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FOLHA
DE SÃO PAULO, 16 de setembro de 2008 | Dinheiro
Mercado de emprego formal abre 1,8 mi de
vagas e supera 2007
Pela primeira vez desde 92, índice acumulado
dos últimos 12 meses supera a marca de 2 milhões de novos
empregos | Entre as regiões, o Sudeste desponta como o maior gerador
de vagas; Estado de SP criou no período 725.402 novos postos com
carteira
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O desempenho do mercado de
trabalho formal nos oito primeiros meses de 2008 ano já superou
o total de postos gerados em todo o ano passado -considerado o melhor
da história do emprego formal. De janeiro a agosto, as vagas
com carteira assinada alcançaram 1,803 milhão de pessoas.
Ao longo de 2007, os novos empregos somaram 1,617 milhão.
Com a marca parcial, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) voltou a afirmar que
a expansão do emprego formal neste ano será a maior desde 1992,
atingindo 2,1 milhões de novas vagas. Em 1992, foi criado o Caged (Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados), que reúne todos os trabalhadores
admitidos e demitidos no mercado formal.
" Setembro, outubro e novembro serão meses de crescimento ainda muito
forte do emprego formal. Entramos em um ciclo virtuoso, que espero que dure muito
tempo", afirmou o ministro. Embora estime um avanço acelerado do
emprego nos próximos meses, o ministro destaca que dezembro, tradicionalmente, é um
mês de retração do mercado por conta da demissão dos
trabalhadores contratados para as festas de fim de ano.
Segundo Lupi, os dados do Caged de agosto mostram um outro fato inédito.
Pela primeira vez, o Caged acumulado dos últimos 12 meses superou a
marca de 2 milhões de novos empregos. Ou seja, de setembro do ano passado
a agosto deste ano, houve a criação de 2,065 milhões de
vagas formais. "Isso é importante para o Brasil, para a América
e para o mundo. Somos diferentes de outros países, porque criamos emprego
mantendo os direitos dos trabalhadores."
O setor de serviços continua sendo o que mais contribuiu para a geração
líquida de vagas. Foi responsável pela geração
de 585 mil postos de trabalho. A indústria da transformação
aparece em seguida, com 410 mil empregos.
Entre as regiões, mais uma vez o Sudeste despontou como o maior gerador
de empregos. O Estado de São Paulo criou no período 725.402 novas
vagas com carteira assinada.
Agosto
Somente no mês passado, o mercado de trabalho formal respondeu pela geração
de 239.123 vagas. Trata-se do melhor saldo para o mês, situando-se 79%
acima do resultado verificado em agosto de 2007. A agricultura foi o único
setor que influenciou negativamente o mercado. O setor fechou 4.995 vagas por
causa da entressafra no centro-sul do país.
A consultoria LCA informou que sua previsão para o crescimento do emprego
formal em agosto era de 179.265 novos postos no país. Ou seja, 75% do
resultado apresentado de fato pelo mercado. A consultoria vinha trabalhando
com a projeção de 1,785 milhão de novos postos para 2008.
Em agosto, pela primeira vez no ano, o Ministério do Trabalho também
detectou que o emprego nas regiões metropolitanas cresceu mais que nas
cidades do interior.
Isso não chegou a surpreender porque, em geral, o segundo semestre é marcado
pela redução de postos na agricultura e esse é o setor
que mais afeta o mercado de trabalho fora dos aglomerados urbanos.
Na análise do ministro, a agricultura continuará fechando vagas
até dezembro, recuperando-se a partir de janeiro.
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de setembro de 2008 | Economia
Número de empregos gerados em
agosto é 79% superior a 2007
Agência Brasil
Em agosto, foram gerados no país 239.123 empregos formais, segundo dados
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta segunda-feira
(15) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esse é o maior resultado
para o mês desde o início da série histórica do
Caged, em 1992, e representa um crescimento de 0,78% em relação
ao registrado em julho.
De acordo com o ministério,
houve expansão de 79% em comparação com o número
de empregos gerados em agosto de 2007 (133.239).
Entre janeiro e agosto
deste ano, foram criados 1.803.729 empregos, um recorde para o período.
O acumulado é 33% superior ao resultado verificado nos primeiros
oito meses de 2007 (1.355.824).
