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Agência Diap, 3 de
setembro de 2008
DEBATES REGIONAIS
Forum Sindical dos Trabalhadores
organiza encontros estaduais
O Forum Sindical dos Trabalhadores
(FST), composto por centrais sindicais, confederações e
federações, realiza encontros estaduais para debater temas
candentes do sindicalismo nacional, com destaque para a unicidade e a
contribuição sindical compulsória.
Nesta sexta-feira (5), o forum
vai se reunir em Curitiba (PR). O objetivo principal é aprofundar
o debate sobre o anteprojeto do Ministério do Trabalho, que propõe
a extinção das contribuições sindical, confederativa
e assistencial e sua substituição pela contribuição
negocial, que deve ser aprovada em assembléia e não tem
caráter compulsório, sendo sujeita a oposição.
No próximo dia 11 (quinta-feira)
será realizado encontro similar em Belo Horizonte. Em São
Paulo o forum se reunirá no dia 15 (segunda-feira), no auditório
da universidade Unip.
Veja a programação do
encontro no Paraná dia 5:
Curitiba
10h30 - Painel - Projeto Contribuição Negocial / Fim da Contribuição
Sindical - Edésio Passos - Advogado Trabalhista
Debatedores: Vicente Silva (Fecep), Wilson Pereira (Fethepar), Geraldo Ranthun
(Fetraconspar/CNTI-PR), e Gladir Basso (Feeb/PR)
12h30 - Intervalo
13h30 - Painel - Portaria 186/08
e suas implicações - Hélio Stefani Gherardi
Debatedores: Epitácio Antonio dos Santos (Fetropar), Manasses Oliveira
(Feaconspar) e Ademir Muller (Fetaep)
16h - Ratificação
Carta de Brasília - Apresentação: José Augusto
da Silva Filho (FST Nacional)
Participação: Ernane Garcia Ferreira (FTIA/PR), Eugênio
Popenda Kuczera (Fenattel), Sergio Gonçalves de Lima (Fetepar) e Augusto
Garcia (Fenavenpro)
17h - Encerramento
Local: Fecep - Federação
dos Empregados no Comércio do estado do Paraná
Rua Marechal Hermes, 910 - Centro Cívico – Curitiba/PR
Fone: (41) 3352-2754 - Fax: (41)
3252-3121 - e-mail: fecep@fecep.org.br
Informações e inscrições:
Coordenação Federativa de Trabalhadores (CFT/PR) - (41)
3224-5573 ou cftpr@cftpr.org.br
Realização: Forum
Sindical dos Trabalhadores - FST Nacional / Forum Sindical dos Trabalhadores
do estado do Paraná (FST/PR) e Coordenação Federativa
de Trabalhadores (CFT/PR).
Em São Paulo, as mesas
ainda não estão definidos, ficou acertado que serão
abordados os seguintes temas:
1) Estrutura Sindical (o que é melhor
para o trabalhador);
2) Direitos Trabalhistas e Sociais;
3) Campanha pela Redução
da Jornada para 40 horas Já;
4) Campanha em Defesa do Trabalhador
pelo fim da Terceirização e do Banco de Horas; e
5) Estratégia de Comunicação
do Movimento Intersindical.
Posteriormente, a Comissão
Organizadora enviará outras informações, ficha
de inscrição e outras formas de inscrições.
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FOLHA DE LONDRINA, 03 de
setembro de 2008 | Economia
Produção industrial mantém
expansão
Ainda que em um ritmo menor de crescimento,
resultado indica um quadro positivo da atividade
Rio de Janeiro - A produção industrial do país desacelerou
e subiu 1% em julho frente ao mês anterior, após avanço
de 2,9% em junho, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). De acordo com o instituto, o resultado indica um quadro positivo da
atividade industrial, ainda que com um ritmo menor de crescimento.
Em relação a julho
do ano passado, foi verificada alta de 8,5%, o que indica um quadro de
25 altas consecutivas nesse dado comparativo. No acumulado dos últimos
12 meses, a produção industrial tem crescimento de 6,8%,
ante 6,7% nos 12 meses imediatamente anteriores.
No ano, a indústria teve
incremento de 6,6%, em relação ao verificado de janeiro
a julho de 2007.
A Pesquisa Industrial Mensal
demonstra que houve aumento de produção em 17 dos 27 ramos
pesquisados em julho, na comparação com o mês anterior.
O principal destaque ficou por conta da indústria de produtos
químicos, que cresceu 4,2% no período. Também apresentaram
alta as indústrias de máquinas e equipamentos (2%) e edição
e impressão (5,6%).
Por outro lado, os principais
resultados negativos foram constatados nas produções de
material eletrônico e equipamentos de comunicações
(-7,6%), automobilística (-1,2%) e bebidas (-3%).
Entre as categorias de uso, os
bens de consumo duráveis tiveram queda de 5,2% de julho para junho.
Os bens de consumo semi e não duráveis ficaram estáveis.
A produção de bens intermediários registrou alta
de 1,1%. Já a produção de bens de capital de julho
subiu 1,2%.
Na comparação com
julho do ano passado, houve incremento da produção em 23
das 27 atividades analisadas. O IBGE destaca que julho de 2008 teve um
dia útil a mais que o período correspondente no ano passado.
A produção automobilística
registrou expansão de 17,3% nessa base comparativa. Também
avançaram as produções de máquinas e equipamentos
(12,6%) e metalurgia básica (10%).
Cirilo Junior
Folhapress
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FOLHA DE LONDRINA, 03 de
setembro de 2008 | Economia
Desaceleração só virá em
2009, diz economista
São Paulo - A expansão da produção industrial em
julho mostra que a economia ainda não desacelerou, afirmou ontem a economista
do Unibanco, Giovanna Rocca. ''1% de alta em produção industrial
não é um número fraco, pelo contrário. É um
número bastante elevado e mostra que a atividade doméstica ainda
não dá sinais de desaceleração.'' A produção
industrial aumentou 1% em julho na comparação com junho. Em relação
a julho do ano passado, a produção cresceu 8,5%.
Segundo Giovanna, a atividade
industrial só deverá começar a dar sinais de arrefecimento
no último trimestre deste ano. ''Mas o efeito do aperto monetário,
com uma desaceleração mais consistente, só virá em
2009'', afirmou.
A economista disse que a abertura
do resultado mostra desempenho melhor, segundo ela, em bens de capital
e bens intermediários, ligados a investimentos na indústria.
A produção de bens de capital aumentou 1,2% em julho ante
junho, na série com ajuste sazonal. A categoria de bens intermediários
registrou alta de 1,1% ante junho.
Por outro lado, Giovanna observou
que houve ''retrocesso'' em bens de consumo duráveis e não
duráveis. Os bens de consumo duráveis registraram queda
de 5,2% na produção em julho ante junho, na série
com ajuste sazonal. Os bens de consumo semi e não duráveis
registraram estabilidade (0,0) ante o mês anterior.
Giovanna afirmou que os números
fortes da produção levarão a uma revisão
da estimativa para 2008, de 6,5% para em torno de 6,7%. Segundo ela,
o ritmo da produção em 2009 deve acompanhar a projeção
de desaceleração do crescimento do PIB para 3% em 2009.
Para este ano, a previsão do PIB está em 4,8%.
O crescimento menor da indústria
e da economia como um todo em 2009 será mais consequência
da alta de juros pelo Banco Central do que da desaceleração
da economia mundial.
