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Agência Diap, 4 de
setembro de 2008
NEGOCIAÇÕES SALARIAIS
Dieese divulga balanço dos
reajustes salariais no 1º semestre
Hoje (4), a partir das 9h, o
Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos)
divulga para os meios de comunicação e para o movimento
sindical, série Estudos e Pesquisas, Balanço das negociações
dos reajustes salariais no primeiro semestre de 2008, cuja publicação é de
número 42.
A divulgação contará com a participação
da coordenação do Dieese e de dirigentes das centrais sindicais
e de entidades filiadas ao Departamento.
A atividade vai ser realizada no auditório da Contraf, na Rua Líbero
Badaró, 158, 1º andar, Centro, São Paulo.
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Agência Diap, 4 de
setembro de 2008
REGISTRO SINDICAL
Marquezelli apresenta projeto que
susta Portaria 186
O deputado Nelson Marquezelli
(PTB/SP) apresentou, nesta terça-feira (2), à Câmara
projeto de decreto legislativo (PDC) 857/08, que susta a Portaria 186
do Ministério do Trabalho e Emprego, aprovado por despacho do
Ministro do Trabalho e Emprego, de 10 de abril de 2008, publicada no
Diário Oficial da União de 14 de abril de 2008.
O deputado entende que o MTE
exorbitou suas competências. Marquezelli lembra que “doze
confederações, quer seja de empregos, quer seja de trabalhadores,
ingressaram no Supremo Tribunal Federal com Ações Diretas
de Inconstitucionalidades – Adins 4120 e 4128, pedindo a suspensão
imediata da eficácia da Portaria 186.”
O projeto será examinado
pelas comissões de Trabalho; e de Constituição e
Justiça, antes de ser votado em plenário.
Clique aqui e
acesse o projeto, que também está ali na seção Íntegras.
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Agência Diap, 4 de
setembro de 2008
Os riscos da contribuição
negocial
Por: Altamiro Borges*
Em plena campanha eleitoral,
quando o sindicalismo deveria estar unido para viabilizar a vitória
de candidatos progressistas nas capitais e principais cidades do país,
um projeto do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tende a causar
enorme cizânia neste campo.
Ele trata do sistema de custeio
do sindicalismo, propondo a extinção das atuais contribuições
compulsórias pagas pelos trabalhadores – sindical, assistencial
e a confederativa –, que seriam substituídas pela chamada
contribuição negocial, no valor de 1% do salário
bruto no ano. Esta dependeria das negociações coletivas
firmadas com o patronato e precisaria ser aprovada em assembléia
pelas categorias.
Como sintetizou o jornalista
João Franzin, consultor da Agência Sindical, a proposta “está longe
de gerar consenso. A totalidade da CUT apóia o projeto. Nas outras
centrais não é bem assim. Na Força Sindical, exceto
no comando metalúrgico, enfrenta resistências na própria
cúpula. A CTB é contra e a NCST informou o ministério
seu desacordo, devendo mobilizar as confederações de trabalhadores
neste sentido. Já o Diap, instituto que tem justamente o papel
de assessorar o sindicalismo no Congresso Nacional, publicou parecer
em que, na prática, desaprova o projeto. E a Conlutas. Bem, ela é contra
o imposto sindical e contra a contribuição negocial”.
Projeto
de lei fere a Constituição
De fato, a proposta da contribuição negocial é bastante
polêmica e coloca em risco a sustentação financeira das
entidades sindicais. Como alerta o parecer técnico do Departamento Intersindical
de Assessoria Parlamentar (Diap), assinado pelo advogado Hélio Gherardi,
a minuta do projeto possui várias armadilhas. “Não só desfigura
a condição legal de tributo da contribuição sindical,
como possibilita o excessivo número de ações de Ministério
Público do Trabalho para que esta referida contribuição
não seja recolhida de toda a categoria, mas tão somente dos associados”.
Para Gherardi, a proposta fere
a Constituição. “Se o projeto de lei objetiva, exatamente,
retirar a compulsoriedade e a tipificação da contribuição
sindical como tributo, além de inconstitucional, ele fere a própria
segurança jurídica da aplicabilidade e do seu recolhimento
que, aprovado em assembléia e ficando adstrito à vontade
individual, evidentemente deixa de existir”. Desta forma, o desconto
estaria incluído no ordenamento jurídico, mas, de fato,
não seria aplicável. O parecer do Diap só confirmou
os temores do sindicalismo e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores
(NCST) já ingressou com Ação Direta de Inconstitucionalidade
(Adin) contra o anteprojeto de lei.