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de setembro de 2008 | Economia
Capitais criam mais empregos que interior
Agência Estado
Pela primeira vez no ano, a geração de vagas de emprego com carteira
assinada nas regiões metropolitanas do País superou a abertura
de postos de trabalho no interior. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados (Caged), foram criados 97.298 empregos formais nas nove áreas
metropolitanas no mês passado, o que representa um número recorde
para o mês de agosto. No interior, porém, a geração
de emprego somou 77.184 vagas em agosto.
O ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi, explicou que essa inversão na geração
de empregos é normal a partir do segundo semestre do ano, em função
do ciclo agrícola.
O setor da agricultura registrou
demissões de trabalhadores com empregos formais no mês de
agosto. O setor demitiu 4.995 pessoas por motivos sazonais, relacionados à entressafra
no Centro-sul do País. O ministro do Trabalho ressaltou, no entanto,
que a queda foi menor do que a registrada em agosto de 2007, quando a
agricultura demitiu 30.806 trabalhadores.
"O ano de 2008 está sendo
tão forte, tão atípico, que o homem do campo está preferindo
manter o seu trabalhador e diversificar as culturas. É até surpreendente,
mas estamos em um círculo virtuoso, que acho que vai demorar alguns
anos", disse Lupi.
O setor de serviços foi
o que mais contribuiu, com a abertura de 95.191 novos postos de trabalho,
número recorde para o mês para este segmento. A indústria
de transformação criou 54.576 novos empregos formais, enquanto
o comércio contribuiu com 54.159 novos postos. Para o comércio,
o resultado também é recorde no mês. A construção
civil apresentou a maior taxa de crescimento do emprego, que foi de 35.882
em agosto. E o setor extrativo mineral criou 1.579 postos de trabalho,
também uma geração recorde no mês.
Na avaliação do
ministro, os ganhos reais no valor do salário mínimo também
criaram "uma escada" que levou à melhoria do salário
em todos os setores. Segundo ele, 90% dos acordos coletivos de trabalho
fechados este ano tiveram ganho real para o trabalhador.
Lupi afirmou também que
a sua expectativa é de que sejam gerados mais de 2 milhões
de empregos formais em 2008. "É um número forte em
qualquer país do mundo. É um número para ser exportado
até para a China", disse. A previsão do Ministério
do Trabalho no início do ano era a criação de 1,8
milhão de empregos com carteira assinada este ano.
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FOLHA DE LONDRINA, 16 de
setembro de 2008 | Opinião
Mais municípios, mais empreguismo
e corrupção
O ideal seria o contrário:
pequenas comunidades voltarem a ser distritos, retornando às
antigas sedes de origem
A lavoura dos parlamentares e dos administradores
públicos é o
poder, porque dali eles extraem sua colheita, sempre generosa e que independe
de intempéries, de pragas, de insumos e da oscilação dos
mercados. Já foi escrito, com base em estudo de analistas, que as três
coisas mais rentáveis no Brasil são (e não necessariamente
nessa ordem) o sistema financeiro, o fabrico e o tráfico de drogas,
e ser governo. Agora os parlamentares querem aprovar emenda constitucional
que devolve aos estados a competência para criar novos municípios.
Nas 24 assembléias legislativas
encontram-se propostas adormecidas que, se aprovadas, criam 806 municípios,
com o ônus de o povo ter de sustentar o número correspondente
de prefeitos, 7.200 vereadores, mais os secretários municipais,
o funcionalismo, as instalações físicas, mordomias
e roubalheiras. Não se iludam os brasileiros, porque os políticos
estão propensos a aprovar essa lei (que já passou triunfante
na Comissão de Constituição e Justiça) e
as assembléias irão aprovar a geração das
novas comunas.
O presidente da Confederação
Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, não se pronunciou
contrário, limitando-se a questionar algumas restrições
da proposta, relativas a índices populacionais. Esperava-se dele
posição contrária pela previsão da enxurrada
de gastos com novos municípios. Duas décadas atrás
havia no Brasil 8 milhões de pessoas dependentes do serviço
público, aí incluídos os governantes e todo o quadro
nacional do funcionalismo. Acredita-se que hoje o número esteja
beirando os 10 milhões, porque tem havido constante aumento de
funcionários, muitos úteis e outros não. Foi o então
ministro do Planejamento, Mário Henrique Simonsen, quem declarou
na época que daqueles 8 milhões, metade poderia ser dispensada
(incluindo metade dos políticos), o que resultaria em economia
e melhor desempenho do serviço público.