Agência Estado
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Folha
e S.Paulo, 3 de setembro de 2008
Após abertura de capital, construtoras
têm dificuldade
Especialistas esperam aquisições,
desaceleração e consolidação forte do setor
| Para analistas, construtoras usaram dinheiro captado no mercado para
compra de terrenos e não previram enxugamento do crédito
AGNALDO BRITO
CRISTIANE BARBIERI
DA REPORTAGEM LOCAL
Após a febre das aberturas de capital, as construtoras brasileiras começam
a atravessar um forte movimento de consolidação. Aquisições,
desaceleração no ritmo de lançamentos, parcerias variadas
e até mesmo um ou outro fechamento de empresas são esperados
para os próximos meses.
Segundo analistas, o setor foi vitima do mau planejamento econômico,
feito com recursos obtidos na emissão de ações, e de coincidência
negativa decorrente do aumento da restrição de crédito
corporativo.
Para os analistas, as construtoras -em sua maioria empresas familiares e desacostumadas
ao mercado de ações- queimaram boa parte do capital tomado dos
investidores no mercado financeiro na compra de terrenos com preços
caros. Os analistas consideram a aquisição de terrenos um importante
indicador para o ritmo de lançamentos, mas a estratégia comprometeu
a capacidade futura de financiamento de novos projetos para muitas empresas.
" Quando as construtoras foram ao mercado tomar capital para financiar as
novas unidades, toparam com uma oferta de crédito mais cara e restrita.
A conta não fechou", diz Alexandre Navarro, sócio do escritório
Navarro e Marzagão Advogados e especialista em mercado imobiliário
e de capitais.
Com o crédito mais difícil e mais caro, reviram para baixo suas
expectativas. Entre elas estão InPar, Abyara e Eztec. "Temos um
modelo de trabalho conservador e preferimos manter o caixa líquido para
atravessar momentos como esse, de projeção menor de dinheiro
disponível no mercado", diz Antônio Fugazza, diretor financeiro
da Eztec. "Temíamos que a crescente inflação pudesse
prejudicar vendas futuras."
A Eztec e a Klabin Segall fecharam com bancos acordos que garantem os fundos
para levar à frente as obras por alguns anos.
Cobrança do mercado
O mercado de capitais puniu as empresas, mesmo com o fato de o crescimento
do setor ter sido vigoroso. Dados da consultoria Economática mostram
que a receita das construtoras negociadas na Bovespa alcançou R$ 4,411
bilhões no primeiro semestre, crescimento de 68% na comparação
com o mesmo período de 2007.
O problema é que, para crescer, as empresas endividaram-se além
da conta. No primeiro semestre, o endividamento aumentou quase 120% em relação
ao mesmo período do 2007.
Com isso, os balanços ficaram menos atrativos, e as ações
perderam valor. Foi o que ocorreu com a Construtora Tenda, cujos papéis
caíram 65% em agosto. Nesta semana, a empresa foi incorporada pela Gafisa.
Segundo Eduardo Cortez, analista da Gradual Corretora, a queda das ações
atrapalha a capitalização das empresas. A solução,
diz, é redimensionar o plano de lançamentos ou, no caso das menores,
a venda.
As construtoras também podem usar os estoques de terreno ou aceitar
parcerias em novos empreendimentos. "Claro que nesse caso a empresa vai
crescer menos do que o acionistas gostaria, mas é uma questão
de sobrevivência", diz Cortez.
Para Rodrigo Bicalho, sócio da Bicalho e Mollica Advogados, o risco
de fechamento de empresas é pequeno, embora exista. "Vivemos um
momento de ajuste, e é bom que isso ocorra agora, enquanto as empresas
ainda não possuem muitos projetos lançados, do que lá na
frente, quando o risco é não entregar o produto", diz.
Caso algum empreendimento em construção seja interrompido devido
a dificuldades da empresa, a forte demanda do mercado fará com que outra
construtora retome o empreendimento, diz Bicalho.
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Folha
e S.Paulo, 3 de setembro de 2008
Lula exalta governo para "inaugurar" pré-sal
Presidente afirma em plataforma no ES que país
vive melhor momento e que Petrobras terá que dar contribuição
ao país | Petista evita falar sobre novo marco regulatório
para explorar região e leva platéia às gargalhadas
em seu discurso de 40 minutos
Rafael Andrade/Folha Imagem

O presidente Lula mostra recipiente com petróleo extraído
do pré-sal do litoral do Espírito Santo
ROBERTO MACHADO
SERGIO TORRES
ENVIADOS ESPECIAIS A VITÓRIA (ES)
Cobrindo de elogios a Petrobras e seu próprio governo, mas sem nenhuma
referência à possibilidade de criar um novo marco regulatório
para o setor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou ontem,
numa plataforma a 112 km da costa, a produção do primeiro poço
a extrair petróleo da camada pré-sal -o poço 1-ESS-103,
no campo de Jubarte, na parte da bacia de Campos que fica no litoral do Espírito
Santo.
Repetindo o gesto que fez quando o país atingiu a auto-suficiência,
Lula molhou as mãos no óleo e as esfregou no macacão laranja
da Petrobras.
O pré-sal é uma faixa que se estende do litoral de Santa Catarina
ao do Espírito Santo e que, segundo estudos preliminares, pode conter
reservas expressivas de petróleo. Só no campo de Tupi, são
estimados 8 bilhões de barris. A produção iniciada ontem é experimental,
em condições muito menos difíceis das que serão
enfrentadas na bacia de Santos.
Em Vitória, Lula fez um discurso de 40 minutos no qual disse três
vezes que era um homem de sorte. "Eu tenho tanta sorte que acho que Deus
passou por aqui e resolveu ficar. Porque a sorte aumenta a cada dia." Repetiu
que as riquezas do pré-sal serão usadas no combate à pobreza
e no financiamento à educação, embora elas só devam
se concretizar por volta de 2014. E que a nova fronteira do petróleo
vai desenvolver a indústria do país -mas que, para isso, a direção
da Petrobras terá que contribuir.
Lula usou o exemplo das sondas de perfuração, que custam até US$
700 milhões e são produzidas no exterior: "Ou nós
tomamos a decisão de fazê-las aqui, gerando tecnologia, emprego,
renda e desenvolvimento, ou a Petrobras vai economizar US$ 100 milhões
e comprar todas em Cingapura".
Sobre o fato de que a Petrobras possui milhares de acionistas minoritários
-incluindo trabalhadores que compraram ações da estatal-, que
seriam prejudicados por decisões como essa, Lula foi irônico: "Pensando
do ponto de vista de empresa, é isso o que ela deveria fazer [economizar
US$ 100 milhões]. Afinal de contas, ela tem ações na Bolsa
de Nova York".
Por diversas vezes, o presidente, bem-humorado, levou a platéia de cerca
de 400 pessoas (a maioria, da estatal) às gargalhadas. A primeira, num
comentário sobre os 7.000 metros de profundidade do pré-sal: "Estamos
indo tão fundo para procurar petróleo que qualquer dia a Petrobras
traz um japonesinho em sua broca e aí vai dar um problema internacional
sem precedentes".