A posição
da CUT e da Conlutas
Apenas a CUT, que sempre advogou teses liberais no sindicalismo, defende a
proposta. Segundo Vagner Freitas, integrante da executiva desta central, “o
projeto vai criar uma realidade em que o trabalhador dirá se quer ou
não o desconto. E, se quiser, ele pagará bem menos do que paga
hoje, quando nem sequer é consultado a respeito”. Sem levar em
conta a forte pressão do patronato no mundo “encantado” do
capitalismo e retomando seu velho discurso, os caciques cutistas afirmam que
a atual contribuição sindical só serve “para alimentar
velhos pelegos”. Esta postura idílica e sectária, porém,
gera resistências no interior da própria entidade, conforme indicam
seus últimos congressos em que a maioria dos delegados apoiou a manutenção
da atual contribuição.
Já a Coordenação
Nacional de Lutas (Conlutas), comandada pelo PSTU, vai além da
CUT, alvo da sua raivosa oposição. Em nota oficial, ela
pregou “a extinção imediata do imposto sindical”,
rechaçou a própria contribuição negocial
e ainda espinafrou o reconhecimento das centrais. “Isto é vergonhoso. É resultado
da política de parceria destas entidades com o governo para garantir
a retirada de direitos. Todas elas estão a serviço dos
interesses do capital, traindo os interesses dos trabalhadores”,
esbravejou a Conlutas, que recentemente sofreu nova fratura com a desfiliação
dos sindicalistas do Movimento Esquerda Socialista (MES), da deputada
Luciana Genro.
Água
no moinho dos patrões
Bem diferente destas posições principistas, as demais centrais
condenam a extinção abrupta da contribuição sindical
e questionam a eficácia da contribuição negocial. A CTB,
que conquistou a legalidade em tempo recorde, avalia que ela “carece
de segurança jurídica e pode comprometer, e em alguns casos até inviabilizar,
o financiamento do sindicalismo, enfraquecendo a luta contra a exploração
capitalista”. Em nota oficial, ela conclama os sindicatos “a centrarem
suas fileiras em defesa da contribuição sindical, assim como
da unicidade. A mudança pretendida pelo Ministério do Trabalho,
respaldada por correntes divisionistas, joga água no moinho dos patrões”.
No mesmo rumo, Ricardo Patah,
presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), ironizou a
pressa da CUT em fechar um acordo com o governo. Lembrou que uma comissão
foi criada pelo Ministério do Trabalho para apresentar a nova
proposta de custeio do sindicalismo, mas que não houve acordo
sobre o melhor mecanismo, o que indicaria que o tema é complexo
e exige maior amadurecimento. “Ela foi muito afoita para defender
a proposta do governo. Se a CUT quer tanta pressa no fim do imposto,
porque ela não abre mão do dinheiro que vai receber neste
ano”.
Com base nos critérios
de representatividade que garantiram o reconhecimento de seis centrais,
a CUT levará a maior fatia da contribuição sindical:
R$ 19,8 milhões; a Força ficará com R$ 15,1 milhões;
a UGT com R$ 8,8 milhões; a NCST com R$ 6,6 milhões; a
CTB com R$ 2,9 milhões; e a CGTB com 2,4 milhões. Esta
distribuição dos recursos foi estabelecida pela lei nº 11.648,
que regulamentou pela primeira vez na história a legalização
das centrais. Até então, elas não tinham respaldo
para suas atividades. A extinção abrupta da contribuição
sindical, além de levar à falência milhares de sindicatos,
colocará em risco a própria conquista recente das centrais.
(*) Jornalista, editor da revista
Debate Sindical e autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora
Anita Garibaldi, 2ª edição)
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CONTEE, 4 de setembro de
2008
Entrevista com Sérgio Amadeu:
o sindicalismo no ciberespaço
“Uma entidade que não
busca se conectar no ciberespaço com seus associados está completamente
fora de sintonia com o cenário comunicacional em que vivemos”.
Essa é a opinião do professor da pós-graduação
da Faculdade Cásper Líbero, Sérgio Amadeu da Silveira – sociólogo,
Doutor em Ciência Política pela Universidade de São
Paulo e autor de publicações como: “Exclusão
Digital: a miséria na era da informação”.
Em entrevista ao Portal
da Contee, ele fala sobre a criminalização dos movimentos
sociais pela grande imprensa, o papel da comunicação
digital e sua importância no movimento sindical e a falta de
democracia advinda da proibição do uso de instrumentos
da internet nas campanhas eleitorais de 2008.
Apesar dos graves problemas de inclusão digital existentes
no Brasil, a Internet pode ser considerada o meio de comunicação
mais democrático da atualidade?