A criação
de mais municípios aumentará o ônus do povo, significando
a necessidade de mais impostos para atender à demanda. Provou-se
que o atendimento público piorou na maioria dos municípios
novos com relação ao tempo de distritos, porque a baixa
arrecadação mal paga o pessoal burocrático e a
estrutura física, que antes não existia. O ideal - embora
isso pareça utopia - seria exatamente o contrário: os
pequenos municípios retornarem à dependência dos
municípios de origem.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
16 de setembro de 2008 | Dinheiro
Em discurso à distância,
presidente diz que trabalhador brasileiro é "imbatível"
SERGIO TORRES
ENVIADO ESPECIAL A RESENDE (RJ)
Para quase 4.000 operários
da Volkswagen reunidos ontem de manhã na fábrica de Resende
(cidade a 160 km do Rio, na região sul fluminense), o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um sistema de alto-falantes,
qualificou como "imbatíveis" os trabalhadores do país.
Até então frustrados com a ausência do presidente à inauguração
simbólica pela Volkswagen do terceiro turno de produção
da fábrica de caminhões e ônibus, instalada há 12
anos no pólo industrial de Resende, os operários aplaudiram com
entusiasmo a curta fala de Lula -cerca de cinco minutos. Também foi
inaugurado um centro de logística no complexo de 135 mil metros quadrados.
" A sociedade sabe que os trabalhadores brasileiros são imbatíveis.
Imbatíveis em criatividade e em produtividade", discursou Lula, à distância.
O presidente falou ao operariado da Volkswagen na base aérea de Santa
Cruz (zona oeste do Rio), onde chegara pouco antes, vindo de Mangaratiba (cidade às
margens da baía de Sepetiba, no litoral do Estado), onde passara o fim
de semana na casa de veraneio do governador Sérgio Cabral (PMDB).
As presenças de Lula, Cabral e do ministro do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio, Miguel Jorge, em Resende foram anunciadas pela empresa,
que trouxe da Alemanha, para saudar as autoridades brasileiras, o presidente
mundial da Volkswagen Veículos Comerciais, Stephan Schaller.
Schaller lamentou não ter encontrado o presidente, cuja justificativa
para o cancelamento da presença foi o mau tempo no Estado do Rio. Por
causa da chuva e do nevoeiro, o helicóptero que levaria Lula de Mangaratiba
para Resende não teve condições de decolar, conforme a
versão difundida pela Presidência da República.
No rápido pronunciamento aos operários, Lula disse ainda que
a Volkswagen vive no Brasil um "momento extraordinário". Segundo
ele, a empresa e o Brasil crescem simultaneamente, o que "gera mais empregos" e
renda. "Por isso eu queria dar os parabéns a vocês pela construção
desse centro de logística, desses investimentos."
Maior montadora de caminhões no Brasil, a Volkswagen Caminhões
e Ônibus planeja atingir neste ano cerca de 60 mil unidades produzidas.
Para acelerar a produção, a empresa decidiu criar um terceiro
turno de trabalho, o que deverá gerar 1.300 empregos diretos.
Há ainda o plano de investir, até 2012, R$ 1 bilhão na
produção de grandes veículos na fábrica do interior
do Rio.
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de setembro de 2008 | Política
Menos de 1% prioriza educação
ao votar
Agência Estado
O brasileiro não prioriza a educação na hora de votar,
constatou a primeira edição da pesquisa anual do Ibope sobre
educação. De acordo com o levantamento, menos de 1% da população
considera as propostas para a educação determinantes na escolha
do prefeito. O estudo revela ainda que 68% dos entrevistados não têm
a menor idéia do que o atual governante está fazendo pela educação
em seu município.
Na avaliação do
ministro da Educação, Fernando Haddad, o desinteresse pela
educação parte das classes dirigentes. "O que temos
que fazer é sensibilizar a classe política, os empresários
e a sociedade civil de que educação é a base da
civilização. Sem ela, não há crescimento
econômico distribuição de renda, queda da criminalidade. É um
trabalho de longo prazo, pois no Brasil é muito recente esse despertar
para o valor da educação", disse o ministro no lançamento
do movimento Educar para Crescer, quando foi divulgada a pesquisa, no
Museu da Casa Brasileira, em SP.