Depois, ao dizer que a primeira vez que ouviu a palavra pré-sal foi
quando o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o diretor
Guilherme Estrella foram comunicá-lo sobre a descoberta de Tupi: "Até então,
o sal que eu conhecia a gente colocava no churrasco ou na salada". E,
dirigindo-se a Estrella, indagou: "Por isso que a água é salgada? É por
causa do pré-sal? Eu pensei que fosse por causa do xixi que as pessoas
fazem na praia, no domingo".
Lula ainda pediu ao diretor da Petrobras: "Só espero que achem
uma [bacia sedimentar] em Caetés, Pernambuco, onde eu nasci. Faça
um estudo lá, pelo amor de Deus. Cava um buraquinho lá".
Sobre a controvérsia sobre o plano, ainda não confirmado publicamente,
de criar uma estatal para administrar o pré-sal, Lula disse que a Petrobras é uma
espécie de "mãe": "A Petrobras, coitadinha, vai
ser abandonada, já dizia o Gabrielli. Eu achava tudo inusitado, porque
era como se acordasse um belo dia e dissesse que a minha mãe já não
presta. Vou arrumar outra mãe. Mas mãe é única.
E a Petrobras é a mãe da industrialização deste
país".
Lula voltou a dizer que o país vive seu melhor momento: "Duvido
que em algum momento dos 500 anos de existência alguém tenha tido
a oportunidade de vivenciar o momento que o Brasil vive hoje".
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Agência Diap, 3 de
setembro de 2008
PUBLICAÇÃO
Unicamp: Cesit lança Carta
Social e do Trabalho
O Centro de Estudos Sindicais
e de Economia do Trabalho (Cesit) do Instituto de Economia da Unicamp
(Universidade de Campinas) lança a Carta Social e do Trabalho
8.
Trata-se de publicação
que aborda temas como a reforma tributária, equidade e financiamento
do gasto social. Um dos colaboradores da edição é Flávio
José Tonelli Vaz, membro do corpo técnico do DIAP. Seu
texto – Longe do Ideário de Justiça Tributária:
Simplificação com Riscos para a Seguridade Social – reitera
que, "de maneira sub-reptícia, o texto da proposta de reforma
tributária desestrutura o perfil das finanças sociais construído
desde a Constituição de 1988 no tocante ao Orçamento
da Seguridade Social, deixando um legado de indefinições
e incertezas".
O Cesit foi criado em 1989 e
consitui-se de um Conselho formado por representantes do Instituto de
Economia e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Sócio-Econômicos). O Conselho estabeleceu como
diretriz do Centro, a preocupação em aproveitar a experiência
das lideranças sindicais nos estudos.
Além disso, as atividades
desenvolvidas devem ter caráter interdisciplinar, reunindo especialmente
pesquisadores de diversas formações acadêmicas. Desde
sua criação, o Cesit tem prestado apoio de pesquisas a
prefeituras, governos estaduais e Federal.
Clique aqui e
obtenha a íntegra da publicação.
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Folha
e S.Paulo, 3 de setembro de 2008
ELEIÇÕES 2008 / SUCESSÃO
Presidenciáveis já apresentam
suas propostas para 2010
José Serra (PSDB), Ciro Gomes (PSB),
Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) participam de seminário
em São Paulo | Ciro prega a "naturalidade" de sua candidatura,
Aécio defende nova convergência em 2010 e Serra pede maior
volume de investimentos
DA REPORTAGEM LOCAL
Ainda que sem admitir abertamente suas pretensões, os potenciais candidatos à Presidência
apresentaram sua "plataforma" ontem, no 40º aniversário
da revista "Veja".
Ao participar do painel "Governar para a próxima geração",
o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil)
e os governadores tucanos de São Paulo, José Serra, e de Minas,
Aécio Neves, exploraram suas qualidades para a sucessão de 2010.
Após defender, em discurso, a refundação das bases da
administração, Ciro pregou, em entrevista, a naturalidade de
sua candidatura. "Acredito que, a essa altura da minha vida, ter sido
candidato duas vezes, aprendido com meus erros e meu comportamento, limpo e
coerente, com que defendo, alguma naturalidade há", afirmou Ciro,
que, embora tenha assistido ao discurso de Aécio, não esperou
por Serra.
Valendo-se do rótulo de habilidoso, Aécio, por sua vez, defendeu
uma "concertação" à medida para seu perfil:
a união entre governo e oposição.
" Ou construímos nova convergência ou em 2010 não estaremos
olhando para o futuro", discursou Aécio, para quem o Brasil "vive
uma falsa polarização". Duvidando encontrar apoio no próprio
PSDB, Aécio insistiu que "a grande novidade da política é a
busca dessa convergência" e ousou citar Belo Horizonte -onde PSDB
e PT apóiam o mesmo candidato a prefeito- como exemplo.
Diante de uma platéia de políticos e empresários, Ciro,
Aécio, Serra e Dilma foram convidados a falar por dez minutos. Primeiro
orador da tarde, Serra optou por um discurso técnico, em defesa do crescimento
econômico consistente e otimização dos gastos no país.
" A economia do combate à pobreza não pode ter como base a
pobreza da economia", concluiu Serra. Ao discursar, ele fez críticas à política
externa. "Aí nós temos que privilegiar entendimentos bilaterais,
em vez de jogar todas as fichas no multilateralismo", disse.
Ú ltima a falar, Dilma investiu em dois temas: mobilidade social no governo
Lula e o pré-sal. "O futuro já começou, vem sendo construído
pelo governo Lula", disse. Ela se recusou a falar de sua candidatura. "Já expliquei
que não sou candidata."
No evento, Dilma foi esperada pela candidata Marta Suplicy (PT). Serra se reuniu
com o candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), e
saiu pouco antes da chegada do candidato Geraldo Alckmin (PSDB).
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FOLHA DE LONDRINA, 03 de
agosto de 2008 | Política
TSE aprova 340 mil registros de candidatos
no país
São Paulo - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu 340 mil registros
de candidatos por todo o país, segundo informação divulgada
ontem. Com isso, eles estão aptos a concorrer nestas eleições.
São Paulo é o Estado com o maior número de aprovações.
O tribunal estima que o número
de aprovação deva crescer, pois seu sistema contém
cerca de 380 mil pedidos, dos quais 3.572 foram liberados pelo TSE, mas
aguardam decisão de recurso de juiz de primeira instância.
A lei eleitoral fixou para os
juízes eleitorais o dia 16 de agosto para julgar todos pedidos
de registros apresentados. Já os tribunais regionais têm
até sábado para decidir eventuais recursos, e o TSE até o
dia 25 de setembro para decidir em definitivo todas as situações
em discussão na Justiça.
São Paulo (59.181) e Minas
Gerais (54.611) são os Estados com mais candidaturas aprovadas.
Em terceiro lugar vem a Bahia, com 25.625 candidaturas deferidas, seguidos
de Paraná, com 23.451, e Rio Grande do Sul, com 22.018 deferimentos.
Do total de pedidos pelo Brasil,
21.018 foram indeferidos, sendo que, em 11.477 desses casos, os pré-candidatos
já recorreram da decisão.
Folhapress
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Agência Diap, 3 de
setembro de 2008
CABEÇAS DO CONGRESSO
Elite parlamentar não vai
bem na campanha municipal
Dos 82 congressistas que disputam
uma cadeira de prefeito em outubro, apenas 14 faz parte do seleto grupo
de 100 parlamentares mais influentes da Câmara e do Senado, de
acordo com a 15ª edição de "Os Cabeças” do
Congresso, uma pesquisa do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
(Diap) a ser divulgada nos próximos dias, a que o Valor teve acesso
com exclusividade. Dos 14, só uma é senadora - Patrícia
Saboya (PDT/CE).
