enquanto não houvesse uma lei impedindo pessoas
que tenham vida pregressa questionável, estes políticos
ainda poderiam se candidatar”, disse Suylan. “Nossa
base se fortaleceu muito mais por conta desta justificativa,
já que a criação da lei impedirá que
essas pessoas se candidatem. A população é favorável
a isso.”
Por ser de origem popular, para que o projeto se torne
uma lei, é necessário o recolhimento de assinaturas
que representem, no mínimo, 1% de todo o eleitorado
nacional, ou seja, cerca de 1,3 milhões de eleitores.
A campanha “Ficha Limpa” alcançou nesta
semana 200 mil assinaturas para o projeto de lei. Com a
realização da 1ª Mobilização
Nacional, o MCCE pretende concentrar esforços para
aumentar ainda mais esse número e promover o debate
na sociedade brasileira sobre a necessidade de impedir
a candidatura de políticos em débito com
a Justiça.
Para Suylan, os abaixo-assinados são formas para
incluir politicamente a população. “O
recolhimento de assinaturas é uma forma de contemplar
o cidadão comum que não tem engajamento em
algum grupo social organizado, que queira participar das
decisões nacionais”, disse.
Além da “Ficha Limpa”, o movimento
possui uma campanha permanente, que cresce sempre nos anos
eleitorais, contra a compra de votos. Com o slogan “Voto
não tem preço, tem conseqüência”,
o MMCE —que ainda não era um movimento organizado— foi
responsável pela coleta de assinaturas que criaram
a Lei 9840, sancionada em 1999.
“Em campanha da fraternidade, a CNBB (Confederação
Nacional dos Bispos do Brasil), baseada em pesquisa que
constatou que o que mais revolta os eleitores era a compra
de votos, convocou entidades como a OAB (Ordem dos Advogados
do Brasil), a Ajufe (Associação de Juízes
Federais do Brasil), a ANPR (Associação Nacional
dos Procuradores da República), Conamp (Associação
Nacional dos Membros do Ministério Público),
entre outras”, afirmou Suylan.
Com a aprovação do projeto de lei, o movimento
já tem em pauta, para 2009, uma campanha que permeia
o tema corrupção política e saúde
pública.
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