Na pesquisa do Ibope foram ouvidas
mil pessoas, com idade entre 16 e 69 anos, de todas as classe sociais,
moradoras de nove regiões metropolitanas do País: Salvador,
Fortaleza, Recife, Distrito Federal, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte,
Rio de Janeiro e São Paulo.
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de setembro de 2008 | Política
FHC diz que popularidade de Lula não
reflete nas eleições
Helio Miguel
A alta popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem pouca
influência nas eleições municipais. É o que disse,
ontem, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que esteve em Curitiba para
dar uma palestra no 24.º Congresso Brasileiro de Nefrologia, no Estação
Embratel Convention Center, em Curitiba.
Em um encontro com a imprensa
pouco antes do evento, FHC falou também que está havendo
descontrole do governo no caso dos grampos, e comentou, ainda, a situação
na Bolívia e a crise econômica mundial.
“Eleição
municipal depende de circunstâncias bastante locais. O presidente
Lula tem popularidade, mas foi a São Paulo e a Marta caiu (nas
pesquisas). Não caiu porque o Lula tem popularidade. Caiu, porque
o eleitorado não responde a esses fatores gerais”, disse
FHC, depois de reforçar que apóia o candidato de seu partido à Prefeitura
de São Paulo, Geraldo Alckmin, e opinar sobre as eleições
curitibanas: “Aqui, acho que ganha o Beto Richa”.
Ele ainda comentou sobre a polarização
entre José Serra e Aécio Neves como possíveis candidatos
do PSDB para as eleições presidenciais de 2010: “Pode
ter certeza de uma coisa: nós vamos estar juntos”, disse
sem apontar sua preferência.
Sobre o assunto dos grampos,
o ex-presidente comparou a situação atual com a crise dos
cartões corporativos, aproveitando para criticar o governo atual. “Não
se apura nada, fica só no mal estar. Não acredito que seja
uma coisa intencional do governo, mas é um descontrole, e quando
há falta de controle, cada segmento começa a fazer a sua
política, e isso é desagradável”, afirmou.
Fernando Henrique também
comentou a crise boliviana. “Quando a situação chega
a esse ponto, cabe ao presidente entender que a sua maior responsabilidade é evitar
a divisão do país”, alertou, lembrando que Evo Morales
não pode levar a situação a ponto de arriscar a
divisão.
“Quando o país se
corta em dois, leva muitos anos para se recompor. Espero que eles cheguem
a algum entendimento”, salientou. Para ele, a posição
do Brasil sobre a crise na Bolívia deve ser “equilibradora”.
Ao falar sobre a crise financeira
mundial, sobrou mais uma crítica de FHC ao governo atual - dessa
vez em relação aos gastos públicos, muito elevados
na opinião dele.
“Isso vai ter que
ser revisto, senão vamos ter que continuar nessa base de usar
taxa de juros como breque de tudo. E isso tem resultados que podem
não ser bons”, avaliou o ex-presidente.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
16 de setembro de 2008 | Cotidiano
GREVE DA POLÍCIA
STF suspende julgamento do dissídio
no TRT
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Atendendo a um pedido do governo
do Estado de São Paulo, o STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu
temporariamente o julgamento, no TRT (Tribunal Regional do Trabalho),
do dissídio coletivo de greve de nove categorias da Polícia
Civil.
Para o governo estadual, o julgamento deveria ser feito pela Justiça
Comum.
O ministro Eros Grau manteve, porém, decisão liminar do TRT determinado
a manutenção de 80% do efetivo durante o movimento grevista.
Está prevista hoje uma paralisação, a partir das 8h. Segundo
Sérgio Marcos Roque, presidente da associação dos delegados,
os policiais não registrarão ocorrências consideradas menos
graves, como perda de documentos.
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AGÊNCIA DIAP, 16 de setembro de 2008
RETORNO AO TRABALHO
Metalúrgicos do ABC negociam
e voltam às fábricas
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que representantes das
principais empresas de autopeças da região procuraram a direção
da entidade para pedir a retomada das negociações. Com esse desdobramento,
apesar de o estado de greve permanecer, os trabalhadores destas empresas voltaram
ao trabalho nesta segunda-feira (15), até que os acordos sejam discutidos.