Fazer parte da "lista do
Diap" é sinônimo de status no Congresso e em geral
vira material de propaganda eleitoral. Mas dos 14 que disputam a atual
eleição, apenas dois aparecem com algum favoritismo para
outubro. Um deles é ACM Neto (DEM), que está empatado tecnicamente
com Antonio Imbassahy (PSDB), que já foi prefeito da cidade.
O outro nome bem posicionado é o
do líder do PR na Câmara, Luciano Castro, candidato em Boa
Vista, a capital de Roraima: ele está em segundo lugar, mas muito
distante (mais de 20 pontos) do atual prefeito, Iradilson Sampaio, do
PSB. Os votos de ACM Neto e de Luciano Castro parecem não pesar
na situação eleitoral de cada um.
Em apenas duas de dez votações
de projetos pesquisadas pelo Diap Neto e Castro votaram da mesma maneira:
a proposta que tornava facultativa a cobrança da contribuição
sindical (os dois votaram sim, mas o Congresso aprovou a contribuição
compulsória) e uma outra que regulamentava o trabalho no comércio
aos domingos: ambos votaram não. Estiveram em posições
diametralmente opostas nas outras oito votações.
Seguindo orientação
de seu partido, ACM Neto votou duas vezes contra a prorrogação
da CPMF, contra o aumento da Contribuição Social sobre
o Lucro Líquído (CSLL) para os bancos e contra a Contribuição
Social para Saúde (CSS), a recriação envergonhada
do imposto do cheque. Candidato ao mesmo posto, o deputado petista Walter
Pinheiro (BA) votou de maneira diferente de ACM Neto em todos os quatro
projetos.
No fim de semana, o petista estava
em quarto lugar numa pesquisa Datafolha. No meio da semana já aparecia
em terceiro, em outros levantamentos e não será surpresa
para ninguém, em Salvador, se estiver no segundo turno contra
ACM Neto ou Imbassahy. A conclusão lógica dos analistas é que
outros fatores terão concorrido para a mudança, inclusive
o fato de a população baiana há dois anos ter se
bandeado majoritariamente para o PT nas eleições presidenciais
e para o governo.
A relação dos que
estão perdidos na marca de um dígito inclui nomes que surgiram
como novidades no início do ano, caso do deputado Fernando Gabeira
no Rio (PV), bem atrás de Jandira Feghali (PCdoB), que não
consta entre os "100". Mesmo caso de Onix Lorenzoni (DEM),
perdido num quinto lugar de pesquisa numa cidade onde outras duas colegas
deputadas que não figuram entre as mais influentes - Maria do
Rosário (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) - despontam à sua
frente.
"O fato é que as
eleições municipais têm características muito
próprias", diz o coordenador-geral e de análise da
pesquisa, Antônio Augusto Queiroz. "Normalmente é bem
avaliado quem já teve experiência administrativa, por exemplo",
diz. A influência maior da lista se daria no processo da reeleição
do parlamentar. "A experiência é um requisito importante
para ingresso no restrito grupo de parlamentares que lideram a tomada
de decisão no Congresso", diz a publicação.
Prova disso é que dos
100 parlamentares identificados na 15ª edição, 28
são de primeiro mandato, sendo 19 senadores e apenas nove deputados.
Dos 19 senadores em primeiro mandato, apenas três estão
na primeira das duas legislaturas que compõem o mandato de senador.
"Deste modo, se somarmos
os nove deputados e os três senadores em início de legislatura,
vamos perceber que efetivamente novos são apenas 12 parlamentares
e, mesmo assim, todos os três senadores em início de legislatura
já foram deputados em legislaturas passadas".
A eleição de Londrina,
no Paraná, é um exemplo de que nem sempre um deputado atuante
e influente, na visão dos colegas e de formadores de opinião
(critério usado pelo Diap para a escolha dos 100 cabeças
do Congresso) é um passaporte seguro para uma eleição
de prefeito. Em Londrina, quem lidera a pesquisa é um ex-prefeito
(Antonio Belinati, do PP), seguido de um deputado do baixo clero do Congresso,
Barbosa Neto (PDT). Só em terceiro aparece o deputado Luiz Carlos
Hauly, um dos "cabeças" - e ele já foi candidato
a prefeito outras vezes e perdeu.
Aparentemente, quem votou contra
os bancos não se beneficiou disso (7 deputados, a maioria petista,
mas com um tucano a bordo - Luiz Carlos Hauly), mas os que votaram contra
a prorrogação da CPMF e estão contra a criação
da CSS - seu sucedâneo - estão melhor do que quem votou
a favor. O Diap fez o levantamento dos votos dos deputados em 10 votações
de interesse dos trabalhadores.
Entre os 100 parlamentares que
comandam o processo decisório no Congresso, 71 são deputados
e 29 são senadores. Proporcionalmente, o Senado encontra-se hiper-representado.
Enquanto a representação dos senadores na composição
do Congresso é de 13,64%, na elite ele participa com 29%. Já a
Câmara, com 86,36% da composição do Poder Legislativo,
participa da elite com 71%. Para figurar entre os 100 mais influentes
do Congresso o parlamentar precisa atender a uma série de critérios,
como a participação em comissões, projetos aprovados,
entre outros.
Nesses 15 anos, a publicação "Os
Cabeças do Congresso", do Diap, transformou-se em leitura
obrigatória entre parlamentares, autoridades do Poder Executivo,
dirigentes partidários, sindicais e empresariais, estudiosos,
formadores de opinião e demais interessados no processo decisório
no Poder Legislativo. "Trata-se de um estudo da elite parlamentar
- com uma metodologia que combina variados aspectos da tomada de decisão
no processo político - não é uma exclusividade do
Diap", explica Queiroz.
O passo seguinte do Diap é ranquear
os dez parlamentares mais influentes do Congresso, que são eleitos
pelos "100 Cabeças". O Diap ainda não concluiu
a votação, mas desta vez ela incluirá um novo
presidenciável - Ciro Gomes (PSB). Desde que é editada
a publicação "Os Cabeças do Congresso",
em 1995, nem Fernando Henrique Cardoso nem Luiz Inácio Lula
da Silva estavam no Congresso. José Sarney, que foi presidente
de 1985 a 1990, esteve em praticamente todas. (Fonte: Valor Econômico)
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Congresso em Foco, 3 de setembro de 2008
Parlamentares articulam aumento de
seus salários
Proposta de equiparar remuneração à dos
ministros do STF eleva subsídio mensal de cada congressista
em R$ 9,2 mil
Erich Decat
De maneira discreta, parlamentares começam a articular uma medida que
tem todos os elementos para fazer muito barulho, dentro e fora do Congresso,
assim que passarem as eleições. Menos de dois anos depois de
o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar o ato normativo que praticamente
dobrava os vencimentos dos congressistas, os deputados querem pegar carona
num projeto do Judiciário para aumentar os próprios salários
em aproximadamente 56%.
A idéia é aproveitar as discussões em torno do projeto
de lei (PL7297/2006) que reajusta a remuneração dos ministros
do Supremo, dos atuais R$ 24.500 para R$ 25.725, para retirar da gaveta a proposta
que equipara os salários nos três poderes.