Sergio Amadeu: A penetração da Internet já supera a tiragem
dos jornais diários no Brasil. Os tele-centros, as “lan-houses” e
os programas de financiamento de computadores aliados a políticas municipais
de abertura de sinais wireless (sem fio) gratuitos, certamente estão
permitindo que a Internet avance em direção à maioria
da população excluída. Do ponto de vista democrático,
ela reduziu os custos de alguém se tornar um “falante” no
espaço público. Além disso, a possibilidade de criar sites,
blogs e comunidades de interesse garante uma maior diversidade de opiniões
inexistente no mundo dominado pelos “mass media” (mídia
de massa).
Qual a verdadeira penetração dos veículos
de comunicação digitais alternativos na formação
da opinião pública? Isso tende a aumentar?
Sergio Amadeu: No ciberespaço, expressão "veículo
alternativo" tem menos sentido que no mundo analógico. Se você observar
a soma da audiência de alguns blogs individuais, verá que ela
já ultrapassa a visita em sites de grandes jornais tradicionais. Por
isso, os grandes portais agregam os blogs ao lado de veículos tradicionais.
O que está acontecendo é a mutação do conceito
de notícia. Atualmente, a produção da notícia foi
democratizada. Eu me informo sobre a campanha do Barack Obama diretamente no
Twitter (rede social) dele. Se quero acompanhar o que esta acontecendo no mundo
da tecnologia da informação, tenho que assinar um RSS (tecnologia
que avisa o usuário sobre atualizações em uma página
da internet) no Slashdot (site de notícias interativo). Quem é alternativo
em cobertura da chamada TI (Tecnologia da Informação), o Slashdot
ou a CNN? Os intermediários estão perdendo espaço no mundo
das redes.
A internet tornou-se o principal instrumento de exercício
do contraditório?
Sergio Amadeu: Não tenho a menor dúvida. O que a imprensa tradicional
tenta esconder a rede permite disseminar. A credibilidade da rede vem da reputação
dos sites e blogs e pessoas. A economia das reputações na rede é muito
mais eficiente e severa.
Os movimentos sociais e sindicais acusam a grande imprensa
de criminalizar suas ações políticas. Você concorda
com isso? A falta de uma boa estratégia de comunicação
nas entidades pode contribuir com isso?
Sergio Amadeu: A criminalização da questão social é antiga
no Brasil. Nos princípios do século 20, o então presidente
Washington Luis já dizia "questão social é caso de
Polícia". Revistas como a Veja são boletins de agremiações
com interesses materiais concretos. Agem violentamente contra tudo que pode
atrapalhar a reprodução do capital de seus arranjos econômicos,
principalmente contra os movimentos sociais. Eu nunca vi a Veja atacar a operadora
de telefonia no Brasil e o modelo de privatização do PSDB, em
que o consumidor de banda larga paga por um mega de conexão e só recebe
10% do contratado. (Para eles), isso não é crime. Acredito que
a estratégia seja usar claramente os espaços democráticos
do ciberespaço e organizar clusters, conjuntos de blogs e redes de informação
que perpasse também pelas redes sociais. Não acredito em convencer
o editor da Veja. Ele não pode ser convencido ele é a voz dos
grupos que a revista defende.
Você considera importante uma entidade sindical ter uma
página na Internet? Por quê?
Sergio Amadeu: Uma entidade que não busca se conectar no ciberespaço
com seus associados está completamente fora de sintonia com o cenário
comunicacional em que vivemos. Recentemente, a alta corte do Reino Unido, a
Câmara dos Lordes, abriu um canal de TV permanente no Youtube (www.youtube.com/ukparliament).
Imagine que ainda tem dirigente sindical com medo de abrir um blog e ter que
responder as críticas da base. Pode esquecer. A comunicação
caminha para uma fase participativa. É óbvio que a participação
será assimétrica, que uns participam mais do que outros, mas
todos caminham para superar a passividade comunicativa. A rede viabiliza isto.
Especialmente em função das eleições deste ano
temos acompanhado diversas tentativas de "censura" ou "regulamentação" (dependendo
do interlocutor) em relação ao conteúdo publicado na Internet.
Quais os riscos e conseqüências destas intervenções?
De quem deve ser o papel de supervisionar abusos e ilegalidades na rede?
Sergio Amadeu: Os abusos na rede são repelidos pela própria rede.
Precisamos construir uma cidadania no cenário digital e ela pode requerer
uma série de regulamentos que se tornem leis nacionais. Mas a rede é transnacional
e descentralizada. Ela requer mais governança que governo, mais participação
da sociedade civil do que ação burocrática. No caso das
eleições, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) errou ao querer
impedir o uso das redes sociais, do Orkut, do Youtube, Twitter, Facebook, listas
de discussão etc., na campanha eleitoral. Tal proibição
beneficia o poder econômico, pois retira todas as vantagens equalizadoras
da rede. Além de ser de difícil aplicação, serve,
portanto, aos usos arbitrários e acaba protegendo os candidatos que
temem a interatividade mais do que tudo. As redes digitais exigem interação,
elas têm horror ao palanque e à proteção do demagogo.