Segundo a direção do Sindicato dos Metalúrgicos, as empresas
de autopeças que procuraram a entidade ontem empregam cerca de 80% dos
trabalhadores deste setor do ABC.
De acordo com o sindicato, o Sindipeças (sindicato patronal) não
participou da reunião de domingo (14). Nessa situação,
o sindicato informou que os acordos poderão ser fechados em separado
- diretamente com cada uma das empresas e o Sindicato dos Metalúrgicos.
O balanço das negociações será divulgado amanhã.
Os metalúrgicos do ABC que atuam no setor de autopeças decidiram
na sexta-feira entrar em greve por tempo indeterminado. Na noite de sexta-feira,
12, eles recusaram em assembléia a proposta de reajuste salarial das
empresas da região.
A categoria - que tem 22 mil trabalhadores na região - defende o aumento
de 11,01% mais um abono - índice igual ao conquistado pelos trabalhadores
das montadoras. (Fonte: Agencia Estado)
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AGÊNCIA DIAP, 16 de setembro de 2008
FINANCIAMENTO SINDICAL
Sindicato de base é obrigado a repassar contribuição sindical
Sindicatos não podem deixar
de repassar 15% da contribuição sindical às
federações, 5% às confederações
e 20% ao Governo.
Apesar de o repasse estar previsto na Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT), muitas entidades sindicais excluem federações
e confederações "por questões meramente políticas",
afirma o advogado Fabio Zanão, sócio do escritório Fortunato,
Cunha Zanão e Poliszezuk, que conseguiu na Justiça obrigar um
sindicato a repassar a uma federação o percentual relativo à contribuição.
De acordo com o advogado, o que ocorre é que 60% da contribuição
sindical recolhida ficam com as entidades sindicais e os outros 40% são
repassados ao Governo, quando o correto é destinar 15% às federações,
5%, às confederações e 20% ao governo.
" Essa atitude prejudica as atividades das federações e confederações,
que correm o risco de quebrar, pois depedem da contribuição para
sobreviver", diz o advogado.
Sem jurisprudência
Fábio Zanão explica que a alegação usada pelas
entidades sindicais é de que, por não serem filiados à federação,
podem excluí-la da contribuição.
" Mas isso viola a lei e permite uma anarquia sindical", afirma o advogado.
Até então, não há jurisprudência sobre o tema,
mas o Fábio Zanão diz acreditar que a sentença da Quarta
Vara do Trabalho de São José dos Campos (SP) abra precedentes para
que outras federações recorram à Justiça.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
16 de setembro de 2008
INSS recebe recomendação
para não descontar aposentadorias indevidamente
O MPF-PR (Ministério Público Federal no Paraná) recomendou
que o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) não efetue mais descontos
indevidos em folhas de pagamentos de pensões e aposentadorias dos beneficiários.
A PRDC (Procuradoria Regional
dos Direitos do Cidadão) recomendou que o INSS exija que todos
os contratos de crédito consignado celebrados entre aposentados
e pensionistas e instituições financeiras sejam acompanhados
de documento que identifique em qual agência bancária o
contrato foi celebrado.
O INSS, segundo a recomendação,
deve suspender quaisquer descontos em folha dos benefícios previdenciários
dos aposentados e pensionistas que já tenham ou venham a oferecer
reclamações administrativas alegando não ter celebrado
contratos de crédito.
Segundo informações
do MPF-PR, foram constatados casos nos quais empresas comerciais abordam
os aposentados e pensionistas do INSS em suas casas com a finalidade
de lhes oferecer produtos mediantes práticas abusivas que acarretam
prejuízos econômicos e morais.
De acordo com o artigo 4º,
da Instrução Normativa INSS, a contratação
de operações de crédito consignado só poderá ser
realizada na própria instituição financeira ou por
meio de um banco vinculado. Pelo fato de que o contrato é feito
por vendedores, muitas vezes os consumidores não têm conhecimento
de que na realidade estão contratando uma operação
de crédito consignado com bancos.
“O INSS não vem
observando sua própria regulamentação, não
exigindo que os contratos sejam realizados ou na sede das instituições
financeiras, ou mediante a assinatura do competente contrato na presença
de um correspondente bancário a ela vinculada”, escreve
o procurador regional dos Direitos do Cidadão Elton Venturi na
recomendação.
O INSS tem 15 dias para
informar as providências adotadas em relação ao
cumprimento da recomendação.