Atualmente deputados e senadores recebem cerca de R$ 16.500 por mês de
subsídio. Para alcançar o teto do funcionalismo público,
cada um deles passaria a ganhar mais R$ 9.225 mensais. O impacto do aumento,
nas duas Casas, seria de R$ 5.479.650 por mês.
Considerando-se que os 594 congressistas têm direito anualmente a 15
salários, o reajuste custaria diretamente aos cofres públicos
R$ 82.194.750 por ano. Isso sem contar o efeito cascata que a media desencadearia
nas assembléias legislativas e nas câmaras municipais.
Além dos salários, os parlamentares federais têm direito
a outros recursos destinados ao exercício do mandato, como verba indenizatória,
auxílio-moradia, cota postal e telefônica, passagens aéreas,
combustíveis, gráfica, jornais e revista. Esses benefícios
totalizam cerca de R$ 100 mil mensais para cada gabinete.
No mesmo pacote
Escalado para discutir com os magistrados o projeto de lei que reajusta a remuneração
do Judiciário, o vice-líder do governo no Congresso, deputado
Ricardo Barros (PP-PR), confirmou ao Congresso em Foco que a proposta de equiparação
salarial entre os três poderes está de volta à pauta.
“ Vamos discutir todos esses temas, tudo isso junto. Fui escolhido como
interlocutor para discutir o conjunto”, disse Barros. “A isonomia é constitucional.
Vamos tratar tudo junto em uma comissão que deve ser criada pelo presidente
da Câmara”, acrescentou.
Segundo ele, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que chegou
a defender a equiparação salarial ainda durante sua campanha
pelo comando da Casa, deve criar em breve um grupo de trabalho para tratar
do assunto.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de Chinaglia, mas, até o
fechamento desta edição, não recebeu retorno.
Insatisfação no ar
Nas últimas duas semanas, Ricardo Barros se reuniu com representantes
de entidades que representam membros do Judiciário, como a Associação
dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes
Federais (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça
do Trabalho (Anamatra).
A conversa não foi das mais fáceis. Participantes dessas reuniões
relataram ao Congresso em Foco que o vice-líder governista deixou clara
a insatisfação dos parlamentares com a atuação
dos magistrados. Nos últimos meses, alguns deputados já haviam
reclamado da iniciativa da AMB de divulgar a relação dos candidatos
que respondem a processos na Justiça, a chamada “lista suja”.
Fazendo questão de ressaltar que não falava em nome próprio,
mas externando um sentimento de seus colegas, Ricardo Barros criticou o que
classificou de intromissão do Judiciário em assuntos do Legislativo.
O tom áspero adotado pelo deputado causou constrangimento em alguns
magistrados, já que o encontro pretendia discutir o projeto de reajuste
da categoria.
Um dos alvos de Barros foi a própria decisão do STF de derrubar,
em dezembro de 2006, um ato conjunto das Mesas Diretoras da Câmara e
do Senado, que equiparava os salários dos parlamentares com os dos ministros
do Supremo. Com o reajuste, de 91%, os subsídios de deputados e senadores
passariam de R$ 12.847,20 para R$ 24.500,00.
Na época, porém, a maioria dos ministros do Supremo entendeu
que o aumento só poderia ser concedido com a aprovação
de um decreto legislativo a ser votado no plenário da Câmara e
do Senado. Tempo para isso havia. Mas, diante da forte reação
popular embalada por protestos e abaixo-assinados, os parlamentares acabaram
recuando da idéia.
Apoio para equiparação
Presente a uma das reuniões dos magistrados com o vice-líder
do governo, o presidente da Anamatra, Cláudio Montesso, disse que Barros
pediu apoio do Judiciário para a equiparação salarial.
“ Na reunião, ele colocou como principal item a equiparação
dos juízes e parlamentares. Nós dissemos que, da parte das associações,
não teria nenhum problema, mas isso é uma iniciativa que tem que
ser dos próprios parlamentares”, ressaltou Montesso.
“ Quando o Congresso Nacional teve a iniciativa de fazer o reajuste, o
Supremo disse que não poderia ser feito da maneira como os parlamentares
queriam. Ele se queixou da interferência do Supremo, o que de fato houve,
mas apenas quanto à forma”, lembrou.
Em audiência ocorrida quatro dias depois, Barros cobrou mais explicações
sobre o aumento pretendido pelos magistrados, contou Ivanir Cesar Ireno, diretor
da Coordenadoria de Comissões da Ajufe.
“ Segundo o deputado, está difícil conseguir total consenso
sobre a matéria. Os parlamentares querem um melhor esclarecimento para
entender a pequena diferença que há entre os salários de
um ministro do Supremo e os dos juízes federais”, disse Ivanir,
que representou a entidade na reunião com o vice-líder.
Efeito cascata
Hoje o subsídio de um ministro do STF chega a R$ 24.500. Os integrantes
do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Superior Tribunal Militar
(STM) têm direito a receber 95% desse valor. Já os juízes
federais, 85% e os juízes federais substitutos, 80%. Na prática,
o aumento dos ministros do Supremo desencadeará um efeito cascata em
todo o Judiciário.
O eventual reajuste salarial dos parlamentes também terá reflexo
certo nas assembléias legislativas e nas câmaras municipais. De
acordo com a Constituição, um deputado estadual pode receber
até 75% do salário do federal.
Já o valor da remuneração dos vereadores depende do tamanho
do município e varia de 20% do subsídio do deputado estadual,
em cidades com menos de dez mil habitantes, até 75% dos salários
dos estaduais, em cidades com mais de 500 mil moradores.
Questão de tempo
Mesmo adotando um discurso cauteloso, a maioria dos líderes partidários
ouvidos pelo Congresso em Foco declarou apoio à proposta de equiparação
salarial entre os três poderes, defendida por Ricardo Barros. O assunto,
porém, só deve ser alçado à condição
de prioridade de deputados e senadores após as eleições
municipais, já que historicamente qualquer tentativa de aumento para
parlamentares é alvo de reações da opinião pública.
“É uma coisa antiga que nunca se teve conclusão. Sou favorável à equiparação,
mas sem os penduricalhos. Isso tem que ser discutido, tem que ter uma ordenação
dos gastos dos parlamentares, um estudo, para depois discutir essa questão.
Ainda tem muitas opiniões contrárias e a favor. Mas da forma que
for, tem que ser transparente”, ressaltou o líder do PMDB, Henrique
Eduardo Alves (RN). O deputado já pediu às demais lideranças
e ao presidente da Câmara que o projeto de lei que reajusta os subsídios
dos ministros do STF seja analisado o mais rápido possível.
Mesmo alegando desconhecer qualquer movimentação para aumentar
os salários dos parlamentares, o líder do PTB, Jovair Arantes
(GO), defendeu a retomada da discussão. “Queremos discutir o subsídio
dos três poderes. Não dá para tocar um e deixar os outros
para trás”, avaliou.
Procurado pela reportagem, o líder do PT na Câmara, Maurício
Rands (PE), admitiu que “alguns” parlamentares defendem o aumento
salarial. Mas evitou manifestar opinião sobre o assunto. “Há uma
conversa de alguns a respeito disso. Não tenho nenhuma posição,
ainda tenho que ouvir a posição da bancada”, esquivou-se.
Um dos principais defensores da proposta de elevar ao teto do funcionalismo
público a remuneração dos congressistas, o segundo-secretário
da Câmara, Ciro Nogueira (PP-PI), entende que o debate já vem
tarde. “Sempre defendi a isonomia. Está na Constituição.