Fonte: http://www.contee.org.br/
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BEM PARANÁ, 04 de
setembro de 2008 | Política
Promoção
Parlamentares querem salário
de R$ 25,7 mil
Aprovação em Brasília
geraria efeito cascata nas Assembléias e Câmaras municipais
de todo país
O deputado Ricardo Barros (PP): “A isonomia é constitucional”Uma
manobra arquitetada pelos deputados federais, para aumentar os próprios
salários em 56%, deve desencadear uma onda de reajustes nas Assembléias
e Câmaras municipais. Em Brasília, a idéia é aproveitar
as discussões em torno do projeto de lei 7297/2006, que reajusta a remuneração
dos ministros do Supremo, dos atuais R$ 24,5 mil para R$ 25.725,00, para retirar
da gaveta a proposta que equipara os salários nos três Poderes.
Se aprovada, a proposta certamente
irá gerar o chamado efeito cascata, uma vez que a Constituição
prevê que um deputado estadual pode receber até 75% do salário
do federal. Já o valor da remuneração dos vereadores
depende do tamanho do município e varia de 20% do subsídio
do deputado estadual, em cidades com menos de dez mil habitantes, até 75%
dos salários dos estaduais, em cidades com mais de 500 mil moradores.
No caso do Paraná, os
deputados estaduais, que hoje recebem cerca de R$ 12,5 mil, poderiam
alterar seus vencimentos para mais de R$ 19,2 mil, ou seja, reajuste
de 62%. A medida implicaria aos cofres da Assembléia em um gasto
adicional de R$ 361 mil/mês, ou R$ 4,3 milhões anuais.
Os vereadores de Curitiba, que
no mês passado aprovaram a alteração de seus salários
de R$ 7,1 mil para R$ 9,2 mil, poderiam aprovar nova alteração,
chegando a receber até R$ 14,4 mil, ou seja, reajuste de 63,5%.
Nesta hipótese, a Câmara
arcaria com um gasto mensal extra de R$ 197 mil e anual de R$ 2,3 milhões.
Brasília — Atualmente,
deputados federais e senadores recebem cerca de R$ 16,5 mil por mês
de subsídio. Para alcançar o teto do funcionalismo público,
cada um deles passaria a ganhar mais R$ 9,2 mil mensais. O impacto do
aumento, nas duas Casas, seria de R$ 5.479.650 por mês.
Considerando-se que os 594 congressistas
têm direito anualmente a 15 salários, o reajuste custaria
diretamente aos cofres públicos R$ 82.194.750,00 por ano.
Além dos salários, os parlamentares federais têm direito
a outros recursos destinados ao exercício do mandato, como verba indenizatória,
auxílio-moradia, cota postal e telefônica, passagens aéreas,
combustíveis, gráfica, jornais e revista. Esses benefícios
totalizam cerca de R$ 100 mil mensais para cada gabinete.
Confirmação — Escalado
para discutir com os magistrados o projeto de lei que reajusta a remuneração
do Judiciário, o vice-líder do governo na Câmara,
o deputado paranaense Ricardo Barros (PP), confirmou que a proposta de
equiparação salarial entre os três poderes está de
volta à pauta. “Vamos discutir todos esses temas, tudo isso
junto. Fui escolhido como interlocutor para discutir o conjunto. A isonomia é constitucional.
Vamos tratar tudo junto em uma comissão que deve ser criada pelo
presidente da Câmara”. Segundo Barros, o presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT/SP), que chegou a defender a equiparação
salarial ainda durante sua campanha pelo comando da Casa, deve criar
em breve um grupo de trabalho para tratar do assunto.
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Agência Diap, 4 de
setembro de 2008
CABEÇAS DO CONGRESSO
DIAP divulga lista dos deputados
e senadores mais influentes
O DIAP concluiu a publicação
Os “Cabeças” do Congresso Nacional, com a lista dos
100 deputados e senadores mais influentes na condução do
processo decisório brasileiro.
A edição de 2008 é a 15ª na série histórica
que mapeia as principais lideranças do Parlamento Federal e indica os
nomes que estão em ascensão nas duas Casas do Congresso.
Entre os 100 “Cabeças” do Congresso há 71 deputados
e 29 senadores. Os dois partidos com maior número de parlamentares na
elite são o PT, com 27 nomes, e o PMDB, com 17. Na terceira posição
em número de parlamentares está o PSDB, com 14 nomes. A relação
completa com a representação dos partidos na elite do Parlamento
poderá ser consultada na publicação.
A presença feminina entre os “Cabeças” do Congresso,
em termos proporcionais, é inferior à participação
da mulher no Legislativo Federal. Enquanto as mulheres representam 9,42% do
Congresso (56, sendo 45 deputadas e 11 senadoras), na elite do Congresso (Câmara
e Senado) elas correspondem a apenas 0,8% (2 deputadas e 3 senadoras).