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CONSULTOR JURÍDICO,
16 de setembro de 2008
Dia remunerado
Escala de trabalho 4 por 2 não
afasta dobro de feriado
O serviço prestado nos feriados, ainda que pelo sistema de quatro dias
de trabalho por dois de descanso, deve ser remunerado em dobro, como dispõe
o artigo 9° da Lei do Descanso Remunerado (605/49) e a Súmula 146
do Tribunal Superior do Trabalho. Com esse fundamento, a 1ª Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 3ª Região (Minas Gerais) condenou uma empresa
de vigilância a pagar em dobro os feriados trabalhados por um segurança.
A juíza Maria Laura Franco
Lima de Faria, relatora do caso, afirma que para os domingos há uma
compensação automática pelos descansos feitos nos
outros dias da semana. No entanto, a regra não vale para os feriados,
pois o descanso em outro dia da semana não é uma compensação.
“Não se pode presumir
que no regime de trabalho mediante escala de 4x2 o segundo dia de folga
tenha por finalidade a compensação dos feriados laborados”,
afirma a juíza. Para provar que trabalhou nos feriados, o trabalhador
apresentou os cartões de ponto.
RO 00959-2007-018-03-00-1
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
16/09/2008
Uso de celular previsto em acordo coletivo
garante horas de sobreaviso
Previsão em acordo coletivo
para considerar como de sobreaviso o empregado que ficasse à disposição
em caráter permanente ou dentro de uma escala predeterminada,
utilizando BIP ou qualquer outro meio de comunicação, e
comprovada permanência à disposição da empresa
através de celular. Foram essas as condições específicas
que definiram a concessão de adicional de sobreaviso a um trabalhador
da Brasil Telecom S.A. – Telesc, em Florianópolis.
Ao analisar os embargos, a Seção
Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior
do Trabalho manteve a concessão de sobreaviso definida pelo Tribunal
Regional do Trabalho da 12ª Região (SC), pois verificou que,
diante dos fatos apresentados pelo TRT, não haveria a contrariedade,
alegada pela empresa, à Orientação Jurisprudencial
nº 49 da SDI-1, que é inespecífica, e não alcança
as particularidades do caso. A empresa argumentava que a utilização
do aparelho celular se devia ao avanço tecnológico e não
impedia a liberdade do funcionário. E mais: que esse uso não
poderia ser confundido com a previsão legal que limita a locomoção
do empregado.
No entanto, foi determinante
para o desfecho do julgamento a existência de acordo coletivo prevendo
a aplicação do artigo 244 da CLT - concessão de
sobreaviso - às condições apresentadas no caso.
O acordo determinava que seria considerado de sobreaviso, por aplicação
analógica do artigo 244 da CLT, o empregado que, utilizando aparelho ‘BIP’ ou
qualquer outro meio de comunicação, ficasse à disposição
da empresa em caráter permanente dentro de uma escala predeterminada.
O processo
Na primeira instância,
a 7ª Vara do Trabalho de Florianópolis indeferiu o pedido
do ex-empregado da Telecom porque ele já recebera pelo período
em que estava escalado para essa tarefa. Recorrendo ao TRT/SC, o trabalhador
conseguiu mudar a sentença. Segundo o Tribunal Regional, a liberdade
de locomoção do funcionário foi “tolhida por
iminente chamada telefônica em celular”. Além disso,
o Regional considerou comprovada a permanente disponibilidade do trabalhador
para a empresa, além de seus períodos de escala predeterminada.
A Brasil Telecom recorreu ao
TST. A Primeira Turma avaliou que a conclusão do Regional, de
que havia impedimento à liberdade de locomoção do
empregado, era uma premissa fática. A Turma, assim, não
poderia decidir de forma diversa, pois isso exigiria o reexame de fatos
e provas, vedado no TST, com base na Súmula nº 126.
A empresa interpôs embargos,
rejeitados pela SDI-1. Além de não verificar contrariedade à OJ
nº 49, a Seção Especializada ainda observou que, ao
não conhecer do recurso de revista por fundamento em súmula
de direito processual - Súmula 126 -, a decisão da Primeira
Turma não avaliou o mérito, o que não permite confrontação
com a argumentação apresentada pela Telecom no recurso
de embargos. ( E-ED-RR - 9884/2002-900-12-00.6 )
(Lourdes Tavares)
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