Aliás, acho que isso deveria ter sido feito desde a Constituinte, mas
nunca se teve coragem para fazer isso”, declarou o deputado, pré-candidato à sucessão
de Chinaglia.
Aumento em xeque
Já o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), um dos autores da ação
que anulou o ato normativo que estabelecia a equiparação, rebate
o argumento de constitucionalidade defendido por Nogueira. “Nem sempre
o que é legal é legítimo”, disse o deputado, que
se diz favorável a um reajuste dos salários dos parlamentares
baseados nas perdas inflacionárias. Com base nessa tese, um aumento
de cerca de 25% foi aprovado no ano passado para reparar a inflação
dos quatro anos anteriores, período em que não houve reajuste.
Como destacou o Congresso em Foco em editorial (leia mais) publicado em dezembro
de 2006, a Constituição não determina a equiparação
entre os três poderes. Apenas estabelece os vencimentos dos ministros
do STF como teto para o funcionalismo, regra nem sempre respeitada país
afora.
Na época, além de publicar mais de mil comentários relacionados
ao reajuste, o site abriu espaço para um abaixo-assinado online que
pedia a revogação do aumento de 91%, considerado pelos manifestantes
um escárnio por ter sido autoconcedido, no apagar das luzes, por uma
legislatura marcada pelos escândalos do mensalão e dos sanguessugas.
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Agência Diap, 3 de
setembro de 2008
DIREITOS IGUAIS
Fim de discriminação a doméstico tem apoio no Congresso
Deputados da base aliada e da
oposição manifestam apoio à intenção
de o Governo enviar proposta equiparando direitos. Proposição
daria à maior categoria do País, discriminada pela Constituição
de 1988, direitos como hora extra e adicional noturno
Congressistas disseram ontem
apoiar a intenção do governo de acabar com a discriminação
contra os trabalhadores domésticos, a maior categoria profissional
do País.
Deputados tanto da base quanto
da oposição afirmaram que discutirão o assunto o
mais rápido possível assim que uma PEC (proposta de emenda à Constituição)
chegue à Casa.
A idéia do Governo é que
o doméstico tenha direito a jornada de trabalho estabelecida em
lei, hora extra, adicional noturno, salário-família e FGTS
(Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) obrigatório - desde
2000, esse benefício é opcional.
Alguns setores da oposição, no entanto, acusam o governo de começar
a discutir o assunto agora devido às eleições de outubro.
"Essa é mais uma
jogada eleitoral do Governo, mas ninguém vai ficar contra o trabalhador
aqui no Congresso. Pode mandar [a PEC] que votamos com urgência",
disse o vice-líder do DEM na Câmara, José Carlos
Aleluia (BA).
O líder tucano, José Aníbal
(SP), também concorda com a proposta, mas ressalta aumentos dos
encargos profissionais que ela deve causar ao ser aprovada. "Temos
que aprimorar essa questão, e acho que é uma boa hora para
isso. Temos que contemplar essa categoria tão especial, mas também
discutir tudo muito bem quando chegar aqui para não diminuir o
número de contratações", disse.
A líder do PT no Senado,
Ideli Salvatti (SC), faz a mesma ressalva. Segundo ela, a relação
de trabalho dos domésticos é peculiar e precisa ser muito
bem discutida. Já o líder do PT na Câmara, deputado
Maurício Rands (PE), disse que as críticas da oposição
sobre o momento "eleitoreiro" são apenas para "desmerecer
as boas propostas do Governo".
"Estamos em um momento em
que a renda da sociedade está crescendo, por isso é justo
que eles [domésticos] tenham um reconhecimento tão merecido",
disse Rands.
Segundo reportagem da Folha no
domingo, o governo federal prepara uma PEC que permitirá a equiparação
dos direitos de 6,8 milhões de empregados domésticos do
país - segundo o IBGE - com os dos demais trabalhadores.
Além dos 6,8 milhões
de empregados domésticos que trabalham por mês, há 2,3
milhões de horistas, caso das faxineiras ou das diaristas. Somados,
são 9,1 milhões de trabalhadores ou 5% da população
brasileira.
Cinco ministérios
(Trabalho, Previdência Social, Casa Civil, Fazenda e Planejamento)
trabalham juntos na mudança na legislação, que
deve chegar ao Congresso até o fim do ano. Para ser aprovado,
o texto precisará ser aprovado em primeiro e em segundo turnos
na Câmara dos Deputados e depois no Senado Federal. (Fonte: Folha
de S.Paulo)
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O ESTADO DO PARANÁ,
03 de setembro de 2008 | Cidades
MPT acionará a Petrobras por
trabalho escravo no Paraná
Luciana Cristo
Fábio Alexandre
Sem acordo com a Petrobras, o Ministério Público do Trabalho
(MPT) deve entrar com uma ação civil pública nos próximos
dias contra a estatal para exigir o pagamento aos cerca de 50 trabalhadores
encontrados em situação degradante na semana passada. Os trabalhadores
eram utilizados no corte de madeira de propriedade da Petrobras na Comunidade
Santa Fé, em São Mateus do Sul, no sul do Paraná.
Hoje, o Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE) deve terminar o cálculo das verbas trabalhistas
devidas e o MPT deve ajuizar a ação amanhã na Vara
do Trabalho de União da Vitória, com pedido de bloqueio
de bens da empresa, além de pagamento de danos morais individuais
e coletivos.
Uma última reunião
aconteceu ontem com representantes do MPT, do MTE e da Petrobras, mas
a empresa se recusou a assumir a responsabilidade pela situação. “A
Petrobras tinha total conhecimento do que acontecia no local, tanto que
profissionais da empresa percorriam diariamente a área. Pela documentação
que o MPT possui, a Petrobras já era dona da terra desde 2005
e, embora tivesse feito concessão a terceiros para retirada da
madeira, a permissão de corte foi emitida em nome da empresa”,
explicou o procurador do MPT Gláucio Araújo de Oliveira.
Omissão
Para o coordenador da operação
do grupo móvel em São Mateus, Benedito Lima Filho, a ação
surpreendeu. “Não esperávamos encontrar esta situação,
semelhante às verificadas na região Norte do País,
numa área da Petrobras, distante apenas oito quilômetros
da sede administrativa da empresa”, afirmou.
Signatária do Pacto Nacional
pela Erradicação do Trabalho Escravo da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), a Petrobras informou por meio de nota
enviada à imprensa na semana passada que reafirmava seu compromisso
com a erradicação do trabalho infantil, escravo e degradante.
“Uma omissão como
esta da Petrobras é mais grave do que de quem não conhece
e de quem não é signatário do pacto”, complementou
o coordenador da operação.
A Petrobras afirmou ontem, também
por meio de nota, que não pode aceitar as exigências para
assumir a responsabilidade empregatícia dos trabalhadores e pelos
menores encontrados em situação degradante, pois as exigências
poderiam gerar outras demandas futuramente, trabalhistas ou criminais.
“Em relação
aos trabalhadores que foram contratados por terceiros, que ainda não
foram alvo da ação do MP, a Petrobras ofereceu como alternativa
o pagamento de um valor que garantiria a sobrevivência dessas pessoas
por dois meses até que elas se recolocassem no mercado de trabalho.
Em relação aos menores, a Petrobras ofereceu a inclusão
dos mesmos no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil
do Governo Federal”, diz a nota.