São as deputadas Luiza Erundina (PSB/SP) e Rita Camata (PMDB/ES) e as
senadoras Ideli Salvatti (PT/SC), Patrícia Saboya (PSB/CE) e Roseana
Sarney (PMDB/MA).
Elite
Dos 100 parlamentares da primeira edição da série os “Cabeças” do
Congresso, apenas seis – sendo quatro senadores e dois deputados – se
mantiveram na lista em todos os 15 anos da publicação, demonstrando
grande prestígio, influência e capacidade de articulação.
Destes, apenas o senador Paulo Paim fez parte da lista como deputado e como
senador.
São parlamentares que, além de excelente trânsito entre
seus pares, carregam habilidades que os credenciaram a exercer influência
por 15 anos consecutivos no Congresso.
“Cabeças” desde
a primeira edição
DEPUTADOS SENADORES
Inocêncio de Oliveira – PR/PE Eduardo
Suplicy – PT/SP
Luiz Carlos Hauly – PSDB/PR José Sarney – PMDB/AP
-
Paulo Paim – PT/RS*
-
Pedro Simon – PMDB/RS
Da ascensão à elite
Seis parlamentares que faziam parte do grupo em ascensão dos “Cabeças” do
Congresso Nacional em 2007 passaram nesta 15ª edição para
o seleto grupo de parlamentares mais influentes do Parlamento brasileiro.
São quatro deputados e dois senadores. Por partido, o PT foi quem mais
se beneficiou com a ascensão de parlamentares para o seleto grupo de “Cabeça” do
Congresso Nacional. São eles: Dr. Rosinha (PR), que já compôs
a lista dos “Cabeças” nos anos de 2001 a 2004; o deputado
Pedro Eugênio (PE), que chega pela 1º vez entre os “Cabeças”;
e o também debutante Vignatti (SC).
Em seguida, estão o PSDB, o PMDB e o PSol com um parlamentar cada. Passaram
a compor a elite do Congresso Nacional os deputados Paulo Abi-Ackel (PSDB/MG)
e os senadores Geraldo Mesquita Júnior (PMDB/AC) e José Nery
(PSol/PA).
Deputados Senadores
Paulo Abi-Ackel – (PSDB/MG) Geraldo
Mesquita Júnior (PMDB/AC)
Dr. Rosinha (PT/PR) José Nery
(PSol/PA)
Pedro Eugênio (PT/PE) -
Vignatti (PT/SC) -
Novos “Cabeças” em 2008
Nesta 15ª edição dos “Cabeças” do Congresso
Nacional, 12 parlamentares entraram para o seleto grupo dos mais influentes
do Parlamento brasileiro, sendo que três deles retornaram em 2008 à elite
do Congresso: o deputado Dr. Rosinha (PT/PR) e os senadores Delcídio
Amaral (PT/MS) e Heráclito Fortes (DEM/PI). Por Casa do Congresso, a
2ª Sessão Legislativa da 53ª Legislatura apresenta seis deputados
e seis senadores como operadores-chave do processo legislativo.
O partido que apresentou a melhor performance foi o PT, com três deputados
e um senador. Em seguida, empatados, estão o PSDB, com dois deputados,
e o PMDB, com dois senadores. O PDT aparece com um deputado e um senador. O
DEM e o PSol, conquistaram, respectivamente, uma vaga de senador cada no restrito
grupo de parlamentares mais influentes do Congresso Nacional.
Todas as cinco regiões do País: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste
e Centro-Oeste tiveram parlamentares de 1º mandato entre os deputados
e senadores mais influentes do Congresso Nacional em 2008.
Cabeças do Congresso 2008 – Por
Estado
Acre
Senadores
Tião Vianna (PT)
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB)
Alagoas
Senador
Renan Calheiros (PMDB)
Amapá
Senador
José Sarney (PMDB)
Amazonas
Senador
Arthur Virgílio (PSDB)
Bahia
Deputados
ACM Neto (DEM)
José Carlos Aleluia (DEM)
Juthay Júnior (PSDB)
Sérgio Barradas Carneiro (PT)
Walter Pinheiro (PT)
Ceará
Deputado
Ciro Gomes (PSB)
Senadores
Inácio Arruda (PCdoB)
Patrícia Saboya (PSB)
Tasso Jereissati (PSDB)
Distrito Federal
Deputados
Augusto Carvalho (PPS)
Magela (PT)
Rodrigo Rollemberg (PSB)
Senador
Cristovam Buarque (PDT)
Espírito Santo
Deputada
Rita Camata (PMDB)
Senador
Renato Casagrande (PSB)
Goiás
Deputados
Jovair Arantes (PTB)
Sandro Mabel (PR)
Ronaldo Caiado (DEM)
Senador
Demóstenes Torres (DEM)
Maranhão
Deputado
Flávio Dino (PCdoB)
Senadora
Roseana Sarney (PMDB)
Mato Grosso do Sul
Senador
Delcídio Amaral (PT)
Minas Gerais
Deputados
Gilmar Machado (PT)
Paulo Abi-Ackel (PSDB)
Nárcio Rodrigues (PSDB)
Rafael Guerra (PSDB)
Virgílio Guimarães (PT)
Pará
Deputado
Jader Barbalho (PMDB)
Senador
José Nery (PSol)
Paraná
Deputados
Abelardo Lupion (DEM)
Dr. Rosinha (PT)
Gustavo Fruet (PSDB)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)
Ricardo Barros (PP)
Senador
Osmar Dias (PDT)
Pernambuco
Deputados
Armando Monteiro (PTB)
Fernando Ferro (PT)
Inocêncio Oliveira (PR)
Maurício Rands (PT)
Pedro Eugênio (PT)
Renildo Calheiros (PCdoB)
Roberto Magalhães (DEM)
Senadores
Jarbas Vasconcellos (PMDB)
Marco Maciel (DEM)
Sérgio Guerra (PSDB)
Piauí
Senador
Heráclito Fortes (DEM)
Rio de Janeiro
Deputados
Chico Alencar (PSol)
Eduardo Cunha (PMDB)
Fernando Gabeira (PV)
Jorge Bittar (PT)
Miro Teixeira (PDT)
Rodrigo Maia (DEM)
Senador
Francisco Dornelles (PP)
Rio Grande do Norte
Deputado
Henrique Eduardo Alves (PMDB)
Senadores
Garibaldi Alves (PMDB)
José Agripino Maia (DEM)
Rio Grande do Sul
Deputados
Beto Albuquerque (PSB)
Eliseu Padilha (PMDB)
Henrique Fontana (PT)
Ibsen Pinheiro (PMDB)
Marco Maia (PT)
Mendes Ribeiro Filho (PMDB)
Onyx Lorenzoni (DEM)
Vieira da Cunha (PDT)
Tarcísio Zirmmermann (PT)
Senadores
Paulo Paim (PT)
Pedro Simon (PMDB)
Rondônia
Senador
Valdir Raupp (PMDB)
Roraima
Deputado
Luciano Castro (PR)
Senador
Romero Jucá (PMDB)
Santa Catarina
Deputados
Carlito Merss (PT)
Fernando Coruja (PPS)
Paulo Bornhausen (DEM)
Vignatti (PT)
Senadora
Ideli Salvatti (PT)
São Paulo
Deputados
Aldo Rebelo (PCdoB)
Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB)
Antônio Carlos Pannunzio (PSDB)
Antônio Palocci (PT)
Arlindo Chinaglia (PT)
Arnaldo Faria de Sá (PTB)
Arnaldo Madeira (PSDB)
Cândido Vaccarezza (PT)
José Aníbal (PSDB)
José Eduardo Cardozo (PT)
Luiza Erundina (PSB)
Márcio França (PSB)
Michel Temer (PMDB)
Paulo Pereira da Silva (PDT)
Paulo Renato Souza (PSDB)
Regis de Oliveira (PSC)
Ricardo Berzoini (PT)
Vicentinho (PT)
Senadores
Aloizio Mercadante (PT)
Eduardo Suplicy (PT)
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Gazeta do Povo, 4 de setembro de 2008
Petróleo
Brasil recebe convite para integrar
Opep
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que o embaixador
do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, lhe apresentou um convite, há 15
dias, para que o Brasil ingresse na Organização dos Países
Exportadores de Petróleo (Opep). Lobão explicou que o Irã,
na condição de sócio da Opep, pode propor à organização
a entrada do Brasil. Destacou que o Irã é um membro importante
da Opep e observou que o Brasil já é um país exportador
de petróleo, ainda que em pequena escala. O ministro contou que respondeu
ao diplomata que o convite será objeto de estudo do governo brasileiro.
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BEM PARANÁ, 04 de
setembro de 2008 | Economia
Saúde
Brasileiro arca com 60,2% das despesas
Do total das despesas relacionadas à saúde, o governo respondeu,
em 2005, por 38,8%, enquanto as famílias arcaram com 60,2%, e as instituições
sem fins lucrativos a serviço das famílias, com 1%, apontam números
divulgados ontem pelo IBGE.
A despesa nacional com bens e serviços de saúde, em 2005, foi
de R$ 171,6 bilhões (8% do PIB). Desse total, as famílias gastaram
R$ 103,2 bilhões (4,8% do PIB), a administração pública
gastou R$ 66,6 bilhões (3,1%) e as instituições sem fins
lucrativos, R$ 1,8 bilhão (0,1%).