A Petrobras informou ainda que
já assumiu a retirada da cobertura vegetal das propriedades que
estavam em mãos dos antigos proprietários para impedir
que a situação se repita.
Porecatu
O juiz da Vara do Trabalho de
Porecatu, Mauro Paroski, determinou o bloqueio das contas bancárias
do Grupo Atalla, proprietário da Usina Central do Paraná,
para pagamento dos empregados relativo aos meses de julho e agosto.
Segundo o Tribunal Regional
do Trabalho (TRT) da 9.ª Região, com a decisão,
os trabalhadores deverão receber os salários referentes
a estes dois meses nos próximos dias. Em agosto, o grupo móvel
esteve na região e resgatou 228 trabalhadores em condições
degradantes.
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CONSULTOR JURÍDICO,
03 de setembro de 2008
Mudanças estatutárias
Confederações contestam
Portaria sobre sindicalização
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) são contra a Portaria
186, do Ministério do Trabalho. O texto normatiza o registro sindical
e as alterações estatutárias dos sindicatos. As duas ajuizaram
Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal
para contestar a regra.
Conforme as entidades, a Portaria
alterou a estrutura jurídica da organização sindical
brasileira infringindo cinco artigos da Constituição Federal.
Segundo elas, entre os princípios feridos estão: organização
sindical, unicidade sindical, sistema confederativo de representação
sindical e por categoria, da legalidade e da separação
dos poderes.
Na ação, a CNI
reclama que, de acordo com a Portaria, deixará de representar
a indústria brasileira no âmbito nacional para representar
apenas as suas filiadas. A portaria do Ministério do Trabalho
admite a existência de mais de uma confederação para
o mesmo segmento.
A CNI alerta para a possibilidade
de pulverização sindical no segundo grau (de federações). “Cresce
quase a números incontáveis considerando que são
constituídas por cinco sindicatos e que estes podem ter por base
apenas um município, sendo que os estados têm centenas de
municípios”, adverte a entidade.
As confederações
defendem na ADI a permanência do modelo de sindicalização
brasileiro definido pela Constituição. “Suas disposições
não podem ser flexibilizadas por outras normas, pois essas só devem
ser elaboradas para traduzir ou explicitar os comandos”, diz o
texto, que tem pedido de liminar para suspender incisos de três
artigos da Portaria 186.
As entidades argumentam que o
ministro do Trabalho extrapolou sua atribuição uma vez
que a Portaria editada tem características de lei. Os autores
argumentam, ainda, que o Ministério criou uma nova lei e por isso
usurpou a competência do Congresso Nacional de legislar. Eles avaliam,
dentro das atribuições dos ministros do Executivo, que
foi extrapolada a competência de expedir instruções
para a execução das leis, decretos e regulamentos, prevista
no artigo 87 da Constituição.
ADI 4.126
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CONSULTOR JURÍDICO,
03 de setembro de 2008
Qualificação assegurada
Nova lei do estágio vai combater
absorção de mão-de-obra
por Geraldo Campelo da Fonseca Filho
O contrato de estágio é um
valioso instrumento à disposição das empresas para
a formação de futuros empregados. Trata-se de uma via de
mão dupla, no sentido de que a empresa ganha com a formação
técnica e imediata contextualização dos estudantes
no ambiente de trabalho, utilizando-o como observatório para seleção
de talentos, enquanto que os alunos (potenciais novos empregados) aproveitam
para adquirir conhecimentos práticos, conhecer as empresas e programar
sua diretriz profissional.
Assim, as premissas fundamentais
de um contrato de estágio são: a formação
acadêmica e a possível oportunidade de emprego, tendo a
primeira uma maior relevância, sendo a segunda uma mera conseqüência.
Acontece, porém, que algumas
empresas, desvirtuando os nobres propósitos do estágio,
passaram a utilizar o estagiário como mão-de-obra direta,
atribuindo-lhe funções e atividades típicas de seus
reais empregados, muitas vezes sem qualquer compatibilidade com sua respectiva
formação acadêmica.
Nesse passo, como não
poderia deixar de ser, houve uma reação por parte dos órgãos
de defesa dos trabalhadores, ocasionando inúmeras autuações
pela Delegacia Regional do Trabalho, celebração de termo
de compromisso e/ou ajuizamento de ações civis pública
por parte do Ministério Público do Trabalho, bem assim,
ajuizamento de reclamações perante a Justiça do
Trabalho, na busca do reconhecimento do vínculo empregatício.
Diante desse cenário e
visando atualizar a legislação que disciplina o tema, o
Congresso Nacional aprovou o projeto de lei 473/03, estando pendente
apenas da sanção presidencial, regulamentando o contrato
de estágio de estudante, alterando o artigo 428, da CLT e buscando “moralizar
o estágio e valorizá-lo enquanto prática educativa,
ao mesmo tempo em que estabelece mecanismos para coibir a sua utilização
como forma de absorção precoce de mão-de-obra, o
que lamentavelmente corresponde à realidade em curso no país
hoje”. (exposição de motivo do projeto de lei)
Transcrevemos abaixo
as novas diretrizes do contrato de estágio.
1 – Da obrigatoriedade
do estágio:
(i) O estágio é obrigatório,
quando definido como tal no projeto do curso, cuja carga horária é requisito
para aprovação e obtenção do diploma
(i) Estágio não
obrigatório é aquele desenvolvido como atividade opcional,
acrescida à carga horária regular e obrigatória.
2 – Dos requisitos indispensáveis,
sob pena de caracterizar vínculo empregatício:
(i) Matrícula e freqüência
regular do educando em curso de educação superior, de educação
profissional, de ensino médio, da educação especial
e nos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da
educação de jovens e adultos e, atestados pela instituição
de ensino;
(i) Celebração
de termo de compromisso entre o educando, a parte concedente do estágio
e a instituição de ensino;
(i) Compatibilidade entre as
atividades desenvolvidas no estágio e aquelas previstas no termo
de compromisso;
(i) Apresentação à instituição
de ensino de relatório das atividades do estágio, no prazo
não superior a seis meses.
3 – Carga horária:
(i) Regra geral – no máximo
de 06 (seis) horas diárias, respeitado o limite de 30 (trinta)
horas semanais.
(i) Quando se tratar de educação
especial: no máximo de 04 (quatro) horas diárias, observando
o limite de 20 (vinte) horas semanais.
(i) Nos cursos que alternarem
teoria e prática, nos períodos em que não estarem
programadas aulas presenciais, poderá o estágio ter jornada
de até 40 (quarenta) horas semanais, desde que previsto no projeto
pedagógico do curso e da instituição do curso.
4 – Dos direitos do estagiário.
(i) Receber bolsa de estudo (exigência,
apenas para os estágios não-obrigatórios);
(i) Auxílio–transporte
(exigência, apenas para os estágios não obrigatórios);
(i) Recesso de 30 (trinta) dias,
preferencialmente durante as férias escolares, sempre que o estágio
tenha duração igual ou superior a um ano, com o pagamento
da bolsa, nos demais casos as partes podem fixar períodos de férias
específicos.
5 – Duração
do contrato de estágio.
Máximo de dois anos, para
cada vínculo com a entidade concedente, salvo quando se tratar
de estagiário com deficiência.
6 – Da proporcionalidade
entre o número de empregado e de estagiário.