Ao longo da série
histórica, a principal despesa de consumo final das famílias
caiu na categoria definida pelo IBGE como “outros serviços
relacionados com atenção à saúde” (média
de 1,8% do PIB), que inclui consultas e exames, principalmente em ambientes
ambulatoriais. Os medicamentos (média de 1,6% do PIB entre 2000
e 2005) também tiveram um peso significativo na despesa familiar.
A saúde pública é a principal despesa de consumo final
das administrações públicas (passou de 2,4% a 2,6% do
PIB, entre 2000 e 2005).
De acordo com o estudo, em 2005, o número de beneficiários dos
planos privados de assistência médica chegou a 18,5% da população
do País.
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O ESTADO DO PARANÁ,
04 de setembro de 2008
Ex-Febem é condenada a pagar
funcionário por racismo
Agência Estado
A Fundação Casa (ex-Febem) foi condenada, na semana passada,
a pagar R$ 100 mil ao funcionário Reinaldo Luís da Silva, de
35 anos, por discriminação racial e danos morais. A decisão
foi da juíza da 5ª Vara do Trabalho de Ribeirão, Márcia
Cristina Sampaio Mendes. A instituição, a ré no processo,
irá recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas por
não concordar com o valor e para tentar reverter a decisão.
Testemunhas ouvidas pela Polícia
Civil, citadas na sentença, acusam a ex-diretora da Unidade de
Internação Rio Pardo, Eleonora Perez Guimarães,
como autora das ofensas e as informações foram consideradas
pela juíza. Silva disse que foi ofendido por Eleonora numa reunião
de trabalho, em 22 de fevereiro de 2007, com cerca de 30 servidores,
pelos termos "macacão" e "gorilão".
Ela não teria citado seu nome, mas olhado fixamente para ele.
Silva exercia a função de agente de apoio técnico
na UI Rio Pardo quando foi ofendido.
Isso lhe provocou depressão
e seu afastamento por problemas de saúde. A advogada do funcionário,
Renata Moreira da Costa, entrará ainda com outras três ações
semelhantes de funcionários da instituição nos próximos
dias. As ações serão encaminhadas à Justiça.
No 6º DP existem duas investigações criminais: uma
por racismo e outra em que Eleonora é acusada de extorquir ex-funcionários
que trabalharam na instituição com documentação
falsa. A Corregedoria da Fundação investiga todas as acusações,
segundo a assessoria de imprensa da instituição.
A advogada de Eleonora,
Ana Paula Vargas de Mello, disse que a condenação é trabalhista,
não criminal, e contra a instituição e não
sua cliente, e que Eleonora nega a prática do crime de racismo.
Ana Paula acrescentou que Eleonora, que não exerce mais cargos
de direção, mas apenas funções administrativas
(como confirma a Fundação), tomará "algumas
medidas" contra os envolvidos nas acusações, pois
se considera vítima de calúnia e de difamação.
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CONSULTOR JURÍDICO,
04 de setembro de 2008
Segurança no trabalho
Igreja Universal é condenada
a ressarcir INSS
A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada pela Justiça do Amazonas
a ressarcir o INSS pelos gastos que teve com Leandro França Parente.
Os valores se referem ao auxílio-doença e acidente do segurado,
que chegam a R$ 9 mil, mais as parcelas de pensão estimadas em R$ 160
mil.
O funcionário trabalhava
como servente de obra da igreja quando sofreu um acidente. Perdeu um
dedo e parte de outros três da mão esquerda ao manusear
uma serra elétrica circular. A obra chegou a ser embargada e a
Igreja autuada por 15 vezes.
Na ação, a Procuradoria
Federal Especializada do INSS acusa a Igreja de omissão na tomada
de medidas de proteção individual e coletiva no ambiente
de trabalho. Afirma que os trabalhadores não tinham acesso à informação
e sinalização correta sobre o risco profissional e reclama
da ausência de equipamentos de segurança e da permissão
do uso de equipamentos por trabalhadores não treinados.
A ação da
Procuradoria do INSS foi proposta com base na Lei 8.213/91, que estabelece
que, nos casos de negligência referentes as normas de segurança
e higiene do trabalho, a Previdência Social poderá propor
ação regressiva contra os responsáveis.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
04 de setembro de 2008
TST nega devolução
de valores pagos a mais a trabalhadora
A 3ª Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) deu provimento ao recurso
de uma funcionária da FCAP (Faculdade de Ciências Agrárias
do Pará) e determinou a extinção de ação
de cobrança de diferenças que teriam sido pagas a mais em um
processo trabalhista.
De acordo com informações
do TST, ela recebeu há 13 anos diferenças salariais referentes
a planos econômicos (Bresser e outros), após o reconhecimento
do direito em ação transitada em julgado na Justiça
do Trabalho.
Na condição de
autarquia federal, a FCAP, tempos depois e em conjunto com a União,
entrou com ação de cobrança na Justiça Federal,
para ser ressarcida em R$ 31 mil. Segundo alegou, o valor teria sido
pago indevidamente.
Por se tratar de conflito trabalhista,
o juiz federal declinou da competência e remeteu o processo à Justiça
do Trabalho da 8ª Região (Pará e Amapá).
Decisão do juiz da 3ª Vara
do Trabalho de Belém determinou a extinção do processo
por entender que a ação deveria ser processada separadamente,
e determinou seu arquivamento. A faculdade então entrou com recurso
no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 8ª Região e obteve
a reforma da sentença. O Regional determinou também o prosseguimento
do processo da União.
A funcionária apelou ao
TST. Para ela, o TRT, ao deferir o pedido da União, desconsiderou
a existência do recebimento de boa-fé de valores reconhecidos
por decisão transitada em julgado (quando não há mais
possibilidade de recurso).
Ela afirmou ainda que tais valores,
de natureza alimentar e salarial, se integraram ao seu patrimônio
jurídico, e sua pretensa devolução seria materialmente
impossível, injusta e inconstitucional.
O relator do processo no TST,
ministro Carlos Alberto Reis de Paula, manifestou-se pelo provimento
do recurso da funcionária. No voto, ele destacou que, ao receber
os valores deferidos em 1995, a trabalhadora agiu com nítida boa-fé, “já que
amparada por título judicial executivo derivado de decisão
transitada em julgado”.
RR 1855/1991-003-08-40.4
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
04/09/2008
Desmembramento de sindicato faz processo
voltar a TRT do Pará
Recurso de um novo sindicato,
criado por desmembramento e que busca legitimação de representação,
obteve acolhida na Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho. Após
longa discussão, os ministros da Turma anularam decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA/AP), que
manteve sentença declaratória da nulidade da constituição
do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Extração,
Beneficiamento e Industrialização de Minérios dos
Municípios de Ipixuna do Pará, Paragominas e Barcarena
do Estado do Pará – STIEBIM. Agora, o processo retornará ao
TRT da 8ª Região.
A determinação
da Primeira Turma é de que o Regional elucide a questão
da representatividade da assembléia que criou novo sindicato onde
já existe outro da mesma categoria - o Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias Extrativas dos Estados do Pará e Amapá (STIEAPA),
que representa os profissionais daquela região desde 1958. Com
o impedimento constitucional de dois ou mais sindicatos representarem
a mesma categoria em uma mesma base territorial, é necessária
a intervenção judicial para que se defina qual dos dois
representa a categoria nos municípios de Ipixuna do Pará,
Paragominas e Barcarena.
A 1ª Vara do Trabalho de
Abaetetuba (PA) declarou a nulidade do STIEBIM, ao verificar que havia
apenas 73 votantes na assembléia de criação do novo
sindicato. A sentença foi mantida pelo Tribunal Regional que,
ao tratar da regra constitucional da unicidade sindical, entendeu que
o processo de desmembramento deve observar alguns pré-requisitos,
para que não haja prejuízo na defesa dos direitos e interesses
da categoria profissional. O STIEBIM interpôs então embargos
de declaração para que o TRT esclarecesse a questão
e, em seguida, recurso de revista para o TST.
Segundo o relator da revista
no TST, ministro Walmir Oliveira da Costa, o Regional não deixou
claro quais os critérios adotados para bloquear o desmembramento,
pois o único pré-requisito indicado foi fato de o quórum
de integrantes da categoria profissional que decidiu pela criação
corresponder a apenas 10%. Para o TRT, este percentual está longe
de representar a vontade da maioria.
O objetivo da Primeira Turma
do TST, ao devolver o processo, é que o Tribunal explicite os
critérios legais adotados quanto à proporcionalidade, “em
razão não apenas do total dos integrantes da categoria,
mas do número de integrantes que trabalham na Região que
se pretende desmembrar”. A Turma concluiu que é necessário
mais do que apenas dizer que 10% não garantem legitimidade para
deliberar sobre o desmembramento.
Segundo a Constituição
Federal, na decisão judicial devem ser reveladas as premissas
fáticas e jurídicas que fundamentam a solução
da controvérsia, em sua integralidade. Para a Primeira Turma,
esse pressuposto de validade não foi observado, o que afetou a
legitimidade jurídica da decisão, pois o Tribunal Regional “não
emitiu juízo explícito sobre questão de fato relevante
ao desfecho do processo”. ( RR-2150/2005-101-08-00.1 )
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