(i) 1 (um) estagiário – para
as empresas com 01 (um) a 5 (cinco) empregados;
(i) até 2 (dois) estagiários – para
as empresas com 6 (seis) a 10 (de) empregados;
(i) até 5 (cinco) estagiários – para
as empresas com 11 (onze) a 25 (vinte e cinco) empregados; e,
(i) até 20% (vinte por
cento) do total de empregados, quando a empresa possuir mais de 25 (vinte
e cinco) trabalhadores.
O número de empregados é considerado
o do estabelecimento em que será prestado o estágio e não
o total da empresa.
Todavia, não se aplica
a regra acima para os estágios de nível superior e de nível
médio profissional.
Aos estagiários com deficiências
será assegurado o percentual de 10% das vagas oferecidas.
Por fim, as empresas deverão
se adequar ao texto imediatamente, pois a lei, quando sancionada, entrará em
vigor a partir de sua publicação. E o que prevê o
projeto de lei: adequar os contratos de estágios existentes às
novas regras, a fim de evitar discussões acerca das suas validades
e da existência de vínculo empregatício.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
03/09/2008
TST nega devolução de valores
que a União pagou a mais a trabalhadora
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho deu provimento a recurso de uma funcionária
da Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP)
para determinar a restauração da sentença de primeiro
grau que extinguiu ação de cobrança de diferenças
que teriam sido pagas a mais em um processo trabalhista. Contratada
pelo regime da CLT, ela recebeu, há 13 anos, diferenças
salariais referentes a planos econômicos (Bresser e outros),
após o reconhecimento do direito em ação transitada
em julgado na Justiça do Trabalho. Tempos depois, a FCAP, na
condição de autarquia federal, em conjunto com a União,
entrou com ação de cobrança na Justiça
Federal, visando ao ressarcimento de cerca de R$ 31 mil que, segundo
alegou, teriam sido pagos indevidamente. O juiz declinou da competência,
por se tratar de conflito trabalhista, e remeteu o processo à Justiça
do Trabalho da 8ª Região (PA/AP).
A sentença do juiz da 3ª Vara do Trabalho de Belém (PA)
determinou a extinção do processo da FCAP, por entender que a
ação deveria ser processada separadamente, e determinou seu arquivamento.
A faculdade entrou com recurso e obteve a reforma da sentença de primeiro
grau, em decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região
(PA/AP), que também determinou o prosseguimento do processo da União.
A funcionária apelou ao TST, mediante recurso de revista. Sustentou
que o Regional, ao deferir o pedido da União, desconsiderou a existência
do recebimento de boa-fé de valores reconhecidos por decisão
transitada em julgado (quando não há mais possibilidade de recurso).
Acrescentou que tais valores, de natureza alimentar e salarial, se integraram
ao seu patrimônio jurídico, e sua pretensa devolução
seria materialmente impossível, injusta e inconstitucional.
O relator do processo, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, manifestou-se
pelo provimento do recurso da funcionária. Entre os fundamentos do voto,
ele destacou que, ao receber os valores deferidos em 1995, a trabalhadora agiu
com nítida boa-fé, “já que amparada por título
judicial executivo derivado de decisão transitada em julgado”.
Como reforço a essa tese, o ministro evocou o princípio protecionista, “que
objetiva a correção de desigualdades existentes entre trabalhador
e empregador, e que incide no caso em análise, principalmente tendo
em vista que se discutem verbas de caráter alimentar, que se integram
ao patrimônio do trabalhador”. ( RR 1855/1991-003-08-40.4 )
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03/09/2008
SDI-1 rejeita estabilidade de delegado sindical
A figura do delegado sindical
difere essencialmente da do dirigente e do representante sindicais, aos
quais a CLT garante estabilidade provisória, sobretudo por não
se tratar de cargo eletivo, e sim ocupado por mera designação
da diretoria do sindicato. Com base neste entendimento, firmado em diversas
decisões anteriores, a Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho, em julgamento de
agravo, confirmou decisão que rejeitou embargos de um ex-funcionário
do Banco do Estado do Maranhão e manteve sua demissão.
Por meio de despacho, o ministro
Milton de Moura França, vice-presidente do TST, havia rejeitado
os embargos ao fundamento de que a jurisprudência da SDI-1 caminha
no sentido de não conferir estabilidade ao delegado sindical.
No despacho, o ministro citou precedente do Supremo Tribunal Federal
e da própria SDI-1 no sentido de que o delegado sindical não
tem direito à estabilidade prevista no artigo 8º, inciso
VIII, da Constituição Federal e no artigo 543, parágrafo
3º, da CLT, uma vez que não ocupa cargos executivos nos sindicatos
e que tais dispositivos “não comportam interpretação
extensiva para abrangê-lo”. Destacou ainda que o fato de
o regulamento interno do banco, ao dispor que o delegado só poderia
ser dispensado por justa causa, assegura direito à indenização,
mas não à estabilidade. “Acrescente-se, finalmente,
que o regulamento de pessoal do banco não prevê a instauração
de inquérito administrativo para a dispensa imotivada”,
concluiu.
Contra o despacho, o bancário
interpôs agravo à SDI-1 sustentando que o inciso III do
artigo 8º da Constituição veda a dispensa dos representantes
sindicais “de uma forma geral”, e não apenas dos empregados
eleitos para cargo de direção. A relatora, ministra Maria
de Assis Calsing, porém, ressaltou que a CLT (artigo 543, parágrafo
3º) impede a dispensa imotivada do empregado sindicalizado ou associado “a
partir do momento da candidatura a cargo de direção ou
representação de entidade ou de associação
profissional”. O parágrafo 4º do mesmo artigo, por
sua vez, considera cargo de direção ou de representação “aquele
cujo exercício ou indicação decorre de eleição
prevista em lei”. Na mesma CLT, o artigo 523 prevê a figura
do delegado sindical e estabelece que estes “serão designados
pela diretoria dentre os associados radicados no território da
correspondente delegacia”. Para a relatora, tais dispositivos deixam
claro que a estabilidade provisória não atinge o delegado
sindical. Por unanimidade, a SDI-1 negou provimento ao agravo. ( A-E-RR
565397/1999.8)
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FETRACONSPAR,
03 de setembro de 2008
Jornal do STICM Arapongas/PR
Está circulando o jornal “FORÇA OPERÁRIA”,
informativo do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Arapongas - Paraná, presidido pelo companheiro Manoel
Francisco da Silva.
O Informativo deste mês
traz diversas informações de interesse da categoria,
a Campanha Salarial 2008/2009 e a III Copa Trabalhadores Moveleiros
e Construção Civi Futebol Suiço.
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Manoel Francisco da Silva
Presidente do STICM Arapongas
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A FETRACONSPAR e o DEPACOM
parabenizam o companheiro Manoel Francisco da Silva e sua diretoria
pelo importante trabalho desenvolvido junto aos trabalhadores
da Construção Civil, Madeira e Mobiliário
de Arapongas.
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DEPACOM, 2 de setembro
de 2008
Sorocaba/SP
Diretoria do STI da
Construção e do Mobiliário
de Sorocaba toma posse dia 06
Toma posse no próximo dia 06/09, para o mandato 2008/2013,
a nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário de Sorocaba – SP.
A
solenidade acontecerá no Clube
de Campo do Sindicato dos Servidores Municipais local, a partir das
10:40 horas.
Confira
a composição da
diretoria
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